Exibida pela HBO e que conquistou o público brasileiro nas noites e madrugadas do SBT, é um marco na televisão mundial, destacando-se por sua abordagem crua e realista do sistema prisional americano. Lançada em 12 de julho de 1997, a produção criada por Tom Fontana apresenta a Penitenciária Estadual Oswald, conhecida como Oz, um ambiente hostil onde detentos e agentes penitenciários lutam incessantemente por poder e sobrevivência.
A trama se desenrola principalmente na Emerald City, uma unidade experimental sob a direção de Tim McManus. Este espaço busca implementar práticas de reabilitação, desafiando as normas tradicionais do sistema prisional. No entanto, a convivência entre os presos e a constante tensão entre grupos rivais revelam a fragilidade desse ideal, expondo a brutalidade e a corrupção que permeiam o ambiente carcerário.
Com personagens complexos e enredos intrincados, "Oz" não hesita em abordar temas delicados, como racismo, homofobia, violência física e mental e a busca do ser humano por alguma redenção. A série, através de suas narrativas impactantes, propõe uma reflexão profunda sobre a natureza humana em circunstâncias adversas, consolidando seu legado na história da televisão.
A tentativa de revitalizar o "Estrelas da Casa" acabou ficando em segundo plano diante do impacto que Anitta conseguiu causar. Encerrando sua terceira temporada nesta quinta-feira (24/09/26), a produção, criada por Boninho antes de sua saída da Globo, mostrou que ainda busca seu lugar ao sol, mas sem grande sucesso. Em vários momentos, parecia que o formato ainda estava se ajustando, tentando se definir após dois anos de tentativas frustradas.
É importante lembrar que as duas primeiras edições, sob o nome apenas de "Estrela da Casa", não conquistaram o público como esperado. Os vencedores dessas temporadas, apesar de algum destaque inicial, não chegaram a alcançar a relevância desejada — um padrão que se repete com muitos campeões do "The Voice Brasil", hoje na SBT. Na terceira temporada, a mudança de nome para "Estrelas da Casa" trouxe uma esperança de renovação: a intenção era formar um grupo musical de sucesso. E, de fato, essa alteração tornou o programa mais interessante na teoria. Contudo, a convivência entre os participantes foi pouco explorada, assim como a transmissão 24 horas, que nunca se consolidou de fato.
Até as camas, instaladas nos camarins de forma pouco clara, reforçaram a sensação de que o reality ainda buscava sua identidade. A chegada de três novos jurados — Júnior, Belo e, principalmente, Anitta — trouxe uma nova dinâmica. E aqui reside o grande acerto da temporada: a presença da artista carioca.
Anitta entrou na competição sem papas na língua. Sua postura franca e direta contrastou com o que estamos acostumados a ver em outros realities musicais, onde a diplomacia muitas vezes prevalece. Ela não se limitou a elogios vazios ou comentários genéricos; apontou erros, desafinos e momentos constrangedores com uma sinceridade que mexeu com o programa. E, por vezes, esse impacto foi ainda maior por evidenciar as falhas ao vivo, deixando claro que nem tudo era perfeito.
O público, ao assistir, podia perceber as desafinações, as coreografias desajeitadas e as apresentações que deixaram a desejar. Alguns participantes, inclusive, demonstraram incômodo com as críticas duras de Anitta. Foi nesse contexto que ela protagonizou um dos momentos mais marcantes do final, ao alertar os concorrentes de que as críticas feitas na TV poderiam ser apenas a ponta do iceberg — e que, se desejassem seguir na carreira artística, precisariam estar preparados para as redes sociais e suas opiniões contundentes.
Por tudo isso, Anitta se tornou o grande destaque da terceira temporada. Sua presença gerou uma repercussão que o programa, por si só, não conseguiu alcançar. Quando ela falava, o episódio ganhava visibilidade; quando ela não estava, o programa quase desaparecia das conversas, ficando à sombra de sua figura.
Embora Ana Clara continue uma excelente apresentadora, experiente na condução do formato, foi Anitta quem roubou a cena neste ciclo. Os espectadores ficaram mais atentos às polêmicas, às falas cortadas e às declarações que viralizaram nas redes sociais, do que propriamente às performances ou ao desenvolvimento dos participantes.
Curiosamente, essa atenção toda acabou sendo uma vitória indireta para o programa. Afinal, gerar qualquer tipo de comentário — mesmo que focado nas controvérsias de Anitta — é um avanço em relação ao silêncio ou à falta de repercussão que o programa vinha sofrendo. Assim, pode-se dizer que a temporada foi marcada por sua maior estrela: a própria Anitta.
Ela foi, disparadamente, o maior acerto da formação do novo "Estrelas da Casa", sobretudo porque, ao contrário do que acontecia com a competição em si, ela conseguiu captar a atenção. Sua participação transformou o que poderia ser mais uma temporada esquecível em algo que, pelo menos, deixou sua marca na memória do público.
A produção tentou fazer ajustes, e em alguns aspectos conseguiu. A ideia de criar um grupo musical trouxe uma finalidade mais clara à disputa, enquanto a entrada de novos jurados dinamizou o programa. No entanto, o saldo geral permanece abaixo do esperado, refletindo as dificuldades enfrentadas nas temporadas anteriores.
A grande diferença nesta edição foi, sem dúvida, a presença de Anitta. Ela conseguiu algo que poucos conseguiram: fazer o programa ser visto, falado e comentado, mesmo que por motivos muitas vezes controversos. No fim das contas, "Estrelas da Casa" teve sua maior estrela fora do palco, na bancada. E essa estrela foi exatamente quem fez toda a diferença.
Quando lembramos uma guerra apenas por seus comandantes, uma parte importante da história fica fora do quadro.
Anna Néri atuou no cuidado de feridos durante a Guerra do Paraguai. Sua trajetória tornou-se uma referência para a memória da enfermagem brasileira e para o reconhecimento de um trabalho indispensável em meio ao conflito.
A imagem desta publicação é uma pintura de Victor Meirelles, produzida por volta de 1890. Ela pertence à memória visual construída sobre Anna Néri; não é uma fotografia tirada durante seu serviço nos hospitais.
Essa distinção permite valorizar duas histórias ao mesmo tempo: a da mulher que cuidou de pessoas durante a guerra e a da obra que ajudou a fixar sua figura na lembrança pública.
Que outras pessoas ligadas ao cuidado, e não apenas ao combate, você gostaria de ver lembradas aqui?
Obra: Victor Meirelles, “Ana Justina Nery”, c.1890, Pinacoteca do Paço Municipal de Salvador. Reprodução de obra histórica em arte editorial.
🎬 E se a máfia não fosse apresentada como uma lenda, mas como parte da rotina?
É justamente aí que Os Bons Companheiros se diferencia.
Lançado em 1990, o filme de Martin Scorsese não tenta transformar seus criminosos em figuras distantes e quase míticas. Em vez disso, acompanha o cotidiano de Henry Hill, Jimmy Conway e Tommy DeVito — homens que roubam, ameaçam, matam e, ao mesmo tempo, discutem em restaurantes, participam de festas, cuidam da família e vivem pequenas situações aparentemente banais.
Essa proximidade é uma das grandes forças do filme.
Henry Hill cresce fascinado pelo estilo de vida dos mafiosos. Para ele, aquele universo representa dinheiro, respeito e liberdade. Aos poucos, porém, a fantasia começa a revelar seu verdadeiro preço.
O que parece uma vida perfeita por fora é sustentado por medo, violência e desconfiança. A mesma pessoa que hoje chama você de amigo pode ser aquela que amanhã decide eliminá-lo.
E Scorsese transforma essa contradição em linguagem cinematográfica.
A câmera acompanha os personagens de maneira frenética, os cortes aceleram, os enquadramentos revelam relações de poder e até os momentos mais cotidianos carregam uma sensação permanente de perigo. Não é apenas uma história sobre criminosos: é um mergulho em uma realidade na qual status e sobrevivência caminham juntos.
E existe ainda a música.
Rolling Stones, The Who, Cream, Aretha Franklin e outros grandes nomes ajudam a construir a identidade do filme. As canções não aparecem simplesmente como decoração: elas acompanham a ascensão, a euforia, o excesso e também a destruição daquele estilo de vida.
O elenco completa o impacto.
Ray Liotta conduz o espectador pela trajetória de Henry, enquanto Robert De Niro dá vida ao calculista Jimmy Conway e Joe Pesci transforma Tommy DeVito em uma presença imprevisível e explosiva. A famosa cena em que Tommy pergunta o que há de engraçado em uma história de Henry nasceu de um improviso de Pesci e se tornou um dos momentos mais lembrados do filme.
Mas talvez o mais interessante seja perceber que Os Bons Companheiros nunca precisa transformar seus personagens em heróis.
O filme mostra o fascínio daquele mundo e, ao mesmo tempo, expõe sua brutalidade. O luxo vem acompanhado do medo. O poder exige violência. A lealdade tem prazo de validade.
Baseado no livro Wiseguy, de Nicholas Pileggi, o longa acompanha a ascensão e a queda de Henry Hill dentro do crime organizado e constrói um retrato muito mais íntimo da máfia do que a imagem tradicional criada por tantos filmes do gênero.
Coppola teve O Poderoso Chefão. Brian De Palma, Scarface. Sergio Leone, Era Uma Vez na América.
Scorsese, por sua vez, encontrou uma maneira própria de mostrar o submundo: colocando o espectador praticamente dentro dele.
E é justamente essa proximidade que faz Os Bons Companheiros continuar sendo lembrado como um dos grandes filmes sobre o crime organizado.
Porque, por algumas horas, o espectador não observa a máfia de longe.
Ele entra na casa dos personagens, senta à mesa com eles, acompanha suas festas, seus golpes e suas discussões — até descobrir que, naquele mundo, ninguém está realmente seguro.
Claro — abaixo está uma versão totalmente reestruturada, com outra voz, construção e ritmo, preservando a ideia central e os principais argumentos do texto original.
A Rede Social: um novo Cidadão Kane
## A Rede Social: o retrato de um homem que conquistou o mundo e perdeu quase todo o resto
Poucos filmes sobre tecnologia estão realmente interessados em tecnologia. **A Rede Social** (2010), dirigido por David Fincher, tampouco está. Por trás da história da criação do Facebook, o que existe é um estudo desconfortável sobre ambição, ressentimento, amizade, reconhecimento e, sobretudo, solidão.
É nesse sentido que a comparação com **Cidadão Kane** (1941), de Orson Welles, deixa de parecer exagerada. Os dois filmes acompanham homens extraordinariamente ambiciosos que constroem impérios e, ao mesmo tempo, permanecem emocionalmente inacessíveis. Um ergue um império da comunicação; o outro ajuda a criar uma nova maneira de as pessoas se comunicarem. Ambos, porém, parecem incapazes de estabelecer vínculos à altura do poder que conquistaram.
Mark Zuckerberg, interpretado por Jesse Eisenberg, não é apresentado como herói nem como vilão convencional. Fincher prefere algo mais incômodo: um protagonista difícil de decifrar. Inteligente, obstinado, socialmente desajeitado e aparentemente indiferente às consequências de suas próprias decisões, Zuckerberg parece estar sempre perseguindo alguma coisa que o dinheiro, no fim das contas, não consegue explicar.
E é justamente aí que o filme se torna mais interessante.
Em vez de contar linearmente a ascensão do Facebook, Fincher monta a narrativa como uma investigação. De um lado estão os depoimentos e disputas judiciais que surgem depois da explosão da rede social. De outro, os acontecimentos que levaram até ali. O passado vai sendo revelado aos poucos, como peças de um quebra-cabeça, e cada nova informação modifica a percepção que temos do personagem.
No centro dessa história está Eduardo Saverin, interpretado por Andrew Garfield. Amigo de Zuckerberg e um dos primeiros parceiros do projeto, Saverin funciona como seu contraponto emocional. Enquanto Zuckerberg parece cada vez mais disposto a sacrificar relações em nome de seus objetivos, Eduardo representa justamente aquilo que o protagonista não sabe preservar: amizade, lealdade e afeto.
Também existe o conflito com os irmãos Winklevoss, que acusam Zuckerberg de ter utilizado uma ideia que havia sido discutida entre eles para desenvolver uma rede social em Harvard. O filme transforma essas disputas em parte de uma narrativa maior sobre autoria, poder e oportunismo.
Mas os processos judiciais são apenas a superfície.
O verdadeiro assunto de **A Rede Social** é Zuckerberg.
David Fincher sempre demonstrou interesse por personagens que vivem à margem das convenções sociais, e aqui ele encontra um protagonista particularmente fascinante. Zuckerberg não parece interessado apenas em ficar rico. Existe nele uma necessidade mais profunda de provar alguma coisa — aos outros e, talvez principalmente, a si próprio.
Por isso, o Facebook acaba funcionando quase como uma extensão de sua personalidade. É uma máquina gigantesca de conectar pessoas criada por alguém que demonstra enorme dificuldade em se conectar emocionalmente com quem está ao seu lado.
Essa contradição dá ao filme sua força.
O roteiro de Aaron Sorkin, inspirado no livro _Bilionários por Acaso_, de Ben Mezrich, não pretende funcionar como uma reconstrução jornalística definitiva dos acontecimentos. Há dramatização e liberdade narrativa. O objetivo é outro: transformar acontecimentos recentes em uma espécie de parábola sobre uma geração que começava a descobrir que reconhecimento, influência e popularidade poderiam ser conquistados — e medidos — por meios completamente novos.
Sorkin faz isso com diálogos rápidos, afiados e frequentemente agressivos. Fincher, por sua vez, filma esse universo com uma frieza calculada. O resultado é um filme em que quase ninguém está interessado apenas em dinheiro. Todos querem alguma forma de reconhecimento.
E talvez seja essa a chave para entender Zuckerberg.
A grande ironia é que o homem responsável por criar uma das maiores plataformas de interação social do mundo parece incapaz de estabelecer uma relação verdadeiramente íntima. Quanto maior se torna sua capacidade de aproximar milhões de pessoas, mais isolado ele parece ficar.
Jesse Eisenberg entende perfeitamente essa contradição. Sua interpretação evita transformar Zuckerberg em um monstro. Ele é irritante, arrogante e muitas vezes cruel, mas também é vulnerável. Existe alguma coisa quebrada naquele personagem, embora o filme nunca ofereça uma explicação simples para isso.
A sequência de abertura deixa essa questão evidente. O longo diálogo entre Zuckerberg e Erica, interpretada por Rooney Mara, parece inicialmente apenas uma discussão de casal. Na realidade, funciona como uma espécie de mapa para tudo o que virá depois. O relacionamento fracassa, mas a necessidade de Zuckerberg de ser reconhecido permanece.
E o encerramento retoma essa mesma ferida.
Entre essas duas cenas, acompanhamos a criação de uma empresa que mudaria a comunicação contemporânea. Mas Fincher está menos interessado na invenção do Facebook do que na pessoa que existe por trás dela.
É aí que **A Rede Social** encontra **Cidadão Kane**.
Ambos são filmes sobre homens que conseguem conquistar praticamente tudo aquilo que o mundo considera sinônimo de sucesso, mas continuam perseguindo algo que não pode ser comprado, acumulado ou transformado em patrimônio.
Kane tinha “Rosebud”.
Zuckerberg tem sua própria versão desse mistério.
E talvez a grande pergunta de **A Rede Social** não seja como alguém conseguiu criar o Facebook, mas por que alguém precisaria criar um mundo inteiro para finalmente sentir que pertencia a ele.
ATENÇÃO, ATENÇÃO
🎬 No jogo do dinheiro, lealdade vale mais que milhões.
Eduardo Saverin tinha colocado tudo na empresa — dinheiro, tempo e, principalmente, a confiança em Mark Zuckerberg. Só que, ao receber os novos documentos, seu mundo desabou em segundos. As suas 1.388.334 ações (34,4%) foram diluídas silenciosamente para apenas 0,03%. Um movimento arquitetado por quem ele chamava de amigo. O sócio que ele ajudou a construir um império… foi o mesmo que o tirou da jogada.
🔥 A lição? No mercado, JAMAIS assuma que seu lugar está garantido. Leia cada contrato. Proteja sua participação. Porque o maior risco não é perder dinheiro… é confiar nas pessoas erradas.
A segunda temporada de "Vermelho Sangue" consolidando-se como uma produção que alia elementos culturais brasileiros a uma narrativa de fantasia, identidade e crescimento pessoal.
Algumas das mulheres entrevistadas para esta matéria também aparecem no documentário da HBO "Manhunt", sobre a caçada a Osama bin Laden. É um documentário incrível sobre as pessoas — em sua maioria mulheres — que conduziram a busca por ele; a paixão, a determinação e a obsessão delas seriam familiares a qualquer fã de Homeland (2011-2020 Serie de TV), assim como a misoginia institucional que enfrentaram.
Não se deixe enganar pelo péssimo título American Manhunt: Osama Bin Laden (2025). Eu mesmo passei algum tempo ignorando o algoritmo que me sugeria essa minissérie da Netflix, mesmo sofrendo de uma certa fixação pelo tema do atentado às Torres Gêmeas e pela história da Al-Qaeda e Osama Bin Laden.
CURIOSIDADE:
Aos 30 anos, Elizabeth Hanson já fazia um trabalho que pouca gente ao seu redor conseguia imaginar. Formada em economia e com estudos em russo, ela entrou para a CIA em 2005 e passou a trabalhar como targeter, uma especialista em transformar uma quantidade enorme de informações em pistas capazes de levar aos alvos da inteligência americana. Comunicações interceptadas, imagens, relatórios e outras informações eram cruzados para descobrir onde estavam integrantes da Al-Qaeda e do Talibã. Entre os homens que sua equipe procurava estava Osama bin Laden. Elizabeth nasceu em Rockford, Illinois, em 1979, e estudou no Colby College, onde se formou em economia e estudou língua e literatura russas. Depois dos ataques de 11 de Setembro, seu interesse pelo mundo islâmico e pela relação entre religião e economia ajudou a direcionar sua carreira para a área de inteligência. Na CIA, ela rapidamente chamou atenção. Elizabeth tinha um jeito descontraído. Segundo pessoas que trabalharam com ela, costumava usar jeans e até chinelos no escritório. Mas, quando o assunto era seu trabalho, a história mudava. Ela tinha fama de ser extremamente metódica e habilidosa na análise de informações. Em 2009, decidiu fazer algo que sua mãe não queria que ela fizesse. Elizabeth se voluntariou para trabalhar no Afeganistão. Chegou a Cabul em agosto daquele ano e continuou atuando como targeter, acompanhando informações sobre integrantes da Al-Qaeda e do Talibã. Também passou a ter contato mais próximo com informantes em locais protegidos. Entre seus alvos estavam alguns dos principais líderes das organizações extremistas. Então apareceu um informante que parecia ser exatamente o tipo de oportunidade que a inteligência americana procurava. Humam Khalil al-Balawi era um médico jordaniano que dizia ter acesso a integrantes da liderança da Al-Qaeda. As informações que fornecia pareciam tão valiosas que ele foi levado a uma base da CIA em Khost, no leste do Afeganistão, para uma reunião com agentes americanos. Era 30 de dezembro de 2009. Al-Balawi chegou à base e foi recebido pelos agentes. Ele não foi revistado. Pouco depois, detonou os explosivos escondidos em seu próprio corpo. A explosão matou sete funcionários da CIA e deixou outras pessoas feridas. Elizabeth Hanson estava entre os mortos. Ela tinha 30 anos. O ataque de Khost foi a maior perda de vidas da CIA desde o atentado contra a embaixada americana em Beirute, em 1983. Elizabeth foi enterrada no Cemitério Nacional de Arlington. O então diretor da CIA, Leon Panetta, esteve em seu funeral e anos depois contou que aquela lembrança permaneceu com ele. Na sede da CIA, seu nome também foi preservado. Uma das estrelas da parede memorial da agência representa Elizabeth Hanson, uma entre os funcionários mortos no cumprimento do dever. Mas talvez a parte mais curiosa dessa história seja justamente o contraste. Elizabeth passou os últimos anos de sua vida tentando descobrir onde estavam algumas das pessoas mais procuradas pelos Estados Unidos. Para fazer isso, ela precisava trabalhar longe dos holofotes. Seu rosto não aparecia nas operações. Seu nome não podia estar nos jornais. E, quando finalmente apareceu, foi porque ela havia morrido. A história de Elizabeth Hanson é a história de uma profissional que passou a vida adulta procurando pessoas que não queriam ser encontradas. Até que, em uma manhã no Afeganistão, ela própria se tornou parte da história que estava tentando investigar.
O público norte-americano costuma adotar o comportamento de avestruz quando o país enfrenta crises políticas e econômicas, ou entra em guerras. Prefere enfiar a cabeça na areia do escapismo. Tanto que em períodos como a Grande Depressão, na década de 1930, ou a Segunda Guerra Mundial, nos anos 40, gêneros como o musical e a comédia quebravam recordes de bilheteria e lotavam os cinemas. Esse comportamento não mudou. Desde os ataques do 11 de setembro de 2001, várias tentativas foram feitas de discutir temas como a política externa dos EUA e as guerras no Iraque, no Afeganistão. Todas fracassaram comercialmente. Até a consagração (pela crítica) de Guerra ao Terror (2009) e A Hora Mais Escura (2012), ambos dirigidos por Kathryn Bigelow.
Quando Osama bin Laden foi declarado morto pelo governo dos EUA em 1 de Maio de 2011, eu estava na escola. Envolto em programas de informática e embebido pelo sono provocado pela aula das 7, foi um dos poucos momentos em minha vida que senti estar presenciando a História sendo feita – para bem, ou para mal. E mesmo condenando diversas práticas adotadas pelos EUA nessa questão, o ataque da Al-Qaeda em 11 de Setembro é um dos mais abomináveis e cruéis dos últimos tempos.
Agora deixando de lado minha visão política, A Hora Mais Escura faz um ótimo trabalho ao abordar esse tema tão controverso de forma corajosa e que não surja como uma propaganda pró EUA. Isso porque a diretora Kathryn Bigelow não é Michael Bay. A única mulher oscarizada no cargo (vitória adquirida com Guerra ao Terror, em 2010) oferece um tratamento quase documental, certamente fruto da experiência do roteirista Mark Boal como jornalista, e traz uma narrativa repleta de eventos e nomes; tendo início em 2003 e culminando na operação de 2011. E Bigelow felizmente não cai na alternativa de glorificar os soldados americanos e colocá-los caminhando em câmera lenta ao som de uma melodia patriota.
A primeira metade do filme é centrada na tortura. Práticas hediondas que a diretora retrata na mera função de comprovar sua existência na busca pelo terrorista – ao contrário das críticas que o filme sofreu, que o acusaram de glamourizá-la inapropriadamente – a diretora claramente as taxa como um “mal necessário” (ainda mais se levarmos em conta os minutos iniciais que trazem gravações do 11 de Setembro, em uma forma de aplicar o pensamento de que “os fins justificam os meios”) e de forma alguma as julga como positivas. Sua câmera é sempre inquieta e constante, causando um senso de tensão ao longo da projeção – mesmo que tenha escritórios da CIA e salas de reuniões como ambientes principais. E ainda que a montagem de William Goldenberg e Dylan Tichenor seja eficiente ao organizar todas as informações que levarão ao terrorista, é Jessica Chastain que carrega nas costas esse bloco inicial.
Interpretando a versão fictícia de uma agente real (mas cuja identidade é mantida em sigilo, já que esta ainda encontra-se em atividade), Chastain impressiona e provoca grande admiração por sua indestrutível persistência. Durona e não deixando sua beleza ficar à frente de sua integridade (“Eu sou a ‘motherfucker’ que achou a casa”, diz ela a seus superiores), a atriz demonstra bem o cansaço através dos olhos pesados e os cabelos bagunçados de Maya; mas que também jamais perde seu foco em completar sua tarefa (e sua insistência ao marcar um certo número de dias diariamente na janela de seu chefe é uma bela evidência de sua insatisfação).
E quando chega a “hora mais escura” que todos estavam esperando para ver, o filme se transforma. Tendo o roteiro modificado durante as filmagens (já que a produção começara em um período anterior à morte de bin Laden), a mudança de ritmo é notável e gera uma melhora significativa ao filme. Mesmo que já saibamos o desfecho, a cena da invasão é de um nível cinematográfico excepcional graças à forte condução de Bigelow (que aposta na ausência de música e em momentos de violência gráfica e duvidosa) e a fotografia de Greig Fraser; cujo uso da escuridão e de visões noturnas chega a causar arrepios.
Não tenho dúvidas de que há muita ficção em A Hora Mais Escura. Mas mesmo que alguns fatos apresentados tragam uma veracidade questionável, funcionam eficientemente bem como peça de entretenimento e não do tipo que vangloria uma nação. Ao invés de comemorar euforicamente a morte de Osama bin Laden, o filme traz de volta a questão maquiavélica e ainda deixa no ar uma ainda mais complexa: ” e agora?” A reação ambígua de Maya, que com olhos lacrimejados e a noção de que havia concluído uma tarefa que lhe custara 12 anos de sua vida, é a prova de que o filme vai além de sua proposta.
CURIOSIDADE: Chefe da CIA minimiza tortura em filme sobre perseguição a Osama bin Laden
O diretor interino da CIA, Michael Morell, disse que o filme "A hora mais escura" (Zero Dark Thirty) sobre a perseguição a Osama bin Laden exagera a importância da informação obtida através de tortura.
O filme da diretora vencedora de um Oscar, Kathryn Bigelow, conta a história de uma longa década de busca, após 11 de setembro de 2001, que acabou em uma incursão dramática e mortal em maio, no esconderijo do líder da Al-Qaeda em Abbottabad, Paquistão.
O filme mostra oficiais norte-americanos usando técnicas, entendidas como tortura, como o "submarino"(ou water-boarding), para forçar presos a falar. A informação obtida foi crucial, de acordo com o filme, para reunir as pistas que levaram à trilha de bin Laden.
Segundo ele, múltiplas fontes da inteligência levaram os analistas da CIA a concluir que bin Laden estava escondido em Abbottabad, embora tenha reconhecido que algumas informações tenham vindo dos prisioneiros submetidos a essas técnicas, proibidas por Obama em 2009.
(Me Engana Que Eu Gosto!!!)
DICAS: Algumas das mulheres entrevistadas para esta matéria também aparecem no documentário da HBO "Manhunt", sobre a caçada a Osama bin Laden. É um documentário incrível sobre as pessoas — em sua maioria mulheres — que conduziram a busca por ele; a paixão, a determinação e a obsessão delas seriam familiares a qualquer fã de Homeland (2011-2020 Serie de TV), assim como a misoginia institucional que enfrentaram.
Não se deixe enganar pelo péssimo título American Manhunt: Osama Bin Laden (2025). Eu mesmo passei algum tempo ignorando o algoritmo que me sugeria essa minissérie da Netflix, mesmo sofrendo de uma certa fixação pelo tema do atentado às Torres Gêmeas e pela história da Al-Qaeda e Osama Bin Laden.
Como eu adorava essa série na minha adolescência! Tenho ótimas lembranças de assistir a O Mundo Perdido na TV Record. Eu já percebia naquela época que os efeitos especiais eram ruins, que algumas situações eram bastante caricatas e que certos episódios eram bem simples, bobos e até quase infantis. Mesmo assim, eu me divertia muito com aquilo. O elenco era carismático, as histórias tinham aquele clima de aventura e dava para perceber o esforço da produção para entregar o melhor que conseguia. Era uma série feita nos anos 2000, mas com uma cara que parecia ter saído diretamente de meados dos anos 90. E provavelmente fosse justamente isso que tornasse tudo tão divertido para mim. O Mundo Perdido foi uma série britânica de ficção científica e aventura, exibida originalmente entre 1999 e 2002, baseada no romance homônimo de Sir Arthur Conan Doyle. A história começa quando o Professor George Edward Challenger, interpretado por Peter McCauley, tem acesso ao diário de um homem que estava morrendo na África. O documento trazia relatos sobre um lugar chamado Platô, uma região isolada onde ainda existiriam animais pré-históricos. Convencido de que havia encontrado uma prova de suas teorias, Challenger decide organizar uma expedição para localizar o lugar e apresentar suas descobertas à comunidade científica de Londres. Ele parte acompanhado pelo Professor Arthur Summerlee, interpretado por Michael Sinelnikoff, um cientista que não acreditava nas ideias de Challenger, mas resolveu participar da expedição. Também faziam parte do grupo Lord John Richard Roxton, vivido por William Snow, um experiente caçador encarregado da segurança dos exploradores, e o jornalista americano Edward “Ned” T. Malone, interpretado por David Orth, que enxergava naquela viagem a oportunidade de conseguir uma grande reportagem e impressionar sua namorada. A expedição ainda contava com Marguerite Krux, interpretada por Rachel Blakely, uma mulher rica e misteriosa que financiava a viagem, mas claramente tinha interesses que iam muito além da ciência. E havia também Veronica, personagem de Jennifer O'Dell, que se tornaria uma importante integrante do grupo. A partir daí, a aventura começava de verdade. Perdidos em uma terra desconhecida, os personagens precisavam enfrentar dinossauros, criaturas estranhas, povos misteriosos e os perigos daquele mundo isolado. Eu sabia que não era uma superprodução, sabia que os dinossauros não eram exatamente convincentes e que algumas histórias viajavam bastante. Mas era divertido. E isso, para mim, sempre foi o mais importante. Hoje, quando lembro de O Mundo Perdido, lembro principalmente daquela época em que eu chegava diante da televisão e encontrava mais uma aventura para acompanhar. Era simples, às vezes boba, muitas vezes exagerada, mas fazia parte da minha adolescência e deixou boas lembranças.
Reacher vai parar em cidade sinistra na 5ª temporada e encontra conspiração macabra
A 4ª temporada de Reacher terminou nesta quarta-feira (16/09/26), só que a próxima missão de Jack Reacher já está tomando forma. A 5ª temporada será baseada em Make Me, 20º livro da coleção escrita por Lee Child, e colocará o personagem de Alan Ritchson diante de um mistério bastante sombrio.
A história começa quando Reacher chega a Mother’s Rest, uma pequena cidade no interior de Oklahoma. O próprio nome do lugar desperta sua curiosidade, só que os moradores se comportam de maneira estranha e ninguém parece disposto a explicar o que está acontecendo.
É então que ele conhece Michelle Chang, uma ex-agente do FBI que procura seu parceiro desaparecido. Reacher decide ajudá-la e o que parecia ser uma investigação localizada começa a revelar algo muito maior.
A busca leva os dois por Los Angeles, Chicago, Phoenix e San Francisco, além de áreas escondidas da internet. Pelo caminho, eles encontram criminosos violentos, assassinos e pistas de uma conspiração de natureza macabra.
E tudo acaba levando Reacher de volta para Mother’s Rest.
As gravações da 5ª temporada já começaram, só que o Prime Video ainda não anunciou quando os novos episódios serão lançados.
Depois de tudo que Reacher enfrentou na temporada 4, parece que a próxima encrenca será ainda mais perturbadora. 🔥
O Predador (1987) — Um dos grandes clássicos do cinema de ação dos anos 80
Revi O Predador depois de bastante tempo e a impressão continua sendo a mesma: esse filme é bom demais.
É impressionante como uma premissa tão simples funciona tão bem. Um grupo de soldados altamente treinados entra na selva, resolve uma missão sem grandes dificuldades e, de repente, percebe que existe alguma coisa caçando cada um deles. A partir daí, o filme muda completamente de tom.
E acho que esse é o grande mérito de John McTiernan. Nos primeiros minutos, parece que estamos diante de um típico filme de ação militar dos anos 80: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, armas enormes, músculos, explosões e aquela quantidade absurda de testosterona. É praticamente uma caricatura do gênero.
Só que, quando o Predador começa a aparecer, tudo muda.
Aqueles caras que pareciam invencíveis passam a não saber nem onde está o inimigo. A selva vira uma ameaça por si só. Qualquer árvore, sombra ou movimento pode esconder a criatura. O filme consegue criar tensão simplesmente mostrando personagens olhando para o mato.
E isso continua funcionando muito bem.
O Predador também é um excelente vilão porque não é apenas uma criatura forte. Ele possui tecnologia muito superior à dos humanos, camuflagem, visão térmica e uma inteligência que permite estudar e escolher suas vítimas. O mais interessante é que ele não parece simplesmente interessado em destruir tudo. Existe uma espécie de ritual naquela caçada.
O design da criatura continua fantástico. Kevin Peter Hall fazia um trabalho impressionante dentro daquele traje, e os efeitos práticos dão ao personagem uma presença que ainda hoje funciona melhor do que muita criatura criada exclusivamente por computador.
A camuflagem entrega um pouco a idade dos efeitos, obviamente, mas sinceramente? Não incomoda.
E o filme tem algumas das melhores cenas de ação dos anos 80.
A sequência em que o grupo descarrega praticamente todo o arsenal contra a floresta é maravilhosa. É tiro para todo lado, explosão, fumaça, árvore sendo destruída e... praticamente nenhum resultado. É engraçado porque a cena ao mesmo tempo celebra e satiriza aquela obsessão do cinema de ação por armas gigantescas.
E existem frases que simplesmente ficaram eternizadas.
**"Não tenho tempo para sangrar."**
Isso é cinema de ação dos anos 80 em estado puro.
E, claro: **"Se ele sangra, podemos matá-lo."**
Impossível não gostar.
Arnold também está perfeitamente escalado como Dutch. Não é necessário exigir dele uma atuação extremamente sofisticada. O filme utiliza justamente sua imagem de máquina humana para depois desmontá-la aos poucos.
No começo, Dutch parece estar completamente no controle. No final, está coberto de lama, sem armas e tentando sobreviver contra uma criatura fisicamente muito superior.
E é aí que o personagem funciona melhor.
O confronto final é provavelmente o ponto alto do filme. Dutch percebe que não conseguirá vencer o Predador simplesmente na força e precisa usar inteligência, estratégia e o próprio ambiente.
É quase como se o caçador se transformasse em presa e precisasse aprender a caçar.
O elenco também é muito bom. Carl Weathers tem ótima presença, Bill Duke talvez seja o ator que mais chama atenção depois de Arnold, Jesse Ventura é praticamente uma entidade dentro do filme e Elpidia Carrillo faz uma Ana que poderia ter sido muito mais aproveitada pelo roteiro.
Aliás, esse é um dos poucos problemas que vejo no filme.
Alguns personagens são pouco desenvolvidos. Poncho praticamente não tem espaço, Hawkins é basicamente o alívio cômico e Billy acaba preso a um estereótipo que hoje chama bastante atenção. Ana também merecia uma participação maior, principalmente porque demonstra ser uma das personagens mais observadoras do grupo.
O roteiro também começa apresentando uma questão política envolvendo a CIA e a falsa missão de resgate, mas abandona isso completamente quando a caçada começa. Não chega a ser um problema grave, porque o filme claramente quer chegar à perseguição, mas é um elemento que poderia ter sido melhor trabalhado.
Outro detalhe que sempre achei curioso é como o filme consegue ser simultaneamente muito sério e completamente absurdo.
É um grupo de homens musculosos andando pela selva com metralhadoras gigantes enquanto um alienígena invisível começa a arrancar suas cabeças.
E funciona.
Talvez justamente porque o filme não tenha vergonha de ser o que é.
Não tenta transformar uma história simples em algo artificialmente complexo. Não precisa de dezenas de explicações sobre o universo do Predador. Basta colocar os personagens na selva e deixar a criatura fazer o trabalho.
John McTiernan entende isso muito bem.
A direção, a fotografia, a trilha de Alan Silvestri e a montagem trabalham juntas para transformar a selva em um enorme campo de caça. E a trilha sonora é outro espetáculo à parte. Os metais e a percussão praticamente empurram os personagens durante boa parte da história.
No fim das contas, O Predador tem algumas falhas, mas são facilmente compensadas pelo conjunto.
É um filme de ação, ficção científica, suspense e terror que envelheceu muito melhor do que poderia parecer.
É exagerado? Com certeza.
É brucutu? Absolutamente.
É cheio de frases de efeito, músculos, armas e explosões? Sim.
Mas também é muito bem dirigido, possui um excelente vilão, ótimas cenas de ação e sabe construir tensão de verdade.
E talvez o mais importante: continua divertido.
É aquele tipo de filme que você coloca para assistir e, quando percebe, já está completamente envolvido pela caçada.
Para mim, continua sendo um dos melhores filmes da carreira do Arnold e um dos grandes clássicos do cinema de ação dos anos 80.
Nota: 8,2/10.
Se ele sangra, podemos matá-lo.
CURIOSIDADE:
É incrível como Predador, mesmo quase 40 anos depois de seu lançamento, ainda consegue nos fazer pensar sobre cenas que pareciam simples. Enquanto eu revia o filme para fazer um comentário sobre a cena do escorpião, acabei tendo uma nova perspectiva sobre aquele momento e sobre a relação dele com o que acontece mais adiante na história.
Revisitando a cena com mais atenção, percebemos que ela representa muito mais do que parece à primeira vista e que existe uma ligação interessante entre aquele momento e o destino dos personagens.
Mac esmaga um escorpião com a bota. É um gesto simples, praticamente automático. Para ele, aquilo é apenas um pequeno animal no caminho. Não existe esforço, medo ou preocupação. Ele simplesmente pisa e segue em frente.
E isso também mostra como aqueles soldados se enxergam naquele momento. São homens armados, treinados e acostumados a enfrentar situações extremas. Eles acreditam ter controle sobre aquele ambiente. Estão no topo da cadeia alimentar.
O escorpião representa justamente o contrário: algo pequeno, frágil e insignificante diante da força humana. Mac não precisa sequer pensar para destruí-lo.
Só que, quando o Predador começa a agir, os papéis mudam completamente.
A criatura passa a observar aqueles homens, escolher suas vítimas e eliminá-las com uma facilidade assustadora. Isso fica ainda mais claro no destino
de Mac. O mesmo personagem que, no início, esmagava um ser muito menor do que ele acaba sendo morto pelo Predador com extrema facilidade. Sua cabeça é perfurada e seu crânio é levado como troféu.
Mac ocupa uma posição muito parecida com aquela que o escorpião ocupava diante dele.
Agora é o homem que está sendo observado, perseguido e eliminado por uma criatura que o considera inferior.
É uma inversão muito simples: no início, o homem demonstra seu domínio sobre algo menor e mais fraco. Depois, descobre que também pode ser tratado da mesma maneira por um ser que está acima dele naquela cadeia de poder.
O caçador vira caça.
O que antes parecia apenas um detalhe ganha outro significado.
No fundo, Predador mostra que poder é relativo. Tudo depende de quem está em vantagem naquele momento. Para o escorpião, o homem é uma força impossível de enfrentar.
CHUCK NORRIS: O HOMEM POR TRÁS DO MITO 🎬🥋 Carlos Ray Norris nasceu em 10 de março de 1940, em Ryan, Oklahoma, nos Estados Unidos. Muito antes de se tornar o Chuck Norris dos filmes de ação e dos famosos “fatos” da internet, ele se descrevia como um garoto magro, tímido e inseguro. Sua relação com as artes marciais começou aos 18 anos, quando entrou para a Força Aérea dos Estados Unidos. Durante o serviço militar, Norris foi enviado para uma base na Coreia do Sul, onde teve seu primeiro contato com o Tang Soo Do. A experiência despertou seu interesse pelas artes marciais e o levou a estudar outras modalidades, principalmente o karatê. Foi nesse período que percebeu que havia encontrado algo que levaria para o resto da vida. Em 1962, depois de deixar a Força Aérea, abriu sua primeira escola de karatê. Pouco depois, começou a participar de competições pelos Estados Unidos. As vitórias foram se acumulando e, em 1968, conquistou o título de campeão mundial de karatê na categoria peso médio, permanecendo invicto durante os seis anos em que manteve o campeonato. Sua carreira competitiva terminou com um impressionante retrospecto: 183 vitórias, 10 derrotas e 2 empates, além de mais de 30 torneios conquistados. A fama como lutador também começou a aproximá-lo de Hollywood. Entre seus alunos estavam nomes como Steve McQueen, Bob Barker e Priscilla Presley. Norris também ensinou karatê a Bruce Lee, com quem desenvolveu uma amizade marcada por respeito, treinamento e uma saudável rivalidade. Os dois se conheceram em um campeonato de karatê em Long Beach, na Califórnia. Bruce Lee já era uma estrela na Ásia, com experiência no cinema e na televisão, além de atuar como diretor e produtor. Quando sua carreira começou a ganhar força internacionalmente, Lee convidou Norris para participar de O Voo do Dragão (1972). O filme entrou para a história principalmente pelo combate entre os dois no Coliseu de Roma. A luta entre Colt e Tang Lung se tornou uma das cenas mais lembradas do cinema de artes marciais. Existe também uma história bastante conhecida de que Bruce Lee e Chuck Norris teriam realizado três lutas reais e privadas durante seus treinamentos, presenciadas apenas por amigos próximos e outros praticantes. Segundo essa versão, Norris teria vencido os três confrontos. No entanto, nenhum dos dois confirmou publicamente que essas lutas realmente aconteceram. Quando questionado sobre o assunto, Norris costumava apenas sorrir, deixando a história no campo das lendas que cercavam a amizade dos dois. Depois de O Voo do Dragão, começaram a aparecer mais oportunidades no cinema. O problema era que Norris sabia lutar, mas ainda precisava aprender a atuar. Seu amigo Steve McQueen decidiu ajudá-lo, dando-lhe aulas particulares e incentivando-o a estudar interpretação. Norris chegou a frequentar cursos ligados à Metro-Goldwyn-Mayer, enquanto continuava envolvido com as artes marciais. Em 1977, finalmente assumiu o papel principal em O Comboio da Carga Pesada. Depois vieram filmes como Ajuste de Contas e McQuade, o Lobo Solitário, consolidando sua imagem como astro de ação. Mas foi na década de 1980 que Chuck Norris se transformou em um dos grandes nomes do gênero. Contratado pela Cannon Films, produtora conhecida por seus filmes de ação de orçamento relativamente baixo, estrelou Braddock: O Super Comando (1984), interpretando um veterano da Guerra do Vietnã que retornava ao combate para tentar resgatar soldados americanos que haviam permanecido como prisioneiros. A crítica não foi nada generosa e chegou a comparar o filme com Rambo II: A Missão, mas o público respondeu muito bem. Braddock acabou se tornando especialmente popular no Brasil e ganhou status de clássico entre os fãs de ação dos anos 80. Norris dedicou o filme ao irmão Wieland, morto durante a Guerra do Vietnã. Ao longo de sua parceria com a Cannon, Norris estrelou oito filmes, incluindo Braddock 2: O Início da Missão, Braddock 3: O Resgate, Os Aventureiros do Fogo, Código do Silêncio e os filmes da série Comando Delta. Em 1986, também ganhou uma série animada, Chuck Norris: Karate Kommandos, que teve apenas cinco episódios. Quando a Cannon deixou de produzir filmes no início dos anos 90, Norris encontrou um novo espaço na televisão. Em 1993, estreou Walker, Texas Ranger, série que se tornou um enorme sucesso nos Estados Unidos. Como Cordell Walker, um policial texano especialista em artes marciais, Norris passou a ser reconhecido por uma nova geração de espectadores. A produção teve oito temporadas, além de um filme para televisão, um spin-off e livros. Durante anos, surgiram rumores sobre o retorno da série com Norris, mas o que realmente aconteceu foi a produção de uma nova versão, Walker, estrelada por Jared Padalecki. Norris também deixou sua marca fora do cinema e da televisão. Ele desenvolveu o Chun Kuk Do, sistema de artes marciais baseado principalmente em seus conhecimentos de Tang Soo Do e em outras modalidades que estudou ao longo da carreira. A prática possuía seu próprio código de ética e uma organização internacional dedicada ao seu ensino. Além das artes marciais, Chuck Norris também ficou conhecido por seu trabalho filantrópico. Ele criou a KickStart Kids, organização que utilizava o ensino de artes marciais para ajudar jovens em situação de risco, buscando oferecer disciplina, autoestima e uma alternativa ao envolvimento com drogas e violência. Também participou de campanhas e arrecadações para diferentes instituições beneficentes. Sua última grande aparição no cinema aconteceu em Os Mercenários 2 (2012). Depois disso, Norris passou a dedicar mais tempo à família, à filantropia e à escrita, além de continuar ligado às artes marciais. E, claro, existiam os famosos “Chuck Norris Facts”. A brincadeira transformou Norris em uma espécie de personagem invencível: capaz de contar até o infinito duas vezes, dar um chute que faria a Terra girar ao contrário ou derrotar qualquer inimigo com um simples olhar. O próprio ator sempre demonstrou bom humor com a situação e brincou diversas vezes com sua imagem. Por trás dessas histórias exageradas, porém, existia um homem que realmente construiu uma carreira incomum. Chuck Norris foi campeão mundial de karatê, professor de artes marciais, ator, produtor, escritor e filantropo. Chuck Norris morreu em 19 de março de 2026, aos 86 anos. Sua morte encerrou a trajetória de um dos maiores símbolos do cinema de ação das décadas de 1970, 1980 e 1990. Ele fez falta ao cinema muito antes de partir, e agora sua ausência será ainda mais sentida. Mas seus filmes, seus personagens, suas lutas e até os exagerados “fatos” da internet fizeram com que Chuck Norris se tornasse um nome que dificilmente será esquecido. Braddock pode ter sido um supercomando no cinema, mas Chuck Norris foi o homem que criou o mito. Uma lenda das artes marciais e das telas, que sempre será lembrada. 🎬🥋❤️
14 de setembro de 1966 – A Columbia Pictures lançou hoje “Lost Command”, um drama de guerra multinacional que aborda os conflitos coloniais modernos da França no Sudeste Asiático e no Norte da África.
Dirigido e produzido por Mark Robson, o filme é uma adaptação do romance de 1960 de Jean Lartéguy, *The Centurions* (Os Centuriões), um sucesso de vendas.
A narrativa acompanha uma unidade de paraquedistas franceses de elite, liderada pelo Tenente-Coronel Pierre Raspéguy (Anthony Quinn). O enredo retrata a derrota inicial e a captura da unidade pelas forças comunistas do Viet Minh na Batalha de Dien Bien Phu, em 1954, seguidas pelo seu posterior envio para combater guerrilheiros da Frente de Libertação Nacional da Argélia.
A produção conta com um elenco internacional, incluindo o ator francês Alain Delon, no papel de um capitão idealista que serve como o eixo moral da história, e a atriz italiana Claudia Cardinale, como uma agente insurgente argelina. Em uma escolha de elenco notável, o ator americano George Segal interpreta um paraquedista nascido na Argélia que abandona o exército francês para liderar o movimento guerrilheiro rebelde.
“Lost Command” foi filmado na Espanha para simular as paisagens do Sudeste Asiático e da Argélia. O filme explora as realidades táticas da guerra de contrainsurgência, oferecendo um olhar cinematográfico oportuno sobre a atuação militar em territórios de guerrilha, num momento em que o envolvimento americano no Vietnã se intensificava.
E se você pudesse enxergar a Segunda Guerra Mundial pelos olhos de quem estava do lado alemão?
É justamente essa perspectiva desconfortável que torna “Os Filhos da Guerra” (Unsere Mütter, unsere Väter / Generation War) uma minissérie tão impactante.
Berlim, 1941. Cinco amigos fazem planos para o futuro sem imaginar que a guerra transformaria completamente quem eles eram.
Wilhelm e Friedhelm seguem para a Frente Oriental e descobrem que a realidade do combate está muito distante do heroísmo que imaginavam.
Charlotte, uma jovem enfermeira, presencia nos hospitais de campanha o preço humano de um conflito cada vez mais brutal.
Greta tenta usar sua posição como cantora para proteger Viktor, seu namorado judeu, enquanto ele luta diariamente para sobreviver à perseguição nazista.
Cinco histórias. Cinco caminhos diferentes. Uma mesma guerra.
Mais do que uma série sobre batalhas, “Os Filhos da Guerra” é um estudo sobre como o fanatismo, o medo e a violência podem corroer amizades, princípios e até a própria identidade.
Sem transformar seus personagens em heróis e/ou vilões simplistas, a produção mergulha nas zonas cinzentas da história e mostra escolhas impossíveis em um mundo onde a moralidade foi levada ao limite.
Vencedora do Emmy Internacional, é uma produção essencial para quem gosta de história, cinema e narrativas que continuam provocando perguntas muito depois dos créditos finais.
Já assistiu? Você acha que uma obra histórica deve mostrar também as contradições e ambiguidades de quem viveu o conflito pelo lado alemão?
Fora de Controle — Uma simples batida que virou guerra
Tudo começou com uma simples batida de carro. O problema é que ninguém estava disposto a deixar aquilo para trás.**
Em Fora de Controle (2002), um acidente aparentemente insignificante coloca frente a frente dois homens de mundos completamente diferentes. De um lado, um advogado acostumado a ter poder e influência. Do outro, um homem comum tentando manter sua vida e sua família de pé.
O que poderia terminar com um pedido de desculpas rapidamente se transforma em uma disputa de orgulho, raiva e vingança — e as consequências vão muito além do que qualquer um deles poderia imaginar.
O filme mostra como um único momento de descontrole pode desencadear uma sequência de decisões capazes de destruir tudo ao redor.
No fim, fica uma lição simples: **vingança não desfaz um erro. Apenas cria novos problemas e faz outras pessoas pagarem por ele.**
Às vezes, admitir que estamos errados exige muito mais coragem do que tentar vencer uma discussão.
Na animação Predador: Assassino de Assassinos, tivemos pela primeira vez um confronto direto entre um Predador e um samurai, e, por sinal, esse é o melhor segmento de toda a animação. Mas o que poucos lembram é que Predadores (2010) já havia nos dado uma pequena amostra de algo parecido. Em determinado momento, Hanzo, um integrante da Yakuza, finalmente fica cara a cara com um Predador e o desafia para um combate usando uma katana.
O caçador aceita o duelo e retrai suas lâminas, partindo para uma luta corpo a corpo. A sequência é curta, mas extremamente violenta e sangrenta. Os dois se enfrentam em igualdade de condições, com Hanzo demonstrando toda a sua habilidade com a espada. Depois de uma luta difícil, ele consegue matar o Predador, mas também acaba mortalmente ferido e morre pouco depois. A cena dura apenas alguns minutos, mas
foi suficiente para mostrar como seria interessante colocar um guerreiro habilidoso de outra época ou cultura frente a frente com um Predador em um combate sem armas de fogo ou tecnologia avançada. E Predador: Assassino de Assassinos finalmente levou essa ideia muito mais longe.
Assistir a Band of Brothers: Legacy, 25 anos depois da estreia de Band of Brothers, é uma experiência difícil de explicar.
É como reencontrar velhos amigos.
Mesmo depois de tanto tempo, aqueles rostos, aquelas histórias e aqueles momentos continuam familiares. A série que acompanhou tantos de nós ao longo dos anos parece ganhar uma nova vida quando vemos os atores, os criadores e, principalmente, as lembranças daqueles homens que realmente estiveram na guerra.
E talvez seja justamente isso que torne tudo tão emocionante.
Os soldados da Easy Company que conhecemos através da série eram jovens quando atravessaram a Europa em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial. Muitos deles carregaram as lembranças daquela experiência pelo resto de suas vidas. Hoje, praticamente todos já partiram.
É triste pensar nisso.
Mas existe também algo reconfortante: eles não morreram naquele campo de batalha. Eles voltaram para casa. Tiveram filhos, netos, famílias, profissões, amizades e décadas de vida depois da guerra. Muitos puderam envelhecer, contar suas histórias e olhar para trás sabendo que fizeram algo extraordinário.
Eles sobreviveram à guerra e tiveram a oportunidade de viver uma vida plena, digna e, acima de tudo, orgulhosa. Band of Brothers nos fez conhecer os soldados.
Legacy nos lembra que, por trás dos personagens que aprendemos a admirar, existiram homens reais com medos, sonhos, perdas e esperanças.
Vinte e cinco anos depois, revê-los é quase como abrir um velho álbum de fotografias e encontrar amigos que não vemos há muito tempo.
Alguns já se foram.
Felizmente suas histórias continuam aqui.
E enquanto continuarmos assistindo, lembrando e contando suas histórias, a Easy Company continuará marchando conosco.
A Netflix divulgou o teaser de "The Mosquito Bowl", novo drama de guerra que conta com um super quarteto de protagonistas: Nicholas Galitzine, Bill Skarsgård, Ray Nicholson e Tom Francis.
A trama gira em torno de quatro grandes estrelas do futebol americano universitário que abandonam carreiras promissoras para se alistar no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Acostumados ao reconhecimento e à intensa competição nos campos, eles deixam para trás suas famílias, universidades e possíveis carreiras profissionais para enfrentar a realidade do combate.
Inicialmente cheios de idealismo e vontade de servir ao país, os quatro rapidamente percebem que nem tudo é como eles imaginavam. É diante dessa quebra de expectativa que o filme acompanha a transformação desses jovens atletas em soldados e, principalmente, os laços de amizade e companheirismo criados enquanto eles se preparam para uma das operações mais difíceis do conflito.
🇷🇺⚔️🇯🇵 Em 9 de agosto de 1945, a União Soviética lançou a Operação Tempestade de Agosto, uma ofensiva massiva contra as forças japonesas na Manchúria.
Baseando-se na experiência de combate adquirida na Frente Oriental na Europa, os comandantes soviéticos empregaram unidades blindadas de movimento rápido, poder de fogo esmagador e táticas avançadas de "Batalha Profunda" para destruir as defesas japonesas.
A operação rapidamente cercou e destruiu grande parte do Exército Kwantung, uma vez considerado a força militar mais poderosa do Japão. As tropas soviéticas avançaram através de terrenos difíceis a uma velocidade notável, cortando linhas de suprimentos e prevenindo a resistência organizada.
Muitos historiadores consideram a invasão soviética da Manchúria, juntamente com os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, um fator importante na decisão do Japão de se render, ajudando a pôr fim à Segunda Guerra Mundial. A cena do vídeo: O clipe que aparece no meme é do filme sul-coreano de guerra "My Way" (2011). A cena retrata a Batalha de Khalkhin Gol (1939).
A Manchúria é uma região geográfica e histórica localizada no nordeste da Ásia, correspondendo hoje às províncias de Heilongjiang, Jilin e Liaoning, no nordeste da China (além de partes da Região Autônoma da Mongólia Interior).
✈️ O que acontece quando um piloto acostumado a cruzar os céus decide transformar sua habilidade em uma oportunidade para ganhar dinheiro? No caso de Barry Seal, a resposta envolve operações clandestinas, cartéis, armas, drogas e interesses políticos que ultrapassavam fronteiras.
💰 Interpretado por Tom Cruise, Seal passa de piloto comercial a personagem central de um complexo jogo de interesses. Enquanto acumula uma fortuna impressionante, ele se aproxima cada vez mais de organizações criminosas e de operações secretas ligadas ao governo americano.
🌎 No centro dessa história está Mena, no Arkansas, cenário de atividades clandestinas que se desenvolveram durante um período marcado pela Guerra Fria, pelo combate ao narcotráfico e por operações controversas da política externa dos Estados Unidos.
⚠️ O problema é que quanto maior se torna o império construído por Seal, mais difícil fica controlar as forças que ajudaram a criá-lo. O homem que parecia ter acesso a dinheiro, poder e proteção descobre que alianças desse tipo podem desaparecer no momento em que deixam de ser convenientes.
A grande reflexão do filme está justamente nessa contradição: sistemas de poder podem transformar indivíduos comuns em peças importantes, mas também podem abandoná-los quando deixam de ser necessários. A ambição, por sua vez, pode transformar uma oportunidade extraordinária em uma armadilha da qual já não existe uma saída segura.
Feito na América apresenta uma trajetória marcada pela ascensão meteórica, pelo excesso e pela inevitável queda de alguém que acreditou ser capaz de jogar simultaneamente em lados opostos.
⭐ Minha nota: 8/10.
Dica: A história de Barry Seal já havia sido retratada anteriormente no filme A Vida por um Fio – Entre a Lei e o Crime (1991) e também aparece na 1ª temporada da série Narcos. No caso de Feito na América (2017), a produção não é uma adaptação direta de um livro. O roteiro foi construído a partir de acontecimentos reais e de informações presentes em reportagens e materiais jornalísticos sobre a trajetória do piloto, combinados com elementos de dramatização cinematográfica.
Dessa forma, o filme não deve ser entendido como uma reprodução documental da vida de Barry Seal, mas como uma interpretação cinematográfica de uma história real que já havia sido explorada anteriormente por diferentes produções.
Paul Kersey retorna a um cenário que parece ter sido esquecido pela própria sociedade: um bairro tomado pelo abandono, pelo medo e por criminosos que agem como se fossem donos das ruas. Ao reencontrar um antigo conhecido em seus últimos momentos de vida, Kersey percebe que não poderá simplesmente seguir em frente. Diante de uma comunidade acuada e de uma gangue que transformou a região em um verdadeiro campo de batalha, ele decide reagir. A partir daí, o que parecia ser apenas uma tentativa de proteger os moradores ganha proporções cada vez maiores. Kersey deixa de ser um simples espectador e assume novamente o papel de justiceiro, enfrentando criminosos em uma sequência de confrontos cada vez mais intensos.
💥 **Death Wish 3** leva a fórmula da franquia ao extremo, apostando em ação exagerada, violência desenfreada e uma escalada de vingança que transforma o bairro inteiro em palco de guerra.
🎬 Só que, por trás de toda essa explosão de violência, existe uma questão difícil de ignorar: quando as instituições falham e ninguém parece disposto a proteger quem vive com medo, até que ponto a justiça pelas próprias mãos pode ser considerada uma solução?
🔥 No fim, Kersey pode até derrotar seus inimigos, PORÉM a violência JAMAIS sai de cena sem deixar consequências.
Quando a tecnologia virou pesadelo | Uma empresa de robótica junta-se a um agente corrupto da CIA que se submete a uma operação militar ilegal e não sancionada.
✨ O que esperar deste filme? ✅ Robôs militares fora de controle. ✅ Operação secreta da CIA. ✅ Ação intensa e ficção científica sombria. ✅ Crítica aos perigos da tecnologia militar
O final de Rambo 4 é, indiscutivelmente, uma conclusão apropriada para a saga de John Rambo. Depois de tantos conflitos, perdas e traumas, o personagem chega ao fim daquela jornada completamente exausto, física e emocionalmente. Os horrores da guerra o acompanharam durante décadas, e
à fazenda de seu pai, Rambo não está apenas chegando a um lugar. Ele está voltando para suas próprias raízes, para um pedaço da vida que havia deixado para trás há mais de três décadas. As roupas que veste são praticamente as mesmas do início de First Blood
, criando um paralelo visual muito bonito e deixando claro que aquele ciclo finalmente estava chegando ao fim.
Então vem um detalhe aparentemente banal, mas muito simbólico:
Depois de passar tantos anos perdido, vivendo à margem e sem saber exatamente onde pertencia, John finalmente encontra um lugar para chamar de casa.
Seu retorno não representa apenas o encerramento da história de um veterano de guerra. É também a possibilidade de recomeçar. Rambo passou boa parte da vida lutando, sobrevivendo e carregando os fantasmas do passado. Pela primeira vez, porém, existe a sensação de que ele não precisa mais fugir deles.
ohn caminhando lentamente pela estrada de terra em direção ao rancho. É uma cena simples, mas extremamente simbólica. Depois de tantos anos perdido, Rambo finalmente está voltando para casa.
E, sinceramente, aquele teria sido um final perfeito para o personagem.
CORRIDA CONTRA O TEMPO É BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL? A VERDADE POR TRÁS Corrida contra o Tempo (The Runner) apresenta uma situação tão angustiante que pode fazer o público se perguntar: o filme é baseado em uma história real? Com Gal Gadot no papel de uma mãe obrigada a correr por Londres enquanto tenta salvar o filho, o suspense psicológico aposta em uma ameaça que parece assustadoramente possível nos dias atuais. Mas, apesar do realismo da história, a resposta é não. Corrida contra o Tempo é uma história real? Não. Corrida contra o Tempo não é baseado em uma história real, nem tem como inspiração direta uma pessoa ou acontecimento específico. Dirigido por Kevin Macdonald, o filme foi criado pelo roteirista Mark Gibson e acompanha Maia Martin (Gal Gadot), uma advogada bem-sucedida e mãe solo que tem sua rotina transformada durante uma corrida matinal. Maia recebe uma ligação misteriosa e descobre que seu filho, Noah, foi sequestrado. Para mantê-lo vivo, o criminoso exige que ela participe de um plano que envolve assassinar Tafa, principal testemunha de Maia em um importante processo de duplo homicídio. A partir daí, a protagonista precisa atravessar Londres correndo enquanto tenta cumprir as exigências do sequestrador e encontrar uma maneira de salvar o filho. O filme se inspira em uma ameaça que existe na vida real Corrida contra o Tempo história real Imagem: Prime Video Embora a trama seja fictícia, Corrida contra o Tempo utiliza um medo bastante real como base para seu suspense: a vigilância digital. O criminoso consegue controlar diversos dispositivos e informações digitais de Maia. Com isso, ele acompanha seus movimentos, impede que ela procure ajuda e transforma seus próprios aparelhos em ferramentas de controle. A situação mostrada no filme é levada ao extremo. Não existem relatos de criminosos conseguindo obter um controle tão absoluto e permanente sobre todos os dispositivos e dados pessoais de uma vítima como acontece na história. Por outro lado, vazamentos de dados e ataques digitais são problemas reais. O filme usa esse cenário para criar uma versão ampliada e mais assustadora dos riscos relacionados à exposição digital. A própria Gal Gadot destacou esse aspecto ao falar sobre a produção. Para a atriz, a possibilidade de a tecnologia ser utilizada contra as pessoas é assustadora justamente porque vivemos em um mundo no qual estamos constantemente expostos. Gal Gadot precisou aprender a correr para o filme Outro elemento que ajuda a dar realismo a Corrida contra o Tempo é a preparação física de Gal Gadot. Como Maia passa grande parte da história correndo pelas ruas de Londres, o papel exigiu bastante preparo da atriz. Gadot, porém, revelou que não era uma corredora antes de assumir o personagem. Por isso, ela passou nove meses se preparando para o filme e trabalhou com Malachi Davis, treinador olímpico, para aprender a correr de maneira adequada e reproduzir fisicamente as características de Maia. A preparação foi necessária porque a corrida não é apenas um detalhe da personagem: é uma parte central da narrativa e da forma como Maia enfrenta os perigos ao longo do filme. Então, qual é a inspiração de Corrida contra o Tempo? A história de Maia é completamente fictícia, mas o filme combina elementos que existem no mundo real para construir sua ameaça: sequestro, vigilância, exposição de dados pessoais e os riscos do uso da tecnologia. É justamente essa combinação que faz com que Corrida contra o Tempo pareça mais próximo da realidade do que um thriller convencional. O perigo enfrentado por Maia não depende de uma história real específica, mas de problemas contemporâneos que podem ser reconhecidos pelo público. No fim, portanto, Corrida contra o Tempo não conta uma história real, mas transforma preocupações reais sobre tecnologia e privacidade em um suspense de alto risco.
Oz (1ª Temporada)
4.3 159 Assista AgoraQuem se lembra da série "Oz"❓
Exibida pela HBO e que conquistou o público brasileiro nas noites e madrugadas do SBT, é um marco na televisão mundial, destacando-se por sua abordagem crua e realista do sistema prisional americano. Lançada em 12 de julho de 1997, a produção criada por Tom Fontana apresenta a Penitenciária Estadual Oswald, conhecida como Oz, um ambiente hostil onde detentos e agentes penitenciários lutam incessantemente por poder e sobrevivência.
A trama se desenrola principalmente na Emerald City, uma unidade experimental sob a direção de Tim McManus. Este espaço busca implementar práticas de reabilitação, desafiando as normas tradicionais do sistema prisional. No entanto, a convivência entre os presos e a constante tensão entre grupos rivais revelam a fragilidade desse ideal, expondo a brutalidade e a corrupção que permeiam o ambiente carcerário.
Com personagens complexos e enredos intrincados, "Oz" não hesita em abordar temas delicados, como racismo, homofobia, violência física e mental e a busca do ser humano por alguma redenção. A série, através de suas narrativas impactantes, propõe uma reflexão profunda sobre a natureza humana em circunstâncias adversas, consolidando seu legado na história da televisão.
Estrelas da Casa (3ª Temporada)
3.4 1A tentativa de revitalizar o "Estrelas da Casa" acabou ficando em segundo plano diante do impacto que Anitta conseguiu causar. Encerrando sua terceira temporada nesta quinta-feira (24/09/26), a produção, criada por Boninho antes de sua saída da Globo, mostrou que ainda busca seu lugar ao sol, mas sem grande sucesso. Em vários momentos, parecia que o formato ainda estava se ajustando, tentando se definir após dois anos de tentativas frustradas.
É importante lembrar que as duas primeiras edições, sob o nome apenas de "Estrela da Casa", não conquistaram o público como esperado. Os vencedores dessas temporadas, apesar de algum destaque inicial, não chegaram a alcançar a relevância desejada — um padrão que se repete com muitos campeões do "The Voice Brasil", hoje na SBT. Na terceira temporada, a mudança de nome para "Estrelas da Casa" trouxe uma esperança de renovação: a intenção era formar um grupo musical de sucesso. E, de fato, essa alteração tornou o programa mais interessante na teoria. Contudo, a convivência entre os participantes foi pouco explorada, assim como a transmissão 24 horas, que nunca se consolidou de fato.
Até as camas, instaladas nos camarins de forma pouco clara, reforçaram a sensação de que o reality ainda buscava sua identidade. A chegada de três novos jurados — Júnior, Belo e, principalmente, Anitta — trouxe uma nova dinâmica. E aqui reside o grande acerto da temporada: a presença da artista carioca.
Anitta entrou na competição sem papas na língua. Sua postura franca e direta contrastou com o que estamos acostumados a ver em outros realities musicais, onde a diplomacia muitas vezes prevalece. Ela não se limitou a elogios vazios ou comentários genéricos; apontou erros, desafinos e momentos constrangedores com uma sinceridade que mexeu com o programa. E, por vezes, esse impacto foi ainda maior por evidenciar as falhas ao vivo, deixando claro que nem tudo era perfeito.
O público, ao assistir, podia perceber as desafinações, as coreografias desajeitadas e as apresentações que deixaram a desejar. Alguns participantes, inclusive, demonstraram incômodo com as críticas duras de Anitta. Foi nesse contexto que ela protagonizou um dos momentos mais marcantes do final, ao alertar os concorrentes de que as críticas feitas na TV poderiam ser apenas a ponta do iceberg — e que, se desejassem seguir na carreira artística, precisariam estar preparados para as redes sociais e suas opiniões contundentes.
Por tudo isso, Anitta se tornou o grande destaque da terceira temporada. Sua presença gerou uma repercussão que o programa, por si só, não conseguiu alcançar. Quando ela falava, o episódio ganhava visibilidade; quando ela não estava, o programa quase desaparecia das conversas, ficando à sombra de sua figura.
Embora Ana Clara continue uma excelente apresentadora, experiente na condução do formato, foi Anitta quem roubou a cena neste ciclo. Os espectadores ficaram mais atentos às polêmicas, às falas cortadas e às declarações que viralizaram nas redes sociais, do que propriamente às performances ou ao desenvolvimento dos participantes.
Curiosamente, essa atenção toda acabou sendo uma vitória indireta para o programa. Afinal, gerar qualquer tipo de comentário — mesmo que focado nas controvérsias de Anitta — é um avanço em relação ao silêncio ou à falta de repercussão que o programa vinha sofrendo. Assim, pode-se dizer que a temporada foi marcada por sua maior estrela: a própria Anitta.
Ela foi, disparadamente, o maior acerto da formação do novo "Estrelas da Casa", sobretudo porque, ao contrário do que acontecia com a competição em si, ela conseguiu captar a atenção. Sua participação transformou o que poderia ser mais uma temporada esquecível em algo que, pelo menos, deixou sua marca na memória do público.
A produção tentou fazer ajustes, e em alguns aspectos conseguiu. A ideia de criar um grupo musical trouxe uma finalidade mais clara à disputa, enquanto a entrada de novos jurados dinamizou o programa. No entanto, o saldo geral permanece abaixo do esperado, refletindo as dificuldades enfrentadas nas temporadas anteriores.
A grande diferença nesta edição foi, sem dúvida, a presença de Anitta. Ela conseguiu algo que poucos conseguiram: fazer o programa ser visto, falado e comentado, mesmo que por motivos muitas vezes controversos. No fim das contas, "Estrelas da Casa" teve sua maior estrela fora do palco, na bancada. E essa estrela foi exatamente quem fez toda a diferença.
Brava Gente Ana Néri
3.3 4Quando lembramos uma guerra apenas por seus comandantes, uma parte importante da história fica fora do quadro.
Anna Néri atuou no cuidado de feridos durante a Guerra do Paraguai. Sua trajetória tornou-se uma referência para a memória da enfermagem brasileira e para o reconhecimento de um trabalho indispensável em meio ao conflito.
A imagem desta publicação é uma pintura de Victor Meirelles, produzida por volta de 1890. Ela pertence à memória visual construída sobre Anna Néri; não é uma fotografia tirada durante seu serviço nos hospitais.
Essa distinção permite valorizar duas histórias ao mesmo tempo: a da mulher que cuidou de pessoas durante a guerra e a da obra que ajudou a fixar sua figura na lembrança pública.
Que outras pessoas ligadas ao cuidado, e não apenas ao combate, você gostaria de ver lembradas aqui?
Obra: Victor Meirelles, “Ana Justina Nery”, c.1890, Pinacoteca do Paço Municipal de Salvador. Reprodução de obra histórica em arte editorial.
Os Bons Companheiros
4.4 1,2K Assista Agora🎬 E se a máfia não fosse apresentada como uma lenda, mas como parte da rotina?
É justamente aí que Os Bons Companheiros se diferencia.
Lançado em 1990, o filme de Martin Scorsese não tenta transformar seus criminosos em figuras distantes e quase míticas. Em vez disso, acompanha o cotidiano de Henry Hill, Jimmy Conway e Tommy DeVito — homens que roubam, ameaçam, matam e, ao mesmo tempo, discutem em restaurantes, participam de festas, cuidam da família e vivem pequenas situações aparentemente banais.
Essa proximidade é uma das grandes forças do filme.
Henry Hill cresce fascinado pelo estilo de vida dos mafiosos. Para ele, aquele universo representa dinheiro, respeito e liberdade. Aos poucos, porém, a fantasia começa a revelar seu verdadeiro preço.
O que parece uma vida perfeita por fora é sustentado por medo, violência e desconfiança. A mesma pessoa que hoje chama você de amigo pode ser aquela que amanhã decide eliminá-lo.
E Scorsese transforma essa contradição em linguagem cinematográfica.
A câmera acompanha os personagens de maneira frenética, os cortes aceleram, os enquadramentos revelam relações de poder e até os momentos mais cotidianos carregam uma sensação permanente de perigo. Não é apenas uma história sobre criminosos: é um mergulho em uma realidade na qual status e sobrevivência caminham juntos.
E existe ainda a música.
Rolling Stones, The Who, Cream, Aretha Franklin e outros grandes nomes ajudam a construir a identidade do filme. As canções não aparecem simplesmente como decoração: elas acompanham a ascensão, a euforia, o excesso e também a destruição daquele estilo de vida.
O elenco completa o impacto.
Ray Liotta conduz o espectador pela trajetória de Henry, enquanto Robert De Niro dá vida ao calculista Jimmy Conway e Joe Pesci transforma Tommy DeVito em uma presença imprevisível e explosiva. A famosa cena em que Tommy pergunta o que há de engraçado em uma história de Henry nasceu de um improviso de Pesci e se tornou um dos momentos mais lembrados do filme.
Mas talvez o mais interessante seja perceber que Os Bons Companheiros nunca precisa transformar seus personagens em heróis.
O filme mostra o fascínio daquele mundo e, ao mesmo tempo, expõe sua brutalidade. O luxo vem acompanhado do medo. O poder exige violência. A lealdade tem prazo de validade.
Baseado no livro Wiseguy, de Nicholas Pileggi, o longa acompanha a ascensão e a queda de Henry Hill dentro do crime organizado e constrói um retrato muito mais íntimo da máfia do que a imagem tradicional criada por tantos filmes do gênero.
Coppola teve O Poderoso Chefão. Brian De Palma, Scarface. Sergio Leone, Era Uma Vez na América.
Scorsese, por sua vez, encontrou uma maneira própria de mostrar o submundo: colocando o espectador praticamente dentro dele.
E é justamente essa proximidade que faz Os Bons Companheiros continuar sendo lembrado como um dos grandes filmes sobre o crime organizado.
Porque, por algumas horas, o espectador não observa a máfia de longe.
Ele entra na casa dos personagens, senta à mesa com eles, acompanha suas festas, seus golpes e suas discussões — até descobrir que, naquele mundo, ninguém está realmente seguro.
Nota: 5/5 (OBRA PRIMA)
A Rede Social
3.6 3,1K Assista AgoraClaro — abaixo está uma versão totalmente reestruturada, com outra voz, construção e ritmo, preservando a ideia central e os principais argumentos do texto original.
A Rede Social: um novo Cidadão Kane
## A Rede Social: o retrato de um homem que conquistou o mundo e perdeu quase todo o resto
Poucos filmes sobre tecnologia estão realmente interessados em tecnologia. **A Rede Social** (2010), dirigido por David Fincher, tampouco está. Por trás da história da criação do Facebook, o que existe é um estudo desconfortável sobre ambição, ressentimento, amizade, reconhecimento e, sobretudo, solidão.
É nesse sentido que a comparação com **Cidadão Kane** (1941), de Orson Welles, deixa de parecer exagerada. Os dois filmes acompanham homens extraordinariamente ambiciosos que constroem impérios e, ao mesmo tempo, permanecem emocionalmente inacessíveis. Um ergue um império da comunicação; o outro ajuda a criar uma nova maneira de as pessoas se comunicarem. Ambos, porém, parecem incapazes de estabelecer vínculos à altura do poder que conquistaram.
Mark Zuckerberg, interpretado por Jesse Eisenberg, não é apresentado como herói nem como vilão convencional. Fincher prefere algo mais incômodo: um protagonista difícil de decifrar. Inteligente, obstinado, socialmente desajeitado e aparentemente indiferente às consequências de suas próprias decisões, Zuckerberg parece estar sempre perseguindo alguma coisa que o dinheiro, no fim das contas, não consegue explicar.
E é justamente aí que o filme se torna mais interessante.
Em vez de contar linearmente a ascensão do Facebook, Fincher monta a narrativa como uma investigação. De um lado estão os depoimentos e disputas judiciais que surgem depois da explosão da rede social. De outro, os acontecimentos que levaram até ali. O passado vai sendo revelado aos poucos, como peças de um quebra-cabeça, e cada nova informação modifica a percepção que temos do personagem.
No centro dessa história está Eduardo Saverin, interpretado por Andrew Garfield. Amigo de Zuckerberg e um dos primeiros parceiros do projeto, Saverin funciona como seu contraponto emocional. Enquanto Zuckerberg parece cada vez mais disposto a sacrificar relações em nome de seus objetivos, Eduardo representa justamente aquilo que o protagonista não sabe preservar: amizade, lealdade e afeto.
Também existe o conflito com os irmãos Winklevoss, que acusam Zuckerberg de ter utilizado uma ideia que havia sido discutida entre eles para desenvolver uma rede social em Harvard. O filme transforma essas disputas em parte de uma narrativa maior sobre autoria, poder e oportunismo.
Mas os processos judiciais são apenas a superfície.
O verdadeiro assunto de **A Rede Social** é Zuckerberg.
David Fincher sempre demonstrou interesse por personagens que vivem à margem das convenções sociais, e aqui ele encontra um protagonista particularmente fascinante. Zuckerberg não parece interessado apenas em ficar rico. Existe nele uma necessidade mais profunda de provar alguma coisa — aos outros e, talvez principalmente, a si próprio.
Por isso, o Facebook acaba funcionando quase como uma extensão de sua personalidade. É uma máquina gigantesca de conectar pessoas criada por alguém que demonstra enorme dificuldade em se conectar emocionalmente com quem está ao seu lado.
Essa contradição dá ao filme sua força.
O roteiro de Aaron Sorkin, inspirado no livro _Bilionários por Acaso_, de Ben Mezrich, não pretende funcionar como uma reconstrução jornalística definitiva dos acontecimentos. Há dramatização e liberdade narrativa. O objetivo é outro: transformar acontecimentos recentes em uma espécie de parábola sobre uma geração que começava a descobrir que reconhecimento, influência e popularidade poderiam ser conquistados — e medidos — por meios completamente novos.
Sorkin faz isso com diálogos rápidos, afiados e frequentemente agressivos. Fincher, por sua vez, filma esse universo com uma frieza calculada. O resultado é um filme em que quase ninguém está interessado apenas em dinheiro. Todos querem alguma forma de reconhecimento.
E talvez seja essa a chave para entender Zuckerberg.
A grande ironia é que o homem responsável por criar uma das maiores plataformas de interação social do mundo parece incapaz de estabelecer uma relação verdadeiramente íntima. Quanto maior se torna sua capacidade de aproximar milhões de pessoas, mais isolado ele parece ficar.
Jesse Eisenberg entende perfeitamente essa contradição. Sua interpretação evita transformar Zuckerberg em um monstro. Ele é irritante, arrogante e muitas vezes cruel, mas também é vulnerável. Existe alguma coisa quebrada naquele personagem, embora o filme nunca ofereça uma explicação simples para isso.
A sequência de abertura deixa essa questão evidente. O longo diálogo entre Zuckerberg e Erica, interpretada por Rooney Mara, parece inicialmente apenas uma discussão de casal. Na realidade, funciona como uma espécie de mapa para tudo o que virá depois. O relacionamento fracassa, mas a necessidade de Zuckerberg de ser reconhecido permanece.
E o encerramento retoma essa mesma ferida.
Entre essas duas cenas, acompanhamos a criação de uma empresa que mudaria a comunicação contemporânea. Mas Fincher está menos interessado na invenção do Facebook do que na pessoa que existe por trás dela.
É aí que **A Rede Social** encontra **Cidadão Kane**.
Ambos são filmes sobre homens que conseguem conquistar praticamente tudo aquilo que o mundo considera sinônimo de sucesso, mas continuam perseguindo algo que não pode ser comprado, acumulado ou transformado em patrimônio.
Kane tinha “Rosebud”.
Zuckerberg tem sua própria versão desse mistério.
E talvez a grande pergunta de **A Rede Social** não seja como alguém conseguiu criar o Facebook, mas por que alguém precisaria criar um mundo inteiro para finalmente sentir que pertencia a ele.
ATENÇÃO, ATENÇÃO
🎬 No jogo do dinheiro, lealdade vale mais que milhões.
Eduardo Saverin tinha colocado tudo na empresa — dinheiro, tempo e, principalmente, a confiança em Mark Zuckerberg.
Só que, ao receber os novos documentos, seu mundo desabou em segundos.
As suas 1.388.334 ações (34,4%) foram diluídas silenciosamente para apenas 0,03%.
Um movimento arquitetado por quem ele chamava de amigo.
O sócio que ele ajudou a construir um império… foi o mesmo que o tirou da jogada.
🔥 A lição?
No mercado, JAMAIS assuma que seu lugar está garantido.
Leia cada contrato. Proteja sua participação.
Porque o maior risco não é perder dinheiro… é confiar nas pessoas erradas.
Vermelho Sangue (2ª Temporada)
3.3 7 Assista AgoraA segunda temporada de "Vermelho Sangue" consolidando-se como uma produção que alia elementos culturais brasileiros a uma narrativa de fantasia, identidade e crescimento pessoal.
Manhunt
2.9 4Algumas das mulheres entrevistadas para esta matéria também aparecem no documentário da HBO "Manhunt", sobre a caçada a Osama bin Laden. É um documentário incrível sobre as pessoas — em sua maioria mulheres — que conduziram a busca por ele; a paixão, a determinação e a obsessão delas seriam familiares a qualquer fã de Homeland (2011-2020 Serie de TV), assim como a misoginia institucional que enfrentaram.
Não se deixe enganar pelo péssimo título American Manhunt: Osama Bin Laden (2025). Eu mesmo passei algum tempo ignorando o algoritmo que me sugeria essa minissérie da Netflix, mesmo sofrendo de uma certa fixação pelo tema do atentado às Torres Gêmeas e pela história da Al-Qaeda e Osama Bin Laden.
CURIOSIDADE:
Aos 30 anos, Elizabeth Hanson já fazia um trabalho que pouca gente ao seu redor conseguia imaginar.
Formada em economia e com estudos em russo, ela entrou para a CIA em 2005 e passou a trabalhar como targeter, uma especialista em transformar uma quantidade enorme de informações em pistas capazes de levar aos alvos da inteligência americana. Comunicações interceptadas, imagens, relatórios e outras informações eram cruzados para descobrir onde estavam integrantes da Al-Qaeda e do Talibã.
Entre os homens que sua equipe procurava estava Osama bin Laden.
Elizabeth nasceu em Rockford, Illinois, em 1979, e estudou no Colby College, onde se formou em economia e estudou língua e literatura russas. Depois dos ataques de 11 de Setembro, seu interesse pelo mundo islâmico e pela relação entre religião e economia ajudou a direcionar sua carreira para a área de inteligência.
Na CIA, ela rapidamente chamou atenção.
Elizabeth tinha um jeito descontraído. Segundo pessoas que trabalharam com ela, costumava usar jeans e até chinelos no escritório. Mas, quando o assunto era seu trabalho, a história mudava. Ela tinha fama de ser extremamente metódica e habilidosa na análise de informações.
Em 2009, decidiu fazer algo que sua mãe não queria que ela fizesse.
Elizabeth se voluntariou para trabalhar no Afeganistão.
Chegou a Cabul em agosto daquele ano e continuou atuando como targeter, acompanhando informações sobre integrantes da Al-Qaeda e do Talibã. Também passou a ter contato mais próximo com informantes em locais protegidos. Entre seus alvos estavam alguns dos principais líderes das organizações extremistas.
Então apareceu um informante que parecia ser exatamente o tipo de oportunidade que a inteligência americana procurava.
Humam Khalil al-Balawi era um médico jordaniano que dizia ter acesso a integrantes da liderança da Al-Qaeda. As informações que fornecia pareciam tão valiosas que ele foi levado a uma base da CIA em Khost, no leste do Afeganistão, para uma reunião com agentes americanos.
Era 30 de dezembro de 2009.
Al-Balawi chegou à base e foi recebido pelos agentes. Ele não foi revistado.
Pouco depois, detonou os explosivos escondidos em seu próprio corpo.
A explosão matou sete funcionários da CIA e deixou outras pessoas feridas. Elizabeth Hanson estava entre os mortos.
Ela tinha 30 anos.
O ataque de Khost foi a maior perda de vidas da CIA desde o atentado contra a embaixada americana em Beirute, em 1983.
Elizabeth foi enterrada no Cemitério Nacional de Arlington.
O então diretor da CIA, Leon Panetta, esteve em seu funeral e anos depois contou que aquela lembrança permaneceu com ele.
Na sede da CIA, seu nome também foi preservado.
Uma das estrelas da parede memorial da agência representa Elizabeth Hanson, uma entre os funcionários mortos no cumprimento do dever.
Mas talvez a parte mais curiosa dessa história seja justamente o contraste.
Elizabeth passou os últimos anos de sua vida tentando descobrir onde estavam algumas das pessoas mais procuradas pelos Estados Unidos.
Para fazer isso, ela precisava trabalhar longe dos holofotes.
Seu rosto não aparecia nas operações.
Seu nome não podia estar nos jornais.
E, quando finalmente apareceu, foi porque ela havia morrido.
A história de Elizabeth Hanson é a história de uma profissional que passou a vida adulta procurando pessoas que não queriam ser encontradas.
Até que, em uma manhã no Afeganistão, ela própria se tornou parte da história que estava tentando investigar.
A Hora Mais Escura
3.6 1,1K Assista grátisO público norte-americano costuma adotar o comportamento de avestruz quando o país enfrenta crises políticas e econômicas, ou entra em guerras. Prefere enfiar a cabeça na areia do escapismo. Tanto que em períodos como a Grande Depressão, na década de 1930, ou a Segunda Guerra Mundial, nos anos 40, gêneros como o musical e a comédia quebravam recordes de bilheteria e lotavam os cinemas. Esse comportamento não mudou. Desde os ataques do 11 de setembro de 2001, várias tentativas foram feitas de discutir temas como a política externa dos EUA e as guerras no Iraque, no Afeganistão. Todas fracassaram comercialmente. Até a consagração (pela crítica) de Guerra ao Terror (2009) e A Hora Mais Escura (2012), ambos dirigidos por Kathryn Bigelow.
Quando Osama bin Laden foi declarado morto pelo governo dos EUA em 1 de Maio de 2011, eu estava na escola. Envolto em programas de informática e embebido pelo sono provocado pela aula das 7, foi um dos poucos momentos em minha vida que senti estar presenciando a História sendo feita – para bem, ou para mal. E mesmo condenando diversas práticas adotadas pelos EUA nessa questão, o ataque da Al-Qaeda em 11 de Setembro é um dos mais abomináveis e cruéis dos últimos tempos.
Agora deixando de lado minha visão política, A Hora Mais Escura faz um ótimo trabalho ao abordar esse tema tão controverso de forma corajosa e que não surja como uma propaganda pró EUA. Isso porque a diretora Kathryn Bigelow não é Michael Bay. A única mulher oscarizada no cargo (vitória adquirida com Guerra ao Terror, em 2010) oferece um tratamento quase documental, certamente fruto da experiência do roteirista Mark Boal como jornalista, e traz uma narrativa repleta de eventos e nomes; tendo início em 2003 e culminando na operação de 2011. E Bigelow felizmente não cai na alternativa de glorificar os soldados americanos e colocá-los caminhando em câmera lenta ao som de uma melodia patriota.
A primeira metade do filme é centrada na tortura. Práticas hediondas que a diretora retrata na mera função de comprovar sua existência na busca pelo terrorista – ao contrário das críticas que o filme sofreu, que o acusaram de glamourizá-la inapropriadamente – a diretora claramente as taxa como um “mal necessário” (ainda mais se levarmos em conta os minutos iniciais que trazem gravações do 11 de Setembro, em uma forma de aplicar o pensamento de que “os fins justificam os meios”) e de forma alguma as julga como positivas. Sua câmera é sempre inquieta e constante, causando um senso de tensão ao longo da projeção – mesmo que tenha escritórios da CIA e salas de reuniões como ambientes principais. E ainda que a montagem de William Goldenberg e Dylan Tichenor seja eficiente ao organizar todas as informações que levarão ao terrorista, é Jessica Chastain que carrega nas costas esse bloco inicial.
Interpretando a versão fictícia de uma agente real (mas cuja identidade é mantida em sigilo, já que esta ainda encontra-se em atividade), Chastain impressiona e provoca grande admiração por sua indestrutível persistência. Durona e não deixando sua beleza ficar à frente de sua integridade (“Eu sou a ‘motherfucker’ que achou a casa”, diz ela a seus superiores), a atriz demonstra bem o cansaço através dos olhos pesados e os cabelos bagunçados de Maya; mas que também jamais perde seu foco em completar sua tarefa (e sua insistência ao marcar um certo número de dias diariamente na janela de seu chefe é uma bela evidência de sua insatisfação).
E quando chega a “hora mais escura” que todos estavam esperando para ver, o filme se transforma. Tendo o roteiro modificado durante as filmagens (já que a produção começara em um período anterior à morte de bin Laden), a mudança de ritmo é notável e gera uma melhora significativa ao filme. Mesmo que já saibamos o desfecho, a cena da invasão é de um nível cinematográfico excepcional graças à forte condução de Bigelow (que aposta na ausência de música e em momentos de violência gráfica e duvidosa) e a fotografia de Greig Fraser; cujo uso da escuridão e de visões noturnas chega a causar arrepios.
Não tenho dúvidas de que há muita ficção em A Hora Mais Escura. Mas mesmo que alguns fatos apresentados tragam uma veracidade questionável, funcionam eficientemente bem como peça de entretenimento e não do tipo que vangloria uma nação. Ao invés de comemorar euforicamente a morte de Osama bin Laden, o filme traz de volta a questão maquiavélica e ainda deixa no ar uma ainda mais complexa: ” e agora?” A reação ambígua de Maya, que com olhos lacrimejados e a noção de que havia concluído uma tarefa que lhe custara 12 anos de sua vida, é a prova de que o filme vai além de sua proposta.
CURIOSIDADE: Chefe da CIA minimiza tortura em filme sobre perseguição a Osama bin Laden
O diretor interino da CIA, Michael Morell, disse que o filme "A hora mais escura" (Zero Dark Thirty) sobre a perseguição a Osama bin Laden exagera a importância da informação obtida através de tortura.
O filme da diretora vencedora de um Oscar, Kathryn Bigelow, conta a história de uma longa década de busca, após 11 de setembro de 2001, que acabou em uma incursão dramática e mortal em maio, no esconderijo do líder da Al-Qaeda em Abbottabad, Paquistão.
O filme mostra oficiais norte-americanos usando técnicas, entendidas como tortura, como o "submarino"(ou water-boarding), para forçar presos a falar. A informação obtida foi crucial, de acordo com o filme, para reunir as pistas que levaram à trilha de bin Laden.
Segundo ele, múltiplas fontes da inteligência levaram os analistas da CIA a concluir que bin Laden estava escondido em Abbottabad, embora tenha reconhecido que algumas informações tenham vindo dos prisioneiros submetidos a essas técnicas, proibidas por Obama em 2009.
(Me Engana Que Eu Gosto!!!)
DICAS: Algumas das mulheres entrevistadas para esta matéria também aparecem no documentário da HBO "Manhunt", sobre a caçada a Osama bin Laden. É um documentário incrível sobre as pessoas — em sua maioria mulheres — que conduziram a busca por ele; a paixão, a determinação e a obsessão delas seriam familiares a qualquer fã de Homeland (2011-2020 Serie de TV), assim como a misoginia institucional que enfrentaram.
Não se deixe enganar pelo péssimo título American Manhunt: Osama Bin Laden (2025). Eu mesmo passei algum tempo ignorando o algoritmo que me sugeria essa minissérie da Netflix, mesmo sofrendo de uma certa fixação pelo tema do atentado às Torres Gêmeas e pela história da Al-Qaeda e Osama Bin Laden.
O Mundo Perdido (1ª Temporada)
4.0 94Como eu adorava essa série na minha adolescência! Tenho ótimas lembranças de assistir a O Mundo Perdido na TV Record. Eu já percebia naquela época que os efeitos especiais eram ruins, que algumas situações eram bastante caricatas e que certos episódios eram bem simples, bobos e até quase infantis. Mesmo assim, eu me divertia muito com aquilo.
O elenco era carismático, as histórias tinham aquele clima de aventura e dava para perceber o esforço da produção para entregar o melhor que conseguia. Era uma série feita nos anos 2000, mas com uma cara que parecia ter saído diretamente de meados dos anos 90. E provavelmente fosse justamente isso que tornasse tudo tão divertido para mim.
O Mundo Perdido foi uma série britânica de ficção científica e aventura, exibida originalmente entre 1999 e 2002, baseada no romance homônimo de Sir Arthur Conan Doyle.
A história começa quando o Professor George Edward Challenger, interpretado por Peter McCauley, tem acesso ao diário de um homem que estava morrendo na África. O documento trazia relatos sobre um lugar chamado Platô, uma região isolada onde ainda existiriam animais pré-históricos.
Convencido de que havia encontrado uma prova de suas teorias, Challenger decide organizar uma expedição para localizar o lugar e apresentar suas descobertas à comunidade científica de Londres.
Ele parte acompanhado pelo Professor Arthur Summerlee, interpretado por Michael Sinelnikoff, um cientista que não acreditava nas ideias de Challenger, mas resolveu participar da expedição.
Também faziam parte do grupo Lord John Richard Roxton, vivido por William Snow, um experiente caçador encarregado da segurança dos exploradores, e o jornalista americano Edward “Ned” T. Malone, interpretado por David Orth, que enxergava naquela viagem a oportunidade de conseguir uma grande reportagem e impressionar sua namorada.
A expedição ainda contava com Marguerite Krux, interpretada por Rachel Blakely, uma mulher rica e misteriosa que financiava a viagem, mas claramente tinha interesses que iam muito além da ciência. E havia também Veronica, personagem de Jennifer O'Dell, que se tornaria uma importante integrante do grupo.
A partir daí, a aventura começava de verdade. Perdidos em uma terra desconhecida, os personagens precisavam enfrentar dinossauros, criaturas estranhas, povos misteriosos e os perigos daquele mundo isolado.
Eu sabia que não era uma superprodução, sabia que os dinossauros não eram exatamente convincentes e que algumas histórias viajavam bastante. Mas era divertido. E isso, para mim, sempre foi o mais importante.
Hoje, quando lembro de O Mundo Perdido, lembro principalmente daquela época em que eu chegava diante da televisão e encontrava mais uma aventura para acompanhar. Era simples, às vezes boba, muitas vezes exagerada, mas fazia parte da minha adolescência e deixou boas lembranças.
Reacher (5ª Temporada)
1 Assista AgoraReacher vai parar em cidade sinistra na 5ª temporada e encontra conspiração macabra
A 4ª temporada de Reacher terminou nesta quarta-feira (16/09/26), só que a próxima missão de Jack Reacher já está tomando forma. A 5ª temporada será baseada em Make Me, 20º livro da coleção escrita por Lee Child, e colocará o personagem de Alan Ritchson diante de um mistério bastante sombrio.
A história começa quando Reacher chega a Mother’s Rest, uma pequena cidade no interior de Oklahoma. O próprio nome do lugar desperta sua curiosidade, só que os moradores se comportam de maneira estranha e ninguém parece disposto a explicar o que está acontecendo.
É então que ele conhece Michelle Chang, uma ex-agente do FBI que procura seu parceiro desaparecido. Reacher decide ajudá-la e o que parecia ser uma investigação localizada começa a revelar algo muito maior.
A busca leva os dois por Los Angeles, Chicago, Phoenix e San Francisco, além de áreas escondidas da internet. Pelo caminho, eles encontram criminosos violentos, assassinos e pistas de uma conspiração de natureza macabra.
E tudo acaba levando Reacher de volta para Mother’s Rest.
As gravações da 5ª temporada já começaram, só que o Prime Video ainda não anunciou quando os novos episódios serão lançados.
Depois de tudo que Reacher enfrentou na temporada 4, parece que a próxima encrenca será ainda mais perturbadora. 🔥
O Predador
3.8 870 Assista AgoraO Predador (1987) — Um dos grandes clássicos do cinema de ação dos anos 80
Revi O Predador depois de bastante tempo e a impressão continua sendo a mesma: esse filme é bom demais.
É impressionante como uma premissa tão simples funciona tão bem. Um grupo de soldados altamente treinados entra na selva, resolve uma missão sem grandes dificuldades e, de repente, percebe que existe alguma coisa caçando cada um deles. A partir daí, o filme muda completamente de tom.
E acho que esse é o grande mérito de John McTiernan. Nos primeiros minutos, parece que estamos diante de um típico filme de ação militar dos anos 80: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke, armas enormes, músculos, explosões e aquela quantidade absurda de testosterona. É praticamente uma caricatura do gênero.
Só que, quando o Predador começa a aparecer, tudo muda.
Aqueles caras que pareciam invencíveis passam a não saber nem onde está o inimigo. A selva vira uma ameaça por si só. Qualquer árvore, sombra ou movimento pode esconder a criatura. O filme consegue criar tensão simplesmente mostrando personagens olhando para o mato.
E isso continua funcionando muito bem.
O Predador também é um excelente vilão porque não é apenas uma criatura forte. Ele possui tecnologia muito superior à dos humanos, camuflagem, visão térmica e uma inteligência que permite estudar e escolher suas vítimas. O mais interessante é que ele não parece simplesmente interessado em destruir tudo. Existe uma espécie de ritual naquela caçada.
O design da criatura continua fantástico. Kevin Peter Hall fazia um trabalho impressionante dentro daquele traje, e os efeitos práticos dão ao personagem uma presença que ainda hoje funciona melhor do que muita criatura criada exclusivamente por computador.
A camuflagem entrega um pouco a idade dos efeitos, obviamente, mas sinceramente? Não incomoda.
E o filme tem algumas das melhores cenas de ação dos anos 80.
A sequência em que o grupo descarrega praticamente todo o arsenal contra a floresta é maravilhosa. É tiro para todo lado, explosão, fumaça, árvore sendo destruída e... praticamente nenhum resultado. É engraçado porque a cena ao mesmo tempo celebra e satiriza aquela obsessão do cinema de ação por armas gigantescas.
E existem frases que simplesmente ficaram eternizadas.
**"Não tenho tempo para sangrar."**
Isso é cinema de ação dos anos 80 em estado puro.
E, claro: **"Se ele sangra, podemos matá-lo."**
Impossível não gostar.
Arnold também está perfeitamente escalado como Dutch. Não é necessário exigir dele uma atuação extremamente sofisticada. O filme utiliza justamente sua imagem de máquina humana para depois desmontá-la aos poucos.
No começo, Dutch parece estar completamente no controle. No final, está coberto de lama, sem armas e tentando sobreviver contra uma criatura fisicamente muito superior.
E é aí que o personagem funciona melhor.
O confronto final é provavelmente o ponto alto do filme. Dutch percebe que não conseguirá vencer o Predador simplesmente na força e precisa usar inteligência, estratégia e o próprio ambiente.
É quase como se o caçador se transformasse em presa e precisasse aprender a caçar.
O elenco também é muito bom. Carl Weathers tem ótima presença, Bill Duke talvez seja o ator que mais chama atenção depois de Arnold, Jesse Ventura é praticamente uma entidade dentro do filme e Elpidia Carrillo faz uma Ana que poderia ter sido muito mais aproveitada pelo roteiro.
Aliás, esse é um dos poucos problemas que vejo no filme.
Alguns personagens são pouco desenvolvidos. Poncho praticamente não tem espaço, Hawkins é basicamente o alívio cômico e Billy acaba preso a um estereótipo que hoje chama bastante atenção. Ana também merecia uma participação maior, principalmente porque demonstra ser uma das personagens mais observadoras do grupo.
O roteiro também começa apresentando uma questão política envolvendo a CIA e a falsa missão de resgate, mas abandona isso completamente quando a caçada começa. Não chega a ser um problema grave, porque o filme claramente quer chegar à perseguição, mas é um elemento que poderia ter sido melhor trabalhado.
Outro detalhe que sempre achei curioso é como o filme consegue ser simultaneamente muito sério e completamente absurdo.
É um grupo de homens musculosos andando pela selva com metralhadoras gigantes enquanto um alienígena invisível começa a arrancar suas cabeças.
E funciona.
Talvez justamente porque o filme não tenha vergonha de ser o que é.
Não tenta transformar uma história simples em algo artificialmente complexo. Não precisa de dezenas de explicações sobre o universo do Predador. Basta colocar os personagens na selva e deixar a criatura fazer o trabalho.
John McTiernan entende isso muito bem.
A direção, a fotografia, a trilha de Alan Silvestri e a montagem trabalham juntas para transformar a selva em um enorme campo de caça. E a trilha sonora é outro espetáculo à parte. Os metais e a percussão praticamente empurram os personagens durante boa parte da história.
No fim das contas, O Predador tem algumas falhas, mas são facilmente compensadas pelo conjunto.
É um filme de ação, ficção científica, suspense e terror que envelheceu muito melhor do que poderia parecer.
É exagerado? Com certeza.
É brucutu? Absolutamente.
É cheio de frases de efeito, músculos, armas e explosões? Sim.
Mas também é muito bem dirigido, possui um excelente vilão, ótimas cenas de ação e sabe construir tensão de verdade.
E talvez o mais importante: continua divertido.
É aquele tipo de filme que você coloca para assistir e, quando percebe, já está completamente envolvido pela caçada.
Para mim, continua sendo um dos melhores filmes da carreira do Arnold e um dos grandes clássicos do cinema de ação dos anos 80.
Nota: 8,2/10.
Se ele sangra, podemos matá-lo.
CURIOSIDADE:
É incrível como Predador, mesmo quase 40 anos depois de seu lançamento, ainda consegue nos fazer pensar sobre cenas que pareciam simples. Enquanto eu revia o filme para fazer um comentário sobre a cena do escorpião, acabei tendo uma nova perspectiva sobre aquele momento e sobre a relação dele com o que acontece mais adiante na história.
Revisitando a cena com mais atenção, percebemos que ela representa muito mais do que parece à primeira vista e que existe uma ligação interessante entre aquele momento e o destino dos personagens.
No começo,
Mac esmaga um escorpião com a bota. É um gesto simples, praticamente automático. Para ele, aquilo é apenas um pequeno animal no caminho. Não existe esforço, medo ou preocupação. Ele simplesmente pisa e segue em frente.
E isso também mostra como aqueles soldados se enxergam naquele momento. São homens armados, treinados e acostumados a enfrentar situações extremas. Eles acreditam ter controle sobre aquele ambiente. Estão no topo da cadeia alimentar.
O escorpião representa justamente o contrário: algo pequeno, frágil e insignificante diante da força humana. Mac não precisa sequer pensar para destruí-lo.
Só que, quando o Predador começa a agir, os papéis mudam completamente.
A criatura passa a observar aqueles homens, escolher suas vítimas e eliminá-las com uma facilidade assustadora. Isso fica ainda mais claro no destino
de Mac. O mesmo personagem que, no início, esmagava um ser muito menor do que ele acaba sendo morto pelo Predador com extrema facilidade. Sua cabeça é perfurada e seu crânio é levado como troféu.
Para o Predador,
Mac ocupa uma posição muito parecida com aquela que o escorpião ocupava diante dele.
Agora é o homem que está sendo observado, perseguido e eliminado por uma criatura que o considera inferior.
É uma inversão muito simples: no início, o homem demonstra seu domínio sobre algo menor e mais fraco. Depois, descobre que também pode ser tratado da mesma maneira por um ser que está acima dele naquela cadeia de poder.
O caçador vira caça.
O que antes parecia apenas um detalhe ganha outro significado.
No fundo, Predador mostra que poder é relativo. Tudo depende de quem está em vantagem naquele momento.
Para o escorpião, o homem é uma força impossível de enfrentar.
Para o homem, o Predador é exatamente isso.
Chuck Norris e Veículos Militares
4.0 2CHUCK NORRIS: O HOMEM POR TRÁS DO MITO 🎬🥋
Carlos Ray Norris nasceu em 10 de março de 1940, em Ryan, Oklahoma, nos Estados Unidos. Muito antes de se tornar o Chuck Norris dos filmes de ação e dos famosos “fatos” da internet, ele se descrevia como um garoto magro, tímido e inseguro. Sua relação com as artes marciais começou aos 18 anos, quando entrou para a Força Aérea dos Estados Unidos.
Durante o serviço militar, Norris foi enviado para uma base na Coreia do Sul, onde teve seu primeiro contato com o Tang Soo Do. A experiência despertou seu interesse pelas artes marciais e o levou a estudar outras modalidades, principalmente o karatê. Foi nesse período que percebeu que havia encontrado algo que levaria para o resto da vida.
Em 1962, depois de deixar a Força Aérea, abriu sua primeira escola de karatê. Pouco depois, começou a participar de competições pelos Estados Unidos. As vitórias foram se acumulando e, em 1968, conquistou o título de campeão mundial de karatê na categoria peso médio, permanecendo invicto durante os seis anos em que manteve o campeonato.
Sua carreira competitiva terminou com um impressionante retrospecto: 183 vitórias, 10 derrotas e 2 empates, além de mais de 30 torneios conquistados.
A fama como lutador também começou a aproximá-lo de Hollywood. Entre seus alunos estavam nomes como Steve McQueen, Bob Barker e Priscilla Presley. Norris também ensinou karatê a Bruce Lee, com quem desenvolveu uma amizade marcada por respeito, treinamento e uma saudável rivalidade.
Os dois se conheceram em um campeonato de karatê em Long Beach, na Califórnia. Bruce Lee já era uma estrela na Ásia, com experiência no cinema e na televisão, além de atuar como diretor e produtor. Quando sua carreira começou a ganhar força internacionalmente, Lee convidou Norris para participar de O Voo do Dragão (1972).
O filme entrou para a história principalmente pelo combate entre os dois no Coliseu de Roma. A luta entre Colt e Tang Lung se tornou uma das cenas mais lembradas do cinema de artes marciais.
Existe também uma história bastante conhecida de que Bruce Lee e Chuck Norris teriam realizado três lutas reais e privadas durante seus treinamentos, presenciadas apenas por amigos próximos e outros praticantes. Segundo essa versão, Norris teria vencido os três confrontos. No entanto, nenhum dos dois confirmou publicamente que essas lutas realmente aconteceram. Quando questionado sobre o assunto, Norris costumava apenas sorrir, deixando a história no campo das lendas que cercavam a amizade dos dois.
Depois de O Voo do Dragão, começaram a aparecer mais oportunidades no cinema. O problema era que Norris sabia lutar, mas ainda precisava aprender a atuar. Seu amigo Steve McQueen decidiu ajudá-lo, dando-lhe aulas particulares e incentivando-o a estudar interpretação. Norris chegou a frequentar cursos ligados à Metro-Goldwyn-Mayer, enquanto continuava envolvido com as artes marciais.
Em 1977, finalmente assumiu o papel principal em O Comboio da Carga Pesada. Depois vieram filmes como Ajuste de Contas e McQuade, o Lobo Solitário, consolidando sua imagem como astro de ação.
Mas foi na década de 1980 que Chuck Norris se transformou em um dos grandes nomes do gênero. Contratado pela Cannon Films, produtora conhecida por seus filmes de ação de orçamento relativamente baixo, estrelou Braddock: O Super Comando (1984), interpretando um veterano da Guerra do Vietnã que retornava ao combate para tentar resgatar soldados americanos que haviam permanecido como prisioneiros.
A crítica não foi nada generosa e chegou a comparar o filme com Rambo II: A Missão, mas o público respondeu muito bem. Braddock acabou se tornando especialmente popular no Brasil e ganhou status de clássico entre os fãs de ação dos anos 80. Norris dedicou o filme ao irmão Wieland, morto durante a Guerra do Vietnã.
Ao longo de sua parceria com a Cannon, Norris estrelou oito filmes, incluindo Braddock 2: O Início da Missão, Braddock 3: O Resgate, Os Aventureiros do Fogo, Código do Silêncio e os filmes da série Comando Delta. Em 1986, também ganhou uma série animada, Chuck Norris: Karate Kommandos, que teve apenas cinco episódios.
Quando a Cannon deixou de produzir filmes no início dos anos 90, Norris encontrou um novo espaço na televisão. Em 1993, estreou Walker, Texas Ranger, série que se tornou um enorme sucesso nos Estados Unidos. Como Cordell Walker, um policial texano especialista em artes marciais, Norris passou a ser reconhecido por uma nova geração de espectadores.
A produção teve oito temporadas, além de um filme para televisão, um spin-off e livros. Durante anos, surgiram rumores sobre o retorno da série com Norris, mas o que realmente aconteceu foi a produção de uma nova versão, Walker, estrelada por Jared Padalecki.
Norris também deixou sua marca fora do cinema e da televisão. Ele desenvolveu o Chun Kuk Do, sistema de artes marciais baseado principalmente em seus conhecimentos de Tang Soo Do e em outras modalidades que estudou ao longo da carreira. A prática possuía seu próprio código de ética e uma organização internacional dedicada ao seu ensino.
Além das artes marciais, Chuck Norris também ficou conhecido por seu trabalho filantrópico. Ele criou a KickStart Kids, organização que utilizava o ensino de artes marciais para ajudar jovens em situação de risco, buscando oferecer disciplina, autoestima e uma alternativa ao envolvimento com drogas e violência. Também participou de campanhas e arrecadações para diferentes instituições beneficentes.
Sua última grande aparição no cinema aconteceu em Os Mercenários 2 (2012). Depois disso, Norris passou a dedicar mais tempo à família, à filantropia e à escrita, além de continuar ligado às artes marciais.
E, claro, existiam os famosos “Chuck Norris Facts”. A brincadeira transformou Norris em uma espécie de personagem invencível: capaz de contar até o infinito duas vezes, dar um chute que faria a Terra girar ao contrário ou derrotar qualquer inimigo com um simples olhar. O próprio ator sempre demonstrou bom humor com a situação e brincou diversas vezes com sua imagem.
Por trás dessas histórias exageradas, porém, existia um homem que realmente construiu uma carreira incomum. Chuck Norris foi campeão mundial de karatê, professor de artes marciais, ator, produtor, escritor e filantropo.
Chuck Norris morreu em 19 de março de 2026, aos 86 anos. Sua morte encerrou a trajetória de um dos maiores símbolos do cinema de ação das décadas de 1970, 1980 e 1990.
Ele fez falta ao cinema muito antes de partir, e agora sua ausência será ainda mais sentida. Mas seus filmes, seus personagens, suas lutas e até os exagerados “fatos” da internet fizeram com que Chuck Norris se tornasse um nome que dificilmente será esquecido.
Braddock pode ter sido um supercomando no cinema, mas Chuck Norris foi o homem que criou o mito. Uma lenda das artes marciais e das telas, que sempre será lembrada. 🎬🥋❤️
A Patrulha da Esperança
3.5 514 de setembro de 1966 – A Columbia Pictures lançou hoje “Lost Command”, um drama de guerra multinacional que aborda os conflitos coloniais modernos da França no Sudeste Asiático e no Norte da África.
Dirigido e produzido por Mark Robson, o filme é uma adaptação do romance de 1960 de Jean Lartéguy, *The Centurions* (Os Centuriões), um sucesso de vendas.
A narrativa acompanha uma unidade de paraquedistas franceses de elite, liderada pelo Tenente-Coronel Pierre Raspéguy (Anthony Quinn). O enredo retrata a derrota inicial e a captura da unidade pelas forças comunistas do Viet Minh na Batalha de Dien Bien Phu, em 1954, seguidas pelo seu posterior envio para combater guerrilheiros da Frente de Libertação Nacional da Argélia.
A produção conta com um elenco internacional, incluindo o ator francês Alain Delon, no papel de um capitão idealista que serve como o eixo moral da história, e a atriz italiana Claudia Cardinale, como uma agente insurgente argelina. Em uma escolha de elenco notável, o ator americano George Segal interpreta um paraquedista nascido na Argélia que abandona o exército francês para liderar o movimento guerrilheiro rebelde.
“Lost Command” foi filmado na Espanha para simular as paisagens do Sudeste Asiático e da Argélia. O filme explora as realidades táticas da guerra de contrainsurgência, oferecendo um olhar cinematográfico oportuno sobre a atuação militar em territórios de guerrilha, num momento em que o envolvimento americano no Vietnã se intensificava.
Os Filhos da Guerra
4.6 43Considerada o "Band of Brothers" alemão! 🇩🇪
E se você pudesse enxergar a Segunda Guerra Mundial pelos olhos de quem estava do lado alemão?
É justamente essa perspectiva desconfortável que torna “Os Filhos da Guerra” (Unsere Mütter, unsere Väter / Generation War) uma minissérie tão impactante.
Berlim, 1941. Cinco amigos fazem planos para o futuro sem imaginar que a guerra transformaria completamente quem eles eram.
Wilhelm e Friedhelm seguem para a Frente Oriental e descobrem que a realidade do combate está muito distante do heroísmo que imaginavam.
Charlotte, uma jovem enfermeira, presencia nos hospitais de campanha o preço humano de um conflito cada vez mais brutal.
Greta tenta usar sua posição como cantora para proteger Viktor, seu namorado judeu, enquanto ele luta diariamente para sobreviver à perseguição nazista.
Cinco histórias. Cinco caminhos diferentes. Uma mesma guerra.
Mais do que uma série sobre batalhas, “Os Filhos da Guerra” é um estudo sobre como o fanatismo, o medo e a violência podem corroer amizades, princípios e até a própria identidade.
Sem transformar seus personagens em heróis e/ou vilões simplistas, a produção mergulha nas zonas cinzentas da história e mostra escolhas impossíveis em um mundo onde a moralidade foi levada ao limite.
Vencedora do Emmy Internacional, é uma produção essencial para quem gosta de história, cinema e narrativas que continuam provocando perguntas muito depois dos créditos finais.
Já assistiu? Você acha que uma obra histórica deve mostrar também as contradições e ambiguidades de quem viveu o conflito pelo lado alemão?
Fora de Controle
3.1 116 Assista AgoraFora de Controle — Uma simples batida que virou guerra
Tudo começou com uma simples batida de carro. O problema é que ninguém estava disposto a deixar aquilo para trás.**
Em Fora de Controle (2002), um acidente aparentemente insignificante coloca frente a frente dois homens de mundos completamente diferentes. De um lado, um advogado acostumado a ter poder e influência. Do outro, um homem comum tentando manter sua vida e sua família de pé.
O que poderia terminar com um pedido de desculpas rapidamente se transforma em uma disputa de orgulho, raiva e vingança — e as consequências vão muito além do que qualquer um deles poderia imaginar.
O filme mostra como um único momento de descontrole pode desencadear uma sequência de decisões capazes de destruir tudo ao redor.
No fim, fica uma lição simples: **vingança não desfaz um erro. Apenas cria novos problemas e faz outras pessoas pagarem por ele.**
Às vezes, admitir que estamos errados exige muito mais coragem do que tentar vencer uma discussão.
🎬 Minha nota para o filme: 7/10.
Predadores
3.0 920 Assista AgoraNa animação Predador: Assassino de Assassinos, tivemos pela primeira vez um confronto direto entre um Predador e um samurai, e, por sinal, esse é o melhor segmento de toda a animação.
Mas o que poucos lembram é que Predadores (2010) já havia nos dado uma pequena amostra de algo parecido.
Em determinado momento, Hanzo, um integrante da Yakuza, finalmente fica cara a cara com um Predador e o desafia para um combate usando uma katana.
O caçador aceita o duelo e retrai suas lâminas, partindo para uma luta corpo a corpo.
A sequência é curta, mas extremamente violenta e sangrenta. Os dois se enfrentam em igualdade de condições, com Hanzo demonstrando toda a sua habilidade com a espada. Depois de uma luta difícil, ele consegue matar o Predador, mas também acaba mortalmente ferido e morre pouco depois.
A cena dura apenas alguns minutos, mas
Band of Brothers: Legacy
4.4 4 Assista AgoraAssistir a Band of Brothers: Legacy, 25 anos depois da estreia de Band of Brothers, é uma experiência difícil de explicar.
É como reencontrar velhos amigos.
Mesmo depois de tanto tempo, aqueles rostos, aquelas histórias e aqueles momentos continuam familiares. A série que acompanhou tantos de nós ao longo dos anos parece ganhar uma nova vida quando vemos os atores, os criadores e, principalmente, as lembranças daqueles homens que realmente estiveram na guerra.
E talvez seja justamente isso que torne tudo tão emocionante.
Os soldados da Easy Company que conhecemos através da série eram jovens quando atravessaram a Europa em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial. Muitos deles carregaram as lembranças daquela experiência pelo resto de suas vidas. Hoje, praticamente todos já partiram.
É triste pensar nisso.
Mas existe também algo reconfortante: eles não morreram naquele campo de batalha. Eles voltaram para casa. Tiveram filhos, netos, famílias, profissões, amizades e décadas de vida depois da guerra. Muitos puderam envelhecer, contar suas histórias e olhar para trás sabendo que fizeram algo extraordinário.
Eles sobreviveram à guerra e tiveram a oportunidade de viver uma vida plena, digna e, acima de tudo, orgulhosa.
Band of Brothers nos fez conhecer os soldados.
Legacy nos lembra que, por trás dos personagens que aprendemos a admirar, existiram homens reais com medos, sonhos, perdas e esperanças.
Vinte e cinco anos depois, revê-los é quase como abrir um velho álbum de fotografias e encontrar amigos que não vemos há muito tempo.
Alguns já se foram.
Felizmente suas histórias continuam aqui.
E enquanto continuarmos assistindo, lembrando e contando suas histórias, a Easy Company continuará marchando conosco.
(Assim como Damian Lewis em Homeland; e Keane.)
The Mosquito Bowl
1Treinado para a glória. Chamado para a guerra.
A Netflix divulgou o teaser de "The Mosquito Bowl", novo drama de guerra que conta com um super quarteto de protagonistas: Nicholas Galitzine, Bill Skarsgård, Ray Nicholson e Tom Francis.
A trama gira em torno de quatro grandes estrelas do futebol americano universitário que abandonam carreiras promissoras para se alistar no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Acostumados ao reconhecimento e à intensa competição nos campos, eles deixam para trás suas famílias, universidades e possíveis carreiras profissionais para enfrentar a realidade do combate.
Inicialmente cheios de idealismo e vontade de servir ao país, os quatro rapidamente percebem que nem tudo é como eles imaginavam. É diante dessa quebra de expectativa que o filme acompanha a transformação desses jovens atletas em soldados e, principalmente, os laços de amizade e companheirismo criados enquanto eles se preparam para uma das operações mais difíceis do conflito.
Chegando em 25 de novembro.
My Way
4.2 47🇷🇺⚔️🇯🇵 Em 9 de agosto de 1945, a União Soviética lançou a Operação Tempestade de Agosto, uma ofensiva massiva contra as forças japonesas na Manchúria.
Baseando-se na experiência de combate adquirida na Frente Oriental na Europa, os comandantes soviéticos empregaram unidades blindadas de movimento rápido, poder de fogo esmagador e táticas avançadas de "Batalha Profunda" para destruir as defesas japonesas.
A operação rapidamente cercou e destruiu grande parte do Exército Kwantung, uma vez considerado a força militar mais poderosa do Japão. As tropas soviéticas avançaram através de terrenos difíceis a uma velocidade notável, cortando linhas de suprimentos e prevenindo a resistência organizada.
Muitos historiadores consideram a invasão soviética da Manchúria, juntamente com os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, um fator importante na decisão do Japão de se render, ajudando a pôr fim à Segunda Guerra Mundial.
A cena do vídeo: O clipe que aparece no meme é do filme sul-coreano de guerra "My Way" (2011). A cena retrata a Batalha de Khalkhin Gol (1939).
A Manchúria é uma região geográfica e histórica localizada no nordeste da Ásia, correspondendo hoje às províncias de Heilongjiang, Jilin e Liaoning, no nordeste da China (além de partes da Região Autônoma da Mongólia Interior).
Feito na América
3.6 381 Assista Agora🎥 Feito na América (2017)
✈️ O que acontece quando um piloto acostumado a cruzar os céus decide transformar sua habilidade em uma oportunidade para ganhar dinheiro? No caso de Barry Seal, a resposta envolve operações clandestinas, cartéis, armas, drogas e interesses políticos que ultrapassavam fronteiras.
💰 Interpretado por Tom Cruise, Seal passa de piloto comercial a personagem central de um complexo jogo de interesses. Enquanto acumula uma fortuna impressionante, ele se aproxima cada vez mais de organizações criminosas e de operações secretas ligadas ao governo americano.
🌎 No centro dessa história está Mena, no Arkansas, cenário de atividades clandestinas que se desenvolveram durante um período marcado pela Guerra Fria, pelo combate ao narcotráfico e por operações controversas da política externa dos Estados Unidos.
⚠️ O problema é que quanto maior se torna o império construído por Seal, mais difícil fica controlar as forças que ajudaram a criá-lo. O homem que parecia ter acesso a dinheiro, poder e proteção descobre que alianças desse tipo podem desaparecer no momento em que deixam de ser convenientes.
A grande reflexão do filme está justamente nessa contradição: sistemas de poder podem transformar indivíduos comuns em peças importantes, mas também podem abandoná-los quando deixam de ser necessários. A ambição, por sua vez, pode transformar uma oportunidade extraordinária em uma armadilha da qual já não existe uma saída segura.
Feito na América apresenta uma trajetória marcada pela ascensão meteórica, pelo excesso e pela inevitável queda de alguém que acreditou ser capaz de jogar simultaneamente em lados opostos.
⭐ Minha nota: 8/10.
Dica: A história de Barry Seal já havia sido retratada anteriormente no filme A Vida por um Fio – Entre a Lei e o Crime (1991) e também aparece na 1ª temporada da série Narcos. No caso de Feito na América (2017), a produção não é uma adaptação direta de um livro. O roteiro foi construído a partir de acontecimentos reais e de informações presentes em reportagens e materiais jornalísticos sobre a trajetória do piloto, combinados com elementos de dramatização cinematográfica.
Dessa forma, o filme não deve ser entendido como uma reprodução documental da vida de Barry Seal, mas como uma interpretação cinematográfica de uma história real que já havia sido explorada anteriormente por diferentes produções.
Desejo de Matar 3
3.4 152 Assista Agora**Death Wish 3 (1985)**
Paul Kersey retorna a um cenário que parece ter sido esquecido pela própria sociedade: um bairro tomado pelo abandono, pelo medo e por criminosos que agem como se fossem donos das ruas.
Ao reencontrar um antigo conhecido em seus últimos momentos de vida, Kersey percebe que não poderá simplesmente seguir em frente. Diante de uma comunidade acuada e de uma gangue que transformou a região em um verdadeiro campo de batalha, ele decide reagir.
A partir daí, o que parecia ser apenas uma tentativa de proteger os moradores ganha proporções cada vez maiores. Kersey deixa de ser um simples espectador e assume novamente o papel de justiceiro, enfrentando criminosos em uma sequência de confrontos cada vez mais intensos.
💥 **Death Wish 3** leva a fórmula da franquia ao extremo, apostando em ação exagerada, violência desenfreada e uma escalada de vingança que transforma o bairro inteiro em palco de guerra.
🎬 Só que, por trás de toda essa explosão de violência, existe uma questão difícil de ignorar: quando as instituições falham e ninguém parece disposto a proteger quem vive com medo, até que ponto a justiça pelas próprias mãos pode ser considerada uma solução?
🔥 No fim, Kersey pode até derrotar seus inimigos, PORÉM a violência JAMAIS sai de cena sem deixar consequências.
⭐ **Nota: 8/10**
Monstros do Homem
2.8 32Quando a tecnologia virou pesadelo | Uma empresa de robótica junta-se a um agente corrupto da CIA que se submete a uma operação militar ilegal e não sancionada.
✨ O que esperar deste filme?
✅ Robôs militares fora de controle.
✅ Operação secreta da CIA.
✅ Ação intensa e ficção científica sombria.
✅ Crítica aos perigos da tecnologia militar
Rambo: Até o Fim
3.2 562 Assista AgoraO final de Rambo 4 é, indiscutivelmente, uma conclusão apropriada para a saga de John Rambo. Depois de tantos conflitos, perdas e traumas, o personagem chega ao fim daquela jornada completamente exausto, física e emocionalmente. Os horrores da guerra o acompanharam durante décadas, e
o confronto na Birmânia
E é justamente por isso que a cena final, apesar de simples, carrega tanto significado.
Ao retornar
à fazenda de seu pai, Rambo não está apenas chegando a um lugar. Ele está voltando para suas próprias raízes, para um pedaço da vida que havia deixado para trás há mais de três décadas. As roupas que veste são praticamente as mesmas do início de First Blood
Então vem um detalhe aparentemente banal, mas muito simbólico:
Rambo vê seu sobrenome na caixa de correio.
Seu retorno não representa apenas o encerramento da história de um veterano de guerra. É também a possibilidade de recomeçar. Rambo passou boa parte da vida lutando, sobrevivendo e carregando os fantasmas do passado. Pela primeira vez, porém, existe a sensação de que ele não precisa mais fugir deles.
O filme termina com J
ohn caminhando lentamente pela estrada de terra em direção ao rancho. É uma cena simples, mas extremamente simbólica. Depois de tantos anos perdido, Rambo finalmente está voltando para casa.
E, sinceramente, aquele teria sido um final perfeito para o personagem.
Não havia necessidade de um quinto filme.
Corrida Contra o Tempo
2.8 47 Assista AgoraCORRIDA CONTRA O TEMPO É BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL? A VERDADE POR TRÁS
Corrida contra o Tempo (The Runner) apresenta uma situação tão angustiante que pode fazer o público se perguntar: o filme é baseado em uma história real? Com Gal Gadot no papel de uma mãe obrigada a correr por Londres enquanto tenta salvar o filho, o suspense psicológico aposta em uma ameaça que parece assustadoramente possível nos dias atuais.
Mas, apesar do realismo da história, a resposta é não.
Corrida contra o Tempo é uma história real?
Não. Corrida contra o Tempo não é baseado em uma história real, nem tem como inspiração direta uma pessoa ou acontecimento específico.
Dirigido por Kevin Macdonald, o filme foi criado pelo roteirista Mark Gibson e acompanha Maia Martin (Gal Gadot), uma advogada bem-sucedida e mãe solo que tem sua rotina transformada durante uma corrida matinal.
Maia recebe uma ligação misteriosa e descobre que seu filho, Noah, foi sequestrado. Para mantê-lo vivo, o criminoso exige que ela participe de um plano que envolve assassinar Tafa, principal testemunha de Maia em um importante processo de duplo homicídio.
A partir daí, a protagonista precisa atravessar Londres correndo enquanto tenta cumprir as exigências do sequestrador e encontrar uma maneira de salvar o filho.
O filme se inspira em uma ameaça que existe na vida real
Corrida contra o Tempo história real
Imagem: Prime Video
Embora a trama seja fictícia, Corrida contra o Tempo utiliza um medo bastante real como base para seu suspense: a vigilância digital.
O criminoso consegue controlar diversos dispositivos e informações digitais de Maia. Com isso, ele acompanha seus movimentos, impede que ela procure ajuda e transforma seus próprios aparelhos em ferramentas de controle.
A situação mostrada no filme é levada ao extremo. Não existem relatos de criminosos conseguindo obter um controle tão absoluto e permanente sobre todos os dispositivos e dados pessoais de uma vítima como acontece na história.
Por outro lado, vazamentos de dados e ataques digitais são problemas reais. O filme usa esse cenário para criar uma versão ampliada e mais assustadora dos riscos relacionados à exposição digital.
A própria Gal Gadot destacou esse aspecto ao falar sobre a produção. Para a atriz, a possibilidade de a tecnologia ser utilizada contra as pessoas é assustadora justamente porque vivemos em um mundo no qual estamos constantemente expostos.
Gal Gadot precisou aprender a correr para o filme
Outro elemento que ajuda a dar realismo a Corrida contra o Tempo é a preparação física de Gal Gadot.
Como Maia passa grande parte da história correndo pelas ruas de Londres, o papel exigiu bastante preparo da atriz. Gadot, porém, revelou que não era uma corredora antes de assumir o personagem.
Por isso, ela passou nove meses se preparando para o filme e trabalhou com Malachi Davis, treinador olímpico, para aprender a correr de maneira adequada e reproduzir fisicamente as características de Maia.
A preparação foi necessária porque a corrida não é apenas um detalhe da personagem: é uma parte central da narrativa e da forma como Maia enfrenta os perigos ao longo do filme.
Então, qual é a inspiração de Corrida contra o Tempo?
A história de Maia é completamente fictícia, mas o filme combina elementos que existem no mundo real para construir sua ameaça: sequestro, vigilância, exposição de dados pessoais e os riscos do uso da tecnologia.
É justamente essa combinação que faz com que Corrida contra o Tempo pareça mais próximo da realidade do que um thriller convencional. O perigo enfrentado por Maia não depende de uma história real específica, mas de problemas contemporâneos que podem ser reconhecidos pelo público.
No fim, portanto, Corrida contra o Tempo não conta uma história real, mas transforma preocupações reais sobre tecnologia e privacidade em um suspense de alto risco.