Silvio Santos é o maior personagem da televisão brasileira, a história de sua vida é um material riquíssimo a ser explorado e após sua morte só aumentou o apelo por produções que retratem a vida do camelô que se tornou multimilionário. Esse filme optou por fazer um recorte do período em que Silvio tenta ser presidente, o que é muito bom, pois contar toda a vida do apresentador no tempo de um longa metragem seria complicado. Infelizmente não deu certo, o filme não entra em questões políticas, não aprofunda sobre o que era o Brasil naquela época e nem nos permite entender mais o seu personagem principal. O roteiro parece feito por alguém que assistiu a um vídeo no Youtube sobre o tema e mesclou com algumas histórias amplamente conhecidas de Silvio Santos. Fotografia lavada e direção sem nuances parecem mais um episódio (dos ruins) de algum especial feito para a TV. Ainda não temos uma versão definitiva dessa história, por enquanto a série Rei da TV é, de longe, a que melhor adapta a vida do homem do baú.
Há boas ideias dentro do filme, algumas inclusive geram excelentes discussões, como o papel do crítico de arte, o fascínio pelo "estranho" e a observação do cotidiano (poderia ver um filme todo sobre histórias de boteco). Uma pena que o filme se perde dentro dele mesmo, o crime do título só é apresentado no começo do terceiro ato, não sendo tratado com o cuidado que deveria e tendo uma conclusão insatisfatória.
Esse não um filme sobre música, é um filme sobre relacionamentos e sua finitude. Eduardo Coutinho utiliza do gatilho das canções como um fio condutor de sua excelente narrativa. A música sempre é associada diretamente a um amor, que mesmo com o fim do relacionamento não deixa de existir, a pessoa pode não estar mais ali, mas a lembrança e as canções são para sempre.
Fico com a cena de Eunice no carro com os filhos, quando Vera, preocupada, lhe informa do casaco que havia esquecido na Europa, a mãe responde que não tem problema pois já não ia precisar mais. A Eunice que morava na beira da praia e usava casaco de luxo morreu naquele interrogatório junto com seu marido.
O documentário esconde a protagonista até os momentos finais, deixando o público sem saber o desfecho antecipadamente e criando a tensão de que qualquer um do dois poderia morrer a qualquer momento. O que funciona muito bem, e o clima de mistério permanece ao longo do filme. Mas essa decisão também afasta a personagem principal da audiência, ela não está nos contando sobre seus feitos, vitórias e dificuldades. Tudo que temos sobre ela, em boa parte do filme, são imagens de arquivo e depoimentos de outras pessoas. Apesar disso, a história é incrível e o filme faz jus a ela.
Alice é uma dessas preciosidades que não se encontra todo o dia por aí. Achei perdida em algum site pelos confins da internet em meados de 2015, e assim ela ficou em um HD externo, do qual eu nem lembrava da existência. Alice é atemporal, utilizando a cidade de São Paulo não apenas como local de produção, mas sim um personagem dentro da narrativa, explora muito bem a atmosfera da cidade grande. Alice é visceral, com um texto afiado e atuações a altura das melhores do país, entrega uma trama que se desenvolve bem ao longo de seus episódios, com personagens verdadeiros e facilmente identificáveis. Alice é...Alice.
Ao se adaptar uma obra para o cinema, seja quadrinhos, livros, games, ou neste caso uma canção, é natural que o roteirista precise adicionar alguns trechos, cortar outros, criar personagens, cenas, afinal são mídias diferentes. Porém, é neste ponto que começa o problema de Eduardo e Mônica- 2022, a base do roteiro do filme é a própria música, que já conta com começo, meio, fim e seus respectivos pontos de virada muito bem definidos. Ao realizar as mudanças o filme adquire um tom muito dramático, que foge da inocência e leveza do material original em que foi baseado. Penso até mesmo se o clipe da Vivo, que considero a melhor versão adaptada da música, não teve alguma influência sobre isso, pois a sensação que passa é a de que o filme queria se afastar ao máximo da vibe transmitida naquele clipe. Mudanças essas que só servem para preencher tempo de tela, o que não se justifica pois o filme é longo, e ainda tem um final apressado. Com o último trecho da música sendo apenas narrado, (sim eles nos tiraram os gêmeos para deixarem margem para uma possível continuação). Apesar de tudo o longa conta com cenas belíssimas, o primeiro encontro deles e a cena do karaoke são as melhores do filme. O casal de protagonistas possui sim uma boa química, Alice Braga está inspiradíssima e ergue qualquer ator que contracena com ela. A trilha sonora com clássicos da época ajuda a criar o clima, e até mesmo o amigo do Eduardo se mostra um alívio cômico funcional. O balanço final que fica é o de um filme com uma pegada dramática um tanto excessiva, menos romântica do que a canção no qual foi baseado, mas que se sustenta pelo carisma de seus protagonistas e a força dos personagens criados por Renato Russo.
O audiovisual e sua capacidade de levar pra tela não somente emoções, mas trazer de volta lembranças de uma época distante.Só quem passou as manhãs da infância na biblioteca pública da cidade, lendo Turma da Mônica vai entender o poder desse filme.
Apresenta um grande amadurecimento em relação ao primeiro filme, tanto nos personagens como no roteiro e na produção em si. Trata de assuntos mais sérios, como as peculiaridades das crianças sendo trazidas para o mundo real, Cebolinha fazendo tratamento com especialista e Magali percebendo que possui uma compulsão alimentar, mas tudo isso respeitando o material original e sem deixar de ser um filme infantil. A ambientação nos anos 80 ajudou a compor o ar nostálgico do bairro do Limoeiro, sem tecnologias as crianças trouxeram de volta o gostinho da infância, um tempo que se "brincava de verdade". A construção da Turma da Mônica ao longo do filme é emocionante, com personagens clássicos sendo trazidos e muitas referências aos gibis. É uma excelente oportunidade para acompanharmos o crescimento da turminha, quem sabe uma Turma da Mônica Jovem? Acompanhando a evolução dos atores e de seus personagens. Ainda possui a melhor cena pós-créditos da história do cinema (quem é Thanos perto do Chico Bento?kkkk)
Ambos protagonistas carregam a mesma energia e incertezas da vida, a cena da festa do Capítulo 2-Infidelidade e a maneira como os personagens interagem é a mesma presente no outro filme. E de nenhuma forma isso é algo ruim.
Sabe aquelas bicicletas com dois bancos em que ambos pedalam? Então, se somente uma pessoa pedalar ela vai andar, mas com o tempo essa pessoa ficará cansada e invariavelmente a bicicleta acabará caindo.
Poucas vezes vi um filme ser vendido de maneira tão errada, poster, sinopse, classificação indicativa, tudo nos leva a pensar que se trata de uma outra história. Assisti pensando ser um suspense, daqueles clássicos para se ver em um domingo a noite, não podia ser mais errado. O filme é um romance dramático aos moldes de Uma Linda Mulher, este inclusive referenciado no decorrer do longa, não chega a ser ruim para o que se propõe, porém trata com certa superficialidade temas que poderiam ser mais explorados em tela.
Leve, clichê, previsível, água com açúcar, chame do que quiser, mas clichês são clichês por um motivo, e no final pelo menos um sorriso no rosto ele garante.
Agora resta saber quem interpretará Zack Snyder daqui uns 30 anos, no filme que abordará os bastidores dessa história toda, e que terá como pano de fundo a "era dos heróis" de Hollywood.
Encontros foi uma grata surpresa encontrada por acaso, não é aquele filme que vai mudar a sua vida, mas com certeza fará você se sentir melhor depois de tê-lo assistido. É difícil até mesmo classificá-lo, não é um romance, muito menos uma comédia, estando mais para um drama existencialista com pitadas de açúcar. Já vimos filmes que mostram a relação de um casal durante o tempo que estão juntos, em um período de separação e após o término. Seria esse um pré-romance? O filme acerta em abordar a importância da terapia, de como primeiro devemos ser felizes sozinhos para depois buscarmos outra pessoa, o caminho inverso nunca dá certo.
Um Amor Jovem é mais um daqueles filmes sobre o amor, e não necessariamente de amor. Não espere clichês românticos, onde os protagonistas têm uma jornada de aventuras amorosas para tudo dar certo no final, o filme é muito mais pautado na realidade de como as coisas acontecem. Dirigido por Ethan Hawke o longa tem uma grande influência de Richard Linklater, a parceria dos dois é antiga, sendo que este inclusive faz uma participação especial. Seja pelos longos planos com o casal caminhando e conversando, a crueza dos diálogos, ou a sutileza da troca de olhares, tem muito de Jesse e Celine aqui. Mas as comparações param por ai, apesar do filme desconstruir o esteriótipo do ator americano e da garota latina, nem sempre a química entre ambos funciona. O filme ainda sofre com um problema de ritmo, em meados do segundo ato se tornando arrastado demais. Com um apelo emocional muito forte Um Amor Jovem não acerta em tudo que se propõe, mas garante bons momentos para quem aprecia diálogos de qualidade, com uma dose de romantismo.
Natal, tempo de reflexão, de compartilhamento e de paz. Uma tranquilidade que difere totalmente da correria dos demais dias do ano. Talvez o período em que as pessoas ficam mais propensas a ajudar o próximo, com o espirito de solidariedade tomando conta das ruas. Tudo é festa, presentes são entregues, familiares se reúnem e crianças se divertem. O principal feriado cristão do ano também serve como tema para diversos filmes. Clima de inverno do hemisfério norte, neve pelas ruas, bonecos em frente às casas e pessoas em volta da lareira. É nesse ambiente que se desenvolvem aqueles filmes tradicionais da época, que só passam na tv em dezembro e exaltam o espírito natalino. Dentre os filmes com essa temática, podemos destacar o longa Simplesmente Amor, que além de possuir todos os elementos clássicos desse gênero, ainda conta com o sútil humor britânico. O filme se passa na Inglaterra, em uma Londres enfeitiçada pela magia natalina, e conta várias histórias que com o decorrer da trama se cruzam entre si. Um padrasto ensinando seu enteado a como lidar com o primeiro amor. Um homem divido entre sua esposa e a secretária. Um escritor que se envolve com a empregada estrangeira. Um casal de atores com vergonha de dar um simples beijo longe das câmeras. E o que acontece se primeiro-ministro se apaixonar por sua assistente? Histórias que tem em comum o relacionamento entre as pessoas. Com um elenco recheado de estrelas, que dão o suporte necessário para que cada segmento seja único. Retratam todos os tipos de amor, o amor sofrido, o amor não correspondido, o amor efetivo, o amor genuíno, o amor louco. Não importando qual, o essencial é tê-lo, viver esse sentimento e deixar ser levado por ele. É natal, e o amor esta em todos os lugares, nas escolas, nos estúdios, nas ruas. Todos os segmentos comtemplam o amor, porém cada um com sua peculiaridade, cada um de uma forma, e tudo se resolverá na noite de natal. O filme abusa de cenas fofinhas repletas daqueles clichês românticos, mas clichês quando utilizados corretamente podem funcionar muito bem. E quer clichê maior do que um filme de romance no natal? Poético, singelo e simplista. Seja assistindo sozinho, com alguém especial ou com toda a família reunida, ao terminar você já possui a dose perfeita de bom-humor e paixão para começar o novo ano com o astral renovado. Pois o filme é uma aula de inspiração e entusiasmo. Simplesmente Amor é um daqueles filmes para se assistir todo o final de ano, fica fora de contexto em outra data. Por que assim como o cinema, o Natal tem sua magia, e quando aliados o resultado pode ser incrível. E como diria a canção dos Beatles que embala o filme. “All you need is love…”
A Morte Habita À Noite
3.0 10 Assista AgoraO curta metragem Quando Morremos à Noite, no qual esse longa foi baseado é bem superior.
Silvio Santos Vem Aí
2.4 45Silvio Santos é o maior personagem da televisão brasileira, a história de sua vida é um material riquíssimo a ser explorado e após sua morte só aumentou o apelo por produções que retratem a vida do camelô que se tornou multimilionário.
Esse filme optou por fazer um recorte do período em que Silvio tenta ser presidente, o que é muito bom, pois contar toda a vida do apresentador no tempo de um longa metragem seria complicado.
Infelizmente não deu certo, o filme não entra em questões políticas, não aprofunda sobre o que era o Brasil naquela época e nem nos permite entender mais o seu personagem principal.
O roteiro parece feito por alguém que assistiu a um vídeo no Youtube sobre o tema e mesclou com algumas histórias amplamente conhecidas de Silvio Santos.
Fotografia lavada e direção sem nuances parecem mais um episódio (dos ruins) de algum especial feito para a TV.
Ainda não temos uma versão definitiva dessa história, por enquanto a série Rei da TV é, de longe, a que melhor adapta a vida do homem do baú.
Crime Delicado
3.1 25 Assista AgoraHá boas ideias dentro do filme, algumas inclusive geram excelentes discussões, como o papel do crítico de arte, o fascínio pelo "estranho" e a observação do cotidiano (poderia ver um filme todo sobre histórias de boteco). Uma pena que o filme se perde dentro dele mesmo, o crime do título só é apresentado no começo do terceiro ato, não sendo tratado com o cuidado que deveria e tendo uma conclusão insatisfatória.
As Canções
4.2 168Esse não um filme sobre música, é um filme sobre relacionamentos e sua finitude.
Eduardo Coutinho utiliza do gatilho das canções como um fio condutor de sua excelente narrativa. A música sempre é associada diretamente a um amor, que mesmo com o fim do relacionamento não deixa de existir, a pessoa pode não estar mais ali, mas a lembrança e as canções são para sempre.
O Amor nos Tempos do Cólera
3.5 291Esse filme não ser falado em espanhol é um dos maiores pecados da humanidade.
Eduardo Coutinho - 7 de Outubro
4.2 19Alguém sabe onde existe esse filme? Já vasculhei por todos os meios legais (e não legais).
Serra Pelada
3.6 370Ninguém morre no meu plantão (barranco).
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraAlguns filmes estão além da crítica, aspectos técnicos ficam em segundo plano, Ainda Estou Aqui é um evento, é a história sendo feita.
Fico com a cena de Eunice no carro com os filhos, quando Vera, preocupada, lhe informa do casaco que havia esquecido na Europa, a mãe responde que não tem problema pois já não ia precisar mais. A Eunice que morava na beira da praia e usava casaco de luxo morreu naquele interrogatório junto com seu marido.
De Tirar o Fôlego
4.0 41 Assista AgoraO documentário esconde a protagonista até os momentos finais, deixando o público sem saber o desfecho antecipadamente e criando a tensão de que qualquer um do dois poderia morrer a qualquer momento. O que funciona muito bem, e o clima de mistério permanece ao longo do filme.
Mas essa decisão também afasta a personagem principal da audiência, ela não está nos contando sobre seus feitos, vitórias e dificuldades. Tudo que temos sobre ela, em boa parte do filme, são imagens de arquivo e depoimentos de outras pessoas.
Apesar disso, a história é incrível e o filme faz jus a ela.
Na Companhia do Medo
3.2 613Puro suco dos anos 2000, esse filme tinha que vir com a abertura do Super Cine antes de começar.
Alice (1ª Temporada)
4.3 55Alice é uma dessas preciosidades que não se encontra todo o dia por aí. Achei perdida em algum site pelos confins da internet em meados de 2015, e assim ela ficou em um HD externo, do qual eu nem lembrava da existência.
Alice é atemporal, utilizando a cidade de São Paulo não apenas como local de produção, mas sim um personagem dentro da narrativa, explora muito bem a atmosfera da cidade grande.
Alice é visceral, com um texto afiado e atuações a altura das melhores do país, entrega uma trama que se desenvolve bem ao longo de seus episódios, com personagens verdadeiros e facilmente identificáveis.
Alice é...Alice.
Eduardo e Mônica
3.6 390Ao se adaptar uma obra para o cinema, seja quadrinhos, livros, games, ou neste caso uma canção, é natural que o roteirista precise adicionar alguns trechos, cortar outros, criar personagens, cenas, afinal são mídias diferentes. Porém, é neste ponto que começa o problema de Eduardo e Mônica- 2022, a base do roteiro do filme é a própria música, que já conta com começo, meio, fim e seus respectivos pontos de virada muito bem definidos. Ao realizar as mudanças o filme adquire um tom muito dramático, que foge da inocência e leveza do material original em que foi baseado.
Penso até mesmo se o clipe da Vivo, que considero a melhor versão adaptada da música, não teve alguma influência sobre isso, pois a sensação que passa é a de que o filme queria se afastar ao máximo da vibe transmitida naquele clipe.
Mudanças essas que só servem para preencher tempo de tela, o que não se justifica pois o filme é longo, e ainda tem um final apressado. Com o último trecho da música sendo apenas narrado, (sim eles nos tiraram os gêmeos para deixarem margem para uma possível continuação).
Apesar de tudo o longa conta com cenas belíssimas, o primeiro encontro deles e a cena do karaoke são as melhores do filme. O casal de protagonistas possui sim uma boa química, Alice Braga está inspiradíssima e ergue qualquer ator que contracena com ela. A trilha sonora com clássicos da época ajuda a criar o clima, e até mesmo o amigo do Eduardo se mostra um alívio cômico funcional.
O balanço final que fica é o de um filme com uma pegada dramática um tanto excessiva, menos romântica do que a canção no qual foi baseado, mas que se sustenta pelo carisma de seus protagonistas e a força dos personagens criados por Renato Russo.
Doutor Estranho no Multiverso da Loucura
3.5 1,3K Assista AgoraDireção:10
Roteiro:4
Média:7
Turma da Mônica: Lições
3.9 280 Assista AgoraO audiovisual e sua capacidade de levar pra tela não somente emoções, mas trazer de volta lembranças de uma época distante.Só quem passou as manhãs da infância na biblioteca pública da cidade, lendo Turma da Mônica vai entender o poder desse filme.
Apresenta um grande amadurecimento em relação ao primeiro filme, tanto nos personagens como no roteiro e na produção em si. Trata de assuntos mais sérios, como as peculiaridades das crianças sendo trazidas para o mundo real, Cebolinha fazendo tratamento com especialista e Magali percebendo que possui uma compulsão alimentar, mas tudo isso respeitando o material original e sem deixar de ser um filme infantil.
A ambientação nos anos 80 ajudou a compor o ar nostálgico do bairro do Limoeiro, sem tecnologias as crianças trouxeram de volta o gostinho da infância, um tempo que se "brincava de verdade".
A construção da Turma da Mônica ao longo do filme é emocionante, com personagens clássicos sendo trazidos e muitas referências aos gibis.
É uma excelente oportunidade para acompanharmos o crescimento da turminha, quem sabe uma Turma da Mônica Jovem? Acompanhando a evolução dos atores e de seus personagens.
Ainda possui a melhor cena pós-créditos da história do cinema (quem é Thanos perto do Chico Bento?kkkk)
A Pior Pessoa do Mundo
4.0 705 Assista AgoraDe alguma maneira esse filme me remeteu imediatamente ao longa "Beginners" de 2010.
Ambos protagonistas carregam a mesma energia e incertezas da vida, a cena da festa do Capítulo 2-Infidelidade e a maneira como os personagens interagem é a mesma presente no outro filme.
E de nenhuma forma isso é algo ruim.
Noite Passada em Soho
3.5 800 Assista AgoraMeia-Noite em Paris + Sucker Punch
Não é Meu Tipo
3.5 27Sabe aquelas bicicletas com dois bancos em que ambos pedalam? Então, se somente uma pessoa pedalar ela vai andar, mas com o tempo essa pessoa ficará cansada e invariavelmente a bicicleta acabará caindo.
É sobre isso.
A Acompanhante
2.6 89 Assista AgoraPoucas vezes vi um filme ser vendido de maneira tão errada, poster, sinopse, classificação indicativa, tudo nos leva a pensar que se trata de uma outra história. Assisti pensando ser um suspense, daqueles clássicos para se ver em um domingo a noite, não podia ser mais errado.
O filme é um romance dramático aos moldes de Uma Linda Mulher, este inclusive referenciado no decorrer do longa, não chega a ser ruim para o que se propõe, porém trata com certa superficialidade temas que poderiam ser mais explorados em tela.
Leve, clichê, previsível, água com açúcar, chame do que quiser, mas clichês são clichês por um motivo, e no final pelo menos um sorriso no rosto ele garante.
Liga da Justiça de Zack Snyder
4.0 1,3KAgora resta saber quem interpretará Zack Snyder daqui uns 30 anos, no filme que abordará os bastidores dessa história toda, e que terá como pano de fundo a "era dos heróis" de Hollywood.
Encontros
3.7 47 Assista AgoraEncontros foi uma grata surpresa encontrada por acaso, não é aquele filme
que vai mudar a sua vida, mas com certeza fará você se sentir melhor depois de
tê-lo assistido.
É difícil até mesmo classificá-lo, não é um romance, muito menos uma comédia,
estando mais para um drama existencialista com pitadas de açúcar.
Já vimos filmes que mostram a relação de um casal durante o tempo que estão juntos, em um período de separação e após o término. Seria esse um pré-romance?
O filme acerta em abordar a importância da terapia, de como primeiro devemos ser felizes sozinhos para depois buscarmos outra pessoa, o caminho inverso nunca dá certo.
Madrid, 1987
3.6 21Só eu fiquei curioso pra saber como o "filme" terminaria?
Narcos: México (2ª Temporada)
4.0 61 Assista AgoraAlguém sabe por que em alguns momentos quando eles falam o nome de determinados políticos, o áudio corta e entra o "bipe" no lugar?
Um Amor Jovem
3.3 54Um Amor Jovem é mais um daqueles filmes sobre o amor, e não necessariamente de amor. Não espere clichês românticos, onde os protagonistas têm uma jornada de aventuras amorosas para tudo dar certo no final, o filme é muito mais pautado na realidade de como as coisas acontecem.
Dirigido por Ethan Hawke o longa tem uma grande influência de Richard Linklater, a parceria dos dois é antiga, sendo que este inclusive faz uma participação especial. Seja pelos longos planos com o casal caminhando e conversando, a crueza dos diálogos, ou a sutileza da troca de olhares, tem muito de Jesse e Celine aqui.
Mas as comparações param por ai, apesar do filme desconstruir o esteriótipo do ator americano e da garota latina, nem sempre a química entre ambos funciona.
O filme ainda sofre com um problema de ritmo, em meados do segundo ato se tornando arrastado demais.
Com um apelo emocional muito forte Um Amor Jovem não acerta em tudo que se propõe, mas garante bons momentos para quem aprecia diálogos de qualidade, com uma dose de romantismo.
Simplesmente Amor
3.5 895 Assista AgoraNatal, tempo de reflexão, de compartilhamento e de paz. Uma tranquilidade que difere totalmente da correria dos demais dias do ano. Talvez o período em que as pessoas ficam mais propensas a ajudar o próximo, com o espirito de solidariedade tomando conta das ruas. Tudo é festa, presentes são entregues, familiares se reúnem e crianças se divertem. O principal feriado cristão do ano também serve como tema para diversos filmes. Clima de inverno do hemisfério norte, neve pelas ruas, bonecos em frente às casas e pessoas em volta da lareira. É nesse ambiente que se desenvolvem aqueles filmes tradicionais da época, que só passam na tv em dezembro e exaltam o espírito natalino.
Dentre os filmes com essa temática, podemos destacar o longa Simplesmente Amor, que além de possuir todos os elementos clássicos desse gênero, ainda conta com o sútil humor britânico. O filme se passa na Inglaterra, em uma Londres enfeitiçada pela magia natalina, e conta várias histórias que com o decorrer da trama se cruzam entre si. Um padrasto ensinando seu enteado a como lidar com o primeiro amor. Um homem divido entre sua esposa e a secretária. Um escritor que se envolve com a empregada estrangeira. Um casal de atores com vergonha de dar um simples beijo longe das câmeras. E o que acontece se primeiro-ministro se apaixonar por sua assistente?
Histórias que tem em comum o relacionamento entre as pessoas. Com um elenco recheado de estrelas, que dão o suporte necessário para que cada segmento seja único. Retratam todos os tipos de amor, o amor sofrido, o amor não correspondido, o amor efetivo, o amor genuíno, o amor louco. Não importando qual, o essencial é tê-lo, viver esse sentimento e deixar ser levado por ele.
É natal, e o amor esta em todos os lugares, nas escolas, nos estúdios, nas ruas. Todos os segmentos comtemplam o amor, porém cada um com sua peculiaridade, cada um de uma forma, e tudo se resolverá na noite de natal. O filme abusa de cenas fofinhas repletas daqueles clichês românticos, mas clichês quando utilizados corretamente podem funcionar muito bem. E quer clichê maior do que um filme de romance no natal?
Poético, singelo e simplista. Seja assistindo sozinho, com alguém especial ou com toda a família reunida, ao terminar você já possui a dose perfeita de bom-humor e paixão para começar o novo ano com o astral renovado. Pois o filme é uma aula de inspiração e entusiasmo.
Simplesmente Amor é um daqueles filmes para se assistir todo o final de ano, fica fora de contexto em outra data. Por que assim como o cinema, o Natal tem sua magia, e quando aliados o resultado pode ser incrível.
E como diria a canção dos Beatles que embala o filme. “All you need is love…”