Curiosidades: - A mãe de Donna Hayward, interpretada por Mary Jo Deschanel, era esposa de Caleb Deschanel, notório diretor de fotografia, conhecíssimo por trabalho constante com o lendário diretor John Cassavettes. Zoey Deschanel (500 Dias com Ela) é filha deles. - Existem dois livros do universo de Twin Peaks escritos por Warren Frost que são sensacionais. Um deles foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras. Fica a dica para os aficcionados. É lindo!
Após o estrondo do que foi a 1a temporada da série, as pressões dos produtores à época passou a ser constante. Desabituados de como conduzir uma série dessas características até então, eles exigiam sumariamente de que o assassino de Laura Palmer fosse entregue sem rodeios. Conforme já vi em depoimentos, David Lynch em especial ficou muito frustrado e decepcionado com essa situação. Fez o que lhe foi demandado, mas não sem deixar suas marcas características nesse processo conforme lhe é praxe quando contestado de como está fazendo sua arte (em Duna versão extendida não foi muito diferente). Após a revelação, o declínio da série ficou muito evidente, e não foi só por esse motivo. O diretor acabaria por se afastar significativamente do projeto, se dedicando às filmagens de Coração Selvagem (se não estou enganado) e passou a planejar o longa de Twin Peaks (que aí sim teria a personagem de Laura Palmer como protagonista). Os episódios a partir daí passaram a ser bem mornos, personagens insossos foram sendo inseridos e quase metade dos arcos dos episódios eram tediosos e desnecessários. Ainda assim, não deixou de ser uma série interessantíssima dada a genialidade pouco mencionada de Warren Frost que foi capaz de criar um universo completo de Twin Peaks, onde foi possível
O último episódio é tão genial que me arrepia e extasia. Um gancho para que, depois de 25 anos, uma terceira temporada brilhante viria vir à tona para finalizar de vez uma das melhores séries de todos os tempos.
Acho que já é a 4a vez que assisto e de novo já ia passar sem fazer um comentário. Twin Peaks sem dúvida alguma revolucionou a televisão e como as séries seriam feitas dali pra frente. Assistindo logo a gente já descobre o porquê. A fórmula estrutural proposta por Warren Frost em parceria com David Lynch traria novas caras aos tramas e amarração de personagens, além é claro de agregar muito suspense, muito mais do que as pessoas estariam habituadas nos anos 90. Ouço muitas pessoas mais velhas narrarem suas lembranças de quando a série foi exibida pela Record, ainda que porcamente: seus episódios tinham inúmeros trechos tesourados, atrasos na programação das exibições e até mesmo sua segunda temporada sendo suspensa em algum momento deixando os espectadores sem qualquer desfecho. É bom lembrar que na época não tinha esse negócio chamado internet e nem mesmo compra internacional por demanda. Não tinha simplesmente como você falar "ah então tá bom, vou comprar o VHS (galera aqui sabe o que é isso?) dos Estados Unidos e termino de ver."
Voltando ao conteúdo: a primeira temporada é totalmente sólida, com seus personagens traçados de forma muito mais soturna do que seria a 2a, trazendo variações constantes de personalidade e humor entre eles, elucidando assim o que seria de fato o universo da cidade de Twin Peaks. Inconstâncias e dualidades.
Se a primeira temporada já havia deixado a desejar, aqui eles foram capazes de conseguir piorar um pouquinho. A proximidade entre os personagens principais da 1a temporada que ainda lograva em garantir alguma coesão foi jogada de escanteio. Nesse segmento, todos eles foram distanciados e tentou-se criar suspense sobre expectativas de explicações das inverossílidades que foram sendo criadas ao longo da série, explicações essas que não vieram, diga-se de passagem. Também partilho da opinião de alguns colegas daqui: larguei mão dessa série, é muita perda de tempo em algo que tenta se passar por uma série cabeça.
A premissa até que me pegou, a priori. Depois de alguns episódios decorridos, já meio que me ficou claro que isso seria levado em banho-maria. Alguns pontos intrigantes levantados, muitas coisas não desenvolvidas e tampouco resolvidas. O vai-e-vem de personagens em pouquíssimos momentos funcionou, a conexão entre dentro e fora da empresa foi extremamente incipiente e a atmosfera da série é morna demais. Não se cria tensão, não se cria suspense e nem mesmo qualquer expectativa.
Julgo que tal qual o livro, a série soube retratar de forma ímpar o que mais caracteriza essa obra de Garcia Marquez: o exagero. As situações quase sempre são inusitadíssimas e peculiares, apesar de sempre estarem acompanhadas de situações reais, o que o torna extremamente ficional e factível ao mesmo tempo. Não é qualquer escritor que consegue transitar entre estes dois campos; tampouco não é qualquer produção que consegue êxito em sua adaptação.
Resistente ao longo do tempo, essa obra teve sua adaptação cinematográfica terminantemente proibida em vida pelo próprio autor alegando que sua comunicação era desejada por meio de letras e não em uma atuação aleatória feita por atores.
Por bem, finalmente esta obra teve seus direitos adaptativos liberados, desde que os detentores participassem de sua produção. O resultado é este... seus atos praticamente impecáveis, todos respeitando cronologia, identidade dos personagens e tudo mais do que se espera. Mesmo lembrando de tudo contido no livro, mal vejo a hora de conferir o que virá na parte 2!
Sou sem dúvida nenhuma um grande entusiasta do Fassbinder, isso não é segredo para ninguém. Mesmo diante disso, não nego que fiquei um tanto reticente de acompanhar uma minissérie novelesca sob uma sinopse tão simplista que particularmente não me trazia nenhum atrativo. Acho que de fato embarquei nessa pela disponibilidade de ter encontrado completo e legendado no Youtube. Resolvi vê-lo picado durante meus almoços dos próximos dias. No entanto, não demorei nada a perceber que havia algo muito profundo ali. Um sentimento de consciência de classe? Opa, pera aí! Deixa eu ver isso direito.
Sabe daqueles roteiros que tem tudo que um socialista deseja ver? Basicamente todos os apontamentos estão ali. Eu mesmo não sabia que o diretor enveredava tanto assim pela causa. Sério, quem é de esquerda não pode perder a oportunidade de assistir isso aqui!
Chegar ao final disso aqui realmente foi uma árdua tarefa e para tal, acho justo escrever um pouquinho mais do que o usual, ainda que essas últimas temporadas passem longe de merecer algum esforço, mas vá lá...
Na época da tv a cabo quando ainda era exibida na Warner, ainda consegui acompanhar até a metade da temporada 11, mas pouco me lembrava dela (ainda bem, pois senão não teria topado a missão que me comprometi de ver o encerramento). Essa série após a saída de Charlie Sheen, e especialmente após a de Angus seguiu de fato uma caminhada de velório e enterro. Aqui constatamos sem sombra de dúvidas que as mesmas pessoas envolvidas em um processo criativo são capazes de entregar coisas brilhantes e também lastimáveis. Me parece que a revolta de Chuck Lorre após os delírios narcóticos públicos de Chatlie Sheen foi tamanha que ele fez questão, por bem ou por mal, de prová-lo que a série poderia seguir sem ele. É pena que para tal tarefa ele esteve disposto a jogar um legado de tanto tempo na privada e conduzi-la por uma trilha catastrófica que em grande parte primou por degradar o quanto fosse possível a imagem do ator por meio de seu personagem. As referências quanto ao nariz de 12 de Charlie são tão frequentes quanto desnecessárias, e em nenhum momento anterior elas haviam sido trazidas à tona. Isso é só um dos muitos pontos negativos.
As transformações comportamentais dos personagens protagonistas, tais quais dos coadjuvantes frequentes são marcantes, e não em um sentido bom. Isso só demonstrou o trem sem rumo que a série trilhava, apelando para tudo que fosse possível de se manter ativa, definhando.
Chegamos ao presente momento dessa 12a temporada, a qual já não se esperava mais que pudesse piorar, mas logo ao primeiro episódio esse pressuposto cai logo por terra, demonstrando que a capacidade de ir além é sem limites. Ao final dessa conta, nota-se claramente que o personagem que indubitavelmente foi disparado o melhor da série, sendo também o mais constante foi o de Berta, segurado bravamente pela talentosíssima e falecida há pouco, Conchata Ferrell. É notável que ao longo de todas essas 12 temporadas, a série recebeu ilustres convidados, mesmo nessas temporadas a qual se encontrava apodrecendo. Alguns dos constantes foram exageradamente encaixados sem qualquer necessidade, exemplo máximo vai para Rose (Melanie Lynskey), personagem surreal de exagerada, que acabou por alargar os limites do aceitável que se esticou até mesmo para os principais. Outros personagens foram sumindo, deixando o público sem qualquer explicação. Enfim, a lista de escrachos seria longa demais e nem valeria a pena para tentar descrever algo tão ruim.
Considere Dois Homens e Meio uma série que foi até a temporada 8, quando muito até a 9 que ainda é um esforço interessante de pingar um desfecho merecido. Chuck Lorre teve essa chance na mão, e deveria ter aproveitado, deixando um arco aberto para Walden e pensado em algo mais palpável para o personagem de Alan, que ainda se encontrava verossímil de alguma forma.
Essa temporada veio um pouquinho melhor do que a anterior, graças a um início de desvinculamento da dependência do personagem Charlie, mesmo que feito de uma forma bem medíocre. Esse arco que se cria em cima de uma suposta necessidade de Walden ter Alan em sua vida é tão inverossível que chega a ser ridícula. Tenta-se por todas as formas traduzir uma espécie de Síndrome de Estocolmo que não faz qualquer sentido. Chega a ser uma pena, pois a premissa do personagem de Walden é bem interessante a priori, mas cai em grandes inconsistências e instabilidades que acabam por arruinar sua essência, coisa que em raríssimos momentos aconteceu com o personagem de Charlie. Alan sempre foi um parasita, nunca ninguém interpretou de outra maneira, mas a face assumida e escancarada do que se assumiu a esse respeito ficou desmedida.
A série já definhava há algum tempo. Realmente é um mistério como chegou a 12 temporadas.
Reassisti tudo do começo de novo especialmente com a finalidade de chegar no novo arco sem o Charlie Sheen e, finalmente, encarar o final da série cujas duas últimas temporadas eu nunca vi.
Rapaz, eu não lembrava como tinha sido uma queda abrupta da 8a pra 9a temporada, chega a ser rídiculo. Alguns pontos positivos devem ser ressaltados, tais como a vontade voraz que o novo protagonista, Ashton Kutcher, chegou para a série. Nota-se nitidamente que ele veio com a intenção de somar e não somente não deixar a série morrer mas sim dar novas cores a ela. Isso até certo ponto funciona, contudo algumas transformações inevitáveis acabaram por ser uma faca de dois gumes nessa série. Esse novo formato vem por ressaltar como o personagem Alan é extremamente insuportável, quase que comparável ao Geroge (o do Seinfeld). E não que ele tenha mudado tanto assim em seu âmago, mas na verdade ele acabou por ficar em maior evidência, infelizmente. Um outro ponto positivo para a saída de Sheen foi a presença constante da personagem Berta, sem dúvida a melhor da série. Conchata foi uma excelente atriz e segurou as pontas nesse novo perfil. Outra coisa que me chamou a atenção positivamente: pela primeira vez, uma cena na praia. Era de impressionar que uma série com o cenário na beira da praia até então não tivesse nenhuma cena gravada na areia. Jake em confabulo com Eldrige também funcionou legal. Nas temporadas passadas ele chegava a ser irritante e descartável, mas para essa temporada ele salvou muitas cenas que seriam horrorosas. Por fim, a criação dessa personagem Zoey foi lastimável. Não me recordava como foi sem graça e inerte. Acabei ficando com medo do que vem por aí, honestamente. Serão mais 3 temporadas que prometem ser sofridas, especialmente sabendo que Angus Jones irá sair de cena em algum momento.
Mais uma temporada muito boa da série! Manteve basicamente o mesmo nível de sua anterior, trazendo personagens interessantíssimos que muito provavelmente se baseou em seitas excêntricas tais quais a mais famosa deva ter sido a liderada por Charles Manson. Relativiza conceitos extremos de cura interior, libertação anárquica de hierarquias sociais e muitos outros pontos intrigantes.
Depois de rever todas as temporadas, é possível afirmar que essa é a mais interessante e com enredo mais amarrado de todas elas. A imersão de uma história que aparentemente não havia nada a ser explorada cada vez mais se desenrola em algo muito bem intrincado e explicado. Sem dúvida uma grande série e que se conta de forma independente em cada uma das temporadas. Adoro essa fórmula de não necessitar explorar uma continuidade obrigatória em cada uma delas.
Nota baixa de certo modo injusta. Eu acho que se essa minissérie é vista reduzindo a uma luta de sobrevivência na floresta ela realmente é fraca, pois são muitos os momentos que se colocam decisões equivocadas e que provavelmente resultariam em outras consequências. No entanto, a parte reflexiva da coisa, a qual ela lida com suas questões internas e nos provê flashbacks interessantíssimos revela o grande mérito dela.
Com esse desfecho, pode-se dizer com segurança: foi uma série que soube o momento preciso de parar, encerrando por cima em grande qualidade. É notório que a 8a temporada foi rumando um tanto desnorteada, mas méritos da produção e sobretudo desse elenco brilhante e entrosado que soube segurar a onda até o derradeiro momento. A 9a temporada veio com tudo, sem o James Spader que foi uma tentativa desesperada e muito infeliz de tentar preencher o buraco do Steve Carrell. Contudo, muitas vezes a melhor solução é buscar uma fórmula que conta com o que já se tem, e esse foi o grande pulo do gato. Uma característica a se destacar é como foi impressionante a flutuação de preferências, de proximidades e até mesmo de antipatias com os personagens. Lembro-me bem como no começo da série eu detestava o Dwight e como fui criando afeição por ele. Michael a mesma coisa, apesar da constante vergonha alheia. Mas, indubitavelmente, o que mais sofreu variações foi o Andy. Esse personagem se tornou um verdadeiro camaleão dentro da série, e provavelmente um dos mais falhos. The Office sem dúvida teve seus altos e baixos, mas considerando-se todo o conjunto da obra, tranquilamente pode-se clamar como uma das melhores séries já feitas desse gênero.
Passatempo interessante, pois é uma minissérie já com a proposta definida sem aquela tendência de criar-se novas temporadas e coisa e tal. Envolveu e cumpriu com seu papel, foi um bom achado.
Se eu já havia saído indignado com a temporada fraquíssima que foi a 5a, essa 6a conseguiu se superar em inúmeros aspectos. A temporada atual conseguiu entregar um excelente episódio, fazendo com que o espectador cresse que a série continuaria firme, forte e revigorada. Pois é a partir do segundo episódio que se nota que a premissa voltada à alta tecnologia basicamente se esvaziou. Tudo bem, o segundo episódio ainda é instigador, ainda que sua finalização seja efêmera. Mas o que se viu a partir daí é uma série de absurdos, que por muitas vezes me fez crer que seria uma mistura de Cidade Invisível com não sei o quê mais. Foi uma temporada completamente inconsistente e esquecível (espero que seja esquecível mesmo) que mereceria por logo um ponto final na série que até sua 3a temporada foi sólida e me deixava ansioso por novos episódios.
Acabou a criatividade ou é meramente uma tentativa de auto sabotagem?
A nota condiz com o que entregou: uma temporada bem inconsistente que se perdeu estruturalmente com a perda do norteador. Durante esse processo, buscou se reinventar por meio de personagens que ou não estavam aptos para segurar o protagonismo ou por seus personagens estarem em um momento da história que se encontravam desgastados, tal como o casal Jim/Pam. Se não estou enganado, de fato a atriz à época dessa temporada estava grávida de verdade. Em meio a este rebuliço, já não se sabia mais em quem prestar atenção e o apelo para o absurdo se tornou ainda mais constante do que nunca.
Foi uma temporada fraca, mas que conseguiu fazer a série sobreviver. Menos mal, pois a 9a temporada nos mostra que a série ainda não estava fadada a morrer apenas por conta da perda de Steve Carrell, ainda que sua ausência tenha causado muitos desafios.
Primeiro que eu nem consideraria a necessidade de uma continuação do que foi feito na 1a temporada. Se fosse simplesmente uma minissérie de uma temporada única, coesa e sabendo aonde quer chegar, a 1a temporada mesmo poderia ter ganhado uma esticadinha de episódios e estaria tudo certo. Mas não, né? Como séries são eternos caça-níqueis, resolveram produzir uma temporada preguiçosa de não mais de 5 episódios (dá pra chamar 5 episódios de temporada?) e empurrar pra galera. Vai que cola? O resultado não poderia ser diferente: é bem mais ou menos, e o que se salva aqui são os ríquissimos elementos culturais brasileiros. Nada mais!
Passei longe de cair nas graças dessa série, mas de forma alguma desgostei. Achei um tanto truncada, mas percebe-se claramente a mão do criador em seus desenrolares absurdos.
Série que consegue se sustentar ao longo das temporadas por meio de tramas indepententes e sempre instigantes de forma muito competente.
Essa quarta temporada não foi diferente. É verdade que dá umas forçadas em certas situações lá não muito verossíveis, mas no fim praticamente tudo se encaixa.
Se for manter essa proposta, podem continuar lançando!
Twin Peaks (2ª Temporada)
4.1 310Curiosidades:
- A mãe de Donna Hayward, interpretada por Mary Jo Deschanel, era esposa de Caleb Deschanel, notório diretor de fotografia, conhecíssimo por trabalho constante com o lendário diretor John Cassavettes. Zoey Deschanel (500 Dias com Ela) é filha deles.
- Existem dois livros do universo de Twin Peaks escritos por Warren Frost que são sensacionais. Um deles foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras. Fica a dica para os aficcionados. É lindo!
Twin Peaks (2ª Temporada)
4.1 310Após o estrondo do que foi a 1a temporada da série, as pressões dos produtores à época passou a ser constante.
Desabituados de como conduzir uma série dessas características até então, eles exigiam sumariamente de que o assassino de Laura Palmer fosse entregue sem rodeios. Conforme já vi em depoimentos, David Lynch em especial ficou muito frustrado e decepcionado com essa situação. Fez o que lhe foi demandado, mas não sem deixar suas marcas características nesse processo conforme lhe é praxe quando contestado de como está fazendo sua arte (em Duna versão extendida não foi muito diferente).
Após a revelação, o declínio da série ficou muito evidente, e não foi só por esse motivo. O diretor acabaria por se afastar significativamente do projeto, se dedicando às filmagens de Coração Selvagem (se não estou enganado) e passou a planejar o longa de Twin Peaks (que aí sim teria a personagem de Laura Palmer como protagonista).
Os episódios a partir daí passaram a ser bem mornos, personagens insossos foram sendo inseridos e quase metade dos arcos dos episódios eram tediosos e desnecessários.
Ainda assim, não deixou de ser uma série interessantíssima dada a genialidade pouco mencionada de Warren Frost que foi capaz de criar um universo completo de Twin Peaks, onde foi possível
trazer um desfecho baseado no White/Black Lodge.
O último episódio é tão genial que me arrepia e extasia. Um gancho para que, depois de 25 anos, uma terceira temporada brilhante viria vir à tona para finalizar de vez uma das melhores séries de todos os tempos.
Twin Peaks (1ª Temporada)
4.5 548 Assista AgoraAcho que já é a 4a vez que assisto e de novo já ia passar sem fazer um comentário.
Twin Peaks sem dúvida alguma revolucionou a televisão e como as séries seriam feitas dali pra frente. Assistindo logo a gente já descobre o porquê.
A fórmula estrutural proposta por Warren Frost em parceria com David Lynch traria novas caras aos tramas e amarração de personagens, além é claro de agregar muito suspense, muito mais do que as pessoas estariam habituadas nos anos 90.
Ouço muitas pessoas mais velhas narrarem suas lembranças de quando a série foi exibida pela Record, ainda que porcamente: seus episódios tinham inúmeros trechos tesourados, atrasos na programação das exibições e até mesmo sua segunda temporada sendo suspensa em algum momento deixando os espectadores sem qualquer desfecho. É bom lembrar que na época não tinha esse negócio chamado internet e nem mesmo compra internacional por demanda. Não tinha simplesmente como você falar "ah então tá bom, vou comprar o VHS (galera aqui sabe o que é isso?) dos Estados Unidos e termino de ver."
Voltando ao conteúdo: a primeira temporada é totalmente sólida, com seus personagens traçados de forma muito mais soturna do que seria a 2a, trazendo variações constantes de personalidade e humor entre eles, elucidando assim o que seria de fato o universo da cidade de Twin Peaks. Inconstâncias e dualidades.
Chespirito: Sem Querer Querendo
3.5 109 Assista AgoraPor enquanto de bode com essa série. Vamos até o fim para ver se melhora....
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraSe a primeira temporada já havia deixado a desejar, aqui eles foram capazes de conseguir piorar um pouquinho.
A proximidade entre os personagens principais da 1a temporada que ainda lograva em garantir alguma coesão foi jogada de escanteio.
Nesse segmento, todos eles foram distanciados e tentou-se criar suspense sobre expectativas de explicações das inverossílidades que foram sendo criadas ao longo da série, explicações essas que não vieram, diga-se de passagem.
Também partilho da opinião de alguns colegas daqui: larguei mão dessa série, é muita perda de tempo em algo que tenta se passar por uma série cabeça.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 870 Assista AgoraA premissa até que me pegou, a priori.
Depois de alguns episódios decorridos, já meio que me ficou claro que isso seria levado em banho-maria.
Alguns pontos intrigantes levantados, muitas coisas não desenvolvidas e tampouco resolvidas.
O vai-e-vem de personagens em pouquíssimos momentos funcionou, a conexão entre dentro e fora da empresa foi extremamente incipiente e a atmosfera da série é morna demais.
Não se cria tensão, não se cria suspense e nem mesmo qualquer expectativa.
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista AgoraPô! Achei que nunca mais iriam fazer uma temporada boa.
Finalmente!
Cem Anos de Solidão (Parte 1)
4.5 124 Assista AgoraJulgo que tal qual o livro, a série soube retratar de forma ímpar o que mais caracteriza essa obra de Garcia Marquez: o exagero.
As situações quase sempre são inusitadíssimas e peculiares, apesar de sempre estarem acompanhadas de situações reais, o que o torna extremamente ficional e factível ao mesmo tempo. Não é qualquer escritor que consegue transitar entre estes dois campos; tampouco não é qualquer produção que consegue êxito em sua adaptação.
Resistente ao longo do tempo, essa obra teve sua adaptação cinematográfica terminantemente proibida em vida pelo próprio autor alegando que sua comunicação era desejada por meio de letras e não em uma atuação aleatória feita por atores.
Por bem, finalmente esta obra teve seus direitos adaptativos liberados, desde que os detentores participassem de sua produção.
O resultado é este... seus atos praticamente impecáveis, todos respeitando cronologia, identidade dos personagens e tudo mais do que se espera.
Mesmo lembrando de tudo contido no livro, mal vejo a hora de conferir o que virá na parte 2!
Oito Horas Não São Um Dia
4.3 2Sou sem dúvida nenhuma um grande entusiasta do Fassbinder, isso não é segredo para ninguém.
Mesmo diante disso, não nego que fiquei um tanto reticente de acompanhar uma minissérie novelesca sob uma sinopse tão simplista que particularmente não me trazia nenhum atrativo.
Acho que de fato embarquei nessa pela disponibilidade de ter encontrado completo e legendado no Youtube. Resolvi vê-lo picado durante meus almoços dos próximos dias.
No entanto, não demorei nada a perceber que havia algo muito profundo ali. Um sentimento de consciência de classe? Opa, pera aí! Deixa eu ver isso direito.
Sabe daqueles roteiros que tem tudo que um socialista deseja ver? Basicamente todos os apontamentos estão ali. Eu mesmo não sabia que o diretor enveredava tanto assim pela causa.
Sério, quem é de esquerda não pode perder a oportunidade de assistir isso aqui!
Dois Homens e Meio (12ª Temporada)
3.2 121 Assista AgoraChegar ao final disso aqui realmente foi uma árdua tarefa e para tal, acho justo escrever um pouquinho mais do que o usual, ainda que essas últimas temporadas passem longe de merecer algum esforço, mas vá lá...
Na época da tv a cabo quando ainda era exibida na Warner, ainda consegui acompanhar até a metade da temporada 11, mas pouco me lembrava dela (ainda bem, pois senão não teria topado a missão que me comprometi de ver o encerramento).
Essa série após a saída de Charlie Sheen, e especialmente após a de Angus seguiu de fato uma caminhada de velório e enterro.
Aqui constatamos sem sombra de dúvidas que as mesmas pessoas envolvidas em um processo criativo são capazes de entregar coisas brilhantes e também lastimáveis.
Me parece que a revolta de Chuck Lorre após os delírios narcóticos públicos de Chatlie Sheen foi tamanha que ele fez questão, por bem ou por mal, de prová-lo que a série poderia seguir sem ele.
É pena que para tal tarefa ele esteve disposto a jogar um legado de tanto tempo na privada e conduzi-la por uma trilha catastrófica que em grande parte primou por degradar o quanto fosse possível a imagem do ator por meio de seu personagem.
As referências quanto ao nariz de 12 de Charlie são tão frequentes quanto desnecessárias, e em nenhum momento anterior elas haviam sido trazidas à tona. Isso é só um dos muitos pontos negativos.
As transformações comportamentais dos personagens protagonistas, tais quais dos coadjuvantes frequentes são marcantes, e não em um sentido bom. Isso só demonstrou o trem sem rumo que a série trilhava, apelando para tudo que fosse possível de se manter ativa, definhando.
Chegamos ao presente momento dessa 12a temporada, a qual já não se esperava mais que pudesse piorar, mas logo ao primeiro episódio esse pressuposto cai logo por terra, demonstrando que a capacidade de ir além é sem limites.
Ao final dessa conta, nota-se claramente que o personagem que indubitavelmente foi disparado o melhor da série, sendo também o mais constante foi o de Berta, segurado bravamente pela talentosíssima e falecida há pouco, Conchata Ferrell.
É notável que ao longo de todas essas 12 temporadas, a série recebeu ilustres convidados, mesmo nessas temporadas a qual se encontrava apodrecendo.
Alguns dos constantes foram exageradamente encaixados sem qualquer necessidade, exemplo máximo vai para Rose (Melanie Lynskey), personagem surreal de exagerada, que acabou por alargar os limites do aceitável que se esticou até mesmo para os principais.
Outros personagens foram sumindo, deixando o público sem qualquer explicação.
Enfim, a lista de escrachos seria longa demais e nem valeria a pena para tentar descrever algo tão ruim.
Considere Dois Homens e Meio uma série que foi até a temporada 8, quando muito até a 9 que ainda é um esforço interessante de pingar um desfecho merecido.
Chuck Lorre teve essa chance na mão, e deveria ter aproveitado, deixando um arco aberto para Walden e pensado em algo mais palpável para o personagem de Alan, que ainda se encontrava verossímil de alguma forma.
Escolheu o pior remédio possível.
Dois Homens e Meio (10ª Temporada)
3.3 142 Assista AgoraEssa temporada veio um pouquinho melhor do que a anterior, graças a um início de desvinculamento da dependência do personagem Charlie, mesmo que feito de uma forma bem medíocre.
Esse arco que se cria em cima de uma suposta necessidade de Walden ter Alan em sua vida é tão inverossível que chega a ser ridícula.
Tenta-se por todas as formas traduzir uma espécie de Síndrome de Estocolmo que não faz qualquer sentido.
Chega a ser uma pena, pois a premissa do personagem de Walden é bem interessante a priori, mas cai em grandes inconsistências e instabilidades que acabam por arruinar sua essência, coisa que em raríssimos momentos aconteceu com o personagem de Charlie.
Alan sempre foi um parasita, nunca ninguém interpretou de outra maneira, mas a face assumida e escancarada do que se assumiu a esse respeito ficou desmedida.
A série já definhava há algum tempo. Realmente é um mistério como chegou a 12 temporadas.
Dois Homens e Meio (9ª Temporada)
3.2 529 Assista AgoraReassisti tudo do começo de novo especialmente com a finalidade de chegar no novo arco sem o Charlie Sheen e, finalmente, encarar o final da série cujas duas últimas temporadas eu nunca vi.
Rapaz, eu não lembrava como tinha sido uma queda abrupta da 8a pra 9a temporada, chega a ser rídiculo.
Alguns pontos positivos devem ser ressaltados, tais como a vontade voraz que o novo protagonista, Ashton Kutcher, chegou para a série.
Nota-se nitidamente que ele veio com a intenção de somar e não somente não deixar a série morrer mas sim dar novas cores a ela.
Isso até certo ponto funciona, contudo algumas transformações inevitáveis acabaram por ser uma faca de dois gumes nessa série.
Esse novo formato vem por ressaltar como o personagem Alan é extremamente insuportável, quase que comparável ao Geroge (o do Seinfeld). E não que ele tenha mudado tanto assim em seu âmago, mas na verdade ele acabou por ficar em maior evidência, infelizmente.
Um outro ponto positivo para a saída de Sheen foi a presença constante da personagem Berta, sem dúvida a melhor da série. Conchata foi uma excelente atriz e segurou as pontas nesse novo perfil.
Outra coisa que me chamou a atenção positivamente: pela primeira vez, uma cena na praia. Era de impressionar que uma série com o cenário na beira da praia até então não tivesse nenhuma cena gravada na areia.
Jake em confabulo com Eldrige também funcionou legal. Nas temporadas passadas ele chegava a ser irritante e descartável, mas para essa temporada ele salvou muitas cenas que seriam horrorosas.
Por fim, a criação dessa personagem Zoey foi lastimável. Não me recordava como foi sem graça e inerte.
Acabei ficando com medo do que vem por aí, honestamente.
Serão mais 3 temporadas que prometem ser sofridas, especialmente sabendo que Angus Jones irá sair de cena em algum momento.
O Reino II
3.9 19Essa série é a pira máxima do Lars Von Trier, mas não no bom sentido.
Sou fã do diretor, mas cada episódio vai ficando mais difícil de ser terminado.
The Sinner (2ª Temporada)
3.6 360Mais uma temporada muito boa da série!
Manteve basicamente o mesmo nível de sua anterior, trazendo personagens interessantíssimos que muito provavelmente se baseou em seitas excêntricas tais quais a mais famosa deva ter sido a liderada por Charles Manson.
Relativiza conceitos extremos de cura interior, libertação anárquica de hierarquias sociais e muitos outros pontos intrigantes.
The Sinner (1ª Temporada)
4.2 723 Assista AgoraDepois de rever todas as temporadas, é possível afirmar que essa é a mais interessante e com enredo mais amarrado de todas elas.
A imersão de uma história que aparentemente não havia nada a ser explorada cada vez mais se desenrola em algo muito bem intrincado e explicado.
Sem dúvida uma grande série e que se conta de forma independente em cada uma das temporadas.
Adoro essa fórmula de não necessitar explorar uma continuidade obrigatória em cada uma delas.
Respire!
2.8 103 Assista AgoraNota baixa de certo modo injusta.
Eu acho que se essa minissérie é vista reduzindo a uma luta de sobrevivência na floresta ela realmente é fraca, pois são muitos os momentos que se colocam decisões equivocadas e que provavelmente resultariam em outras consequências.
No entanto, a parte reflexiva da coisa, a qual ela lida com suas questões internas e nos provê flashbacks interessantíssimos revela o grande mérito dela.
PCC - Primeiro Cartel da Capital (1ª Temporada)
4.3 4Gostei, duração de cada episódio ideal e narrativa bem direta.
Excelente conteúdo!
The Office (9ª Temporada)
4.3 682Com esse desfecho, pode-se dizer com segurança: foi uma série que soube o momento preciso de parar, encerrando por cima em grande qualidade.
É notório que a 8a temporada foi rumando um tanto desnorteada, mas méritos da produção e sobretudo desse elenco brilhante e entrosado que soube segurar a onda até o derradeiro momento.
A 9a temporada veio com tudo, sem o James Spader que foi uma tentativa desesperada e muito infeliz de tentar preencher o buraco do Steve Carrell. Contudo, muitas vezes a melhor solução é buscar uma fórmula que conta com o que já se tem, e esse foi o grande pulo do gato.
Uma característica a se destacar é como foi impressionante a flutuação de preferências, de proximidades e até mesmo de antipatias com os personagens. Lembro-me bem como no começo da série eu detestava o Dwight e como fui criando afeição por ele. Michael a mesma coisa, apesar da constante vergonha alheia.
Mas, indubitavelmente, o que mais sofreu variações foi o Andy. Esse personagem se tornou um verdadeiro camaleão dentro da série, e provavelmente um dos mais falhos.
The Office sem dúvida teve seus altos e baixos, mas considerando-se todo o conjunto da obra, tranquilamente pode-se clamar como uma das melhores séries já feitas desse gênero.
Anatomia de um Escândalo
3.5 62Passatempo interessante, pois é uma minissérie já com a proposta definida sem aquela tendência de criar-se novas temporadas e coisa e tal.
Envolveu e cumpriu com seu papel, foi um bom achado.
Uma pena que o final é pouco provável, ainda que bem satisfatório.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraSe eu já havia saído indignado com a temporada fraquíssima que foi a 5a, essa 6a conseguiu se superar em inúmeros aspectos.
A temporada atual conseguiu entregar um excelente episódio, fazendo com que o espectador cresse que a série continuaria firme, forte e revigorada. Pois é a partir do segundo episódio que se nota que a premissa voltada à alta tecnologia basicamente se esvaziou. Tudo bem, o segundo episódio ainda é instigador, ainda que sua finalização seja efêmera.
Mas o que se viu a partir daí é uma série de absurdos, que por muitas vezes me fez crer que seria uma mistura de Cidade Invisível com não sei o quê mais.
Foi uma temporada completamente inconsistente e esquecível (espero que seja esquecível mesmo) que mereceria por logo um ponto final na série que até sua 3a temporada foi sólida e me deixava ansioso por novos episódios.
Acabou a criatividade ou é meramente uma tentativa de auto sabotagem?
The Office (8ª Temporada)
3.9 324A nota condiz com o que entregou: uma temporada bem inconsistente que se perdeu estruturalmente com a perda do norteador.
Durante esse processo, buscou se reinventar por meio de personagens que ou não estavam aptos para segurar o protagonismo ou por seus personagens estarem em um momento da história que se encontravam desgastados, tal como o casal Jim/Pam. Se não estou enganado, de fato a atriz à época dessa temporada estava grávida de verdade.
Em meio a este rebuliço, já não se sabia mais em quem prestar atenção e o apelo para o absurdo se tornou ainda mais constante do que nunca.
Foi uma temporada fraca, mas que conseguiu fazer a série sobreviver. Menos mal, pois a 9a temporada nos mostra que a série ainda não estava fadada a morrer apenas por conta da perda de Steve Carrell, ainda que sua ausência tenha causado muitos desafios.
Cidade Invisível (2ª Temporada)
3.4 190 Assista AgoraPrimeiro que eu nem consideraria a necessidade de uma continuação do que foi feito na 1a temporada. Se fosse simplesmente uma minissérie de uma temporada única, coesa e sabendo aonde quer chegar, a 1a temporada mesmo poderia ter ganhado uma esticadinha de episódios e estaria tudo certo.
Mas não, né? Como séries são eternos caça-níqueis, resolveram produzir uma temporada preguiçosa de não mais de 5 episódios (dá pra chamar 5 episódios de temporada?) e empurrar pra galera. Vai que cola?
O resultado não poderia ser diferente: é bem mais ou menos, e o que se salva aqui são os ríquissimos elementos culturais brasileiros. Nada mais!
O Reino
4.0 76 Assista AgoraPassei longe de cair nas graças dessa série, mas de forma alguma desgostei.
Achei um tanto truncada, mas percebe-se claramente a mão do criador em seus desenrolares absurdos.
The Sinner (4ª Temporada)
3.4 123Série que consegue se sustentar ao longo das temporadas por meio de tramas indepententes e sempre instigantes de forma muito competente.
Essa quarta temporada não foi diferente. É verdade que dá umas forçadas em certas situações lá não muito verossíveis, mas no fim praticamente tudo se encaixa.
Se for manter essa proposta, podem continuar lançando!