Que filme redundante, é como falaram por ai mesmo, tá mais pra uma versão extendida do 2 do que pra um 3° filme, incrível como tão tocando o foda-se pra história, longo demais, podia ter umas 2 horas 2 e 20 minutos de boaça, trama que gira em círculos.
Só tem o coronel pra ser vilão nessa joça? É sério? Não conseguem arrumar alguém minimamente viável pra trocar esse disco arranhado? Ah, mas ele tá mudando, antes ele só vinha e saia matando, agora ele troca dois ou três minutos de prosa antes de sair querendo estraçalhar alguém, ele tá mudando, tem um arco de personagem ai, Eywa ainda vai tocar ele, só mais 72 horas kkkkkk
O único ponto a se considerar é que tiverem o mínimo esforço de fazer cada personagem ter o seu arco de história, foi bem desenvolvido? Não, mas já foi alguma coisa, melhor do que nada rs
Isso ai é um Transformers pra quem quer pagar de cinéfilo porque o James Cameron tem mais moral com quem gosta de cinema do que o Michael Bay, como o pessoal liga o James Cameron com filmes mais autorais e o Michael Bay com filmes mais comerciais tem um grupo de gente que tenta florear Avatar pra fazer ele ser mais significativo do que é de fato, falam da mensagem ecológica, da espiritualidade e blá blá blá, mas assim como Transformers se você tira os belos efeitos visuais o que você tem é um filme risível.
Achei engraçado como o James Cameron na cena final simplesmente arrastou a cena da Rose se encontrando com todo mundo que morreu no Titanic e tacou na pasta desse filme e dane-se, só trocou as skins dos personagens e toma ai o seu final kkkkkkk
Rapaz, mas que espiral de desgraça, adoro uma história assim, pra mim quanto mais trágico melhor e esse filme é a minha Disney kkkkk
As atuações e edição pra mim são os destaques, Philip Seymour Hoffman arrasando como sempre, é uma pena ter partido tão cedo, Ethan Hawk mandou muito bem também e o resto do elenco acompanha a contento dentro das suas possibilidades, a edição feita de modo não linear não me perdeu nenhuma vez, é fácil errar a mão e deixar o filme rebuscado demais com tanto vai e vem, mas aqui acertaram bonito, fui ver de forma despretensiosa e sai bastante satisfeito.
Esse filme é pra todo mundo entender quem são as pessoas contra aulas de educação sexual nas escolas, a cena do livro com as páginas que tratam da biologia sexual da mulher grampeadas falam mais do que qualquer outra coisa, ah, mas os pais é que tem de educar, vão se foder com esse papinho de merda, a maioria dos pais tão largando seus filhos na frente de um tela conectada a Internet pra eles não "encherem o saco".
Pai e mãe aqui no Brasil fazem o mais rasteiro do básico e olhe lá, eu sei, você sabe, todo mundo sabe, agora passaram a lei que restringe crianças e adolescentes em redes sociais e jogos com conteúdo de cassino online e a choradeira é a mesma, os pais é que tem de educar, e não educam nunca, é sempre essa ladainha, não fazem porra nenhuma, redes sociais que são pra maiores de idade na lei e tá cheio de moleque nelas, o Roblox que é um jogo infantil tá cheio de pederasta e a plataforma não faz nada até que a água bata na bunda da empresa e os pais por sua vez largam as crianças nisso e dane-se.
Vamos ser sinceros aqui, quem cresceu com pai e mãe tendo um papo cabeça sobre sexo? No máximo falam pra menina não engravidar pois não vão criar neto, com garoto então nem se fala, ai que não abrem a boca mesmo, só fazem piada perguntando das namoradinhas e olhe lá, a maioria dos abusos contra menores de idade acontece dentro de casa, seja por familiares ou por pessoas que compõem o círculo social da família e ainda querem contestar quando alguém que fazer alguma coisa a respeito? Quando querem ensinar sobre sexo e como reconhecer comportamentos criminosos que levam a abusos?
Puro suco do pânico moral, ja está na hora da sociedade admitir a nossa falibilidade em prover uma estrutura familiar segura pras nossas crianças, nós falhamos e continuamos e fechar os nossos olhos pois é uma realidade muito dura de admitir, mas continuar assim é uma covardia terrível, tem que vir um Felca da vida, um youtuber que até um tempo atrás era só um Zé graça da Internet fazendo as suas estripulias gravar um vídeo investigativo que nem precisou ir muito longe pra mostrar a podridão do que é feito com crianças e adolescentes pra esse país se mexer o mínimo pra fazer alguma coisa, um bando de panacas com cara de Pikachu surpreso ficando muito indignados e cobrando que se faça algo a respeito, ai o governo foi lá correndo e em um mês passou uma lei, mas olha só, se não fosse o Felca ninguém ia saber que isso existia, tava muito oculto, ele teve de ir até águas internacionais, até o centro da terra pra mostrar tudo isso pois se os astros não tivessem se alinhado pra ele jamais saberíamos, mas a verdade é que eu sei, você sabe, todo mundo sabe, mas a gente vai empurrando com barriga pois já estamos anestesiados pra isso, é tanta violência que essa é só mais uma na fila do pão, na volta a gente compra essa briga.
Quanto ao filme é muito bem realizado, existe uma sofisticação na sutileza dele, você entende muito bem o que acontece sem que se precise esfregar na cara, ele é muito mais sensorial do que verborragico e pra um filme desses isso é um grande mérito, você se sente mal sem que nada precise ser dito porque está tudo ali, produção de mão cheia, agora só resta esperar que as famílias tomem pra si uma postura mais arraigada sobre a discussão de sexualidade com seus filhos e também um maior zelo do que eles fazem e não fiquem só de retórica vazia e chavões, mas meu ceticismo só me permite botar essa expectativa na mesma prateleira da volta de Cristo.
Esse filme é otimo pra fazermos um juízo de caráter sobre nós mesmos, me colocando nas situações de alguns dos envolvidos cheguei a conclusão de que faria até pior kkkkk
Tinha horas que me perguntava porque tal personagem não matava o outro logo e acabava com isso como foi nos casos 2 e 3, pra quê tanta repressão? Tanta hexitação? No caso do pai que tá tentando salvar o rabo do filho eu jogava ele pros leões mesmo, o justo é ele ter que pagar pela tragédia que cometeu, ainda mais que me custaria 2 milhões, tanto dinheiro pra salvar um merda fraquejado assassino? Péssimo custo benefício, vai cagar por um buraco de uma gaiola fria mesmo, te vira rs
Vou ter de fazer coro a todos os demais que falam da primeira parte ser melhor que a segunda, a história da primeira parte é muito mais engajante, quando o filme vai pra guerra de fato vira um tanto lugar comum que só não cai na mediocridade pois a direção do Kubrick jamais permitiria isso, a sequência final do último confronto é o único momento onde a segunda parte se equipara a primeira na minha opinião, confesso que já tava torcendo pra todos eles morrerem depois das cenas de entrevistas, mas pelo menos alguns foram comer grama pela raiz, me asseguraram um minimo de felicidade rs
R. Lee Ermey fazendo o Sargento Hartman é de encher os olhos, Vincent D'Onofrio como Pvt. Pyle também não deixa por menos, a melhor coisa do filme é a dinâmica entre os dois e as consequencias advindas disso, apesar de alguns contras ainda é um ótimo filme.
Que filme bacana, uma coisa que eu sempre digo é que o ser humano pode ser ao mesmo tempo a melhor e a pior coisa que a humanidade tem a oferecer, de modo geral não acredito em pessoas boas ou ruins, acredito em pessoas complexas, com facetas, em uma parte das pessoas a faceta boa se sobrepõe a ruim, em outras a faceta ruim se sobrepõe a boa e em tantas outras existem oscilações que as tornam inconsistentes e por consequência caóticas.
O Jeffrey não era uma má pessoa no geral, mas o que ele tinha de ruim detinha um grau de destrutividade suficiente pra fazer mal a aqueles ao seu redor, não existe banditismo indolor, mas a gentileza e empatia dele nunca deixaram que suas más ações o definissem, os relatos daqueles assaltados por ele demonstram isso, mesmo essas pessoas guardaram consigo a parte boa que viram dele.
Mas o que mais me impressionou foi a atuação do Channing Tatum, esse cara sempre foi um picolé de chuchu pra mim, uma ator quase transparente de tão ralo, mas aqui ele se superou, entregou uma ótima atuação com nuances e sensibilidade, deu gosto de ver, foi uma grata surpresa ver que o filme tem um bom casting mesmo que pra papéis mais secundários, todos muito bem em cena, fui assistir por conta dos relatos positivos e agora faço coro a eles.
Famoso medíocre com M de muito, mas tá no limiar do assistivel se relevar algumas fanfarronices do roteiro, Dafne Keen com cara de porta quase o filme inteiro, só foi entregar alguma emoção na cena
Filmin bão, pelo que vi do povo falando esperava um filme de trocação franca e recebi exatamente isso, as partes de tiroteio não são tão boas porque eles ficam tremendo a câmera e isso atrapalha a percepção das coisas, acho que a ideia era compensar a falta de coreografia de uma luta de mãos limpas com esse tremelique pra dar a sensação de dinamismo pra algo mais truncado como um tiroteio, mas só atrapalhou.
Agora quando é porradaria o filme compensa isso numa boa, as coreografias são excelentes, mandaram muito bem mesmo, dá pra ver o empenho de longe, trabalho inspirado, o roteiro é só um fiapo de história pra ser o fio condutor da ação, mas como ela é tão boa eu nem me importei do enredo ser só uma desculpa, quando a ação em um filme desse gênero é tão bem feita ela acaba se tornado um fim em si mesma e o que está ao redor é mero complemento.
Adoro um filme pirado no seu enredo, mas não basta ser pirado, fazer um filme non sense qualquer cabeça com TDAH pode fazer, mas ai é só uma zorra sem rumo, mas um non sense com propósito e método é de aplaudir de pé e pra mim esse é o caso, a premissa é completamente maluca e o absurdo vira exercício de estilo em um filme que te faz rir tanto quanto faz pensar, os absurdos se tornam figura de linguagem, uma metáfora pra um mundo capitalista voraz onde você não tem concorrentes, tem inimigos, e contra os inimigos pode tudo.
O capitalismo precisa ser inescrupuloso pois sem escrúpulos não há limite para os ganhos. De que outra forma o crescimento exponencial eterno que as grandes empresas buscam poderia se alcançado? Ninguém fala de lucro sustentável, toda empresa precisa alcançar um lucro maior a cada ano para sempre e amém.
E de que outra forma isso seria feito sem sugar seus funcionários até o tutano colocando-os em um coliseu corporativo pra que se tornem uma máquina de moer gente?
Agora os liberais ao lerem isto já estão salivando pra me chamar de comunista, mas vejam só, eu não acredito no comunismo, mas não preciso ser comunista pra saber que esse crescimento infinito almejado pelas empresas vai sugar tudo e todos, vai aumentar a desigualdade social, vai precarizar empregos, destruir o meio ambiente e etc, esse filme através de toda a sua loucura mostra bem isso.
o protagonista enfim conseguiu a vaga, mas não vai trabalhar naquilo que pensava, ele não é mais necessário para aquele ofício pois a IA tomou isso dele, o que lhe restou foi ser o guardinha da IA, um leão de chácara do sistema com direito até a porrete, um homem reduzido aos seus instintos mais primitivos, um homem das cavernas corporativo com seu tacape na mão pronto pra usar de violência para proteger o capital da empresa.
Mas ele ja tinha cruzado a linha da violência muito antes, já foi devidamente adestrado pra isso pelo mundo cão do capitalismo selvagem, mas pelo menos agora vai poder botar comida na mesa da família que depende dele e a dominância está ai, em formar um ciclo de dependência.
Os liberais baixo clero acham que dependência é só do pobre com bolsa família e demais benefícios sociais, mas em um mundo onde os 1% mais ricos já detém metade da riqueza global você ai no seu ofício guardadas as devidas proporções é tão dependente quanto, talvez em um futuro não tão distante você receba o bolsa família do futuro, vulgo renda básica universal, ganhe uma esmola dos bilionários para comprar o básico de uma vida de subsistência consumindo o que eles te venderem ou alugarem, é como um escravo que recebe uma miséria e tem de comprar tudo na vendinha do seu dono, o dinheiro nunca saiu do bolso do senhor de escravos, só foi temporariamente remanejado.
É um bom divertimento, consegue concatenar até bem um suspense violento com comédia, mas acho que demora muito a engatar mesmo depois deles cairem na ilha, o filme ainda perde um bom tempo fingindo que aquilo vai ser uma espécie de comédia romantica como tantas que já exploraram esse tema de casal improvável em uma ilha, seria tão bom se o marketing do filme tivesse vendido só essa idéia e quando o público visse que era algo totalmente diferente seria muito recompensador, mas como já entregaram o plot twist é o filme fingindo que é uma coisa e a gente fingindo que acredita.
Quando o filme engata ele ganha uma tração boa, só achei que podia ser menos "terrir" nessa hora e se levar um pouco mais a sério e pensar a solução final sem aquela
Melhor que o anterior muito por conta do doutor Kelson e sua jornada junto do Sansão, o núcleo da seita é só exagerado e lugar comum, sei lá, eu acho que a magia dessa saga morreu no segundo filme, agora parece meio formulaico quanto tantos outros filmes de apocalipse zumbi que tem por ai, esse último filme embora não seja ruim também não tem aquele pedigree que fez essa franquia ganhar os holofotes, embora ainda tenha umas sacadas inventivas em termos visuais falta aquela tensão e senso de urgência dos dois primeiros filmes, aquela agitação tão característica, agora só parece que tá em segunda marcha, mas ainda é bom o suficiente pra ser assistivel.
Magnânimo, um dos colossos do cinema sem dúvida, que filme grandioso e que tapa na cara de muitas produções de hoje em dia com suas centenas de milhões em orçamento que você não sabe onde meteram e assume que foi lavagem de dinheiro.
Além da grandiosidade da produção o filme ainda tem um roteiro muito bom, a sacada de começar a história pela
morte do Lawrence é de tirar o chapéu, depois mostrar todos aqueles personagens no seu funeral admitindo que não o conheciam bem mesmo você vendo eles conviverem com o Lawrence depois é uma narrativa retroativa genial,
quando o filme acaba e você lembra desses personagens no
funeral você entende o quanto o Lawrence era sozinho mesmo estando rodeado de gente, era uma pessoa dividida entre dois mundos muitos distintos de pessoas que mais se importavam com uma projeção do Lawrence em suas mentes do que com a pessoa dele de fato, a construção do mito também foi a construção da sua desesperança e consequente solidão, depois de várias empreitadas bem sucedidas vieram fracassos, frustração, impotência e etc, acho até engraçado quem imputa a esse filme o surgimento do arquétipo do salvador branco sendo que o Lawrence não salva porra nenhuma kkkkkkk
amargurado e derrotado por ter sido um peão nas mãos do governo, ele queria muito acreditar que uniria diferentes tribos pra consolidar uma grande união árabe e dar a eles um território e com isso constituirem uma nação árabe livre,
mas ai a realidade se abateu sobre ele impiedosamente, adoro como o personagem do príncipe Faisal é um contraponto tão contundente ao Lawrence sendo um homem cínico e realista quanto a situação e jogando na cara do Lawrence toda a
hipocrisia disfarçada de boas intenções dos britânicos e franceses, ao fim quando ele se senta a mesa com eles pra decidirem a partilha dos espólios o príncipe diz que ao final de tudo que mesmo tendo uma dívida enorme com o Lawrence ele se tornou um incômodo e como seria bom pra ambos os lados que ele sumisse, que porrada kkkkkk
Mas antes disso a cena onde o Lawrence está sentado a
mesa da prefeitura de Damasco com seus aliados e um a um eles vão indo embora já mostra o quanto Lawrence já tinha se desgastado com eles pelos seus excessos ao logo da jornada e também pelo fato de como disse antes muitos desses personagens só se importarem com o que ele representa do que com a pessoa dele de fato, o que mais sente por ter de partir é o Sherif Ali, mas naquela altura ele já estava tão decepcionado com o Lawrence e com toda aquela hipocrisia e jogo de cena que no fundo só mostrou um homem perdido que decidir ir embora apesar de pesaroso foi a única escolha possível, naquela hora você vê como o Lawrence vai acabar sem nada de significativo.
Outro grande acerto é na representação da pessoa do Lawrence em si, acho até desonesto que por ele ter
esse jeito pitoresco de ser algumas pessoas digam que ele é necessariamente homossexual, não teria o menor problema pra mim se ele fosse, só que acho muito rasteiro pegar a figura de um homem que não tem uma masculinidade padrão e já imputarem que ele é gay por causa disso, é uma simplificação muito medíocre de quem é taxativo nisso, no fundo isso nem importa, e que bom que tudo isso foi feito por um homem que não é um guerreiro beligerante, mas alguém que com astúcia, carisma e humanidade uniu tanta gente ao redor dele,
a atuação de Peter O'Toole é magistral seguida de tantas outras excelentes.
Ainda existem outros quesitos de excelência no filme que rasgar elogios é chover no molhado, trilha sonora, direção, edição e sobretudo fotografia, que amplitude tem a fotografia desse filme, uma tela IMAX creio ser a ideal pra fazer jus a grandiosidade da fotografia, uma obra a frente do seu tempo e que foi referência pra tanta coisa que veio depois, simplesmente arte.
Esse filme seria tão melhor nas mãos de um roteirista mais competente, ele é abertamente descarado no seu início com enredo e personagens sendo os mais rasos e caricatos possíveis porquê tudo aquilo de fato é
e o filme melhora consistentemente, ainda existem furos e conveniências de roteiro, mas a curiosidade em saber no que tudo ia dar falou mais alto, tava torcendo pelas personagens mesmo sabendo que
virou uma caçadora de vermes foi bem satisfatório,
só que não me animo pra uma sequência caso tenha, teria que ser um roteiro bem bolado pra dar certo e por esse filme aqui não tenho expectativas, é um assistivel com um pé no legalzinho e nada mais.
Simplesmente o melhor filme de Resident Evil já feito, o que chega perto de ser tão bom é o primeiro filme em live action com a Alice quando ainda não tinham estragado tudo, o pano de fundo da trama é interessante, tem umas sacadas legais de roteiro, os personagens são bacanas, a ação é muito bem feita e etc, é uma verdadeira pena que os filmes em CGI depois desse descarrilaram completamente, conseguiram até mesmo a façanha de fazer um filme como resident evil death island que junta quase todos os protagonistas ser medíocre com M de muito perto disso aqui, o maior ponto baixo são os créditos que nada mais são que um trailer de Resident Evil 6, me lembrar que essa porcaria existe me deu gatilho na hora, pelo menos botaram os jogos nos eixos a partir de Resident Evil VII, que um dia consigam fazer isso pelos filmes em CGI.
Esse filme pra quem tá inserido na realidade da Val são outros quinhentos, eu diria que esse filme cai no campo das "diferenças irreconciliáveis", quem não esta inserido na realidade da Val tende a achar que o filme é maniqueista, manipulador, o que pra mim está longe da verdade, e pra quem compartilha dessa vivência bate a identificação na hora, sou filho de doméstica e entendo tudo retratado nessa obra.
Minha mãe pediu demissão do antigo trabalho pois não aguentava mais ser explorada pela ex patroa, ela não tinha nem sossego pra fazer o que devia pois a patroa toda hora gritava o nome dela pra lhe passar uma nova tarefa sendo que ela mal tinha começado a anterior, ela também era interrompida toda hora pra servir água pra ela, pensa na inutilidade de um ser humano que não era capaz nem de sair do lugar pra suprir uma necessidade básica kkkk
Ela é daquelas madames que só era esposa troféu mesmo, nem trabalhava, mas pra inventar trabalho pros outros era uma maravilha, minha mãe fazia de tudo nessa casa, a mulher inventava festa atrás de festa e tava lá minha mãe fazendo trocentos tipo de comida e fazendo hora extra trabalhando madrugada adentro nessas festas pra ganhar uma miséria, de início a gente vivia em um barraco meio longe da casa dos patrões, mas ai ele teve de ser derrubado pois o terreno onde ficava foi vendido e ai passamos a morar na casa deles, por maior que seja o "chamego" dos patrões com os empregados existe esse código de etiqueta implícito que serve pra demarcar o território, o empregado só é um querido até a pagina 2, enquanto for um bom serviçal terá esse afeto de cortesia pra dizer que existe algo mais do que uma simples relação de hierarquia social, ninguém quer uma relação impessoal dentro da sua casa, então que se tenha um afeto nem que seja por conveniência.
Minha mãe também ajudou a criar umas 4 crianças dessa família, duas ocasionalmente e outras duas com regularidade, além de fazer todas as tarefas domésticas ainda acumulava função de babá, ai chegou uma hora que ela não aguentou mais e pediu pra sair, hoje ela está muito melhor, não é mais explorada e ganha muito mais.
O filme não é sutil ao mostrar a sujeição a qual os empregados são submetidos, talvez por isso incomode tanto, a pior situação realmente é a do empregado que mora na casa dos patrões, não existe horário fixo de trabalho, como o patrão sabe que o empregado não precisa sair pra pegar o busão pra voltar pra casa é bem comum ter as famosas "emendadas" onde o trabalhador passa mais tempo que o devido pra finalizar aquele serviço que "ficou faltando", sem contar que as acomodações dos empregados as vezes beiram o insalubre, hoje um "pobre premium" sabe o que uma trabalhadora doméstica passa morando em um quartinho de empregada quando sua renda só lhe permite alugar um cubículo do tamanho de uma caixa de fósforo com essa especulação imobiliária dos infernos.
Claro que existem patrões que são bons, mas esses infelizmente são minoria, os que não são ativamente exploradores tendem a ter no máximo um comportamento menos pior pois já estão completamente sujestionados a essa construção social, é a síndrome do pequeno poder na veia.
Enfim, achei um ótimo filme com olhar muito acertivo e sensível sobre essa realidade, por vezes eu me retorcia de angústia ao ver certas situações e pra onde isso estava se encaminhando, dava agonia, só quem tem essa vivência sabe, minha mãe já engoliu muito sapo por necessidade, mas ela é uma mulher guerreira, trabalhadora, íntegra, prosperou na vida pois mesmo nesse ramo de trabalho tão desvalorizado ela se destacou pelo empenho que sempre teve ao fazer o seu serviço, tenho orgulho e muita gratidão por ela, te amo mãe, por um mundo com menos exploração, a geração Z tá vindo ai e não abaixa mais a cabeça pra desmandos, patrão foi folgado é tchau e benção, é assim que tem de ser mesmo, chumbo trocado pra entender que sem trabalhador nada anda, tem de valorizar e respeitar, se não vão fazer por consciência que façam na base da livre e espontânea pressão.
Filmaralhaço, tá certo que pela excepcionalidade da história não tem muito onde errar em roteiro, mas mesmo assim a humanidade e esmero na forma como esse acontecimento é contado se obressai facilmente, é muito angustiante ver tudo, é uma obra muito intensa e por vezes até sensorial, embora vivos tendo a achar que uma parte deles ficou naquela montanha com os que pereceram, mas enquanto houver vida há esperança.
ponto final pra Tereza, ponto final seria ir pra colonia, a vida dela continua e essa é maior recompensa desse final, saber que ela vai viver mais e mais,
e que filme bonito, a parte de fotografia mandou bem demais, a vida só acaba se você acreditar que acabou.
Que bom que existe diversidade no mundo, embora tenha lá seus filmes porra loka Hollywood nunca conseguiria fazer algo assim porque não seria autêntico da parte deles, por isso tanta gente torce o nariz quando a Yankeelandia resolve fazer um remake yankee de algum filme de fora, parece só uma emulação sem alma na esmagadora maioria dos casos.
E que bom que nunca veremos uma versão yankee dessa obra dando certo porque ela é tão exagerada em tudo que torna esse exagero um baita exercício de estilo ao invés de um contra, é uma montanha russa só de descida, mas diferente de um Transformers da vida que segue essa mesma linha não me senti enjoado hora alguma, o carisma dos personagens aliado a uma ótima direção de ação e uma fotografia de encher os olhos capturam a atenção facilmente, filmaço!
, uma abordagem bem inventiva, a narrativa não linear ao meu ver também foi um acerto pois ao mesmo tempo que mostram essa historia como vivência também a mostram como memória.
A ambientação em Recife ajuda bem a compor um clima folclórico pra tudo que acontece, foi uma grata surpresa, não tava esperando nada pois achei que foi muito oba oba em cima de Ainda estou aqui pelo teor político da obra e quando fui assistir não achei isso tudo, achei um filme morno, pensei que seria esse o caso aqui, mas fiquei satisfeito com o que vi, valeu a pena.
jogo de tal personagem pode fazer tal coisa aqui e agora, mesmo o resultado sempre sendo igual souberam fazer a construção de suspense e dar subsídio a cada vez que isso acontece pra gente pensar que dessa vez pode dar ruim,
achei a trama bem redonda, não me ocorreu nenhum furo aparante.
O elenco tá afiado tendo um ótimo casting, todos muito bem nos papéis, souberam dividir bem o tempo de tela pra todos, vou dar destaque pessoal pra Sasha Calle pois de todos acho que ela é a mais desconhecida pro público em geral, o que essa mulher foi sabotada no filme do Flash quando fez a Supergirl não foi brincadeira, lembro do vídeo dela toda emocionada ao receber a notícia de que faria a personagem, então ao ser escalada sofreu todo o tipo de ataque baixo por ela ter perfil latino, depois do filme lançado disseram que ela era má atriz e nunca concordei com isso pois já tinha visto trabalhos anteriores dela, ela foi mal dirigida e a personagem dela sabotada de todas as formas possíveis pelo roteiro e direção daquela porcaria, mas mesmo tendo dado tão errado ela ainda se sente grata pela oportunidade ao dizer que ficar mais em evidência deu chance pra ela hoje fazer um filme ao lado de Matt Damon e Ben Affleck, embora a personagem dela não seja grande coisa teve bem mais destaque do que eu pensei, achei que ela ia aparecer um pouco e ser escanteada, mas apareceu bem durante todo o filme e teve uma atuação a par do restante do elenco, aquela cena
dela desabafando sobre a vida desafortunada que tinha enquanto o pessoal quebrava a parede no andar de cima derrubando poeira sobre ela enquanto falava é uma das melhores do filme e ela entregou muito,
que dê tudo certo pra ela de agora em diante.
Outros destaques mais óbvios são naturalmente Matt Damon, Ben Affleck, Steve Yeun e Kyle Chandler que compuseram com muita sintonia a teia dessa trama, mesmo o Ben Affleck que não sou lá tão chegado pra mim mandou muito bem no papel.
Sai bem satisfeito com o que vi, tava esperando um thriller de ação lugar comum pouco inspirado, foi uma grata surpresa.
ain, filme de bandido, mostra que o crime compensa, que absurdo!
Kkkkkkkkkkkkk
Alguém tem que falar pra essas pessoas que a gente tem de avaliar o quão bem executada a obra é dentro da sua premissa, um filme não te deve absolutamente nada em termos morais, não é obrigado a te dar um final feliz, não é obrigado a te dar uma moral da história positiva, que porcaria seria se toda obra criada tivesse de seguir uma cartilha de preciosismo moral tacanha pra agradar os valores de meia duzia de carolas mente pequena, sem condições rs
Mas enfim, falando do filme de fato o começo dele quase me perdeu com o excesso de narração em off, é um recurso que exige um equilíbrio delicado, se usar demais vira verborragia e pra mim no começo dese filme pesaram a mão legal, ainda bem que depois fica bem pontual e o filme engata e mantém um ritmo consistente até o final, os personagens são interessantes justamente por serem fora da casinha mesmo aparentando a mais desinteressante banalidade, o
casal principal mesmo é isso, André e Silvia começam como pessoas comuns e quase invisíveis de tão sem graça e no desenrolar dos acontecimentos nós vemos camadas deles que os tornam tridimensionais de forma muito controversa, são pessoas no seu melhor e no seu pior e é ai que tá a graça que muitos não veem na hora de fazer o julgamento moral, se até na ficção a gente ficar cobrando retidão de caráter de personagem acabou-se qualquer tipo de conflito seja ele interno ou externo, vamos todos ver Teletubibes e acabou.
Um ótimo filme com uma grata surpresa na virada final que compensa o seu início em segunda marcha fazendo um estudo de personagem com uma história bem inventiva, vale uma nota de marca de cem pilas rs
Gostei muito, achei que ia sentir as 3 horas e meia, mas pra mim foi de boaça, nem mexi no celular pois o filme não me perdeu hora nenhuma, acho que uma coisa que o Scorsese faz muito bem é contar algumas dessas histórias de mafia quase como se fosse uma fábula, eu não gosto de narração em off, quando mal utilizada vira um recurso pobre de exposição, mas o Scorsese sabe usar e dar esse tom de conto as suas histórias quando quer, me senti transportado pra esse mundo, ele tem um tom que ao mesmo tempo é sóbrio e instigante e isso é um equilíbrio que só alguém com o domínio dele sabe fazer.
Uma coisa que adoro dos filmes dele são a maioria das cenas de
, é de uma crueza que impacta, não tem firula, é direto e reto como uma situação dessas seria na vida real, não tem jogo de câmera dramático, zoom, câmera lenta, nada, a pessoa chega,
dispara rapidamente e sai, parece que estou vendo um assassinato real bem diante dos meus olhos ao andar na rua, tem até uma cena dessas com câmera lenta nesse filme, mas ela serve pra dar o contraste entre o personagem que orquestrou isso e os demais, quando é com os velha guarda o negócio é cirúrgico e sem alarde, quando é com o tal "louco" que ordena esse assassinato o negócio é barulhento e bagunçado e a câmera lenta é pra você ver bem o caos daquilo.
Outra coisa que ajuda a prender a atenção certamente são as atuações, o trio De Niro, Joe Pesci e Al Pacino estão magistrais, irretocaveis, se não fosse por eles essa duração do filme seria colossal pra qualquer um, embora o filme tenha muito vai e vem de personagens e lugares me prendi ao trio principal que são o tronco da história e pra mim ficou mais fácil de prosseguir assim sem me dispersar nos acontecimentos, eles são os pontos de referência pois os demais personagens orbitam em volta deles.
Acho que o trunfo do Frank como protagonista está justamente na sua
simplicidade, ele só é um homem servil, não é o protagonista que chama a atenção pra si, ele só quer fazer o seu e ir embora, ele serve quase como um avatar pra posicionar a gente nos lugares ideais dos acontecimentos pra termos o panorama completo de tudo, geralmente esse tipo de personagem sem agência me irrita, mas pra mim cumpriu o papel, casou bem com o destino que ele teve, tem um hora que ele diz pra enfermeira que a vida passa e aquele final dele sozinho é condizente com o que ele foi, um soldado que só cumpriu ordens, um robô que foi seguindo a programação até que caiu a ficha de que a vida passou e cobrou dele pouco a pouco o preço de tudo que fez, um homem que não criou raízes com ninguém para além do seu "trabalho", então quando seus camaradas se foram não restou família pra ele, ela esta lá de forma meramente protocolar assim como ele estava pra família durante toda a vida, ele também era só um avatar de chefe de família, ele só existia pro crime e nada mais.
Entendo que a duração do filme possa incomodar, o Scorsese poderia ter sido mais econômico talvez, mas pra mim o filme tem o ritmo dele e faz um bom uso do tempo que tem, dizer que esse filme não é pra todo mundo por conta da duração ou o que quer que seja seria chover no molhado, nenhum filme é pra todo mundo, nada é unânime e tá tudo bem.
da Aloysius e achar a atitude do padre suspeita diante da arapuca que ela fez
não tem como não sentir raiva de gente que tem as suas "certezas", sou uma pessoa que se considera muito racional, não dou a mínima bola pra intuições, convicções e etc, o que me interessa são os fatos, a materialidade, como bem disse o padre a
certeza dela não passava de uma sensação, só isso, uma sensação.
Odeio pessoas que com suas certezas querem delimitar o mundo pela sua régua, quem nunca ouviu uma pessoa falar diante de um discussão sobre um tema complexo que tal coisa é assim e acabou, essa é a verdade, a realidade é assim e etc, sempre com esses bordões autoritários, pessoas com suas visões rígidas de mundo o tornam hermético ao sabor da conveniência, o mundo só é assim quando é pra favorecer a visão de mundo delas, as coisas só são assim quando é pra provar o ponto delas, estão sempre querendo impor um viés afirmativo aos demais, existem situações que são complexas demais e temos de ter a humildade em reconhecer que certas coisas podem fugir do nosso entendimento, se não nos confrontarmos nas nossas "certezas" só estaremos nos alienando e alienando o mundo a nossa volta, e com isso ao invés de estarmos fazendo uma defesa da verdade na verdade só estaremos fazendo o oposto disso, promovendo distorções, injustiças, preconceitos e etc.
Aloysius chora e por fim admite que sobre aquela armadura de paladina da verdade ela tem muitas dúvidas e isso a angústia de tal forma que ela desaba. Dúvidas sobre a culpa do padre? Ou dúvidas sobre a legitimidade da igreja pela qual dedicou a vida que diante de tudo aquilo que ela disse fez o padre cair pra cima?
Tem o contraste entre duas cenas no filme que pra mim tem um caráter ambíguo, ao mesmo tempo que
mostram a refeição das freiras mostram a refeição dos padres, enquanto a refeição dos padres é acalorada e livre de protocolos eles se permitem até a cairem na gargalhada diante de uma zombaria a uma mulher obesa feita pelo padre Brendam, um comportamento condenável sobretudo a um padre, enquanto isso a refeição das freiras comandada pela Aloysius é o exato oposto disso, rigidez, um silêncio sepulcral, falta de calor humano, triste pra dizer a verdade, não sei se a intenção da cena é mostrar como a forma que a igreja trata homens e mulheres influi em como os gêneros se correspondem entre si, aos homens seria mais permitido serem espontâneos, enquanto para as mulheres se exige uma conduta ilibada em qualquer situação e como isso seria um instrumento de controle contra elas, não nos esqueçamos que em uma hora da discussão final entre Aloysius e Brendan o padre diz enfurecido que Aloysius deve ser obediente acima de qualquer coisa.
Mas esse contraste também pode ser só diretamente entre o
Brendan e a Aloysius, enquanto Brendam ao se permitir ser aberto e maleável na sua conduta cativa o afeto dos outros Aloysius com sua rigidez e intolerância só consegue levar os outros ao medo, frustração e um sentimento de aprisionamento, ou até ser uma junção dessas duas hipóteses e de como elas se retraolimentam e descambam na visão de mundo que cada um tem sobre a vida.
Enfim, é muita dúvida, de fato um filme que honra o seu título muito bem rs
Wardriver
2.7 1Esse filme é qualquer coisa até chegar no final, não é que tenha uma reviravolta de outro mundo, mas congratulo a produção por
não ter entregado uma conclusão fácil de final feliz,
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 273 Assista AgoraQue filme redundante, é como falaram por ai mesmo, tá mais pra uma versão extendida do 2 do que pra um 3° filme, incrível como tão tocando o foda-se pra história, longo demais, podia ter umas 2 horas 2 e 20 minutos de boaça, trama que gira em círculos.
Só tem o coronel pra ser vilão nessa joça? É sério? Não conseguem arrumar alguém minimamente viável pra trocar esse disco arranhado? Ah, mas ele tá mudando, antes ele só vinha e saia matando, agora ele troca dois ou três minutos de prosa antes de sair querendo estraçalhar alguém, ele tá mudando, tem um arco de personagem ai, Eywa ainda vai tocar ele, só mais 72 horas kkkkkk
O único ponto a se considerar é que tiverem o mínimo esforço de fazer cada personagem ter o seu arco de história, foi bem desenvolvido? Não, mas já foi alguma coisa, melhor do que nada rs
Isso ai é um Transformers pra quem quer pagar de cinéfilo porque o James Cameron tem mais moral com quem gosta de cinema do que o Michael Bay, como o pessoal liga o James Cameron com filmes mais autorais e o Michael Bay com filmes mais comerciais tem um grupo de gente que tenta florear Avatar pra fazer ele ser mais significativo do que é de fato, falam da mensagem ecológica, da espiritualidade e blá blá blá, mas assim como Transformers se você tira os belos efeitos visuais o que você tem é um filme risível.
Achei engraçado como o James Cameron na cena final simplesmente arrastou a cena da Rose se encontrando com todo mundo que morreu no Titanic e tacou na pasta desse filme e dane-se, só trocou as skins dos personagens e toma ai o seu final kkkkkkk
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
3.7 351Rapaz, mas que espiral de desgraça, adoro uma história assim, pra mim quanto mais trágico melhor e esse filme é a minha Disney kkkkk
As atuações e edição pra mim são os destaques, Philip Seymour Hoffman arrasando como sempre, é uma pena ter partido tão cedo, Ethan Hawk mandou muito bem também e o resto do elenco acompanha a contento dentro das suas possibilidades, a edição feita de modo não linear não me perdeu nenhuma vez, é fácil errar a mão e deixar o filme rebuscado demais com tanto vai e vem, mas aqui acertaram bonito, fui ver de forma despretensiosa e sai bastante satisfeito.
Manas
4.2 136 Assista AgoraEsse filme é pra todo mundo entender quem são as pessoas contra aulas de educação sexual nas escolas, a cena do livro com as páginas que tratam da biologia sexual da mulher grampeadas falam mais do que qualquer outra coisa, ah, mas os pais é que tem de educar, vão se foder com esse papinho de merda, a maioria dos pais tão largando seus filhos na frente de um tela conectada a Internet pra eles não "encherem o saco".
Pai e mãe aqui no Brasil fazem o mais rasteiro do básico e olhe lá, eu sei, você sabe, todo mundo sabe, agora passaram a lei que restringe crianças e adolescentes em redes sociais e jogos com conteúdo de cassino online e a choradeira é a mesma, os pais é que tem de educar, e não educam nunca, é sempre essa ladainha, não fazem porra nenhuma, redes sociais que são pra maiores de idade na lei e tá cheio de moleque nelas, o Roblox que é um jogo infantil tá cheio de pederasta e a plataforma não faz nada até que a água bata na bunda da empresa e os pais por sua vez largam as crianças nisso e dane-se.
Vamos ser sinceros aqui, quem cresceu com pai e mãe tendo um papo cabeça sobre sexo? No máximo falam pra menina não engravidar pois não vão criar neto, com garoto então nem se fala, ai que não abrem a boca mesmo, só fazem piada perguntando das namoradinhas e olhe lá, a maioria dos abusos contra menores de idade acontece dentro de casa, seja por familiares ou por pessoas que compõem o círculo social da família e ainda querem contestar quando alguém que fazer alguma coisa a respeito? Quando querem ensinar sobre sexo e como reconhecer comportamentos criminosos que levam a abusos?
Puro suco do pânico moral, ja está na hora da sociedade admitir a nossa falibilidade em prover uma estrutura familiar segura pras nossas crianças, nós falhamos e continuamos e fechar os nossos olhos pois é uma realidade muito dura de admitir, mas continuar assim é uma covardia terrível, tem que vir um Felca da vida, um youtuber que até um tempo atrás era só um Zé graça da Internet fazendo as suas estripulias gravar um vídeo investigativo que nem precisou ir muito longe pra mostrar a podridão do que é feito com crianças e adolescentes pra esse país se mexer o mínimo pra fazer alguma coisa, um bando de panacas com cara de Pikachu surpreso ficando muito indignados e cobrando que se faça algo a respeito, ai o governo foi lá correndo e em um mês passou uma lei, mas olha só, se não fosse o Felca ninguém ia saber que isso existia, tava muito oculto, ele teve de ir até águas internacionais, até o centro da terra pra mostrar tudo isso pois se os astros não tivessem se alinhado pra ele jamais saberíamos, mas a verdade é que eu sei, você sabe, todo mundo sabe, mas a gente vai empurrando com barriga pois já estamos anestesiados pra isso, é tanta violência que essa é só mais uma na fila do pão, na volta a gente compra essa briga.
Quanto ao filme é muito bem realizado, existe uma sofisticação na sutileza dele, você entende muito bem o que acontece sem que se precise esfregar na cara, ele é muito mais sensorial do que verborragico e pra um filme desses isso é um grande mérito, você se sente mal sem que nada precise ser dito porque está tudo ali, produção de mão cheia, agora só resta esperar que as famílias tomem pra si uma postura mais arraigada sobre a discussão de sexualidade com seus filhos e também um maior zelo do que eles fazem e não fiquem só de retórica vazia e chavões, mas meu ceticismo só me permite botar essa expectativa na mesma prateleira da volta de Cristo.
Relatos Selvagens
4.4 2,9K Assista AgoraEsse filme é otimo pra fazermos um juízo de caráter sobre nós mesmos, me colocando nas situações de alguns dos envolvidos cheguei a conclusão de que faria até pior kkkkk
Tinha horas que me perguntava porque tal personagem não matava o outro logo e acabava com isso como foi nos casos 2 e 3, pra quê tanta repressão? Tanta hexitação? No caso do pai que tá tentando salvar o rabo do filho eu jogava ele pros leões mesmo, o justo é ele ter que pagar pela tragédia que cometeu, ainda mais que me custaria 2 milhões, tanto dinheiro pra salvar um merda fraquejado assassino? Péssimo custo benefício, vai cagar por um buraco de uma gaiola fria mesmo, te vira rs
Nascido Para Matar
4.3 1,2K Assista AgoraVou ter de fazer coro a todos os demais que falam da primeira parte ser melhor que a segunda, a história da primeira parte é muito mais engajante, quando o filme vai pra guerra de fato vira um tanto lugar comum que só não cai na mediocridade pois a direção do Kubrick jamais permitiria isso, a sequência final do último confronto é o único momento onde a segunda parte se equipara a primeira na minha opinião, confesso que já tava torcendo pra todos eles morrerem depois das cenas de entrevistas, mas pelo menos alguns foram comer grama pela raiz, me asseguraram um minimo de felicidade rs
R. Lee Ermey fazendo o Sargento Hartman é de encher os olhos, Vincent D'Onofrio
como Pvt. Pyle também não deixa por menos, a melhor coisa do filme é a dinâmica entre os dois e as consequencias advindas disso, apesar de alguns contras ainda é um ótimo filme.
O Bom Bandido
3.5 92 Assista AgoraQue filme bacana, uma coisa que eu sempre digo é que o ser humano pode ser ao mesmo tempo a melhor e a pior coisa que a humanidade tem a oferecer, de modo geral não acredito em pessoas boas ou ruins, acredito em pessoas complexas, com facetas, em uma parte das pessoas a faceta boa se sobrepõe a ruim, em outras a faceta ruim se sobrepõe a boa e em tantas outras existem oscilações que as tornam inconsistentes e por consequência caóticas.
O Jeffrey não era uma má pessoa no geral, mas o que ele tinha de ruim detinha um grau de destrutividade suficiente pra fazer mal a aqueles ao seu redor, não existe banditismo indolor, mas a gentileza e empatia dele nunca deixaram que suas más ações o definissem, os relatos daqueles assaltados por ele demonstram isso, mesmo essas pessoas guardaram consigo a parte boa que viram dele.
Mas o que mais me impressionou foi a atuação do Channing Tatum, esse cara sempre foi um picolé de chuchu pra mim, uma ator quase transparente de tão ralo, mas aqui ele se superou, entregou uma ótima atuação com nuances e sensibilidade, deu gosto de ver, foi uma grata surpresa ver que o filme tem um bom casting mesmo que pra papéis mais secundários, todos muito bem em cena, fui assistir por conta dos relatos positivos e agora faço coro a eles.
O Som da Morte
2.3 42Famoso medíocre com M de muito, mas tá no limiar do assistivel se relevar algumas fanfarronices do roteiro, Dafne Keen com cara de porta quase o filme inteiro, só foi entregar alguma emoção na cena
de morte do primo,
Operação Invasão
3.9 633 Assista AgoraFilmin bão, pelo que vi do povo falando esperava um filme de trocação franca e recebi exatamente isso, as partes de tiroteio não são tão boas porque eles ficam tremendo a câmera e isso atrapalha a percepção das coisas, acho que a ideia era compensar a falta de coreografia de uma luta de mãos limpas com esse tremelique pra dar a sensação de dinamismo pra algo mais truncado como um tiroteio, mas só atrapalhou.
Agora quando é porradaria o filme compensa isso numa boa, as coreografias são excelentes, mandaram muito bem mesmo, dá pra ver o empenho de longe, trabalho inspirado, o roteiro é só um fiapo de história pra ser o fio condutor da ação, mas como ela é tão boa eu nem me importei do enredo ser só uma desculpa, quando a ação em um filme desse gênero é tão bem feita ela acaba se tornado um fim em si mesma e o que está ao redor é mero complemento.
A Única Saída
3.7 138 Assista AgoraAdoro um filme pirado no seu enredo, mas não basta ser pirado, fazer um filme non sense qualquer cabeça com TDAH pode fazer, mas ai é só uma zorra sem rumo, mas um non sense com propósito e método é de aplaudir de pé e pra mim esse é o caso, a premissa é completamente maluca e o absurdo vira exercício de estilo em um filme que te faz rir tanto quanto faz pensar, os absurdos se tornam figura de linguagem, uma metáfora pra um mundo capitalista voraz onde você não tem concorrentes, tem inimigos, e contra os inimigos pode tudo.
O capitalismo precisa ser inescrupuloso pois sem escrúpulos não há limite para os ganhos.
De que outra forma o crescimento exponencial eterno que as grandes empresas buscam poderia se alcançado? Ninguém fala de lucro sustentável, toda empresa precisa alcançar um lucro maior a cada ano para sempre e amém.
E de que outra forma isso seria feito sem sugar seus funcionários até o tutano colocando-os em um coliseu corporativo pra que se tornem uma máquina de moer gente?
Agora os liberais ao lerem isto já estão salivando pra me chamar de comunista, mas vejam só, eu não acredito no comunismo, mas não preciso ser comunista pra saber que esse crescimento infinito almejado pelas empresas vai sugar tudo e todos, vai aumentar a desigualdade social, vai precarizar empregos, destruir o meio ambiente e etc, esse filme através de toda a sua loucura mostra bem isso.
Ao final temos um encerramento excelente,
o protagonista enfim conseguiu a vaga, mas não vai trabalhar naquilo que pensava, ele não é mais necessário para aquele ofício pois a IA tomou isso dele, o que lhe restou foi ser o guardinha da IA, um leão de chácara do sistema com direito até a porrete, um homem reduzido aos seus instintos mais primitivos, um homem das cavernas corporativo com seu tacape na mão pronto pra usar de violência para proteger o capital da empresa.
Mas ele ja tinha cruzado a linha da violência muito antes, já foi devidamente adestrado pra isso pelo mundo cão do capitalismo selvagem, mas pelo menos agora vai poder botar comida na mesa da família que depende dele e a dominância está ai, em formar um ciclo de dependência.
Os liberais baixo clero acham que dependência é só do pobre com bolsa família e demais benefícios sociais, mas em um mundo onde os 1% mais ricos já detém metade da riqueza global você ai no seu ofício guardadas as devidas proporções é tão dependente quanto, talvez em um futuro não tão distante você receba o bolsa família do futuro, vulgo renda básica universal, ganhe uma esmola dos bilionários para comprar o básico de uma vida de subsistência consumindo o que eles te venderem ou alugarem, é como um escravo que recebe uma miséria e tem de comprar tudo na vendinha do seu dono, o dinheiro nunca saiu do bolso do senhor de escravos, só foi temporariamente remanejado.
Socorro!
3.3 199É um bom divertimento, consegue concatenar até bem um suspense violento com comédia, mas acho que demora muito a engatar mesmo depois deles cairem na ilha, o filme ainda perde um bom tempo fingindo que aquilo vai ser uma espécie de comédia romantica como tantas que já exploraram esse tema de casal improvável em uma ilha, seria tão bom se o marketing do filme tivesse vendido só essa idéia e quando o público visse que era algo totalmente diferente seria muito recompensador, mas como já entregaram o plot twist é o filme fingindo que é uma coisa e a gente fingindo que acredita.
Quando o filme engata ele ganha uma tração boa, só achei que podia ser menos "terrir" nessa hora e se levar um pouco mais a sério e pensar a solução final sem aquela
mansão de ricaço na ilha que deixou tudo um tanto conveniente e bobo.
Podia ser mais do que legal se o roteiro fosse mais bem bolado, fica a sensação de potencial desperdiçado embora seja bom o suficiente ao menos.
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.4 194 Assista AgoraMelhor que o anterior muito por conta do doutor Kelson e sua jornada junto do Sansão, o núcleo da seita é só exagerado e lugar comum, sei lá, eu acho que a magia dessa saga morreu no segundo filme, agora parece meio formulaico quanto tantos outros filmes de apocalipse zumbi que tem por ai, esse último filme embora não seja ruim também não tem aquele pedigree que fez essa franquia ganhar os holofotes, embora ainda tenha umas sacadas inventivas em termos visuais falta aquela tensão e senso de urgência dos dois primeiros filmes, aquela agitação tão característica, agora só parece que tá em segunda marcha, mas ainda é bom o suficiente pra ser assistivel.
Lawrence da Arábia
4.2 444 Assista AgoraMagnânimo, um dos colossos do cinema sem dúvida, que filme grandioso e que tapa na cara de muitas produções de hoje em dia com suas centenas de milhões em orçamento que você não sabe onde meteram e assume que foi lavagem de dinheiro.
Além da grandiosidade da produção o filme ainda tem um roteiro muito bom, a sacada de começar a história pela
morte do Lawrence é de tirar o chapéu, depois mostrar todos aqueles personagens no seu funeral admitindo que não o conheciam bem mesmo você vendo eles conviverem com o Lawrence depois é uma narrativa retroativa genial,
funeral você entende o quanto o Lawrence era sozinho mesmo estando rodeado de gente, era uma pessoa dividida entre dois mundos muitos distintos de pessoas que mais se importavam com uma projeção do Lawrence em suas mentes do que com a pessoa dele de fato, a construção do mito também foi a construção da sua desesperança e consequente solidão, depois de várias empreitadas bem sucedidas vieram fracassos, frustração, impotência e etc, acho até engraçado quem imputa a esse filme o surgimento do arquétipo do salvador branco sendo que o Lawrence não salva porra nenhuma kkkkkkk
No fim das contas tu vê ele
amargurado e derrotado por ter sido um peão nas mãos do governo, ele queria muito acreditar que uniria diferentes tribos pra consolidar uma grande união árabe e dar a eles um território e com isso constituirem uma nação árabe livre,
hipocrisia disfarçada de boas intenções dos britânicos e franceses, ao fim quando ele se senta a mesa com eles pra decidirem a partilha dos espólios o príncipe diz que ao final de tudo que mesmo tendo uma dívida enorme com o Lawrence ele se tornou um incômodo e como seria bom pra ambos os lados que ele sumisse, que porrada kkkkkk
Mas antes disso a cena onde o Lawrence está sentado a
mesa da prefeitura de Damasco com seus aliados e um a um eles vão indo embora já mostra o quanto Lawrence já tinha se desgastado com eles pelos seus excessos ao logo da jornada e também pelo fato de como disse antes muitos desses personagens só se importarem com o que ele representa do que com a pessoa dele de fato, o que mais sente por ter de partir é o Sherif Ali, mas naquela altura ele já estava tão decepcionado com o Lawrence e com toda aquela hipocrisia e jogo de cena que no fundo só mostrou um homem perdido que decidir ir embora apesar de pesaroso foi a única escolha possível, naquela hora você vê como o Lawrence vai acabar sem nada de significativo.
Outro grande acerto é na representação da pessoa do Lawrence em si, acho até desonesto que por ele ter
esse jeito pitoresco de ser algumas pessoas digam que ele é necessariamente homossexual, não teria o menor problema pra mim se ele fosse, só que acho muito rasteiro pegar a figura de um homem que não tem uma masculinidade padrão e já imputarem que ele é gay por causa disso, é uma simplificação muito medíocre de quem é taxativo nisso, no fundo isso nem importa, e que bom que tudo isso foi feito por um homem que não é um guerreiro beligerante, mas alguém que com astúcia, carisma e humanidade uniu tanta gente ao redor dele,
Ainda existem outros quesitos de excelência no filme que rasgar elogios é chover no molhado, trilha sonora, direção, edição e sobretudo fotografia, que amplitude tem a fotografia desse filme, uma tela IMAX creio ser a ideal pra fazer jus a grandiosidade da fotografia, uma obra a frente do seu tempo e que foi referência pra tanta coisa que veio depois, simplesmente arte.
A Empregada
3.4 528 Assista AgoraEsse filme seria tão melhor nas mãos de um roteirista mais competente, ele é abertamente descarado no seu início com enredo e personagens sendo os mais rasos e caricatos possíveis porquê tudo aquilo de fato é
falso
"nada é o que parece",
virada
nem precisava de torcida pois tudo ia acabar da forma mais formulaica possível e de fato foi assim.
Mas saber que a Millie
virou uma caçadora de vermes foi bem satisfatório,
Resident Evil: Condenação
3.5 382 Assista AgoraSimplesmente o melhor filme de Resident Evil já feito, o que chega perto de ser tão bom é o primeiro filme em live action com a Alice quando ainda não tinham estragado tudo, o pano de fundo da trama é interessante, tem umas sacadas legais de roteiro, os personagens são bacanas, a ação é muito bem feita e etc, é uma verdadeira pena que os filmes em CGI depois desse descarrilaram completamente, conseguiram até mesmo a façanha de fazer um filme como resident evil death island que junta quase todos os protagonistas ser medíocre com M de muito perto disso aqui, o maior ponto baixo são os créditos que nada mais são que um trailer de Resident Evil 6, me lembrar que essa porcaria existe me deu gatilho na hora, pelo menos botaram os jogos nos eixos a partir de Resident Evil VII, que um dia consigam fazer isso pelos filmes em CGI.
Que Horas Ela Volta?
4.3 3,0K Assista AgoraEsse filme pra quem tá inserido na realidade da Val são outros quinhentos, eu diria que esse filme cai no campo das "diferenças irreconciliáveis", quem não esta inserido na realidade da Val tende a achar que o filme é maniqueista, manipulador, o que pra mim está longe da verdade, e pra quem compartilha dessa vivência bate a identificação na hora, sou filho de doméstica e entendo tudo retratado nessa obra.
Minha mãe pediu demissão do antigo trabalho pois não aguentava mais ser explorada pela ex patroa, ela não tinha nem sossego pra fazer o que devia pois a patroa toda hora gritava o nome dela pra lhe passar uma nova tarefa sendo que ela mal tinha começado a anterior, ela também era interrompida toda hora pra servir água pra ela, pensa na inutilidade de um ser humano que não era capaz nem de sair do lugar pra suprir uma necessidade básica kkkk
Ela é daquelas madames que só era esposa troféu mesmo, nem trabalhava, mas pra inventar trabalho pros outros era uma maravilha, minha mãe fazia de tudo nessa casa, a mulher inventava festa atrás de festa e tava lá minha mãe fazendo trocentos tipo de comida e fazendo hora extra trabalhando madrugada adentro nessas festas pra ganhar uma miséria, de início a gente vivia em um barraco meio longe da casa dos patrões, mas ai ele teve de ser derrubado pois o terreno onde ficava foi vendido e ai passamos a morar na casa deles, por maior que seja o "chamego" dos patrões com os empregados existe esse código de etiqueta implícito que serve pra demarcar o território, o empregado só é um querido até a pagina 2, enquanto for um bom serviçal terá esse afeto de cortesia pra dizer que existe algo mais do que uma simples relação de hierarquia social, ninguém quer uma relação impessoal dentro da sua casa, então que se tenha um afeto nem que seja por conveniência.
Minha mãe também ajudou a criar umas 4 crianças dessa família, duas ocasionalmente e outras duas com regularidade, além de fazer todas as tarefas domésticas ainda acumulava função de babá, ai chegou uma hora que ela não aguentou mais e pediu pra sair, hoje ela está muito melhor, não é mais explorada e ganha muito mais.
O filme não é sutil ao mostrar a sujeição a qual os empregados são submetidos, talvez por isso incomode tanto, a pior situação realmente é a do empregado que mora na casa dos patrões, não existe horário fixo de trabalho, como o patrão sabe que o empregado não precisa sair pra pegar o busão pra voltar pra casa é bem comum ter as famosas "emendadas" onde o trabalhador passa mais tempo que o devido pra finalizar aquele serviço que "ficou faltando", sem contar que as acomodações dos empregados as vezes beiram o insalubre, hoje um "pobre premium" sabe o que uma trabalhadora doméstica passa morando em um quartinho de empregada quando sua renda só lhe permite alugar um cubículo do tamanho de uma caixa de fósforo com essa especulação imobiliária dos infernos.
Claro que existem patrões que são bons, mas esses infelizmente são minoria, os que não são ativamente exploradores tendem a ter no máximo um comportamento menos pior pois já estão completamente sujestionados a essa construção social, é a síndrome do pequeno poder na veia.
Enfim, achei um ótimo filme com olhar muito acertivo e sensível sobre essa realidade, por vezes eu me retorcia de angústia ao ver certas situações e pra onde isso estava se encaminhando, dava agonia, só quem tem essa vivência sabe, minha mãe já engoliu muito sapo por necessidade, mas ela é uma mulher guerreira, trabalhadora, íntegra, prosperou na vida pois mesmo nesse ramo de trabalho tão desvalorizado ela se destacou pelo empenho que sempre teve ao fazer o seu serviço, tenho orgulho e muita gratidão por ela, te amo mãe, por um mundo com menos exploração, a geração Z tá vindo ai e não abaixa mais a cabeça pra desmandos, patrão foi folgado é tchau e benção, é assim que tem de ser mesmo, chumbo trocado pra entender que sem trabalhador nada anda, tem de valorizar e respeitar, se não vão fazer por consciência que façam na base da livre e espontânea pressão.
A Sociedade da Neve
4.2 782 Assista AgoraFilmaralhaço, tá certo que pela excepcionalidade da história não tem muito onde errar em roteiro, mas mesmo assim a humanidade e esmero na forma como esse acontecimento é contado se obressai facilmente, é muito angustiante ver tudo, é uma obra muito intensa e por vezes até sensorial, embora vivos tendo a achar que uma parte deles ficou naquela montanha com os que pereceram, mas enquanto houver vida há esperança.
O Último Azul
3.7 209 Assista AgoraGostei, um belo filme de jornada, vi gente aqui criticando o final, tendo a achar que essa pessoas queriam um final mais
conclusivo
ponto final pra Tereza, ponto final seria ir pra colonia, a vida dela continua e essa é maior recompensa desse final, saber que ela vai viver mais e mais,
RRR: Revolta, Rebelião, Revolução
4.1 356 Assista AgoraQue bom que existe diversidade no mundo, embora tenha lá seus filmes porra loka Hollywood nunca conseguiria fazer algo assim porque não seria autêntico da parte deles, por isso tanta gente torce o nariz quando a Yankeelandia resolve fazer um remake yankee de algum filme de fora, parece só uma emulação sem alma na esmagadora maioria dos casos.
E que bom que nunca veremos uma versão yankee dessa obra dando certo porque ela é tão exagerada em tudo que torna esse exagero um baita exercício de estilo ao invés de um contra, é uma montanha russa só de descida, mas diferente de um Transformers da vida que segue essa mesma linha não me senti enjoado hora alguma, o carisma dos personagens aliado a uma ótima direção de ação e uma fotografia de encher os olhos capturam a atenção facilmente, filmaço!
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraQue filme peculiar, o jeito como ele conta a história é bem fora da casinha, conta até com
surrealismo
A ambientação em Recife ajuda bem a compor um clima folclórico pra tudo que acontece, foi uma grata surpresa, não tava esperando nada pois achei que foi muito oba oba em cima de Ainda estou aqui pelo teor político da obra e quando fui assistir não achei isso tudo, achei um filme morno, pensei que seria esse o caso aqui, mas fiquei satisfeito com o que vi, valeu a pena.
Dinheiro Suspeito
3.4 140 Assista AgoraEm primeiro lugar só queria pontuar que o maior crime que existe nesse filme é esse título genericaço que botaram em português.
Dinheiro sujo? É sério que foi o melhor que conseguiram? Não tinham nada mais vago e desinteressante não? rs
Mas tirando isso da reta que filme bom cara, paranoia, mistério, tensão, tudo muito bem amarrado, souberam brincar nesse
jogo de tal personagem pode fazer tal coisa aqui e agora, mesmo o resultado sempre sendo igual souberam fazer a construção de suspense e dar subsídio a cada vez que isso acontece pra gente pensar que dessa vez pode dar ruim,
O elenco tá afiado tendo um ótimo casting, todos muito bem nos papéis, souberam dividir bem o tempo de tela pra todos, vou dar destaque pessoal pra Sasha Calle pois de todos acho que ela é a mais desconhecida pro público em geral, o que essa mulher foi sabotada no filme do Flash quando fez a Supergirl não foi brincadeira, lembro do vídeo dela toda emocionada ao receber a notícia de que faria a personagem, então ao ser escalada sofreu todo o tipo de ataque baixo por ela ter perfil latino, depois do filme lançado disseram que ela era má atriz e nunca concordei com isso pois já tinha visto trabalhos anteriores dela, ela foi mal dirigida e a personagem dela sabotada de todas as formas possíveis pelo roteiro e direção daquela porcaria, mas mesmo tendo dado tão errado ela ainda se sente grata pela oportunidade ao dizer que ficar mais em evidência deu chance pra ela hoje fazer um filme ao lado de Matt Damon e Ben Affleck, embora a personagem dela não seja grande coisa teve bem mais destaque do que eu pensei, achei que ela ia aparecer um pouco e ser escanteada, mas apareceu bem durante todo o filme e teve uma atuação a par do restante do elenco, aquela cena
dela desabafando sobre a vida desafortunada que tinha enquanto o pessoal quebrava a parede no andar de cima derrubando poeira sobre ela enquanto falava é uma das melhores do filme e ela entregou muito,
Outros destaques mais óbvios são naturalmente Matt Damon, Ben Affleck, Steve Yeun e Kyle Chandler que compuseram com muita sintonia a teia dessa trama, mesmo o Ben Affleck que não sou lá tão chegado pra mim mandou muito bem no papel.
Sai bem satisfeito com o que vi, tava esperando um thriller de ação lugar comum pouco inspirado, foi uma grata surpresa.
O Homem Que Copiava
3.5 933 Assista AgoraEu não acredito que a nota desse filme ser mais baixa se deve ao fato de muita gente ter feito julgamento moral da obra na hora de avaliar,
ain, filme de bandido, mostra que o crime compensa, que absurdo!
Kkkkkkkkkkkkk
Alguém tem que falar pra essas pessoas que a gente tem de avaliar o quão bem executada a obra é dentro da sua premissa, um filme não te deve absolutamente nada em termos morais, não é obrigado a te dar um final feliz, não é obrigado a te dar uma moral da história positiva, que porcaria seria se toda obra criada tivesse de seguir uma cartilha de preciosismo moral tacanha pra agradar os valores de meia duzia de carolas mente pequena, sem condições rs
Mas enfim, falando do filme de fato o começo dele quase me perdeu com o excesso de narração em off, é um recurso que exige um equilíbrio delicado, se usar demais vira verborragia e pra mim no começo dese filme pesaram a mão legal, ainda bem que depois fica bem pontual e o filme engata e mantém um ritmo consistente até o final, os personagens são interessantes justamente por serem fora da casinha mesmo aparentando a mais desinteressante banalidade, o
casal principal mesmo é isso, André e Silvia começam como pessoas comuns e quase invisíveis de tão sem graça e no desenrolar dos acontecimentos nós vemos camadas deles que os tornam tridimensionais de forma muito controversa, são pessoas no seu melhor e no seu pior e é ai que tá a graça que muitos não veem na hora de fazer o julgamento moral, se até na ficção a gente ficar cobrando retidão de caráter de personagem acabou-se qualquer tipo de conflito seja ele interno ou externo, vamos todos ver Teletubibes e acabou.
Um ótimo filme com uma grata surpresa na virada final que compensa o seu início em segunda marcha fazendo um estudo de personagem com uma história bem inventiva, vale uma nota de marca de cem pilas rs
O Irlandês
4.0 1,5K Assista AgoraGostei muito, achei que ia sentir as 3 horas e meia, mas pra mim foi de boaça, nem mexi no celular pois o filme não me perdeu hora nenhuma, acho que uma coisa que o Scorsese faz muito bem é contar algumas dessas histórias de mafia quase como se fosse uma fábula, eu não gosto de narração em off, quando mal utilizada vira um recurso pobre de exposição, mas o Scorsese sabe usar e dar esse tom de conto as suas histórias quando quer, me senti transportado pra esse mundo, ele tem um tom que ao mesmo tempo é sóbrio e instigante e isso é um equilíbrio que só alguém com o domínio dele sabe fazer.
Uma coisa que adoro dos filmes dele são a maioria das cenas de
assassinato a tiros
dispara rapidamente e sai, parece que estou vendo um assassinato real bem diante dos meus olhos ao andar na rua, tem até uma cena dessas com câmera lenta nesse filme, mas ela serve pra dar o contraste entre o personagem que orquestrou isso e os demais, quando é com os velha guarda o negócio é cirúrgico e sem alarde, quando é com o tal "louco" que ordena esse assassinato o negócio é barulhento e bagunçado e a câmera lenta é pra você ver bem o caos daquilo.
Outra coisa que ajuda a prender a atenção certamente são as atuações, o trio De Niro, Joe Pesci e Al Pacino estão magistrais, irretocaveis, se não fosse por eles essa duração do filme seria colossal pra qualquer um, embora o filme tenha muito vai e vem de personagens e lugares me prendi ao trio principal que são o tronco da história e pra mim ficou mais fácil de prosseguir assim sem me dispersar nos acontecimentos, eles são os pontos de referência pois os demais personagens orbitam em volta deles.
Acho que o trunfo do Frank como protagonista está justamente na sua
simplicidade, ele só é um homem servil, não é o protagonista que chama a atenção pra si, ele só quer fazer o seu e ir embora, ele serve quase como um avatar pra posicionar a gente nos lugares ideais dos acontecimentos pra termos o panorama completo de tudo, geralmente esse tipo de personagem sem agência me irrita, mas pra mim cumpriu o papel, casou bem com o destino que ele teve, tem um hora que ele diz pra enfermeira que a vida passa e aquele final dele sozinho é condizente com o que ele foi, um soldado que só cumpriu ordens, um robô que foi seguindo a programação até que caiu a ficha de que a vida passou e cobrou dele pouco a pouco o preço de tudo que fez, um homem que não criou raízes com ninguém para além do seu "trabalho", então quando seus camaradas se foram não restou família pra ele, ela esta lá de forma meramente protocolar assim como ele estava pra família durante toda a vida, ele também era só um avatar de chefe de família, ele só existia pro crime e nada mais.
Entendo que a duração do filme possa incomodar, o Scorsese poderia ter sido mais econômico talvez, mas pra mim o filme tem o ritmo dele e faz um bom uso do tempo que tem, dizer que esse filme não é pra todo mundo por conta da duração ou o que quer que seja seria chover no molhado, nenhum filme é pra todo mundo, nada é unânime e tá tudo bem.
Dúvida
3.9 1,1K Assista AgoraFilmão, mesmo tendo uma inclinação a ficar do lado
da Aloysius e achar a atitude do padre suspeita diante da arapuca que ela fez
certeza dela não passava de uma sensação, só isso, uma sensação.
Odeio pessoas que com suas certezas querem delimitar o mundo pela sua régua, quem nunca ouviu uma pessoa falar diante de um discussão sobre um tema complexo que tal coisa é assim e acabou, essa é a verdade, a realidade é assim e etc, sempre com esses bordões autoritários, pessoas com suas visões rígidas de mundo o tornam hermético ao sabor da conveniência, o mundo só é assim quando é pra favorecer a visão de mundo delas, as coisas só são assim quando é pra provar o ponto delas, estão sempre querendo impor um viés afirmativo aos demais, existem situações que são complexas demais e temos de ter a humildade em reconhecer que certas coisas podem fugir do nosso entendimento, se não nos confrontarmos nas nossas "certezas" só estaremos nos alienando e alienando o mundo a nossa volta, e com isso ao invés de estarmos fazendo uma defesa da verdade na verdade só estaremos fazendo o oposto disso, promovendo distorções, injustiças, preconceitos e etc.
Ao final do filme
Aloysius chora e por fim admite que sobre aquela armadura de paladina da verdade ela tem muitas dúvidas e isso a angústia de tal forma que ela desaba. Dúvidas sobre a culpa do padre? Ou dúvidas sobre a legitimidade da igreja pela qual dedicou a vida que diante de tudo aquilo que ela disse fez o padre cair pra cima?
Tem o contraste entre duas cenas no filme que pra mim tem um caráter ambíguo, ao mesmo tempo que
mostram a refeição das freiras mostram a refeição dos padres, enquanto a refeição dos padres é acalorada e livre de protocolos eles se permitem até a cairem na gargalhada diante de uma zombaria a uma mulher obesa feita pelo padre Brendam, um comportamento condenável sobretudo a um padre, enquanto isso a refeição das freiras comandada pela Aloysius é o exato oposto disso, rigidez, um silêncio sepulcral, falta de calor humano, triste pra dizer a verdade, não sei se a intenção da cena é mostrar como a forma que a igreja trata homens e mulheres influi em como os gêneros se correspondem entre si, aos homens seria mais permitido serem espontâneos, enquanto para as mulheres se exige uma conduta ilibada em qualquer situação e como isso seria um instrumento de controle contra elas, não nos esqueçamos que em uma hora da discussão final entre Aloysius e Brendan o padre diz enfurecido que Aloysius deve ser obediente acima de qualquer coisa.
Mas esse contraste também pode ser só diretamente entre o
Brendan e a Aloysius, enquanto Brendam ao se permitir ser aberto e maleável na sua conduta cativa o afeto dos outros Aloysius com sua rigidez e intolerância só consegue levar os outros ao medo, frustração e um sentimento de aprisionamento, ou até ser uma junção dessas duas hipóteses e de como elas se retraolimentam e descambam na visão de mundo que cada um tem sobre a vida.
Enfim, é muita dúvida, de fato um filme que honra o seu título muito bem rs