Olha, foi legal ter assistido de madrugada com um bom fone de ouvido. Dito isso, eu sinceramente não sei mais quais outros motivos dar para ver esse filme. Talvez fãs de podcasts de terror? Não sei.
Everything Will Be OK, de Don Hertzfeldt, é a própria existência, uma mistura de genialidade, humor ácido e verdades desconfortáveis sobre a vida. Com uma animação simples, porém hipnotizante, ele mergulha nas ansiedades mais profundas e nos dilemas humanos mais universais, mostrando como até o caos interno pode ser absurdamente belo e reflexivo. É uma obra que choca, diverte e faz pensar o tempo todo — 16 minutos foram suficientes para me destruir, me deixar desolado e ainda arrancar um sorriso discreto. Incrível e FODÁSTICO.
Bacana como o filme retrata os bastidores e todo o trabalho da equipe envolvida. Ele transmite uma sensação de aprisionamento e urgência que impulsiona a narrativa. Mostra que, mesmo quando tudo parecia estar próximo, ainda assim permanecia distante para a equipe — quase como se quisesse evidenciar uma das limitações de se estar atrás das câmeras: você raramente está perto o suficiente. A prova disso é a cena em que uma foto de todos os reféns é exibida. Quem são essas pessoas? Isso importa? Deveria importar... Sejamos sinceros sobre o porquê: o filme não está interessado nelas nem nas origens do conflito. Tudo gira em torno da urgência de uma audiência que se alimenta do desespero. Em certo momento, uma personagem diz: “Nós, da Alemanha, falhamos de novo.” Fica bem claro o que o filme quer transmitir, não é?
Que diferença que faz ter um filme gravado em um set real, contribui muito para atmosfera e é um frescor aos olhos, ainda mais hoje em dia com essas obras de plástico.
A pessoa que age assim não busca o que está filmando, mas sim o dinheiro. Eu, por outro lado, não corro atrás disso; corro atrás do registro, do documento. Sempre há alguém lucrando às suas custas, mesmo sem você perceber. A miséria frequentemente se torna o cenário para muitas lentes, especialmente as desses covardes obcecados."
A vida, em muitos momentos, é uma inalteração que se arrasta.
Tive a ideia de assistir a todo o trabalho de Chantal neste mês de novembro chuvoso. Estranhamente, os filmes parecem dialogar profundamente com os sentimentos que venho experimentando ultimamente. Sóbrio ou bêbado, me vejo constantemente preso às paredes de um quarto que, muitas vezes, parece mais uma prisão.
Chegamos ao terceiro filme, que mantém a ultra violência em seu auge. É surpreendente pensar que ele não apenas preserva, mas talvez até supere os dois anteriores nesse aspecto. Porém, é preciso considerar: quem assiste a esse tipo de filme realmente pelo enredo? Pô, tou aqui para ver qual será a próxima maluquice do Art. Mesmo sendo fã dos efeitos e do gore da franquia, achei o filme consideravelmente cansativo. A franquia tem esse problema de se alongar demais, o que pode se tornar entediante. Nos filmes anteriores, isso não me incomodava tanto, mas agora não sei se o problema é realmente de duração—o que é plausível—ou se simplesmente estou cansado. O Art mais uma vez supera em violência, chegando a um exagero tão grande que acaba se tornando cansativo em alguns momentos, mas continuo aqui por curiosidade para saber qual será as próximas loucuras do Art
Na Crunchyroll Expo de 2019, uma adaptação de minissérie de anime de quatro episódios foi anunciada. A minissérie é coproduzida pela Production IG USA e Adult Swim. No mesmo momento em que descobri, já fiquei animado para essa adaptação que, a meu ver, talvez seja o melhor trabalho de Junji Ito. Cinco anos se passaram e, quando assisti ao primeiro episódio, o saldo foi super positivo e criei, pela primeira vez, a esperança de uma adaptação boa do trabalho do Ito. Mas sejamos honestos: os caras fizeram aquele primeiro episódio lindo, atmosférico e estranho (no bom sentido) que conseguia captar a essência da estranheza da obra. Já o restante do projeto todo mundo só saiu correndo mesmo, e isso fica muito evidente. Os outros episódios são horríveis; a qualidade da animação cai tanto ao ponto de você se perguntar se está assistindo a mesma animação. A história se torna totalmente desregulada e confusa. Sei que existe um texto da história do Ito que justifica essa sensação de perda e a execução de um ambiente fatalista e sem esperanças. Mas agora você me faz assistir a metade de um episódio inteiro com os personagens repetindo as mesmas ações e falas óbvias? Não dá! Isso ficou chato demais de acompanhar. A cada cinco minutos, eu olhava o tempo para ver se o episódio estava acabando. Putz, que decepção, cara! Para não terminar amargo, vou dizer que a esperança que ainda tinha estava relacionada ao final, que é uma das coisas que mais gosto no mangá. Ufa, que bom que mantiveram o final original! Apesar de todos os pesares, foi impactante dentro do possível e funcionou. E agora, como fica a indicação dessa adaptação? O primeiro episódio é incrível e parece finalmente entender o caminho para adaptar o trabalho do cara. Já o restante cai em tudo que você já viu de mais gratuito, chato e sem emoção.
Duyen vê em seu segredo uma forma de manter a esperança acesa, ainda que, no fundo, saiba e sinta o que realmente aconteceu. O triunfo deste filme, a meu ver, está na honestidade com que retrata temas complexos, tornando-os profundamente humanos. Esse segredo, que, ao mesmo tempo, a sufoca e dilacera, também lhe dá esperança. Os conflitos do filme buscam nos fazer sentir parte da vida de sua família e das pessoas próximas do vilarejo. Por isso, não parece errado afirmar que o filme carrega uma forte carga de coletivismo. Duyen se vê em situações dolorosas, mas, a partir das cartas escritas por seu camarada, todo esse luto se espalha, atingindo até mesmo o professor — alguém que claramente não faz parte do núcleo familiar. Através dessas memórias — nas cartas, no luto e em seu segredo — o filme adquire um tom profundamente humanista. Independentemente de você concordar ou não com as escolhas da personagem, o filme não a retrata apenas como alguém lutando contra o luto, mas como alguém que reconhece que todas essas pessoas, assim como ela, estão no mesmo barco e desempenham os mesmos papéis, ainda que de formas diferentes. “When the Tenth Month Comes” é bonito, honesto e profundamente humano. Duyen é gente como a gente, e é fácil entender por que o professor se apaixonou por ela. Ela carrega segredos, guarda dores profundas, é resiliente, e ainda assim consegue manter viva a memória do camarada, mesmo sabendo que ele nunca voltará.
obs: quando você entende o título, o coração chega aquece.
Confia vai… Não há dúvidas de que todo mundo realmente queria ver um prequel de 'O Bebê de Rosemary', mas faça o seguinte: tire tudo o que 'O Bebê de Rosemary' trabalha bem — a paranoia, o sufocamento, a tensão e o isolamento — e coloque novas cenas com sustinhos para tentar atrair um novo público. Longe demais de sua inspiração. Jura que você acha ser, uma espécie de 'O Bebê de Rosemary' ? . Na moral, ninguém vai se importar com esse filme daqui a algum tempo.
Me diverti muito com o filme, e foi ótimo ver todo aquele exagero e experimentalismo sem rédeas e sem medo de ser o que é. Hausu talvez seja uma das obras máximas do terror em casas assombradas. Tudo correu bem, e eu estava preparado para uma experiência insana. No fim, foi divertido, necessário e realmente marcante. Agora, me sinto menos culpado por adiar um dos queridinhos do terror underground. Sempre que lembrar de um filme experimental com gatinhos 'fofinhos', que também tem elementos de musical, Kung Fu e, ainda por cima, gore, pensarei em Hausu. Confesso: estava com saudade de uma experiência de terror mais direta e divertida; o gênero não vive apenas de reciclagens baratas.
Como fugir das expectativas? A imprensa pinta o filme como um found footage nível a bruxa de Blair, os agregadores de notas colocam o filme com uma nota altíssima.. E muito rapidamente tive que assistir a “Late Light with the devil” um filme de terror found footage super bem falado? Um dos meus gêneros favoritos, não tinha como deixar passar. Tive que dar play porque a curiosidade era grande, e confesso que nem foi um banho de água fria, foi só morno mesmo. Temos aqui um filme que imprime uma inspiração em “Ghost watch” um filme dos anos 90 que deu o que falar no Reino Unido e que deixou muitos expectadores assustados por passar um realismo incomum para esse tipo de produção, pois é senhores estamos falando de 7 anos antes de existir A bruxa de Blair que inclusive ditou as regras do que seria um found footage de responsa. Então, não é exagero dizer que Ghost watch se tornou um evento, uma espécie de filme cultuado por trazer umas ideias que nem de perto se esperava de um veículo de imprensa como a BBC. A ideia de ter uma única exibição e se passar ao vivo na TV foi uma ideia CERTEIRA. Mas, por que estou falando de Ghost watch? Late night with the devil possui semelhanças, desde se passar também como um programa de TV e por passar em uma noite de Halloween, e também por trazer todo aquele corre-corre de bastidores de TV, deixando tudo mais com cara de “real”. A barreira que atrapalhou a conexão com o filme foi o fato de o filme se passar no ano de 1977, mas de alguma forma não parecer anos 70s. Veja, não estou dizendo que o filme precisava imprimir uma realidade absoluta, mas poxa, precisava mesmo ficar parecendo uma esquete de Saturday Night Live? Ainda que entenda que, na trama, muitos personagens são céticos e reajam com piadas. O problema não são as piadas ou o humor que tenha no filme, o problema é a falta de tensão ou urgência, que aqui a todo momento grita por existir, mas nunca é sentida. Late night with devil mira em um filme que é um dos grandes dos anos 90, ao menos se tratando do formato. Eu sei, ele não precisa ser Ghost watch e, após assisti-lo, menos ainda ser comparado a tal. Ai, expectativa, eu te odeio com todas as minhas forças.
Esse filme poderia ter tido um impacto muito maior se ele fosse mais sutil, caramba, só faltaram os personagens quebrarem a quarta parede e falarem: EI, OLHA OQUE A NEGLIGÊNCIA FAMILIAR FAZ EM. o diretor para completar nota 10 em Excesso grosseiro só faltou colocar um letreiro no final dizendo: sejam pais melhores ok? A vida sempre será ciclos que se fecham e se repetem e aceitem ok? Meu deus… Já a parte existencialista (que é quase inexistente) não complementa em nada.
Those were the days my friend We thought they'd never end We'd sing and dance forever and a day We'd live the life we chose We'd fight and never lose For we were young and sure to have our way La la la la la la La la la la la la ♪♫♪♫♪♫
Reassistir os minutos finais dessa belezura ouvindo Confrontation do Craig Safan(Thief 1981) é no mínimo libertador!. Adoro esses finais onde o personagem pula de cabeça ao encontro do inevitável sem medir esforços.
Aquela cena final do trem passando por arbustos escuros fica evidente a mensagem do autor: as rupturas são necessárias ainda que o futuro seja incerto.
Se em táxi driver a gente ver o que abandono pode fazer com personagens como Travis Bickle que é um veterano de guerra desolado e perdido, aqui em manila a gente ver oq a injustiça, a pobreza e a exploração fazem com indivíduos que tentam correr pelo certo. Adoro esse filmes urbanos que passam essa sensação de desolação e fios de esperança. Apesar de simples, o filme consegue ser tocante e terminar com uma nota muito alta, a meu ver. Certeza que o veio scorsese aprova esse filme, aqui eu vi um táxi driver mais cru e tão impactante quanto. A atuação do Bembol Roco traz um personagem sempre muito quieto e controlado, mas que nos menores dos momentos consegue transmitir os dilemas que o personagem enfrenta diante a toda provação que a cidade de manila o emprega. O romance acaba sendo um pano de fundo, mas nunca é deixado de lado ao ponto de incomodar e ser descartável, a cena final prova que isso foi bem desenvolvido. Alguns dizem ser meio tosco os flashbacks e precário demais, já para mim essa precaridade casou-se como uma luva para história e estética.
Undertone
2.9 18Olha, foi legal ter assistido de madrugada com um bom fone de ouvido. Dito isso, eu sinceramente não sei mais quais outros motivos dar para ver esse filme. Talvez fãs de podcasts de terror? Não sei.
Everything Will Be OK
4.2 4Everything Will Be OK, de Don Hertzfeldt, é a própria existência, uma mistura de genialidade, humor ácido e verdades desconfortáveis sobre a vida. Com uma animação simples, porém hipnotizante, ele mergulha nas ansiedades mais profundas e nos dilemas humanos mais universais, mostrando como até o caos interno pode ser absurdamente belo e reflexivo. É uma obra que choca, diverte e faz pensar o tempo todo — 16 minutos foram suficientes para me destruir, me deixar desolado e ainda arrancar um sorriso discreto. Incrível e FODÁSTICO.
Night of the Reaper
2.9 19No final, toca Don't Fear the Reaper, e é isso.
Setembro 5
3.4 91 Assista AgoraBacana como o filme retrata os bastidores e todo o trabalho da equipe envolvida. Ele transmite uma sensação de aprisionamento e urgência que impulsiona a narrativa. Mostra que, mesmo quando tudo parecia estar próximo, ainda assim permanecia distante para a equipe — quase como se quisesse evidenciar uma das limitações de se estar atrás das câmeras: você raramente está perto o suficiente.
A prova disso é a cena em que uma foto de todos os reféns é exibida. Quem são essas pessoas? Isso importa? Deveria importar... Sejamos sinceros sobre o porquê: o filme não está interessado nelas nem nas origens do conflito. Tudo gira em torno da urgência de uma audiência que se alimenta do desespero.
Em certo momento, uma personagem diz: “Nós, da Alemanha, falhamos de novo.” Fica bem claro o que o filme quer transmitir, não é?
Sexta-Feira 13
3.4 827 Assista AgoraQue diferença que faz ter um filme gravado em um set real, contribui muito para atmosfera e é um frescor aos olhos, ainda mais hoje em dia com essas obras de plástico.
Os Vampiros Da Miséria
4.3 5 Assista AgoraA pessoa que age assim não busca o que está filmando, mas sim o dinheiro. Eu, por outro lado, não corro atrás disso; corro atrás do registro, do documento.
Sempre há alguém lucrando às suas custas, mesmo sem você perceber.
A miséria frequentemente se torna o cenário para muitas lentes, especialmente as desses covardes obcecados."
O Quarto
3.4 11A vida, em muitos momentos, é uma inalteração que se arrasta.
Tive a ideia de assistir a todo o trabalho de Chantal neste mês de novembro chuvoso. Estranhamente, os filmes parecem dialogar profundamente com os sentimentos que venho experimentando ultimamente. Sóbrio ou bêbado, me vejo constantemente preso às paredes de um quarto que, muitas vezes, parece mais uma prisão.
Eu, Tu, Ele, Ela
3.7 43 Assista AgoraAssisti a esse filme em uma noite super fria, e com esse nível de reflexão e intimidade foi de arder o corpo!"
Eles Vivem
3.7 766 Assista AgoraColoca a p#ha dos óculos, cara.
Terrifier 3
3.1 284 Assista AgoraChegamos ao terceiro filme, que mantém a ultra violência em seu auge. É surpreendente pensar que ele não apenas preserva, mas talvez até supere os dois anteriores nesse aspecto. Porém, é preciso considerar: quem assiste a esse tipo de filme realmente pelo enredo? Pô, tou aqui para ver qual será a próxima maluquice do Art. Mesmo sendo fã dos efeitos e do gore da franquia, achei o filme consideravelmente cansativo. A franquia tem esse problema de se alongar demais, o que pode se tornar entediante. Nos filmes anteriores, isso não me incomodava tanto, mas agora não sei se o problema é realmente de duração—o que é plausível—ou se simplesmente estou cansado. O Art mais uma vez supera em violência, chegando a um exagero tão grande que acaba se tornando cansativo em alguns momentos, mas continuo aqui por curiosidade para saber qual será as próximas loucuras do Art
Uzumaki
3.1 77 Assista AgoraNa Crunchyroll Expo de 2019, uma adaptação de minissérie de anime de quatro episódios foi anunciada. A minissérie é coproduzida pela Production IG USA e Adult Swim. No mesmo momento em que descobri, já fiquei animado para essa adaptação que, a meu ver, talvez seja o melhor trabalho de Junji Ito. Cinco anos se passaram e, quando assisti ao primeiro episódio, o saldo foi super positivo e criei, pela primeira vez, a esperança de uma adaptação boa do trabalho do Ito. Mas sejamos honestos: os caras fizeram aquele primeiro episódio lindo, atmosférico e estranho (no bom sentido) que conseguia captar a essência da estranheza da obra. Já o restante do projeto todo mundo só saiu correndo mesmo, e isso fica muito evidente. Os outros episódios são horríveis; a qualidade da animação cai tanto ao ponto de você se perguntar se está assistindo a mesma animação.
A história se torna totalmente desregulada e confusa. Sei que existe um texto da história do Ito que justifica essa sensação de perda e a execução de um ambiente fatalista e sem esperanças. Mas agora você me faz assistir a metade de um episódio inteiro com os personagens repetindo as mesmas ações e falas óbvias? Não dá! Isso ficou chato demais de acompanhar. A cada cinco minutos, eu olhava o tempo para ver se o episódio estava acabando. Putz, que decepção, cara!
Para não terminar amargo, vou dizer que a esperança que ainda tinha estava relacionada ao final, que é uma das coisas que mais gosto no mangá. Ufa, que bom que mantiveram o final original! Apesar de todos os pesares, foi impactante dentro do possível e funcionou.
E agora, como fica a indicação dessa adaptação? O primeiro episódio é incrível e parece finalmente entender o caminho para adaptar o trabalho do cara. Já o restante cai em tudo que você já viu de mais gratuito, chato e sem emoção.
Não desistam, leiam uzumaki.
When the Tenth Month Comes
3.9 3𝙈𝙚𝙢𝙤́𝙧𝙞𝙖𝙨 𝙚𝙢 𝙋𝙖𝙥𝙚𝙡: 𝘾𝙖𝙧𝙩𝙖𝙨 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙤𝙨 𝙑𝙞𝙫𝙤𝙨 𝙚 𝙈𝙤𝙧𝙩𝙤𝙨
Duyen vê em seu segredo uma forma de manter a esperança acesa, ainda que, no fundo, saiba e sinta o que realmente aconteceu. O triunfo deste filme, a meu ver, está na honestidade com que retrata temas complexos, tornando-os profundamente humanos.
Esse segredo, que, ao mesmo tempo, a sufoca e dilacera, também lhe dá esperança. Os conflitos do filme buscam nos fazer sentir parte da vida de sua família e das pessoas próximas do vilarejo. Por isso, não parece errado afirmar que o filme carrega uma forte carga de coletivismo. Duyen se vê em situações dolorosas, mas, a partir das cartas escritas por seu camarada, todo esse luto se espalha, atingindo até mesmo o professor — alguém que claramente não faz parte do núcleo familiar.
Através dessas memórias — nas cartas, no luto e em seu segredo — o filme adquire um tom profundamente humanista. Independentemente de você concordar ou não com as escolhas da personagem, o filme não a retrata apenas como alguém lutando contra o luto, mas como alguém que reconhece que todas essas pessoas, assim como ela, estão no mesmo barco e desempenham os mesmos papéis, ainda que de formas diferentes.
“When the Tenth Month Comes” é bonito, honesto e profundamente humano. Duyen é gente como a gente, e é fácil entender por que o professor se apaixonou por ela. Ela carrega segredos, guarda dores profundas, é resiliente, e ainda assim consegue manter viva a memória do camarada, mesmo sabendo que ele nunca voltará.
obs: quando você entende o título, o coração chega aquece.
Apartamento 7A
3.0 171 Assista AgoraConfia vai… Não há dúvidas de que todo mundo realmente queria ver um prequel de 'O Bebê de Rosemary', mas faça o seguinte: tire tudo o que 'O Bebê de Rosemary' trabalha bem — a paranoia, o sufocamento, a tensão e o isolamento — e coloque novas cenas com sustinhos para tentar atrair um novo público. Longe demais de sua inspiração. Jura que você acha ser, uma espécie de 'O Bebê de Rosemary' ? . Na moral, ninguém vai se importar com esse filme daqui a algum tempo.
Hausu
3.7 256Me diverti muito com o filme, e foi ótimo ver todo aquele exagero e experimentalismo sem rédeas e sem medo de ser o que é. Hausu talvez seja uma das obras máximas do terror em casas assombradas. Tudo correu bem, e eu estava preparado para uma experiência insana. No fim, foi divertido, necessário e realmente marcante. Agora, me sinto menos culpado por adiar um dos queridinhos do terror underground. Sempre que lembrar de um filme experimental com gatinhos 'fofinhos', que também tem elementos de musical, Kung Fu e, ainda por cima, gore, pensarei em Hausu. Confesso: estava com saudade de uma experiência de terror mais direta e divertida; o gênero não vive apenas de reciclagens baratas.
Entrevista com o Demônio
3.4 770 Assista AgoraComo fugir das expectativas? A imprensa pinta o filme como um found footage nível a bruxa de Blair, os agregadores de notas colocam o filme com uma nota altíssima.. E muito rapidamente tive que assistir a “Late Light with the devil” um filme de terror found footage super bem falado? Um dos meus gêneros favoritos, não tinha como deixar passar. Tive que dar play porque a curiosidade era grande, e confesso que nem foi um banho de água fria, foi só morno mesmo.
Temos aqui um filme que imprime uma inspiração em “Ghost watch” um filme dos anos 90 que deu o que falar no Reino Unido e que deixou muitos expectadores assustados por passar um realismo incomum para esse tipo de produção, pois é senhores estamos falando de 7 anos antes de existir A bruxa de Blair que inclusive ditou as regras do que seria um found footage de responsa.
Então, não é exagero dizer que Ghost watch se tornou um evento, uma espécie de filme cultuado por trazer umas ideias que nem de perto se esperava de um veículo de imprensa como a BBC. A ideia de ter uma única exibição e se passar ao vivo na TV foi uma ideia CERTEIRA. Mas, por que estou falando de Ghost watch? Late night with the devil possui semelhanças, desde se passar também como um programa de TV e por passar em uma noite de Halloween, e também por trazer todo aquele corre-corre de bastidores de TV, deixando tudo mais com cara de “real”.
A barreira que atrapalhou a conexão com o filme foi o fato de o filme se passar no ano de 1977, mas de alguma forma não parecer anos 70s. Veja, não estou dizendo que o filme precisava imprimir uma realidade absoluta, mas poxa, precisava mesmo ficar parecendo uma esquete de Saturday Night Live? Ainda que entenda que, na trama, muitos personagens são céticos e reajam com piadas. O problema não são as piadas ou o humor que tenha no filme, o problema é a falta de tensão ou urgência, que aqui a todo momento grita por existir, mas nunca é sentida.
Late night with devil mira em um filme que é um dos grandes dos anos 90, ao menos se tratando do formato. Eu sei, ele não precisa ser Ghost watch e, após assisti-lo, menos ainda ser comparado a tal.
Ai, expectativa, eu te odeio com todas as minhas forças.
Viveiro
3.2 815 Assista AgoraEsse filme poderia ter tido um impacto muito maior se ele fosse mais sutil, caramba, só faltaram os personagens quebrarem a quarta parede e falarem: EI, OLHA OQUE A NEGLIGÊNCIA FAMILIAR FAZ EM. o diretor para completar nota 10 em Excesso grosseiro só faltou colocar um letreiro no final dizendo: sejam pais melhores ok? A vida sempre será ciclos que se fecham e se repetem e aceitem ok? Meu deus…
Já a parte existencialista (que é quase inexistente) não complementa em nada.
Total Balalaika Show
4.0 4 Assista AgoraThose were the days my friend
We thought they'd never end
We'd sing and dance forever and a day
We'd live the life we chose
We'd fight and never lose
For we were young and sure to have our way
La la la la la la
La la la la la la ♪♫♪♫♪♫
O Porto
3.7 109Aki Kaurismäki nunca esteve tão esperançoso… bonitinho. :)
Juha
3.7 12 Assista AgoraReassistir os minutos finais dessa belezura ouvindo Confrontation do Craig Safan(Thief 1981) é no mínimo libertador!. Adoro esses finais onde o personagem pula de cabeça ao encontro do inevitável sem medir esforços.
Ostwärts
3.1 6Aquela cena final do trem passando por arbustos escuros fica evidente a mensagem do autor: as rupturas são necessárias ainda que o futuro seja incerto.
Pânico VI
3.5 853 Assista Agorapensa numa má vontade do elenco de tá nesse filme pqp.
Manila - Nas Garras de Neon
3.9 14Se em táxi driver a gente ver o que abandono pode fazer com personagens como Travis Bickle que é um veterano de guerra desolado e perdido, aqui em manila a gente ver oq a injustiça, a pobreza e a exploração fazem com indivíduos que tentam correr pelo certo. Adoro esse filmes urbanos que passam essa sensação de desolação e fios de esperança. Apesar de simples, o filme consegue ser tocante e terminar com uma nota muito alta, a meu ver. Certeza que o veio scorsese aprova esse filme, aqui eu vi um táxi driver mais cru e tão impactante quanto. A atuação do Bembol Roco traz um personagem sempre muito quieto e controlado, mas que nos menores dos momentos consegue transmitir os dilemas que o personagem enfrenta diante a toda provação que a cidade de manila o emprega. O romance acaba sendo um pano de fundo, mas nunca é deixado de lado ao ponto de incomodar e ser descartável, a cena final prova que isso foi bem desenvolvido. Alguns dizem ser meio tosco os flashbacks e precário demais, já para mim essa precaridade casou-se como uma luva para história e estética.
Até os Ossos
3.3 284 Assista Agorajá tem alguns dias e esse filme ainda ta na minha cabeça..... isso de alguma forma diz sobre a qualidade do filme ?
Love, Death & Robots (Volume 3)
4.1 351impossível não brilhar os olhos para Jibaro.