O filme tinha tudo pra ser bom, o elenco é estrelado, a produção é boa, maaaas o enredo aqui peca muito. Não consegui comprar a ideia do filme nem as motivações da personagem principal. Sério que as pessoas acham normal a mulher ser casada a 67 anos com um homem, ter filhos com ele, toda uma vida compartilhada, intimidades, momentos... Para ficar tão abalada pelo retorno de uma paixão do passado?
Tudo bem, não negligencio que ela de fato pode ter sido super apaixonada pelo Luke, aquele amor foi interrompido tragicamente, mas não tem como simplesmente tirar o marido para merda e ficar em dúvida. Só quem nunca teria amado o coitado do marido faria algo do tipo. E durante o filme tem umas falas que vão nesse sentido, como "não deixei de pensar em você um único dia" ou na cena em que a mulher diz que transar com o tal do Luke seria um amor ardente, na cara do marido (!!!!).
Aí não satisfeitos com o enredo onde o marido otário passa toda uma humilhação de entrar em uma competição pela esposa dele com o ex marido perfeito dela, ainda fazem o final onde
ele abre mão da mulher para cede-la ao Don Juan. E a mulher vai (!!!). Pqp, eu fiquei indignado assistindo isso. A pessoa, depois de 67 fucking anos, decide se lançar na aventura com o amor do passado do que passar a eternidade com seu companheiro fiel de 90% da vida, o pai dos filhos dela. Piada. E aí, depois de sentar na giromba do Luke galanteador e viver a paixão adolescente dela, a mulher finalmente percebe que gostaria mais de passar seus dias na eternidade com o que obviamente deveria ter sido s a decisão lógica dela desde o começo. Aí ela volta para ir lá atrás do beta e o filme negligencia toda a consequência que disseram ter para quem sai da eternidade escolhida.
Enfim... pra mim esse filme gerou raiva pelo enredo. E ainda mais ridículo foi ver a forçação de barra em algumas cenas, com o marido e o ex confraternizando alegremente enquanto a mulher indecisa decide com qual dos bestas quer ficar. Coisa vergonhosa de se assistir.
É um filme visualmente bonito, com boas atuações, uma certa tensão no ar desde os primeiros segundos de tela, já que ele sempre trabalha de uma forma mística. Vi no cinema com a sessão lotada, gente chorando pra tudo que é canto... mas confesso que senti a falta de algo.
É a história de uma mãe cheia de misticismos que perde seu filho, enquanto o marido tenta se encontrar na vida. Ele tem um propósito muito grande e não é reconhecido, mas a esposa sabia de seu potencial e confiou nele para ir a Londres em busca de avançar na vida. Quando o filho morre, todos ficam abalados e a esposa não entende porque seu marido continua a ir a Londres, ao invés de retornar para casa e cuidar da família que está fragilizada. Mas ela não sabia é que seu marido estava vivendo seu luto a propria maneira, criando uma forma de superar a dor através da arte e por consequência entregando ao mundo uma das peças mais consagradas da história.
Pra mim Hamnet é interessante ao entregar esse contexto, mas não é um filme biográfico, não é quase um filme religioso mas sem religião. No lugar do misticismo religioso, colocam um misticismo pagão puro e simples.
O filme é um pouco arrastado, isso é inegável, mas que enredo foda. Totalmente disruptivo, criativo, original... É daquele tipo de filme que evoca reflexões sobre a vida, sobre o que de fato devemos valorizar, sobre o poder da ciência, as paixões humanas, nossa forma de lidar com o outro, etc.
Enfim, é um filme que já não se faz mais igual. Só peca por se extender demais em alguns pontos, confesso que tive que ir adiantando algumas cenas.
É um filme interessante. Da primeira vez que vi, achei mais engraçado. Revendo, perdeu um pouco da genialidade. E nem é porque eu recordei a história, pois já tinha esquecido muita coisa. Enfim, continua sendo bom, mas é um filme que não é nenhum masterpiece de Hollywood.
O cabaço assume uma atriz pornô e acha que tá tudo bem? Vcs tem noção de que atriz pornô é o mais baixo clero que qualquer pessoa pode chegar né? Aí o filme retrata um betinha do colegial que se apaixona pela puta e tira ela da vida de putaria, enquanto ela tava lá dando para seu cafetão e voltando para a produção de pornografia.
Que enredo ridículo. Sem falar que é lento, arrastado, os mesmos clichês de outros besteiróis mas esse não faz rir hora nenhuma. Péssimo.
Tinha um bom tempo que pretendia assistir “De Olhos Bem Fechados”, finalmente o dia chegou.
Não achei ruim, apesar de longo o filme me prendeu. Mas algumas críticas que li por aqui tem lastro. Achei as atuações fracas, o Tom Cruise meio caricato, a Nicole estranha, interpretando um papel onde ela parece maluca o tempo todo.
Apesar de não ter desgostado do filme, ele é confuso. Não entendi a mensagem que se pretendeu passar, não entendi até agora se a seita secreta de fato existe, como a mulher do cara sabia (ele realmente sonhou ou estava lá?)…
E qual mensagem esse filme passa? É difícil saber até sobre o que ele aborda.
Confesso que esperava mais. Fiquei aguardando o filme engrenar, aguardando, aguardando... e não veio o que poderia ter vindo. Não é que se trata de um filme ruim, mas vi potencial e ele não foi atingido no máximo.
O filme até tem uma mensagem bonita, é a representação de uma pessoa em luto, tentando se reconcentrar com o mundo e digerir sua perda. Desde o começo, com as cartas que ele escreve para a empresa de máquinas de doces, já se nota que o personagem interpretado por Jake Gyllenhaal não está bem. E ele encontra uma pessoa disposta a ouvi-lo com sinceridade, uma pessoa que de fato se interessou com sua situação.
O pai da falecida queria prover legado, a mãe queria entender os motivos da filha não gostar dela, parece que com a perda ficou visível para o personagem como ele era secundário, um coadjuvante da própria história, e por isso ele precisou fugir, destruir, arriscar. Porque de certa forma ele não fazia isso. Ele não prestava atenção, ele não tomava atitude, ele só vivia em função de gerar valor para a empresa do sogro e agradar a família da esposa. Nessa jornada, Davis acabou achando que não amava a esposa, sendo que é perceptível que ele a amava sim, mas deixou o amor descuidado no processo de criar a pessoa que ele precisava ser para se encaixar naquela situação que necessitava.
Foi um processo tão profundo e enraizado, o deixando tão cego, que ele sequer conseguir se desfazer da máscara após a perda da esposa. Continuou sem mostrar emoções, vestindo-se impecavelmente, fazendo a barba, cuidando do corpo, preocupado com os negócios... E ao longo do filme ele vai se desmontando, "demolindo" aquela pessoa de antes para enfim viver seu luto. As roupas do personagem representam bem isso. Ele que andava com ternos caros, alinhados, bem trajado, passou a vestir roupa de construção e butina. Davis Mitchell não gostava nem da casa onde morava e até dela ele precisou se desfazer.
O porém é que apesar de ser uma mensagem legal, profunda, que mostra como a dor do luto é multifacetada, como as relações humanas são complexas, há um esgotamento muito rápido desse enredo para cativar o espectador em um filme. Colocaram pequenas histórias secundárias para dar um reforço na história principal, vide a questão sexual do garoto, mas acaba que isso vira um desarranjo. Sem falar que por vezes a gente tende a comprar mais uma história quando ela tem respaldo na realidade, quando sentimos que aquilo é crível, e acaba que a relação dele com a "Chris Moreno" é um pouco fora desse padrão.
Enfim, o filme tinha potencial, não chega a deixar a desejar, mas pensei que seria mais. Ele trás reflexões, tem boas atuações, boa fotografia, mas as vezes também me senti vendo uma paródia de Clube da Luta. Somando isso ao que disse anteriormente, dá uma certa confusão descordenada que prejudica um pouco o resultado final. Mas de certa forma é agradável acompanhar a jornada de Davis, até pela boa atuação do Jake Gyllenhaal. Felizmente no fim ele parece se reconectar e se encontrar como pessoa. Talvez teria sido agradável vê-lo tomando ações, se desvinculando da empresa do sogro, voltando a uma vida "normal" e centrada em si. Faltou um pouco desse aprofundamento no o que ele quer para si, focando muito na jornada da perda, nas loucuras que ele precisou fazer para se reencontrar... E ficou aberto os passos que ele seguiria.
QUE FILME RUIM! Facilmente entra para minha lista de piores filmes que já assisti.
É a história de uma família progressista, moderninha, cheia de problemas de relacionamento, onde um filho é corno, a filha é promíscua e infeliz no casamento, outro filho não é irresponsável e promíscuo e o filho mais velho é mais um corno turrão que não consegue engravidar a esposa. Aí juntam tudo isso e colocam uma dramatização no meio pra tentar fazer com que isso tudo seja normal e bonito.
O cara foi corno, pegou a esposa na cama com o chefe dele e não consegue esboçar uma mínima reação... PQP.
Uma Batalha após a Outra é uma propaganda comunista de 3 horas com uma história no meio. É a idolatração dos grupos terroristas de esquerda radical dos EUA, como os Panteras Negras e os Antifas. Total inversão de valores. Pode parecer forçação de barra minha, quem ainda não viu vai pensar que sou mais um lunático de direita, mas não, descaradamente o filme é uma peça de propaganda da esquerda.
Assisti sem saber quase nada da história, a sinopse que li era praticamente uma linha, falando apenas sobre uma história de um pai resgatando a filha. Achei estranho, pois o filme teria um enredo que me pareceu de ação, mas oficialmente é anunciado como uma comédia/drama. Como geralmente gosto dos trabalhos do DiCaprio e as notas do filme estavam altas no IMDB, Letterbox e os caramba, fui ver.
De cara já se nota que o tema ali é passar pano para terroristas "revolucionários", sendo que a história no meio é só para não ficar 3 horas de palestra sobre como a guerrilha armada é o caminho para mudar o mundo e tira-lo das garras dos capitalistas malvados.
Um grupo descaradamente terrorista é visto com louvor e para se contrapor as atividades criminosas e dar legitimidade as ações desse grupo, instrumentalizam um coronel maluco (interpretado pelo Sean Penn) para inferir implicitamente que as estruturas do estado são opressoras e repressivas a bel prazer desse único militar.
Não bastasse, ainda colocam uma organização secreta, neo-nazi de extrema direita, para ligar os pontos da história e desenhar como o mundo é comandado pelos interesses dos brancos dominantes e isso legitima a "luta revolucionária".
O filme é isso... uma romantização dos Panteras Negras, Black Blocks, o Leo DiCaprio com um personagem lesado para dar carisma e comicidade à história, agenda woke e lacração.
A cena mais bunda é a final, com a adolescente do filme recebendo o chamado do grupo terrorista para ir protestar pelo mundo a fora, enquanto o pai idiota tá fumando maconha no sofá.
Os filmes lançados recentemente são tão ruins, que até esse panfleto de esquerda é visto como bom. Mas não deixa de ser apenas uma deturpação da realidade para passar pano a grupos identitaristas e crucificar a oposição política da esquerda americana (leia-se Donald Trump).
Leo DiCaprio e Sean Penn sempre foram esquerditas ferrenhos, mas até então, pelo menos no caso do DiCaprio, isso não refletia diretamente em seus papéis. Pelo visto o amiguinho da Greta decidiu usar o nome e a fama para fazer publicidade para a turma que defende na vida real.
Ronald Reagan foi um dos grandes estadistas dos EUA, reconhecidamente um dos responsáveis diretos pelo fim da União Soviética e prevalescência da hegemonia americana na Guerra Fria. Homem forte, de valores, inegávelmente um grande político. Saber mais sobre sua história é sensacional, e justamente por isso o filme merecia mais. Direção ruim, algumas atuações pobres, certos elementos gráficos bem aquém, e o filme chega a ser muito enfadonho.
Talvez o que vejo como maior problema é a ligação entre as conexões temporais da vida de Reagan, o diretor não as soube fazer bem. Poderia ter cortado coisas irrelevantes e que não agregam a história também.
Mas enfim, como li no comentário que me antecede, pra quem gosta de história e política, fica mais palatável assistir, mas quem não curte vai se frustrar. Assisti apenas por gostar desses temas e no fim não achei ruim por isso, mas minha sensação seria a mesma, ou até melhor, caso eu tivesse visto um documentário sobre a vida do Reagan no History Channel.
Nossa, esse filme é ruim com força. Surpreendente até a nota aqui e muitas avaliações positivas. E não é ruim pelo enredo, a história até que tem potencial, mas todo mundo sabe o que vai acontecer no fim sem nem precisar ter assistido. Tem partes do filme que mais parecem um pornô, utilizam a nudez para manter o espectador masculino até o fim. Isso em si não seria um problema se o filme fosse melhor, mais surpreendente e tivesse um conteúdo cômico mais reforçado. Achei tudo previsível e meio forçado. É uma comédia pastelão e até gosto desse gênero, mas esse não funcionou muito para mim. Assisti até o final mas como já disse, é um filme forçado. Espanta é terem colocado a Jessica Alba nessa furada, o agente dela deveria ser péssimo e com toda certeza é um dos arrependimentos da carreira dela.
É um besteirol perfeito, cômico, descompromissado com a realidade para gerar entretenimento. Quem não gosta desse filme é porque assiste uma comédia besta esperando algo cabeçudo. O filme brinca com situações que obviamente não teriam respaldo na vida real, força cenários... mas é justamente pelo descompromisso com algo verdadeiro e compromisso com a piada. No fim funciona bem e arranca bons risos.
Esse filme ensina muito sobre as questões básicas da vida: Perseverança, honestidade, preocupação, fidelidade... É uma obra que mostra como a vida é frágil e que por vezes o que queremos não nos leva para a melhor situação. Nada é previsível, num piscar de olhos a vida muda por completo. Grande Clint Eastwood.
Reassisti o filme ontem e foi bem interessante porque já havia esquecido alguns detalhes. Impressionante ver como o tema é delicado e precisa de pessoas fortes e justas na condução de toda a situação.
[SPOILER]É perceptível que a família negligencia diversos momentos da vida da criança. O amigo do irmão mostrando pornografia pra uma menina naquela idade deveria ser condenável por qualquer um, principalmente pelos pais. A criança desenvolve, através dessa exposição precoce, uma fixação/admiração indevida com seu professor. A menina é meio maluquinha também, não dá pra desconsiderar traços de psicopatia em crianças. De certa forma ela sabia o que estava fazendo. Mas vou relevar isso por não ter sido o que o filme se propõe a tratar. Enfim, depois de ouvir o relato da criança, ao invés de investigar, de incluir quem foi "denunciado" a maluca da diretora da escolinha criou uma narrativa persecutória na cabeça dela.
Esse filme trata mais da maluquice de muitos adultos, que colocam palavras na boca de crianças e acabam com vidas que nada fizeram. [\SPOILER]
Uma coisa que me marcou desde o começo é o período em que a história passa. A gente acaba tendo na cabeça que a escravidão é algo muito remoto, mas não, é algo que estava presente e forte ali no fim do XIX. Duas gerações atrás da nossa presenciaram todo esse sofrimento humano.
O filme é muito bom em retratar as mazelas do período, a sociedade americana do contexto escravagista e a vida extremamente amarga da população negra, tratada meramente como mercadoria, e ainda pior que isso, vivendo sob condições psicológicas muito difíceis. Por mais que a pessoa não tivesse feito nada, o mero fato de pegar o "dono" em um dia ruim poderia lhe tirar a vida.
Conceitual, cult... dê o nome que for, mas não me agradou. Não entendo pessoas que vão para o cinema ou perdem tempo assistindo alguma coisa que não é objetiva ou ao menos clara na proposta. Esse filme tem atuações boas, mas não passa muito disso. É filmado em um corte quadrado, preto e branco, poucos diálogos no início, só dois atores o filme todo em praticamente no máximo uns 4 ambientes diferentes. Se o filme fosse bom, seria disruptivo, mas não é. A história é confusa, não explica nada, não demonstra a que veio, parece que foram em um farol no século passado, colocaram dois malucos lá e começaram a filmar até desistir da ideia e voulá. 12 homens e um segredo é um filme super antigo que com poucos atores e um único cenário criou uma obra prima do cinema. Acredito que o diretor desse "O Farol" se colocou no patamar de fazer algo no mesmo sentido. Passou longe.
Sigo a onda da galera que já comentou e ressalto que o filme é bem produzido, filmagem bonita, fotografia acertada, figurinos bonitos... O filme em termos de estrutura é ótimo. A história aqui é um terror que mescla vampiro com demônio, um enredo que cativa por ser factível no mundo espiritual. Não é um vampiro abobalhado chupando sangue e virando morcego, é um vampiro que seduz através dos pecados mundados: luxúria, soberba, supervalorização das posses, etc.
O pecado original que desperta nosferatu é nada mais que o desejo carnal de uma jovem, que se entregou para a besta. Acho até que o filme aborda mal essa questão... Se era pra contar tal história, deveria ter chocado desde o princípio e explicitado a relação VOLUNTÁRIA que a jovem tem com o coisa ruim. Depois o coisa ruim fica sedento nela e de certa forma ela nutria sentimento pelo o que passou. Era uma posssessão demoníaca mas no fundo ela gostava de parte daquilo. Só se libertou (em partes) quando casou e encontrou um amor que não fosse do demônio, mas ao retornar, voluntariamente ela se entregou pra ele outra vez. Ou seja, ela é uma depravada que curtiu e gostou esse mega pecado escúrio e nojento. No próprio filme, possuída ou não, a jovem joga na cara do marido que ele nunca a deu prazer como o vampiro-demônio.
Enfim, esse filme é mais profundo do que parece. Envolve pecados, cegueira dos homens, como demônios atuam na vida das pessoas e questões complicadas de entender em um primeiro momento. Mas o filme mescla isso com a temática mais bestalóide do mundo "vampiresco". É uma dualidade entre o que é real do meio espiritual e a besteiras ficcionais para vender ingresso. Quem compreende isso sabe que o que viu não é tão simples, tão raso como parece. É um filme que mostra o pecado, a tormenta que ele causa e o amor pelo pecado por parte do pecador, apesar de tentarem mostrar que não foi o caso. A menina se entrega na cena final, ela gostava da relação sexual com o demônio, só se sentia culpada por isso. No fim ela se permitiu não se culpar, e através disso foi útil para matar a besta.
O próprio filme se enxerga como uma caricatura, uma crítica descompromissada mas com um fundo relevante. Acho que tinha espaço pra ser mais comprometido com a história, mas o diretor tentou fazer algo que fosse meio "Don't look Up" e introduziu a questão da ética humana no caso dos "descartáveis" e da fidelidade a seitas.
Em certa parte acho que algumas críticas são relevantes, outras ficam parecendo forçação de barra de gente hollywoodiana que se acha mais inteligente que os demais reles mortais. Críticas veladas à religião, à hipocrisia de líderes religiosos... Mas todos sabemos que não é só na religião que existe gente ruim e com interesses perversos.
Mas enfim, o filme não é de todo ruim, não é excelente também, mas me entreteu bem.
É um filme que se você assistir com um olhar crítico demais, com certeza vai se frustrar. Tem que ver com a ideia na cabeça de que é pra ser divertido, só deixar rolar. Achei as mortes muito bem elaboradas, as atuações são boas, o contexto é legal, a cena de abertura muito boa... Enfim, um filme bom que cumpre o que promete.
Jesuíta Barbosa está primoroso no papel de Ney Matogrosso. A semelhança entre o ator e o interpretado é assustadora. Trejeitos, caracterização, forma de falar… realmente um trabalho brilhante. O filme é interessante, se tratando de cinema nacional, que por vezes produz só lixo, esse entrega um resultado além do esperado. Achei que pecaram na história da relação do pai, pareceu muito forçado os “abusos” contra uma criança. Mostrar muita cena de sexo explicito também me parece forçado pra chocar. Mas enfim, no geral é um bom filme, particularmente pra mim que gosto de biografias.
Certamente é um filme diferente... Não achei ruim, mas também não vi o brilhantismo que as pessoas imputam. Gostei da protagonista, mas de certa forma a achei ingênua e infantil demais. Os arcos narrativos do filme são bobinhos e não corroboram tão bem com o que pretendem construir. Não reforçam se a Amélie é tão "especial" por ter perdido a mãe, por não ter ido a escola, pelo pai não ser afetuoso ou se é tudo isso e mais um pouco.
Enfim, não acho que dê pra falar que é filme ruim, mas é como se tivessem filmado a vida de uma mulher ingênua, meio mimada, carente e de personalidade diferentona, jogaram a romantização com o carinha das fotos, e pimba. Não tem nada muito além disso e da mensagem que se quer passar de viver a vida e aproveitar oportunidades.
Pra mim passa bem longe de ser um clássico indispensável e tem filmes com propósito de passar uma mensagem semelhante mas que fazem isso de uma maneira mais assertiva.
Que porcaria... tive o desprazer de assistir a esse lixo na TV. Estava a toa e trabalhando de frente pra televisão e decidi deixa-la ligada. Nossa, filme ridículo. A única explicação é que isso ganhou dinheiro do governo indiano para servir como peça de propaganda
O filme pinta um Donald Trump implacável, duro, ególatra, e não nego que ele possa ter esses traços de personalidade, mas retratar a pessoa apenas dessa forma não deixa de ser uma peça de oposição política. É um filme bem feito, atuações extraordinárias, Jeremy Strong e o Sebastian Stan dão show. A história é interessante também... acompanhar a ascensão do nome Trump, que apesar de ter um berço, não era nem de perto uma dinastia, é algo cativante. Poderiam até ter focado mais nisso, mas o objetivo dos produtores estava mais voltado a atacar o presidente dos EUA mesmo.
Enfim, criaram um filme bom até, poderia ser melhor, mas a história é boa e as atuações ótimas.
O filme começou razoável, até a metade estava interessante, mantendo um suspense legal, mas do meio para o final só foi ladeira abaixo. Não sei qual a sanha atual em se preocupar mais em fazer filmes disruptivos e chocantes do que filmes bons.
Nossa, por vezes chega a ser uma experiência desagradável assistir a isso. Sei que a mensagem por trás é de que a indústria midiática é terrível, descarta as pessoas, as torna em monstros... mas tinha formas mil vezes melhores de criar um enredo que terminasse menos caótico e ainda transmitisse o que pretendiam.
Eternidade
3.5 159 Assista AgoraO filme tinha tudo pra ser bom, o elenco é estrelado, a produção é boa, maaaas o enredo aqui peca muito. Não consegui comprar a ideia do filme nem as motivações da personagem principal. Sério que as pessoas acham normal a mulher ser casada a 67 anos com um homem, ter filhos com ele, toda uma vida compartilhada, intimidades, momentos... Para ficar tão abalada pelo retorno de uma paixão do passado?
Tudo bem, não negligencio que ela de fato pode ter sido super apaixonada pelo Luke, aquele amor foi interrompido tragicamente, mas não tem como simplesmente tirar o marido para merda e ficar em dúvida. Só quem nunca teria amado o coitado do marido faria algo do tipo. E durante o filme tem umas falas que vão nesse sentido, como "não deixei de pensar em você um único dia" ou na cena em que a mulher diz que transar com o tal do Luke seria um amor ardente, na cara do marido (!!!!).
Aí não satisfeitos com o enredo onde o marido otário passa toda uma humilhação de entrar em uma competição pela esposa dele com o ex marido perfeito dela, ainda fazem o final onde
ele abre mão da mulher para cede-la ao Don Juan. E a mulher vai (!!!). Pqp, eu fiquei indignado assistindo isso. A pessoa, depois de 67 fucking anos, decide se lançar na aventura com o amor do passado do que passar a eternidade com seu companheiro fiel de 90% da vida, o pai dos filhos dela. Piada.
E aí, depois de sentar na giromba do Luke galanteador e viver a paixão adolescente dela, a mulher finalmente percebe que gostaria mais de passar seus dias na eternidade com o que obviamente deveria ter sido s a decisão lógica dela desde o começo. Aí ela volta para ir lá atrás do beta e o filme negligencia toda a consequência que disseram ter para quem sai da eternidade escolhida.
Enfim... pra mim esse filme gerou raiva pelo enredo. E ainda mais ridículo foi ver a forçação de barra em algumas cenas, com o marido e o ex confraternizando alegremente enquanto a mulher indecisa decide com qual dos bestas quer ficar. Coisa vergonhosa de se assistir.
O resumo do filme é: NÃO SOBRA NADA PARA O BETA.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 420 Assista AgoraÉ um filme visualmente bonito, com boas atuações, uma certa tensão no ar desde os primeiros segundos de tela, já que ele sempre trabalha de uma forma mística.
Vi no cinema com a sessão lotada, gente chorando pra tudo que é canto... mas confesso que senti a falta de algo.
É a história de uma mãe cheia de misticismos que perde seu filho, enquanto o marido tenta se encontrar na vida. Ele tem um propósito muito grande e não é reconhecido, mas a esposa sabia de seu potencial e confiou nele para ir a Londres em busca de avançar na vida. Quando o filho morre, todos ficam abalados e a esposa não entende porque seu marido continua a ir a Londres, ao invés de retornar para casa e cuidar da família que está fragilizada. Mas ela não sabia é que seu marido estava vivendo seu luto a propria maneira, criando uma forma de superar a dor através da arte e por consequência entregando ao mundo uma das peças mais consagradas da história.
Pra mim Hamnet é interessante ao entregar esse contexto, mas não é um filme biográfico, não é quase um filme religioso mas sem religião. No lugar do misticismo religioso, colocam um misticismo pagão puro e simples.
Vanilla Sky
3.8 2,1K Assista AgoraO filme é um pouco arrastado, isso é inegável, mas que enredo foda. Totalmente disruptivo, criativo, original...
É daquele tipo de filme que evoca reflexões sobre a vida, sobre o que de fato devemos valorizar, sobre o poder da ciência, as paixões humanas, nossa forma de lidar com o outro, etc.
Enfim, é um filme que já não se faz mais igual. Só peca por se extender demais em alguns pontos, confesso que tive que ir adiantando algumas cenas.
Dois Caras Legais
3.6 658 Assista AgoraÉ um filme interessante.
Da primeira vez que vi, achei mais engraçado. Revendo, perdeu um pouco da genialidade. E nem é porque eu recordei a história, pois já tinha esquecido muita coisa. Enfim, continua sendo bom, mas é um filme que não é nenhum masterpiece de Hollywood.
Show de Vizinha
3.1 834 Assista AgoraCaraca, que filme ruim.
O cabaço assume uma atriz pornô e acha que tá tudo bem? Vcs tem noção de que atriz pornô é o mais baixo clero que qualquer pessoa pode chegar né?
Aí o filme retrata um betinha do colegial que se apaixona pela puta e tira ela da vida de putaria, enquanto ela tava lá dando para seu cafetão e voltando para a produção de pornografia.
Que enredo ridículo. Sem falar que é lento, arrastado, os mesmos clichês de outros besteiróis mas esse não faz rir hora nenhuma. Péssimo.
De Olhos Bem Fechados
3.8 1,6K Assista AgoraTinha um bom tempo que pretendia assistir “De Olhos Bem Fechados”, finalmente o dia chegou.
Não achei ruim, apesar de longo o filme me prendeu. Mas algumas críticas que li por aqui tem lastro. Achei as atuações fracas, o Tom Cruise meio caricato, a Nicole estranha, interpretando um papel onde ela parece maluca o tempo todo.
Apesar de não ter desgostado do filme, ele é confuso. Não entendi a mensagem que se pretendeu passar, não entendi até agora se a seita secreta de fato existe, como a mulher do cara sabia (ele realmente sonhou ou estava lá?)…
E qual mensagem esse filme passa? É difícil saber até sobre o que ele aborda.
Demolição
3.7 475 Assista AgoraConfesso que esperava mais. Fiquei aguardando o filme engrenar, aguardando, aguardando... e não veio o que poderia ter vindo. Não é que se trata de um filme ruim, mas vi potencial e ele não foi atingido no máximo.
O filme até tem uma mensagem bonita, é a representação de uma pessoa em luto, tentando se reconcentrar com o mundo e digerir sua perda. Desde o começo, com as cartas que ele escreve para a empresa de máquinas de doces, já se nota que o personagem interpretado por Jake Gyllenhaal não está bem. E ele encontra uma pessoa disposta a ouvi-lo com sinceridade, uma pessoa que de fato se interessou com sua situação.
O pai da falecida queria prover legado, a mãe queria entender os motivos da filha não gostar dela, parece que com a perda ficou visível para o personagem como ele era secundário, um coadjuvante da própria história, e por isso ele precisou fugir, destruir, arriscar. Porque de certa forma ele não fazia isso. Ele não prestava atenção, ele não tomava atitude, ele só vivia em função de gerar valor para a empresa do sogro e agradar a família da esposa. Nessa jornada, Davis acabou achando que não amava a esposa, sendo que é perceptível que ele a amava sim, mas deixou o amor descuidado no processo de criar a pessoa que ele precisava ser para se encaixar naquela situação que necessitava.
Foi um processo tão profundo e enraizado, o deixando tão cego, que ele sequer conseguir se desfazer da máscara após a perda da esposa. Continuou sem mostrar emoções, vestindo-se impecavelmente, fazendo a barba, cuidando do corpo, preocupado com os negócios... E ao longo do filme ele vai se desmontando, "demolindo" aquela pessoa de antes para enfim viver seu luto. As roupas do personagem representam bem isso. Ele que andava com ternos caros, alinhados, bem trajado, passou a vestir roupa de construção e butina. Davis Mitchell não gostava nem da casa onde morava e até dela ele precisou se desfazer.
O porém é que apesar de ser uma mensagem legal, profunda, que mostra como a dor do luto é multifacetada, como as relações humanas são complexas, há um esgotamento muito rápido desse enredo para cativar o espectador em um filme. Colocaram pequenas histórias secundárias para dar um reforço na história principal, vide a questão sexual do garoto, mas acaba que isso vira um desarranjo. Sem falar que por vezes a gente tende a comprar mais uma história quando ela tem respaldo na realidade, quando sentimos que aquilo é crível, e acaba que a relação dele com a "Chris Moreno" é um pouco fora desse padrão.
Enfim, o filme tinha potencial, não chega a deixar a desejar, mas pensei que seria mais. Ele trás reflexões, tem boas atuações, boa fotografia, mas as vezes também me senti vendo uma paródia de Clube da Luta. Somando isso ao que disse anteriormente, dá uma certa confusão descordenada que prejudica um pouco o resultado final. Mas de certa forma é agradável acompanhar a jornada de Davis, até pela boa atuação do Jake Gyllenhaal. Felizmente no fim ele parece se reconectar e se encontrar como pessoa. Talvez teria sido agradável vê-lo tomando ações, se desvinculando da empresa do sogro, voltando a uma vida "normal" e centrada em si. Faltou um pouco desse aprofundamento no o que ele quer para si, focando muito na jornada da perda, nas loucuras que ele precisou fazer para se reencontrar... E ficou aberto os passos que ele seguiria.
Sete Dias Sem Fim
3.4 276 Assista AgoraQUE FILME RUIM!
Facilmente entra para minha lista de piores filmes que já assisti.
É a história de uma família progressista, moderninha, cheia de problemas de relacionamento, onde um filho é corno, a filha é promíscua e infeliz no casamento, outro filho não é irresponsável e promíscuo e o filho mais velho é mais um corno turrão que não consegue engravidar a esposa. Aí juntam tudo isso e colocam uma dramatização no meio pra tentar fazer com que isso tudo seja normal e bonito.
O cara foi corno, pegou a esposa na cama com o chefe dele e não consegue esboçar uma mínima reação... PQP.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 659 Assista AgoraUma Batalha após a Outra é uma propaganda comunista de 3 horas com uma história no meio. É a idolatração dos grupos terroristas de esquerda radical dos EUA, como os Panteras Negras e os Antifas. Total inversão de valores.
Pode parecer forçação de barra minha, quem ainda não viu vai pensar que sou mais um lunático de direita, mas não, descaradamente o filme é uma peça de propaganda da esquerda.
Assisti sem saber quase nada da história, a sinopse que li era praticamente uma linha, falando apenas sobre uma história de um pai resgatando a filha. Achei estranho, pois o filme teria um enredo que me pareceu de ação, mas oficialmente é anunciado como uma comédia/drama. Como geralmente gosto dos trabalhos do DiCaprio e as notas do filme estavam altas no IMDB, Letterbox e os caramba, fui ver.
De cara já se nota que o tema ali é passar pano para terroristas "revolucionários", sendo que a história no meio é só para não ficar 3 horas de palestra sobre como a guerrilha armada é o caminho para mudar o mundo e tira-lo das garras dos capitalistas malvados.
Um grupo descaradamente terrorista é visto com louvor e para se contrapor as atividades criminosas e dar legitimidade as ações desse grupo, instrumentalizam um coronel maluco (interpretado pelo Sean Penn) para inferir implicitamente que as estruturas do estado são opressoras e repressivas a bel prazer desse único militar.
Não bastasse, ainda colocam uma organização secreta, neo-nazi de extrema direita, para ligar os pontos da história e desenhar como o mundo é comandado pelos interesses dos brancos dominantes e isso legitima a "luta revolucionária".
O filme é isso... uma romantização dos Panteras Negras, Black Blocks, o Leo DiCaprio com um personagem lesado para dar carisma e comicidade à história, agenda woke e lacração.
A cena mais bunda é a final, com a adolescente do filme recebendo o chamado do grupo terrorista para ir protestar pelo mundo a fora, enquanto o pai idiota tá fumando maconha no sofá.
Os filmes lançados recentemente são tão ruins, que até esse panfleto de esquerda é visto como bom. Mas não deixa de ser apenas uma deturpação da realidade para passar pano a grupos identitaristas e crucificar a oposição política da esquerda americana (leia-se Donald Trump).
Leo DiCaprio e Sean Penn sempre foram esquerditas ferrenhos, mas até então, pelo menos no caso do DiCaprio, isso não refletia diretamente em seus papéis. Pelo visto o amiguinho da Greta decidiu usar o nome e a fama para fazer publicidade para a turma que defende na vida real.
Reagan
2.8 19 Assista AgoraRonald Reagan foi um dos grandes estadistas dos EUA, reconhecidamente um dos responsáveis diretos pelo fim da União Soviética e prevalescência da hegemonia americana na Guerra Fria. Homem forte, de valores, inegávelmente um grande político. Saber mais sobre sua história é sensacional, e justamente por isso o filme merecia mais. Direção ruim, algumas atuações pobres, certos elementos gráficos bem aquém, e o filme chega a ser muito enfadonho.
Talvez o que vejo como maior problema é a ligação entre as conexões temporais da vida de Reagan, o diretor não as soube fazer bem. Poderia ter cortado coisas irrelevantes e que não agregam a história também.
Mas enfim, como li no comentário que me antecede, pra quem gosta de história e política, fica mais palatável assistir, mas quem não curte vai se frustrar. Assisti apenas por gostar desses temas e no fim não achei ruim por isso, mas minha sensação seria a mesma, ou até melhor, caso eu tivesse visto um documentário sobre a vida do Reagan no History Channel.
Maldita Sorte
3.0 748 Assista AgoraNossa, esse filme é ruim com força. Surpreendente até a nota aqui e muitas avaliações positivas. E não é ruim pelo enredo, a história até que tem potencial, mas todo mundo sabe o que vai acontecer no fim sem nem precisar ter assistido.
Tem partes do filme que mais parecem um pornô, utilizam a nudez para manter o espectador masculino até o fim. Isso em si não seria um problema se o filme fosse melhor, mais surpreendente e tivesse um conteúdo cômico mais reforçado.
Achei tudo previsível e meio forçado. É uma comédia pastelão e até gosto desse gênero, mas esse não funcionou muito para mim. Assisti até o final mas como já disse, é um filme forçado. Espanta é terem colocado a Jessica Alba nessa furada, o agente dela deveria ser péssimo e com toda certeza é um dos arrependimentos da carreira dela.
Eurotrip: Passaporte para a Confusão
3.4 1,0K Assista AgoraÉ um besteirol perfeito, cômico, descompromissado com a realidade para gerar entretenimento.
Quem não gosta desse filme é porque assiste uma comédia besta esperando algo cabeçudo.
O filme brinca com situações que obviamente não teriam respaldo na vida real, força cenários... mas é justamente pelo descompromisso com algo verdadeiro e compromisso com a piada. No fim funciona bem e arranca bons risos.
Menina de Ouro
4.2 1,8K Assista AgoraEsse filme ensina muito sobre as questões básicas da vida: Perseverança, honestidade, preocupação, fidelidade...
É uma obra que mostra como a vida é frágil e que por vezes o que queremos não nos leva para a melhor situação. Nada é previsível, num piscar de olhos a vida muda por completo.
Grande Clint Eastwood.
A Caça
4.2 2,1K Assista AgoraReassisti o filme ontem e foi bem interessante porque já havia esquecido alguns detalhes. Impressionante ver como o tema é delicado e precisa de pessoas fortes e justas na condução de toda a situação.
[SPOILER]É perceptível que a família negligencia diversos momentos da vida da criança. O amigo do irmão mostrando pornografia pra uma menina naquela idade deveria ser condenável por qualquer um, principalmente pelos pais. A criança desenvolve, através dessa exposição precoce, uma fixação/admiração indevida com seu professor. A menina é meio maluquinha também, não dá pra desconsiderar traços de psicopatia em crianças. De certa forma ela sabia o que estava fazendo. Mas vou relevar isso por não ter sido o que o filme se propõe a tratar.
Enfim, depois de ouvir o relato da criança, ao invés de investigar, de incluir quem foi "denunciado" a maluca da diretora da escolinha criou uma narrativa persecutória na cabeça dela.
Esse filme trata mais da maluquice de muitos adultos, que colocam palavras na boca de crianças e acabam com vidas que nada fizeram.
[\SPOILER]
12 Anos de Escravidão
4.3 3,0K Assista AgoraUma coisa que me marcou desde o começo é o período em que a história passa. A gente acaba tendo na cabeça que a escravidão é algo muito remoto, mas não, é algo que estava presente e forte ali no fim do XIX. Duas gerações atrás da nossa presenciaram todo esse sofrimento humano.
O filme é muito bom em retratar as mazelas do período, a sociedade americana do contexto escravagista e a vida extremamente amarga da população negra, tratada meramente como mercadoria, e ainda pior que isso, vivendo sob condições psicológicas muito difíceis. Por mais que a pessoa não tivesse feito nada, o mero fato de pegar o "dono" em um dia ruim poderia lhe tirar a vida.
O Farol
3.8 1,7K Assista AgoraConceitual, cult... dê o nome que for, mas não me agradou. Não entendo pessoas que vão para o cinema ou perdem tempo assistindo alguma coisa que não é objetiva ou ao menos clara na proposta. Esse filme tem atuações boas, mas não passa muito disso. É filmado em um corte quadrado, preto e branco, poucos diálogos no início, só dois atores o filme todo em praticamente no máximo uns 4 ambientes diferentes. Se o filme fosse bom, seria disruptivo, mas não é. A história é confusa, não explica nada, não demonstra a que veio, parece que foram em um farol no século passado, colocaram dois malucos lá e começaram a filmar até desistir da ideia e voulá.
12 homens e um segredo é um filme super antigo que com poucos atores e um único cenário criou uma obra prima do cinema. Acredito que o diretor desse "O Farol" se colocou no patamar de fazer algo no mesmo sentido. Passou longe.
Nosferatu
3.6 938 Assista AgoraSigo a onda da galera que já comentou e ressalto que o filme é bem produzido, filmagem bonita, fotografia acertada, figurinos bonitos... O filme em termos de estrutura é ótimo.
A história aqui é um terror que mescla vampiro com demônio, um enredo que cativa por ser factível no mundo espiritual. Não é um vampiro abobalhado chupando sangue e virando morcego, é um vampiro que seduz através dos pecados mundados: luxúria, soberba, supervalorização das posses, etc.
O pecado original que desperta nosferatu é nada mais que o desejo carnal de uma jovem, que se entregou para a besta. Acho até que o filme aborda mal essa questão... Se era pra contar tal história, deveria ter chocado desde o princípio e explicitado a relação VOLUNTÁRIA que a jovem tem com o coisa ruim. Depois o coisa ruim fica sedento nela e de certa forma ela nutria sentimento pelo o que passou. Era uma posssessão demoníaca mas no fundo ela gostava de parte daquilo. Só se libertou (em partes) quando casou e encontrou um amor que não fosse do demônio, mas ao retornar, voluntariamente ela se entregou pra ele outra vez.
Ou seja, ela é uma depravada que curtiu e gostou esse mega pecado escúrio e nojento. No próprio filme, possuída ou não, a jovem joga na cara do marido que ele nunca a deu prazer como o vampiro-demônio.
Enfim, esse filme é mais profundo do que parece. Envolve pecados, cegueira dos homens, como demônios atuam na vida das pessoas e questões complicadas de entender em um primeiro momento. Mas o filme mescla isso com a temática mais bestalóide do mundo "vampiresco". É uma dualidade entre o que é real do meio espiritual e a besteiras ficcionais para vender ingresso.
Quem compreende isso sabe que o que viu não é tão simples, tão raso como parece. É um filme que mostra o pecado, a tormenta que ele causa e o amor pelo pecado por parte do pecador, apesar de tentarem mostrar que não foi o caso. A menina se entrega na cena final, ela gostava da relação sexual com o demônio, só se sentia culpada por isso. No fim ela se permitiu não se culpar, e através disso foi útil para matar a besta.
Mickey 17
3.4 525 Assista AgoraO próprio filme se enxerga como uma caricatura, uma crítica descompromissada mas com um fundo relevante. Acho que tinha espaço pra ser mais comprometido com a história, mas o diretor tentou fazer algo que fosse meio "Don't look Up" e introduziu a questão da ética humana no caso dos "descartáveis" e da fidelidade a seitas.
Em certa parte acho que algumas críticas são relevantes, outras ficam parecendo forçação de barra de gente hollywoodiana que se acha mais inteligente que os demais reles mortais. Críticas veladas à religião, à hipocrisia de líderes religiosos... Mas todos sabemos que não é só na religião que existe gente ruim e com interesses perversos.
Mas enfim, o filme não é de todo ruim, não é excelente também, mas me entreteu bem.
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 734 Assista AgoraÉ um filme que se você assistir com um olhar crítico demais, com certeza vai se frustrar. Tem que ver com a ideia na cabeça de que é pra ser divertido, só deixar rolar. Achei as mortes muito bem elaboradas, as atuações são boas, o contexto é legal, a cena de abertura muito boa...
Enfim, um filme bom que cumpre o que promete.
Homem com H
4.2 520 Assista AgoraJesuíta Barbosa está primoroso no papel de Ney Matogrosso. A semelhança entre o ator e o interpretado é assustadora. Trejeitos, caracterização, forma de falar… realmente um trabalho brilhante.
O filme é interessante, se tratando de cinema nacional, que por vezes produz só lixo, esse entrega um resultado além do esperado.
Achei que pecaram na história da relação do pai, pareceu muito forçado os “abusos” contra uma criança. Mostrar muita cena de sexo explicito também me parece forçado pra chocar. Mas enfim, no geral é um bom filme, particularmente pra mim que gosto de biografias.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
4.3 5,0K Assista AgoraCertamente é um filme diferente... Não achei ruim, mas também não vi o brilhantismo que as pessoas imputam. Gostei da protagonista, mas de certa forma a achei ingênua e infantil demais. Os arcos narrativos do filme são bobinhos e não corroboram tão bem com o que pretendem construir. Não reforçam se a Amélie é tão "especial" por ter perdido a mãe, por não ter ido a escola, pelo pai não ser afetuoso ou se é tudo isso e mais um pouco.
Enfim, não acho que dê pra falar que é filme ruim, mas é como se tivessem filmado a vida de uma mulher ingênua, meio mimada, carente e de personalidade diferentona, jogaram a romantização com o carinha das fotos, e pimba. Não tem nada muito além disso e da mensagem que se quer passar de viver a vida e aproveitar oportunidades.
Pra mim passa bem longe de ser um clássico indispensável e tem filmes com propósito de passar uma mensagem semelhante mas que fazem isso de uma maneira mais assertiva.
Kung Fu Yoga
2.9 40 Assista grátisQue porcaria... tive o desprazer de assistir a esse lixo na TV. Estava a toa e trabalhando de frente pra televisão e decidi deixa-la ligada. Nossa, filme ridículo. A única explicação é que isso ganhou dinheiro do governo indiano para servir como peça de propaganda
O Aprendiz
3.5 202 Assista AgoraO filme pinta um Donald Trump implacável, duro, ególatra, e não nego que ele possa ter esses traços de personalidade, mas retratar a pessoa apenas dessa forma não deixa de ser uma peça de oposição política.
É um filme bem feito, atuações extraordinárias, Jeremy Strong e o Sebastian Stan dão show. A história é interessante também... acompanhar a ascensão do nome Trump, que apesar de ter um berço, não era nem de perto uma dinastia, é algo cativante. Poderiam até ter focado mais nisso, mas o objetivo dos produtores estava mais voltado a atacar o presidente dos EUA mesmo.
Enfim, criaram um filme bom até, poderia ser melhor, mas a história é boa e as atuações ótimas.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraBI-ZA-RRO
O filme começou razoável, até a metade estava interessante, mantendo um suspense legal, mas do meio para o final só foi ladeira abaixo.
Não sei qual a sanha atual em se preocupar mais em fazer filmes disruptivos e chocantes do que filmes bons.
Nossa, por vezes chega a ser uma experiência desagradável assistir a isso. Sei que a mensagem por trás é de que a indústria midiática é terrível, descarta as pessoas, as torna em monstros... mas tinha formas mil vezes melhores de criar um enredo que terminasse menos caótico e ainda transmitisse o que pretendiam.