Atuações boas, história fraca. Até o segundo episódio a série prende bem. Aliás, o segundo episódio é o melhor... Show de atuação da atriz que interpreta a psicóloga e do menino. O terceiro episódio, retratando o drama familiar, é ok. O último é uma bosta.
A série tenta forçar agenda "anti redpill" mas faz isso de forma tão superficial que chega a dar dó. É bem nítido que o menino não matou por ser um incel, mas por traços de psicopatia totalmente comprovadas no episódio da psicóloga.
Ser incel, ser redpill, achar que mulher é vadia, tudo isso é idiotice, mas tá cheio de doentão assim pela internet e é bem diferente de ser homicida. Até porque, na série o crime não foi meramente passional, foi um crime em certa medida mais motivado pelo ódio gerado pelo bullying, até pelo fato do número de facadas (que mencionam ter sido sete).
Acho que o roteirista e o diretor dessa série tomaram conhecimento do "fenômeno redpill" e quiseram retratar isso com a visão mequetrefe que qualquer um tem acesso. Ficou fraco, pouco aprofundado, parecendo cartilha ideológica barata.
Outra coisa bem ruim são alguns personagens, principalmente no quarto episódio. O filho do detetivo parece o Norbit na adolescência. O cara tem medo gratuito do pai, coisa nada natural. A amiga da aluna assassinada parecendo maluca, atacando os policiais de forma nada a ver.
Enfim... tem coisa bem melhor para assistir. Me espanta é ver críticas tão positivas para uma série dessas. Parece que é muito mais pelo afeto à pauta que ela aborda.
Um filme muito, muito, muito agradável de se ver. História cativante, elenco muito bom, atuações ótimas, um jeito meio inocente por parte dos personagens principais, apesar de todos ali terem seu papel em algo muito maior e as vezes até criminoso. Enfim, é um filme memorável e que vale a pena ser visto.
Tive que ver depois de um tempinho porque queria ir em uma sala IMAX para tentar aproveitar mais da experiência e a única sala aqui de MG estava com ingressos esgotados desde a estréia. Não me decepcionei com a espera, pois o filme é muito bom no que se propõe a fazer e ver em IMAX é outra coisa.
O filme até tem lá suas lacrações, mas dadas as proporções, é algo que não chega a incomodar. É mais umas palestrinhas no meio de algumas falas, principalmente de duas personagens femininas, a feiticeira Cisse e a rainha Penélope. Teve também a questão do figurino do Agamenon, que mais parece um Batman, mas dentro do contexto ali do filme, acho que faz sentido.
Tudo nesse filme depende da forma como se está enxergando a proposta do Nolan. É um filme adaptado da história dA Odisséia, não é totalmente fiel e nunca disse que seria. Claro, com o mesmo título do livro de Homero, utilizando todos os personagens e narrativas, não tiro a razão de quem se chateoou e achou uma bosta por ter descaracterizado elementos cruciais, tanto estéticos como de enredo.
Porém, eu fui ao cinema me entreter, não preocupado se o diretor está sendo justo com a obra grega. E no quesito entretenimento, para mim entregou muito. Tem começo, meio e fim bem amarrados, cativa, tem uma filmografia bonita e como já disse, a experiência IMAX é muito massa. Em termos de conteúdo, foi um dos melhores filmes que vi no cinema em tempos.
Nolan peca em algumas coisas? Sim... O que mais me incomodou foi ter tentado substituir a motivação da guerra de Tróia, que para ele tem Helena apenas como pretexto para Agamenon explorar rotas comerciais. Outro ponto negativo é esse Telêmaco fraco, infantilizado. Não é culpa o Tom Holland, que até tenta, mas é culpa da proposta do personagem mesmo. Mas dentro do contexto que tentaram escrever para o filme, faz sentido. Só incomoda porque Homero não escreveu a história dessa forma e nesses casos sinto que a mudança prejudicou um pouco.
Mas enfim, no geral o saldo é muito positivo e foi um baito prazer ter visto esse filme no cinema. As 3 horas de passam sobre a cabeça, tem filme de 1h30 que parece muito mais longo que esse.
Revi esse filme depois de um tempo. Já tinha esquecido alguns detalhes, mas me lembro que da primeira vez achei o filme meio bobo. Agora, com maior maturidade e em outra fase da vida, tive uma experiência bem mais interessante assistindo esse filme.
Acho que poderia ter nuances menos explícitas, ficar menos óbvio que o Walter Mitty é um "loser" que está sendo forçado a se jogar no mundo, mas em certa medida o filme não se propõe a mostrar outra coisa. É exatamente esse o enredo. Não tem nada muita elaboração, apesar de até terem diálogos mais "filosóficos", principalmente através do personagem do Sean Penn. Mas o filme conseguiu construir bem sua perspectiva, sendo uma comédia leve ao invés de um drama choroso que iria dar vários socos no estômago de quem está desgostoso com a vida. O filme consegue fazer isso da forma certa.
Não obstante, ainda somos agraciados com cenários lindos e uma fotografia muito interessante. O resumo é que pra mim esse é um trabalho muito bom do Ben Stiller, e é engraçado ver como o próprio Ben conseguiu aplicar um humor leve e uma mensagem interessantíssima nesse filme, depois de trabalhos puramente de comédia. Dá até para dizer que essa pegada o deixou mais pronto para conduzir Ruptura, também com o Adam Scott no elenco.
É uma biografia voltada ao fato principal da vida da Elize, que no caso é o crime cometido contra seu marido. Acho inclusive que o filme poderia se aprofundar ainda mais nos pormenores da vida dela, pois de acordo com quem estudou sua trajetória, ela teve situações passíveis de serem retratadas. Por exemplo, a Elize se prostituía em estradas, para só depois ir no caminho da prostituição "oficial" em São Paulo. Mas aparentemente o filme não usa desse artifício de se aprofundar na história dela para não tirar o foco do crime e talvez porque a própria Elize não autorizaria contar esses detalhes obscuros.
Até por conta dessa forte atrelação que creio que o filme tenha necessitado ter com a própria Elize, me parece que ficou muito uma história pela perspectiva dela. Provavelmente o Marcos era sim uma pessoa abusiva e desprezível, mas eu não confio nem um pouco em palavra de psicopata. Acho que as pessoas se esquecem que essa mulher teve a coragem e audácia de esquartejar o marido.
Agora estão tratando ela como santa, mas é sim uma criminosa que poderia muito bem ter resolvido seus conflitos com o marido abusivo de uma forma menos extrema. Aí aparece gente com o papinho de "ainn mas ele era rico e poderoso...". Não interessa, tá cheio de rico e poderoso aí precisando dar pensão altíssima para as ex-mulheres. E alguém realmente acha que o japonês que só queria comer puta iria querer a guarda da menina? Ele iria querer é curtir a vida com mais uma piranha. Pagaria lá seus 50 mil de pensão, exatamente como fazia com a ex-família dele.
O problema é que a Elize era uma mulher traumatizada, ególatra e que não conseguiu se ver como ex-esposa depois de ter conquistado o "princípe da farofa". Preferiu matar o japa do que deixar ele passar ela para trás com a novinha gostosona.
Confesso que não é meu estilo de filme... Vi por conta da minha namorada, que é fã do Amoldovar e me coloca nessas enrascadas. Brincadeiras a parte, é interessante como o diretor faz metáforas de si próprio, conta histórias pessoais dentro do enredo e cria um arranjo peculiar que lhe é característico. É um filme cult, de nicho, voltado à quem é fã dele, então não sei se sou o melhor avaliador, pois não estamos diante de uma obra mainstream. Enquanto leigo, não fã e uma pessoa que não iria assistir esse filme se não fosse para acompanhar quem gosta, creio que os pontos altos são a fotografia, cenários e a beleza da filmagem.
Para além disso, acho que é um pouco cansativo essa narrativa angustiante que o Amoldovar coloca em seus filmes. Parece sempre que alguém tá morrendo, super sufocado, mas aí quando tu vai olhar, a pessoa tá sofrendo pelos legítimos problemas de branco rico. Aiinnnn como sou sofridaaa, meu marido me traiii, vou chorar ouvindo uma música antiga ao lado da minha amiga enquanto bebemos vinho, depois iremos para a psiquiatra e encerraremos essa chorumela em uma viagem para um lugar paradisíaco... Boring. Faz falta problema de verdade, de gente que realmente tem motivo para sofrer ao invés de umas dondocas espanholas, entediadas com a vida e morrendo por isso. Mas enfim, como já disse, tem quem goste, só não é minha praia.
É um bom filme, mas as vezes muito corrido, pra quem não é atento, detalhes podem ser perdidos e são pouco retomados. A história é bem interessante, o personagem é cativante e a atuação do Timothée é muito boa. Meu único detalhe com esse filme é que ele dura mais ou menos 2h30 e o final é mega corrido. Deveriam ter elaborado melhor o último ato, desenvolvido uma mais essa parte crucial da trama. Fiquei com um gosto de que faltou algo, um gostinho de quero mais ou de "poderia ter sido melhor". Mas diante das porcarias que temos visto nos cinemas nos últimos anos, Marty Supreme está bem acima.
A série é boa, fui maratonando os episódios, mas com uma história dessas seria difícil errar. E em certos momentos creio que quase conseguiram errar.
Algumas atuações estavam bem abaixo, muito caricatas, e as vezes o próprio tom e texto dado à serie prejudicou nesse sentido. Quiseram imprimir um drama exagerado que me chamou atenção. Não prejudicou o entretenimento pelo fato da história ser boa, mas diminui o saldo geral da obra.
Essa série é inegávelmente comparável à "Chernobyl" da HBO, que retrata o acidente na usina ucraniana. Chernobyl consegue entregar um um tom mais biográfico e sério em relação à Emergência Radioativa. E uma coisa que acontece na série da HBO e que nossa produção nacional não conseguiu adequadamente foi entrelaçar o acidente com a investigação. Senti que a parte da história em que a polícia investiga o caso foi renegada ou simplesmente esquecida, o que pra mim é um erro. A delegada teve umas 3 cenas em no máximo dois episódios. Com tanto drama que forçaram, poderim ter alocado melhor o tempo para comportar esse papel da polícia na busca de responsabilizar os culpados.
Outro ponto que é extremamente irritante é a forma como os afetados pelo acidente são retratados. A toda hora estão com raiva das equipes médicas, chegando ao cúmula da mãe da menina ficar com cara de doida a série inteira, e no final ir lá culpar a doutora por ter "tirado a filha dela". Quem em sã consciência faria isso com quem estava trabalhando para conter o acidente? Também teve o personagem "Raimundo", interpretado por Victor Salomão, que era emburrecido a todo momento. Até acredito que a equipe médica realmente tenha sofrido maus bocados com a animosidade e agressividade das vítimas, mas quiseram forçar a barra para mostrar isso na série, o que pra mim não ficou natural.
Enfim, no geral a série é boa, apresenta esse crime grotesco que aconteceu no país, põe luz a irresponsabilidade do estado em prevenir essa bizarrice de um elemento químico tão nocivo estar abandonado, e conta a história dessas pessoas que tanto sofreram por um erro oriundo da ingenuidade e baixa instrução. Felizmente tivemos pessoas muito corajosas e dedicadas para agir e conseguir evitar o escalonamento dessa triste situação.
O filme tinha tudo pra ser bom, o elenco é estrelado, a produção é boa, maaaas o enredo aqui peca muito. Não consegui comprar a ideia do filme nem as motivações da personagem principal. Sério que as pessoas acham normal a mulher ser casada a 67 anos com um homem, ter filhos com ele, toda uma vida compartilhada, intimidades, momentos... Para ficar tão abalada pelo retorno de uma paixão do passado?
Tudo bem, não negligencio que ela de fato pode ter sido super apaixonada pelo Luke, aquele amor foi interrompido tragicamente, mas não tem como simplesmente tirar o marido para merda e ficar em dúvida. Só quem nunca teria amado o coitado do marido faria algo do tipo. E durante o filme tem umas falas que vão nesse sentido, como "não deixei de pensar em você um único dia" ou na cena em que a mulher diz que transar com o tal do Luke seria um amor ardente, na cara do marido (!!!!).
Aí não satisfeitos com o enredo onde o marido otário passa toda uma humilhação de entrar em uma competição pela esposa dele com o ex marido perfeito dela, ainda fazem o final onde
ele abre mão da mulher para cede-la ao Don Juan. E a mulher vai (!!!). Pqp, eu fiquei indignado assistindo isso. A pessoa, depois de 67 fucking anos, decide se lançar na aventura com o amor do passado do que passar a eternidade com seu companheiro fiel de 90% da vida, o pai dos filhos dela. Piada. E aí, depois de sentar na giromba do Luke galanteador e viver a paixão adolescente dela, a mulher finalmente percebe que gostaria mais de passar seus dias na eternidade com o que obviamente deveria ter sido s a decisão lógica dela desde o começo. Aí ela volta para ir lá atrás do beta e o filme negligencia toda a consequência que disseram ter para quem sai da eternidade escolhida.
Enfim... pra mim esse filme gerou raiva pelo enredo. E ainda mais ridículo foi ver a forçação de barra em algumas cenas, com o marido e o ex confraternizando alegremente enquanto a mulher indecisa decide com qual dos bestas quer ficar. Coisa vergonhosa de se assistir.
É um filme visualmente bonito, com boas atuações, uma certa tensão no ar desde os primeiros segundos de tela, já que ele sempre trabalha de uma forma mística. Vi no cinema com a sessão lotada, gente chorando pra tudo que é canto... mas confesso que senti a falta de algo.
É a história de uma mãe cheia de misticismos que perde seu filho, enquanto o marido tenta se encontrar na vida. Ele tem um propósito muito grande e não é reconhecido, mas a esposa sabia de seu potencial e confiou nele para ir a Londres em busca de avançar na vida. Quando o filho morre, todos ficam abalados e a esposa não entende porque seu marido continua a ir a Londres, ao invés de retornar para casa e cuidar da família que está fragilizada. Mas ela não sabia é que seu marido estava vivendo seu luto a propria maneira, criando uma forma de superar a dor através da arte e por consequência entregando ao mundo uma das peças mais consagradas da história.
Pra mim Hamnet é interessante ao entregar esse contexto, mas não é um filme biográfico, não é quase um filme religioso mas sem religião. No lugar do misticismo religioso, colocam um misticismo pagão puro e simples.
O filme é um pouco arrastado, isso é inegável, mas que enredo foda. Totalmente disruptivo, criativo, original... É daquele tipo de filme que evoca reflexões sobre a vida, sobre o que de fato devemos valorizar, sobre o poder da ciência, as paixões humanas, nossa forma de lidar com o outro, etc.
Enfim, é um filme que já não se faz mais igual. Só peca por se extender demais em alguns pontos, confesso que tive que ir adiantando algumas cenas.
É um filme interessante. Da primeira vez que vi, achei mais engraçado. Revendo, perdeu um pouco da genialidade. E nem é porque eu recordei a história, pois já tinha esquecido muita coisa. Enfim, continua sendo bom, mas é um filme que não é nenhum masterpiece de Hollywood.
O cabaço assume uma atriz pornô e acha que tá tudo bem? Vcs tem noção de que atriz pornô é o mais baixo clero que qualquer pessoa pode chegar né? Aí o filme retrata um betinha do colegial que se apaixona pela puta e tira ela da vida de putaria, enquanto ela tava lá dando para seu cafetão e voltando para a produção de pornografia.
Que enredo ridículo. Sem falar que é lento, arrastado, os mesmos clichês de outros besteiróis mas esse não faz rir hora nenhuma. Péssimo.
Tinha um bom tempo que pretendia assistir “De Olhos Bem Fechados”, finalmente o dia chegou.
Não achei ruim, apesar de longo o filme me prendeu. Mas algumas críticas que li por aqui tem lastro. Achei as atuações fracas, o Tom Cruise meio caricato, a Nicole estranha, interpretando um papel onde ela parece maluca o tempo todo.
Apesar de não ter desgostado do filme, ele é confuso. Não entendi a mensagem que se pretendeu passar, não entendi até agora se a seita secreta de fato existe, como a mulher do cara sabia (ele realmente sonhou ou estava lá?)…
E qual mensagem esse filme passa? É difícil saber até sobre o que ele aborda.
Confesso que esperava mais. Fiquei aguardando o filme engrenar, aguardando, aguardando... e não veio o que poderia ter vindo. Não é que se trata de um filme ruim, mas vi potencial e ele não foi atingido no máximo.
O filme até tem uma mensagem bonita, é a representação de uma pessoa em luto, tentando se reconcentrar com o mundo e digerir sua perda. Desde o começo, com as cartas que ele escreve para a empresa de máquinas de doces, já se nota que o personagem interpretado por Jake Gyllenhaal não está bem. E ele encontra uma pessoa disposta a ouvi-lo com sinceridade, uma pessoa que de fato se interessou com sua situação.
O pai da falecida queria prover legado, a mãe queria entender os motivos da filha não gostar dela, parece que com a perda ficou visível para o personagem como ele era secundário, um coadjuvante da própria história, e por isso ele precisou fugir, destruir, arriscar. Porque de certa forma ele não fazia isso. Ele não prestava atenção, ele não tomava atitude, ele só vivia em função de gerar valor para a empresa do sogro e agradar a família da esposa. Nessa jornada, Davis acabou achando que não amava a esposa, sendo que é perceptível que ele a amava sim, mas deixou o amor descuidado no processo de criar a pessoa que ele precisava ser para se encaixar naquela situação que necessitava.
Foi um processo tão profundo e enraizado, o deixando tão cego, que ele sequer conseguir se desfazer da máscara após a perda da esposa. Continuou sem mostrar emoções, vestindo-se impecavelmente, fazendo a barba, cuidando do corpo, preocupado com os negócios... E ao longo do filme ele vai se desmontando, "demolindo" aquela pessoa de antes para enfim viver seu luto. As roupas do personagem representam bem isso. Ele que andava com ternos caros, alinhados, bem trajado, passou a vestir roupa de construção e butina. Davis Mitchell não gostava nem da casa onde morava e até dela ele precisou se desfazer.
O porém é que apesar de ser uma mensagem legal, profunda, que mostra como a dor do luto é multifacetada, como as relações humanas são complexas, há um esgotamento muito rápido desse enredo para cativar o espectador em um filme. Colocaram pequenas histórias secundárias para dar um reforço na história principal, vide a questão sexual do garoto, mas acaba que isso vira um desarranjo. Sem falar que por vezes a gente tende a comprar mais uma história quando ela tem respaldo na realidade, quando sentimos que aquilo é crível, e acaba que a relação dele com a "Chris Moreno" é um pouco fora desse padrão.
Enfim, o filme tinha potencial, não chega a deixar a desejar, mas pensei que seria mais. Ele trás reflexões, tem boas atuações, boa fotografia, mas as vezes também me senti vendo uma paródia de Clube da Luta. Somando isso ao que disse anteriormente, dá uma certa confusão descordenada que prejudica um pouco o resultado final. Mas de certa forma é agradável acompanhar a jornada de Davis, até pela boa atuação do Jake Gyllenhaal. Felizmente no fim ele parece se reconectar e se encontrar como pessoa. Talvez teria sido agradável vê-lo tomando ações, se desvinculando da empresa do sogro, voltando a uma vida "normal" e centrada em si. Faltou um pouco desse aprofundamento no o que ele quer para si, focando muito na jornada da perda, nas loucuras que ele precisou fazer para se reencontrar... E ficou aberto os passos que ele seguiria.
QUE FILME RUIM! Facilmente entra para minha lista de piores filmes que já assisti.
É a história de uma família progressista, moderninha, cheia de problemas de relacionamento, onde um filho é corno, a filha é promíscua e infeliz no casamento, outro filho não é irresponsável e promíscuo e o filho mais velho é mais um corno turrão que não consegue engravidar a esposa. Aí juntam tudo isso e colocam uma dramatização no meio pra tentar fazer com que isso tudo seja normal e bonito.
O cara foi corno, pegou a esposa na cama com o chefe dele e não consegue esboçar uma mínima reação... PQP.
Uma Batalha após a Outra é uma propaganda comunista de 3 horas com uma história no meio. É a idolatração dos grupos terroristas de esquerda radical dos EUA, como os Panteras Negras e os Antifas. Total inversão de valores. Pode parecer forçação de barra minha, quem ainda não viu vai pensar que sou mais um lunático de direita, mas não, descaradamente o filme é uma peça de propaganda da esquerda.
Assisti sem saber quase nada da história, a sinopse que li era praticamente uma linha, falando apenas sobre uma história de um pai resgatando a filha. Achei estranho, pois o filme teria um enredo que me pareceu de ação, mas oficialmente é anunciado como uma comédia/drama. Como geralmente gosto dos trabalhos do DiCaprio e as notas do filme estavam altas no IMDB, Letterbox e os caramba, fui ver.
De cara já se nota que o tema ali é passar pano para terroristas "revolucionários", sendo que a história no meio é só para não ficar 3 horas de palestra sobre como a guerrilha armada é o caminho para mudar o mundo e tira-lo das garras dos capitalistas malvados.
Um grupo descaradamente terrorista é visto com louvor e para se contrapor as atividades criminosas e dar legitimidade as ações desse grupo, instrumentalizam um coronel maluco (interpretado pelo Sean Penn) para inferir implicitamente que as estruturas do estado são opressoras e repressivas a bel prazer desse único militar.
Não bastasse, ainda colocam uma organização secreta, neo-nazi de extrema direita, para ligar os pontos da história e desenhar como o mundo é comandado pelos interesses dos brancos dominantes e isso legitima a "luta revolucionária".
O filme é isso... uma romantização dos Panteras Negras, Black Blocks, o Leo DiCaprio com um personagem lesado para dar carisma e comicidade à história, agenda woke e lacração.
A cena mais bunda é a final, com a adolescente do filme recebendo o chamado do grupo terrorista para ir protestar pelo mundo a fora, enquanto o pai idiota tá fumando maconha no sofá.
Os filmes lançados recentemente são tão ruins, que até esse panfleto de esquerda é visto como bom. Mas não deixa de ser apenas uma deturpação da realidade para passar pano a grupos identitaristas e crucificar a oposição política da esquerda americana (leia-se Donald Trump).
Leo DiCaprio e Sean Penn sempre foram esquerditas ferrenhos, mas até então, pelo menos no caso do DiCaprio, isso não refletia diretamente em seus papéis. Pelo visto o amiguinho da Greta decidiu usar o nome e a fama para fazer publicidade para a turma que defende na vida real.
Ronald Reagan foi um dos grandes estadistas dos EUA, reconhecidamente um dos responsáveis diretos pelo fim da União Soviética e prevalescência da hegemonia americana na Guerra Fria. Homem forte, de valores, inegávelmente um grande político. Saber mais sobre sua história é sensacional, e justamente por isso o filme merecia mais. Direção ruim, algumas atuações pobres, certos elementos gráficos bem aquém, e o filme chega a ser muito enfadonho.
Talvez o que vejo como maior problema é a ligação entre as conexões temporais da vida de Reagan, o diretor não as soube fazer bem. Poderia ter cortado coisas irrelevantes e que não agregam a história também.
Mas enfim, como li no comentário que me antecede, pra quem gosta de história e política, fica mais palatável assistir, mas quem não curte vai se frustrar. Assisti apenas por gostar desses temas e no fim não achei ruim por isso, mas minha sensação seria a mesma, ou até melhor, caso eu tivesse visto um documentário sobre a vida do Reagan no History Channel.
Nossa, esse filme é ruim com força. Surpreendente até a nota aqui e muitas avaliações positivas. E não é ruim pelo enredo, a história até que tem potencial, mas todo mundo sabe o que vai acontecer no fim sem nem precisar ter assistido. Tem partes do filme que mais parecem um pornô, utilizam a nudez para manter o espectador masculino até o fim. Isso em si não seria um problema se o filme fosse melhor, mais surpreendente e tivesse um conteúdo cômico mais reforçado. Achei tudo previsível e meio forçado. É uma comédia pastelão e até gosto desse gênero, mas esse não funcionou muito para mim. Assisti até o final mas como já disse, é um filme forçado. Espanta é terem colocado a Jessica Alba nessa furada, o agente dela deveria ser péssimo e com toda certeza é um dos arrependimentos da carreira dela.
É um besteirol perfeito, cômico, descompromissado com a realidade para gerar entretenimento. Quem não gosta desse filme é porque assiste uma comédia besta esperando algo cabeçudo. O filme brinca com situações que obviamente não teriam respaldo na vida real, força cenários... mas é justamente pelo descompromisso com algo verdadeiro e compromisso com a piada. No fim funciona bem e arranca bons risos.
Esse filme ensina muito sobre as questões básicas da vida: Perseverança, honestidade, preocupação, fidelidade... É uma obra que mostra como a vida é frágil e que por vezes o que queremos não nos leva para a melhor situação. Nada é previsível, num piscar de olhos a vida muda por completo. Grande Clint Eastwood.
Reassisti o filme ontem e foi bem interessante porque já havia esquecido alguns detalhes. Impressionante ver como o tema é delicado e precisa de pessoas fortes e justas na condução de toda a situação.
[SPOILER]É perceptível que a família negligencia diversos momentos da vida da criança. O amigo do irmão mostrando pornografia pra uma menina naquela idade deveria ser condenável por qualquer um, principalmente pelos pais. A criança desenvolve, através dessa exposição precoce, uma fixação/admiração indevida com seu professor. A menina é meio maluquinha também, não dá pra desconsiderar traços de psicopatia em crianças. De certa forma ela sabia o que estava fazendo. Mas vou relevar isso por não ter sido o que o filme se propõe a tratar. Enfim, depois de ouvir o relato da criança, ao invés de investigar, de incluir quem foi "denunciado" a maluca da diretora da escolinha criou uma narrativa persecutória na cabeça dela.
Esse filme trata mais da maluquice de muitos adultos, que colocam palavras na boca de crianças e acabam com vidas que nada fizeram. [\SPOILER]
Uma coisa que me marcou desde o começo é o período em que a história passa. A gente acaba tendo na cabeça que a escravidão é algo muito remoto, mas não, é algo que estava presente e forte ali no fim do XIX. Duas gerações atrás da nossa presenciaram todo esse sofrimento humano.
O filme é muito bom em retratar as mazelas do período, a sociedade americana do contexto escravagista e a vida extremamente amarga da população negra, tratada meramente como mercadoria, e ainda pior que isso, vivendo sob condições psicológicas muito difíceis. Por mais que a pessoa não tivesse feito nada, o mero fato de pegar o "dono" em um dia ruim poderia lhe tirar a vida.
Conceitual, cult... dê o nome que for, mas não me agradou. Não entendo pessoas que vão para o cinema ou perdem tempo assistindo alguma coisa que não é objetiva ou ao menos clara na proposta. Esse filme tem atuações boas, mas não passa muito disso. É filmado em um corte quadrado, preto e branco, poucos diálogos no início, só dois atores o filme todo em praticamente no máximo uns 4 ambientes diferentes. Se o filme fosse bom, seria disruptivo, mas não é. A história é confusa, não explica nada, não demonstra a que veio, parece que foram em um farol no século passado, colocaram dois malucos lá e começaram a filmar até desistir da ideia e voulá. 12 homens e um segredo é um filme super antigo que com poucos atores e um único cenário criou uma obra prima do cinema. Acredito que o diretor desse "O Farol" se colocou no patamar de fazer algo no mesmo sentido. Passou longe.
Adolescência
4.0 615 Assista AgoraContém spoilers:
Atuações boas, história fraca. Até o segundo episódio a série prende bem. Aliás, o segundo episódio é o melhor... Show de atuação da atriz que interpreta a psicóloga e do menino. O terceiro episódio, retratando o drama familiar, é ok. O último é uma bosta.
A série tenta forçar agenda "anti redpill" mas faz isso de forma tão superficial que chega a dar dó. É bem nítido que o menino não matou por ser um incel, mas por traços de psicopatia totalmente comprovadas no episódio da psicóloga.
Ser incel, ser redpill, achar que mulher é vadia, tudo isso é idiotice, mas tá cheio de doentão assim pela internet e é bem diferente de ser homicida. Até porque, na série o crime não foi meramente passional, foi um crime em certa medida mais motivado pelo ódio gerado pelo bullying, até pelo fato do número de facadas (que mencionam ter sido sete).
Acho que o roteirista e o diretor dessa série tomaram conhecimento do "fenômeno redpill" e quiseram retratar isso com a visão mequetrefe que qualquer um tem acesso. Ficou fraco, pouco aprofundado, parecendo cartilha ideológica barata.
Outra coisa bem ruim são alguns personagens, principalmente no quarto episódio. O filho do detetivo parece o Norbit na adolescência. O cara tem medo gratuito do pai, coisa nada natural. A amiga da aluna assassinada parecendo maluca, atacando os policiais de forma nada a ver.
Enfim... tem coisa bem melhor para assistir. Me espanta é ver críticas tão positivas para uma série dessas. Parece que é muito mais pelo afeto à pauta que ela aborda.
O Grande Hotel Budapeste
4.2 3,1KUm filme muito, muito, muito agradável de se ver. História cativante, elenco muito bom, atuações ótimas, um jeito meio inocente por parte dos personagens principais, apesar de todos ali terem seu papel em algo muito maior e as vezes até criminoso. Enfim, é um filme memorável e que vale a pena ser visto.
A Odisseia
4.2 583Tive que ver depois de um tempinho porque queria ir em uma sala IMAX para tentar aproveitar mais da experiência e a única sala aqui de MG estava com ingressos esgotados desde a estréia.
Não me decepcionei com a espera, pois o filme é muito bom no que se propõe a fazer e ver em IMAX é outra coisa.
O filme até tem lá suas lacrações, mas dadas as proporções, é algo que não chega a incomodar. É mais umas palestrinhas no meio de algumas falas, principalmente de duas personagens femininas, a feiticeira Cisse e a rainha Penélope.
Teve também a questão do figurino do Agamenon, que mais parece um Batman, mas dentro do contexto ali do filme, acho que faz sentido.
Tudo nesse filme depende da forma como se está enxergando a proposta do Nolan.
É um filme adaptado da história dA Odisséia, não é totalmente fiel e nunca disse que seria.
Claro, com o mesmo título do livro de Homero, utilizando todos os personagens e narrativas, não tiro a razão de quem se chateoou e achou uma bosta por ter descaracterizado elementos cruciais, tanto estéticos como de enredo.
Porém, eu fui ao cinema me entreter, não preocupado se o diretor está sendo justo com a obra grega. E no quesito entretenimento, para mim entregou muito. Tem começo, meio e fim bem amarrados, cativa, tem uma filmografia bonita e como já disse, a experiência IMAX é muito massa. Em termos de conteúdo, foi um dos melhores filmes que vi no cinema em tempos.
Nolan peca em algumas coisas? Sim... O que mais me incomodou foi ter tentado substituir a motivação da guerra de Tróia, que para ele tem Helena apenas como pretexto para Agamenon explorar rotas comerciais. Outro ponto negativo é esse Telêmaco fraco, infantilizado. Não é culpa o Tom Holland, que até tenta, mas é culpa da proposta do personagem mesmo. Mas dentro do contexto que tentaram escrever para o filme, faz sentido. Só incomoda porque Homero não escreveu a história dessa forma e nesses casos sinto que a mudança prejudicou um pouco.
Mas enfim, no geral o saldo é muito positivo e foi um baito prazer ter visto esse filme no cinema. As 3 horas de passam sobre a cabeça, tem filme de 1h30 que parece muito mais longo que esse.
A Vida Secreta de Walter Mitty
3.8 2,0K Assista AgoraRevi esse filme depois de um tempo. Já tinha esquecido alguns detalhes, mas me lembro que da primeira vez achei o filme meio bobo.
Agora, com maior maturidade e em outra fase da vida, tive uma experiência bem mais interessante assistindo esse filme.
Acho que poderia ter nuances menos explícitas, ficar menos óbvio que o Walter Mitty é um "loser" que está sendo forçado a se jogar no mundo, mas em certa medida o filme não se propõe a mostrar outra coisa. É exatamente esse o enredo. Não tem nada muita elaboração, apesar de até terem diálogos mais "filosóficos", principalmente através do personagem do Sean Penn. Mas o filme conseguiu construir bem sua perspectiva, sendo uma comédia leve ao invés de um drama choroso que iria dar vários socos no estômago de quem está desgostoso com a vida. O filme consegue fazer isso da forma certa.
Não obstante, ainda somos agraciados com cenários lindos e uma fotografia muito interessante.
O resumo é que pra mim esse é um trabalho muito bom do Ben Stiller, e é engraçado ver como o próprio Ben conseguiu aplicar um humor leve e uma mensagem interessantíssima nesse filme, depois de trabalhos puramente de comédia. Dá até para dizer que essa pegada o deixou mais pronto para conduzir Ruptura, também com o Adam Scott no elenco.
Enfim, muito bom: 4,5/5
Elize: Sombras de Uma Mulher
3.1 167 Assista AgoraÉ uma biografia voltada ao fato principal da vida da Elize, que no caso é o crime cometido contra seu marido. Acho inclusive que o filme poderia se aprofundar ainda mais nos pormenores da vida dela, pois de acordo com quem estudou sua trajetória, ela teve situações passíveis de serem retratadas. Por exemplo, a Elize se prostituía em estradas, para só depois ir no caminho da prostituição "oficial" em São Paulo. Mas aparentemente o filme não usa desse artifício de se aprofundar na história dela para não tirar o foco do crime e talvez porque a própria Elize não autorizaria contar esses detalhes obscuros.
Até por conta dessa forte atrelação que creio que o filme tenha necessitado ter com a própria Elize, me parece que ficou muito uma história pela perspectiva dela. Provavelmente o Marcos era sim uma pessoa abusiva e desprezível, mas eu não confio nem um pouco em palavra de psicopata. Acho que as pessoas se esquecem que essa mulher teve a coragem e audácia de esquartejar o marido.
Agora estão tratando ela como santa, mas é sim uma criminosa que poderia muito bem ter resolvido seus conflitos com o marido abusivo de uma forma menos extrema. Aí aparece gente com o papinho de "ainn mas ele era rico e poderoso...". Não interessa, tá cheio de rico e poderoso aí precisando dar pensão altíssima para as ex-mulheres. E alguém realmente acha que o japonês que só queria comer puta iria querer a guarda da menina? Ele iria querer é curtir a vida com mais uma piranha. Pagaria lá seus 50 mil de pensão, exatamente como fazia com a ex-família dele.
O problema é que a Elize era uma mulher traumatizada, ególatra e que não conseguiu se ver como ex-esposa depois de ter conquistado o "princípe da farofa". Preferiu matar o japa do que deixar ele passar ela para trás com a novinha gostosona.
Então não tem santo aqui... Muito menos a Elize.
Natal Amargo
3.3 34Confesso que não é meu estilo de filme... Vi por conta da minha namorada, que é fã do Amoldovar e me coloca nessas enrascadas.
Brincadeiras a parte, é interessante como o diretor faz metáforas de si próprio, conta histórias pessoais dentro do enredo e cria um arranjo peculiar que lhe é característico. É um filme cult, de nicho, voltado à quem é fã dele, então não sei se sou o melhor avaliador, pois não estamos diante de uma obra mainstream. Enquanto leigo, não fã e uma pessoa que não iria assistir esse filme se não fosse para acompanhar quem gosta, creio que os pontos altos são a fotografia, cenários e a beleza da filmagem.
Para além disso, acho que é um pouco cansativo essa narrativa angustiante que o Amoldovar coloca em seus filmes. Parece sempre que alguém tá morrendo, super sufocado, mas aí quando tu vai olhar, a pessoa tá sofrendo pelos legítimos problemas de branco rico.
Aiinnnn como sou sofridaaa, meu marido me traiii, vou chorar ouvindo uma música antiga ao lado da minha amiga enquanto bebemos vinho, depois iremos para a psiquiatra e encerraremos essa chorumela em uma viagem para um lugar paradisíaco... Boring.
Faz falta problema de verdade, de gente que realmente tem motivo para sofrer ao invés de umas dondocas espanholas, entediadas com a vida e morrendo por isso. Mas enfim, como já disse, tem quem goste, só não é minha praia.
Marty Supreme
3.6 379 Assista AgoraÉ um bom filme, mas as vezes muito corrido, pra quem não é atento, detalhes podem ser perdidos e são pouco retomados.
A história é bem interessante, o personagem é cativante e a atuação do Timothée é muito boa. Meu único detalhe com esse filme é que ele dura mais ou menos 2h30 e o final é mega corrido. Deveriam ter elaborado melhor o último ato, desenvolvido uma mais essa parte crucial da trama. Fiquei com um gosto de que faltou algo, um gostinho de quero mais ou de "poderia ter sido melhor". Mas diante das porcarias que temos visto nos cinemas nos últimos anos, Marty Supreme está bem acima.
Emergência Radioativa
3.9 222 Assista AgoraA série é boa, fui maratonando os episódios, mas com uma história dessas seria difícil errar. E em certos momentos creio que quase conseguiram errar.
Algumas atuações estavam bem abaixo, muito caricatas, e as vezes o próprio tom e texto dado à serie prejudicou nesse sentido. Quiseram imprimir um drama exagerado que me chamou atenção. Não prejudicou o entretenimento pelo fato da história ser boa, mas diminui o saldo geral da obra.
Essa série é inegávelmente comparável à "Chernobyl" da HBO, que retrata o acidente na usina ucraniana. Chernobyl consegue entregar um um tom mais biográfico e sério em relação à Emergência Radioativa. E uma coisa que acontece na série da HBO e que nossa produção nacional não conseguiu adequadamente foi entrelaçar o acidente com a investigação. Senti que a parte da história em que a polícia investiga o caso foi renegada ou simplesmente esquecida, o que pra mim é um erro. A delegada teve umas 3 cenas em no máximo dois episódios.
Com tanto drama que forçaram, poderim ter alocado melhor o tempo para comportar esse papel da polícia na busca de responsabilizar os culpados.
Outro ponto que é extremamente irritante é a forma como os afetados pelo acidente são retratados. A toda hora estão com raiva das equipes médicas, chegando ao cúmula da mãe da menina ficar com cara de doida a série inteira, e no final ir lá culpar a doutora por ter "tirado a filha dela". Quem em sã consciência faria isso com quem estava trabalhando para conter o acidente?
Também teve o personagem "Raimundo", interpretado por Victor Salomão, que era emburrecido a todo momento. Até acredito que a equipe médica realmente tenha sofrido maus bocados com a animosidade e agressividade das vítimas, mas quiseram forçar a barra para mostrar isso na série, o que pra mim não ficou natural.
Enfim, no geral a série é boa, apresenta esse crime grotesco que aconteceu no país, põe luz a irresponsabilidade do estado em prevenir essa bizarrice de um elemento químico tão nocivo estar abandonado, e conta a história dessas pessoas que tanto sofreram por um erro oriundo da ingenuidade e baixa instrução.
Felizmente tivemos pessoas muito corajosas e dedicadas para agir e conseguir evitar o escalonamento dessa triste situação.
Eternidade
3.5 179 Assista AgoraO filme tinha tudo pra ser bom, o elenco é estrelado, a produção é boa, maaaas o enredo aqui peca muito. Não consegui comprar a ideia do filme nem as motivações da personagem principal. Sério que as pessoas acham normal a mulher ser casada a 67 anos com um homem, ter filhos com ele, toda uma vida compartilhada, intimidades, momentos... Para ficar tão abalada pelo retorno de uma paixão do passado?
Tudo bem, não negligencio que ela de fato pode ter sido super apaixonada pelo Luke, aquele amor foi interrompido tragicamente, mas não tem como simplesmente tirar o marido para merda e ficar em dúvida. Só quem nunca teria amado o coitado do marido faria algo do tipo. E durante o filme tem umas falas que vão nesse sentido, como "não deixei de pensar em você um único dia" ou na cena em que a mulher diz que transar com o tal do Luke seria um amor ardente, na cara do marido (!!!!).
Aí não satisfeitos com o enredo onde o marido otário passa toda uma humilhação de entrar em uma competição pela esposa dele com o ex marido perfeito dela, ainda fazem o final onde
ele abre mão da mulher para cede-la ao Don Juan. E a mulher vai (!!!). Pqp, eu fiquei indignado assistindo isso. A pessoa, depois de 67 fucking anos, decide se lançar na aventura com o amor do passado do que passar a eternidade com seu companheiro fiel de 90% da vida, o pai dos filhos dela. Piada.
E aí, depois de sentar na giromba do Luke galanteador e viver a paixão adolescente dela, a mulher finalmente percebe que gostaria mais de passar seus dias na eternidade com o que obviamente deveria ter sido s a decisão lógica dela desde o começo. Aí ela volta para ir lá atrás do beta e o filme negligencia toda a consequência que disseram ter para quem sai da eternidade escolhida.
Enfim... pra mim esse filme gerou raiva pelo enredo. E ainda mais ridículo foi ver a forçação de barra em algumas cenas, com o marido e o ex confraternizando alegremente enquanto a mulher indecisa decide com qual dos bestas quer ficar. Coisa vergonhosa de se assistir.
O resumo do filme é: NÃO SOBRA NADA PARA O BETA.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista AgoraÉ um filme visualmente bonito, com boas atuações, uma certa tensão no ar desde os primeiros segundos de tela, já que ele sempre trabalha de uma forma mística.
Vi no cinema com a sessão lotada, gente chorando pra tudo que é canto... mas confesso que senti a falta de algo.
É a história de uma mãe cheia de misticismos que perde seu filho, enquanto o marido tenta se encontrar na vida. Ele tem um propósito muito grande e não é reconhecido, mas a esposa sabia de seu potencial e confiou nele para ir a Londres em busca de avançar na vida. Quando o filho morre, todos ficam abalados e a esposa não entende porque seu marido continua a ir a Londres, ao invés de retornar para casa e cuidar da família que está fragilizada. Mas ela não sabia é que seu marido estava vivendo seu luto a propria maneira, criando uma forma de superar a dor através da arte e por consequência entregando ao mundo uma das peças mais consagradas da história.
Pra mim Hamnet é interessante ao entregar esse contexto, mas não é um filme biográfico, não é quase um filme religioso mas sem religião. No lugar do misticismo religioso, colocam um misticismo pagão puro e simples.
Vanilla Sky
3.8 2,1K Assista AgoraO filme é um pouco arrastado, isso é inegável, mas que enredo foda. Totalmente disruptivo, criativo, original...
É daquele tipo de filme que evoca reflexões sobre a vida, sobre o que de fato devemos valorizar, sobre o poder da ciência, as paixões humanas, nossa forma de lidar com o outro, etc.
Enfim, é um filme que já não se faz mais igual. Só peca por se extender demais em alguns pontos, confesso que tive que ir adiantando algumas cenas.
Dois Caras Legais
3.6 663 Assista AgoraÉ um filme interessante.
Da primeira vez que vi, achei mais engraçado. Revendo, perdeu um pouco da genialidade. E nem é porque eu recordei a história, pois já tinha esquecido muita coisa. Enfim, continua sendo bom, mas é um filme que não é nenhum masterpiece de Hollywood.
Show de Vizinha
3.1 833 Assista AgoraCaraca, que filme ruim.
O cabaço assume uma atriz pornô e acha que tá tudo bem? Vcs tem noção de que atriz pornô é o mais baixo clero que qualquer pessoa pode chegar né?
Aí o filme retrata um betinha do colegial que se apaixona pela puta e tira ela da vida de putaria, enquanto ela tava lá dando para seu cafetão e voltando para a produção de pornografia.
Que enredo ridículo. Sem falar que é lento, arrastado, os mesmos clichês de outros besteiróis mas esse não faz rir hora nenhuma. Péssimo.
De Olhos Bem Fechados
3.9 1,6K Assista AgoraTinha um bom tempo que pretendia assistir “De Olhos Bem Fechados”, finalmente o dia chegou.
Não achei ruim, apesar de longo o filme me prendeu. Mas algumas críticas que li por aqui tem lastro. Achei as atuações fracas, o Tom Cruise meio caricato, a Nicole estranha, interpretando um papel onde ela parece maluca o tempo todo.
Apesar de não ter desgostado do filme, ele é confuso. Não entendi a mensagem que se pretendeu passar, não entendi até agora se a seita secreta de fato existe, como a mulher do cara sabia (ele realmente sonhou ou estava lá?)…
E qual mensagem esse filme passa? É difícil saber até sobre o que ele aborda.
Demolição
3.7 488 Assista AgoraConfesso que esperava mais. Fiquei aguardando o filme engrenar, aguardando, aguardando... e não veio o que poderia ter vindo. Não é que se trata de um filme ruim, mas vi potencial e ele não foi atingido no máximo.
O filme até tem uma mensagem bonita, é a representação de uma pessoa em luto, tentando se reconcentrar com o mundo e digerir sua perda. Desde o começo, com as cartas que ele escreve para a empresa de máquinas de doces, já se nota que o personagem interpretado por Jake Gyllenhaal não está bem. E ele encontra uma pessoa disposta a ouvi-lo com sinceridade, uma pessoa que de fato se interessou com sua situação.
O pai da falecida queria prover legado, a mãe queria entender os motivos da filha não gostar dela, parece que com a perda ficou visível para o personagem como ele era secundário, um coadjuvante da própria história, e por isso ele precisou fugir, destruir, arriscar. Porque de certa forma ele não fazia isso. Ele não prestava atenção, ele não tomava atitude, ele só vivia em função de gerar valor para a empresa do sogro e agradar a família da esposa. Nessa jornada, Davis acabou achando que não amava a esposa, sendo que é perceptível que ele a amava sim, mas deixou o amor descuidado no processo de criar a pessoa que ele precisava ser para se encaixar naquela situação que necessitava.
Foi um processo tão profundo e enraizado, o deixando tão cego, que ele sequer conseguir se desfazer da máscara após a perda da esposa. Continuou sem mostrar emoções, vestindo-se impecavelmente, fazendo a barba, cuidando do corpo, preocupado com os negócios... E ao longo do filme ele vai se desmontando, "demolindo" aquela pessoa de antes para enfim viver seu luto. As roupas do personagem representam bem isso. Ele que andava com ternos caros, alinhados, bem trajado, passou a vestir roupa de construção e butina. Davis Mitchell não gostava nem da casa onde morava e até dela ele precisou se desfazer.
O porém é que apesar de ser uma mensagem legal, profunda, que mostra como a dor do luto é multifacetada, como as relações humanas são complexas, há um esgotamento muito rápido desse enredo para cativar o espectador em um filme. Colocaram pequenas histórias secundárias para dar um reforço na história principal, vide a questão sexual do garoto, mas acaba que isso vira um desarranjo. Sem falar que por vezes a gente tende a comprar mais uma história quando ela tem respaldo na realidade, quando sentimos que aquilo é crível, e acaba que a relação dele com a "Chris Moreno" é um pouco fora desse padrão.
Enfim, o filme tinha potencial, não chega a deixar a desejar, mas pensei que seria mais. Ele trás reflexões, tem boas atuações, boa fotografia, mas as vezes também me senti vendo uma paródia de Clube da Luta. Somando isso ao que disse anteriormente, dá uma certa confusão descordenada que prejudica um pouco o resultado final. Mas de certa forma é agradável acompanhar a jornada de Davis, até pela boa atuação do Jake Gyllenhaal. Felizmente no fim ele parece se reconectar e se encontrar como pessoa. Talvez teria sido agradável vê-lo tomando ações, se desvinculando da empresa do sogro, voltando a uma vida "normal" e centrada em si. Faltou um pouco desse aprofundamento no o que ele quer para si, focando muito na jornada da perda, nas loucuras que ele precisou fazer para se reencontrar... E ficou aberto os passos que ele seguiria.
Sete Dias Sem Fim
3.4 279 Assista AgoraQUE FILME RUIM!
Facilmente entra para minha lista de piores filmes que já assisti.
É a história de uma família progressista, moderninha, cheia de problemas de relacionamento, onde um filho é corno, a filha é promíscua e infeliz no casamento, outro filho não é irresponsável e promíscuo e o filho mais velho é mais um corno turrão que não consegue engravidar a esposa. Aí juntam tudo isso e colocam uma dramatização no meio pra tentar fazer com que isso tudo seja normal e bonito.
O cara foi corno, pegou a esposa na cama com o chefe dele e não consegue esboçar uma mínima reação... PQP.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 687 Assista AgoraUma Batalha após a Outra é uma propaganda comunista de 3 horas com uma história no meio. É a idolatração dos grupos terroristas de esquerda radical dos EUA, como os Panteras Negras e os Antifas. Total inversão de valores.
Pode parecer forçação de barra minha, quem ainda não viu vai pensar que sou mais um lunático de direita, mas não, descaradamente o filme é uma peça de propaganda da esquerda.
Assisti sem saber quase nada da história, a sinopse que li era praticamente uma linha, falando apenas sobre uma história de um pai resgatando a filha. Achei estranho, pois o filme teria um enredo que me pareceu de ação, mas oficialmente é anunciado como uma comédia/drama. Como geralmente gosto dos trabalhos do DiCaprio e as notas do filme estavam altas no IMDB, Letterbox e os caramba, fui ver.
De cara já se nota que o tema ali é passar pano para terroristas "revolucionários", sendo que a história no meio é só para não ficar 3 horas de palestra sobre como a guerrilha armada é o caminho para mudar o mundo e tira-lo das garras dos capitalistas malvados.
Um grupo descaradamente terrorista é visto com louvor e para se contrapor as atividades criminosas e dar legitimidade as ações desse grupo, instrumentalizam um coronel maluco (interpretado pelo Sean Penn) para inferir implicitamente que as estruturas do estado são opressoras e repressivas a bel prazer desse único militar.
Não bastasse, ainda colocam uma organização secreta, neo-nazi de extrema direita, para ligar os pontos da história e desenhar como o mundo é comandado pelos interesses dos brancos dominantes e isso legitima a "luta revolucionária".
O filme é isso... uma romantização dos Panteras Negras, Black Blocks, o Leo DiCaprio com um personagem lesado para dar carisma e comicidade à história, agenda woke e lacração.
A cena mais bunda é a final, com a adolescente do filme recebendo o chamado do grupo terrorista para ir protestar pelo mundo a fora, enquanto o pai idiota tá fumando maconha no sofá.
Os filmes lançados recentemente são tão ruins, que até esse panfleto de esquerda é visto como bom. Mas não deixa de ser apenas uma deturpação da realidade para passar pano a grupos identitaristas e crucificar a oposição política da esquerda americana (leia-se Donald Trump).
Leo DiCaprio e Sean Penn sempre foram esquerditas ferrenhos, mas até então, pelo menos no caso do DiCaprio, isso não refletia diretamente em seus papéis. Pelo visto o amiguinho da Greta decidiu usar o nome e a fama para fazer publicidade para a turma que defende na vida real.
Reagan
3.0 20 Assista AgoraRonald Reagan foi um dos grandes estadistas dos EUA, reconhecidamente um dos responsáveis diretos pelo fim da União Soviética e prevalescência da hegemonia americana na Guerra Fria. Homem forte, de valores, inegávelmente um grande político. Saber mais sobre sua história é sensacional, e justamente por isso o filme merecia mais. Direção ruim, algumas atuações pobres, certos elementos gráficos bem aquém, e o filme chega a ser muito enfadonho.
Talvez o que vejo como maior problema é a ligação entre as conexões temporais da vida de Reagan, o diretor não as soube fazer bem. Poderia ter cortado coisas irrelevantes e que não agregam a história também.
Mas enfim, como li no comentário que me antecede, pra quem gosta de história e política, fica mais palatável assistir, mas quem não curte vai se frustrar. Assisti apenas por gostar desses temas e no fim não achei ruim por isso, mas minha sensação seria a mesma, ou até melhor, caso eu tivesse visto um documentário sobre a vida do Reagan no History Channel.
Maldita Sorte
3.0 749 Assista AgoraNossa, esse filme é ruim com força. Surpreendente até a nota aqui e muitas avaliações positivas. E não é ruim pelo enredo, a história até que tem potencial, mas todo mundo sabe o que vai acontecer no fim sem nem precisar ter assistido.
Tem partes do filme que mais parecem um pornô, utilizam a nudez para manter o espectador masculino até o fim. Isso em si não seria um problema se o filme fosse melhor, mais surpreendente e tivesse um conteúdo cômico mais reforçado.
Achei tudo previsível e meio forçado. É uma comédia pastelão e até gosto desse gênero, mas esse não funcionou muito para mim. Assisti até o final mas como já disse, é um filme forçado. Espanta é terem colocado a Jessica Alba nessa furada, o agente dela deveria ser péssimo e com toda certeza é um dos arrependimentos da carreira dela.
Eurotrip: Passaporte para a Confusão
3.4 1,0K Assista AgoraÉ um besteirol perfeito, cômico, descompromissado com a realidade para gerar entretenimento.
Quem não gosta desse filme é porque assiste uma comédia besta esperando algo cabeçudo.
O filme brinca com situações que obviamente não teriam respaldo na vida real, força cenários... mas é justamente pelo descompromisso com algo verdadeiro e compromisso com a piada. No fim funciona bem e arranca bons risos.
Menina de Ouro
4.2 1,8K Assista grátisEsse filme ensina muito sobre as questões básicas da vida: Perseverança, honestidade, preocupação, fidelidade...
É uma obra que mostra como a vida é frágil e que por vezes o que queremos não nos leva para a melhor situação. Nada é previsível, num piscar de olhos a vida muda por completo.
Grande Clint Eastwood.
A Caça
4.2 2,1K Assista AgoraReassisti o filme ontem e foi bem interessante porque já havia esquecido alguns detalhes. Impressionante ver como o tema é delicado e precisa de pessoas fortes e justas na condução de toda a situação.
[SPOILER]É perceptível que a família negligencia diversos momentos da vida da criança. O amigo do irmão mostrando pornografia pra uma menina naquela idade deveria ser condenável por qualquer um, principalmente pelos pais. A criança desenvolve, através dessa exposição precoce, uma fixação/admiração indevida com seu professor. A menina é meio maluquinha também, não dá pra desconsiderar traços de psicopatia em crianças. De certa forma ela sabia o que estava fazendo. Mas vou relevar isso por não ter sido o que o filme se propõe a tratar.
Enfim, depois de ouvir o relato da criança, ao invés de investigar, de incluir quem foi "denunciado" a maluca da diretora da escolinha criou uma narrativa persecutória na cabeça dela.
Esse filme trata mais da maluquice de muitos adultos, que colocam palavras na boca de crianças e acabam com vidas que nada fizeram.
[\SPOILER]
12 Anos de Escravidão
4.3 3,0K Assista AgoraUma coisa que me marcou desde o começo é o período em que a história passa. A gente acaba tendo na cabeça que a escravidão é algo muito remoto, mas não, é algo que estava presente e forte ali no fim do XIX. Duas gerações atrás da nossa presenciaram todo esse sofrimento humano.
O filme é muito bom em retratar as mazelas do período, a sociedade americana do contexto escravagista e a vida extremamente amarga da população negra, tratada meramente como mercadoria, e ainda pior que isso, vivendo sob condições psicológicas muito difíceis. Por mais que a pessoa não tivesse feito nada, o mero fato de pegar o "dono" em um dia ruim poderia lhe tirar a vida.
O Farol
3.7 1,7KConceitual, cult... dê o nome que for, mas não me agradou. Não entendo pessoas que vão para o cinema ou perdem tempo assistindo alguma coisa que não é objetiva ou ao menos clara na proposta. Esse filme tem atuações boas, mas não passa muito disso. É filmado em um corte quadrado, preto e branco, poucos diálogos no início, só dois atores o filme todo em praticamente no máximo uns 4 ambientes diferentes. Se o filme fosse bom, seria disruptivo, mas não é. A história é confusa, não explica nada, não demonstra a que veio, parece que foram em um farol no século passado, colocaram dois malucos lá e começaram a filmar até desistir da ideia e voulá.
12 homens e um segredo é um filme super antigo que com poucos atores e um único cenário criou uma obra prima do cinema. Acredito que o diretor desse "O Farol" se colocou no patamar de fazer algo no mesmo sentido. Passou longe.