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Um filme muito, muito, muito agradável de se ver. História cativante, elenco muito bom, atuações ótimas, um jeito meio inocente por parte dos personagens principais, apesar de todos ali terem seu papel em algo muito maior e as vezes até criminoso. Enfim, é um filme memorável e que vale a pena ser visto.
Tive que ver depois de um tempinho porque queria ir em uma sala IMAX para tentar aproveitar mais da experiência e a única sala aqui de MG estava com ingressos esgotados desde a estréia.
Não me decepcionei com a espera, pois o filme é muito bom no que se propõe a fazer e ver em IMAX é outra coisa.
O filme até tem lá suas lacrações, mas dadas as proporções, é algo que não chega a incomodar. É mais umas palestrinhas no meio de algumas falas, principalmente de duas personagens femininas, a feiticeira Cisse e a rainha Penélope.
Teve também a questão do figurino do Agamenon, que mais parece um Batman, mas dentro do contexto ali do filme, acho que faz sentido.
Tudo nesse filme depende da forma como se está enxergando a proposta do Nolan.
É um filme adaptado da história dA Odisséia, não é totalmente fiel e nunca disse que seria.
Claro, com o mesmo título do livro de Homero, utilizando todos os personagens e narrativas, não tiro a razão de quem se chateoou e achou uma bosta por ter descaracterizado elementos cruciais, tanto estéticos como de enredo.
Porém, eu fui ao cinema me entreter, não preocupado se o diretor está sendo justo com a obra grega. E no quesito entretenimento, para mim entregou muito. Tem começo, meio e fim bem amarrados, cativa, tem uma filmografia bonita e como já disse, a experiência IMAX é muito massa. Em termos de conteúdo, foi um dos melhores filmes que vi no cinema em tempos.
Nolan peca em algumas coisas? Sim... O que mais me incomodou foi ter tentado substituir a motivação da guerra de Tróia, que para ele tem Helena apenas como pretexto para Agamenon explorar rotas comerciais. Outro ponto negativo é esse Telêmaco fraco, infantilizado. Não é culpa o Tom Holland, que até tenta, mas é culpa da proposta do personagem mesmo. Mas dentro do contexto que tentaram escrever para o filme, faz sentido. Só incomoda porque Homero não escreveu a história dessa forma e nesses casos sinto que a mudança prejudicou um pouco.
Mas enfim, no geral o saldo é muito positivo e foi um baito prazer ter visto esse filme no cinema. As 3 horas de passam sobre a cabeça, tem filme de 1h30 que parece muito mais longo que esse.
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Contém spoilers:
Atuações boas, história fraca. Até o segundo episódio a série prende bem. Aliás, o segundo episódio é o melhor... Show de atuação da atriz que interpreta a psicóloga e do menino. O terceiro episódio, retratando o drama familiar, é ok. O último é uma bosta.
A série tenta forçar agenda "anti redpill" mas faz isso de forma tão superficial que chega a dar dó. É bem nítido que o menino não matou por ser um incel, mas por traços de psicopatia totalmente comprovadas no episódio da psicóloga.
Ser incel, ser redpill, achar que mulher é vadia, tudo isso é idiotice, mas tá cheio de doentão assim pela internet e é bem diferente de ser homicida. Até porque, na série o crime não foi meramente passional, foi um crime em certa medida mais motivado pelo ódio gerado pelo bullying, até pelo fato do número de facadas (que mencionam ter sido sete).
Acho que o roteirista e o diretor dessa série tomaram conhecimento do "fenômeno redpill" e quiseram retratar isso com a visão mequetrefe que qualquer um tem acesso. Ficou fraco, pouco aprofundado, parecendo cartilha ideológica barata.
Outra coisa bem ruim são alguns personagens, principalmente no quarto episódio. O filho do detetivo parece o Norbit na adolescência. O cara tem medo gratuito do pai, coisa nada natural. A amiga da aluna assassinada parecendo maluca, atacando os policiais de forma nada a ver.
Enfim... tem coisa bem melhor para assistir. Me espanta é ver críticas tão positivas para uma série dessas. Parece que é muito mais pelo afeto à pauta que ela aborda.