Eu confesso que estava com receio de ver esse filme, porque Barba Ensopada de Sangue é meu livro favorito da vida, e pelo material que foi divulgado do filme ele não parecia ser muito interessante, e para além disso eu tive muita dificuldade durante a sessão pra não ficar comparando o livro com o filme, mesmo que os dois sejam mídias diferentes que pedem jeitos diferentes, mesmo contando a mesma história. Então eu tenho até uma certa dificuldade para dar uma nota para esse filme, porque eu não sei até que ponto isso influenciou minha impressão sobre ele.
Feito todo esse disclaimer, o que eu posso dizer é que algumas decisões de como essa história seria contada não foram executadas do melhor jeito possível. Tipo a própria questão da doença do protagonista, que aqui não faz diferença nenhuma pro decorrer da história; a presença do cachorro do pai do protagonista e o que ela representa pra ele; a própria relação do protagonista com a Jasmin, que eu achei os atores sem química, e no filme tudo é muito rápido entre eles e superficial; o jeito em que os cidadãos ficam com a presença do Gabriel é meio bobo, sei lá.
Até a questão central da história, que é a busca de si mesmo ou da sua própria identidade, que é o que o protagonista estava buscando, parece uma coisa que tá ali, mas fica meio jogado, parece algo meio raso, sabe? O filme até tem pontos positivos, como a fotografia e a trilha sonora e tal, mas no frigir dos ovos o saldo é mais negativo que positivo.
Os personagens desse filme são propositalmente muito irritantes. E, por mais que o humor funcione em alguns momentos, eu tenho muita dificuldade em me importar com personagens tão histriônicos. Talvez, se não fosse por isso, eu desse 3 estrelas.
Para além dos problemas já abordados nos comentários abaixo, queria escrever sobre um ponto que me incomoda bastante em filmes desse tipo, que eu chamo de "cinema militante" — basicamente, filmes que abordam questões sociais (ou de denúncia) sob um prisma progressista — que é o fato de tudo parecer meio caricato. Há vários momentos do filme que parecem ter saído de um thread de algum militante do Twitter que, em vez de levantar o debate sobre causas relevantes para a sociedade, acaba soando bobo e forçado mesmo. Aquela cena do chefe do morro com "consciência social" foi de foder (perdão pelo linguajar). Se eu tivesse visto esse filme no cinema, seria nessa hora que eu levantaria e iria embora.
Eu não consegui entender exatamente quem é o público-alvo dessa filme. O teor da história é bem bobinho, típico de animações infantis, mas as piadas e referências são coisas que eu não imagino uma criança de uns 8 anos conseguir captar. Por exemplo, uma das piadas iniciais do filme é sobre racismo estrutural e sobre a turma LGBT, daí eu fiquei pensando: que criança de até 10 anos, que é o público que o filme aparentemente quer atingir, vai achar isso legal? Sei lá, esse pra mim foi o segundo maior problema do filme. O primeiro é o jeito desinteressante com que a história é contada. Os personagens não são carismáticos, e tudo é meio chato mesmo. Fazendo que você não consiga se importar com nada do que está vendo. O único ponto positivo é a animação, todas as cenas que envolvem água estão belíssimas, mas, de resto, não sobra nada.
Superman, do James Gunn, é um filme bem bobo — mas é um tipo de bobo diferente dos filmes da Marvel. É um bobo pueril, que remete muito aos filmes do Richard Donner. Um típico filme de Sessão da Tarde.
O longa tem seus momentos. As cenas de ação são boas, embora não tenha nada de extraordinário. Há um excesso de piadinhas, e a maioria não funciona, mas, apesar disso, o filme não chega a ser chato ou cansativo. A história, mesmo com todo o contexto político, também não empolga tanto assim — fiquei com a sensação de já ter visto tramas parecidas antes, só que de um jeito melhor. Sei lá.
O ponto alto aqui é o elenco, que funciona muito bem no geral. Meu destaque vai para a Lois Lane da Rachel. Na minha opinião, ela é a melhor coisa do filme. Finalmente Hollywood conseguiu criar uma personagem feminina que transmite força sem precisar ser masculinizada ou “braba” só por ser mulher.
Enfim, Superman, do James Gunn, é divertido. Quando termina, dá vontade de ver mais desse universo, mas também não é nada demais. Se for assistir, vá com expectativas moderadas — e não achando que esse filme vai reviver o já tão desgastado gênero dos super-heróis.
É um filme meio "engraçado" porque, devido à época em que ele se passa, as ações do marido da Tallie se tornam justificadas. Dá até para dizer que eles (os maridos) foram brandos na maior parte do tempo. Dito isso, não tem como assistir sem pensar em como a vida dos homossexuais daquela época era difícil. Foram pessoas que viveram a vida inteira sem poder ser quem realmente eram e que, talvez, nem mesmo compreendessem completamente sua própria identidade.
Quando você lê a sinopse de Emilia Pérez (não essa do Filmow), a primeira coisa que tu pensa é: "Tá, não tem como esse filme ser ruim." Dai, quando termina o filme, você pensa: "Tá, não é ruim, mas é um baita potencial desperdiçado."
Pra mim, o problema desse filme é o mesmo de boa parte dos filmes do cinema nacional: a falta de diversidade. Até quando a história é sobre pessoas comuns e seus relacionamentos, você assiste e não se sente representado por ela.
Achei engraçado o jeito como os personagens lidaram com a traição. Parecia ser algo tão trivial para eles que nem merecia qualquer tipo de discussão ou irritação, como se lidar com traição de um jeito frio/distante fosse um comportamento evoluído. Fiquei pensando, a partir disso, se as relações atuais dos franceses, ou mesmo dos europeus de forma geral, se dão nesses termos.
Olha, confesso que o plot do pai atrapalhou bastante minha imersão. Tipo, o desfecho dele me tirou completamente do filme nos minutos finais. Mas, mesmo assim, O Retorno é um bom filme. E, apesar de o pai ter sido ausente na vida dos meninos, no fim das contas, ou pelo menos durante a viagem, ele só estava tentando ensiná-los a se tornarem homens.
Assistir a esse filme foi uma experiência engraçada porque eu gostei, apesar de ser mal escrito, mal atuado e ter um tom meio blasé, que impede você, que está assistindo, de se conectar com a montanha-russa de sentimentos que o protagonista supostamente está vivendo após o término do relacionamento. Ao mesmo tempo, fiquei com a sensação de que, se fosse bem escrito e bem atuado, talvez eu não tivesse gostado. O fato de ser mal escrito e mal atuado impede que você se sinta imerso, então algumas cenas que seriam um pouco desconfortáveis acabam ficando mais suavizadas, especialmente as cenas finais.
Alguns anos atrás, tentei assistir aos filmes do Ozu, mas não conseguia passar dos 20 minutos. Achava tudo intragável: as atuações me incomodavam, a história não me pegava, e até o jeito que a câmera era posicionada me irritava. Agora, mais velho e com mais bagagem cinematográfica, resolvi dar outra chance a ele, que foi um dos primeiros diretores que busquei quando comecei a me interessar por cinema. Até porque, se eu consigo ver os filmes do Antonioni, consigo ver os do Ozu. Dito isso, confesso que Pai e Filha é um bom filme. O mais curioso é que justamente as coisas que me afastavam dos filmes dele acabaram sendo o que mais gostei dessa vez. Ainda acho que o cinema do Yasujiro Ozu não é exatamente para mim, mas consigo reconhecer as qualidades das obras dele.
Eu imagino que as atrizes dos filmes do Ozu ficavam com muita dor no maxilar após as filmagens, porque elas dos sorriem quase o tempo todo.
O grande problema desse filme, pra mim, está nas atuações, especialmente a do protagonista, Otto. Toda vez que ele abria a boca, o filme me perdia, porque parecia que eu estava assistindo a uma peça de teatro. Não sei por que, mas nossos atores parecem não entender que atuar em cinema, novela e teatro exige estilos diferentes de atuação.
Em tempos em que estereótipos de humor típicos de filmes besteirol são altamente canceláveis, Os Novatos se destaca como um filme corajoso, por assim dizer. As piadas são boas e trazem aquela vibe dos besteirols dos anos 90. Mas, apesar disso, fiquei com a sensação de que faltou algo. Talvez o problema esteja no fato de que o quarteto protagonista não ser lá muito carismático, ou em algum detalhe do roteiro que, com o filme ainda fresco na minha cabeça, eu ainda não consegui identificar.
Revi Psicopata Americano e ainda sigo sem entender por que tantos homens dizem se identificar com Patrick Bateman. Diferentemente de Clube da Luta, que o jeito que os personagens são escritos conversa com um certo tipo de ideário masculino, gerando identificação, aqui não temos isso. Patrick Bateman é tratado o tempo todo como um sujeito ridículo e invejoso, e em nenhum momento suas ações são mostradas como sendo virtuosas. Muito pelo contrário, o filme trata o personagem como sendo um homem vazio de significado.
Então será que as pessoas não viram o filme mas gostam de usar o meme das expressões faciais do Christian Bale? Ou será que viram e não entenderam? Permaneço na dúvida.
P.S.: Um fato que acho curioso é ver homens usando Patrick como se o personagem fosse um modelo de certo tipo de masculinidade (o tal "sigma"), um homem forte que segue seu próprio caminho sem se importar com a opinião da sociedade. No entanto, no filme, é justamente o contrário. Eu diria até que o Patrick Bateman é um personagem essencialmente feminino, provavelmente o personagem mais feminino do filme.
Gostei da fotografia, a direção é boa e as atuações, na medida do possível e ignorando a dificuldade que os atores tiveram em alguns momentos de expressar o sentimento que o personagem pedia, estão redondinhas. Mas tem alguma coisa na história (roteiro) que faz com que o filme seja chato. Sei lá.
Impressionante como esse filme acerta em quase tudo. O jeito que descreve as relações familiares dos personagens é muito bom. Parece que estamos vendo uma família de alguém que conhecemos. Você vê pais que não sabem ser pais. Você vê ali uma relação conflituosa entre as irmãs, com xingamentos e provocações entre elas, para depois terem cenas de afagos, uma protegendo e confortando a outra, como muitas relações de irmãos são.
A parte do Fernando convencendo, através de manipulações, a menina a dormir com ele, o jeito que ele fala, o jeito que ele a faz se sentir culpada e também mentir sobre estar apaixonado, é tudo bem real.
A única parte que acho que o filme não acerta é nos 5 minutos finais. Não é como se esse filme tivesse um final mais fantasioso e tal, mas sei lá, esse final para mim não funcionou.
Achei muito interessante como esse filme consegue criticar um certo tipo de discurso mais histérico de um feminismo radical que prega que as mulheres devem considerar todos os homens como estupradores em potencial. É essa radicalização que leva a protagonista a um estado de pânico a ponto de achar aceitável
Baixei esse filme no ano passado e não faço a menor ideia do que me levou a querer assisti-lo, mas ainda bem que o fiz. Cat Person não é um filme excepcional, mas no que ele se propõe a fazer, funciona. O que me incomodou mais foi a duração do filme. Achei-o muito longo para o tipo de história que ele se propõe a contar, o que acabou tornando algumas partes arrastadas.
Barba Ensopada de Sangue
3.1 12Eu confesso que estava com receio de ver esse filme, porque Barba Ensopada de Sangue é meu livro favorito da vida, e pelo material que foi divulgado do filme ele não parecia ser muito interessante, e para além disso eu tive muita dificuldade durante a sessão pra não ficar comparando o livro com o filme, mesmo que os dois sejam mídias diferentes que pedem jeitos diferentes, mesmo contando a mesma história. Então eu tenho até uma certa dificuldade para dar uma nota para esse filme, porque eu não sei até que ponto isso influenciou minha impressão sobre ele.
Feito todo esse disclaimer, o que eu posso dizer é que algumas decisões de como essa história seria contada não foram executadas do melhor jeito possível. Tipo a própria questão da doença do protagonista, que aqui não faz diferença nenhuma pro decorrer da história; a presença do cachorro do pai do protagonista e o que ela representa pra ele; a própria relação do protagonista com a Jasmin, que eu achei os atores sem química, e no filme tudo é muito rápido entre eles e superficial; o jeito em que os cidadãos ficam com a presença do Gabriel é meio bobo, sei lá.
Até a questão central da história, que é a busca de si mesmo ou da sua própria identidade, que é o que o protagonista estava buscando, parece uma coisa que tá ali, mas fica meio jogado, parece algo meio raso, sabe? O filme até tem pontos positivos, como a fotografia e a trilha sonora e tal, mas no frigir dos ovos o saldo é mais negativo que positivo.
Bem-vindo aos 40
3.0 451 Assista AgoraOs personagens desse filme são propositalmente muito irritantes. E, por mais que o humor funcione em alguns momentos, eu tenho muita dificuldade em me importar com personagens tão histriônicos. Talvez, se não fosse por isso, eu desse 3 estrelas.
Vidro Fumê
2.5 6 Assista AgoraPara além dos problemas já abordados nos comentários abaixo, queria escrever sobre um ponto que me incomoda bastante em filmes desse tipo, que eu chamo de "cinema militante" — basicamente, filmes que abordam questões sociais (ou de denúncia) sob um prisma progressista — que é o fato de tudo parecer meio caricato.
Há vários momentos do filme que parecem ter saído de um thread de algum militante do Twitter que, em vez de levantar o debate sobre causas relevantes para a sociedade, acaba soando bobo e forçado mesmo.
Aquela cena do chefe do morro com "consciência social" foi de foder (perdão pelo linguajar). Se eu tivesse visto esse filme no cinema, seria nessa hora que eu levantaria e iria embora.
Back Roads
3.2 17Acho que de todos os filmes que retratam ambientes familiares “exóticos”, por assim dizer, que ja vi, esse é o que tem a família mais louca de todas.
Arca de Noé
2.8 29 Assista AgoraEu não consegui entender exatamente quem é o público-alvo dessa filme. O teor da história é bem bobinho, típico de animações infantis, mas as piadas e referências são coisas que eu não imagino uma criança de uns 8 anos conseguir captar. Por exemplo, uma das piadas iniciais do filme é sobre racismo estrutural e sobre a turma LGBT, daí eu fiquei pensando: que criança de até 10 anos, que é o público que o filme aparentemente quer atingir, vai achar isso legal? Sei lá, esse pra mim foi o segundo maior problema do filme. O primeiro é o jeito desinteressante com que a história é contada. Os personagens não são carismáticos, e tudo é meio chato mesmo. Fazendo que você não consiga se importar com nada do que está vendo. O único ponto positivo é a animação, todas as cenas que envolvem água estão belíssimas, mas, de resto, não sobra nada.
Perigo Próximo
3.4 496Me lembrou Funny Games.
Superman
3.6 917 Assista AgoraSuperman, do James Gunn, é um filme bem bobo — mas é um tipo de bobo diferente dos filmes da Marvel. É um bobo pueril, que remete muito aos filmes do Richard Donner. Um típico filme de Sessão da Tarde.
O longa tem seus momentos. As cenas de ação são boas, embora não tenha nada de extraordinário. Há um excesso de piadinhas, e a maioria não funciona, mas, apesar disso, o filme não chega a ser chato ou cansativo. A história, mesmo com todo o contexto político, também não empolga tanto assim — fiquei com a sensação de já ter visto tramas parecidas antes, só que de um jeito melhor. Sei lá.
O ponto alto aqui é o elenco, que funciona muito bem no geral. Meu destaque vai para a Lois Lane da Rachel. Na minha opinião, ela é a melhor coisa do filme. Finalmente Hollywood conseguiu criar uma personagem feminina que transmite força sem precisar ser masculinizada ou “braba” só por ser mulher.
Enfim, Superman, do James Gunn, é divertido. Quando termina, dá vontade de ver mais desse universo, mas também não é nada demais. Se for assistir, vá com expectativas moderadas — e não achando que esse filme vai reviver o já tão desgastado gênero dos super-heróis.
Um Fascinante Novo Mundo
3.5 127 Assista AgoraÉ um filme meio "engraçado" porque, devido à época em que ele se passa, as ações do marido da Tallie se tornam justificadas. Dá até para dizer que eles (os maridos) foram brandos na maior parte do tempo. Dito isso, não tem como assistir sem pensar em como a vida dos homossexuais daquela época era difícil. Foram pessoas que viveram a vida inteira sem poder ser quem realmente eram e que, talvez, nem mesmo compreendessem completamente sua própria identidade.
Qualquer Gato Vira-Lata 2
2.9 194Tá, esse aqui é bem bobo. Fiquei com a impressão que os atores – que não são lá muito bons – estavam sem saco pra gravar esse filme.
Emilia Pérez
2.4 483 Assista AgoraQuando você lê a sinopse de Emilia Pérez (não essa do Filmow), a primeira coisa que tu pensa é: "Tá, não tem como esse filme ser ruim." Dai, quando termina o filme, você pensa: "Tá, não é ruim, mas é um baita potencial desperdiçado."
O Dia Que Te Conheci
3.6 48Pra mim, o problema desse filme é o mesmo de boa parte dos filmes do cinema nacional: a falta de diversidade. Até quando a história é sobre pessoas comuns e seus relacionamentos, você assiste e não se sente representado por ela.
Jovens Amantes
3.6 6 Assista AgoraAchei engraçado o jeito como os personagens lidaram com a traição. Parecia ser algo tão trivial para eles que nem merecia qualquer tipo de discussão ou irritação, como se lidar com traição de um jeito frio/distante fosse um comportamento evoluído. Fiquei pensando, a partir disso, se as relações atuais dos franceses, ou mesmo dos europeus de forma geral, se dão nesses termos.
O Retorno
4.0 96Olha, confesso que o plot do pai atrapalhou bastante minha imersão. Tipo, o desfecho dele me tirou completamente do filme nos minutos finais. Mas, mesmo assim, O Retorno é um bom filme. E, apesar de o pai ter sido ausente na vida dos meninos, no fim das contas, ou pelo menos durante a viagem, ele só estava tentando ensiná-los a se tornarem homens.
13 Sentimentos
2.6 56 Assista AgoraAssistir a esse filme foi uma experiência engraçada porque eu gostei, apesar de ser mal escrito, mal atuado e ter um tom meio blasé, que impede você, que está assistindo, de se conectar com a montanha-russa de sentimentos que o protagonista supostamente está vivendo após o término do relacionamento. Ao mesmo tempo, fiquei com a sensação de que, se fosse bem escrito e bem atuado, talvez eu não tivesse gostado. O fato de ser mal escrito e mal atuado impede que você se sinta imerso, então algumas cenas que seriam um pouco desconfortáveis acabam ficando mais suavizadas, especialmente as cenas finais.
Pai e Filha
4.3 58 Assista AgoraAlguns anos atrás, tentei assistir aos filmes do Ozu, mas não conseguia passar dos 20 minutos. Achava tudo intragável: as atuações me incomodavam, a história não me pegava, e até o jeito que a câmera era posicionada me irritava. Agora, mais velho e com mais bagagem cinematográfica, resolvi dar outra chance a ele, que foi um dos primeiros diretores que busquei quando comecei a me interessar por cinema. Até porque, se eu consigo ver os filmes do Antonioni, consigo ver os do Ozu. Dito isso, confesso que Pai e Filha é um bom filme. O mais curioso é que justamente as coisas que me afastavam dos filmes dele acabaram sendo o que mais gostei dessa vez. Ainda acho que o cinema do Yasujiro Ozu não é exatamente para mim, mas consigo reconhecer as qualidades das obras dele.
Eu imagino que as atrizes dos filmes do Ozu ficavam com muita dor no maxilar após as filmagens, porque elas dos sorriem quase o tempo todo.
Fugindo da Morte
3.4 13Parece um filme de sessão da tarde.
Noites de Alface
3.2 11O grande problema desse filme, pra mim, está nas atuações, especialmente a do protagonista, Otto. Toda vez que ele abria a boca, o filme me perdia, porque parecia que eu estava assistindo a uma peça de teatro. Não sei por que, mas nossos atores parecem não entender que atuar em cinema, novela e teatro exige estilos diferentes de atuação.
Os Novatos
2.9 71 Assista AgoraEm tempos em que estereótipos de humor típicos de filmes besteirol são altamente canceláveis, Os Novatos se destaca como um filme corajoso, por assim dizer. As piadas são boas e trazem aquela vibe dos besteirols dos anos 90. Mas, apesar disso, fiquei com a sensação de que faltou algo. Talvez o problema esteja no fato de que o quarteto protagonista não ser lá muito carismático, ou em algum detalhe do roteiro que, com o filme ainda fresco na minha cabeça, eu ainda não consegui identificar.
Psicopata Americano
3.7 2,0K Assista AgoraRevi Psicopata Americano e ainda sigo sem entender por que tantos homens dizem se identificar com Patrick Bateman. Diferentemente de Clube da Luta, que o jeito que os personagens são escritos conversa com um certo tipo de ideário masculino, gerando identificação, aqui não temos isso. Patrick Bateman é tratado o tempo todo como um sujeito ridículo e invejoso, e em nenhum momento suas ações são mostradas como sendo virtuosas. Muito pelo contrário, o filme trata o personagem como sendo um homem vazio de significado.
Então será que as pessoas não viram o filme mas gostam de usar o meme das expressões faciais do Christian Bale? Ou será que viram e não entenderam? Permaneço na dúvida.
P.S.: Um fato que acho curioso é ver homens usando Patrick como se o personagem fosse um modelo de certo tipo de masculinidade (o tal "sigma"), um homem forte que segue seu próprio caminho sem se importar com a opinião da sociedade. No entanto, no filme, é justamente o contrário. Eu diria até que o Patrick Bateman é um personagem essencialmente feminino, provavelmente o personagem mais feminino do filme.
O Preço de um Prazer
3.8 13Lembra bastante os filmes do Billy Wilder e do Ernst Lubitsch. Principalmente nos momentos que o filme faz uma transição de drama para comédia.
O Silêncio da Chuva
2.9 36 Assista AgoraGostei da fotografia, a direção é boa e as atuações, na medida do possível e ignorando a dificuldade que os atores tiveram em alguns momentos de expressar o sentimento que o personagem pedia, estão redondinhas. Mas tem alguma coisa na história (roteiro) que faz com que o filme seja chato. Sei lá.
Para Minha Irmã
3.3 118Impressionante como esse filme acerta em quase tudo. O jeito que descreve as relações familiares dos personagens é muito bom. Parece que estamos vendo uma família de alguém que conhecemos. Você vê pais que não sabem ser pais. Você vê ali uma relação conflituosa entre as irmãs, com xingamentos e provocações entre elas, para depois terem cenas de afagos, uma protegendo e confortando a outra, como muitas relações de irmãos são.
A parte do Fernando convencendo, através de manipulações, a menina a dormir com ele, o jeito que ele fala, o jeito que ele a faz se sentir culpada e também mentir sobre estar apaixonado, é tudo bem real.
Cama de Gato
2.9 32Achei muito interessante como esse filme consegue criticar um certo tipo de discurso mais histérico de um feminismo radical que prega que as mulheres devem considerar todos os homens como estupradores em potencial. É essa radicalização que leva a protagonista a um estado de pânico a ponto de achar aceitável
invadir a casa de Robert para "grampeá-lo".
Baixei esse filme no ano passado e não faço a menor ideia do que me levou a querer assisti-lo, mas ainda bem que o fiz. Cat Person não é um filme excepcional, mas no que ele se propõe a fazer, funciona. O que me incomodou mais foi a duração do filme. Achei-o muito longo para o tipo de história que ele se propõe a contar, o que acabou tornando algumas partes arrastadas.
Asako I & II
3.6 30Entendo por que meu mano Ryôhei tomou aquela decisão no final, mas a relação deles nunca mais será como antes.