Demorei para assistir ao filme, por achar que teria muitas brigas e me causaria muita ansiedade. Muito pelo contrário, o filme conseguiu dosar as brigas e mostrou muito mais os sentimentos e a tristeza da Grace. A história é bem contada, mas achei que faltaram elementos que caracterizassem mais a grace e o marido, de onde ela veio, a família dela, faltou mais interação com outros personagens.
Quero abraçar a Hatidze e a mãe. Ela foi a única que conseguiu viver respeitando a natureza, ensinou os vizinhos e eles destruíram todo o ecossistema. A cena do gado morrendo pareceu quase uma passagem bíblica, como consequências das ações da outra família. A Hatidze não tinha dinheiro nem para comida e quis comprar uma tinta de cabelo para se sentir mais bonita, a vaidade sempre existe, mesmo cobrindo o cabelo com lenço. Achei bonito que ela ainda cantava, mesmo naquelas condições áridas! Hatidze usa uma camisa amarela em contraste com a paisagem cinza e árida das pedras, um ponto de luz e esperança.
Leve, divertido, atemporal! O filme mostra dilemas da adolescência sem virar um filme para crianças. O roteiro e a montagem dão dinamismo à história. Além disso, gostei das passagens comtemplativas, da infância em andar pela cidade, leve interesse amoroso, querer ficar com as amigas. O filme é bonito e bem construído.
Obra-prima. Maravilhoso. Muito bem feito. Conseguiu mostrar os deuses através da natureza, do mar, das tempestades, são os homens que atribuem significado às intempéries. Agamenon enorme, quase um batman cavaleiro das trevas, está maravilhoso com o detalhe do esqueleto no capacete. Odisseu mostrou vulnerabilidade e reflexão sobre a guerra, ele não é um herói, é alguém que sofreu, massacrou, perdeu soldados, e está lutando contra a própria consciência. Odisseu e seus pequenos barcos de apoio naquele mar enorme é uma imagem incrível, com o mar azul e as velas vermelhas. A iluminação nas cenas à noite ficou lindíssima, crua, real. O som é incrível, trilha sonora não é apenas aventura, são as provações para voltar para casa.
Claro que há críticas, Lupita e Anne Hathaway tiveram pouco tempo de tela. Circe está maravilhosa, Calíope poderia ser mais complexa. Porém, no geral, é um filme excelente, o simbolismo foi muito bem feito. Odisséia é a mãe de todas as histórias, os elementos se repentem em todas as narrativas modernas, o conflito, voltar para casa, não importa o rosto do monstro ou do deus, o que importa é o significado que atribuímos à jornada. Para onde estamos indo? Qual barco peguei? Deixei-me ficar à deriva? Ao final, fiquei com vontade de voltar à Ítaca, ou descobrir onde fica minha Ìtaca para poder voltar.
Gostei bastante. Fiquei pensando sobre a enorme repressão que as mulheres sentiam na época e como o ato de dançar permite se mexer e liberar o potencial reprimido. O Corpo pede alguma forma de expressão, a dança cumpre esse papel e vai além simbolizando liberdade, é perigoso se movimentar. Dançar era repreendido na Inglaterra, os policiais prendiam os participantes, só indo para longe foi possível encontrar espaço para se expressar. Adorei o filme.
O filme se repete bastante, o início acaba mostrando todas as questões da Temple, que se repetem ao longo do filme, essa apresentação poderia ter sido feita aos poucos. No início também achei a atuação meio forçada, depois nos acostumamos com a personagem. O filme cumpre seu papel em contar os principais pontos da história da Temple, o tema é bem interessante.
Achei um desperdício de filme, a fotografia é bonita, a montagem é boa, mas o tema escolhido deixou a desejar. Primeiro que só se pode julgar quando um crime é cometido, se não cometeu não há julgamento, segundo que passar o filme todo a atacando a mulher é cansativo. Não é meu tipo de filme e o roteiro enfraqueceu pela escolha do tema. Até o fim aquela menina tá sozinha em seus pensamentos, tentando lidar com tudo.
Visualmente o filme é bonito, principalmente a fotografia, enquadramento, textura, ambientação nos anos 70, mas o roteiro é uma grande ausência. Faz parte do filme, entendi a proposta, só não gostei da lentidão que não chega em lugar nenhum, aquele personagem é muito vazio até nos próprios pensamentos, nem nervoso ele fica, ele continua achando que tudo vai se resolver mesmo nas situações mais sem saída.
O tema é interessante, mas o roteiro não ajudou a mostrar toda a frustração que a mãe passa, não apenas no cuidado com a filha, mas em outras áreas da vida. A relação da mãe com o psicólogo é esquisita ainda mais ela senda psicóloga, faltou construir desespero, é meio raso esse desespero o tempo todo mostrado na câmera muito próxima ao rosto. Nas cenas com a médica, poderiam ter deixado a médica falar, o único ponto de vista que temos é a da mãe, nem sabemos o que está acontecendo.
O filme me lembrou o documentário Bruxas (mubi), que consegue mostrar como várias mulheres tiveram sentimentos conflituosos ao terem filho, e isso é comum, existe, elas precisam de acompanhamento. Agora, em Se eu tivesse pernas, faltou mostrar o contexto que desse suporte à história, não só o cansaço pelo cansaço. Esperava mais do filme.
Muito bom! O filme é coeso, tem começo, meio e fim, e a história encerra lindamente (em termos de narrativa), a roda continuará girando para sempre. O filme pergunta até onde as pessoas vão para manter a aparência? Ou proteger a própria família?
Não achei as cenas longas, é preciso de tempo para mostrar a dificuldade e as trapalhadas que um cidadão comum tem ao cometer um crime. A tensão é criada quando um personagem vai beber do copo e não sabemos de onde virá o golpe fatal. Os cortes do filme são maravilhosos, sincronia de cenas que criam o clímax e não sabemos o que irá acontecer. Excelente.
É uma narrativa muito americanizada. A Melhor parte é a atuação do Sean Penn que brilhou ao interpretar um personagem detestável e cheio de cacoetes, é tão complexo que é possível acreditar no corpo e na estrutura desse personagem. Mesmo assim o filme não é nada demais.
O filme é bom, pena que usaram diálogos muito expositivos para contar a história, tem momentos que fica difícil acompanhar todo o texto. O final é excelente.
Filmes de época existem tantos, é difícil contar uma história fresca, mas esse consegue. A fotografia foi impecável em retratar a família, as camas, a ausência das camas. A história foi contada com elementos da natureza, a chuva, a floresta, tudo é feito de maneira natural, o que condiz com aquela realidade. As cenas à noite são iluminadas apenas por velas e o efeito é lindíssimo.
O jovem Hamnet deu um show de atuação, conseguiu mostrar muitas emoções para uma criança tão pequena. Jesse Buckley está incrível, a atuação exagerada faz parte da personagem e parte da linguagem shakespeariana, ela está maravilhosa.
A cena final, quando Agnes encosta a mão no ator, é catártica, é de chorar todos os choros guardados, pensar em todas as perdas que tivemos, em quem não está mais aqui. A cena é belíssima, a arte como a expressão do marido que não conseguia dizer o que sente e a esposa finalmente entendendo. O filme é uma obra de arte!
MUITO BOM, pena que a história é corrida e o desenvolvimento meio apressado! Há tanta informação que daria 3 filmes! A história é ótima, cenas de luta são impressionantes, gostei bastante!
Relações familiares são sempre difíceis. A Renate tem uma capacidade enorme em mostrar um mar de angústia só com o olhar, quase como se ela pedisse ajuda, ela é um absurdo nas poucas cenas no teatro.
Todas as famílias se parecem, há uma ausência notada pelas filhas e ignorada pelo pai. A mãe não é retratada na história, justamente pra escancarar a ausência do pai, nisso as irmãs se apoiam e tem uma boa relação. Os silêncios do filme são duros, desconfortáveis, principalmente quando o pai está em cena fingindo que está tudo bem.
Numa cena o pai conhece a Elle Fanning e eles festam na praia por uma noite que parece maravilhosa, mas só escancara o sentimento de não ter para onde ir. A filha mais velha diz que o pai substitui o afeto dela por qualquer coisa pessoa e, em cena, vemos ele interagindo com a elle fanning, mas num contexto efêmero, de uma noite, não substitui a filha, é apenas companhia para aquela noite.
A melhor parte do filme é a casa, ela quem olha a família, ela que é riscada e arranhada, ouve os silêncios e ao fim é pintada de branco, numa tentativa de começar do zero para outra família. Talvez, se descascar a parede, a rachadura continue lá, mas pelo menos tentaram emendar.
Foi um melhores filmes que vi nos últimos tempos. O desencontro, o desejo, a diferença entre aquilo que gostaria que fosse e o que é, o caos familiar são universais. Os atores estão fenomenais nos papéis.
Entendo o filme, mas consegui sentir e chorar muito mais assistindo "valor sentimental" do que "sonhos de trem". O personagem fica preso à casa, esperando elas voltarem, e o filme fica preso a uma jornada que nunca acontece. Ele, bruto, permanece ali, não conversa com ninguém e esconde o que sente. É um bom filme, mas esperava mais do final, não precisava colocar que o homem foi à lua, não condiz com uma história sobre a terra e as árvores, ficou deslocado.
Morra, Amor
3.1 193 Assista AgoraDemorei para assistir ao filme, por achar que teria muitas brigas e me causaria muita ansiedade. Muito pelo contrário, o filme conseguiu dosar as brigas e mostrou muito mais os sentimentos e a tristeza da Grace. A história é bem contada, mas achei que faltaram elementos que caracterizassem mais a grace e o marido, de onde ela veio, a família dela, faltou mais interação com outros personagens.
Além disso, o filme mostrou muito pouco do período em que ela ficou internada, e os sentimentos e pensamentos que ela teve lá dentro.
Honeyland
4.1 154Quero abraçar a Hatidze e a mãe. Ela foi a única que conseguiu viver respeitando a natureza, ensinou os vizinhos e eles destruíram todo o ecossistema. A cena do gado morrendo pareceu quase uma passagem bíblica, como consequências das ações da outra família. A Hatidze não tinha dinheiro nem para comida e quis comprar uma tinta de cabelo para se sentir mais bonita, a vaidade sempre existe, mesmo cobrindo o cabelo com lenço. Achei bonito que ela ainda cantava, mesmo naquelas condições áridas! Hatidze usa uma camisa amarela em contraste com a paisagem cinza e árida das pedras, um ponto de luz e esperança.
Linda Linda Linda
4.0 40 Assista AgoraLeve, divertido, atemporal! O filme mostra dilemas da adolescência sem virar um filme para crianças. O roteiro e a montagem dão dinamismo à história. Além disso, gostei das passagens comtemplativas, da infância em andar pela cidade, leve interesse amoroso, querer ficar com as amigas. O filme é bonito e bem construído.
A Odisseia
4.2 586Obra-prima. Maravilhoso. Muito bem feito. Conseguiu mostrar os deuses através da natureza, do mar, das tempestades, são os homens que atribuem significado às intempéries. Agamenon enorme, quase um batman cavaleiro das trevas, está maravilhoso com o detalhe do esqueleto no capacete. Odisseu mostrou vulnerabilidade e reflexão sobre a guerra, ele não é um herói, é alguém que sofreu, massacrou, perdeu soldados, e está lutando contra a própria consciência. Odisseu e seus pequenos barcos de apoio naquele mar enorme é uma imagem incrível, com o mar azul e as velas vermelhas. A iluminação nas cenas à noite ficou lindíssima, crua, real. O som é incrível, trilha sonora não é apenas aventura, são as provações para voltar para casa.
Claro que há críticas, Lupita e Anne Hathaway tiveram pouco tempo de tela. Circe está maravilhosa, Calíope poderia ser mais complexa. Porém, no geral, é um filme excelente, o simbolismo foi muito bem feito. Odisséia é a mãe de todas as histórias, os elementos se repentem em todas as narrativas modernas, o conflito, voltar para casa, não importa o rosto do monstro ou do deus, o que importa é o significado que atribuímos à jornada. Para onde estamos indo? Qual barco peguei? Deixei-me ficar à deriva? Ao final, fiquei com vontade de voltar à Ítaca, ou descobrir onde fica minha Ìtaca para poder voltar.
O Testamento de Ann Lee
3.1 28 Assista AgoraGostei bastante. Fiquei pensando sobre a enorme repressão que as mulheres sentiam na época e como o ato de dançar permite se mexer e liberar o potencial reprimido. O Corpo pede alguma forma de expressão, a dança cumpre esse papel e vai além simbolizando liberdade, é perigoso se movimentar. Dançar era repreendido na Inglaterra, os policiais prendiam os participantes, só indo para longe foi possível encontrar espaço para se expressar. Adorei o filme.
O Convite
3.9 339 Assista AgoraO roteiro é excelente, a direção é muito respeitosa com as atrizes e a fotografia é lindíssima, aconchegante. Muito bem feito.
As Ovelhas Detetives
3.8 184 Assista AgoraUm filme leve com roteiro fofo. Bom filme pra quando não quer pensar muito.
Temple Grandin
4.3 338 Assista AgoraO filme se repete bastante, o início acaba mostrando todas as questões da Temple, que se repetem ao longo do filme, essa apresentação poderia ter sido feita aos poucos. No início também achei a atuação meio forçada, depois nos acostumamos com a personagem. O filme cumpre seu papel em contar os principais pontos da história da Temple, o tema é bem interessante.
Arco
3.8 70 Assista AgoraUma graça! A história mais contemplativa e as paisagens me lembrou animações japonesas talvez pelas casas no céu). O robô mikki é sensacional!
O Drama
3.6 502 Assista AgoraAchei um desperdício de filme, a fotografia é bonita, a montagem é boa, mas o tema escolhido deixou a desejar. Primeiro que só se pode julgar quando um crime é cometido, se não cometeu não há julgamento, segundo que passar o filme todo a atacando a mulher é cansativo. Não é meu tipo de filme e o roteiro enfraqueceu pela escolha do tema. Até o fim aquela menina tá sozinha em seus pensamentos, tentando lidar com tudo.
The Mastermind
3.0 34 Assista AgoraVisualmente o filme é bonito, principalmente a fotografia, enquadramento, textura, ambientação nos anos 70, mas o roteiro é uma grande ausência. Faz parte do filme, entendi a proposta, só não gostei da lentidão que não chega em lugar nenhum, aquele personagem é muito vazio até nos próprios pensamentos, nem nervoso ele fica, ele continua achando que tudo vai se resolver mesmo nas situações mais sem saída.
Devoradores de Estrelas
4.0 802 Assista AgoraÉ bacaninha, gosto do senso de humor do ryan Goslig e amo filmes no espaço!
Bugonia
3.6 561 Assista AgoraMuito chato, insuportável assistir teoria da conspiração. Foi uma grande perda de tempo.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
3.6 206 Assista AgoraO tema é interessante, mas o roteiro não ajudou a mostrar toda a frustração que a mãe passa, não apenas no cuidado com a filha, mas em outras áreas da vida. A relação da mãe com o psicólogo é esquisita ainda mais ela senda psicóloga, faltou construir desespero, é meio raso esse desespero o tempo todo mostrado na câmera muito próxima ao rosto. Nas cenas com a médica, poderiam ter deixado a médica falar, o único ponto de vista que temos é a da mãe, nem sabemos o que está acontecendo.
O filme me lembrou o documentário Bruxas (mubi), que consegue mostrar como várias mulheres tiveram sentimentos conflituosos ao terem filho, e isso é comum, existe, elas precisam de acompanhamento. Agora, em Se eu tivesse pernas, faltou mostrar o contexto que desse suporte à história, não só o cansaço pelo cansaço. Esperava mais do filme.
Eternidade
3.5 179 Assista AgoraÉ uma besteirinha gostosa de assistir, a Da'Vine Joy Randolph é ótima em comédia, me divirto com ela!
A Única Saída
3.7 159 Assista AgoraMuito bom! O filme é coeso, tem começo, meio e fim, e a história encerra lindamente (em termos de narrativa), a roda continuará girando para sempre. O filme pergunta até onde as pessoas vão para manter a aparência? Ou proteger a própria família?
Não achei as cenas longas, é preciso de tempo para mostrar a dificuldade e as trapalhadas que um cidadão comum tem ao cometer um crime. A tensão é criada quando um personagem vai beber do copo e não sabemos de onde virá o golpe fatal. Os cortes do filme são maravilhosos, sincronia de cenas que criam o clímax e não sabemos o que irá acontecer. Excelente.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 687 Assista AgoraÉ uma narrativa muito americanizada. A Melhor parte é a atuação do Sean Penn que brilhou ao interpretar um personagem detestável e cheio de cacoetes, é tão complexo que é possível acreditar no corpo e na estrutura desse personagem. Mesmo assim o filme não é nada demais.
Foi Apenas um Acidente
3.8 204 Assista AgoraO filme é bom, pena que usaram diálogos muito expositivos para contar a história, tem momentos que fica difícil acompanhar todo o texto. O final é excelente.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 487 Assista AgoraFilmes de época existem tantos, é difícil contar uma história fresca, mas esse consegue. A fotografia foi impecável em retratar a família, as camas, a ausência das camas. A história foi contada com elementos da natureza, a chuva, a floresta, tudo é feito de maneira natural, o que condiz com aquela realidade. As cenas à noite são iluminadas apenas por velas e o efeito é lindíssimo.
O jovem Hamnet deu um show de atuação, conseguiu mostrar muitas emoções para uma criança tão pequena. Jesse Buckley está incrível, a atuação exagerada faz parte da personagem e parte da linguagem shakespeariana, ela está maravilhosa.
A cena final, quando Agnes encosta a mão no ator, é catártica, é de chorar todos os choros guardados, pensar em todas as perdas que tivemos, em quem não está mais aqui. A cena é belíssima, a arte como a expressão do marido que não conseguia dizer o que sente e a esposa finalmente entendendo. O filme é uma obra de arte!
Família de Aluguel
3.8 67 Assista AgoraO filme é leve, adorei a história com o senhor mais velho.
Ne Zha
3.8 39MUITO BOM, pena que a história é corrida e o desenvolvimento meio apressado! Há tanta informação que daria 3 filmes! A história é ótima, cenas de luta são impressionantes, gostei bastante!
Valor Sentimental
3.9 403 Assista AgoraRelações familiares são sempre difíceis. A Renate tem uma capacidade enorme em mostrar um mar de angústia só com o olhar, quase como se ela pedisse ajuda, ela é um absurdo nas poucas cenas no teatro.
Todas as famílias se parecem, há uma ausência notada pelas filhas e ignorada pelo pai. A mãe não é retratada na história, justamente pra escancarar a ausência do pai, nisso as irmãs se apoiam e tem uma boa relação. Os silêncios do filme são duros, desconfortáveis, principalmente quando o pai está em cena fingindo que está tudo bem.
Numa cena o pai conhece a Elle Fanning e eles festam na praia por uma noite que parece maravilhosa, mas só escancara o sentimento de não ter para onde ir. A filha mais velha diz que o pai substitui o afeto dela por qualquer coisa pessoa e, em cena, vemos ele interagindo com a elle fanning, mas num contexto efêmero, de uma noite, não substitui a filha, é apenas companhia para aquela noite.
A melhor parte do filme é a casa, ela quem olha a família, ela que é riscada e arranhada, ouve os silêncios e ao fim é pintada de branco, numa tentativa de começar do zero para outra família. Talvez, se descascar a parede, a rachadura continue lá, mas pelo menos tentaram emendar.
Foi um melhores filmes que vi nos últimos tempos. O desencontro, o desejo, a diferença entre aquilo que gostaria que fosse e o que é, o caos familiar são universais. Os atores estão fenomenais nos papéis.
Sonhos de Trem
3.7 363 Assista AgoraEntendo o filme, mas consegui sentir e chorar muito mais assistindo "valor sentimental" do que "sonhos de trem". O personagem fica preso à casa, esperando elas voltarem, e o filme fica preso a uma jornada que nunca acontece. Ele, bruto, permanece ali, não conversa com ninguém e esconde o que sente. É um bom filme, mas esperava mais do final, não precisava colocar que o homem foi à lua, não condiz com uma história sobre a terra e as árvores, ficou deslocado.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 566 Assista AgoraÉ bem qualquer coisa, os atores são bem carismáticos, mas o filme é mais do mesmo, acho que cansei de filme de herói.