Um filme bom, mas que podia ser melhor. Vamos conversar sobre… Mr. Crocket tem qualidades que realmente chamam atenção. A ambientação funciona muito bem e ajuda a criar aquela sensação de desconforto constante. O gore é bem aplicado, não exagera sem motivo, mas quando aparece, impacta. Outro ponto positivo é o ator que interpreta o vilão: entrega presença, tem um visual marcante e segura o personagem com convicção. Além disso, a história envolvendo mães e pais solo dá um toque emocional forte, trazendo temas que muita gente vive na pele. Essa camada mais humana funciona bem. Mas o filme tropeça em alguns aspectos. A história em si não é tão sólida quanto parece no início. Existem falhas nas regras do mundo, coisas que são apresentadas e depois ignoradas, como se o próprio roteiro não soubesse muito bem quais limites existem naquele universo. Isso quebra a imersão em vários momentos. O ritmo também pode incomodar: por vezes o filme parece demorado, esticando situações que não precisavam de tanto tempo. E uma escolha narrativa, em especial, enfraquece o impacto: é estranho que a mãe não tenha ido atrás da mendiga antes, considerando tudo o que estava acontecendo. Isso cria um buraco lógico que pesa bastante no final. No geral, Mr. Crocket é um bom filme, com elementos interessantes e uma atmosfera bem construída, mas que perde força em sua própria estrutura e nas escolhas narrativas. Vale assistir, principalmente se você curte terror com ambientação forte e um toque de gore, mas vá sabendo que a história não entrega tudo que promete.
Um documentário forte e profundamente triste, vamos conversar sobre... A Vizinha Perfeita é um documentário que acerta em cheio no que se propõe a fazer: te chocar, te sensibilizar e te fazer pensar. É uma obra forte, dura, extremamente triste justamente porque poderia ter sido evitada. A narrativa acompanha um caso que, à primeira vista, parece comum: uma vizinha tranquila, querida, considerada “perfeita”. E é exatamente aí que mora o horror. O documentário mostra como a violência pode estar escondida atrás de sorrisos, gentilezas e uma falsa sensação de normalidade. Isso dá ao filme um peso psicológico muito grande, porque ele desmonta aquela ideia de que “perigo tem cara”. E existe um ponto central impossível de ignorar: esse caso é um argumento perfeito do porquê o porte de armas não deve ser liberado. O documentário escancara, sem precisar forçar nada, como a combinação de instabilidade emocional + acesso fácil a armas transforma conflitos cotidianos em tragédias irreversíveis. Não é teoria; é realidade. A história fala por si e dói justamente porque você vê o efeito direto de uma política que normaliza a circulação de armas. No fim, A Vizinha Perfeita é um soco no estômago. Toca, revolta e te faz refletir sobre como decisões políticas e discursos irresponsáveis podem custar vidas reais. Recomendo.
Não me pegou. Vamos conversar sobre. Eu esperava mais, bem mais. A trama é simples demais e, sinceramente, um filme dos Looney Tunes focado só no Gaguinho, na Petúnia e no Patolino não funciona pra mim. Parte da graça desse universo está justamente na mistura caótica de personagens, e aqui isso se perde. Não curto muito falar mal de filmes, mas pra não ficar só no “não gostei”, vamos lá: a história parece que não foi lapidada, como se tivesse sido escrita apenas pra servir de suporte pras piadas. O problema é que essas piadas também não são tão engraçadas assim, as melhores ainda são as que têm alguma ligação com o mundo real, não com a trama em si. O “vilão”, por exemplo, está ali mais pra render uma piada sem importância do que pra de fato movimentar a história. Pensando bem, se a gente corta tudo que não tem relevância, o filme se resume facilmente a um episódio de 20 minutos da série. O único lado realmente positivo é a parte visual: a animação está muito polida, bonita mesmo. Pena que esse cuidado não veio acompanhado de um roteiro mais inspirado. No fim, O Dia Que a Terra Explodiu parece mais um especial estendido do que um filme de verdade.
É legal, eu gostei — vamos conversar sobre. A trama é simples e funciona, mas só da metade do filme pra frente. Sério, que demora pra engrenar! Eu quase parei de assistir porque, até lá, o roteiro insiste demais em mostrar a mãe e a filha brigando por besteira. Claro, mães e filhos discutem, isso todo mundo já sabe, mas o filme exagera nessa parte e acaba cansando, repetindo conflitos sem necessidade. Quando finalmente acontece a troca de corpos, a história ganha ritmo e fica muito mais divertida. As situações absurdas que surgem dessa troca rendem boas risadas e funcionam porque tanto Lindsay Lohan quanto Jamie Lee Curtis se entregam bem aos papéis, conseguindo trazer carisma e graça pra história. No fim das contas, Sexta-Feira Muito Louca demora pra mostrar a que veio, mas, quando engrena, entrega um filme leve e divertido, com aquele clima de sessão da tarde que funciona até hoje.
Se o primeiro Monster High já tinha me surpreendido por ser ruim mas divertido, a sequência vem com um leve upgrade. Vamos converar sobre. Monster High 2 é melhor que o anterior, mas não o suficiente para aumentar uma estrela na avaliação. A sensação é que o filme entendeu melhor sua proposta, ficando mais pé no chão e coeso dentro do que se propõe a fazer. O roteiro, embora parecido com o do primeiro, tem algumas melhorias: personagens importantes finalmente são usados de maneira significativa se o nome "Drácula" está na trama, ele tem que servir para algo. Isso deixa a narrativa mais natural e evita a necessidade de forçar conexões para justificar a ameaça, como acontecia antes. Visualmente e em termos de atuação, continua aquele padrão de filme feito para fechar horário no canal da Nickelodeon: efeitos simples, interpretações duvidosas, mas nada fora do esperado para uma produção voltada ao público infantil. E é aí que o filme acerta: crianças tendem a aceitar melhor a simplicidade e as escolhas criativas, o que garante que a obra cumpra seu papel de forma honesta. Assim como no primeiro, é um filme ruim, mas que sabe ser ruim. Essa leveza permite ousar, brincar com clichês e entregar algo que, dentro do seu universo, funciona. No fim, Monster High 2 é mais polido e consistente, mas continua sendo uma experiência feita para crianças e, talvez por isso mesmo, acaba sendo mais fácil de aceitar suas falhas.
Um filme necessário, vamos conversar sobre... Holocausto Brasileiro não é um filme fácil de assistir, e nem deveria ser. Aqui a gente mergulha numa parte sombria da nossa história, mostrando os horrores que aconteceram dentro do hospital psiquiátrico de Barbacena. O documentário não tem a intenção de entreter, mas sim de chocar, sensibilizar e principalmente fazer refletir. O impacto é grande porque não estamos falando de ficção, e sim de vidas, mais de 60 mil vidas reais que foram apagadas, esquecidas, maltratadas e após a morte vendidas em nome de um sistema falho e cruel. É revoltante ver como tudo isso foi possível e, ao mesmo tempo, doloroso encarar que pouca gente realmente fala sobre. O filme tem um ritmo que pode parecer arrastado em alguns pontos, mas acho que isso foi pensado, feito pra criar a atmosfera de desconforto necessária pra experiência. Tecnicamente é bem construído, com imagens e relatos que marcam e ficam na cabeça muito tempo depois. É daquelas obras que mexem contigo, abre os olhos e lembrar o quanto a sociedade precisa encarar seus erros e não repeti-los. É duro, mas essencial.
Você é um(a) punk rocker? vamos conversar sobre... James Gunn sabe contar história, simplesmente isso. Ele já tinha mostrado isso com Guardiões da Galáxia e agora fez com o Superman. Temos de volta um Superman com um olhar bom, sem aquele medo e peso exagerado, e até dá pra encarar o filme como uma crítica pra própria DC, que por muito tempo tratou o herói de forma meio equivocada kkk. Não é o melhor filme do James Gunn, mas sem dúvida é o melhor da DC nos últimos tempos. O filme vai direto pra história que quer contar, deixando tudo mais dinâmico e evitando a repetição do bebê caindo do céu. Por essa escolha, alguns reflexos negativos aparecem: personagens e ideias jogados sem explicação e um universo que não fica totalmente claro. Mas isso só pesa se tu pensar depois, porque durante a sessão o ritmo é tão bom que esses detalhes passam de boa. Gostei do casting. Em filme de herói não precisa de tanto, mas aqui os atores realmente passam emoção e mostram profundidade. Isso era arriscado já que a história começa sem um "início tradicional", mas funcionou super bem. Tô ansioso pra ver mais da DC e espero que finalmente consigam montar um universo consistente, com filmes tão bons quanto esse. Super recomendo!
Mais um filme brasileiro que eu não conhecia e me surpreendi... vamos conversar sobre! “Deus é Brasileiro” mostra como nossa indústria vai muito além do clichê de só falar sobre putaria, polícia e comédia. Aqui temos uma trama interessante, com críticas afiadas e um sarcasmo bem colocado. Wagner Moura praticamente sustenta o filme com uma performance excelente, foi o ponto alto pra mim. Já o Antônio Fagundes me deixou dividido: não sei se não gostei da atuação ou do próprio personagem, e acho que as duas coisas acabaram se misturando. O roteiro em si é meio furado, cria caminhos que não segue e deixa pontas soltas. Um exemplo é a comparação da menina com uma santa, ou até o fato de Deus não saber de certas situações e linhas de pensamento de algumas pessoas, mas de outras sim, tudo isso faz o filme enrolar um pouco. Outro detalhe que me incomodou foi a própria construção do personagem de Deus: deram a ele uma personalidade horrível, e confesso que me causava um certo ódiozinho quando começava a falar. Apesar disso, fiquei preso do começo ao fim. É um filme que entretém, faz pensar e prova mais uma vez que o cinema brasileiro pode entregar muito. Super recomendo, e minha nota alta vai muito por conta do que o Wagner entrega aqui.
Um filme ruim que ri muito, vamos conversar sobre... Esse é aquele caso clássico de filme que, tecnicamente, deixa a desejar, mas que ainda assim consegue arrancar boas risadas. A história é meio batida, juntando elementos de várias tramas já conhecidas, e ainda conta com personagens que parecem não acrescentar nada. Mesmo assim, me diverti bastante. Ri várias vezes e achei interessante a forma como deixaram em aberto a questão dos deuses e afins. O Hassum, como sempre, me pega pela comédia, provavelmente é o principal motivo de eu ter gostado. O resto do elenco está ok, e visualmente o filme é bem polido e bem trabalhado. O ponto fraco é mesmo o roteiro, que poderia ter sido mais bem pensado. No fim, gostei bastante e super indico para quem quer relaxar e dar boas risadas. Não é o melhor trabalho do Hassum, e se você não gosta dele provavelmente não vai gostar do filme, já que a graça está toda nele. Mas se curte o humor dele, essa é uma ótima pedida para descontrair.
Um filme bom da Marvel? Vamos conversar sobre… Ninguém esperava muito e isso, curiosamente, ajudou o filme. Como comentei na crítica da série Coração de Ferro, a Marvel deveria focar mais em histórias urbanas, e aqui está mais um exemplo de como uma trama mais curta pode funcionar muito bem. Temos personagens de “segundo escalão” muito bem desenvolvidos, sustentando uma história que, apesar de simples, é contada com cuidado e ritmo. O resultado é um filme que prende, diverte e ainda consegue trazer um tema importante: saúde mental. E, mesmo tratando de algo tão sério, ele continua sendo um blockbuster de respeito. Quero ver mais filmes assim vindos da Marvel, diretos, bem escritos e com personagens que nos fazem querer ficar mais tempo naquele universo.
É bom? Vamos conversar sobre... Confesso que eu estava com medo de assistir a esse filme, muito pelo fato de que, pra mim, parecia uma sequência feita somente (e exclusivamente) por dinheiro — não que não seja o caso aqui —, mas dava a impressão de que o estúdio estava mais focado no live action do que na continuação da história. Enfim, assisti ao filme e me deparei com dois sentimentos distintos: um que me fez gostar e querer ver mais, e outro que me deixou um pouco decepcionado. Essa sequência traz alterações e melhorias na trama, o que faz você se prender mais à história. Se antes acompanhávamos uma menina “fugitiva” lutando para se conhecer e descobrir o mundo, aqui acompanhamos o sentimento coletivo de uma família/tribo, o que faz a gente se importar com a volta em segurança de todos na embarcação. Outro ponto positivo são as músicas. Mesmo que não sejam tão “chicletes” quanto as do primeiro, elas são boas e me pareceram até mais longas, o que eu curti bastante. Dessa vez, as canções carregam traços mais reais da cultura polinésia, tanto no som quanto no visual. O único ponto em que o filme deixa a desejar é o roteiro. A história demora a engrenar e, quando finalmente encontra o tom certo, o filme precisa correr com as coisas. Isso fica nítido pelas conveniências e facilidades que aparecem no roteiro. Pra mim, essa história deveria ter sido dividida em duas partes ou pelo menos apresentada em um filme um pouco mais longo. Há personagens cujas motivações e histórias simplesmente não são explicadas. Mas, no fim das contas, o público-alvo não somos nós, adultos, então essa crítica fica mais no campo do “poderia ser melhor” do que realmente um erro grave. No final, gostei muito. Acho importante filmes com esse tipo de representatividade, e acredito que Moana 2 cumpre (e até aprofunda) esse papel. Super recomendo! Pitaco adicional: achei muito bom o diálogo do Maui com a Moana sobre ela ser uma princesa: “Muita gente acha que você é.” E é isso. Ela é Moana. Ela é representatividade. Ela é uma princesa!
Michael B. Jordan em dose dupla… é bom? Vamos conversar sobre. Essa dupla Ryan Coogler e Michael B. Jordan, pra mim, já virou selo de qualidade. Se os dois estão envolvidos, sei que o produto final vai ser, no mínimo, bom. E Pecadores não foge à regra: é visualmente incrível, com uma fotografia belíssima, e as atuações (principalmente do Michael) são de arrepiar. Aliás, todo o elenco manda muito bem e entrega performances intensas e cheias de verdade. A história, num primeiro momento, pode parecer meio sem sentido. “Vampiros???” Pois é… Mas esse é justamente o ponto: ela parece deslocada porque o diretor coloca tanto peso e realismo na vida dos personagens, que você acredita neles de verdade. E ver essas figuras tão humanas dentro de uma trama sobrenatural causa um estranhamento inicial, que logo vira fascínio. Mas o foco aqui não são os vampiros em si. O foco é a luta. A luta de povos marginalizados, colonizados e explorados, que mesmo diante de uma ameaça sobrenatural, ainda têm mais medo da sociedade real. Tem momentos em que ser vampiro parece menos doloroso do que ser uma pessoa preta vivendo com medo da Klan. E é aí que o filme acerta em cheio: ele usa o fantástico pra falar do real. Do medo real. Da dor real. Da resistência real. No fim das contas, eu amei esse filme e ele já entrou pra minha lista de favoritos. Super recomendo!
Mais um besteirol americano? Vamos conversar sobre... Começando pelo óbvio: é mais um filme típico do Adam Sandler, então já sabe... é pra quem gosta dele e da maioria das comédias que ele faz. Dito isso, vamos às comparações com o próprio. Um Maluco no Golfe 2 não é a melhor nem a pior comédia do Sandler, mas é melhor que o primeiro filme, que já era divertido. O filme tem um ritmo muito bom e conseguiu trazer aos personagens algumas camadas que ficaram de lado no original, principalmente pelas novas motivações que surgem aqui: vingança, família, luto e por aí vai. Claro, por ser um besteirol, esses temas são trabalhados de forma superficial, mas a verdade é que ninguém assiste esse tipo de filme buscando profundidade. A gente quer rir das besteiras e nisso ele entrega. Os atores fazem exatamente o que o filme pede, e mandam bem, até porque são nomes de peso. Além disso, tem participações especiais muito especiais que me pegaram de surpresa e eu adorei! No geral, gostei bastante e me diverti muito. Recomendo como passatempo, pra distrair a mente. Uma boa comédia (pra quem curte o estilo do Adam Sandler).
O que aconteceu com a nossa comédia brasileira? Vamos conversar sobre isso... Família Pero No Mucho é um filme fraquíssimo. Mesmo sendo relativamente curto, ele simplesmente não se sustenta. Por quê? Explico: a trama é aquela velha fórmula — filhas que não se entendem com o pai, aparece um namorado, todo mundo briga, depois todo mundo se entende. Isso, por si só, não é um problema. O problema é a forma como tudo é conduzido, e aqui os erros são muitos. Começando pelo elenco: tirando o Leandro Hassum, que segura o filme como pode (porque é o Hassum e ainda consegue arrancar algumas boas piadas com expressões e timing), e o Simón Hempe, que entrega uma ou outra atuação convincente, o restante simplesmente não entrega nada. Isso torna difícil até se importar com o que está acontecendo na história. O roteiro e a direção parecem completamente perdidos, sem saber pra onde querem levar o filme. O pai brasileiro, por exemplo, não faz nada de mais no início pra justificar o rompimento tão brusco com a filha. Em um momento ele está chorando de orgulho ao vê-la tocar, e no outro simplesmente falta numa das apresentações mais importantes dela — sem nenhuma explicação ou desenvolvimento. Esse tipo de atropelo acontece o tempo todo. A viagem que deveria ser o centro da trama também não ajuda em nada. Ninguém se dá ao trabalho de explicar absolutamente nada: como o Hassum conheceu a madrasta? Como o casal se conheceu e se apaixonou? Zero profundidade, tudo jogado. No fim, parece (e é) um típico filme de comédia de segunda categoria, que os atores toparam fazer só pela grana ou pra ter mais um número no portfólio. Observação adicional: colocaram aquele moleque dançarino que não sabe dançar! E aqui não é desmerecendo a cultura do funk, dos passinhos, do charme… mas o que foi mostrado no filme não representa nenhuma dessas expressões culturais brasileiras. O garoto simplesmente fica pulando todo desengonçado.
O filme mais redondinho da franquia. Vamos conversar sobre isso... Pra mim, Premonição 6 é o melhor filme da franquia. A história é boa, o roteiro não tem grandes furos, e de certa forma o filme até conserta algumas falhas que os anteriores deixaram pra trás. Acho que o principal ponto fraco fica por conta de alguns atores e personagens que não me cativaram muito. Isso acabou me deixando meio apático em relação às mortes deles, o que tira um pouco do impacto emocional. Ainda assim, o filme constrói uma boa atmosfera nas situações e entrega cenas de tirar o fôlego, do jeitinho que os fãs gostam. A verdade é: se você não gosta da franquia Premonição, esse filme provavelmente não vai te conquistar. Ele segue bem a cartilha clássica da série. Mas se você gosta ou nunca assistiu e quer entrar nesse universo, Premonição 6 é uma ótima pedida. Super recomendo.
Meu Deus, que surpresa boa! Vamos falar sobre isso... É um filme bobo? É. Os personagens são caricatos? Também. Mas, mesmo com tudo isso, Bad Boas me prendeu do começo ao fim. O filme tem um charme próprio, principalmente na estética, e o que mais conquista é o protagonista — que tem um carisma enorme, muito por conta do ator lembrar bastante o Kevin Hart. Não tem muito o que aprofundar aqui, até porque é um típico filme do estilo buddy cop, com aquela fórmula de dois opostos que precisam trabalhar juntos. Mesmo assim, Bad Boas me pegou de jeito. Gostei bastante de ter assistido e, honestamente, super recomendo pra quem quer algo divertido e leve.
"Paranoia": uma surpresa peculiar. Vamos conversar sobre isso... Navegando pelo catálogo, me deparei com esse filme e meu interesse foi imediato — principalmente por eu gostar muito de Janela Indiscreta. Eu esperava algo mais sério, talvez com uma pegada parecida com Ilha do Medo, mas acabei me surpreendendo ao descobrir que se trata de um filme juvenil. Apesar de tentar ter seus momentos de tensão e suspense, Paranoia é aquele típico filme que passaria fácil na Sessão da Tarde. Ainda assim, funciona muito bem como entretenimento. Eu, que comecei assistindo esperando algo completamente diferente, acabei gostando bastante! Assistir hoje em dia traz até uma nostalgia gostosa dos anos 2000/2010. Claro, o filme tem suas falhas. A morte do pai, por exemplo, me pareceu totalmente desnecessária. E, sinceramente, é um pouco forçado acreditar que, depois de tudo o que passou, o protagonista — que estava claramente surtado e desleixado — simplesmente volta ao normal só porque matou um serial killer. Esses deslizes fazem a gente se desconectar um pouco da história. Mas, como eu disse, é um filme leve, com cara de Sessão da Tarde. Então dá pra relevar. Ótimo pra passar o tempo, e com um toque nostálgico que torna a experiência boa.
“Não Se Mexa” é interessante ao ponto de eu não saber exatamente como avaliar. Vamos conversar sobre isso... O filme tem uma premissa intrigante: uma mulher tentando fugir de um serial killer, mas com um agravante — ela foi drogada e não consegue se mover. Isso cria uma atmosfera angustiante, e a direção faz um ótimo trabalho ao transmitir essa sensação, colocando a gente quase na pele da protagonista. Porém, essa mesma premissa acaba exigindo algumas facilidades de roteiro para que a trama avance. É aí que o filme perde parte do seu impacto. Existem cenas em que a protagonista toma decisões muito burras, ou então os outros personagens são tão incompetentes que morrem fácil demais, o que quebra um pouco a tensão. Além disso, a vida e motivação do assassino não faz muito sentido, o que compromete a profundidade do enredo. O filme também acerta na forma como aborda o luto. Ele mostra que, por mais que tentemos fugir da dor, é justamente essa fuga que nos enfraquece e nos torna impotentes. No fundo, o que precisamos é de tempo — tempo para processar, sofrer e, aos poucos, nos reerguer. E quando isso acontece, conseguimos seguir em frente não só por nós mesmos, mas também por aqueles que se foram. Essa mensagem, apesar de sutil, é poderosa e dá mais profundidade emocional à narrativa. Ainda assim, o filme funciona muito bem nas cenas de suspense e tensão. Mesmo com alguns tropeços no roteiro, a experiência geral é boa. Super recomendo assistir. Gostei do filme.
“The Whale” — simplesmente perfeito. Vamos conversar sobre isso... Demorei para assistir, e como na maioria das vezes em que isso acontece, me arrependi. Me arrependi porque agora consigo conversar muito pouco com as pessoas sobre o filme... Mas, por outro lado, fico feliz de ter conseguido apreciar essa obra de arte sem a pressão de precisar achar o filme bom — e sim por ele realmente ser. Tecnicamente, que filme lindo. Desde a escolha do formato da tela — que alterna sutilmente para passar a sensação de liberdade ou de prisão — até as atuações marcantes, tudo me emocionou de diferentes formas. Brendan Fraser está simplesmente brilhante, e o elenco como um todo sustenta com força cada cena. A única coisa que me tirou um pouco do foco foi o garoto da "igreja". Não consegui entender exatamente qual era a intenção do filme com ele. Era uma crítica? Uma tentativa de mostrar o outro lado? A igreja é boa ou ruim? No fim das contas, talvez a resposta seja que... não importa. Ainda assim, o filme é coeso dentro da sua proposta e muito bem conduzido. Ele respeita profundamente as pessoas que enfrentam a obesidade severa, sem cair no sensacionalismo, ao mesmo tempo que mostra como é doloroso para quem está por perto ver alguém que ama definhar aos poucos. No final, The Whale é uma experiência cinematográfica incrível. Um daqueles filmes que, ao terminar, te faz perceber que você acabou de ver uma grande obra digna de Oscar.
Uma cinebiografia linda e emocionante. Vamos falar sobre isso... Meu Deus, que trabalho lindo! Mais um filme brasileiro muito bem feito. Aqui temos boas atuações, um roteiro bem construído e, o melhor de tudo: nenhum erro técnico aparente. O ritmo do filme é muito bom para o que ele se propõe a fazer. Por ser uma obra em que o próprio homenageado, Ney Matogrosso, participou ativamente, acredito que algumas escolhas — como deixar certos acontecimentos de fora — tenham sido feitas por respeito ou discrição. Isso acaba gerando alguns lapsos temporais na narrativa, mas eu, sinceramente, gostei do efeito que isso causou. A fluidez irregular combinou com o jeito artístico do Ney: agitado, descontrolado, mostrando tudo e, ao mesmo tempo, mantendo o mistério. Algo que me chamou atenção foi como o filme tratou as cenas de relações sexuais. A fotografia é tão bem feita que não há nenhuma nudez explícita — no máximo alguns relances, umas bundinhas e tetinhas aqui e ali. Essa escolha técnica foi tão bem executada que o filme conseguiu a classificação indicativa de 16 anos. Fiquei surpreso e deslumbrado que mesmo sem ser sutil, não cai na vulgaridade. O único ponto que realmente me pegou foi o final, que achei um pouco corrido. Faltou, pelo menos, uma fala direta do próprio Ney — já que ele aparece no filme, seria um fechamento simbólico e emocionante ouvir algo dele. Concluindo: é um ótimo filme, super recomendo. É daqueles que fazem um artista já famoso se tornar ainda mais admirado — e com todos os méritos. Que história linda!
É bom, mas podia ser melhor… vamos conversar sobre isso. O Auto da Compadecida 2 tem alguns problemas de produção que realmente incomodam e fazem a gente pensar como poderia ter sido se fosse mais bem elaborado. O que mais me incomodou foi a dublagem, que em alguns momentos não estava totalmente sincronizada. Às vezes dava pra perceber que o áudio foi acelerado para encaixar com a cena. Além disso, por ter sido tudo feito em set, o som ficou muito polido, sem áudio ambiente, o que acabou deixando os cenários com um aspecto bem artificial. O roteiro também deixou a desejar. Além de repetir a história do filme anterior, ele deixa muitas pontas soltas e usa a maioria dos personagens como ganchos sem sentido, já que, de uma hora para outra, eles são simplesmente esquecidos. Minha opinião é a seguinte: se vai copiar, copie direito… Kkkk. O filme começa de maneira lenta, mas quando engrena, vai rápido demais. Isso evidencia a fraqueza do roteiro, que termina de uma hora pra outra, sem desenvolver bem as ideias. Por fim, os efeitos especiais… meu Deus! Na maioria das vezes a estética até era legalzinha, mas em outras dava até vergonha. Agora, as partes boas: o filme traz algumas reflexões importantes, como a idolatria, o uso da fé como cabo eleitoral, além de temas como a seca e a fome, tudo isso move a história. Apesar das falhas no roteiro, a mensagem do filme está lá… não muito clara, mas se fizer um esforço, dá pra "tirar leite de pedra". A interação dos atores é maravilhosa, todos mandaram muito bem. A trilha sonora também é muito boa, e o figurino… perfeito! O mais bonito de tudo. No fim das contas, o filme é bom, mas teve o azar de ser continuação de uma obra-prima. Recomendo assistir, mas sem esperar muito.
Supera o anterior em tudo, vamos conversar sobre... Por um Punhado de Dólares a Mais consegue melhorar em todos os aspectos em comparação com o filme anterior. Eu já tinha gostado do primeiro, mas ele tinha algumas falhas em relação à construção de personagens e à trajetória deles. Aqui, tudo isso é aperfeiçoado. Cada personagem, principal ou coadjuvante, tem uma personalidade muito bem definida, e o filme explora isso com muita habilidade. O que mais me impressionou foi o antagonista (Índio - Gian Maria Volonté) e o coadjuvante (Coronel Mortimer - Lee Van Cleef), que roubam completamente a cena e deixam o Monco (Clint Eastwood) um pouco em segundo plano. Claro, ele ainda tem seus momentos de glória, mas o que me pareceu mais interessante nesse filme foi como ele é apenas o ponto de vista do espectador. Essa mudança de foco dá ao filme uma dinâmica única, pois sabemos que o Clint é bom – então, a história nos apresenta mais profundamente aos outros personagens. Além disso, fico impressionado com a fotografia e a trilha sonora dos filmes de faroeste. Não sei por que esse estilo de produção foi deixado de lado, mas adoraria ver algo nesse estilo hoje, com a evolução das câmeras e da tecnologia. Conclusão: É um filme excelente, e eu recomendo bastante!
Wicked, um filme mágico? Vamos falar sobre... Começando pelo fato de ser um musical, então, se você não gosta do gênero, provavelmente não vai curtir. O filme tem alguns "probleminhas", se é que posso dizer assim, principalmente pelo fato de ser dividido em duas partes. Essa primeira parte é literalmente uma introdução e, por isso, não tem muita ação. Isso pode tornar o filme um pouco arrastado e cansativo para quem não está acostumado com musicais. O que me incomodou foi a história da família da Elphaba, que não foi bem desenvolvida e acabou parecendo corrida. Isso gerou personagens que não me cativaram muito, como a irmã, o namorado dela, o pai e até mesmo a ursa, que poderia ter sido mais bem aproveitada. Afinal, o pano de fundo da trama envolve os animais. Eu, pessoalmente, preferia ter visto mais da juventude da Elphaba do que esse breve tempo na "escola"/"faculdade". Mas tirando esses pontos, o filme é excepcional e muito bem atuado/cantado. A história traz uma mensagem forte, tanto sobre ascensão de classe quanto sobre racismo e preconceito. E meu Deus, que cena inicial marcante! O fato de estarem comemorando a morte de alguém, cantando sobre como são bonzinhos e como agora a paz foi restaurada (enquanto botam fogo na imagem da Elphaba) é angustiante. No geral, Wicked é um filme muito bom e merece todas as indicações que recebeu. Tem alguns probleminhas aqui e ali, mas nada que atrapalhe ou prejudique a experiência, que no fim das contas é excelente.
Coringa: Delírio a Dois, o que aconteceu? Vamos conversar sobre... Assim como o primeiro, esse filme é arte em seu puro deleite dentro de uma indústria gigante. A fotografia impecável conduz a história de um jeito que, mesmo se o filme fosse mudo, ainda daria pra acompanhar a evolução dos personagens. Aqui, a imagem trabalha pro filme. Então, onde o filme erra? Ele erra em achar que o público queria um musical do Coringa sem ser Coringa e uma Arlequina sem ser Arlequina. Tudo isso atrelado ao fato de não ter o Batman... aí não funciona mesmo. O filme ganha um tom animador no final com a ultima cena, porem é só pra servir como isca pros fãs criarem teorias sobre qual Coringa era aquele. Diferente do primeiro, o objetivo agora é mostrar que Arthur é culpado sim pelos atos que comete e que isso não é algo para se orgulhar. O filme faz isso muito bem. Arthur é patético, sem graça, medroso e adora chamar atenção, ao mesmo tempo que joga a culpa dos seus atos nos outros—um verdadeiro psicopata. O problema aqui é que pra quem não esta procurando esse tipo de personagem acaba encarando o filme da mesma maneira, patético, sem graça, medroso. No fim das contas, é um filme bom. Mas não é pra quem esperava um Coringa grandioso. Aqui, vemos de forma até meio poética o Coringa do primeiro filme virando a sombra do que o nome Coringa representa. E no final, ele perde, porque o que queríamos ver era o CORINGA (no meu caso, no mesmo filme que o Batman).
Mr. Crocket
2.7 31 Assista AgoraUm filme bom, mas que podia ser melhor. Vamos conversar sobre…
Mr. Crocket tem qualidades que realmente chamam atenção. A ambientação funciona muito bem e ajuda a criar aquela sensação de desconforto constante. O gore é bem aplicado, não exagera sem motivo, mas quando aparece, impacta. Outro ponto positivo é o ator que interpreta o vilão: entrega presença, tem um visual marcante e segura o personagem com convicção.
Além disso, a história envolvendo mães e pais solo dá um toque emocional forte, trazendo temas que muita gente vive na pele. Essa camada mais humana funciona bem.
Mas o filme tropeça em alguns aspectos. A história em si não é tão sólida quanto parece no início. Existem falhas nas regras do mundo, coisas que são apresentadas e depois ignoradas, como se o próprio roteiro não soubesse muito bem quais limites existem naquele universo. Isso quebra a imersão em vários momentos.
O ritmo também pode incomodar: por vezes o filme parece demorado, esticando situações que não precisavam de tanto tempo. E uma escolha narrativa, em especial, enfraquece o impacto: é estranho que a mãe não tenha ido atrás da mendiga antes, considerando tudo o que estava acontecendo. Isso cria um buraco lógico que pesa bastante no final.
No geral, Mr. Crocket é um bom filme, com elementos interessantes e uma atmosfera bem construída, mas que perde força em sua própria estrutura e nas escolhas narrativas. Vale assistir, principalmente se você curte terror com ambientação forte e um toque de gore, mas vá sabendo que a história não entrega tudo que promete.
A Vizinha Perfeita
3.5 209 Assista AgoraUm documentário forte e profundamente triste, vamos conversar sobre...
A Vizinha Perfeita é um documentário que acerta em cheio no que se propõe a fazer: te chocar, te sensibilizar e te fazer pensar. É uma obra forte, dura, extremamente triste justamente porque poderia ter sido evitada.
A narrativa acompanha um caso que, à primeira vista, parece comum: uma vizinha tranquila, querida, considerada “perfeita”. E é exatamente aí que mora o horror. O documentário mostra como a violência pode estar escondida atrás de sorrisos, gentilezas e uma falsa sensação de normalidade. Isso dá ao filme um peso psicológico muito grande, porque ele desmonta aquela ideia de que “perigo tem cara”.
E existe um ponto central impossível de ignorar: esse caso é um argumento perfeito do porquê o porte de armas não deve ser liberado.
O documentário escancara, sem precisar forçar nada, como a combinação de instabilidade emocional + acesso fácil a armas transforma conflitos cotidianos em tragédias irreversíveis. Não é teoria; é realidade. A história fala por si e dói justamente porque você vê o efeito direto de uma política que normaliza a circulação de armas.
No fim, A Vizinha Perfeita é um soco no estômago. Toca, revolta e te faz refletir sobre como decisões políticas e discursos irresponsáveis podem custar vidas reais.
Recomendo.
Looney Tunes - O Filme: O Dia Que A Terra …
3.2 24Não me pegou. Vamos conversar sobre.
Eu esperava mais, bem mais. A trama é simples demais e, sinceramente, um filme dos Looney Tunes focado só no Gaguinho, na Petúnia e no Patolino não funciona pra mim. Parte da graça desse universo está justamente na mistura caótica de personagens, e aqui isso se perde.
Não curto muito falar mal de filmes, mas pra não ficar só no “não gostei”, vamos lá: a história parece que não foi lapidada, como se tivesse sido escrita apenas pra servir de suporte pras piadas. O problema é que essas piadas também não são tão engraçadas assim, as melhores ainda são as que têm alguma ligação com o mundo real, não com a trama em si. O “vilão”, por exemplo, está ali mais pra render uma piada sem importância do que pra de fato movimentar a história. Pensando bem, se a gente corta tudo que não tem relevância, o filme se resume facilmente a um episódio de 20 minutos da série.
O único lado realmente positivo é a parte visual: a animação está muito polida, bonita mesmo. Pena que esse cuidado não veio acompanhado de um roteiro mais inspirado.
No fim, O Dia Que a Terra Explodiu parece mais um especial estendido do que um filme de verdade.
Sexta-Feira Muito Louca
3.1 1,1K Assista AgoraÉ legal, eu gostei — vamos conversar sobre.
A trama é simples e funciona, mas só da metade do filme pra frente. Sério, que demora pra engrenar! Eu quase parei de assistir porque, até lá, o roteiro insiste demais em mostrar a mãe e a filha brigando por besteira. Claro, mães e filhos discutem, isso todo mundo já sabe, mas o filme exagera nessa parte e acaba cansando, repetindo conflitos sem necessidade.
Quando finalmente acontece a troca de corpos, a história ganha ritmo e fica muito mais divertida. As situações absurdas que surgem dessa troca rendem boas risadas e funcionam porque tanto Lindsay Lohan quanto Jamie Lee Curtis se entregam bem aos papéis, conseguindo trazer carisma e graça pra história.
No fim das contas, Sexta-Feira Muito Louca demora pra mostrar a que veio, mas, quando engrena, entrega um filme leve e divertido, com aquele clima de sessão da tarde que funciona até hoje.
Monster High 2
2.3 8Se o primeiro Monster High já tinha me surpreendido por ser ruim mas divertido, a sequência vem com um leve upgrade. Vamos converar sobre.
Monster High 2 é melhor que o anterior, mas não o suficiente para aumentar uma estrela na avaliação. A sensação é que o filme entendeu melhor sua proposta, ficando mais pé no chão e coeso dentro do que se propõe a fazer.
O roteiro, embora parecido com o do primeiro, tem algumas melhorias: personagens importantes finalmente são usados de maneira significativa se o nome "Drácula" está na trama, ele tem que servir para algo. Isso deixa a narrativa mais natural e evita a necessidade de forçar conexões para justificar a ameaça, como acontecia antes.
Visualmente e em termos de atuação, continua aquele padrão de filme feito para fechar horário no canal da Nickelodeon: efeitos simples, interpretações duvidosas, mas nada fora do esperado para uma produção voltada ao público infantil. E é aí que o filme acerta: crianças tendem a aceitar melhor a simplicidade e as escolhas criativas, o que garante que a obra cumpra seu papel de forma honesta.
Assim como no primeiro, é um filme ruim, mas que sabe ser ruim. Essa leveza permite ousar, brincar com clichês e entregar algo que, dentro do seu universo, funciona. No fim, Monster High 2 é mais polido e consistente, mas continua sendo uma experiência feita para crianças e, talvez por isso mesmo, acaba sendo mais fácil de aceitar suas falhas.
Holocausto Brasileiro
4.3 158Um filme necessário, vamos conversar sobre...
Holocausto Brasileiro não é um filme fácil de assistir, e nem deveria ser. Aqui a gente mergulha numa parte sombria da nossa história, mostrando os horrores que aconteceram dentro do hospital psiquiátrico de Barbacena. O documentário não tem a intenção de entreter, mas sim de chocar, sensibilizar e principalmente fazer refletir.
O impacto é grande porque não estamos falando de ficção, e sim de vidas, mais de 60 mil vidas reais que foram apagadas, esquecidas, maltratadas e após a morte vendidas em nome de um sistema falho e cruel. É revoltante ver como tudo isso foi possível e, ao mesmo tempo, doloroso encarar que pouca gente realmente fala sobre.
O filme tem um ritmo que pode parecer arrastado em alguns pontos, mas acho que isso foi pensado, feito pra criar a atmosfera de desconforto necessária pra experiência. Tecnicamente é bem construído, com imagens e relatos que marcam e ficam na cabeça muito tempo depois.
É daquelas obras que mexem contigo, abre os olhos e lembrar o quanto a sociedade precisa encarar seus erros e não repeti-los. É duro, mas essencial.
Superman
3.6 918 Assista AgoraVocê é um(a) punk rocker? vamos conversar sobre...
James Gunn sabe contar história, simplesmente isso. Ele já tinha mostrado isso com Guardiões da Galáxia e agora fez com o Superman. Temos de volta um Superman com um olhar bom, sem aquele medo e peso exagerado, e até dá pra encarar o filme como uma crítica pra própria DC, que por muito tempo tratou o herói de forma meio equivocada kkk.
Não é o melhor filme do James Gunn, mas sem dúvida é o melhor da DC nos últimos tempos. O filme vai direto pra história que quer contar, deixando tudo mais dinâmico e evitando a repetição do bebê caindo do céu. Por essa escolha, alguns reflexos negativos aparecem: personagens e ideias jogados sem explicação e um universo que não fica totalmente claro. Mas isso só pesa se tu pensar depois, porque durante a sessão o ritmo é tão bom que esses detalhes passam de boa.
Gostei do casting. Em filme de herói não precisa de tanto, mas aqui os atores realmente passam emoção e mostram profundidade. Isso era arriscado já que a história começa sem um "início tradicional", mas funcionou super bem.
Tô ansioso pra ver mais da DC e espero que finalmente consigam montar um universo consistente, com filmes tão bons quanto esse. Super recomendo!
Deus É Brasileiro
3.0 354 Assista AgoraMais um filme brasileiro que eu não conhecia e me surpreendi... vamos conversar sobre!
“Deus é Brasileiro” mostra como nossa indústria vai muito além do clichê de só falar sobre putaria, polícia e comédia. Aqui temos uma trama interessante, com críticas afiadas e um sarcasmo bem colocado.
Wagner Moura praticamente sustenta o filme com uma performance excelente, foi o ponto alto pra mim. Já o Antônio Fagundes me deixou dividido: não sei se não gostei da atuação ou do próprio personagem, e acho que as duas coisas acabaram se misturando.
O roteiro em si é meio furado, cria caminhos que não segue e deixa pontas soltas. Um exemplo é a comparação da menina com uma santa, ou até o fato de Deus não saber de certas situações e linhas de pensamento de algumas pessoas, mas de outras sim, tudo isso faz o filme enrolar um pouco. Outro detalhe que me incomodou foi a própria construção do personagem de Deus: deram a ele uma personalidade horrível, e confesso que me causava um certo ódiozinho quando começava a falar.
Apesar disso, fiquei preso do começo ao fim. É um filme que entretém, faz pensar e prova mais uma vez que o cinema brasileiro pode entregar muito. Super recomendo, e minha nota alta vai muito por conta do que o Wagner entrega aqui.
O Amor Dá Trabalho
2.7 46 Assista AgoraUm filme ruim que ri muito, vamos conversar sobre...
Esse é aquele caso clássico de filme que, tecnicamente, deixa a desejar, mas que ainda assim consegue arrancar boas risadas. A história é meio batida, juntando elementos de várias tramas já conhecidas, e ainda conta com personagens que parecem não acrescentar nada.
Mesmo assim, me diverti bastante. Ri várias vezes e achei interessante a forma como deixaram em aberto a questão dos deuses e afins. O Hassum, como sempre, me pega pela comédia, provavelmente é o principal motivo de eu ter gostado. O resto do elenco está ok, e visualmente o filme é bem polido e bem trabalhado. O ponto fraco é mesmo o roteiro, que poderia ter sido mais bem pensado.
No fim, gostei bastante e super indico para quem quer relaxar e dar boas risadas. Não é o melhor trabalho do Hassum, e se você não gosta dele provavelmente não vai gostar do filme, já que a graça está toda nele. Mas se curte o humor dele, essa é uma ótima pedida para descontrair.
Thunderbolts*
3.4 457 Assista AgoraUm filme bom da Marvel? Vamos conversar sobre…
Ninguém esperava muito e isso, curiosamente, ajudou o filme. Como comentei na crítica da série Coração de Ferro, a Marvel deveria focar mais em histórias urbanas, e aqui está mais um exemplo de como uma trama mais curta pode funcionar muito bem.
Temos personagens de “segundo escalão” muito bem desenvolvidos, sustentando uma história que, apesar de simples, é contada com cuidado e ritmo. O resultado é um filme que prende, diverte e ainda consegue trazer um tema importante: saúde mental.
E, mesmo tratando de algo tão sério, ele continua sendo um blockbuster de respeito. Quero ver mais filmes assim vindos da Marvel, diretos, bem escritos e com personagens que nos fazem querer ficar mais tempo naquele universo.
Moana 2
3.2 183 Assista AgoraÉ bom? Vamos conversar sobre...
Confesso que eu estava com medo de assistir a esse filme, muito pelo fato de que, pra mim, parecia uma sequência feita somente (e exclusivamente) por dinheiro — não que não seja o caso aqui —, mas dava a impressão de que o estúdio estava mais focado no live action do que na continuação da história.
Enfim, assisti ao filme e me deparei com dois sentimentos distintos: um que me fez gostar e querer ver mais, e outro que me deixou um pouco decepcionado.
Essa sequência traz alterações e melhorias na trama, o que faz você se prender mais à história. Se antes acompanhávamos uma menina “fugitiva” lutando para se conhecer e descobrir o mundo, aqui acompanhamos o sentimento coletivo de uma família/tribo, o que faz a gente se importar com a volta em segurança de todos na embarcação.
Outro ponto positivo são as músicas. Mesmo que não sejam tão “chicletes” quanto as do primeiro, elas são boas e me pareceram até mais longas, o que eu curti bastante. Dessa vez, as canções carregam traços mais reais da cultura polinésia, tanto no som quanto no visual.
O único ponto em que o filme deixa a desejar é o roteiro. A história demora a engrenar e, quando finalmente encontra o tom certo, o filme precisa correr com as coisas. Isso fica nítido pelas conveniências e facilidades que aparecem no roteiro. Pra mim, essa história deveria ter sido dividida em duas partes ou pelo menos apresentada em um filme um pouco mais longo. Há personagens cujas motivações e histórias simplesmente não são explicadas. Mas, no fim das contas, o público-alvo não somos nós, adultos, então essa crítica fica mais no campo do “poderia ser melhor” do que realmente um erro grave.
No final, gostei muito. Acho importante filmes com esse tipo de representatividade, e acredito que Moana 2 cumpre (e até aprofunda) esse papel. Super recomendo!
Pitaco adicional: achei muito bom o diálogo do Maui com a Moana sobre ela ser uma princesa: “Muita gente acha que você é.” E é isso. Ela é Moana. Ela é representatividade. Ela é uma princesa!
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraMichael B. Jordan em dose dupla… é bom? Vamos conversar sobre.
Essa dupla Ryan Coogler e Michael B. Jordan, pra mim, já virou selo de qualidade. Se os dois estão envolvidos, sei que o produto final vai ser, no mínimo, bom. E Pecadores não foge à regra: é visualmente incrível, com uma fotografia belíssima, e as atuações (principalmente do Michael) são de arrepiar. Aliás, todo o elenco manda muito bem e entrega performances intensas e cheias de verdade.
A história, num primeiro momento, pode parecer meio sem sentido. “Vampiros???” Pois é… Mas esse é justamente o ponto: ela parece deslocada porque o diretor coloca tanto peso e realismo na vida dos personagens, que você acredita neles de verdade. E ver essas figuras tão humanas dentro de uma trama sobrenatural causa um estranhamento inicial, que logo vira fascínio.
Mas o foco aqui não são os vampiros em si. O foco é a luta. A luta de povos marginalizados, colonizados e explorados, que mesmo diante de uma ameaça sobrenatural, ainda têm mais medo da sociedade real. Tem momentos em que ser vampiro parece menos doloroso do que ser uma pessoa preta vivendo com medo da Klan. E é aí que o filme acerta em cheio: ele usa o fantástico pra falar do real. Do medo real. Da dor real. Da resistência real.
No fim das contas, eu amei esse filme e ele já entrou pra minha lista de favoritos. Super recomendo!
Um Maluco no Golfe 2
2.9 82 Assista AgoraMais um besteirol americano? Vamos conversar sobre...
Começando pelo óbvio: é mais um filme típico do Adam Sandler, então já sabe... é pra quem gosta dele e da maioria das comédias que ele faz. Dito isso, vamos às comparações com o próprio. Um Maluco no Golfe 2 não é a melhor nem a pior comédia do Sandler, mas é melhor que o primeiro filme, que já era divertido.
O filme tem um ritmo muito bom e conseguiu trazer aos personagens algumas camadas que ficaram de lado no original, principalmente pelas novas motivações que surgem aqui: vingança, família, luto e por aí vai. Claro, por ser um besteirol, esses temas são trabalhados de forma superficial, mas a verdade é que ninguém assiste esse tipo de filme buscando profundidade. A gente quer rir das besteiras e nisso ele entrega.
Os atores fazem exatamente o que o filme pede, e mandam bem, até porque são nomes de peso. Além disso, tem participações especiais muito especiais que me pegaram de surpresa e eu adorei!
No geral, gostei bastante e me diverti muito. Recomendo como passatempo, pra distrair a mente. Uma boa comédia (pra quem curte o estilo do Adam Sandler).
Família, Pero No Mucho
2.3 29 Assista AgoraO que aconteceu com a nossa comédia brasileira? Vamos conversar sobre isso...
Família Pero No Mucho é um filme fraquíssimo. Mesmo sendo relativamente curto, ele simplesmente não se sustenta. Por quê? Explico: a trama é aquela velha fórmula — filhas que não se entendem com o pai, aparece um namorado, todo mundo briga, depois todo mundo se entende. Isso, por si só, não é um problema. O problema é a forma como tudo é conduzido, e aqui os erros são muitos.
Começando pelo elenco: tirando o Leandro Hassum, que segura o filme como pode (porque é o Hassum e ainda consegue arrancar algumas boas piadas com expressões e timing), e o Simón Hempe, que entrega uma ou outra atuação convincente, o restante simplesmente não entrega nada. Isso torna difícil até se importar com o que está acontecendo na história.
O roteiro e a direção parecem completamente perdidos, sem saber pra onde querem levar o filme. O pai brasileiro, por exemplo, não faz nada de mais no início pra justificar o rompimento tão brusco com a filha. Em um momento ele está chorando de orgulho ao vê-la tocar, e no outro simplesmente falta numa das apresentações mais importantes dela — sem nenhuma explicação ou desenvolvimento. Esse tipo de atropelo acontece o tempo todo.
A viagem que deveria ser o centro da trama também não ajuda em nada. Ninguém se dá ao trabalho de explicar absolutamente nada: como o Hassum conheceu a madrasta? Como o casal se conheceu e se apaixonou? Zero profundidade, tudo jogado.
No fim, parece (e é) um típico filme de comédia de segunda categoria, que os atores toparam fazer só pela grana ou pra ter mais um número no portfólio.
Observação adicional: colocaram aquele moleque dançarino que não sabe dançar! E aqui não é desmerecendo a cultura do funk, dos passinhos, do charme… mas o que foi mostrado no filme não representa nenhuma dessas expressões culturais brasileiras. O garoto simplesmente fica pulando todo desengonçado.
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 734 Assista AgoraO filme mais redondinho da franquia. Vamos conversar sobre isso...
Pra mim, Premonição 6 é o melhor filme da franquia. A história é boa, o roteiro não tem grandes furos, e de certa forma o filme até conserta algumas falhas que os anteriores deixaram pra trás.
Acho que o principal ponto fraco fica por conta de alguns atores e personagens que não me cativaram muito. Isso acabou me deixando meio apático em relação às mortes deles, o que tira um pouco do impacto emocional.
Ainda assim, o filme constrói uma boa atmosfera nas situações e entrega cenas de tirar o fôlego, do jeitinho que os fãs gostam.
A verdade é: se você não gosta da franquia Premonição, esse filme provavelmente não vai te conquistar. Ele segue bem a cartilha clássica da série. Mas se você gosta ou nunca assistiu e quer entrar nesse universo, Premonição 6 é uma ótima pedida. Super recomendo.
Os Bad Boas
2.3 8 Assista AgoraMeu Deus, que surpresa boa! Vamos falar sobre isso...
É um filme bobo? É. Os personagens são caricatos? Também. Mas, mesmo com tudo isso, Bad Boas me prendeu do começo ao fim.
O filme tem um charme próprio, principalmente na estética, e o que mais conquista é o protagonista — que tem um carisma enorme, muito por conta do ator lembrar bastante o Kevin Hart. Não tem muito o que aprofundar aqui, até porque é um típico filme do estilo buddy cop, com aquela fórmula de dois opostos que precisam trabalhar juntos.
Mesmo assim, Bad Boas me pegou de jeito. Gostei bastante de ter assistido e, honestamente, super recomendo pra quem quer algo divertido e leve.
Paranóia
3.5 1,6K Assista Agora"Paranoia": uma surpresa peculiar. Vamos conversar sobre isso...
Navegando pelo catálogo, me deparei com esse filme e meu interesse foi imediato — principalmente por eu gostar muito de Janela Indiscreta. Eu esperava algo mais sério, talvez com uma pegada parecida com Ilha do Medo, mas acabei me surpreendendo ao descobrir que se trata de um filme juvenil.
Apesar de tentar ter seus momentos de tensão e suspense, Paranoia é aquele típico filme que passaria fácil na Sessão da Tarde. Ainda assim, funciona muito bem como entretenimento. Eu, que comecei assistindo esperando algo completamente diferente, acabei gostando bastante! Assistir hoje em dia traz até uma nostalgia gostosa dos anos 2000/2010.
Claro, o filme tem suas falhas. A morte do pai, por exemplo, me pareceu totalmente desnecessária. E, sinceramente, é um pouco forçado acreditar que, depois de tudo o que passou, o protagonista — que estava claramente surtado e desleixado — simplesmente volta ao normal só porque matou um serial killer. Esses deslizes fazem a gente se desconectar um pouco da história.
Mas, como eu disse, é um filme leve, com cara de Sessão da Tarde. Então dá pra relevar. Ótimo pra passar o tempo, e com um toque nostálgico que torna a experiência boa.
Não Se Mexa
2.7 219“Não Se Mexa” é interessante ao ponto de eu não saber exatamente como avaliar. Vamos conversar sobre isso...
O filme tem uma premissa intrigante: uma mulher tentando fugir de um serial killer, mas com um agravante — ela foi drogada e não consegue se mover. Isso cria uma atmosfera angustiante, e a direção faz um ótimo trabalho ao transmitir essa sensação, colocando a gente quase na pele da protagonista.
Porém, essa mesma premissa acaba exigindo algumas facilidades de roteiro para que a trama avance. É aí que o filme perde parte do seu impacto. Existem cenas em que a protagonista toma decisões muito burras, ou então os outros personagens são tão incompetentes que morrem fácil demais, o que quebra um pouco a tensão. Além disso, a vida e motivação do assassino não faz muito sentido, o que compromete a profundidade do enredo.
O filme também acerta na forma como aborda o luto. Ele mostra que, por mais que tentemos fugir da dor, é justamente essa fuga que nos enfraquece e nos torna impotentes. No fundo, o que precisamos é de tempo — tempo para processar, sofrer e, aos poucos, nos reerguer. E quando isso acontece, conseguimos seguir em frente não só por nós mesmos, mas também por aqueles que se foram. Essa mensagem, apesar de sutil, é poderosa e dá mais profundidade emocional à narrativa.
Ainda assim, o filme funciona muito bem nas cenas de suspense e tensão. Mesmo com alguns tropeços no roteiro, a experiência geral é boa.
Super recomendo assistir. Gostei do filme.
A Baleia
4.0 1,2K Assista Agora“The Whale” — simplesmente perfeito. Vamos conversar sobre isso...
Demorei para assistir, e como na maioria das vezes em que isso acontece, me arrependi. Me arrependi porque agora consigo conversar muito pouco com as pessoas sobre o filme... Mas, por outro lado, fico feliz de ter conseguido apreciar essa obra de arte sem a pressão de precisar achar o filme bom — e sim por ele realmente ser.
Tecnicamente, que filme lindo. Desde a escolha do formato da tela — que alterna sutilmente para passar a sensação de liberdade ou de prisão — até as atuações marcantes, tudo me emocionou de diferentes formas. Brendan Fraser está simplesmente brilhante, e o elenco como um todo sustenta com força cada cena.
A única coisa que me tirou um pouco do foco foi o garoto da "igreja". Não consegui entender exatamente qual era a intenção do filme com ele. Era uma crítica? Uma tentativa de mostrar o outro lado? A igreja é boa ou ruim? No fim das contas, talvez a resposta seja que... não importa.
Ainda assim, o filme é coeso dentro da sua proposta e muito bem conduzido. Ele respeita profundamente as pessoas que enfrentam a obesidade severa, sem cair no sensacionalismo, ao mesmo tempo que mostra como é doloroso para quem está por perto ver alguém que ama definhar aos poucos.
No final, The Whale é uma experiência cinematográfica incrível. Um daqueles filmes que, ao terminar, te faz perceber que você acabou de ver uma grande obra digna de Oscar.
Homem com H
4.2 520 Assista AgoraUma cinebiografia linda e emocionante. Vamos falar sobre isso...
Meu Deus, que trabalho lindo! Mais um filme brasileiro muito bem feito. Aqui temos boas atuações, um roteiro bem construído e, o melhor de tudo: nenhum erro técnico aparente.
O ritmo do filme é muito bom para o que ele se propõe a fazer. Por ser uma obra em que o próprio homenageado, Ney Matogrosso, participou ativamente, acredito que algumas escolhas — como deixar certos acontecimentos de fora — tenham sido feitas por respeito ou discrição. Isso acaba gerando alguns lapsos temporais na narrativa, mas eu, sinceramente, gostei do efeito que isso causou. A fluidez irregular combinou com o jeito artístico do Ney: agitado, descontrolado, mostrando tudo e, ao mesmo tempo, mantendo o mistério.
Algo que me chamou atenção foi como o filme tratou as cenas de relações sexuais. A fotografia é tão bem feita que não há nenhuma nudez explícita — no máximo alguns relances, umas bundinhas e tetinhas aqui e ali. Essa escolha técnica foi tão bem executada que o filme conseguiu a classificação indicativa de 16 anos. Fiquei surpreso e deslumbrado que mesmo sem ser sutil, não cai na vulgaridade.
O único ponto que realmente me pegou foi o final, que achei um pouco corrido. Faltou, pelo menos, uma fala direta do próprio Ney — já que ele aparece no filme, seria um fechamento simbólico e emocionante ouvir algo dele.
Concluindo: é um ótimo filme, super recomendo. É daqueles que fazem um artista já famoso se tornar ainda mais admirado — e com todos os méritos. Que história linda!
O Auto da Compadecida 2
3.0 444 Assista AgoraÉ bom, mas podia ser melhor… vamos conversar sobre isso.
O Auto da Compadecida 2 tem alguns problemas de produção que realmente incomodam e fazem a gente pensar como poderia ter sido se fosse mais bem elaborado. O que mais me incomodou foi a dublagem, que em alguns momentos não estava totalmente sincronizada. Às vezes dava pra perceber que o áudio foi acelerado para encaixar com a cena. Além disso, por ter sido tudo feito em set, o som ficou muito polido, sem áudio ambiente, o que acabou deixando os cenários com um aspecto bem artificial.
O roteiro também deixou a desejar. Além de repetir a história do filme anterior, ele deixa muitas pontas soltas e usa a maioria dos personagens como ganchos sem sentido, já que, de uma hora para outra, eles são simplesmente esquecidos. Minha opinião é a seguinte: se vai copiar, copie direito… Kkkk.
O filme começa de maneira lenta, mas quando engrena, vai rápido demais. Isso evidencia a fraqueza do roteiro, que termina de uma hora pra outra, sem desenvolver bem as ideias.
Por fim, os efeitos especiais… meu Deus! Na maioria das vezes a estética até era legalzinha, mas em outras dava até vergonha.
Agora, as partes boas: o filme traz algumas reflexões importantes, como a idolatria, o uso da fé como cabo eleitoral, além de temas como a seca e a fome, tudo isso move a história. Apesar das falhas no roteiro, a mensagem do filme está lá… não muito clara, mas se fizer um esforço, dá pra "tirar leite de pedra".
A interação dos atores é maravilhosa, todos mandaram muito bem. A trilha sonora também é muito boa, e o figurino… perfeito! O mais bonito de tudo.
No fim das contas, o filme é bom, mas teve o azar de ser continuação de uma obra-prima. Recomendo assistir, mas sem esperar muito.
Por uns Dólares a Mais
4.3 382 Assista AgoraSupera o anterior em tudo, vamos conversar sobre...
Por um Punhado de Dólares a Mais consegue melhorar em todos os aspectos em comparação com o filme anterior. Eu já tinha gostado do primeiro, mas ele tinha algumas falhas em relação à construção de personagens e à trajetória deles. Aqui, tudo isso é aperfeiçoado. Cada personagem, principal ou coadjuvante, tem uma personalidade muito bem definida, e o filme explora isso com muita habilidade.
O que mais me impressionou foi o antagonista (Índio - Gian Maria Volonté) e o coadjuvante (Coronel Mortimer - Lee Van Cleef), que roubam completamente a cena e deixam o Monco (Clint Eastwood) um pouco em segundo plano. Claro, ele ainda tem seus momentos de glória, mas o que me pareceu mais interessante nesse filme foi como ele é apenas o ponto de vista do espectador. Essa mudança de foco dá ao filme uma dinâmica única, pois sabemos que o Clint é bom – então, a história nos apresenta mais profundamente aos outros personagens.
Além disso, fico impressionado com a fotografia e a trilha sonora dos filmes de faroeste. Não sei por que esse estilo de produção foi deixado de lado, mas adoraria ver algo nesse estilo hoje, com a evolução das câmeras e da tecnologia.
Conclusão: É um filme excelente, e eu recomendo bastante!
Wicked
3.9 524 Assista AgoraWicked, um filme mágico? Vamos falar sobre...
Começando pelo fato de ser um musical, então, se você não gosta do gênero, provavelmente não vai curtir.
O filme tem alguns "probleminhas", se é que posso dizer assim, principalmente pelo fato de ser dividido em duas partes. Essa primeira parte é literalmente uma introdução e, por isso, não tem muita ação. Isso pode tornar o filme um pouco arrastado e cansativo para quem não está acostumado com musicais.
O que me incomodou foi a história da família da Elphaba, que não foi bem desenvolvida e acabou parecendo corrida. Isso gerou personagens que não me cativaram muito, como a irmã, o namorado dela, o pai e até mesmo a ursa, que poderia ter sido mais bem aproveitada. Afinal, o pano de fundo da trama envolve os animais. Eu, pessoalmente, preferia ter visto mais da juventude da Elphaba do que esse breve tempo na "escola"/"faculdade".
Mas tirando esses pontos, o filme é excepcional e muito bem atuado/cantado. A história traz uma mensagem forte, tanto sobre ascensão de classe quanto sobre racismo e preconceito. E meu Deus, que cena inicial marcante! O fato de estarem comemorando a morte de alguém, cantando sobre como são bonzinhos e como agora a paz foi restaurada (enquanto botam fogo na imagem da Elphaba) é angustiante.
No geral, Wicked é um filme muito bom e merece todas as indicações que recebeu. Tem alguns probleminhas aqui e ali, mas nada que atrapalhe ou prejudique a experiência, que no fim das contas é excelente.
Coringa: Delírio a Dois
2.5 924 Assista AgoraCoringa: Delírio a Dois, o que aconteceu? Vamos conversar sobre...
Assim como o primeiro, esse filme é arte em seu puro deleite dentro de uma indústria gigante. A fotografia impecável conduz a história de um jeito que, mesmo se o filme fosse mudo, ainda daria pra acompanhar a evolução dos personagens. Aqui, a imagem trabalha pro filme.
Então, onde o filme erra? Ele erra em achar que o público queria um musical do Coringa sem ser Coringa e uma Arlequina sem ser Arlequina. Tudo isso atrelado ao fato de não ter o Batman... aí não funciona mesmo. O filme ganha um tom animador no final com a ultima cena, porem é só pra servir como isca pros fãs criarem teorias sobre qual Coringa era aquele.
Diferente do primeiro, o objetivo agora é mostrar que Arthur é culpado sim pelos atos que comete e que isso não é algo para se orgulhar. O filme faz isso muito bem. Arthur é patético, sem graça, medroso e adora chamar atenção, ao mesmo tempo que joga a culpa dos seus atos nos outros—um verdadeiro psicopata. O problema aqui é que pra quem não esta procurando esse tipo de personagem acaba encarando o filme da mesma maneira, patético, sem graça, medroso.
No fim das contas, é um filme bom. Mas não é pra quem esperava um Coringa grandioso. Aqui, vemos de forma até meio poética o Coringa do primeiro filme virando a sombra do que o nome Coringa representa. E no final, ele perde, porque o que queríamos ver era o CORINGA (no meu caso, no mesmo filme que o Batman).