Fico feliz que os Estados Unidos estejam ensaiando o próprio fim. Mesmo que seja algo que pareça mais um delírio persecutório a partir de uma inversão do que na verdade eles fazem com os outros países.
O que as pessoas parecem não entender sobre as opressões no geral, é que elas são expressão da rejeição. Rejeição emocional, afetiva, institucional, familiar, relacional no geral. Quando se diz “opressão”, não é uma coisa abstrata e fantasiosa da qual certos grupos, com “algumas frustrações para com o mundo” (como foi dito no comentário abaixo), se queixam. Experimenta bater num bichinho de estimação todos os dias pra ver se ele não se torna traumatizado pela rejeição e violência. A mesma coisa somos nós seres humanos, nos tornamos desconfiados, ressentidos, amargurados, receosos, ansiosos, e sobretudo traumatizados pela rejeição contínua. Que bom que nesse filme, Sam reagiu diante de uma rejeição que para outros pode parecer pequena e trivial, mas que pra ele era só mais uma de tantas mais. Lindo final, que homens trans possam receber afeto e amor.
Acho que toda mulher recém terminada, que tem lucidez suficiente pra não se enfiar rapidamente em outro relacionamento acaba se identificando com esse filme. Existe um chamado real que muitas vezes tá dissociado de relações afetivo sexuais. O final desse filme seria melhor se ela tivesse decidido não ficar com aquele brasileiro encenado por um espanhol hahahah. Acho que existe sim um equilíbrio interior que passa por renunciar a distrações amorosas, mas como estamos falando de hollywood e seus finais fantasiosos, vale um 4/5. Bom filme pra ver domingo e se inspirar a viajar.
Pisquei e só terminei no final. O cenário de isolamento das paisagens e das residências ilustra a vivência individualizante do pós-guerra onde vivia Violette Leduc. Uma mulher que conviveu com profundo desamparo familiar, pobreza e rejeições variadas de seus afetos: suas profecias autorrealizáveis. Amamos quem nos rejeita para seguir tentando refazer desfechos, repetir tentativas de 'consertar' o outro, na esperança de que ele finalmente nos satisfaça, o que nunca acontece de fato. Um deles desperta nela a necessidade pela escrita -- escrevo pra lhe agradar; mal sabia ela que no futuro agradaria todo um público. Simone foi uma mentora, amiga, militante, investiu em Violette quase que como uma causa. Apesar disso, a carência crônica também opera de modo egoísta. No momento em que Simone se vulnerabiliza, na perda da mãe, Violette se esforça muito pouco pra retribuir. A carência e o ressentimento podem assumir facetas muito autocentradas, onde se enxerga pouco para além do próprio sofrimento. Nesse trajeto, Simone também parecia sugar o talento de Violette, quase como que se a cada livro publicado, a autora perdesse vitalidade, e se manifestasse cada vez mais despida de tranquilidade consigo mesma. Quanto mais submergia em suas próprias histórias, redesenhando seus percursos internos, mais se arrefecia. Na medida em que suas vulnerabilidades acabaram por ter retornos: financeiros (material) e afetivos (simbólicos), ela parece começar a conseguir se dar alguma sustentação. Ela, que sempre parecia estar meio tropeçando. "Bote suas obsessões no papel. Ela vai lhe dar o que a sociedade nega." Simone trabalhou como mestra, puxando, confiando, e acima de tudo, mantendo uma distância segura: aproximar-se demais levava à inevitáveis paixões transferenciais. A arte como meio pra construir simbolicamente outras amarrações de si, o que surpreendentemente acabam por ter efeitos bastante literais no sujeito.
— Gritos e lágrimas não levam a nada, a escritura sim — Não tenho mais nada a dizer" — Comece de novo, desde o seu nascimento. — O que isso vai mudar? — Vai mudar tudo! Porque seu olhar sobre si mesma mudou.
A cena final é um primor: Violette viaja sozinha, senta-se ao sol, para escrever. Agora sim, reinvestida de si, podendo enxergar-se como um novo grande Outro a enxerga.
Acho que escolheram mal a atriz. Parece que tá imitando alguém o tempo todo; não convence. É difícil reproduzir os trejeitos da Elis, precisava de alguém com a energia parecida. Essa moça é muito princess. Filme fraco, no geral, achei. Pareceu uma vida linear e desimportante, sem grandes questões. Nem o uso das drogas é explicado muito bem. Tudo meio plástico.
Não conhecia a história do Tim Maia, tudo me pareceu uma grande surpresa. Roberto carlos filha da puta. Trilha sonora bem escolhida. Fiquei vidrada na música “lamento”. Me pareceu um artista vítima do racismo, da pobreza, do desamparo e desamor. Violência como fruto do adoecimento social e psíquico; reagia às tantas violências, que sofreu, muitas vezes com violência também.
mexem comigo os filmes sobre migração. dos que se vão e dos que ficam. dos que ficam e dos que vão. as histórias sobre fronteiras, sobre estrangeirismos, sobre idas forçadas. quem se vai sem querer ir; sem poder. os que ficam sem entender, sem poder ficar, e mesmo assim ficando. sem ter clareza do que tá acontecendo. tem alguma coisa de indizível no deslocamento forçado. um arrancar não-elaborado. como uma planta quando tem suas raízes arrancadas. as cenas musicais desse filme são as mais lindas que já vi. a escolha do filme ser apenas o trajeto de carro, em meio a um cenário inóspito e desértico, que parece conversar com o repleto vazio de informações sobre o que se tem depois daquele horizonte. pra onde esse menino vai, afinal? por quê? não se sabe, mas se sabe que é algo necessário, irregular, perigoso, talvez irreversível. 'ilegal'. a estrada diz mais sobre a migração do que os destinos, ou do que o ponto de origem. o trajeto é o ponto de intermédio de alguma coisa que a gente não sabe o que será depois. e os diálogos, os tempos, as músicas, todas tocam nesse lugar do processo de percurso. o percurso daquelas vidas.
O filme consegue transpor o mistério na escrita da Elena Ferranti muito bem. Eu sempre me surpreendo como ela consegue trazer questões de gênero de maneira densa e complexificada. Nunca maniqueísta ou superficial; dual. A dor de ser quem se é, em seu redemoinho de abandonos, desejos, paradoxos, machismos e solidão. Ser uma mãe em busca da sua autonomia, e a inevitável culpa que permeia esse lugar. Ser uma mulher real, em conflito e em gozo com sua própria liberdade.
Um filme sobre conflitos e nenhuma certeza. Quem está certo? Um casal com boas intenções em implementar um projeto agroecológico porém que beira a ingenuidade em fazer isso sem nenhuma inserção comunitaria... ou um vilarejo hostil, xenófobo e violento, porém coeso entre si, que vive lá desde sempre, vulnerável e ignorante, que só deseja melhorar suas condições de vida com as eólicas, e reinvindica legitimamente sua propriedade de fala?
uma filha mimada e desrespeitosa porém que está desesperadamente amedrontada com a possibilidade de perder também sua mãe... ou uma mãe adoecida e ficcionada com a ideia de fazer justiça, solitária, se pondo voluntariamente na toca dos lobos diariamente, porém com uma compreensível busca por ao menos descobrir que fim levou seu esposo?
Não dá pra saber. Talvez isso eleve e muito a qualidade desse filme.
Esse filme coloca a mulher num lugar muito pouco retratado, em tranquilidade consigo mesma. Poucas vezes vi isso no cinema. Depois vi que foi dirigido por uma mulher. Suspirei em graça.
Impecável. Cheio de textura, fazia tempo que não via um desses.
Muito denso. Tudo tem densidade, as cores, os diálogos, as transições. O filme tem uma energia de que a qualquer momento algo terrível vai acontecer, porque de fato, estava acontecendo. Me impressiona demais as reflexões delas, sem referência, sem estudo, tendo que sustentar uma a outra, da maneira como conseguiam. Elaborar um sentido de resistência e revolta pra o que estavam vivendo. Tendo que se desterritorializar por sobrevivência. É cruel e singelo ao mesmo tempo.
Infelizmente na história real, ocorrida numa colônia alemã protestante na Bolívia, parece que não houve esse movimento de união e fuga. Medo do que o colonialismo europeu e cristão contamina no mundo.
Filme muito bom mas que carrega muitos anacronismos históricos. Os papeis dos reinos de Daomé e de Oyó foram invertidos com relação à vida real e com relação ao processo escravagista. Mas foram dois grandes reinos africanos que vale a pena procurar sobre.
O reino de Daomé se localizava na atual Benim, povoado majoritariamente pela etnia Fom, situada ao lado do reino de Oyó, atual Nigéria, povoada por iorubanos. Foi um dos reinos que mais vendeu africanos ao comércio de escravos, e muito da sua riqueza e soberania vinha desse vínculo com europeus. O reino de oyó, por outro lado, foi um dos mais escravizados, e seu povo se recusava a vender seu próprio povo de oyó.
Diz-se que a mãe do Rei Ghezo (que aparece no filme) foi uma princesa de Daomé deportada para as Américas, uns dizem que foi pra Cuba e outros dizem que veio pro Maranhão, aqui no Brasil, tendo fundado a Casa de Minas, casa tradicional da religião Tambor de Minas, que cultua os espíritos voduns.
esse filme é o que se propõe a ser. e cada estado de ânimo nosso comporta um tipo de obra cinematográfica. talvez seja interessante avaliarmos o que a gente espera ao ir assistir um filme, se você tá ansioso e enérgico, talvez de fato não vá curtir alguns.
enfim, esse é uma lupa muito dolorida e sensível sobre a amizade, mas também sobre o luto, por isso metade do filme é dedicado a ele. na perspectiva e nas lentes de uma criança, tudo é ampliado, inexplicado, difícil de ser elaborado. não a toa Leo tenha demorado tanto tempo pra dizer que sentia que a culpa era dele. não era, nunca é. a cena do seu abraço com a mãe de remi expressa um pouco isso. triste demais. precisamos ouvir as crianças.
O Mundo Depois de Nós
3.2 990 Assista AgoraFico feliz que os Estados Unidos estejam ensaiando o próprio fim. Mesmo que seja algo que pareça mais um delírio persecutório a partir de uma inversão do que na verdade eles fazem com os outros países.
Pequenas Cartas Obscenas
3.6 71 Assista AgoraAs palavras, minha gente, as palavras…!
Close to You
3.4 10O que as pessoas parecem não entender sobre as opressões no geral, é que elas são expressão da rejeição. Rejeição emocional, afetiva, institucional, familiar, relacional no geral. Quando se diz “opressão”, não é uma coisa abstrata e fantasiosa da qual certos grupos, com “algumas frustrações para com o mundo” (como foi dito no comentário abaixo), se queixam. Experimenta bater num bichinho de estimação todos os dias pra ver se ele não se torna traumatizado pela rejeição e violência. A mesma coisa somos nós seres humanos, nos tornamos desconfiados, ressentidos, amargurados, receosos, ansiosos, e sobretudo traumatizados pela rejeição contínua. Que bom que nesse filme, Sam reagiu diante de uma rejeição que para outros pode parecer pequena e trivial, mas que pra ele era só mais uma de tantas mais.
Lindo final, que homens trans possam receber afeto e amor.
As Três Filhas
3.6 73 Assista AgoraSeria uma boa trama se não fosse esse final forçado.
Comer Rezar Amar
3.3 2,3K Assista AgoraAcho que toda mulher recém terminada, que tem lucidez suficiente pra não se enfiar rapidamente em outro relacionamento acaba se identificando com esse filme. Existe um chamado real que muitas vezes tá dissociado de relações afetivo sexuais. O final desse filme seria melhor se ela tivesse decidido não ficar com aquele brasileiro encenado por um espanhol hahahah. Acho que existe sim um equilíbrio interior que passa por renunciar a distrações amorosas, mas como estamos falando de hollywood e seus finais fantasiosos, vale um 4/5. Bom filme pra ver domingo e se inspirar a viajar.
Violette
4.0 100 Assista AgoraPisquei e só terminei no final.
O cenário de isolamento das paisagens e das residências ilustra a vivência individualizante do pós-guerra onde vivia Violette Leduc. Uma mulher que conviveu com profundo desamparo familiar, pobreza e rejeições variadas de seus afetos: suas profecias autorrealizáveis. Amamos quem nos rejeita para seguir tentando refazer desfechos, repetir tentativas de 'consertar' o outro, na esperança de que ele finalmente nos satisfaça, o que nunca acontece de fato. Um deles desperta nela a necessidade pela escrita -- escrevo pra lhe agradar; mal sabia ela que no futuro agradaria todo um público. Simone foi uma mentora, amiga, militante, investiu em Violette quase que como uma causa. Apesar disso, a carência crônica também opera de modo egoísta. No momento em que Simone se vulnerabiliza, na perda da mãe, Violette se esforça muito pouco pra retribuir. A carência e o ressentimento podem assumir facetas muito autocentradas, onde se enxerga pouco para além do próprio sofrimento. Nesse trajeto, Simone também parecia sugar o talento de Violette, quase como que se a cada livro publicado, a autora perdesse vitalidade, e se manifestasse cada vez mais despida de tranquilidade consigo mesma. Quanto mais submergia em suas próprias histórias, redesenhando seus percursos internos, mais se arrefecia. Na medida em que suas vulnerabilidades acabaram por ter retornos: financeiros (material) e afetivos (simbólicos), ela parece começar a conseguir se dar alguma sustentação. Ela, que sempre parecia estar meio tropeçando. "Bote suas obsessões no papel. Ela vai lhe dar o que a sociedade nega." Simone trabalhou como mestra, puxando, confiando, e acima de tudo, mantendo uma distância segura: aproximar-se demais levava à inevitáveis paixões transferenciais. A arte como meio pra construir simbolicamente outras amarrações de si, o que surpreendentemente acabam por ter efeitos bastante literais no sujeito.
— Gritos e lágrimas não levam a nada, a escritura sim
— Não tenho mais nada a dizer"
— Comece de novo, desde o seu nascimento.
— O que isso vai mudar?
— Vai mudar tudo! Porque seu olhar sobre si mesma mudou.
A cena final é um primor: Violette viaja sozinha, senta-se ao sol, para escrever. Agora sim, reinvestida de si, podendo enxergar-se como um novo grande Outro a enxerga.
Elis
3.5 523 Assista AgoraAcho que escolheram mal a atriz. Parece que tá imitando alguém o tempo todo; não convence. É difícil reproduzir os trejeitos da Elis, precisava de alguém com a energia parecida. Essa moça é muito princess. Filme fraco, no geral, achei. Pareceu uma vida linear e desimportante, sem grandes questões. Nem o uso das drogas é explicado muito bem. Tudo meio plástico.
Tim Maia - Não Há Nada Igual
3.6 592 Assista AgoraNão conhecia a história do Tim Maia, tudo me pareceu uma grande surpresa. Roberto carlos filha da puta. Trilha sonora bem escolhida. Fiquei vidrada na música “lamento”.
Me pareceu um artista vítima do racismo, da pobreza, do desamparo e desamor. Violência como fruto do adoecimento social e psíquico; reagia às tantas violências, que sofreu, muitas vezes com violência também.
“Que posso eu fazer? Lamento.”
https://youtu.be/qTCaAm7TyaI?feature=shared
Pegando a Estrada
3.9 17mexem comigo os filmes sobre migração. dos que se vão e dos que ficam. dos que ficam e dos que vão. as histórias sobre fronteiras, sobre estrangeirismos, sobre idas forçadas. quem se vai sem querer ir; sem poder. os que ficam sem entender, sem poder ficar, e mesmo assim ficando. sem ter clareza do que tá acontecendo. tem alguma coisa de indizível no deslocamento forçado. um arrancar não-elaborado. como uma planta quando tem suas raízes arrancadas. as cenas musicais desse filme são as mais lindas que já vi. a escolha do filme ser apenas o trajeto de carro, em meio a um cenário inóspito e desértico, que parece conversar com o repleto vazio de informações sobre o que se tem depois daquele horizonte. pra onde esse menino vai, afinal? por quê? não se sabe, mas se sabe que é algo necessário, irregular, perigoso, talvez irreversível. 'ilegal'. a estrada diz mais sobre a migração do que os destinos, ou do que o ponto de origem. o trajeto é o ponto de intermédio de alguma coisa que a gente não sabe o que será depois. e os diálogos, os tempos, as músicas, todas tocam nesse lugar do processo de percurso. o percurso daquelas vidas.
A Filha Perdida
3.6 581O filme consegue transpor o mistério na escrita da Elena Ferranti muito bem. Eu sempre me surpreendo como ela consegue trazer questões de gênero de maneira densa e complexificada. Nunca maniqueísta ou superficial; dual. A dor de ser quem se é, em seu redemoinho de abandonos, desejos, paradoxos, machismos e solidão.
Ser uma mãe em busca da sua autonomia, e a inevitável culpa que permeia esse lugar. Ser uma mulher real, em conflito e em gozo com sua própria liberdade.
Boa história, boa direção, boa trilha sonora.
As Bestas
4.0 86 Assista AgoraUm filme sobre conflitos e nenhuma certeza. Quem está certo? Um casal com boas intenções em implementar um projeto agroecológico porém que beira a ingenuidade em fazer isso sem nenhuma inserção comunitaria... ou um vilarejo hostil, xenófobo e violento, porém coeso entre si, que vive lá desde sempre, vulnerável e ignorante, que só deseja melhorar suas condições de vida com as eólicas, e reinvindica legitimamente sua propriedade de fala?
uma filha mimada e desrespeitosa porém que está desesperadamente amedrontada com a possibilidade de perder também sua mãe... ou uma mãe adoecida e ficcionada com a ideia de fazer justiça, solitária, se pondo voluntariamente na toca dos lobos diariamente, porém com uma compreensível busca por ao menos descobrir que fim levou seu esposo?
Não dá pra saber. Talvez isso eleve e muito a qualidade desse filme.
Anatomia de uma Queda
4.0 974 Assista AgoraEsse filme coloca a mulher num lugar muito pouco retratado, em tranquilidade consigo mesma. Poucas vezes vi isso no cinema. Depois vi que foi dirigido por uma mulher. Suspirei em graça.
Impecável. Cheio de textura, fazia tempo que não via um desses.
King Richard: Criando Campeãs
3.8 419Controverso; real. Escolha narrativa ousada.
Filhas Roubadas: Sequestro Pelo Boko Haram
4.1 4 Assista AgoraDesesperador. Lamentável o "apoio psicológico" dos "terapeutas" que tentam manejar os traumas.
Entre Mulheres
3.7 266Muito denso. Tudo tem densidade, as cores, os diálogos, as transições. O filme tem uma energia de que a qualquer momento algo terrível vai acontecer, porque de fato, estava acontecendo. Me impressiona demais as reflexões delas, sem referência, sem estudo, tendo que sustentar uma a outra, da maneira como conseguiam. Elaborar um sentido de resistência e revolta pra o que estavam vivendo. Tendo que se desterritorializar por sobrevivência. É cruel e singelo ao mesmo tempo.
Infelizmente na história real, ocorrida numa colônia alemã protestante na Bolívia, parece que não houve esse movimento de união e fuga. Medo do que o colonialismo europeu e cristão contamina no mundo.
A Mulher Rei
4.0 532 Assista AgoraFilme muito bom mas que carrega muitos anacronismos históricos. Os papeis dos reinos de Daomé e de Oyó foram invertidos com relação à vida real e com relação ao processo escravagista. Mas foram dois grandes reinos africanos que vale a pena procurar sobre.
O reino de Daomé se localizava na atual Benim, povoado majoritariamente pela etnia Fom, situada ao lado do reino de Oyó, atual Nigéria, povoada por iorubanos. Foi um dos reinos que mais vendeu africanos ao comércio de escravos, e muito da sua riqueza e soberania vinha desse vínculo com europeus. O reino de oyó, por outro lado, foi um dos mais escravizados, e seu povo se recusava a vender seu próprio povo de oyó.
Diz-se que a mãe do Rei Ghezo (que aparece no filme) foi uma princesa de Daomé deportada para as Américas, uns dizem que foi pra Cuba e outros dizem que veio pro Maranhão, aqui no Brasil, tendo fundado a Casa de Minas, casa tradicional da religião Tambor de Minas, que cultua os espíritos voduns.
Aftersun
4.0 790contemplativo, bonito, mas superestimado...
Close
4.2 656 Assista Agoraesse filme é o que se propõe a ser.
e cada estado de ânimo nosso comporta um tipo de obra cinematográfica.
talvez seja interessante avaliarmos o que a gente espera ao ir assistir um filme, se você tá ansioso e enérgico, talvez de fato não vá curtir alguns.
enfim, esse é uma lupa muito dolorida e sensível sobre a amizade, mas também sobre o luto, por isso metade do filme é dedicado a ele. na perspectiva e nas lentes de uma criança, tudo é ampliado, inexplicado, difícil de ser elaborado. não a toa Leo tenha demorado tanto tempo pra dizer que sentia que a culpa era dele. não era, nunca é. a cena do seu abraço com a mãe de remi expressa um pouco isso. triste demais. precisamos ouvir as crianças.
O Amante Duplo
3.3 114do carain!
Lux Æterna
3.4 68Quem já trabalhou em um SET caótico entende esse filme. rs
Yuri Marçal: Ledo Engano
3.6 19 Assista AgoraBicho se garante demaaaais! Máximo respeito! 🥰🥰🥰🥰🥰
Retrato de uma Jovem em Chamas
4.4 962 Assista AgoraQue direção! Que fotografia! Que arte! Que romance!... Ai, meu coração. Toda desconcertada aqui.
E que diferença um romance lésbico retratado por uma mulher... Tão diferente de "azul é a cor mais quente".
Mães Paralelas
3.7 419Gostei muito. Achei os personagens muito maduros. Envolve tanta coisa e há tanta leveza.
Marighella
3.9 1,1K Assista AgoraQue a gente NUNCA se esqueça! Ditadura nunca mais!