A série entrega o que se propõe, diante de apenas cinco episódios, ela tenta o seu melhor e não entrega uma série ruim, mas tá longe de ser uma obra prima brasileira. O caso do Césio-137 foi algo que o Brasil não pode esquecer, não só pelo perigo, mas pelo complexidade de tudo. Foi um acontecimento de radiação que envolveu política, saúde pública e sociedade, pontos esses que jamais conseguiriam traduzir em apenas cinco capítulos com maestria. Principalmente quando acabamos perdendo tempo com as questões da vida pessoal do físico que não me animou. A cena onde
o físico segurando o aparelho e a filha do irmão do homem do ferro velho chegando pra falar com a mãe e o aparelho começa a BERRAR,
conseguiu me deixar bastante angustiado. É um tema que causa curiosidade, pouca gente conhece e pode servir para um primeiro contato, mas programas como o Linha Direta e alguns Youtubers (Lorelay Fox), conseguiram aprofundar bem mais.
"Vale o Escrito" é uma daquelas séries que te prendem do início ao fim! Ela mostra o mundo do jogo do bicho com tanta riqueza de detalhes que parece até ficção, mas tudo aquilo realmente aconteceu! É impressionante ouvir os relatos dos próprios bicheiros e das pessoas envolvidas, falando de poder, traições, e até crimes pesados, como se fosse algo normal.
A produção é muito bem feita, mas confesso que em alguns momentos parece que eles dão uma romantizada nos chefões do bicho, o que pode incomodar. Ainda assim, é uma aula sobre um lado do Brasil que muita gente prefere ignorar. Vale assistir, mas com aquele olhar crítico ligado!
Hilda Furacão é uma dessas séries que, mesmo nascida nos anos 90 e ambientada nos 50, se torna dolorosamente atual. O enredo é atravessado por uma invasão moralista. Aquela turma proibicionista, religiosa e hipócrita que veste a fé como armadura para avançar sobre corpos, prazeres e liberdades alheias. Assistindo hoje, é impossível não lembrar de Podres Poderes, de Caetano Veloso, com seu verso cortante que diz '"será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da américa católica, que senhor precisará de ridículos tiranos". É o retrato de um Brasil que insiste em voltar ao passado, embalado por discursos falsamente santos.
A série não apenas denuncia essa sanha de controle, como também expõe a forma sem graça, cinzenta e sem poesia da religião quando reduzida a regra e castigo. Aqui, a fé vira instrumento de opressão, e não ponte para o sagrado. Essa crítica é tão incisiva quanto necessária, pois desvela o que muitos preferem não ver: por trás da pureza pregada, há sede de poder e medo do prazer.
E como contraponto a esse moralismo sufocante, Hilda é furacão mesmo, e não apenas pelo corpo, mas pelo gesto de existir com intensidade, de desafiar as amarras e deixar o próprio desejo ser bússola. E isso 'nos salvan, nos salvarão dessas trevas e nada mais'.
É simbólico e poderoso quando a narrativa nos leva ao ponto em que todos acreditam que o mundo vai acabar e, diante da morte certa, decidem abandonar as proibições cristãs e finalmente viver. Comer, beber, amar, gozar. Não como pecado, mas como celebração.
Da vontade de participar, de 'aproximar o meu cantar vagabundo daqueles que velam pela alegria do mundo'.
No fim, 'Hilda Furacão' é mais que uma trama sobre uma mulher à frente do seu tempo. É um lembrete de que, quando o fim parece inevitável, a única escolha sensata é ser feliz. VIVA HILDA FURACÃO!"
Guerreiros do Sol é sertão em carne viva: quente, vasto, implacável. É justiça feita com bala e palavra, amor e traição, coragem e pó. A escrita é como o próprio chão rachado: dura, mas fértil para quem sabe plantar. Entre o zunir do vento e o som distante de um aboio, o filme nos lembra que a vida por essas bandas é feita de códigos antigos, daqueles que se cumprem mais com o peito do que com a lei.
E no coração desse faroeste nordestino, Irandir Santos entrega um daqueles trabalhos que não se esquecem. Ele não interpreta: ele habita o personagem. Sua voz carrega a aspereza da caatinga e o peso de cada escolha, seu olhar é faca afiada e rio profundo ao mesmo tempo. Há uma verdade bruta na sua presença que atravessa a tela, como se ele próprio fosse filho do sertão e conhecesse cada rachadura da terra e da alma. Única coisa maior que a maldade de arduíno, é a atuação para fazê-lo e de uma forma que não grita para ser notada, ela se impõe de forma silenciosa e inevitável.
Há olhares que queimam mais que o calor, paixões que nascem sob ameaça de morte, e batalhas que parecem dançar entre a honra e a vingança. E, no meio dessa terra marcada de sangue e desejo, surge Jânia. Uma mulher que não se curva. Feita de fibra e palavra afiada, é a guerreira que nem a mira certeira do destino consegue derrubar. Sua presença é como mandacaru florindo na seca: rara, desafiadora, impossível de ignorar.
No fim, 'Guerreiros do Sol' não é apenas sobre cangaço. É sobre resistir à força da história e ainda assim deixar que o coração mande. É sobre saber que, no sertão, o tempo sempre chega e, quando vem, muda tudo. E é também sobre reconhecer que existem atuações ali que são tão grandes que parecem escritas pelo próprio chão.
É raro, quase impossível, ver uma obra biográfica que não apenas narra a vida de seu personagem, mas que parece ser habitada por ele. A série sobre Raul Seixas não me pareceu um retrato, foi uma invocação. Não consigo imaginar nenhuma forma de ser melhor do que foi. A Globo acertou em cheio ao escolher ousar: entregou uma narrativa que não se acovarda diante do delírio, da contradição, do feio ou do gênio. A fidelidade biográfica, sempre inalcançável por completo, aqui foi honesta, sensível, cheia de nuances. Mas foi na ousadia artística, nas cenas que tocavam o realismo mágico, que eu vi Raul pulsar de verdade. Era como se David Lynch tivesse nascido no subúrbio de Salvador e escrevesse um roteiro sobre um Elvis místico e anarquista. A série entende que Raul não cabia em ordem cronológica ou roteiro convencional, ele precisava de sonho, sombra, signo, risada e caos. E o modo como trataram o alcoolismo… Que lição! Nada de moralismos fáceis ou glamour tóxico. Apenas a crueza de uma doença que era ao mesmo tempo fuga, prisão, vício e impulso criativo. Falaram do álcool como quem fala de um velho conhecido: com dor, com carinho, com verdade. Isso me fez refletir sobre a vida, a minha, a dos que admiro, a de todos nós que às vezes misturamos genialidade e autodestruição como se fossem uma coisa só. A série é marcante. Essencial. Não apenas para fãs de Raul, mas para quem ama a arte quando ela se atreve a ser espelho e abismo. Os números musicais foram uma aula de como usar a canção não como trilha, mas como discurso. Até as músicas mais obscuras, aquelas que só os "iniciados" conhecem, surgiram como chaves emocionais, abrindo portas na narrativa e em mim. Saí do episódio final com a sensação de ter vivido uma espécie de ritual: a série não terminou, ela ecoou em mim como um último acorde que demora a se calar.
Impossível não pensar em Freud e no que ele fala sobre um inconsciente que é como um porão cheio de desejos reprimidos, traumas esquecidos, pulsões que a consciência não dá conta. Em Uzumaki, as espirais surgem como forças que ninguém entende racionalmente, mas que atraem, enlouquecem e deformam os moradores da cidade. A espiral, nesse contexto, pode simbolizar o retorno do recalcado — aquilo que foi escondido volta de forma distorcida, insistente, incontrolável.
A espiral também lembra o compulsivo retorno ao mesmo — um conceito próximo da pulsão de morte que Freud descreve. Em vez de buscar o prazer e a vida (Eros), o sujeito é arrastado para uma repetição destrutiva, uma espécie de fascínio mórbido. Em Uzumaki, isso se manifesta na obsessão das pessoas pela forma, na repetição de padrões insanos e na perda progressiva da razão.
E se a gente puxar um pouco mais, dá pra pensar que a cidade de Kurôzu serve de uma metáfora para a mente humana: aparentemente normal na superfície, mas cheia de camadas subterrâneas onde o inconsciente se manifesta em formas grotescas e simbólicas.
A terceira temporada de Banshee mantém um roteiro que, embora não seja revolucionário, consegue prender a atenção do espectador de forma intensa. A direção, por sua vez, é simplesmente impressionante, elevando a série a um patamar visual e narrativo que dificulta até respirar durante certas cenas. Confesso que fiquei dividido entre a emoção e a falta de ar ao acompanhar os episódios. Não é o tipo de série que costumo assistir, mas certamente seria algo que me deixaria viciado na adolescência, com sua mistura de ação, drama e momentos de pura adrenalina.
A temporada abusa de alguns clichês, mas isso não chega a ser um problema, já que a execução é tão bem-feita que mantém o ritmo acelerado e de tirar o fôlego. O desenvolvimento de personagens como Brock e Burton é um dos pontos altos, com este último protagonizando uma das melhores cenas de ação da série e se tornando um dos personagens mais interessantes.
No entanto, há um aspecto que poderia ser mais ágil: a trama envolvendo os indígenas, que demora a se desenrolar e acaba perdendo um pouco do impacto que poderia ter. Ainda assim, é uma temporada que entrega muita ação, tensão e momentos memoráveis, consolidando Banshee como uma série que, mesmo com suas imperfeições, sabe como manter o público grudado na tela.
"Vale o Escrito" é uma daquelas séries que te prendem do início ao fim! Ela mostra o mundo do jogo do bicho com tanta riqueza de detalhes que parece até ficção, mas tudo aquilo realmente aconteceu! É impressionante ouvir os relatos dos próprios bicheiros e das pessoas envolvidas, falando de poder, traições, e até crimes pesados, como se fosse algo normal.
A produção é muito bem feita, mas confesso que em alguns momentos parece que eles dão uma romantizada nos chefões do bicho, o que pode incomodar. Ainda assim, é uma aula sobre um lado do Brasil que muita gente prefere ignorar. Vale assistir, mas com aquele olhar crítico ligado!
A proposta dessa série é tão incrível, ela é boa, mas só fica nisso. Achei fantástico a sacada da reencarnação e tudo mais, mas são tantas brechas, tantas coisas soltas que perde a graça.
Quando Dimas descobre que o Otto é seu pai é patética pois desde que foi descoberto que a mãe dele tinha um caso com Otto, o filho obviamente seria o Dimas.
Eu adorei! Para uma primeira temporada muita coisa me anima. É gritante a referência a Priscilla a Rainha do Deserto e poderiam explorar ainda mais dentro dos jargôes ricos no meio LGBTQIA+ aqui no Brasil. A ideia de deixar a Ikaro como host foi maravilhosa, a Xuxa apesar do grande nome serve mais como uma colaboradora. Achei alguns convidados a jurados muito sem noção. (Nicole Bahls julgando o bate cabelo não fez sentido nenhum, deveriam trazer a Marcia Pantera).
Uma coisa a ser melhorada é a edição, toda hora que parece que vai acontecer alguma coisa corta pro próximo take e deixa a gente perdidinho, principalmente no desafio principal que perde todo o climax. A apresentação das drags vai se dando no decorrer da temporada e achei isso bem ruim, já que rola uma expectativa para descobrir quem são as drags. A eliminação é mais simbólica que técnica e isso me frustrou um pouco, não sei se por costume do RPDR, mas senti falta de uma terceira prova para as drags mostrarem ainda mais seus talentos. Às vezes a impressão era que os mini desafios eram os principais e roubavam muito tempo do episódio comparado ao principal.
No mais, eu amei e espero que o programa tome outros rumos para não cair numa mesmice, pois tem muito potencial para ser gigante.
Essa temporada se chama Sasha Colby, sem dúvidas a gata entregou excelência em toda temporada. É um fenômeno drag! As queens todas muito boas, o top 4 foi merecido e rico demais, realmente foi uma temporada que valeu a pena acompanhar. Anetra e Mistress também são gigantes e entregaram tanta coisa que nos enche os olhos. Dessa vez a velha acertou em tudo!
Que série linda e simples! Me emocionei algumas vezes, mas ainda senti falta de diálogos mais intensos. Liniker é maravilhosa, mas não sei se entendi a personagem como deveria, às vezes parecia que era a personagem era a Liniker mesmo, enquanto isso Karina Telles e Gustavo Coelho deram um show na atuação e me deixaram ainda mais interessado na história. O roteiro começa muito bem, mas depois se perde um pouco e começa a dar algumas voltas, mas tudo é muito cru, tudo é muito Brasil!
Eu queria ter curtido Super Drags, mas a cena de um dos personagens apalpando as genitálias de um vilão inconsciente logo nos primeiros 5 minutos do primeiro episódio não conseguiu deixar minha cabeça problematizadora chique em paz.
Isso foi um absurdo, isso é uma prática sexualmente abusiva e não deveria servir de piada para absolutamente NADA.
Está longe de ser uma obra prima, mas funciona. Consegue entregar entretenimento de forma bem simples, com um ar de sessão da tarde, com o estilo típico de Tim Burton: gótico divertido. A Jenna Ortega entregou uma atuação maravilhosa como Wandinha, a chatice da personagem convence muito, logo acabo esperando que ela volte em um próximo filme da franquia junto com a Zeta-Jones e dos outros atores, adorei a escolha do elenco e até a estranheza do Gomez, por mais que eu esperasse alguém mais sedutor pro papel. A intenção da estranheza que a família Addams funciona melhor assim, longe da família de comercial de margarina. Só faltou mais destaque para o Fester, mas o ator também não me convenceu então não senti tanta falta. O cenário é uma mistura de Hogwarts com Stranger Things, o que deixou a desejar já que deveria ser mais gótico e esquisito. Outro ponto negativo é o romance e as cenas estereotipadas, é preciso se concentrar nos mistérios para tornar a série mais rica. A Netflix deixou muito comercial para a proposta principal da franquia, onde a família é unida e contra o mundo, mas já começa tem um conflito inicial entre Wandinha e a mãe de forma desnecessária. Série muito teen para o nosso saudosismo.
Eu sempre vou chorar com essa série. Mas essa temporada foi a que mais me trouxe reflexões, até sobre o Randall que sempre tinha sido o meu personagem favorito, apesar de eu me identificar mais com o Kevin, mas dessa vez o Randall se mostrou tão complexo quanto os outros personagens e eu amei isso, mesmo da forma delicada e caótica que isso se deu. Estou feliz que começaram falar sobre terapia nessa temporada e espero que isso se estenda nas próximas temporadas.
Fazia tempo que uma série não me prendia tanto. É apaixonante ver a linguagem televisiva de cada época e a forma que ela é feita. Dá pra reconhecer pela expressão dos personagens, tipo de atuação, abertura (que cada episódio é diferente), o storytelling e até o tipo de efeitos práticos. É uma delicia você ver passando os anos 50/60/70/80/90 e 2000 até finalmente transcender tudo. A criação dos personagens, além de sensacional, é bem profunda. Em alguns momentos chega a ser bem pesado pela carga emocional envolvendo o luto e o desespero por um pouco de felicidade. WandaVision serviu demais. Produção divertida e dramática na medida certa, bem coerente e que sabia onde queria chegar. Tomara que Falcão e Soldado Invernal seja tão incrível quanto.
Não imaginei que ficaria tão envolvido com essa temporada, mas que delícia! Fiquei emocionado a maior parte do tempo e não sabia que era tão apegado aos personagens. Foi lindo vê o quanto a Madonna fez o mundo olhar para a classe LGBT na época, e como fã, foi uma delícia imaginar tudo isso acontecendo. Essa série é necessária e como é bom saber que o mundo, apesar de ainda muito perverso, ele está mudando. Pose é sobre união por quem somos independente de. Estou ansioso esperando para o surgimento dos antirretrovirais e espero que chegue com a terceira temporada.
O episódio do falecimento da Candy me fez lembrar da Venus Xtravaganza, artista que aparece no documentário Paris Is Burning (1990). Chorei muito no episódio, igual quando assisti o doc. As cenas em que a Candy, apesar de morta, falava com as pessoas me fez imaginar a Venus naquele lugar, pois quando soube que ela tinha morrido dias depois de gravar o doc, senti um vazio. A artista Venus foi silenciada, assim como a artista Candy acabou sendo.
O jornalismo se mostra cada vez mais importante e como pode dar voz a quem vive no silêncio, que foram desacreditadas, nos faz repensar sobre o comportamento de muitos sacerdócios e como é necessário ter um pensamento mais crítico sobre nossa fé e até onde ela vai. Sem fanatismo! É um soco no estomago de quem assiste. É forte, é doloroso! Vê que tinha gente relativizando todo o caso e jogando a culpa dos estupros nas vítimas, desmerecendo todos os relatos delas por fanatismo e cegueira religiosa é mais doloroso que um tiro mesmo. O doc é extremamente bem feito, uma direção de imagem e roteiro impecável. A história é muito forte, me senti muito mexido o tempo todo com os relatos das vítimas, chorei diversas vezes. João de Deus deixa qualquer mafioso no chinelo, a história toda vai ficando tão surreal a cada episódio que parece ficção, tem tráfico, abuso, assassinato, tudo. Dá pra notar o poder do agronegócio, do coronelismo, a política suja do país acoitando este criminoso. Prisão domiciliar ainda é pouco!
Essa terceira temporada deixou muito a desejar. Um monte de situação sem sentido, os amigos humanos da Sabrina continuam chatos, conseguiram estragar até o Nick e ainda estou tentando entender o porquê de ter uma música em todo episódio. Harvey é o personagem mais sem graça de uma série que eu vi até hoje. Ao contrário do elenco adulto e o Ambrose, só vou esperar essa quarta temporada por eles. E que Satã melhore esse roteiro, ou a série deveria ter acabado mesmo neste episódio 7.
A primeira temporada me cativou bem mais. A Carla é o único personagem que me cativou e que parece interessante e pelo visto a próxima temporada ainda falará da morte da Marina e achei isso um tanto cansado. Tentaram colocar o Polo como um vilão, mas o desenvolvimento do personagem não chegou a tanto, mas não foi o único que me decepcionou, Ander ficou chato e conseguiu até atrapalhar o namoro com o Omar. A cena que ele critica as fantasias é ridícula. Achei muito ruim o que fizeram com o lance do troféu, não cola como licença poética. E tentaram fazer isso junto do final, que essa licença também não funciona. Esse lance de terminar no início é bem cansativo, ainda mais quando se trata de um personagem tão chato quanto a Marina.
Eu adorei bastante, principalmente a dublagem e vários memes aqui do Brasil sendo usados. Confesso que esperei um humor mais sujo, mas mesmo não sendo não é ruim. Sem falar da desconstrução do conto de fadas típico, é bem gostosinho de acompanhar e eu fiz altas teorias sobre os personagens e sobre o final.
Obrigado, Netflix, por me apresentar o que o mundo inteiro faz em audiovisual e que não chegaria ao Brasil por outras vias. E está aqui a minha mais recente delícia descoberta: Rita. Uma comédia dinamarquesa muito bem escrita, com uma protagonista maravilhosa. Cada episódio consegue ser sensível, engraçado e profundo sem perder a leveza. E o melhor: sofisticado sem ser esnobe, popular sem ser popularesco e ZERO PASTELÃO. De premissa simples e direta, com uma atriz maravilhosa e com roteiros impecáveis. Juro, queria escrever metade do que os caras que escrevem. E certamente já está no meu coração do ladinho de Gracie & Frank. Tem tantos níveis de conflito entre os personagens, tantas situações delicadas sem apelar para o maniqueísmo, tanta latitude emocional e as construções de personagens tão detalhadas que eu espero que tenha tantas temporadas quando Grey's Anatomy. Essa série deveria ser assistida por todo mundo que escreve/estuda roteiro, não só por ser incrível, mas principalmente pela delicadeza na construção dos personagens.
Emergência Radioativa
4.0 152 Assista AgoraA série entrega o que se propõe, diante de apenas cinco episódios, ela tenta o seu melhor e não entrega uma série ruim, mas tá longe de ser uma obra prima brasileira. O caso do Césio-137 foi algo que o Brasil não pode esquecer, não só pelo perigo, mas pelo complexidade de tudo. Foi um acontecimento de radiação que envolveu política, saúde pública e sociedade, pontos esses que jamais conseguiriam traduzir em apenas cinco capítulos com maestria. Principalmente quando acabamos perdendo tempo com as questões da vida pessoal do físico que não me animou.
A cena onde
o físico segurando o aparelho e a filha do irmão do homem do ferro velho chegando pra falar com a mãe e o aparelho começa a BERRAR,
É um tema que causa curiosidade, pouca gente conhece e pode servir para um primeiro contato, mas programas como o Linha Direta e alguns Youtubers (Lorelay Fox), conseguiram aprofundar bem mais.
Vale O Escrito - A Guerra do Jogo do Bicho
4.5 143"Vale o Escrito" é uma daquelas séries que te prendem do início ao fim! Ela mostra o mundo do jogo do bicho com tanta riqueza de detalhes que parece até ficção, mas tudo aquilo realmente aconteceu! É impressionante ouvir os relatos dos próprios bicheiros e das pessoas envolvidas, falando de poder, traições, e até crimes pesados, como se fosse algo normal.
A produção é muito bem feita, mas confesso que em alguns momentos parece que eles dão uma romantizada nos chefões do bicho, o que pode incomodar. Ainda assim, é uma aula sobre um lado do Brasil que muita gente prefere ignorar. Vale assistir, mas com aquele olhar crítico ligado!
Tô ansioso pra segunda temporada!
Hilda Furacão
4.0 99Hilda Furacão é uma dessas séries que, mesmo nascida nos anos 90 e ambientada nos 50, se torna dolorosamente atual. O enredo é atravessado por uma invasão moralista. Aquela turma proibicionista, religiosa e hipócrita que veste a fé como armadura para avançar sobre corpos, prazeres e liberdades alheias. Assistindo hoje, é impossível não lembrar de Podres Poderes, de Caetano Veloso, com seu verso cortante que diz '"será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da américa católica, que senhor precisará de ridículos tiranos". É o retrato de um Brasil que insiste em voltar ao passado, embalado por discursos falsamente santos.
A série não apenas denuncia essa sanha de controle, como também expõe a forma sem graça, cinzenta e sem poesia da religião quando reduzida a regra e castigo. Aqui, a fé vira instrumento de opressão, e não ponte para o sagrado. Essa crítica é tão incisiva quanto necessária, pois desvela o que muitos preferem não ver: por trás da pureza pregada, há sede de poder e medo do prazer.
E como contraponto a esse moralismo sufocante, Hilda é furacão mesmo, e não apenas pelo corpo, mas pelo gesto de existir com intensidade, de desafiar as amarras e deixar o próprio desejo ser bússola. E isso 'nos salvan, nos salvarão dessas trevas e nada mais'.
É simbólico e poderoso quando a narrativa nos leva ao ponto em que todos acreditam que o mundo vai acabar e, diante da morte certa, decidem abandonar as proibições cristãs e finalmente viver. Comer, beber, amar, gozar. Não como pecado, mas como celebração.
Da vontade de participar, de 'aproximar o meu cantar vagabundo daqueles que velam pela alegria do mundo'.
No fim, 'Hilda Furacão' é mais que uma trama sobre uma mulher à frente do seu tempo. É um lembrete de que, quando o fim parece inevitável, a única escolha sensata é ser feliz. VIVA HILDA FURACÃO!"
Guerreiros do Sol
4.4 24Guerreiros do Sol é sertão em carne viva: quente, vasto, implacável. É justiça feita com bala e palavra, amor e traição, coragem e pó. A escrita é como o próprio chão rachado: dura, mas fértil para quem sabe plantar. Entre o zunir do vento e o som distante de um aboio, o filme nos lembra que a vida por essas bandas é feita de códigos antigos, daqueles que se cumprem mais com o peito do que com a lei.
E no coração desse faroeste nordestino, Irandir Santos entrega um daqueles trabalhos que não se esquecem. Ele não interpreta: ele habita o personagem. Sua voz carrega a aspereza da caatinga e o peso de cada escolha, seu olhar é faca afiada e rio profundo ao mesmo tempo. Há uma verdade bruta na sua presença que atravessa a tela, como se ele próprio fosse filho do sertão e conhecesse cada rachadura da terra e da alma. Única coisa maior que a maldade de arduíno, é a atuação para fazê-lo e de uma forma que não grita para ser notada, ela se impõe de forma silenciosa e inevitável.
Há olhares que queimam mais que o calor, paixões que nascem sob ameaça de morte, e batalhas que parecem dançar entre a honra e a vingança. E, no meio dessa terra marcada de sangue e desejo, surge Jânia. Uma mulher que não se curva. Feita de fibra e palavra afiada, é a guerreira que nem a mira certeira do destino consegue derrubar. Sua presença é como mandacaru florindo na seca: rara, desafiadora, impossível de ignorar.
No fim, 'Guerreiros do Sol' não é apenas sobre cangaço. É sobre resistir à força da história e ainda assim deixar que o coração mande. É sobre saber que, no sertão, o tempo sempre chega e, quando vem, muda tudo. E é também sobre reconhecer que existem atuações ali que são tão grandes que parecem escritas pelo próprio chão.
Raul Seixas: Eu Sou
4.2 77É raro, quase impossível, ver uma obra biográfica que não apenas narra a vida de seu personagem, mas que parece ser habitada por ele. A série sobre Raul Seixas não me pareceu um retrato, foi uma invocação. Não consigo imaginar nenhuma forma de ser melhor do que foi. A Globo acertou em cheio ao escolher ousar: entregou uma narrativa que não se acovarda diante do delírio, da contradição, do feio ou do gênio.
A fidelidade biográfica, sempre inalcançável por completo, aqui foi honesta, sensível, cheia de nuances. Mas foi na ousadia artística, nas cenas que tocavam o realismo mágico, que eu vi Raul pulsar de verdade. Era como se David Lynch tivesse nascido no subúrbio de Salvador e escrevesse um roteiro sobre um Elvis místico e anarquista. A série entende que Raul não cabia em ordem cronológica ou roteiro convencional, ele precisava de sonho, sombra, signo, risada e caos. E o modo como trataram o alcoolismo… Que lição! Nada de moralismos fáceis ou glamour tóxico. Apenas a crueza de uma doença que era ao mesmo tempo fuga, prisão, vício e impulso criativo. Falaram do álcool como quem fala de um velho conhecido: com dor, com carinho, com verdade. Isso me fez refletir sobre a vida, a minha, a dos que admiro, a de todos nós que às vezes misturamos genialidade e autodestruição como se fossem uma coisa só. A série é marcante. Essencial. Não apenas para fãs de Raul, mas para quem ama a arte quando ela se atreve a ser espelho e abismo. Os números musicais foram uma aula de como usar a canção não como trilha, mas como discurso. Até as músicas mais obscuras, aquelas que só os "iniciados" conhecem, surgiram como chaves emocionais, abrindo portas na narrativa e em mim. Saí do episódio final com a sensação de ter vivido uma espécie de ritual: a série não terminou, ela ecoou em mim como um último acorde que demora a se calar.
Uzumaki
3.1 77Impossível não pensar em Freud e no que ele fala sobre um inconsciente que é como um porão cheio de desejos reprimidos, traumas esquecidos, pulsões que a consciência não dá conta. Em Uzumaki, as espirais surgem como forças que ninguém entende racionalmente, mas que atraem, enlouquecem e deformam os moradores da cidade. A espiral, nesse contexto, pode simbolizar o retorno do recalcado — aquilo que foi escondido volta de forma distorcida, insistente, incontrolável.
A espiral também lembra o compulsivo retorno ao mesmo — um conceito próximo da pulsão de morte que Freud descreve. Em vez de buscar o prazer e a vida (Eros), o sujeito é arrastado para uma repetição destrutiva, uma espécie de fascínio mórbido. Em Uzumaki, isso se manifesta na obsessão das pessoas pela forma, na repetição de padrões insanos e na perda progressiva da razão.
E se a gente puxar um pouco mais, dá pra pensar que a cidade de Kurôzu serve de uma metáfora para a mente humana: aparentemente normal na superfície, mas cheia de camadas subterrâneas onde o inconsciente se manifesta em formas grotescas e simbólicas.
Banshee (3ª Temporada)
4.4 106A terceira temporada de Banshee mantém um roteiro que, embora não seja revolucionário, consegue prender a atenção do espectador de forma intensa. A direção, por sua vez, é simplesmente impressionante, elevando a série a um patamar visual e narrativo que dificulta até respirar durante certas cenas. Confesso que fiquei dividido entre a emoção e a falta de ar ao acompanhar os episódios. Não é o tipo de série que costumo assistir, mas certamente seria algo que me deixaria viciado na adolescência, com sua mistura de ação, drama e momentos de pura adrenalina.
A temporada abusa de alguns clichês, mas isso não chega a ser um problema, já que a execução é tão bem-feita que mantém o ritmo acelerado e de tirar o fôlego. O desenvolvimento de personagens como Brock e Burton é um dos pontos altos, com este último protagonizando uma das melhores cenas de ação da série e se tornando um dos personagens mais interessantes.
No entanto, há um aspecto que poderia ser mais ágil: a trama envolvendo os indígenas, que demora a se desenrolar e acaba perdendo um pouco do impacto que poderia ter. Ainda assim, é uma temporada que entrega muita ação, tensão e momentos memoráveis, consolidando Banshee como uma série que, mesmo com suas imperfeições, sabe como manter o público grudado na tela.
Vale O Escrito - A Guerra do Jogo do Bicho
4.5 143"Vale o Escrito" é uma daquelas séries que te prendem do início ao fim! Ela mostra o mundo do jogo do bicho com tanta riqueza de detalhes que parece até ficção, mas tudo aquilo realmente aconteceu! É impressionante ouvir os relatos dos próprios bicheiros e das pessoas envolvidas, falando de poder, traições, e até crimes pesados, como se fosse algo normal.
A produção é muito bem feita, mas confesso que em alguns momentos parece que eles dão uma romantizada nos chefões do bicho, o que pode incomodar. Ainda assim, é uma aula sobre um lado do Brasil que muita gente prefere ignorar. Vale assistir, mas com aquele olhar crítico ligado!
Tô ansioso pra segunda temporada!
A Cura
3.9 168A proposta dessa série é tão incrível, ela é boa, mas só fica nisso. Achei fantástico a sacada da reencarnação e tudo mais, mas são tantas brechas, tantas coisas soltas que perde a graça.
Quando Dimas descobre que o Otto é seu pai é patética pois desde que foi descoberto que a mãe dele tinha um caso com Otto, o filho obviamente seria o Dimas.
Caravana das Drags (1ª Temporada)
3.7 40Eu adorei! Para uma primeira temporada muita coisa me anima. É gritante a referência a Priscilla a Rainha do Deserto e poderiam explorar ainda mais dentro dos jargôes ricos no meio LGBTQIA+ aqui no Brasil. A ideia de deixar a Ikaro como host foi maravilhosa, a Xuxa apesar do grande nome serve mais como uma colaboradora. Achei alguns convidados a jurados muito sem noção. (Nicole Bahls julgando o bate cabelo não fez sentido nenhum, deveriam trazer a Marcia Pantera).
Uma coisa a ser melhorada é a edição, toda hora que parece que vai acontecer alguma coisa corta pro próximo take e deixa a gente perdidinho, principalmente no desafio principal que perde todo o climax. A apresentação das drags vai se dando no decorrer da temporada e achei isso bem ruim, já que rola uma expectativa para descobrir quem são as drags. A eliminação é mais simbólica que técnica e isso me frustrou um pouco, não sei se por costume do RPDR, mas senti falta de uma terceira prova para as drags mostrarem ainda mais seus talentos. Às vezes a impressão era que os mini desafios eram os principais e roubavam muito tempo do episódio comparado ao principal.
No mais, eu amei e espero que o programa tome outros rumos para não cair numa mesmice, pois tem muito potencial para ser gigante.
RuPaul's Drag Race (15ª Temporada)
4.1 34Essa temporada se chama Sasha Colby, sem dúvidas a gata entregou excelência em toda temporada. É um fenômeno drag!
As queens todas muito boas, o top 4 foi merecido e rico demais, realmente foi uma temporada que valeu a pena acompanhar. Anetra e Mistress também são gigantes e entregaram tanta coisa que nos enche os olhos.
Dessa vez a velha acertou em tudo!
Manhãs de Setembro (1ª Temporada)
4.3 164Que série linda e simples! Me emocionei algumas vezes, mas ainda senti falta de diálogos mais intensos. Liniker é maravilhosa, mas não sei se entendi a personagem como deveria, às vezes parecia que era a personagem era a Liniker mesmo, enquanto isso Karina Telles e Gustavo Coelho deram um show na atuação e me deixaram ainda mais interessado na história. O roteiro começa muito bem, mas depois se perde um pouco e começa a dar algumas voltas, mas tudo é muito cru, tudo é muito Brasil!
Super Drags (1ª Temporada)
3.6 210 Assista AgoraEu queria ter curtido Super Drags, mas a cena de um dos personagens apalpando as genitálias de um vilão inconsciente logo nos primeiros 5 minutos do primeiro episódio não conseguiu deixar minha cabeça problematizadora chique em paz.
Isso foi um absurdo, isso é uma prática sexualmente abusiva e não deveria servir de piada para absolutamente NADA.
Wandinha (1ª Temporada)
4.0 711 Assista AgoraEstá longe de ser uma obra prima, mas funciona. Consegue entregar entretenimento de forma bem simples, com um ar de sessão da tarde, com o estilo típico de Tim Burton: gótico divertido. A Jenna Ortega entregou uma atuação maravilhosa como Wandinha, a chatice da personagem convence muito, logo acabo esperando que ela volte em um próximo filme da franquia junto com a Zeta-Jones e dos outros atores, adorei a escolha do elenco e até a estranheza do Gomez, por mais que eu esperasse alguém mais sedutor pro papel. A intenção da estranheza que a família Addams funciona melhor assim, longe da família de comercial de margarina. Só faltou mais destaque para o Fester, mas o ator também não me convenceu então não senti tanta falta.
O cenário é uma mistura de Hogwarts com Stranger Things, o que deixou a desejar já que deveria ser mais gótico e esquisito. Outro ponto negativo é o romance e as cenas estereotipadas, é preciso se concentrar nos mistérios para tornar a série mais rica. A Netflix deixou muito comercial para a proposta principal da franquia, onde a família é unida e contra o mundo, mas já começa tem um conflito inicial entre Wandinha e a mãe de forma desnecessária. Série muito teen para o nosso saudosismo.
This Is Us (4ª Temporada)
4.6 276 Assista AgoraEu sempre vou chorar com essa série. Mas essa temporada foi a que mais me trouxe reflexões, até sobre o Randall que sempre tinha sido o meu personagem favorito, apesar de eu me identificar mais com o Kevin, mas dessa vez o Randall se mostrou tão complexo quanto os outros personagens e eu amei isso, mesmo da forma delicada e caótica que isso se deu. Estou feliz que começaram falar sobre terapia nessa temporada e espero que isso se estenda nas próximas temporadas.
WandaVision
4.2 856Fazia tempo que uma série não me prendia tanto. É apaixonante ver a linguagem televisiva de cada época e a forma que ela é feita. Dá pra reconhecer pela expressão dos personagens, tipo de atuação, abertura (que cada episódio é diferente), o storytelling e até o tipo de efeitos práticos. É uma delicia você ver passando os anos 50/60/70/80/90 e 2000 até finalmente transcender tudo. A criação dos personagens, além de sensacional, é bem profunda. Em alguns momentos chega a ser bem pesado pela carga emocional envolvendo o luto e o desespero por um pouco de felicidade. WandaVision serviu demais. Produção divertida e dramática na medida certa, bem coerente e que sabia onde queria chegar. Tomara que Falcão e Soldado Invernal seja tão incrível quanto.
Desalma (1ª Temporada)
3.8 195Cássia Kiss, eu te venero!
Pose (2ª Temporada)
4.5 269Não imaginei que ficaria tão envolvido com essa temporada, mas que delícia! Fiquei emocionado a maior parte do tempo e não sabia que era tão apegado aos personagens. Foi lindo vê o quanto a Madonna fez o mundo olhar para a classe LGBT na época, e como fã, foi uma delícia imaginar tudo isso acontecendo. Essa série é necessária e como é bom saber que o mundo, apesar de ainda muito perverso, ele está mudando. Pose é sobre união por quem somos independente de. Estou ansioso esperando para o surgimento dos antirretrovirais e espero que chegue com a terceira temporada.
O episódio do falecimento da Candy me fez lembrar da Venus Xtravaganza, artista que aparece no documentário Paris Is Burning (1990). Chorei muito no episódio, igual quando assisti o doc. As cenas em que a Candy, apesar de morta, falava com as pessoas me fez imaginar a Venus naquele lugar, pois quando soube que ela tinha morrido dias depois de gravar o doc, senti um vazio. A artista Venus foi silenciada, assim como a artista Candy acabou sendo.
Eu não tenho mais lágrimas pra essa série.
Em Nome de Deus
4.3 116O jornalismo se mostra cada vez mais importante e como pode dar voz a quem vive no silêncio, que foram desacreditadas, nos faz repensar sobre o comportamento de muitos sacerdócios e como é necessário ter um pensamento mais crítico sobre nossa fé e até onde ela vai. Sem fanatismo! É um soco no estomago de quem assiste. É forte, é doloroso! Vê que tinha gente relativizando todo o caso e jogando a culpa dos estupros nas vítimas, desmerecendo todos os relatos delas por fanatismo e cegueira religiosa é mais doloroso que um tiro mesmo. O doc é extremamente bem feito, uma direção de imagem e roteiro impecável. A história é muito forte, me senti muito mexido o tempo todo com os relatos das vítimas, chorei diversas vezes. João de Deus deixa qualquer mafioso no chinelo, a história toda vai ficando tão surreal a cada episódio que parece ficção, tem tráfico, abuso, assassinato, tudo. Dá pra notar o poder do agronegócio, do coronelismo, a política suja do país acoitando este criminoso. Prisão domiciliar ainda é pouco!
O Mundo Sombrio de Sabrina (Parte 3)
3.4 279Essa terceira temporada deixou muito a desejar. Um monte de situação sem sentido, os amigos humanos da Sabrina continuam chatos, conseguiram estragar até o Nick e ainda estou tentando entender o porquê de ter uma música em todo episódio. Harvey é o personagem mais sem graça de uma série que eu vi até hoje. Ao contrário do elenco adulto e o Ambrose, só vou esperar essa quarta temporada por eles. E que Satã melhore esse roteiro, ou a série deveria ter acabado mesmo neste episódio 7.
Elite (2ª Temporada)
3.8 287 Assista AgoraA primeira temporada me cativou bem mais. A Carla é o único personagem que me cativou e que parece interessante e pelo visto a próxima temporada ainda falará da morte da Marina e achei isso um tanto cansado. Tentaram colocar o Polo como um vilão, mas o desenvolvimento do personagem não chegou a tanto, mas não foi o único que me decepcionou, Ander ficou chato e conseguiu até atrapalhar o namoro com o Omar. A cena que ele critica as fantasias é ridícula.
Achei muito ruim o que fizeram com o lance do troféu, não cola como licença poética. E tentaram fazer isso junto do final, que essa licença também não funciona. Esse lance de terminar no início é bem cansativo, ainda mais quando se trata de um personagem tão chato quanto a Marina.
The Politician (1ª Temporada)
3.7 115No início não curti muito, mas com o decorrer da série me envolvi. Ryan Murphy é um lindo, e como eu amo a Jessica Lange <3
(Des)Encanto (1ª Temporada)
3.9 258Eu adorei bastante, principalmente a dublagem e vários memes aqui do Brasil sendo usados. Confesso que esperei um humor mais sujo, mas mesmo não sendo não é ruim. Sem falar da desconstrução do conto de fadas típico, é bem gostosinho de acompanhar e eu fiz altas teorias sobre os personagens e sobre o final.
Rita (1ª Temporada)
4.1 60Obrigado, Netflix, por me apresentar o que o mundo inteiro faz em audiovisual e que não chegaria ao Brasil por outras vias. E está aqui a minha mais recente delícia descoberta: Rita. Uma comédia dinamarquesa muito bem escrita, com uma protagonista maravilhosa. Cada episódio consegue ser sensível, engraçado e profundo sem perder a leveza. E o melhor: sofisticado sem ser esnobe, popular sem ser popularesco e ZERO PASTELÃO. De premissa simples e direta, com uma atriz maravilhosa e com roteiros impecáveis. Juro, queria escrever metade do que os caras que escrevem. E certamente já está no meu coração do ladinho de Gracie & Frank. Tem tantos níveis de conflito entre os personagens, tantas situações delicadas sem apelar para o maniqueísmo, tanta latitude emocional e as construções de personagens tão detalhadas que eu espero que tenha tantas temporadas quando Grey's Anatomy. Essa série deveria ser assistida por todo mundo que escreve/estuda roteiro, não só por ser incrível, mas principalmente pela delicadeza na construção dos personagens.