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Gente, calma. O filme não prometeu ser um documentário sobre a história do jogo do bicho. Para isso já existem documentários, séries e produções muito mais comprometidas com a realidade. A proposta aqui é uma distopia futurista e, gostem ou não, ele entrega isso.
Aliás, tem gente criticando o filme porque “o mundo acabou”, e como tem gente, como sobrevivem…sendo que o filme sequer diz isso. Fala em uma tragédia e mostra quem conseguiu sobreviver depois dela. Talvez antes de procurar furos no roteiro fosse interessante assistir ao filme com um pouco mais de atenção.
Agora, sim: faltou profundidade. E bastante. Poderiam ter mostrado melhor onde os ricos vivem, como funcionam os sistemas de apostas, a resistência, as relações de poder e toda a estrutura daquele universo. Principalmente porque existe um elenco que permitiria entregar muito mais. Nisso, a crítica é totalmente válida.
Mas daí a chamar de “pior filme brasileiro” já é um certo exagero. O cinema nacional tem uma coleção de produções muito mais questionáveis para disputar esse título.
E sim, o filme bebe descaradamente de Jogos Vorazes, Mad Max, Maze Runner e Divergente. Descobrir referências em uma obra não é exatamente descobrir um crime cinematográfico. Hollywood faz isso há décadas e ninguém parece entrar em colapso por causa disso.
O que parece incomodar algumas pessoas é o simples fato de ser brasileiro.
Nosso cinema está experimentando ficção científica, distopia, terror, fantasia e outros gêneros que durante muito tempo foram tratados como território quase exclusivo de produções estrangeiras. E, quando finalmente fazemos, aparece uma parte do público pronta para procurar defeito em cada frame, como se uma produção nacional tivesse que nascer sendo uma obra-prima para merecer existir.
Os efeitos são bons? São. O elenco segura? Segura. A proposta é interessante? É. Poderia ser melhor? Evidentemente.
E sobre a Anitta, vamos parar de agir como se atores ruins fossem uma invenção brasileira. Ela mesma avisou que não era para esperar uma atuação digna de Oscar. E quem já assistiu a filmes internacionais em sua língua original sabe muito bem que existem atores estadunidenses péssimos também. A diferença é que, quando é americano, chamam de “filme ruim”. Quando é brasileiro, parece que algumas pessoas sentem necessidade de decretar o fracasso do cinema nacional inteiro.
Não é uma obra-prima. Não é perfeito. Tem problemas de roteiro e poderia explorar muito melhor o universo que criou.
Mas entretém, arrisca e, principalmente, mostra que o cinema brasileiro não precisa ficar eternamente preso aos mesmos temas para ser considerado “bom”.
Às vezes o filme só quer ser um filme. E, aparentemente, isso já é pedir demais.
Que filme extraornariamente brilhante.
Entendo o conceito literatura x cinema, mas aqui conseguiram com proeza levar (claro, com suas limitações) o que o livro transmite. Filme lindo. E a Sally, premiada e reconhecida pela academia de artes faz um papel fabuloso! O filme é lindo, e toda a edição e estética ajuda!
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Gente, tô divulgando um curta metragem que dirigi e roteirizei chamado "ANSIEDADE" Ser rolar dar uma olhada, seria bastante grato
SInopse: Ansiedade é um curta metragem visual que expressa as várias estações da ansiedade, até a busca de sua cura, usando como recurso primordial o sensorial.
Curta Metragem completo no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=hAlebTP2lO4
Página para avaliar no Filmow https://filmow.com/ansiedade-t232702/
Abraços e obrigado
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Espero muito que venha uma 3ª temporada de Vermelho Sangue, principalmente para fechar de forma satisfatória os arcos das personagens e dar um desfecho coerente às questões que a série vem construindo. Estou torcendo pela renovação, mas, sinceramente, acho que uma 4ª temporada já poderia ser um pouco demais. Prefiro uma terceira temporada bem amarrada, com um roteiro mais cuidadoso e uma conclusão que faça jus ao que foi desenvolvido até aqui.
A série tem seus furos de roteiro e algumas escolhas narrativas que poderiam ser melhor trabalhadas, mas ainda assim acho muito significativo termos produções nacionais apostando em gêneros e propostas que fogem do lugar-comum. E isso, para mim, tem um valor enorme dentro do audiovisual brasileiro.
Desalma é um ótimo exemplo disso. A série conseguiu construir uma atmosfera muito própria, explorando suspense, horror, sobrenatural e elementos de outra cultura de uma maneira pouco convencional. Mesmo com o cancelamento e com a informação de que os episódios da 3° temporada (que fecharia a série) já estavam escritos, ficou aquela sensação de uma história interrompida antes de completar seu arco.
É justamente esse tipo de produção que eu gostaria de ver mais no Brasil: séries que não tenham medo de experimentar, trabalhar diferentes gêneros, construir uma identidade visual e sonora própria e sair um pouco do padrão narrativo que estamos acostumados a encontrar nas produções nacionais.
Nem tudo precisa ser perfeito para ser relevante. Às vezes, uma obra que apresenta problemas, mas se arrisca esteticamente e narrativamente, é muito mais interessante do que uma produção tecnicamente impecável, mas completamente previsível. E Vermelho Sangue, com todos os seus acertos e tropeços, representa um pouco disso.