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estava tudo bem em Nomadland. aí, no meio da cachoeira, surgem os pés descalços da Fern; o corpo dela nu correndo na água doce. balança. quase no final, ela visita um mar revoltoso; o cheiro de sal encobre o rosto quando ela tira o gorro da cabeça. mas machuca mesmo quando ela corre as mãos por uma árvore gigantesca caída, quando atesta com os braços a espessura imensurável daqueles troncos reunidos em torno do tombado. cenas rápidas como suspiros na vastidão longa da estrada. mais do que a beleza da chegada, o vazio do percurso.
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filme ruim maravilhoso. a sequência do Archie tomando banho e depois mexendo na moto chega a ser assustadora de tão parecida com a paródia do family guy dos filmes do Michael Bay. deve ter uns 50 cortes só na cena em que ele pega aquele estojo de lápis: é praticamente um manifesto contra o plano-sequência. eu me vi embasbacada com o completo abandono da coerência a cada deus ex machina invocado; e não é esse o ponto desse recurso mesmo?? enfim, o cara é autoral até produzindo, não precisa nem sentar na cadeira do diretor. ri da primeira à última cena, 5/5.