Esta é uma das comédias mais lembradas do Steve Martin e marcou a infância de muita gente pela quantidade de vezes que foi reprisada na TV. O filme foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 190 milhões de dólares mundialmente e ganhou uma sequência em 2005.
A premissa dos 12 filhos convivendo caoticametne é ideal pra qualquer comédia e o Steve Martin conseguiu retratar bem o desespero de um pai naquela situação insana, se desdobrando pra equilibrar vida profissional com pessoal e abrindo mão dos seus sonhos para o bem da família.
Um dos problemas do filme é que o elenco é grande demais e nem todos personagens da família tem o mesmo destaque, então fica uma sensação de bagunça generalizada com várias subtramas acontecendo ao mesmo tempo. Talvez a intenção da produção tenha sido mesmo ressaltar esse caos familiar no filme, mas chega um ponto que fica difícil acompanhar o que está rolando.
As cenas mais lembradas são a do lustre despencando com o Tom Baker, o Hank com a cueca cheirando carne sendo atacado pelo cachorro e o funeral do sapo. No fim essa mistura de comédia pastelão com momentos de drama familiar leve funciona bem e dá o toque emocional que o filme precisava.
Curiosidades: O filme foi baseado na história real da família Gilbreth que no início do século XX teve que lidar com a experiência dos 12 filhos e foi relatada em um livro escrito por deles.
Antes da versão de Steve Martin em 2003, Hollywood já havia adaptado essa biografia em um filme clássico lançado em 1950 (também chamado Cheaper by the Dozen). Essa versão antiga é muito mais fiel ao livro real, mostrando a família na década de 1920 com seus costumes de época e o foco nos métodos criados pelo pai para controlar o caos.
Ashton Kutcher estava no auge de sua fama na época e aceitou o papel, mas pediu para não ter seu nome incluído nos créditos principais do filme nem nos pôsteres de divulgação. Ele queria que sua aparição funcionasse como uma surpresa divertida para o público nos cinemas.
O filme até acrescenta alguma informação à mitologia do personagem mas é muito pouco pra justificar essa continuação que segue exatamente a mesma fórmula dos primeiros filmes. O pretexto para o Bourne voltar só pra tentar descobrir verdades ocultas sobre o pai, também não convence e parece forçado.
Na parte de ação o filme mantêm a tradição com cenas de lutas e perseguições impressionantes como a sequência final em Las Vegas. Por outro lado abusam da boa vontade do espectador em situações que beiram o absurdo e parecem mais ficção científica, como a cena onde a CIA descobre o vazamento de dados e conseguem rastrear Bourne e apagar os arquivos remotamente enquanto ele usa um pendrive em um computador. Pode ser até divertido mas não tem lógica nenhuma.
A trilogia já tinha sido muito bem encerrada com o "Ultimato Bourne" e não precisava de mais uma "continuação caça níqueis" (como o anterior "O Legado Bourne") que no fim acaba servindo mais como um "fã service" do que algo realmente útil pra franquia. De qualquer forma o filme server como passatempo e rever o Bourne em ação depois de tanto tempo traz uma certa nostalgia que faz o filme valer a pena.
Curiosidades: A sequência de perseguição de carros em Las Vegas levou cinco semanas para ser filmada e, no final, a sequência destruiu 170 carros.
Matt Damon diz 288 palavras — ou 45 linhas — em todo o filme, de acordo com a Vanity Fair ele teria recebido cerca de 1 milhão de dólares por cada linha de diálogo.
Legal ver que o episódio brasileiro teve algumas cenas iniciais gravadas na minha cidade natal de Barbacena. Mesmo que tenham sido bem rápidas foi nostálgico rever imagens de mais de 30 anos atrás da igreja matriz, praça do globo e da estação ferroviária da cidade. Aparentemente os atores só gravaram cenas rápidas na estação, mostrando a personagem da Claudia Ohana indo viajar para o Rio e se despedindo de parentes. Não dá pra identificar direito onde foram gravadas as outras cenas em Minas, mas provavelmente deve ser Juiz de Fora pela lógica da viagem rumo ao Rio de Janeiro.
Durante a viagem tem um diálogo que diz que uma passageira tinha o hábito de tirar a roupa em público e que envergonhava a família rica. Talvez isso tenha sido uma referência feita pela diretora sobre o passado polêmico de Barbacena. No passado a cidade era famosa pelo seu hospício que recebia esses tipos de pacientes considerados indesejáveis pelas famílias e que eram internados contra a vontade.
Sobre o episódio, conta a história de uma professora ingênua do interior que está indo para os EUA após ganhar uma bolsa de estudos. Durante a viagem de trem ela sofre uma tentativa de estupro, sendo salva por um fotógrafo com quem tem várias experiências sexuais na sequência. A proposta do episódio parece ser mostrar a mudança de personalidade da professora depois dela descobrir mais sobre sua sexualidade com o fotógrafo. Assim ela abandona o estilo recatado e assume um lado mais liberal e cheio de fantasias eróticas, incluindo ser tratada como prostituta...
Não é uma produção muito refinada, a história não tem tanto desenvolvimento e nem uma conclusão que surpreenda, mas vale pela curiosidade e pelas cenas de sexo entre a Cláudia e o Guilherme Leme que são mais explícitas do que se esperava.
Filme mediano, quiseram justificar essa sequência com a ideia de que haveria uma conspiração muito maior e que os projetos Treadstone e o Blackbriar era apenas eram apenas a ponta do iceberg, mas com isso a premissa acabou parecendo repetitiva e confusa.
Além disso, o fato de falarem o tempo todo do Bourne e até mostrarem fotos só aumentam a sensação do filme ser uma sequência desnecessária que está tentando tapar um buraco deixado pela ausência do Bourne.
Na parte de ação o filme tem seus bons momentos, como a perseguição final de motos nas Filipinas que é tecnicamente bem feita mas sem tanto impacto no final, além do vilão ser derrotado de forma meio banal. Pra piorar e desfecho em aberto sem um conclusão definitiva para o personagem Aaron Cross também deixa a desejar.
Analisado individualmente não é um filme de ação tão ruim, mas como sequência é muito oportunista e desnecessária. A franquia não precisava disto...
O filme conta a verdadeira história da "Corrida do Soro de 1925" ocorrida no Alasca, focando no herói de quatro patas que foi injustamente esquecido em favor de outro cão, Balto.
A produção busca corrigir esse erro histórico de quase um século. Enquanto o cão Balto ficou com toda a fama por correr as últimas 55 milhas da jornada, o filme mostra que na verdade Togo e Seppala correram a parte mais longa, perigosa e brutal do revezamento (cerca de 260 milhas), enfrentando temperaturas de -45Cº.
Na parte dramática a construção da relação entre Seppala e Togo é muito bem feita ao longo do filme (destaque para a atuação do Willem Dafoe), mostrando como o cão, antes visto como um inútil pelo dono se torna um herói.
As paisagens congeladas são ao mesmo tempo lindas e assustadoras. E os efeitos visuais são convincentes e sem exageros, transmitindo uma sensação real de perigo nas cenas de travessia pelo gelo fino. Também acertaram em não usar CGI nos cães, optando por cães treinados reais.
A produção no fim consegue equilibrar com competência drama, ação e aventura. E se sai muito bem dentro da sua proposta de contar a história real desse famoso evento.
Curiosidade: O cão principal que interpreta Togo se chama Diesel. Ele é um cão de trenó da raça "Siberian Husky" e é um descendente direto da linhagem do verdadeiro Togo da década de 1920, remontando a 14 gerações. Isso garantiu que as marcações de pelagem e o olhar do cão fossem incrivelmente parecidos com os do herói real.
O filme dirigido por Ron Howard é baseado nos fatos reais ocorridos na Ilha de Floreana na década de 1930. O "Caso Galápagos" permanece como um dos mistérios não resolvidos mais famosos da história da América do Sul.
Este é um filme com várias camadas filosóficas que vão muito além de uma simples história da sobrevivência. O roteiro soube misturar drama, humor negro e suspense psicológico, deixando imprevisível o desfecho da disputa entre os grupos rivais. A dinâmica da relação entre os personagens deixa sempre uma tensão no ar, como se a qualquer momento o caos tomasse conta.
Interessante também como o escritor que idealizava uma sociedade perfeita acaba cedendo aos seus vícios e vai se tornando a figura do ditador opressor que ele tanto repudiava. Essa deterioração mental e comportamental dos personagens lembra muito outro livro/filme clássico chamado "O Senhor das Moscas" que mostra também um grupo isolado que vai criando sua própria sociedade alternativa baseada em regras moralmente duvidosas.
O filme soube dramatizar com muita eficiência essa história real fascinante que no fundo representa uma ideia que faz parte do imaginário popular. Afinal quem nunca pensou alguma vez em sumir e viver isolado em uma ilha deserta em uma busca ilusória de fugir dos próprios problemas (e substituir por outros)?
Filme bem mediano, daquele tipo que promete muito nos primeiros minutos mas não consegue corresponder às expectativas no final.
O plano do vilão envolvendo a contaminação dos estoques mundiais de água por uma bactéria "desisdratante" para que os governos fossem forçados a comprar a sua água engarrafada é muito absurda e sem coerência, parecendo ter saído da cabeça de uma criança. A parte do tal terno cibernético apesar de render alguns momentos engraçados também é muito repetitiva e vai perdendo a graça ao longo do filme.
Então não sobra muita coisa pra destacar, além das acrobacias de sempre do Jackie Chan (com mais efeitos especiais do que esperado) e da boa parceria com a Jennifer Love Hewitt, que estava gostossíma na época e foi responsável pelos momentos mais engraçados do filme.
A verdade é que o filme não funciona nem na parte de ficção científica nem na parte de ação, com as famosas lutas do Jackie Chan mais artificiais do que de costume. Mas ainda tem seus momentos divertidos, então principalmente pra quem é fã do Jackie vale a pena dar uma chance.
O alto astral do filme é contagiante, todos os números musicais são bons e bem interligados com a história, ao contrário de muitos filmes do gênero onde a parte musical quebra totalmente o ritmo da trama.
O elenco também é muito bem escolhido, John Travolta no papel de uma mulher gorda faz um dos personagens mais famosos da carreira. O trabalho de maquiagem realmente impressiona e para chegar a esse resultado o ator passava 5 horas diárias na cadeira de maquiagem para aplicar as próteses faciais e o traje de silicone que pesava mais de 13 quilos.
Mas o grande destaque do filme fica mesmo por conta da desconhecida Nikki Blonsky que com sua personagem transmitiu todo o carisma e otimismo que o filme precisava.
Pra quem gosta de musicais esse filme é obrigatório. Conseguiram unir uma história divertida com músicas empolgantes como "Good Morning Baltimore" e "You Can't Stop the Beat". E além de tudo ainda fez uma crítica social importante contra a segregação racial dos anos 60.
Um filme que superou as baixas expectativas. O roteiro não é inovador mas é bem estruturado e parece até plausível (dentro do possível) para um filme deste tipo.
O uso de efeitos práticos nas cenas mais sangrentas foi uma boa opção, mas o design do macaco não é tão convincente e da pra notar claramente se tratar de um ator fantasiado. Mas isso acabou deixando o filme até mais autêntico lembrando os trash de terror antigos e saindo do estilo "Planeta dos Macacos".
O maior destaque do filme fica por conta das mortes sangrentas com o primata despedaçando as vítimas sem piedade, essas cenas surpreendem por serem mais violentas e realistas do que o esperado.
Então pra quem já cansou desses thrillers de sobrevivência com tubarões e crocodilos vale a pena assistir essa versão do chimpanzé pistola.
No começo o filme até tenta parecer inteligente e intrigante com a premissa do serial killer que usa o jogo da força como assinatura de seus crimes, mas no final só consegue parecer uma cópia genérica de clássicos "Seven" e "Zodíaco".
O resultado até poderia ser melhor, mas o filme se perde totalmente no excesso de conveniências de roteiro e situações absurdas para que o planejamento dos crimes pudessem ocorrer dentro de uma cronologia absurda e ainda serem decifrados às pressas pelos detetives.
Pra piorar a motivação do assassino de querer se vingar do policial por ele simplesmente ter encontrado seu pai enforcado é forçada e sem a menor lógica. Al Pacino até tenta entregar alguma coisa naquele estilo do policial rabugento em sua última missão, mas o roteiro capenga não colabora.
E na última cena praticamente zombam do público jogando um gancho totalmente aleatório para uma possível sequência onde o novo "jogo" ficaria por conta de assassino imitador (copycat) ou por um cúmplice que estava ajudando o vilão original o tempo todo....
Curiosidades: Por se tratar de uma produção independente de orçamento modesto, o filme foi rodado em um tempo recorde de apenas 19 dias em Atlanta, na Geórgia. Esse cronograma apertado justifica a repetição de cenários e a edição apressada de algumas cenas de transição.
Na época de seu lançamento o filme teve uma recepção crítica desastrosa, acumulando uma rara aprovação de 0% no "Rotten Tomatoes".
O filme foi concebido originalmente em 1997 pelo roteirista Darren Lemke, mas passou décadas engavetado pois os efeitos de CGI não eram considerados avançados o suficiente para o que a produção precisava. E realmente é um filme que depende muito dos efeitos especiais para funcionar e apesar deles terem sido bastante criticados na época até que o resultado não é tão desastroso assim.
Ao invés de aplicarem um efeito de rejuvenescimento digital sobre o rosto do próprio Will Smith, decidiram criar um "clone" totalmente independente para que pudessem interagir juntos nas cenas. Isso foi inovador para a época e pareceu convincente na maioria das cenas de ação, como na parte da perseguição insana de motos que mesmo vista atualmente ainda empolga.
Na atuação Will Smith também fez um ótimo trabalho ao interpretar e contracenar com os dois personagens, dando personalidade própria a cada um deles.
O maior problema do filme é que a história dos clones criados para uso militar não é uma premissa das mais originais, já foi vista tantas vezes no cinema que já não causa tanto impacto. Mesmo assim a história é bem contada e deixa algumas reflexões interessantes.
Nesta sequência Bourne continua sua saga em busca das respostas sobre seu passado e como sofreu a lavagem cerebral que o tornou um assassino. A trama explica melhor como o projeto Blackbriar substituiu o antigo projeto Treadstone, permitindo assassinatos e operações antiterroristas ilegais dentro e fora dos EUA e como tudo saiu de controle.
Mantendo a tradição da série os efeitos visuais continuam impressionantes, com sequências incríveis de lutas e perseguições (a correria pelos telhados no Marrocos seguida da luta brutal entre Bourne e o assassino que acontece depois é inesquecível). A forma como a história alterna entre vários cenários ao redor do mundo (Moscou, Paris, Londres, Madri, Marrocos e Nova York) tambémé muito bem feita, deixando o filme mais dinâmico mas sem perder a coesão.
Ao se conectar perfeitamente com os eventos do final do segundo filme, esta sequência teria sido um encerramento perfeito e definitivo para a trilogia, com Bourne descobrindo todos os fatos que precisava sobre seu passado e ao mesmo tempo conseguindo desmantelar todo o projeto secreto da CIA que o criou.
O próprio Matt Damon na época afirmou que não estaria interessado em retornar para um quarto filme, pois já teriam explorado ao máximo a história. Mas como já era esperado quiseram espremer a franquia até o bagaço com outros dois filmes...
Este filme marcou a aposentadoria definitiva do famoso diretor Raoul Walsh. Ele dirigiu mais de 100 filmes em sua carreira, começando no cinema mudo e lamentavelmente escolheu este faroeste insosso para pendurar suas chuteiras empoeiradas...
Apesar das belas locações feitas no canyon Red Rocks, no Novo México a maioria dos cenários e efeitos visuais são bem simples mostrando até certa limitação de orçamento (dá até tristeza ver aquele Fort Delivery). As lutas também são mal coreografadas e a maioria das atuações deixa muito a desejar.
O ponto alto do filme é uma cena de emboscada contra os índios que deve ter consumido boa parte do orçamento da produção, usando uma quantidade absurda de figurantes e dublês durante quase 10 minutos. Mas mesmo visualmente impressionante, tudo parece meio gratuito e sem tanta motivação por culpa do roteiro confuso. Outro ponto decepcionante foi a negociação banal que encerrou o conflito com os índios. Então pra quem esperava por um desfecho mais emocionante e violento vai se frustrar com essa diplomacia toda no final.
Por outro lado o "bordel sobre rodas" com prostitutas sendo entregues por delivery para os soldados se divertirem é algo que chamou a atenção e se foi realmente baseado em fatos reais seria uma ideia genial!
Pra resumir, basicamente o filme só tem uma boa sequência de combate, de resto é só enrolação, humor involuntário (como o diálogo hilário entre o general e o chefe indígena onde cada um falava um idioma e se entendiam perfeitamente) e melodrama fajuto que pouco acrescenta de interessante ao enredo.
Curiosidade: O personagem do major-general Alexandre Upton Quaint é vagamente baseado no histórico major-general George R. Crook que convenceu Geronimo a se render pacificamente em 17 de março de 1886, mas facções anti-apaches no Exército dos EUA sabotaram esse acordo. Crook pediu para ser dispensado de seu comando por causa dessa interferência, e seu substituto, o general Nelson Miles, encerrou as Guerras Apaches ao capturar Geronimo em 1º de setembro de 1886.
O roteiro é bem banal e segue aquela fórmula já vista tantas vezes em filmes do tipo, inclusive repetindo as mesmas falhas. Como por exemplo a burrice da vítima desperdiçando várias oportunidades de liquidar o psicopata quando tinha chance.
O CGI nem sempre convence mas no geral é aceitável, principalmente nas cenas de perseguições e quedas durante a caçada humana. Por outro lado as atuações do Taron Egerton e da Charlize Theron são mais convincentes, principalmente pela ótima forma física dos dois que nitidamente dispensaram dublês na maioria das cenas.
Então mesmo longe de ser inovador é um thriller de sobrevivência que cumpre bem sua proposta de entreter sem exigir muito do cérebro de quem assiste.
Desta vez a crise de meia idade do George Banks vem duplicada depois que ele descobre que vai ser avô e pai novamente. Além de ele não aceitar a ideia de ser avô por se sentir velho, ainda tem que lidar com a dúvida se vai ter energia para encarar ser pai de novo aos 50 anos.
Entre os melhores momentos estão: George pintando o cabelo e fazendo exame de próstata, a venda da casa para o "Sr. Habibi" (que depois ainda tenta demolir ela), as pílulas pra dormir que o transformam em um zumbi, a histeria com os preparativos para o parto duplo e as piadas sobre envelhecimento.
O único detalhe que ficou estranho foi que o George parece bem menos preocupado com dinheiro do que no primeiro filme quando quase enlouqueceu tentando economizar no casamento. Agora ele simplesmente paga uma fortuna para comprar a casa de volta sem muito sofrimento.
Este é um bom exemplo de continuação criativa que soube manter a essência do filme original sem parecer repetitivo.
Curiosidades: Assim como o primeiro filme esta sequência também é baseada em um filme antigo chamado "O Netinho do Papai" lançado em 1951.
Como Steve Martin já tinha o cabelo totalmente branco aos 30 anos, ele sempre pareceu ter a mesma idade por décadas.
George acredita que aos 52 anos ele não pode ser pai, anos depois na vida real Steve Martin tinha 67 anos quando teve seu primeiro filho.
A casa do filme anterior foi usada novamente, mas como os novos donos da vida real haviam mudado o interior, a produção teve que reconstruir todo o andar de baixo em um estúdio para garantir a continuidade com o primeiro filme.
Em 25 de setembro de 2020, uma mini-sequência intitulada "Father of the Bride Part 3(ish)" estreou no canal oficial do YouTube e no Facebook da Netflix reunindo a maior parte do elenco original dos dois primeiros filmes e foi dirigida por Nancy Meyers. O curta-metragem também serviu como um evento de caridade, arrecadando fundos para a World Central Kitchen durante a pandemia de COVID-19.
A continuação superou as expectativas. A trama é mais intrincada que no primeiro filme e o Bourne desta vez é usado como "bode expiatório" para encobrir um esquema de roubo de dinheiro dentro da CIA. Ao longo do filme são mostrados mais detalhes do "Projeto Treadstone" e do passado do Bourne.
As sequências de perseguição e lutas continuam com um realismo impressionante, com destaque para a perseguição épica de carros pelas ruas de Moscou na parte final e a luta onde Bourne usa um jornal enrolado como arma. O efeito "câmera na mão" (inovador na época) continua dando um diferencial para as cenas de perseguição, mas as vezes parece frenética demais e incomoda.
Mesmo com a mudança de diretor, a continuação manteve o alto nível do primeiro filme na parte técnica, acrescentou mais informações relevantes à trama do Bourne e ainda deixou alguns ganchos para as sequências.
Curiosidade: Na cena final quando Bourne liga para Pamela Landy do telhado, uma voz é ouvida em seu escritório dizendo que eles "precisam de 90 segundos para triangular a posição dele".
O filme foi feito sem a intenção de fazer um terceiro filme depois deste e esta cena final pretendia dar um encerramento para o personagem Bourne e para a série. Quando O Ultimato Bourne (2007) foi confirmado, os roteiristas tiveram que escrever adaptar uma história em torno desse epílogo.
O filme é um remake do original lançado em 1960, baseados no romance "The Midwich Cuckoos" de John Wyndham.
Como era de se esperar de um filme do John Carpenter o maior destaque fica por conta dos bons efeitos visuais práticos que deixaram as cenas bem mais perturbadoras e impactantes do que no primeiro filme. O visual das crianças, com os cabelos platinados e os olhos que brilhando se tornaram icônicos e até hoje são vistas em memes.
Por outro lado o roteiro é problemático, com algumas passagens de tempo apressadas e situações mal explicadas.
Por exemplo: durante o filme é mostrado que um dos alienígenas nasceu morto e foi embalsamado pela cientista. Mas não existe qualquer preocupação da direção em explicar o motivo de apenas aquele feto gigante ter nascido morto e sem camuflagem humana, além do fato de que ele seria justamente o "par" do David, que também foi outra criança que nasceu "anormal". Não deu pra entender essa preguiça do Carpenter em esclarecer um ponto tão relevante para a trama.
Outro ponto que divide opiniões foi a mudança do final, no original todas as crianças morrem com a explosão dando um encerramento definitivo para a ameaça. Já no remake o desfecho é mais otimista com um alienígena bonzinho sendo salvo, sugerindo que as duas raças poderiam coexistir posteriormente. Este final ambíguo é mais interessante pois deixa a dúvida sobre o destino imprevisível da humanidade com um extraterrestre solto pelo mundo.
Considerando os erros e acertos, pode-se dizer que foi mais um trabalho mediano do Carpenter. Não é grande coisa mas também não merecia ter sido o fracasso de bilheteria e tantas críticas negativas recebidas na época.
Curiosidades: Este foi o último filme concluído por Christopher Reeve e lançado nos cinemas antes de ele ficar paralítico em um acidente a cavalo em maio de 1995.
Ao contrário da crença popular, as crianças não usavam perucas. Todos eles tiveram seus cabelos tingidos ou descoloridos.
A continuação repete várias ideias do filme anterior, mas suaviza mais na violência. Por exemplo no primeiro filme havia uma luta feminina com desfecho violento no final, com a vilã sendo empalada por uma lança, desta vez repetem o confronto feminino mas sem a mesma violência.
A mudança de Las Vegas para locações na Europa traz um diferencial para a produção, é interessante ver as cenas perseguições feitas por cenários turísticos europeus. Apesar desta mudança, a estrutura do roteiro parece uma versão piorada do primeiro filme.
A premissa do irmão que consegue acessar o império do crime do pai a partir de uma chave roubada de um banco é totalmente fantasiosa e absurda demais até para uma comédia como esta.
Dá pra notar que foi uma continuação feita às pressas e tentaram repetir a fórmula anterior ao máximo pra faturarem sem correr riscos. Isso fez o filme parecer desnecessário e repetitivo, mas ainda é uma boa distração pra quem curte essas comédias de ação inofensivas.
Filme razoável. As cenas de ação lembrem um pouco o estilo caótico e histérico do Tarantino, com muito sangue e humor negro nos diálogos. A sequência violenta do assalto ao cassino, com os criminosos vestidos como sósias de Elvis é o ponto alto do filme
Vale mencionar as boas atuações do Kurt Russell e Kevin Costner com personagens fora do padrão. Kevin Costner está insano na pele de um psicopata fã do Elvis que mata a sangue frio quem passa pelo seu caminho, surpreendendo em um dos poucos vilões da sua carreira.
O ponto fraco do filme fica por conta do romance entre a personagem de Courteney Cox e o do Kurt Russell, que é aleatório e mal desenvolvido, sem apresentar motivações convincentes para as atitudes da mulher.
O filme foi um fracasso de bilheteria e massacrado pela crítica na época. Realmente não é uma produção que impressiona, tem seus bons momentos mas no geral parece um filme de assalto muito genérico sem nada que o destaque entre tantos outros do gênero. Tipo de filme pra se ver uma vez e esquecer...
Curiosidade: Kurt Russell tem uma ligação histórica com Elvis Presley. Ele fez sua estreia no cinema ainda criança chutando a canela de Elvis em It Happened at the World's Fair (1963) e interpretou o cantor na cinebiografia de 1979, dirigida por John Carpenter.
O filme foi levemente inspirado no famoso livro de Robert Ludlum lançado em 1980 e deu uma boa renovada no gênero de espionagem, saindo do estilo estravagante dos filmes do 007 para um contexto menos fantasioso.
Matt Damon que na época era um ator mais conhecido por filmes dramáticos como "Gênio Indomável" mostrou que poderia servir para filmes de ação também. E o desempenho dele como "arma humana" nas cenas de lutas e fugas realmente impressiona.
A edição rápida é outro ponto positivo, tudo se desenrola rápido na medida em que o Bourne vai recuperando a memória e se livrando das emboscadas por puro instinto. A sequência da perseguição em Paris com o Mini Cooper é incrível e dá pra perceber que foi feita com o mínimo possível de CGI para dar maior autenticidade para as cenas de colisões.
O que incomoda um pouco são algumas conveniências do roteiro, como a facilidade e rapidez com que a CIA consegue rastrear Bourne pela Europa usando câmeras de rua em 2002 é meio forçado e fora da realidade para a tecnologia da época. Mas esses exageros fazem parte do jogo e não comprometem o resultado geral.
O sucesso de crítica e bilheteria renderam uma das melhores franquias de ação do cinema, com as sequências: A Supremacia Bourne (2004), O Ultimato Bourne (2007), O Legado Bourne (2012) e Jason Bourne (2016).
Curiosidades: O nome Bourne veio de Ansel Bourne, um pregador em Rhode Island que foi o primeiro caso documentado de transtorno dissociativo de identidade (transtorno de personalidade múltipla). Um dia, em 1887, ele esqueceu quem era e começou uma nova vida na Pensilvânia com o nome Brown abrindo uma loja de conveniência. Cerca de três meses depois ele acordou e não apenas se lembrou de sua vida como Bourne, mas esqueceu toda a sua vida como Brown e ficou bastante confuso sobre o motivo de estar na Pensilvânia.
O escritor Robert Ludlum morreu enquanto o filme estava em pós-produção, em 12 de março de 2001.
A trama é basicamente sobre nada, mostrando preocupações banais de um casal de idosos de classe média. Como por exemplo um tratamento de um cachorro doente que custaria 10 mil dólares, uma "ameaça terrorista" aleatória na cidade e o grande dilema envolvendo uma mudança frustrada do apartamento de 1 milhão de dólares, apenas pelo incômodo do velho em não conseguir mais subir escadas...
Apesar dessa total falta de relevância do roteiro é um filme que prende a atenção, talvez pela dinâmica entre Morgan Freeman e Diane Keaton em cena. Mas é um roteiro muito fraco que acaba deixando a impressão de desperdício de um elenco desses.
De qualquer forma é uma história que pode se conectar com o público mais velho que busca um filme mais intimista e nostálgico.
Dirigido por Alan Parker e com roteiro de Oliver Stone este é um dos filmes mais viscerais e controversos da história do cinema. A sensação de claustrofobia e desespero é muito realista e faz quem assiste se colocar o tempo todo na situação de impotência do personagem. Impossível ver esse filme e não ficar com um trauma eterno de ser preso no exterior...
Brad Davis entrega uma atuação dramática e física impressionante, a forma como o personagem vai se transformando e perdendo a sanidade ao longo aos poucos é assustadoramente e convincente.
A parte final quando Billy perde as esperanças de ser libertado ou embarcar no "Expresso da Meia-noite" é desesperadora. Assim como a sequência do hospício com a visita da namorada que é pesada e marca pra sempre a memória.
O único ponto negativo é o desfecho fantasioso e não retrata como a fuga realmente aconteceu. Na vida real Billy não mata nenhum e nem sai pela porta da frente da prisão. Na verdade ele foi transferido para uma prisão de segurança mínima na ilha de Imrali em 1975 e aproveitou uma tempestade pra roubar um bote a remar até o continente e depois chegar na fronteira da Grécia, onde foi detido e depois deportado para os EUA.
Se tivessem produzido exatamente o desfecho real teria ficado até mais emocionante do que aquele que foi inventado, além de preservar a autenticidade da história. Mas é um detalhe que não estraga o filme, já que o final alternativo também dá um encerramento dramático e impactante que a história precisava.
Curiosidades: O filme foi muito criticado por criar um estereótipo negativo duradouro sobre a Turquia e teve um efeito devastador no turismo do país por décadas. O governo turco proibiu o filme no país por quase 15 anos após o lançamento.
Anos depois, em uma visita à Turquia, Oliver Stone pediu desculpas pela forma como o povo turco foi retratado no filme, admitindo que "exagerou na dose" para criar o efeito dramático. Em 2007, Billy Hayes também voltou à Turquia para pedir desculpas ao povo turco pelo impacto negativo que o filme causou à imagem do país, reforçando que amava Istambul e que seus problemas eram com a lei e não com as pessoas.
Embora a história se passe na Turquia, a produção ocorreu quase inteiramente no Forte de Santo Elmo, na capital maltesa, Valletta, depois que a permissão para filmar em Istambul foi negada. Os créditos finais afirmam que o filme foi feito inteiramente em locações em Malta. No entanto, as cenas de fundo de Istambul foram feitas por uma pequena equipe fingindo estar filmando um comercial de cigarros.
O filme tem seus bons momentos mas peca pelo excesso.
Apesar do transtorno pós traumático geralmente afetar o estilo de vida das pessoas, o comportamento do Charlie é totalmente fora da curva. O cara vira quase um autista caricato, dando chiliques em espaços públicos como se estivesse vivendo em uma realidade paralela. Tudo bem que a intenção da produção era mostrar essa mudança extrema causada pelo trauma, mas ficou tão exagerado que perdeu todo o realismo e se tornou ridículo.
Outro ponto que destoou foi a personagem aleatória da taradona do dentista que é tão inverossímil que deve ser fruto de algum fetiche pessoal do diretor. Adam Sandler se esforça pra entregar performance mais séria (e as vezes até consegue) mas não consegue se afastar totalmente do humor pastelão (é mais forte que ele) soltando piadocas improvisadas de peitos e chupadas entre uma cena dramática e outra...
É um filme bem intencionado em sua proposta de discutir traumas, amizades e luto mas muitas vezes perde o foco e cai no exagero. De qualquer forma ainda vale a pena, principalmente pela atuação do Adam Sandler, tentando sair de sua zona de conforto das comédias banais.
O filme dirigido por Zach Braff, é um remake da excelente comédia de mesmo nome lançada em 1979.
As atuações do trio Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin são o grande atrativo do filme, a sintonia entre eles é tão natural que realmente parece que os 3 são amigos de décadas.
Sobre o roteiro, desta vez o filme troca o tom melancólico do original por uma abordagem "divertida". Ao contrário do filme de 1979, agora existe uma crítica social mais clara, abordando a crise das pensões e o descaso dos bancos com os idosos, colocando o banco como o "verdadeiro vilão" e de certa forma justificando o assalto do trio.
O crime servindo como uma forma de "justiça poética" também leva a um final mais otimista e sem punições que o do filme original que terminava de forma muito mais sombria e realista, com a morte de dois comparsas após o assalto e a prisão do terceiro.
Essas mudanças vão agradar a alguns e decepcionar outros, mas essa tendência de adocicar os finais pra agradar ao público infelizmente já é uma tendência do cinema atual. A moda é deixar tudo mais "family friendly" pra evitar polêmicas e tentar aumentar a bilheteria, com isso os filmes estão cada vez mais padronizados e esquecíveis...
Doze é Demais
3.1 688 Assista AgoraEsta é uma das comédias mais lembradas do Steve Martin e marcou a infância de muita gente pela quantidade de vezes que foi reprisada na TV. O filme foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 190 milhões de dólares mundialmente e ganhou uma sequência em 2005.
A premissa dos 12 filhos convivendo caoticametne é ideal pra qualquer comédia e o Steve Martin conseguiu retratar bem o desespero de um pai naquela situação insana, se desdobrando pra equilibrar vida profissional com pessoal e abrindo mão dos seus sonhos para o bem da família.
Um dos problemas do filme é que o elenco é grande demais e nem todos personagens da família tem o mesmo destaque, então fica uma sensação de bagunça generalizada com várias subtramas acontecendo ao mesmo tempo. Talvez a intenção da produção tenha sido mesmo ressaltar esse caos familiar no filme, mas chega um ponto que fica difícil acompanhar o que está rolando.
As cenas mais lembradas são a do lustre despencando com o Tom Baker, o Hank com a cueca cheirando carne sendo atacado pelo cachorro e o funeral do sapo. No fim essa mistura de comédia pastelão com momentos de drama familiar leve funciona bem e dá o toque emocional que o filme precisava.
Curiosidades: O filme foi baseado na história real da família Gilbreth que no início do século XX teve que lidar com a experiência dos 12 filhos e foi relatada em um livro escrito por deles.
Antes da versão de Steve Martin em 2003, Hollywood já havia adaptado essa biografia em um filme clássico lançado em 1950 (também chamado Cheaper by the Dozen). Essa versão antiga é muito mais fiel ao livro real, mostrando a família na década de 1920 com seus costumes de época e o foco nos métodos criados pelo pai para controlar o caos.
Ashton Kutcher estava no auge de sua fama na época e aceitou o papel, mas pediu para não ter seu nome incluído nos créditos principais do filme nem nos pôsteres de divulgação. Ele queria que sua aparição funcionasse como uma surpresa divertida para o público nos cinemas.
Jason Bourne
3.5 465 Assista AgoraO filme até acrescenta alguma informação à mitologia do personagem mas é muito pouco pra justificar essa continuação que segue exatamente a mesma fórmula dos primeiros filmes. O pretexto para o Bourne voltar só pra tentar descobrir verdades ocultas sobre o pai, também não convence e parece forçado.
Na parte de ação o filme mantêm a tradição com cenas de lutas e perseguições impressionantes como a sequência final em Las Vegas. Por outro lado abusam da boa vontade do espectador em situações que beiram o absurdo e parecem mais ficção científica, como a cena onde a CIA descobre o vazamento de dados e conseguem rastrear Bourne e apagar os arquivos remotamente enquanto ele usa um pendrive em um computador. Pode ser até divertido mas não tem lógica nenhuma.
A trilogia já tinha sido muito bem encerrada com o "Ultimato Bourne" e não precisava de mais uma "continuação caça níqueis" (como o anterior "O Legado Bourne") que no fim acaba servindo mais como um "fã service" do que algo realmente útil pra franquia. De qualquer forma o filme server como passatempo e rever o Bourne em ação depois de tanto tempo traz uma certa nostalgia que faz o filme valer a pena.
Curiosidades: A sequência de perseguição de carros em Las Vegas levou cinco semanas para ser filmada e, no final, a sequência destruiu 170 carros.
Matt Damon diz 288 palavras — ou 45 linhas — em todo o filme, de acordo com a Vanity Fair ele teria recebido cerca de 1 milhão de dólares por cada linha de diálogo.
Erotique
2.9 8Legal ver que o episódio brasileiro teve algumas cenas iniciais gravadas na minha cidade natal de Barbacena. Mesmo que tenham sido bem rápidas foi nostálgico rever imagens de mais de 30 anos atrás da igreja matriz, praça do globo e da estação ferroviária da cidade. Aparentemente os atores só gravaram cenas rápidas na estação, mostrando a personagem da Claudia Ohana indo viajar para o Rio e se despedindo de parentes. Não dá pra identificar direito onde foram gravadas as outras cenas em Minas, mas provavelmente deve ser Juiz de Fora pela lógica da viagem rumo ao Rio de Janeiro.
Durante a viagem tem um diálogo que diz que uma passageira tinha o hábito de tirar a roupa em público e que envergonhava a família rica. Talvez isso tenha sido uma referência feita pela diretora sobre o passado polêmico de Barbacena. No passado a cidade era famosa pelo seu hospício que recebia esses tipos de pacientes considerados indesejáveis pelas famílias e que eram internados contra a vontade.
Sobre o episódio, conta a história de uma professora ingênua do interior que está indo para os EUA após ganhar uma bolsa de estudos. Durante a viagem de trem ela sofre uma tentativa de estupro, sendo salva por um fotógrafo com quem tem várias experiências sexuais na sequência. A proposta do episódio parece ser mostrar a mudança de personalidade da professora depois dela descobrir mais sobre sua sexualidade com o fotógrafo. Assim ela abandona o estilo recatado e assume um lado mais liberal e cheio de fantasias eróticas, incluindo ser tratada como prostituta...
Não é uma produção muito refinada, a história não tem tanto desenvolvimento e nem uma conclusão que surpreenda, mas vale pela curiosidade e pelas cenas de sexo entre a Cláudia e o Guilherme Leme que são mais explícitas do que se esperava.
O Legado Bourne
3.2 894 Assista AgoraFilme mediano, quiseram justificar essa sequência com a ideia de que haveria uma conspiração muito maior e que os projetos Treadstone e o Blackbriar era apenas eram apenas a ponta do iceberg, mas com isso a premissa acabou parecendo repetitiva e confusa.
Além disso, o fato de falarem o tempo todo do Bourne e até mostrarem fotos só aumentam a sensação do filme ser uma sequência desnecessária que está tentando tapar um buraco deixado pela ausência do Bourne.
Na parte de ação o filme tem seus bons momentos, como a perseguição final de motos nas Filipinas que é tecnicamente bem feita mas sem tanto impacto no final, além do vilão ser derrotado de forma meio banal. Pra piorar e desfecho em aberto sem um conclusão definitiva para o personagem Aaron Cross também deixa a desejar.
Analisado individualmente não é um filme de ação tão ruim, mas como sequência é muito oportunista e desnecessária. A franquia não precisava disto...
Togo
4.1 181 Assista AgoraO filme conta a verdadeira história da "Corrida do Soro de 1925" ocorrida no Alasca, focando no herói de quatro patas que foi injustamente esquecido em favor de outro cão, Balto.
A produção busca corrigir esse erro histórico de quase um século. Enquanto o cão Balto ficou com toda a fama por correr as últimas 55 milhas da jornada, o filme mostra que na verdade Togo e Seppala correram a parte mais longa, perigosa e brutal do revezamento (cerca de 260 milhas), enfrentando temperaturas de -45Cº.
Na parte dramática a construção da relação entre Seppala e Togo é muito bem feita ao longo do filme (destaque para a atuação do Willem Dafoe), mostrando como o cão, antes visto como um inútil pelo dono se torna um herói.
As paisagens congeladas são ao mesmo tempo lindas e assustadoras. E os efeitos visuais são convincentes e sem exageros, transmitindo uma sensação real de perigo nas cenas de travessia pelo gelo fino. Também acertaram em não usar CGI nos cães, optando por cães treinados reais.
A produção no fim consegue equilibrar com competência drama, ação e aventura. E se sai muito bem dentro da sua proposta de contar a história real desse famoso evento.
Curiosidade: O cão principal que interpreta Togo se chama Diesel. Ele é um cão de trenó da raça "Siberian Husky" e é um descendente direto da linhagem do verdadeiro Togo da década de 1920, remontando a 14 gerações. Isso garantiu que as marcações de pelagem e o olhar do cão fossem incrivelmente parecidos com os do herói real.
Éden
3.3 138 Assista AgoraO filme dirigido por Ron Howard é baseado nos fatos reais ocorridos na Ilha de Floreana na década de 1930. O "Caso Galápagos" permanece como um dos mistérios não resolvidos mais famosos da história da América do Sul.
Este é um filme com várias camadas filosóficas que vão muito além de uma simples história da sobrevivência. O roteiro soube misturar drama, humor negro e suspense psicológico, deixando imprevisível o desfecho da disputa entre os grupos rivais. A dinâmica da relação entre os personagens deixa sempre uma tensão no ar, como se a qualquer momento o caos tomasse conta.
Interessante também como o escritor que idealizava uma sociedade perfeita acaba cedendo aos seus vícios e vai se tornando a figura do ditador opressor que ele tanto repudiava. Essa deterioração mental e comportamental dos personagens lembra muito outro livro/filme clássico chamado "O Senhor das Moscas" que mostra também um grupo isolado que vai criando sua própria sociedade alternativa baseada em regras moralmente duvidosas.
O filme soube dramatizar com muita eficiência essa história real fascinante que no fundo representa uma ideia que faz parte do imaginário popular. Afinal quem nunca pensou alguma vez em sumir e viver isolado em uma ilha deserta em uma busca ilusória de fugir dos próprios problemas (e substituir por outros)?
O Terno de 2 Bilhões de Dólares
2.7 517 Assista AgoraFilme bem mediano, daquele tipo que promete muito nos primeiros minutos mas não consegue corresponder às expectativas no final.
O plano do vilão envolvendo a contaminação dos estoques mundiais de água por uma bactéria "desisdratante" para que os governos fossem forçados a comprar a sua água engarrafada é muito absurda e sem coerência, parecendo ter saído da cabeça de uma criança. A parte do tal terno cibernético apesar de render alguns momentos engraçados também é muito repetitiva e vai perdendo a graça ao longo do filme.
Então não sobra muita coisa pra destacar, além das acrobacias de sempre do Jackie Chan (com mais efeitos especiais do que esperado) e da boa parceria com a Jennifer Love Hewitt, que estava gostossíma na época e foi responsável pelos momentos mais engraçados do filme.
A verdade é que o filme não funciona nem na parte de ficção científica nem na parte de ação, com as famosas lutas do Jackie Chan mais artificiais do que de costume. Mas ainda tem seus momentos divertidos, então principalmente pra quem é fã do Jackie vale a pena dar uma chance.
Hairspray: Em Busca da Fama
3.4 758 Assista AgoraO alto astral do filme é contagiante, todos os números musicais são bons e bem interligados com a história, ao contrário de muitos filmes do gênero onde a parte musical quebra totalmente o ritmo da trama.
O elenco também é muito bem escolhido, John Travolta no papel de uma mulher gorda faz um dos personagens mais famosos da carreira. O trabalho de maquiagem realmente impressiona e para chegar a esse resultado o ator passava 5 horas diárias na cadeira de maquiagem para aplicar as próteses faciais e o traje de silicone que pesava mais de 13 quilos.
Mas o grande destaque do filme fica mesmo por conta da desconhecida Nikki Blonsky que com sua personagem transmitiu todo o carisma e otimismo que o filme precisava.
Pra quem gosta de musicais esse filme é obrigatório. Conseguiram unir uma história divertida com músicas empolgantes como "Good Morning Baltimore" e "You Can't Stop the Beat". E além de tudo ainda fez uma crítica social importante contra a segregação racial dos anos 60.
O Primata
2.7 160 Assista AgoraUm filme que superou as baixas expectativas. O roteiro não é inovador mas é bem estruturado e parece até plausível (dentro do possível) para um filme deste tipo.
O uso de efeitos práticos nas cenas mais sangrentas foi uma boa opção, mas o design do macaco não é tão convincente e da pra notar claramente se tratar de um ator fantasiado. Mas isso acabou deixando o filme até mais autêntico lembrando os trash de terror antigos e saindo do estilo "Planeta dos Macacos".
O maior destaque do filme fica por conta das mortes sangrentas com o primata despedaçando as vítimas sem piedade, essas cenas surpreendem por serem mais violentas e realistas do que o esperado.
Então pra quem já cansou desses thrillers de sobrevivência com tubarões e crocodilos vale a pena assistir essa versão do chimpanzé pistola.
Letras da Morte
2.5 71 Assista AgoraNo começo o filme até tenta parecer inteligente e intrigante com a premissa do serial killer que usa o jogo da força como assinatura de seus crimes, mas no final só consegue parecer uma cópia genérica de clássicos "Seven" e "Zodíaco".
O resultado até poderia ser melhor, mas o filme se perde totalmente no excesso de conveniências de roteiro e situações absurdas para que o planejamento dos crimes pudessem ocorrer dentro de uma cronologia absurda e ainda serem decifrados às pressas pelos detetives.
Pra piorar a motivação do assassino de querer se vingar do policial por ele simplesmente ter encontrado seu pai enforcado é forçada e sem a menor lógica. Al Pacino até tenta entregar alguma coisa naquele estilo do policial rabugento em sua última missão, mas o roteiro capenga não colabora.
E na última cena praticamente zombam do público jogando um gancho totalmente aleatório para uma possível sequência onde o novo "jogo" ficaria por conta de assassino imitador (copycat) ou por um cúmplice que estava ajudando o vilão original o tempo todo....
Curiosidades: Por se tratar de uma produção independente de orçamento modesto, o filme foi rodado em um tempo recorde de apenas 19 dias em Atlanta, na Geórgia. Esse cronograma apertado justifica a repetição de cenários e a edição apressada de algumas cenas de transição.
Na época de seu lançamento o filme teve uma recepção crítica desastrosa, acumulando uma rara aprovação de 0% no "Rotten Tomatoes".
Projeto Gemini
2.8 475 Assista AgoraO filme foi concebido originalmente em 1997 pelo roteirista Darren Lemke, mas passou décadas engavetado pois os efeitos de CGI não eram considerados avançados o suficiente para o que a produção precisava. E realmente é um filme que depende muito dos efeitos especiais para funcionar e apesar deles terem sido bastante criticados na época até que o resultado não é tão desastroso assim.
Ao invés de aplicarem um efeito de rejuvenescimento digital sobre o rosto do próprio Will Smith, decidiram criar um "clone" totalmente independente para que pudessem interagir juntos nas cenas. Isso foi inovador para a época e pareceu convincente na maioria das cenas de ação, como na parte da perseguição insana de motos que mesmo vista atualmente ainda empolga.
Na atuação Will Smith também fez um ótimo trabalho ao interpretar e contracenar com os dois personagens, dando personalidade própria a cada um deles.
O maior problema do filme é que a história dos clones criados para uso militar não é uma premissa das mais originais, já foi vista tantas vezes no cinema que já não causa tanto impacto. Mesmo assim a história é bem contada e deixa algumas reflexões interessantes.
O Ultimato Bourne
3.9 558 Assista AgoraNesta sequência Bourne continua sua saga em busca das respostas sobre seu passado e como sofreu a lavagem cerebral que o tornou um assassino. A trama explica melhor como o projeto Blackbriar substituiu o antigo projeto Treadstone, permitindo assassinatos e operações antiterroristas ilegais dentro e fora dos EUA e como tudo saiu de controle.
Mantendo a tradição da série os efeitos visuais continuam impressionantes, com sequências incríveis de lutas e perseguições (a correria pelos telhados no Marrocos seguida da luta brutal entre Bourne e o assassino que acontece depois é inesquecível). A forma como a história alterna entre vários cenários ao redor do mundo (Moscou, Paris, Londres, Madri, Marrocos e Nova York) tambémé muito bem feita, deixando o filme mais dinâmico mas sem perder a coesão.
Ao se conectar perfeitamente com os eventos do final do segundo filme, esta sequência teria sido um encerramento perfeito e definitivo para a trilogia, com Bourne descobrindo todos os fatos que precisava sobre seu passado e ao mesmo tempo conseguindo desmantelar todo o projeto secreto da CIA que o criou.
O próprio Matt Damon na época afirmou que não estaria interessado em retornar para um quarto filme, pois já teriam explorado ao máximo a história. Mas como já era esperado quiseram espremer a franquia até o bagaço com outros dois filmes...
Um Clarim ao Longe
3.2 6 Assista AgoraEste filme marcou a aposentadoria definitiva do famoso diretor Raoul Walsh. Ele dirigiu mais de 100 filmes em sua carreira, começando no cinema mudo e lamentavelmente escolheu este faroeste insosso para pendurar suas chuteiras empoeiradas...
Apesar das belas locações feitas no canyon Red Rocks, no Novo México a maioria dos cenários e efeitos visuais são bem simples mostrando até certa limitação de orçamento (dá até tristeza ver aquele Fort Delivery). As lutas também são mal coreografadas e a maioria das atuações deixa muito a desejar.
O ponto alto do filme é uma cena de emboscada contra os índios que deve ter consumido boa parte do orçamento da produção, usando uma quantidade absurda de figurantes e dublês durante quase 10 minutos. Mas mesmo visualmente impressionante, tudo parece meio gratuito e sem tanta motivação por culpa do roteiro confuso. Outro ponto decepcionante foi a negociação banal que encerrou o conflito com os índios. Então pra quem esperava por um desfecho mais emocionante e violento vai se frustrar com essa diplomacia toda no final.
Por outro lado o "bordel sobre rodas" com prostitutas sendo entregues por delivery para os soldados se divertirem é algo que chamou a atenção e se foi realmente baseado em fatos reais seria uma ideia genial!
Pra resumir, basicamente o filme só tem uma boa sequência de combate, de resto é só enrolação, humor involuntário (como o diálogo hilário entre o general e o chefe indígena onde cada um falava um idioma e se entendiam perfeitamente) e melodrama fajuto que pouco acrescenta de interessante ao enredo.
Curiosidade: O personagem do major-general Alexandre Upton Quaint é vagamente baseado no histórico major-general George R. Crook que convenceu Geronimo a se render pacificamente em 17 de março de 1886, mas facções anti-apaches no Exército dos EUA sabotaram esse acordo. Crook pediu para ser dispensado de seu comando por causa dessa interferência, e seu substituto, o general Nelson Miles, encerrou as Guerras Apaches ao capturar Geronimo em 1º de setembro de 1886.
O Jogo do Predador
2.8 173 Assista AgoraO roteiro é bem banal e segue aquela fórmula já vista tantas vezes em filmes do tipo, inclusive repetindo as mesmas falhas. Como por exemplo a burrice da vítima desperdiçando várias oportunidades de liquidar o psicopata quando tinha chance.
O CGI nem sempre convence mas no geral é aceitável, principalmente nas cenas de perseguições e quedas durante a caçada humana. Por outro lado as atuações do Taron Egerton e da Charlize Theron são mais convincentes, principalmente pela ótima forma física dos dois que nitidamente dispensaram dublês na maioria das cenas.
Então mesmo longe de ser inovador é um thriller de sobrevivência que cumpre bem sua proposta de entreter sem exigir muito do cérebro de quem assiste.
O Pai da Noiva 2
3.1 86 Assista AgoraDesta vez a crise de meia idade do George Banks vem duplicada depois que ele descobre que vai ser avô e pai novamente. Além de ele não aceitar a ideia de ser avô por se sentir velho, ainda tem que lidar com a dúvida se vai ter energia para encarar ser pai de novo aos 50 anos.
Entre os melhores momentos estão: George pintando o cabelo e fazendo exame de próstata, a venda da casa para o "Sr. Habibi" (que depois ainda tenta demolir ela), as pílulas pra dormir que o transformam em um zumbi, a histeria com os preparativos para o parto duplo e as piadas sobre envelhecimento.
O único detalhe que ficou estranho foi que o George parece bem menos preocupado com dinheiro do que no primeiro filme quando quase enlouqueceu tentando economizar no casamento. Agora ele simplesmente paga uma fortuna para comprar a casa de volta sem muito sofrimento.
Este é um bom exemplo de continuação criativa que soube manter a essência do filme original sem parecer repetitivo.
Curiosidades: Assim como o primeiro filme esta sequência também é baseada em um filme antigo chamado "O Netinho do Papai" lançado em 1951.
Como Steve Martin já tinha o cabelo totalmente branco aos 30 anos, ele sempre pareceu ter a mesma idade por décadas.
George acredita que aos 52 anos ele não pode ser pai, anos depois na vida real Steve Martin tinha 67 anos quando teve seu primeiro filho.
A casa do filme anterior foi usada novamente, mas como os novos donos da vida real haviam mudado o interior, a produção teve que reconstruir todo o andar de baixo em um estúdio para garantir a continuidade com o primeiro filme.
Em 25 de setembro de 2020, uma mini-sequência intitulada "Father of the Bride Part 3(ish)" estreou no canal oficial do YouTube e no Facebook da Netflix reunindo a maior parte do elenco original dos dois primeiros filmes e foi dirigida por Nancy Meyers. O curta-metragem também serviu como um evento de caridade, arrecadando fundos para a World Central Kitchen durante a pandemia de COVID-19.
A Supremacia Bourne
3.9 409 Assista AgoraA continuação superou as expectativas. A trama é mais intrincada que no primeiro filme e o Bourne desta vez é usado como "bode expiatório" para encobrir um esquema de roubo de dinheiro dentro da CIA. Ao longo do filme são mostrados mais detalhes do "Projeto Treadstone" e do passado do Bourne.
As sequências de perseguição e lutas continuam com um realismo impressionante, com destaque para a perseguição épica de carros pelas ruas de Moscou na parte final e a luta onde Bourne usa um jornal enrolado como arma. O efeito "câmera na mão" (inovador na época) continua dando um diferencial para as cenas de perseguição, mas as vezes parece frenética demais e incomoda.
Mesmo com a mudança de diretor, a continuação manteve o alto nível do primeiro filme na parte técnica, acrescentou mais informações relevantes à trama do Bourne e ainda deixou alguns ganchos para as sequências.
Curiosidade: Na cena final quando Bourne liga para Pamela Landy do telhado, uma voz é ouvida em seu escritório dizendo que eles "precisam de 90 segundos para triangular a posição dele".
O filme foi feito sem a intenção de fazer um terceiro filme depois deste e esta cena final pretendia dar um encerramento para o personagem Bourne e para a série. Quando O Ultimato Bourne (2007) foi confirmado, os roteiristas tiveram que escrever adaptar uma história em torno desse epílogo.
A Cidade dos Amaldiçoados
3.1 361O filme é um remake do original lançado em 1960, baseados no romance "The Midwich Cuckoos" de John Wyndham.
Como era de se esperar de um filme do John Carpenter o maior destaque fica por conta dos bons efeitos visuais práticos que deixaram as cenas bem mais perturbadoras e impactantes do que no primeiro filme. O visual das crianças, com os cabelos platinados e os olhos que brilhando se tornaram icônicos e até hoje são vistas em memes.
Por outro lado o roteiro é problemático, com algumas passagens de tempo apressadas e situações mal explicadas.
Por exemplo: durante o filme é mostrado que um dos alienígenas nasceu morto e foi embalsamado pela cientista. Mas não existe qualquer preocupação da direção em explicar o motivo de apenas aquele feto gigante ter nascido morto e sem camuflagem humana, além do fato de que ele seria justamente o "par" do David, que também foi outra criança que nasceu "anormal". Não deu pra entender essa preguiça do Carpenter em esclarecer um ponto tão relevante para a trama.
Outro ponto que divide opiniões foi a mudança do final, no original todas as crianças morrem com a explosão dando um encerramento definitivo para a ameaça. Já no remake o desfecho é mais otimista com um alienígena bonzinho sendo salvo, sugerindo que as duas raças poderiam coexistir posteriormente. Este final ambíguo é mais interessante pois deixa a dúvida sobre o destino imprevisível da humanidade com um extraterrestre solto pelo mundo.
Considerando os erros e acertos, pode-se dizer que foi mais um trabalho mediano do Carpenter. Não é grande coisa mas também não merecia ter sido o fracasso de bilheteria e tantas críticas negativas recebidas na época.
Curiosidades: Este foi o último filme concluído por Christopher Reeve e lançado nos cinemas antes de ele ficar paralítico em um acidente a cavalo em maio de 1995.
Ao contrário da crença popular, as crianças não usavam perucas. Todos eles tiveram seus cabelos tingidos ou descoloridos.
Plano em Família 2
2.6 18A continuação repete várias ideias do filme anterior, mas suaviza mais na violência. Por exemplo no primeiro filme havia uma luta feminina com desfecho violento no final, com a vilã sendo empalada por uma lança, desta vez repetem o confronto feminino mas sem a mesma violência.
A mudança de Las Vegas para locações na Europa traz um diferencial para a produção, é interessante ver as cenas perseguições feitas por cenários turísticos europeus. Apesar desta mudança, a estrutura do roteiro parece uma versão piorada do primeiro filme.
A premissa do irmão que consegue acessar o império do crime do pai a partir de uma chave roubada de um banco é totalmente fantasiosa e absurda demais até para uma comédia como esta.
Dá pra notar que foi uma continuação feita às pressas e tentaram repetir a fórmula anterior ao máximo pra faturarem sem correr riscos. Isso fez o filme parecer desnecessário e repetitivo, mas ainda é uma boa distração pra quem curte essas comédias de ação inofensivas.
3000 Milhas Para o Inferno
3.2 139 Assista AgoraFilme razoável. As cenas de ação lembrem um pouco o estilo caótico e histérico do Tarantino, com muito sangue e humor negro nos diálogos. A sequência violenta do assalto ao cassino, com os criminosos vestidos como sósias de Elvis é o ponto alto do filme
Vale mencionar as boas atuações do Kurt Russell e Kevin Costner com personagens fora do padrão. Kevin Costner está insano na pele de um psicopata fã do Elvis que mata a sangue frio quem passa pelo seu caminho, surpreendendo em um dos poucos vilões da sua carreira.
O ponto fraco do filme fica por conta do romance entre a personagem de Courteney Cox e o do Kurt Russell, que é aleatório e mal desenvolvido, sem apresentar motivações convincentes para as atitudes da mulher.
O filme foi um fracasso de bilheteria e massacrado pela crítica na época. Realmente não é uma produção que impressiona, tem seus bons momentos mas no geral parece um filme de assalto muito genérico sem nada que o destaque entre tantos outros do gênero. Tipo de filme pra se ver uma vez e esquecer...
Curiosidade: Kurt Russell tem uma ligação histórica com Elvis Presley. Ele fez sua estreia no cinema ainda criança chutando a canela de Elvis em It Happened at the World's Fair (1963) e interpretou o cantor na cinebiografia de 1979, dirigida por John Carpenter.
A Identidade Bourne
3.8 570 Assista AgoraO filme foi levemente inspirado no famoso livro de Robert Ludlum lançado em 1980 e deu uma boa renovada no gênero de espionagem, saindo do estilo estravagante dos filmes do 007 para um contexto menos fantasioso.
Matt Damon que na época era um ator mais conhecido por filmes dramáticos como "Gênio Indomável" mostrou que poderia servir para filmes de ação também. E o desempenho dele como "arma humana" nas cenas de lutas e fugas realmente impressiona.
A edição rápida é outro ponto positivo, tudo se desenrola rápido na medida em que o Bourne vai recuperando a memória e se livrando das emboscadas por puro instinto. A sequência da perseguição em Paris com o Mini Cooper é incrível e dá pra perceber que foi feita com o mínimo possível de CGI para dar maior autenticidade para as cenas de colisões.
O que incomoda um pouco são algumas conveniências do roteiro, como a facilidade e rapidez com que a CIA consegue rastrear Bourne pela Europa usando câmeras de rua em 2002 é meio forçado e fora da realidade para a tecnologia da época. Mas esses exageros fazem parte do jogo e não comprometem o resultado geral.
O sucesso de crítica e bilheteria renderam uma das melhores franquias de ação do cinema, com as sequências: A Supremacia Bourne (2004), O Ultimato Bourne (2007), O Legado Bourne (2012) e Jason Bourne (2016).
Curiosidades: O nome Bourne veio de Ansel Bourne, um pregador em Rhode Island que foi o primeiro caso documentado de transtorno dissociativo de identidade (transtorno de personalidade múltipla). Um dia, em 1887, ele esqueceu quem era e começou uma nova vida na Pensilvânia com o nome Brown abrindo uma loja de conveniência. Cerca de três meses depois ele acordou e não apenas se lembrou de sua vida como Bourne, mas esqueceu toda a sua vida como Brown e ficou bastante confuso sobre o motivo de estar na Pensilvânia.
O escritor Robert Ludlum morreu enquanto o filme estava em pós-produção, em 12 de março de 2001.
Ruth & Alex
3.3 70 Assista AgoraA trama é basicamente sobre nada, mostrando preocupações banais de um casal de idosos de classe média. Como por exemplo um tratamento de um cachorro doente que custaria 10 mil dólares, uma "ameaça terrorista" aleatória na cidade e o grande dilema envolvendo uma mudança frustrada do apartamento de 1 milhão de dólares, apenas pelo incômodo do velho em não conseguir mais subir escadas...
Apesar dessa total falta de relevância do roteiro é um filme que prende a atenção, talvez pela dinâmica entre Morgan Freeman e Diane Keaton em cena. Mas é um roteiro muito fraco que acaba deixando a impressão de desperdício de um elenco desses.
De qualquer forma é uma história que pode se conectar com o público mais velho que busca um filme mais intimista e nostálgico.
O Expresso da Meia-Noite
4.1 481 Assista AgoraDirigido por Alan Parker e com roteiro de Oliver Stone este é um dos filmes mais viscerais e controversos da história do cinema. A sensação de claustrofobia e desespero é muito realista e faz quem assiste se colocar o tempo todo na situação de impotência do personagem. Impossível ver esse filme e não ficar com um trauma eterno de ser preso no exterior...
Brad Davis entrega uma atuação dramática e física impressionante, a forma como o personagem vai se transformando e perdendo a sanidade ao longo aos poucos é assustadoramente e convincente.
A parte final quando Billy perde as esperanças de ser libertado ou embarcar no "Expresso da Meia-noite" é desesperadora. Assim como a sequência do hospício com a visita da namorada que é pesada e marca pra sempre a memória.
O único ponto negativo é o desfecho fantasioso e não retrata como a fuga realmente aconteceu. Na vida real Billy não mata nenhum e nem sai pela porta da frente da prisão. Na verdade ele foi transferido para uma prisão de segurança mínima na ilha de Imrali em 1975 e aproveitou uma tempestade pra roubar um bote a remar até o continente e depois chegar na fronteira da Grécia, onde foi detido e depois deportado para os EUA.
Se tivessem produzido exatamente o desfecho real teria ficado até mais emocionante do que aquele que foi inventado, além de preservar a autenticidade da história. Mas é um detalhe que não estraga o filme, já que o final alternativo também dá um encerramento dramático e impactante que a história precisava.
Curiosidades: O filme foi muito criticado por criar um estereótipo negativo duradouro sobre a Turquia e teve um efeito devastador no turismo do país por décadas. O governo turco proibiu o filme no país por quase 15 anos após o lançamento.
Anos depois, em uma visita à Turquia, Oliver Stone pediu desculpas pela forma como o povo turco foi retratado no filme, admitindo que "exagerou na dose" para criar o efeito dramático. Em 2007, Billy Hayes também voltou à Turquia para pedir desculpas ao povo turco pelo impacto negativo que o filme causou à imagem do país, reforçando que amava Istambul e que seus problemas eram com a lei e não com as pessoas.
Embora a história se passe na Turquia, a produção ocorreu quase inteiramente no Forte de Santo Elmo, na capital maltesa, Valletta, depois que a permissão para filmar em Istambul foi negada. Os créditos finais afirmam que o filme foi feito inteiramente em locações em Malta. No entanto, as cenas de fundo de Istambul foram feitas por uma pequena equipe fingindo estar filmando um comercial de cigarros.
Reine Sobre Mim
3.8 603 Assista AgoraO filme tem seus bons momentos mas peca pelo excesso.
Apesar do transtorno pós traumático geralmente afetar o estilo de vida das pessoas, o comportamento do Charlie é totalmente fora da curva. O cara vira quase um autista caricato, dando chiliques em espaços públicos como se estivesse vivendo em uma realidade paralela. Tudo bem que a intenção da produção era mostrar essa mudança extrema causada pelo trauma, mas ficou tão exagerado que perdeu todo o realismo e se tornou ridículo.
Outro ponto que destoou foi a personagem aleatória da taradona do dentista que é tão inverossímil que deve ser fruto de algum fetiche pessoal do diretor. Adam Sandler se esforça pra entregar performance mais séria (e as vezes até consegue) mas não consegue se afastar totalmente do humor pastelão (é mais forte que ele) soltando piadocas improvisadas de peitos e chupadas entre uma cena dramática e outra...
É um filme bem intencionado em sua proposta de discutir traumas, amizades e luto mas muitas vezes perde o foco e cai no exagero. De qualquer forma ainda vale a pena, principalmente pela atuação do Adam Sandler, tentando sair de sua zona de conforto das comédias banais.
Despedida em Grande Estilo
3.5 229 Assista AgoraO filme dirigido por Zach Braff, é um remake da excelente comédia de mesmo nome lançada em 1979.
As atuações do trio Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin são o grande atrativo do filme, a sintonia entre eles é tão natural que realmente parece que os 3 são amigos de décadas.
Sobre o roteiro, desta vez o filme troca o tom melancólico do original por uma abordagem "divertida". Ao contrário do filme de 1979, agora existe uma crítica social mais clara, abordando a crise das pensões e o descaso dos bancos com os idosos, colocando o banco como o "verdadeiro vilão" e de certa forma justificando o assalto do trio.
O crime servindo como uma forma de "justiça poética" também leva a um final mais otimista e sem punições que o do filme original que terminava de forma muito mais sombria e realista, com a morte de dois comparsas após o assalto e a prisão do terceiro.
Essas mudanças vão agradar a alguns e decepcionar outros, mas essa tendência de adocicar os finais pra agradar ao público infelizmente já é uma tendência do cinema atual. A moda é deixar tudo mais "family friendly" pra evitar polêmicas e tentar aumentar a bilheteria, com isso os filmes estão cada vez mais padronizados e esquecíveis...