Found footage dirigido e co-escrito por Nicholas Pineda (esse é seu primeiro longa).
Edward, um jovem ex-fuzileiro naval afastado, começa a trabalhar como segurança em uma grande enfermaria desativada.
O filme é todo mostrado na visão das cameras de segurança do local e da câmera corporal dele.
Não tinha gostado do trailer, mas resolvi arriscar mesmo assim e...
Achei tudo muito forçado. 95% do filme é enrolação pura. A tensão é quase inexistente. O roteiro é um fiapo. Clichês como porta que abre sozinha, barulhos sinistros, sombras, falta de luz, etc. Tudo isso conduzido por uma construção quase nula.
Pra não falar só mal, tem algumas cenas com manequim na escuridão (nos últimos 15 minutos) que são meio tensas, mas não é o suficiente pra salvar essa bomba. E é uma pena, pois esses manequins têm potencial, mas a execução deixa muito a desejar.
Terror dirigido, escrito, co-produzido e editado por Brock Bodell (esse é seu primeiro longa).
Lena acorda dentro de um motorhome em movimento, sem saber como foi parar lá. Sem saída, ela tenta se comunicar com quem tá dirigindo e aos poucos o mistério vai sendo revelado.
O conceito é até interessante, mas a construção deixa muito a desejar. O roteiro não é dos melhores e em pouco tempo o filme já cai na monotonia.
No final vem uma revelação sem impacto e um desfecho que pra mim foi inacreditável (no pior sentido). Impossível levar a sério.
Terror dirigido por Bruce Wemple (que desde 2016 vem lançando filmes independentes através de sua produtora 377 Films).
Abby recebe uma casa como herança da família, com a qual teve nenhum convívio. Como tá precisando muito, decide se mudar imediatamente. Lá ela encontra uma câmera e umas fitas com filmagens estranhas, ouve barulhos e aos poucos vai descobrindo segredos macabros.
O filme tem boa fotografia, uma casa com bom visual, algumas cenas com tensão bem construída e alguns bons elementos (os rostos, etc), porém...
Tem vários clichês, atuações duvidosas e do meio pro final vai se perdendo cada vez mais. Fora que o motivo dos acontecimentos é bem zoado e estraga tudo de positivo que vinha sendo construído.
Nos minutos finais piora ainda mais, jogando do nada outro personagem, transformando o desfecho em uma confusão completa. O final foi construído de uma forma tão confusa (não soube muito pra onde queria ir), que o impacto foi nulo.
Enfim... Mais um filme desse ano que eu tava na expectativa pra assistir e acabei achando fraco.
Terror conceitual metalinguístico (com pitadas bem equilibradas de humor e romance) dirigido e escrito por Jane Schoenbrun (I Saw the TV Glow). Brad Pitt (ele mesmo) é um dos produtores executivos.
Com Gillian Anderson (Arquivo X) em ótima atuação.
Bom conceito. Boa fotografia. Arte f0da (os filmes com estética oitentista, as notícias de jornal, os produtos variados e a mistura de técnicas na construção dos cenários). Boa trilha (com direito a Counting Crows e Sade).
Camp Miasma é uma franquia douradora que fez muito sucesso nos anos 80 e 90, totalmente inspirada em Sexta-Feira 13. O assassino com cabeça de duto de ventilação (Little Death), como Jason, também tem um visual icônico.
Durante os 6 minutos de abertura (créditos) já dá pra ficar por dentro de todo um universo que envolve a franquia (achei isso f0da). Do sucesso estrondoso, até as críticas negativas aos últimos filmes ("toda franquia de longa duração tem esqueletos no armário").
As mortes são extremamente exageradas, mas em vez de achar isso zoado, achei bem criativo e muito bem dirigido.
Atualmente, resolvem fazer um reboot e contratam uma diretora/roteirista chamada Kris, que resolve iniciar os trabalhos indo ao encontro da protagonista do filme original, a fim de desenvolver ideias.
A partir desse encontro, a realidade vai se misturando com os filmes e ficando cada vez mais surreais, até chegar em um final que eu entendi de uma forma que funcionou demais comigo e aumentou minha nota (não vou falar sobre, pra deixar cada um ter sua interpretação).
Citam Psicose, The Burning, Ed Gein, Halloween, Pânico, A Hora do Pesadelo, Acampamento Sangrento, etc.
Enfim... Um dos melhores do ano. Entrou em 6º no meu top 10.
É um filme um pouco mais denso (do jeito que eu gosto), que apesar de ter visuais incríveis e algumas cenas gore, valoriza muito os diálogos.
Não recomendo pra quem quer assistir um terrorzão padrão.
Slasher dirigido e escrito por Padraig Reynolds (de filmes de terror menos conhecidos como Open 24 Hours e Dark Light).
Jovens vão até um lugar isolado curtir praias paradisíacas e acabam sendo perseguidos por um assassino que parece fazer parte de algo maior (envolvendo jacarés).
Um ou outro elemento lembra um pouco O Massacre da Serra Elétrica (van e casa branca), Pânico na Floresta ("cemitério" de carros) e até Midsommar (um adereço da seita).
Enfim... Queria ter gostado desse filme. Ele tem um conceito interessante, além de alguns bons visuais (o assassino, os outros antagonistas, o lugar), mas... Infelizmente, é mais uma ideia boa com execução fraca. Não consegue construir um clima direito, a edição/montagem não é das melhores (isso pra mim é o pior) e as atuações são duvidosas.
Falso documentário (mockumentary) dirigido, escrito, produzido e atuado por Robbie Banfitch (do frenético The Outwaters).
Filmado em Mini DV, tem um clima bastante realista e uma atmosfera muito bem construída.
Robbie volta pra casa em que morava com a família, a fim de descobrir o que houve com sua irmã (Noelle) que desapareceu. Ele aproveita e vai registrando tudo com uma câmera, com o objetivo de fazer um documentário sobre o caso.
Além de mostrar o dia a dia dele por lá e depoimentos de moradores da região, foca muito na mãe dele e em como ela lida mal com o luto (sente presença, ouve barulhos, diz que uma caixa de música toca sozinha, etc).
Durante esses dias, eles escutam fitas K7 da Noelle cantando e tocando piano, e também assistem a filmagens antigas da família.
Aos poucos, Robbie consegue informações mínimas sobre o paradeiro da irmã e resolve ir explorando o local, pra ver se consegue encontrar alguma resposta.
O filme não mostra (quase) nada gráfico, mas conseguiu me manter totalmente imerso o tempo inteiro. Além de ter uma construção foda e um mistério que dura até os últimos minutos, ele te leva a crer em uma coisa e no final é outra (amo isso).
Os 40 minutos finais são tensos e termina de forma brutal.
Não recomendo pra quem curte filme de terror cheio de ação e jump scares. Mas pra quem curte uma história mais lenta, com atmosfera muito bem construída e um final foda, vale muito a pena.
Entrou no meu Top 5 do ano.
OBS.: A cena no restaurante foi filmada no Blairstown Diner (o mesmo de Sexta-Feira 13 original).
Terrir (terror + humor) sobrenatural indonésio, dirigido e escrito pelo Joko Anwar (Impetigore).
Um jornalista é acusado de assassinar seu chefe e vai parar numa prisão (o filme se passa praticamente todo lá). Até que algo desconhecido começa a matar um por um lá dentro e o desespero toma conta do lugar.
As cenas das mortes são boas (bom gore). As vítimas são esquartejadas e colocadas como se fossem obras de arte (bizarro).
Apesar de eu não curtir, algumas cenas de humor funcionam (o professor de dança e o cara dançando durante uma briga são hilários).
Enfim... Fui esperando um filme brabo, mas achei bem fraco. A ideia é muito boa, mas a execução deixou muito a desejar... O filme não consegue construir uma atmosfera direito. Fora as cenas longas de situações que não acrescentam quase nada.
Terror sobrenatural dirigido por Jesse Korman (esse é seu primeiro longa).
O roteiro é simples, mas o filme é bem sinistro, incômodo, tenso, sombrio, "realista" e assustador (como poucos conseguem ser).
Um casal (Brad e Julia) se muda pra uma casa que ele herdou de um tio que faleceu em circunstâncias misteriosas. Aos poucos, coisas estranhas vão acontecendo por lá, até a situação ficar totalmente insana e perturbadora.
A cena de abertura já é macabra e apresenta elementos que continuam presentes durante o filme todo.
A estátua sinistra e os tais olhos amarelos do título têm visuais f0das.
Além da cena de abertura, tem outras cenas que valem muito a pena:
a cena da Julia acordando e vendo o Brad do lado de fora, a cena das chupadas/mordidas nas mãos, a cena do guaxinim, a cena do diálogo na cama, as cenas dos assassinatos/oferendas, a do confronto envolvendo um padre, etc.
O final é muito bom (parece que vai ser uma coisa, mas é outra) e o filme termina do jeito que eu gosto (não vou falar mais pra não dar spoiler).
Enfim... Chegou sem avisar e acabou ocupando o 6º lugar no meu Top 10 do ano.
Thriller de sobrevivência com elementos de terror cósmico, dirigido por Louis Leterrier (Fúria de Titãs remake).
Protagonizado pelo nosso Wagner Moura (que sempre atua em alto nível). Boa fotografia, boa arte e boa trilha (com direito ao hit clássico Close to Me do The Cure). Clima de mistério e tensão desde o início.
O filme foca em uma família (um casal e 2 filhos) que fica trancada dentro de casa, do nada, sem conseguir sair, durante uma tempestade que parece não ter fim.
Algo bem estranho tá acontecendo, mas não dá pra saber direito o que é... Os dias e as semanas vão passando, a situação vai piorando e eles precisam ser cada vez mais criativos e fortes para sobreviverem.
Alguns elementos lembram um pouco O Nevoeiro e Sinais.
durante o convívio forçado deles. A cena com resumo dos vizinhos e os diálogos entre eles é maneira. Tem cenas incômodas (pelo menos pra mim) como a do cachorro e as de caça. E também cenas tensas (e bem construídas) como a da tentativa desesperada de quebrar o portão com o carro, a do esgoto e a sequência da batalha final (seguida pela última chance de se manterem vivos).
O visual dos seres é muito bom e o final me agradou bastante.
É um filme que vale a pena ser assistido por quem curte esse estilo.
Enfim... Entrou no meu top 10 do ano.
"Por que chamar esse planeta de Terra, quando é claramente um oceano?" (Arthur C. Clarke)
EVIL DEAD BURN (2026) | Nota 8.5 O melhor entre os últimos 3 filmes da franquia
Novo filme da franquia Evil Dead, dirigido e co-escrito pelo francês Sébastien Vaniček (Vermines). Produzido por Sam Raimi e Rob Tapert, além de Bruce Campbell envolvido na produção executiva (ou seja... o trio dos Evil Dead clássicos).
Com Souheila Yacoub (Climax), Luciane Buchanan (The Tank) e Tandi Wright (Pearl).
Sou muito fã dos 2 primeiros clássicos oitentistas (pra mim, são os melhores). Desses mais atuais eu gostei do de 2013, mas achei o Rise mais ou menos... Pensei que esse Burn fosse vir num estilo mais comercial ainda, mas felizmente me enganei.
A direção é de alto nível. Alguns planos-sequência brabos. Ótima maquiagem/gore. Fotografia fria e estética crua e suja (do jeito que eu gosto). Trilha sombria e com direito a uns Raps franceses.
A sequência de abertura no lago já é uma aula de construção de tudo (atmosfera, tensão, terror). A cena dos anzois é potente pra mim, pois tenho trauma deles desde que vi o filme Savage Weekend (1979) quando era criança.
O filme foca na família do Joseph e do seu irmão Will, que após uma tragédia, resolve se reunir em uma casa isolada a fim de amenizarem o luto. Só que a situação por lá vai ficando cada vez mais sinistra.
A atmosfera na casa é pesada desde o início (mesmo quando não tá acontecendo nada).
Gostei da forma como tudo começa, fazendo uma conexão com o Rise. Muitas dessas conexões são forçadas, mas achei essa natural (ainda bem).
Esse é um dos filmes de terror com a maior quantidade de cenas tensas, brutais e criativas dos últimos anos.
sequência do atropelamento, a sequência do jantar, a sequência do ataque no carro, a sequência da Thya chegando em casa (o visual dela é o melhor, a atuação é muito boa, a cena da vela é linda e a da morte dela é brutal), a cena dos tiros na cabeça, a cena da máquina de lavar louça, a cena das adagas (qual é a certa?), etc.
A vovó (Polly) é um alívio cômico muito bem feito e equilibrado (isso é raro). Não atrapalha a imersão e nem diminui a tensão.
O deaditie que aparece no final não atrapalhou minha experiência (da forma que eu achei que atrapalharia). Diferente do que muitos pensam, ele não é 100% CGI... É uma junção de animatrônico, próteses, maquiagens e CGI em alguns detalhes. É verdade que em um momento ou outro o CGI fica óbvio, mas isso não diminui a potência do filme.
A primeira cena pós-crédito prepara o caminho para uma sequência direta (mas como o próximo será o Wrath, que vai se passar nos anos 70, talvez essa sequência do Burn demore mais uns anos).
Já a segunda, eu achei totalmente desnecessária... Com cara de pedido de produtor executivo da Warner ou New Line (e depois eu soube que foi exatamente isso que aconteceu).
Enfim... Esse filme conseguiu me surpreender bastante e entrou direto pro meu Top 2 do ano.
2 jovens (Ryan e Naim) começam a se relacionar escondidos, até que por um vacilo de um deles, extremistas religiosos do local ficam sabendo e resolvem aplicar uma espécie de "cura" sinistra neles (com o aval de suas próprias famílias).
As cenas do chuveiro (na abertura), da tal cura, da cabine de fotos, do ataque ao Hunter, da emboscada e da loja de conveniência (nos últimos minutos) são muito boas.
O final parece ser feliz, mas é muito provável que a situação aterrorizante irá durar pra sempre.
Eu esperava algo mais denso e brutal, mas ainda assim gostei bastante (gosto muito de obras que abordam
Terror dirigido, escrito e co-produzido por BT Meza (esse é seu primeiro longa).
Com Joseph Cross (Mine Games) e Jessica Rothe (A Morte te dá Parabéns).
Uma mulher acorda ao lado de um homem que ela não reconhece. Ela também não reconhece a filha e nem a casa.
A gente fica sem saber direito o que realmente tá acontecendo (igual a mulher). O mistério é bem construído e prende bastante a atenção.
Até os 40 minutos parece ser um terror psicológico muito bom, mas aí vem uma reviravolta ousada e muda tudo (inclusive o subgênero). A partir disso, meu interesse despencou e tudo foi indo ladeira abaixo.
Enfim... Apesar da mudança total de direção (que não funcionou nem um pouco comigo), o filme tem alguns pontos positivos, como a cena de abertura tensa em uma estrada isolada à noite (com direito a um momento estilo Possession), a cena do corpo na floresta e a trilha tensa e sombria.
Conheci as Backrooms em 2023, através dos curtas que Kane Parsons, aos 17 anos, criava (usando After Effects e Blender) e postava em seu canal (@kanepixels).
Poucos anos depois, aos 21 anos, Kane consegue um contrato com a A24 e dirige e co-escreve o longa, que conta com um elenco com Chiwetel Ejiofor (American Gangster / 12 Years a Slave), Renate Reinsve (Handling the Undead) e participações do ex-jogador de basquete romeno, Robert Bobroczkyi (Alien: Romulus) e do Mark Duplass (Creep), além de um lançamento com distribuição (e marketing) mundial.
Uma ascensão e tanto!
O filme foca em Clark, um arquiteto frustrado, dono de uma loja de móveis, que se separou da mulher de forma conturbada e tenta ficar bem fazendo terapia (com sua terapeuta Mary).
Mas depois que ele encontra algo inexplicável no porão da loja, as coisas saem totalmente de controle.
Pra provar que é tudo real, Clark resolve explorar a novidade junto com seus 2 funcionários e leva uma câmera para registrar tudo.
Eu gostei bastante da forma com que eles trabalharam o roteiro pra encaixar as Backrooms. Combinou muito bem e fluiu naturalmente.
As Backrooms têm um conceito incrível e um visual muito f*da, além de um clima sempre estranho, claustrofóbico e tenso (mesmo quando não tá acontecendo nada). Aquela sensação de que qualquer coisa pode surgir a qualquer momento toma conta de cada segundo.
Nesse longa, isso tudo é bem mais trabalhado. Algumas salas temáticas, vários objetos diferentes, barulhos estranhos, presenças e seres misteriosos. Tudo isso espalhado por um labirinto complexo, com níveis que parecem ser infinitos.
A trilha estranha e incômoda potencializa ainda mais a experiência.
Algumas cenas/sequências ficaram na mente por serem sinistras e bizarras: o funcionário descendo por um buraco usando uma corda, o diálogo do Clark com a Mary na mesa (junto com o Pirate Clark e as pessoas com visuais fragmentados), a fuga da Mary, as revelações no final, etc.
Enfim... Eu gostei de tudo nesse filme. E pra quem não curtiu a história, Backrooms é principalmente sobre a experiência dentro delas, e nisso eles acertaram bastante. O conceito é muito f*da. A atmosfera é muito bem construída. Fiquei imerso o tempo inteiro.
Terror dirigido e co-escrito por James Kondelik (o trabalho mais conhecido dele até aqui é o segmento Masochist da antologia All Hallows' Eve 2.
Com Alexandra Essoe (do bom Stary Eyes), Richard Harmon (Premonição 6) e Randy Couture (Os Mercenários).
Boa fotografia. Boa trilha. Gore razoável.
Os irmãos Ashley e Scott resolvem se reencontrar alguns anos depois de uma tragédia familiar, indo acampar em uma floresta (com seus respectivos companheiros e um amigo), mas logo percebem que tem mais alguém rondando por lá.
A floresta tem um visual bem maneiro. O conceito do buraco/armadilha (Pitfall) é interessante. A cena do ziper da barraca e a cena do cara queimado são tensas, mas...
Infelizmente, mais uma ideia boa desperdiçada.
O filme até começa bem, mas rapidamente vai se perdendo. Não sabe direito por qual direção seguir... Muitas situações forçadas, não conseguem construir um clima direito e o visual do assassino não é dos melhores.
Esse ano tá tendo vários lançamentos fracos e esse é mais um deles.
Terror sobrenatural dirigido pelo norueguês André Øvredal, do excelente A Autópsia e dos bons A Última Viagem do Demeter e O Caçador de Troll (Ou seja... Uma coisa é certa: Ele sabe construir tensão).
Já começa com uma boa cena de abertura (dando uma amostra do que vem pela frente) e logo foca no casal protagonista, que decide se mudar para um motorhome e viver viajando por aí.
A estrada à noite sempre tem uma atmosfera sombria e tensa bem construída.
O tal Passageiro do título tem um conceito interessante e as coisas vão ficando cada vez mais estranhas.
O filme tem boas cenas/sequências como a da abertura (já citada), a do acidente, as das aparições, a da van no estacionamento, a do telão/projetor, a do macaco hidráulico, a da decapitação, a da van fora da estrada seguindo os sinais (sinistro), a da igreja, etc.
Não chega no nível de Dead End/Rota da Morte (meu favorito nesse estilo), mas tirando os jumpscares apelativos, eu acabei gostando bastante.
"As pessoas não pegam a estrada. A estrada pega as pessoas"
Curry Barker é um jovem talentoso que venho acompanhando desde os curtas postados no canal dele (@thats_a_bad_idea), entre 2019 e 2023. São trabalhos muito bem feitos (mesmo com baixíssimo orçamento), dirigidos, escritos, produzidos, editados e atuados por ele. Isso me chamou muita atenção.
Em 2024 ele lançou o média-metragem Milk & Serial, que entrou no radar de mais pessoas e foi considerado um dos melhores filmes de terror do ano.
Hoje, finalmente, consegui assistir seu primeiro longa, que vem sendo bastante elogiado e vem batendo recordes de bilheteria.
Com Inde Navarrette (da série Superman e Lois) e Michael Johnson (envolvido em vários jogos, séries e animações, muitas vezes fazendo dublagem ou narrando), Obsession tem uma boa história, boas atuações, boa fotografia, boa trilha e uma atmosfera sombria bem construída.
Bear é um jovem apaixonado pela sua amiga Nikki. Ele não sabe como chegar nela e vê que é praticamente impossível os dois ficarem juntos, até que ele encontra algo chamado One Wish Willow em uma loja e decide usar só pra ver coé. O resultado é imediato, as coisas vão ficando cada vez mais fora de controle, enfim... Cuidado com o que você deseja.
O comportamento da Nikki é assustador desde o início (no carro). A partir daí vão acontecendo vários momentos tensos: no quarto do Bear (o surto, o sexo, ela na sombra, a porta, o sorriso), no restaurante, no trabalho, a sequência da reunião com os amigos, a cena da morte no carro, etc.
Os últimos 10 minutos são insanos e o final é meio sem esperanças, do jeito que eu gosto.
Como sou muito fã do Barker, eu esperava ainda mais (um 9.5 ou até 10). Algumas pitadas comerciais me incomodaram um pouco. Mas ele tá certo. Entrou na indústria, tem que jogar o jogo e fazer grana (e isso ele em feito muito bem).
Na bilheteria dos EUA, no gênero terror, Obsession já ultrapassou O Exorcista e Pecadores com mais de 230 milhões de dólares. Lembrando que o orçamento foi por volta de 750 mil dólares.
Drama polonês com pitadas de terror psicológico e sobrenatural, dirigido e co-escrito por Bartosz M. Kowalski (Sem Conexão / O Monastério).
Boas atuações. Boa fotografia. Boa trilha.
Uma família deixa um idoso no asilo e aos poucos ele vai tendo umas experiências estranhas por lá. Será tudo real ou alucinação?
O filme tem um bom conceito. Boas atuações, fotografia e trilha. Bons elementos, como os seres (bons visuais), o poço com premonições e o coringa do baralho, além de diálogos existenciais e uma teoria interessante (embora pouco explorada) sobre a indústria farmacêutica.
Eu esperava bem mais, mas até que deu pra entreter.
Obs.: Pode ser considerado lento pra algumas pessoas. Quem for assistir esperando um terror mais tradicional, provavelmente vai se decepcionar.
Slasher dirigido e co-escrito por Rod Blackhurst (que tem curtas e filmes menos conhecidos em sua filmografia).
Baseado em um dos seus curtas, Babygirl (2022).
Com Seann Willian Scott (American Pie / Premonição) e a lutadora de luta livre Max the Impaler (no papel de Dolly).
Bom conceito. Trilha macabra. Estética meio setentista.
Um casal vai pra uma floresta (o cara tem planos de pedir a mulher em casamento lá), sem saber que uma assassina com obsessão de ser mãe mora pela região.
O visual da assassina é bom (seu comportamento lembra um pouco Leatherface).
O filme tem bom gore (cena da mandíbula, do peito, da orelha, da decapitação, etc) e é dividido em capítulos (Mother, Daughter, Home, Father, Reunion, Fight e Goodbye).
Mas... O roteiro é totalmente raso (mais do que o normal em slashers), o elenco é muito reduzido, e sendo assim, a história não tem muito pra onde ir.
Terror (com elementos de terror cósmico) dirigido e escrito pelo britânico Howard J. Ford (que tem filmes de terror e suspense europeus menos conhecidos em sua filmografia).
Há 400 mil anos, um meteóro cai na Terra trazendo algo desconhecido.
Nos anos 70, o avô e depois a mãe de uma jovem desaparecem no local, e nos dias atuais, essa jovem, junto com uma equipe, resolve entrar na caverna pra tentar desvendar o mistério.
A lenda do Bone Keeper é forte na região, mas a equipe não acredita muito, até que as coisas vão ficando estranhas.
No início tem algumas paisagens com bons visuais, o visual do primeiro ataque na caverna é bom, os ninhos e o cemitério de ossadas são bons elementos, e o visual do ser não é nada demais, mas tem seus momentos.
Mas... O filme já começa meio novela da Rede TV, com um drama meloso e atuações duvidosas. Não consegue construir um clima antes e nem durante a exploração (só consegue minimamente nos 25 minutos finais).
Terror dirigido e co-escrito por Daniel Goldhaber (do fraco Cam).
Com Barbie Ferreira (Euphoria) e a cantora Charli XCX.
Uma moderadora de conteúdo, com um trauma em seu passado, trabalha nos escritórios da rede social Kino. Um dia ela passa a acreditar que alguns vídeos mostram mortes reais e tenta fazer algo a respeito.
O original, de 1978, apavorou toda uma geração durante mais de uma década e até hoje muitos acreditam que tudo era real (a maioria dos vídeos mais chocantes não era).
Esse remake acertou em focar em moderação de redes sociais (acho que era a única ideia interessante capaz de adaptar esse conceito de vídeos perturbadores para os dias atuais), mas...
Apesar das referências ao clássico e de algumas cenas gore, o filme não consegue empolgar.
Filme de Ficção/Terror baseado no jogo de mesmo nome, dirigido, co-escrito, co-produzido e atuado por Mark Fischbach (um youtuber conhecido como Markiplier, que postava vários vídeos jogando videogame).
Boa fotografia. Boa arte. Boa trilha. Clima misterioso e tenso. Sensação de claustrofobia e isolamento.
Um soldado está em missão a bordo de um submarino submerso em um mar de sangue. Conforme o tempo vai passando, ele vai ficando cada vez mais perturbado.
O conceito é interessante, a atmosfera é muito bem construída, tem bons elementos (como o esqueleto gigante), algumas boas cenas (como a do lado de fora do submarino), mas...
O filme vai ficando cansativo por se passar o tempo todo (2 horas) dentro do submarino com vários "monólogos", porém, sem acontecimentos que de fato movimentem a história.
Se fosse um curta funcionaria bem melhor.
"A esperança neste vazio é tão ilusória quanto a luz das estrelas"
Apesar disso tudo, gostei muito do visual do assassino com máscara e achei as mortes razoáveis.
Enfim... Muito longe de ser um Seven, um Zodiac ou um Strange Harvest (como os produtores anunciaram), mas também não é a bomba atômica que os críticos tavam falando que era... Esperava algo muito pior.
Terror irlandês dirigido e escrito por Damian McCarthy (Caveat / Oddity).
Com Adam Scott (Hellraiser IV / The Monkey).
Boa fotografia. Boa arte. Atmosfera sombria. Clima misterioso. Sensação de isolamento.
Um escritor famoso se hospeda em um hotel isolado na Irlanda (Bilberry Woods Hotel) para se conectar com o passado de sua família e terminar de escrever um livro, mas aos poucos as coisas vão ficando cada vez mais estranhas.
É um filme que foca na construção de atmosfera (gosto disso). Tem alguns bons visuais (o hotel, a mulher vestida de coelho, etc) e alguns bons elementos (a lenda da bruxa, o áudio gravado, o elevadorzin', etc).
Tem alguns momentos que parecem não saber pra onde ir direito (sinto isso em todos os filmes desse diretor), mas os pontos positivos que citei, junto com o plot twist do whisky, me fizeram dar uma nota razoável.
Infirmary
1.6 6Found footage dirigido e co-escrito por Nicholas Pineda (esse é seu primeiro longa).
Edward, um jovem ex-fuzileiro naval afastado, começa a trabalhar como segurança em uma grande enfermaria desativada.
O filme é todo mostrado na visão das cameras de segurança do local e da câmera corporal dele.
Não tinha gostado do trailer, mas resolvi arriscar mesmo assim e...
Achei tudo muito forçado. 95% do filme é enrolação pura. A tensão é quase inexistente. O roteiro é um fiapo. Clichês como porta que abre sozinha, barulhos sinistros, sombras, falta de luz, etc. Tudo isso conduzido por uma construção quase nula.
Pra não falar só mal, tem algumas cenas com manequim na escuridão (nos últimos 15 minutos) que são meio tensas, mas não é o suficiente pra salvar essa bomba. E é uma pena, pois esses manequins têm potencial, mas a execução deixa muito a desejar.
Os manequins são uma mistura de Oddity com Hell House.
Hellcat
2.0 3Terror dirigido, escrito, co-produzido e editado por Brock Bodell (esse é seu primeiro longa).
Lena acorda dentro de um motorhome em movimento, sem saber como foi parar lá. Sem saída, ela tenta se comunicar com quem tá dirigindo e aos poucos o mistério vai sendo revelado.
O conceito é até interessante, mas a construção deixa muito a desejar. O roteiro não é dos melhores e em pouco tempo o filme já cai na monotonia.
No final vem uma revelação sem impacto e um desfecho que pra mim foi inacreditável (no pior sentido). Impossível levar a sério.
Enfim... Mais uma bomba lançada esse ano.
Capture
2.2 3Terror dirigido por Bruce Wemple (que desde 2016 vem lançando filmes independentes através de sua produtora 377 Films).
Abby recebe uma casa como herança da família, com a qual teve nenhum convívio. Como tá precisando muito, decide se mudar imediatamente. Lá ela encontra uma câmera e umas fitas com filmagens estranhas, ouve barulhos e aos poucos vai descobrindo segredos macabros.
O filme tem boa fotografia, uma casa com bom visual, algumas cenas com tensão bem construída e alguns bons elementos (os rostos, etc), porém...
Tem vários clichês, atuações duvidosas e do meio pro final vai se perdendo cada vez mais. Fora que o motivo dos acontecimentos é bem zoado e estraga tudo de positivo que vinha sendo construído.
Nos minutos finais piora ainda mais, jogando do nada outro personagem, transformando o desfecho em uma confusão completa. O final foi construído de uma forma tão confusa (não soube muito pra onde queria ir), que o impacto foi nulo.
Enfim... Mais um filme desse ano que eu tava na expectativa pra assistir e acabei achando fraco.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte
3.1 114 Assista AgoraTerror conceitual metalinguístico (com pitadas bem equilibradas de humor e romance) dirigido e escrito por Jane Schoenbrun (I Saw the TV Glow). Brad Pitt (ele mesmo) é um dos produtores executivos.
Com Gillian Anderson (Arquivo X) em ótima atuação.
Bom conceito. Boa fotografia. Arte f0da (os filmes com estética oitentista, as notícias de jornal, os produtos variados e a mistura de técnicas na construção dos cenários). Boa trilha (com direito a Counting Crows e Sade).
Camp Miasma é uma franquia douradora que fez muito sucesso nos anos 80 e 90, totalmente inspirada em Sexta-Feira 13. O assassino com cabeça de duto de ventilação (Little Death), como Jason, também tem um visual icônico.
Durante os 6 minutos de abertura (créditos) já dá pra ficar por dentro de todo um universo que envolve a franquia (achei isso f0da). Do sucesso estrondoso, até as críticas negativas aos últimos filmes ("toda franquia de longa duração tem esqueletos no armário").
As mortes são extremamente exageradas, mas em vez de achar isso zoado, achei bem criativo e muito bem dirigido.
Atualmente, resolvem fazer um reboot e contratam uma diretora/roteirista chamada Kris, que resolve iniciar os trabalhos indo ao encontro da protagonista do filme original, a fim de desenvolver ideias.
A partir desse encontro, a realidade vai se misturando com os filmes e ficando cada vez mais surreais, até chegar em um final que eu entendi de uma forma que funcionou demais comigo e aumentou minha nota (não vou falar sobre, pra deixar cada um ter sua interpretação).
Citam Psicose, The Burning, Ed Gein, Halloween, Pânico, A Hora do Pesadelo, Acampamento Sangrento, etc.
Enfim... Um dos melhores do ano. Entrou em 6º no meu top 10.
É um filme um pouco mais denso (do jeito que eu gosto), que apesar de ter visuais incríveis e algumas cenas gore, valoriza muito os diálogos.
Não recomendo pra quem quer assistir um terrorzão padrão.
Gator Face
1.6 5Slasher dirigido e escrito por Padraig Reynolds (de filmes de terror menos conhecidos como Open 24 Hours e Dark Light).
Jovens vão até um lugar isolado curtir praias paradisíacas e acabam sendo perseguidos por um assassino que parece fazer parte de algo maior (envolvendo jacarés).
Um ou outro elemento lembra um pouco O Massacre da Serra Elétrica (van e casa branca), Pânico na Floresta ("cemitério" de carros) e até Midsommar (um adereço da seita).
Enfim... Queria ter gostado desse filme. Ele tem um conceito interessante, além de alguns bons visuais (o assassino, os outros antagonistas, o lugar), mas... Infelizmente, é mais uma ideia boa com execução fraca. Não consegue construir um clima direito, a edição/montagem não é das melhores (isso pra mim é o pior) e as atuações são duvidosas.
Tinsman Road
3.0 1Falso documentário (mockumentary) dirigido, escrito, produzido e atuado por Robbie Banfitch (do frenético The Outwaters).
Filmado em Mini DV, tem um clima bastante realista e uma atmosfera muito bem construída.
Robbie volta pra casa em que morava com a família, a fim de descobrir o que houve com sua irmã (Noelle) que desapareceu. Ele aproveita e vai registrando tudo com uma câmera, com o objetivo de fazer um documentário sobre o caso.
Além de mostrar o dia a dia dele por lá e depoimentos de moradores da região, foca muito na mãe dele e em como ela lida mal com o luto (sente presença, ouve barulhos, diz que uma caixa de música toca sozinha, etc).
Durante esses dias, eles escutam fitas K7 da Noelle cantando e tocando piano, e também assistem a filmagens antigas da família.
Aos poucos, Robbie consegue informações mínimas sobre o paradeiro da irmã e resolve ir explorando o local, pra ver se consegue encontrar alguma resposta.
O filme não mostra (quase) nada gráfico, mas conseguiu me manter totalmente imerso o tempo inteiro. Além de ter uma construção foda e um mistério que dura até os últimos minutos, ele te leva a crer em uma coisa e no final é outra (amo isso).
Os 40 minutos finais são tensos e termina de forma brutal.
Não recomendo pra quem curte filme de terror cheio de ação e jump scares. Mas pra quem curte uma história mais lenta, com atmosfera muito bem construída e um final foda, vale muito a pena.
Entrou no meu Top 5 do ano.
OBS.: A cena no restaurante foi filmada no Blairstown Diner (o mesmo de Sexta-Feira 13 original).
Fantasma na Prisão
2.9 9Terrir (terror + humor) sobrenatural indonésio, dirigido e escrito pelo Joko Anwar (Impetigore).
Um jornalista é acusado de assassinar seu chefe e vai parar numa prisão (o filme se passa praticamente todo lá). Até que algo desconhecido começa a matar um por um lá dentro e o desespero toma conta do lugar.
As cenas das mortes são boas (bom gore). As vítimas são esquartejadas e colocadas como se fossem obras de arte (bizarro).
Apesar de eu não curtir, algumas cenas de humor funcionam (o professor de dança e o cara dançando durante uma briga são hilários).
Enfim... Fui esperando um filme brabo, mas achei bem fraco. A ideia é muito boa, mas a execução deixou muito a desejar... O filme não consegue construir uma atmosfera direito. Fora as cenas longas de situações que não acrescentam quase nada.
Infelizmente, um dos piores do ano.
Olhos Amarelos
1.9 1Terror sobrenatural dirigido por Jesse Korman (esse é seu primeiro longa).
O roteiro é simples, mas o filme é bem sinistro, incômodo, tenso, sombrio, "realista" e assustador (como poucos conseguem ser).
Um casal (Brad e Julia) se muda pra uma casa que ele herdou de um tio que faleceu em circunstâncias misteriosas. Aos poucos, coisas estranhas vão acontecendo por lá, até a situação ficar totalmente insana e perturbadora.
A cena de abertura já é macabra e apresenta elementos que continuam presentes durante o filme todo.
A estátua sinistra e os tais olhos amarelos do título têm visuais f0das.
Além da cena de abertura, tem outras cenas que valem muito a pena:
a cena da Julia acordando e vendo o Brad do lado de fora, a cena das chupadas/mordidas nas mãos, a cena do guaxinim, a cena do diálogo na cama, as cenas dos assassinatos/oferendas, a do confronto envolvendo um padre, etc.
O final é muito bom (parece que vai ser uma coisa, mas é outra) e o filme termina do jeito que eu gosto (não vou falar mais pra não dar spoiler).
Enfim... Chegou sem avisar e acabou ocupando o 6º lugar no meu Top 10 do ano.
A Última Casa
2.6 397 Assista AgoraThriller de sobrevivência com elementos de terror cósmico, dirigido por Louis Leterrier (Fúria de Titãs remake).
Protagonizado pelo nosso Wagner Moura (que sempre atua em alto nível). Boa fotografia, boa arte e boa trilha (com direito ao hit clássico Close to Me do The Cure). Clima de mistério e tensão desde o início.
O filme foca em uma família (um casal e 2 filhos) que fica trancada dentro de casa, do nada, sem conseguir sair, durante uma tempestade que parece não ter fim.
Algo bem estranho tá acontecendo, mas não dá pra saber direito o que é... Os dias e as semanas vão passando, a situação vai piorando e eles precisam ser cada vez mais criativos e fortes para sobreviverem.
Alguns elementos lembram um pouco O Nevoeiro e Sinais.
Tem boas cenas
durante o convívio forçado deles. A cena com resumo dos vizinhos e os diálogos entre eles é maneira. Tem cenas incômodas (pelo menos pra mim) como a do cachorro e as de caça. E também cenas tensas (e bem construídas) como a da tentativa desesperada de quebrar o portão com o carro, a do esgoto e a sequência da batalha final (seguida pela última chance de se manterem vivos).
O visual dos seres é muito bom e o final me agradou bastante.
É um filme que vale a pena ser assistido por quem curte esse estilo.
Enfim... Entrou no meu top 10 do ano.
"Por que chamar esse planeta de Terra, quando é claramente um oceano?" (Arthur C. Clarke)
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 293 Assista AgoraEVIL DEAD BURN (2026) | Nota 8.5
O melhor entre os últimos 3 filmes da franquia
Novo filme da franquia Evil Dead, dirigido e co-escrito pelo francês Sébastien Vaniček (Vermines). Produzido por Sam Raimi e Rob Tapert, além de Bruce Campbell envolvido na produção executiva (ou seja... o trio dos Evil Dead clássicos).
Com Souheila Yacoub (Climax), Luciane Buchanan (The Tank) e Tandi Wright (Pearl).
Sou muito fã dos 2 primeiros clássicos oitentistas (pra mim, são os melhores).
Desses mais atuais eu gostei do de 2013, mas achei o Rise mais ou menos... Pensei que esse Burn fosse vir num estilo mais comercial ainda, mas felizmente me enganei.
A direção é de alto nível. Alguns planos-sequência brabos. Ótima maquiagem/gore. Fotografia fria e estética crua e suja (do jeito que eu gosto). Trilha sombria e com direito a uns Raps franceses.
A sequência de abertura no lago já é uma aula de construção de tudo (atmosfera, tensão, terror). A cena dos anzois é potente pra mim, pois tenho trauma deles desde que vi o filme Savage Weekend (1979) quando era criança.
O filme foca na família do Joseph e do seu irmão Will, que após uma tragédia, resolve se reunir em uma casa isolada a fim de amenizarem o luto. Só que a situação por lá vai ficando cada vez mais sinistra.
A atmosfera na casa é pesada desde o início (mesmo quando não tá acontecendo nada).
Gostei da forma como tudo começa, fazendo uma conexão com o Rise. Muitas dessas conexões são forçadas, mas achei essa natural (ainda bem).
Esse é um dos filmes de terror com a maior quantidade de cenas tensas, brutais e criativas dos últimos anos.
Destaque pra
sequência do atropelamento, a sequência do jantar, a sequência do ataque no carro, a sequência da Thya chegando em casa (o visual dela é o melhor, a atuação é muito boa, a cena da vela é linda e a da morte dela é brutal), a cena dos tiros na cabeça, a cena da máquina de lavar louça, a cena das adagas (qual é a certa?), etc.
A vovó (Polly) é um alívio cômico muito bem feito e equilibrado (isso é raro). Não atrapalha a imersão e nem diminui a tensão.
O deaditie que aparece no final não atrapalhou minha experiência (da forma que eu achei que atrapalharia). Diferente do que muitos pensam, ele não é 100% CGI... É uma junção de animatrônico, próteses, maquiagens e CGI em alguns detalhes. É verdade que em um momento ou outro o CGI fica óbvio, mas isso não diminui a potência do filme.
A primeira cena pós-crédito prepara o caminho para uma sequência direta (mas como o próximo será o Wrath, que vai se passar nos anos 70, talvez essa sequência do Burn demore mais uns anos).
Já a segunda, eu achei totalmente desnecessária... Com cara de pedido de produtor executivo da Warner ou New Line (e depois eu soube que foi exatamente isso que aconteceu).
Enfim... Esse filme conseguiu me surpreender bastante e entrou direto pro meu Top 2 do ano.
Leviticus: Ritual de Sangue
3.3 100Terror psicológico e sobrenatural australiano, dirigido e escrito por Adrian Chiarella (esse é seu primeiro longa).
Com Joe Bird (Fale Comigo) em boa atuação.
O título faz uma referência ao livro bíblico que contém um versículo que os preconceituos0s adoram usar para cometerem cr1mes de homof0bia.
O conceito é brabo. A trilha é muito boa. A atmosfera é tensa e estranha o tempo todo, e a cidade (com fábricas e florestas) tem um visual maneiro.
O filme tem alguns momentos realmente tensos (e bem construídos) e conseguiu me deixar imerso até o final.
2 jovens (Ryan e Naim) começam a se relacionar escondidos, até que por um vacilo de um deles, extremistas religiosos do local ficam sabendo e resolvem aplicar uma espécie de "cura" sinistra neles (com o aval de suas próprias famílias).
As cenas do chuveiro (na abertura), da tal cura, da cabine de fotos, do ataque ao Hunter, da emboscada e da loja de conveniência (nos últimos minutos) são muito boas.
O final parece ser feliz, mas é muito provável que a situação aterrorizante irá durar pra sempre.
Eu esperava algo mais denso e brutal, mas ainda assim gostei bastante (gosto muito de obras que abordam
doppelganger e extremismo religioso
Enfim... Um dos melhores do ano (entrou em 4º no meu Top 10).
Affection
2.6 20Terror dirigido, escrito e co-produzido por BT Meza (esse é seu primeiro longa).
Com Joseph Cross (Mine Games) e Jessica Rothe (A Morte te dá Parabéns).
Uma mulher acorda ao lado de um homem que ela não reconhece. Ela também não reconhece a filha e nem a casa.
A gente fica sem saber direito o que realmente tá acontecendo (igual a mulher). O mistério é bem construído e prende bastante a atenção.
Até os 40 minutos parece ser um terror psicológico muito bom, mas aí vem uma reviravolta ousada e muda tudo (inclusive o subgênero). A partir disso, meu interesse despencou e tudo foi indo ladeira abaixo.
Enfim... Apesar da mudança total de direção (que não funcionou nem um pouco comigo), o filme tem alguns pontos positivos, como a cena de abertura tensa em uma estrada isolada à noite (com direito a um momento estilo Possession), a cena do corpo na floresta e a trilha tensa e sombria.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 476 Assista AgoraConheci as Backrooms em 2023, através dos curtas que Kane Parsons, aos 17 anos, criava (usando After Effects e Blender) e postava em seu canal (@kanepixels).
Poucos anos depois, aos 21 anos, Kane consegue um contrato com a A24 e dirige e co-escreve o longa, que conta com um elenco com Chiwetel Ejiofor (American Gangster / 12 Years a Slave), Renate Reinsve (Handling the Undead) e participações do ex-jogador de basquete romeno, Robert Bobroczkyi (Alien: Romulus) e do Mark Duplass (Creep), além de um lançamento com distribuição (e marketing) mundial.
Uma ascensão e tanto!
O filme foca em Clark, um arquiteto frustrado, dono de uma loja de móveis, que se separou da mulher de forma conturbada e tenta ficar bem fazendo terapia (com sua terapeuta Mary).
Mas depois que ele encontra algo inexplicável no porão da loja, as coisas saem totalmente de controle.
Pra provar que é tudo real, Clark resolve explorar a novidade junto com seus 2 funcionários e leva uma câmera para registrar tudo.
Eu gostei bastante da forma com que eles trabalharam o roteiro pra encaixar as Backrooms. Combinou muito bem e fluiu naturalmente.
As Backrooms têm um conceito incrível e um visual muito f*da, além de um clima sempre estranho, claustrofóbico e tenso (mesmo quando não tá acontecendo nada). Aquela sensação de que qualquer coisa pode surgir a qualquer momento toma conta de cada segundo.
Nesse longa, isso tudo é bem mais trabalhado. Algumas salas temáticas, vários objetos diferentes, barulhos estranhos, presenças e seres misteriosos. Tudo isso espalhado por um labirinto complexo, com níveis que parecem ser infinitos.
A trilha estranha e incômoda potencializa ainda mais a experiência.
Algumas cenas/sequências ficaram na mente por serem sinistras e bizarras: o funcionário descendo por um buraco usando uma corda, o diálogo do Clark com a Mary na mesa (junto com o Pirate Clark e as pessoas com visuais fragmentados), a fuga da Mary, as revelações no final, etc.
Enfim... Eu gostei de tudo nesse filme. E pra quem não curtiu a história, Backrooms é principalmente sobre a experiência dentro delas, e nisso eles acertaram bastante. O conceito é muito f*da. A atmosfera é muito bem construída. Fiquei imerso o tempo inteiro.
Já tô pronto pra sequência.
Armadilha Mortal
1.7 17 Assista AgoraTerror dirigido e co-escrito por James Kondelik (o trabalho mais conhecido dele até aqui é o segmento Masochist da antologia All Hallows' Eve 2.
Com Alexandra Essoe (do bom Stary Eyes), Richard Harmon (Premonição 6) e Randy Couture (Os Mercenários).
Boa fotografia. Boa trilha. Gore razoável.
Os irmãos Ashley e Scott resolvem se reencontrar alguns anos depois de uma tragédia familiar, indo acampar em uma floresta (com seus respectivos companheiros e um amigo), mas logo percebem que tem mais alguém rondando por lá.
A floresta tem um visual bem maneiro. O conceito do buraco/armadilha (Pitfall) é interessante. A cena do ziper da barraca e a cena do cara queimado são tensas, mas...
Infelizmente, mais uma ideia boa desperdiçada.
O filme até começa bem, mas rapidamente vai se perdendo. Não sabe direito por qual direção seguir... Muitas situações forçadas, não conseguem construir um clima direito e o visual do assassino não é dos melhores.
Esse ano tá tendo vários lançamentos fracos e esse é mais um deles.
Passageiro do Mal
2.4 136 Assista AgoraTerror sobrenatural dirigido pelo norueguês André Øvredal, do excelente A Autópsia e dos bons A Última Viagem do Demeter e O Caçador de Troll (Ou seja... Uma coisa é certa: Ele sabe construir tensão).
Já começa com uma boa cena de abertura (dando uma amostra do que vem pela frente) e logo foca no casal protagonista, que decide se mudar para um motorhome e viver viajando por aí.
A estrada à noite sempre tem uma atmosfera sombria e tensa bem construída.
O tal Passageiro do título tem um conceito interessante e as coisas vão ficando cada vez mais estranhas.
O filme tem boas cenas/sequências como a da abertura (já citada), a do acidente, as das aparições, a da van no estacionamento, a do telão/projetor, a do macaco hidráulico, a da decapitação, a da van fora da estrada seguindo os sinais (sinistro), a da igreja, etc.
Não chega no nível de Dead End/Rota da Morte (meu favorito nesse estilo), mas tirando os jumpscares apelativos, eu acabei gostando bastante.
"As pessoas não pegam a estrada. A estrada pega as pessoas"
Obsessão
3.9 959 Assista AgoraCurry Barker é um jovem talentoso que venho acompanhando desde os curtas postados no canal dele (@thats_a_bad_idea), entre 2019 e 2023. São trabalhos muito bem feitos (mesmo com baixíssimo orçamento), dirigidos, escritos, produzidos, editados e atuados por ele. Isso me chamou muita atenção.
Em 2024 ele lançou o média-metragem Milk & Serial, que entrou no radar de mais pessoas e foi considerado um dos melhores filmes de terror do ano.
Hoje, finalmente, consegui assistir seu primeiro longa, que vem sendo bastante elogiado e vem batendo recordes de bilheteria.
Com Inde Navarrette (da série Superman e Lois) e Michael Johnson (envolvido em vários jogos, séries e animações, muitas vezes fazendo dublagem ou narrando), Obsession tem uma boa história, boas atuações, boa fotografia, boa trilha e uma atmosfera sombria bem construída.
Bear é um jovem apaixonado pela sua amiga Nikki. Ele não sabe como chegar nela e vê que é praticamente impossível os dois ficarem juntos, até que ele encontra algo chamado One Wish Willow em uma loja e decide usar só pra ver coé. O resultado é imediato, as coisas vão ficando cada vez mais fora de controle, enfim... Cuidado com o que você deseja.
O comportamento da Nikki é assustador desde o início (no carro). A partir daí vão acontecendo vários momentos tensos: no quarto do Bear (o surto, o sexo, ela na sombra, a porta, o sorriso), no restaurante, no trabalho, a sequência da reunião com os amigos, a cena da morte no carro, etc.
Os últimos 10 minutos são insanos e o final é meio sem esperanças, do jeito que eu gosto.
Como sou muito fã do Barker, eu esperava ainda mais (um 9.5 ou até 10). Algumas pitadas comerciais me incomodaram um pouco. Mas ele tá certo. Entrou na indústria, tem que jogar o jogo e fazer grana (e isso ele em feito muito bem).
Na bilheteria dos EUA, no gênero terror, Obsession já ultrapassou O Exorcista e Pecadores com mais de 230 milhões de dólares. Lembrando que o orçamento foi por volta de 750 mil dólares.
Parabéns, Barker. Você conseguiu!
Night Silence
1.7 3 Assista AgoraDrama polonês com pitadas de terror psicológico e sobrenatural, dirigido e co-escrito por Bartosz M. Kowalski (Sem Conexão / O Monastério).
Boas atuações. Boa fotografia. Boa trilha.
Uma família deixa um idoso no asilo e aos poucos ele vai tendo umas experiências estranhas por lá. Será tudo real ou alucinação?
O filme tem um bom conceito. Boas atuações, fotografia e trilha. Bons elementos, como os seres (bons visuais), o poço com premonições e o coringa do baralho, além de diálogos existenciais e uma teoria interessante (embora pouco explorada) sobre a indústria farmacêutica.
Eu esperava bem mais, mas até que deu pra entreter.
Obs.: Pode ser considerado lento pra algumas pessoas. Quem for assistir esperando um terror mais tradicional, provavelmente vai se decepcionar.
Dolly - A Boneca Maldita
2.1 40Slasher dirigido e co-escrito por Rod Blackhurst (que tem curtas e filmes menos conhecidos em sua filmografia).
Baseado em um dos seus curtas, Babygirl (2022).
Com Seann Willian Scott (American Pie / Premonição) e a lutadora de luta livre Max the Impaler (no papel de Dolly).
Bom conceito. Trilha macabra. Estética meio setentista.
Um casal vai pra uma floresta (o cara tem planos de pedir a mulher em casamento lá), sem saber que uma assassina com obsessão de ser mãe mora pela região.
O visual da assassina é bom (seu comportamento lembra um pouco Leatherface).
O filme tem bom gore (cena da mandíbula, do peito, da orelha, da decapitação, etc) e é dividido em capítulos (Mother, Daughter, Home, Father, Reunion, Fight e Goodbye).
Mas... O roteiro é totalmente raso (mais do que o normal em slashers), o elenco é muito reduzido, e sendo assim, a história não tem muito pra onde ir.
Mais um filme fraco desse ano.
Bone Keeper
1.6 5Terror (com elementos de terror cósmico) dirigido e escrito pelo britânico Howard J. Ford (que tem filmes de terror e suspense europeus menos conhecidos em sua filmografia).
Há 400 mil anos, um meteóro cai na Terra trazendo algo desconhecido.
Nos anos 70, o avô e depois a mãe de uma jovem desaparecem no local, e nos dias atuais, essa jovem, junto com uma equipe, resolve entrar na caverna pra tentar desvendar o mistério.
A lenda do Bone Keeper é forte na região, mas a equipe não acredita muito, até que as coisas vão ficando estranhas.
No início tem algumas paisagens com bons visuais, o visual do primeiro ataque na caverna é bom, os ninhos e o cemitério de ossadas são bons elementos, e o visual do ser não é nada demais, mas tem seus momentos.
Mas... O filme já começa meio novela da Rede TV, com um drama meloso e atuações duvidosas. Não consegue construir um clima antes e nem durante a exploração (só consegue minimamente nos 25 minutos finais).
Achei fraco.
Matar. Vingar. Repetir
3.0 24 Assista AgoraThriller/ficção dirigido e escrito pelos irmãos McManus.
Com Michaela McManus (irmã dos McManus, atua em várias séries como Law & Order) e Stella Marcus (atuando em seu primeiro longa).
Bom conceito. Bom roteiro. Boas atuações. Boa fotografia. Boa trilha.
Uma mãe viaja por realidades paralelas e em todas ela tem a missão de matar o assassino da filha.
Gostei muito da cápsula que permite viajar pra outra realidade e a garota que ela encontra pelo caminho se encaixa bem na história.
Os minutos finais são tensos.
Recomendo pra quem curte esse subgênero de multiverso.
Faces of Death
2.8 73Terror dirigido e co-escrito por Daniel Goldhaber (do fraco Cam).
Com Barbie Ferreira (Euphoria) e a cantora Charli XCX.
Uma moderadora de conteúdo, com um trauma em seu passado, trabalha nos escritórios da rede social Kino. Um dia ela passa a acreditar que alguns vídeos mostram mortes reais e tenta fazer algo a respeito.
O original, de 1978, apavorou toda uma geração durante mais de uma década e até hoje muitos acreditam que tudo era real (a maioria dos vídeos mais chocantes não era).
Esse remake acertou em focar em moderação de redes sociais (acho que era a única ideia interessante capaz de adaptar esse conceito de vídeos perturbadores para os dias atuais), mas...
Apesar das referências ao clássico e de algumas cenas gore, o filme não consegue empolgar.
Achei bem mais ou menos.
Iron Lung: Oceano de Sangue
2.4 32Filme de Ficção/Terror baseado no jogo de mesmo nome, dirigido, co-escrito, co-produzido e atuado por Mark Fischbach (um youtuber conhecido como Markiplier, que postava vários vídeos jogando videogame).
Boa fotografia. Boa arte. Boa trilha. Clima misterioso e tenso. Sensação de claustrofobia e isolamento.
Um soldado está em missão a bordo de um submarino submerso em um mar de sangue. Conforme o tempo vai passando, ele vai ficando cada vez mais perturbado.
O conceito é interessante, a atmosfera é muito bem construída, tem bons elementos (como o esqueleto gigante), algumas boas cenas (como a do lado de fora do submarino), mas...
O filme vai ficando cansativo por se passar o tempo todo (2 horas) dentro do submarino com vários "monólogos", porém, sem acontecimentos que de fato movimentem a história.
Se fosse um curta funcionaria bem melhor.
"A esperança neste vazio é tão ilusória quanto a luz das estrelas"
Psycho Killer: Em Busca do Assassino
2.2 42 Assista AgoraTerror dirigido por Gavin Polone (esse é seu primeiro longa como diretor, mas ele já produziu vários filmes como 8mm, Ecos do Além, Zumbilândia, etc).
Com Georgina Campbell (Barbarian) e Malcolm McDowell (Laranja Mecânica).
Boa fotografia. Boa trilha.
O filme é bem clichê (já vi isso mil vezes) e raso (não constrói direito a investigação), mas tava indo bem (dentro do possível), até o assassino
se juntar àqueles satanistas caricatos
Apesar disso tudo, gostei muito do visual do assassino com máscara e achei as mortes razoáveis.
Enfim... Muito longe de ser um Seven, um Zodiac ou um Strange Harvest (como os produtores anunciaram), mas também não é a bomba atômica que os críticos tavam falando que era... Esperava algo muito pior.
Hokum: O Pesadelo da Bruxa
3.0 226 Assista AgoraTerror irlandês dirigido e escrito por Damian McCarthy (Caveat / Oddity).
Com Adam Scott (Hellraiser IV / The Monkey).
Boa fotografia. Boa arte. Atmosfera sombria. Clima misterioso. Sensação de isolamento.
Um escritor famoso se hospeda em um hotel isolado na Irlanda (Bilberry Woods Hotel) para se conectar com o passado de sua família e terminar de escrever um livro, mas aos poucos as coisas vão ficando cada vez mais estranhas.
É um filme que foca na construção de atmosfera (gosto disso). Tem alguns bons visuais (o hotel, a mulher vestida de coelho, etc) e alguns bons elementos (a lenda da bruxa, o áudio gravado, o elevadorzin', etc).
Tem alguns momentos que parecem não saber pra onde ir direito (sinto isso em todos os filmes desse diretor), mas os pontos positivos que citei, junto com o plot twist do whisky, me fizeram dar uma nota razoável.