Filme: O Império da Paixão País: Japão Ano: 1978 Diretor: Nagisa Ōshima // Visto no dia 12/08/2023
Filme bom, mas narrativamente deixou a desejar. A história, narrativa, desenvolvimento ficou a mercê. Mas as partes técnicas do filme são ótimas: filmagem, enquadramento, fotografia, edição, produção, o elenco faz um trabalho fantástico ao atuar nesse filme. Um elenco de primeira. Gostei da trilha sonora também. Sentimento de culpa, remorso, terror psicológico é bem detalhado, trabalhado: A culpabilização e suas consequências. Lembro das cenas 'sexuais', 'picantes' que também se destacam no filme. Pena que a história foi meia, superficial, não teve uma construção, um aprofundamento. Uma obra japonesa considero como boa apenas. Há filmes bem melhores do próprio diretor e do Japão que tem muita obra prima. O filme recebeu o prêmio de Direção no Festival de Cannes 1978, indicação ao Oscar. Mesmo assim vale a pena. Nota: 6,5
Filme: Amor, Drogas e Nova York País: EUA Ano: 2014 Diretor: Irmãos Safdie // Visto no dia 10/08/2023
Um filme forte, pesado, mas necessário. Pode ser considerado um filme comum, previsível pela temática, mas a questão é: há vários filmes com o mesmo tema, mas o que muda de um para o outro é a abordagem. A abordagem pode funcionar como não funcionar. Aqui mesmo com falhas de roteiro, diálogos mal construídas em algumas cenas, sim, é um filme que funciona. Ele é um retrato bastante realista, comum que acontece com milhares de pessoas no mundo, ainda mais nos EUA que tem muito usuário de entorpecentes: pessoas doentes, sem expectativas e dominadas pelo vício. Filme muito reflexivo, pois conta a história de jovens envolvidos nesse mundo caótico, em um fundo do poço sem fim, potenciais desperdiçados em um labirinto sem fim de vício e loucura. Aqui fala das relações tóxicas, pessoas tóxicas com atitudes tóxicas, com consequências muito ruins através de suas escolhas, atitudes. O filme tem o tom documental que citei por conta do realismo do filme em falar de todo esse contexto. E pensar que isso é comum nas famílias, tenho até familiaridade sobre o assunto. Tristeza enorme. Filme é curto, fala bem do assunto, traz todas as nuances dessa vida turbulenta. Vale a pena assistir. Nota: 7,0
Filme: A Fita Branca Ano: 2009 Diretor: Michael Haneke - // Visto no dia 08/08/2023
Meu favorito até o momento de Haneke. Um filme cru, pesado, necessário. Adorei a sua iluminação natural, cores preto e branco para mostrar um realismo cru, autêntico, sombrio e melancólico da trama, e seu desenvolvimento. Andamento nos instiga a pensar, refletir no que está sendo proposto pelo longa. Mistérios ocorrem em vilarejo que tem um nível de estrutura, hierarquia, moral de um feudalismo decadente. Aqui a punição vem da dor, dor é para ensinar, para sentir e sofrer puramente. A maldade está nos adultos perante às crianças. Rigidez dos costumes, os ensinamentos rígidos, a hipocrisia da 'moralidade' de muita gente, isso que o filme denuncia com a história do vilarejo nas vésperas da primeira guerra mundial. Autoritarismo, fanatismo religioso bem abordados. A simbologia da fita branca como controle, o imagético de pureza, ingenuidade que a cor branca simboliza na imagem popular. Um filme muito bem premiado e merecidamente. Recomendo. Nota: 9,0
Filme: Abismo do Medo País: ING Ano: 2005 Diretor: Neil Marshall // Visto no dia 05/08/2023
Filme bom. Foi uma grata surpresa, vi sem expectativas, me surpreendeu positivamente, mesmo com suas falhas. Suspense poderia ter sido melhor, mais sustentado. Algo melhor elaborado. E tensão foi cortada em alguns momentos mas teve em algumas partes e foi proveitosa e poderia ter sido mais proveitosa em outros momentos. Filme mediano para bom com cenas insuportáveis em alguns momentos. Inicialmente eu pensei que a trama seria 'ficar presa' em lugares apertados, infelizmente não foi o que aconteceu aqui. E o foco foi para monstros escondidos na escuridão. Até a temática da escuridão poderia ter sido mais explorada, pois tinha mais potencial. E o final foi legal, tem a continuação que ainda não vi, então foi um bom gancho no seu final. Em breve pretendo ver as continuações. No geral, o saldo foi positivo, valeu a pena ter assistido. Nota: 7,0
, que foi bem montada, bem estruturada, com muita ação. As cenas de pancadaria foram muito bem feitas, com ótimas coreografias e muita arte marcial bem executada por Van Damme. Aqui o roteiro é bem simples, onde os construtores querem de toda a
maneira colocar a mão nas terras da moça que inclusive tem dois filhos
. E um desses meninos, eu na hora reconheci um deles, onde hoje ele se tornou um grande ator que inclusive está fazendo uma grande série que se tornou de muito prestígio que é 'Succession' da HBO onde ele faz Roman Roy, além de ele ser irmão de Macaulay Culkin. Aqui está muito bem no papel. Mostrando já na infância, uma ótima aptidão para ser ator. Sam Gillen tem várias cenas onde demonstra seu heroísmo como da
cabana que entra em chamas com os cavalos e uma família de fazendeiros onde uma pessoa quase morreu. Ele consegue libertar todos com ótima sequência (bastante imaginativa)
de ação e destruição ao mesmo tempo. Aqui mostra um pouco dos
planos dos construtores em relação àquele lugar e que realmente só iria beneficiá-los, pois a população local só teria dor de cabeça e prejuízos
. Aqui tem cenas sensuais onde mostra Rosanna Arquette no auge da sua beleza e juventude. Está belíssima. E além de ser uma boa atriz, já foi premiada pelo BAFTA. O final já era algo um pouco surpreendente: após boas cenas de ação,
. Mas enfim, claro que tem partes que não foram aproveitadas como os outros prisioneiros que no começo foi mostrado e depois deixado de lado, os personagens que fazem os construtores também não tiveram construção, são apagados e que poderiam ter um foco maior para melhor desenvolvimento dos vilões inclusive. Mas o foco principal mesmo é no Van Damme e quanto de pancadaria e ação ele pode proporcionar para a audiência, além de ele ser o símbolo da justiça. Bom filme. Nota: 7,0
Filme: Amor à Segunda Vista País: EUA Ano: 2002 Diretor: Marc Lawrence // Visto no dia 10/06/2023
Lembro que vi esse filme na HBO Max, há 3 anos atrás, e foi no aleatório pois não tenho o hábito de ver esse tipo de filme. Até que me surpreendeu positivamente: rachei de rir em algumas partes, então é divertido, o lado romântico é mais do mesmo, o elenco está bem, principalmente a Sandra Bullock (além de lindíssima nessa época), e o ator britânico Hugh Grant, que é conhecido pelas comédias românticas e depois partiu para o drama e terror. Eles eu considero grandes atores. Bom, a trama é simples: ela é advogada, está sobrecarregada de trabalho, pois o personagem George Wade que não consegue fazer nada sem a ajuda dela. São nesses momentos que rola a comédia, piadas engraçadas, momentos constrangedores e a interação dos dois protagonistas e a questão do romance. Enfim é um filme leve, divertido, que relaxa por um momento, tem o romance para esquentar o coração dos apaixonados kkk. Bom filme, recomendo. Nota: 7,0
Filme: Zodíaco País: EUA Ano: 2007 Diretor: David Fincher // Visto no dia 17/08/2023
Não lembro muito desse filme infelizmente. Mas é um ótimo drama policial (Thriller de primeira) com ótimo elenco incluindo o Jake Gyllenhaal (grande ator de grandes clássicos), Mark Ruffalo e Robert Downey Jr onde são personagens com linhas de pensamento diferente no caso. E além da ótimo direção do grande diretor David Fincher que tem vários filmes consagrados no currículo: Clube da Luta, Garota Exemplar, Seven - Os Sete Crimes Capitais. Sou muito fã do seu trabalhos. Dramas envolventes. Aqui ele acerta em cheio na abordagem da investigação, andamento da trama: o personagem Robert Graysmith é consumido pela investigação, ele fica obcecado para saber respostas e resolver a investigação. Fala do papel do jornalismo, como o caso se ampliou e se tornou popular, midiático. Ai tem o Suspense, trama bem elaborado que fisga o telespectador onde o mesmo fica vidrado para saber a resposta. O retrato da época é bem bacana também, muito bem construído. Lembro desses detalhes. Filme que preciso rever. Ótimo Thriller policial com um elenco de primeira, roteiro, narrativa muito bem contada, filme no geral funcionou em várias camadas: direção, elenco, efeitos, narrativa. Nota: 8,0
Filme: O Inquilino País: EUA Ano: 2009 Diretor: David Ondaatje / Visto no dia 16/08/2023
Um filme mediano. Elenco muito bom contando com Alfred Molina, Simon Baker, Hope Davis. Porém é um filme muito mal aproveitado: personagens mal desenvolvidos, rasos e com flashbacks e construção rasa. Direção confusa, cheio de erros: filme perto do final é corrido, apressado, o contexto da descoberto do assassino é óbvia demais, quebrando a expectativa e o suspense, que em até algumas partes, foi bem desenvolvido, mas em outras deveu bastante. Final foi fraco, suspense mediano em certas cenas, o roteiro, a narrativa confusa e mal construída acabando com todo potencial do filme. Confuso e esquecível esse filme infelizmente. Não vi outras adaptações como do gigante Hitchcock, mas esse filme aqui, para mim, é esquecível. Uma pena. Nota: 6,0
Filme: Cidadão Kane País: EUA Ano: 1941 Diretor: Orson Welles // Visto no dia 30/09/2023
Um dos melhores filmes que vi dos anos 40. Filmaço sem precedentes. Ele foi baseado em fatos reais na vida do magnata da imprensa William Randolph Hearst e do próprio Orson Welles. Nessa época de lançamento do filme, o magnata queria parar a distribuição, acabar com a reputação do filme falando muitas injúrias ao Orson Welles que aqui foi multitarefa na concepção do filme: Diretor, roteirista, produtor, ator protagonista do Charles Foster Kane. A história gira em torno de um jornalista que vai atrás do significado da palavra 'Rosebud', e vai narrando a história de Kane com elementos do cinema clássico, cinema moderno, com flashbacks e outros recursos narrativos. O filme foi elogiado pela crítica, mas não pagou os custos da bilheteria, só durante o relançamento de 1956 que o filme melhorou a sua reputação. Veículos especializados em cinema já consideraram esse filme aqui como o 'Maior de todos os tempos', 'Maior de Sempre', claro que isso é muito particular, peculiar, mas revistas como 'Sight & Sound' e a 'American Film Institute'. Falando por mim, adorei o filme, o seu ritmo é excelente, história muito bem contada do começo ao fim, consegue extrair o melhor e o pior do protagonista e das pessoas ao seu redor mais próximas. A sua construção como empresário foi bem contada, o mundo dos negócios, toda a trama por detrás do poder, da relação envolvendo esse universo: intrigas, influência, mídia, público, imprensa, e suas consequências. tudo bem contado. Ganhou o oscar por esse filme, o Orson Welles merecidamente. Não é meu favorito da vida, mas está entre meu top 50 com certeza. A trama em torno da investigação da palavra 'Rosebud' é bem intrigante, traz uma curiosidade para saber o que realmente significa. Final do filme é muito reflexivo, mostra a essência de certas coisas que podem ser perdidas, esquecidas. Enfim, claro que poderia fazer uma análise melhor, mas não sou crítico de cinema, nem entendo de partes técnicas direito, mas entendo que esse filme me tocou, o elenco estava fantástico, o trabalho de Orson em todas as esferas foi fenomenal como de toda a equipe, e todo contexto que citei anteriormente. Um clássico para sempre na história do cinema. Sem dúvidas. Preciso rever em breve. Nota: 9,5
Filme: Adão Negro País: EUA Ano: 2022 Diretor: Jaume Collet-Serra // Visto no dia 26/09/2023
Vi esse filme sem expectativa nenhuma, ainda bem. Que genérico. Mais do mesmo: Fui vendo a história, parece que vi já várias vezes antes essa fórmula em outros filmes da DC. DC ainda está capengando muito, infelizmente. Precisa começar a adaptar o seu universo com calma. Adão Negro parece um personagem interessante, mas na adaptação não conseguiu extrair muito bem o histórico do personagem. Os efeitos é meio capenga, tem boas de ação mas o filme não tem identidade. Mal feito. A introdução da Sociedade da Justiça é mal aproveitada, pois construiu mal esse universo na adaptação, introdução bem porca, frágil. Não foi bem contado. A Atuação do The Rocky (Dwayne Johnson) foi caricata, mais ou menos. Ele usa a mesma cara em todos os seus filmes praticamente. Mas ele é carismático porém a narrativa não se sustenta e também não aproveita o personagem. Mas me divertir assistindo, consegui tirar umas risadas, nessa proposta funciona um pouco. Uma pena. E gostei da participação do Pierce Brosnan: um grande ator, espero que participe mais do universo da DC, mas também foi mal aproveitado. Nota: 5.5
Filme: Quem Tem Medo de Virginia Woolf? País: EUA Ano: 1966 Diretor: Mike Nichols // Visto no dia 20/09/2023
Filme fantástico. Ótimos diálogos, muito bem escrito, com um roteiro premiado (esse filme aqui ganhou cinco Oscar). Esse filme foi hipnotizante: fiquei ansioso com cada cena seguinte, hipnotizado pela riqueza dos diálogos e de toda a situação envolvida entre os dois casais. O contexto é bem abordado, vida conjugal, problemas conjugais, todo esse histórico, desentendimentos, discussões após a bebedeira (que faz a gente falar bastante e ser mais sincero) foi um prato cheio de ótimos diálogos, ótimas discussões e bem reflexiva, bem conduzida, pois tudo é bem dinâmico e não é cansativo. Filme dinâmico do começo ao fim. O elenco é sensacional: um dos melhores trabalhos de Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal e Sandy Dennis. A força do filme também está no elenco, pois o filme roda em apenas uma locação. Não tem cenários externos. A duração do filme está de bom tamanho, nem senti o tempo passar. E foi a estreia do Mike Nichols na direção e acertou em cheio. Filmaço que ensina que um ótimo roteiro, narrativa, podem levar você longe, além de profissionais em frente da cena representando muito bem, carregando o filme com maestria como o elenco estrelado. Filme gigante e clássico atemporal que em breve verei novamente. Nota: 9,5
Filme: O Que Terá Acontecido a Baby Jane? País: EUA Ano: 1962 Diretor: Robert Aldrich // Visto no dia 22/09/2023
Um dos melhores filmes que vi nos anos 60: tenso, terror macabro, suspense bem construído ao longo da narrativa, atuações impecáveis, tanto Joan Crawford e Bette Davis eram consideradas rivais na era de ouro de Hollywood, ambas disputavam e se duelavam por 'poder', 'visibilidade', 'por querer brilhar' mais que a outra na carreira de atriz. Quando ocorria ano de premiação, uma tentava angariar votos e fazer a outra perde prestígio para não concorrer ao Oscar ou fazer a outra perder na categoria principal. Rixa é antiga e por causa de homem, desentendimento romântico, inveja. O negócio vai muito além: Esse filme revitalizou tanto a carreira de Joan e Bette: Joan ficou mais conhecida a partir dos anos 60 com filmes de terror, ficção científica e fez vários filmes nesse gênero, Bette estrelou outras obras também nesse caminho. O trabalho das duas aqui é esplêndido: Baby Jane é ruim, cruel e personagem de Joan não fica muito atrás: com Blanche Hudson, que também é psicologicamente abalada, maquiavélica. O contexto do filme é bem atual: fala do etarismo, como as atrizes envelhecem, perdem oportunidade de trabalho, são esquecidas e substituídas por atrizes bem novas. As atrizes mais velhas recebem poucas oportunidades para atuar, e quando surge uma oportunidade, vão fazer de tudo para aproveitar a oportunidade, aqui é a ideia com Baby Jane, que está disposta a passar por cima de todos para conseguir voltar ao mundo da atuação novamente. Cinema sempre foi uma indústria voltada para imagem, esse filme traz essa crítica aqui de forma muito inteligente, bem atual e com diálogos afiados, muito bem construídos em uma trama complexa e maravilhosa de acompanhar. Isso condiz com momento de carreira das atrizes que estavam precisando de revitalização por estar entrando em declínio. Filme obrigatório para quem ama cinema de primeira linha. E além desse filme ter muitas histórias de bastidores com o desentendimento das duas atrizes protagonistas rivais. Tem muita história e torna esse filme um ícone eterno da sétima arte. Nota: 10,00
Filme: A Profecia País: Inglaterra Ano: 1976 Diretor: Richard Donner // Visto no dia 19/08/2023
Filme muito bom. Gostei de todos os elementos em tela: terror, suspense, todo mistério que envolve esse tipo de tema. Um filme britânico de 1976, muito criativo, muito bem conduzido e dirigido. Adoro esse tipo de terror que envolve uma ameaça tensa para os personagens e para o mundo caso se concretize. Aqui a história é simples, mas é muito boa, prende atenção do começo ao fim: Fala de Damien, o prometido de Lúcifer para dominar o mundo. Ele é o anticristo, tanto falado entre os cristãos, o filme apresenta os sinais de que realmente ele é a ferramenta do 'capiroto':
o olhar, o espanto dos animais em sua presença, as inúmeras tentativas de matar a mãe, e além da governanta que na verdade é sua protetora para que o plano se concretize.
A investigação traz à tona coisas surpreendentes e assustadoras, proféticas que é bem legais. As mortes são criativas, marcantes
O filme pensou nos detalhes e gostei muito disso. E o final condiz com a história que estava sendo conduzida pois não havia como ser um todos felizes para sempre. Interessante pensar que o
anticristo é do mundo da política, pois pensar que é real
, já é outra história. Até Hitler foi chamado de anticristo. Enfim, ótimo filme, ótima temática, terror de alto nível, anos 70 bem caracterizado, gostei de todos os elementos do filme e sua história. Não é atoa que se tornou um clássico. Elenco muito bom, protagonistas muito bem em tela. Gostei muito da caracterização da loucura do padre e todo seu contexto, além do início do filme que foi uma bela abertura, início de história. Nota: 9,0
Filme: Feriado Sangrento País: EUA Ano: 2023 Diretor: Eli Roth // Visto no dia 10/06/2023
Vi esse filme na HBO nesse ano. Para mim é um filme esquecível sendo sincero: mais do mesmo, tem violência, gore, horror puro e com muito sangue do jeito que eu gosto, mas nada é algo assim memorável para você querer rever. Mais do mesmo, e tem filmes com a mesma pegada que são bem melhores que esse, pois esse aqui do Eli Roth (esperava bem mais por ser um cara bem conceituado no ramo) é bem genérico, com uma história, roteiro medíocre, sem inspiração. Pegou referências de mortes, de brutalidade e jogou aqui. Se não fosse isso, seria bem ruim. Teve mortes criativas pelo menos. A motivação da vingança foi bem mequetrefe. um filme trash ineficaz, esquecível, com pequenas cenas que salvam infelizmente. Nota: 5,0
Filme: Enter The Void: Viagem Alucinante País: França (Coprodução com outros países europeus como Alemanha, Itália), América do Norte: Canadá e Ásia: Japão. Ano: 2009 Diretor: Gaspar Noé // Visto no dia 11/08/2023
Proposta do filme é parecida com outros filmes do diretor como Climax, Irreversível (em alguns aspectos) e entre outros. Gostei desse filme, este foi o primeiro que vi do diretor e me apresentou ao seu estilo peculiar. Bom filme, uma viagem alucinante, como se o espírito estivesse voando, viajando para fora do corpo e vendo tudo ao redor em cores, mas em uma viagem psicodélica, insana, louca, com giros de câmera e filmagens que deixam o telespectador tonto, confuso para trazer essa sensação de imprevisibilidade e confusão mesmo de forma intencional. Estilo e técnica de primeira linha. A ideia de adaptação dessa espiritualidade do Livro dos 'Mortos tibetano', fazendo um paralelo entre o pós-vida (viagem alucinante e espiritual) e o efeito das drogas para ilustrar a vida trágica e problemática levada pelo protagonista e as outras pessoas é bem bacana, uma ideia muito bem vinda. Porém o que torna o filme uma experiência desgastante é: a sua duração, e a repetição da mesma experiência, onde o filme fica se repetindo e perde o fio narrativo não tendo muito o que falar, filme muito extenso onde não foi tão bem trabalhado em sua completude de duração. Mas no geral é lega, apesar de cansativo. Cores, filmagem, elenco, partes técnicas em geral é bem caprichada e enaltece bem as sensações, todo esse movimento. Nota: 6,5
Filme: Aleluia, Gretchen País: Brasil Ano: 1976 Diretor: Sylvio Back // Visto no dia 21/09/2023
Mais um bom filme do Sylvio Back. Esse considero um dos melhores filmes do diretor. Ele traz um olhar, um argumento, uma análise sobre uma família alemã que vem morar no sul do Brasil, se estabelece no interior do Paraná, onde compram um hotel e vivem desse negócio de hospedagem, porém ali se torna um encontro de simpatizantes do nazismo. Mostra as reuniões, as conversas, as discussões políticas vigentes daquele momento, citando muito o presidente Vargas e o Nazismo na década de 30 que é o período histórico que passa a história do filme. Elenco de primeira linha com Miriam Pires e Carlos Vereza na família nazista. Esse é um assunto tão importante e que infelizmente foi muito pouco discutido: adeptos do nazismo no Brasilzão. O tema de abertura é "A Cavalgada das Valquírias" de Wagner, utilizada como um hino nazista. Grande filme, que traz uma reflexão sobre esse contexto. Recomendo muito ver esse filme, além do ótimo contexto, elenco, fotografia aqui é o grande destaque, como o criado negro da família que rouba as cenas quando participa. O racismo também é citado como uma estrutura, preconceito, tratamento das pessoas ali. Enfim, apesar do tema pesado, recomendo. Um dos melhores filmes do Sylvio Back. Nota: 8,0
Filme: Rádio Auriverde País: Brasil Ano: 1990 Diretor: Sylvio Back // Visto no dia 14/09/2023
Outro filme que precisaria rever. Esse é os que menos gostei. O tom do mesmo, andamento do mesmo é chato de acompanhar. Não que seja de total ruindade, mas o andamento do filme pesou na minha opinião para acompanhá-lo. O contexto abordado aqui é polêmico, pois tem muita gente que critica a visão do diretor sobre a participação do Brasil na segunda guerra mundial. Especificamente da 'Força Expedicionária Brasileira' na Itália, de 1944 a 1945. Penso que aqui o diretor foi crítico, debochado, crítico, provocativo, irônico em sua abordagem sobre essa expedição. Tem gente que vai achar que foi heroísmo, e que os nossos heróis devem ser reconhecidos, o que é diferente na abordagem desse filme aqui, que é o contrário. Por isso muita gente criticou Sylvio Back. Mas uma coisa é inegável: O Brasil na guerra queria tirar vantagem, se aproveitar da situação para ganhos econômicos e políticos. O Brasil sempre abaixou as calças para os EUA e fez por dinheiro, isso não é novidade para ninguém. Época da industrialização do Brasil, o país precisando de material, de mão de obra, de grana, a quem foi recorrer (fazer um tratado?) = EUA. A questão é muito além de apenas moral: sim interesses particulares que cada país tem. Política da Vizinhança Americana, Xerife da América, Brasil tem seu desenvolvimento industrial. E assim vai o barco... Penso que Sylvio trouxe um questionamento, uma análise, abordagem diferente nesse momento histórico da FEB, uma abordagem diferente do comum, isso é válido. Não vai agradar a todos. Normal. Filme bom, reflexivo nesse momento. Andamento para mim foi ruim, por isso diminuiu na nota. Vale a pena acompanhar. Tem no Youtube. Nota: 6,0
Filme: Yndio do Brasil País: Brasil Ano: 1995 Diretor: Sylvio Back // Visto no dia 10/09/2023
Lembro pouco desse filme sendo sincero. Mas 'maratonei' um pouco a carreira do Sylvio Back e gostei da maioria dos seus filmes. Aqui há a análise da imagem do índio de como ela é representada no cinema brasileiro ao longo das adaptações dos indígenas e todos os contextos abordados. Tem filmes institucionais que abordam o índio como um ser selvagem que precisa ser civilizado, era do cinema mudo, onde o índio era retratado com muita curiosidade e no fim o filme trazia a visão do homem branco sobre o indígena. E foi mostrando isso através de colagens de filmes nacionais e também internacionais, imagens e filmagens em geral. E resumindo: Sempre há uma visão limitada sobre os indígenas, estereotipado em sua adaptação no geral. Esse é um documentário interessante que traz esse olhar, essa análise que infelizmente perdura até os dias de hoje. Os poemas do José Mayer que narra bem, porém a experiência se torna cansativa em certos momentos do filme, mas mesmo assim recomendo assistir. Nota: 7,0
Filme: Onde Começa o Inferno País: EUA Ano: 1959 Diretor: Howard Hawks // Visto no dia 22/08/2025 Grande filme. Me surpreendi com a química dos três protagonistas do filme: Dude ('Borachón'), Sheriff John T. Chance, o fantástico senhor chamado Stumpy interpretado magistralmente pelo Walter Brennan: um personagem divertido, carismático, que tira boas gargalhadas do espectador, traz o alívio cômico do longa. A parceria dos personagens é muito legal de acompanhar, todos bem carismáticos, simpáticos e cada um com a sua personalidade destacada: Dean Martin num papel dramático, tentando vencer o alcoolismo, o Sheriff John T. Chance tentando manter a ordem, fazer e cumprir a difícil tarefa, além de manter todos unidos no mesmo propósito, sua bravura é muito bem destacada. Stumpy que é um velho aleijado simpático que reclama que não tem o devido valor, mas como foi falado, é um personagem que tem uma luz própria, traz o humor na tela, carisma, a sua bravura, lealdade perante a tarefa que precisa ser cumprida. Quando apareceu o Colorado Ryan, um rapaz jovem e inexperiente, o mesmo trouxe uma nova dinâmica, velocidade no grupo. Uma bravura diferenciada que tem energia para ajudar a cumprir a tarefa como foi mostrado no filme. A atriz Angie Dickinson está espetacular no filme: além da sua beleza única, a atriz é carismática, profissional de primeira linha, traz um brilho para o filme. Tem química com o Sheriff, traz momentos até inusitados, engraçados juntos. O que fala das cenas de tiroteio? Fantásticas. Não tem muitas, pois o filme aborda outras questões do faroeste como a bravura, lealdade, parceria dos personagens, seus vícios e desejos mas as cenas que teve de ação com tiroteios e explosões foram bem coreografadas, filmadas. E a parte que os personagens
cantam e tocam em conjunto? Que música bacana, o velho country romântico dos anos 50 que é maravilhoso. Aqui todos cantaram em sintonia em algumas músicas como: 'My Rifle', 'My Pony and Me' enquanto o Stumpy toca gaita, Colorado Ryan toca violão e canta, o Dude ('Borachón') cantando também
. Momento memorável. Tem gente que reclamou da duração do filme de 2h20, por ser longo demais, eu discordo totalmente. O filme é simples, cativante, a história se desenvolve devagar, no seu tempo certo. Hoje infelizmente impera a impaciência e a falta de sensibilidade. Hoje tudo é rápido demais. Enfim, um grande filme de Howard Hawks, um western de ótima qualidade, marcante em sua essência. E não esquecendo os ricos diálogos. Filme descontraído e leve o retrato do velho oeste. Nota: 9,0
Filme: Existenz País: Canadá e Reino Unido Ano: 1999 Diretor: David Cronenberg // Visto no dia 17/10/2024. Primeiramente gosto muito do trabalho de David Cronenberg. Filmes marcantes como A Marca da Violência de 2005 com Viggo Mortensen, clássico A mosca de 1986, Crash e entre outros. Esse filme adorei por ser de uma temática que adoro e mistura terror com ficção científica. Esse filme tem um ar de perturbador, grotesco que gostei, o tema do mesmo é bem atual, pois fala sobre a realidade virtual, indústria de jogos que são topicos que só cresceram hoje em dia e cheio de adeptos. Traz uma reflexão sobre a tecnologia ser uma extensão além do corpo, de como evoluiu e impacta a nossa vida no dia a dia. Para época com Matrix, filmes do tema em alta, esse embarcou na leva, trouxe uma boa obra. Para mim não envelheceu mal não. Gosto de thrasheira, esse filme entregou o que promete. Elenco com Jude Law e Willem Dafoe e Jennifer Jason Leigh. Grandes atores. O filme ganhou o Festival Internacional de Berlim como realização artística. Urso de Prata. Recomendo. Nota: 8,0
[/spoiler] Filmaço. Não é um filme maniqueísta do simples bem vs mal, polícia vs ladrão ou algo moralizante para o bem triunfar no final. Aqui é um retrato mais realista, humano, brutal de uma gangue de ladrões que tem a ambição de fazer o maior roubo de todos os tempos, sumirem do mapa. Mas a tarefa não é tão simples, pois no outro lado há o policial Vincent inspirado em pegá-los. Aqui narra o dia a dia da polícia na busca em adquirir informações importantes, rastros da gangue de ladrões. Retrata um pouco a operação policial, mas a maioria das cenas dos policiais é encabeçada pelo grande Vincent, inclusive, um ótimo trabalho de Al Pacino nesse longa. Marcante também como um policial em busca da justiça. Outro ponto que gostei muito do filme é o foco na vida pessoal em ambos os lados: no Vincent (lado da polícia), e alguns membros da gangue do Neil, no próprio Neil também. Principalmente na questão do matrimônio:[spoiler] Vincent em relação ao seu terceiro casamento em ruínas pois o seu trabalho na polícia ocupa grande parte do seu tempo. Além da gangue com Chris (com ótima interpretação de Val Kilmer) que tem um relacionamento complicado com a Charlene e ambos tem um filho, pois ela fica no meio do fogo cruzado entre o marido e seus serviços ilegais na gangue, relação dos dois com menos tempo em tela, mas foi bem explorado.
conhece uma designer e começa a se envolver emocionalmente com a pessoa, esconde essa sua vida dupla e perigosa
. E além de outros personagens com participações menores que mesmo com pouco, agregou bastante nesse universo complexo, nada sendo preto e no branco. A vida da gangue parece a vida dos policiais:
em Laurel, uma menina problemática, com ações suicidas
. As cenas de ação são de destaque: as filmagens do tiroteio no meio da avenida foi um grande destaque, a ação aqui é pouca mas bem efetiva, pois o maior destaque é o drama dos personagens. Poderia ter mais cenas de ação também. Enfim, é um ótimo longa onde é explorado o amor, paixão, vida pessoal, vida profissional, poder das escolhas. E gostei muito da trilha sonora também. Difícil imaginar que esse filme ainda vai ter continuação. Para quê né? Nota: 9,0
Filme: Amor à Flor da Pele País: Hong Kong e França Ano: 2000 Diretor: Kar Wai Wong // revisto no dia 11/12/2025
Rever esse filme foi uma experiência incrível. Dessa vez, mostrei o filme para minha irmã que também gostou muito. Esse é o único filme que assisti do diretor até o momento, me apaixonei. Foi indicação de outros cinéfilos inclusive. Uma sensibilidade única, belíssimo de ver. Um melodrama com uma trilha sonora sensacional, marcante. Isso acontece com todo mundo: Quem nunca se apaixonou, não teve o amor (romance) consumado? Algo que fica no desejo, ardência da paixão que não se conclui? Desse jeito. Fantástico. Vejo com o mesmo impacto que tive do primeiro filme, sempre é maravilhoso ver esse filme, logo verei pela terceira vez. Amo. Ampliou a minha análise sobre a obra, e trouxe novos nuances sem dúvidas. Foi bom demais. Viva Amor à Flor da Pele. Filmaço desse século. Nota: 9,5
Filme: Amor à Flor da Pele País: Hong Kong e França Ano: 2000 Diretor: Kar Wai Wong // visto no dia 07/11/2025 Vi esse filme pela primeira vez ano passado, essa obra prima do diretor 'Wong Kar-Wai', achei um filme profundo, sensível, com destaque para o elenco que brilhou na tela com os protagonistas (Chow), (Chan), onde tem uma química incrível, o desenvolvimento da relação de ambos, a intensidade da relação é muito bem executada. O olhar, fisionomia, semblante dos personagens, tudo é muito bem destacado, diz mais que mil palavras. A simplicidade do filme, a sua profundidade e todos os sentimentos envolvidos são de emocionar. Adorei a experiência. Preciso em breve ver novamente para captar mais nuances que devo ter deixado passar na primeira vez. Sempre é bom assistir um filme novamente. As cores no filme também são muito vibrantes, vivas como os cenários, figurinos. Trilha sonora marcante, que conectou perfeitamente com o longa, destacando mais o romance e a interação dos personagens. Vale muito a pena acompanhar Nota: 9,5
Filme: Vereda da Salvação Ano: 1965 Diretor: Anselmo Duarte. Visto no dia 20.07.2024 Esse é um dos vários exemplos de filme nacional feito de alta qualidade com uma história bem real até nos dias de hoje. Esse filme mostra uma realidade que acontece no dia a dia em muitos lugares do mundo: alienação religiosa, lavagem cerebral, manipulação e fanatismo religioso. Fala também da situação difícil de camponeses que dependem da terra para sobreviver, como a falta de acesso a necessidades básicas, sofrimento traz consequências negativa a essas pessoas simples. Além da falta de instrução, a ignorância em muitos aspectos. O roteiro é bem simples mas muito funcional, a história é bem construída do começo ao fim. Mas a mensagem aqui também é muita clara: como usar a fé das pessoas, é uma ferramenta poderosa para controlar, manipular a vida das mesmas. Realmente assustador. Fotografia esplêndida, como também os efeitos sonoros foram esplêndidos, ainda mais nessa época em 1965. Gostei muito do filme por ser teatral, diálogos são muito bem escritos, bem pungente. Os atores carregaram muito bem o filme: demonstraram uma atuação bem marcante, forte e dramática. Destaco aqui o Joaquim, trabalho de Raul Cortez. Um dos atores brasileiros que mais gosto, um ator de primeira linha, que aqui teve sua estreia. Direção impecável do grande Anselmo Duarte. Mais um filme dele que me surpreendo. Vou ver mais filme dele, sem dúvidas. Filmaço sem dúvidas. Nota: 9,5
O Império da Paixão
3.7 33 Assista AgoraFilme: O Império da Paixão
País: Japão
Ano: 1978
Diretor: Nagisa Ōshima // Visto no dia 12/08/2023
Filme bom, mas narrativamente deixou a desejar. A história, narrativa, desenvolvimento ficou a mercê. Mas as partes técnicas do filme são ótimas: filmagem, enquadramento, fotografia, edição, produção, o elenco faz um trabalho fantástico ao atuar nesse filme. Um elenco de primeira. Gostei da trilha sonora também. Sentimento de culpa, remorso, terror psicológico é bem detalhado, trabalhado: A culpabilização e suas consequências. Lembro das cenas 'sexuais', 'picantes' que também se destacam no filme. Pena que a história foi meia, superficial, não teve uma construção, um aprofundamento. Uma obra japonesa considero como boa apenas. Há filmes bem melhores do próprio diretor e do Japão que tem muita obra prima. O filme recebeu o prêmio de Direção no Festival de Cannes 1978, indicação ao Oscar. Mesmo assim vale a pena.
Nota: 6,5
Amor, Drogas e Nova York
3.3 57 Assista AgoraFilme: Amor, Drogas e Nova York
País: EUA
Ano: 2014
Diretor: Irmãos Safdie // Visto no dia 10/08/2023
Um filme forte, pesado, mas necessário. Pode ser considerado um filme comum, previsível pela temática, mas a questão é: há vários filmes com o mesmo tema, mas o que muda de um para o outro é a abordagem. A abordagem pode funcionar como não funcionar. Aqui mesmo com falhas de roteiro, diálogos mal construídas em algumas cenas, sim, é um filme que funciona. Ele é um retrato bastante realista, comum que acontece com milhares de pessoas no mundo, ainda mais nos EUA que tem muito usuário de entorpecentes: pessoas doentes, sem expectativas e dominadas pelo vício. Filme muito reflexivo, pois conta a história de jovens envolvidos nesse mundo caótico, em um fundo do poço sem fim, potenciais desperdiçados em um labirinto sem fim de vício e loucura. Aqui fala das relações tóxicas, pessoas tóxicas com atitudes tóxicas, com consequências muito ruins através de suas escolhas, atitudes. O filme tem o tom documental que citei por conta do realismo do filme em falar de todo esse contexto. E pensar que isso é comum nas famílias, tenho até familiaridade sobre o assunto. Tristeza enorme. Filme é curto, fala bem do assunto, traz todas as nuances dessa vida turbulenta. Vale a pena assistir.
Nota: 7,0
A Fita Branca
4.0 753 Assista AgoraFilme: A Fita Branca
Ano: 2009
Diretor: Michael Haneke - // Visto no dia 08/08/2023
Meu favorito até o momento de Haneke. Um filme cru, pesado, necessário. Adorei a sua iluminação natural, cores preto e branco para mostrar um realismo cru, autêntico, sombrio e melancólico da trama, e seu desenvolvimento. Andamento nos instiga a pensar, refletir no que está sendo proposto pelo longa. Mistérios ocorrem em vilarejo que tem um nível de estrutura, hierarquia, moral de um feudalismo decadente. Aqui a punição vem da dor, dor é para ensinar, para sentir e sofrer puramente. A maldade está nos adultos perante às crianças. Rigidez dos costumes, os ensinamentos rígidos, a hipocrisia da 'moralidade' de muita gente, isso que o filme denuncia com a história do vilarejo nas vésperas da primeira guerra mundial. Autoritarismo, fanatismo religioso bem abordados. A simbologia da fita branca como controle, o imagético de pureza, ingenuidade que a cor branca simboliza na imagem popular. Um filme muito bem premiado e merecidamente. Recomendo.
Nota: 9,0
Abismo do Medo
3.2 933 Assista AgoraFilme: Abismo do Medo
País: ING
Ano: 2005
Diretor: Neil Marshall // Visto no dia 05/08/2023
Filme bom. Foi uma grata surpresa, vi sem expectativas, me surpreendeu positivamente, mesmo com suas falhas. Suspense poderia ter sido melhor, mais sustentado. Algo melhor elaborado. E tensão foi cortada em alguns momentos mas teve em algumas partes e foi proveitosa e poderia ter sido mais proveitosa em outros momentos. Filme mediano para bom com cenas insuportáveis em alguns momentos. Inicialmente eu pensei que a trama seria 'ficar presa' em lugares apertados, infelizmente não foi o que aconteceu aqui. E o foco foi para monstros escondidos na escuridão. Até a temática da escuridão poderia ter sido mais explorada, pois tinha mais potencial. E o final foi legal, tem a continuação que ainda não vi, então foi um bom gancho no seu final. Em breve pretendo ver as continuações. No geral, o saldo foi positivo, valeu a pena ter assistido.
Nota: 7,0
Vencer ou Morrer
2.9 113 Assista AgoraFilme: Vencer ou Morrer
País: EUA
Ano: 1993
Diretor: Robert Harmon // Visto no dia 18/02/2023
Ver Van Damme em tela é sempre muito bom. Aqui ele entra em ação mais uma vez, batendo, atirando nos vilões que querem
meter as mãos nas terras da amada
a fuga de prisioneiros
maneira colocar a mão nas terras da moça que inclusive tem dois filhos
cabana que entra em chamas com os cavalos e uma família de fazendeiros onde uma pessoa quase morreu. Ele consegue libertar todos com ótima sequência (bastante imaginativa)
planos dos construtores em relação àquele lugar e que realmente só iria beneficiá-los, pois a população local só teria dor de cabeça e prejuízos
nunca imaginei que ele se entregaria
Nota: 7,0
Amor à Segunda Vista
3.2 426Filme: Amor à Segunda Vista
País: EUA
Ano: 2002
Diretor: Marc Lawrence // Visto no dia 10/06/2023
Lembro que vi esse filme na HBO Max, há 3 anos atrás, e foi no aleatório pois não tenho o hábito de ver esse tipo de filme. Até que me surpreendeu positivamente: rachei de rir em algumas partes, então é divertido, o lado romântico é mais do mesmo, o elenco está bem, principalmente a Sandra Bullock (além de lindíssima nessa época), e o ator britânico Hugh Grant, que é conhecido pelas comédias românticas e depois partiu para o drama e terror. Eles eu considero grandes atores. Bom, a trama é simples: ela é advogada, está sobrecarregada de trabalho, pois o personagem George Wade que não consegue fazer nada sem a ajuda dela. São nesses momentos que rola a comédia, piadas engraçadas, momentos constrangedores e a interação dos dois protagonistas e a questão do romance. Enfim é um filme leve, divertido, que relaxa por um momento, tem o romance para esquentar o coração dos apaixonados kkk. Bom filme, recomendo.
Nota: 7,0
Zodíaco
3.7 1,3K Assista AgoraFilme: Zodíaco
País: EUA
Ano: 2007
Diretor: David Fincher // Visto no dia 17/08/2023
Não lembro muito desse filme infelizmente. Mas é um ótimo drama policial (Thriller de primeira) com ótimo elenco incluindo o Jake Gyllenhaal (grande ator de grandes clássicos), Mark Ruffalo e Robert Downey Jr onde são personagens com linhas de pensamento diferente no caso. E além da ótimo direção do grande diretor David Fincher que tem vários filmes consagrados no currículo: Clube da Luta, Garota Exemplar, Seven - Os Sete Crimes Capitais. Sou muito fã do seu trabalhos. Dramas envolventes. Aqui ele acerta em cheio na abordagem da investigação, andamento da trama: o personagem Robert Graysmith é consumido pela investigação, ele fica obcecado para saber respostas e resolver a investigação. Fala do papel do jornalismo, como o caso se ampliou e se tornou popular, midiático. Ai tem o Suspense, trama bem elaborado que fisga o telespectador onde o mesmo fica vidrado para saber a resposta. O retrato da época é bem bacana também, muito bem construído. Lembro desses detalhes. Filme que preciso rever. Ótimo Thriller policial com um elenco de primeira, roteiro, narrativa muito bem contada, filme no geral funcionou em várias camadas: direção, elenco, efeitos, narrativa.
Nota: 8,0
O Inquilino
3.0 156 Assista AgoraFilme: O Inquilino
País: EUA
Ano: 2009
Diretor: David Ondaatje / Visto no dia 16/08/2023
Um filme mediano. Elenco muito bom contando com Alfred Molina, Simon Baker, Hope Davis. Porém é um filme muito mal aproveitado: personagens mal desenvolvidos, rasos e com flashbacks e construção rasa. Direção confusa, cheio de erros: filme perto do final é corrido, apressado, o contexto da descoberto do assassino é óbvia demais, quebrando a expectativa e o suspense, que em até algumas partes, foi bem desenvolvido, mas em outras deveu bastante. Final foi fraco, suspense mediano em certas cenas, o roteiro, a narrativa confusa e mal construída acabando com todo potencial do filme. Confuso e esquecível esse filme infelizmente. Não vi outras adaptações como do gigante Hitchcock, mas esse filme aqui, para mim, é esquecível. Uma pena.
Nota: 6,0
Cidadão Kane
4.3 1,0K Assista AgoraFilme: Cidadão Kane
País: EUA
Ano: 1941
Diretor: Orson Welles // Visto no dia 30/09/2023
Um dos melhores filmes que vi dos anos 40. Filmaço sem precedentes. Ele foi baseado em fatos reais na vida do magnata da imprensa William Randolph Hearst e do próprio Orson Welles. Nessa época de lançamento do filme, o magnata queria parar a distribuição, acabar com a reputação do filme falando muitas injúrias ao Orson Welles que aqui foi multitarefa na concepção do filme: Diretor, roteirista, produtor, ator protagonista do Charles Foster Kane. A história gira em torno de um jornalista que vai atrás do significado da palavra 'Rosebud', e vai narrando a história de Kane com elementos do cinema clássico, cinema moderno, com flashbacks e outros recursos narrativos. O filme foi elogiado pela crítica, mas não pagou os custos da bilheteria, só durante o relançamento de 1956 que o filme melhorou a sua reputação. Veículos especializados em cinema já consideraram esse filme aqui como o 'Maior de todos os tempos', 'Maior de Sempre', claro que isso é muito particular, peculiar, mas revistas como 'Sight & Sound' e a 'American Film Institute'. Falando por mim, adorei o filme, o seu ritmo é excelente, história muito bem contada do começo ao fim, consegue extrair o melhor e o pior do protagonista e das pessoas ao seu redor mais próximas. A sua construção como empresário foi bem contada, o mundo dos negócios, toda a trama por detrás do poder, da relação envolvendo esse universo: intrigas, influência, mídia, público, imprensa, e suas consequências. tudo bem contado. Ganhou o oscar por esse filme, o Orson Welles merecidamente. Não é meu favorito da vida, mas está entre meu top 50 com certeza. A trama em torno da investigação da palavra 'Rosebud' é bem intrigante, traz uma curiosidade para saber o que realmente significa. Final do filme é muito reflexivo, mostra a essência de certas coisas que podem ser perdidas, esquecidas. Enfim, claro que poderia fazer uma análise melhor, mas não sou crítico de cinema, nem entendo de partes técnicas direito, mas entendo que esse filme me tocou, o elenco estava fantástico, o trabalho de Orson em todas as esferas foi fenomenal como de toda a equipe, e todo contexto que citei anteriormente. Um clássico para sempre na história do cinema. Sem dúvidas. Preciso rever em breve.
Nota: 9,5
Adão Negro
3.1 713 Assista AgoraFilme: Adão Negro
País: EUA
Ano: 2022
Diretor: Jaume Collet-Serra // Visto no dia 26/09/2023
Vi esse filme sem expectativa nenhuma, ainda bem. Que genérico. Mais do mesmo: Fui vendo a história, parece que vi já várias vezes antes essa fórmula em outros filmes da DC. DC ainda está capengando muito, infelizmente. Precisa começar a adaptar o seu universo com calma. Adão Negro parece um personagem interessante, mas na adaptação não conseguiu extrair muito bem o histórico do personagem. Os efeitos é meio capenga, tem boas de ação mas o filme não tem identidade. Mal feito. A introdução da Sociedade da Justiça é mal aproveitada, pois construiu mal esse universo na adaptação, introdução bem porca, frágil. Não foi bem contado. A Atuação do The Rocky (Dwayne Johnson) foi caricata, mais ou menos. Ele usa a mesma cara em todos os seus filmes praticamente. Mas ele é carismático porém a narrativa não se sustenta e também não aproveita o personagem. Mas me divertir assistindo, consegui tirar umas risadas, nessa proposta funciona um pouco. Uma pena. E gostei da participação do Pierce Brosnan: um grande ator, espero que participe mais do universo da DC, mas também foi mal aproveitado.
Nota: 5.5
Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
4.3 506Filme: Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
País: EUA
Ano: 1966
Diretor: Mike Nichols // Visto no dia 20/09/2023
Filme fantástico. Ótimos diálogos, muito bem escrito, com um roteiro premiado (esse filme aqui ganhou cinco Oscar). Esse filme foi hipnotizante: fiquei ansioso com cada cena seguinte, hipnotizado pela riqueza dos diálogos e de toda a situação envolvida entre os dois casais. O contexto é bem abordado, vida conjugal, problemas conjugais, todo esse histórico, desentendimentos, discussões após a bebedeira (que faz a gente falar bastante e ser mais sincero) foi um prato cheio de ótimos diálogos, ótimas discussões e bem reflexiva, bem conduzida, pois tudo é bem dinâmico e não é cansativo. Filme dinâmico do começo ao fim. O elenco é sensacional: um dos melhores trabalhos de Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal e Sandy Dennis. A força do filme também está no elenco, pois o filme roda em apenas uma locação. Não tem cenários externos. A duração do filme está de bom tamanho, nem senti o tempo passar. E foi a estreia do Mike Nichols na direção e acertou em cheio. Filmaço que ensina que um ótimo roteiro, narrativa, podem levar você longe, além de profissionais em frente da cena representando muito bem, carregando o filme com maestria como o elenco estrelado. Filme gigante e clássico atemporal que em breve verei novamente.
Nota: 9,5
O Que Terá Acontecido a Baby Jane?
4.4 854Filme: O Que Terá Acontecido a Baby Jane?
País: EUA
Ano: 1962
Diretor: Robert Aldrich // Visto no dia 22/09/2023
Um dos melhores filmes que vi nos anos 60: tenso, terror macabro, suspense bem construído ao longo da narrativa, atuações impecáveis, tanto Joan Crawford e Bette Davis eram consideradas rivais na era de ouro de Hollywood, ambas disputavam e se duelavam por 'poder', 'visibilidade', 'por querer brilhar' mais que a outra na carreira de atriz. Quando ocorria ano de premiação, uma tentava angariar votos e fazer a outra perde prestígio para não concorrer ao Oscar ou fazer a outra perder na categoria principal. Rixa é antiga e por causa de homem, desentendimento romântico, inveja. O negócio vai muito além: Esse filme revitalizou tanto a carreira de Joan e Bette: Joan ficou mais conhecida a partir dos anos 60 com filmes de terror, ficção científica e fez vários filmes nesse gênero, Bette estrelou outras obras também nesse caminho. O trabalho das duas aqui é esplêndido: Baby Jane é ruim, cruel e personagem de Joan não fica muito atrás: com Blanche Hudson, que também é psicologicamente abalada, maquiavélica. O contexto do filme é bem atual: fala do etarismo, como as atrizes envelhecem, perdem oportunidade de trabalho, são esquecidas e substituídas por atrizes bem novas. As atrizes mais velhas recebem poucas oportunidades para atuar, e quando surge uma oportunidade, vão fazer de tudo para aproveitar a oportunidade, aqui é a ideia com Baby Jane, que está disposta a passar por cima de todos para conseguir voltar ao mundo da atuação novamente. Cinema sempre foi uma indústria voltada para imagem, esse filme traz essa crítica aqui de forma muito inteligente, bem atual e com diálogos afiados, muito bem construídos em uma trama complexa e maravilhosa de acompanhar. Isso condiz com momento de carreira das atrizes que estavam precisando de revitalização por estar entrando em declínio. Filme obrigatório para quem ama cinema de primeira linha. E além desse filme ter muitas histórias de bastidores com o desentendimento das duas atrizes protagonistas rivais. Tem muita história e torna esse filme um ícone eterno da sétima arte.
Nota: 10,00
A Profecia
3.9 632 Assista AgoraFilme: A Profecia
País: Inglaterra
Ano: 1976
Diretor: Richard Donner // Visto no dia 19/08/2023
Filme muito bom. Gostei de todos os elementos em tela: terror, suspense, todo mistério que envolve esse tipo de tema. Um filme britânico de 1976, muito criativo, muito bem conduzido e dirigido.
Adoro esse tipo de terror que envolve uma ameaça tensa para os personagens e para o mundo caso se concretize. Aqui a história é simples, mas é muito boa, prende atenção do começo ao fim: Fala de Damien, o prometido de Lúcifer para dominar o mundo. Ele é o anticristo, tanto falado entre os cristãos, o filme apresenta os sinais de que realmente ele é a ferramenta do 'capiroto':
o olhar, o espanto dos animais em sua presença, as inúmeras tentativas de matar a mãe, e além da governanta que na verdade é sua protetora para que o plano se concretize.
principalmente do fotógrafo.
anticristo é do mundo da política, pois pensar que é real
Nota: 9,0
Feriado Sangrento
3.1 495Filme: Feriado Sangrento
País: EUA
Ano: 2023
Diretor: Eli Roth // Visto no dia 10/06/2023
Vi esse filme na HBO nesse ano. Para mim é um filme esquecível sendo sincero: mais do mesmo, tem violência, gore, horror puro e com muito sangue do jeito que eu gosto, mas nada é algo assim memorável para você querer rever. Mais do mesmo, e tem filmes com a mesma pegada que são bem melhores que esse, pois esse aqui do Eli Roth (esperava bem mais por ser um cara bem conceituado no ramo) é bem genérico, com uma história, roteiro medíocre, sem inspiração. Pegou referências de mortes, de brutalidade e jogou aqui. Se não fosse isso, seria bem ruim. Teve mortes criativas pelo menos. A motivação da vingança foi bem mequetrefe. um filme trash ineficaz, esquecível, com pequenas cenas que salvam infelizmente.
Nota: 5,0
Enter The Void: Viagem Alucinante
4.0 876Filme: Enter The Void: Viagem Alucinante
País: França (Coprodução com outros países europeus como Alemanha, Itália), América do Norte: Canadá e Ásia: Japão.
Ano: 2009
Diretor: Gaspar Noé // Visto no dia 11/08/2023
Proposta do filme é parecida com outros filmes do diretor como Climax, Irreversível (em alguns aspectos) e entre outros. Gostei desse filme, este foi o primeiro que vi do diretor e me apresentou ao seu estilo peculiar. Bom filme, uma viagem alucinante, como se o espírito estivesse voando, viajando para fora do corpo e vendo tudo ao redor em cores, mas em uma viagem psicodélica, insana, louca, com giros de câmera e filmagens que deixam o telespectador tonto, confuso para trazer essa sensação de imprevisibilidade e confusão mesmo de forma intencional. Estilo e técnica de primeira linha. A ideia de adaptação dessa espiritualidade do Livro dos 'Mortos tibetano', fazendo um paralelo entre o pós-vida (viagem alucinante e espiritual) e o efeito das drogas para ilustrar a vida trágica e problemática levada pelo protagonista e as outras pessoas é bem bacana, uma ideia muito bem vinda. Porém o que torna o filme uma experiência desgastante é: a sua duração, e a repetição da mesma experiência, onde o filme fica se repetindo e perde o fio narrativo não tendo muito o que falar, filme muito extenso onde não foi tão bem trabalhado em sua completude de duração. Mas no geral é lega, apesar de cansativo. Cores, filmagem, elenco, partes técnicas em geral é bem caprichada e enaltece bem as sensações, todo esse movimento.
Nota: 6,5
Aleluia, Gretchen
3.4 32 Assista AgoraFilme: Aleluia, Gretchen
País: Brasil
Ano: 1976
Diretor: Sylvio Back // Visto no dia 21/09/2023
Mais um bom filme do Sylvio Back. Esse considero um dos melhores filmes do diretor. Ele traz um olhar, um argumento, uma análise sobre uma família alemã que vem morar no sul do Brasil, se estabelece no interior do Paraná, onde compram um hotel e vivem desse negócio de hospedagem, porém ali se torna um encontro de simpatizantes do nazismo. Mostra as reuniões, as conversas, as discussões políticas vigentes daquele momento, citando muito o presidente Vargas e o Nazismo na década de 30 que é o período histórico que passa a história do filme. Elenco de primeira linha com Miriam Pires e Carlos Vereza na família nazista. Esse é um assunto tão importante e que infelizmente foi muito pouco discutido: adeptos do nazismo no Brasilzão. O tema de abertura é "A Cavalgada das Valquírias" de Wagner, utilizada como um hino nazista. Grande filme, que traz uma reflexão sobre esse contexto. Recomendo muito ver esse filme, além do ótimo contexto, elenco, fotografia aqui é o grande destaque, como o criado negro da família que rouba as cenas quando participa. O racismo também é citado como uma estrutura, preconceito, tratamento das pessoas ali. Enfim, apesar do tema pesado, recomendo. Um dos melhores filmes do Sylvio Back.
Nota: 8,0
Radio Auriverde
3.5 13Filme: Rádio Auriverde
País: Brasil
Ano: 1990
Diretor: Sylvio Back // Visto no dia 14/09/2023
Outro filme que precisaria rever. Esse é os que menos gostei. O tom do mesmo, andamento do mesmo é chato de acompanhar. Não que seja de total ruindade, mas o andamento do filme pesou na minha opinião para acompanhá-lo. O contexto abordado aqui é polêmico, pois tem muita gente que critica a visão do diretor sobre a participação do Brasil na segunda guerra mundial. Especificamente da 'Força Expedicionária Brasileira' na Itália, de 1944 a 1945. Penso que aqui o diretor foi crítico, debochado, crítico, provocativo, irônico em sua abordagem sobre essa expedição. Tem gente que vai achar que foi heroísmo, e que os nossos heróis devem ser reconhecidos, o que é diferente na abordagem desse filme aqui, que é o contrário. Por isso muita gente criticou Sylvio Back. Mas uma coisa é inegável: O Brasil na guerra queria tirar vantagem, se aproveitar da situação para ganhos econômicos e políticos. O Brasil sempre abaixou as calças para os EUA e fez por dinheiro, isso não é novidade para ninguém. Época da industrialização do Brasil, o país precisando de material, de mão de obra, de grana, a quem foi recorrer (fazer um tratado?) = EUA. A questão é muito além de apenas moral: sim interesses particulares que cada país tem. Política da Vizinhança Americana, Xerife da América, Brasil tem seu desenvolvimento industrial. E assim vai o barco... Penso que Sylvio trouxe um questionamento, uma análise, abordagem diferente nesse momento histórico da FEB, uma abordagem diferente do comum, isso é válido. Não vai agradar a todos. Normal. Filme bom, reflexivo nesse momento. Andamento para mim foi ruim, por isso diminuiu na nota. Vale a pena acompanhar. Tem no Youtube.
Nota: 6,0
Yndio do Brasil
3.9 9 Assista AgoraFilme: Yndio do Brasil
País: Brasil
Ano: 1995
Diretor: Sylvio Back // Visto no dia 10/09/2023
Lembro pouco desse filme sendo sincero. Mas 'maratonei' um pouco a carreira do Sylvio Back e gostei da maioria dos seus filmes. Aqui há a análise da imagem do índio de como ela é representada no cinema brasileiro ao longo das adaptações dos indígenas e todos os contextos abordados. Tem filmes institucionais que abordam o índio como um ser selvagem que precisa ser civilizado, era do cinema mudo, onde o índio era retratado com muita curiosidade e no fim o filme trazia a visão do homem branco sobre o indígena. E foi mostrando isso através de colagens de filmes nacionais e também internacionais, imagens e filmagens em geral. E resumindo: Sempre há uma visão limitada sobre os indígenas, estereotipado em sua adaptação no geral. Esse é um documentário interessante que traz esse olhar, essa análise que infelizmente perdura até os dias de hoje. Os poemas do José Mayer que narra bem, porém a experiência se torna cansativa em certos momentos do filme, mas mesmo assim recomendo assistir.
Nota: 7,0
Onde Começa o Inferno
4.2 138 Assista AgoraFilme: Onde Começa o Inferno
País: EUA
Ano: 1959
Diretor: Howard Hawks // Visto no dia 22/08/2025
Grande filme. Me surpreendi com a química dos três protagonistas do filme: Dude ('Borachón'), Sheriff John T. Chance, o fantástico senhor chamado Stumpy interpretado magistralmente pelo Walter Brennan: um personagem divertido, carismático, que tira boas gargalhadas do espectador, traz o alívio cômico do longa. A parceria dos personagens é muito legal de acompanhar, todos bem carismáticos, simpáticos e cada um com a sua personalidade destacada: Dean Martin num papel dramático, tentando vencer o alcoolismo, o Sheriff John T. Chance tentando manter a ordem, fazer e cumprir a difícil tarefa, além de manter todos unidos no mesmo propósito, sua bravura é muito bem destacada. Stumpy que é um velho aleijado simpático que reclama que não tem o devido valor, mas como foi falado, é um personagem que tem uma luz própria, traz o humor na tela, carisma, a sua bravura, lealdade perante a tarefa que precisa ser cumprida. Quando apareceu o Colorado Ryan, um rapaz jovem e inexperiente, o mesmo trouxe uma nova dinâmica, velocidade no grupo. Uma bravura diferenciada que tem energia para ajudar a cumprir a tarefa como foi mostrado no filme. A atriz Angie Dickinson está espetacular no filme: além da sua beleza única, a atriz é carismática, profissional de primeira linha, traz um brilho para o filme. Tem química com o Sheriff, traz momentos até inusitados, engraçados juntos. O que fala das cenas de tiroteio? Fantásticas. Não tem muitas, pois o filme aborda outras questões do faroeste como a bravura, lealdade, parceria dos personagens, seus vícios e desejos mas as cenas que teve de ação com tiroteios e explosões foram bem coreografadas, filmadas. E a parte que os personagens
cantam e tocam em conjunto? Que música bacana, o velho country romântico dos anos 50 que é maravilhoso. Aqui todos cantaram em sintonia em algumas músicas como: 'My Rifle', 'My Pony and Me' enquanto o Stumpy toca gaita, Colorado Ryan toca violão e canta, o Dude ('Borachón') cantando também
Nota: 9,0
eXistenZ
3.6 327 Assista AgoraFilme: Existenz
País: Canadá e Reino Unido
Ano: 1999
Diretor: David Cronenberg // Visto no dia 17/10/2024.
Primeiramente gosto muito do trabalho de David Cronenberg. Filmes marcantes como A Marca da Violência de 2005 com Viggo Mortensen, clássico A mosca de 1986, Crash e entre outros. Esse filme adorei por ser de uma temática que adoro e mistura terror com ficção científica. Esse filme tem um ar de perturbador, grotesco que gostei, o tema do mesmo é bem atual, pois fala sobre a realidade virtual, indústria de jogos que são topicos que só cresceram hoje em dia e cheio de adeptos. Traz uma reflexão sobre a tecnologia ser uma extensão além do corpo, de como evoluiu e impacta a nossa vida no dia a dia. Para época com Matrix, filmes do tema em alta, esse embarcou na leva, trouxe uma boa obra. Para mim não envelheceu mal não. Gosto de thrasheira, esse filme entregou o que promete. Elenco com Jude Law e Willem Dafoe e Jennifer Jason Leigh. Grandes atores. O filme ganhou o Festival Internacional de Berlim como realização artística. Urso de Prata. Recomendo.
Nota: 8,0
Fogo Contra Fogo
4.0 729 Assista AgoraFilme: Fogo contra Fogo
Ano: 1995
País: EUA
Diretor: Michael Mann // Visto no dia 28.11.23
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Filmaço. Não é um filme maniqueísta do simples bem vs mal, polícia vs ladrão ou algo moralizante para o bem triunfar no final. Aqui é um retrato mais realista, humano, brutal de uma gangue de ladrões que tem a ambição de fazer o maior roubo de todos os tempos, sumirem do mapa. Mas a tarefa não é tão simples, pois no outro lado há o policial Vincent inspirado em pegá-los. Aqui narra o dia a dia da polícia na busca em adquirir informações importantes, rastros da gangue de ladrões. Retrata um pouco a operação policial, mas a maioria das cenas dos policiais é encabeçada pelo grande Vincent, inclusive, um ótimo trabalho de Al Pacino nesse longa. Marcante também como um policial em busca da justiça. Outro ponto que gostei muito do filme é o foco na vida pessoal em ambos os lados: no Vincent (lado da polícia), e alguns membros da gangue do Neil, no próprio Neil também. Principalmente na questão do matrimônio:[spoiler] Vincent em relação ao seu terceiro casamento em ruínas pois o seu trabalho na polícia ocupa grande parte do seu tempo. Além da gangue com Chris (com ótima interpretação de Val Kilmer) que tem um relacionamento complicado com a Charlene e ambos tem um filho, pois ela fica no meio do fogo cruzado entre o marido e seus serviços ilegais na gangue, relação dos dois com menos tempo em tela, mas foi bem explorado.
conhece uma designer e começa a se envolver emocionalmente com a pessoa, esconde essa sua vida dupla e perigosa
só trabalho, não pode criar laços na qual não consegue desvencilhar por muito tempo
em Laurel, uma menina problemática, com ações suicidas
Nota: 9,0
Amor à Flor da Pele
4.3 535 Assista AgoraFilme: Amor à Flor da Pele
País: Hong Kong e França
Ano: 2000
Diretor: Kar Wai Wong // revisto no dia 11/12/2025
Rever esse filme foi uma experiência incrível. Dessa vez, mostrei o filme para minha irmã que também gostou muito. Esse é o único filme que assisti do diretor até o momento, me apaixonei. Foi indicação de outros cinéfilos inclusive. Uma sensibilidade única, belíssimo de ver. Um melodrama com uma trilha sonora sensacional, marcante. Isso acontece com todo mundo: Quem nunca se apaixonou, não teve o amor (romance) consumado? Algo que fica no desejo, ardência da paixão que não se conclui? Desse jeito. Fantástico. Vejo com o mesmo impacto que tive do primeiro filme, sempre é maravilhoso ver esse filme, logo verei pela terceira vez. Amo. Ampliou a minha análise sobre a obra, e trouxe novos nuances sem dúvidas. Foi bom demais. Viva Amor à Flor da Pele. Filmaço desse século.
Nota: 9,5
Amor à Flor da Pele
4.3 535 Assista AgoraFilme: Amor à Flor da Pele
País: Hong Kong e França
Ano: 2000
Diretor: Kar Wai Wong // visto no dia 07/11/2025
Vi esse filme pela primeira vez ano passado, essa obra prima do diretor 'Wong Kar-Wai', achei um filme profundo, sensível, com destaque para o elenco que brilhou na tela com os protagonistas (Chow), (Chan), onde tem uma química incrível, o desenvolvimento da relação de ambos, a intensidade da relação é muito bem executada. O olhar, fisionomia, semblante dos personagens, tudo é muito bem destacado, diz mais que mil palavras. A simplicidade do filme, a sua profundidade e todos os sentimentos envolvidos são de emocionar. Adorei a experiência. Preciso em breve ver novamente para captar mais nuances que devo ter deixado passar na primeira vez. Sempre é bom assistir um filme novamente. As cores no filme também são muito vibrantes, vivas como os cenários, figurinos. Trilha sonora marcante, que conectou perfeitamente com o longa, destacando mais o romance e a interação dos personagens. Vale muito a pena acompanhar
Nota: 9,5
Vereda da Salvação
4.4 23Filme: Vereda da Salvação
Ano: 1965
Diretor: Anselmo Duarte. Visto no dia 20.07.2024
Esse é um dos vários exemplos de filme nacional feito de alta qualidade com uma história bem real até nos dias de hoje. Esse filme mostra uma realidade que acontece no dia a dia em muitos lugares do mundo: alienação religiosa, lavagem cerebral, manipulação e fanatismo religioso. Fala também da situação difícil de camponeses que dependem da terra para sobreviver, como a falta de acesso a necessidades básicas, sofrimento traz consequências negativa a essas pessoas simples. Além da falta de instrução, a ignorância em muitos aspectos. O roteiro é bem simples mas muito funcional, a história é bem construída do começo ao fim. Mas a mensagem aqui também é muita clara: como usar a fé das pessoas, é uma ferramenta poderosa para controlar, manipular a vida das mesmas. Realmente assustador. Fotografia esplêndida, como também os efeitos sonoros foram esplêndidos, ainda mais nessa época em 1965. Gostei muito do filme por ser teatral, diálogos são muito bem escritos, bem pungente. Os atores carregaram muito bem o filme: demonstraram uma atuação bem marcante, forte e dramática. Destaco aqui o Joaquim, trabalho de Raul Cortez. Um dos atores brasileiros que mais gosto, um ator de primeira linha, que aqui teve sua estreia. Direção impecável do grande Anselmo Duarte. Mais um filme dele que me surpreendo. Vou ver mais filme dele, sem dúvidas. Filmaço sem dúvidas.
Nota: 9,5