O documentário é bastante peculiar, pois a produção parece ter a finalidade de apresentar a figura de um autor que se autopromove como intelectual, expondo seus hábitos, sua vida nos EUA e o seu conjunto de ideias. No entanto, o que se vê é mais uma performance coreografada do que o retrato de um pensador de fato. No fim, é uma obra que encontra ressonância apenas em uma parcela específica da sociedade e dentro de um recorte limitado do contexto político brasileiro (2014-2018). Trata-se de um filme datado, visto que parte mais de uma "projeção" teórica do próprio autor do que de um prestígio intelectual estabelecido.
É um excelente filme que retrata histórias da vida privada em um contexto turbulento do cenário brasileiro. O ambiente da ditadura é confrontado com questões de classe, principalmente os conflitos no chão de fábrica, revelando as nuances das batalhas diárias de forma intensa e, em muitos momentos, sutil. Destacam-se as atuações de Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri; os conflitos familiares que ambos encenam são densos e de uma carga dramática que assusta em certos momentos.
Trata-se de uma entre tantas histórias que tornaram aquele conflito algo sem precedentes no mundo moderno. No entanto, o filme é também uma exaltação à arte como forma de mediação: demonstra como a linguagem artística pode, inclusive, romper preconceitos e encontrar espaços comuns, permitindo o diálogo até mesmo com o inimigo.
A sensação que Encontros e Desencontros deixa é de profunda reflexão. As poucas falas são certeiras e densas. Se, por um lado, a experiência do casamento e seus desdobramentos modificam nossas identidades — fazendo com que o 'eu' como figura de desejo e exploração perca o sentido diante do peso das responsabilidades —, por outro, o caso da jovem recém-casada demonstra o início de uma jornada onde tudo ainda é possível.
O encontro desses dois perfis desencadeia sentimentos ambivalentes: a melancolia do homem maduro que percebe que ainda é capaz de sentir emoções novas, e a esperança da jovem recém-saída da universidade sobre o que fazer da vida. É um encontro entre juventude e maturidade, inexperiência e cansaço, razão e emoção. A escolha pela manutenção de uma relação platônica entre os protagonistas foi fantástica, pois demonstrou as nuances das nossas escolhas e a confusão que as acompanha.
A direção de Sofia Coppola foi precisa ao escalar o elenco, unindo a trajetória real dos atores à tese do roteiro: Bill Murray, um veterano que trazia em sua fisionomia o cansaço da indústria, e Scarlett Johansson, uma promessa em ascensão buscando seu espaço. Esse espelhamento foi central para o resultado de uma obra que transita entre o drama romântico e o ensaio filosófico.
O filme opera a partir de uma matriz cristã, intencionalmente desprovida de dogmas confessionais, para construir uma ética comunitária centrada no altruísmo, na família e na gratidão como virtude social. Historicamente, o filme não foi bem recebido em seu contexto, sua canonização ocorreu por um processo retroativo, consolidado apenas nas décadas de 1970 e 1980 por meio de exibições na televisão. Contudo, isso não torna a obra menor, pelo contrário, a performance de James Stewart sustenta a leitura ética da obra ao materializar, por meio de um naturalismo psicológico, a tensão entre frustração individual e integridade moral, culminando em um clímax que revela não fraqueza, mas o peso das responsabilidades comunitárias. Um ponto por vezes esquecido pela leitura religiosa, é a crítica ao capitalismo (banqueiro Potter) em defesa do crédito comunitário. O filme ressoa por uma linha temática de redenção e intervenção sobrenatural, que são visíveis em adaptações modernas de A Christmas Carol (como Scrooged, 1988) ou em dramas de superação como À Procura da Felicidade (2006). Um bom filme com excelentes atuações.
O tema da estética e dos padrões de beleza foi muito bem elaborado aqui, pois partiu de questões psicológicas da negação, narcisismo e da perda de identidade em favor da confirmação social da imagem pública, que aqui se mistura com a própria "imagem" (identidade) privada. A união desses fatores desencadeou de forma eficaz no filme, a deformação de uma identidade que busca e se retroalimenta do reconhecimento social (uma crítica super pertinente atualmente). Essa premissa valida os "exageros" no uso do corpo e do "gore", pois é demonstrado que o preço da "performance" é a deformação.
Um clássico que se destaca precisamente pelo acerto de seu tripé estrutural: direção, elenco e roteiro. O tema "banal" trabalhado na obra ganha uma densidade narrativa interessante, que prende o espectador desde o início. E isso se relaciona diretamente com esse tripé (equilibrio técnico), pois, para que a premissa funcionasse, era necessário uma direção precisa, um elenco sóbrio e um roteiro de extrema coesão. A convergência desses fatores resultou em uma excelente história.
Esse foi uma surpresa, ainda que parcial. O tema clichê desenvolvido está saturado no cinema, e produções com elencos robustos que tratam do tema não têm funcionado ultimamente. No entanto, é justamente nesse ponto que o filme se destaca. A obra parece ter assimilado a lição de Um Drink no Inferno (Tarantino, 1996): embora as tramas sejam diferentes, apresenta uma ruptura estrutural (mudança de gênero) eficaz ao acomodar novos elementos em seu andamento sem perder o rumo.
Esse envelheceu bem, especialmente em tratar da mídia. Uma percepção que, para a época, ganhava espaço, principalmente pela repercussão de "Cidadão Kane". As escolhas aqui foram muito bem elaboradas, pois o núcleo espacial é estreito e bem desenvolvido com um elenco de núcleo que tem seus papéis bem definidos. Filme bem bacana.
A crítica em torno da figura do veterano de guerra é um ponto fundamental para o contexto, pois evidencia a transição de um cinema de propaganda para um cinema crítico. A estrutura narrativa é sutil e bem escolhida, o que faz toda a diferença para o resultado final. O desenvolvimento da crítica não perde o foco e ganha densidade com a progressão da história. É, de fato, um bom filme.
Apresenta um enredo convencional (clichê), embora bem adaptado ao cenário das pistas e amparado por um elenco sólido. De modo geral, é uma variação de Top Gun: Maverick, seguindo a mesma fórmula estética e narrativa.
Pensei que entregaria mais por todo o alarde, mas no fim foi algo bem "mais ou menos". É um tipo de leitura sobre um movimento revolucionário e sua atuação nos EUA, mas por uma ótica estadunidense que quase sempre reduz a seriedade de princípios revolucionários ao amadorismo descolado em torno de visões de mundo, ou na interpretação de excessos como componente necessário para encarar o campo de negação de uma realidade social contrária às minorias e suas mazelas. Em suma, é uma visão tipicamente estadunidense de um grupo social revolucionário.
É um bom filme, mas, em parte, envelheceu mal. A narrativa e parte das atuações, como a de Vivien Leigh, em boa medida são carregadas e testadas a todo instante na intensidade de demonstrar as complexidades em torno de receios, medos e a dificuldade de encarar as mudanças da vida, especialmente em sua trajetória pessoal — reflexo visto em suas ações em torno da estética e de seus desejos. No entanto, no tratamento do desenvolvimento narrativo, o filme pode parecer genérico, mas essa percepção parte mais de quem o assiste contemporaneamente do que propriamente da obra em si. A temática tratada se desgastou com o tempo, mas isso não desabona o seu caráter inovador no contexto no qual está inserido.
Uma história bem atual, não envelheceu, ao olharmos para o recorte cultural de alguns contextos político-sociais contemporâneos. O pano de fundo do contexto europeu, ainda no período da Guerra Fria, é uma boa jogada na construção da narrativa, ainda mais no contexto alemão. Além disso, o enclausuramento intencional do casal em seu multiverso é interessante, pois recondiciona o foco de quem assiste para o preconceito institucional, percebido a todo instante; mas também, ao estreitar certos estigmas, como um casal com diferenças etárias, recombinou uma análise que escancara que a própria felicidade é condicionada a conformidades sociais específicas, no campo etário, na aceitação do seu meio social e na própria semelhança cultural.
A premissa foi excelente, mas pecaram na finalização. A impressão deixada é que o filme não acabou, que foi pausado ou teria uma continuação. Uma pena, mas ainda assim é um bom filme.
Um roteiro policial com um bom enredo, que em um primeiro momento pode parecer despretensioso, mas muito pelo contrário. O filme foi rodado nos turbulentos anos 1960 dos EUA. Os direitos civis haviam sido aprovados há poucos anos, e diversos incidentes relacionados ao combate a segregação racial estavam ocorrendo. Com isso, lançar um filme que tocasse nessa temática era um desafio político e financeiro. Contudo, as escolhas narrativas e os diálogos foram muito bem estabelecidos, principalmente pela condução de Sidney Poitier, que estava no ponto alto de sua carreira. Excelente filme e retrato sobre este triste período norte-americano.
O filme é um verdadeiro furdunço. Cenas desagradáveis e fortes, mas que se justificam pela proposta do filme, que é a confusão ainda presente no interior do país na relação e sobreposição entre centro x periferia e a resistência do passado sobre o presente.
O filme visualmente é muito bonito, e isso é tanto pela fotografia como pelos cenários escolhidos. Contudo, é interessante apontar algumas lacunas no desenvolvimento da narrativa. Tive a impressão que a presunção do diretor em antecipar a tomada de ação de alguns personagens foi precipitada, pois deixou furos no andamento do filme.
O filme não é ruim, mas o diretor pesou na pornografia. A falta de densidade em cada micro-história desenrolou a narrativa em blocos, e isso prejudicou o desenvolvimento da história.
A sacada do filme é a sua simplicidade. O filme acertou na escolha do tema e ambiente, o enredo se desenvolveu naturalmente. Do início ao fim o filme atendeu perfeitamente sua proposta.
O Jardim das Aflições
3.5 152O documentário é bastante peculiar, pois a produção parece ter a finalidade de apresentar a figura de um autor que se autopromove como intelectual, expondo seus hábitos, sua vida nos EUA e o seu conjunto de ideias. No entanto, o que se vê é mais uma performance coreografada do que o retrato de um pensador de fato. No fim, é uma obra que encontra ressonância apenas em uma parcela específica da sociedade e dentro de um recorte limitado do contexto político brasileiro (2014-2018). Trata-se de um filme datado, visto que parte mais de uma "projeção" teórica do próprio autor do que de um prestígio intelectual estabelecido.
Eles Não Usam Black-Tie
4.3 312É um excelente filme que retrata histórias da vida privada em um contexto turbulento do cenário brasileiro. O ambiente da ditadura é confrontado com questões de classe, principalmente os conflitos no chão de fábrica, revelando as nuances das batalhas diárias de forma intensa e, em muitos momentos, sutil. Destacam-se as atuações de Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri; os conflitos familiares que ambos encenam são densos e de uma carga dramática que assusta em certos momentos.
O Pianista
4.4 1,8KTrata-se de uma entre tantas histórias que tornaram aquele conflito algo sem precedentes no mundo moderno. No entanto, o filme é também uma exaltação à arte como forma de mediação: demonstra como a linguagem artística pode, inclusive, romper preconceitos e encontrar espaços comuns, permitindo o diálogo até mesmo com o inimigo.
Encontros e Desencontros
3.8 1,7K Assista AgoraA sensação que Encontros e Desencontros deixa é de profunda reflexão. As poucas falas são certeiras e densas. Se, por um lado, a experiência do casamento e seus desdobramentos modificam nossas identidades — fazendo com que o 'eu' como figura de desejo e exploração perca o sentido diante do peso das responsabilidades —, por outro, o caso da jovem recém-casada demonstra o início de uma jornada onde tudo ainda é possível.
O encontro desses dois perfis desencadeia sentimentos ambivalentes: a melancolia do homem maduro que percebe que ainda é capaz de sentir emoções novas, e a esperança da jovem recém-saída da universidade sobre o que fazer da vida. É um encontro entre juventude e maturidade, inexperiência e cansaço, razão e emoção. A escolha pela manutenção de uma relação platônica entre os protagonistas foi fantástica, pois demonstrou as nuances das nossas escolhas e a confusão que as acompanha.
A direção de Sofia Coppola foi precisa ao escalar o elenco, unindo a trajetória real dos atores à tese do roteiro: Bill Murray, um veterano que trazia em sua fisionomia o cansaço da indústria, e Scarlett Johansson, uma promessa em ascensão buscando seu espaço. Esse espelhamento foi central para o resultado de uma obra que transita entre o drama romântico e o ensaio filosófico.
A Felicidade Não Se Compra
4.5 1,2K Assista AgoraO filme opera a partir de uma matriz cristã, intencionalmente desprovida de dogmas confessionais, para construir uma ética comunitária centrada no altruísmo, na família e na gratidão como virtude social. Historicamente, o filme não foi bem recebido em seu contexto, sua canonização ocorreu por um processo retroativo, consolidado apenas nas décadas de 1970 e 1980 por meio de exibições na televisão. Contudo, isso não torna a obra menor, pelo contrário, a performance de James Stewart sustenta a leitura ética da obra ao materializar, por meio de um naturalismo psicológico, a tensão entre frustração individual e integridade moral, culminando em um clímax que revela não fraqueza, mas o peso das responsabilidades comunitárias. Um ponto por vezes esquecido pela leitura religiosa, é a crítica ao capitalismo (banqueiro Potter) em defesa do crédito comunitário. O filme ressoa por uma linha temática de redenção e intervenção sobrenatural, que são visíveis em adaptações modernas de A Christmas Carol (como Scrooged, 1988) ou em dramas de superação como À Procura da Felicidade (2006). Um bom filme com excelentes atuações.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraO tema da estética e dos padrões de beleza foi muito bem elaborado aqui, pois partiu de questões psicológicas da negação, narcisismo e da perda de identidade em favor da confirmação social da imagem pública, que aqui se mistura com a própria "imagem" (identidade) privada. A união desses fatores desencadeou de forma eficaz no filme, a deformação de uma identidade que busca e se retroalimenta do reconhecimento social (uma crítica super pertinente atualmente). Essa premissa valida os "exageros" no uso do corpo e do "gore", pois é demonstrado que o preço da "performance" é a deformação.
O Homem Errado
3.9 106 Assista AgoraUm clássico que se destaca precisamente pelo acerto de seu tripé estrutural: direção, elenco e roteiro. O tema "banal" trabalhado na obra ganha uma densidade narrativa interessante, que prende o espectador desde o início. E isso se relaciona diretamente com esse tripé (equilibrio técnico), pois, para que a premissa funcionasse, era necessário uma direção precisa, um elenco sóbrio e um roteiro de extrema coesão. A convergência desses fatores resultou em uma excelente história.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraEsse foi uma surpresa, ainda que parcial. O tema clichê desenvolvido está saturado no cinema, e produções com elencos robustos que tratam do tema não têm funcionado ultimamente. No entanto, é justamente nesse ponto que o filme se destaca. A obra parece ter assimilado a lição de Um Drink no Inferno (Tarantino, 1996): embora as tramas sejam diferentes, apresenta uma ruptura estrutural (mudança de gênero) eficaz ao acomodar novos elementos em seu andamento sem perder o rumo.
A Montanha dos Sete Abutres
4.4 257 Assista AgoraEsse envelheceu bem, especialmente em tratar da mídia. Uma percepção que, para a época, ganhava espaço, principalmente pela repercussão de "Cidadão Kane". As escolhas aqui foram muito bem elaboradas, pois o núcleo espacial é estreito e bem desenvolvido com um elenco de núcleo que tem seus papéis bem definidos. Filme bem bacana.
Os Melhores Anos de Nossa Vida
4.1 90A crítica em torno da figura do veterano de guerra é um ponto fundamental para o contexto, pois evidencia a transição de um cinema de propaganda para um cinema crítico. A estrutura narrativa é sutil e bem escolhida, o que faz toda a diferença para o resultado final. O desenvolvimento da crítica não perde o foco e ganha densidade com a progressão da história. É, de fato, um bom filme.
F1: O Filme
3.7 439 Assista AgoraApresenta um enredo convencional (clichê), embora bem adaptado ao cenário das pistas e amparado por um elenco sólido. De modo geral, é uma variação de Top Gun: Maverick, seguindo a mesma fórmula estética e narrativa.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 650 Assista AgoraPensei que entregaria mais por todo o alarde, mas no fim foi algo bem "mais ou menos". É um tipo de leitura sobre um movimento revolucionário e sua atuação nos EUA, mas por uma ótica estadunidense que quase sempre reduz a seriedade de princípios revolucionários ao amadorismo descolado em torno de visões de mundo, ou na interpretação de excessos como componente necessário para encarar o campo de negação de uma realidade social contrária às minorias e suas mazelas. Em suma, é uma visão tipicamente estadunidense de um grupo social revolucionário.
Uma Rua Chamada Pecado
4.3 461 Assista AgoraÉ um bom filme, mas, em parte, envelheceu mal. A narrativa e parte das atuações, como a de Vivien Leigh, em boa medida são carregadas e testadas a todo instante na intensidade de demonstrar as complexidades em torno de receios, medos e a dificuldade de encarar as mudanças da vida, especialmente em sua trajetória pessoal — reflexo visto em suas ações em torno da estética e de seus desejos. No entanto, no tratamento do desenvolvimento narrativo, o filme pode parecer genérico, mas essa percepção parte mais de quem o assiste contemporaneamente do que propriamente da obra em si. A temática tratada se desgastou com o tempo, mas isso não desabona o seu caráter inovador no contexto no qual está inserido.
O Medo Devora a Alma
4.3 114 Assista AgoraUma história bem atual, não envelheceu, ao olharmos para o recorte cultural de alguns contextos político-sociais contemporâneos. O pano de fundo do contexto europeu, ainda no período da Guerra Fria, é uma boa jogada na construção da narrativa, ainda mais no contexto alemão. Além disso, o enclausuramento intencional do casal em seu multiverso é interessante, pois recondiciona o foco de quem assiste para o preconceito institucional, percebido a todo instante; mas também, ao estreitar certos estigmas, como um casal com diferenças etárias, recombinou uma análise que escancara que a própria felicidade é condicionada a conformidades sociais específicas, no campo etário, na aceitação do seu meio social e na própria semelhança cultural.
Quando Só o Coração Vê
4.2 54 Assista AgoraA premissa foi excelente, mas pecaram na finalização. A impressão deixada é que o filme não acabou, que foi pausado ou teria uma continuação. Uma pena, mas ainda assim é um bom filme.
No Calor da Noite
4.0 147 Assista AgoraUm roteiro policial com um bom enredo, que em um primeiro momento pode parecer despretensioso, mas muito pelo contrário. O filme foi rodado nos turbulentos anos 1960 dos EUA. Os direitos civis haviam sido aprovados há poucos anos, e diversos incidentes relacionados ao combate a segregação racial estavam ocorrendo. Com isso, lançar um filme que tocasse nessa temática era um desafio político e financeiro. Contudo, as escolhas narrativas e os diálogos foram muito bem estabelecidos, principalmente pela condução de Sidney Poitier, que estava no ponto alto de sua carreira. Excelente filme e retrato sobre este triste período norte-americano.
Deadpool & Wolverine
3.7 922 Assista AgoraUm filme divertido, mas não passa disso. Um filme no perfil da clássica "Sessão da Tarde".
Baixio das Bestas
3.5 408O filme é um verdadeiro furdunço. Cenas desagradáveis e fortes, mas que se justificam pela proposta do filme, que é a confusão ainda presente no interior do país na relação e sobreposição entre centro x periferia e a resistência do passado sobre o presente.
Docinho da América
3.5 213 Assista AgoraFilme com um potencial tremendo, mas se perdeu no início do caminho.
Noite Sem Fim
3.1 12O filme é muito arrastado, quase parando, mas não é ruim.
Prelúdio Para Matar
4.0 268 Assista AgoraO filme visualmente é muito bonito, e isso é tanto pela fotografia como pelos cenários escolhidos. Contudo, é interessante apontar algumas lacunas no desenvolvimento da narrativa. Tive a impressão que a presunção do diretor em antecipar a tomada de ação de alguns personagens foi precipitada, pois deixou furos no andamento do filme.
Ken Park
3.1 375O filme não é ruim, mas o diretor pesou na pornografia. A falta de densidade em cada micro-história desenrolou a narrativa em blocos, e isso prejudicou o desenvolvimento da história.
Muito Além do Jardim
4.1 274 Assista AgoraFilme muito bem acabado. A complexidade do filme está na sua simplicidade.
12 Homens e Uma Sentença
4.6 1,2K Assista AgoraA sacada do filme é a sua simplicidade. O filme acertou na escolha do tema e ambiente, o enredo se desenvolveu naturalmente. Do início ao fim o filme atendeu perfeitamente sua proposta.