Fui surpreendida com um excelente filme sobre uma mulher independente aprendendo a ser mãe de uma criança adorável que nem dela é. A história demonstra de uma forma leve, mas ainda sim realista, como o mundo enxerga as mulheres e as descarta quando "servem" menos ou não "servem" mais na visão mediocre deles. Mas, JC mostrou pra todo mundo que é foda pra caralho e pode sim ter tudo o que ela quiser, mesmo que seja difícil no começo. Algo que os homens que a julgaram e a substituíram acrediravam ser impossível. Tem sim uma boa romantização nas circunstancias, pois na realidade, sem uma boa rede de apoio ou dinheiro, nem sempre o esforço dá em algo, entretanto, é bom poder se iludir com algo assim na noite antes de voltar para o seu trabalhado arromb...
Achei a ideia interessante, e por mais absurdo que seja, acho super realista a humanidade se revoltar com a cura de uma doença assin. Veja só o movimento antivacina, doenças quase irradicadas voltando a matar ou a causar sequelas graves que poderiam ser evitadas ou amenizadas por uma vacina. E o pior é que não aprendem, um psicopata foi curado e usou todo o preconceito para influenciar pessoas vulneráveis de que infectar todo mundo era a melhor saída. E pra ser sincera, bem feito, a humanidade que se foda. E se eu fosse curada pra ser tratada como lixo, prefiriria levar logo um tiro e morrer.
Eis a representação de um esquedomacho, finge que te entende pra te seduzir e depois tenta te controlar igual aos demais homens.O roteiro é muito bom e eu amei a limonada que elas fizeram. No final, tudo que elas aprenderam e toda a evolução foi mantida. Jack ficou excelente no papel de demônio doido. Hahaha
Muitas pessoas podem pensar: "Nossa, ainda bem que não é mais assim". Outras, porém, repetem frases como "não se fazem mais homens como antigamente" ou "antigamente era melhor". Mas melhor para quem?
De fato, as coisas mudaram. Hoje, ao menos em teoria, homens não podem mais matar, torturar ou violentar mulheres sem enfrentar algumas consequências. As mulheres conquistaram mais direitos, liberdade e autonomia. No entanto, perceber o quão atual são os temas de um filme sobre do século XIX é pertubador pra mim.
Violência doméstica, abuso sexual, coerção, assédio, feminicídio e tentativas de controlar a autonomia das mulheres ainda existem em diferentes graus ao redor do mundo. O que mudou não foi a existência desses problemas, mas a forma como eles se manifestam e a maneira como a sociedade reage a eles. Para mim foi muito difícil de assistir, pois não consegui ver a violência retratada como algo pertencente apenas ao passado. A realidade é extrema demais e encontra ecos no presente. É muito triste essa sensação de que, apesar de todo o progresso alcançado, algumas feridas continuam abertas sem muita esperança de cicatrizar.
Começa morno, tem grandes momentos e termina bem. A amizade entre a Glinda e a Euphaba é a melhor parte. Acho que outro ponto forte é o amadurecimento da Glinda. Além da reflexão sobre as pessoas muitas vezes preferirem acreditar numa mentira enfeitada do que numa verdade incomoda e complexa. É uma ficção que dá pra ver na prática, mas quem deveria se tocar, talvez nunca consiga e seja só mais um que categoriza uma inocente como bruxa baseado em opiniões convenientes invés de fatos num efeito manada.
Poderia e talvez devesse também ser classificado como comédia, ainda que de humor ácido. A premissa é excelente, e o roteiro constrói um personagem cheio de camadas: nem bom, nem mau, apenas humano e profundamente falho. O filme não minimiza o fato de que ele pode ser perigoso, tanto para si quanto para os outros, mas ainda assim cria uma empatia involuntária com o espectador, ao dar vazão àqueles sentimentos intrusivos que todos reprimimos algum dia.
Trilha sonora marcante do compositor John Williams, efeitos revolucionários para a época… mas não deu pra mim. E fiquei com aquela sensação de “onde é que eu já vi algo assim?”. Obsessão beirando o fanatismo, "cidadão de bem" subindo montanha, traindo a esposa e/ou abandonando a família… só faltou uma oração em volta de um pneu (mas, até teve um culto sem esse objeto iconico). Steven Spielberg quase um profeta dos delírios da família tradicional brasileira, com sua imaginação masculina messiânica e aquela vibe eterna de “eu fui escolhido, o resto que se vire”. É no mínimo criativa a versão do diretor do “pai de família que foi comprar cigarro e nunca mais voltou”. =D
Suspense bem atuado, sustentado sobretudo por Anthony Hopkins, que está impecável. O filme transforma a violência contra a mulher em mero gatilho para um jogo intelectual entre homens, enquanto a vítima permanece silenciada. Soma-se um furo jurídico grave: o marido, principal suspeito, tem poder para autorizar o desligamento dos aparelhos — eticamente e legalmente questionável. Há um esforço pontual de humanidade no promotor, mas a obra como um todo é fria, mais interessada em ser esperta do que em refletir sobre a gravidade do crime. E que final abrupto e anticlimax…
É um filme neutro, que distrai justamente por não ser longo. Não tem aquele clássico enchimento de linguiça e não tenta prolongar nada além do necessário. Se desligar um pouco o bom senso, dá para curtir e até fazer um puxadinho de crítica em relação à misoginia. Eu já estava cansada de filmes que apostam em gaslighting como motor da trama e, felizmente, este aqui não segue por esse caminho, mesmo sendo raso.
Premissa forte, com uma protagonista potente, a Halle Berry segura o filme com facilidade, pena que o resultado escorrega feio. A violência excessiva é usada como choque, e a misoginia aparece quase naturalizada em meio ao tom sobrenatural da trama. O filme flerta com a ideia de denúncia, mas nunca se compromete de verdade com ela. A relação do casal entra exatamente nesse pacote. A diferença de idade não é trabalhada, apenas existe, como se fosse neutra, assim como em Refém do Silêncio, mas aqui de modo ainda mais escancarado. Algo que só reforça um padrão recorrente do cinema, em que homens envelhecem “normalmente” enquanto mulheres precisam existir dentro de um limite aceitável de juventude. No fim, sobra um thriller pesado e irregular, que confunde brutalidade com profundidade e acaba sendo mais desleixado do que provocador.
O filme me agradou pelas atuações da Brittany Murphy e da atriz mirim, assim como pela dinâmica paternal, por parte do Michael Douglas, com as duas personagens. Entretanto me senti incomodada com a diferença de idade de 15 anos entre o casal formado por Michael Douglas e Famke Janssen, sendo só um reforço da lógica da validade feminina no cinema, em que homens envelhecem sem questionamento enquanto mulheres são descartadas. Enfim, só não é esquecível pela saudosa Brittany.
Assisti sem saber que a história entraria no gaslighting, o que me pegou de surpresa, mas nem tanto, porque o descrédito à protagonista surge com uma naturalidade desconfortável, o que faz pensar se roteiristas realmente gostam de ver mulheres sendo tratadas como loucas ou se esse recurso simplesmente passa por ser realista demais. A diferença aqui é que Laura não duvida de si mesma em nenhum momento, o que torna a experiência menos opressiva do que em outros filmes do gênero. Outro ponto alto é a ausência de rivalidade feminina, há apoio entre mulheres, especialmente no final. Ainda assim, o filme perde força na execução, com furos de roteiro e soluções convenientes que enfraquecem o suspense. Portanto, o longa funcionou mais para mim por algumas ideias do que pela qualidade do conjunto.
Knives Out 3, para mim, foi menos surpreendente que o primeiro, menos previsível que o segundo, mas ainda assim um ótimo filme. O padre é uma fofura, e eu amei a interação dele com o detetive. O primeiro respeita a falta de fé do segundo, que, por sua vez, respeita a devoção eclesiástica do primeiro. Essa troca é genuína, delicada e surpreendentemente madura. O que mais chama atenção, além da própria investigação, são o roteiro e os diálogos. O primeiro encontro entre padre e detetive é facilmente o meu favorito do filme. O desfecho é previsível, assim como o culpado, mas o roteiro é tão bem construído que isso não compromete a experiência. No fim, o filme entrega muito mais do que apenas o desvendar de um crime. É uma obra criativa, envolvente, com excelentes atores, que se sustenta menos pelo mistério em si e mais pela inteligência com que é contada.
Presente de Grego
3.4 78 Assista AgoraFui surpreendida com um excelente filme sobre uma mulher independente aprendendo a ser mãe de uma criança adorável que nem dela é. A história demonstra de uma forma leve, mas ainda sim realista, como o mundo enxerga as mulheres e as descarta quando "servem" menos ou não "servem" mais na visão mediocre deles. Mas, JC mostrou pra todo mundo que é foda pra caralho e pode sim ter tudo o que ela quiser, mesmo que seja difícil no começo. Algo que os homens que a julgaram e a substituíram acrediravam ser impossível.
Tem sim uma boa romantização nas circunstancias, pois na realidade, sem uma boa rede de apoio ou dinheiro, nem sempre o esforço dá em algo, entretanto, é bom poder se iludir com algo assim na noite antes de voltar para o seu trabalhado arromb...
Super 8
3.6 2,5K Assista AgoraQue bom que o ET conseguiu fugir, mais inteligente e empatico que muitos humanos
Epidemia
3.2 282 Assista AgoraDivertido, minha maior preocupação era a coitada da macaca.
Os Curados
2.6 115 Assista AgoraAchei a ideia interessante, e por mais absurdo que seja, acho super realista a humanidade se revoltar com a cura de uma doença assin. Veja só o movimento antivacina, doenças quase irradicadas voltando a matar ou a causar sequelas graves que poderiam ser evitadas ou amenizadas por uma vacina.
E o pior é que não aprendem, um psicopata foi curado e usou todo o preconceito para influenciar pessoas vulneráveis de que infectar todo mundo era a melhor saída.
E pra ser sincera, bem feito, a humanidade que se foda.
E se eu fosse curada pra ser tratada como lixo, prefiriria levar logo um tiro e morrer.
O Especialista
3.0 201 Assista AgoraQue dupla sensual e eu o tempo todo,salvem o gato e cade o gato? Rsrs
As Bruxas de Eastwick
3.4 285 Assista AgoraEis a representação de um esquedomacho, finge que te entende pra te seduzir e depois tenta te controlar igual aos demais homens.O roteiro é muito bom e eu amei a limonada que elas fizeram. No final, tudo que elas aprenderam e toda a evolução foi mantida. Jack ficou excelente no papel de demônio doido. Hahaha
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.3 271 Assista AgoraSe não tivesse a tortura gratuíta, eu teria gostado mais.
Os Últimos Sobreviventes
1.6 35 Assista AgoraMais um daqueles que não passam de ideia.
Contágio
3.2 1,8K Assista AgoraTema sempre atual...
Perseguição Zumbi
1.7 28 Assista AgoraComeça sem sentido e termina do jeito que começou.
Como Treinar o seu Dragão
4.1 293 Assista AgoraEu gostei, pois gosto da animação. Mas, tanto faz.
13 Minutos de Tormenta
2.2 35 Assista AgoraGosto de filmes de catastrofe.
Amaldiçoada
3.8 408 Assista AgoraMuitas pessoas podem pensar: "Nossa, ainda bem que não é mais assim". Outras, porém, repetem frases como "não se fazem mais homens como antigamente" ou "antigamente era melhor". Mas melhor para quem?
De fato, as coisas mudaram. Hoje, ao menos em teoria, homens não podem mais matar, torturar ou violentar mulheres sem enfrentar algumas consequências. As mulheres conquistaram mais direitos, liberdade e autonomia. No entanto, perceber o quão atual são os temas de um filme sobre do século XIX é pertubador pra mim.
Violência doméstica, abuso sexual, coerção, assédio, feminicídio e tentativas de controlar a autonomia das mulheres ainda existem em diferentes graus ao redor do mundo. O que mudou não foi a existência desses problemas, mas a forma como eles se manifestam e a maneira como a sociedade reage a eles.
Para mim foi muito difícil de assistir, pois não consegui ver a violência retratada como algo pertencente apenas ao passado. A realidade é extrema demais e encontra ecos no presente.
É muito triste essa sensação de que, apesar de todo o progresso alcançado, algumas feridas continuam abertas sem muita esperança de cicatrizar.
Uma Mulher Diferente
3.5 7 Assista AgoraEu como Autista tardia, me identifiquei muito com a personagem, mas senti que faltou algo e não gostei do desfecho.
Wicked: Parte 2
3.4 167 Assista AgoraComeça morno, tem grandes momentos e termina bem. A amizade entre a Glinda e a Euphaba é a melhor parte.
Acho que outro ponto forte é o amadurecimento da Glinda.
Além da reflexão sobre as pessoas muitas vezes preferirem acreditar numa mentira enfeitada do que numa verdade incomoda e complexa.
É uma ficção que dá pra ver na prática, mas quem deveria se tocar, talvez nunca consiga e seja só mais um que categoriza uma inocente como bruxa baseado em opiniões convenientes invés de fatos num efeito manada.
Um Dia de Fúria
3.9 942 Assista AgoraPoderia e talvez devesse também ser classificado como comédia, ainda que de humor ácido. A premissa é excelente, e o roteiro constrói um personagem cheio de camadas: nem bom, nem mau, apenas humano e profundamente falho.
O filme não minimiza o fato de que ele pode ser perigoso, tanto para si quanto para os outros, mas ainda assim cria uma empatia involuntária com o espectador, ao dar vazão àqueles sentimentos intrusivos que todos reprimimos algum dia.
Contatos Imediatos do Terceiro Grau
3.7 609 Assista AgoraTrilha sonora marcante do compositor John Williams, efeitos revolucionários para a época… mas não deu pra mim. E fiquei com aquela sensação de “onde é que eu já vi algo assim?”.
Obsessão beirando o fanatismo, "cidadão de bem" subindo montanha, traindo a esposa e/ou abandonando a família… só faltou uma oração em volta de um pneu (mas, até teve um culto sem esse objeto iconico). Steven Spielberg quase um profeta dos delírios da família tradicional brasileira, com sua imaginação masculina messiânica e aquela vibe eterna de “eu fui escolhido, o resto que se vire”.
É no mínimo criativa a versão do diretor do “pai de família que foi comprar cigarro e nunca mais voltou”. =D
Um Crime de Mestre
3.8 750Suspense bem atuado, sustentado sobretudo por Anthony Hopkins, que está impecável. O filme transforma a violência contra a mulher em mero gatilho para um jogo intelectual entre homens, enquanto a vítima permanece silenciada. Soma-se um furo jurídico grave: o marido, principal suspeito, tem poder para autorizar o desligamento dos aparelhos — eticamente e legalmente questionável. Há um esforço pontual de humanidade no promotor, mas a obra como um todo é fria, mais interessada em ser esperta do que em refletir sobre a gravidade do crime. E que final abrupto e anticlimax…
Hypnotic
2.6 207É um filme neutro, que distrai justamente por não ser longo. Não tem aquele clássico enchimento de linguiça e não tenta prolongar nada além do necessário.
Se desligar um pouco o bom senso, dá para curtir e até fazer um puxadinho de crítica em relação à misoginia. Eu já estava cansada de filmes que apostam em gaslighting como motor da trama e, felizmente, este aqui não segue por esse caminho, mesmo sendo raso.
Na Companhia do Medo
3.2 614Premissa forte, com uma protagonista potente, a Halle Berry segura o filme com facilidade, pena que o resultado escorrega feio. A violência excessiva é usada como choque, e a misoginia aparece quase naturalizada em meio ao tom sobrenatural da trama. O filme flerta com a ideia de denúncia, mas nunca se compromete de verdade com ela.
A relação do casal entra exatamente nesse pacote. A diferença de idade não é trabalhada, apenas existe, como se fosse neutra, assim como em Refém do Silêncio, mas aqui de modo ainda mais escancarado. Algo que só reforça um padrão recorrente do cinema, em que homens envelhecem “normalmente” enquanto mulheres precisam existir dentro de um limite aceitável de juventude.
No fim, sobra um thriller pesado e irregular, que confunde brutalidade com profundidade e acaba sendo mais desleixado do que provocador.
Refém do Silêncio
3.4 201 Assista AgoraO filme me agradou pelas atuações da Brittany Murphy e da atriz mirim, assim como pela dinâmica paternal, por parte do Michael Douglas, com as duas personagens.
Entretanto me senti incomodada com a diferença de idade de 15 anos entre o casal formado por Michael Douglas e Famke Janssen, sendo só um reforço da lógica da validade feminina no cinema, em que homens envelhecem sem questionamento enquanto mulheres são descartadas.
Enfim, só não é esquecível pela saudosa Brittany.
A Mulher na Cabine 10
2.8 192 Assista AgoraAssisti sem saber que a história entraria no gaslighting, o que me pegou de surpresa, mas nem tanto, porque o descrédito à protagonista surge com uma naturalidade desconfortável, o que faz pensar se roteiristas realmente gostam de ver mulheres sendo tratadas como loucas ou se esse recurso simplesmente passa por ser realista demais. A diferença aqui é que Laura não duvida de si mesma em nenhum momento, o que torna a experiência menos opressiva do que em outros filmes do gênero. Outro ponto alto é a ausência de rivalidade feminina, há apoio entre mulheres, especialmente no final. Ainda assim, o filme perde força na execução, com furos de roteiro e soluções convenientes que enfraquecem o suspense.
Portanto, o longa funcionou mais para mim por algumas ideias do que pela qualidade do conjunto.
Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
3.6 259 Assista AgoraKnives Out 3, para mim, foi menos surpreendente que o primeiro, menos previsível que o segundo, mas ainda assim um ótimo filme.
O padre é uma fofura, e eu amei a interação dele com o detetive. O primeiro respeita a falta de fé do segundo, que, por sua vez, respeita a devoção eclesiástica do primeiro. Essa troca é genuína, delicada e surpreendentemente madura.
O que mais chama atenção, além da própria investigação, são o roteiro e os diálogos. O primeiro encontro entre padre e detetive é facilmente o meu favorito do filme.
O desfecho é previsível, assim como o culpado, mas o roteiro é tão bem construído que isso não compromete a experiência. No fim, o filme entrega muito mais do que apenas o desvendar de um crime.
É uma obra criativa, envolvente, com excelentes atores, que se sustenta menos pelo mistério em si e mais pela inteligência com que é contada.
Os Ratos: Uma História de The Witcher
2.6 20O filme não é grande coisa de fato, mas mais rasos são esses homenzinhos mimizentos. Cruzes. Nunca decepcionam em decepcionar.