Assim, o filme é ruim, mas não é horrível. Dá pra distrair. Tem uns momentos de tensão interessantes. As atuações são razoavelmente boas e dá pra sentir que toda a equipe técnica, o roteiro e a direção se esforçam pelo menos. Teria dado nota 3 mas dei mais meia por esse esforço.
Fraco. Pra mim soou mais como uma exposição à carnificina e tem uma história esquisitíssima com cenas clichês de loucura que já cansamos de ver. O lado bom é que como ele não apareceu em Demolidor, pelo menos a gente pode ver ele aqui
Sempre fui fã de Matt Damon e tinha uma boa lembrança desse filme. Hoje ao revisitá-lo, continuei gostando do filme, especialmente das coreografias de lutas, perseguições e das habilidades de Bourne. No entanto, percebi que o filme é um pouco datado quanto aos efeitos sonoros e ao roteiro superficial. Ele soa muito mais como um primeiro episódio de uma série do que um filme em si. Ficamos sabendo da tal Treadstone, mas pouco se explora o caso no qual ele está envolvido. O final deixa um gosto um pouco amargo, mas ainda assim é um bom filme. Vale a pena ver o segundo pra completar a experiência
Um filme bem divertido inspirado na turnê do Led Zeppelin cujo jornalista Cameron Crowe, menor de idade na época (atual escritor e diretor desse filme) cobriu, resultando na primeira matéria da revista Rolling Stones sobre a banda. Minha única crítica vai um pouco para a duração. Poderia ter sido um pouquinho mais curta, talvez uns 15-20 minutos a menos, reduzindo ali a parte do meio do filme, mas foi minha experiência
Começa muito bem, é intrigante, tem uma fotografia primorosa, premissa sólida e personagens interessantes. Até o momento onde aparecem os facehuggers, ele se sustenta muito bem, mas depois daí vai caindo. É perceptível a mão pesada do roterista para forçar algumas situações
Sinceramente é extremamente dispensável e esquecível, apesar de ser legal ver Logan novamente nas telas. Roteiro genérico de Heroi Salva o Mundo com umas lutas que não representam perigo algum. Multiplicaram a regeneração de Deadpool e Wolverine por 200 aqui. Chega fica sem graça.
Infelizmente, não sei se pela crise dos roteiristas, os roteiros estão caindo muito de nível nos últimos anos. Fotografia e direção tem evoluído, mas as estórias estão ficando cada vez mais vazias e genéricas. Esse aqui é um exemplo que nem consegue ser um CTRL C CTRL V, porque perde para o primeiro em todos os aspectos
O primeiro filme começa bem, tem bons personagens, desperta curiosidade e no fim se perde, fica confuso e sem argumento. Este aqui começa já com essa confusão. Roteiro péssimo, direção péssima, montagem perdida, não dá pra entender nada do que tá acontecendo.
O que mais chama atenção na trilogia de Pasolini é a relação com o sexo e a sátira ao moralismo, especialmente através da traição e objetificação sexual, além das cores e figurino que retratam a época mercantilista. As críticas e as mini-estórias que se passam são interessantes em si, mas infelizmente o humor bobo, o desenvolvimento simplório e dublagem e mixagem precárias enfraquecem os seus filmes. Há também uma insistência na utilização de atores ruins, mas isso acaba fazendo parte do universo cômico dos filmes e não chega a prejudicar. Um Conto de Canterbury trás estórias interessantes, porém para um público muito específico que se diverte com estórias e produções toscas de humor bobo.
Segunda ou terceira vez que assisto, agora com conhecimento profundo de roteiro, e o filme se manteve no mesmo patamar, o que foi uma surpresa. Obra-prima com toda a certeza.
Quando eu era garoto, era fã de Jim Carey e de suas caretas. Hoje, obviamente acho mais bobo, mas continuando gostando dele como ator. É notável que em uma cena ou outra os diretores queriam extrair dele ecos do Máscara, até mesmo no figurino, caraterizacão, especialmente na cena que ele está no carro e revela tudo à esposa. Felizmente é algo pontual e que combina com o tom deste filme.
Em determinados pontos, o roteiro dá uma facilitada para o protagonista, mas por se tratar de uma comédia e também por não ser exatamente o foco do filme, a gente passa pano. No todo, é um filme excelente, leve, gostoso, mesmo pra quem já viu outras vezes
Assisti "Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" no cinema com 20 minutos de atraso e adorei. Ao ver o filme completo em casa, achei-o longo e frenético demais. O humor funcionou melhor nas telonas.
Os primeiros 20 minutos são descartáveis, com personagens e vilões irrelevantes, além de estragar a surpresa da aparição de Gwen. O ritmo acelerado do filme inteiro soa repetitivo, com muitas cenas de perseguição. Preferiria mais foco na história de Miles, seus problemas com os pais e sua relação com Gwen, que mereciam mais profundidade, com acontecimentos mais pesados.
P.S.: Queremos um spin-off do Homem Aranha Punk! Melhor personagem disparado.
Olha, sinceramente não sei o que as pessoas viram de bom nesse filme. Talvez por compararem aos fracassos dos anteriores? Não sei, mas achei esse aqui bem medíocre, amador, com um roteiro que até se esforça, mas é forçado. É isso, pra mim, o único ponto positivo é que os realizadores parecem ter se esforçado, o que não me faz odiar o filme. Dá pra assistir comendo pipoca e tal, mas confesso que na metade eu queria encerrar.
Comparando esse filme com a série, dá pra ver o quão superior ele é em todos os aspectos, exceto a fotografia. Aqui a estória é mais aprofundada, os argumentos fazem mais sentido. Apenas o final achei um pouco fácil demais. O roteirista poderia ter quebrado um pouco mais a cabeça pra criar uma solução melhor. No mais, é um ótimo filme. Aqui sim temos um verdadeiro TALENTOSO Ripley. Na série, é só um cara qualquer mesmo.
Filme intimista em um pano de fundo grandioso. Tomei cada susto no cinema e também dei boas risadas. A unica coisa que me incomodou foi a imunidade de certos personagens. Fora isso, adorei
Ambientação muito interessante, personagens cativantes e elenco de peso. Mas na real? Um filme desnecessariamente longo (não que tenha me cansado) para uma trama tão simples. É o tipo de filme "FBI resolve tudo" ou "Homens brancos dos EUA são o poder!". E em termos de roteiro, aqui Scorcese faz questão de emburrecer os personagens nativos para que os protagonistas vilões fossem os homens brancos e os mocinhos também fossem os homens brancos. Senti pouca força nos personagens nativos. Isso fez falta. No mais é um bom passatempo. Esperava mais por se tratar de Scorcese
Não gosto de reassistir filmes porque geralmente a experiência cai bastante, mas essa semana reassisti Titanic com visão analitica de roteiro e, cara, que filme! Mesmo analisando tecnicamente, pude me emocionar.
A obra como um todo é concisa, as diferentes áreas técnicas comunicam bem entre si. O ponto alto são as atuações e os personagens memoráveis. Saí do cinema muito satisfeito, mas minha companheira achou o filme chato. Pra você ver que não tem essa de "filme pra mulher". Porém como roteirista, eu entendo os pontos que faltam no filme para torná-lo mais palatável para o público em geral.
O principal deles é a estética em preto-e-branco que, no nosso caso, foi prejudicada pela falta de foco da projeção no cinema. O segundo é a falta de conflitos e desastres na trajetória de Bella, que consegue tudo muito facilmente sem punições. O terceiro são algumas inconsistências na personagem. No início, a gente vê ela tomando algumas atitudes baseadas na sua ingenuidade. Mais tarde, quando ela já deveria ter mais noção das coisas, ela repete alguns desses atos ingênuos, o que contradiz um pouco essa maturidade, evolução dela.
Apesar de tudo isso, o filme pode e deve ser encarado como uma espécie de Amelie Poulain surrealista, uma personagem que está em um universo surreal se aventurando de forma surreal.
Filme bem ok, água com açúcar. A pior decisão do filme pra mim foi colocar um ator muito com cara de galã, fortinho, usando uma peruca que não parecia Bob Marley, uma voz muito grossa pra ser Bob e uma performance não de alguém determinado, mas de alguém que parecia estar meio perdido, meio inocente. Não me convenceu. Porém... O filme faz um apunhado de alguns pontos relevantes da vida dele. Não acho que tenha sido o melhor recorte, pois a gente pega o bonde andando, não sabemos da raiz das motivações dele, a relação inicial com a música, nada disso. Enfim, como disse, um filme ok.
Roteiro bem mais ou menoszinho. Até para um filme infantil, este aqui é bastante infantil. O roteirista escolheu um cavaleiro como protagonista, o que acabou sendo uma péssima escolha, pois Nimona é a verdadeira protagonista da estória. Ela não precisava dele pra quase nada nesse filme. Os personagem, exceto Nimona, são altamente dispensáveis e irritantes. E olha que ela é basicamente uma cópia de Jinx, personagem de League of Legends (ou Arcane, pra quem assistiu a série).
Gostei mais da primeira vez que assisti. Havia me encantado especialmente com a montagem e roteiro, que alternava entre as cenas da prisão e da liberdade. Porém dessa vez alguns problemas de roteiro e de atuação já me incomodaram mais.
Não fez sentido ele envenenar o feijão e garantir que somente Bujiú iria comer, sendo que isso naõ foi apresentado em momento algum no filme. Foi uma solução fácil demais. E a inclusão do vocalista dos Titãs estragou minha experiência, assim como o casal gay extremamente estereotipado e com péssimas falas e atuações. Eles não tinham função, estavam ali para "serem gays".
Sabe o que é realmente bom no filme? O figurino. O resto deixa muito a desejar. Lembro de ficar babando com os figurinos e o quão Joaquim Phoenix ficou idêntico ao personagem.
No entanto, o roteiro traz à tona algumas questões que simplesmente joga fora em seguida, como ao mencionar a relação de Napoleão com a mãe ser aparemente uma questão difícil para ele, mas em momento algum a explora, ou quando o filme inteiro martela que ele precisa gerar um herdeiro para que, depois de ele finalmente conseguir, esquecê-lo na fila do pão.
Resumindo, o roteiro mostra um Napoleão superficial, afasta o público de sentir qualquer empatia por qualquer personagem, apresenta um filme consideravelmente frio e monótono especialmente a partir de sua segunda metade. Não sentimos nada pelos soldados, pelas pessoas na França, pelos personagens. Até mesmo a direção faz questão de nos afastar de qualquer relação humana ao escolher pontos de vista mais distantes dos personagens, ângulos abertos. Faria sentido mostrar que Napoleão é alguém frio, mas essa frieza se estende para todos os outros, inclusive para os inimigos. Então nós como espectadores também nos distanciamos e não ligamos se alguém morre ou não. A montagem e a fotografia também contribuem negativamente ao oferecerem cortes inapropriados dos acontecimentos e mostrarem imagens sempre dessaturadas, frias.
Por fim, Napoleão é um filme que tinha um grande potencial, mas foi resumido a uma estória fria e superficial dessa figura e sua relação com uma mulher e com a guerra. No entanto, não é um filme ruim, é mediano.
A Última Casa
2.6 384 Assista AgoraAssim, o filme é ruim, mas não é horrível. Dá pra distrair. Tem uns momentos de tensão interessantes. As atuações são razoavelmente boas e dá pra sentir que toda a equipe técnica, o roteiro e a direção se esforçam pelo menos. Teria dado nota 3 mas dei mais meia por esse esforço.
A Odisseia
4.2 583Uma ótima experiência cinematográfica, mas com atuações ok e um final forçado e preguiçoso
O Justiceiro: Uma Última Morte
3.5 117 Assista AgoraFraco. Pra mim soou mais como uma exposição à carnificina e tem uma história esquisitíssima com cenas clichês de loucura que já cansamos de ver. O lado bom é que como ele não apareceu em Demolidor, pelo menos a gente pode ver ele aqui
A Identidade Bourne
3.8 571 Assista AgoraSempre fui fã de Matt Damon e tinha uma boa lembrança desse filme. Hoje ao revisitá-lo, continuei gostando do filme, especialmente das coreografias de lutas, perseguições e das habilidades de Bourne. No entanto, percebi que o filme é um pouco datado quanto aos efeitos sonoros e ao roteiro superficial. Ele soa muito mais como um primeiro episódio de uma série do que um filme em si. Ficamos sabendo da tal Treadstone, mas pouco se explora o caso no qual ele está envolvido. O final deixa um gosto um pouco amargo, mas ainda assim é um bom filme. Vale a pena ver o segundo pra completar a experiência
Anora
3.4 1,2K Assista AgoraTortura de filme. Totalmente roubado ter ganhado qualquer oscar.
Quase Famosos
4.1 1,4K Assista AgoraUm filme bem divertido inspirado na turnê do Led Zeppelin cujo jornalista Cameron Crowe, menor de idade na época (atual escritor e diretor desse filme) cobriu, resultando na primeira matéria da revista Rolling Stones sobre a banda. Minha única crítica vai um pouco para a duração. Poderia ter sido um pouquinho mais curta, talvez uns 15-20 minutos a menos, reduzindo ali a parte do meio do filme, mas foi minha experiência
Alien: Romulus
3.7 769 Assista AgoraComeça muito bem, é intrigante, tem uma fotografia primorosa, premissa sólida e personagens interessantes. Até o momento onde aparecem os facehuggers, ele se sustenta muito bem, mas depois daí vai caindo. É perceptível a mão pesada do roterista para forçar algumas situações
Deadpool & Wolverine
3.7 931 Assista AgoraSinceramente é extremamente dispensável e esquecível, apesar de ser legal ver Logan novamente nas telas. Roteiro genérico de Heroi Salva o Mundo com umas lutas que não representam perigo algum. Multiplicaram a regeneração de Deadpool e Wolverine por 200 aqui. Chega fica sem graça.
Gladiador II
3.3 586 Assista AgoraGostei de ver Pedro Pascal, muito carismático como sempre. De resto, é só um passatempo.
Gladiador II
3.3 586 Assista AgoraInfelizmente, não sei se pela crise dos roteiristas, os roteiros estão caindo muito de nível nos últimos anos. Fotografia e direção tem evoluído, mas as estórias estão ficando cada vez mais vazias e genéricas. Esse aqui é um exemplo que nem consegue ser um CTRL C CTRL V, porque perde para o primeiro em todos os aspectos
O Poço 2
2.4 345 Assista AgoraO primeiro filme começa bem, tem bons personagens, desperta curiosidade e no fim se perde, fica confuso e sem argumento. Este aqui começa já com essa confusão. Roteiro péssimo, direção péssima, montagem perdida, não dá pra entender nada do que tá acontecendo.
Os Contos de Canterbury
3.7 59O que mais chama atenção na trilogia de Pasolini é a relação com o sexo e a sátira ao moralismo, especialmente através da traição e objetificação sexual, além das cores e figurino que retratam a época mercantilista. As críticas e as mini-estórias que se passam são interessantes em si, mas infelizmente o humor bobo, o desenvolvimento simplório e dublagem e mixagem precárias enfraquecem os seus filmes. Há também uma insistência na utilização de atores ruins, mas isso acaba fazendo parte do universo cômico dos filmes e não chega a prejudicar. Um Conto de Canterbury trás estórias interessantes, porém para um público muito específico que se diverte com estórias e produções toscas de humor bobo.
O Show de Truman
4.2 2,7K Assista AgoraSegunda ou terceira vez que assisto, agora com conhecimento profundo de roteiro, e o filme se manteve no mesmo patamar, o que foi uma surpresa. Obra-prima com toda a certeza.
Quando eu era garoto, era fã de Jim Carey e de suas caretas. Hoje, obviamente acho mais bobo, mas continuando gostando dele como ator. É notável que em uma cena ou outra os diretores queriam extrair dele ecos do Máscara, até mesmo no figurino, caraterizacão, especialmente na cena que ele está no carro e revela tudo à esposa. Felizmente é algo pontual e que combina com o tom deste filme.
Em determinados pontos, o roteiro dá uma facilitada para o protagonista, mas por se tratar de uma comédia e também por não ser exatamente o foco do filme, a gente passa pano. No todo, é um filme excelente, leve, gostoso, mesmo pra quem já viu outras vezes
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso
4.3 564 Assista AgoraAssisti "Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" no cinema com 20 minutos de atraso e adorei. Ao ver o filme completo em casa, achei-o longo e frenético demais. O humor funcionou melhor nas telonas.
Os primeiros 20 minutos são descartáveis, com personagens e vilões irrelevantes, além de estragar a surpresa da aparição de Gwen. O ritmo acelerado do filme inteiro soa repetitivo, com muitas cenas de perseguição. Preferiria mais foco na história de Miles, seus problemas com os pais e sua relação com Gwen, que mereciam mais profundidade, com acontecimentos mais pesados.
P.S.: Queremos um spin-off do Homem Aranha Punk! Melhor personagem disparado.
Godzilla: Minus One
4.0 572Olha, sinceramente não sei o que as pessoas viram de bom nesse filme. Talvez por compararem aos fracassos dos anteriores? Não sei, mas achei esse aqui bem medíocre, amador, com um roteiro que até se esforça, mas é forçado. É isso, pra mim, o único ponto positivo é que os realizadores parecem ter se esforçado, o que não me faz odiar o filme. Dá pra assistir comendo pipoca e tal, mas confesso que na metade eu queria encerrar.
O Talentoso Ripley
3.8 683Comparando esse filme com a série, dá pra ver o quão superior ele é em todos os aspectos, exceto a fotografia. Aqui a estória é mais aprofundada, os argumentos fazem mais sentido. Apenas o final achei um pouco fácil demais. O roteirista poderia ter quebrado um pouco mais a cabeça pra criar uma solução melhor. No mais, é um ótimo filme. Aqui sim temos um verdadeiro TALENTOSO Ripley. Na série, é só um cara qualquer mesmo.
Guerra Civil
3.5 656 Assista AgoraFilme intimista em um pano de fundo grandioso. Tomei cada susto no cinema e também dei boas risadas. A unica coisa que me incomodou foi a imunidade de certos personagens. Fora isso, adorei
Assassinos da Lua das Flores
4.0 668 Assista AgoraAmbientação muito interessante, personagens cativantes e elenco de peso. Mas na real? Um filme desnecessariamente longo (não que tenha me cansado) para uma trama tão simples. É o tipo de filme "FBI resolve tudo" ou "Homens brancos dos EUA são o poder!". E em termos de roteiro, aqui Scorcese faz questão de emburrecer os personagens nativos para que os protagonistas vilões fossem os homens brancos e os mocinhos também fossem os homens brancos. Senti pouca força nos personagens nativos. Isso fez falta. No mais é um bom passatempo. Esperava mais por se tratar de Scorcese
Titanic
4.0 4,6K Assista AgoraNão gosto de reassistir filmes porque geralmente a experiência cai bastante, mas essa semana reassisti Titanic com visão analitica de roteiro e, cara, que filme! Mesmo analisando tecnicamente, pude me emocionar.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraA obra como um todo é concisa, as diferentes áreas técnicas comunicam bem entre si. O ponto alto são as atuações e os personagens memoráveis. Saí do cinema muito satisfeito, mas minha companheira achou o filme chato. Pra você ver que não tem essa de "filme pra mulher". Porém como roteirista, eu entendo os pontos que faltam no filme para torná-lo mais palatável para o público em geral.
O principal deles é a estética em preto-e-branco que, no nosso caso, foi prejudicada pela falta de foco da projeção no cinema. O segundo é a falta de conflitos e desastres na trajetória de Bella, que consegue tudo muito facilmente sem punições. O terceiro são algumas inconsistências na personagem. No início, a gente vê ela tomando algumas atitudes baseadas na sua ingenuidade. Mais tarde, quando ela já deveria ter mais noção das coisas, ela repete alguns desses atos ingênuos, o que contradiz um pouco essa maturidade, evolução dela.
Apesar de tudo isso, o filme pode e deve ser encarado como uma espécie de Amelie Poulain surrealista, uma personagem que está em um universo surreal se aventurando de forma surreal.
Bob Marley: One Love
3.1 197Filme bem ok, água com açúcar. A pior decisão do filme pra mim foi colocar um ator muito com cara de galã, fortinho, usando uma peruca que não parecia Bob Marley, uma voz muito grossa pra ser Bob e uma performance não de alguém determinado, mas de alguém que parecia estar meio perdido, meio inocente. Não me convenceu. Porém... O filme faz um apunhado de alguns pontos relevantes da vida dele. Não acho que tenha sido o melhor recorte, pois a gente pega o bonde andando, não sabemos da raiz das motivações dele, a relação inicial com a música, nada disso. Enfim, como disse, um filme ok.
Nimona
4.1 247 Assista AgoraRoteiro bem mais ou menoszinho. Até para um filme infantil, este aqui é bastante infantil. O roteirista escolheu um cavaleiro como protagonista, o que acabou sendo uma péssima escolha, pois Nimona é a verdadeira protagonista da estória. Ela não precisava dele pra quase nada nesse filme. Os personagem, exceto Nimona, são altamente dispensáveis e irritantes. E olha que ela é basicamente uma cópia de Jinx, personagem de League of Legends (ou Arcane, pra quem assistiu a série).
Estômago
4.2 1,7K Assista AgoraGostei mais da primeira vez que assisti. Havia me encantado especialmente com a montagem e roteiro, que alternava entre as cenas da prisão e da liberdade. Porém dessa vez alguns problemas de roteiro e de atuação já me incomodaram mais.
Não fez sentido ele envenenar o feijão e garantir que somente Bujiú iria comer, sendo que isso naõ foi apresentado em momento algum no filme. Foi uma solução fácil demais. E a inclusão do vocalista dos Titãs estragou minha experiência, assim como o casal gay extremamente estereotipado e com péssimas falas e atuações. Eles não tinham função, estavam ali para "serem gays".
Napoleão
3.1 373 Assista AgoraSabe o que é realmente bom no filme? O figurino. O resto deixa muito a desejar. Lembro de ficar babando com os figurinos e o quão Joaquim Phoenix ficou idêntico ao personagem.
No entanto, o roteiro traz à tona algumas questões que simplesmente joga fora em seguida, como ao mencionar a relação de Napoleão com a mãe ser aparemente uma questão difícil para ele, mas em momento algum a explora, ou quando o filme inteiro martela que ele precisa gerar um herdeiro para que, depois de ele finalmente conseguir, esquecê-lo na fila do pão.
Resumindo, o roteiro mostra um Napoleão superficial, afasta o público de sentir qualquer empatia por qualquer personagem, apresenta um filme consideravelmente frio e monótono especialmente a partir de sua segunda metade. Não sentimos nada pelos soldados, pelas pessoas na França, pelos personagens. Até mesmo a direção faz questão de nos afastar de qualquer relação humana ao escolher pontos de vista mais distantes dos personagens, ângulos abertos. Faria sentido mostrar que Napoleão é alguém frio, mas essa frieza se estende para todos os outros, inclusive para os inimigos. Então nós como espectadores também nos distanciamos e não ligamos se alguém morre ou não. A montagem e a fotografia também contribuem negativamente ao oferecerem cortes inapropriados dos acontecimentos e mostrarem imagens sempre dessaturadas, frias.
Por fim, Napoleão é um filme que tinha um grande potencial, mas foi resumido a uma estória fria e superficial dessa figura e sua relação com uma mulher e com a guerra. No entanto, não é um filme ruim, é mediano.