Upgraded mostra como uma pequena mentira, que parece inofensiva no início, pode ganhar proporções cada vez maiores e sair do controle. A protagonista não parece agir por maldade, mas acaba presa numa situação que ela mesma criou e que fica cada vez mais difícil de sustentar. O filme até poderia explorar melhor esse conflito e as consequências de suas escolhas, mas prefere resolver tudo de maneira conveniente. No fim, o que poderia render uma reflexão interessante sobre nossas inseguranças e a dificuldade de admitir os próprios erros acaba virando só mais uma comédia romântica genérica e esquecível.
Depois de ler tantas críticas positivas, comecei com uma expectativa alta, e o filme até demora um pouco para engrenar. Mas, aos poucos, encontra seu tom e cresce, resgatando o humor absurdo dos Looney Tunes sem perder o carinho e a simplicidade dos desenhos clássicos. A nostalgia funciona, mas há também uma história simpática sobre perseverança, justiça e a luta do pequeno contra uma corporação que acha que pode tudo. O Coiote, finalmente, ganha o protagonismo que merece, e é impossível não torcer por ele. Não chega a ser tudo isso que a empolgação em torno do filme prometia, mas é uma surpresa agradável, com mais coração do que eu esperava. E, depois de tantas tentativas frustradas, finalmente o Coiote ganhou uma. Bip bip!
"Eleanor, the Great" é um filme agridoce, daqueles que conseguem falar de luto com delicadeza, sem transformar tudo em drama pesado. A história mistura humor, solidão, memória e culpa de uma maneira bastante humana, mostrando como cada pessoa encontra seu próprio jeito de lidar com a perda. Na minha opiniao, o grande destaque é June Squibb, impressionante aos 95 anos, entregando uma atuação cheia de humor, fragilidade e verdade. É bonito e, ao mesmo tempo, melancólico vê-la em cena, quase como uma lição de vida sobre envelhecer, perder pessoas e continuar encontrando motivos para seguir. Scarlett Johansson faz uma estreia segura na direção, sem querer chamar mais atenção do que a própria história. Não é um filme perfeito, mas tem uma sinceridade e uma doçura que são raras em filmes nos dias de hoje.
"Practical Magic" é uma mistura curiosa de romance, fantasia, comédia e um toque de suspense, sem se preocupar muito em caber em um gênero específico. Sandra Bullock e Nicole Kidman têm uma química ótima como irmãs, e é justamente essa relação que dá coração à história. O romance, por outro lado, é bem mais convencional e nem sempre convence, funcionando mais como complemento do que como força narrativa. Ainda assim, a atmosfera aconchegante, as tias carismáticas e a trilha sonora ajudam a comprar a proposta, um filme para entrar no clima e não levar tão a sério. Revi por causa da continuação, que, sinceramente, me parece completamente desnecessária.
"Justiceiras" é uma comédia adolescente estilosa e bastante consciente das referências que carrega. Não sou exatamente o público-alvo desse tipo de filme, mas dá para reconhecer que ele funciona bem dentro da proposta. Mistura *Mean Girls*, *Cruel Intentions* e outros clássicos do gênero, com boa química entre Camila Mendes e Maya Hawke e uma trama que mantém o interesse graças às reviravoltas. O problema é que o filme parece querer ser mais ácido e subversivo do que realmente é, especialmente quando começa a aprofundar seus personagens. A estética é caprichada, o ritmo funciona e há boas tiradas, mas tudo é um pouco calculado demais e algumas situações passam do limite do plausível. Ainda assim, é um entretenimento leve, divertido e melhor construído do que a média das produções adolescentes da Netflix.
Jurassic Park III é o mais simples dos três, mas também o mais eficiente depois do original. O roteiro é apenas uma desculpa para voltar à ilha, e o filme não tenta esconder isso. Depois do exagero de The Lost World, a opção por uma aventura mais enxuta, direta e com ritmo acelerado funciona a seu favor. Há menos preocupação em construir uma grande história e mais interesse em criar situações de perigo e boas sequências de ação. O elenco coadjuvante não ajuda muito e alguns personagens só fazem número, mas Sam Neill dá ao filme uma presença que faz diferença, com um quê de Indiana Jones. Não tem a inventividade nem a atmosfera do primeiro, mas entrega exatamente o que promete: uma aventura descomplicada e um entretenimento sólido.
"The End of Oak Street" é uma aventura bem divertida e que, apesar de beber claramente na fonte de "Jurassic Park", consegue encontrar sua própria identidade. Os dinossauros são muito bem feitos e o filme cria uma boa tensão ao colocá-los em um ambiente tão cotidiano, transformando a vizinhança em um inesperado campo de sobrevivência. O roteiro tem algumas decisões questionáveis e exige uma boa dose de suspensão de descrença, mas a aventura funciona justamente por não tentar ser mais do que é. Um filme de dinossauros à moda antiga, com suspense, diversão e aquele prazer de ver criaturas gigantes causando o caos. Valeu meu tempo.
Não é um filme memorável, mas "Affection" é uma interessante surpresa dentro do gênero sci-fi/horror. A premissa é boa e o filme constrói uma tensão constante, apostando mais na atmosfera e no suspense psicológico do que em sustos fáceis. Jessica Rothe está bem e realmente se entrega ao papel, uma pena que ela ainda não tenha encontrado muitos trabalhos relevantes na carreira. O roteiro tem algumas conveniências e furos evidentes, mas a ideia é interessante o suficiente para sustentar o filme até um desfecho que funciona. Não é imperdível, mas vale uma conferida, principalmente para quem gosta de ficção científica com uma pegada mais sombria e psicológica.
"Conforme a Música" não inventa absolutamente nada: competição, amizade, rivalidade, conflitos familiares e aquela inevitável superação no final. A história é previsível e, em alguns momentos, parece um "A Escolha Perfeita" versão Bollywood, só que sem aquele repertório de músicas pop chiclete. Ainda assim, o filme funciona bem como entretenimento, principalmente pelas coreografias e pela química entre as protagonistas, que acabam sendo mais interessantes do que a própria competição. Não é um filme para procurar grandes surpresas ou profundidade, mas é leve, simpático e passa rápido. Certamente não vai agradar a todos, mas para quem curte esse tipo de produção, pode valer uma conferida.
É difícil assistir a "Just One of the Guys" hoje sem sentir um pouco de nostalgia dos anos 80. A ideia de uma garota se passar por garoto para provar que é levada menos a sério por ser mulher tinha potencial para render uma boa comédia sobre sexismo, mas o filme prefere ficar nas situações constrangedoras e nas piadas adolescentes. A bela Joyce Hyser até convence como garoto, e algumas cenas continuam engraçadas, mas tudo é muito superficial e caricato. Ainda assim, tem aquele charme meio tosco das comédias adolescentes da época, e talvez seja justamente isso que faça o filme funcionar melhor hoje como cápsula do tempo de uma década do que como comédia propriamente dita.
Fui mais pelo elenco e, sinceramente, esperava uma bomba. Não chega a ser o desastre que imaginei, embora passe longe de ser um grande filme. "O Último Grande Assalto" é uma mistura de crime, comédia e ação bastante convencional, cheia de clichês, coincidências e algumas escolhas absurdas, mas tem ritmo suficiente para não deixar a coisa desandar. Russell Crowe está naquele modo canastrão que, curiosamente, funciona bem aqui: carismático, meio debochado e claramente se divertindo com o papel. Não há muita novidade ou profundidade, mas, como entretenimento despretensioso, entregou mais do que eu esperava.
Foi uma boa surpresa para mim. "About Last Night..." não está entre os grandes clássicos dos anos 80, mas encontrei aqui um romance simples, bonito e muito humano. Demi Moore está encantadora, com aquela beleza quase impossível dos anos 80, o charme e a voz rouca que dão à personagem uma vulnerabilidade especial. Ela e Rob Lowe têm muita química, e o filme acerta ao mostrar como a paixão pode ser intensa no começo, mas a convivência traz inseguranças, expectativas e frustrações que o desejo não resolve. James Belushi me incomodou, sempre exagerado e parecendo estar em outro filme. No fim, fiquei com aquela sensação rara de ter assistido a uma história de amor imperfeita, mas verdadeira. Vale a viagem no tempo.
A premissa de "The Radleys" é muito boa: uma família de vampiros que decidiu renunciar ao sangue humano e viver como uma família comum. Pena que o filme desperdice quase todo esse potencial, se perdendo entre drama familiar, romance e questões de identidade sem conseguir desenvolver nada de forma convincente. O roteiro recorre a facilidades, cria conflitos pouco naturais e apresenta personagens mal construídos, além de deixar várias situações importantes sem o desenvolvimento necessário. A ideia de explorar a repressão dos instintos poderia render um ótimo filme, mas a execução é superficial e desajeitada. No fim, uma premissa interessante acaba transformada em um filme medíocre e frustrante.
Não chega perto do impacto do primeiro, mas The Lost World continua sendo um bom filme de aventura. Spielberg aumenta a dose de ação, dinossauros e efeitos especiais, mas perde justamente o senso de descoberta e a tensão que faziam Jurassic Park ser tão especial. Gosto da ideia de colocar os humanos como verdadeiros predadores, explorando os animais por dinheiro, embora o roteiro nem sempre desenvolva isso bem. Jeff Goldblum sustenta o filme com o sarcasmo de Ian Malcolm e algumas sequências, como a dos trailers no precipício, continuam ótimas. O último ato em San Diego é exagerado e quase parece pertencer a outro filme. Inferior ao original, sem dúvida, mas ainda assim uma aventura bastante sólida, com bons momentos de suspense, ação e claro, muitos dinossauros.
Para mim, Jurassic Park é o filme definitivo sobre dinossauros. Foi aquele momento em que a chave virou e o que antes parecia impossível passou a estar diante dos nossos olhos, com um nível de tecnologia impressionante para 1993 e que, mais de 30 anos depois, ainda impressiona. Os efeitos, a trilha de John Williams e o uso magistral do som continuam funcionando, mas são mesmo as cenas clássicas com o T-Rex e os velociraptores que ficaram gravadas na memória. Spielberg em sua essência, misturando aventura, suspense, encantamento e aquele senso de espetáculo que poucos sabem fazer tão bem. Um filme que não apenas envelheceu bem, mas ajudou a definir o cinema de aventura das décadas seguintes.
Mais uma comédia adolescente cheia dos mesmos clichês de sempre, previsível e com algumas situações que já vimos várias vezes. Ainda assim, é leve, divertida e tem alguns momentos que funcionam justamente por não tentar ser tão escrachada quanto outras do gênero. Por trás de toda a confusão existe uma ideia simpática sobre se arriscar, sair da zona de conforto e finalmente fazer aquilo que, durante anos, você só imaginou fazer. Para mim, porém, quem realmente sustenta o filme é Hayden Panettiere, no auge da beleza e da juventude, com uma presença que dá à personagem uma graça que o roteiro nem sempre consegue acompanhar. No fim, o filme vale também como uma simpática cápsula daquela época e, principalmente, como lembrança de uma Hayden que merecia ter brilhado muito mais.
"Cape Fear" começa bem, principalmente pela atmosfera e pela tensão psicológica que vai sendo construída em torno da família. Javier Bardem faz um bom trabalho como Max Cady, mas, para mim, está longe de ser o suficiente para carregar a série sozinho. O problema aparece quando a trama começa a depender cada vez mais de coincidências, conveniências e decisões absurdamente questionáveis dos personagens. Em vários momentos, fica difícil acreditar que pessoas adultas e experientes simplesmente não percebam o que está acontecendo diante delas. A história até consegue ser envolvente, mas chega uma hora em que tantas facilidades e simplificações de roteiro começam a ficar difíceis de engolir. Quando o roteiro força demais as situações para fazer a história avançar, a tensão acaba dando lugar à incredulidade. Admito que fiquei meio decepcionado, principalmente que se compara ao filme da década de 90 com De Niro.
"The Highest Stakes" parte de uma premissa interessante e tem algumas boas ideias, mas parece um daqueles filmes que ficaram bem abaixo do que poderiam ter sido. A sensação é de que falta alguma coisa no desenvolvimento, como se a história tivesse potencial para ser muito mais envolvente do que acaba sendo. Um elenco mais forte e uma direção mais segura talvez conseguissem transformar essas ideias em algo realmente marcante. Do jeito que ficou, é um filme curioso, com alguns bons momentos, mas que provavelmente vai passar despercebido no meio do catálogo dos streamings. Uma pena, porque dava para tirar bem mais daqui.
"O Convite" parte de uma situação que parece feita para uma comédia sexual meio provocadora, mas aos poucos revela um filme bem mais interessante sobre desgaste, desejo e relacionamentos que foram ficando pelo caminho. Os diálogos são afiados e Edward Norton, Penélope Cruz e Olivia Wilde estão muito bem, cada um encontrando um tom diferente para seus personagens. Já Seth Rogen, de quem gosto bastante e provavelmente já assisti quase tudo, me incomodou mais: ele parece preso à mesma persona de sempre e não consegue entregar a carga dramática que o filme pede, destoando bastante do restante do elenco. Pelo hype, esperava aquele "uau" que o filme nunca entrega. Não é ruim nem tedioso, longe disso, mas ficou aquém das minhas expectativas.
"72 Horas" é uma comédia que claramente bebe de "Se Beber, Não Case!", mas aqui a ressaca é bem maior que a diversão. A premissa é absurda e poderia render muito mais, mas o roteiro demora a engrenar e parece sempre estar um passo atrás da própria ideia. Kevin Hart segura boa parte do filme no carisma, enquanto Marcello Hernández consegue roubar algumas cenas, mas os personagens jovens são tão rasos que parecem estar ali apenas para completar a bagunça. Tem algumas boas risadas no caminho, mas no fim fica aquela sensação de que pegaram a fórmula de uma boa comédia e esqueceram de colocar a graça dentro dela.
"The Last Sunrise" é aquele romance que a gente já sabe mais ou menos onde vai chegar, mas que ainda consegue ser agradável pelo caminho. A história é previsível, mas funciona dentro da proposta, e a química do casal ajuda a deixar a relação convincente. O problema são algumas subtramas mal desenvolvidas, que poderiam dar mais profundidade aos personagens.
As paisagens bonitas também ajudam, e o filme tem alguns bons momentos e consegue emocionar aqui e ali. O problema é que, conforme a história avança, fica cada vez mais fácil prever o que vai acontecer. Cheguei à última cena já sabendo exatamente qual seria a última frase. No fim, é simpático e fácil de assistir, mas acaba sendo mais um drama adolescente com doença no meio, sem fugir muito do que já vimos outras vezes.
Uma ideia até interessante, enterrada sob uma avalanche de exageros, violência gratuita e humor que raramente funciona. Guns Akimbo parece o tempo todo preocupado em provar o quanto é insano, irreverente e “cool”, mas acaba sendo apenas barulhento e cansativo. Daniel Radcliffe se entrega ao papel, mas nem ele consegue salvar personagens rasos, situações absurdas e um roteiro que confunde crítica social com provocação adolescente. No fim, sobra muito estilo, pouca inteligência e quase nada que faça valer seus intermináveis 97 minutos.
Não esperava muito de Blue Moon e acabei encontrando um filme muito melhor do que imaginava. É um retrato melancólico de um homem talentoso, solitário e amargurado, que percebe que seu tempo está ficando para trás. O roteiro é excelente, repleto de diálogos afiados, com doses equilibradas de humor e tristeza, enquanto Ethan Hawke entrega uma atuação extraordinária, daquelas que praticamente carregam o filme inteiro. Talvez seja uma obra pequena e um tanto teatral, mas há algo de genuinamente triste e humano nessa noite em que Lorenz Hart tenta, entre bebidas, ressentimentos e algumas ilusões, lidar com a sensação de que sua carreira já começa a pertencer ao passado. Vale uma conferida.
Um filme charmoso na aparência, mas bem mais limitado quando se olha para o que tem a contar. A ambientação dos anos 1950 e os figurinos são ótimos, e o elenco faz o possível com personagens que mereciam mais desenvolvimento. A história tenta abordar mudanças sociais, relações e conflitos pessoais, mas tudo acontece de maneira superficial e apressada. É agradável de assistir, mas falta densidade, ritmo e um pouco mais de personalidade para transformar uma boa ideia em algo realmente interessante.
Upgrade: As Cores do Amor
2.8 93 Assista AgoraUpgraded mostra como uma pequena mentira, que parece inofensiva no início, pode ganhar proporções cada vez maiores e sair do controle. A protagonista não parece agir por maldade, mas acaba presa numa situação que ela mesma criou e que fica cada vez mais difícil de sustentar. O filme até poderia explorar melhor esse conflito e as consequências de suas escolhas, mas prefere resolver tudo de maneira conveniente. No fim, o que poderia render uma reflexão interessante sobre nossas inseguranças e a dificuldade de admitir os próprios erros acaba virando só mais uma comédia romântica genérica e esquecível.
Coyote vs. Acme
3.7 96Depois de ler tantas críticas positivas, comecei com uma expectativa alta, e o filme até demora um pouco para engrenar. Mas, aos poucos, encontra seu tom e cresce, resgatando o humor absurdo dos Looney Tunes sem perder o carinho e a simplicidade dos desenhos clássicos. A nostalgia funciona, mas há também uma história simpática sobre perseverança, justiça e a luta do pequeno contra uma corporação que acha que pode tudo. O Coiote, finalmente, ganha o protagonismo que merece, e é impossível não torcer por ele. Não chega a ser tudo isso que a empolgação em torno do filme prometia, mas é uma surpresa agradável, com mais coração do que eu esperava. E, depois de tantas tentativas frustradas, finalmente o Coiote ganhou uma. Bip bip!
A Incrível Eleanor
3.4 21 Assista Agora"Eleanor, the Great" é um filme agridoce, daqueles que conseguem falar de luto com delicadeza, sem transformar tudo em drama pesado. A história mistura humor, solidão, memória e culpa de uma maneira bastante humana, mostrando como cada pessoa encontra seu próprio jeito de lidar com a perda. Na minha opiniao, o grande destaque é June Squibb, impressionante aos 95 anos, entregando uma atuação cheia de humor, fragilidade e verdade. É bonito e, ao mesmo tempo, melancólico vê-la em cena, quase como uma lição de vida sobre envelhecer, perder pessoas e continuar encontrando motivos para seguir. Scarlett Johansson faz uma estreia segura na direção, sem querer chamar mais atenção do que a própria história. Não é um filme perfeito, mas tem uma sinceridade e uma doçura que são raras em filmes nos dias de hoje.
Da Magia à Sedução
3.6 797 Assista Agora"Practical Magic" é uma mistura curiosa de romance, fantasia, comédia e um toque de suspense, sem se preocupar muito em caber em um gênero específico. Sandra Bullock e Nicole Kidman têm uma química ótima como irmãs, e é justamente essa relação que dá coração à história. O romance, por outro lado, é bem mais convencional e nem sempre convence, funcionando mais como complemento do que como força narrativa. Ainda assim, a atmosfera aconchegante, as tias carismáticas e a trilha sonora ajudam a comprar a proposta, um filme para entrar no clima e não levar tão a sério. Revi por causa da continuação, que, sinceramente, me parece completamente desnecessária.
Justiceiras
3.2 210 Assista Agora"Justiceiras" é uma comédia adolescente estilosa e bastante consciente das referências que carrega. Não sou exatamente o público-alvo desse tipo de filme, mas dá para reconhecer que ele funciona bem dentro da proposta. Mistura *Mean Girls*, *Cruel Intentions* e outros clássicos do gênero, com boa química entre Camila Mendes e Maya Hawke e uma trama que mantém o interesse graças às reviravoltas. O problema é que o filme parece querer ser mais ácido e subversivo do que realmente é, especialmente quando começa a aprofundar seus personagens. A estética é caprichada, o ritmo funciona e há boas tiradas, mas tudo é um pouco calculado demais e algumas situações passam do limite do plausível. Ainda assim, é um entretenimento leve, divertido e melhor construído do que a média das produções adolescentes da Netflix.
Jurassic Park III
3.1 509 Assista AgoraJurassic Park III é o mais simples dos três, mas também o mais eficiente depois do original. O roteiro é apenas uma desculpa para voltar à ilha, e o filme não tenta esconder isso. Depois do exagero de The Lost World, a opção por uma aventura mais enxuta, direta e com ritmo acelerado funciona a seu favor. Há menos preocupação em construir uma grande história e mais interesse em criar situações de perigo e boas sequências de ação. O elenco coadjuvante não ajuda muito e alguns personagens só fazem número, mas Sam Neill dá ao filme uma presença que faz diferença, com um quê de Indiana Jones. Não tem a inventividade nem a atmosfera do primeiro, mas entrega exatamente o que promete: uma aventura descomplicada e um entretenimento sólido.
O Fim da Rua
3.0 302 Assista Agora"The End of Oak Street" é uma aventura bem divertida e que, apesar de beber claramente na fonte de "Jurassic Park", consegue encontrar sua própria identidade. Os dinossauros são muito bem feitos e o filme cria uma boa tensão ao colocá-los em um ambiente tão cotidiano, transformando a vizinhança em um inesperado campo de sobrevivência. O roteiro tem algumas decisões questionáveis e exige uma boa dose de suspensão de descrença, mas a aventura funciona justamente por não tentar ser mais do que é. Um filme de dinossauros à moda antiga, com suspense, diversão e aquele prazer de ver criaturas gigantes causando o caos. Valeu meu tempo.
Affection
2.5 21Não é um filme memorável, mas "Affection" é uma interessante surpresa dentro do gênero sci-fi/horror. A premissa é boa e o filme constrói uma tensão constante, apostando mais na atmosfera e no suspense psicológico do que em sustos fáceis. Jessica Rothe está bem e realmente se entrega ao papel, uma pena que ela ainda não tenha encontrado muitos trabalhos relevantes na carreira. O roteiro tem algumas conveniências e furos evidentes, mas a ideia é interessante o suficiente para sustentar o filme até um desfecho que funciona. Não é imperdível, mas vale uma conferida, principalmente para quem gosta de ficção científica com uma pegada mais sombria e psicológica.
Conforme a Música
3.2 9 Assista Agora"Conforme a Música" não inventa absolutamente nada: competição, amizade, rivalidade, conflitos familiares e aquela inevitável superação no final. A história é previsível e, em alguns momentos, parece um "A Escolha Perfeita" versão Bollywood, só que sem aquele repertório de músicas pop chiclete. Ainda assim, o filme funciona bem como entretenimento, principalmente pelas coreografias e pela química entre as protagonistas, que acabam sendo mais interessantes do que a própria competição. Não é um filme para procurar grandes surpresas ou profundidade, mas é leve, simpático e passa rápido. Certamente não vai agradar a todos, mas para quem curte esse tipo de produção, pode valer uma conferida.
Quase Igual aos Outros
3.5 172É difícil assistir a "Just One of the Guys" hoje sem sentir um pouco de nostalgia dos anos 80. A ideia de uma garota se passar por garoto para provar que é levada menos a sério por ser mulher tinha potencial para render uma boa comédia sobre sexismo, mas o filme prefere ficar nas situações constrangedoras e nas piadas adolescentes. A bela Joyce Hyser até convence como garoto, e algumas cenas continuam engraçadas, mas tudo é muito superficial e caricato. Ainda assim, tem aquele charme meio tosco das comédias adolescentes da época, e talvez seja justamente isso que faça o filme funcionar melhor hoje como cápsula do tempo de uma década do que como comédia propriamente dita.
O Último Grande Assalto
2.8 7 Assista AgoraFui mais pelo elenco e, sinceramente, esperava uma bomba. Não chega a ser o desastre que imaginei, embora passe longe de ser um grande filme. "O Último Grande Assalto" é uma mistura de crime, comédia e ação bastante convencional, cheia de clichês, coincidências e algumas escolhas absurdas, mas tem ritmo suficiente para não deixar a coisa desandar. Russell Crowe está naquele modo canastrão que, curiosamente, funciona bem aqui: carismático, meio debochado e claramente se divertindo com o papel. Não há muita novidade ou profundidade, mas, como entretenimento despretensioso, entregou mais do que eu esperava.
Sobre Ontem à Noite
3.4 65Foi uma boa surpresa para mim. "About Last Night..." não está entre os grandes clássicos dos anos 80, mas encontrei aqui um romance simples, bonito e muito humano. Demi Moore está encantadora, com aquela beleza quase impossível dos anos 80, o charme e a voz rouca que dão à personagem uma vulnerabilidade especial. Ela e Rob Lowe têm muita química, e o filme acerta ao mostrar como a paixão pode ser intensa no começo, mas a convivência traz inseguranças, expectativas e frustrações que o desejo não resolve. James Belushi me incomodou, sempre exagerado e parecendo estar em outro filme. No fim, fiquei com aquela sensação rara de ter assistido a uma história de amor imperfeita, mas verdadeira. Vale a viagem no tempo.
Os Radley
2.0 21 Assista AgoraA premissa de "The Radleys" é muito boa: uma família de vampiros que decidiu renunciar ao sangue humano e viver como uma família comum. Pena que o filme desperdice quase todo esse potencial, se perdendo entre drama familiar, romance e questões de identidade sem conseguir desenvolver nada de forma convincente. O roteiro recorre a facilidades, cria conflitos pouco naturais e apresenta personagens mal construídos, além de deixar várias situações importantes sem o desenvolvimento necessário. A ideia de explorar a repressão dos instintos poderia render um ótimo filme, mas a execução é superficial e desajeitada. No fim, uma premissa interessante acaba transformada em um filme medíocre e frustrante.
O Mundo Perdido: Jurassic Park
3.5 632 Assista AgoraNão chega perto do impacto do primeiro, mas The Lost World continua sendo um bom filme de aventura. Spielberg aumenta a dose de ação, dinossauros e efeitos especiais, mas perde justamente o senso de descoberta e a tensão que faziam Jurassic Park ser tão especial. Gosto da ideia de colocar os humanos como verdadeiros predadores, explorando os animais por dinheiro, embora o roteiro nem sempre desenvolva isso bem. Jeff Goldblum sustenta o filme com o sarcasmo de Ian Malcolm e algumas sequências, como a dos trailers no precipício, continuam ótimas. O último ato em San Diego é exagerado e quase parece pertencer a outro filme. Inferior ao original, sem dúvida, mas ainda assim uma aventura bastante sólida, com bons momentos de suspense, ação e claro, muitos dinossauros.
Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros
3.9 1,7K Assista AgoraPara mim, Jurassic Park é o filme definitivo sobre dinossauros. Foi aquele momento em que a chave virou e o que antes parecia impossível passou a estar diante dos nossos olhos, com um nível de tecnologia impressionante para 1993 e que, mais de 30 anos depois, ainda impressiona. Os efeitos, a trilha de John Williams e o uso magistral do som continuam funcionando, mas são mesmo as cenas clássicas com o T-Rex e os velociraptores que ficaram gravadas na memória. Spielberg em sua essência, misturando aventura, suspense, encantamento e aquele senso de espetáculo que poucos sabem fazer tão bem. Um filme que não apenas envelheceu bem, mas ajudou a definir o cinema de aventura das décadas seguintes.
Eu te Amo, Beth Cooper
2.7 476 Assista AgoraMais uma comédia adolescente cheia dos mesmos clichês de sempre, previsível e com algumas situações que já vimos várias vezes. Ainda assim, é leve, divertida e tem alguns momentos que funcionam justamente por não tentar ser tão escrachada quanto outras do gênero. Por trás de toda a confusão existe uma ideia simpática sobre se arriscar, sair da zona de conforto e finalmente fazer aquilo que, durante anos, você só imaginou fazer. Para mim, porém, quem realmente sustenta o filme é Hayden Panettiere, no auge da beleza e da juventude, com uma presença que dá à personagem uma graça que o roteiro nem sempre consegue acompanhar. No fim, o filme vale também como uma simpática cápsula daquela época e, principalmente, como lembrança de uma Hayden que merecia ter brilhado muito mais.
Cabo do Medo
3.4 94 Assista Agora"Cape Fear" começa bem, principalmente pela atmosfera e pela tensão psicológica que vai sendo construída em torno da família. Javier Bardem faz um bom trabalho como Max Cady, mas, para mim, está longe de ser o suficiente para carregar a série sozinho. O problema aparece quando a trama começa a depender cada vez mais de coincidências, conveniências e decisões absurdamente questionáveis dos personagens. Em vários momentos, fica difícil acreditar que pessoas adultas e experientes simplesmente não percebam o que está acontecendo diante delas. A história até consegue ser envolvente, mas chega uma hora em que tantas facilidades e simplificações de roteiro começam a ficar difíceis de engolir. Quando o roteiro força demais as situações para fazer a história avançar, a tensão acaba dando lugar à incredulidade. Admito que fiquei meio decepcionado, principalmente que se compara ao filme da década de 90 com De Niro.
The Highest Stakes
2.4 4 Assista Agora"The Highest Stakes" parte de uma premissa interessante e tem algumas boas ideias, mas parece um daqueles filmes que ficaram bem abaixo do que poderiam ter sido. A sensação é de que falta alguma coisa no desenvolvimento, como se a história tivesse potencial para ser muito mais envolvente do que acaba sendo. Um elenco mais forte e uma direção mais segura talvez conseguissem transformar essas ideias em algo realmente marcante. Do jeito que ficou, é um filme curioso, com alguns bons momentos, mas que provavelmente vai passar despercebido no meio do catálogo dos streamings. Uma pena, porque dava para tirar bem mais daqui.
O Convite
3.9 359 Assista Agora"O Convite" parte de uma situação que parece feita para uma comédia sexual meio provocadora, mas aos poucos revela um filme bem mais interessante sobre desgaste, desejo e relacionamentos que foram ficando pelo caminho. Os diálogos são afiados e Edward Norton, Penélope Cruz e Olivia Wilde estão muito bem, cada um encontrando um tom diferente para seus personagens. Já Seth Rogen, de quem gosto bastante e provavelmente já assisti quase tudo, me incomodou mais: ele parece preso à mesma persona de sempre e não consegue entregar a carga dramática que o filme pede, destoando bastante do restante do elenco. Pelo hype, esperava aquele "uau" que o filme nunca entrega. Não é ruim nem tedioso, longe disso, mas ficou aquém das minhas expectativas.
72 Horas em Miami
2.6 36 Assista Agora"72 Horas" é uma comédia que claramente bebe de "Se Beber, Não Case!", mas aqui a ressaca é bem maior que a diversão. A premissa é absurda e poderia render muito mais, mas o roteiro demora a engrenar e parece sempre estar um passo atrás da própria ideia. Kevin Hart segura boa parte do filme no carisma, enquanto Marcello Hernández consegue roubar algumas cenas, mas os personagens jovens são tão rasos que parecem estar ali apenas para completar a bagunça. Tem algumas boas risadas no caminho, mas no fim fica aquela sensação de que pegaram a fórmula de uma boa comédia e esqueceram de colocar a graça dentro dela.
O Último Nascer do Sol
2.6 23 Assista Agora"The Last Sunrise" é aquele romance que a gente já sabe mais ou menos onde vai chegar, mas que ainda consegue ser agradável pelo caminho. A história é previsível, mas funciona dentro da proposta, e a química do casal ajuda a deixar a relação convincente. O problema são algumas subtramas mal desenvolvidas, que poderiam dar mais profundidade aos personagens.
As paisagens bonitas também ajudam, e o filme tem alguns bons momentos e consegue emocionar aqui e ali. O problema é que, conforme a história avança, fica cada vez mais fácil prever o que vai acontecer. Cheguei à última cena já sabendo exatamente qual seria a última frase. No fim, é simpático e fácil de assistir, mas acaba sendo mais um drama adolescente com doença no meio, sem fugir muito do que já vimos outras vezes.
Armas em Jogo
3.1 219 Assista AgoraUma ideia até interessante, enterrada sob uma avalanche de exageros, violência gratuita e humor que raramente funciona. Guns Akimbo parece o tempo todo preocupado em provar o quanto é insano, irreverente e “cool”, mas acaba sendo apenas barulhento e cansativo. Daniel Radcliffe se entrega ao papel, mas nem ele consegue salvar personagens rasos, situações absurdas e um roteiro que confunde crítica social com provocação adolescente. No fim, sobra muito estilo, pouca inteligência e quase nada que faça valer seus intermináveis 97 minutos.
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 93 Assista AgoraNão esperava muito de Blue Moon e acabei encontrando um filme muito melhor do que imaginava. É um retrato melancólico de um homem talentoso, solitário e amargurado, que percebe que seu tempo está ficando para trás. O roteiro é excelente, repleto de diálogos afiados, com doses equilibradas de humor e tristeza, enquanto Ethan Hawke entrega uma atuação extraordinária, daquelas que praticamente carregam o filme inteiro. Talvez seja uma obra pequena e um tanto teatral, mas há algo de genuinamente triste e humano nessa noite em que Lorenz Hart tenta, entre bebidas, ressentimentos e algumas ilusões, lidar com a sensação de que sua carreira já começa a pertencer ao passado. Vale uma conferida.
Damas de Preto
3.2 24 Assista AgoraUm filme charmoso na aparência, mas bem mais limitado quando se olha para o que tem a contar. A ambientação dos anos 1950 e os figurinos são ótimos, e o elenco faz o possível com personagens que mereciam mais desenvolvimento. A história tenta abordar mudanças sociais, relações e conflitos pessoais, mas tudo acontece de maneira superficial e apressada. É agradável de assistir, mas falta densidade, ritmo e um pouco mais de personalidade para transformar uma boa ideia em algo realmente interessante.