Para mim, Jurassic Park é o filme definitivo sobre dinossauros. Foi aquele momento em que a chave virou e o que antes parecia impossível passou a estar diante dos nossos olhos, com um nível de tecnologia impressionante para 1993 e que, mais de 30 anos depois, ainda impressiona. Os efeitos, a trilha de John Williams e o uso magistral do som continuam funcionando, mas são mesmo as cenas clássicas com o T-Rex e os velociraptores que ficaram gravadas na memória. Spielberg em sua essência, misturando aventura, suspense, encantamento e aquele senso de espetáculo que poucos sabem fazer tão bem. Um filme que não apenas envelheceu bem, mas ajudou a definir o cinema de aventura das décadas seguintes.
Mais uma comédia adolescente cheia dos mesmos clichês de sempre, previsível e com algumas situações que já vimos várias vezes. Ainda assim, é leve, divertida e tem alguns momentos que funcionam justamente por não tentar ser tão escrachada quanto outras do gênero. Por trás de toda a confusão existe uma ideia simpática sobre se arriscar, sair da zona de conforto e finalmente fazer aquilo que, durante anos, você só imaginou fazer. Para mim, porém, quem realmente sustenta o filme é Hayden Panettiere, no auge da beleza e da juventude, com uma presença que dá à personagem uma graça que o roteiro nem sempre consegue acompanhar. No fim, o filme vale também como uma simpática cápsula daquela época e, principalmente, como lembrança de uma Hayden que merecia ter brilhado muito mais.
"The Highest Stakes" parte de uma premissa interessante e tem algumas boas ideias, mas parece um daqueles filmes que ficaram bem abaixo do que poderiam ter sido. A sensação é de que falta alguma coisa no desenvolvimento, como se a história tivesse potencial para ser muito mais envolvente do que acaba sendo. Um elenco mais forte e uma direção mais segura talvez conseguissem transformar essas ideias em algo realmente marcante. Do jeito que ficou, é um filme curioso, com alguns bons momentos, mas que provavelmente vai passar despercebido no meio do catálogo dos streamings. Uma pena, porque dava para tirar bem mais daqui.
"O Convite" parte de uma situação que parece feita para uma comédia sexual meio provocadora, mas aos poucos revela um filme bem mais interessante sobre desgaste, desejo e relacionamentos que foram ficando pelo caminho. Os diálogos são afiados e Edward Norton, Penélope Cruz e Olivia Wilde estão muito bem, cada um encontrando um tom diferente para seus personagens. Já Seth Rogen, de quem gosto bastante e provavelmente já assisti quase tudo, me incomodou mais: ele parece preso à mesma persona de sempre e não consegue entregar a carga dramática que o filme pede, destoando bastante do restante do elenco. Pelo hype, esperava aquele "uau" que o filme nunca entrega. Não é ruim nem tedioso, longe disso, mas ficou aquém das minhas expectativas.
"72 Horas" é uma comédia que claramente bebe de "Se Beber, Não Case!", mas aqui a ressaca é bem maior que a diversão. A premissa é absurda e poderia render muito mais, mas o roteiro demora a engrenar e parece sempre estar um passo atrás da própria ideia. Kevin Hart segura boa parte do filme no carisma, enquanto Marcello Hernández consegue roubar algumas cenas, mas os personagens jovens são tão rasos que parecem estar ali apenas para completar a bagunça. Tem algumas boas risadas no caminho, mas no fim fica aquela sensação de que pegaram a fórmula de uma boa comédia e esqueceram de colocar a graça dentro dela.
"The Last Sunrise" é aquele romance que a gente já sabe mais ou menos onde vai chegar, mas que ainda consegue ser agradável pelo caminho. A história é previsível, mas funciona dentro da proposta, e a química do casal ajuda a deixar a relação convincente. O problema são algumas subtramas mal desenvolvidas, que poderiam dar mais profundidade aos personagens.
As paisagens bonitas também ajudam, e o filme tem alguns bons momentos e consegue emocionar aqui e ali. O problema é que, conforme a história avança, fica cada vez mais fácil prever o que vai acontecer. Cheguei à última cena já sabendo exatamente qual seria a última frase. No fim, é simpático e fácil de assistir, mas acaba sendo mais um drama adolescente com doença no meio, sem fugir muito do que já vimos outras vezes.
Uma ideia até interessante, enterrada sob uma avalanche de exageros, violência gratuita e humor que raramente funciona. Guns Akimbo parece o tempo todo preocupado em provar o quanto é insano, irreverente e “cool”, mas acaba sendo apenas barulhento e cansativo. Daniel Radcliffe se entrega ao papel, mas nem ele consegue salvar personagens rasos, situações absurdas e um roteiro que confunde crítica social com provocação adolescente. No fim, sobra muito estilo, pouca inteligência e quase nada que faça valer seus intermináveis 97 minutos.
Não esperava muito de Blue Moon e acabei encontrando um filme muito melhor do que imaginava. É um retrato melancólico de um homem talentoso, solitário e amargurado, que percebe que seu tempo está ficando para trás. O roteiro é excelente, repleto de diálogos afiados, com doses equilibradas de humor e tristeza, enquanto Ethan Hawke entrega uma atuação extraordinária, daquelas que praticamente carregam o filme inteiro. Talvez seja uma obra pequena e um tanto teatral, mas há algo de genuinamente triste e humano nessa noite em que Lorenz Hart tenta, entre bebidas, ressentimentos e algumas ilusões, lidar com a sensação de que sua carreira já começa a pertencer ao passado. Vale uma conferida.
Um filme charmoso na aparência, mas bem mais limitado quando se olha para o que tem a contar. A ambientação dos anos 1950 e os figurinos são ótimos, e o elenco faz o possível com personagens que mereciam mais desenvolvimento. A história tenta abordar mudanças sociais, relações e conflitos pessoais, mas tudo acontece de maneira superficial e apressada. É agradável de assistir, mas falta densidade, ritmo e um pouco mais de personalidade para transformar uma boa ideia em algo realmente interessante.
Um thriller honesto, que talvez não deixe muita marca, mas entrega exatamente o que promete: uma história sombria, boa atmosfera e suspense suficiente para manter o interesse. O roteiro poderia desenvolver melhor alguns personagens e conexões, e em certos momentos apela demais para coincidências e soluções convenientes. Ainda assim, funciona bem como entretenimento e tem um elenco de peso, com De Niro e Keaton ajudando a dar mais consistência ao material. Não será um clássico do gênero, mas é um thriller correto e que cumpre bem seu papel.
"De Férias com Você" é uma comédia romântica que, mesmo apostando em clichês e em uma história previsível, funciona muito bem graças à ótima química entre Poppy e Alex. Emily Bader e Tom Blyth convencem tanto como amigos quanto como um casal que, aos poucos, percebe que existe algo a mais entre eles. A estrutura com idas e vindas no tempo pode parecer um pouco confusa, mas ajuda a mostrar como essa amizade foi construída ao longo dos anos. O filme talvez não explore a vida de ambos com tanta profundidade assim e acelere algumas situações no final, mas entrega momentos divertidos, românticos e emocionalmente sinceros. No fim, é exatamente o tipo de romance leve e gostoso de assistir que sabe usar seus clichês a favor, porque, convenhamos, que comédia romântica não é previsível?
The Package parte de uma premissa tão absurda quanto promissora e, para uma comédia desse tipo, isso praticamente dá o céu para criar situações ridículas e engraçadas. O filme acerta em vários momentos, com um humor escrachado, grosseiro e algumas cenas realmente hilárias, embora nem todas as piadas funcionem. O elenco é apenas “ok”, mas cumpre bem seu papel e ajuda a manter a história divertida. Em alguns momentos se alonga mais do que deveria e perde tempo com situações desnecessárias, mas, no conjunto, é uma comédia despretensiosa, absurda e suficientemente divertida para uma sessão sem grandes expectativas.
Backrooms começa de forma bastante promissora, construindo uma atmosfera desconfortável e uma lógica interna que, mesmo sem explicar tudo, desperta curiosidade sobre aquele universo. Gostei especialmente da primeira metade, quando o desconhecido ainda funciona como fonte de tensão e cada descoberta parece ampliar o mistério. O problema é que, em algum momento, o filme parece se perder dentro do próprio labirinto: a narrativa fica excessivamente confusa, os personagens tomam decisões difíceis de compreender e o mistério deixa de ser intrigante para simplesmente parecer incompleto. Existe uma diferença importante entre não entregar todas as respostas e não saber para onde a história está indo e Backrooms, infelizmente, na minha opinião, acaba cruzando essa linha. Pra mim não vale o hype.
Surpreendentemente engraçado, Ricky Stanicky é daquelas comédias despretensiosas que funcionam justamente porque não tentam ser mais do que são. John Cena rouba completamente o filme, mas William H. Macy também tem algumas cenas hilárias, especialmente envolvendo seu curioso “atributo invisível”. A premissa é absurdamente exagerada e cheia de conveniências, mas basta desligar um pouco o senso crítico e entrar na brincadeira. Talvez fosse apenas uma comédia mediana quinze anos atrás, mas, em uma época em que boas comédias parecem cada vez mais raras, Ricky Stanicky se destaca simplesmente por cumprir aquilo que promete: fazer rir. E, sinceramente, isso já é mais do que a maioria dos filmes do gênero conseguem atualmente.
Chapter 51 é um daqueles filmes que, sinceramente, me fazem questionar por que foram feitos. A ideia de um falso documentário policial até poderia funcionar, mas o resultado é um amontoado de cenas soltas, personagens pouco interessantes, atuações ruins e um humor que simplesmente não encontra o tom. A variedade de formatos e linguagens visuais parece mais um exercício de estilo do que algo que realmente sirva à história, enquanto o mistério não provoca curiosidade suficiente para sustentar o filme. No fim, não há tensão, não há emoção e, pior, praticamente não há recompensa narrativa e termina sem deixar muita coisa além da sensação de que perdi meu tempo.
Chevalier apresenta uma figura histórica fascinante, mas parece estranhamente pouco interessado em contar a história que a tornou fascinante. Entendo e até incentivo certas liberdades criativas em filmes históricos, mas aqui muitas escolhas parecem priorizar fantasias de roteiro em detrimento dos fatos, enfraquecendo a conexão com o personagem real. A suposta “batalha” de violinos com Mozart, por exemplo, é uma invenção tão obviamente improvável quanto desnecessária, especialmente considerando as questões de cronologia e contexto histórico. Não espero um documentário, mas quando a necessidade de tornar uma história antiga relevante para o público atual descaracteriza a própria essência do personagem, algo se perde pelo caminho e Joseph Bologne merecia um filme muito mais interessado em quem ele realmente foi.
Para mim, é particularmente difícil não gostar de um filme que mistura viagem no tempo e música. É a combinação perfeita para me conquistar sem muito esforço. Claro, Back to the 90s é bobo, clichê, tem um roteiro superficial e atuações bastante fracas, mas viagem no tempo + nostalgia musical + amor impossível é simplesmente irresistível para mim. Talvez não seja um bom filme em muitos aspectos, mas possui exatamente os elementos que costumam me fazer relevar suas limitações. Para mim, no fim, valeu a viagem.
"A Última Casa" não é tão ruim quanto eu imaginava depois de ler tantos comentários negativos na internet; na verdade, o início é bastante promissor e cria uma atmosfera de mistério e claustrofobia interessante. Wagner Moura e Greta Lee funcionam bem como o casal preso dentro de casa, e, independentemente de qualquer discordância política que alguém possa ter com Wagner Moura, é impossível negar que ele é um ótimo ator. O problema é que o filme perde força conforme tenta explicar seus mistérios, acumulando conveniências e deixando várias perguntas sem resposta. E o final, que poderia fechar a história de forma impactante, parece simplificar tudo de maneira apressada e até ingênua. Uma boa ideia, com execução apenas mediana.
"Como Sair de Buffalo" começa com uma premissa esperta e uma Zoey Deutch carismática, transformando o submundo da cobrança de dívidas em uma sátira com bastante potencial. O problema é que, quando a história deveria ganhar força, o roteiro perde o rumo e passa a forçar situações e personagens que nunca se desenvolvem de verdade. Deutch segura o filme praticamente sozinha, mas até sua energia começa a cansar diante de uma trama que não sabe muito bem onde quer chegar. Divertido em alguns momentos, mas claramente uma oportunidade desperdiçada de fazer algo mais ácido e inteligente.
“An American Abroad” é um bom exemplo de que não dá para confiar cegamente na nota do IMDb. Achei o filme extremamente maçante, com atuações ruins e diálogos que deveriam soar espontâneos, mas parecem ensaiados o tempo todo. A mistura de comédia romântica com falso documentário até poderia funcionar, mas aqui me passou mais a sensação de um programa de viagens esticado para virar filme, sem uma história que realmente sustente seus 105 minutos. Talvez eu simplesmente não seja o público-alvo, mas achei tudo tão artificial e sem ritmo que preferi pular direto para o final. Sábia opção. Não perca seu tempo.
"Na Zona Cinzenta' é aquele tipo de filme que se assiste facilmente, mas que desaparece da memória assim que termina. Guy Ritchie ainda entrega seu estilo característico, com ação bem filmada, personagens carismáticos e uma direção elegante, mas aqui tudo parece funcionar no piloto automático. O elenco tem nomes de peso, mas os personagens são rasos e a química entre eles praticamente não existe. O roteiro é previsível, cheio de diálogos genéricos e situações pouco convincentes, deixando a sensação de que havia um filme muito melhor escondido em algum lugar dessa produção. No fim, é um bom passatempo, mas definitivamente está longe do melhor Guy Ritchie.
"Todo Mundo em Pânico" é uma volta que aposta bastante na nostalgia, mas não consegue recuperar completamente a irreverência dos primeiros filmes. Há bons momentos e algumas piadas realmente engraçadas, especialmente com o retorno de personagens clássicos, mas boa parte do humor parece reciclada e algumas referências já chegam envelhecidas. O filme também é bastante acelerado e desorganizado, jogando tantas situações e paródias na tela que muitas acabam não funcionando. Ainda assim, rever os Wayans e personagens como Cindy, Brenda, Shorty e Ray tem um certo charme. É uma continuação divertida em alguns momentos, mas que parece mais interessada em relembrar o que franquia já foi do que em mostrar algo novo.
"Dodgeball" é uma comédia que funciona em alguns momentos, mas nunca consegue transformar seu bom elenco em algo realmente memorável. Ben Stiller se destaca como o exagerado White Goodman, enquanto os coadjuvantes frequentemente roubam as melhores cenas. O problema está em um roteiro previsível, que aposta mais em piadas óbvias e exageradas do que em criatividade. Vince Vaughn está muito mal, pois não consegue dar energia ao protagonista, deixando o filme dependente dos personagens secundários. No fim, diverte pontualmente, mas fica com aquela sensação de que poderia ter sido mais engraçado do que realmente é.
The Devil’s Mouth tinha tudo para ser um divertido filme sobre tubarão, mas acaba preso aos clichês do gênero. O elenco jovem, com alguns rostos conhecidos, ajuda a criar uma conexão com o grupo, mas o roteiro pouco faz para aproveitar esse potencial, apostando em soluções cada vez mais convenientes. E, falando em conveniência, o tubarão parece ter descoberto o teletransporte, surgindo de um lado para outro da caverna quando o roteiro precisa. Ainda há alguma tensão e bons momentos nas cenas da caverna, mas, no fim, é um filme genérico e esquecível.
Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros
3.9 1,7K Assista AgoraPara mim, Jurassic Park é o filme definitivo sobre dinossauros. Foi aquele momento em que a chave virou e o que antes parecia impossível passou a estar diante dos nossos olhos, com um nível de tecnologia impressionante para 1993 e que, mais de 30 anos depois, ainda impressiona. Os efeitos, a trilha de John Williams e o uso magistral do som continuam funcionando, mas são mesmo as cenas clássicas com o T-Rex e os velociraptores que ficaram gravadas na memória. Spielberg em sua essência, misturando aventura, suspense, encantamento e aquele senso de espetáculo que poucos sabem fazer tão bem. Um filme que não apenas envelheceu bem, mas ajudou a definir o cinema de aventura das décadas seguintes.
Eu te Amo, Beth Cooper
2.7 476 Assista AgoraMais uma comédia adolescente cheia dos mesmos clichês de sempre, previsível e com algumas situações que já vimos várias vezes. Ainda assim, é leve, divertida e tem alguns momentos que funcionam justamente por não tentar ser tão escrachada quanto outras do gênero. Por trás de toda a confusão existe uma ideia simpática sobre se arriscar, sair da zona de conforto e finalmente fazer aquilo que, durante anos, você só imaginou fazer. Para mim, porém, quem realmente sustenta o filme é Hayden Panettiere, no auge da beleza e da juventude, com uma presença que dá à personagem uma graça que o roteiro nem sempre consegue acompanhar. No fim, o filme vale também como uma simpática cápsula daquela época e, principalmente, como lembrança de uma Hayden que merecia ter brilhado muito mais.
The Highest Stakes
2.6 4 Assista Agora"The Highest Stakes" parte de uma premissa interessante e tem algumas boas ideias, mas parece um daqueles filmes que ficaram bem abaixo do que poderiam ter sido. A sensação é de que falta alguma coisa no desenvolvimento, como se a história tivesse potencial para ser muito mais envolvente do que acaba sendo. Um elenco mais forte e uma direção mais segura talvez conseguissem transformar essas ideias em algo realmente marcante. Do jeito que ficou, é um filme curioso, com alguns bons momentos, mas que provavelmente vai passar despercebido no meio do catálogo dos streamings. Uma pena, porque dava para tirar bem mais daqui.
O Convite
3.9 326 Assista Agora"O Convite" parte de uma situação que parece feita para uma comédia sexual meio provocadora, mas aos poucos revela um filme bem mais interessante sobre desgaste, desejo e relacionamentos que foram ficando pelo caminho. Os diálogos são afiados e Edward Norton, Penélope Cruz e Olivia Wilde estão muito bem, cada um encontrando um tom diferente para seus personagens. Já Seth Rogen, de quem gosto bastante e provavelmente já assisti quase tudo, me incomodou mais: ele parece preso à mesma persona de sempre e não consegue entregar a carga dramática que o filme pede, destoando bastante do restante do elenco. Pelo hype, esperava aquele "uau" que o filme nunca entrega. Não é ruim nem tedioso, longe disso, mas ficou aquém das minhas expectativas.
72 Horas em Miami
2.6 33 Assista Agora"72 Horas" é uma comédia que claramente bebe de "Se Beber, Não Case!", mas aqui a ressaca é bem maior que a diversão. A premissa é absurda e poderia render muito mais, mas o roteiro demora a engrenar e parece sempre estar um passo atrás da própria ideia. Kevin Hart segura boa parte do filme no carisma, enquanto Marcello Hernández consegue roubar algumas cenas, mas os personagens jovens são tão rasos que parecem estar ali apenas para completar a bagunça. Tem algumas boas risadas no caminho, mas no fim fica aquela sensação de que pegaram a fórmula de uma boa comédia e esqueceram de colocar a graça dentro dela.
O Último Nascer do Sol
2.5 17 Assista Agora"The Last Sunrise" é aquele romance que a gente já sabe mais ou menos onde vai chegar, mas que ainda consegue ser agradável pelo caminho. A história é previsível, mas funciona dentro da proposta, e a química do casal ajuda a deixar a relação convincente. O problema são algumas subtramas mal desenvolvidas, que poderiam dar mais profundidade aos personagens.
As paisagens bonitas também ajudam, e o filme tem alguns bons momentos e consegue emocionar aqui e ali. O problema é que, conforme a história avança, fica cada vez mais fácil prever o que vai acontecer. Cheguei à última cena já sabendo exatamente qual seria a última frase. No fim, é simpático e fácil de assistir, mas acaba sendo mais um drama adolescente com doença no meio, sem fugir muito do que já vimos outras vezes.
Armas em Jogo
3.1 219 Assista AgoraUma ideia até interessante, enterrada sob uma avalanche de exageros, violência gratuita e humor que raramente funciona. Guns Akimbo parece o tempo todo preocupado em provar o quanto é insano, irreverente e “cool”, mas acaba sendo apenas barulhento e cansativo. Daniel Radcliffe se entrega ao papel, mas nem ele consegue salvar personagens rasos, situações absurdas e um roteiro que confunde crítica social com provocação adolescente. No fim, sobra muito estilo, pouca inteligência e quase nada que faça valer seus intermináveis 97 minutos.
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 92 Assista AgoraNão esperava muito de Blue Moon e acabei encontrando um filme muito melhor do que imaginava. É um retrato melancólico de um homem talentoso, solitário e amargurado, que percebe que seu tempo está ficando para trás. O roteiro é excelente, repleto de diálogos afiados, com doses equilibradas de humor e tristeza, enquanto Ethan Hawke entrega uma atuação extraordinária, daquelas que praticamente carregam o filme inteiro. Talvez seja uma obra pequena e um tanto teatral, mas há algo de genuinamente triste e humano nessa noite em que Lorenz Hart tenta, entre bebidas, ressentimentos e algumas ilusões, lidar com a sensação de que sua carreira já começa a pertencer ao passado. Vale uma conferida.
Damas de Preto
3.2 24 Assista AgoraUm filme charmoso na aparência, mas bem mais limitado quando se olha para o que tem a contar. A ambientação dos anos 1950 e os figurinos são ótimos, e o elenco faz o possível com personagens que mereciam mais desenvolvimento. A história tenta abordar mudanças sociais, relações e conflitos pessoais, mas tudo acontece de maneira superficial e apressada. É agradável de assistir, mas falta densidade, ritmo e um pouco mais de personalidade para transformar uma boa ideia em algo realmente interessante.
O Homem que Sussurra
3.0 162 Assista AgoraUm thriller honesto, que talvez não deixe muita marca, mas entrega exatamente o que promete: uma história sombria, boa atmosfera e suspense suficiente para manter o interesse. O roteiro poderia desenvolver melhor alguns personagens e conexões, e em certos momentos apela demais para coincidências e soluções convenientes. Ainda assim, funciona bem como entretenimento e tem um elenco de peso, com De Niro e Keaton ajudando a dar mais consistência ao material. Não será um clássico do gênero, mas é um thriller correto e que cumpre bem seu papel.
De Férias com Você
3.3 106 Assista Agora"De Férias com Você" é uma comédia romântica que, mesmo apostando em clichês e em uma história previsível, funciona muito bem graças à ótima química entre Poppy e Alex.
Emily Bader e Tom Blyth convencem tanto como amigos quanto como um casal que, aos poucos, percebe que existe algo a mais entre eles.
A estrutura com idas e vindas no tempo pode parecer um pouco confusa, mas ajuda a mostrar como essa amizade foi construída ao longo dos anos.
O filme talvez não explore a vida de ambos com tanta profundidade assim e acelere algumas situações no final, mas entrega momentos divertidos, românticos e emocionalmente sinceros.
No fim, é exatamente o tipo de romance leve e gostoso de assistir que sabe usar seus clichês a favor, porque, convenhamos, que comédia romântica não é previsível?
O Pacote
2.6 257 Assista AgoraThe Package parte de uma premissa tão absurda quanto promissora e, para uma comédia desse tipo, isso praticamente dá o céu para criar situações ridículas e engraçadas. O filme acerta em vários momentos, com um humor escrachado, grosseiro e algumas cenas realmente hilárias, embora nem todas as piadas funcionem. O elenco é apenas “ok”, mas cumpre bem seu papel e ajuda a manter a história divertida. Em alguns momentos se alonga mais do que deveria e perde tempo com situações desnecessárias, mas, no conjunto, é uma comédia despretensiosa, absurda e suficientemente divertida para uma sessão sem grandes expectativas.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 460 Assista AgoraBackrooms começa de forma bastante promissora, construindo uma atmosfera desconfortável e uma lógica interna que, mesmo sem explicar tudo, desperta curiosidade sobre aquele universo. Gostei especialmente da primeira metade, quando o desconhecido ainda funciona como fonte de tensão e cada descoberta parece ampliar o mistério. O problema é que, em algum momento, o filme parece se perder dentro do próprio labirinto: a narrativa fica excessivamente confusa, os personagens tomam decisões difíceis de compreender e o mistério deixa de ser intrigante para simplesmente parecer incompleto. Existe uma diferença importante entre não entregar todas as respostas e não saber para onde a história está indo e Backrooms, infelizmente, na minha opinião, acaba cruzando essa linha. Pra mim não vale o hype.
Ricky Stanicky
3.1 120 Assista AgoraSurpreendentemente engraçado, Ricky Stanicky é daquelas comédias despretensiosas que funcionam justamente porque não tentam ser mais do que são. John Cena rouba completamente o filme, mas William H. Macy também tem algumas cenas hilárias, especialmente envolvendo seu curioso “atributo invisível”. A premissa é absurdamente exagerada e cheia de conveniências, mas basta desligar um pouco o senso crítico e entrar na brincadeira. Talvez fosse apenas uma comédia mediana quinze anos atrás, mas, em uma época em que boas comédias parecem cada vez mais raras, Ricky Stanicky se destaca simplesmente por cumprir aquilo que promete: fazer rir. E, sinceramente, isso já é mais do que a maioria dos filmes do gênero conseguem atualmente.
Chapter 51
2.5 1Chapter 51 é um daqueles filmes que, sinceramente, me fazem questionar por que foram feitos. A ideia de um falso documentário policial até poderia funcionar, mas o resultado é um amontoado de cenas soltas, personagens pouco interessantes, atuações ruins e um humor que simplesmente não encontra o tom. A variedade de formatos e linguagens visuais parece mais um exercício de estilo do que algo que realmente sirva à história, enquanto o mistério não provoca curiosidade suficiente para sustentar o filme. No fim, não há tensão, não há emoção e, pior, praticamente não há recompensa narrativa e termina sem deixar muita coisa além da sensação de que perdi meu tempo.
Chevalier: A Verdadeira História Nunca Contada
3.3 19Chevalier apresenta uma figura histórica fascinante, mas parece estranhamente pouco interessado em contar a história que a tornou fascinante. Entendo e até incentivo certas liberdades criativas em filmes históricos, mas aqui muitas escolhas parecem priorizar fantasias de roteiro em detrimento dos fatos, enfraquecendo a conexão com o personagem real. A suposta “batalha” de violinos com Mozart, por exemplo, é uma invenção tão obviamente improvável quanto desnecessária, especialmente considerando as questões de cronologia e contexto histórico. Não espero um documentário, mas quando a necessidade de tornar uma história antiga relevante para o público atual descaracteriza a própria essência do personagem, algo se perde pelo caminho e Joseph Bologne merecia um filme muito mais interessado em quem ele realmente foi.
De Volta Aos Anos 90
2.5 5Para mim, é particularmente difícil não gostar de um filme que mistura viagem no tempo e música. É a combinação perfeita para me conquistar sem muito esforço. Claro, Back to the 90s é bobo, clichê, tem um roteiro superficial e atuações bastante fracas, mas viagem no tempo + nostalgia musical + amor impossível é simplesmente irresistível para mim. Talvez não seja um bom filme em muitos aspectos, mas possui exatamente os elementos que costumam me fazer relevar suas limitações. Para mim, no fim, valeu a viagem.
A Última Casa
2.6 383 Assista Agora"A Última Casa" não é tão ruim quanto eu imaginava depois de ler tantos comentários negativos na internet; na verdade, o início é bastante promissor e cria uma atmosfera de mistério e claustrofobia interessante. Wagner Moura e Greta Lee funcionam bem como o casal preso dentro de casa, e, independentemente de qualquer discordância política que alguém possa ter com Wagner Moura, é impossível negar que ele é um ótimo ator. O problema é que o filme perde força conforme tenta explicar seus mistérios, acumulando conveniências e deixando várias perguntas sem resposta. E o final, que poderia fechar a história de forma impactante, parece simplificar tudo de maneira apressada e até ingênua. Uma boa ideia, com execução apenas mediana.
Como Sair de Buffalo
3.1 34 Assista Agora"Como Sair de Buffalo" começa com uma premissa esperta e uma Zoey Deutch carismática, transformando o submundo da cobrança de dívidas em uma sátira com bastante potencial. O problema é que, quando a história deveria ganhar força, o roteiro perde o rumo e passa a forçar situações e personagens que nunca se desenvolvem de verdade. Deutch segura o filme praticamente sozinha, mas até sua energia começa a cansar diante de uma trama que não sabe muito bem onde quer chegar. Divertido em alguns momentos, mas claramente uma oportunidade desperdiçada de fazer algo mais ácido e inteligente.
An American Abroad
1.0 1 Assista Agora“An American Abroad” é um bom exemplo de que não dá para confiar cegamente na nota do IMDb. Achei o filme extremamente maçante, com atuações ruins e diálogos que deveriam soar espontâneos, mas parecem ensaiados o tempo todo. A mistura de comédia romântica com falso documentário até poderia funcionar, mas aqui me passou mais a sensação de um programa de viagens esticado para virar filme, sem uma história que realmente sustente seus 105 minutos. Talvez eu simplesmente não seja o público-alvo, mas achei tudo tão artificial e sem ritmo que preferi pular direto para o final. Sábia opção. Não perca seu tempo.
Na Zona Cinzenta
2.9 78 Assista Agora"Na Zona Cinzenta' é aquele tipo de filme que se assiste facilmente, mas que desaparece da memória assim que termina. Guy Ritchie ainda entrega seu estilo característico, com ação bem filmada, personagens carismáticos e uma direção elegante, mas aqui tudo parece funcionar no piloto automático. O elenco tem nomes de peso, mas os personagens são rasos e a química entre eles praticamente não existe. O roteiro é previsível, cheio de diálogos genéricos e situações pouco convincentes, deixando a sensação de que havia um filme muito melhor escondido em algum lugar dessa produção. No fim, é um bom passatempo, mas definitivamente está longe do melhor Guy Ritchie.
Todo Mundo em Pânico
2.6 358 Assista Agora"Todo Mundo em Pânico" é uma volta que aposta bastante na nostalgia, mas não consegue recuperar completamente a irreverência dos primeiros filmes. Há bons momentos e algumas piadas realmente engraçadas, especialmente com o retorno de personagens clássicos, mas boa parte do humor parece reciclada e algumas referências já chegam envelhecidas. O filme também é bastante acelerado e desorganizado, jogando tantas situações e paródias na tela que muitas acabam não funcionando. Ainda assim, rever os Wayans e personagens como Cindy, Brenda, Shorty e Ray tem um certo charme. É uma continuação divertida em alguns momentos, mas que parece mais interessada em relembrar o que franquia já foi do que em mostrar algo novo.
Com a Bola Toda
2.9 263 Assista Agora"Dodgeball" é uma comédia que funciona em alguns momentos, mas nunca consegue transformar seu bom elenco em algo realmente memorável. Ben Stiller se destaca como o exagerado White Goodman, enquanto os coadjuvantes frequentemente roubam as melhores cenas. O problema está em um roteiro previsível, que aposta mais em piadas óbvias e exageradas do que em criatividade. Vince Vaughn está muito mal, pois não consegue dar energia ao protagonista, deixando o filme dependente dos personagens secundários. No fim, diverte pontualmente, mas fica com aquela sensação de que poderia ter sido mais engraçado do que realmente é.
A Boca do Diabo
2.1 106 Assista AgoraThe Devil’s Mouth tinha tudo para ser um divertido filme sobre tubarão, mas acaba preso aos clichês do gênero. O elenco jovem, com alguns rostos conhecidos, ajuda a criar uma conexão com o grupo, mas o roteiro pouco faz para aproveitar esse potencial, apostando em soluções cada vez mais convenientes.
E, falando em conveniência, o tubarão parece ter descoberto o teletransporte, surgindo de um lado para outro da caverna quando o roteiro precisa.
Ainda há alguma tensão e bons momentos nas cenas da caverna, mas, no fim, é um filme genérico e esquecível.