"Honey, Don't!" tenta misturar noir, comédia ácida e mistério policial, mas acaba se tornando uma experiência confusa e surpreendentemente vazia. A trama apresenta diversas situações excêntricas e subtramas que não levam a lugar nenhum, deixando a sensação de que o filme não sabe exatamente o que quer contar. Na minha opinião, faltou foco ao roteiro, que acumula personagens, acontecimentos e reviravoltas sem conseguir transformá-los em uma narrativa envolvente. Também chamam atenção as várias cenas de sexo que pouco ou nada acrescentam à história, sem aprofundar personagens ou contextualizar a trama, parecendo existir apenas pelo choque ou pela provocação. Mesmo com um elenco talentoso, o filme não consegue se sustentar ao longo de sua duração e, quando chega ao fim, muitas de suas escolhas continuam sem fazer muito sentido.
"Emily" é um filme visualmente bonito e bem interpretado, mas que me deixou um pouco frustrado pela abordagem escolhida. Sempre achei a história das irmãs Brontë fascinante, especialmente a de Emily, e esperava ver mais sobre sua rotina, suas relações familiares e o possível processo criativo que a levou a escrever O Morro dos Ventos Uivantes. Em vez disso, o filme opta por construir uma versão bastante romantizada e especulativa da autora, traçando paralelos diretos entre sua vida e os elementos de sua obra mais famosa. Na minha opinião, o resultado funciona melhor como uma fantasia inspirada em Emily Brontë do que como um retrato fiel de quem ela realmente foi, o que pode decepcionar quem busca conhecer mais sobre a escritora e sua história (como foi o meu caso).
"Jack Ryan: Ghost War" é uma despedida decepcionante para uma franquia que costumava se destacar pelo equilíbrio entre espionagem, inteligência e ação. O filme troca a complexidade típica das histórias de Tom Clancy por uma narrativa genérica, repleta de clichês, conveniências de roteiro e situações pouco críveis. Na minha opinião, a trama parece mais interessada em exibir cenários luxuosos e sequências de perseguição do que em construir tensão ou desenvolver seus personagens. O resultado é um filme que soa desnecessário, sem acrescentar nada relevante ao universo de Jack Ryan e sem justificar sua própria existência. Mesmo com um elenco competente e algumas cenas de ação bem produzidas, fica a sensação de um capítulo final muito abaixo da qualidade que a série havia apresentado em seus melhores momentos.
"Couples Weekend" tinha potencial para ser uma comédia ácida sobre relacionamentos, mas acaba se perdendo em uma trama confusa e sem um objetivo muito claro. O filme levanta conflitos que parecem prometer consequências maiores, porém resolve quase tudo de maneira conveniente e pouco convincente, diminuindo o impacto das situações. Na minha opinião, o roteiro não sabe exatamente se quer ser uma comédia romântica, um drama conjugal ou uma sátira, e acaba não funcionando plenamente em nenhuma dessas frentes. Mesmo com um elenco competente, sobra a sensação de que a história poderia ter explorado muito melhor suas ideias e personagens.
"Eles Vão Te Matar" parece uma mistura insana entre Kill Bill, Casamento Sangrento e o gore escancarado da franquia Evil Dead. O filme abraça sem vergonha sua premissa absurda, entregando cenas de ação frenéticas, humor sombrio e litros de sangue em uma experiência visualmente estilizada e cheia de personalidade. Zazie Beetz conduz a narrativa com muita presença, funcionando como a âncora emocional em meio ao caos e à carnificina. Na minha opinião, o filme é extremamente divertido e, dentro daquilo que se propõe, entrega exatamente o que promete: violência exagerada, ritmo acelerado e entretenimento sem freios. Pode não ser profundo nem particularmente original, mas é difícil não se divertir acompanhando essa montanha-russa de absurdos.
"E Se Fosse Verdade..." é uma comédia romântica leve, charmosa e com um toque sobrenatural que dá personalidade à história. Reese Witherspoon e Mark Ruffalo formam uma dupla que funciona muito bem em cena, com uma química natural que torna fácil torcer pelo romance entre os dois. Na minha opinião, o filme acerta ao equilibrar humor, emoção e fantasia sem se levar muito a sério. Embora não seja uma trama totalmente original e apresente algumas conveniências de roteiro, entrega uma experiência agradável, divertida e com um desfecho que deixa um sorriso no rosto. Definitivamente mma boa opção para quem procura um romances leve e despretensioso.
O começo de Ladies First até funciona bem: a premissa é divertida e o filme parece caminhar para uma sátira mais inteligente sobre relações de poder e machismo corporativo. O problema é que, logo após a grande virada da trama, o filme praticamente desmorona. O roteiro fica repetitivo, as piadas param de funcionar e os personagens viram caricaturas, tornando a experiência cada vez mais cansativa. A crítica social, que parecia promissora no início, acaba superficial e sem impacto, desperdiçando completamente seu potencial inicial. Mesmo com bons atores e uma produção competente, vira uma comédia quase insuportável de acompanhar até o fim e na minha opinião, totalmente esquecível.
O remake de "A Mão que Balança o Berço" até tenta modernizar o clássico dos anos 90, mas acaba entregando um thriller genérico e sem a mesma força psicológica do original. Na minha opinião, o maior problema está justamente na motivação da babá, que demora demais para fazer sentido e enfraquece o suspense ao longo do filme. As atuações femininas funcionam bem, especialmente nas cenas de tensão mais intimistas, mas o roteiro depende de decisões pouco convincentes e personagens artificiais para mover a trama. Ainda existem alguns momentos divertidos e um clímax mais caótico que ajuda a manter o interesse, mas no geral fica aquela sensação de remake feito mais por falta de ideias originais do que por uma necessidade real de revisitar a história.
Eu esperava bem menos de The Running Man, que encontrei por acaso no Paramount+, mas o filme acaba entregando um bom thriller de ação. Claro que o roteiro força algumas conveniências para fazer a trama funcionar, e certas soluções parecem simplificadas demais, especialmente perto do final, mas o ritmo consegue prender a atenção o tempo todo. Glen Powell tem presença de sobra, e o elenco de apoio ajuda bastante, com nomes como Colman Domingo, Josh Brolin e Michael Cera deixando tudo mais divertido. Não é um filme memorável nem reinventa o gênero, mas entrega exatamente o que promete: ação, tensão e duas horas de diversão descompromissada. Definitivamente vale a conferida.
The Black Phone 2 é uma continuação que claramente não precisava existir e que acaba perdendo boa parte da essência que fez o primeiro funcionar tão bem. O clima claustrofóbico, a tensão constante e o terror mais psicológico dão lugar a uma trama confusa, cheia de sequências de sonhos, simbolismos jogados e cenas que parecem pura encheção de linguiça. Ethan Hawke continua bem como o vilão "The Grabber", mas aparece pouco demais para sustentar o filme, enquanto os protagonistas parecem estranhamente desconectados do próprio perigo ao redor. Visualmente até existem momentos interessantes e algumas cenas funcionam bem no gore e na ambientação, mas nada disso compensa a sensação de que a história fica andando em círculos sem realmente chegar a lugar nenhum. No fim, sobra aquela impressão de sequência feita (pra variar) pra ganhar um dinheirinho em cima do sucesso do primeiro do que por realmente por haver algo novo ou relevante para contar.
The Last Showgirl tenta construir um drama melancólico sobre envelhecimento e decadência, mas tropeça em um roteiro raso e previsível, que raramente aprofunda seus conflitos. Pamela Anderson surpreende positivamente e entrega uma atuação sensível, mostrando um lado dramático pouco explorado de sua carreira, enquanto a direção aposta em câmera tremida, closes excessivos e um visual granulado que definitivamente eu não gostei. Apesar de alguns momentos sinceros e boas atuações do elenco, o filme nunca encontra a força emocional que parece buscar. Ainda assim, acaba funcionando mais como um retrato agridoce de personagens tentando encontrar algum sentido em meio ao desgaste do tempo, mas, na minha opinião, sem força suficiente para realmente marcar ou justificar o tempo investido assistindo.
“Wuthering Heights” é visualmente deslumbrante, com fotografia, figurinos e direção de arte impecáveis, mas emocionalmente me parece um filme vazio e superficial. A diretora claramente tenta transformar a história em algo mais sensual, obsessivo e provocativo, mas acaba sacrificando justamente a profundidade e a força trágica do romance original. Margot Robbie continua maravilhosa e é uma atriz excelente, mas sinceramente a achei "velha" demais para interpretar Catherine Earnshaw, especialmente em uma versão que exige tanta imaturidade emocional da personagem. Já Jacob Elordi, apesar de muita gente elogiar a química entre os dois, eu particularmente discordo: acho ele um ator no máximo mediano, bastante inexpressivo e que nunca convence como Heathcliff. O relacionamento central acaba funcionando mais como atração física do que como aquela conexão destrutiva e arrebatadora que a história pede. Ainda assim, o filme prende pela atmosfera e pela beleza estética, embora a conclusão seja extremamente corrida. Vale como curiosidade, mas na minha opinião, esse romance ainda carece de uma versão definitiva e definitivamente não foi essa.
O Diabo Veste Prada 2 é aquele tipo de sequência que funciona mais pela nostalgia do que pela necessidade real de existir. É muito bom rever esses personagens depois de tantos anos, e o elenco continua segurando tudo com facilidade, Meryl Streep ainda domina cada cena em que aparece e Emily Blunt continua tendo os melhores momentos do filme. Visualmente também funciona bem, cheio de referências ao original e com aquele universo da moda que continua divertido de acompanhar. Mas falta justamente o que fazia o primeiro ter tanta personalidade: Miranda está muito mais “suavizada”, o humor perdeu boa parte da acidez e o conflito nunca ganha peso de verdade. No fim, parece mais um reencontro confortável com personagens clássicos do que uma continuação que realmente acrescenta algo importante à história.
"O Drama" começa quase como uma comédia romântica meio torta sobre casamento e insegurança, mas vai ficando cada vez mais desconfortável e caótico conforme os segredos aparecem. O filme acerta bastante nessa mistura de humor ácido com tensão psicológica, criando cenas estranhas, constrangedoras e engraçadas ao mesmo tempo. Zendaya entrega a atuação mais forte, enquanto Pattinson cresce muito na segunda metade, vendendo bem a paranoia e o colapso emocional do personagem. O problema é que o roteiro trata a grande revelação como algo devastador demais para o que realmente é, transformando uma ideia idiota de adolescência em uma tragédia quase existencial. No fim, sobra a sensação de que o filme aumenta muito o peso de algo que talvez merecesse uma reação um pouco menos apocalíptica. PS: gostei do final, lúdico e alegórico, combinando com o clima estranho que o filme constrói desde o início.
"Uma segunda chance" tem cara daqueles dramas românticos feitos sob medida para mexer com com quem assiste, e em vários momentos consegue. A história sobre culpa, perda e tentativa de recomeço funciona melhor quando foca na relação da protagonista com a filha e no peso emocional que existe naquela família destruída por uma perda. O problema é que o filme também força bastante algumas situações, principalmente o romance com o melhor amigo do ex-namorado, que acontece rápido demais e nunca parece totalmente natural. Além disso, achei toda a motivação da prisão exagerada e pouco crível, como se o roteiro precisasse empurrar o drama a qualquer custo. Ainda assim, tem boas atuações, um clima sincero e aquele tipo de emoção simples que acaba funcionando, mesmo quando a previsibilidade pesa bastante.
Hamnet é um filme profundamente melancólico, daqueles que parecem existir mais nos silêncios, nos olhares e nos pequenos gestos do que propriamente nos diálogos. A direção constrói uma obra visualmente impecável, com imagens da natureza e da vida cotidiana carregadas por uma tristeza constante, como se o luto estivesse impregnado em cada detalhe daquelas vidas. Jessie Buckley entrega uma atuação impressionante e absolutamente digna de Oscar, transmitindo dor, desgaste e vazio com uma intensidade quase silenciosa. Existe uma humanidade muito forte no filme, e é impossível não sentir empatia pelos personagens e pelo sofrimento que carregam. Ainda assim, apesar de toda a beleza estética e do cuidado emocional, a narrativa nunca conseguiu me conectar completamente com a trama e com aquelas dores. Tudo parece contemplativo e contido demais, fazendo com que a emoção permaneça sempre um pouco distante, mesmo quando o filme claramente quer partir o coração de quem assiste. Terminei o filme com a sensação de que ele poderia ter sido emocionalmente mais profundo e marcante do que realmente foi.
28 Years Later: The Bone Temple não é um filme ruim, mas é claramente um capítulo irregular e desnecessário da franquia, além de pouco interessado em construir uma narrativa realmente consistente. O resultado é uma trama desigual, que alterna boas ideias e atuações fortes (com destaque para Ralph Fiennes) com longos trechos centrados em violência e tortura, que, na minha opinião, servem mais ao choque do que propriamente à história. O suposto protagonista Spike acaba ficando em segundo plano, com sua trajetória pouco desenvolvida em relação ao filme anterior, o que reforça a sensação de estagnação do universo apresentado. Ainda assim, o filme entrega alguns momentos de impacto visual e uma atmosfera competente. O desfecho traz uma surpresa que tenta adicionar peso ao conjunto, mas não elimina a sensação de irregularidade ao longo do caminho.
"Casamento Sangrento: A Viúva" é uma sequência competente, porém desnecessária, que expande o universo do original em detrimento da simplicidade que o tornava tão eficaz. O filme aposta mais no gore e no humor ácido, entregando cenas divertidas, embora por vezes repetitivas e excessivas. O principal problema está no ritmo, que se alonga além do necessário e dilui a tensão. Ainda assim, Samara Weaving mais uma vez se destaca com uma performance intensa e segura, reafirmando seu talento (na minha opinião, uma das atrizes mais subestimadas da atualidade)... No geral, é entretenimento razoável, mas fica como um claro passo atrás em relação ao original.
"Bola pra Cima" tenta se sustentar no absurdo, mas acaba sendo apenas preguiçoso e expressa toda a ignorância do americano médio. O humor é raso, repetitivo, raramente funciona e quando funciona, parece mais acidente do que mérito. A direção é burocrática e o roteiro claramente abre mão de qualquer coerência para empilhar situações ridículas e absurdas. Como brasileiro, incomoda bastante a forma caricata e superficial com que o país e sua cultura são retratados, beirando o desrespeito. Além disso, o filme escancara um desconhecimento quase total sobre futebol e geografia básica. No fim, entrega uma bagunça sem graça e facilmente descartável.
Fackham Hall até começa com uma boa proposta de paródia ao estilo das produções de época britânicas, mas rapidamente se perde no tom. Como fã do humor britânico, especialmente aquele mais ácido e inteligente, senti falta justamente disso aqui, já que o filme aposta em piadas óbvias e previsíveis, muitas vezes mais bobas do que afiadas. A produção e o elenco até fazem sua parte, mas o roteiro parece indeciso entre sátira e comédia escrachada, sem funcionar bem em nenhum dos dois. Algumas gags visuais funcionam, mas são exceções em meio a muitas tentativas que não engatam. No fim, é um esforço válido, mas que passa longe do nível de humor que esse tipo de proposta pede.
"O Jogo do Predador" é puro fast-food cinematográfico com cara de Netflix: rápido, direto e feito para entreter sem exigir muito. As cenas de ação funcionam bem e ajudam a manter o ritmo, com Charlize Theron entregando bastante fisicalidade e uma atuação consistente dentro da proposta, enquanto Taron Egerton cumpre bem o papel do antagonista. A dinâmica de caça e sobrevivência prende, mesmo sendo previsível. Faltou aprofundar melhor as motivações do “caçador”, que ficam meio jogadas, ainda que o filme claramente não tenha interesse em ir muito além disso. No fim, é descartável, mas funciona enquanto dura.
"A Meia-Irmã Feia" pega o conto clássico da Cinderella e vira do avesso com uma abordagem grotesca e provocativa. A direção aposta forte no body horror (lembrando um pouco A Susbtância), mostrando a busca pela beleza como algo doloroso e até perturbador. A protagonista se destaca ao dar humanidade à protagonista, mesmo em meio a personagens moralmente difíceis. Visualmente é marcante, com uma estética sombria e incômoda, mas o ritmo irregular e o excesso de choque às vezes atrapalham a mensagem. Ainda assim, é uma releitura ousada e difícil de ignorar.
"Socorro!" é exatamente o tipo de filme que mostra por que eu gosto tanto do estilo do Sam Raimi: exagerado, desconfortável e cheio de personalidade. A mistura de terror, humor ácido e situações absurdas funciona muito bem, criando momentos que fazem rir e, ao mesmo tempo, desviar o olhar. Rachel McAdams surpreende bastante, entregando uma atuação intensa e totalmente fora da sua zona de conforto. A dinâmica de sobrevivência vira quase um jogo moral incômodo, onde ninguém é totalmente herói ou vilão. Não é perfeito, mas é provocativo, divertido e difícil de esquecer. Com certeza recomendo.
Marty Supreme acaba sendo um filme competente, mas bem abaixo do hype que criou ao redor. Eu mesmo não tinha grandes expectativas e talvez por isso tenha funcionado melhor: é bom, mas longe de ser memorável. O maior problema está no protagonista, um anti-herói difícil de se envolver, que pouco evolui e cujos erros não geram consequências à altura dentro da história. Ainda assim, o filme se sustenta na direção e na boa execução técnica, com ritmo intenso (às vezes até excessivo). Acho o Timothée Chalamet um pouco superestimado, mas aqui ele entrega uma atuação sólida e consistente, embora, na minha visão, longe de nível Oscar. No final das contas, acho que vale sim uma conferida. Está no Prime.
Honey, Não!
2.4 63 Assista Agora"Honey, Don't!" tenta misturar noir, comédia ácida e mistério policial, mas acaba se tornando uma experiência confusa e surpreendentemente vazia. A trama apresenta diversas situações excêntricas e subtramas que não levam a lugar nenhum, deixando a sensação de que o filme não sabe exatamente o que quer contar. Na minha opinião, faltou foco ao roteiro, que acumula personagens, acontecimentos e reviravoltas sem conseguir transformá-los em uma narrativa envolvente. Também chamam atenção as várias cenas de sexo que pouco ou nada acrescentam à história, sem aprofundar personagens ou contextualizar a trama, parecendo existir apenas pelo choque ou pela provocação. Mesmo com um elenco talentoso, o filme não consegue se sustentar ao longo de sua duração e, quando chega ao fim, muitas de suas escolhas continuam sem fazer muito sentido.
Emily
3.5 26"Emily" é um filme visualmente bonito e bem interpretado, mas que me deixou um pouco frustrado pela abordagem escolhida. Sempre achei a história das irmãs Brontë fascinante, especialmente a de Emily, e esperava ver mais sobre sua rotina, suas relações familiares e o possível processo criativo que a levou a escrever O Morro dos Ventos Uivantes. Em vez disso, o filme opta por construir uma versão bastante romantizada e especulativa da autora, traçando paralelos diretos entre sua vida e os elementos de sua obra mais famosa. Na minha opinião, o resultado funciona melhor como uma fantasia inspirada em Emily Brontë do que como um retrato fiel de quem ela realmente foi, o que pode decepcionar quem busca conhecer mais sobre a escritora e sua história (como foi o meu caso).
Jack Ryan: Guerra Fantasma
2.7 32 Assista Agora"Jack Ryan: Ghost War" é uma despedida decepcionante para uma franquia que costumava se destacar pelo equilíbrio entre espionagem, inteligência e ação. O filme troca a complexidade típica das histórias de Tom Clancy por uma narrativa genérica, repleta de clichês, conveniências de roteiro e situações pouco críveis. Na minha opinião, a trama parece mais interessada em exibir cenários luxuosos e sequências de perseguição do que em construir tensão ou desenvolver seus personagens. O resultado é um filme que soa desnecessário, sem acrescentar nada relevante ao universo de Jack Ryan e sem justificar sua própria existência. Mesmo com um elenco competente e algumas cenas de ação bem produzidas, fica a sensação de um capítulo final muito abaixo da qualidade que a série havia apresentado em seus melhores momentos.
Couples Weekend
1.5 2"Couples Weekend" tinha potencial para ser uma comédia ácida sobre relacionamentos, mas acaba se perdendo em uma trama confusa e sem um objetivo muito claro. O filme levanta conflitos que parecem prometer consequências maiores, porém resolve quase tudo de maneira conveniente e pouco convincente, diminuindo o impacto das situações. Na minha opinião, o roteiro não sabe exatamente se quer ser uma comédia romântica, um drama conjugal ou uma sátira, e acaba não funcionando plenamente em nenhuma dessas frentes. Mesmo com um elenco competente, sobra a sensação de que a história poderia ter explorado muito melhor suas ideias e personagens.
Eles Vão Te Matar
3.2 160 Assista Agora"Eles Vão Te Matar" parece uma mistura insana entre Kill Bill, Casamento Sangrento e o gore escancarado da franquia Evil Dead. O filme abraça sem vergonha sua premissa absurda, entregando cenas de ação frenéticas, humor sombrio e litros de sangue em uma experiência visualmente estilizada e cheia de personalidade. Zazie Beetz conduz a narrativa com muita presença, funcionando como a âncora emocional em meio ao caos e à carnificina. Na minha opinião, o filme é extremamente divertido e, dentro daquilo que se propõe, entrega exatamente o que promete: violência exagerada, ritmo acelerado e entretenimento sem freios. Pode não ser profundo nem particularmente original, mas é difícil não se divertir acompanhando essa montanha-russa de absurdos.
E Se Fosse Verdade...
3.6 1,5K Assista Agora"E Se Fosse Verdade..." é uma comédia romântica leve, charmosa e com um toque sobrenatural que dá personalidade à história. Reese Witherspoon e Mark Ruffalo formam uma dupla que funciona muito bem em cena, com uma química natural que torna fácil torcer pelo romance entre os dois. Na minha opinião, o filme acerta ao equilibrar humor, emoção e fantasia sem se levar muito a sério. Embora não seja uma trama totalmente original e apresente algumas conveniências de roteiro, entrega uma experiência agradável, divertida e com um desfecho que deixa um sorriso no rosto. Definitivamente mma boa opção para quem procura um romances leve e despretensioso.
Primeiro as Damas
3.0 47 Assista AgoraO começo de Ladies First até funciona bem: a premissa é divertida e o filme parece caminhar para uma sátira mais inteligente sobre relações de poder e machismo corporativo. O problema é que, logo após a grande virada da trama, o filme praticamente desmorona. O roteiro fica repetitivo, as piadas param de funcionar e os personagens viram caricaturas, tornando a experiência cada vez mais cansativa. A crítica social, que parecia promissora no início, acaba superficial e sem impacto, desperdiçando completamente seu potencial inicial. Mesmo com bons atores e uma produção competente, vira uma comédia quase insuportável de acompanhar até o fim e na minha opinião, totalmente esquecível.
A Mão que Balança o Berço
2.3 83 Assista AgoraO remake de "A Mão que Balança o Berço" até tenta modernizar o clássico dos anos 90, mas acaba entregando um thriller genérico e sem a mesma força psicológica do original. Na minha opinião, o maior problema está justamente na motivação da babá, que demora demais para fazer sentido e enfraquece o suspense ao longo do filme. As atuações femininas funcionam bem, especialmente nas cenas de tensão mais intimistas, mas o roteiro depende de decisões pouco convincentes e personagens artificiais para mover a trama. Ainda existem alguns momentos divertidos e um clímax mais caótico que ajuda a manter o interesse, mas no geral fica aquela sensação de remake feito mais por falta de ideias originais do que por uma necessidade real de revisitar a história.
O Sobrevivente
3.0 159 Assista AgoraEu esperava bem menos de The Running Man, que encontrei por acaso no Paramount+, mas o filme acaba entregando um bom thriller de ação. Claro que o roteiro força algumas conveniências para fazer a trama funcionar, e certas soluções parecem simplificadas demais, especialmente perto do final, mas o ritmo consegue prender a atenção o tempo todo. Glen Powell tem presença de sobra, e o elenco de apoio ajuda bastante, com nomes como Colman Domingo, Josh Brolin e Michael Cera deixando tudo mais divertido. Não é um filme memorável nem reinventa o gênero, mas entrega exatamente o que promete: ação, tensão e duas horas de diversão descompromissada. Definitivamente vale a conferida.
O Telefone Preto 2
3.0 300 Assista AgoraThe Black Phone 2 é uma continuação que claramente não precisava existir e que acaba perdendo boa parte da essência que fez o primeiro funcionar tão bem. O clima claustrofóbico, a tensão constante e o terror mais psicológico dão lugar a uma trama confusa, cheia de sequências de sonhos, simbolismos jogados e cenas que parecem pura encheção de linguiça. Ethan Hawke continua bem como o vilão "The Grabber", mas aparece pouco demais para sustentar o filme, enquanto os protagonistas parecem estranhamente desconectados do próprio perigo ao redor. Visualmente até existem momentos interessantes e algumas cenas funcionam bem no gore e na ambientação, mas nada disso compensa a sensação de que a história fica andando em círculos sem realmente chegar a lugar nenhum. No fim, sobra aquela impressão de sequência feita (pra variar) pra ganhar um dinheirinho em cima do sucesso do primeiro do que por realmente por haver algo novo ou relevante para contar.
A Última Showgirl
3.1 58 Assista AgoraThe Last Showgirl tenta construir um drama melancólico sobre envelhecimento e decadência, mas tropeça em um roteiro raso e previsível, que raramente aprofunda seus conflitos. Pamela Anderson surpreende positivamente e entrega uma atuação sensível, mostrando um lado dramático pouco explorado de sua carreira, enquanto a direção aposta em câmera tremida, closes excessivos e um visual granulado que definitivamente eu não gostei. Apesar de alguns momentos sinceros e boas atuações do elenco, o filme nunca encontra a força emocional que parece buscar. Ainda assim, acaba funcionando mais como um retrato agridoce de personagens tentando encontrar algum sentido em meio ao desgaste do tempo, mas, na minha opinião, sem força suficiente para realmente marcar ou justificar o tempo investido assistindo.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 273 Assista Agora“Wuthering Heights” é visualmente deslumbrante, com fotografia, figurinos e direção de arte impecáveis, mas emocionalmente me parece um filme vazio e superficial. A diretora claramente tenta transformar a história em algo mais sensual, obsessivo e provocativo, mas acaba sacrificando justamente a profundidade e a força trágica do romance original. Margot Robbie continua maravilhosa e é uma atriz excelente, mas sinceramente a achei "velha" demais para interpretar Catherine Earnshaw, especialmente em uma versão que exige tanta imaturidade emocional da personagem. Já Jacob Elordi, apesar de muita gente elogiar a química entre os dois, eu particularmente discordo: acho ele um ator no máximo mediano, bastante inexpressivo e que nunca convence como Heathcliff. O relacionamento central acaba funcionando mais como atração física do que como aquela conexão destrutiva e arrebatadora que a história pede. Ainda assim, o filme prende pela atmosfera e pela beleza estética, embora a conclusão seja extremamente corrida. Vale como curiosidade, mas na minha opinião, esse romance ainda carece de uma versão definitiva e definitivamente não foi essa.
O Diabo Veste Prada 2
3.5 228O Diabo Veste Prada 2 é aquele tipo de sequência que funciona mais pela nostalgia do que pela necessidade real de existir. É muito bom rever esses personagens depois de tantos anos, e o elenco continua segurando tudo com facilidade, Meryl Streep ainda domina cada cena em que aparece e Emily Blunt continua tendo os melhores momentos do filme. Visualmente também funciona bem, cheio de referências ao original e com aquele universo da moda que continua divertido de acompanhar. Mas falta justamente o que fazia o primeiro ter tanta personalidade: Miranda está muito mais “suavizada”, o humor perdeu boa parte da acidez e o conflito nunca ganha peso de verdade. No fim, parece mais um reencontro confortável com personagens clássicos do que uma continuação que realmente acrescenta algo importante à história.
O Drama
3.7 241 Assista Agora"O Drama" começa quase como uma comédia romântica meio torta sobre casamento e insegurança, mas vai ficando cada vez mais desconfortável e caótico conforme os segredos aparecem. O filme acerta bastante nessa mistura de humor ácido com tensão psicológica, criando cenas estranhas, constrangedoras e engraçadas ao mesmo tempo. Zendaya entrega a atuação mais forte, enquanto Pattinson cresce muito na segunda metade, vendendo bem a paranoia e o colapso emocional do personagem. O problema é que o roteiro trata a grande revelação como algo devastador demais para o que realmente é, transformando uma ideia idiota de adolescência em uma tragédia quase existencial. No fim, sobra a sensação de que o filme aumenta muito o peso de algo que talvez merecesse uma reação um pouco menos apocalíptica. PS: gostei do final, lúdico e alegórico, combinando com o clima estranho que o filme constrói desde o início.
Uma Segunda Chance
3.1 29 Assista Agora"Uma segunda chance" tem cara daqueles dramas românticos feitos sob medida para mexer com com quem assiste, e em vários momentos consegue. A história sobre culpa, perda e tentativa de recomeço funciona melhor quando foca na relação da protagonista com a filha e no peso emocional que existe naquela família destruída por uma perda. O problema é que o filme também força bastante algumas situações, principalmente o romance com o melhor amigo do ex-namorado, que acontece rápido demais e nunca parece totalmente natural. Além disso, achei toda a motivação da prisão exagerada e pouco crível, como se o roteiro precisasse empurrar o drama a qualquer custo. Ainda assim, tem boas atuações, um clima sincero e aquele tipo de emoção simples que acaba funcionando, mesmo quando a previsibilidade pesa bastante.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 433 Assista AgoraHamnet é um filme profundamente melancólico, daqueles que parecem existir mais nos silêncios, nos olhares e nos pequenos gestos do que propriamente nos diálogos. A direção constrói uma obra visualmente impecável, com imagens da natureza e da vida cotidiana carregadas por uma tristeza constante, como se o luto estivesse impregnado em cada detalhe daquelas vidas. Jessie Buckley entrega uma atuação impressionante e absolutamente digna de Oscar, transmitindo dor, desgaste e vazio com uma intensidade quase silenciosa. Existe uma humanidade muito forte no filme, e é impossível não sentir empatia pelos personagens e pelo sofrimento que carregam. Ainda assim, apesar de toda a beleza estética e do cuidado emocional, a narrativa nunca conseguiu me conectar completamente com a trama e com aquelas dores. Tudo parece contemplativo e contido demais, fazendo com que a emoção permaneça sempre um pouco distante, mesmo quando o filme claramente quer partir o coração de quem assiste. Terminei o filme com a sensação de que ele poderia ter sido emocionalmente mais profundo e marcante do que realmente foi.
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.4 238 Assista Agora28 Years Later: The Bone Temple não é um filme ruim, mas é claramente um capítulo irregular e desnecessário da franquia, além de pouco interessado em construir uma narrativa realmente consistente. O resultado é uma trama desigual, que alterna boas ideias e atuações fortes (com destaque para Ralph Fiennes) com longos trechos centrados em violência e tortura, que, na minha opinião, servem mais ao choque do que propriamente à história. O suposto protagonista Spike acaba ficando em segundo plano, com sua trajetória pouco desenvolvida em relação ao filme anterior, o que reforça a sensação de estagnação do universo apresentado. Ainda assim, o filme entrega alguns momentos de impacto visual e uma atmosfera competente. O desfecho traz uma surpresa que tenta adicionar peso ao conjunto, mas não elimina a sensação de irregularidade ao longo do caminho.
Casamento Sangrento: A Viúva
3.3 108"Casamento Sangrento: A Viúva" é uma sequência competente, porém desnecessária, que expande o universo do original em detrimento da simplicidade que o tornava tão eficaz. O filme aposta mais no gore e no humor ácido, entregando cenas divertidas, embora por vezes repetitivas e excessivas. O principal problema está no ritmo, que se alonga além do necessário e dilui a tensão. Ainda assim, Samara Weaving mais uma vez se destaca com uma performance intensa e segura, reafirmando seu talento (na minha opinião, uma das atrizes mais subestimadas da atualidade)... No geral, é entretenimento razoável, mas fica como um claro passo atrás em relação ao original.
Bola pra Cima
1.8 61 Assista Agora"Bola pra Cima" tenta se sustentar no absurdo, mas acaba sendo apenas preguiçoso e expressa toda a ignorância do americano médio. O humor é raso, repetitivo, raramente funciona e quando funciona, parece mais acidente do que mérito. A direção é burocrática e o roteiro claramente abre mão de qualquer coerência para empilhar situações ridículas e absurdas. Como brasileiro, incomoda bastante a forma caricata e superficial com que o país e sua cultura são retratados, beirando o desrespeito. Além disso, o filme escancara um desconhecimento quase total sobre futebol e geografia básica. No fim, entrega uma bagunça sem graça e facilmente descartável.
Fackham Hall
3.0 3Fackham Hall até começa com uma boa proposta de paródia ao estilo das produções de época britânicas, mas rapidamente se perde no tom. Como fã do humor britânico, especialmente aquele mais ácido e inteligente, senti falta justamente disso aqui, já que o filme aposta em piadas óbvias e previsíveis, muitas vezes mais bobas do que afiadas. A produção e o elenco até fazem sua parte, mas o roteiro parece indeciso entre sátira e comédia escrachada, sem funcionar bem em nenhum dos dois. Algumas gags visuais funcionam, mas são exceções em meio a muitas tentativas que não engatam. No fim, é um esforço válido, mas que passa longe do nível de humor que esse tipo de proposta pede.
O Jogo do Predador
2.8 181 Assista Agora"O Jogo do Predador" é puro fast-food cinematográfico com cara de Netflix: rápido, direto e feito para entreter sem exigir muito. As cenas de ação funcionam bem e ajudam a manter o ritmo, com Charlize Theron entregando bastante fisicalidade e uma atuação consistente dentro da proposta, enquanto Taron Egerton cumpre bem o papel do antagonista. A dinâmica de caça e sobrevivência prende, mesmo sendo previsível. Faltou aprofundar melhor as motivações do “caçador”, que ficam meio jogadas, ainda que o filme claramente não tenha interesse em ir muito além disso. No fim, é descartável, mas funciona enquanto dura.
A Meia-Irmã Feia
3.8 449 Assista Agora"A Meia-Irmã Feia" pega o conto clássico da Cinderella e vira do avesso com uma abordagem grotesca e provocativa. A direção aposta forte no body horror (lembrando um pouco A Susbtância), mostrando a busca pela beleza como algo doloroso e até perturbador. A protagonista se destaca ao dar humanidade à protagonista, mesmo em meio a personagens moralmente difíceis. Visualmente é marcante, com uma estética sombria e incômoda, mas o ritmo irregular e o excesso de choque às vezes atrapalham a mensagem. Ainda assim, é uma releitura ousada e difícil de ignorar.
Socorro!
3.2 357 Assista Agora"Socorro!" é exatamente o tipo de filme que mostra por que eu gosto tanto do estilo do Sam Raimi: exagerado, desconfortável e cheio de personalidade. A mistura de terror, humor ácido e situações absurdas funciona muito bem, criando momentos que fazem rir e, ao mesmo tempo, desviar o olhar. Rachel McAdams surpreende bastante, entregando uma atuação intensa e totalmente fora da sua zona de conforto. A dinâmica de sobrevivência vira quase um jogo moral incômodo, onde ninguém é totalmente herói ou vilão. Não é perfeito, mas é provocativo, divertido e difícil de esquecer. Com certeza recomendo.
Marty Supreme
3.6 363 Assista AgoraMarty Supreme acaba sendo um filme competente, mas bem abaixo do hype que criou ao redor. Eu mesmo não tinha grandes expectativas e talvez por isso tenha funcionado melhor: é bom, mas longe de ser memorável. O maior problema está no protagonista, um anti-herói difícil de se envolver, que pouco evolui e cujos erros não geram consequências à altura dentro da história. Ainda assim, o filme se sustenta na direção e na boa execução técnica, com ritmo intenso (às vezes até excessivo). Acho o Timothée Chalamet um pouco superestimado, mas aqui ele entrega uma atuação sólida e consistente, embora, na minha visão, longe de nível Oscar. No final das contas, acho que vale sim uma conferida. Está no Prime.