O filme parece uma mistura clara de influências, especialmente de Kill Bill com o estilo visual característico de Sam Raimi. Isso fica evidente no uso exagerado de sangue, nos close-ups intensos, em certos movimentos de câmera e até nos trejeitos da protagonista. No entanto, o que começa como uma homenagem estilística interessante acaba perdendo força do meio para o fim. A narrativa se torna repetitiva, com cenas que pouco acrescentam em termos de evolução, e os mistérios, que deveriam sustentar o interesse, são resolvidos de forma pouco envolvente. No fim, a sensação é de um filme que aposta mais na estética do que em outras qualidades.
Um filme pouco inspirado, desde as cenas iniciais a impressão é de deja vu devido a semelhança com outros filmes (Limite Vertical, O Rio Selvagem, A Queda, dentre outros). A protagonista encarando aventuras como forma de superar o luto é um tema bem batido. A Austrália retratada como ambiente hostil, principalmente por habitantes locais bizarros também é outro cliché. Possui belas paisagens naturais como cenário, apesar da fotografia estranhamente escura. Eric Bana está apenas de passagem, mas Charlize Theron e Taron Egerton entregam boas atuações, embora isso não seja suficiente para elevar o nível do filme. Pelo menos a curta duração não compromete muito o tempo do espectador, então ainda vale ser assistido sem maiores compromissos.
A premissa é simples: acompanhar a gravação de um podcast focado em relatos de terror, no qual um dos hosts apresenta as histórias enquanto a protagonista assume o papel de cética, tentando refutar e encontrar explicações racionais. Dentro dessa proposta, o filme funciona muito bem. Trata-se, essencialmente, de um exercício de criação de tensão, usando poucos recursos e praticamente um único cenário. Mais do que a história em si, o que importa é a forma. A direção trabalha a desorientação de maneira gradual, seja pelo ritmo cadenciado, pelo uso do silêncio ou pela forma como pequenas interferências sonoras e visuais vão quebrando a sensação de controle da protagonista — e, por consequência, do espectador. O desfecho acaba sendo quase secundário; o interesse está no percurso e em como essa tensão é construída e sustentada. Um ponto crucial: se você não assistiu a esta produção com um sistema de home theater, perdeu metade da experiência. A mixagem de som é extremamente competente ao separar o áudio dos fones de ouvido da protagonista — usados quase constantemente — dos ruídos perturbadores que ecoam pela casa. Se não tiver um som surround, use, pelo menos, um bom par de fones de ouvido ao assistir.
Se eu fosse definir To Die For, diria que ele mistura o humor ácido de Fargo com a obsessão midiática que lembraria mais tarde Garota Exemplar — ainda que com um tom bem mais satírico. É uma comédia sombria com elementos de suspense, marcada por uma estética tipicamente noventista e pelo formato quase documental. A exuberância de Nicole Kidman, em uma de suas performances mais marcantes, contrasta com os ainda bem jovens Joaquin Phoenix e Casey Affleck, que interpretam adolescentes facilmente manipuláveis. Com uma trilha sonora eficiente e uma crítica afiada à cultura da fama, o resultado é um filme tão ácido quanto envolvente.
O filme se propõe a mostrar o lado obscuro do fisiculturismo, principalmente as consequências do uso indiscriminado de anabolizantes, cujo alto custo obriga a protagonista a enveredar pelo caminho da prostituição, sem qualquer objeção do marido e treinador, que parece só ter olhos para as competições e prêmios que ele próprio não pode mais disputar ao custo da degradação física e moral da esposa. A atuação pouco expressiva da atriz principal e a ambientação um tanto estranha tiram pontos do filme. Nessa mesma linha temática, o recente Magazine Dreams é um filme muito mais conciso e bem acabado em todos os aspectos.
O filme tem um bom elenco, mas muito mal aproveitado. Javier Bardem e Idris Elba mal aparecem. A trama é muito batida, um pistoleiro com crise de consciência e com algum problema de saúde em busca de redenção, lembrando muito alguns dos últimos trabalhos do Liam Neeson. Junte isso a um romance inverossímil e temos um filme de ação bem medíocre.
Visualmente não há o que se discutir. Fogo e Cinzas continua situando Avatar entre os filmes com o CGI mais impressionante e natural já feitos. Entretanto, a lore da franquia parece carecer de substância para manter diversas sequências. O que vemos é uma repetição de temas e cenários que já foram exaustivamente utilizados nos filmes anteriores. A duração exagerada também não se justifica, tornando a experiência um pouco cansativa. Acho que seria uma boa oportunidade para encerrar a franquia ainda por cima, não consigo vislumbrar como as previstas partes 4 e 5 conseguirão se sobressair como sequência de uma história que já mostra sinais de cansaço.
Enquanto estava focado no suspense, parecia até ter uma certa competência, mas quando descamba pra ação o filme decai de forma vertiginosa. Algumas cenas de luta beiram o insuportável de assitir com tantos cortes desnecessários, e os personagens que pelo menos na teoria são cientistas bem gabaritados começam a agir como grandes idiotas. Uma boa ideia que se perdeu pelo caminho, mesmo com bom elenco.
Talvez não exista outro diretor na nossa época que consiga dirigir com tanta precisão filmes com temática medieval como Ridley Scott, principalmente as cenas de batalha. O corte original é um filme mais voltado para a ação, enquanto a versão extendida apresenta um maior aprofundamento histórico e melhor desenvolvimento dos principais personagens e portanto mais coerente com a relevância do tema retratado.
Este é, talvez, o filme mais fraco de toda a saga da Terra-Média no cinema. Um dos pilares fundamentais da trama — o desenvolvimento e a interação entre os personagens — acaba drasticamente reduzido em favor da ação, que domina o tempo de tela do início ao fim, tornando a experiência cansativa após certo tempo. Até mesmo o protagonista, Bilbo Bolseiro, parece ser um mero espectador em sua própria história. Mesmo na Versão Estendida, esses problemas persistem. É provável que o planejamento inicial, que previa apenas dois filmes, tivesse apresentado um resultado superior; isso eliminaria a sensação de que A Batalha dos Cinco Exércitos é um longa inteiro com características de terceiro ato, além de evitar o encerramento abrupto e anticlimático de A Desolação de Smaug. Ainda assim, a obra apresenta visuais belíssimos e boas sequências de batalha, embora o uso excessivo de CGI seja evidente. Isso fica nítido, principalmente, no exército de elfos, que exibe movimentos robóticos e carece de naturalidade. Em suma, é um bom filme, mas situa-se bem aquém dos demais capítulos da franquia.
Sinceramente sem entender essa nota alta. Basicamente o filme se escora na trilha sonora para "pegar" os incautos pelo gosto musical. O resultado parece mais um programa da MTV do que um filme. Além de tudo, foi um dos filmes mais arrastados e chatos que asssiti ultimamente, foi bem sofrido chegar ao final das mais de duas horas e meia de filme, que não são suficientes para dar profundidade ao amontoado de vilões e personagens secundários que aparecem a todo momento. De longe é o pior da franquia e atesta o total desgaste da era dos heróis no cinema.
O filme constrói sua narrativa a partir de personagens presos em rotinas fracassadas, todos buscando uma última chance de redenção — ainda que por caminhos moralmente duvidosos. James, o ladrão metódico, contrasta com Lou, um policial desgastado pela própria obsessão, enquanto Sharon representa uma frustração mais silenciosa, ligada ao mercado de trabalho e ao envelhecimento. O filme ganha força quando essas trajetórias se cruzam, especialmente pela presença caótica de mais um personagem odiável vivido por Barry Keoghan, que quebra a previsibilidade das ações meticulosamente planejadas de James e injeta tensão real na trama. Ainda que siga fórmulas conhecidas do gênero, o longa se sustenta pelo bom desenvolvimento dos personagens e pelo ritmo consistente, resultando em um thriller competente e envolvente.
O filme mesmo com baixo orçamento consegue manter o tom opressivo e angustiante, tem edição e tomadas inovadoras, entretanto após a primeira metade, começa a ficar um pouco cansativo e repetitivo, principalmente em relação aos takes focando a pista e as rodas do carro.
Elogiar esse filme é chover no molhado, mas acho que vale mencionar o quão fantástico ele está visualmente no remaster em 4K HDR. O sol está mais intenso, as cores muito mais vibrantes e a definição e a beleza dos cenários podem ser apreciadas de forma nunca antes vista. O áudio foi retrabalhado em Dolby Atmos e também é um esplendor, com diálogos claríssimos e o instrumental cristalino. A cena símbolo do filme continua impressionante até hoje. Quem tiver a oportunidade de ver essa versão no cinema, é imperdível, assim como para quem tem uma boa TV em casa.
Para mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe
Para mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe.
Para mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe.
Dá para passar o tempo, entretanto esperava mais por ser um filme do Sam Raimi. A grande novidade é que invés do habitual tom escuro e sombrio que sempre ronda as suas obras, aqui temos uma praia ensolarada e florestas bem coloridas. Os dois personagens principais são totalmente desprezíveis, então a brincadeira aqui é fazer o espectador ficar alterna do a empatia com os dois conforme o desenrolar da trama.
Dei 3 estrelas porque o acontecimento retratado é tão fascinante quanto aterrorizante — é difícil até conceber que apenas algumas gramas de um elemento radioativo sejam capazes de causar tamanho estrago. Ainda assim, tecnicamente, a série deixa a desejar. Alguns problemas já aparecem no primeiro episódio, como reflexos na lente da câmera que quebram completamente a imersão, lembrando gravações feitas com celular. Muitas das cenas com drone seguem essa mesma linha: parecem deslocadas e pouco contribuem visualmente, como na sequência em que agentes da CNEN interceptam um caminhão com material radioativo na estrada. O roteiro também apresenta fragilidades. Além de não mencionar os nomes reais das pessoas envolvidas na tragédia, dramatiza excessivamente diversas situações, o que pode ser interpretado até como um desvirtuamento do sofrimento das vítimas em um contexto extremamente delicado. A cena em que o pai da menina coloca uma música de Elza Soares como forma de incentivo enquanto ela falece, por exemplo, beira o desrespeito. Outro ponto fraco é a trama paralela do protagonista, Márcio, que pouco acrescenta e acaba funcionando mais como distração do que como complemento narrativo. Esse tipo de recurso, aliás, é comum em produções brasileiras baseadas em fatos reais, com a inclusão de personagens fictícios que acabam recebendo mais destaque do que as figuras reais. Por outro lado, a parte sonora é excelente, especialmente o uso do Dolby Atmos, que constrói bem as ambiências com sons de pássaros, insetos, helicópteros e trechos da trilha instrumental. No fim, apesar dos problemas técnicos e narrativos, a série ainda vale a pena pelo contexto histórico que retrata, conseguindo transmitir, ao menos em parte, a dimensão dos acontecimentos.
Uma história como Duna, cheia de tramas políticas, messianismo e simbolismos, merece ser retratada com um mínimo de foco nesses temas. Entretanto, o trabalho aqui fica muito prejudicado pela curta duração: em pouco mais de duas horas, foram condensados os acontecimentos equivalentes aos dois primeiros filmes da nova versão de Denis Villeneuve. O resultado é que a primeira metade tenta se aprofundar um pouco e dar sustentação à história, enquanto a segunda parece uma sequência de highlights de toda a jornada de Paul Atreides, passando por tudo de forma excessivamente rápida e superficial. Em função disso, fica até complicado avaliar as atuações, visto que o espaço para desenvolvimento é mínimo. Comenta-se que, na época, houve muita interferência e cortes pelo estúdio, mas o fato é que o resultado final não foi bom. Os efeitos visuais são bem inconsistentes: enquanto alguns efeitos práticos ainda cumprem o seu papel, outros ficaram extremamente datados e causam estranheza hoje em dia. De positivo, destaco os figurinos, cenários e maquiagens, bem como a trilha sonora, que mistura o clássico com guitarras elétricas. Em resumo, é um filme que não faz jus nem ao material original de Duna, nem ao trabalho de David Lynch como diretor.
A premissa do filme é bastante interessante, mas a forma como o vilão interpretado por Kiefer Sutherland é retratado — excessivamente caricatural, beirando o cômico — compromete o tom da obra. Isso enfraquece a credibilidade de várias situações e reduz o impacto dramático de uma história que exigia maior verossimilhança.
Um bom filme, embora desnecessariamente longo na minha opinião, o que é bastante compreensível por se tratar de uma obra de certa forma autobiográfica. Demonstra o dilema do protagonista entre a razão e a emoção, a ciência e a arte, o pragmatismo e a criatividade. E como muitos grandes talentos podem ter se perdido pelo grande caminho chamado vida.
Antes de mais nada, é preciso analisar o contexto da época em que esse filme foi lançado. A obra original, vinda do cinema europeu, possui um tom bem mais sombrio e pessimista, algo bastante incomum no cinema hollywoodiano do início da década de 1990. Nesse sentido, a existência de um remake pouco tempo após o lançamento do filme original acaba se justificando. Ainda assim, a história mantém a sua essência. O protagonista Jeff (Kieffer Sutherland) entra em uma espiral obsessiva após o desaparecimento de sua namorada, Diane, sequestrada por Barney (vivido por Jeff Bridges), um homem aparentemente comum, com família, trabalho em uma escola ou universidade e acima de qualquer suspeita. Sua motivação é simplesmente testar seus próprios limites morais, o que acaba chocando ainda mais dada tamanha banalização da violência e da apatia em relação ao ser humano. A busca incessante de Jeff, mesmo sem qualquer pista do paradeiro de Diane após anos de desaparecimento, leva o vilão a novamente testar os limites de humanidade — tanto os de Jeff quanto os seus próprios. Rita, a nova namorada de Jeff — personagem com características diferentes do filme original — funciona como um elemento de esperança, representando a possibilidade de superação do profundo trauma vivido pelo protagonista. Posto tudo isso, considero que se trata de um bom thriller. Acredito que muitas das críticas negativas venham principalmente de quem esperava uma cópia exata do filme holandês original. Se o remake tivesse sido lançado alguns anos mais tarde, talvez tivesse se beneficiado de uma liberdade maior por parte do estúdio para tratar a trama de forma mais sombria e desesperançosa. Afinal, filmes como Se7en e Arlington Road — este último também estrelado por Jeff Bridges — ajudaram a pavimentar o caminho para uma maior aceitação, tanto pelo público quanto pelos executivos de Hollywood, de thrillers com tons mais sombrios e finais menos conciliadores.
Eles Vão Te Matar
3.2 49O filme parece uma mistura clara de influências, especialmente de Kill Bill com o estilo visual característico de Sam Raimi. Isso fica evidente no uso exagerado de sangue, nos close-ups intensos, em certos movimentos de câmera e até nos trejeitos da protagonista. No entanto, o que começa como uma homenagem estilística interessante acaba perdendo força do meio para o fim. A narrativa se torna repetitiva, com cenas que pouco acrescentam em termos de evolução, e os mistérios, que deveriam sustentar o interesse, são resolvidos de forma pouco envolvente. No fim, a sensação é de um filme que aposta mais na estética do que em outras qualidades.
O Jogo do Predador
2.8 78 Assista AgoraUm filme pouco inspirado, desde as cenas iniciais a impressão é de deja vu devido a semelhança com outros filmes (Limite Vertical, O Rio Selvagem, A Queda, dentre outros). A protagonista encarando aventuras como forma de superar o luto é um tema bem batido. A Austrália retratada como ambiente hostil, principalmente por habitantes locais bizarros também é outro cliché. Possui belas paisagens naturais como cenário, apesar da fotografia estranhamente escura. Eric Bana está apenas de passagem, mas Charlize Theron e Taron Egerton entregam boas atuações, embora isso não seja suficiente para elevar o nível do filme. Pelo menos a curta duração não compromete muito o tempo do espectador, então ainda vale ser assistido sem maiores compromissos.
Undertone
3.0 60A premissa é simples: acompanhar a gravação de um podcast focado em relatos de terror, no qual um dos hosts apresenta as histórias enquanto a protagonista assume o papel de cética, tentando refutar e encontrar explicações racionais. Dentro dessa proposta, o filme funciona muito bem. Trata-se, essencialmente, de um exercício de criação de tensão, usando poucos recursos e praticamente um único cenário.
Mais do que a história em si, o que importa é a forma. A direção trabalha a desorientação de maneira gradual, seja pelo ritmo cadenciado, pelo uso do silêncio ou pela forma como pequenas interferências sonoras e visuais vão quebrando a sensação de controle da protagonista — e, por consequência, do espectador. O desfecho acaba sendo quase secundário; o interesse está no percurso e em como essa tensão é construída e sustentada.
Um ponto crucial: se você não assistiu a esta produção com um sistema de home theater, perdeu metade da experiência. A mixagem de som é extremamente competente ao separar o áudio dos fones de ouvido da protagonista — usados quase constantemente — dos ruídos perturbadores que ecoam pela casa. Se não tiver um som surround, use, pelo menos, um bom par de fones de ouvido ao assistir.
Um Sonho Sem Limites
3.5 198 Assista AgoraSe eu fosse definir To Die For, diria que ele mistura o humor ácido de Fargo com a obsessão midiática que lembraria mais tarde Garota Exemplar — ainda que com um tom bem mais satírico. É uma comédia sombria com elementos de suspense, marcada por uma estética tipicamente noventista e pelo formato quase documental. A exuberância de Nicole Kidman, em uma de suas performances mais marcantes, contrasta com os ainda bem jovens Joaquin Phoenix e Casey Affleck, que interpretam adolescentes facilmente manipuláveis. Com uma trilha sonora eficiente e uma crítica afiada à cultura da fama, o resultado é um filme tão ácido quanto envolvente.
O Preço de Um Corpo
2.7 7O filme se propõe a mostrar o lado obscuro do fisiculturismo, principalmente as consequências do uso indiscriminado de anabolizantes, cujo alto custo obriga a protagonista a enveredar pelo caminho da prostituição, sem qualquer objeção do marido e treinador, que parece só ter olhos para as competições e prêmios que ele próprio não pode mais disputar ao custo da degradação física e moral da esposa. A atuação pouco expressiva da atriz principal e a ambientação um tanto estranha tiram pontos do filme. Nessa mesma linha temática, o recente Magazine Dreams é um filme muito mais conciso e bem acabado em todos os aspectos.
O Franco-Atirador
2.8 166 Assista AgoraO filme tem um bom elenco, mas muito mal aproveitado. Javier Bardem e Idris Elba mal aparecem. A trama é muito batida, um pistoleiro com crise de consciência e com algum problema de saúde em busca de redenção, lembrando muito alguns dos últimos trabalhos do Liam Neeson. Junte isso a um romance inverossímil e temos um filme de ação bem medíocre.
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 291 Assista AgoraVisualmente não há o que se discutir. Fogo e Cinzas continua situando Avatar entre os filmes com o CGI mais impressionante e natural já feitos. Entretanto, a lore da franquia parece carecer de substância para manter diversas sequências. O que vemos é uma repetição de temas e cenários que já foram exaustivamente utilizados nos filmes anteriores. A duração exagerada também não se justifica, tornando a experiência um pouco cansativa. Acho que seria uma boa oportunidade para encerrar a franquia ainda por cima, não consigo vislumbrar como as previstas partes 4 e 5 conseguirão se sobressair como sequência de uma história que já mostra sinais de cansaço.
Morgan: A Evolução
2.8 206 Assista AgoraEnquanto estava focado no suspense, parecia até ter uma certa competência, mas quando descamba pra ação o filme decai de forma vertiginosa. Algumas cenas de luta beiram o insuportável de assitir com tantos cortes desnecessários, e os personagens que pelo menos na teoria são cientistas bem gabaritados começam a agir como grandes idiotas. Uma boa ideia que se perdeu pelo caminho, mesmo com bom elenco.
Cruzada
3.4 655 Assista AgoraTalvez não exista outro diretor na nossa época que consiga dirigir com tanta precisão filmes com temática medieval como Ridley Scott, principalmente as cenas de batalha. O corte original é um filme mais voltado para a ação, enquanto a versão extendida apresenta um maior aprofundamento histórico e melhor desenvolvimento dos principais personagens e portanto mais coerente com a relevância do tema retratado.
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
3.9 2,0K Assista AgoraEste é, talvez, o filme mais fraco de toda a saga da Terra-Média no cinema. Um dos pilares fundamentais da trama — o desenvolvimento e a interação entre os personagens — acaba drasticamente reduzido em favor da ação, que domina o tempo de tela do início ao fim, tornando a experiência cansativa após certo tempo.
Até mesmo o protagonista, Bilbo Bolseiro, parece ser um mero espectador em sua própria história. Mesmo na Versão Estendida, esses problemas persistem. É provável que o planejamento inicial, que previa apenas dois filmes, tivesse apresentado um resultado superior; isso eliminaria a sensação de que A Batalha dos Cinco Exércitos é um longa inteiro com características de terceiro ato, além de evitar o encerramento abrupto e anticlimático de A Desolação de Smaug.
Ainda assim, a obra apresenta visuais belíssimos e boas sequências de batalha, embora o uso excessivo de CGI seja evidente. Isso fica nítido, principalmente, no exército de elfos, que exibe movimentos robóticos e carece de naturalidade. Em suma, é um bom filme, mas situa-se bem aquém dos demais capítulos da franquia.
Guardiões da Galáxia: Vol. 3
4.2 847 Assista AgoraSinceramente sem entender essa nota alta. Basicamente o filme se escora na trilha sonora para "pegar" os incautos pelo gosto musical. O resultado parece mais um programa da MTV do que um filme. Além de tudo, foi um dos filmes mais arrastados e chatos que asssiti ultimamente, foi bem sofrido chegar ao final das mais de duas horas e meia de filme, que não são suficientes para dar profundidade ao amontoado de vilões e personagens secundários que aparecem a todo momento. De longe é o pior da franquia e atesta o total desgaste da era dos heróis no cinema.
Caminhos do Crime
3.3 83 Assista AgoraO filme constrói sua narrativa a partir de personagens presos em rotinas fracassadas, todos buscando uma última chance de redenção — ainda que por caminhos moralmente duvidosos. James, o ladrão metódico, contrasta com Lou, um policial desgastado pela própria obsessão, enquanto Sharon representa uma frustração mais silenciosa, ligada ao mercado de trabalho e ao envelhecimento.
O filme ganha força quando essas trajetórias se cruzam, especialmente pela presença caótica de mais um personagem odiável vivido por Barry Keoghan, que quebra a previsibilidade das ações meticulosamente planejadas de James e injeta tensão real na trama.
Ainda que siga fórmulas conhecidas do gênero, o longa se sustenta pelo bom desenvolvimento dos personagens e pelo ritmo consistente, resultando em um thriller competente e envolvente.
Encurralado
3.9 448 Assista AgoraO filme mesmo com baixo orçamento consegue manter o tom opressivo e angustiante, tem edição e tomadas inovadoras, entretanto após a primeira metade, começa a ficar um pouco cansativo e repetitivo, principalmente em relação aos takes focando a pista e as rodas do carro.
Ben-Hur
4.3 569 Assista AgoraElogiar esse filme é chover no molhado, mas acho que vale mencionar o quão fantástico ele está visualmente no remaster em 4K HDR. O sol está mais intenso, as cores muito mais vibrantes e a definição e a beleza dos cenários podem ser apreciadas de forma nunca antes vista. O áudio foi retrabalhado em Dolby Atmos e também é um esplendor, com diálogos claríssimos e o instrumental cristalino. A cena símbolo do filme continua impressionante até hoje. Quem tiver a oportunidade de ver essa versão no cinema, é imperdível, assim como para quem tem uma boa TV em casa.
Alerta Apocalipse
2.6 45 Assista AgoraPara mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe
Alerta Apocalipse
2.6 45 Assista AgoraPara mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe.
Alerta Apocalipse
2.6 45 Assista AgoraPara mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe.
Manual Prático da Vingança Lucrativa
3.2 31 Assista AgoraA música do Juca Chaves no final me pegou totalmente desprevenido!
Socorro!
3.3 227Dá para passar o tempo, entretanto esperava mais por ser um filme do Sam Raimi. A grande novidade é que invés do habitual tom escuro e sombrio que sempre ronda as suas obras, aqui temos uma praia ensolarada e florestas bem coloridas. Os dois personagens principais são totalmente desprezíveis, então a brincadeira aqui é fazer o espectador ficar alterna do a empatia com os dois conforme o desenrolar da trama.
Emergência Radioativa
3.9 193 Assista AgoraDei 3 estrelas porque o acontecimento retratado é tão fascinante quanto aterrorizante — é difícil até conceber que apenas algumas gramas de um elemento radioativo sejam capazes de causar tamanho estrago. Ainda assim, tecnicamente, a série deixa a desejar.
Alguns problemas já aparecem no primeiro episódio, como reflexos na lente da câmera que quebram completamente a imersão, lembrando gravações feitas com celular. Muitas das cenas com drone seguem essa mesma linha: parecem deslocadas e pouco contribuem visualmente, como na sequência em que agentes da CNEN interceptam um caminhão com material radioativo na estrada.
O roteiro também apresenta fragilidades. Além de não mencionar os nomes reais das pessoas envolvidas na tragédia, dramatiza excessivamente diversas situações, o que pode ser interpretado até como um desvirtuamento do sofrimento das vítimas em um contexto extremamente delicado. A cena em que o pai da menina coloca uma música de Elza Soares como forma de incentivo enquanto ela falece, por exemplo, beira o desrespeito.
Outro ponto fraco é a trama paralela do protagonista, Márcio, que pouco acrescenta e acaba funcionando mais como distração do que como complemento narrativo. Esse tipo de recurso, aliás, é comum em produções brasileiras baseadas em fatos reais, com a inclusão de personagens fictícios que acabam recebendo mais destaque do que as figuras reais.
Por outro lado, a parte sonora é excelente, especialmente o uso do Dolby Atmos, que constrói bem as ambiências com sons de pássaros, insetos, helicópteros e trechos da trilha instrumental.
No fim, apesar dos problemas técnicos e narrativos, a série ainda vale a pena pelo contexto histórico que retrata, conseguindo transmitir, ao menos em parte, a dimensão dos acontecimentos.
Duna
2.9 422 Assista AgoraUma história como Duna, cheia de tramas políticas, messianismo e simbolismos, merece ser retratada com um mínimo de foco nesses temas. Entretanto, o trabalho aqui fica muito prejudicado pela curta duração: em pouco mais de duas horas, foram condensados os acontecimentos equivalentes aos dois primeiros filmes da nova versão de Denis Villeneuve. O resultado é que a primeira metade tenta se aprofundar um pouco e dar sustentação à história, enquanto a segunda parece uma sequência de highlights de toda a jornada de Paul Atreides, passando por tudo de forma excessivamente rápida e superficial.
Em função disso, fica até complicado avaliar as atuações, visto que o espaço para desenvolvimento é mínimo. Comenta-se que, na época, houve muita interferência e cortes pelo estúdio, mas o fato é que o resultado final não foi bom.
Os efeitos visuais são bem inconsistentes: enquanto alguns efeitos práticos ainda cumprem o seu papel, outros ficaram extremamente datados e causam estranheza hoje em dia. De positivo, destaco os figurinos, cenários e maquiagens, bem como a trilha sonora, que mistura o clássico com guitarras elétricas.
Em resumo, é um filme que não faz jus nem ao material original de Duna, nem ao trabalho de David Lynch como diretor.
Olho por Olho
3.3 196A premissa do filme é bastante interessante, mas a forma como o vilão interpretado por Kiefer Sutherland é retratado — excessivamente caricatural, beirando o cômico — compromete o tom da obra. Isso enfraquece a credibilidade de várias situações e reduz o impacto dramático de uma história que exigia maior verossimilhança.
Os Fabelmans
4.0 431Um bom filme, embora desnecessariamente longo na minha opinião, o que é bastante compreensível por se tratar de uma obra de certa forma autobiográfica. Demonstra o dilema do protagonista entre a razão e a emoção, a ciência e a arte, o pragmatismo e a criatividade. E como muitos grandes talentos podem ter se perdido pelo grande caminho chamado vida.
O Silêncio do Lago
3.3 200Antes de mais nada, é preciso analisar o contexto da época em que esse filme foi lançado. A obra original, vinda do cinema europeu, possui um tom bem mais sombrio e pessimista, algo bastante incomum no cinema hollywoodiano do início da década de 1990. Nesse sentido, a existência de um remake pouco tempo após o lançamento do filme original acaba se justificando.
Ainda assim, a história mantém a sua essência. O protagonista Jeff (Kieffer Sutherland) entra em uma espiral obsessiva após o desaparecimento de sua namorada, Diane, sequestrada por Barney (vivido por Jeff Bridges), um homem aparentemente comum, com família, trabalho em uma escola ou universidade e acima de qualquer suspeita. Sua motivação é simplesmente testar seus próprios limites morais, o que acaba chocando ainda mais dada tamanha banalização da violência e da apatia em relação ao ser humano. A busca incessante de Jeff, mesmo sem qualquer pista do paradeiro de Diane após anos de desaparecimento, leva o vilão a novamente testar os limites de humanidade — tanto os de Jeff quanto os seus próprios.
Rita, a nova namorada de Jeff — personagem com características diferentes do filme original — funciona como um elemento de esperança, representando a possibilidade de superação do profundo trauma vivido pelo protagonista.
Posto tudo isso, considero que se trata de um bom thriller. Acredito que muitas das críticas negativas venham principalmente de quem esperava uma cópia exata do filme holandês original. Se o remake tivesse sido lançado alguns anos mais tarde, talvez tivesse se beneficiado de uma liberdade maior por parte do estúdio para tratar a trama de forma mais sombria e desesperançosa. Afinal, filmes como Se7en e Arlington Road — este último também estrelado por Jeff Bridges — ajudaram a pavimentar o caminho para uma maior aceitação, tanto pelo público quanto pelos executivos de Hollywood, de thrillers com tons mais sombrios e finais menos conciliadores.