O filme começa lento, focando no clima de tensão e paranóia comum nas ocupações nazistas durante a segunda guerra. Entretanto o ato final entrega um dos melhores tiroteios que já vi em filmes do gênero. O home theater trabalhou bem nesse, tudo tremendo quando a artilharia pesada era acionada.
O filme tem uma edição muito criativa, com transições integradas aos próprios elementos das cenas, contribuindo para desorientar o espectador. A isso se soma uma fotografia marcada por uma instabilidade cromática deliberada, alternando de maneira quase caótica entre tonalidades amareladas, esverdeadas e azuladas, reforçando a sensação de confusão e incerteza. Na parte sonora, se destaca um choro incessante de um bebê em boa parte das cenas. O início é intrigante, mas, à medida que a trama se desenvolve, as semelhanças temáticas e narrativas com Alucinações do Passado (Jacob's Ladder) ficam cada vez mais evidentes, tornando o desfecho relativamente previsível. Boa atuação de Ryan Gosling, especialmente na construção do estado de desorientação do personagem.
Esperava bem mais, o filme coloca umas iscas como alguns elementos sobrenaturais, enquanto falha em ter um andamento coeso. As resoluções de roteiro são simplesmente jogadas, de modo que pouco importa o espectador prestar atenção em detalhes da trama, já que isso fará pouca ou nenhuma diferença no ato final.
Uma coisa no filme me incomodou tanto que me fez dar uma nota mais baixa: a tremulação intensa da câmera em cenas paradas. Imagino que a intenção do diretor fosse contribuir para a construção do personagem principal, mas, para mim, o recurso serviu apenas como elemento de desconforto e distração.
Nota-se desde o início que o filme teve um grande orçamento, dada a escala épica da produção e a mescla de locações reais com efeitos especiais de alto nível. Apesar disso, para mim, a direção não fez um bom aproveitamento desses recursos. A edição é caótica, com excesso de cortes e cenas em câmera lenta, em um ritmo de videoclipe, incompatível com uma temática que pede um ritmo mais cadenciado. As atuações são bem medíocres, e a história não empolga muito. Uma oportunidade perdida.
Não achei essa bomba toda que estão comentando, conseguiu me prender até o final, apesar de dar uma boa caída na segunda metade. A parte sonora é um destaque, principalmente em Dolby Atmos, com os canais de altura bem aproveitados com o som da chuva quase constante, e da movimentação das ameaças em pavimentos superiores. Deram uma leve forçada no final
uma criatura totalmente agressiva e ameaçadora fica boazinha do nada só porque foi poupada. É só pra fazer o link com a cena inicial onde o protagonista vivido pelo Wagner Moura liberta o peixe indefeso depois de tê-lo no anzol
O filme começa até interessante, mas depois vira um dramalhão totalmente destoante do resto da série. As cenas de gore são mais do mesmo. Em resumo, provavelmente é o mais fraco da franquia.
O filme começa de forma extremamente visceral, evidenciando toda a violência decorrente de uma vida de crueldades praticadas por Robin e Pequeno John. Este último tentou, sem sucesso, constituir uma família antes de ser novamente tragado pelo conflito. A fotografia é competente ao retratar ambientes soturnos, marcados por um fogo incessante, enquanto a sujeira que cobre os personagens também funciona como metáfora de seus pecados. Quem espera um filme de ação pode se frustrar, pois o ritmo desacelera bastante após os minutos iniciais, deixando claro que o foco está no drama e nos dilemas enfrentados pelo protagonista. À beira da morte, Robin encontra abrigo em uma ilha idílica administrada por uma bondosa prioresa, experiência que o leva a refletir sobre sua má reputação e sobre as histórias que perpetuam seu passado criminoso, sempre prontas para cobrar seu preço.
Em seu leito de morte, buscando poupar a filha de John (que já demonstrava seguir os passos do pai e do próprio Robin) da mesma espiral de violência, ele cria a história de que ambos roubavam dos ricos para dar aos pobres, dando origem à famosa lenda de Robin Hood.
Como representação do jogo, o filme cumpre bem seu papel, especialmente quando comparado à grande quantidade de adaptações malsucedidas de videogames para o cinema. Todos os elementos que os fãs esperam estão presentes: personagens clássicos, cenários memoráveis e os tradicionais bordões. O grande problema é que, se Mortal Kombat impressionou a molecada na década de 1990 por sua violência, hoje a franquia é apenas mais uma em um mercado de jogos voltado majoritariamente ao público adulto, onde o gore e a brutalidade deixaram de ser um diferencial. Nesse contexto, as cenas mais violentas do filme acabam soando mais como exagero do que como algo realmente impactante. O que poderia ser um dos grandes trunfos da produção acaba se tornando seu maior defeito: o uso excessivo de tela verde. Até mesmo cenários relativamente simples, como templos e ambientes ao ar livre, abrem mão de locações e elementos naturais em favor de cenários digitais, resultando em uma estética artificial. Embora os efeitos visuais, de modo geral, sejam competentes, a computação gráfica excessiva compromete a fotografia e reduz a sensação de imersão. Ainda assim, como fan service, o filme cumpre o seu papel.
Em comum com outros filmes sobre o tema, o retrato de Steve Jobs com um caráter inversamente proporcional ao seu sucesso, ou seja, um ser humano simplesmente detestável. O mundo da computação era tão dinâmico que na época em que o filme foi lançado, a Microsoft tinha saído por cima de uma Apple que sofreu uma série de problemas de gestão. Se fosse feito hoje, teria mais uma hora para explicar como depois disso tudo, a Apple tem um valor de mercado maior que o da Microsoft, muito por conta dos produtos visionários lançados por Jobs desde o seu retorno a empresa após a demissão.
O filme é muito bem dirigido, e o roteiro consegue prender o espectador pela curiosidade. Ainda assim, fiquei com uma sensação de déjà vu em relação a outros trabalhos de Spielberg, que já explorou ideias semelhantes em diversas ocasiões, como em Contatos Imediatos do Terceiro Grau e A.I. – Inteligência Artificial. Como diferencial, a obra introduz a religião como elemento de ligação entre os alienígenas e a humanidade, retratada como incapaz de manter o equilíbrio necessário para sua própria sobrevivência no universo. Essa visão pessimista é reforçada pela narrativa, que acompanha em paralelo a escalada das tensões em torno de uma possível guerra nuclear, remetendo ao clima de obras como Watchmen e O Cavaleiro das Trevas, nas quais a ameaça da autodestruição humana paira constantemente sobre a história. O desfecho, porém, acaba sendo um tanto decepcionante diante do suspense e da tensão construídos ao longo da narrativa, o que me levou a reduzir ainda mais a nota.
Quando você pensa que as coreografias nos filmes de artes marciais já chegaram ao limite, sempre surge mais um para provar o contrário. No momento em que a ação chega a uma fábrica de gelo, é impossível não fazer um paralelo com o clássico O Dragão Chinês, de Bruce Lee. Só que, em vez do ritmo mais cadenciado e expressivo daquele filme, aqui a pancadaria é frenética e incessante. No lado negativo, os vários trechos em inglês causam estranheza e acabam desconectando o espectador daquele universo.
Filme bem fraquinho, personagens irritantes, bons atores desperdiçados em um roteiro medíocre. E a temática e ambientação, tentando ser high tech na época o deixaram extremamente datado.
O roteiro foi tão eficiente em deixar a esposa do protagonista tão insosa e apagada, que realmente o plot twist acabou passando batido até os momentos finais
Me pareceu uma mistura de várias influências: o terror com elementos de ficção científica de Stephen King (em O Nevoeiro por exemplo), o surrealismo de David Lynch, séries de antologia como Além da Imaginação*, além de trechos com estética found footage que remetem ao filme A Bruxa de Blair. Não chega a ser um filme tão confuso, desde que se aceite que sua proposta é abordar o terror de forma mais filosófica do que narrativa.
A tênue fronteira entre a realidade e a loucura é explorada por meio de uma narrativa inspirada no imaginário de H. P. Lovecraft. Os efeitos sonoros, excelentes para a época, a montagem fragmentada, que ajuda a desorientar o espectador, e os efeitos práticos contribuem para uma atmosfera constante de inquietação, embora algumas cenas revelem o peso do tempo. Em certos momentos, o filme parece remeter a outras obras do terror, como A Profecia III em uma sequência envolvendo cães, impressão reforçada pela presença de Sam Neil como protagonista em ambos os longas. Considerando a reconhecida dificuldade de adaptar o horror cósmico de Lovecraft para o audiovisual, considero uma adaptação conceitualmente bem-sucedida.
Bom filme, principalmente para quem gosta de música. Colocar esse tema é justamente o diferencial entre outros filmes sobre um protagonista que entra meio que forçado no crime e luta bastante para conseguir sair.
Um bom filme de terror, que segue parcialmente a linha da franquia Sorria. Nesse sentido, vale destacar a atuação de Inde Navarrete, cujas expressões transmitem com intensidade a agonia e o controle psicológico sofridos por sua personagem, Nikki. A iluminação constantemente mescla sua figura ao cenário, criando a sensação de uma presença incômoda que vigia o protagonista atormentado. A trilha sonora combina um indie pop relaxante com gritos e outros sons perturbadores, mimetizando o comportamento errático de Nikki. Embora a premissa não seja totalmente original, o filme se destaca pela execução competente e pela atmosfera inquietante que constrói ao longo da narrativa.
Ano bem ativo da Samara Weaving. Diferente do humor gore dos seus filmes mais recentes, neste tenta partir para uma atuação mais dramática em um road movie sobre criminosos inexperientes, embora não empolgue muito.
O personagem principal parece uma amalgama do Alan Wake com os protagonistas da série Silent Hill. Sobre o filme, achei bem fraquinho, principalmente levando em consideração que está no gênero terror e não consegue assustar ou passar tensão para o espectador em nenhum momento.
Um bom filme para quem é fã, mas há de se reconhecer que não há praticamente nada de novo sendo retratado. Pelo contrário, tudo é muito corrido e sem maiores aprofundamentos. A mini-série de 1992 segue praticamente a mesma linha, terminando também praticamente no mesmo ponto. A prometida sequência gera mais expectativas, já que os anos posteriores do artista são de longe os mais polêmicos e dramáticos.
Inegavelmente tem o estilo do Guy Ritchie, mas infelizmente fica bem abaixo de outras produções do diretor. O elenco, bem recheado de estrelas, tem alguns integrantes mal aproveitados (como a Rosamund Pike no eterno papel de cínica interesseira, mas com pouco tempo de tela). Minhas principais críticas vão para a trilha sonora, bem genérica e repetitiva, e para o terceiro ato do filme que parece ter sido enxertado de qualquer jeito, já que antes dele o filme apresenta uma resolução parcial. No fim, a fórmula de planejamento de heist com várias alternativas bem explorada no jogo GTA V, não funcionou muito bem na tela.
Filme estranho. Fica o tempo todo forçando tensão sexual de forma subliminar (ou não), entretanto isso não passa de mera insinuação, restando a sensação de mau gosto em boa parte das cenas. Personagens pessimamente desenvolvidos, principalmente o Heathcliff. Acredito que essa foi uma tentativa de se destacar entre as inúmeras refilmagens dessa obra, mas nesse caso isso ocorre de forma negativa.
Operação Anthropoid
3.8 104O filme começa lento, focando no clima de tensão e paranóia comum nas ocupações nazistas durante a segunda guerra. Entretanto o ato final entrega um dos melhores tiroteios que já vi em filmes do gênero. O home theater trabalhou bem nesse, tudo tremendo quando a artilharia pesada era acionada.
A Passagem
3.5 446 Assista AgoraO filme tem uma edição muito criativa, com transições integradas aos próprios elementos das cenas, contribuindo para desorientar o espectador. A isso se soma uma fotografia marcada por uma instabilidade cromática deliberada, alternando de maneira quase caótica entre tonalidades amareladas, esverdeadas e azuladas, reforçando a sensação de confusão e incerteza. Na parte sonora, se destaca um choro incessante de um bebê em boa parte das cenas. O início é intrigante, mas, à medida que a trama se desenvolve, as semelhanças temáticas e narrativas com Alucinações do Passado (Jacob's Ladder) ficam cada vez mais evidentes, tornando o desfecho relativamente previsível. Boa atuação de Ryan Gosling, especialmente na construção do estado de desorientação do personagem.
O Homem que Sussurra
3.0 153 Assista AgoraEsperava bem mais, o filme coloca umas iscas como alguns elementos sobrenaturais, enquanto falha em ter um andamento coeso. As resoluções de roteiro são simplesmente jogadas, de modo que pouco importa o espectador prestar atenção em detalhes da trama, já que isso fará pouca ou nenhuma diferença no ato final.
Demolição
3.7 488 Assista AgoraUma coisa no filme me incomodou tanto que me fez dar uma nota mais baixa: a tremulação intensa da câmera em cenas paradas. Imagino que a intenção do diretor fosse contribuir para a construção do personagem principal, mas, para mim, o recurso serviu apenas como elemento de desconforto e distração.
Rei Arthur: A Lenda da Espada
3.2 622Nota-se desde o início que o filme teve um grande orçamento, dada a escala épica da produção e a mescla de locações reais com efeitos especiais de alto nível. Apesar disso, para mim, a direção não fez um bom aproveitamento desses recursos. A edição é caótica, com excesso de cortes e cenas em câmera lenta, em um ritmo de videoclipe, incompatível com uma temática que pede um ritmo mais cadenciado. As atuações são bem medíocres, e a história não empolga muito. Uma oportunidade perdida.
A Última Casa
2.6 382 Assista AgoraNão achei essa bomba toda que estão comentando, conseguiu me prender até o final, apesar de dar uma boa caída na segunda metade. A parte sonora é um destaque, principalmente em Dolby Atmos, com os canais de altura bem aproveitados com o som da chuva quase constante, e da movimentação das ameaças em pavimentos superiores. Deram uma leve forçada no final
uma criatura totalmente agressiva e ameaçadora fica boazinha do nada só porque foi poupada. É só pra fazer o link com a cena inicial onde o protagonista vivido pelo Wagner Moura liberta o peixe indefeso depois de tê-lo no anzol
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 279 Assista AgoraO filme começa até interessante, mas depois vira um dramalhão totalmente destoante do resto da série. As cenas de gore são mais do mesmo. Em resumo, provavelmente é o mais fraco da franquia.
A Morte de Robin Hood
2.9 22O filme começa de forma extremamente visceral, evidenciando toda a violência decorrente de uma vida de crueldades praticadas por Robin e Pequeno John. Este último tentou, sem sucesso, constituir uma família antes de ser novamente tragado pelo conflito. A fotografia é competente ao retratar ambientes soturnos, marcados por um fogo incessante, enquanto a sujeira que cobre os personagens também funciona como metáfora de seus pecados. Quem espera um filme de ação pode se frustrar, pois o ritmo desacelera bastante após os minutos iniciais, deixando claro que o foco está no drama e nos dilemas enfrentados pelo protagonista. À beira da morte, Robin encontra abrigo em uma ilha idílica administrada por uma bondosa prioresa, experiência que o leva a refletir sobre sua má reputação e sobre as histórias que perpetuam seu passado criminoso, sempre prontas para cobrar seu preço.
Em seu leito de morte, buscando poupar a filha de John (que já demonstrava seguir os passos do pai e do próprio Robin) da mesma espiral de violência, ele cria a história de que ambos roubavam dos ricos para dar aos pobres, dando origem à famosa lenda de Robin Hood.
Mortal Kombat 2
3.2 342 Assista AgoraComo representação do jogo, o filme cumpre bem seu papel, especialmente quando comparado à grande quantidade de adaptações malsucedidas de videogames para o cinema. Todos os elementos que os fãs esperam estão presentes: personagens clássicos, cenários memoráveis e os tradicionais bordões.
O grande problema é que, se Mortal Kombat impressionou a molecada na década de 1990 por sua violência, hoje a franquia é apenas mais uma em um mercado de jogos voltado majoritariamente ao público adulto, onde o gore e a brutalidade deixaram de ser um diferencial. Nesse contexto, as cenas mais violentas do filme acabam soando mais como exagero do que como algo realmente impactante.
O que poderia ser um dos grandes trunfos da produção acaba se tornando seu maior defeito: o uso excessivo de tela verde. Até mesmo cenários relativamente simples, como templos e ambientes ao ar livre, abrem mão de locações e elementos naturais em favor de cenários digitais, resultando em uma estética artificial. Embora os efeitos visuais, de modo geral, sejam competentes, a computação gráfica excessiva compromete a fotografia e reduz a sensação de imersão.
Ainda assim, como fan service, o filme cumpre o seu papel.
Piratas da Informática: Piratas do Vale do Silício
3.6 372Em comum com outros filmes sobre o tema, o retrato de Steve Jobs com um caráter inversamente proporcional ao seu sucesso, ou seja, um ser humano simplesmente detestável. O mundo da computação era tão dinâmico que na época em que o filme foi lançado, a Microsoft tinha saído por cima de uma Apple que sofreu uma série de problemas de gestão. Se fosse feito hoje, teria mais uma hora para explicar como depois disso tudo, a Apple tem um valor de mercado maior que o da Microsoft, muito por conta dos produtos visionários lançados por Jobs desde o seu retorno a empresa após a demissão.
Dia D
3.0 542 Assista AgoraO filme é muito bem dirigido, e o roteiro consegue prender o espectador pela curiosidade. Ainda assim, fiquei com uma sensação de déjà vu em relação a outros trabalhos de Spielberg, que já explorou ideias semelhantes em diversas ocasiões, como em Contatos Imediatos do Terceiro Grau e A.I. – Inteligência Artificial. Como diferencial, a obra introduz a religião como elemento de ligação entre os alienígenas e a humanidade, retratada como incapaz de manter o equilíbrio necessário para sua própria sobrevivência no universo. Essa visão pessimista é reforçada pela narrativa, que acompanha em paralelo a escalada das tensões em torno de uma possível guerra nuclear, remetendo ao clima de obras como Watchmen e O Cavaleiro das Trevas, nas quais a ameaça da autodestruição humana paira constantemente sobre a história. O desfecho, porém, acaba sendo um tanto decepcionante diante do suspense e da tensão construídos ao longo da narrativa, o que me levou a reduzir ainda mais a nota.
The Furious
3.6 49Quando você pensa que as coreografias nos filmes de artes marciais já chegaram ao limite, sempre surge mais um para provar o contrário. No momento em que a ação chega a uma fábrica de gelo, é impossível não fazer um paralelo com o clássico O Dragão Chinês, de Bruce Lee. Só que, em vez do ritmo mais cadenciado e expressivo daquele filme, aqui a pancadaria é frenética e incessante. No lado negativo, os vários trechos em inglês causam estranheza e acabam desconectando o espectador daquele universo.
Firewall: Segurança em Risco
3.0 134Filme bem fraquinho, personagens irritantes, bons atores desperdiçados em um roteiro medíocre. E a temática e ambientação, tentando ser high tech na época o deixaram extremamente datado.
Acima de Qualquer Suspeita
3.6 120 Assista AgoraO roteiro foi tão eficiente em deixar a esposa do protagonista tão insosa e apagada, que realmente o plot twist acabou passando batido até os momentos finais
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 454 Assista AgoraMe pareceu uma mistura de várias influências: o terror com elementos de ficção científica de Stephen King (em O Nevoeiro por exemplo), o surrealismo de David Lynch, séries de antologia como Além da Imaginação*, além de trechos com estética found footage que remetem ao filme A Bruxa de Blair. Não chega a ser um filme tão confuso, desde que se aceite que sua proposta é abordar o terror de forma mais filosófica do que narrativa.
À Beira da Loucura
3.6 432A tênue fronteira entre a realidade e a loucura é explorada por meio de uma narrativa inspirada no imaginário de H. P. Lovecraft. Os efeitos sonoros, excelentes para a época, a montagem fragmentada, que ajuda a desorientar o espectador, e os efeitos práticos contribuem para uma atmosfera constante de inquietação, embora algumas cenas revelem o peso do tempo. Em certos momentos, o filme parece remeter a outras obras do terror, como A Profecia III em uma sequência envolvendo cães, impressão reforçada pela presença de Sam Neil como protagonista em ambos os longas. Considerando a reconhecida dificuldade de adaptar o horror cósmico de Lovecraft para o audiovisual, considero uma adaptação conceitualmente bem-sucedida.
O Afinador
3.5 37 Assista AgoraBom filme, principalmente para quem gosta de música. Colocar esse tema é justamente o diferencial entre outros filmes sobre um protagonista que entra meio que forçado no crime e luta bastante para conseguir sair.
Obsessão
3.9 927 Assista AgoraUm bom filme de terror, que segue parcialmente a linha da franquia Sorria. Nesse sentido, vale destacar a atuação de Inde Navarrete, cujas expressões transmitem com intensidade a agonia e o controle psicológico sofridos por sua personagem, Nikki.
A iluminação constantemente mescla sua figura ao cenário, criando a sensação de uma presença incômoda que vigia o protagonista atormentado. A trilha sonora combina um indie pop relaxante com gritos e outros sons perturbadores, mimetizando o comportamento errático de Nikki.
Embora a premissa não seja totalmente original, o filme se destaca pela execução competente e pela atmosfera inquietante que constrói ao longo da narrativa.
Carolina Caroline
3.1 15Ano bem ativo da Samara Weaving. Diferente do humor gore dos seus filmes mais recentes, neste tenta partir para uma atuação mais dramática em um road movie sobre criminosos inexperientes, embora não empolgue muito.
O Drama
3.6 492 Assista AgoraNesse filme vemos a diferença entre a atuação de um ator excelente (Robert Pattinson) para uma bem mais ou menos (Zendaya).
Hokum: O Pesadelo da Bruxa
3.0 212 Assista AgoraO personagem principal parece uma amalgama do Alan Wake com os protagonistas da série Silent Hill. Sobre o filme, achei bem fraquinho, principalmente levando em consideração que está no gênero terror e não consegue assustar ou passar tensão para o espectador em nenhum momento.
Ainda tem o final sugerindo que tudo não passou de uma bad trip do protagonista que vivia traumatizado pela perda trágica da mãe.
Michael
3.7 531 Assista AgoraUm bom filme para quem é fã, mas há de se reconhecer que não há praticamente nada de novo sendo retratado. Pelo contrário, tudo é muito corrido e sem maiores aprofundamentos. A mini-série de 1992 segue praticamente a mesma linha, terminando também praticamente no mesmo ponto. A prometida sequência gera mais expectativas, já que os anos posteriores do artista são de longe os mais polêmicos e dramáticos.
Na Zona Cinzenta
2.9 77 Assista AgoraInegavelmente tem o estilo do Guy Ritchie, mas infelizmente fica bem abaixo de outras produções do diretor. O elenco, bem recheado de estrelas, tem alguns integrantes mal aproveitados (como a Rosamund Pike no eterno papel de cínica interesseira, mas com pouco tempo de tela). Minhas principais críticas vão para a trilha sonora, bem genérica e repetitiva, e para o terceiro ato do filme que parece ter sido enxertado de qualquer jeito, já que antes dele o filme apresenta uma resolução parcial. No fim, a fórmula de planejamento de heist com várias alternativas bem explorada no jogo GTA V, não funcionou muito bem na tela.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 308 Assista AgoraFilme estranho. Fica o tempo todo forçando tensão sexual de forma subliminar (ou não), entretanto isso não passa de mera insinuação, restando a sensação de mau gosto em boa parte das cenas. Personagens pessimamente desenvolvidos, principalmente o Heathcliff. Acredito que essa foi uma tentativa de se destacar entre as inúmeras refilmagens dessa obra, mas nesse caso isso ocorre de forma negativa.