Apesar de tentar funcionar como uma crítica às redes sociais de vídeos curtos, como o TikTok, o filme compromete sua própria proposta logo no início. A protagonista carrega um trauma profundo ligado à gravação desse tipo de conteúdo, mas decide trabalhar justamente na moderação de vídeos extremamente violentos em uma plataforma semelhante. A escolha soa totalmente absurda e acaba quebrando a suspensão de descrença cedo demais. Com isso, fica difícil levar a sério suas decisões ao longo da trama, muitas delas já típicas do comportamento irracional comum aos slashers. Ainda assim, o filme pode agradar quem procura uma experiência mais gráfica, já que entrega cenas de violência acima da média do gênero.
Apesar de temas semelhantes já terem sido retratados em filmes como Perdido em Marte e Interstelar, Devoradores de Estrelas segue por um caminho diferente, mais emocional e acessível. A amnésia inicial do protagonista ajuda a sincronizar suas dúvidas com as do espectador, que vão sendo esclarecidas ao longo do filme por meio de flashbacks que revelam como ele chegou a uma situação extrema de isolamento, rumo ao desconhecido. O formato IMAX contribui para o espetáculo visual, destacando estrelas e planetas, ao mesmo tempo em que reforça a sensação de claustrofobia nas cenas internas da nave. Embora a ficção científica seja o motor central da trama, não espere grande profundidade conceitual, já que o foco está no relacionamento de Grace com um companheiro inesperado, além de suas reflexões sobre a própria identidade e o sentido de sua existência.
O filme retrata a luta de Bruce Springsteen contra a depressão durante sua ascensão como artista. O título sugere uma apreensão em relação às consequências da fama, diante da instabilidade emocional do protagonista. Paralelamente, por meio de flashbacks, acompanhamos a relação turbulenta com o pai na infância, enquanto, no presente, essa figura paterna é assumida por seu empresário e amigo Jon Landau. Segue uma linha parecida com o recente Um Completo Desconhecido, embora pareça mais introspectivo. A performance vocal de Jeremy Allen White impressiona, já que ele se aproxima bastante do tom de voz característico e áspero de Bruce. Particularmente, as cenas de que mais gostei foram as da produção do disco Nebraska em estúdio. No geral, é um bom filme biográfico.
O filme parece uma mistura clara de influências, especialmente de Kill Bill com o estilo visual característico de Sam Raimi. Isso fica evidente no uso exagerado de sangue, nos close-ups intensos, em certos movimentos de câmera e até nos trejeitos da protagonista. No entanto, o que começa como uma homenagem estilística interessante acaba perdendo força do meio para o fim. A narrativa se torna repetitiva, com cenas que pouco acrescentam em termos de evolução, e os mistérios, que deveriam sustentar o interesse, são resolvidos de forma pouco envolvente. No fim, a sensação é de um filme que aposta mais na estética do que em outras qualidades.
Um filme pouco inspirado, desde as cenas iniciais a impressão é de deja vu devido a semelhança com outros filmes (Limite Vertical, O Rio Selvagem, A Queda, dentre outros). A protagonista encarando aventuras como forma de superar o luto é um tema bem batido. A Austrália retratada como ambiente hostil, principalmente por habitantes locais bizarros também é outro cliché. Possui belas paisagens naturais como cenário, apesar da fotografia estranhamente escura. Eric Bana está apenas de passagem, mas Charlize Theron e Taron Egerton entregam boas atuações, embora isso não seja suficiente para elevar o nível do filme. Pelo menos a curta duração não compromete muito o tempo do espectador, então ainda vale ser assistido sem maiores compromissos.
A premissa é simples: acompanhar a gravação de um podcast focado em relatos de terror, no qual um dos hosts apresenta as histórias enquanto a protagonista assume o papel de cética, tentando refutar e encontrar explicações racionais. Dentro dessa proposta, o filme funciona muito bem. Trata-se, essencialmente, de um exercício de criação de tensão, usando poucos recursos e praticamente um único cenário. Mais do que a história em si, o que importa é a forma. A direção trabalha a desorientação de maneira gradual, seja pelo ritmo cadenciado, pelo uso do silêncio ou pela forma como pequenas interferências sonoras e visuais vão quebrando a sensação de controle da protagonista — e, por consequência, do espectador. O desfecho acaba sendo quase secundário; o interesse está no percurso e em como essa tensão é construída e sustentada. Um ponto crucial: se você não assistiu a esta produção com um sistema de home theater, perdeu metade da experiência. A mixagem de som é extremamente competente ao separar o áudio dos fones de ouvido da protagonista — usados quase constantemente — dos ruídos perturbadores que ecoam pela casa. Se não tiver um som surround, use, pelo menos, um bom par de fones de ouvido ao assistir.
Se eu fosse definir To Die For, diria que ele mistura o humor ácido de Fargo com a obsessão midiática que lembraria mais tarde Garota Exemplar — ainda que com um tom bem mais satírico. É uma comédia sombria com elementos de suspense, marcada por uma estética tipicamente noventista e pelo formato quase documental. A exuberância de Nicole Kidman, em uma de suas performances mais marcantes, contrasta com os ainda bem jovens Joaquin Phoenix e Casey Affleck, que interpretam adolescentes facilmente manipuláveis. Com uma trilha sonora eficiente e uma crítica afiada à cultura da fama, o resultado é um filme tão ácido quanto envolvente.
O filme se propõe a mostrar o lado obscuro do fisiculturismo, principalmente as consequências do uso indiscriminado de anabolizantes, cujo alto custo obriga a protagonista a enveredar pelo caminho da prostituição, sem qualquer objeção do marido e treinador, que parece só ter olhos para as competições e prêmios que ele próprio não pode mais disputar ao custo da degradação física e moral da esposa. A atuação pouco expressiva da atriz principal e a ambientação um tanto estranha tiram pontos do filme. Nessa mesma linha temática, o recente Magazine Dreams é um filme muito mais conciso e bem acabado em todos os aspectos.
O filme tem um bom elenco, mas muito mal aproveitado. Javier Bardem e Idris Elba mal aparecem. A trama é muito batida, um pistoleiro com crise de consciência e com algum problema de saúde em busca de redenção, lembrando muito alguns dos últimos trabalhos do Liam Neeson. Junte isso a um romance inverossímil e temos um filme de ação bem medíocre.
Visualmente não há o que se discutir. Fogo e Cinzas continua situando Avatar entre os filmes com o CGI mais impressionante e natural já feitos. Entretanto, a lore da franquia parece carecer de substância para manter diversas sequências. O que vemos é uma repetição de temas e cenários que já foram exaustivamente utilizados nos filmes anteriores. A duração exagerada também não se justifica, tornando a experiência um pouco cansativa. Acho que seria uma boa oportunidade para encerrar a franquia ainda por cima, não consigo vislumbrar como as previstas partes 4 e 5 conseguirão se sobressair como sequência de uma história que já mostra sinais de cansaço.
Enquanto estava focado no suspense, parecia até ter uma certa competência, mas quando descamba pra ação o filme decai de forma vertiginosa. Algumas cenas de luta beiram o insuportável de assitir com tantos cortes desnecessários, e os personagens que pelo menos na teoria são cientistas bem gabaritados começam a agir como grandes idiotas. Uma boa ideia que se perdeu pelo caminho, mesmo com bom elenco.
Talvez não exista outro diretor na nossa época que consiga dirigir com tanta precisão filmes com temática medieval como Ridley Scott, principalmente as cenas de batalha. O corte original é um filme mais voltado para a ação, enquanto a versão extendida apresenta um maior aprofundamento histórico e melhor desenvolvimento dos principais personagens e portanto mais coerente com a relevância do tema retratado.
Este é, talvez, o filme mais fraco de toda a saga da Terra-Média no cinema. Um dos pilares fundamentais da trama — o desenvolvimento e a interação entre os personagens — acaba drasticamente reduzido em favor da ação, que domina o tempo de tela do início ao fim, tornando a experiência cansativa após certo tempo. Até mesmo o protagonista, Bilbo Bolseiro, parece ser um mero espectador em sua própria história. Mesmo na Versão Estendida, esses problemas persistem. É provável que o planejamento inicial, que previa apenas dois filmes, tivesse apresentado um resultado superior; isso eliminaria a sensação de que A Batalha dos Cinco Exércitos é um longa inteiro com características de terceiro ato, além de evitar o encerramento abrupto e anticlimático de A Desolação de Smaug. Ainda assim, a obra apresenta visuais belíssimos e boas sequências de batalha, embora o uso excessivo de CGI seja evidente. Isso fica nítido, principalmente, no exército de elfos, que exibe movimentos robóticos e carece de naturalidade. Em suma, é um bom filme, mas situa-se bem aquém dos demais capítulos da franquia.
Sinceramente sem entender essa nota alta. Basicamente o filme se escora na trilha sonora para "pegar" os incautos pelo gosto musical. O resultado parece mais um programa da MTV do que um filme. Além de tudo, foi um dos filmes mais arrastados e chatos que asssiti ultimamente, foi bem sofrido chegar ao final das mais de duas horas e meia de filme, que não são suficientes para dar profundidade ao amontoado de vilões e personagens secundários que aparecem a todo momento. De longe é o pior da franquia e atesta o total desgaste da era dos heróis no cinema.
O filme constrói sua narrativa a partir de personagens presos em rotinas fracassadas, todos buscando uma última chance de redenção — ainda que por caminhos moralmente duvidosos. James, o ladrão metódico, contrasta com Lou, um policial desgastado pela própria obsessão, enquanto Sharon representa uma frustração mais silenciosa, ligada ao mercado de trabalho e ao envelhecimento. O filme ganha força quando essas trajetórias se cruzam, especialmente pela presença caótica de mais um personagem odiável vivido por Barry Keoghan, que quebra a previsibilidade das ações meticulosamente planejadas de James e injeta tensão real na trama. Ainda que siga fórmulas conhecidas do gênero, o longa se sustenta pelo bom desenvolvimento dos personagens e pelo ritmo consistente, resultando em um thriller competente e envolvente.
O filme mesmo com baixo orçamento consegue manter o tom opressivo e angustiante, tem edição e tomadas inovadoras, entretanto após a primeira metade, começa a ficar um pouco cansativo e repetitivo, principalmente em relação aos takes focando a pista e as rodas do carro.
Elogiar esse filme é chover no molhado, mas acho que vale mencionar o quão fantástico ele está visualmente no remaster em 4K HDR. O sol está mais intenso, as cores muito mais vibrantes e a definição e a beleza dos cenários podem ser apreciadas de forma nunca antes vista. O áudio foi retrabalhado em Dolby Atmos e também é um esplendor, com diálogos claríssimos e o instrumental cristalino. A cena símbolo do filme continua impressionante até hoje. Quem tiver a oportunidade de ver essa versão no cinema, é imperdível, assim como para quem tem uma boa TV em casa.
Para mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe
Para mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe.
Para mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe.
Dá para passar o tempo, entretanto esperava mais por ser um filme do Sam Raimi. A grande novidade é que invés do habitual tom escuro e sombrio que sempre ronda as suas obras, aqui temos uma praia ensolarada e florestas bem coloridas. Os dois personagens principais são totalmente desprezíveis, então a brincadeira aqui é fazer o espectador ficar alterna do a empatia com os dois conforme o desenrolar da trama.
Faces of Death
2.7 9Apesar de tentar funcionar como uma crítica às redes sociais de vídeos curtos, como o TikTok, o filme compromete sua própria proposta logo no início. A protagonista carrega um trauma profundo ligado à gravação desse tipo de conteúdo, mas decide trabalhar justamente na moderação de vídeos extremamente violentos em uma plataforma semelhante. A escolha soa totalmente absurda e acaba quebrando a suspensão de descrença cedo demais.
Com isso, fica difícil levar a sério suas decisões ao longo da trama, muitas delas já típicas do comportamento irracional comum aos slashers. Ainda assim, o filme pode agradar quem procura uma experiência mais gráfica, já que entrega cenas de violência acima da média do gênero.
Casamento Sangrento: A Viúva
3.3 88Nada de muito diferente do primeiro. Tenta variar um pouco mais os cenários e situações, mas sem grandes resultados. Filme para passar o tempo e só.
Devoradores de Estrelas
4.1 379 Assista AgoraApesar de temas semelhantes já terem sido retratados em filmes como Perdido em Marte e Interstelar, Devoradores de Estrelas segue por um caminho diferente, mais emocional e acessível. A amnésia inicial do protagonista ajuda a sincronizar suas dúvidas com as do espectador, que vão sendo esclarecidas ao longo do filme por meio de flashbacks que revelam como ele chegou a uma situação extrema de isolamento, rumo ao desconhecido.
O formato IMAX contribui para o espetáculo visual, destacando estrelas e planetas, ao mesmo tempo em que reforça a sensação de claustrofobia nas cenas internas da nave. Embora a ficção científica seja o motor central da trama, não espere grande profundidade conceitual, já que o foco está no relacionamento de Grace com um companheiro inesperado, além de suas reflexões sobre a própria identidade e o sentido de sua existência.
Turno Maldito
2.5 84 Assista AgoraO roteiro é uma bagunça, as reviravoltas não fazem sentido e mesmo muito curto, do meio pro fim a torcida é para que acabe logo.
Springsteen: Salve-me do Desconhecido
3.1 34 Assista AgoraO filme retrata a luta de Bruce Springsteen contra a depressão durante sua ascensão como artista. O título sugere uma apreensão em relação às consequências da fama, diante da instabilidade emocional do protagonista. Paralelamente, por meio de flashbacks, acompanhamos a relação turbulenta com o pai na infância, enquanto, no presente, essa figura paterna é assumida por seu empresário e amigo Jon Landau.
Segue uma linha parecida com o recente Um Completo Desconhecido, embora pareça mais introspectivo. A performance vocal de Jeremy Allen White impressiona, já que ele se aproxima bastante do tom de voz característico e áspero de Bruce.
Particularmente, as cenas de que mais gostei foram as da produção do disco Nebraska em estúdio. No geral, é um bom filme biográfico.
Eles Vão Te Matar
3.2 121 Assista AgoraO filme parece uma mistura clara de influências, especialmente de Kill Bill com o estilo visual característico de Sam Raimi. Isso fica evidente no uso exagerado de sangue, nos close-ups intensos, em certos movimentos de câmera e até nos trejeitos da protagonista. No entanto, o que começa como uma homenagem estilística interessante acaba perdendo força do meio para o fim. A narrativa se torna repetitiva, com cenas que pouco acrescentam em termos de evolução, e os mistérios, que deveriam sustentar o interesse, são resolvidos de forma pouco envolvente. No fim, a sensação é de um filme que aposta mais na estética do que em outras qualidades.
O Jogo do Predador
2.8 148 Assista AgoraUm filme pouco inspirado, desde as cenas iniciais a impressão é de deja vu devido a semelhança com outros filmes (Limite Vertical, O Rio Selvagem, A Queda, dentre outros). A protagonista encarando aventuras como forma de superar o luto é um tema bem batido. A Austrália retratada como ambiente hostil, principalmente por habitantes locais bizarros também é outro cliché. Possui belas paisagens naturais como cenário, apesar da fotografia estranhamente escura. Eric Bana está apenas de passagem, mas Charlize Theron e Taron Egerton entregam boas atuações, embora isso não seja suficiente para elevar o nível do filme. Pelo menos a curta duração não compromete muito o tempo do espectador, então ainda vale ser assistido sem maiores compromissos.
Undertone
3.0 83A premissa é simples: acompanhar a gravação de um podcast focado em relatos de terror, no qual um dos hosts apresenta as histórias enquanto a protagonista assume o papel de cética, tentando refutar e encontrar explicações racionais. Dentro dessa proposta, o filme funciona muito bem. Trata-se, essencialmente, de um exercício de criação de tensão, usando poucos recursos e praticamente um único cenário.
Mais do que a história em si, o que importa é a forma. A direção trabalha a desorientação de maneira gradual, seja pelo ritmo cadenciado, pelo uso do silêncio ou pela forma como pequenas interferências sonoras e visuais vão quebrando a sensação de controle da protagonista — e, por consequência, do espectador. O desfecho acaba sendo quase secundário; o interesse está no percurso e em como essa tensão é construída e sustentada.
Um ponto crucial: se você não assistiu a esta produção com um sistema de home theater, perdeu metade da experiência. A mixagem de som é extremamente competente ao separar o áudio dos fones de ouvido da protagonista — usados quase constantemente — dos ruídos perturbadores que ecoam pela casa. Se não tiver um som surround, use, pelo menos, um bom par de fones de ouvido ao assistir.
Um Sonho Sem Limites
3.5 198 Assista AgoraSe eu fosse definir To Die For, diria que ele mistura o humor ácido de Fargo com a obsessão midiática que lembraria mais tarde Garota Exemplar — ainda que com um tom bem mais satírico. É uma comédia sombria com elementos de suspense, marcada por uma estética tipicamente noventista e pelo formato quase documental. A exuberância de Nicole Kidman, em uma de suas performances mais marcantes, contrasta com os ainda bem jovens Joaquin Phoenix e Casey Affleck, que interpretam adolescentes facilmente manipuláveis. Com uma trilha sonora eficiente e uma crítica afiada à cultura da fama, o resultado é um filme tão ácido quanto envolvente.
O Preço de Um Corpo
2.7 7O filme se propõe a mostrar o lado obscuro do fisiculturismo, principalmente as consequências do uso indiscriminado de anabolizantes, cujo alto custo obriga a protagonista a enveredar pelo caminho da prostituição, sem qualquer objeção do marido e treinador, que parece só ter olhos para as competições e prêmios que ele próprio não pode mais disputar ao custo da degradação física e moral da esposa. A atuação pouco expressiva da atriz principal e a ambientação um tanto estranha tiram pontos do filme. Nessa mesma linha temática, o recente Magazine Dreams é um filme muito mais conciso e bem acabado em todos os aspectos.
O Franco-Atirador
2.8 166 Assista AgoraO filme tem um bom elenco, mas muito mal aproveitado. Javier Bardem e Idris Elba mal aparecem. A trama é muito batida, um pistoleiro com crise de consciência e com algum problema de saúde em busca de redenção, lembrando muito alguns dos últimos trabalhos do Liam Neeson. Junte isso a um romance inverossímil e temos um filme de ação bem medíocre.
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 300 Assista AgoraVisualmente não há o que se discutir. Fogo e Cinzas continua situando Avatar entre os filmes com o CGI mais impressionante e natural já feitos. Entretanto, a lore da franquia parece carecer de substância para manter diversas sequências. O que vemos é uma repetição de temas e cenários que já foram exaustivamente utilizados nos filmes anteriores. A duração exagerada também não se justifica, tornando a experiência um pouco cansativa. Acho que seria uma boa oportunidade para encerrar a franquia ainda por cima, não consigo vislumbrar como as previstas partes 4 e 5 conseguirão se sobressair como sequência de uma história que já mostra sinais de cansaço.
Morgan: A Evolução
2.8 206 Assista AgoraEnquanto estava focado no suspense, parecia até ter uma certa competência, mas quando descamba pra ação o filme decai de forma vertiginosa. Algumas cenas de luta beiram o insuportável de assitir com tantos cortes desnecessários, e os personagens que pelo menos na teoria são cientistas bem gabaritados começam a agir como grandes idiotas. Uma boa ideia que se perdeu pelo caminho, mesmo com bom elenco.
Cruzada
3.4 656 Assista AgoraTalvez não exista outro diretor na nossa época que consiga dirigir com tanta precisão filmes com temática medieval como Ridley Scott, principalmente as cenas de batalha. O corte original é um filme mais voltado para a ação, enquanto a versão extendida apresenta um maior aprofundamento histórico e melhor desenvolvimento dos principais personagens e portanto mais coerente com a relevância do tema retratado.
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
3.9 2,0K Assista AgoraEste é, talvez, o filme mais fraco de toda a saga da Terra-Média no cinema. Um dos pilares fundamentais da trama — o desenvolvimento e a interação entre os personagens — acaba drasticamente reduzido em favor da ação, que domina o tempo de tela do início ao fim, tornando a experiência cansativa após certo tempo.
Até mesmo o protagonista, Bilbo Bolseiro, parece ser um mero espectador em sua própria história. Mesmo na Versão Estendida, esses problemas persistem. É provável que o planejamento inicial, que previa apenas dois filmes, tivesse apresentado um resultado superior; isso eliminaria a sensação de que A Batalha dos Cinco Exércitos é um longa inteiro com características de terceiro ato, além de evitar o encerramento abrupto e anticlimático de A Desolação de Smaug.
Ainda assim, a obra apresenta visuais belíssimos e boas sequências de batalha, embora o uso excessivo de CGI seja evidente. Isso fica nítido, principalmente, no exército de elfos, que exibe movimentos robóticos e carece de naturalidade. Em suma, é um bom filme, mas situa-se bem aquém dos demais capítulos da franquia.
Guardiões da Galáxia: Vol. 3
4.2 847 Assista AgoraSinceramente sem entender essa nota alta. Basicamente o filme se escora na trilha sonora para "pegar" os incautos pelo gosto musical. O resultado parece mais um programa da MTV do que um filme. Além de tudo, foi um dos filmes mais arrastados e chatos que asssiti ultimamente, foi bem sofrido chegar ao final das mais de duas horas e meia de filme, que não são suficientes para dar profundidade ao amontoado de vilões e personagens secundários que aparecem a todo momento. De longe é o pior da franquia e atesta o total desgaste da era dos heróis no cinema.
Caminhos do Crime
3.3 90 Assista AgoraO filme constrói sua narrativa a partir de personagens presos em rotinas fracassadas, todos buscando uma última chance de redenção — ainda que por caminhos moralmente duvidosos. James, o ladrão metódico, contrasta com Lou, um policial desgastado pela própria obsessão, enquanto Sharon representa uma frustração mais silenciosa, ligada ao mercado de trabalho e ao envelhecimento.
O filme ganha força quando essas trajetórias se cruzam, especialmente pela presença caótica de mais um personagem odiável vivido por Barry Keoghan, que quebra a previsibilidade das ações meticulosamente planejadas de James e injeta tensão real na trama.
Ainda que siga fórmulas conhecidas do gênero, o longa se sustenta pelo bom desenvolvimento dos personagens e pelo ritmo consistente, resultando em um thriller competente e envolvente.
Encurralado
3.9 448 Assista AgoraO filme mesmo com baixo orçamento consegue manter o tom opressivo e angustiante, tem edição e tomadas inovadoras, entretanto após a primeira metade, começa a ficar um pouco cansativo e repetitivo, principalmente em relação aos takes focando a pista e as rodas do carro.
Ben-Hur
4.3 570 Assista AgoraElogiar esse filme é chover no molhado, mas acho que vale mencionar o quão fantástico ele está visualmente no remaster em 4K HDR. O sol está mais intenso, as cores muito mais vibrantes e a definição e a beleza dos cenários podem ser apreciadas de forma nunca antes vista. O áudio foi retrabalhado em Dolby Atmos e também é um esplendor, com diálogos claríssimos e o instrumental cristalino. A cena símbolo do filme continua impressionante até hoje. Quem tiver a oportunidade de ver essa versão no cinema, é imperdível, assim como para quem tem uma boa TV em casa.
Alerta Apocalipse
2.6 52 Assista AgoraPara mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe
Alerta Apocalipse
2.6 52 Assista AgoraPara mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe.
Alerta Apocalipse
2.6 52 Assista AgoraPara mim, cumpriu o seu objetivo, que era ser um filme divertido e sem maiores pretensões, ao contrário de outros filmes de zumbi recentes que se levam a sério demais e forçam uma profundidade que não existe.
Manual Prático da Vingança Lucrativa
3.2 31 Assista AgoraA música do Juca Chaves no final me pegou totalmente desprevenido!
Socorro!
3.3 285 Assista AgoraDá para passar o tempo, entretanto esperava mais por ser um filme do Sam Raimi. A grande novidade é que invés do habitual tom escuro e sombrio que sempre ronda as suas obras, aqui temos uma praia ensolarada e florestas bem coloridas. Os dois personagens principais são totalmente desprezíveis, então a brincadeira aqui é fazer o espectador ficar alterna do a empatia com os dois conforme o desenrolar da trama.