Quem são os cadáveres que sobram numa praia depois de uma batalha (crucial ou desimportante), de uma guerra que a vasta maioria dos envolvidos não sabe direito o motivo? Quais são as histórias que vão se perder para sempre? Um jovem padeiro que nunca verá o rosto da própria filha, um medalhista olímpico, um jovem oficial massacrado pela doutrina que sempre admirou, ou mesmo um fanático patriota cego por uma superioridade racial imaginária. Histórias e vidas que, mais do que perdidas, são desperdiçadas em conflitos aparentemente sem propósito nenhum.
Em certa altura do filme, o personagem Nishi questiona: "E você já conheceu algum americano?" Mais tarde, um dos personagens reflete que a carta de uma mãe americana para o seu filho que foi para a guerra é muito parecida com uma carta que sua própria mãe, do outro lado do mundo, de uma cultura completamente diferente, teria escrito para ele. Todas aquelas vidas tem mães, filhos, sonhos, desvios, falhas e paixões, porém tudo isso se perdeu numa praia de uma ilha remota.
Seria um arco de episódios mediano de Clone Wars ou Rebels, e se fosse uma temporada da série, seria das piores, sem dúvida nenhuma. O ritmo do filme e as viradas do roteiro deixam muito evidente que essa história não foi pensada como um longa, o que torna a experiência bem chata e cansativa; nada parece ter muito peso, o interesse de continuar assistindo é mínimo. Não há nenhuma evolução ou desenvolvimento dos personagens, e o trunfo do "baby Yoda" já não surte quase nenhum efeito. Fraquíssimo!
Os caras voltaram com o tal do filho do Jabba depois de quase vinte anos? Meu deu do céu!
Eu, sinceramente, não tenho ideia do que o David Chase pretendia com isso aqui; me parece um monte de ideia interessante enfiadas num filme de só 2 horas. Tem toda a cara que seria uma excelente minissérie, principalmente pelos envolvidos no projeto, mas como filme ficou bem fraco.
Tá com saudades de Sopranos? Reveja a série, que a cada nova assistida só fica melhor.
O gancho sobre "ter acesso total aos diários do Domenech" até gera uma expectativa, mas que acaba nem tendo tanto peso assim, já que o mais interessante tá nas declarações dos poucos jogadores entrevistados. No fim a história é só que o cara era um xarope de marca maior, e ainda bem do mau caráter.
Só no canal do Andrey Raychtock já tem uma porrada de história mais interessante que essa.
Tem coração no lugar certo, é daqueles filmes que a gente faz a maior força do mundo pra amar, mas no fim é mais um desses que é esquecido logo no dia seguinte. Dá pra ver que o filme foi feito com carinho, que a história tem alma - como a maioria das coisas que o James Gunn faz - mas falta alguma coisa ali, algum elemento da trama ou atuação que tocasse mais fundo na audiência, sei lá.
Uma pena os filmes recentes serem tão mal acabados visualmente.
Pra quem tem o mínimo de convivência com pessoas normais, e que lê uma manchete ou outra por aí, não tem nada de muito novo apresentado no filme. O mérito são as entrevistas com o Malafaia, que se abre desavergonhadamente pra câmera; chega até a ser meio inacreditável. Mas o tempo provou que ele tava até certo: ninguém nem lembra mais dos absurdos que ele soltou pra Petra.
Ao mesmo tempo que deixa escancarado o quanto o capitalismo tardio adoeceu nossa sociedade, falha muito em aprofundar no assunto, em propor soluções, em analisar o background dos personagens e falha até na função de alerta. Duvido muito que alguém que seja do meio "redpill" e assista o filme, ache qualquer coisa de errado naquelas situações bizarras. De certa forma, a vida daquelas pessoas fica até glamourizada.
A luta diária e histórica pra mantermos vivas nossas histórias, nossas memórias, nossas origens. Profundamente brasileiro na estética, na linguagem, nas suas belezas e estranhezas, O Agente Secreto é um convite pra olharmos pra nós mesmos, pra questionar, admirar e relembrar dos nossos Delegados Euclides, das nossas Donas Sebastianas e dos nossos Armandos, de toda a delícia e a contradição do que é nascer brasileiro.
Sejamos sinceros, é uma xaropada de três horas e meia de duração que não tem muita coisa pra dizer além do óbvio, e quando diz, ainda é meio confuso; ainda com o agravante da exposição no final.
Tem uns 80 minutos a mais do que deveria, e todos eles de flashbacks não solicitados. De onde surgiu aquela história do irmão do loirinho? Era pra eu me importar com isso?
O maior problema está longe do filme não ser fiel ao livro, e sim no fato de ele é RUIM, mas muito RUIM! O desenvolvimento de trama, o texto e atuações parece coisa feita pra TV dos aos 2000, e aquela sequência final é indefensável! Mas do que um horror, esse filme é uma pena.
Ter visto no cinema deve ter sido uma experiência muito maneira, porque as cenas de corrida impressionam mesmo. Mas na minha sala, num fim de domingo, o filme não é nem de perto tão impressionante assim.
O começo até flerta com uma quebra de clichês, mas a partir da metade do filme a narrativa vira um show de breguice e obviedade. O Brad Pitt chegando pra última corrida como se fosse o Maverick em Top Gun é uma americanisse que dá vergonha. Mas de novo, as corridas são maneiras mesmo!
A obsessão do homem de meia idade broxa é possuir, e principalmente macular, a inocência da menina. Mulheres adultas não atraem mais, o que desperta tesão mesmo é menina de 13 ou 14 anos. Uma nojeira miserável!
Paul Thomas Anderson faz o seu noir ensolarado, engraçado, quente, com muito sexo e muita, mas muita droga mesmo! O seu próprio Chinatown só que numa viagem louca de duas horas e meia de heroína e maconha.
Se no western americano o homem é um ícone de virilidade, de competência e potência, no faroeste brasileiro é o retrato da pobreza, do fracasso e do ressentimento.
Das atitudes mais patéticas e desprezíveis, as frases mais tristes e melancólicas, tudo tem como justificativa o abandono da mulher, mas que na verdade tem no ressentimento e na total inaptidão pra lidar com qualquer sentimento e relação íntima complexa, a verdadeira causa das desgraças que são as relações desse filme.
O maior mérito do filme é abordar e expandir a relação da protagonista Ellen com o conde Orlok, e todo comentário sobre abuso, sobre a sexualidade, sobre o tesão pelo grotesco que o diretor faz questão de deixar bem explícito na obra. A ideia de amarrar o passado trágico da personagem com um despertar do Nosferatu é uma ideia perturbadora que funciona, e que conversa bastante com o tema do sexo deturpado e reprimido que é familiar pro diretor.
O maior pecado, infelizmente, fica mesmo no modo como a figura do Nosferatu foi utilizada. Na ânsia de criar um clima tenso e meio misterioso, o Eggers esconde demais o personagem título o que acaba frustrando bastante, além de tirar o peso do visual horrendo do monstro, parte vital e central do fascínio que ele exerce.
Filme bom, bem executado e tudo mais, mas para por aí.
Cartas de Iwo Jima
4.0 310 Assista AgoraQuem são os cadáveres que sobram numa praia depois de uma batalha (crucial ou desimportante), de uma guerra que a vasta maioria dos envolvidos não sabe direito o motivo? Quais são as histórias que vão se perder para sempre? Um jovem padeiro que nunca verá o rosto da própria filha, um medalhista olímpico, um jovem oficial massacrado pela doutrina que sempre admirou, ou mesmo um fanático patriota cego por uma superioridade racial imaginária. Histórias e vidas que, mais do que perdidas, são desperdiçadas em conflitos aparentemente sem propósito nenhum.
Em certa altura do filme, o personagem Nishi questiona: "E você já conheceu algum americano?" Mais tarde, um dos personagens reflete que a carta de uma mãe americana para o seu filho que foi para a guerra é muito parecida com uma carta que sua própria mãe, do outro lado do mundo, de uma cultura completamente diferente, teria escrito para ele. Todas aquelas vidas tem mães, filhos, sonhos, desvios, falhas e paixões, porém tudo isso se perdeu numa praia de uma ilha remota.
Star Wars: O Mandaloriano e Grogu
3.5 88 Assista AgoraSeria um arco de episódios mediano de Clone Wars ou Rebels, e se fosse uma temporada da série, seria das piores, sem dúvida nenhuma. O ritmo do filme e as viradas do roteiro deixam muito evidente que essa história não foi pensada como um longa, o que torna a experiência bem chata e cansativa; nada parece ter muito peso, o interesse de continuar assistindo é mínimo. Não há nenhuma evolução ou desenvolvimento dos personagens, e o trunfo do "baby Yoda" já não surte quase nenhum efeito. Fraquíssimo!
Os caras voltaram com o tal do filho do Jabba depois de quase vinte anos? Meu deu do céu!
Os Muitos Santos de Newark
3.3 111Eu, sinceramente, não tenho ideia do que o David Chase pretendia com isso aqui; me parece um monte de ideia interessante enfiadas num filme de só 2 horas. Tem toda a cara que seria uma excelente minissérie, principalmente pelos envolvidos no projeto, mas como filme ficou bem fraco.
Tá com saudades de Sopranos? Reveja a série, que a cada nova assistida só fica melhor.
A Odisseia
4.2 587Nunca pensei que diria isso, mas o Nolan meio que mitou nessa. Só de ter o John Leguizamo, já vale ir ver no cinema.
Asteroid City
3.1 238Meio que um pastiche da própria obra.
Perdidos na Noite
4.2 349 Assista AgoraO caubói americano e o malandro ítalo novaiorquino se encontram pra escancarar o que é o verdadeiro sonho americano.
A Greve da Seleção da França
3.5 11 Assista AgoraO gancho sobre "ter acesso total aos diários do Domenech" até gera uma expectativa, mas que acaba nem tendo tanto peso assim, já que o mais interessante tá nas declarações dos poucos jogadores entrevistados. No fim a história é só que o cara era um xarope de marca maior, e ainda bem do mau caráter.
Só no canal do Andrey Raychtock já tem uma porrada de história mais interessante que essa.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 566 Assista AgoraNão ofende, mas também não empolga, o famoso filme qualquer nota.
Superman
3.6 933 Assista AgoraTem coração no lugar certo, é daqueles filmes que a gente faz a maior força do mundo pra amar, mas no fim é mais um desses que é esquecido logo no dia seguinte. Dá pra ver que o filme foi feito com carinho, que a história tem alma - como a maioria das coisas que o James Gunn faz - mas falta alguma coisa ali, algum elemento da trama ou atuação que tocasse mais fundo na audiência, sei lá.
Uma pena os filmes recentes serem tão mal acabados visualmente.
Apocalipse nos Trópicos
3.8 189 Assista AgoraPra quem tem o mínimo de convivência com pessoas normais, e que lê uma manchete ou outra por aí, não tem nada de muito novo apresentado no filme. O mérito são as entrevistas com o Malafaia, que se abre desavergonhadamente pra câmera; chega até a ser meio inacreditável. Mas o tempo provou que ele tava até certo: ninguém nem lembra mais dos absurdos que ele soltou pra Petra.
Brasil, o país de 32º mundo.
Conquista Sangrenta
3.7 73 Assista AgoraBom demais ver filme com alma, mas principalmente cinema fluído, sujeira, tesão, traição, complexidade. Paul Verhoeven dificilmente decepciona.
Louis Theroux: Por Dentro da Machosfera
3.2 40 Assista AgoraAo mesmo tempo que deixa escancarado o quanto o capitalismo tardio adoeceu nossa sociedade, falha muito em aprofundar no assunto, em propor soluções, em analisar o background dos personagens e falha até na função de alerta. Duvido muito que alguém que seja do meio "redpill" e assista o filme, ache qualquer coisa de errado naquelas situações bizarras. De certa forma, a vida daquelas pessoas fica até glamourizada.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraA luta diária e histórica pra mantermos vivas nossas histórias, nossas memórias, nossas origens. Profundamente brasileiro na estética, na linguagem, nas suas belezas e estranhezas, O Agente Secreto é um convite pra olharmos pra nós mesmos, pra questionar, admirar e relembrar dos nossos Delegados Euclides, das nossas Donas Sebastianas e dos nossos Armandos, de toda a delícia e a contradição do que é nascer brasileiro.
O Brutalista
3.6 312 Assista AgoraSejamos sinceros, é uma xaropada de três horas e meia de duração que não tem muita coisa pra dizer além do óbvio, e quando diz, ainda é meio confuso; ainda com o agravante da exposição no final.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito
4.2 119 Assista AgoraTem uns 80 minutos a mais do que deveria, e todos eles de flashbacks não solicitados. De onde surgiu aquela história do irmão do loirinho? Era pra eu me importar com isso?
Beijos Que Matam
3.4 208 Assista Agora7even da shopee!
Uma Batalha Após a Outra
3.7 687 Assista AgoraÓtimos personagens, bem filmado, bem editado, tema importante... mas PRA MIM não deu liga, infelizmente.
Pareceu um comentário simplório, sem muita profundidade, mas muito bem executado de um norte americano médio. Não conversou quase nada comigo.
Mas o Leonardo Dicaprio tá engraçado demais!
A Lenda
3.3 308 Assista AgoraAlta fantasia das melhores, bom pra emendar uma partida de RPG logo depois.
A Hora do Vampiro
2.7 257 Assista AgoraO maior problema está longe do filme não ser fiel ao livro, e sim no fato de ele é RUIM, mas muito RUIM! O desenvolvimento de trama, o texto e atuações parece coisa feita pra TV dos aos 2000, e aquela sequência final é indefensável! Mas do que um horror, esse filme é uma pena.
F1: O Filme
3.7 452 Assista AgoraTer visto no cinema deve ter sido uma experiência muito maneira, porque as cenas de corrida impressionam mesmo. Mas na minha sala, num fim de domingo, o filme não é nem de perto tão impressionante assim.
O começo até flerta com uma quebra de clichês, mas a partir da metade do filme a narrativa vira um show de breguice e obviedade. O Brad Pitt chegando pra última corrida como se fosse o Maverick em Top Gun é uma americanisse que dá vergonha. Mas de novo, as corridas são maneiras mesmo!
Lolita
3.7 646 Assista AgoraA obsessão do homem de meia idade broxa é possuir, e principalmente macular, a inocência da menina. Mulheres adultas não atraem mais, o que desperta tesão mesmo é menina de 13 ou 14 anos. Uma nojeira miserável!
Vício Inerente
3.5 568Paul Thomas Anderson faz o seu noir ensolarado, engraçado, quente, com muito sexo e muita, mas muita droga mesmo! O seu próprio Chinatown só que numa viagem louca de duas horas e meia de heroína e maconha.
Oeste Outra Vez
3.6 106 Assista AgoraMasculinidade brasileira: O filme.
Se no western americano o homem é um ícone de virilidade, de competência e potência, no faroeste brasileiro é o retrato da pobreza, do fracasso e do ressentimento.
Das atitudes mais patéticas e desprezíveis, as frases mais tristes e melancólicas, tudo tem como justificativa o abandono da mulher, mas que na verdade tem no ressentimento e na total inaptidão pra lidar com qualquer sentimento e relação íntima complexa, a verdadeira causa das desgraças que são as relações desse filme.
Nosferatu
3.6 952 Assista AgoraO maior mérito do filme é abordar e expandir a relação da protagonista Ellen com o conde Orlok, e todo comentário sobre abuso, sobre a sexualidade, sobre o tesão pelo grotesco que o diretor faz questão de deixar bem explícito na obra. A ideia de amarrar o passado trágico da personagem com um despertar do Nosferatu é uma ideia perturbadora que funciona, e que conversa bastante com o tema do sexo deturpado e reprimido que é familiar pro diretor.
O maior pecado, infelizmente, fica mesmo no modo como a figura do Nosferatu foi utilizada. Na ânsia de criar um clima tenso e meio misterioso, o Eggers esconde demais o personagem título o que acaba frustrando bastante, além de tirar o peso do visual horrendo do monstro, parte vital e central do fascínio que ele exerce.
Filme bom, bem executado e tudo mais, mas para por aí.