Não é esse filme ótimo e genial que alguns críticos descreveram, mas é um filme bom. Um entretenimento bacana e melhor que a maioria dos filmes de dinossauros recentes. Me incomodou a impressão constante que o filme todo parece ter sido gravado em um fundo digital.
É um filme que parece feito para um público feminino que curte livros de dark romance sobre o relacionamento inusitado do CEO e a pobretona, porém o filme não se divulga como isso. O filme se divulga como uma narrativa distópica pós-apocalíptica, mas isso é pano de fundo para uma história de romance atípico. Se você procura filme pós-apocalíptico, não vale a pena.
Mediano, o filme cumpre bem sua premissa e entrega um entretenimento. Porém, o filme sofre do problema de filmes B de terror do protagonista que toma decisões burras e irracionais diante de um problema óbvio e grave para garantir que a narrativa ande.
O filme tem certa previsibilidade. A premissa se encerra no que se espera. O pedido vai sair pela culatra e a menina vai ficar obcecada, agir de maneira possessiva e matar as pessoas a redor que considerar um obstáculo para o relacionamento.
A cena do carro tem a menina que é adversária à possuída conversando escondida de madrugada com o protagonista. Com o posicionamento de câmera da cena fica óbvio no começo da cena que ela vai ser morta e é o que acontece.
A coisa mais diferente e interessante é a mecânica da Nikki real estar disputando espaço com o desejo, a fala dormindo, a ligação para o SAC do desejo, mas é o aspecto menos explorado da trama.
Os dois primeiros terços são bons, interessantes, um mistério que é confuso e instigante, mostra pouco. Até então é uma boa adaptação de uma creepypasta, a lógica dos espaços liminares. O terço final vira uma maçaroca de semi explicações que busca agradar a parte do público que exige respostas objetivas no final, porém fica parecendo um recorte de outra obra.
Se eu ganhasse uma moeda para toda vez que a saída de um acusado de assédio sexual levou a uma queda brusca da qualidade de uma produção audiovisual anteriormente boa...
Meu pai me contou o final do filme há uns vinte anos quando eu era criança e eu nunca esqueci, fui assistir agora e não aproveitei tanto a experiência :/
Esperava uma bomba atômica e o filme foi... bom (?)
Tem piadas engraçadas, a história é interessante e apesar da premissa meio exagerada, muitas coisas se desenrolam de maneira pé no chão, gostei da conclusão.
Acho que comercialmente seria melhor para o filme não ter uma cena de sexo gay explícito nos primeiros 15 minutos, além de posterior outra cena de sexo hetero também bastante explícita. É um filme que é leve, engraçado, daria pra colocar na TV num domingo em família, só que com isso fica meio desconfortável rs.
Entendo quem odiou e entendo quem ama. A fama dele se justifica tecnicamente, ele fez muito com pouco na época de lançamento. Para ver hoje com tudo o que se tem de construção de terror, pode ser bem frustrante. Eu achei bom por questões pessoais, estou consumindo folk horror e terror cósmico em outras mídias, além de gostar muita da ideia de terrores ocultos da floresta etc, mas sinto que uns 40% da experiência positiva se deu pela minha mente completando as aberturas que o filme dava.
O que sinto que independente de tudo merecia um pouco mais de carinho é a cena final, podiam ter gasto do orçamento do filme para fazer algo mais rebuscado.
Funcionaria melhor sendo um filme de 02 horas, o pouco de enredo que foi desenvolvido nesses 9 episódios é frustrante. Na minha opinião a série sofre de um problema que até o episódio 7 +/- todo episódio pode ser resumido em uma única frase, não acontece nada além de um pequeno avanço no roteiro com a construção da persona da união. Episódio 1 a protagonista descobre a existência da união. Episódio 2 a protagonista descobre característica X sobre a união. Episódio 3 a protagonista descobre característica Y sobre a união e assim vai. Esse cerne de descobrir algo sobre a união, que é o que eu estava interessado em ver, fica envolto em longas e cansativas cenas da protagonista mais intankável que tive contato em muito tempo fazendo coisas rotineiras, passeando, jogando golfe ou agindo como uma criança folgada e de birra. É surreal a postura dela com a coisa mais importante da história da humanidade, além do modo como ela age quando
o Manousos aparece. A Carol acha não razoável o fato do cara que ela sabe que veio de outro país, não confia e não interage com a união e tem todos os motivos para se precaver não querer entrar na casa dela nos primeiros 30 segundos após conhecê-la. Diante disso ela fica de birra e quer jogar tudo fora, uma jornada que ela própria instigou ele a realizar. Fica incomodada com a postura dos outros sobreviventes que não se interessam com suas demandas e o único que pensa igual ela, a primeira coisa que ela faz é destratá-lo. Pra mim isso é má escrita.
O arquétipo da mulher de meia idade endurecida por um trauma é elevado à última potência aqui com uma protagonista objetivamente chata, arrogante, inconsequente, desinteressante que parece que a intenção era mirar na girlboss independente e meio masculinizada (que já não era bom) e conseguiram piorar.
Um grande problema no desenvolvimento da série é explorado até por um próprio personagem quando a Carol o questiona como ele obteve certa informação sobre a união e ele responde que simplesmente perguntou. Estava estabelecido que isso era uma opção, mas a Carol deixa de fazer diversas perguntas que qualquer ser humano faria se estivesse em situação semelhante.
Sem dar spoilers, uma coisa que eu sempre penso ao assistir a primeira temporada de uma série é se ela funciona sozinha, se mesmo que possa ter temporadas futuras, cada temporada fecha seus arcos principais ou se já foi concebida com a ideia de um corte no final que deixa mais dúvidas que respostas pra você consumir outras longas horas do produto no futuro. Pra quem pensa nisso antes de iniciar uma jornada, essa é uma temporada que não se encerra em si mesma.
O filme é muito bom, bonito, tecnicamente primoroso. A única questão que me pegou é que o material prévio ao filme e a ambientação inicial constroem a ideia de se tratar de uma jornada consequente puramente de uma crise financeira, porém a protagonista e os outros personagens parecem estar mais nessa história por questões emocionais do que por motivos socioeconômicos. Não tira nenhum mérito do filme, é uma produção marcante. Porém, pelo que li e vi antes de assistir pensei que seria algo
como "uma minoria amaldiçoada deu um golpe financeiro e agora uma maioria injustiçada tem de sobreviver em condições deploráveis", mas é mais "como prosseguir depois de perder algo/alguém muito importante".
O filme tem uma cena pequena que tira uma lasquinha da questão financeira quando a protagonista questiona ao cunhado sobre uma estratégia de venda de financiamento de casa, mas acho que não é sobre isso. O problema da crise não é seu vizinho de classe médica corretor de imóveis ou que trabalha em um banco, o problema foram grandes bancos e conglomerados financeiros que provavelmente tiveram papel no financiamento deste filme.
É um bom filme, tem um começo um pouco lento, mas vai engatando e desenvolvendo para um final que acredito que para alguns vai ser frustrante, mas pra mim foi muito bonito.
A cena em que a mulher aceita e abraça a criança que está com uma mordida de um infectado porque ele lembra o filho falecido dela pra mim valeu o filme inteiro, achei emocionante.
Primeiro que a história de uma mulher jovem americana viajando para um país de terceiro mundo sozinha, sem saber falar a língua e indo para uma região isolada não precisa de tubarão para virar filme de terror.
Dito isso, engraçado como a reação aqui em casa foi similar aos dos comentários do filmow. Um lado dizendo que o filme é o melhor de tubarão já feito e outro dizendo que é lixo nuclear. Eu fico do lado que não gostou do filme, apesar de boa atuação da protagonista, um ótimo CGI que parece muito um tubarão real, o filme cai no padrão de filme de terror barato de todos os personagens tomarem as decisões mais burras possíveis apenas para poderem morrer no filme. Cheio de conveniências do início ao fim para a história ter mais tensão.
O filme tem um problema e uma solução para esse problema: a garota está sozinha num recife no meio do mar em uma praia isolada em que poucas pessoas circulam, porém é preciso mais personagens para serem vítimas do antagonista. Como resolver isso? Colocam um personagem que estava lá na praia previamente e não foi visto por ninguém e que no fim termina lá na praia e não é novamente visto por ninguém sem nenhum esforço em explicar como.
Adendo engraçado que há uma cena para instigar culpa branca em que a protagonista americana fica preocupada com os dois mexicanos passando perto da sua bolsa sozinha na areia com medo de ser roubada e se repreende por ter tido tal pensamento preconceituoso apenas para na próxima cena ter os pertences roubados por outro mexicano xD
Entre a primeira vez que assisti o 1 e o 2 e finalmente assistir o 3 e o 4 devem ter se passado uma década devido a fama que ouvi de que o terceiro e quarto eram bombas pasteurizadas de má qualidade. O 3 até que faz juz a fama em certa medida, porém me surpreendi positivamente com este quarto filme.
Tirando a pior parte do filme de cara: A Ripley metahumana e com uma personalidade garota má foi o ponto fraco do filme. De resto, o filme conta com uma exploração mais ampla dos esforços de bioengenharia da raça do xenomorfo que é o grande motivador das sequências. Há desenvolvimento do "cultivo" dos alienígenas, adestramento, hibridização, bem interessante. Os personagens secundários da nave de transporte que precisam existir para morrer no filme tem personalidades bem definidas e não são só esqueletos genéricos, adiciona uma tensão a mais com um personagem com deficiência motora vivendo a perseguição.
Em geral parece que as reações ao novo xenoformo são bem negativas, mas eu gostei. O visual macabro, reações sentimentais. É tudo bem viajado, mas ficção científica espacial de alienígenas assassinos permite isso. E é uma ferramenta usada em outros filmes da franquia, em Aliens - O Resgate, Romulus e neste temos a surpresa de uma forma diferente de xenomorfo para ser enfrentado.
Pra mim este filme é melhor que o Alien - Covenant e, à despeito de não ter uma qualidade técnica igual, o enredo me interessou mais do que o de Alien Romulus.
O ponto mais baixo da franquia. Tirando o médico e o clérigo, os outros personagens secundários totalmente descartáveis. O xenomorfo de CGI evoluiu muito mal, além de muita discrepância visual entre as cenas de corpo inteiro feitas de CGI e as tomadas em que só aparece o tronco ou cabeça do alien feitas com efeitos práticos.
Não é horrível podre escabroso filme genérico de terror, é um filme com as premissas básicas de alien, mas mal executadas. O filme em dois momentos estabelece um plano contra a ameaça que envolve muito a questão espacial do complexo presidiário e os personagens tentando mover o alienígena de um ponto a outro, porém não há elementos visuais para o espectador entender se está dando certo ou não porque não foi estabelecido previamente qual lugar é qual, com qual se conecta.
Não fica aquela sensação de por favor acaba logo, mas também não pretendo nunca rever este filme.
Parece que deram um grande estúdio e um orçamento milionário para uma fanfic de wattpad. As atuações e o texto que os atores tem para atuar disputam sobre o que é pior, só que tudo com cenários de estúdio ou de CGI de alta qualidade. Ao mesmo tempo dá a impressão de estar assistindo uma produção de um estúdio grande e um filme B de baixo orçamento. Parece que o idealizador do filme tinha várias ideias potencialmente boas e resolveu enfiar tudo no filme, não desenvolveu nada minimamente bem e ficou ruim em tudo. O filme não decide se quer ser Dead Space, Alien o Oitavo passageiro, interstellar ou uma novela de bollywood.
Tenta ser um Birdbox ou Um lugar silencioso com a lógica de um mundo pós-apocalípitico em que vagam criaturas alienígenas que atacam os humanos de acordo com alguma premissa peculiar, porém desenvolve de maneira bem rasa a ideia e sequer é uma ideia muito interessante a da altitude. É um filme simples para se ver despretensiosamente e esquecer que já o viu no dia seguinte.
Uma ou outra cena boa numa grande feijoada nada acontece. Mesmo com a desculpa de que tiveram corte de dois episódios por comando da produtora, os episódios que se mantiveram tem várias cenas desnecessárias e enroladas, além de coisas confusas. A única coisa que valeu a pena para mim de assistir a série foi para ver depois um vídeo do Alt Shift X discutindo como tais elementos se conversam com a lore dos livros.
Elenco bem afinado, a Milly Alcock como Rhaenyra jovem foi muito bem. A temporada começa boa, tem uma barriga no meio com as passagens temporais, mas termina bem. Só fica um desapontamento com o pouco uso dos dragões, que são o grande chamariz da série.
Queda importante de qualidade em relação a primeira temporada.
A desculpa para aceitar a Bella Ramsay como Ellie apesar de ser zero parecida com o material original seria uma potencial atuação excepcional, pois bem, ficou devendo. Péssima protagonista nessa temporada, não consegue sustentar bem.
A série optou por colocar uma atriz que não é musculosa para representar a Abby, vamos ver como vão fazer com isso no futuro, porque esse detalhe é relevante para a história da personagem. O desenrolar de certas situações se dá mais favorável a ela justamente por sobrepujar outros na força.
A série também adianta algumas cenas sem muita cerimônia como a explicação de quem é a Abby e porque ela está envolvida na história, além de certa conversa emocionante entre Joel e Ellie que no jogo são tópicos de virada dos personagens em momentos catárticos. Perderam o peso, vamos ver como vão substituir isso na próxima temporada.
Ótimo filme, apesar de ter seus 50 anos não é uma produção datada ou antiquada. Tem um ritmo bom que prende a atenção e instiga a cerca do mistério, além de boas atuações e cenários bonitos.
O filme é totalmente competente em cumprir o que se propõe: relatar a jornada de um pai e um filho em cenário pós-apocalíptico. A ambientação é muito boa em convencer que este é um mundo sem muita esperança e que não existe perspectiva de viver, só lutar para sobreviver.
Como entretenimento isolado é um filme ok, porém fica muito aquém das expectativas como sequência de Prometheus.
O primeiro e o terceiro atos tem uma cara maior de Alien com a ambientação em uma nave que possui alta tecnologia, mas que é automatizada de forma analógica, maquinário pesado, uma equipe com múltiplos especialistas e um sintético. Destaque para o xenomorfo em seu último estágio que é extremamente brutal, agressivo, impiedoso.
O ato do meio do filme tenta ser Prometheus desenvolvendo uma história prequência da criatura e a relação com os engenheiros, porém falha absurdamente. No primeiro filme se tem o misticismo do desconhecido, de uma tecnologia/raça que é tão avançada que parece mágica e que é, acima de tudo, um grande mistério. Aqui se tem a revelação do truque da maneira mais vazia possível, a história se passa no planeta dos engenheiros, (que é representado como uma praça e uma casinha). Não há o que olhar e se encantar com o potencial funcionamento de algum objeto alienígena, com o objetivo de alguma ação da raça, nada.
Um ponto negativo enquanto "Alien" é que o xenoformo adulto tem pouco tempo de tela. Nos dois primeiros terços do filme os personagens são atacados por versões jovens e amorfas da criatura, que fazem sentido na premissa da prequela da história, mas que não são visualmente interessantes.
O filme também recai no clichê de filme de terror em que uma equipe treinada e preparada toma as piores decisões possíveis.
Me pareceu pouco razoável a representação do primeiro estágio da versão inicial do xenomorfo já ser uma miniatura agressiva e já funcional do adulto. O filme ignora completamente a fase do chestbuster, pulando do facehugger para o xenomorfo adulto. Me pareceu uma escolha de direção porque precisavam incluir cenas de ação mais cedo no filme, pois até então se estabeleceu que essa fase da criatura seria a mais vulnerável, que após emergir ele costuma fugir e se esconder enquanto se desenvolve no adulto.
A segunda temporada já tem uma história confusa, mas se sustenta pelas batalhas apoteóticas. Esta temporada nem isso, continuidade mal explicada com os eventos prévios, introduz vários personagens novos para não os desenvolver direito assim como faz com os personagens prévios (e que muitos nem aparecem).
Nesta temporada há a a morte de um personagem que conhecemos mau por outro que conhecemos pior ainda. Não há apelo emocional, não fica claro a motivação e o impacto desse evento, só está ali colocado. O ponto positivo é que os episódios são curtos e dinâmicos, então você vê tudo rápido, entende parcialmente a história (devido diálogos expositivos com direito a telão de slides num limbo espiritual) e segue concluindo uma temporada que parece ter saído de nada a lugar nenhum.
O Fim da Rua
3.1 219Não é esse filme ótimo e genial que alguns críticos descreveram, mas é um filme bom. Um entretenimento bacana e melhor que a maioria dos filmes de dinossauros recentes.
Me incomodou a impressão constante que o filme todo parece ter sido gravado em um fundo digital.
Depois do Apocalipse
2.3 123 Assista AgoraÉ um filme que parece feito para um público feminino que curte livros de dark romance sobre o relacionamento inusitado do CEO e a pobretona, porém o filme não se divulga como isso. O filme se divulga como uma narrativa distópica pós-apocalíptica, mas isso é pano de fundo para uma história de romance atípico. Se você procura filme pós-apocalíptico, não vale a pena.
Obsessão
3.9 933 Assista AgoraMediano, o filme cumpre bem sua premissa e entrega um entretenimento. Porém, o filme sofre do problema de filmes B de terror do protagonista que toma decisões burras e irracionais diante de um problema óbvio e grave para garantir que a narrativa ande.
O filme tem certa previsibilidade. A premissa se encerra no que se espera. O pedido vai sair pela culatra e a menina vai ficar obcecada, agir de maneira possessiva e matar as pessoas a redor que considerar um obstáculo para o relacionamento.
A cena do carro tem a menina que é adversária à possuída conversando escondida de madrugada com o protagonista. Com o posicionamento de câmera da cena fica óbvio no começo da cena que ela vai ser morta e é o que acontece.
A coisa mais diferente e interessante é a mecânica da Nikki real estar disputando espaço com o desejo, a fala dormindo, a ligação para o SAC do desejo, mas é o aspecto menos explorado da trama.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 460 Assista AgoraOs dois primeiros terços são bons, interessantes, um mistério que é confuso e instigante, mostra pouco. Até então é uma boa adaptação de uma creepypasta, a lógica dos espaços liminares. O terço final vira uma maçaroca de semi explicações que busca agradar a parte do público que exige respostas objetivas no final, porém fica parecendo um recorte de outra obra.
X-Men '97 (2ª Temporada)
3.3 70 Assista AgoraSe eu ganhasse uma moeda para toda vez que a saída de um acusado de assédio sexual levou a uma queda brusca da qualidade de uma produção audiovisual anteriormente boa...
Temporada pavorosa.
Os Outros
4.1 2,5K Assista AgoraMeu pai me contou o final do filme há uns vinte anos quando eu era criança e eu nunca esqueci, fui assistir agora e não aproveitei tanto a experiência :/
Twinless: Um Gêmeo a Menos
3.5 92 Assista AgoraEsperava uma bomba atômica e o filme foi... bom (?)
Tem piadas engraçadas, a história é interessante e apesar da premissa meio exagerada, muitas coisas se desenrolam de maneira pé no chão, gostei da conclusão.
Acho que comercialmente seria melhor para o filme não ter uma cena de sexo gay explícito nos primeiros 15 minutos, além de posterior outra cena de sexo hetero também bastante explícita. É um filme que é leve, engraçado, daria pra colocar na TV num domingo em família, só que com isso fica meio desconfortável rs.
A Bruxa de Blair
3.1 1,7KEntendo quem odiou e entendo quem ama. A fama dele se justifica tecnicamente, ele fez muito com pouco na época de lançamento. Para ver hoje com tudo o que se tem de construção de terror, pode ser bem frustrante. Eu achei bom por questões pessoais, estou consumindo folk horror e terror cósmico em outras mídias, além de gostar muita da ideia de terrores ocultos da floresta etc, mas sinto que uns 40% da experiência positiva se deu pela minha mente completando as aberturas que o filme dava.
O que sinto que independente de tudo merecia um pouco mais de carinho é a cena final, podiam ter gasto do orçamento do filme para fazer algo mais rebuscado.
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 356 Assista AgoraFuncionaria melhor sendo um filme de 02 horas, o pouco de enredo que foi desenvolvido nesses 9 episódios é frustrante. Na minha opinião a série sofre de um problema que até o episódio 7 +/- todo episódio pode ser resumido em uma única frase, não acontece nada além de um pequeno avanço no roteiro com a construção da persona da união. Episódio 1 a protagonista descobre a existência da união. Episódio 2 a protagonista descobre característica X sobre a união. Episódio 3 a protagonista descobre característica Y sobre a união e assim vai. Esse cerne de descobrir algo sobre a união, que é o que eu estava interessado em ver, fica envolto em longas e cansativas cenas da protagonista mais intankável que tive contato em muito tempo fazendo coisas rotineiras, passeando, jogando golfe ou agindo como uma criança folgada e de birra. É surreal a postura dela com a coisa mais importante da história da humanidade, além do modo como ela age quando
o Manousos aparece. A Carol acha não razoável o fato do cara que ela sabe que veio de outro país, não confia e não interage com a união e tem todos os motivos para se precaver não querer entrar na casa dela nos primeiros 30 segundos após conhecê-la. Diante disso ela fica de birra e quer jogar tudo fora, uma jornada que ela própria instigou ele a realizar. Fica incomodada com a postura dos outros sobreviventes que não se interessam com suas demandas e o único que pensa igual ela, a primeira coisa que ela faz é destratá-lo. Pra mim isso é má escrita.
O arquétipo da mulher de meia idade endurecida por um trauma é elevado à última potência aqui com uma protagonista objetivamente chata, arrogante, inconsequente, desinteressante que parece que a intenção era mirar na girlboss independente e meio masculinizada (que já não era bom) e conseguiram piorar.
Um grande problema no desenvolvimento da série é explorado até por um próprio personagem quando a Carol o questiona como ele obteve certa informação sobre a união e ele responde que simplesmente perguntou. Estava estabelecido que isso era uma opção, mas a Carol deixa de fazer diversas perguntas que qualquer ser humano faria se estivesse em situação semelhante.
Sem dar spoilers, uma coisa que eu sempre penso ao assistir a primeira temporada de uma série é se ela funciona sozinha, se mesmo que possa ter temporadas futuras, cada temporada fecha seus arcos principais ou se já foi concebida com a ideia de um corte no final que deixa mais dúvidas que respostas pra você consumir outras longas horas do produto no futuro. Pra quem pensa nisso antes de iniciar uma jornada, essa é uma temporada que não se encerra em si mesma.
Nomadland
3.9 917 Assista AgoraO filme é muito bom, bonito, tecnicamente primoroso. A única questão que me pegou é que o material prévio ao filme e a ambientação inicial constroem a ideia de se tratar de uma jornada consequente puramente de uma crise financeira, porém a protagonista e os outros personagens parecem estar mais nessa história por questões emocionais do que por motivos socioeconômicos. Não tira nenhum mérito do filme, é uma produção marcante. Porém, pelo que li e vi antes de assistir pensei que seria algo
como "uma minoria amaldiçoada deu um golpe financeiro e agora uma maioria injustiçada tem de sobreviver em condições deploráveis", mas é mais "como prosseguir depois de perder algo/alguém muito importante".
O filme tem uma cena pequena que tira uma lasquinha da questão financeira quando a protagonista questiona ao cunhado sobre uma estratégia de venda de financiamento de casa, mas acho que não é sobre isso. O problema da crise não é seu vizinho de classe médica corretor de imóveis ou que trabalha em um banco, o problema foram grandes bancos e conglomerados financeiros que provavelmente tiveram papel no financiamento deste filme.
M: A Última Esperança
2.8 15 Assista AgoraÉ um bom filme, tem um começo um pouco lento, mas vai engatando e desenvolvendo para um final que acredito que para alguns vai ser frustrante, mas pra mim foi muito bonito.
A cena em que a mulher aceita e abraça a criança que está com uma mordida de um infectado porque ele lembra o filho falecido dela pra mim valeu o filme inteiro, achei emocionante.
Águas Rasas
3.4 1,3KPrimeiro que a história de uma mulher jovem americana viajando para um país de terceiro mundo sozinha, sem saber falar a língua e indo para uma região isolada não precisa de tubarão para virar filme de terror.
Dito isso, engraçado como a reação aqui em casa foi similar aos dos comentários do filmow. Um lado dizendo que o filme é o melhor de tubarão já feito e outro dizendo que é lixo nuclear. Eu fico do lado que não gostou do filme, apesar de boa atuação da protagonista, um ótimo CGI que parece muito um tubarão real, o filme cai no padrão de filme de terror barato de todos os personagens tomarem as decisões mais burras possíveis apenas para poderem morrer no filme. Cheio de conveniências do início ao fim para a história ter mais tensão.
O filme tem um problema e uma solução para esse problema: a garota está sozinha num recife no meio do mar em uma praia isolada em que poucas pessoas circulam, porém é preciso mais personagens para serem vítimas do antagonista. Como resolver isso? Colocam um personagem que estava lá na praia previamente e não foi visto por ninguém e que no fim termina lá na praia e não é novamente visto por ninguém sem nenhum esforço em explicar como.
Adendo engraçado que há uma cena para instigar culpa branca em que a protagonista americana fica preocupada com os dois mexicanos passando perto da sua bolsa sozinha na areia com medo de ser roubada e se repreende por ter tido tal pensamento preconceituoso apenas para na próxima cena ter os pertences roubados por outro mexicano xD
Alien: A Ressurreição
3.1 524 Assista AgoraEntre a primeira vez que assisti o 1 e o 2 e finalmente assistir o 3 e o 4 devem ter se passado uma década devido a fama que ouvi de que o terceiro e quarto eram bombas pasteurizadas de má qualidade. O 3 até que faz juz a fama em certa medida, porém me surpreendi positivamente com este quarto filme.
Tirando a pior parte do filme de cara: A Ripley metahumana e com uma personalidade garota má foi o ponto fraco do filme. De resto, o filme conta com uma exploração mais ampla dos esforços de bioengenharia da raça do xenomorfo que é o grande motivador das sequências. Há desenvolvimento do "cultivo" dos alienígenas, adestramento, hibridização, bem interessante. Os personagens secundários da nave de transporte que precisam existir para morrer no filme tem personalidades bem definidas e não são só esqueletos genéricos, adiciona uma tensão a mais com um personagem com deficiência motora vivendo a perseguição.
Em geral parece que as reações ao novo xenoformo são bem negativas, mas eu gostei. O visual macabro, reações sentimentais. É tudo bem viajado, mas ficção científica espacial de alienígenas assassinos permite isso. E é uma ferramenta usada em outros filmes da franquia, em Aliens - O Resgate, Romulus e neste temos a surpresa de uma forma diferente de xenomorfo para ser enfrentado.
Pra mim este filme é melhor que o Alien - Covenant e, à despeito de não ter uma qualidade técnica igual, o enredo me interessou mais do que o de Alien Romulus.
Alien 3
3.2 588 Assista AgoraO ponto mais baixo da franquia. Tirando o médico e o clérigo, os outros personagens secundários totalmente descartáveis. O xenomorfo de CGI evoluiu muito mal, além de muita discrepância visual entre as cenas de corpo inteiro feitas de CGI e as tomadas em que só aparece o tronco ou cabeça do alien feitas com efeitos práticos.
Não é horrível podre escabroso filme genérico de terror, é um filme com as premissas básicas de alien, mas mal executadas. O filme em dois momentos estabelece um plano contra a ameaça que envolve muito a questão espacial do complexo presidiário e os personagens tentando mover o alienígena de um ponto a outro, porém não há elementos visuais para o espectador entender se está dando certo ou não porque não foi estabelecido previamente qual lugar é qual, com qual se conecta.
Não fica aquela sensação de por favor acaba logo, mas também não pretendo nunca rever este filme.
Gemini: O Planeta Sombrio
1.6 48 Assista AgoraParece que deram um grande estúdio e um orçamento milionário para uma fanfic de wattpad. As atuações e o texto que os atores tem para atuar disputam sobre o que é pior, só que tudo com cenários de estúdio ou de CGI de alta qualidade. Ao mesmo tempo dá a impressão de estar assistindo uma produção de um estúdio grande e um filme B de baixo orçamento. Parece que o idealizador do filme tinha várias ideias potencialmente boas e resolveu enfiar tudo no filme, não desenvolveu nada minimamente bem e ficou ruim em tudo. O filme não decide se quer ser Dead Space, Alien o Oitavo passageiro, interstellar ou uma novela de bollywood.
A Linha da Extinção
2.6 90 Assista AgoraTenta ser um Birdbox ou Um lugar silencioso com a lógica de um mundo pós-apocalípitico em que vagam criaturas alienígenas que atacam os humanos de acordo com alguma premissa peculiar, porém desenvolve de maneira bem rasa a ideia e sequer é uma ideia muito interessante a da altitude. É um filme simples para se ver despretensiosamente e esquecer que já o viu no dia seguinte.
A Casa do Dragão (2ª Temporada)
3.5 350 Assista AgoraUma ou outra cena boa numa grande feijoada nada acontece. Mesmo com a desculpa de que tiveram corte de dois episódios por comando da produtora, os episódios que se mantiveram tem várias cenas desnecessárias e enroladas, além de coisas confusas. A única coisa que valeu a pena para mim de assistir a série foi para ver depois um vídeo do Alt Shift X discutindo como tais elementos se conversam com a lore dos livros.
A Casa do Dragão (1ª Temporada)
4.1 729 Assista AgoraElenco bem afinado, a Milly Alcock como Rhaenyra jovem foi muito bem. A temporada começa boa, tem uma barriga no meio com as passagens temporais, mas termina bem. Só fica um desapontamento com o pouco uso dos dragões, que são o grande chamariz da série.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraQueda importante de qualidade em relação a primeira temporada.
A desculpa para aceitar a Bella Ramsay como Ellie apesar de ser zero parecida com o material original seria uma potencial atuação excepcional, pois bem, ficou devendo. Péssima protagonista nessa temporada, não consegue sustentar bem.
A série optou por colocar uma atriz que não é musculosa para representar a Abby, vamos ver como vão fazer com isso no futuro, porque esse detalhe é relevante para a história da personagem. O desenrolar de certas situações se dá mais favorável a ela justamente por sobrepujar outros na força.
A série também adianta algumas cenas sem muita cerimônia como a explicação de quem é a Abby e porque ela está envolvida na história, além de certa conversa emocionante entre Joel e Ellie que no jogo são tópicos de virada dos personagens em momentos catárticos. Perderam o peso, vamos ver como vão substituir isso na próxima temporada.
Smiling Friends (2ª Temporada)
4.1 9 Assista AgoraBem melhor que a primeira temporada.
O Homem de Palha
4.0 541 Assista AgoraÓtimo filme, apesar de ter seus 50 anos não é uma produção datada ou antiquada. Tem um ritmo bom que prende a atenção e instiga a cerca do mistério, além de boas atuações e cenários bonitos.
A Estrada
3.6 1,3K Assista AgoraO filme é totalmente competente em cumprir o que se propõe: relatar a jornada de um pai e um filho em cenário pós-apocalíptico. A ambientação é muito boa em convencer que este é um mundo sem muita esperança e que não existe perspectiva de viver, só lutar para sobreviver.
Alien: Covenant
3.0 1,3K Assista AgoraComo entretenimento isolado é um filme ok, porém fica muito aquém das expectativas como sequência de Prometheus.
O primeiro e o terceiro atos tem uma cara maior de Alien com a ambientação em uma nave que possui alta tecnologia, mas que é automatizada de forma analógica, maquinário pesado, uma equipe com múltiplos especialistas e um sintético. Destaque para o xenomorfo em seu último estágio que é extremamente brutal, agressivo, impiedoso.
O ato do meio do filme tenta ser Prometheus desenvolvendo uma história prequência da criatura e a relação com os engenheiros, porém falha absurdamente. No primeiro filme se tem o misticismo do desconhecido, de uma tecnologia/raça que é tão avançada que parece mágica e que é, acima de tudo, um grande mistério. Aqui se tem a revelação do truque da maneira mais vazia possível, a história se passa no planeta dos engenheiros, (que é representado como uma praça e uma casinha). Não há o que olhar e se encantar com o potencial funcionamento de algum objeto alienígena, com o objetivo de alguma ação da raça, nada.
Um ponto negativo enquanto "Alien" é que o xenoformo adulto tem pouco tempo de tela. Nos dois primeiros terços do filme os personagens são atacados por versões jovens e amorfas da criatura, que fazem sentido na premissa da prequela da história, mas que não são visualmente interessantes.
O filme também recai no clichê de filme de terror em que uma equipe treinada e preparada toma as piores decisões possíveis.
Me pareceu pouco razoável a representação do primeiro estágio da versão inicial do xenomorfo já ser uma miniatura agressiva e já funcional do adulto. O filme ignora completamente a fase do chestbuster, pulando do facehugger para o xenomorfo adulto. Me pareceu uma escolha de direção porque precisavam incluir cenas de ação mais cedo no filme, pois até então se estabeleceu que essa fase da criatura seria a mais vulnerável, que após emergir ele costuma fugir e se esconder enquanto se desenvolve no adulto.
Jujutsu Kaisen (3ª Temporada)
4.0 32 Assista AgoraA segunda temporada já tem uma história confusa, mas se sustenta pelas batalhas apoteóticas. Esta temporada nem isso, continuidade mal explicada com os eventos prévios, introduz vários personagens novos para não os desenvolver direito assim como faz com os personagens prévios (e que muitos nem aparecem).
Nesta temporada há a a morte de um personagem que conhecemos mau por outro que conhecemos pior ainda. Não há apelo emocional, não fica claro a motivação e o impacto desse evento, só está ali colocado. O ponto positivo é que os episódios são curtos e dinâmicos, então você vê tudo rápido, entende parcialmente a história (devido diálogos expositivos com direito a telão de slides num limbo espiritual) e segue concluindo uma temporada que parece ter saído de nada a lugar nenhum.