No geral mediano. Para mim só comprovou a genialidade de Alfred Hitchcock, que um ano depois lançado Psicose, enquanto esse é essencialmente didático e moralizante, Psicose vem para trabalhar nas ambiguidades, em um cinema muito mais moderno e interessante. Os dois personagens principais e a dinâmica entre eles, é o ponto alto do filme, uma pena que sejam tão pouco aproveitados.
Definitivamente eu não sou do tipo que curte humor em filmes de terror, principalmente do tipo autoconsciente, como fizeram aqui com os clichê e incoerências da franquia, uma vez ou a outra a gente até releva, muitas vezes vira parodia. Efeitos especiais oscilaram muito, desde alguns muito bons, a outros que caíram no vale da estranheza de tão artificiais. Mas dito isso, adorei a longa sequencia inicial que se passa no passado, o nível de gore é alto e a 01:50h passaram voando sinal que o filme entretém bem.
Como obra conceitual, existencialista e filosófica, é um 10/10 ainda mais por se tratar de um filme com escopo no terror, já a execução como uma obra cinematográfica, infelizmente não me agradou tanto para se destacar, mas definitivamente é um filme a frente do seu tempo.
Quando eu era criança, eu tinha uma certa fascinação pelo quadro de Santa Luzia na casa da minha avó, tmb ficava bastante intrigado por seu ritual diário de orações sussuradas em seu terço. Então Irmã Morte foi prazeroso para mim, uma boa história com forte subtexto, dirigida com elegância, e uma excelente fotografia que usa toda a poderosa iconografia católica para causar desconforto. Não reinventa nem acrescenta muito ao subgênero de filmes de terror ambientados em conventos, mas está acima da média em qualidade.
Gosto muito do cinema de Joachim Trier, é refinado e admiro principalmente o fato dele não ser um manipulador barato de emoções, seus personagem quase sempre são quebrados, mas existe um cuidado de não fazer deles estereótipos da dor, e em 'Sentimental Value' ele parece muito interessado em brincar com a percepção do publico em momentos de emoções mais extremas. Dito isso, apesar de temas muito universais, e de fácil identificação, para mim não funcionou tanto quanto seu filme anterior, "A Pior Pessoa do Mundo" da qual a experiência foi muito mais arrebatadora. Sentimental Value, tem excelentes atuações, excelente fotografia, mas sinto que fiquei mais fascinado pela analogia da casa como personagem extra, como símbolo do passado e das memorias, do que de fato com os dramas pessoais.
Um David Cronenberg contido, bastante inclinado ao drama. Apesar de bons elementos como a atuação competente de Jeremy Irons, e o alto teor psicanalítico fornecido pela estranha relação dos gêmeos, para mim Dead Ringers, não está entre as obras mais impactantes do diretor, talvez o fato do filme ser baseado em uma historia real, (caso Stewart e Cyril Marcus)., tenha sido um elemento limitador.
Tem algo de muito atrativo para mim no cinema de Oz Perkins, talvez seja a forma que ele representa o mal em seus filmes de forma muito elementar, natural, orgânica com muitos elementos de Folk terror. A fotografia é sempre impecável assim como o domínio em criar atmosfera e tensão. Sempre parece haver um estudo profundo em simbolismos e subtextos, mas por alguma razão seus filmes nunca nós dão a experiência completa de horror, Longlegs quase chegou lá, Keeper infelizmente é vários passos para trás, principalmente pela quase inexistência de roteiro. Dito isso, seu cinema é autoral, e sua visão de terror é bastante peculiar, eu continuarei frequentando sua igreja macabra.
Para gostar da saga V/H/S você meio que têm que desligar o cérebro e só se divertir com a bizarrice, e sinceramente me diverti com esse.
Coochie Coochie Coo - Grotesco e nojento, interessante por trabalhar outros elementos de horror além do gore.
Ut Supra Sic Infra - Meu favorito, começa meio tedioso, mas quando os elementos sobrenaturais começam dá medo real o que é extremamente RARO na franquia VHS.
Fun Size - Odiei esse segmento, infantiloide ao extremo, única coisa positiva é que ele é auto consciente, não é mesmo para ser levado a serio, mas destoou demais.
Kidprint - Aqui o nível se eleva novamente, não é a historia mais original do mundo, mas é brutal e talvez o que melhor use o fator Found footage.
Home Haunt - Formulaico ao padrão médio VHS, não é ruim nem bom é apenas Ok.
O curta de armação Diet Phantasma (juntamento ao segmento Fun Size) é o ponto baixo dessa edição.
É um bom filme, sobre um tema bastante complexo, infelizmente Jennifee Lawrence e Robert Pattinson que são excelentes atores, fazem um trabalho questionável aqui, não no sentido de má atuações, mas em overacting, principalmente Pattinson que deveria ser o contrabalanço. Não sei se era de fato a intenção da diretora nós fazer gostar desse casal, ter empatia, pq se existia algum direcionamento nesse sentido não transparece na tela, o que fica explícito, é a descida a depressão, a mania, ao autoflagelo, ao tédio, a falta de sentido.. Dolorosamente humano e fácil de se identificar (ou ao outro) em algum nível.
Visualmente deslumbrante, aqui temos várias cenas que foram imortalizadas na historia do cinema e o filme como um todo é a definição do gótico romântico. Mas ao mesmo tempo é sem emoção, estéril, decrépito com ligação direta na forma que Werner Herzog escolheu retratar seu Nosferatu, particularmente prefiro as versões selvagens e menos melancólicas do personagem como em Drácula de Bram Stoker e Nosferatu de 2024, mas eu valorizo o trabalho que é feito aqui, refinado, clássico.
**Eu acho que o que mais me impressionou aqui foi como o diretor escolheu retratar a praga, os milhares de ratos, as ruas vazias, o cortejos de caixões.. O banquete em praça publica, para celebrar o que resta da vida, absolute cinema.
É como uma obra de Dostoievski. O Quinto selo, é refinado, difícil de entender, por vezes tedioso, e quase sem esperança, mas ao fim é uma experiência que tortura o corpo mas vai fundo na alma.
Foi meu filme de entrada do diretor Takashi Miike e confesso que foi uma experiência difícil, na maior parte do tempo achei apenas nonsense, outra coisa que flutua bastante é a qualidade técnica enquanto algumas cenas beiram o amadorismo outras são bem bonitas esteticamente como a que foi usada no pôster. O tom cômico de algumas cenas beira ao pastelão. Enfim o filme me causou reações conflitantes, mas o nivel de coragem do diretor me deixou animado para ver Audition e Ichi o Assassino.
É meu primeiro filme do diretor, e sinceramente tenho muita pouca positiva a dizer sobre ele, ao menos não me senti entediado, a trama mesmo que quase inexistente mantém o interesse até o fim, acho interessante também que ele se desenrole num tempo-espaço muito difícil de definir, eu jamais diria que esse filme é de 2003 a estética, os diálogos tudo remete a forma de gravar de várias décadas passadas. Dito isso, muito subtexto, personagens que supostamente são importantes para a trama, como o vizinho, e o amigo soldado do pai que não sabemos quase nada sobre eles.. A fotografia embaçada como num sonho também não me agradou, nem as atuações. O intimidade quase homoerótica da relação dos dois obvia desde a primeira cena, nos longos olhares e contatos físicos frequentes me pareceu muito mais a história que o diretor desejava contar. A função da arte é desafiar aquilo que é sagrado, e aqui faltou coragem.
Premissa bastante moderna, evidenciando como David Cronenberg é um diretor a frente da sua época, a "batalha" final realmente elevou para mim, não estava esperando aquele nível de violência psíquica / corporal. Dito isso todo o escopo do filme é de filme de ação // policial, que foi difícil acompanhar, achei um pouco entediante, prefiro Cronenberg sendo abstrato e existencialista.
Acho que fui pego pelo hype, o filme sempre aparecia em listas de melhores filmes que abordam o ocultismo, e com esse nome em português é de se imaginar que seria uma obra muito mais densa do que de fato é, e o fio condutor do enredo é investigação policial / detetive dinâmica que acho bem desinteressante, simplesmente não me envolvi com a historia, mas obviamente não é um filme ruim, é solido em atuações (Robert De Niro completamente magnético aqui), é bastante corajoso em suas construções visuais que envolvem ocultismo, e tem todo um subtexto da marginalização e segregação racial nos EUA que é muito raro de ser retratados em filmes de gênero terror e suspense. Infelizmente para mim não é filme que deixará uma marca duradora.
Aqui Severin Fiala & Veronika Franz atingiram seu amadurecimento cinematográfico, fotografia e reconstrução de época primorosa. Gosto muito de todo subtexto que exploraram aqui, para mim foi eficiente em todos os aspectos, dito isso, a duração é um pouco excessiva pelo que foi apresentado, por mim poderia ter até 3h desde que o leque de exploração de personagens fosse mais abrangente, e de fato não é um de terror, é um filme de drama histórico com elementos sombrios.
Eu não tinha me entregado totalmente a obra, mas quando chegou a cena que está no pôster que envolve bois, ali eu me arrepiei.. É o poder do simbolismo da Imagem em seu ápice.
Imagina ser um diretor, e fazer uma obra tão transgressora e bem produzida artisticamente em 1971. Definitivamente um clássico que merece ser referenciado.
Eu sou fã do cinema de Yorgos, e de diretores em geral que buscam o incômodo, aquilo que é essencialmente desconfortável sobre o homem social.. Tipos de Gentileza, não decepciona nesse aspecto, mas como filme, para mim não foi tão eficiente nem arrebatador quanto outros trabalhos dele. Gosto muito da primeira história, e realmente gostaria de ver mais desse universo proposto aqui. Excelente. A segunda o roteiro em si é muito bom, mas condensada dentro de um curta, são elementos demais para explorar, muitas motivações e focos de atenção dissipados. Gosto dos elementos de choque visual. Mediano pendendo ao fraco. O terceiro eleva novamente, exige muita suspensão da descrença, e tem pelo menos uma duas cenas extremamente polêmicas, reforça que o diretor não aceita consessão, mas afasta o público mais sensível, eu acho que nesse último o humor atrapalhou, gostaria de ver essa mesma história com um prisma mais sério, obviamente não melodramático, mas algo no estilo de direção de O sacrifício do cervo sagrado... Bom. Dois pontos que estão acima de qualquer crítica aqui, trilha sonora e tipografia gráfica.
Confesso que inicialmente tive muita dificuldade com o tom de ação que James Cameron deu ao filme, a apresentação da equipe (caricatos e com atuações ruins) e suas personalidades beiram o insuportável, mas isso logo é dissipado principalmente pela força magnética que a Sigouney exerce nesse universo de Alien. Ao final eu sai satisfeito da experiência, totalmente imerso, e bastante impressionado com o que Cameron fez na parte final envolvendo a alien rainha. Dito isso, o primeiro Alien é genial, referência em terror ficção científica, esse é uma sequência competente e um bom complemento ao primeiro filme.
Estranha Compulsão
3.7 34No geral mediano.
Para mim só comprovou a genialidade de Alfred Hitchcock, que um ano depois lançado Psicose, enquanto esse é essencialmente didático e moralizante, Psicose vem para trabalhar nas ambiguidades, em um cinema muito mais moderno e interessante.
Os dois personagens principais e a dinâmica entre eles, é o ponto alto do filme, uma pena que sejam tão pouco aproveitados.
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 735 Assista AgoraDefinitivamente eu não sou do tipo que curte humor em filmes de terror, principalmente do tipo autoconsciente, como fizeram aqui com os clichê e incoerências da franquia, uma vez ou a outra a gente até releva, muitas vezes vira parodia. Efeitos especiais oscilaram muito, desde alguns muito bons, a outros que caíram no vale da estranheza de tão artificiais.
Mas dito isso, adorei a longa sequencia inicial que se passa no passado, o nível de gore é alto e a 01:50h passaram voando sinal que o filme entretém bem.
Kairo
3.4 192Como obra conceitual, existencialista e filosófica, é um 10/10 ainda mais por se tratar de um filme com escopo no terror, já a execução como uma obra cinematográfica, infelizmente não me agradou tanto para se destacar, mas definitivamente é um filme a frente do seu tempo.
Irmã Morte
3.1 148 Assista AgoraQuando eu era criança, eu tinha uma certa fascinação pelo quadro de Santa Luzia na casa da minha avó, tmb ficava bastante intrigado por seu ritual diário de orações sussuradas em seu terço.
Então Irmã Morte foi prazeroso para mim, uma boa história com forte subtexto, dirigida com elegância, e uma excelente fotografia que usa toda a poderosa iconografia católica para causar desconforto.
Não reinventa nem acrescenta muito ao subgênero de filmes de terror ambientados em conventos, mas está acima da média em qualidade.
Valor Sentimental
3.9 378 Assista AgoraGosto muito do cinema de Joachim Trier, é refinado e admiro principalmente o fato dele não ser um manipulador barato de emoções, seus personagem quase sempre são quebrados, mas existe um cuidado de não fazer deles estereótipos da dor, e em 'Sentimental Value' ele parece muito interessado em brincar com a percepção do publico em momentos de emoções mais extremas.
Dito isso, apesar de temas muito universais, e de fácil identificação, para mim não funcionou tanto quanto seu filme anterior, "A Pior Pessoa do Mundo" da qual a experiência foi muito mais arrebatadora.
Sentimental Value, tem excelentes atuações, excelente fotografia, mas sinto que fiquei mais fascinado pela analogia da casa como personagem extra, como símbolo do passado e das memorias, do que de fato com os dramas pessoais.
Gêmeos: Mórbida Semelhança
3.7 200Um David Cronenberg contido, bastante inclinado ao drama.
Apesar de bons elementos como a atuação competente de Jeremy Irons, e o alto teor psicanalítico fornecido pela estranha relação dos gêmeos, para mim Dead Ringers, não está entre as obras mais impactantes do diretor, talvez o fato do filme ser baseado em uma historia real, (caso Stewart e Cyril Marcus)., tenha sido um elemento limitador.
Para Sempre Medo
2.4 52 Assista AgoraTem algo de muito atrativo para mim no cinema de Oz Perkins, talvez seja a forma que ele representa o mal em seus filmes de forma muito elementar, natural, orgânica com muitos elementos de Folk terror.
A fotografia é sempre impecável assim como o domínio em criar atmosfera e tensão.
Sempre parece haver um estudo profundo em simbolismos e subtextos, mas por alguma razão seus filmes nunca nós dão a experiência completa de horror, Longlegs quase chegou lá, Keeper infelizmente é vários passos para trás, principalmente pela quase inexistência de roteiro.
Dito isso, seu cinema é autoral, e sua visão de terror é bastante peculiar, eu continuarei frequentando sua igreja macabra.
O Filho de Mil Homens
4.1 181 Assista AgoraBelíssimo e bastante peculiar, é um presente do mar, é uma perola negra, que poucos sabem, também é colorida.
Sonata de Outono
4.5 498Um clássico é um clássico não?
Sai totalmente drenado emocionalmente após termina-lo.
V/H/S/Halloween
2.6 104 Assista AgoraPara gostar da saga V/H/S você meio que têm que desligar o cérebro e só se divertir com a bizarrice, e sinceramente me diverti com esse.
Coochie Coochie Coo - Grotesco e nojento, interessante por trabalhar outros elementos de horror além do gore.
Ut Supra Sic Infra - Meu favorito, começa meio tedioso, mas quando os elementos sobrenaturais começam dá medo real o que é extremamente RARO na franquia VHS.
Fun Size - Odiei esse segmento, infantiloide ao extremo, única coisa positiva é que ele é auto consciente, não é mesmo para ser levado a serio, mas destoou demais.
Kidprint - Aqui o nível se eleva novamente, não é a historia mais original do mundo, mas é brutal e talvez o que melhor use o fator Found footage.
Home Haunt - Formulaico ao padrão médio VHS, não é ruim nem bom é apenas Ok.
O curta de armação Diet Phantasma (juntamento ao segmento Fun Size) é o ponto baixo dessa edição.
Morra, Amor
3.1 171 Assista AgoraÉ um bom filme, sobre um tema bastante complexo, infelizmente Jennifee Lawrence e Robert Pattinson que são excelentes atores, fazem um trabalho questionável aqui, não no sentido de má atuações, mas em overacting, principalmente Pattinson que deveria ser o contrabalanço.
Não sei se era de fato a intenção da diretora nós fazer gostar desse casal, ter empatia, pq se existia algum direcionamento nesse sentido não transparece na tela, o que fica explícito, é a descida a depressão, a mania, ao autoflagelo, ao tédio, a falta de sentido.. Dolorosamente humano e fácil de se identificar (ou ao outro) em algum nível.
Nosferatu: O Vampiro da Noite
4.0 286Visualmente deslumbrante, aqui temos várias cenas que foram imortalizadas na historia do cinema e o filme como um todo é a definição do gótico romântico.
Mas ao mesmo tempo é sem emoção, estéril, decrépito com ligação direta na forma que Werner Herzog escolheu retratar seu Nosferatu, particularmente prefiro as versões selvagens e menos melancólicas do personagem como em Drácula de Bram Stoker e Nosferatu de 2024, mas eu valorizo o trabalho que é feito aqui, refinado, clássico.
**Eu acho que o que mais me impressionou aqui foi como o diretor escolheu retratar a praga, os milhares de ratos, as ruas vazias, o cortejos de caixões.. O banquete em praça publica, para celebrar o que resta da vida, absolute cinema.
O Quinto Selo
4.2 22 Assista AgoraÉ como uma obra de Dostoievski.
O Quinto selo, é refinado, difícil de entender, por vezes tedioso, e quase sem esperança, mas ao fim é uma experiência que tortura o corpo mas vai fundo na alma.
Visitor Q
3.4 174Foi meu filme de entrada do diretor Takashi Miike e confesso que foi uma experiência difícil, na maior parte do tempo achei apenas nonsense, outra coisa que flutua bastante é a qualidade técnica enquanto algumas cenas beiram o amadorismo outras são bem bonitas esteticamente como a que foi usada no pôster. O tom cômico de algumas cenas beira ao pastelão. Enfim o filme me causou reações conflitantes, mas o nivel de coragem do diretor me deixou animado para ver Audition e Ichi o Assassino.
Zumbis do Mal
3.3 42 Assista AgoraEsteticamente muito bonito, seu visual é o que mais se destacou para mim, algumas poucas cenas de impacto , mas um roteiro bem ruim. Gosto do final.
Pai e Filho
3.4 59 Assista AgoraÉ meu primeiro filme do diretor, e sinceramente tenho muita pouca positiva a dizer sobre ele, ao menos não me senti entediado, a trama mesmo que quase inexistente mantém o interesse até o fim, acho interessante também que ele se desenrole num tempo-espaço muito difícil de definir, eu jamais diria que esse filme é de 2003 a estética, os diálogos tudo remete a forma de gravar de várias décadas passadas. Dito isso, muito subtexto, personagens que supostamente são importantes para a trama, como o vizinho, e o amigo soldado do pai que não sabemos quase nada sobre eles.. A fotografia embaçada como num sonho também não me agradou, nem as atuações. O intimidade quase homoerótica da relação dos dois obvia desde a primeira cena, nos longos olhares e contatos físicos frequentes me pareceu muito mais a história que o diretor desejava contar. A função da arte é desafiar aquilo que é sagrado, e aqui faltou coragem.
Preso na Escuridão
4.1 505 Assista AgoraE pensar que esse filme tem quase 30 anos.. Muito a frente do seu tempo.
Scanners: Sua Mente Pode Destruir
3.5 259 Assista AgoraPremissa bastante moderna, evidenciando como David Cronenberg é um diretor a frente da sua época, a "batalha" final realmente elevou para mim, não estava esperando aquele nível de violência psíquica / corporal. Dito isso todo o escopo do filme é de filme de ação // policial, que foi difícil acompanhar, achei um pouco entediante, prefiro Cronenberg sendo abstrato e existencialista.
Coração Satânico
3.9 516Acho que fui pego pelo hype, o filme sempre aparecia em listas de melhores filmes que abordam o ocultismo, e com esse nome em português é de se imaginar que seria uma obra muito mais densa do que de fato é, e o fio condutor do enredo é investigação policial / detetive dinâmica que acho bem desinteressante, simplesmente não me envolvi com a historia, mas obviamente não é um filme ruim, é solido em atuações (Robert De Niro completamente magnético aqui), é bastante corajoso em suas construções visuais que envolvem ocultismo, e tem todo um subtexto da marginalização e segregação racial nos EUA que é muito raro de ser retratados em filmes de gênero terror e suspense. Infelizmente para mim não é filme que deixará uma marca duradora.
O Banho do Diabo
3.6 65Aqui Severin Fiala & Veronika Franz atingiram seu amadurecimento cinematográfico, fotografia e reconstrução de época primorosa.
Gosto muito de todo subtexto que exploraram aqui, para mim foi eficiente em todos os aspectos, dito isso, a duração é um pouco excessiva pelo que foi apresentado, por mim poderia ter até 3h desde que o leque de exploração de personagens fosse mais abrangente, e de fato não é um de terror, é um filme de drama histórico com elementos sombrios.
Propriedade
3.7 126 Assista AgoraEu não tinha me entregado totalmente a obra, mas quando chegou a cena que está no pôster que envolve bois, ali eu me arrepiei.. É o poder do simbolismo da Imagem em seu ápice.
Os Demônios
3.9 168Imagina ser um diretor, e fazer uma obra tão transgressora e bem produzida artisticamente em 1971. Definitivamente um clássico que merece ser referenciado.
Tipos de Gentileza
3.2 247Eu sou fã do cinema de Yorgos, e de diretores em geral que buscam o incômodo, aquilo que é essencialmente desconfortável sobre o homem social.. Tipos de Gentileza, não decepciona nesse aspecto, mas como filme, para mim não foi tão eficiente nem arrebatador quanto outros trabalhos dele.
Gosto muito da primeira história, e realmente gostaria de ver mais desse universo proposto aqui. Excelente.
A segunda o roteiro em si é muito bom, mas condensada dentro de um curta, são elementos demais para explorar, muitas motivações e focos de atenção dissipados. Gosto dos elementos de choque visual. Mediano pendendo ao fraco.
O terceiro eleva novamente, exige muita suspensão da descrença, e tem pelo menos uma duas cenas extremamente polêmicas, reforça que o diretor não aceita consessão, mas afasta o público mais sensível, eu acho que nesse último o humor atrapalhou, gostaria de ver essa mesma história com um prisma mais sério, obviamente não melodramático, mas algo no estilo de direção de O sacrifício do cervo sagrado... Bom.
Dois pontos que estão acima de qualquer crítica aqui, trilha sonora e tipografia gráfica.
Aliens: O Resgate
4.0 867 Assista AgoraConfesso que inicialmente tive muita dificuldade com o tom de ação que James Cameron deu ao filme, a apresentação da equipe (caricatos e com atuações ruins) e suas personalidades beiram o insuportável, mas isso logo é dissipado principalmente pela força magnética que a Sigouney exerce nesse universo de Alien.
Ao final eu sai satisfeito da experiência, totalmente imerso, e bastante impressionado com o que Cameron fez na parte final envolvendo a alien rainha.
Dito isso, o primeiro Alien é genial, referência em terror ficção científica, esse é uma sequência competente e um bom complemento ao primeiro filme.