O roteiro é fraco e só começa a engrenar no terceiro capítulo. Os dois primeiros capítulos são, basicamente, formados por uma mistura de "nada acontece + cenas lindíssimas". Na verdade, as cenas lindíssimas são um ponto positivo do filme: as externas que valorizaram a beleza da Praia do Futuro e da cinzenta Berlim, além das cenas de sexo (especialmente com a nudez do Wagner Moura) são puro deleite.
Um ponto que prejudicou bastante foi o sotaque do ator alemão ao falar em português. Senti que isso quebrou boa parte da carga dramática que seria fundamental em algumas cenas, em particular no primeiro capítulo. Também senti falta de um melhor desenvolvimento dos personagens e de uma melhor qualidade técnica sonora.
O estilo enigmático dos filmes de David Lynch me deixa extremamente encantado e atônito. Alias, ambas as palavras são úteis para exemplificar o que eu senti durante e após assistir Lost Highway. O limite entre a "normalidade" e a loucura que o personagem Fred transita nos deixa inúmeras interrogações e só nos resta juntar os cacos e peças para tentar compreender o que acabamos de assistir. Mas essa é a magia do filme e, inquestionavelmente, é o que torna o cinema de David Lynch extraordinário. Outro ponto fascinante de Lost Highway é a impecável trilha sonora.
The Banshees of Inisherin é um filme existencialista que nos provoca muitas reflexões. O roteiro, que conta com uma simplicidade inicial mas é de um nível altamente perspicaz, consegue captar as solidões e as angústias que assolam cada personagem em suas ações. As atuações extremamente competentes e a fotografia espetacular também merecem destaque.
"I think it's nice that we share the same sky. (...) I look up at the sky and if I can see the Sun then... I think that the fact that we can both see the Sun, so even though we're not actually in the same place and we're not actually together... we kind of are in a way, you know? Like we're both underneath the same sky, so... kind of together."
No começo, apresentei um pouco de dificuldade para me conectar ao filme, talvez pela maneira, digamos, "não tão convidativa" como ele se inicia. Compreender minimamente as referências ao mundo da música clássica foi complicado. No entanto, rapidamente Tár seguiu outro caminho e foi me conquistando cada vez mais pelo conteúdo. É um filme bastante denso, inteligentíssimo e fascinante.
Lydia Tár sabe muito bem como reger uma orquestra, mas não apresenta o mesmo talento para reger a sua própria vida. Embora ficcional, ela representa bem inúmeros artistas e suas personalidades complicadas. É uma personagem complexa e dificílima e, apesar disso, Cate Blanchett esteve indiscutivelmente maravilhosa do começo ao fim. Atuação colossal. Tem a minha torcida para levar o Oscar de melhor atriz.
Bom, até que M3GAN consegue ter uma performance satisfatória quanto às críticas sobre tecnologias e modernização... mas e o resto? O terror tem uma presença bem tímida e algumas cenas são até meio engraçadinhas (ou tentam ser). Isso leva crer que, supostamente, o filme não foi concebido para ser algo assustador ou coisa do tipo, e sim para provocar alguma reflexãozinha no espectador quanto ao impacto da tecnologia em nossas vidas/na criação dos filhos. Mesmo assim, M3GAN apresenta muitos problemas, como o roteiro (que, em algumas cenas, não convence e beira o duvidoso) e a reta final (extremamente insossa).
Confesso que não estava com uma expectativa gigantesca, mas esperava mais do filme. Facilmente daria para fazer algo além ou com outra pegada (algo próximo do gore cairia bem). Claramente, o filme não é inovador, mas cumpre o papel de fornecer o mínimo de entretenimento.
O ritmo extremamente rápido, as cenas de comédia pastelão e a solução estilo disney de "o amor salva tudo" prejudicaram a minha experiência com o filme. Talvez, em um outro multiverso, eu tenha curtido ele.
a paz de espírito que esse filme me proporcionou foi algo fabuloso... estou fascinado, principalmente pela qualidade técnica, pelas paisagens e pela fluidez dos diálogos.
Excitante, sexy, provocante, impactante, desconfortável, nojento, escuro... o submundo, a falta de afeto, a paixão. Filme bastante complexo, diferente.
Confesso que, para mim, os momentos mais interessantes do filme foram justamente aqueles onde são explorados a questão da sexualidade, e para minha surpresa (e talvez para minha felicidade), de maneira bem explícita.
Mas fiquei muito em choque com o terceiro ato... aqueles minutos finais, intensamente perturbadores. Talvez o objetivo do diretor fosse mostrar a que ponto a "obsessão" do personagem o levou, provocando essa sensação desconfortante no espectador... mas para mim, foi além da conta (a cena da água suja, não consegui digerir).
Mas o filme não é todo ruim, porém dificilmente indicaria para uma pessoa kk
Embora seja do início da década de 60, o filme consegue abordar muito bem assuntos que estão em voga no momento e que sempre existiram, como o preconceito e as chamadas "fake news" (inclusive, podemos perceber o poder de destruição que elas possuem, trazendo consequências arrasadoras para a vida das duas professoras).
Impossível não se sensibilizar e sofrer junto à Martha (por tudo o que ela sente em segredo, além de ter um sentimento incompreendido numa sociedade extramente intolerante). Os minutos finais são algo de tirar o fôlego... é arrasador e triste.
E é impossível assistir ao filme sem pegar ranço daquela criança maldita.
Y2K: O Bug do Milênio
2.1 66 Assista Agoraa24, eu quero de volta os 93 minutos que perdi vendo esse filme.
2010: O Ano Em Que Faremos Contato
3.2 150 Assista Agorafilme inferior a "2001: A Space Odyssey" em todos os aspectos, especialmente na qualidade técnica, que é bastante questionável.
uma sequência esquecível, daquelas para assistir e nunca mais lembrar.
Kubrick, você fez falta aqui.
Asteroid City
3.1 236 Assista Agoraé visualmente belo? claro, como todo filme de Wes Anderson! mas é aquilo, né... beleza não põe mesa.
O Urso do Pó Branco
2.9 369 Assista Agorabear tekador⚡
Praia do Futuro
3.4 937 Assista AgoraO roteiro é fraco e só começa a engrenar no terceiro capítulo. Os dois primeiros capítulos são, basicamente, formados por uma mistura de "nada acontece + cenas lindíssimas". Na verdade, as cenas lindíssimas são um ponto positivo do filme: as externas que valorizaram a beleza da Praia do Futuro e da cinzenta Berlim, além das cenas de sexo (especialmente com a nudez do Wagner Moura) são puro deleite.
Um ponto que prejudicou bastante foi o sotaque do ator alemão ao falar em português. Senti que isso quebrou boa parte da carga dramática que seria fundamental em algumas cenas, em particular no primeiro capítulo. Também senti falta de um melhor desenvolvimento dos personagens e de uma melhor qualidade técnica sonora.
E a fala mais icônica do filme foi a do Jesuíta Barbosa: "tu é um viado egoísta que gosta de dar o cu escondido na porra desse polo norte".
Piedade
3.2 81 Assista AgoraUma execução sofrível para algo que parecia ser promissor. E quando a execução é sofrível, nem mesmo o elenco estelar é capaz de salvar o filme.
Estrada Perdida
4.0 507 Assista AgoraO estilo enigmático dos filmes de David Lynch me deixa extremamente encantado e atônito. Alias, ambas as palavras são úteis para exemplificar o que eu senti durante e após assistir Lost Highway. O limite entre a "normalidade" e a loucura que o personagem Fred transita nos deixa inúmeras interrogações e só nos resta juntar os cacos e peças para tentar compreender o que acabamos de assistir. Mas essa é a magia do filme e, inquestionavelmente, é o que torna o cinema de David Lynch extraordinário. Outro ponto fascinante de Lost Highway é a impecável trilha sonora.
Os Banshees de Inisherin
3.9 596 Assista AgoraThe Banshees of Inisherin é um filme existencialista que nos provoca muitas reflexões. O roteiro, que conta com uma simplicidade inicial mas é de um nível altamente perspicaz, consegue captar as solidões e as angústias que assolam cada personagem em suas ações. As atuações extremamente competentes e a fotografia espetacular também merecem destaque.
No entanto, um ponto me deixou bastante chateado: a morte da jumentinha Jenny... tadinha.
Aftersun
4.0 793"I think it's nice that we share the same sky. (...) I look up at the sky and if I can see the Sun then... I think that the fact that we can both see the Sun, so even though we're not actually in the same place and we're not actually together... we kind of are in a way, you know? Like we're both underneath the same sky, so... kind of together."
Tár
3.7 424 Assista AgoraNo começo, apresentei um pouco de dificuldade para me conectar ao filme, talvez pela maneira, digamos, "não tão convidativa" como ele se inicia. Compreender minimamente as referências ao mundo da música clássica foi complicado. No entanto, rapidamente Tár seguiu outro caminho e foi me conquistando cada vez mais pelo conteúdo. É um filme bastante denso, inteligentíssimo e fascinante.
Lydia Tár sabe muito bem como reger uma orquestra, mas não apresenta o mesmo talento para reger a sua própria vida. Embora ficcional, ela representa bem inúmeros artistas e suas personalidades complicadas. É uma personagem complexa e dificílima e, apesar disso, Cate Blanchett esteve indiscutivelmente maravilhosa do começo ao fim. Atuação colossal. Tem a minha torcida para levar o Oscar de melhor atriz.
M3GAN
3.0 890 Assista AgoraBom, até que M3GAN consegue ter uma performance satisfatória quanto às críticas sobre tecnologias e modernização... mas e o resto? O terror tem uma presença bem tímida e algumas cenas são até meio engraçadinhas (ou tentam ser). Isso leva crer que, supostamente, o filme não foi concebido para ser algo assustador ou coisa do tipo, e sim para provocar alguma reflexãozinha no espectador quanto ao impacto da tecnologia em nossas vidas/na criação dos filhos. Mesmo assim, M3GAN apresenta muitos problemas, como o roteiro (que, em algumas cenas, não convence e beira o duvidoso) e a reta final (extremamente insossa).
Confesso que não estava com uma expectativa gigantesca, mas esperava mais do filme. Facilmente daria para fazer algo além ou com outra pegada (algo próximo do gore cairia bem). Claramente, o filme não é inovador, mas cumpre o papel de fornecer o mínimo de entretenimento.
Tudo em Todo O Lugar ao Mesmo Tempo
4.0 2,1K Assista AgoraO ritmo extremamente rápido, as cenas de comédia pastelão e a solução estilo disney de "o amor salva tudo" prejudicaram a minha experiência com o filme. Talvez, em um outro multiverso, eu tenha curtido ele.
Bom Trabalho
3.7 87 Assista Agora"Peut-être qu'avec les remords commence la liberté."
Amores Expressos
4.2 388 Assista Agoratony leung 💖
Noites Brutais
3.4 1,2K Assista AgoraA única coisa que se salva é o primeiro ato... e depois? Bom, só ladeira abaixo.
Uma Simples Formalidade
4.0 77onoff = on off
filme inteligentíssimo, com atuações excelentes, trilha sonora e cenografia incrível.
A Mulher que Fugiu
3.6 42a paz de espírito que esse filme me proporcionou foi algo fabuloso... estou fascinado, principalmente pela qualidade técnica, pelas paisagens e pela fluidez dos diálogos.
Fuja
3.4 1,1K Assista Agoraamor de mãe versão estadunidense
sarah paulson a thelma deles
Cadáver
2.5 257 Assista AgoraUm exemplo de filme com uma idéia bem bacana mas extremamente mal executada.
Fale com Ela
4.2 1,0K Assista Agora"O amor é a coisa mais triste do mundo quando acaba, como disse uma canção de Jobim"
A Bruxa do Amor
3.6 229 Assista Agoraé assim que eu imagino que seja a vida da lana del rey
O Fantasma
3.1 119Excitante, sexy, provocante, impactante, desconfortável, nojento, escuro... o submundo, a falta de afeto, a paixão. Filme bastante complexo, diferente.
Confesso que, para mim, os momentos mais interessantes do filme foram justamente aqueles onde são explorados a questão da sexualidade, e para minha surpresa (e talvez para minha felicidade), de maneira bem explícita.
Mas fiquei muito em choque com o terceiro ato... aqueles minutos finais, intensamente perturbadores. Talvez o objetivo do diretor fosse mostrar a que ponto a "obsessão" do personagem o levou, provocando essa sensação desconfortante no espectador... mas para mim, foi além da conta (a cena da água suja, não consegui digerir).
Mas o filme não é todo ruim, porém dificilmente indicaria para uma pessoa kk
Infâmia
4.4 312Embora seja do início da década de 60, o filme consegue abordar muito bem assuntos que estão em voga no momento e que sempre existiram, como o preconceito e as chamadas "fake news" (inclusive, podemos perceber o poder de destruição que elas possuem, trazendo consequências arrasadoras para a vida das duas professoras).
Impossível não se sensibilizar e sofrer junto à Martha (por tudo o que ela sente em segredo, além de ter um sentimento incompreendido numa sociedade extramente intolerante). Os minutos finais são algo de tirar o fôlego... é arrasador e triste.
E é impossível assistir ao filme sem pegar ranço daquela criança maldita.
Amnésia
1.8 221nossa, que filme ruim
eu queria estar amnésico depois de assistir isso