Últimas opiniões enviadas
Tenho visto críticas sobre o personagem do Bento, pessoas que falam que o filme foi maniqueísta ao retratar os dois e mostrá-lo como um mero estrategista e anti-reformista quando na verdade ele foi um grande teólogo e estudioso. Não consigo assimilar essa informação e sinto dizer que isso é enxergar o filme de uma forma muito, muito rasa. O que mais vi a respeito desse personagem foram tentativas de humanizá-lo. Ora, se tudo que está na tela foi fruto de interpretações de entrevistas, escritos e relatos públicos -- não é como se os retratados tivessem participado da produção -- como reposicionar as declarações dele? Qual sentido teria expor a teologia ou os estudos dele, num filme que faz exatamente uma crítica a isso?
O que vi foi uma figura que é controversa no imaginário popular sendo exposta usando pequenas alegorias e táticas de humanização: o barulho do relógio, a comida preferida, o consumo de um determinado refrigerante. E, em vez de focar nas grandes problemáticas da sua gestão papal -- o filme cita denúncias e fala por alto dos casos, mas não expoe o que realmente houve -- ao apresentar esses elementos e falas onde ele reconhece os próprios erros e equívocos, mais oferece desculpas aos comportamentos que estiveram sob escrutínio popular do que condenação.
Vários momentos o filme faz questão de mostrar que Joseph Ratzinger não conhecia elementos da cultura ultra-popular, não entendia de esportes, evidenciando o distanciamento dele do "mundo" que corrobora exatamente com a personalidade ultra-intelectual que dizem que ele é. O filme -- e grande parte do MUNDO -- se posicionam de forma reformista e para justificar o conservadorismo do papa emérito eles mostram que ele o fazia não por ser "do mal" mas sim por ser focado na pureza e nos aspectos teológicos, culminando na fala onde ele admite se arrepender de ter deixado de viver o MUNDO REAL para embarcar no universo erudito.
E pra quê maior humanização do que aquela cena final, completamente fabricada! Sendo que pós-renúncia o Joseph Ratzinger fez uma carta lamentável jogando conservadorismo pra justificar a crise dos abusos sexuais na igreja.
www . ihu . unisinos.br/588360 << link para carta. Mas ok, o cara já tá bem velho. Sim e continua reproduzindo os mesmos discursos da vida inteira. E o filme ainda conseguiu me fazer sentir empatia por ele, usando artifícios cinematográficos, mas milagre Fernando Meirelles e cia não fazem!
Últimos recados
O novo app do Filmow é oficial!
Olá, cinéfilo!
Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.
Baixe aqui:
Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU
Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?
Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.
Bons filmes!
Equipe Filmow
Olá, venha, conhecer, chame os amigos e participe.
VIVA A ECO-ARTE! Um espaço de arte, saúde e ecologia:
https://www.facebook.com/groups/saudalternativa
AMANTES DA SÉTIMA ARTE, dicas do cinema:
https://www.facebook.com/groups/amantesda7arte
Adoro Rumi também.
pisa em todas as comedias adolescentes americanas
lara jean who
[/spoiler]
[spoiler]