Um pouco antes da Primeira Guerra Mundial John Reed (Warren Beatty), um jornalista americano, conhece Louise Bryant (Diane Keaton), uma mulher casada, que larga o marido para ficar com Reed e se torna uma importante feminista. Eles se envolvem em disputas políticas e trabalhistas nos Estados Unidos, e vão para a Rússia a tempo de participarem da Revolução de outubro de 1917, quando os comunistas assumiram o poder. Este acontecimento inspira o casal, que volta aos Estados Unidos esperando liderar uma revolução semelhante.
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Descobri que tinha um americano enterrado no Kremlin. Como assim? Descobri que tinha um filme sobre ele e sua esposa, e era um épico e drama histórico (gêneros que gosto muito).
Gostei do filme, não senti cansaço, porém assisti em 2 partes, parando exatamente no "intermission".
Por incrível que pareça, o filme é bem fiel aos fatos, tirando o final.
Diane Keaton está ótima no papel, o olhar, as emoções também. Ela, infelizmente, não ganhou nenhum prêmio, mas foi indicada.
Por ser um filme dos anos 80, ele é extremamente bem filmado e com uma ótima fotografia também, tanto que ganhou prêmios nessas 2 categorias.
Sobre o final:
nao gostei do final diferente, Reed não morre desse jeito, o acontecimento verdadeiro é mt melhor, mas igualmente triste. Reed chega de Baku exatamente como no filme, mas já sabendo que Bryant estava lá. Por uma semana, eles vivem uma vida feliz, ele a apresenta a todos os soviéticos famosos, Lenin, Trotsky, todos os líderes famosos. Foram a museus e bales, uma vida de sonho, porem 10 dias depois ele adoece e vai pro hospital; lá ele morre com de Tifo com ela segurando sua mão.
No enterro dele, ela fica tao impactada que tem um ataque cardiaco, mas sobrevive, depois vive mais alguns anos intensos, mas infelizmente começa beber (algo q ela nao podia por causa de uma doença) e ai sucumbe em Paris.
Curiosidade: aquela senhora com quem Reed mora junto com Petrogrado, tem uma vida tão intensa e louca como do casal, acho que até igual. Leiam sobre.
Aquele russo com que Reed discute muito, camarada Zinoviev, foi um dos mais importantes revolucionários, mas foi perdendo força política por ficar do lado de Trotsky. Com o tempo, foi preso e julgado, declarou-se culpado em troca de permanecer preso, mas foi executado igual no Grande Expurgo. Ao saber da execução, implorou pela sua vida e brigou com o algoz; depois, o mesmo contou a Stalin como foi em tom de piada e deboche, fazendo Stalin rir de soluçar do caso (psicopata total). Ironicamente, esse mesmo guarda/algoz também foi executado no Grande Expurgo por saber de mais.
Não amei, mas gostei muito, vide roteiro e Keaton (Deus a tenha)!
Um tipo de amor que não consigo entender
se ela traiu ele é depois faz tudo pra ficar com ele é um tipo de amor que não consigo compreender e ele aceita numa boa é o que mais fiquei admirando, não sei se teria psicológico para isso kkkk
Um bom, mas não excelente filme. O começo onde mostra a construção do relacionamento do casal é muito cansativo , depois melhora. Nota 7,0.
REDS
Direção: Warren Beatty
Ano: 1981
Assistido: 17/06/2023
A revolução Bolchevique ocorrida na Rússia em 1917 é provavelmente um dos pontos mais importantes da história da humanidade, seja para o bem ou para o mal podemos traçar incontáveis mudanças que foram desencadeadas no mundo e na sociedade contemporânea a partir desse ponto. Esse assunto sempre me interessou nos meus anos de escola, entretanto os professores não abordavam com a profundidade necessária (talvez por medo dos alunos se tornassem comunistas), mas após atingir a vida adulta, esse se tornou um dos marcos históricos que mais me chamam atenção, e por isso cá estou, para assistir a esse épico hollywoodiano produzido em plenos anos 80 que retrata a grande revolução socialista, parece até mentira, mas esse filme existe pra provar.
Em 1915 o jornalista americano John Reed acaba por conhecer e se apaixonar pela jovem escritora Louise Bryant. A vida de ambos muda completamente quando Reed é enviado para Europa como correspondente internacional para cobrir a Grande Guerra. Lá chegando ele é transferido para Petrogrado onde está ocorrendo uma guerra civil entre o Governo Provisório de Kerensky e as forças comunistas dos bolcheviques lideradas por Lenin, que querem assumir o controle do país. Impressionado com os ideais socialistas, Reed se alia aos vermelhos, sem saber das consequências permanentes que isso traria para sua vida.
Já falei em inúmeros comentários, que tenho um fraco por cinebiografias, e principalmente por aquelas que trazem algum recorte histórico, eu sabia da existência de John Reed e do seu livro "Dez Dias que Abalaram o Mundo", e sempre o considerei um grande de um sortudo, imagine para um jornalista AMERICANO assistir de camarote a Revolução de Outubro?! Isso é um roteiro pronto, de tão improvável que é, portanto quando tomei conhecimento do filme do Warren Beatty vim assistir com fome, com sede de conhecimento, ainda mais você tratar de uma produção altamente elevada, mas confesso que fui tapeado, me venderam uma coisa, que acabou se revelando outra.
É quase um consenso na internet que o grande problema desse filme é sua longa duração de 3h15min, mas não foi isso o que mais me incomodou, e sim a abordagem que Beatty escolheu, "Reds" não é um épico histórico, ele é um épico romântico, e não há problema nenhum nisso, se você não viesse assistir esperando que a Revolução Bolchevique tenha a maior parte do tempo de tela. A primeira hora e meia é basicamente sobre o romance de Reed e Louise Bryant, o que não é ruim, mas não era isso que esperava, pra mim o filme só começa de verdade após essa 1h30min, quando os protagonistas chegam a São Petersburgo, e a história finalmente avança, mas para chegar nesse ponto é preciso paciência.
Warren Beatty e Diane Keaton são excelentes atores, e aqui mais uma vez eles dão um show, mesmo que o relacionamento de seus personagens seja bem desinteressante. Jack Nicholson e Paul Sorvino são alguns dos grandes nomes que estão de coadjuvantes, acho até que eles poderiam ser melhores aproveitados, mas essa história é toda sobre John Reed e Louise Bryant e é justamente aí que está o problema, eu não queria ver a história de um casal, eu queria a história de um jornalista em um momento histórico, se cortassem os primeiro 90 minutos e deixassem a história começar exatamente no instante que os dois americanos chegam à estação de trem e veem aquele monte de soldados feridos na Guerra, ali seria o começo perfeito e o corte final se estenderia por saudáveis 1h45min.
Com direção afiada, atuações competentes, uma trilha sonora incrível (Um dos temas me lembrou muito uma música do Chapolin Colorado) e a fotografia caprichada, fazem dessa uma grande produção, os únicos pontos técnicos que achei que não funcionaram tão bem, foram o figurino, que em nada lembra uma história situada na década de 1910, e os depoimentos das testemunhas, entendo que elas tinham muitas informações valiosa, mas necessárias nos bastidores, informações que o diretor precisava para compor seu filme, mas que em tela só serviram para deixar o resultado final inchado, “Reds” é bastante competente no que se propõe, e nos traz informações relevantes, além de uma excelente reflexão sobre como o ser humano se deixa levar pela multidão, como pensamento coletivo pode interferir nas nossas ações, mas infelizmente é um filme que mesmo com todas as qualidades possíveis, me deixou com uma nota de decepção na boca.