É um desafio notório tentar retratar a vida de um sujeito que... NÃO TEVE VIDA. É igualmente notório como os fãs (eu deveria dizer, como os DEVOTOS) de Michael Jackson compraram com unhas e dentes o PERSONAGEM que venderam para eles, um PERSONAGEM sem nem um pouco mais de autenticidade que os igualmente "montados" Elvis, Beatles, Madonna, Whitney, etc. Enfim, um produto midiático cujo talento (se houver) seria sempre eclipsado pela necessidade de êxito comercial de um produto FEITO PARA VENDER. A carreira de Michael Jackson foi toda montada PARA ele, não POR ele. Daí ele ter sido sempre, até a morte, essencialmente um alienado, uma criança eterna, um adulto que se recusava a crescer.
Das letras das músicas (de terceiros, claro) às coreografias, do espetáculo dos clipes à megalomania das turnês, a pergunta que se impõe é: o que era REAL em Michael Jackson? Ele foi treinado desde cedo para ser um astro, ok. Nunca precisou sentar e compor uma mísera música porque havia outros para compor por ele. Então nunca precisou SENTIR nada do que expressava, ou tentava expressar, em suas músicas. Rei das pistas de dança? Amante inveterado? Bad boy? Ecologista? Tudo carapuça, tudo máscaras, nada era de verdade. Para começo de conversa, o cara provavelmente nunca tocou numa mulher a vida inteira. Namoros, casamentos, filhos de fachada. Então suas canções de amor tipo "You Are Not Alone" soam totalmente falsas. E o que dizer da imagem de bad boy de "Beat It" e "Bad"? Pode haver algo mais falso que aquilo? Jackson não faria mal a uma mosca, era um crianção. Ao menos, o profeta ecológico de "Heal the World" e "Earth Song" tinha um tiquinho mais de veracidade. Preocupar-se com o planeta era um pouquinho mais crível para um zumbi midiático condenado a assistir a vida pela janela.
Acho que se quisermos procurar no catálogo de Jackson por uma música, uma só, que REALMENTE retrate algo verossímil, teremos que recorrer a "Stranger in Moscow" [Um estranho- ou estrangeiro- no meio de Moscou]. Ali temos de fato alguém que é praticamente um alien na terra, mesmo em meio a seus devotos, que só enxergavam no cara aquilo que ele NÃO era.
Sim, Jackson de fato cantava e dançava bem, mas nada que outros astros da música pop não fizessem. "O maior artista de todos os tempos" não é apenas um exagero, é uma mentira deslavada, porque há artistas melhores em todos os sentidos. O que Michael foi, sem dúvida alguma, foi o produto midiático mais bem-sucedido da música, mais até que Beatles e Elvis, e, assim como estes últimos, o produto tornou-se tão maior que o ser de carne e osso por trás que depois de um certo tempo SÓ HAVIA O PRODUTO, mais nada. Assim como os Beatles TINHAM que acabar e Elvis só podia terminar como terminou, Michael Jackson estava CONDENADO a um fim prematuro e deprimente. Por não ter tido nenhum controle de sua própria vida, por nunca ter se tornado adulto de fato, por nunca ter dito NÃO àqueles que só buscavam sugá-lo até o limite.
E os devotos? Não têm sua parcela de culpa? Eles têm a MAIOR parcela, na verdade. Porque ao embarcar na idolatria cega por um ser humano como qualquer outro que apenas tem um talento acima da média em algumas áreas mas, no mais, é apenas um homem a mais, de carne e osso, com suas próprias necessidades e aspirações. Ao ajudarem a transformar Jackson naquilo que ele nunca quis ser de fato, um mito inatingível, os fãs contribuíram, e muito, para seu fim prematuro e deprimente. Pois colocaram na cabeça oca do sujeito que ele de fato TINHA que ser o "número um", o melhor em tudo, e daí, mesmo quando não tinha mais condições físicas de cantar ou dançar, o cara continuava se esforçando ao máximo, expondo seu corpo e sua mente a um cansaço que mais cedo ou mais tarde cobraria um alto preço. O resultado todos já sabemos.
Os devotos de São Michael se apressam em tacar pedras no médico que "matou" seu deus. Eles não assumem a própria culpa, não se dão conta que Michael se matou para satisfazer a idolatria deles. Ajudaram a matar o próprio ídolo, mas só colocam a culpa em outros.
Jackson foi um grande artista, mas numa lista de grandes nomes, nada de tão excepcional. O fato de ser "o maior de todos os tempos" não evidencia o tamanho do seu talento, mas sim, o poder da mídia em criar ídolos e depois destruí-los.
Imaginava ser só mais um filme de suspense/terror com o selo "Elite Filmes" de qualidade. Ou seja, ruim. Mas a proposta é bem interessante. O roteiro grotesco, até pelo seu exagero proposital, nos presenteia com uma bela reflexão sobre a "luta" pelo dinheiro fácil, e sobre as consequências morais e psicológicas de se ter acesso a tal dinheiro.
após o suicídio do "amigo", sem se perguntar nem por um minuto porque alguém aparentemente tão bem-sucedido se mataria. Aí descobre que por trás de todo aquele "glamour" existe só a podridão humana na forma mais pura.
Para quem ama apreciar o lado mais doentio do nosso bom e velho capitalismo.
Parabéns Kleber, parabéns Wagner, parabéns grande elenco, pelos mais de 60 prêmios de "O Agente Secreto" (filme brasileiro mais premiado da história). Fizeram história com recorde de indicações e só não ganharam porque o bairrismo fala mais alto (afinal, é uma festa DELES para ELES). Claro que seria pedir demais dois prêmios seguidos de filme internacional para o cinema brasileiro.
Mas fica o consolo de sabermos que era o melhor entre todos os concorrentes e que Wagner Moura é mais ator que Michael B. Jordan jamais poderia sonhar em ser.
Incrível como este filme ENVELHECEU COMO LEITE. Cada nova assistida, é uma nova leva de defeitos que você percebe que antes ignorava.
Não sei o que é pior no trio principal. A atuação extremamente caricata e exagerada de Jack Nicholson. A atuação (?) totalmente apática e sem graça de Michael Keaton. Ou a atuação robótica e inexpressiva de Kim Basinger.
Se alguma quiser entender porque Kim Basinger nunca virou de fato uma atriz do primeiro escalão em Hollywood, basta assistir este filme. Ela é linda de morrer, mas uma atriz fraquíssima. Que diferença da Michelle Pfeifer.
Já Michael Keaton passou anos se dizendo "perseguido" pelo estigma desse papel (vide "Birdman"). Mas será que ele se assistiu pelo menos uma vez? Porque é incrível o QUÃO inexpressivo ele aparece neste filme. Seja como Bruce Wayne seja como Batman. Supostamente, Wayne/Batman é um cara inteligentíssimo. Esqueceram de contar isso para o Keaton. O Batman dele parece mais perdido que cego em tiroteio.
Já Jack Nicholson dá um show de caricatura em sua exageradíssima atuação como Coringa. Tá certo que o personagem pede o exagero. Mas Nicholson exagera muito no tom. Em vários momentos, parece uma comédia, não um filme de aventura.
O roteiro do filme não ajuda. A história parece girar inteiramente em torno do vilão. Batman é mero coadjuvante no próprio filme. As lutas são fracas. Até o clima gótico "burtoniano" deixa a desejar. A impressão que fica é que o filme poderia ser muito mais dark e realmente fazer jus à grandeza do personagem.
Mas claro que precisaríamos esperar longos 16 anos para ver um Batman realmente decente no cinema. Pois é claro que Val Kilmer e George Clooney conseguiram ser ainda piores que Keaton.
"É um filme feito com um estilo natural e permeado por pura inspiração cinematográfica. A cena de abertura, por si só, com seu desconforto de humor negro, é uma espécie de obra-prima. É como se fosse uma mistura de "O Passageiro", de Antonioni, com Leone e Peckinpah, e um romance policial de Elmore Leonard. No entanto, possui uma qualidade quase narrativa, episódica – uma autoconsciência fria e discursiva. Poderíamos chamá-lo de um pequeno milagre, embora, com sua duração quase épica (2 horas e 40 minutos), seja na verdade um milagre muito grande."
Peter Bradshaw- The Guardian
O texto acima faz parte de uma resenha onde um dos críticos mais famosos dos EUA faz "campanha" para que "O Agente Secreto" repita "Parasita" e seja mais um filme falado em língua estrangeira a ganhar o Oscar de filme do ano.
Não filme internacional, filme do ano mesmo, a principal película lançada no ano de 2025.
Está delirando o cara, ou está enxergando o que muita gente não consegue, que entre todos os concorrentes O Agente Secreto é o mais "cinema" de todos? O mais atrevido? O mais original? O ÚNICO a apresentar um roteiro genuinamente original?
Quem não se lembra da comoção causada por "Parasita" ou "Roma"? Por que esses filmes colocaram tantos outros no chinelo, mesmo superproduções de Hollywood? Porque eram CINEMA na forma mais pura, cinema enquanto arte. Não eram mero entretenimento esquecível como "Pecadores" nem uma história dramática já assistida milhares de vezes antes como "Valor Sentimental". Não existe, de fato, nenhum concorrente à altura do Agente Secreto, e se o filme não ganhar não será por falta de qualidade, mas pelo simples fato de ser um filme brasileiro. O crítico Bradshaw viu o que muita gente vai deixar de ver por puro preconceito ou comodismo. E é no mínimo peculiar que um cara estrangeiro tenha que colocar os pingos nos is e enxergar o que inúmeros brasileiros (vide comentários abaixo) não conseguem, quer dizer, que há uma razão para este ser o filme brasileiro mais premiado da história: trata-se realmente de uma obra fora da curva. Algo fora dos padrões, algo com que não estamos acostumados.
O maior filme brasileiro de todos os tempos? Isso ele já é, mas o MELHOR? Bom, o cinema brasileiro, comédias e pornochanchadas à parte, já produziu inúmeras obras grandiosas. KMF está em ótima companhia entre os criadores da sétima arte nacional. Se não se pode cravar que este é o melhor de todos os filmes brasileiros, certamente ele entrou direto na lista dos dez melhores. O que o faz merecer tal distinção é que, assim como "O Pagador de Promessas" ou "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "O Agente Secreto" tem uma história e uma linguagem próprias. É um filme autoral, claro, e seu autor tem o que dizer, como qualquer artista que se preza. Saber quem é o artista dirigindo isso aqui é tão importante quanto saber quem é Wagner Moura, um ator com A maiusculo que coloca Leonardo Di Caprio e Michael B. Jordan para comer poeira. KMF está no filme em cada cena, é possível perceber a cada momento a sua paixão pelo que está fazendo e o quanto o seu mundo interior é refletido na tela. Eu fico me perguntando onde Kleber termina e Marcelo começa. Esse é um dos primeiros sinais distintivos da arte: o artista reflete em sua arte seu mundo interior (aqui, devidamente bem situado na bela cidade de Recife) e vai além, criando uma obra com a qual outros, muitos outros, podem identificar-se.
Nesse sentido o filme transcende a simples crítica à ditadura, o que era o cerne de "Ainda Estou Aqui". Por isso O Agente Secreto é um filme muito maior que o (ótimo) filme de Walter Salles. A ditadura está ali, como pano de fundo, mas reduzida às suas reais dimensões, como uma daquelas coisas que insistem em querer tornar a nossa vida um fardo, mas não conseguindo cumprir seu objetivo porque é um fruto da mesquinhez, da pequenez, da estreiteza mental de alguns homens, e a maioria simplesmente aprende a viver como se ela não existisse (que é o tanto de consideração que ela merece).
Como um simples romance pode transcender os limites de seu gênero e se tornar uma obra icônica? Perguntemos à "Casablanca". Como um filme de "ação" pode pretender a imortalidade se é só mais um numa interminável fila de histórias idênticas? É isso o que tanta gente não entende no "Agente Secreto" e por isso crítica o filme por ser "parado", por ter um final anti-climático, etc. É como se você fosse obrigado a explicar para cada um desses críticos de ocasião que ISTO AQUI É ARTE, NÃO É ENTRETENIMENTO!, só assim talvez eles entendessem que estão pedindo do filme algo que ele não pode lhes dar. E o que ele pode lhes dar talvez seja mais do que eles merecem.
Estamos realmente num momento histórico do cinema nacional. Glauber Rocha amaria de paixão "O Agente Secreto". Um grande parabéns a todos os envolvidos, especialmente KMF e Wagner Moura. Uma realização impecável e um filme que merece ser emoldurado como uma obra de arte.
Sim, não se trata apenas de uma grande obra do cinema nacional, mas seguramente de um dos mais belas filmes já filmados no mundo.
Coisa do nível de um Cidadão Kane, de um Novecento ou de um Poderoso Chefão.
Caraca um monte de filme eles enfiam casal interracial na marra e aqui onde o esperado seria um casal interracial eles dão um jeito de colocar um cara branco pra interpretar o Heathcliff. Vai entender Hollywood.
O que a gente precisa fazer para entender alguns comentários que lemos aqui? O filme é o mais premiado da história no país (63 prêmios e contando), foi ovacionado em Cannes, consagrou Wagner Moura internacionalmente e vai concorrer a quatro Oscars, mas ainda tem gente aqui questionando suas qualidades? Os maiores especialistas em cinema do mundo estão celebrando "O Agente Secreto", mas quem entendeu a real sobre o filme foi uma dúzia de gatos pingados no Filmow? Ou esse povo está assistindo o filme com o único propósito de criticar??
Seja como for, que fase do cinema nacional, não? Será que teremos outro fenômeno deste no ano que vem?
Confesso que me surpreendi com a indicação a filme do ano. O Wagner não é surpresa mais depois do Globo de Ouro, e é mais ator que Chalamet. Talvez, TALVEZ, a Academia decida reverter a injustiça do ano passado quando premiaram Mikey Madison no lugar de Fernanda Torres (muito mais atriz) e decidam enfim premiar um ator estrangeiro (há quanto tempo isso não acontece?).
A capa é a quintessência do politicamente correto hollywoodiano: um branco, uma asiática, uma negra, um indiano (?) e um mestiço. Só falta um uniforme colorido para cada um e teremos um Power Rangers.
Queria vir aqui e dizer que gostei, mas estaria mentindo.
Achei fraco, mas fraco MESMO, em todos os sentidos.
Sou marvete desde criança e sempre quis ver uma representação decente do Quarteto, os heróis que iniciaram o universo Marvel, lá atrás em 1961, na telona, mas não foi desta vez DE NOVO.
Parece que este grupo está condenado a ser mal representado. E o pior é que eles têm potencial para virar uma grande franquia de aventuras. Mas nenhum diretor consegue fazer jus a esse potencial. Os filmes de 2005 e 2007 são infantojuvenis e fraquissimos. O filme de 2015, que deveria ter sido A entrada dos 4 no MCU, é sem nexo, sem graça, com atores mal escolhidos.
Este aqui vai na mesma direção. Tem até uma estética legal, bons atores (tirando o cara que faz o Tocha Humana, que sujeito inexpressivo). Mas falta liga, falta emoção, falta alma. Ok, o roteiro vende a ideia que eles são heróis amados naquele mundo. Ok, o roteiro vende a ideia que eles são uma família. Mas fica nisso. Passei o filme me perguntando:
a) Onde está o Reed Richards? b) Onde está o Johnny Storm? c) Quando aparece o Coisa? d) Que fizeram com Galactus?
E principalmente:
e) POR QUE MUDARAM O SEXO DO SURFISTA PRATEADO?????
Cara, a história do sacrifício do Surfista pela Terra é uma das mais icônicas da Marvel.
A única personagem a que fizeram jus aqui foi a Mulher Invisível, muito pela entrega sincera de Vanessa Kirby. Pedro Pascal foi uma má escolha para o Reed. Não convence. John Krasinski seria muito melhor. O ator que fez Johnny Storm não fede nem cheira (nem lembro o nome). Ele tentando fazer piada é vergonhoso. Nos quadrinhos Storm tem uma certa ingenuidade que contrasta com sua devoção irrestrita à família. Mas o pior de todos é o Coisa. Aliás, ONDE ESTÁ O COISA??? Onde está o brucutu mais amado da Marvel? O personagem perdeu todo humor, todo drama e ficou só a casca laranja. Muito descaracterizado.
A ameaça de Galactus se torna ridícula porque ele é uma entidade cósmica com poder para aniquilar o Quarteto num minuto. Teria que haver um elemento muito fora da curva para derrotá-lo. Mas a pior parte do filme é exatamente a conclusão. Uma luta muito sem graça e um final piegas.
Nem o spoiler de Doomsday me cativou.
Na verdade já decidi que se Doomsday não me cativar, vou largar o MCU e me restringir à Marvel nos quadrinhos.
Um grande desperdício de potencial este filme. De novo.
Um povo burro e limitado que eu, se fosse cristão, teria vergonha de considerar meus correligionários. Presos no passado e numa visão dicotômica do mundo totalmente ultrapassada, ainda assim têm apoio massivo a seu favor, oriundo daqueles que amam pensar com o fígado. Nada melhor que vender e comprar entusiasmo religioso com base no emocionalismo puro e simples. Nada mantém um sujeito mais eriçado que ter suas emoções manipuladas 24 horas por dia. E é exatamente isso o que essa corja, capitaneada pelo infame Silas Malafaia, faz, negocia emoções baratas, quando tudo o que o povo precisa para acordar para a realidade são doses maciças de razão, de raciocínio, mas aí mora o perigo, pois o mínimo contato com o pensamento racional revela o quão medíocres são Malafaia, Bolsonaro, e todos os que gravitam ao redor deles.
Não se pode ter certeza de qual seria a cara de um Brasil totalmente "evangelizado". Queira Deus que tal nunca aconteça. Mas se acontecer, uma coisa é certa: será um Brasil muito BURRO. Acima de tudo, muito BURRO. Porque essas figuras têm horror à cultura, porque toda cultura, e toda arte, é contestadora, e eles não querem contestação, querem acordo total de opiniões e vontades, e quando todos pensam igual, não adianta tentar aferir a qualidade do pensamento, porque ele simplesmente NÃO EXISTE. Sim, se um ser como Malafaia está certo, todo pensamento humano, e consequentemente toda cultura, é totalmente inútil. A luta, neste caso, é entre o rascunho de civilização que temos e um retorno à Idade das Trevas, onde nem esse pouco que temos aqui seria concebível.
Mas atenção: julgar que todo cristão seja como Malafaia e associados é igualmente perigoso. Existem os sãos no meio do que parece ser uma nau de desequilibrados. Mas eles não fazem barulho, não se fazem notar. Só os esclerosados se impõem pelo grito.
É uma mistura de homenagem e sátira aos filmes de Martin Scorsese com Robert de Niro no elenco, este fazendo o enésimo mafioso na carreira.
Nada de mais, nada que já não se tenha visto MUITAS vezes antes. Muito grito, muita discussão, muito falatório e pouca ação.
Como já comentaram aqui, De Niro é foda, mas achei que depois de "O Irlandês" ele tivesse entendido que o tempo dele fazer esse tipo de filme já passou. Dessa vez não conseguiram fazer o Joe Pesci sair do esconderijo para repetir de novo a parceria com De Niro. Sorte dele.
Um cara que tinha talento em cada poro do corpo, mas que pagou um preço alto pelo excesso de promiscuidade.
Agonizar em praça pública não é exatamente o jeito mais digno de se despedir do mundo. Mas a mensagem final de Cazuza está em sua obra: identidade, contestação, autenticidade. A gente fica pensando o que teria sido dele se tivesse superado a doença e estivesse vivo hoje. Continuaria um porra louca, mas "domado", como Ney Matogrosso? Não tem como saber.
Recado final, síntese de sua vida e obra: viva cada dia como se fosse o último, mas não faça coisas que possam tornar seus últimos dias na terra um suplício sem fim.
Nunca pensei que diria isso de um filme estrelado por dois dos melhores atores do mundo (Cate Blanchett e Michael Fassbender) mas puta que pariu, QUE TROÇO CHATO!!!!
Filme sai do nada para lugar algum. O que são aquelas conversas sobre sexo??? Cara, às vezes na expressão do [ótimo] Fassbender dá quase para ler a pergunta: "Por que diabos estou filmando isso??" Acontece, Mike. Eu te perdoo essa pelo teu currículo impecável.
A única coisa boa para mim é que nunca vi Cate Blanchett tão linda como neste filme.
Podiam ter aproveitado para fazer uma homenagem à capa clássica de "Fantastic Four 01" na capa do filme, já que foi a HQ que inaugurou a Marvel como a conhecemos hoje.
Podiam também colocar o Toupeira no filme, como um easter egg básico.
No geral, é o filme Marvel com que mais tenho expectativas nos últimos tempos.
Rob Lowe sempre foi fraco, e aqui fica evidente o porquê de ele estar no terceiro escalão de Hollywood.
Seu trabalho como diretor é ligeiramente melhor do que como ator. O filme constrói uma atmosfera interessante desde o início. Embora lembre (muito) "A Órfã" (2009), até na aparência da atriz mirim McKenna Grace, o longa reentra, pela centésima vez, no terreno das crianças do mal, e muito pelo esforço da própria McKenna, consegue entregar uma experiência minimamente satisfatória, embora com alguns senões.
O título brasileiro remete à época em que a palavra "tara" designava genericamente enfermidades mentais. Não era comum antigamente chamar uma criança de psicopata. No entanto, é exatamente isso que Emma é: uma jovem incapaz de sentir o que quer que seja em relação aos outros. Entrando no terreno da psiquiatria mesmo, o longa pode servir de alerta a pais que percebam certos sinais em seus filhos e deixam para lá. Psicopatas já nascem feitos, mas o cérebro humano é plástico, é moldável. Pode ser que, com o devido acolhimento e tratamento, as tendências psicopáticas sejam refreadas.
O filme é todo da pequena "peste" McKenna Grace e vale até o final mais pra ver o que ela vai aprontar, embora, como eu disse, a direção de Rob Lowe seja muito melhor que a atuação dele como pai sem noção.
com a filha matando o pai. Especialmente porque ele não era do tipo violento com elas. Além do mais, foi a própria filha que começou toda aquela situação. Não teria sido melhor uma reconciliação, com o sujeito entendendo a revolta das novas gerações?
Enfim, se o filme é iraniano, e pode terminar daquele jeito, é outro sinal que o país está mudando.
Michael
3.8 311É um desafio notório tentar retratar a vida de um sujeito que... NÃO TEVE VIDA. É igualmente notório como os fãs (eu deveria dizer, como os DEVOTOS) de Michael Jackson compraram com unhas e dentes o PERSONAGEM que venderam para eles, um PERSONAGEM sem nem um pouco mais de autenticidade que os igualmente "montados" Elvis, Beatles, Madonna, Whitney, etc. Enfim, um produto midiático cujo talento (se houver) seria sempre eclipsado pela necessidade de êxito comercial de um produto FEITO PARA VENDER. A carreira de Michael Jackson foi toda montada PARA ele, não POR ele. Daí ele ter sido sempre, até a morte, essencialmente um alienado, uma criança eterna, um adulto que se recusava a crescer.
Das letras das músicas (de terceiros, claro) às coreografias, do espetáculo dos clipes à megalomania das turnês, a pergunta que se impõe é: o que era REAL em Michael Jackson? Ele foi treinado desde cedo para ser um astro, ok. Nunca precisou sentar e compor uma mísera música porque havia outros para compor por ele. Então nunca precisou SENTIR nada do que expressava, ou tentava expressar, em suas músicas. Rei das pistas de dança? Amante inveterado? Bad boy? Ecologista? Tudo carapuça, tudo máscaras, nada era de verdade. Para começo de conversa, o cara provavelmente nunca tocou numa mulher a vida inteira. Namoros, casamentos, filhos de fachada. Então suas canções de amor tipo "You Are Not Alone" soam totalmente falsas. E o que dizer da imagem de bad boy de "Beat It" e "Bad"? Pode haver algo mais falso que aquilo? Jackson não faria mal a uma mosca, era um crianção. Ao menos, o profeta ecológico de "Heal the World" e "Earth Song" tinha um tiquinho mais de veracidade. Preocupar-se com o planeta era um pouquinho mais crível para um zumbi midiático condenado a assistir a vida pela janela.
Acho que se quisermos procurar no catálogo de Jackson por uma música, uma só, que REALMENTE retrate algo verossímil, teremos que recorrer a "Stranger in Moscow" [Um estranho- ou estrangeiro- no meio de Moscou]. Ali temos de fato alguém que é praticamente um alien na terra, mesmo em meio a seus devotos, que só enxergavam no cara aquilo que ele NÃO era.
Sim, Jackson de fato cantava e dançava bem, mas nada que outros astros da música pop não fizessem. "O maior artista de todos os tempos" não é apenas um exagero, é uma mentira deslavada, porque há artistas melhores em todos os sentidos. O que Michael foi, sem dúvida alguma, foi o produto midiático mais bem-sucedido da música, mais até que Beatles e Elvis, e, assim como estes últimos, o produto tornou-se tão maior que o ser de carne e osso por trás que depois de um certo tempo SÓ HAVIA O PRODUTO, mais nada. Assim como os Beatles TINHAM que acabar e Elvis só podia terminar como terminou, Michael Jackson estava CONDENADO a um fim prematuro e deprimente. Por não ter tido nenhum controle de sua própria vida, por nunca ter se tornado adulto de fato, por nunca ter dito NÃO àqueles que só buscavam sugá-lo até o limite.
E os devotos? Não têm sua parcela de culpa? Eles têm a MAIOR parcela, na verdade. Porque ao embarcar na idolatria cega por um ser humano como qualquer outro que apenas tem um talento acima da média em algumas áreas mas, no mais, é apenas um homem a mais, de carne e osso, com suas próprias necessidades e aspirações. Ao ajudarem a transformar Jackson naquilo que ele nunca quis ser de fato, um mito inatingível, os fãs contribuíram, e muito, para seu fim prematuro e deprimente. Pois colocaram na cabeça oca do sujeito que ele de fato TINHA que ser o "número um", o melhor em tudo, e daí, mesmo quando não tinha mais condições físicas de cantar ou dançar, o cara continuava se esforçando ao máximo, expondo seu corpo e sua mente a um cansaço que mais cedo ou mais tarde cobraria um alto preço. O resultado todos já sabemos.
Os devotos de São Michael se apressam em tacar pedras no médico que "matou" seu deus. Eles não assumem a própria culpa, não se dão conta que Michael se matou para satisfazer a idolatria deles. Ajudaram a matar o próprio ídolo, mas só colocam a culpa em outros.
Jackson foi um grande artista, mas numa lista de grandes nomes, nada de tão excepcional. O fato de ser "o maior de todos os tempos" não evidencia o tamanho do seu talento, mas sim, o poder da mídia em criar ídolos e depois destruí-los.
Aquilo que Você Deseja
3.4 62 Assista AgoraImaginava ser só mais um filme de suspense/terror com o selo "Elite Filmes" de qualidade. Ou seja, ruim. Mas a proposta é bem interessante. O roteiro grotesco, até pelo seu exagero proposital, nos presenteia com uma bela reflexão sobre a "luta" pelo dinheiro fácil, e sobre as consequências morais e psicológicas de se ter acesso a tal dinheiro.
O cara acha que vai se dar bem
após o suicídio do "amigo", sem se perguntar nem por um minuto porque alguém aparentemente tão bem-sucedido se mataria. Aí descobre que por trás de todo aquele "glamour" existe só a podridão humana na forma mais pura.
Para quem ama apreciar o lado mais doentio do nosso bom e velho capitalismo.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraParabéns Kleber, parabéns Wagner, parabéns grande elenco, pelos mais de 60 prêmios de "O Agente Secreto" (filme brasileiro mais premiado da história). Fizeram história com recorde de indicações e só não ganharam porque o bairrismo fala mais alto (afinal, é uma festa DELES para ELES). Claro que seria pedir demais dois prêmios seguidos de filme internacional para o cinema brasileiro.
Mas fica o consolo de sabermos que era o melhor entre todos os concorrentes e que Wagner Moura é mais ator que Michael B. Jordan jamais poderia sonhar em ser.
Batman
3.5 858 Assista AgoraIncrível como este filme ENVELHECEU COMO LEITE. Cada nova assistida, é uma nova leva de defeitos que você percebe que antes ignorava.
Não sei o que é pior no trio principal. A atuação extremamente caricata e exagerada de Jack Nicholson. A atuação (?) totalmente apática e sem graça de Michael Keaton. Ou a atuação robótica e inexpressiva de Kim Basinger.
Se alguma quiser entender porque Kim Basinger nunca virou de fato uma atriz do primeiro escalão em Hollywood, basta assistir este filme. Ela é linda de morrer, mas uma atriz fraquíssima. Que diferença da Michelle Pfeifer.
Já Michael Keaton passou anos se dizendo "perseguido" pelo estigma desse papel (vide "Birdman"). Mas será que ele se assistiu pelo menos uma vez? Porque é incrível o QUÃO inexpressivo ele aparece neste filme. Seja como Bruce Wayne seja como Batman. Supostamente, Wayne/Batman é um cara inteligentíssimo. Esqueceram de contar isso para o Keaton. O Batman dele parece mais perdido que cego em tiroteio.
Já Jack Nicholson dá um show de caricatura em sua exageradíssima atuação como Coringa. Tá certo que o personagem pede o exagero. Mas Nicholson exagera muito no tom. Em vários momentos, parece uma comédia, não um filme de aventura.
O roteiro do filme não ajuda. A história parece girar inteiramente em torno do vilão. Batman é mero coadjuvante no próprio filme. As lutas são fracas. Até o clima gótico "burtoniano" deixa a desejar. A impressão que fica é que o filme poderia ser muito mais dark e realmente fazer jus à grandeza do personagem.
Mas claro que precisaríamos esperar longos 16 anos para ver um Batman realmente decente no cinema. Pois é claro que Val Kilmer e George Clooney conseguiram ser ainda piores que Keaton.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista Agora"É um filme feito com um estilo natural e permeado por pura inspiração cinematográfica. A cena de abertura, por si só, com seu desconforto de humor negro, é uma espécie de obra-prima. É como se fosse uma mistura de "O Passageiro", de Antonioni, com Leone e Peckinpah, e um romance policial de Elmore Leonard. No entanto, possui uma qualidade quase narrativa, episódica – uma autoconsciência fria e discursiva. Poderíamos chamá-lo de um pequeno milagre, embora, com sua duração quase épica (2 horas e 40 minutos), seja na verdade um milagre muito grande."
Peter Bradshaw- The Guardian
O texto acima faz parte de uma resenha onde um dos críticos mais famosos dos EUA faz "campanha" para que "O Agente Secreto" repita "Parasita" e seja mais um filme falado em língua estrangeira a ganhar o Oscar de filme do ano.
Não filme internacional, filme do ano mesmo, a principal película lançada no ano de 2025.
Está delirando o cara, ou está enxergando o que muita gente não consegue, que entre todos os concorrentes O Agente Secreto é o mais "cinema" de todos? O mais atrevido? O mais original? O ÚNICO a apresentar um roteiro genuinamente original?
Quem não se lembra da comoção causada por "Parasita" ou "Roma"? Por que esses filmes colocaram tantos outros no chinelo, mesmo superproduções de Hollywood? Porque eram CINEMA na forma mais pura, cinema enquanto arte. Não eram mero entretenimento esquecível como "Pecadores" nem uma história dramática já assistida milhares de vezes antes como "Valor Sentimental". Não existe, de fato, nenhum concorrente à altura do Agente Secreto, e se o filme não ganhar não será por falta de qualidade, mas pelo simples fato de ser um filme brasileiro. O crítico Bradshaw viu o que muita gente vai deixar de ver por puro preconceito ou comodismo. E é no mínimo peculiar que um cara estrangeiro tenha que colocar os pingos nos is e enxergar o que inúmeros brasileiros (vide comentários abaixo) não conseguem, quer dizer, que há uma razão para este ser o filme brasileiro mais premiado da história: trata-se realmente de uma obra fora da curva. Algo fora dos padrões, algo com que não estamos acostumados.
O maior filme brasileiro de todos os tempos? Isso ele já é, mas o MELHOR? Bom, o cinema brasileiro, comédias e pornochanchadas à parte, já produziu inúmeras obras grandiosas. KMF está em ótima companhia entre os criadores da sétima arte nacional. Se não se pode cravar que este é o melhor de todos os filmes brasileiros, certamente ele entrou direto na lista dos dez melhores. O que o faz merecer tal distinção é que, assim como "O Pagador de Promessas" ou "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "O Agente Secreto" tem uma história e uma linguagem próprias. É um filme autoral, claro, e seu autor tem o que dizer, como qualquer artista que se preza. Saber quem é o artista dirigindo isso aqui é tão importante quanto saber quem é Wagner Moura, um ator com A maiusculo que coloca Leonardo Di Caprio e Michael B. Jordan para comer poeira. KMF está no filme em cada cena, é possível perceber a cada momento a sua paixão pelo que está fazendo e o quanto o seu mundo interior é refletido na tela. Eu fico me perguntando onde Kleber termina e Marcelo começa. Esse é um dos primeiros sinais distintivos da arte: o artista reflete em sua arte seu mundo interior (aqui, devidamente bem situado na bela cidade de Recife) e vai além, criando uma obra com a qual outros, muitos outros, podem identificar-se.
Nesse sentido o filme transcende a simples crítica à ditadura, o que era o cerne de "Ainda Estou Aqui". Por isso O Agente Secreto é um filme muito maior que o (ótimo) filme de Walter Salles. A ditadura está ali, como pano de fundo, mas reduzida às suas reais dimensões, como uma daquelas coisas que insistem em querer tornar a nossa vida um fardo, mas não conseguindo cumprir seu objetivo porque é um fruto da mesquinhez, da pequenez, da estreiteza mental de alguns homens, e a maioria simplesmente aprende a viver como se ela não existisse (que é o tanto de consideração que ela merece).
Como um simples romance pode transcender os limites de seu gênero e se tornar uma obra icônica? Perguntemos à "Casablanca". Como um filme de "ação" pode pretender a imortalidade se é só mais um numa interminável fila de histórias idênticas? É isso o que tanta gente não entende no "Agente Secreto" e por isso crítica o filme por ser "parado", por ter um final anti-climático, etc. É como se você fosse obrigado a explicar para cada um desses críticos de ocasião que ISTO AQUI É ARTE, NÃO É ENTRETENIMENTO!, só assim talvez eles entendessem que estão pedindo do filme algo que ele não pode lhes dar. E o que ele pode lhes dar talvez seja mais do que eles merecem.
Estamos realmente num momento histórico do cinema nacional. Glauber Rocha amaria de paixão "O Agente Secreto". Um grande parabéns a todos os envolvidos, especialmente KMF e Wagner Moura. Uma realização impecável e um filme que merece ser emoldurado como uma obra de arte.
Sim, não se trata apenas de uma grande obra do cinema nacional, mas seguramente de um dos mais belas filmes já filmados no mundo.
Coisa do nível de um Cidadão Kane, de um Novecento ou de um Poderoso Chefão.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 245 Assista AgoraCaraca um monte de filme eles enfiam casal interracial na marra e aqui onde o esperado seria um casal interracial eles dão um jeito de colocar um cara branco pra interpretar o Heathcliff. Vai entender Hollywood.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraO que a gente precisa fazer para entender alguns comentários que lemos aqui? O filme é o mais premiado da história no país (63 prêmios e contando), foi ovacionado em Cannes, consagrou Wagner Moura internacionalmente e vai concorrer a quatro Oscars, mas ainda tem gente aqui questionando suas qualidades? Os maiores especialistas em cinema do mundo estão celebrando "O Agente Secreto", mas quem entendeu a real sobre o filme foi uma dúzia de gatos pingados no Filmow? Ou esse povo está assistindo o filme com o único propósito de criticar??
Seja como for, que fase do cinema nacional, não? Será que teremos outro fenômeno deste no ano que vem?
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraConfesso que me surpreendi com a indicação a filme do ano. O Wagner não é surpresa mais depois do Globo de Ouro, e é mais ator que Chalamet. Talvez, TALVEZ, a Academia decida reverter a injustiça do ano passado quando premiaram Mikey Madison no lugar de Fernanda Torres (muito mais atriz) e decidam enfim premiar um ator estrangeiro (há quanto tempo isso não acontece?).
Acho que deve levar ao menos um prêmio.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraEu já havia comentado anteriormente que Wagner Moura seria, muito provavelmente, o primeiro ator brasileiro a ganhar o Oscar.
Mas sério que será tão cedo assim?
Quando o Céu se Engana
3.2 111 Assista AgoraA capa é a quintessência do politicamente correto hollywoodiano: um branco, uma asiática, uma negra, um indiano (?) e um mestiço. Só falta um uniforme colorido para cada um e teremos um Power Rangers.
Coquetel Explosivo
3.1 114 Assista AgoraFraco, forçado ao extremo, parei de ver na segunda cena de "luta" entre a protagonista Mulher-Maravilha e os três patetas.
Há formas melhores de se gastar 1 hora e meia de vida.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 550 Assista AgoraQueria vir aqui e dizer que gostei, mas estaria mentindo.
Achei fraco, mas fraco MESMO, em todos os sentidos.
Sou marvete desde criança e sempre quis ver uma representação decente do Quarteto, os heróis que iniciaram o universo Marvel, lá atrás em 1961, na telona, mas não foi desta vez DE NOVO.
Parece que este grupo está condenado a ser mal representado. E o pior é que eles têm potencial para virar uma grande franquia de aventuras. Mas nenhum diretor consegue fazer jus a esse potencial. Os filmes de 2005 e 2007 são infantojuvenis e fraquissimos. O filme de 2015, que deveria ter sido A entrada dos 4 no MCU, é sem nexo, sem graça, com atores mal escolhidos.
Este aqui vai na mesma direção. Tem até uma estética legal, bons atores (tirando o cara que faz o Tocha Humana, que sujeito inexpressivo). Mas falta liga, falta emoção, falta alma. Ok, o roteiro vende a ideia que eles são heróis amados naquele mundo. Ok, o roteiro vende a ideia que eles são uma família. Mas fica nisso. Passei o filme me perguntando:
a) Onde está o Reed Richards?
b) Onde está o Johnny Storm?
c) Quando aparece o Coisa?
d) Que fizeram com Galactus?
E principalmente:
e) POR QUE MUDARAM O SEXO DO SURFISTA PRATEADO?????
Cara, a história do sacrifício do Surfista pela Terra é uma das mais icônicas da Marvel.
A única personagem a que fizeram jus aqui foi a Mulher Invisível, muito pela entrega sincera de Vanessa Kirby. Pedro Pascal foi uma má escolha para o Reed. Não convence. John Krasinski seria muito melhor. O ator que fez Johnny Storm não fede nem cheira (nem lembro o nome). Ele tentando fazer piada é vergonhoso. Nos quadrinhos Storm tem uma certa ingenuidade que contrasta com sua devoção irrestrita à família. Mas o pior de todos é o Coisa. Aliás, ONDE ESTÁ O COISA??? Onde está o brucutu mais amado da Marvel? O personagem perdeu todo humor, todo drama e ficou só a casca laranja. Muito descaracterizado.
A ameaça de Galactus se torna ridícula porque ele é uma entidade cósmica com poder para aniquilar o Quarteto num minuto. Teria que haver um elemento muito fora da curva para derrotá-lo. Mas a pior parte do filme é exatamente a conclusão. Uma luta muito sem graça e um final piegas.
Nem o spoiler de Doomsday me cativou.
Na verdade já decidi que se Doomsday não me cativar, vou largar o MCU e me restringir à Marvel nos quadrinhos.
Um grande desperdício de potencial este filme. De novo.
Apocalipse nos Trópicos
3.8 189Um povo burro e limitado que eu, se fosse cristão, teria vergonha de considerar meus correligionários. Presos no passado e numa visão dicotômica do mundo totalmente ultrapassada, ainda assim têm apoio massivo a seu favor, oriundo daqueles que amam pensar com o fígado. Nada melhor que vender e comprar entusiasmo religioso com base no emocionalismo puro e simples. Nada mantém um sujeito mais eriçado que ter suas emoções manipuladas 24 horas por dia. E é exatamente isso o que essa corja, capitaneada pelo infame Silas Malafaia, faz, negocia emoções baratas, quando tudo o que o povo precisa para acordar para a realidade são doses maciças de razão, de raciocínio, mas aí mora o perigo, pois o mínimo contato com o pensamento racional revela o quão medíocres são Malafaia, Bolsonaro, e todos os que gravitam ao redor deles.
Não se pode ter certeza de qual seria a cara de um Brasil totalmente "evangelizado". Queira Deus que tal nunca aconteça. Mas se acontecer, uma coisa é certa: será um Brasil muito BURRO. Acima de tudo, muito BURRO. Porque essas figuras têm horror à cultura, porque toda cultura, e toda arte, é contestadora, e eles não querem contestação, querem acordo total de opiniões e vontades, e quando todos pensam igual, não adianta tentar aferir a qualidade do pensamento, porque ele simplesmente NÃO EXISTE. Sim, se um ser como Malafaia está certo, todo pensamento humano, e consequentemente toda cultura, é totalmente inútil. A luta, neste caso, é entre o rascunho de civilização que temos e um retorno à Idade das Trevas, onde nem esse pouco que temos aqui seria concebível.
Mas atenção: julgar que todo cristão seja como Malafaia e associados é igualmente perigoso. Existem os sãos no meio do que parece ser uma nau de desequilibrados. Mas eles não fazem barulho, não se fazem notar. Só os esclerosados se impõem pelo grito.
Vão de retro!!
The Alto Knights: Máfia e Poder
3.1 46 Assista AgoraÉ uma mistura de homenagem e sátira aos filmes de Martin Scorsese com Robert de Niro no elenco, este fazendo o enésimo mafioso na carreira.
Nada de mais, nada que já não se tenha visto MUITAS vezes antes. Muito grito, muita discussão, muito falatório e pouca ação.
Como já comentaram aqui, De Niro é foda, mas achei que depois de "O Irlandês" ele tivesse entendido que o tempo dele fazer esse tipo de filme já passou. Dessa vez não conseguiram fazer o Joe Pesci sair do esconderijo para repetir de novo a parceria com De Niro. Sorte dele.
Cazuza: Boas Novas
3.8 18 Assista AgoraUm cara que tinha talento em cada poro do corpo, mas que pagou um preço alto pelo excesso de promiscuidade.
Agonizar em praça pública não é exatamente o jeito mais digno de se despedir do mundo. Mas a mensagem final de Cazuza está em sua obra: identidade, contestação, autenticidade. A gente fica pensando o que teria sido dele se tivesse superado a doença e estivesse vivo hoje. Continuaria um porra louca, mas "domado", como Ney Matogrosso? Não tem como saber.
Recado final, síntese de sua vida e obra: viva cada dia como se fosse o último, mas não faça coisas que possam tornar seus últimos dias na terra um suplício sem fim.
Código Preto
3.1 119 Assista AgoraNunca pensei que diria isso de um filme estrelado por dois dos melhores atores do mundo (Cate Blanchett e Michael Fassbender) mas puta que pariu, QUE TROÇO CHATO!!!!
Filme sai do nada para lugar algum. O que são aquelas conversas sobre sexo??? Cara, às vezes na expressão do [ótimo] Fassbender dá quase para ler a pergunta: "Por que diabos estou filmando isso??" Acontece, Mike. Eu te perdoo essa pelo teu currículo impecável.
A única coisa boa para mim é que nunca vi Cate Blanchett tão linda como neste filme.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 550 Assista AgoraPodiam ter aproveitado para fazer uma homenagem à capa clássica de "Fantastic Four 01" na capa do filme, já que foi a HQ que inaugurou a Marvel como a conhecemos hoje.
Podiam também colocar o Toupeira no filme, como um easter egg básico.
No geral, é o filme Marvel com que mais tenho expectativas nos últimos tempos.
Superman
3.6 916 Assista AgoraTá a cara do Sergio Moro na capa!
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraCampanha: arrume um trabalho para os gadolas do Filmow.
Qualquer coisa serve, desde que ajude a preservar o pouco que resta dos cérebros cloroquinados deles.
Tara Maldita
2.7 107O pior do filme é o protagonista.
Rob Lowe sempre foi fraco, e aqui fica evidente o porquê de ele estar no terceiro escalão de Hollywood.
Seu trabalho como diretor é ligeiramente melhor do que como ator. O filme constrói uma atmosfera interessante desde o início. Embora lembre (muito) "A Órfã" (2009), até na aparência da atriz mirim McKenna Grace, o longa reentra, pela centésima vez, no terreno das crianças do mal, e muito pelo esforço da própria McKenna, consegue entregar uma experiência minimamente satisfatória, embora com alguns senões.
O título brasileiro remete à época em que a palavra "tara" designava genericamente enfermidades mentais. Não era comum antigamente chamar uma criança de psicopata. No entanto, é exatamente isso que Emma é: uma jovem incapaz de sentir o que quer que seja em relação aos outros. Entrando no terreno da psiquiatria mesmo, o longa pode servir de alerta a pais que percebam certos sinais em seus filhos e deixam para lá. Psicopatas já nascem feitos, mas o cérebro humano é plástico, é moldável. Pode ser que, com o devido acolhimento e tratamento, as tendências psicopáticas sejam refreadas.
O filme é todo da pequena "peste" McKenna Grace e vale até o final mais pra ver o que ela vai aprontar, embora, como eu disse, a direção de Rob Lowe seja muito melhor que a atuação dele como pai sem noção.
A Semente do Fruto Sagrado
3.9 159 Assista AgoraBom filme, mostrando uma nova realidade no Irã, tradicional teocracia que serve quase como paradigma de opressão no mundo islâmico.
Hoje as mulheres já conseguem trabalhar, estudar e até dirigir sozinhas. Em algumas décadas conseguirão até viver independentes, à moda ocidental.
Só não entendi porque terminar o filme
com a filha matando o pai. Especialmente porque ele não era do tipo violento com elas. Além do mais, foi a própria filha que começou toda aquela situação. Não teria sido melhor uma reconciliação, com o sujeito entendendo a revolta das novas gerações?
Enfim, se o filme é iraniano, e pode terminar daquele jeito, é outro sinal que o país está mudando.
Depravação
2.7 15Passa o tempo e diverte.
Nome nada a ver.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraAliás, Wagner seria perfeito para uma cinebio de Che Guevara.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraCom a vitória em Cannes, eis o novo "Ainda Estou Aqui".
Wagner pode mesmo ser o primeiro brasileiro a ganhar o Oscar.