Como filme, obra cinematográfica, é simplesmente P.É.S.S.I.M.O. História fraca, horrível, cheia de clichês e aquela trilha sonora onipresente no cinema indiano onde cada cena parece que vai acontecer algo de importante, mas é só um monte de caras fazendo pose de mau como se estivessem treinando para ser figurantes num filme de Tarantino.
Aliás, a menção a Tarantino é pertinente porque a violência nonsense que ele adora parece que contaminou Bollywood e agora os filmes são apenas uma desculpa para uma violência exagerada e niilista onde um protagonista sobre-humano faz o diabo, mata trocentas pessoas da forma mais cruel possível sem uma motivação plausível. Aqui a desculpa para a matança é uma vingança sem pé nem cabeça. Na metade do filme você já não sabe quem é "do bem" e quem é "do mal". Isso porque, ao contrário de filmes tipo "Duro de Matar" ou "Rambo", onde o herói, por mais violento que seja, segue um código moral (não faz certas coisas), nesses festivais de sangue niilistas indianos não há limites para os personagens, que podem matar o próprio pai a pancadas porque... bom, boa sorte tentando entender o motivo!
Não há lógica, não há explicação. É uma sequência de mortes sem sentido simplesmente para explorar a ânsia por violência barata do público masculino. O que um personagem faz desafia as próprias leis da física, tudo se torna tão distante da realidade que é como se nada daquilo importasse, assim como ocorre num desenho onde o personagem é arremessado ao espaço e depois volta como se nada tivesse acontecido.
Talvez, TALVEZ, a violência até fosse justificável se houvesse um fiapo de história por trás. Mas deus do céu, como alguém escreve ou aprova um roteiro desses? O que são aqueles péssimos personagens? Todo chefe de família indiano é mafioso? Para que todo aquele drama? E aquelas músicas horrorosas o tempo todo? E a espiritualidade da Índia (terra do Buda e de Gandhi), como aprova o niilismo que esse tipo de produção vende como mensagem?
Conclusão: o cinema "bollywoodiano" atual não é para mim. Acho que aprendi a lição com Dhurandhar e ISSO aqui.
Se eu soubesse de início que era baseado num livro de Stephanie "Crepúsculo" Meyer eu nem teria assistido.
Tudo jogado, pessimamente desenvolvido, ficção científica genérica e romance totalmente piegas e enjoativo. Já dá para sacar o que vai acontecer desde as primeiras cenas, não tem surpresa alguma, roteiro 100% linear.
Mesmo sendo direcionado obviamente a adolescentes, a história é fraca e não convenceria nem uma criança. Muito, mas muito mal desenvolvida mesmo.
Eu consegui a proeza de assistir ISTO AQUI até o fim por SONHAR que numa cena ou outra, mais cedo ou mais tarde, o fiapo de história passaria a fazer algum sentido.
Ledo engano.
Quem é o ser que APROVA um troço desses ser gravado? Quem é que dá o aval, "ok, vamos gastar tempo e dinheiro para trazer 'Jester' para o cinema?" Quem assiste isso na pós-produção e decide que está ok de ser lançado?
Porque, cara, ISSO AQUI É RUIM DEMAIS! É ruim com vontade, dá uma nova dimensão à palavra RUIM.
O filme não tem história, não tem pé nem cabeça. Claro está que "slashers" não são exatamente exemplos de cinema. Mas mesmo o vigésimo episódio de "Halloween" tem que ter um fiapo de história. Isto aqui não tem. Não dá para vc entender o que está se passando, por que as (péssimas) mortes estão acontecendo. Não dá para entender o "vilão", que além de não falar parece ser uma entidade (?), ou seja, não pode morrer, o que garante muitas sequências e ZERO emoção, já que os personagens só existem para morrer um a um, numa sequência de mortes pouquíssimas vezes tão mal executada.
Vi só esse e passarei longe de qualquer outra bomba dessa "franquia".
Fraco, fraco, fraco, fraco e antes que eu esqueça: FRACO.
Não funciona nem como terror nem como comédia. O que foi aquela cena do esquilo morto? E a da urina? Pelamor de Deus, respeitem os (poucos) neurônios do seu público!
Três bons atores (Black, Rudd e Mello) e outros que nunca vi na vida. Roteiro (?) completamente estapafúrdio. O elenco não faz milagre, a história simplesmente não tem pé nem cabeça.
Eu fico me perguntando o que se passa na cabeça desse povo que aprova uma droga dessas, gasta um dinheirão com retorno pífio e não entrega nem uma história "tão ruim que é boa". Sério, NADA aqui é bom. Nem as atuações, nem as piadas, nem as mortes, nem a cobra, NADA. Isso aqui consegue a proeza de fazer o filme do Jon Voight parecer um clássico do cinema.
Porra, por que não adiantam um mês a estreia deste filme? Vão perder dinheiro à toa? Este filme, por mais brilhante que seja, não tem nenhuma condição de competir com Vingadores. Os Vingadores vão simplesmente TOMAR CONTA do cinema quando estrearem (estou até teorizando 3 bilhões de bilheteria), Duna vai ser prejudicado só por pura burrice dos produtores. O que é uma pena, porque é óbvio qual será o melhor filme.
Com um monte de personagem interessante a DC vai inventar de explorar no cinema uma heroína de terceira categoria cuja principal característica é ser a versão de saias do Superman.
Aliás, esse negócio de todo personagem importante da DC ter trocentas cópias de si mesmo é quase infantil de tão tosco. Além de umas dez versões diferentes do próprio Superman, temos Supergirl, Superboy, Mon-El , Superciborgue e até, pasmem, Supercão. Coisa de dar inveja aos criadores dos desenhos animados Hanna-Barbera. Por essas e outras, sou mais Marvel.
Como é tudo uma grande patacoada, e a moça na verdade não tem dilema algum na vida, pois, assim como o primo, pode fazer literalmente TUDO, até viajar a outras galáxias na velocidade da luz, não tem como nem FINGIR que se leva o filme a sério. Só o Lobo, como anti-herói politicamente incorreto, é o que realmente atrai aqui (qualquer semelhança com Wolverine é só coincidência) e eu fiquei com a impressão que um filme do Lobo, no estilo Deadpool, seria uma jogada mais certeira que essa bobagem aqui. Ao menos o personagem central teria carisma, o que eu nunca, jamais, diria dessa chatissima e desnecessária cópia de saias do Superman.
Pela péssima recepção de Supergirl e pela expectativa em torno do novo Homem-Aranha e desse novo Vingadores, dá para perceber que a Marvel vai continuar mandando no gênero tranquila!
É um desafio notório tentar retratar a vida de um sujeito que... NÃO TEVE VIDA. É igualmente notório como os fãs (eu deveria dizer, como os DEVOTOS) de Michael Jackson compraram com unhas e dentes o PERSONAGEM que venderam para eles, um PERSONAGEM sem nem um pouco mais de autenticidade que os igualmente "montados" Elvis, Beatles, Madonna, Whitney, etc. Enfim, um produto midiático cujo talento (se houver) seria sempre eclipsado pela necessidade de êxito comercial de um produto FEITO PARA VENDER. A carreira de Michael Jackson foi toda montada PARA ele, não POR ele. Daí ele ter sido sempre, até a morte, essencialmente um alienado, uma criança eterna, um adulto que se recusava a crescer.
Das letras das músicas (de terceiros, claro) às coreografias, do espetáculo dos clipes à megalomania das turnês, a pergunta que se impõe é: o que era REAL em Michael Jackson? Ele foi treinado desde cedo para ser um astro, ok. Nunca precisou sentar e compor uma mísera música porque havia outros para compor por ele. Então nunca precisou SENTIR nada do que expressava, ou tentava expressar, em suas músicas. Rei das pistas de dança? Amante inveterado? Bad boy? Ecologista? Tudo carapuça, tudo máscaras, nada era de verdade. Para começo de conversa, o cara provavelmente nunca tocou numa mulher a vida inteira. Namoros, casamentos, filhos de fachada. Então suas canções de amor tipo "You Are Not Alone" soam totalmente falsas. E o que dizer da imagem de bad boy de "Beat It" e "Bad"? Pode haver algo mais falso que aquilo? Jackson não faria mal a uma mosca, era um crianção. Ao menos, o profeta ecológico de "Heal the World" e "Earth Song" tinha um tiquinho mais de veracidade. Preocupar-se com o planeta era um pouquinho mais crível para um zumbi midiático condenado a assistir a vida pela janela.
Acho que se quisermos procurar no catálogo de Jackson por uma música, uma só, que REALMENTE retrate algo verossímil, teremos que recorrer a "Stranger in Moscow" [Um estranho- ou estrangeiro- no meio de Moscou]. Ali temos de fato alguém que é praticamente um alien na terra, mesmo em meio a seus devotos, que só enxergavam no cara aquilo que ele NÃO era.
Sim, Jackson de fato cantava e dançava bem, mas nada que outros astros da música pop não fizessem. "O maior artista de todos os tempos" não é apenas um exagero, é uma mentira deslavada, porque há artistas melhores em todos os sentidos. O que Michael foi, sem dúvida alguma, foi o produto midiático mais bem-sucedido da música, mais até que Beatles e Elvis, e, assim como estes últimos, o produto tornou-se tão maior que o ser de carne e osso por trás que depois de um certo tempo SÓ HAVIA O PRODUTO, mais nada. Assim como os Beatles TINHAM que acabar e Elvis só podia terminar como terminou, Michael Jackson estava CONDENADO a um fim prematuro e deprimente. Por não ter tido nenhum controle de sua própria vida, por nunca ter se tornado adulto de fato, por nunca ter dito NÃO àqueles que só buscavam sugá-lo até o limite.
E os devotos? Não têm sua parcela de culpa? Eles têm a MAIOR parcela, na verdade. Porque ao embarcar na idolatria cega por um ser humano como qualquer outro que apenas tem um talento acima da média em algumas áreas mas, no mais, é apenas um homem a mais, de carne e osso, com suas próprias necessidades e aspirações. Ao ajudarem a transformar Jackson naquilo que ele nunca quis ser de fato, um mito inatingível, os fãs contribuíram, e muito, para seu fim prematuro e deprimente. Pois colocaram na cabeça oca do sujeito que ele de fato TINHA que ser o "número um", o melhor em tudo, e daí, mesmo quando não tinha mais condições físicas de cantar ou dançar, o cara continuava se esforçando ao máximo, expondo seu corpo e sua mente a um cansaço que mais cedo ou mais tarde cobraria um alto preço. O resultado todos já sabemos.
Os devotos de São Michael se apressam em tacar pedras no médico que "matou" seu deus. Eles não assumem a própria culpa, não se dão conta que Michael se matou para satisfazer a idolatria deles. Ajudaram a matar o próprio ídolo, mas só colocam a culpa em outros.
Jackson foi um grande artista, mas numa lista de grandes nomes, nada de tão excepcional. O fato de ser "o maior de todos os tempos" não evidencia o tamanho do seu talento, mas sim, o poder da mídia em criar ídolos e depois destruí-los.
Imaginava ser só mais um filme de suspense/terror com o selo "Elite Filmes" de qualidade. Ou seja, ruim. Mas a proposta é bem interessante. O roteiro grotesco, até pelo seu exagero proposital, nos presenteia com uma bela reflexão sobre a "luta" pelo dinheiro fácil, e sobre as consequências morais e psicológicas de se ter acesso a tal dinheiro.
após o suicídio do "amigo", sem se perguntar nem por um minuto porque alguém aparentemente tão bem-sucedido se mataria. Aí descobre que por trás de todo aquele "glamour" existe só a podridão humana na forma mais pura.
Para quem ama apreciar o lado mais doentio do nosso bom e velho capitalismo.
Parabéns Kleber, parabéns Wagner, parabéns grande elenco, pelos mais de 60 prêmios de "O Agente Secreto" (filme brasileiro mais premiado da história). Fizeram história com recorde de indicações e só não ganharam porque o bairrismo fala mais alto (afinal, é uma festa DELES para ELES). Claro que seria pedir demais dois prêmios seguidos de filme internacional para o cinema brasileiro.
Mas fica o consolo de sabermos que era o melhor entre todos os concorrentes e que Wagner Moura é mais ator que Michael B. Jordan jamais poderia sonhar em ser.
Incrível como este filme ENVELHECEU COMO LEITE. Cada nova assistida, é uma nova leva de defeitos que você percebe que antes ignorava.
Não sei o que é pior no trio principal. A atuação extremamente caricata e exagerada de Jack Nicholson. A atuação (?) totalmente apática e sem graça de Michael Keaton. Ou a atuação robótica e inexpressiva de Kim Basinger.
Se alguma quiser entender porque Kim Basinger nunca virou de fato uma atriz do primeiro escalão em Hollywood, basta assistir este filme. Ela é linda de morrer, mas uma atriz fraquíssima. Que diferença da Michelle Pfeifer.
Já Michael Keaton passou anos se dizendo "perseguido" pelo estigma desse papel (vide "Birdman"). Mas será que ele se assistiu pelo menos uma vez? Porque é incrível o QUÃO inexpressivo ele aparece neste filme. Seja como Bruce Wayne seja como Batman. Supostamente, Wayne/Batman é um cara inteligentíssimo. Esqueceram de contar isso para o Keaton. O Batman dele parece mais perdido que cego em tiroteio.
Já Jack Nicholson dá um show de caricatura em sua exageradíssima atuação como Coringa. Tá certo que o personagem pede o exagero. Mas Nicholson exagera muito no tom. Em vários momentos, parece uma comédia, não um filme de aventura.
O roteiro do filme não ajuda. A história parece girar inteiramente em torno do vilão. Batman é mero coadjuvante no próprio filme. As lutas são fracas. Até o clima gótico "burtoniano" deixa a desejar. A impressão que fica é que o filme poderia ser muito mais dark e realmente fazer jus à grandeza do personagem.
Mas claro que precisaríamos esperar longos 16 anos para ver um Batman realmente decente no cinema. Pois é claro que Val Kilmer e George Clooney conseguiram ser ainda piores que Keaton.
"É um filme feito com um estilo natural e permeado por pura inspiração cinematográfica. A cena de abertura, por si só, com seu desconforto de humor negro, é uma espécie de obra-prima. É como se fosse uma mistura de "O Passageiro", de Antonioni, com Leone e Peckinpah, e um romance policial de Elmore Leonard. No entanto, possui uma qualidade quase narrativa, episódica – uma autoconsciência fria e discursiva. Poderíamos chamá-lo de um pequeno milagre, embora, com sua duração quase épica (2 horas e 40 minutos), seja na verdade um milagre muito grande."
Peter Bradshaw- The Guardian
O texto acima faz parte de uma resenha onde um dos críticos mais famosos dos EUA faz "campanha" para que "O Agente Secreto" repita "Parasita" e seja mais um filme falado em língua estrangeira a ganhar o Oscar de filme do ano.
Não filme internacional, filme do ano mesmo, a principal película lançada no ano de 2025.
Está delirando o cara, ou está enxergando o que muita gente não consegue, que entre todos os concorrentes O Agente Secreto é o mais "cinema" de todos? O mais atrevido? O mais original? O ÚNICO a apresentar um roteiro genuinamente original?
Quem não se lembra da comoção causada por "Parasita" ou "Roma"? Por que esses filmes colocaram tantos outros no chinelo, mesmo superproduções de Hollywood? Porque eram CINEMA na forma mais pura, cinema enquanto arte. Não eram mero entretenimento esquecível como "Pecadores" nem uma história dramática já assistida milhares de vezes antes como "Valor Sentimental". Não existe, de fato, nenhum concorrente à altura do Agente Secreto, e se o filme não ganhar não será por falta de qualidade, mas pelo simples fato de ser um filme brasileiro. O crítico Bradshaw viu o que muita gente vai deixar de ver por puro preconceito ou comodismo. E é no mínimo peculiar que um cara estrangeiro tenha que colocar os pingos nos is e enxergar o que inúmeros brasileiros (vide comentários abaixo) não conseguem, quer dizer, que há uma razão para este ser o filme brasileiro mais premiado da história: trata-se realmente de uma obra fora da curva. Algo fora dos padrões, algo com que não estamos acostumados.
O maior filme brasileiro de todos os tempos? Isso ele já é, mas o MELHOR? Bom, o cinema brasileiro, comédias e pornochanchadas à parte, já produziu inúmeras obras grandiosas. KMF está em ótima companhia entre os criadores da sétima arte nacional. Se não se pode cravar que este é o melhor de todos os filmes brasileiros, certamente ele entrou direto na lista dos dez melhores. O que o faz merecer tal distinção é que, assim como "O Pagador de Promessas" ou "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "O Agente Secreto" tem uma história e uma linguagem próprias. É um filme autoral, claro, e seu autor tem o que dizer, como qualquer artista que se preza. Saber quem é o artista dirigindo isso aqui é tão importante quanto saber quem é Wagner Moura, um ator com A maiusculo que coloca Leonardo Di Caprio e Michael B. Jordan para comer poeira. KMF está no filme em cada cena, é possível perceber a cada momento a sua paixão pelo que está fazendo e o quanto o seu mundo interior é refletido na tela. Eu fico me perguntando onde Kleber termina e Marcelo começa. Esse é um dos primeiros sinais distintivos da arte: o artista reflete em sua arte seu mundo interior (aqui, devidamente bem situado na bela cidade de Recife) e vai além, criando uma obra com a qual outros, muitos outros, podem identificar-se.
Nesse sentido o filme transcende a simples crítica à ditadura, o que era o cerne de "Ainda Estou Aqui". Por isso O Agente Secreto é um filme muito maior que o (ótimo) filme de Walter Salles. A ditadura está ali, como pano de fundo, mas reduzida às suas reais dimensões, como uma daquelas coisas que insistem em querer tornar a nossa vida um fardo, mas não conseguindo cumprir seu objetivo porque é um fruto da mesquinhez, da pequenez, da estreiteza mental de alguns homens, e a maioria simplesmente aprende a viver como se ela não existisse (que é o tanto de consideração que ela merece).
Como um simples romance pode transcender os limites de seu gênero e se tornar uma obra icônica? Perguntemos à "Casablanca". Como um filme de "ação" pode pretender a imortalidade se é só mais um numa interminável fila de histórias idênticas? É isso o que tanta gente não entende no "Agente Secreto" e por isso crítica o filme por ser "parado", por ter um final anti-climático, etc. É como se você fosse obrigado a explicar para cada um desses críticos de ocasião que ISTO AQUI É ARTE, NÃO É ENTRETENIMENTO!, só assim talvez eles entendessem que estão pedindo do filme algo que ele não pode lhes dar. E o que ele pode lhes dar talvez seja mais do que eles merecem.
Estamos realmente num momento histórico do cinema nacional. Glauber Rocha amaria de paixão "O Agente Secreto". Um grande parabéns a todos os envolvidos, especialmente KMF e Wagner Moura. Uma realização impecável e um filme que merece ser emoldurado como uma obra de arte.
Sim, não se trata apenas de uma grande obra do cinema nacional, mas seguramente de um dos mais belas filmes já filmados no mundo.
Coisa do nível de um Cidadão Kane, de um Novecento ou de um Poderoso Chefão.
Caraca um monte de filme eles enfiam casal interracial na marra e aqui onde o esperado seria um casal interracial eles dão um jeito de colocar um cara branco pra interpretar o Heathcliff. Vai entender Hollywood.
O que a gente precisa fazer para entender alguns comentários que lemos aqui? O filme é o mais premiado da história no país (63 prêmios e contando), foi ovacionado em Cannes, consagrou Wagner Moura internacionalmente e vai concorrer a quatro Oscars, mas ainda tem gente aqui questionando suas qualidades? Os maiores especialistas em cinema do mundo estão celebrando "O Agente Secreto", mas quem entendeu a real sobre o filme foi uma dúzia de gatos pingados no Filmow? Ou esse povo está assistindo o filme com o único propósito de criticar??
Seja como for, que fase do cinema nacional, não? Será que teremos outro fenômeno deste no ano que vem?
Confesso que me surpreendi com a indicação a filme do ano. O Wagner não é surpresa mais depois do Globo de Ouro, e é mais ator que Chalamet. Talvez, TALVEZ, a Academia decida reverter a injustiça do ano passado quando premiaram Mikey Madison no lugar de Fernanda Torres (muito mais atriz) e decidam enfim premiar um ator estrangeiro (há quanto tempo isso não acontece?).
A capa é a quintessência do politicamente correto hollywoodiano: um branco, uma asiática, uma negra, um indiano (?) e um mestiço. Só falta um uniforme colorido para cada um e teremos um Power Rangers.
Marco: Justiça Implacável
3.3 5 Assista AgoraComo filme, obra cinematográfica, é simplesmente P.É.S.S.I.M.O. História fraca, horrível, cheia de clichês e aquela trilha sonora onipresente no cinema indiano onde cada cena parece que vai acontecer algo de importante, mas é só um monte de caras fazendo pose de mau como se estivessem treinando para ser figurantes num filme de Tarantino.
Aliás, a menção a Tarantino é pertinente porque a violência nonsense que ele adora parece que contaminou Bollywood e agora os filmes são apenas uma desculpa para uma violência exagerada e niilista onde um protagonista sobre-humano faz o diabo, mata trocentas pessoas da forma mais cruel possível sem uma motivação plausível. Aqui a desculpa para a matança é uma vingança sem pé nem cabeça. Na metade do filme você já não sabe quem é "do bem" e quem é "do mal". Isso porque, ao contrário de filmes tipo "Duro de Matar" ou "Rambo", onde o herói, por mais violento que seja, segue um código moral (não faz certas coisas), nesses festivais de sangue niilistas indianos não há limites para os personagens, que podem matar o próprio pai a pancadas porque... bom, boa sorte tentando entender o motivo!
Não há lógica, não há explicação. É uma sequência de mortes sem sentido simplesmente para explorar a ânsia por violência barata do público masculino. O que um personagem faz desafia as próprias leis da física, tudo se torna tão distante da realidade que é como se nada daquilo importasse, assim como ocorre num desenho onde o personagem é arremessado ao espaço e depois volta como se nada tivesse acontecido.
Talvez, TALVEZ, a violência até fosse justificável se houvesse um fiapo de história por trás. Mas deus do céu, como alguém escreve ou aprova um roteiro desses? O que são aqueles péssimos personagens? Todo chefe de família indiano é mafioso? Para que todo aquele drama? E aquelas músicas horrorosas o tempo todo? E a espiritualidade da Índia (terra do Buda e de Gandhi), como aprova o niilismo que esse tipo de produção vende como mensagem?
Conclusão: o cinema "bollywoodiano" atual não é para mim. Acho que aprendi a lição com Dhurandhar e ISSO aqui.
O Trem Atômico
2.2 16Filme-catástrofe de baixo orçamento.
Pouco se vê do tal trem. A maior parte do tempo é só aquele típico dramalhão hollywoodiano com muito choro e música dramática.
Filme bom para se colocar de fundo enquanto se faz outra coisa, e só.
Chantagem Fatal
2.7 17Assistível mas previsível.
Destaque negativo para a cena de "faroeste" do final. Muito forçada.
Na Rota do Crime
2.3 8Nem é um grande filme nem é uma porcaria inassistível.
Só algumas situações são forçadas até dizer chega.
A Hospedeira
3.2 2,2K Assista AgoraFraquíssimo!
Se eu soubesse de início que era baseado num livro de Stephanie "Crepúsculo" Meyer eu nem teria assistido.
Tudo jogado, pessimamente desenvolvido, ficção científica genérica e romance totalmente piegas e enjoativo. Já dá para sacar o que vai acontecer desde as primeiras cenas, não tem surpresa alguma, roteiro 100% linear.
Mesmo sendo direcionado obviamente a adolescentes, a história é fraca e não convenceria nem uma criança. Muito, mas muito mal desenvolvida mesmo.
Efeito Borboleta
4.0 2,9K Assista AgoraÉ um filme com uma premissa muito interessante, só peca em um detalhe: Ashton Kutcher é um ator muito fraco e sem carisma.
De resto, o roteiro rende uma boa série.
Jester: A Morte Sorri 2
2.1 12Eu consegui a proeza de assistir ISTO AQUI até o fim por SONHAR que numa cena ou outra, mais cedo ou mais tarde, o fiapo de história passaria a fazer algum sentido.
Ledo engano.
Quem é o ser que APROVA um troço desses ser gravado? Quem é que dá o aval, "ok, vamos gastar tempo e dinheiro para trazer 'Jester' para o cinema?" Quem assiste isso na pós-produção e decide que está ok de ser lançado?
Porque, cara, ISSO AQUI É RUIM DEMAIS! É ruim com vontade, dá uma nova dimensão à palavra RUIM.
O filme não tem história, não tem pé nem cabeça. Claro está que "slashers" não são exatamente exemplos de cinema. Mas mesmo o vigésimo episódio de "Halloween" tem que ter um fiapo de história. Isto aqui não tem. Não dá para vc entender o que está se passando, por que as (péssimas) mortes estão acontecendo. Não dá para entender o "vilão", que além de não falar parece ser uma entidade (?), ou seja, não pode morrer, o que garante muitas sequências e ZERO emoção, já que os personagens só existem para morrer um a um, numa sequência de mortes pouquíssimas vezes tão mal executada.
Vi só esse e passarei longe de qualquer outra bomba dessa "franquia".
Anaconda
2.5 274 Assista AgoraFraco, fraco, fraco, fraco e antes que eu esqueça: FRACO.
Não funciona nem como terror nem como comédia. O que foi aquela cena do esquilo morto? E a da urina? Pelamor de Deus, respeitem os (poucos) neurônios do seu público!
Três bons atores (Black, Rudd e Mello) e outros que nunca vi na vida. Roteiro (?) completamente estapafúrdio. O elenco não faz milagre, a história simplesmente não tem pé nem cabeça.
Eu fico me perguntando o que se passa na cabeça desse povo que aprova uma droga dessas, gasta um dinheirão com retorno pífio e não entrega nem uma história "tão ruim que é boa". Sério, NADA aqui é bom. Nem as atuações, nem as piadas, nem as mortes, nem a cobra, NADA. Isso aqui consegue a proeza de fazer o filme do Jon Voight parecer um clássico do cinema.
É ruim a esse ponto.
Nota zero.
Dhurandhar
3.5 10 Assista AgoraÉ um filme tão longo que parece uma série, ou melhor, uma NOVELA indiana.
Trilha sonora onipresente, como todo e qualquer filme indiano.
Cenas de ação altamente intensas, mas também uma violência desnecessária e quase niilista, à la Tarantino.
Só posso concluir que algumas cenas foram cortadas ao ser exibido nos cinemas.
Vale pela curiosidade de ver algo fora dos padrões "bollywoodianos".
Duna: Parte Três
9Porra, por que não adiantam um mês a estreia deste filme? Vão perder dinheiro à toa? Este filme, por mais brilhante que seja, não tem nenhuma condição de competir com Vingadores. Os Vingadores vão simplesmente TOMAR CONTA do cinema quando estrearem (estou até teorizando 3 bilhões de bilheteria), Duna vai ser prejudicado só por pura burrice dos produtores. O que é uma pena, porque é óbvio qual será o melhor filme.
Supergirl
2.8 297 Assista AgoraCom um monte de personagem interessante a DC vai inventar de explorar no cinema uma heroína de terceira categoria cuja principal característica é ser a versão de saias do Superman.
Aliás, esse negócio de todo personagem importante da DC ter trocentas cópias de si mesmo é quase infantil de tão tosco. Além de umas dez versões diferentes do próprio Superman, temos Supergirl, Superboy, Mon-El , Superciborgue e até, pasmem, Supercão. Coisa de dar inveja aos criadores dos desenhos animados Hanna-Barbera. Por essas e outras, sou mais Marvel.
Como é tudo uma grande patacoada, e a moça na verdade não tem dilema algum na vida, pois, assim como o primo, pode fazer literalmente TUDO, até viajar a outras galáxias na velocidade da luz, não tem como nem FINGIR que se leva o filme a sério. Só o Lobo, como anti-herói politicamente incorreto, é o que realmente atrai aqui (qualquer semelhança com Wolverine é só coincidência) e eu fiquei com a impressão que um filme do Lobo, no estilo Deadpool, seria uma jogada mais certeira que essa bobagem aqui. Ao menos o personagem central teria carisma, o que eu nunca, jamais, diria dessa chatissima e desnecessária cópia de saias do Superman.
Vingadores: Doutor Destino
12Pela péssima recepção de Supergirl e pela expectativa em torno do novo Homem-Aranha e desse novo Vingadores, dá para perceber que a Marvel vai continuar mandando no gênero tranquila!
Funk
2Anitta chega ao cinema!
Supergirl
2.8 297 Assista AgoraA DC nesse ritmo aqui não chega ao nível de sucesso do MCU simplesmente NUNCA.
Supergirl é personagem para série de TV. Cinema?? Um flop previsível.
Michael
3.7 566 Assista AgoraÉ um desafio notório tentar retratar a vida de um sujeito que... NÃO TEVE VIDA. É igualmente notório como os fãs (eu deveria dizer, como os DEVOTOS) de Michael Jackson compraram com unhas e dentes o PERSONAGEM que venderam para eles, um PERSONAGEM sem nem um pouco mais de autenticidade que os igualmente "montados" Elvis, Beatles, Madonna, Whitney, etc. Enfim, um produto midiático cujo talento (se houver) seria sempre eclipsado pela necessidade de êxito comercial de um produto FEITO PARA VENDER. A carreira de Michael Jackson foi toda montada PARA ele, não POR ele. Daí ele ter sido sempre, até a morte, essencialmente um alienado, uma criança eterna, um adulto que se recusava a crescer.
Das letras das músicas (de terceiros, claro) às coreografias, do espetáculo dos clipes à megalomania das turnês, a pergunta que se impõe é: o que era REAL em Michael Jackson? Ele foi treinado desde cedo para ser um astro, ok. Nunca precisou sentar e compor uma mísera música porque havia outros para compor por ele. Então nunca precisou SENTIR nada do que expressava, ou tentava expressar, em suas músicas. Rei das pistas de dança? Amante inveterado? Bad boy? Ecologista? Tudo carapuça, tudo máscaras, nada era de verdade. Para começo de conversa, o cara provavelmente nunca tocou numa mulher a vida inteira. Namoros, casamentos, filhos de fachada. Então suas canções de amor tipo "You Are Not Alone" soam totalmente falsas. E o que dizer da imagem de bad boy de "Beat It" e "Bad"? Pode haver algo mais falso que aquilo? Jackson não faria mal a uma mosca, era um crianção. Ao menos, o profeta ecológico de "Heal the World" e "Earth Song" tinha um tiquinho mais de veracidade. Preocupar-se com o planeta era um pouquinho mais crível para um zumbi midiático condenado a assistir a vida pela janela.
Acho que se quisermos procurar no catálogo de Jackson por uma música, uma só, que REALMENTE retrate algo verossímil, teremos que recorrer a "Stranger in Moscow" [Um estranho- ou estrangeiro- no meio de Moscou]. Ali temos de fato alguém que é praticamente um alien na terra, mesmo em meio a seus devotos, que só enxergavam no cara aquilo que ele NÃO era.
Sim, Jackson de fato cantava e dançava bem, mas nada que outros astros da música pop não fizessem. "O maior artista de todos os tempos" não é apenas um exagero, é uma mentira deslavada, porque há artistas melhores em todos os sentidos. O que Michael foi, sem dúvida alguma, foi o produto midiático mais bem-sucedido da música, mais até que Beatles e Elvis, e, assim como estes últimos, o produto tornou-se tão maior que o ser de carne e osso por trás que depois de um certo tempo SÓ HAVIA O PRODUTO, mais nada. Assim como os Beatles TINHAM que acabar e Elvis só podia terminar como terminou, Michael Jackson estava CONDENADO a um fim prematuro e deprimente. Por não ter tido nenhum controle de sua própria vida, por nunca ter se tornado adulto de fato, por nunca ter dito NÃO àqueles que só buscavam sugá-lo até o limite.
E os devotos? Não têm sua parcela de culpa? Eles têm a MAIOR parcela, na verdade. Porque ao embarcar na idolatria cega por um ser humano como qualquer outro que apenas tem um talento acima da média em algumas áreas mas, no mais, é apenas um homem a mais, de carne e osso, com suas próprias necessidades e aspirações. Ao ajudarem a transformar Jackson naquilo que ele nunca quis ser de fato, um mito inatingível, os fãs contribuíram, e muito, para seu fim prematuro e deprimente. Pois colocaram na cabeça oca do sujeito que ele de fato TINHA que ser o "número um", o melhor em tudo, e daí, mesmo quando não tinha mais condições físicas de cantar ou dançar, o cara continuava se esforçando ao máximo, expondo seu corpo e sua mente a um cansaço que mais cedo ou mais tarde cobraria um alto preço. O resultado todos já sabemos.
Os devotos de São Michael se apressam em tacar pedras no médico que "matou" seu deus. Eles não assumem a própria culpa, não se dão conta que Michael se matou para satisfazer a idolatria deles. Ajudaram a matar o próprio ídolo, mas só colocam a culpa em outros.
Jackson foi um grande artista, mas numa lista de grandes nomes, nada de tão excepcional. O fato de ser "o maior de todos os tempos" não evidencia o tamanho do seu talento, mas sim, o poder da mídia em criar ídolos e depois destruí-los.
Aquilo que Você Deseja
3.4 67 Assista AgoraImaginava ser só mais um filme de suspense/terror com o selo "Elite Filmes" de qualidade. Ou seja, ruim. Mas a proposta é bem interessante. O roteiro grotesco, até pelo seu exagero proposital, nos presenteia com uma bela reflexão sobre a "luta" pelo dinheiro fácil, e sobre as consequências morais e psicológicas de se ter acesso a tal dinheiro.
O cara acha que vai se dar bem
após o suicídio do "amigo", sem se perguntar nem por um minuto porque alguém aparentemente tão bem-sucedido se mataria. Aí descobre que por trás de todo aquele "glamour" existe só a podridão humana na forma mais pura.
Para quem ama apreciar o lado mais doentio do nosso bom e velho capitalismo.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraParabéns Kleber, parabéns Wagner, parabéns grande elenco, pelos mais de 60 prêmios de "O Agente Secreto" (filme brasileiro mais premiado da história). Fizeram história com recorde de indicações e só não ganharam porque o bairrismo fala mais alto (afinal, é uma festa DELES para ELES). Claro que seria pedir demais dois prêmios seguidos de filme internacional para o cinema brasileiro.
Mas fica o consolo de sabermos que era o melhor entre todos os concorrentes e que Wagner Moura é mais ator que Michael B. Jordan jamais poderia sonhar em ser.
Batman
3.5 860 Assista AgoraIncrível como este filme ENVELHECEU COMO LEITE. Cada nova assistida, é uma nova leva de defeitos que você percebe que antes ignorava.
Não sei o que é pior no trio principal. A atuação extremamente caricata e exagerada de Jack Nicholson. A atuação (?) totalmente apática e sem graça de Michael Keaton. Ou a atuação robótica e inexpressiva de Kim Basinger.
Se alguma quiser entender porque Kim Basinger nunca virou de fato uma atriz do primeiro escalão em Hollywood, basta assistir este filme. Ela é linda de morrer, mas uma atriz fraquíssima. Que diferença da Michelle Pfeifer.
Já Michael Keaton passou anos se dizendo "perseguido" pelo estigma desse papel (vide "Birdman"). Mas será que ele se assistiu pelo menos uma vez? Porque é incrível o QUÃO inexpressivo ele aparece neste filme. Seja como Bruce Wayne seja como Batman. Supostamente, Wayne/Batman é um cara inteligentíssimo. Esqueceram de contar isso para o Keaton. O Batman dele parece mais perdido que cego em tiroteio.
Já Jack Nicholson dá um show de caricatura em sua exageradíssima atuação como Coringa. Tá certo que o personagem pede o exagero. Mas Nicholson exagera muito no tom. Em vários momentos, parece uma comédia, não um filme de aventura.
O roteiro do filme não ajuda. A história parece girar inteiramente em torno do vilão. Batman é mero coadjuvante no próprio filme. As lutas são fracas. Até o clima gótico "burtoniano" deixa a desejar. A impressão que fica é que o filme poderia ser muito mais dark e realmente fazer jus à grandeza do personagem.
Mas claro que precisaríamos esperar longos 16 anos para ver um Batman realmente decente no cinema. Pois é claro que Val Kilmer e George Clooney conseguiram ser ainda piores que Keaton.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista Agora"É um filme feito com um estilo natural e permeado por pura inspiração cinematográfica. A cena de abertura, por si só, com seu desconforto de humor negro, é uma espécie de obra-prima. É como se fosse uma mistura de "O Passageiro", de Antonioni, com Leone e Peckinpah, e um romance policial de Elmore Leonard. No entanto, possui uma qualidade quase narrativa, episódica – uma autoconsciência fria e discursiva. Poderíamos chamá-lo de um pequeno milagre, embora, com sua duração quase épica (2 horas e 40 minutos), seja na verdade um milagre muito grande."
Peter Bradshaw- The Guardian
O texto acima faz parte de uma resenha onde um dos críticos mais famosos dos EUA faz "campanha" para que "O Agente Secreto" repita "Parasita" e seja mais um filme falado em língua estrangeira a ganhar o Oscar de filme do ano.
Não filme internacional, filme do ano mesmo, a principal película lançada no ano de 2025.
Está delirando o cara, ou está enxergando o que muita gente não consegue, que entre todos os concorrentes O Agente Secreto é o mais "cinema" de todos? O mais atrevido? O mais original? O ÚNICO a apresentar um roteiro genuinamente original?
Quem não se lembra da comoção causada por "Parasita" ou "Roma"? Por que esses filmes colocaram tantos outros no chinelo, mesmo superproduções de Hollywood? Porque eram CINEMA na forma mais pura, cinema enquanto arte. Não eram mero entretenimento esquecível como "Pecadores" nem uma história dramática já assistida milhares de vezes antes como "Valor Sentimental". Não existe, de fato, nenhum concorrente à altura do Agente Secreto, e se o filme não ganhar não será por falta de qualidade, mas pelo simples fato de ser um filme brasileiro. O crítico Bradshaw viu o que muita gente vai deixar de ver por puro preconceito ou comodismo. E é no mínimo peculiar que um cara estrangeiro tenha que colocar os pingos nos is e enxergar o que inúmeros brasileiros (vide comentários abaixo) não conseguem, quer dizer, que há uma razão para este ser o filme brasileiro mais premiado da história: trata-se realmente de uma obra fora da curva. Algo fora dos padrões, algo com que não estamos acostumados.
O maior filme brasileiro de todos os tempos? Isso ele já é, mas o MELHOR? Bom, o cinema brasileiro, comédias e pornochanchadas à parte, já produziu inúmeras obras grandiosas. KMF está em ótima companhia entre os criadores da sétima arte nacional. Se não se pode cravar que este é o melhor de todos os filmes brasileiros, certamente ele entrou direto na lista dos dez melhores. O que o faz merecer tal distinção é que, assim como "O Pagador de Promessas" ou "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "O Agente Secreto" tem uma história e uma linguagem próprias. É um filme autoral, claro, e seu autor tem o que dizer, como qualquer artista que se preza. Saber quem é o artista dirigindo isso aqui é tão importante quanto saber quem é Wagner Moura, um ator com A maiusculo que coloca Leonardo Di Caprio e Michael B. Jordan para comer poeira. KMF está no filme em cada cena, é possível perceber a cada momento a sua paixão pelo que está fazendo e o quanto o seu mundo interior é refletido na tela. Eu fico me perguntando onde Kleber termina e Marcelo começa. Esse é um dos primeiros sinais distintivos da arte: o artista reflete em sua arte seu mundo interior (aqui, devidamente bem situado na bela cidade de Recife) e vai além, criando uma obra com a qual outros, muitos outros, podem identificar-se.
Nesse sentido o filme transcende a simples crítica à ditadura, o que era o cerne de "Ainda Estou Aqui". Por isso O Agente Secreto é um filme muito maior que o (ótimo) filme de Walter Salles. A ditadura está ali, como pano de fundo, mas reduzida às suas reais dimensões, como uma daquelas coisas que insistem em querer tornar a nossa vida um fardo, mas não conseguindo cumprir seu objetivo porque é um fruto da mesquinhez, da pequenez, da estreiteza mental de alguns homens, e a maioria simplesmente aprende a viver como se ela não existisse (que é o tanto de consideração que ela merece).
Como um simples romance pode transcender os limites de seu gênero e se tornar uma obra icônica? Perguntemos à "Casablanca". Como um filme de "ação" pode pretender a imortalidade se é só mais um numa interminável fila de histórias idênticas? É isso o que tanta gente não entende no "Agente Secreto" e por isso crítica o filme por ser "parado", por ter um final anti-climático, etc. É como se você fosse obrigado a explicar para cada um desses críticos de ocasião que ISTO AQUI É ARTE, NÃO É ENTRETENIMENTO!, só assim talvez eles entendessem que estão pedindo do filme algo que ele não pode lhes dar. E o que ele pode lhes dar talvez seja mais do que eles merecem.
Estamos realmente num momento histórico do cinema nacional. Glauber Rocha amaria de paixão "O Agente Secreto". Um grande parabéns a todos os envolvidos, especialmente KMF e Wagner Moura. Uma realização impecável e um filme que merece ser emoldurado como uma obra de arte.
Sim, não se trata apenas de uma grande obra do cinema nacional, mas seguramente de um dos mais belas filmes já filmados no mundo.
Coisa do nível de um Cidadão Kane, de um Novecento ou de um Poderoso Chefão.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 314 Assista AgoraCaraca um monte de filme eles enfiam casal interracial na marra e aqui onde o esperado seria um casal interracial eles dão um jeito de colocar um cara branco pra interpretar o Heathcliff. Vai entender Hollywood.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraO que a gente precisa fazer para entender alguns comentários que lemos aqui? O filme é o mais premiado da história no país (63 prêmios e contando), foi ovacionado em Cannes, consagrou Wagner Moura internacionalmente e vai concorrer a quatro Oscars, mas ainda tem gente aqui questionando suas qualidades? Os maiores especialistas em cinema do mundo estão celebrando "O Agente Secreto", mas quem entendeu a real sobre o filme foi uma dúzia de gatos pingados no Filmow? Ou esse povo está assistindo o filme com o único propósito de criticar??
Seja como for, que fase do cinema nacional, não? Será que teremos outro fenômeno deste no ano que vem?
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraConfesso que me surpreendi com a indicação a filme do ano. O Wagner não é surpresa mais depois do Globo de Ouro, e é mais ator que Chalamet. Talvez, TALVEZ, a Academia decida reverter a injustiça do ano passado quando premiaram Mikey Madison no lugar de Fernanda Torres (muito mais atriz) e decidam enfim premiar um ator estrangeiro (há quanto tempo isso não acontece?).
Acho que deve levar ao menos um prêmio.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraEu já havia comentado anteriormente que Wagner Moura seria, muito provavelmente, o primeiro ator brasileiro a ganhar o Oscar.
Mas sério que será tão cedo assim?
Quando o Céu se Engana
3.2 133 Assista AgoraA capa é a quintessência do politicamente correto hollywoodiano: um branco, uma asiática, uma negra, um indiano (?) e um mestiço. Só falta um uniforme colorido para cada um e teremos um Power Rangers.