Uma empolgante novela. Acompanhei a reprise no Canal Viva em 2013 e gostei bastante. Revendo em Vale a Pena Ver de Novo, acompanhei só alguns trechos. Agora é curioso ver que as obras do Sílvio de Abreu e do Gilberto Braga, por melhor que seja a novela, sempre fracassam nessa faixa de reprise à tarde. Acho que as únicas bem sucedidas deles foram Vale Tudo e Rainha da Sucata nos anos 90 (e com exceção das novelas das 19h do Silvio).
Engraçado como a novela parte de uma premissa simples e consegue se desenvolver de forma marcante, emocionante, envolvente e imperdível. A novela não esfria, tem sempre ótimos ganchos. Claro que nem tudo são flores (a Bia chega a ser insuportável e a história do Eros é muito esquisita e nada haver) Mas em compensação, tem várias cenas marcantes (as viagens de Alexandre, Otávio e Diná, a telepatia de Estela e Diná, Estela sentindo a perda da Diná, o reencontro do Otávio e da Diná, enfim). Sem falar da música de abertura e da trilha internacional. Ligar a TV e não escutar mais "Linger", "I'll stand by you", "Why worry", "I miss you" em cenas de personagens que conquistaram a gente. Certamente, deixou um vazio nos fins de tarde da Globo.
Quando reprisou no Canal Viva, lá em 2011, eu via uns episódios e não gostava, achava chata e parada. Já quando reprisou no Vale a Pena em 2015 e em 2022, pude acompanhar melhor e vi como essa novela é incrível. Trilha sonora, direção de fotografia, atores, e o melhor de todos. o texto do Benedito. Totalmente inspirado, cheio de emoção (a cena do senador discursando para um plenário praticamente vazio e deixando cair lágrimas sobre o discurso no papel é marcante, assim como todas da primeira fase). Enfim, ver com novos olhos e um pouco mais velho fez a diferença. Fora que essa novela é sucesso toda vez que reprisa. Coisa boa é atemporal.
Gostei muito. Desde o começo sabia que ia ser um novelão daqueles, e foi. Apesar da extensa barriga e da demora pra Clarice recuperar a memória ( aqui, um verdadeiro teste de paciência), a direção e a carpintaria da autora seguraram as pontas, mostrando uma boa sintonia ente Natália e Alessandra. Personagens carismáticos, em atuações seguras. Maísa acertou a sua vilã em cheio (odiamos ela e depois torcemos pela sua redenção). Todos os vilões estavam impecáveis (inclusive o Cauê Campos com a Lília Cabral, excelente dobradinha). Os protagonistas esbanjaram química. Enquanto a trama central não corria, as histórias coadjuvantes seguraram bem a história (inclusive as vizinhas que viviam penduradas no telefone). Uma ótima novela das 6 dessa década.
Tem como desver? kkkk Eu já sabia que não ia prestar mesmo antes da estreia pela onda de remakes que vinham realizando, sem sucesso (vide Elas por Elas e Renascer) e pelo elenco. Mas ainda sim, achei que podia se sair um pouco melhor que as outras adaptações por conta da autora e do diretor. No decorrer dos meses vi que tinha me enganado: o elenco entregou tudo e a autora e os diretores entregaram ABSOLUTAMENTE nada. Vi o primeiro capítulo: a abertura fraca, a discussão entre a Fátima e o avô foi alterada pra nada ( a da primeira versão é uma aula de ética, moral e cidadania), trilha instrumental pífia (deixa a trama sem emoção e apagada) e encerramento PORCARIA (o preto e branco davam o charme junto com a instrumental do sambinha - de novo a emoção). Entendo que precisa-se alterar pra atualidade, mas deviam pensar no que vão alterar, se faz sentido e se será pra melhor. Se a resposta é não pra tudo, então deixa como está. No tocante a autora, achei que fosse uma boa escolha pela crítica social apresentada em Justiça (2016) e pela carpintaria de Amor de Mãe (2019). Mas aqui, nada fluiu bem. Ao mudar a composição dos personagens ela afetou diretamente a lógica da história. Primeiro que ela matou a premissa da novela, se valia e pena ser honesto no Brasil. Na versão dela parece que não, a vilã mór tá viva e passou incólume dos próprios crimes. Criticou o arco da Heleninha em 88 dizendo que era uma piada, mas no entanto a piada foi a história da Heleninha em 25. Enfim, não vou me alongar tanto, até porque nem vale a pena. Mas uma coisa é fato: Vale Tudo 88 está para o Oscar assim como Vale Tudo 25 está para a framboesa de ouro. Em suma, se alquém quiser assistir a alguma versão fique com a de 88, pois essa é uma trama atemporal. Diferente dessa descartável, feita pra ganhar likes em mídias sociais e que envelhecerá como leite.
Essa novela continua sendo boa e fazendo sucesso por onde passa. Vi pela primeira vez no Viva e agora novamente na Edição Especial. Como faz falta novelas bem contadas e desenvolvidas nos dias de hoje... Aqui tudo flui bem: texto, atores, direção, fotografia, trilha sonora nacional e internacional. Destaque para as atuações do elenco feminino da novela, principalmente: Regina Duarte, Carla Marins, Lília Cabral e Carolina Ferraz.
Revisto em Vale a Pena Ver de Novo entre 2024/2025. Em tempos de novelas ruins e medianas, só nos resta as Edições Especiais e o Vale a Pena pra podermos assistir as grandes novelas. Tudo funciona bem: elenco, direção, texto inspirado, a caracterização, trilha sonora. Novela excelente e de qualidade feito numa época com bem menos recursos e pessoas trabalhando. Não à toa que passado mais de 30 anos ainda faz sucesso, coisa boa é atemporal.
Uma delícia de assistir, com boa trilha sonora e lindas paisagens. Um remake bem feito, bem dirigido, bem escrito e com excelentes atuações. Vanessa e Malvino despontaram com o pé direito nessa novela. Agora, mesmo a Zuca sendo a protagonista título da obra, a impressão que fica é que a trama da Belinha e do Neco é que é a história principal, de tão boa e forte. Os atores esbanjaram química.
Visto na Edição Especial da globo, entre 2024 e 2025.
Até que é legalzinha. Mas teve umas partes que pulei, achei muito massante (na época era comum cenas longuíssimas) A abertura é contagiante e a trilha sonora é impecável, com vários hits dos anos 60.
Uma novela com todos os ingredientes da Janete Clair, mas uma pena que não podemos nos deleitar de todos os seus capítulos. Uma novela pesada, com muito drama, mas muito bem conduzida. Uma trama super feminista (aqui a Janete foi fundo nas questões de lutas e direitos paras as mulheres, com boas e excelentes críticas) Senti falta de tocarem mais músicas nesses capítulos. Assim como não gostei muito do quase monólogo entre a Bárbara Fazio e a Myriam Rios no 2º capítulo (embora uma prática comum na época). Apesar de ótimo texto e boa atuação, é muito massante kkkkk O personagem do Tarcísio Meira tbm, com tanto drama, quase não sorri, nem na cena do capítulo final. Fora isso, tudo vai bem na novela. Inclusive, o drama da Catucha e da Vívian na disputa pela guarda do menino. Aliás, me lembrou muito as novelas da Glória Perez (também pudera, seria pupila da Janete pouco depois).
É uma farofa, como toda e qualquer novela do Daniel Ortiz. Tem seus momentos divertidíssimos (com os núcleos da Andrômeda, do Júpiter e da Lupita), mas também tem suas cenas pra lá de forçadas e sem graça. A história começou bem, seguiu mal e depois deu uma melhorada da metade pro final, ficou mais assistível. Tanto que era a única produção no ar que eu tava acompanhando (Renascer me decepcionou e No Rancho Fundo era chatinha).
Pontos altos: a relação dos irmãos, a indecisão da Lupita (única boa do início ao fim), e ver a Jéssica sofrer depois que a Electra descobre as reais intenções dela e passa a se vingar de tudo que sofreu nas mãos da outra. Pontos baixos: A atuação do vilão Hans era bem forçada, assim como da vilã Jéssica. Além de não ter tido um final pra Catarina, da qual passei a gostar, e da Lupita não terminar junto com o Guto rsrsrsrs.
Curiosamente, lembro que na época eu preferia a reprise da Malhação 2000 no Viva do que essa que passava na Globo, embora ambas fossem escritas e dirigidas pelos mesmo autor e diretor. Só anos depois passei a desenvolver uma vontade de assistir ela, quando já era grande (por assistir não sendo mais um adolescente, não tive paciência pra muitas cenas rsrsrs)
Como pontos que percebi de diferença é que o Jacobina, após passar uma década trabalhando em conjunto com o Lombardi, adquiriu uma forma mais madura de escrita e tbm similar ao desse. E isso foi muito bom, uma vez que os mesmos entrechos de picuinha de adolescentes por si só já demonstrava desgaste. Ele ainda continuou tratando um tanto quanto raso o merchan social, mas dessa vez ele passou a incrementar histórias policiais, temas mais pesados (a trama da Raquel msm, super pesada e bem conduzida pro horário). Começou a trazer temas mais adultos pra essa temporada, que por sinal já estava de maior tbm (18ª temporada kkkk)
Mesmo não tendo praticamente atores adolescentes (o elenco em sua maioria era 20+), esses não fizeram feio, sendo uma escolha acertada. A trilha sonora é boa, as cenas são bem feitas, e a temática principal das classes sociais foi bem abordada (notando-se na abertura, nas passagens de cena, nos cenários e nos figurinos). Falando em cenário, a arquitetura do colégio sempre achei muito moderna e elegante, diferente de qualquer escola que já tenha visto.
Quanto aos personagens, gostei do Pedro e da Catarina e das suas respectivas famílias. O trio de amigas Lorelai, Cat e Babi. A história do Maicon e da Babi acho que enrolam demais, mas é inegável a química deles. A República, mesmo não sendo a mesma dos tempos do Múltipla Escolha, ainda diverte (as cenas com o Dodói são muito engraçadas, embora ache que ele podia ter tido um final melhor) e até mesmo o núcleo do colégio (amo quando eles tão discutindo qualquer tema e corta pra eles em diferentes grupos, em diferentes cenários dando a sua opinião kkkkk). A ótima abordagem quanto ao câncer de mama também foi um ponto a favor, bem explicadinho e detalhado (acredito que o único merchan bem feito). O Lúcio, um vilão odioso e que aos poucos, vai se revelando um mal-caráter sem qualquer escrúpulos
(Quem diria que ele se tornaria um traficante e que estaria nos principais conflitos da trama, o do Théo e o da Raquel)
Agora como pontos negativos sem dúvidas é a representatividade racial. Além de poucos atores negros tinha a hipersexualização do Maicon (toda hora aparecendo sem camisa, toda hora uma mulher tarando ele, dava um mês com uma e já aparecia outra no lugar pra repetir a mesma história. Sem dúvidas, total influência do Lombardi). Além de chatas eram pura enrolação, dá pra pular todas sem dó na consciência e sem comprometer o entendimento. Tbm não gostei da condução da Anjinha, após aprontar barbaridades a personagem, que era forte, vai perdendo fôlego e vira praticamente elenco de apoio. Mesma coisa com o Cadu, o Arthur, o Rafael. Enfim, personagens mal aproveitados. Aquela lenga lenga do Pedro atrás da Raquel também outra coisa irritante de se ver (o desenrolar da trama até que foi bom, cheia de suspense, mas a chatice do Pedro ninguém aguentava). Outra coisa que eu tbm não engolia era a Catarina ajudando a Raquel (salvo os momentos que envolviam o Rique) depois dela ter aprontado e provocado tanto a irmã.
Enfim, pra quem ainda for adolescente é válido acompanhar, os capítulos não duram meia hora e a história é bem dinâmica, além de ganhar tons de suspense depois que a Raquel entra.
Amei que enfim disponibilizaram essa trama do Maneco. Lamento que não tenha sido preservada da maneira correta, vendo os Fragmentos fica até um gostinho de quero mais. Mas enfim, vamos aos pontos:
- Abertura que marcou época S2 S2. Muito bem feita e que mostrava as tendências da época. Ficou bem parecido com um catálogo de moda praia. Fora que a logo é bem bonita - Os quatro primeiros capítulos são com o texto do Maneco. Primorosos e de falas afiadas, com exceção de algumas cenas do meio. Inclusive, quando o Lauro passa a escrever, nota-se bem a diferença. Não ficam ruins, ainda continuam bons, mas dá pra ver que é uma outra pegada. - A direção é inusitada kkkk não sei se é porquê já estou acostumado com o Ricardo Waddington e com o Jayme Monjardim, mas ver a dupla Jorge Fernando e Guel Arraes - tão conhecidos pelas futuras comédias rasgadas no horário das 19h - dentro de uma obra de crônica do cotidiano em pleno horário das 20h é um tanto quanto contrastante kkkkk De qualquer forma, deram certo, achei que casaram muito bem com a proposta jovem e moderna da novela. - Atores excelentes nos seus personagens. Muitos jovens estreantes e outros que estavam em seu segundo trabalho, mostraram força e atuaram de igual pra igual com os veteranos (algo que definitivamente, não temos hoje em dia, chega a dar pena). Destaque para Débora Bloch, que entrou pra o roll de meninas do Maneco que falam o que pensam e não tão nem aí se vão magoar o outro (nem mesmo se for a mãe), daquelas pestinhas que não sabem a diferença entre sinceridade e grosseria. Foram poucos os capítulos, mas que deixaram bem claro kkkk Uma coisa que discordo do Maneco é dele achar que a Flora tinha mais características com uma Helena do que a protagonista Rachel. Na minha opinião, a Rachel tem todos os ingredientes de uma Helena dele. - Trilha sonora esplendorosa, tanto a nacional quanto a internacional. São poucas as que conseguem esse feito viu, na minha opinião deveria ter batido recorde de vendagens. - Uma tristeza a morte precoce e tão repentina do Jardel. Ele tinha um excelente personagem. Inclusive, emocionante as cenas de homenagem feitas pra ele tanto o texto lido pelo Gianfrancesco quanto a fala da personagem da Irene Ravache.
Enfim, mesmo fragmentada, ainda assim vale a pena conferir. Visto no Globoplay, em: 24/06/24.
Finalmente depois de mil anos esperando essa novela, saiu a sua reprise no Viva ontem (24/06/2024). Assisti o primeiro capítulo, achei um tanto corrido as cenas e como se estivessem atropelando as situações
A mulher do Alfredo morre, aparece a família chorando em duas cenas e pronto, já tão na vida normal em questão de horas kkkkk Em outro momento uma família tem a casa inundada na região Sul do país e no dia seguinte já estão no Rio
Mas gostei do gancho do primeiro capítulo, com a protagonista sendo apresentada ao "diabo" e ficando na dúvida pra saber se ela aceita ou não.
Esperar pra ver agora como será o desenrolar. Visto no Globoplay, em: 25/06/24
Amei acompanhar essa novela, embora nem tudo tenha sido tão bom.
Depois de Paraíso Tropical, a qual gostei do início ao fim, fiquei ancioso pra iniciar a obra seguinte do Gilberto com o Linhares, Insensato Coração. Porém, já na primeira semana torci o nariz pra história principal. Além de não gostar do início do romance, foi difícil torcer por um casal que passou metade da novela separados, já tava enchendo a paciência.
Restou os núcleos paralelos e aquelas tramas desconexas, que também eram boas. Mas depois de um tempo até essas historinhas que pouco agregavam foram chateando. A da Carol então nem se fala. Personagem que funcionava melhor sozinha do que com o arrogante do André.
Quando ela formou par com o Raul, passei a torcer, depois que ela terminou com ele e voltou com o ex aí ficou impossível de acompanhar as cenas. Ficaram muito chatas, pulei todas dela até o fim da novela. Uma pena, pois eram uma excelente personagem no início.
Mas um ponto bem positivo foi a abordagem contra a homofobia, foi brilhante (pena que a novela seguinte tenha dado uma estragada). Altamente necessário terem mostrado bem esse universo, desde um preconceito na fala (visto como natural) até as agressões físicas, incluindo também cenas fora do âmbito do alívio cômico e a realização de uma cerimônia de união estável. Lindo <3
Ademais, só o que prende mesmo é você querer saber o que vai acontecer com a Norma e como ela vai sair da cadeia, além de como irá conseguir se vingar. Fora isso, o resto da novela vira quase uma aula de direito falando sobre ética, impunidade, brechas na lei, processos por N motivos. E isso não é um demérito, pelo contrário. Achei o máximo discutir esses assuntos em pleno horário nobre.
Parando pra analisar sob uma nova ótica, com essa novela o Gilberto encerra com louvor a discussão sobre ética no Brasil. Se em Vale Tudo os vilões se dão bem, em Insensato TODOS os vilões pagaram por cada crime que cometeram. Os autores não deixaram passar absolutamente NADA. Sinal de que queriam dizer que o país tinha mudado, ou ava mudando.
Achei muito bom que voltaram com o programa, se faz altamente necessário relembrar esses casos marcantes e procurar os culpados. O interessante dessa temporada é que os episódios levantam reflexões acerca do etarismo, da homofobia, do racismo. Cada episódio é temático, achei isso super interessante. Fora que no dia seguinte, no programa Encontro por exemplo, essa pauta ainda continuava na programação, reforçando o tema. Muito bom.
Apesar das críticas, eu gostei da novela, do casal Brisa e Oto, da evolução da Chiara, dos memes kkkkk Sem falar da temática da Inteligência Artificial e os seus desdobramentos em diferentes níveis. Muito bom
Foi maravilhoso poder acompanhar a saga da Juma e cia, dessa vez com uma nova roupagem. Uma das melhores do horário nobre como não se via há tempos. Assim como a primeira, já favoritei rsrsrs
Acompanhei alguns trechos no YouTube e é sim muito boa. Talvez pela quantidade de capítulos fique um pouco arrastada. Drica como a vilã "Violante" era terrível, muito diabólica. Fora as cenas de violência dessa novela, que foram bastante carregadas (o auge a sopa de gente).
Temporada maravilhosa e que abordou vários temas importantíssimos. Achei um erro eles começarem um tema e depois de concluírem, acabarem por esquecê-lo: # Helô nunca deu sinais de ser fumante, mas pelo fato de abordarem o tabagismo jogaram esse entrecho, depois era esquecido e a menina não tinha recaída, simplesmente se conscientizava; # Sócrates foi assunto por 10 capítulos, quando foi embora, no capítulo seguinte já nem lembravam mais dele e nem falavam sobre. Fora também que eram muito didáticos nas abordagens. Essa situação lembra o erro da temporada Vidas Brasileiras. Porém, ao contrário dessa o Emanuel Jacobina sabia conduzir melhor a sua história e os seus personagens.
O único tema que se manteve foi o da Érica ser portadora do HIV. Por sinal, maravilhosa abordagem. Ela já não era mais vilã (na minha opinião nunca foi, apenas era mimada e voluntariosa), mas funcionou como uma "redenção" em consequência de suas atitudes na temporada anterior (afinal, na fase "vilã" ela se envolvia com o Papa-léguas, que foi o responsável por tê-la contaminado). Lembro até que no final da temporada 1999 ela conversa com algum personagem no Guacamole e fala sobre o vírus, ainda sem saber o que viria pela frente. Situação semelhante ocorreu com a vilã Bia no final dessa temporada, que ao se envolver com o Perereca (em sua fase rebelde) acaba grávida dele, mas só descobre na temporada seguinte.
Fora o Cabeção, que começou com um personagem coadjuvante e entrou para a história do programa. Detalhe que ele durante o ensino médio parece ser "mais maduro" do que quando sai de lá. Nas fases 2003-2005 ele é um adulto infantilizado e que em muitas vezes enchia o saco ( ele tentando salvar a Luíza na temporada 2003 foi o cúmulo, nem o mocinho Vítor teve paciência com ele rsrsrs).
Maravilhoso programa (mais um dentre os vários da TV Cultura), com ótimas entrevistas (a maioria) e super relevante. Vale a pena conferir e ir ao canal no YouTube pra dar uma olhada em entrevistas antigas e também muito boas.
Novelão do começo ao fim. Um casal que você torce (Paloma e Marcos); Uma amizade de milhões ( Paloma e Alberto); Um vilão que a gente ama odiar (Diogo), só acertos. Fora também que a ideia de misturar as ações dos personagens com passagens da literatura era uma ideia brilhante. Eu mesmo só conheci "A Letra Escarlate" graças a novela e logo comprei o livro rsrsrs. Não sei se foi estratégia para incentivar a leitura, mas comigo deu mais que certo rsrsr
Umas das melhores novelas das 19h já exibidas. A começar pela trama central, que ao invés de ser um romance bobo é focado num grupo de 6 amigos, mostrando assim o drama de cada um. Fora também que tinha um núcleo cômico ótimo com a Ingrid Guimarães, Marisa Orth, Joaquim Lopes, a Ellen Roche ( com a sua mulher Mangaba). Só a trama da Malu Mader era um pouco enfadonha, mas o resto era um primor. Maria Adelaide Amaral mais uma vez acertando.
Rainha da Sucata
3.8 56Uma empolgante novela.
Acompanhei a reprise no Canal Viva em 2013 e gostei bastante. Revendo em Vale a Pena Ver de Novo, acompanhei só alguns trechos.
Agora é curioso ver que as obras do Sílvio de Abreu e do Gilberto Braga, por melhor que seja a novela, sempre fracassam nessa faixa de reprise à tarde. Acho que as únicas bem sucedidas deles foram Vale Tudo e Rainha da Sucata nos anos 90 (e com exceção das novelas das 19h do Silvio).
A Viagem
4.0 215 Assista AgoraEngraçado como a novela parte de uma premissa simples e consegue se desenvolver de forma marcante, emocionante, envolvente e imperdível.
A novela não esfria, tem sempre ótimos ganchos. Claro que nem tudo são flores (a Bia chega a ser insuportável e a história do Eros é muito esquisita e nada haver)
Mas em compensação, tem várias cenas marcantes (as viagens de Alexandre, Otávio e Diná, a telepatia de Estela e Diná, Estela sentindo a perda da Diná, o reencontro do Otávio e da Diná, enfim). Sem falar da música de abertura e da trilha internacional. Ligar a TV e não escutar mais "Linger", "I'll stand by you", "Why worry", "I miss you" em cenas de personagens que conquistaram a gente.
Certamente, deixou um vazio nos fins de tarde da Globo.
O Rei do Gado
3.8 111 Assista AgoraQuando reprisou no Canal Viva, lá em 2011, eu via uns episódios e não gostava, achava chata e parada.
Já quando reprisou no Vale a Pena em 2015 e em 2022, pude acompanhar melhor e vi como essa novela é incrível.
Trilha sonora, direção de fotografia, atores, e o melhor de todos. o texto do Benedito. Totalmente inspirado, cheio de emoção (a cena do senador discursando para um plenário praticamente vazio e deixando cair lágrimas sobre o discurso no papel é marcante, assim como todas da primeira fase).
Enfim, ver com novos olhos e um pouco mais velho fez a diferença. Fora que essa novela é sucesso toda vez que reprisa. Coisa boa é atemporal.
Garota do Momento
4.1 13Gostei muito. Desde o começo sabia que ia ser um novelão daqueles, e foi.
Apesar da extensa barriga e da demora pra Clarice recuperar a memória ( aqui, um verdadeiro teste de paciência), a direção e a carpintaria da autora seguraram as pontas, mostrando uma boa sintonia ente Natália e Alessandra.
Personagens carismáticos, em atuações seguras. Maísa acertou a sua vilã em cheio (odiamos ela e depois torcemos pela sua redenção). Todos os vilões estavam impecáveis (inclusive o Cauê Campos com a Lília Cabral, excelente dobradinha).
Os protagonistas esbanjaram química. Enquanto a trama central não corria, as histórias coadjuvantes seguraram bem a história (inclusive as vizinhas que viviam penduradas no telefone).
Uma ótima novela das 6 dessa década.
Vale Tudo
2.4 34 Assista AgoraTem como desver? kkkk
Eu já sabia que não ia prestar mesmo antes da estreia pela onda de remakes que vinham realizando, sem sucesso (vide Elas por Elas e Renascer) e pelo elenco. Mas ainda sim, achei que podia se sair um pouco melhor que as outras adaptações por conta da autora e do diretor. No decorrer dos meses vi que tinha me enganado: o elenco entregou tudo e a autora e os diretores entregaram ABSOLUTAMENTE nada.
Vi o primeiro capítulo: a abertura fraca, a discussão entre a Fátima e o avô foi alterada pra nada ( a da primeira versão é uma aula de ética, moral e cidadania), trilha instrumental pífia (deixa a trama sem emoção e apagada) e encerramento PORCARIA (o preto e branco davam o charme junto com a instrumental do sambinha - de novo a emoção). Entendo que precisa-se alterar pra atualidade, mas deviam pensar no que vão alterar, se faz sentido e se será pra melhor. Se a resposta é não pra tudo, então deixa como está.
No tocante a autora, achei que fosse uma boa escolha pela crítica social apresentada em Justiça (2016) e pela carpintaria de Amor de Mãe (2019). Mas aqui, nada fluiu bem. Ao mudar a composição dos personagens ela afetou diretamente a lógica da história. Primeiro que ela matou a premissa da novela, se valia e pena ser honesto no Brasil. Na versão dela parece que não, a vilã mór tá viva e passou incólume dos próprios crimes. Criticou o arco da Heleninha em 88 dizendo que era uma piada, mas no entanto a piada foi a história da Heleninha em 25.
Enfim, não vou me alongar tanto, até porque nem vale a pena. Mas uma coisa é fato: Vale Tudo 88 está para o Oscar assim como Vale Tudo 25 está para a framboesa de ouro. Em suma, se alquém quiser assistir a alguma versão fique com a de 88, pois essa é uma trama atemporal. Diferente dessa descartável, feita pra ganhar likes em mídias sociais e que envelhecerá como leite.
História de Amor
3.6 46 Assista AgoraEssa novela continua sendo boa e fazendo sucesso por onde passa. Vi pela primeira vez no Viva e agora novamente na Edição Especial.
Como faz falta novelas bem contadas e desenvolvidas nos dias de hoje...
Aqui tudo flui bem: texto, atores, direção, fotografia, trilha sonora nacional e internacional.
Destaque para as atuações do elenco feminino da novela, principalmente: Regina Duarte, Carla Marins, Lília Cabral e Carolina Ferraz.
Tieta
4.2 84 Assista AgoraRevisto em Vale a Pena Ver de Novo entre 2024/2025.
Em tempos de novelas ruins e medianas, só nos resta as Edições Especiais e o Vale a Pena pra podermos assistir as grandes novelas.
Tudo funciona bem: elenco, direção, texto inspirado, a caracterização, trilha sonora.
Novela excelente e de qualidade feito numa época com bem menos recursos e pessoas trabalhando. Não à toa que passado mais de 30 anos ainda faz sucesso, coisa boa é atemporal.
Cabocla
3.4 85Uma delícia de assistir, com boa trilha sonora e lindas paisagens.
Um remake bem feito, bem dirigido, bem escrito e com excelentes atuações. Vanessa e Malvino despontaram com o pé direito nessa novela.
Agora, mesmo a Zuca sendo a protagonista título da obra, a impressão que fica é que a trama da Belinha e do Neco é que é a história principal, de tão boa e forte. Os atores esbanjaram química.
Visto na Edição Especial da globo, entre 2024 e 2025.
Estúpido Cupido
4.0 4Até que é legalzinha.
Mas teve umas partes que pulei, achei muito massante (na época era comum cenas longuíssimas)
A abertura é contagiante e a trilha sonora é impecável, com vários hits dos anos 60.
Visto no globoplay: 23|12|24
Coração Alado
3.3 4Uma novela com todos os ingredientes da Janete Clair, mas uma pena que não podemos nos deleitar de todos os seus capítulos.
Uma novela pesada, com muito drama, mas muito bem conduzida.
Uma trama super feminista (aqui a Janete foi fundo nas questões de lutas e direitos paras as mulheres, com boas e excelentes críticas)
Senti falta de tocarem mais músicas nesses capítulos. Assim como não gostei muito do quase monólogo entre a Bárbara Fazio e a Myriam Rios no 2º capítulo (embora uma prática comum na época). Apesar de ótimo texto e boa atuação, é muito massante kkkkk
O personagem do Tarcísio Meira tbm, com tanto drama, quase não sorri, nem na cena do capítulo final.
Fora isso, tudo vai bem na novela. Inclusive, o drama da Catucha e da Vívian na disputa pela guarda do menino. Aliás, me lembrou muito as novelas da Glória Perez (também pudera, seria pupila da Janete pouco depois).
Visto no Globoplay: 09/12/24
Família é Tudo
2.8 11É uma farofa, como toda e qualquer novela do Daniel Ortiz. Tem seus momentos divertidíssimos (com os núcleos da Andrômeda, do Júpiter e da Lupita), mas também tem suas cenas pra lá de forçadas e sem graça.
A história começou bem, seguiu mal e depois deu uma melhorada da metade pro final, ficou mais assistível. Tanto que era a única produção no ar que eu tava acompanhando (Renascer me decepcionou e No Rancho Fundo era chatinha).
Pontos altos: a relação dos irmãos, a indecisão da Lupita (única boa do início ao fim), e ver a Jéssica sofrer depois que a Electra descobre as reais intenções dela e passa a se vingar de tudo que sofreu nas mãos da outra.
Pontos baixos: A atuação do vilão Hans era bem forçada, assim como da vilã Jéssica. Além de não ter tido um final pra Catarina, da qual passei a gostar, e da Lupita não terminar junto com o Guto rsrsrsrs.
Malhação 2010
3.1 199Curiosamente, lembro que na época eu preferia a reprise da Malhação 2000 no Viva do que essa que passava na Globo, embora ambas fossem escritas e dirigidas pelos mesmo autor e diretor.
Só anos depois passei a desenvolver uma vontade de assistir ela, quando já era grande (por assistir não sendo mais um adolescente, não tive paciência pra muitas cenas rsrsrs)
Como pontos que percebi de diferença é que o Jacobina, após passar uma década trabalhando em conjunto com o Lombardi, adquiriu uma forma mais madura de escrita e tbm similar ao desse. E isso foi muito bom, uma vez que os mesmos entrechos de picuinha de adolescentes por si só já demonstrava desgaste. Ele ainda continuou tratando um tanto quanto raso o merchan social, mas dessa vez ele passou a incrementar histórias policiais, temas mais pesados (a trama da Raquel msm, super pesada e bem conduzida pro horário). Começou a trazer temas mais adultos pra essa temporada, que por sinal já estava de maior tbm (18ª temporada kkkk)
Mesmo não tendo praticamente atores adolescentes (o elenco em sua maioria era 20+), esses não fizeram feio, sendo uma escolha acertada.
A trilha sonora é boa, as cenas são bem feitas, e a temática principal das classes sociais foi bem abordada (notando-se na abertura, nas passagens de cena, nos cenários e nos figurinos). Falando em cenário, a arquitetura do colégio sempre achei muito moderna e elegante, diferente de qualquer escola que já tenha visto.
Quanto aos personagens, gostei do Pedro e da Catarina e das suas respectivas famílias. O trio de amigas Lorelai, Cat e Babi. A história do Maicon e da Babi acho que enrolam demais, mas é inegável a química deles. A República, mesmo não sendo a mesma dos tempos do Múltipla Escolha, ainda diverte (as cenas com o Dodói são muito engraçadas, embora ache que ele podia ter tido um final melhor) e até mesmo o núcleo do colégio (amo quando eles tão discutindo qualquer tema e corta pra eles em diferentes grupos, em diferentes cenários dando a sua opinião kkkkk).
A ótima abordagem quanto ao câncer de mama também foi um ponto a favor, bem explicadinho e detalhado (acredito que o único merchan bem feito).
O Lúcio, um vilão odioso e que aos poucos, vai se revelando um mal-caráter sem qualquer escrúpulos
(Quem diria que ele se tornaria um traficante e que estaria nos principais conflitos da trama, o do Théo e o da Raquel)
Agora como pontos negativos sem dúvidas é a representatividade racial. Além de poucos atores negros tinha a hipersexualização do Maicon (toda hora aparecendo sem camisa, toda hora uma mulher tarando ele, dava um mês com uma e já aparecia outra no lugar pra repetir a mesma história. Sem dúvidas, total influência do Lombardi). Além de chatas eram pura enrolação, dá pra pular todas sem dó na consciência e sem comprometer o entendimento.
Tbm não gostei da condução da Anjinha, após aprontar barbaridades a personagem, que era forte, vai perdendo fôlego e vira praticamente elenco de apoio. Mesma coisa com o Cadu, o Arthur, o Rafael. Enfim, personagens mal aproveitados.
Aquela lenga lenga do Pedro atrás da Raquel também outra coisa irritante de se ver (o desenrolar da trama até que foi bom, cheia de suspense, mas a chatice do Pedro ninguém aguentava). Outra coisa que eu tbm não engolia era a Catarina ajudando a Raquel (salvo os momentos que envolviam o Rique) depois dela ter aprontado e provocado tanto a irmã.
Enfim, pra quem ainda for adolescente é válido acompanhar, os capítulos não duram meia hora e a história é bem dinâmica, além de ganhar tons de suspense depois que a Raquel entra.
Visto no Globoplay: 17|11|2024.
Sol de Verão
3.5 9Amei que enfim disponibilizaram essa trama do Maneco. Lamento que não tenha sido preservada da maneira correta, vendo os Fragmentos fica até um gostinho de quero mais. Mas enfim, vamos aos pontos:
- Abertura que marcou época S2 S2. Muito bem feita e que mostrava as tendências da época. Ficou bem parecido com um catálogo de moda praia. Fora que a logo é bem bonita
- Os quatro primeiros capítulos são com o texto do Maneco. Primorosos e de falas afiadas, com exceção de algumas cenas do meio. Inclusive, quando o Lauro passa a escrever, nota-se bem a diferença. Não ficam ruins, ainda continuam bons, mas dá pra ver que é uma outra pegada.
- A direção é inusitada kkkk não sei se é porquê já estou acostumado com o Ricardo Waddington e com o Jayme Monjardim, mas ver a dupla Jorge Fernando e Guel Arraes - tão conhecidos pelas futuras comédias rasgadas no horário das 19h - dentro de uma obra de crônica do cotidiano em pleno horário das 20h é um tanto quanto contrastante kkkkk De qualquer forma, deram certo, achei que casaram muito bem com a proposta jovem e moderna da novela.
- Atores excelentes nos seus personagens. Muitos jovens estreantes e outros que estavam em seu segundo trabalho, mostraram força e atuaram de igual pra igual com os veteranos (algo que definitivamente, não temos hoje em dia, chega a dar pena). Destaque para Débora Bloch, que entrou pra o roll de meninas do Maneco que falam o que pensam e não tão nem aí se vão magoar o outro (nem mesmo se for a mãe), daquelas pestinhas que não sabem a diferença entre sinceridade e grosseria. Foram poucos os capítulos, mas que deixaram bem claro kkkk Uma coisa que discordo do Maneco é dele achar que a Flora tinha mais características com uma Helena do que a protagonista Rachel. Na minha opinião, a Rachel tem todos os ingredientes de uma Helena dele.
- Trilha sonora esplendorosa, tanto a nacional quanto a internacional. São poucas as que conseguem esse feito viu, na minha opinião deveria ter batido recorde de vendagens.
- Uma tristeza a morte precoce e tão repentina do Jardel. Ele tinha um excelente personagem. Inclusive, emocionante as cenas de homenagem feitas pra ele tanto o texto lido pelo Gianfrancesco quanto a fala da personagem da Irene Ravache.
Enfim, mesmo fragmentada, ainda assim vale a pena conferir.
Visto no Globoplay, em: 24/06/24.
Corpo a Corpo
3.9 9Finalmente depois de mil anos esperando essa novela, saiu a sua reprise no Viva ontem (24/06/2024).
Assisti o primeiro capítulo, achei um tanto corrido as cenas e como se estivessem atropelando as situações
A mulher do Alfredo morre, aparece a família chorando em duas cenas e pronto, já tão na vida normal em questão de horas kkkkk
Em outro momento uma família tem a casa inundada na região Sul do país e no dia seguinte já estão no Rio
Mas gostei do gancho do primeiro capítulo, com a protagonista sendo apresentada ao "diabo" e ficando na dúvida pra saber se ela aceita ou não.
Esperar pra ver agora como será o desenrolar.
Visto no Globoplay, em: 25/06/24
A Escrava Isaura
3.6 51Essa versão ficou ótima. Na minha opinião, superou a primeira versão.
Trilha sonora boa, direção boa, elenco afiado. O que incomodou às vezes foi o texto, um tanto didático, porém dá super pra relevar.
Ademais, a pesquisa pra essa novela foi muito bem feita, incluindo fatos e figuras da época, como a Fera de Macabu.
Vi várias vezes, a primeira num canal a cabo da Sky, acho que era a FOX, depois nas reprises da Record.
Insensato Coração
3.3 193Amei acompanhar essa novela, embora nem tudo tenha sido tão bom.
Depois de Paraíso Tropical, a qual gostei do início ao fim, fiquei ancioso pra iniciar a obra seguinte do Gilberto com o Linhares, Insensato Coração. Porém, já na primeira semana torci o nariz pra história principal. Além de não gostar do início do romance, foi difícil torcer por um casal que passou metade da novela separados, já tava enchendo a paciência.
Mas depois fica bom quando se juntam contra o Léo
Restou os núcleos paralelos e aquelas tramas desconexas, que também eram boas. Mas depois de um tempo até essas historinhas que pouco agregavam foram chateando. A da Carol então nem se fala. Personagem que funcionava melhor sozinha do que com o arrogante do André.
Quando ela formou par com o Raul, passei a torcer, depois que ela terminou com ele e voltou com o ex aí ficou impossível de acompanhar as cenas. Ficaram muito chatas, pulei todas dela até o fim da novela. Uma pena, pois eram uma excelente personagem no início.
Ademais, só o que prende mesmo é você querer saber o que vai acontecer com a Norma e como ela vai sair da cadeia, além de como irá conseguir se vingar. Fora isso, o resto da novela vira quase uma aula de direito falando sobre ética, impunidade, brechas na lei, processos por N motivos. E isso não é um demérito, pelo contrário. Achei o máximo discutir esses assuntos em pleno horário nobre.
Parando pra analisar sob uma nova ótica, com essa novela o Gilberto encerra com louvor a discussão sobre ética no Brasil. Se em Vale Tudo os vilões se dão bem, em Insensato TODOS os vilões pagaram por cada crime que cometeram. Os autores não deixaram passar absolutamente NADA. Sinal de que queriam dizer que o país tinha mudado, ou ava mudando.
Linha Direta (1ª Temporada)
3.8 23Achei muito bom que voltaram com o programa, se faz altamente necessário relembrar esses casos marcantes e procurar os culpados. O interessante dessa temporada é que os episódios levantam reflexões acerca do etarismo, da homofobia, do racismo. Cada episódio é temático, achei isso super interessante. Fora que no dia seguinte, no programa Encontro por exemplo, essa pauta ainda continuava na programação, reforçando o tema. Muito bom.
Travessia
2.3 17Apesar das críticas, eu gostei da novela, do casal Brisa e Oto, da evolução da Chiara, dos memes kkkkk
Sem falar da temática da Inteligência Artificial e os seus desdobramentos em diferentes níveis. Muito bom
Pantanal
4.2 51 Assista AgoraFoi maravilhoso poder acompanhar a saga da Juma e cia, dessa vez com uma nova roupagem. Uma das melhores do horário nobre como não se via há tempos. Assim como a primeira, já favoritei rsrsrs
Xica da Silva
3.9 122Acompanhei alguns trechos no YouTube e é sim muito boa. Talvez pela quantidade de capítulos fique um pouco arrastada.
Drica como a vilã "Violante" era terrível, muito diabólica. Fora as cenas de violência dessa novela, que foram bastante carregadas (o auge a sopa de gente).
Malhação 2000
3.3 61Temporada maravilhosa e que abordou vários temas importantíssimos.
Achei um erro eles começarem um tema e depois de concluírem, acabarem por esquecê-lo:
# Helô nunca deu sinais de ser fumante, mas pelo fato de abordarem o tabagismo jogaram esse entrecho, depois era esquecido e a menina não tinha recaída, simplesmente se conscientizava;
# Sócrates foi assunto por 10 capítulos, quando foi embora, no capítulo seguinte já nem lembravam mais dele e nem falavam sobre.
Fora também que eram muito didáticos nas abordagens.
Essa situação lembra o erro da temporada Vidas Brasileiras. Porém, ao contrário dessa o Emanuel Jacobina sabia conduzir melhor a sua história e os seus personagens.
O único tema que se manteve foi o da Érica ser portadora do HIV. Por sinal, maravilhosa abordagem. Ela já não era mais vilã (na minha opinião nunca foi, apenas era mimada e voluntariosa), mas funcionou como uma "redenção" em consequência de suas atitudes na temporada anterior (afinal, na fase "vilã" ela se envolvia com o Papa-léguas, que foi o responsável por tê-la contaminado). Lembro até que no final da temporada 1999 ela conversa com algum personagem no Guacamole e fala sobre o vírus, ainda sem saber o que viria pela frente.
Situação semelhante ocorreu com a vilã Bia no final dessa temporada, que ao se envolver com o Perereca (em sua fase rebelde) acaba grávida dele, mas só descobre na temporada seguinte.
Fora o Cabeção, que começou com um personagem coadjuvante e entrou para a história do programa. Detalhe que ele durante o ensino médio parece ser "mais maduro" do que quando sai de lá. Nas fases 2003-2005 ele é um adulto infantilizado e que em muitas vezes enchia o saco ( ele tentando salvar a Luíza na temporada 2003 foi o cúmulo, nem o mocinho Vítor teve paciência com ele rsrsrs).
Roda Viva
4.3 3Maravilhoso programa (mais um dentre os vários da TV Cultura), com ótimas entrevistas (a maioria) e super relevante. Vale a pena conferir e ir ao canal no YouTube pra dar uma olhada em entrevistas antigas e também muito boas.
Bom Sucesso
4.1 27Novelão do começo ao fim.
Um casal que você torce (Paloma e Marcos); Uma amizade de milhões ( Paloma e Alberto); Um vilão que a gente ama odiar (Diogo), só acertos.
Fora também que a ideia de misturar as ações dos personagens com passagens da literatura era uma ideia brilhante. Eu mesmo só conheci "A Letra Escarlate" graças a novela e logo comprei o livro rsrsrs. Não sei se foi estratégia para incentivar a leitura, mas comigo deu mais que certo rsrsr
Sangue Bom
3.6 87Umas das melhores novelas das 19h já exibidas.
A começar pela trama central, que ao invés de ser um romance bobo é focado num grupo de 6 amigos, mostrando assim o drama de cada um.
Fora também que tinha um núcleo cômico ótimo com a Ingrid Guimarães, Marisa Orth, Joaquim Lopes, a Ellen Roche ( com a sua mulher Mangaba).
Só a trama da Malu Mader era um pouco enfadonha, mas o resto era um primor.
Maria Adelaide Amaral mais uma vez acertando.