A sequência inicial com o jogo de luz na noite acompanhando alguns personagens na descida da escada é de uma beleza infinita. Jean Gabin sempre perfeito como o malandro francês.
Uma espécie de O grande Gatsby do século XVIII, ou um primeiro épico do homem da classe burguesa em tentativa de ascensão, um retrato histórico do início da queda da nobreza para o advento da burguesia
Fazia tempo que eu não assistia um filme com tantas atuações tão bem feitas. A cena final, tudo dito através dos olhares. A intensidade contida dos personagens, a conexão subterrânea entre eles todos, os choques entre gerações, a dificuldade de digerir os traumas acumulados pela família, que ao final está invariavelmente interligada. Vale cada segundo. Perfeito
Atuações impecáveis! O ritmo do filme consegue simular o possível ritmo do que foi o período final da vida de Proust (momentos de agonia associados a momentos de euforia e promessas), nos levando para dentro de sua casa e da relação que estabeleceu com sua empregada.
Essa história é simplesmente perfeita, inspiradora e forte. O documentário é excelente, souberam contar a história do começo ao fim de maneira envolvente. Amei os momentos em que as cenas ficavam mudas. Enfim, assistam, assistam!
Um presente para o cinema documental brasileiro, esse filme tinha que ser mais visto. É crítico, cru, muito imersivo, além de expor todas as camadas da violência que essas famílias sofrem desde sempre.
Afora toda a polêmica em torno do filme, para mim a qualidade dele está concentrada nos 30 minutos finais. Eu achei que o carnaval fosse ser representado em sua grandiosidade, e na verdade foi filmado de maneira - como dizer? - caótica. As pessoas umas por cima das outras, dançando de maneira frenética e sem ritmo, se empurrando. Até porque a proposta era representar o carnaval do morro, e esse pessoal faz o carnaval muito a sério, com muito trabalho ao longo do ano, enfim, eu realmente esperava que a própria visão do carnaval fosse estereotipada, mas mais próxima ao real. Os figurinos e a filmagem a cores acabam não compensando. O que costumamos ver no carnaval é ritmo e cadência, amplitude, coerência, cores. Acho que o filme perdeu muito não mostrando isso - e vejam que essa nem é uma crítica propriamente ao olhar colonialista.
O final sim é bem interessante, com o Orfeu se perdendo nas burocracias e nos labirintos dos cartórios e das delegacias para encontrar Euridice. Ou o momento catártico dentro do terreiro, Orfeu enlouquecendo pelas ruas. Esse final trágico sim, a cena final com as crianças cantando e dançando. Mas quanto ao restante, eu acho que realmente esperava mais.
Mais um dos estereótipos complexos desse filme: a dicotomia de homem (másculo, violento, traficante, poderoso) e mulher (gentil, delicada, generosa, mais calma e controlada). Tudo que o movimento trans e feminista tentam desconstruir. Emilia se torna tudo que Manitas não era, como se sua violência e imposições pela força fossem suprimidas no papel feminino, como se fosse uma alteração de caráter. Olha, complexo
Um dragão sofisticado desses não é para qualquer equipe não. O figurino, os cabelos, perucas e maquiagem me remeteram muito a Bauhaus, escola fundada mais ou menos no mesmo período e de forte característica estética, com assuntos geométricos e coloridos. Um filme escandalosamente lindo, difícil de encontrar tamanho empenho e cuidado ainda nos filmes de hoje.
Fora os cenários deslumbrantes - sem estereótipos como vemos na maioria das vezes - e nos depararmos com o Rio e Brasília nos anos 60, eu sempre gosto de ver heróis mais realistas (como no primeiro 007, nunca mais se fez heróis assim depois). Françoise Dorléac está perfeita e o filme é leve, muito leve e divertido.
Não sou dos filmes de romance, mas esse tem um contexto social do pós-guerra que o torna diferente. A cena em que ambos se conhecem é realmente uma das cenas mais lindas que já vi, inesquecível o olhar do Montand para ela. Depois eles dançando em meio às esculturas, o gatinho com os filhotes, as coincidências que os unem (e posteriormente os desunem também, as mesmas coincidências). A história é linda, poética realmente.
Também o maltrapilho que personifica o destino e sai feito um oráculo avisando das tragédias que todos se negam a reconhecer. As crianças, a família repleta de crianças do pós-guerra. Que filme lindo! O melhor do Carné que assisti até agora.
Ainda não me decidi o quanto esse tom apelativo me incomodou realmente. Era necessário? Não era (sobretudo os últimos 20 minutos). Talvez deixe estupidamente óbvio para o espectador qual a moral da história? Deixa. Mas ninguém vai assistir esse filme enganado, todo mundo sabe que está ali para ver um gore. Então me parece ok o incomodo, mas não se pode chamar de desonesto
A cena em que a tia (de luto? Em busca de redenção?), o menino jovem, esfomeado e desempregado, a advogada trans e uma noiva com seus convidados estão todos dançando juntos no restaurante é tão linda, de uma sensibilidade e delicadeza tão grandes. Achei muito tocante
O subtítulo deveria ser: o quanto um governo pode ser negligente com a vida (humana e não humana) em nome da “liberdade de mercado”. Só consegui pensar: cadê a fiscalização? E as multas? Por que o parque não foi fechado ainda? EUA terra de ninguém, literalmente, qualquer um faz o que quiser, chega a ser ridículo de quão óbvia a resolução da questão poderia ser em algumas das circunstâncias do filme
Para mim a dicotomia maior é muito mais entre ela ser uma imigrante, uma coreana-americana e entrar em contato com o que ela teria sido se tivesse permanecido coreana-coreana. Acho que não entra tanto no debate de “qual dos dois ela escolheu?” porque de fato ela não “escolheu” nada aos 12 anos. Enfim, não entrei tanto assim nessa vibe toda que tem nos comentários
Uma pena que uma obra tão sensível e brasileira quanto essa tenha uma adaptação assim. Ficou totalmente datada (a Ana Terra com calça boca de sino e botinhas de discoteca é de rir e de chorar). A minha cena favorita e meio psicodélica é a do Pedro Missioneiro tocando a flauta, mas ainda assim acho que nem a Rossana Ghessa e nem o Geraldo del Rey convencem como Ana Terra e Pedro Missioneiro. Então fico no aguardo - uma obra dessas merece um filme exclusivo para ela e com uma entrega total
É curioso como ao mesmo tempo em que em diversas cenas ele diz em voz-off que a Tokyo dos anos 80 é muito diferente da Tokyo dos anos 40-60 de Ozu, as filmagens todas parecem perfeitamente com as dos filmes do Ozu, como se essa distância toda não existisse, como se o que determinasse o olhar fosse apenas quem o produz. Em tempo: excelente trilha sonora
Repleto de analogias, metáforas e reflexões. O arqueólogo-adivinho-mago que volta à cidade que viveu com sua amada para escavar (antigos túmulos ou memórias?), que tenta viver em meio aos amigos que o amam mas não o compreendem, que está lidando com as perdas, que vê em uma escultura etrusca sua amada e também a traficante de arte misteriosa, que tenta se livrar do que o persegue voltando-se para a terra. Atuações brilhantes, impressionante como a dupla Josh O’connor e Carol Duarte fizeram esse filme ainda melhor, além da sempre perfeita Isabella Rossellini. Inclusive amei ver as inversões, não só nos espelhos (naturais ou artificiais) que aparecem, mas também na professora-senhora que acha que está se usando da aluna, mas no fim é ela a usada. Enfim, tantas camadas. Maravilhoso, maravilhoso
Um excelente retrato sobre o que é estar desconfortável e fora do padrão, ainda sem ter amadurecido o suficiente para saber onde ou o que prefere, sobre quais amizades prefere perto, como discernir aqueles que te querem bem ou como estar confortável em se colocar. Acho que uma pessoa da minha geração consegue se ver em muitas das circunstâncias e dilemas vividos pela protagonista. Se a intenção era essa, realmente, está aí um belo retrato dessa fase de passagem e transição
Amei que nenhuma das músicas da trilha sonora é do Elvis. Achei uma maneira sútil (ou nem tanto) de mostrar de outras maneiras que o filme não era sobre ele. Apesar de eu não ter gostado da atuação da Cailee Spainey (nas cenas mais dramáticas ou de choro intenso ela parecia retraída demais, não sei se foi orientada a ser assim ou se de fato faltou uma amplitude dramática da parte dela), gostei da direção e da busca por trazer essa relação complexa e que tinha tudo para durar décadas em um ciclo destrutivo (ainda bem que não durou). Se o desenvolvimento da história é entediante e sem brilho, acredito que seja por conta da própria realidade mesmo. O cara passava meses e mais meses fora de casa, tendo caso com metade da cidade, voltava apenas para dormir e usar drogas… não é entediante mesmo? Ele queria um objeto.
Último ponto (que combina com o primeiro): amei a música final no original com a Dolly Parton. Bela música de rompimento na voz de uma diva dessas.
A Tragédia de Moriah Wilson
3.5 12 Assista AgoraQue documentário sensível e respeitoso. A família é tão tocante, tão bem retratada, achei de uma amorosidade única. Caindo em lágrimas aqui
Sublime Obsessão
3.9 46 Assista AgoraAquele melodrama que a gente gosta!
O Submundo
4.0 5A sequência inicial com o jogo de luz na noite acompanhando alguns personagens na descida da escada é de uma beleza infinita. Jean Gabin sempre perfeito como o malandro francês.
Barry Lyndon
4.2 415 Assista AgoraUma espécie de O grande Gatsby do século XVIII, ou um primeiro épico do homem da classe burguesa em tentativa de ascensão, um retrato histórico do início da queda da nobreza para o advento da burguesia
Valor Sentimental
3.9 384 Assista AgoraFazia tempo que eu não assistia um filme com tantas atuações tão bem feitas. A cena final, tudo dito através dos olhares. A intensidade contida dos personagens, a conexão subterrânea entre eles todos, os choques entre gerações, a dificuldade de digerir os traumas acumulados pela família, que ao final está invariavelmente interligada. Vale cada segundo. Perfeito
Céleste
3.8 1Atuações impecáveis! O ritmo do filme consegue simular o possível ritmo do que foi o período final da vida de Proust (momentos de agonia associados a momentos de euforia e promessas), nos levando para dentro de sua casa e da relação que estabeleceu com sua empregada.
O Presidente Surdo
4.1 3 Assista AgoraEssa história é simplesmente perfeita, inspiradora e forte. O documentário é excelente, souberam contar a história do começo ao fim de maneira envolvente. Amei os momentos em que as cenas ficavam mudas. Enfim, assistam, assistam!
Wilsinho Galiléia
4.0 7Um presente para o cinema documental brasileiro, esse filme tinha que ser mais visto. É crítico, cru, muito imersivo, além de expor todas as camadas da violência que essas famílias sofrem desde sempre.
Orfeu do Carnaval
3.7 133 Assista AgoraAfora toda a polêmica em torno do filme, para mim a qualidade dele está concentrada nos 30 minutos finais. Eu achei que o carnaval fosse ser representado em sua grandiosidade, e na verdade foi filmado de maneira - como dizer? - caótica. As pessoas umas por cima das outras, dançando de maneira frenética e sem ritmo, se empurrando. Até porque a proposta era representar o carnaval do morro, e esse pessoal faz o carnaval muito a sério, com muito trabalho ao longo do ano, enfim, eu realmente esperava que a própria visão do carnaval fosse estereotipada, mas mais próxima ao real. Os figurinos e a filmagem a cores acabam não compensando. O que costumamos ver no carnaval é ritmo e cadência, amplitude, coerência, cores. Acho que o filme perdeu muito não mostrando isso - e vejam que essa nem é uma crítica propriamente ao olhar colonialista.
O final sim é bem interessante, com o Orfeu se perdendo nas burocracias e nos labirintos dos cartórios e das delegacias para encontrar Euridice. Ou o momento catártico dentro do terreiro, Orfeu enlouquecendo pelas ruas. Esse final trágico sim, a cena final com as crianças cantando e dançando. Mas quanto ao restante, eu acho que realmente esperava mais.
Emilia Pérez
2.4 483 Assista AgoraMais um dos estereótipos complexos desse filme: a dicotomia de homem (másculo, violento, traficante, poderoso) e mulher (gentil, delicada, generosa, mais calma e controlada). Tudo que o movimento trans e feminista tentam desconstruir. Emilia se torna tudo que Manitas não era, como se sua violência e imposições pela força fossem suprimidas no papel feminino, como se fosse uma alteração de caráter. Olha, complexo
Os Nibelungos Parte 1 - A Morte de Siegfried
4.3 29 Assista AgoraUm dragão sofisticado desses não é para qualquer equipe não. O figurino, os cabelos, perucas e maquiagem me remeteram muito a Bauhaus, escola fundada mais ou menos no mesmo período e de forte característica estética, com assuntos geométricos e coloridos. Um filme escandalosamente lindo, difícil de encontrar tamanho empenho e cuidado ainda nos filmes de hoje.
O Homem do Rio
3.5 23Fora os cenários deslumbrantes - sem estereótipos como vemos na maioria das vezes - e nos depararmos com o Rio e Brasília nos anos 60, eu sempre gosto de ver heróis mais realistas (como no primeiro 007, nunca mais se fez heróis assim depois). Françoise Dorléac está perfeita e o filme é leve, muito leve e divertido.
Portas da Noite
3.7 5 Assista AgoraNão sou dos filmes de romance, mas esse tem um contexto social do pós-guerra que o torna diferente. A cena em que ambos se conhecem é realmente uma das cenas mais lindas que já vi, inesquecível o olhar do Montand para ela. Depois eles dançando em meio às esculturas, o gatinho com os filhotes, as coincidências que os unem (e posteriormente os desunem também, as mesmas coincidências). A história é linda, poética realmente.
Também o maltrapilho que personifica o destino e sai feito um oráculo avisando das tragédias que todos se negam a reconhecer. As crianças, a família repleta de crianças do pós-guerra. Que filme lindo! O melhor do Carné que assisti até agora.
Ela
4.2 5,8K Assista AgoraUm filme com essa proposta de filmagem tinha que ter um ator de alto calibre para dar conta. Joaquin Phoenix, perfeito
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraAinda não me decidi o quanto esse tom apelativo me incomodou realmente. Era necessário? Não era (sobretudo os últimos 20 minutos). Talvez deixe estupidamente óbvio para o espectador qual a moral da história? Deixa. Mas ninguém vai assistir esse filme enganado, todo mundo sabe que está ali para ver um gore. Então me parece ok o incomodo, mas não se pode chamar de desonesto
Apollo 13: Sobrevivendo no Espaço
3.9 12Sufocante do início ao fim, vamos até o espaço e voltamos. Nossa
Caminhos Cruzados
4.1 48A cena em que a tia (de luto? Em busca de redenção?), o menino jovem, esfomeado e desempregado, a advogada trans e uma noiva com seus convidados estão todos dançando juntos no restaurante é tão linda, de uma sensibilidade e delicadeza tão grandes. Achei muito tocante
Blackfish: Fúria Animal
4.4 460 Assista AgoraO subtítulo deveria ser: o quanto um governo pode ser negligente com a vida (humana e não humana) em nome da “liberdade de mercado”. Só consegui pensar: cadê a fiscalização? E as multas? Por que o parque não foi fechado ainda? EUA terra de ninguém, literalmente, qualquer um faz o que quiser, chega a ser ridículo de quão óbvia a resolução da questão poderia ser em algumas das circunstâncias do filme
Vidas Passadas
4.1 949 Assista AgoraPara mim a dicotomia maior é muito mais entre ela ser uma imigrante, uma coreana-americana e entrar em contato com o que ela teria sido se tivesse permanecido coreana-coreana. Acho que não entra tanto no debate de “qual dos dois ela escolheu?” porque de fato ela não “escolheu” nada aos 12 anos. Enfim, não entrei tanto assim nessa vibe toda que tem nos comentários
Ana Terra
2.8 3Uma pena que uma obra tão sensível e brasileira quanto essa tenha uma adaptação assim. Ficou totalmente datada (a Ana Terra com calça boca de sino e botinhas de discoteca é de rir e de chorar). A minha cena favorita e meio psicodélica é a do Pedro Missioneiro tocando a flauta, mas ainda assim acho que nem a Rossana Ghessa e nem o Geraldo del Rey convencem como Ana Terra e Pedro Missioneiro. Então fico no aguardo - uma obra dessas merece um filme exclusivo para ela e com uma entrega total
Tokyo Ga
4.2 24É curioso como ao mesmo tempo em que em diversas cenas ele diz em voz-off que a Tokyo dos anos 80 é muito diferente da Tokyo dos anos 40-60 de Ozu, as filmagens todas parecem perfeitamente com as dos filmes do Ozu, como se essa distância toda não existisse, como se o que determinasse o olhar fosse apenas quem o produz.
Em tempo: excelente trilha sonora
La Chimera
3.8 47 Assista AgoraRepleto de analogias, metáforas e reflexões.
O arqueólogo-adivinho-mago que volta à cidade que viveu com sua amada para escavar (antigos túmulos ou memórias?), que tenta viver em meio aos amigos que o amam mas não o compreendem, que está lidando com as perdas, que vê em uma escultura etrusca sua amada e também a traficante de arte misteriosa, que tenta se livrar do que o persegue voltando-se para a terra.
Atuações brilhantes, impressionante como a dupla Josh O’connor e Carol Duarte fizeram esse filme ainda melhor, além da sempre perfeita Isabella Rossellini. Inclusive amei ver as inversões, não só nos espelhos (naturais ou artificiais) que aparecem, mas também na professora-senhora que acha que está se usando da aluna, mas no fim é ela a usada.
Enfim, tantas camadas. Maravilhoso, maravilhoso
How to Have Sex
3.5 158 Assista AgoraUm excelente retrato sobre o que é estar desconfortável e fora do padrão, ainda sem ter amadurecido o suficiente para saber onde ou o que prefere, sobre quais amizades prefere perto, como discernir aqueles que te querem bem ou como estar confortável em se colocar. Acho que uma pessoa da minha geração consegue se ver em muitas das circunstâncias e dilemas vividos pela protagonista. Se a intenção era essa, realmente, está aí um belo retrato dessa fase de passagem e transição
Priscilla
3.4 248 Assista AgoraAmei que nenhuma das músicas da trilha sonora é do Elvis. Achei uma maneira sútil (ou nem tanto) de mostrar de outras maneiras que o filme não era sobre ele. Apesar de eu não ter gostado da atuação da Cailee Spainey (nas cenas mais dramáticas ou de choro intenso ela parecia retraída demais, não sei se foi orientada a ser assim ou se de fato faltou uma amplitude dramática da parte dela), gostei da direção e da busca por trazer essa relação complexa e que tinha tudo para durar décadas em um ciclo destrutivo (ainda bem que não durou). Se o desenvolvimento da história é entediante e sem brilho, acredito que seja por conta da própria realidade mesmo. O cara passava meses e mais meses fora de casa, tendo caso com metade da cidade, voltava apenas para dormir e usar drogas… não é entediante mesmo? Ele queria um objeto.
Último ponto (que combina com o primeiro): amei a música final no original com a Dolly Parton. Bela música de rompimento na voz de uma diva dessas.