E Succession acabou matendo a alta qualidade da série até o seu fim. Para mim essa temporada fica atrás da segunda, mas é muito boa mesmo assim. Acho que considerei a segunda mais constante, mantendo a qualidade na maior parte do tempo, embora a quarta temporada tenha momentos melhores que a segunda, são picos de qualidade, sendo mais irregular. Bem, de todo modo, as atuações aqui são as melhores da série na minha opinião, inclusive da Shiv. Não gostava muito da interpretação da atriz nas outras temporada (também não era super fã das do ator do Kendall) mas aqui todos estão simplesmente impecáveis, sem exceção, todos entregam atuações excelentes e dignas de prêmios. Tinha algo que me incomodou um pouco nas outras temporadas, que eram os saltos temporais que ocorriam do nada e
que pareciam nã interferir nas relações entre os personagens nos episódios. Aqui a temporada é radicalmente diferente, com cada episódio acontecendo seguidamente, um dia após o outro. Claro, isso causa algo bizarro, com a eleição do presidente, o aniversário do Logan, a venda da Pierce, a morte do Logan e a votação da venda da empresa acontecendo seguidamente de um jeito quase irreal. Mas, perdoável. Outra coisa que me incomodava era que Succession várias vezes lançava coisas bombásticas, de traição entre personagens, de ofensas e agressões, de verdadeiras rasterias pelas costas que você fica “oooooh” e aí no episódio seguinte zero consequência e os personagens continuam agindo como se nada tivesse acontecido, fazem pouco caso e logo esquecem. Aqui corrigiram um pouco isso. As coisas agoram têm um pouco mais de consequência, embora eu tenho certeza de que se tivesse uma quinta temporada Kendall e Shiv já iam voltar a se falar de boas. E, falando nisso, acho as relações familiares engraçadas. Mesmo se amando, todos parece que se odeiam (Logan lançava ofensas gratuitas, acho que quando se ofendem eles nem sentem) e continuam convivendo e se defendendo mesmo quando indicam que não se gostam. E mesmo Logan tendo sido um canalha responsável pelos traumas, todos choram sua morte. Relacionamento familiar é complicado. 1 – Os Monstros: Episódio de início de temporada. É legal ver o trio de irmãos interagindo agora com um objetivo comum. E também ver a versão de Logan triste por não receber nem mesmo um feliz aniversário de seus filhos (bom, exceto o Connor, mas que liga para ele?), que gera uma boa piada com o Greg. Tem também uma cena do Logan refletindo sobre a vida e a morte que já dava um “foreshadowing” do que ia acontecer em dois episódios. O leilão da Pierce entre ele e os filhos é nesse episódio também. Ou seja, é meio como o primeiro da terceira, muita coisa acontece, mas nenhum deles é um momento tão empolgante quanto outros que a série já entregou. E não acredito que Tom e Shiv estão separados, que salto foi esse? Nem mostraram o que aconteceu entre os dois, como ela descobriu que foi traída por ele, se é que ela descobriu ou só desconfiou. Nota: 9 quase 8. 2 – O Ensaio: Parte do Logan na ATN é boa e engraçada e a cena do karaokê é importante mais pelo que vai acontecer no episódio posterior. O último momento com os filhos reunidos com Logan. Embora, em verdade, é uma cena muito boa, os diálogos são legais e também pela dúvida se Logan realmente é sincero no que ele diz. Tem também a cena do Connor falando que é uma planta e a cena do Greg conversando com a peguete do Logan é boa também. Enfim, é um episódio com duas grandes falas, mas elas ficam meio isoladas. Nota: 8. 3 – O Casamento Do Connor: Episódio que tem uma inspiração enorme em The Body, da quinta temporada de Buffy. E, esse daqui ter uma nota maior no IMDB do que o The Body é uma das vastas provas de que a humanidade deu errado. O episódio é excelente, sim, mas o de Buffy, além de ter vindo primeiro, é melhor. Enfim, o episódio tem a ideia genial de matar o Logan sem mais nem menos num início de temporada. Não foi num episódio final, não teve uma preparação óbvia (mas, sim, teve preparação, a conversa sobre a morte no restaurante, o último encontro com os filhos), inclusive, colocando ele parecendo que estava no seu ápice no episódio 2, discursando na ATN. Além disso, as falas são muito bem escritas e coerentes com uma situação de morte, e a direção do episódio também, sempre com decisões inteligentes. Mas, diga-se de passagem, algumas coisas parecem vir de The Body. A morte repentina e executada de um modo quase contínuo com a reação dos personagens, não deixando de demonstrar todos os momentos do caos da morte de um ente querido, além das reações de cada personagem serem diversas (negação, culpa, aceitação, etc) igual como em Buffy. Tudo isso com uma direção sem muitos floreios, com a câmera que balança ligeiramente para uma ideia de continuidade e pouca trilha sonora. Há muito para destrinchar aqui. Connor pela primeira vez pareceia que ia receber um episódio só seu, seu nome está no título, e, no fim, o episódio não é nem um pouco sobre ele. A questão da Gerri e o Roman xingando o pai (o pai teria morrido ao ouvir o aúdio?). Temos também a forma como a morte foi feita. Realizadores que não gostam muito de pensar teriam simplesmente mostrado a morte na tela, com uma trilha orquestrada impactante ou algo assim. Ou, então, algum um pouco mais inspirado poderia ter feito a ironia de Logan morrendo no banheiro, em relação a ser um dono poderoso de um império empresarial. Mas os realizadores de Successsion, além de terem tacado essa morte do nada, a fizeram off screen. Para mim, o motivo máximo para isso é não cair no lugar comum. Sim, podemos interpretar como subtexto para demonstrar que Logan era tão grandioso que sua morte, um momento de fragilidade, não seria mostrado. Mas, para mim, esse é o menor dos motivos. Além de executar a morte de um jeito diferente, outro grande motivo de ser realizado assim, para mim, é deixar tudo na perspectiva dos filhos, que estão distantes e recebendo as notícias da morte por telefone, sem conseguirem ver, assim como nós. E, sinceramente, a ideia pode ter sido boa, mas mitigou um pouco o impacto da morte do Logan para mim. Digo, levei váaaarios minutos do episódio para realmente achar que ele tinha morrido, e não que era uma estratégia do Logan para dar uma lição nos filhos ou algo do tipo. Como disse, as reações à morte foram interessantes, mas a do Connor é a melhor, pelo lado egoístico de sua fala (e todos ali são extremamente egoístas, Shiv a mais egoísta de todas e Connor logo atrás, aí vem o Roman e o Kendall é o menos para mim, mas egoísta do mesmo jeito). Aliás, o Logan nem ir no casamento do próprio filho é triste. Portanto, é um episódio excelente (top da série), pois tem uma ideia genial (matar Logan de forma abrupta, como, aliás, costumam ser as mortes) e a executa de forma igualmente boa, não se baseando apenas em sua ótima premissa. Ah, e assim como The Body, que sacrifica o tom da série, esse daqui também o faz, focando só no dramático e sendo facilmente o episódio da série com menos humor. Vi tem alguns dias e, na verdade, acho que nele não tem humor absolutamente nenhum. E tem algo que não costuma me descer muito. Logan é abusivo, um babaca com os filhos, eles pareciam até que o odiavam em alguns momentos e mesmo assim eles sentem muito a morte dele. A morte de um ente querido é realmente algo. Sinceramente, já vi parentes nunca mais se falarem e nem importarem com o que acontece um com o outro por muito menos. Realmente se amam, de um jeito torto, mas se amam. Nota: 9.5. 4 – Estados Da Lua De Mel: Não gosto muito desse episódio. Ele tem uma primeira metade até legal, mas senti a segunda metade tão repetitiva, era personagem conversando com personagem, boas falas, aí personagem conversando com personagem e conversando e conversando num ponto que eu nem sentia mais o “gosto” do episódio. Maaaaas, ele tem dois momentos excelentes, um deles o “Greg?” escrito pelo Logan. Juro, é hilário eles discutindo o significado disso. Greg achando que Logan estava cogitando ele como sucessor, eles brincando que ele estava tentando lembrar o nome. Sério, talvez ele realmente estivesse considerando o Greg ou eu estou muito louco? Digo, os filhos dele são opções bem ruins, o Greg ainda é alguém que poderia ser moldado. Talvez tenha sido uma reflexão passageira que foi logo descartada, pois, óbvio, não daria certo. E Tom, patético, agora sem a proteção do Logan tentando ser o capacho de quem aceitasse. Ah, sim, a outra parte boa é o nome do Kendall sublinhado ou riscado. Gera uma boa discussão. E pobre Kerry, Logan morreu antes dela poder dar o golpe do baú. E, também, temos Roman e Kendall como CEO’s temporários do absoluto nada. Não sei se gostei muito disso, tenho que admitir. Nota: 8. 5 – Lista De Cortes: Mais um episódio que o pessoal vai para um lugar, se reúnem e ficam negociando. Ok, vimos isso umas trezentas vezes na série, principalmente na segunda temporada, mas ainda funciona. O Mattson é um bom personagem e aqui vemos mais dele. A cena do Tom tentando enturmar e deles zoando o Greg em sueco é boa. A cena no topo da montanha, também, e é difícil identificar se o Kendall estava manipulando o Roman para melar a negociação. Temos o início da relação Shiv e Mattson também, que é interessante. Nota: 9. 6 – Living+: Que besteira esse negócio de Living+. É só colocar floreios e apresentações bonitas para um negócio que nem é interessante, com certeza ia flopar, mas o Mattson foi se meter e só deu lenha pro Kendall. Aliás, o pior personagem dessa série é o “Kendall versão animada”. Quando ele fica todo serelepe sabemos que lá vem bomba. Aquela festa horrorosa da temporada anterior e agora esse negócio de fazer nuvens e casas e positividade tóxica e números inflados. E Roman virou outro personagem quando conheceu o poder, começou a achar que era o próprio pai, demitindo sem rodeios. Acontece que o pai dele tinha respeito e impunha medo, ele não. E Shiv do céu, pior que Kendall, adora trair os parentes. E Kendall finalmente fez as pazes com a água. Aliás, todos os personagens já mandaram a ética para o espaço, aqui. Mudar a fala do Logan com edição, pelamordedeus. Nota: 8. 7 – Festa Pré-Eleição: Um episódio ótimo que dá um fôlego maior para essa temporada. Desde o episódio 3 não tínhamos um episódio excelente na minha opinião, apenas episódios muito bons. Mattson e Greg na festa geram bons momentos e no geral é um episódio com boas tiradas, inclusive com Tom no meio de personagens interessados na Shiv. E, afinal, para que vai servir aquela informação bizarra do Mattson assediando moralmente a funcionária dele? Succession tem muito disso, coisas que parecem bombásticas no episódio em que acontecem mas que logo no episódio seguinte fazem pouco caso e logo esquecem. Mas, claro, o grande momento desse episódio é a briga no final entre Tom e Shiv. Bem, eu gostava da ideia da série não colocar os dois brigando diretamente aos gritos, mas sim de forma silenciosa, por atos e gestos e muitas vezes (na maioria), com Tom engolindo o que vai falar para evitar a briga (pois ele é super beta). Era um jeito legal de tratar os dois e achei que foi meio apelativo, de um jeito não muito comum para a série, colocar essa briga. Por outro lado, era necessária, para por fim de vez à relação dos dois, aparentemente. E a briga é tão focada em ser uma briga típica que ambos simplesmente jogam TODOS os problemas que tiveram e foram expostos ao longo da série, absolutamente TODOS, parece que o roteirista reassistiu tudo e foi anotand. Sim, atuações ótimas e boas falas na briga, mas não achei ela tão boa assim. Pelo menos evidenciou ainda mais o quanto os dois são egoístas. Temos também o Greg demitindo pessoas e não se importando, o cara apodreceu mesmo. E temos também Roman descontando a raiva da Gerri no Connor, algo típico da família mesmo. Nota: 9. 8 – A América Decide: Intensidade em forma de episódio. E um excelente episódio, achei que teria até uma nota maior que 9.4 no IMDB. Acho que é até melhor que o epiódio 3 e com certeza está em um top 5 da série, talvez um top 3, embora meu episódio preferido ainda seja o Safe Room da segunda temporada. O humor é ótimo, as situações envolvendo os interesses são muito boas, tudo um caos, correria e conflitos entre os irmãos. Roman está impossível e sei que ele fez aquilo muito mais por ideologia política do que para melar o acordo (embora, claro, este último tenha um peso importantíssimo). E Shiv do céu, que péssimo movimento foi aquele de mentir na cara dura? Será que ela planejou mentir desde o início e nem ligou o número certo ou não foi atendida e resolveu inventar a mentira na hora? Kendall tomou uma decisão impulsiva e creio que vai ter consequências. Roman está insuporável, mas mesmo assim continuo achando que a Shiv é a que menos presta dos três. Nota: 9. 9 – Igreja E Estado: Dá uma queda leve na qualidade desse final de série para mim, mas ainda é um ótimo episódio. Temos dois discursos muito longos, é verdade, e achei o do irmão do Logan melhor, apesar de realmente ter sido longo. Acho que mais por revelar um pouco mais do passado do Logan do que por qualquer outro motivo, tentando justificar em que momento Logan “quebrou” e virou a pessoa cruel que ele é agora. Mas, no todo, é um episódio um pouco mais lento, mesmo que o mundo esteja desabando em protestos. Por outro lado, no fim temos a cena do Roman autodestrutivo (tinha certeza que ele ia se dar mal, tinha começado o episódio muito feliz e ninguém fica muito tempo feliz nessa série). E o presidente eleito é um canalha mesmo, achei que a eleição dele praticamente punha fim nas intenções do Mattson. Que nada. Ah, a cena do Hugo cachorrão é muito boa, dava nada por esse personagem e protagonizou um dos melhores momentos da série. Nota: 9. 10 – De Olhos Abertos: Uhm... não sei, sinceramente, fiquei bem reflexivo se esse final foi bom. Queria que fosse excelente mas parece que faltou algo a mais para mim, talvez a sensação de final. O fim de série tem um gosto um pouco amargo, como se interrompesse algo que ainda cabia mais coisas... ao mesmo tempo em que não consigo imaginar essa série seguindo em frente, era para acabar aqui, mas continuo com a sensação de que não conseguiram dar uma sensação de “fim”. Tá, eu gostei do episódio, é como grande parte da série, bem escrito e bem conduzido MAS é uma repetição de outro episódio da série, o que enfraquece um pouco. As vezes essa ideia de algo cíclico fortalece, mas, aqui, deu uma sensação contrária para mim, talvez porque a série não parece colocar isso como uma rima com o episódio da primeira temporada. Na verdade, o grande ponto do episódio é o que motivou a Shiv a mudar de ideia, algo que fica em aberto, e é para mim o que salva esse episódio de ser um episódio comum. Shiv tinha aceitado o voto em favor de Kendall, então por qual motivo ela teria mudado de ideia? Para mim passa pela principal característica dela. Ela é egoísta. E a gente vê ela mudando de ideia no momento que vê o Kendall super feliz na hora da votação. Teria batido a inveja pela felicidade dele? E, outra, acho que ela também pensou naquilo que seria melhor para ela mas mesmo isso é questionável. Vejamos: quando Shiv escolheu ficar do lado do Kendall foi quando ela viu que não seria a CEO do Mattson. Então manter a empresa com a família era mais vantajoso para ela. Mas isso muda completamente quando Tom é o CEO do Mattson. Shiv não pesou isso primeiro pois ficou fula quando soube que o Tom tinha sido escolhido mas, depois que a emoção passou, acho que ela pensou que é melhor vender, embolsar a grana, ficar de esposa do CEO (que é de fachada) do que entregar a empresa para o Kendall que não é bom nisso e com isso ela ficaria num cargo adjunto enquanto a empresa falia nas mãos do Kendall. Mas, mesmo essa minha teoria tem falhas. Melhor colocada de lado, mas dentro, do que ser mera esposa do CEO e repetir a sina de sua mãe. E, sinceramente, essa ideia de que o Kendall não é bom como CEO é o maior mito de todos os tempos. Cara conseguiu vender a porcaria do Living +, “comprou” a Pierce, se saiu bem no funeral do pai, ajudou a eleger o novo presidente dos EUA, fechou um acordo extremamente vantajoso para a empresa. Enfim, a empresa fica melhor nas mãos dele do que na do Tom CEO laranja e nas mãos do Musk sueco que estava todo falido na Ásia. Enfim, talvez Shiv só não suportava ver o irmão mais feliz do que ela e resolveu deixar tudo mundo na amargura e não só ela. E provavelmente matou o Kendall no processo que, perto da água, com certeza se jogou na cena seguinte. Final da Shiv é ser esposa, do Kendall provavelmente é se exterminar. E o Roman acaba se saindo um pouco melhor, livre do fardo que ele nunca quis, longe agora de ter que agradar o pai (e isso a gente percebe só pelo olhar, numa ótima atuação do Culkin) mas, mesmo assim, seu olhar também transmite certo medo, como se estivesse agora sem objetivos, perdido. E Frank do céu, votou a favor da própria demissão, não entendi o voto dele também não. Enfim, um final que não me passou a sensação de final, talvez por manter o tom do resto da série, talvez por faltar, sei lá, uma grande reviravolta que fizesse jus ao fato de ser uma série bem escrita. Mas, verdade seja dita, a cena da votação realmente prende a atenção. Ah sim, quase esqueço do Connor, que nem teve tanta atenção assim nesse final, só mostrou que o casamento dele é todo falso, mas isso já é óbvio. Nota: 9.
Nota: 9.1. Meu ranking das temporadas: Segunda temporada – 9. Quarta temporada – 9. Terceira temporada – 8.5. Primeita temporada – 8.
Essa temporada é melhor que a primeira (mas não muito) e inferior à segunda na minha opinião. O problema aqui é que não senti o humor tão presente quanto era na primeira. Ele já tinha dado uma diminuída na segunda, é verdade, mas acredito que isso até foi bom na segunda temporada, deixou mais dosado. Aqui ainda tem humor, claro, mas mais pontual ou mais sutil, não no mesmo nível de temporadas anteriores. Outro problema é que não gostei muito da primeira metade dessa temporada, ela só fica realmente boa na sua parte final, enquanto a segunda era mais constante. De memória, acho que apenas o quinto episódio tem a pegada de humor da primeira temporada. Aqui ainda permanece um problema que me incomodou nas outras temporadas, uma sensação de “salto” entre episódios, em que vários fatos relevantes ou marcantes parece que não impactam os personagens nos outros episódios. Toda a briga na festa do Kendall, a Shiv expondo os podres dele no segundo episódio, a cena do “Rape Me” do Nirvanna, Roman tomando um tapão do pai (acho que isso foi na temporada anterior)... Sempre coisas que nos fariam nem querer ver mais o parente que fez isso com a gente mas, no episódio posterior, eles já conversam meio que de boas entre si, como se nada tivesse acontecido e mal citam (ou citam casualmente) essas coisas. Quero dizer, eles causam impacto no episódio em si, principalmente para o telespectador, mas não parecem afetar em nada os personagens, no próprio episódio e mais ainda nos subsequentes. Isso já acontecia em menor grau nas temporadas anteriores, mas acho que escalonou aqui, o que evidencia para mim que a segunda temporada é realmente superior. Falta ver a quarta. Outra coisa curiosa é o quanto essa série se esforça para não seguir o lugar comum e mostrar que os realizadores pensaram um pouco antes de produzir.
Seria de se esperar que, com o que aconteceu no fim da segunda temporada, esta daqui fosse focar em intrigas de tribunal, implicações dos cruzeiros na mídia e na opinião pública, investigações, etc... para que, no fim, toda a questão dos cruzeiros ficar de plano de fundo, sem grande destaque, e simplesmente acabar em pizza de forma abrupta, quase sem ser mencionada de novo e como se nunca tivesse acontecido. É um decisão esquisita, acho meio questionável a forma como Kendall abandona tudo e como não há um julgamento sobre ele, já que afirmou ter provas, mas, tudo bem. Abaixo uma pequena opinião de cada episódio: 1 – Secession: Acho que não gostei muito desse episódio. Sei lá, parece fora da proposta dos episódios da série, normalmente essas preparações não têm episódios. Começa com um grupo reunido, separa, fica um grupo conversando com o outro, um caos. Tem a cena boa do Roman ligando para o Logan e sendo descartado como CEO e só. Nota: 8 quase 7. 2 – Mass In Time Of War: Outro episódio que acho que possui uma nota injusta, exatamente como o segundo da segunda temporada. Kendall está todo serelepe, que gracinha, bem semelhante ao Kendall da primeira temporada e diferente do Kendall depressãoeolheira da segunda temporada. O cara fica todo alegre quando está traindo o pai, vejam só que libertação. E Shiv é a que menos presta (atrás do Logan, claro) e isso está cada vez mais evidente. Ela trairia Logan em dois segundos se fosse colocada como CEO pelo Kendall, ao mesmo tempo fica julgando ele de traidor quando a outra opção do cara era ser preso por algo que, ora, tinha culpa do próprio Logan. Querendo ou não ele fez o certo. E, bem, todos os quatro estavam dispostas a trair o pai, só não o fizeram quando viram que não seria tão vantajoso e que a vitória não seria tão certa (há um leve temor envolvendo a desistência). E, enfim, os diálogos entre os irmãos, a expectativa sobre ocorrer ou não a traição (bem, acreditava que não ocorreria, se fosse ocorrer a série acabava aqui kkkkk) geram um episódio realmente muito bom e injustiçado na minha opinião. Enfim, estou curioso para saber qual caminho essa série vai seguir e qual material teremos para render ainda duas temporadas. Não enxergo mais quais conflitos eles planejam desenvolver ou quais rumos tomar. Nota: 9. 3 – The Disruption: Cena do Kendall chorando com a trilha da abertura é cinema. Aliás, traçando um paralelo com o resto do episódio, em que Kendall não se importa de ser xingado de tudo quanto é forma, até vê graça, pois sabe que eram xingamentos banalizados típicos da internet. Agora, quando o xingaram com verdades, aí ele se sentiu impactado mesmo, ainda mais vindo da sua irmã. É, Shiv é a que menos presta mesmo, a cena do Roman e do Connor recusando a assinar as difamações contra o Kendall é muito boa. O tweet do Kendall sobre as mulheres é hilário também. Nota: 9 quase 8. 4 – Lion In The Meadow: Episódio em que pouca coisa acontece. Bem, a parte do Tom é divertidinha e triste ao mesmo tempo, ele todo depressivo escolhendo a prisão (e tendo, mais uma vez, uma crise de síndrome de protagonismo), mas o resto do episódio não é tão interessante. A trama da tatuagem não leva a lugar nenhum, e nem precisaria se fosse engraçado, mas acaba que não entrega nada tão interessante. Já a trama do Logan se reencontrando com o Kendall podia ter rendido mais. No fim, fica meio no ar se o Josh estava testando eles. Aparentemente sim, mas é meio mirabolante pensar que o cara iria forçar o Logan a andar até passar mal, enquanto avalia se o Kendall ia proteger o pai ou forçar a saúde do velho até o limite. Nota: 7. 5 – Retired Janitors Of Idaho: Acho que esse vai ser o melhor da temporada (falta eu ver os dois últimos neste momento que escrevo). A situação caótica é bem trabalhada e engraçada (estava sentindo falta desse humor, que era bem mais presente nas temporadas anteriores), como quando o pessoal fica seguindo o que o Logan fala logo antes de descobrir que ele estava gagá, ou o discurso infinito e constrangedor do Frank. Nota: 9. 6 – What It Takes: Kendall está insuportável, não aguento gente que contrata especialista e se acha mais esperto. Achei esse conferência uma loucura, será que tem algum fundamento¿ São assim as reuniões para escolher candidatos nos EUA? Shiv interesseira como sempre, só apoiou o candidato pois era bom para ela. E Logan mais uma vez demonstrando sutilmente seu machismo, dando sempre preferência para as opiniões do Roman. Greg foi interessante aqui também, sendo ovacionado pelos conservadores que ele não gosta e, acho que pela primeira vez na série, emitiu uma opinião incisiva, contra a candidatura do Connor. Aliás, achei que seria aqui que ele ganharia apoio, já vejo Connor como novo presidente. Se Trump conseguiu, por que não? Mas, no fim, não achei o episódio tão interessante assim. Nota: 8. 7 – Too Much Birthday: Eu disse que o Kendall estava insuportável no episódio anterior? Aqui ele está bem pior. Sério, é a PIOR FESTA de aniversário que já vi na minha vida. Conceitos horríveis, decoração horrenda, música sem graça, piadas ruins, uma festa MORTA que me deu pesadelos. E ainda ia piorar, com toda aquela ideia da cruz que, na verdade, seria até legal se tivesse sido feita, queria ver as repercussões disso. Além disso, é um episódio com ótimos momentos na relação entre os irmãos. A parte da moça aceitando pegar o Greg para contrariar o Kendall é boa também. Nota: 9. 8 – Chiantishire: Outro ótimo episódio, o fim dessa temporada é muito bom. Aqui temos mais um bom diálogo manipulador da Shiv para cima do Tom sobre ter filhos (não é tão bom quanto o do final da temporada anterior entre os dois), inclusive ela só aceitou ter filhos para provar que ela é melhor que a mãe dela, embora ainda vá demorar para ter os bebês para não atrapalhar a carreira. Kendall mais uma vez com pensamentos de autoextermínio e, DO NADA, aparece carecão. Greg tentando pegar a princesa é engraçado. Agora, a melhor cena desse episódio e o diálogo entre Kendall e Logan. Começa engraçado na questão do veneno, e escala bem para mostrar o que realmente se passava na cabeça do Kendall ao longo de toda a temporada. O coitado só quer ser boa pessoa, mas o homem nasce bom e a riqueza o corrompe. No fim, ainda temos a cena hilária da foto do pau. Nota: 9. 9 – All The Bells Say: Estranhamente, achei o episódio anterior melhor, mesmo que esse daqui seja bem mais badalado. Digo, se este episódio é exatamente o mesmo, mas é o episódio 4 ou 5 da temporada, não teria essa nota exageradamente alta que tem no IMDB. O episódio anterior tem o Roman enviando a foto do pau, Kendall careca, Kendall jantando com Logan, Shiv e Tom falando sobre filhos, etc. Esse daqui tem a cena do Kendall finalmente contando para os irmãos o que aconteceu no casamento da Shiv, e a reação do Roman é muito bem escrita. A cena do Greg “vendendo sua alma” é muito boa também... e só. O episódio anterior é infinitamente superior, esse daqui só tem essa nota toda por ser o último. Sim, a cena final tem impacto por vermos Roman ficando contra Logan pela primeira vez, a traição de Tom, mas tudo acontece de forma tão rápida, abrupta. Além disso, não sei por qual motivo esse impacto todo. Os riquinhos metidos perderam a empresa pois o pai resolveu vender. Impactante, mas longe, muito longe de ser o evento mais impactante dessa série. Nota: 9.
Embora já tenha comentado aqui, vou comentar de novo pois agora tenho feito comentários mais longos (que, acredito, ninguém lê, mas servem para eu mesmo reler depois) e algumas opiniões minhas mudaram um pouco. É difícil decidir qual é a melhor temporada. A segunda, a terceira e esta daqui estão bem emparelhadas. Digo, está tem dois episódios nota 10
(The Body e o último), mas, por mais que Glory seja uma boa vilã no conceito (uma DEUSA, oras), os vilões da segunda e da terceira são mais marcantes. A segunda e a terceira ainda tem aquela pegada de colégio, os personagens estão mais verdes, mais leves, embora a série já seja séria, bem escrita e sombria quando necessário. Mas, essa quinta temporada tem a ideia da Dawn, que é muito boa. Enfim, sempre acho difícil decidir, mas normalmente essa temporada fica abaixo da segunda e da terceira, mas por muito pouco. Acho o tratamento com Riley e com Spike aqui um pouco forçados também. Spike em alguns momentos exagera em ser bonzinho, típico personagem que ganha apelo popular e o roteiro precisa força-lo entre os mocinhos. Já Riley funcionava na quarta temporada mas aqui ele fica sem sal, tiveram que forçar a saída dele também. Glory é uma vila legal, poderosa, mas não é tão engraçada quanto o prefeito, embora funcione muito bem como vilã de temporada. Temos aqui também a morte mais marcante da série, pela execução muito bem feita no episódio The Body. 01/79 – Buffy Versus Drácula – Claro, o vampirão mais famoso tinha que dar as caras aqui. O episódio é hilário, com a figura do Drácula evocando o charme e medo típico do personagem, mas permeado com um tom de pastiche típico da série. A reação da Buffy ao encontrar o Drácula é engraçada, inclusive a situação do Xander também, que é hilária. Respeita a mitologia do vampirão com referências aos filmes e livro do Drácula. Aliás, começar a temporada com o Drácula gera a expectativa de que ele será o vilão da temporada. Bom, pelo menos em mim gerou e dá primeira vez que assisti não gostei tanto por esse motivo. Mas, revendo sem essa expectativa, é um ótimo episódio, filler, mas muito bom. No fim, temos a breve estreia da Dawn – Nota: 9. 02/80 – Meu Verdadeiro Eu – A vilã do episódio é a Harmony. A HARMONY. Pois é. Embora tenha sido divertido ver ela chamando os capangas dela de minions. Enfim, focado na Dawn, o episódio foi exatamente para dar o tom que a nova personagem terá na série. A piada dela falando que o Xander trabalhou infiltrado é ótima. Nota: 8. 03/81 – A Substituição – Xander mais uma vez focado para discutir a questão dele não ter nada de sobrenatural. Aqui aproveitam do irmão gêmeo dele para fazer um episódio de gêmeos sem precisar de efeitos especiais. O episódio deixa bem em evidência que costumamos ter uma visão negativa do Xander. Quero dizer, ele foi dividido entre um confiante e um fracote, ou seja, nenhum deles era o Xander de verdade. Mas, por algum motivo, achamos que o fracote é ele normal. Não é. Assistam com atenção, o Xander fracote é bem menos autoconfiante e atrapalhado que o Xander normal. Termina com a cena do Riley falando que a Buffy não ama ele, que é uma cena muito boa e repentina. Nota: 8. 04/82 – Fora De Controle – Spike surta de vez e percebe que está a fim da Buffy. Era o curso natural, que os dois fossem ter um romance, acho que a série não conseguiria fugir disso, e no geral tratam e desenvolvem bem isso, se bem me lembro. Riley e Buffy na temporada anterior era quase sem problemas, mas a série precisa de conflito, então aqui começa a trabalhar um pouco mais as inseguranças do Riley no relacionamento, além de tentar amarrar o que ficou solto em relação à Iniciativa na temporada anterior. Nota: 8. 05/83 – Não Há Lugar Como Nosso Lar – Finalmente a estréia da Glory, a vilã da temporada. E finalmente é revelado a natureza da Dawn. Tipo, fico pensando o que passou na cabeça dos telespectadores da época. Do nada aparece uma irmã da Buffy, devem ter achado que foi uma daquelas coisas que aconteciam nas séries dessa época, que personagens sumiam ou eram criados entre temporadas e ninguém se importava. Eu, antes de assistir, achava que iam dar a desculpa de que ela morava com o pai, mas os escritores tiveram uma ótima ideia, colocaram uma personagem nova e conseguiram que isso acontecesse de forma orgânica dentro da lógica do seriado. A cena que a Buffy descobre que a Dawn não é sua irmã é muito boa, aliás, não lembrava dela. Nota: 9. 06/84 – Família – Joss Whedon, quando dirige um episódio, não decepciona. “We are Family” é um dos grandes momentos da série. Finalmente deram um pouco mais de destaque para Tara e o episódio tem um tom crítico ao machismo e à submissão, inclusive com uso da gaslight. E pensar que essa mensagem progressista veio do Joss Whedon que sabemos o que fazia nos sets de filmagem. Conta ainda com uma Amy Adams antes da fama, em um de seus primeiros papéis. Nota: 9. 07/85 – Louco De Amor – Episódio pautados em flashbacks costumam ser perigosos pois podem soar como interrompendo a trama ou enrolados e com isso terem notas mais baixas, mesmo quando bons. Mas, quando realmente bem executados acabam ganhando avaliações positivas. E, querendo ou não Spike é um personagem que o pessoal gosta e mostrar seu passado foi bom. A interação dele com a Buffy no episódio foi boa, embora a conclusão dele bonzinho foi meio estranha, considerando a natureza de vampiro dele. Nota: 9. 08/86 – A Sombra – Continua mais a trama da Glory e a trama da doença da Joyce, que é uma das tramas principais da temporada. A cobrona é um efeito especial meio datado e também não é um vilão tão memorável. Mas a trama carrega no emocional em relação à Joyce, pelo menos. Nota: 8. 09/87 – Ouvindo O Medo – Episódio fraquinho, de memória o pior da temporada e um dos piores da série. Nem lembrava dele, para terem uma idéia, e estou vendo pela terceira vez e lembrei de todos, acho. O monstrengo é fraco, a trama não é tão interessante, exceto, talvez, pela Joyce falando maluquices do nada ou a cena no final em que falam para protegerem a Dawn mesmo não sendo delas. Não temos boas piadas, a ação não é nada demais. Serve apenas para desenvolver mais a questão da doença da Joyce, que, querendo ou não, é uma trama importante para a temporada. Nota: 7. 10/88 – Na Floresta – Lembrava desse episódio ser um pouquinho melhor. Muita falação, e ele parece clocar a culpa de todo rolê na Buffy, quando Riley tem quase tanta culpa, talvez até mais, já que ele simplesmente não falava. A lição aqui é que comunicação é MUITO importante num relacionamento, tanto que o Xander até vai conversar com a Anya e deixar tudo que ele sente claro. E foi curioso que o Xander seja quem toma as dores e guia a Buffy, acho que foi pela razão de que ele quem sabia, já que o Riley já tinha revelado para ele que sentia que Buffy não o amava. Enfim, pelo menos a cena do Riley indo embora de helicóptero com a Buffy correndo no fundo é muito boa e o ator finalmente entregou uma boa performance, pois como ator ele não tinha sido tão grandes coisas assim na série. Nota: 8. 11/89 – O Triângulo – Episódio para desenvolver mais a Anya e o relacionamento dela com a Willow. Embora não seja um episódio muito memorável, seja pela comédia ou pela ação, tem sua dose de cenas boas, como o momento que o troll revela ser um ex da Anya ou quando ele pede para o Xander escolher qual das duas vai ficar viva. Nota: 8. 12/90 – O Grande Teste – Ai, esse pessoal do conselho é chatoooooooo. Mas, apesar desses malas estarem presentes, o episódio é bom e divertido. Mas o grande diferencial é o cliffhanger no final, em que finalmente é revelada a natureza da Glory, além da cena da Buffy pondo o conselho em seu devido lugar. Nota 9. 13/91 – Laços De Sangue – Foi só contar pro povo que a Dawn descobriu. É foda, mas também já tinha passado da hora de todos saberem. A reação dela é a que se esperaria mesmo mas nem por isso o episódio é ruim. Gosto da execução e além disso tem uma grande reviravolta na questão do Ben, que aconteceu até mais cedo do que eu lembrava. Esse e o episódio anterior são aqueles episódios meio continuação um do outro que dá uma avançada grande na trama do vilão principal da temporada, algo típico das séries dos anos 1990 e Buffy não foge à regra. Nota: 9. 14/92 – Paixões – Spike quando focado sempre rende bons episódios e esse daqui não foge à regra. E ele ficou bonzinho mesmo, pelo jeito. As reações da Buffy quando descobre que o Spike está apaixonado são ótimas, o conflito potencializado pela presença de Drusilla gera boas cenas e a cena da Harmony fantasiada de Buffy é hilária. Nota: 9. 15/93 – Fui Feita Para Amar Você – Episódio que retoma aquele estilo clássico da série, das três primeiras temporadas. Uma ameaça com ares de sobrenatural e aí se descobre o que ela é, no caso uma robô. E é a estréia do Warren, que se tornaria (bem, meio que já é) um dos vilões da série. Desde aqui dá para perceber que ele não presta, embora não fique tão evidente assim, certeza que alguns machos aí passariam pano para ele. E, bem, Warren é um clássico incel e seria chamado assim se a série fosse hoje em dia. Agora, o gancho totalmente fora do lugar do episódio, do nada mãe da Buffy no sofá. Dá o tom de repentino mesmo para o acontecimento. Meio que ela morre é nesse episódio, e não no próximo. Nota: 8. 16/94 – Este Corpo – Sério, daria para escrever infinitamente aqui só sobre esse episódio. É quase perfeito, e se fosse de uma série atual teria 9.8 ou 9.9 no IMDB, certeza. 9.7 é uma nota injusta. E isso que considero esse o segundo melhor da série, atrás apenas do Once More, With Feeling. Mas no IMDB está como terceiro, atrás também do Hush, o que para mim é meio inexplicável, já que The Body é muito melhor. Bem, trás talvez uma das cenas de morte mais realistas já vistas nas telas. Não que realismo deva ser regra em produções, mas aqui a proposta foi exatemente essa e foi executada de forma perfeita em todos os detalhes. E é essa ideia que trás o impacto do episódio. Buscou-se que a morte da mãe da Buffy realmente impactasse e para isso utilizaram o contraste de uma série de fantasia em que uma das personagens morre de causas naturais, e não nas mãos de um vampiro ou monstro. Só isso já é uma ideia muito boa, e terem feito a execução da forma que fizeram melhora ainda mais, sem glamour, sem cenas poéticas, sem gritos exagerados, é tudo feito de uma forma que se assemelha muito à reação de uma morte. Os planos sequências iniciais que dão a urgência e fazem com que o foco fique em toda aquela situação. Depois temos ângulos cheios de significado que precisariam de uma análise visual, portanto não vou ficar comentando aqui. Aí temos falas perfeitas, os diálogos de Buffy no telefone, com Giles, com os enfermeiros, e tudo isso executado com uma atuação perfeita da Sarah Michelle Gellar, digna de um Emmy (que jamais ganharia, já que Buffy era uma série inafanto-juvenil). E isso eu estou falando apenas dos 10 primeiros minutos do episódio. Aliás, olhei aqui e esses são na verdade os CINCO primeiros minutos. Juro, achava que essa cena durava quase um terço do episódio, mas ela é bem curta, para verem o quanto é impactante. Aí temos mais diálogos inspiradíssimos, com a reação de cada um com a perda, Willow confusa, se atendo a futilidades para evitar pensar na real situação, Xander procurando algo para culpar, para tentar justificar e suportar a situação (e, no fim, não temos culpados) e Dawn, vivendo sua vida de forma bem adolescente quando é interrompida de súbito com a notícia. Temos o pensamento da Buffy, imaginando sua mãe ainda viva e com tudo dando certo, pensamento bem realista também, quando perdemos alguém é o tipo de flash que passa na mente, e a forma como ela pensa nele de novo quando o médico fala que não havia nada que ela pudesse fazer é emblemático, é a aceitação. O diálogo de Buffy com a Tara é muito bom também. O episódio também não abandona o humor típico da série, embora aqui ele ocorra de forma bem sutil, como a Anya guardando a blusa ou o corte com a Dawn chorando. E, na minha visão, o episódio tem apenas dois defeitos dignos de nota (enquanto Once More With Feeling, se bem me lembro, tem apenas um). Um é que a ideia da morte realista gera um episódio com um tom bem alheio ao do resto da série. Parece que foi dirigido por alguém de outro seriado, é fora do estilo do resto dos episódios (e foi dirigido pelo Joss Whedon). Como se o fato de ser tão bom é por ele ser exatamente fora do ritmo que a série nos acostumou. Mas, bem, isso não é um problema tãaaao grande, afinal no fim é um episódio que realmente vale a pena. Agora, meu primeiro pensamento quando Dawn vai ver o corpo (curiosamente, foi o primeiro pensamento da minha noiva também) foi “não vão estragar o fim do episódio com algum mosntro, não, né?”. E, bem, foi o que fizeram. O episódio realista, no fim, tem que ser um episódio de Buffy, com uma luta no fim, com ação, quase como se os realizadores não estivessem tão convictos de que o que já tinham belamente entregado seria suficiente. Agora, apenas nessa terceira vez revendo a série é que estou considerando que isso, que tinha me incomodado muito antes, não é tão grave assim. O ataque do vampiro até mantêm um pouco o tom do episódio, é um ataque com pouca trilha, lento, sem lutas espalhafatosas, embora eu ache que deveria ter sido até mais curto, aí se manteria mais fiel ao tom do episódio. E, nossa, não lembrava do corte brusco no final, muito bom também. Enfim, um dos melhores episódios da história das séries na minha opinião. Nota: 10.0 17/95 – Para Sempre – E na rebarba de um dos melhores episódios da história da televisão temos esse episodiozinho meio sem graça. Uma pontinha do Angel, a interação da Dawn com o Spike é legal, mas o episódio serve mesmo para tentar justificar o motivo de não ressuscitarem a Joyce, tendo em vista que teremos ressuscitamento na próxima temporada. É por este exato motivo, aliás, que ele acaba sendo bem importante. Até gosto da quebra da expectativa, da Dawn rasgando a foto e acaba que não vemos a Joyce ressuscitada. É um episódio necessário para as consequências da morte da Joyce e acho que é a melhor execução que eles poderiam fazer, mas, mesmo assim, não é um episódio tão bom, e olha que eu até tinha gostado bastante das duas primeiras vezes que eu vi. E só eu que fiquei com dó da cobrona de três cabeças? Estava de boa no seu ninho e perdeu dois ovos a troco de nada. Nota: 8. 18/96 – A Intervenção – Lembrava como se a Robôbuffy aparecesse mais, já deram fim nela? E no fim o Spike fez essa bizarrice de robô mas pelo menos manteve a boca fechada e saiu (justamente) como herói. Todo estropiado, mas foi herói e ainda ganhou um beijo da Buffy. Já a trama da Buffy não é muito interessante mesmo. Digo, certeza que só queriam um pretexto para que ela não estivesse na cidade para ter a trama da Robôbuffy mas poderiam ter preenchido com algo melhor. Sério que o retiro das caçadoras é do lado de Sunnydale? Nota: 9. 19/97 – Amor Violento – A briga da Willow com a Tara não foi tão legal, mas a trama da Buffy com a Dawn eu gostei, dá as mostras de como vai ser a relação das duas e a Buffy tendo que bancar a dona da casa. Tara ficando louca foi trágico também, resultando no bom gancho no fim do episódio. Nota: 8. 20/98 – A Espiral – Esse episódio é bem tenso. A cena da perseguição no trailer é muito boa, uma das melhores de ação da série. E os personagens sitiados e indefesos é uma parte muito boa também. A parte que o cara lá do Prison Break conta sobre e a Glory e a Chave é meio longa e expositiva, mas acho que era necessária para sabermos mais sobre as personagens. Nota: 9. 21/99 – O Peso Do Mundo – Espisódio bem fraquinho, difícil eu considerar um episódio da série como desnecessário, mas esse daqui se enquadra. O trecho da Dawn com a Glory/Ben é longo e sem graça, só uma enorme falação que no fim não serve de nada. Willow na cabeça de Buffy também não trás nada de tão interessante, o papo sobre desistir nem foi tão legal assim. Nota: 7. 22/100 – O Dom – Um dos melhores episódios da série. Sério, não seria nenhum absurdo se tivesse terminado aqui, seria um final redondinho justo no episódio cem. Xander e Anya casados, Giles aposentado do trabalho de Guardião com sua lojinha, Willow e Tara juntas cuidando da Dawn e Buffy descobrindo que seu “gift” ser a morte significa o sacrifício dela para que seus amigos continuem vivos e bens. Fecharia muito bem, mas ao mesmo tempo seria um pecado pois ficaríamos sem a Dark Willow, o Once More With Feeling (melhor episódio da série) e diversos outros bons momentos que a série entregaria. Inclusive, vemos Buffy morrer mas não gera tanto impacto já que sabemos que ela com certeza vai ser ressuscitada na próxima temporada. E, sim, isso enfraqueceu esse episódio para mim quando vi dá primeira vez e não gostei tanto. Mas, quando vemos a forma genial como tratam a Buffy ressuscitada na próxima temporada vemos o motivo dessa série ser diferenciada e o sacrifício de Buffy soa bem diferente, não é só uma apelação do roteiro, é algo que vai ser usado como recurso roteirístico para tratar de depressão. E, então, quando vi o episódio pela segunda vez (e agora pela terceira), considera o terceiro melhor da série. Once More e The Body em primeiro e segundo, esse em terceiro. Bem, temos mais uma cena do Giles retomando ações de quando ele era o Ripper, algo que ele faz pontualmente ao longo da série, ninguém vê, não é citado, não tem desenvolvimento (um dos poucos pontos baixos da série, embora a cena dela matando o Ben, isoladamente falando, é boa). A ação é ótima, a torre, a batalha com todos os personagens, Buffy descendo o cacete na Glory, a cena de Buffy se sacrificando, o DRAGÃO voando do nada, e, claro, Spike sendo um completo inútil, apanhando para um demônio velho e sem nada de demais. Enfim, um dos grandes episódios da série. Nota: 10.0.
Embora bem superior, ainda achei essa temporada bem próxima à primeira em questão de estilo. Tenta ser mais episódica, dando longos saltos temporais e retratando situações mais específicas em cada episódio. A primeira metade da temporada é muito boa, mas dá uma caída na minha opinião (principalmente depois que a Rhea entra, mas não creio que tenha sido por culpa dela), recobrando a alta qualidade no seu final. Roman aqui está até mais aceitável, a gente vê que o cara teve o psicológico moído. Kendall está um zumbi beta capacho do pai, foi destrúido depois de tentar enfrenta-lo. Que o Logan não prestava já sabíamos, mas aqui vemos mais suas ações para entender os motivos de que ele realmente não presta. Shiv está a pior dos três na minha opnião, sedenta de poder. E temos Connor, o inútil, só com sua trama de ser presidente e do teatro. Tom acaba sendo o personagem mais interessante na minha opinião, junto com o Kendall. Greg, que parecia ser legalzinho, está claramente sendo consumido pelas podridões. Enfim, a série é bem dosada na questão de sua proposta de dramédia, com vários momentos muito bem escritos.
1 – The Summer Palace: No meu comentário da primeira temporada escrevi que “achei que os episódios tinham pouca coesão entre si, não se citavam muito e de episódio para episódio sempre tinha um salto temporal grande”. Posi bem, esse primeiro episódio da segunda temporada faz o contrário e praticamente nem parece que mudamos de temporada. Quase não teve salto entre uma temporada e outra e os eventos do episódio anterior são direta e vastamente citados aqui, quase como se tivem sido gravados juntos. Um episódio legal, mas ainda meio morno. Nota: 8. 2 – Vaulter: Gostei bastante desse episódio. Desenvolve bem o Kendall, cara está quase um zumbi pela culpa, decepção e drogas. Ele loucão na festa da casa do Greg. O cara simplesmente agiu fazendo canalhice com a empresa que ele gostava a mando do pai e ainda saiu sendo culpado. Ótima reviravolta. O diálogo do Tom no setor das mídias (e o do Greg também) muito bons. E desenvolve mais o relacionamento Shiv e Tom e a própria Shiv também. Primeira briga entre os dois que vimos na tela. E, reparem, no início do episódio temos um Tom super empolgado por sua promoção e nesse momento querendo fazer amor com Shiv, o que ela prontamente recusa e ele deixa por isso mesmo. No fim do episódio, depois de humilhar Tom e prestes a ser CEO, além de ter parado de trabalhar com Gil, Shiv está por cima e nesse momento ela resolver “coisar” com o Tom, o que ele aceita. Ela não o considera atraente quando ele é poderoso, e sim quando ele está por baixo dela. Algo sutil e bem escrito. Sério, esse episódio merecia melhor nota. Agora, qual foi a do Kendall roubando pilhas e jogando fora? Nota: 9. 3 – Hunting: Episódio legal. A trama do Greg morrendo de medo é muito boa. O vídeo do Connor também é hilário. O retiro de caça em que os caçadores ficam praticamente parados e só abatem os bichos que já tinham sido pegos e são soltos na frente deles é significativo. E a cena do jantar demonstra muito bem como poderosos podem fazer coisas sem sentido mas que aceitam por ser poderosos, na cena em que imitiam porcos, se humilhando pois Logan é quem tem poder e pode determinar que se façam o que ele quer. Nota 9. 4 – Seria facilmente o melhor episódio até aqui, mas também gosto muito do episódio 2 dessa temporada. Sério, deviam ter mais episódios na empresa do que essa infinidade de episódios em retiros. É muita coisa acontecendo aqui. A parte do Roman no treinamento é a mais fraquinha, em alguns momentos é engraçadinha mas no geral é apenas Roman sendo insuportável. Entretanto, se bem me lembro, é aqui que começa o bizarro “relacionamento” entre ele e a Gerri. O cara metido a nazi, com a cena da entrevista com o Tom que é muito boa. A cena do Tom querendo reafirmação de que os nazis são mesmo maus, enquanto ambos usam um cara de descanso de perna. A safe room do Tom que não é safe room, demonstrando o quanto ele é descartável. A cena das águas sendo jogadas no Greg, Greg perguntando se pode chantagear o Tom. A forma banal que tratam o suicídio de um dos empregados e depois constroem vidros maiores no terraço para evitar que ninguém pule, ao invés de evitar abusar do psicológico dos funcionários, usa-se uma barreira física que indiretamente protege o ricaço filho do dono que estava com pensamentos suicidas, aparentemente. A explicação do apelido do Mo, a forma como Connor trata isso e seu discurso no funeral. Quase tudo nesse episódio basicamente é icônico, engraçado e bem escrito, nem parece que foi tudo num episódio só. Cara, lembrei ainda que é nesse episódio que tem a conversa do Kendall com a Shiv, dele chorando e admitindo que percebeu que vai ser ela, um dos melhores momentos da série até aqui. É, repensando, esse é com certeza o melhor episódio da série até agora. Nota: 9.5. 5 – Tern Haven: Esse episódio é muito bom também, seria legal que tivesse mais da família Pierce. É curioso como são dois aspectos diferentes de ricaços e a cena do jantar é hilária. O Kendall ajudando a fechar o negócio meio que sem querer foi muito bom. Aliás, a Pierce que ele começa a pegar parece que deu uma renovada no personagem. Sério, nos últimos episódios ele está meio zumbístico, de tanta pancada que estava levando o cara estava a cara da depressão. E Shiv DO CÉU, o que aconteceu com você e sua boca? Para que contar que vai ser a nova sucessora? Nota: 9. 6 – Argestes: É, Shiv parecia que não ligava taaaanto assim para a empresa, mas foi só sentir um gostinho do poder que amalucou total. Língua solta, não pode nem sentir um gostinho do poder, vai ser um Logan só que piorada. Acho que estou preferindo até o Roman para ser sucessor. E foi ele que pagou o pato, coitado, gerando a primeira ação enérgica do beta do Kendall. A tram do Tom e Greg sempre boa também, sobre o slogan e sobre a empresa estar escutando as pessoas. Muito bom como eles se dão muita importância. E no fim foi um comediantezinho stand-up qualquer que melou um negócio de milhões. Nota: 9. 7 – Return: Episódio meio nada. A interação com a mãe deles é estranha, não entendo muito essa personagem. Logan e Rhea gera uns comentário engraçados mas também é estranho. A melhor parte é o Logan se esforçando para destruir o psicológico do Kendall com força, embora eu não tenha percebido a exata razão para isso. E Shiv caiu feio, coitada. Foi ficar abrindo a boca, perdeu a sucessão. Nota: 8. 8 – Dundee: Outro episódio meio nada. Essa série tem uma coisa que acredito que seja uma quebra de expectativa ou uma tentativa de fazer algo diferente. Qualquer outro seriado (lembrie de Lost e os flashbacks intermináveis) colocaria flashbacks aqui. Um episódio se passando na cidade natal do Logan, mas não temos flashbacks ou histórias mais detalhadas sobre o seu passado. Só não vai ganhar nota 7 pelo Kendall, que entrega uma boa trama com o affair com a atriz (usa, perde a graça, e pede para outra pessoa descartar, bizarro) e também nos presenteia com a cena mais aleatória da série (L to The OG, inesquecível). Nota: 8. 9 – DC: Shiv é a pior dos 4, e olha que temos um filhotinho de Trump entre os irmãos. Ela já estava encaminhando para isso, mas manipular uma vítima de abuso para ela não depor é tenso, a Rhea não quis fazer. Embora, bem, não era exigível da Rhea fazer algo, já que não é a herança dela em jogo. Inclusive, é emblemática essa questão do Cruzeiro e como nenhum membro da família parece sentir qualquer coisa sobre isso, é sempre visto do ponto de vista das consequências para a imagem da empresa. A parte do Roman refém é engraçadinha e só. Nota: 9. 10 – This Is Not For Tears: Ótimo episódio, mas ainda fico com o episódio 4 como o melhor da série até aqui. Ele quebra a expectativa de um final de temporada em DC, inclusive com a cena do Greg, que começa a depor mas depois corta e não temos nem ideia do seu depoimento. Aliás, vemos apenas trechos do depoimento do Tom e do Kendall. Um foi mal, outro ótimo, mas justo aquele quem foi ótimo e quem vai pagar o pato no final. E, bem, não seria justo que Tom pagasse no final, e sim o próprio Logan e a Gerri, que sabia de tudo e inclusive tinha impedido Tom de contar tudo. E, sério, não aguento o Tom, o cara é o maior beta de todos e se acha o centro de tudo. Apesar de que, tenho a sensação de que realmente acessoram mal ele de propósito em DC, para já colocá-lo pagando o pato. E é o que aconteceria se não fosse o pedido de Shiv. Aliás, mesmo que eu goste mais do episódio 4, as duas melhores cenas de série até aqui estão nesse episódio. O final de temporada bombástico em que o Kendall resolve tomar uma atitude depois do pai dele falar que para o beta não sobra nada (não utilizou esses termos, por óbvio) e a cena do Tom e da Shiv conversando na praia e ele falando sobre ter que decicir qual vai ser a coisa que vai deixa-lo mais infeliz (ao invés de desfrutar do relacionamento aberto... brincadeira kkkkk). O conceito dos caras, em plena crise, passarem esse período em um iate é emblemático também, ainda mais se considerarmos o contexto de que alguém ali vai ter a “cabeça cortada”, dando um bom constraste. A cena da discussão sobre quem vai ser sacrificado é boa também. Nota: 9. Média: 8,75.
Gostei dessa primeira temporada, mas ainda não entregou para mim nada muito incrível. Entretanto, dizem que as outras temporadas são muito boas ou excelentes, então vamos ver onde vai dar, pelo que vi acredito que vale a pena seguir e que essa primeira temporada apenas coloca as peças no lugar. Agora, algumas coisas me incomodaram um pouco nessa primeira temporada. Achei o tom um pouco confuso, parece que queriam fazer uma série de comédia típica e resolveram que não, que teria um tom mais sério, e acaba sendo algo mesclado mas não achei que gerou uma mistura boa, coerente em si mesma. Dramédia é uma mistura complicada por si só. Além disso, achei que os episódios tinham pouca coesão entre si, não se citavam muito e de episódio para episódio sempre tinha um salto temporal grande, por exemplo, do episódio da despedida já vamos para o episódio do casamento, mesmo com semanas de diferença entre um e outro. Achei um pouco estranho.
Digo, a própria senilidade do Logan simplesmente some quando não tem mais função narrativa. Faltou algumas cenas mais intensas também, na minha opinião. Mas, o humor é muito bom e muito bem executado, tem ótimos diálogos, boas atuações e os personagens são muito bons. 1 – Celebration: Difícil dar a nota para um primeiro episódio introdutório como esse. Quero dizer, não sei nada sobre essa série, não sei nem o gênero, mas soa como comédia nesse primeiro episódio. Então, não tenho muito no que me basear para analisar o episódio. Bom, a série começa bem, tem momentos bem escritos, usa artifícios interessantes para introduzir quem é quem sem soar muito expositiva, e os atores, mesmo estando bem no início, já demonstram estarem bem nos seus papéis. Nota: 7. 2 – Sh*t Show At the F**k Factory: Continua difícil de avaliar, muito também pelos personagens ainda serem meio dúbios. Tudo aqui parece querer ser tridimensional e com diversas e diversas camadas. Roman mesmo, que parece que seria um babaca, dá a entender que se compadece do pai e fica querendo assinar o papel. Mas, de todo modo, o episódio é suficientemente interessante, cada cena é um conflito e uma discussão em que vamos tentando entender os personagens. E, para mim, o pedido de casamento mostra que o Tom é um interesseiro, já estava querendo garantir alguma herança. Desconfio forte da índole desse personagem. A mescla com humor é interessante. Nota: 8. 3 – Lifeboats: Esse episódio temos mais visão da empresa, já que o primeiro é quase todo na festa e o segundo quase todo no hospital. A questão da dívida gera uma tensão suficiente para o episódio, mas nada de tão excepcional. Nota: 7.5. 4 – Sad Sack Wasp Trap: Sei não, não gostei muito desse episódio. MUITA COISA ACONTECENDO RÁPIDO e sem justificativa nenhuma. Sério, uma loucura, cenas de 10 segundos e já corta para outra coisa. Muita coisa acontecendo de forma sutil, acho que ficou um pouco caótico. Talvez estejam só estabelecendo situações que vão ser desenvolvidas nos próximos episódios mas achei caótico do mesmo jeito. Nota: 7.5. 5 – I Went To Market: Bem, parece uma repetição do primeiro episódio. E, sei lá, achei que o tapão que o Logan deu fosse ter alguma consequência, mas a Rava nunca mais cita isso de novo. A parte envolvendo o Greg prometia mais, mas até gostei. A melhor parte do episódio mesmo foi o Ewan voltando para a casa, parecendo que ia dedurar tudo, ali deu tensão e mostrou o Kendall agindo de um jeito bem fraquinho. Nota: 8. 6 – Wich Side Are You?: Cara, está no top 10 episódios com melhores notas da série no IMDB e eu nem achei isso tudo, nem imaginei que estaria. Sim, é um bom episódio, temos uma boa tensão em relação ao Kendall indo para a reunião, a cena da votação foi boa, embora dê raiva dos trouxas fazendo os votos com o Logan na sala sendo que isso CLARAMENTE influenciou no resultado final. Agora, muito é discutido se o Kendall tivesse desistido de ir para Long Island ele teria ganhado a votação. Acredito que sim, Roman teria ficado do lado dele e talvez os dois que se absteram, ou pelo menos um, também. Mas, bem, aquela parte envolvendo a Shiv nesse episódio foi meio sem graça. Nota: 9. 7 – Austerlitz: Depois dos eventos bombásticos do episódio anterior temos esse daqui que achei que seria mais focado na terapia em família mas ela quase não acontece. E as cenas da terapia são bem engraçadas, ao mesmo tempo que expõe o caos na família. Nesse daqui e no próximo dá para ver muito bem que o Logan realmente não presta, eu ainda tinha esperança de que houvesse algo que mostrasse que ele era bom de algum modo mas não. Colocou a imprensa contra o filho e o fez afundar de novo nas drogas e fez tudo em relação à terapia para melhorar sua imagem. Nota: 9. 8 – Prague: É até um episódio engraçado, mas esperava algo a mais na despedida de solteiro. Aliás, o episódio é bem focado nessa questão da despedida, apesar de acontecer algo que creio que será importantíssimo para a trama, que é o Kendall se associando ao inimigo de seu pai. Logan é bem babaca com a Shiv, embora até dê para entender um pouco o lado dele aqui. Não dou muita fé para essa trama política, vamos ver onde vai dar. Nota: 8. 9 – Pre-Nuptial: Episódio com boas tiradas, a cena do Logan “verbalizando” com o Gil foi boa, a mulher da despedida de solteiro começando a namorar o Roman do nada gerou uma situação divertida e que gera um bom diálogo entre ela e ele. A questão dos cruzeiros vai realmente ser importante, pelo jeito. Nota: 8. 10 – Nobody Is Ever Missing: Sério Shiv, só agora, na noite do casamento, que tu resolve falar que não é monogâmica? E o Tom, por mais que tenha dado um chega pra lá no mala que estava tendo um caso com a Shiv, continua sendo bem beta. A parte do Roman foi bem engraçada, agora o que acontece com Kendall é o grande ponto do episódio e mesmo assim, não sei, acho que faltou algo, o que aconteceu foi grandioso do ponto de vista narrativo mas não soou tão grandioso quanto devia soar na execução do episódio, na minha opinião. Nota: 9.
O MISTÉRIO DE VARGINHA Segue a estrutra padrão em produções do tipo. Começa bem bombástico, depois mostra o lado mais cético. Mas, achei que a conclusão pendeu demais para o lado cético, ao invés de concluir tudo deixando tudo mais em aberto. Digo, senti falta de uma conclusão. Mas, por outro lado, gostei muito das imagens que trouxeram e das entrevistas com as pessoas nos dias de hoje, inclusive dos militares anônimos.
No fim, os dois ufólogos principais do caso acabam sendo os que mais nos irritam, um por negar tudo de um jeito sem explicações e o outro por não soar nem um pouco convincente. Mas, no fim, acredito que realmente algo fora do comum aconteceu ali. É uma explicação que tem mais sentido do que o Mudinho ou casal de anões. Agora o que eram os seres que estavam rondando o lugar acredito que jamais saberemos. 1 – O primeiro episódio é o melhor da série na minha opinião. Trás imagens bem interessantes, gravações da época, inclusive depoimentos gravados em vídeo, ao mesmo tempo que busca os envolvidos para relatarem novamente o seu testemunho. Inclusive, tem a repercursão televisiva que o caso teve na época. Nota: 8. 2 – O segundo episódio da uma queda na minha opinião, apesar de seguir uma estrutura padrão em produções do tipo, agora apresentando o lado mais cético da história. Temos agora a maior presença dos depoimentos dos militares, alguns bem interessantes. Nota: 7. 3 – O terceiro episódio é o piorzinho na minha opinião. Parece dar um destaque maior para os depoimentos céticos, enquanto não amarra muito os mistérios do caso ou as incoerências desses depoimentos. Faltou concluir mais, embora tenha gostado do foco final nas três meninas, senti falta de fazer um apinhado de tudo. Nota: 7.
Escrevi no meu comentário da segunda temporada “personagens pouco construídos (funcionam apenas pelo carisma dos atores), situações forçadas e, sinceramente, pouquíssima coisa realmente interessante acontecendo. Além de um fan service que me dá nos nervos”. Pois é, para mim os defeitos da série sempre estiveram aí, ficar criticando essa quinta temporada é efeito manada total, pois as temporadas anteriores tinham, na mesma medida, praticamente as mesmas falhas dessa quinta temporada. Então, qual será o motivo que gerou esse efeito manada? Difícil explicar, pode ser homofobia pelo episódio do Will, pode ser os Bylers (que chipavam Will e Mike), pode ser que os fãs de Stranger Things eram crianças e pré-adolescentes e agora são adultos e por isso possuem mais senso crítico para perceber as falhas. Pode ser também que, por ser o encerramento da série, a temporada possui mais responsabilidade e as pessoas a assistam mais atentas. Enfim, não sei o motivo de tantas críticas mas a verdade é que Stranger Things sempre teve buracos de roteiro e situações forçadas (a grande maioria num nível aceitável, inclusive as da quinta) e continua inexplicável para mim que só nessa quinta temporada transformaram isso em um problema. Digo, desde a segunda temos coisas assim. Owens vivo no laboratório. Aliás, toda a cena do ataque no laboratório. Dustin sendo topeira com o Dart. A morte do Bob foi bem mal feita. Quero dizer, estão reclamando que o pessoal entra no mundo invertido sem roupa de proteção. Oras, eles fazem isso de entrar e sair dali de boas já tem tempos, não é algo dessa quinta temporada. Várias coisas foram abandonadas mal amarradas ao longo das temporada anteriores e só resolveram cair batendo agora. Aquele lance do Demogorgon ser atraído por sangue na primeira temporada foi completamente esquecido, por exemplo. O roteiro sempre foi básico, repleto de fan service e ousando pouco. Isso não é ruim por si, mas fica complicado quando se pensa em uma série de cinco temporadas. É preciso entregar mais e acho que isso acabou estourando nessa última temporada. Agora, em matéria de ação as cenas sempre foram muito boas e é nesse ponto que a série se destaca, sempre entregando conflitos muito bem orquestrados desde a primeira temporada, mesmo ela sendo mais contida, não tendo tanto orçamento ou cenas de ação, as que teve entregou bastante. Ou seja, os Duffer são muito bons em escreverem ação e só. E essa quinta temporada demonstra isso, que é algo que venho falando desde sempre. Eles não são grandes escritores e deram sorte que a primeira temporada foi esse sucesso todo por uma série de fatores que apontei no meu comentário daquela temporada. Aí, quando a coisa escala e eles tentam fazer algo grandioso e épico, o castelo de cartas deles fica muito grande para se sustentar e desmonora. Mas, sejamos justos, a reviravolta envolvendo o Henry ser o Um e tamém o Vecna na quarta temporada foi muito bem construída e foi o grande momento de ambos como escritores. Foi o ponto mais genia da série, embora o Will revelando ser homossexual e a cena da Robin e Steve no banheiro sejam as mais bem escritas deles isolodamente falando. Mas, são pouquíssimos momentos em uma série de cinco temporadas com vários episódios passando de uma hora. No fim, é sim uma série legal, dá para assistir e se divertir, mas sempre esteve longe de ser extraordinária ou uma das melhores séries de todos os tempos na minha opinião. Deveria ficar entre essas séries que lançam sempre e logo são esquecidas mas, por algum motivo, pessoal exagerou na badalação em torno dela e o tempo meio que mostrou isso. Agora, uma coisa que é problema dessa última temporada. Onze matando pessoas sem pudor. A segunda tinha tentado começar a desenvolver isso quando ela deixa de matar um dos caras que trabalharam pro Brenner e isso é um pouco retomado na quarta temporada com a Angela. Já nessa quinta deixaram isso totalmente para lá e ela sai matando gente sem pudor. Difícil. Mas, acho que a quarta temporada tenha, talvez, até mais problemas de roteiro do que essa. Primeiro que os ataques do Vecna são totalmente copiados de A Hora do Pesadelo (bom, isso é até aceitável, A Hora do Pesadelo mesmo copia o final de Fantasma de 1979), o modo como Hopper sobreviveu é totalmente forçado e cheio de furos, o mesmo pode se dizer do Brenner ainda estar vivo, o plano do Owens de recuperar os poderes da Onze surge do nada, o Hopper com pé machucado que simplesmente não foi mais citado, Hopper segurando um demodog no braço por vários segundos, toda a primeira metade do plot da Califórnia é ruim, e por aí vai. Aliás, fico flutuando entre decidir qual temporada foi melhor, se a quarta (cenas de tensão muito boas, boa reviravolta, bons acréscimos à mitologia de série, repleta de furos e situações forçadas) ou a primeira (atores carismáticos, fotografia bonita, roteiro contido e centrado, ZERO originalidade, decai muito na segunda metade). Aliás, essa daqui retomou a fotografia e estética da primeira e da terceira temporada que eram maravilhosas e excelentes. Embora, nessa quinta, temos apenas cenas pontuais dessa retomada, como o Camazotz ou a Dimensão X que tem cenas miuto bonitas. Mas, em vários outros momentos temos cenas escuras e repletas de tela verde sem inspiração, e por isso não chega a ter a mesma qualidade da fotografia das primeiras e terceiras temporadas, embora seja superior nesse quesito em relação à segunda e à quarta. O primeiro volume, ressalta-se, estava bem ruim nesse quesito, mas foi melhorando. Aliás, algo que não entedi.
Onze tem sangue do Henry. E no sangue do Henry corre a fumaça que faz parte do Mindfalyer. Então Onze as outras crianças do experimento estão embebidas de Mindflayer, ou estou louco? Sendo assim, Onze teria mesmo que se sacrificar, não por causa do exército, mas sim por poder ser uma ponte entre a Dimensão X e o nosso mundo. Claro, isso justificaria de forma muito melhor o sacrifício dela, embora haja um gigantesco porém. Se realmente ela tem Mindflayer no sangue, ela teria que fazer parte da mente coletiva e sentir dor junto com os outros monstros do mundo invertido. Então, conclui-se que ela não tem partes do Mindlayer no sangue dela. Só que, se ela não tem, de onde ver os poderes? Afinal, os poderes do Henry vinham do fato dele ter absorvido a pedra da Dimensão X que continha parte do Mindflayer e depois transmitiu isso para a Onze, que teria que ter poderes pelo mesmo motivo, não? Isso tudo ficou muito mal explicado. Já sobre as atuações, praticamente todos os atores se entregaram muito bem aos seus papéis. Will, Robin e Holly são alguns que penso em destacar no momento que escrevo. Agora, Mike e Onze foram pontos absolutamente fora da curva, entregando atuações sem paixão, totalmente no piloto automático, o que é problemático, visto que são dois personagens bem importantes. Joyce foi bem também, mesmo que tenha muito pouco para fazer com a personagem. Não deram quase nada para ela nessa temporada, acho que foi esse o motivo que colocaram ela matando o Vecna, para pelo menos ter algum momentinho que seja de destaque. Também teve bem menos daquele clima oitentista. A terceira temporada tinha aquelas questões da chegada dos shopping centers, a treta com os soviéticos, etc. Essa daqui teve muito pouco dessa questão oitentista que era um dos destaques da série. O humor aqui é mais bem dosado, igual a primeira e a quarta. A terceira é tresloucada no humor, e a segunda é zero humor, então pelo menos tivemos de positivo que aqui souberam dosar isso bem. No fim, o último episódio entregou emoção suficiente, o mesmo para a última temporada. Não foi o final espetacular que todos queriam mas, considerando que os Duffer tiveram poucos momentos realmente inspirados durante a série, era de se esperar que não fossem ousar na hora de encerrar tudo. Embora não seja um primor, o final consegue emocionar. Poderia ser muito melhor pela escala de tudo se tivéssemos com escritores mais talentosos, mas Duffer entretagaram um entretenimento razoável, legalzinho, bom. No mesmo nível do resto da série. E, como se esse comentário já não estivesse suficientemente longo, aqui vai uma pequena opinião sobre cada episódio da temporada. Capítulo 1: Missão De Resgate – Normalmente os inícios de temporada de Stranger Things são meio mornos. A série costuma se sair melhor na ação, embora a primeira temporada se saia bem na construção do mistério nos primeiros episódios. Aqui a temporada começa com um episódio que, apesar de introdutório, não soa tão introdutório quanto os das outras temporadas. Afinal, estamos na última temporada da série e parece que não vão perder tempo. De primeira não estou gostando muito dessa disputa do Steve e do Jonathan pela Nancy, mas vamos ver onde isso vai dar. Agora, que loucura, estamos na QUINTA temporada e continuam cortando o fim do episódio de um jeito maluco. Episódio acaba no meio de uma cena de tensão, loucura. Ah, até gostei desse Dustin revoltado. De alívio cômico para peronagem com algum desenvolvimento, por enquanto ótimo. Nota: 8. Capítulo 2: O Desaparecimento De Holly Wheeler – Custava o corte de fim de episódio ser no momento que Holly e a mãe estavam no banheiro? Já ia ser um corte estranho, mas teria mais sentido narrativo. A cena do ataque na casa é muito boa, embora os Demogorgons sempre ficam mais lentos quando é para atacar personagens importantes. Mas, não acho isso ruim, é normal em praticamente toda narrativa. Não atrapalha a cena, que é boa. Will e Robin gerou uma grata surpresa, não esperava que seria uma boa interação. Nota: 8. Capítulo 3: A Armadilha – Holly realmente está agora entre os personagens principais, e acho que até gostei da parte que envolve ela. Certo, fica meio fantasioso, imaginar ela interagindo com a Max na mente do Vecna parece demais para uma série que tinha uma primeira temporada mais “pés no chão”, mas tudo bem. E todo esse plano mirabolante para sequestrar o Derek paraceu demais para mim também. E que personagem mala, devo ser o único que achou ele insuportável. Nota: 8. Capítulo 4: Feiticeiro – Sério, 9.5 no IMDB? Qual motivo que qualquer episódio que tenha um final mais bombástico consegue receber notão? 9.5 para um filme é quase impossível. Enfim, estou escrevendo minha opinião sobre esse episódio um pouco atrasado, depois de toda a polêmica do episódio 7, e, sinceramente, esse daqui teve umas cenas piores. Sério, passaram quatro anos e o exército dos EUA CONTINUA ATIRANDO NOS DEMOGORGONS COM BALAS. JÁ TEM UMA ETERNIDADE QUE SABEM que fazer isso é inútil e que a fraqueza dos bichos é o calor. E, sim, eles sabem, tanto que a Sarah Connor esquenta o tentáculo quando está interrogando o Hopper. Tinham que ter entrado com um exército de LANCHA-CHAMAS. Ou colocado uns aquecedores gigantes na entrada do mundo invertido. Horrível, achei um ponto bem baixo da série. De primeira tive ressalvas do Will com poderes, mas isso é até digerível no meio de toda a megalomania que a série virou. E, pela MILIONÉSIMA vez na série, TODO MUNDO morre atacado pelos bichos, menos o grupo de protagonistas. Por qual razão Vecna não partiu a Joyce em dois? E é uma pena, até esse momento era um episódio nota 9. A trama de sequestrar as crianças estava sendo bem executada, as cenas do Hopper e Onze no laboratório foram muito boas. A reviravolta com a Oito foi legal também, embora eu já estava esperando ser exatamente isso que iria acontecer. Enfim, nota exagerada de alta e o piorzinho da temporada até aqui na minha opinião, totalmente na conta da cena do exército sendo atacado. Nota: 7.5. Capítulo 5: Tratamento De Choque – Cara, eu reclamei disso um bilhão de vezes já nessa série e lá vou eu reclamar de novo: eles não sabem cortar os episódios e não contextualizam as coisas. E, por mais que eu reclame disso direto, pelo menos nas outras situações os episódios eram lançados todos de uma vez. Mas, nesse caso, o episódio foi lançado UM MÊS depois e mesmo assim não contextualizam as coisas. Por qual razão o núcleo da Nancy está no laboratório versão mundo invertido? Simplesmente não lembro como foram parar lá, argh. Custa explicar num diálogo igual qualquer seriado normal? Sério, eles sabiam que não ia ser lançado de uma vez, ai ai. Gostei da história da Oito e da ideia de continuar os experimentos. Parece implicar que o Henry seria pai da Onze, mas não olhei isso a fundo, para ver se as datas batem ou se foi dito algo do pai dela antes, seria bom verificar se tem sentido no lore de Stranger Things. Max e Holly têm uma interação legal também, mas foi o núcleo da Nancy que gerou a melhor parte dessa temporada toda na minha opinião. Toda essa cena do laboratório foi ótima, do humor tenso na parte de decidirem como iriam se separar, passando pela porradaria entre Steve e Dustin, de qualidade, pela execução e contexto, além de todo o design bem interessante do laboratório derretido, e culminando em um cliffhanger bem executado (milagre! Terminaram o episódio no timming certo!). Nota: 9. Capítulo 6: A Fuga De Camazotz – Max e Holly rendem um núcleo interessante por explorar um pouco o passado de Henry, embora a ideia de Max não ter descoberto nada seja meio forçada, ela passou uma eternidade lá. E, aliás, alguém me explica por qual motivo tudo parou de derreter do nada? Conveniente. A cena de Nancy e Jonathan achei interessante até, mas não sei dizer se é boa. Realmente, foi um término, mas sutil, talvez sutil demais, o que não é comum nessa série, e por isso acaba que ficamos mesmo em dúvida se foi realmente um término. Já a parte do Lucas é um show de horrores. O chute no Demogodog, os bichos que sempre atacam apenas o exército vorazmente mas ficam lentos quando é para atacar o grupo principal. Sim, essa conveniência é algo até típico do estilo mais desleixado dos filmes oitentistas, mas já abusaram demais. E mãe de Mike que estava quebrada no último grau, inclusive sem voz, teve uma recuperação milagrosa e like a ninja colocou o cilindro dentro da máquina matando os bichos de um jeito miraculoso. Sinto que quiseram dar um Deus Ex-Machina diferente do padrão de Onze aparecendo e detonando os Demodogs, mas se for fazer algo diferente tem que ser bem pensado. E a cena da Max e Holy conversando para sair da mente do Vecna é interminável. Nota: 7. Capítulo 7: A Ponte – Ah sim, o episódio que está gerando extrema polêmica. Polêmica inexplicável, diga-se de passagem. Digo, estão falando que a temporada está ruim, mas os episódios estão todos com notas altas, inclusive o sexto episódio que é muito (mas muito) pior. A parte envolvendo a Holly foi legalzinha, mas nada de demais. O reecontro do pessoal não foi aquilo tudo que a gente esperava. A Oito falando besteira. E, bem, foi o episódio com menos ação até aqui, mas era de se esperar, afinal, é o pré-climáx da série inteira, normal que fique na preparação. Sobre o Will, eu infelizmente peguei spoiler antes, mas do jeito negativo que estavam falando achei que ele simplesmente tinha decidido do nada, chamado todo mundo e falado sem mais nem menos “sou homo”. Entretanto, a cena, para mim, foi no timming certo, o contexto foi justificável, já que ele decidiu que devia combater seu medo ao saber que foi o medo do Vecna que manteve Max a salva e foi o próprio medo do Will que o fez ser derrotado. Mas, não só isso, a cena teve um diálogo (bom, praticamente um mónologo) muito bom e bem escrito, algo raro nesse série. De memória, acho que só tivemos duas cenas bem escritas nessa joça inteira, que foi a cena da Robin e Steve no banheiro na terceira temporada (a mais bem escrita da série na minha opinião) e a da carta da Max (tenho minhas ressalvas, mas acho que foi boa sim) e agora esse diálogo do Will, que achei muito bem escrito, e, sinceramente, não entendo o hate em cima. E não é como se eles estivessem num momento de extrema urgência que foi interrompido, igual estão falando que aconteceu, eles ainda tinham tempo, tinham que aguardar o momento que a torre se aproximaria do outro mundo. Se formos reclamar, Never Ending Story na terceira temporada foi um corte de clima MUITO pior. Nota: 7. Capítulo 8: O Mundo “Direito” – Esperava muito do último episódio da série. Entretanto, depois do vol. 2 da quinta temporada ter sido fraco, a expectativa caiu e, bem, fico feliz que pelo menos tenha terminado a série de forma digna, embora não muito excepcional. E, vendo aqui, dei nota 8 para todos os episódios finais de temporada, então acho que realmente não gosto muito do modo dos Duffer encerrarem as temporadas da série. Difícil decidir qual foi o melhor último episódio. Vou ficar com o da quarta, que dei 8.5, apesar de ser caoticamente montado. Mas acho que esse daqui vai ficar em segundo. O primeiro ato é bom, com a cena da torre que é uma boa ideia e é bem executada, incluindo também a cena do Vecna na mente do Hopper, que foi bem legal também. Já o segundo ato tem seus altos e baixos. Cena do exército com Hopper e a suposta morte da Oito foi bem realizada e gostei bastante da fotografia da Dimensão X. Embora tenham reclamado que a cena de batalha na dimensão X foi curta (e, se compararmos com o padrão da série, foi mesmo), gostei da execução e das cenas, embora não tenha sido excepcional como deveria ter sido, foi uma boa cena de ação de encerramento, com alguns momentos de suspensão da descrença, mas nada de muito ruim nesse ponto. Bem, tivemos muita falação também, alguns personagens resolvendo se ajustar e ter desenvolvimento em um momento não muito propício, entretanto não vi reclamações como houveram em relação ao Will interrompendo a ida para a ação para se revelar homossexual, o que demonstra que as reclamações eram homofobia mesmo. E essas cenas não são tão boas. A temporada está tramada errado, já nos jogaram na ação desde o início e resolveram que iam pingar desenvolvimento dos personagens aqui e ali no meio da porradaria. Não deu certo. Já o terceiro e último ato também tem seus altos e baixos. O final de praticamente todos os personagens foi legal e demonstrado de forma correta, sendo expositivos na medida certa. Gostei de forma como narraram o destino de cada um, gostei da cena final, gostei da cena de Steve, Nancy, Jonathan e Robin conversando no telhado. Agora, não sei dizer exatamente se gostei do final da Onze. Talvez devessem não ter deixado em aberto e sim deixado às claras que ela estava viva e escondida em algum lugar, seria um final melhor. A ideia dela se sacrificar não é legal para mim, não condiz com o desenvolvimento da personagem. Gostei que não deram uma redenção para o Vecna, ao mesmo tempo em que flertaram com essa redenção, foi uma execução legal. Agora, a cena do discurso na formatura é HORRENDA, uma das piores da temporada. Pessoal que odiava o Hellfire do nada aplaudindo. Do nada o diretor era um conservadorzão, isso nunca tinha sido citado. Gosto do discurso progressista do Dustin isoladamente, mas teve zero coerência ou construção para ele no resto da série ou da temporada. A cena toda é bem ruim. E, por mais que eu diga que tenha gostado desse terceiro ato, senti que algumas coisas ficaram muito solta e precisavam, ou melhor, mereciam pelo menos uns dois minutos de diálogo explicando, principalmente como ficou a questão do exército, ou o retorno de Hopper “à vida” com uma cena com os antigos colegas da polícia ou algo assim. Mas, bem, foi um final digno. Nota: 8.
Nota para a temporada: 7.5. Nota para a série como um todo: 7.5. Meu ranking da série: 1 – Quarta temporada. Nota: 8. 2 – Primeira temporada. Nota: 8 (praticamente empatada com a quarta). 3 – Quinta temporada. Nota: 7.5. 4 – Terceira temporada. Nota: 7.5 (praticamente empatada com a quinta). 5 – Segunda temporada. Nota: 7.
Sério, que estrutura bizonha. Posso estar sendo purista, mas não tem sentido algum para mim esse negócio de episódio com DUAS HORAS E MEIA de duração. Quase todos os episódio tem tamanho de filme, qual o sentido disso? Podiam fazer doze episódios, horas. Vai entender. É engraçado ver o quanto essa temporada adicionou à mitologia de Stranger Things, bem mais do que as outras. Vecna, Hellfire, Eddie, Kate Bush são coisas colocadas em ST apenas agora, mas que parece que sempre fizeram parte da série. Ainda estou refletindo se considero essa ou a primera temporada como a melhor (a quinta ainda não lançou). Por um lado temos na primeira os atores com mais carisma, mais jovens. A trama é mais contida, centrada, construída, sem exageros e forçadas de barra dessa quarta temporada. A fotografia da primeira temporada é muito boa também, algo que a série não recuperou mais, embora tenha aproximado de uma ótima fotografia na terceira temporada. Dito isso, curioso como ST acertou mais em suas temporadas menos originais. Quando tenta caminhar com as próprias pernas, tentando um roteiro mais original na segunda e na terceira temporada fica evidente como os roteiristas são fracos. E, bem, é estranho considerar a primeira como a melhor, visto que sempre reclamei dela por ser um roteiro totalmente plagiado de A Incendiária, Poltergeist e E.T., sem ter praticamente nenhum elemento original de fora desses filmes. Essa quarta faz a mesmíssima coisa, usando A Hora do Pesadelo sem pudor algum. A forma como os personagens caem no transe é muito semelhante aos sonhos de A Hora do Pesadelo, seja na execução, seja no conceito. Só não colocaram como sonho pois aí o plágio ficaria muito na cara mas, de resto, é praticamente a mesma coisa. Pelo menos tentaram algo um pouco mais original e interessante colocando a ideia de uma metáfora para depressão, de forma clara e ao mesmo tempo sutil. E, pensando aqui, pelo menos essa daqui tem mais elementos originais que a primeira. Temos a parte da União Soviética e temos uma reviravolta bem tramada ao longo da temporada, algo que a primeira não tinha. Acho que encontrei aqui o diferencial para colocar essa daqui como a melhor temporada até aqui. Diferencial que a primeira temporada não tem.
Capítulo 1: O Clube Hellfire – Um primeiro episódio típico da série, mais leve, colocando as peças no local, já desenhando os rumos. A diferença é que esse daqui foca muito em temas mais escolares, algo que ainda não tinha sido feito antes. Populares, bullying, maconha, etc. Temos alguns personagens novos, mas o Eddie acaba sendo o maior destaque pelo seu jeito maluco. Vecna aparece pela primeira vez e gosto muito do efeito especial, realmente bem feito, embora os demais efeitos dá temporada escorreguem bastante, o Vecna ficou muito bom. Nota: 8. Capítulo 2: A Maldição De Vecna – É finalmente revelado o que aconteceu ao Hopper e... bem, não entendi por qual motivo fizeram isso. Teria mais sentido se tivesse acontecido algo semelhante ao que aconteceu com a Onze na primeira temporada. Ele deveria ter ido parar no mundo invertido, talvez na parte soviética, afinal, lá estavam tentando abrir o portal. Agora, ele escapou e logo depois já foi capturado por russos que não sei por qual motivo ainda estavam lá perto e resolveram, no meio do caos, pegar o cara e levar embora, mesmo com o governo na porta. Sério, não sei por qual motivo tiveram essa decisão forçada, talvez para não soar repetitivo com a primeira temporada. Enfim, a cena com a Onze na patinação é bizarra de tão forçada também. A menina sofreu bullying do ringue de patinação INTEIRO. A Angela tem controle não só sobre a escola, mas sobre a cidade inteira, só pode. Que tipo de lugar é aquele em que todas as pessoas teriam aquela reação de risada vendo uma adolescente sofrendo? Bem, por mais que eu não goste muito das outras temporadas, elas raramente escorregam nas contruções, em nenhum momento as deixam forçadas. Até a conversa com o Eddie e as conclusões sobre a natureza do vilão da temporada soam um pouco forçadas. A questão de Nancy e Jonathan também acho um pouco estranha, parece que faltou uma lacuna para explicar o motivo do afastamento, soa meio abrupto. Vejamos se vão desenvolver isso. O melhor momento desse episódio é mesmo a patinzada na cara que a Angela toma, dirigido de um jeito que não soa satisfatório, soa real, e desenvolve um pouco a Onze na questão dela matar os outros, algo que começou a ser um pouco desenvolvido no episódio solo dela na segunda temporada e nunca mais tinha sido retomado. Nota: 8. Capítulo 3: O Monstro E A Super-Heroína – Agora é o Owens que soa forçado, com todo aquele papo de Super-Onze e recuperar poderes, mas vamos ver até onde isso chega. Sério, de onde ele sabia que ela iria perder os poderes e já estava planejando recuperá-los? Nem é explicado isso. As investigações em Hawkins dão uma avançada, culminando num gancho muito foda no fim do episódio com a Max. O ploto do Hopper tá legalzinho também, algo um pouco diferente do resto da série. Nota: 8. Capítulo 4: Querido Billy – O melhor episódio da temporada e provavelmente da série (a quinta temporada ainda não lançou no momento que escrevo este comentário). Embora a Onze nem apareça, acho que é nesse episódio que temos o melhor momento da trama da Califórnia, com Will e Mike fazendo as pazes, seguido de um tiroteio muito bem feito com longos planos-sequências. Na trama do Hopper temos boas cenas também, com a fuga mirabolante. Temos ROBERT ENGLUND mostrando que nasceu para o terror e a história do flashback dele é legal. Claro, temos a decisão que aparece na forma conveniente, salvando a Max de uma morte que parecia inevitável, enquanto personagens que não eram protagonistas morreram do mesmo jeito, mas isso é algo perdoável e o tipo de conveniência narrativa que daremos nota zero para tudo se não relevarmos. A cena da Max, aliás, é muito boa, queridinha do público, embora em não coloque entre as melhores da série, por mais que tenha sido eficiente em construir tensão. E continuo não entendendo muito a relação dela com o Billy, mas acho que eu que mosquei mesmo nessa construção da personagem. E Running Up That Hill é uma boa música que eu não conhecia, obrigado realizadores de Stranger Things por trazer ela à tona. Nota: 9. Capítulo 5: Projeto Nina – A ressaca pós episódio 4 gera um episódio com nota mais baixa da temporada no IMDB (junto com o episódio 1 e 2). A questão é que Stranger Things sempre teve uma estrutura de filme e não de série. As temporadas anteriores tem inícios morosos, colocando os conflitos e estabelecendo os novos personagens, no meio da temporada começam a ter algumas cenas pontuais de ação, aí o último episódio é um clímax de longa duração. Aqui nesta quarta temporada pela primeira vez tivemos uma estrutura um pouco mais diferente, com o episódio 4 funcionando como um mezo-clímax. Aí esse daqui serve para novamente acalmar as situações e recolocar as peças no tabuleiro. A cena na casa do Creel é fraquinha (longa e inútil), temos apenas expectativa e Steve bancando o bobão. Na União Soviética temos uma cena boa de monólogo do Hopper sobre a filha que desenvolve um pouco o personagem. A terceira vítima do Vecna não teve o mesmo tratamento das outras duas, só morreu e pronto. Começam os flashbacks no laboratório, instigantes, mas ainda não tão interessantes. Nota: 7. Capítulo 6: Mergulho – Suzie volta apenas por voltar mesmo. A cena dela é divertidinha, porém inútil. Poderia ter sido tirada, mas com certeza queriam que a personagem aparecesse na temporada, então incharam ainda mais a longa duração da temporada. Bem, pelo menos é divertidinha, como eu disse. Na União Soviética temos outro bom monólogo do Hopper na cena do jantar e só. Os flashbacks do laboratório estão meio mornos, mas quando o Henry acaba despertando a curiosidade. Hawkins só ficou legal no trecho final do episódio. Nota: 7. Capítulo 7: O Massacre No Laboratório De Hawkins – Não CREIO! Stranger Things contruíu uma reviravolta grandiosa e de forma efetiva! Quero dizer, Victor Creel parecia completamente fora da curva, passado distante, antes do laboratório, história com elementos aparentemente sobrenaturais. Enquanto isso as cenas de flashback do laboratório pareciam que não iam levar a lugar algum. E de repente ambas se conectam, e não só é revelado que Henry é DO MAL, como ele tramou um plano engenhoso com a Onze. Não só isso, ele é o número 1 e também é o filho do Creel. Super amarrado. O problema maior foi na execução, que exagerou no expositivo em determinado momento, embora essa cena da reviravolta seja queridinha entre os fãs (acho que é o episódio com maior nota da série no IMDB). Sério, precisava mostrar o 001 no braço do Vecna? Já deu para entender. E acho meio estranho ele ficar revelando a história toda de vida dela para Nancy, mas dá para relevar. Além disso, a ação com Hopper é muito boa (apesar de todo mundo morrer, exceto, convenientemente, ele e o Dmitri. Hawkins tem cenas boas com o grupo no mundo invertido, explicando como Will se comunicava por meio das luzes. Nota: 9. Capítulo 8: Papai – Nossa, não lembro de quase nada desse episódio. Brenner surgiu dos mortos sem muitas explicações apenas para morrer. Apesar de que a volta dele até foi boa, gerou boas cenas com a Onze, então relevo. Mas, como dizia, a única coisa que eu lembrava desse episódio é a batalha no deserto com a morte do Brenner. Não lembrava da fuga na União Soviética, não lembrava da cena da loja de armas, do roubo do trailer, nem nada. O próprio gancho final não foi tão bombástico para um episódio final. Nota: 8. Capítulo 9: E O Plano De Onze – É, sem a Onze tinha todo mundo ido de base, o plano mirabolante do grupo de Hawkins ia falhar miseravelmente. A bem verdade, esse fim de temporada é uma grande cena de ação assim como o fim das outras temporadas, especialmente a primeira. Mas, nesse daqui senti mais impacto, na quase morte da Max e na morte do Eddie, que mesmo sendo personagem recente e tendo uma morte de herói clichê foi impactante. Agora, o tempo dessa batalha é meio estranho. A alternância entre Lucas, núcleo do Mike, núcleo da Nancy, batalha mental da Onze e Dustin e Eddie fica estranho. Lucas está brigando, aí corta para outro núcleo, ficamos uns 20 minutos, aí volta e Lucas tá saindo no tapa ainda, ficou meio mal montado. Hopper parece que ficou uns 10 minutos segurando um demodog no braço, embora tenha sido só alguns segundos. Aliás, muque do cara tá em dia, os demodog quebraram vidros inquebráveis, mataram a torto e direito mas aqui ele conseguiu segurar o bicho NO BRAÇO. Aliás, toda essa volta deles para a prisão soa forçada e sem sentido e acho que essa é a quarta ou quinta vez que essa temporada tem alguma situação muito forçada. Mas essa é muito bizarra. Eles voltaram para um lugar repleto de soviéticos, uma prisão de segurança máxima que ainda possui um monte de monstros do mundo invertido pois ouviram dizer que o pessoal de Hawkins poderia estar em batalha com o mundo invertido. Não tem muito sentido, mas ok, gerou boas cenas. E é aqui que fica difícil avaliar o episódio. Emocionalmente talvez seja o mais competente entres os finais de temporada, mas a execução tem algumas situações forçadas e foi um pouco mal montado Fiquei perto de dar 9, mas não. Nota: 8.5.
Não lembro se comentei na primeira temporada mas é uma das melhores músicas de abertura dos desenhos com certeza. No meu comentário eu falei que, de memória, a primeira temporada era mais episódica e, revendo agora, vejo que ela realmente é mais episódica, mas não tanto assim. Quase não tem diferença nisso entre a primeira e a segunda, embora a segunda tenha uma trama principal entre os episódios mais desenhada. Não sei muito bem dizer de qual gostei mais. A primeira era mais divertida (tinha mais presença do Soos), se levava com mais conforto por não precisar focar na trama cheia de reviravoltas que é ahistória principal dessa segunda temporada. Mas, a segunda temporada concentra a maioria dos melhores episódios. Difícil decidir, mas acho que a primeira era mais engraçada, o humor dessa série é muito bom e bem pensado. Acho que as criaturas e mistérios da primeira eram mais legais também. Mas, na segunda temos as reviravoltas e cliffhangers bombásticos, além de ter uma pegada mais tensa, mais “terror” (na versão infantil, claro, ainda é um desenho para crianças) do que a primeira. Acho que vou ficar com a primeira como melhor.
Enfim, tenho uma teoria que ficou na minha cabeça na época que assisti e que não sei se realmente tem algum fundamento Bill fala que o mundo perfeito da Mabel é sua armadilha mais perigosa, pela questão mental de que é difícil fugir daquele mundo perfeito, resistir àquelas tentações. Mas, e se ele disse isso por outro motivo? E se aquele local realmente entregasse um mundo perfeito, mas disfarçado, sem que você percebesse que era isso que ele estava entregando? Vejam, o final da série é simplesmente perfeitinho demais, tudo deu certo, mas com um sabor agridoce beeeeeem leve, que foi o verão acabar. Fora isso, tudo deu absolutamente certo. Wendy e Dipper mantêm amizade saudável, os gêmeos tiveram sua festa, Soos terminou bem, os Stans se conciliaram, etc. Agora, lembrem, no fim da primeira temporada, acho, Bill fala que a realidade é uma ilusão e o universo é um holograma. Ele também falar que é um mestre da mente. Vejam, eles JAMAIS saíram do mundo da Mabel. Ao entrarem naquele lugar, o mundo começou a se moldar para também ser o mundo perfeito de Dipper, Wendy e Soos. Dipper adora um mistério e foi só ele chegar que começou a acontecerem coisas estranhas no lugar para agradar ele. Ao criar a ilusão de que eles saíram do mundo da Mabel e resolveram as coisas no mundo real, eles jamais vão desconfiar que ainda não estão no mundo real e é terminando bem na série que eles ainda vão se manter na ilusão, acreditando que conseguiram escapar. Mas, nunca vi ninguém achar a mesma coisa, então deve ser coisa da minha cabeça. 1 – Espanto-Oke: O primeiro episódio da segunda temporada já começa no cliffhanger da temporada anterior. E, também, já introduz que há mais segredos no livro, escondidos com a tinta invisível, e que serão explorados na temporada. Soos continua um ótimo alívio cômico. Os zumbis são bem ousados para um programa infantil, mostrando órgãos expostos e tal. Nota: 9. 2 – Entrando no Depósito: É o melhor episódio da série na minha opinião. Aventura, ação, aquele transmorfo bisonho de assustador, além de tratar muito bem a questão de Dipper e Wendy, numa solução muito boa do roteiro de não cair em mesmices. Nota: 9. 3 – A Guerra Do Golf: Episódio divertidinho, embora não muito memorável e o humor também não é tão bom quanto outros episódios mais voltados para a comédia. Trazem um pouco mais da Pacífica, que apareceu bem menos do que eu lembrava na primeira temporada. Nota: 8. 4 – Meia-Ópera: Episódio engraçado pelo absurdo e pelo crush da Mable que fica engraçado de tão ridículo e metido. Mas, a melhor parte é mesmo a referência aos Muppets nos créditos finais. Bill dá indícios de que será o vilão da temporada aqui. Nota: 8. 5 – Soos E O Verdadeiro Amor: Primeiro episódio focado no Soos e, não só isso, mas ele em busca de mulher? A própria premissa já promete pra caramba, impossível dar errado. E, bem, não sei. Parece que ficou apenas no potencial mesmo e não superou a alta expectativa. De todo jeito, é um bom episódio, bem engraçado, mas não tanto quanto eu achei que seria. Nota: 8. 6 – Pequena Lojinha de Presente: Até mesmo pelo título remete ao terror clássico e ao terror antológico, inclusive pela história de interlúdio, com Stan apresentando objetos e contando a histórias sobre ele. O segmento de interlúdio é muito bom, apesar do final bizarro. O segmento do porco inteligente começa promissor, mas acaba com um final meio meh (sério Mabel? O mundo ia se tornar um lugar melhor beneficiado pela inteligência mas isso tudo é deixado de lado). O primeiro, da mão do Stan é legalzinho, mas nada extraordinário. Já o segmento do stop-motion é legal por homenagear Harryhausen e pela mistura entre stop motion e animação, sendo o melhor do episódio. Nota: 8. 7 – A Sociedade Do Olho Cego: Basicamente quer explicar o motivo de que os habitantes da cidade parecem ignorar que o local é repleto de eventos sobrenaturais. Mas, com isso acaba gerando outras coisas sem explicação. Por qual motivo não apagaram a memória de Stan? Da Wendy? Do Soos? Dos gêmeos? Bem, dos gêmeos acho que não precisa, quem acredita em crianças? Acho que o mesmo vale para o Soos. Aliás, botaram só os habitantes broxa na sociedade, sei lá, não acho que esse povo teria essa capacidade toda para manter a sociedade secreta. Mas, apesar dos pesares, a conclusão do episódio com o McGucket é CINEMA. Nota: 9. 8 – O Jogo De Blendin: Falei que não sou particularmente fã do episódio de viagem no tempo e ele volta. Mas, querendo ou não, por mais exagerado (e acho que fica fora do tom do resto da série) que seja é divertido ver a visão bizarra do futuro na série. Ou Gravity Falls no passado. E só. Nota: 8. 9 – O Anjo Do Amor: Episódio que eu simplesmente não lembrei de nada, mas é até um episódio muito bom. As piadas com Woodstock e o cupido roqueiro, além de dar um destino para o Robbie, que tinha sido jogado de lado. Mas a melhor parte é mesmo os pais do Robbie. Nota: 8. 10 – O Mistério Do Solar Northwest: Muito bom o humor aqui, envolvendo piadas com a alta sociedade. A trama em uma grande mansão assombrada dá um tom de humor, temos desenvolvimento da Pacífica, parece que o episódio é até maior do que ele realmente é de tanta coisa acontecendo. Nota: 9. 11 – Nem Tudo É O Que Parece: Depois de um longo tempo enrolando (mas, com bons episódios) e deixando o Stan meio de lado, finalmente, no meio da temporada, temos o episódio que foca nele. E, numa boa ideia, foca sem explicar nada, deixando isso para o próximo episódio. O tom de mistério é ótimo e acaba deslocando para último plano o humor da série (que é um humor muito bom). Tem absurdos 9,8 no IMDB. É um ótimo episódio, está no top 10 da série, mas não é para tanto. O episódio 2 dessa temporada continua sendo melhor na minha opinião. Ou, talvez, o plot twist final não tenha tido o mesmo impacto agora que eu já o sabia. Mas, sei lá, gêmeos como reviravolta é meio... não tão impressionante. Nota: 9. 12 – Um Conto De Dois Stans: Um episódio inteiramente em flashback pode ser algo perigoso. Se não for realmente bom, é bem mais fácil do público reclamar. Entretanto, este daqui é até bom, embora eu não ache que tenha sido tão necessário durar um episódio inteiro para explicar a existência do irmão gêmeo do Stan. Mas, a trama trás emoção suficiente para eu relevar isso. Nota: 9. 13 – Masmorras, Masmorras E Mais Masmorras: Após dois episódios bombásticos, a série retoma a trama de mistérios episódicos, o que vai acontecer para ir desenvolvendo aos poucos a trama agora com um novo Stan, embora, em alguns momentos, parece até que as coisas nem mudaram muito. As piadas com RPG’s são divertidas. E a piada com a reviravolta do irmão gêmeo no patotive é boa também, sinal de que a reviravolta dos gêmeos que pontuei no comentário do episódio 11 é batida e foi boa por ser bem construída. Nota: 7. 14 – Stan Para Prefeito: Não sei, acho que Stan saberia mentir melhor, afinal, o trabalho dele é exatamente mentir na cabana, oras. É um falha grande para a trama principal do episódio, mas ele é bom mesmo assim pelo humor político e por lembrarem que o Gideão existe. Nota: 7. 15 – Mabel E O Último Unicórnio: As piadas com unicórnios são boas e é bom ver a Mabel se aventurando nos mistérios, algo normalmente focado no Dipper. Já a trama do Dipper com o Ford desenvolve um pouco mais esse personagem que estava meio de lado, mas achei que foi meio apressada. Nota: 7. 16 – Atrações De Estrada: É, realmente o Soos está desvalorizado nessa temporada, ele que era um dos melhores alívios cômicos dos desenhos modernos. A piada aqui é exatamente esquecerem ele. Mas, a trama do Dipper bancando o pegador sob os ensinamentos do Stan é boa. A sequência final, com a cena da aranha que é até assustadora também ajuda a melhorar o episódio. Sério, aconteceu coisa demais, esse episódio parece que teve uns 40 minutos de duração. Nota: 8. 17 – Dipper E Mabel Vs. O Futuro: É um dos com melhor nota no IMDB, mas acho exagerado. A ação com Dipper é boa, mas não extraordinária, tivemos outras no mesmo nível ou melhores durante a série. Trama da Mabel poderia ser boa, mas esse episódio parece forçado. De repente tudo dá errado para Mabel. De repente Bill consegue finalmente ludibriar eles. De repente tudo dá errado, sem uma construção inteligente de Bill por trás, apenas puro acaso da Mabel ter pegado a mochila errada. Nota: 8. 18 – Estranhagedon Parte 1: Certo, não sei se toda essa megalomania é o melhor para finalizar a temporada. Mas, já que é assim, nos resta apreciar. Mundo pós-apocalíptico ficou legal, principalmente pelas brincadeiras com alguns elementos do gênero, como os carros turbinados, as barricadas, os shoppings como locais seguros, a personagem quebrada e fodona. Enfim, o Soos devia ter mais tempo de tela nessa série, a aparição dele é ótima. Só não gosto muito da forma como fizeram Gideão mudar de lado. Mas, por outro lado, a cena do pai da Pacífica beira o gore, cena bizarra, não sei como a Disney deixou passar. Nota: 9. 19 – Estranhagedon 2: Fuga Da Realidade: Tá, acho que esse talvez seja melhor do que o anterior. O mundo ideal da Mabel é hilário em seu exagero. A estrutura de tribunal talvez tenha sido uma saída fácil, mas gostei do mesmo jeito. E, bem, tenho uma teoria de que eles não saíram daquela bolha, mas explanei no meu comentário. Atentem-se para o fato de que o Bill falou que era a armadilha mais perigosa dele. Nota: 9. 20 – Estranhagedon 3: Recuperando Gravity Falls: Acho melhor que o último episódio e um dos melhores da temporada. A batalha dos robôs, o exagero, a trilha, o diagram com os síbolos exatos dos personagens que é conveniente (sem ser ruim) e misterioso. Acho que só o surto do Stan parece um pouco exagerado, considerando o contexto de que estavam no fim do mundo, mas é até justificável. Nota: 9. 21 – Estranhagedon 4: Em Algum Lugar Da Floresta: Tem absurdos 9.9 no IMDB. Certo, é um ótimo episódio, não sei se entra no meu top 5, mas não acho melhor que o anterior. Entendo que é um desenho infantil da Disney mas tudo termina perfeitinho por demais. Poderia ter deixado algumas coisas mais em aberto, mais cinzentas. Deixar em aberto a recuperação da memória do Stan ou deixar em construção a conciliação entre Stan e Ford. O que leva a minha teoria que expus acima. Outra coisa que me deixou meio encucado foi o Stan se sacrificando no final. Pensem, ele não estava disposto a entrar no bendito círculo para resolver tudo, sempre foi egoísta, mas, no fim, se sacrifica pelos sobrinhos-netos. Ou, talvez, ele só queria a honra de ser o herói da confusão que seu irmão criou, mesmo que no fim nem fosse se lembrar disso. Bem, o final deixa uma sensação boa e contraditória, de que concluímos uma ótima e engraçada aventura, ao mesmo tempo que essa sensação de conclusão deixa um gosto de quero mais. Gosto que, acho, jamais será saciado. Nota: 9.
Gosto mais dessa temporada do que da segunda, embora o tom dela seja bem destoante do da temporada anterior. Aliás, achava essa a melhor entre as três primeiras na época que saiu. A primeira era um pastiche sem quase nenhum elemento novo e pouco inspirado de alguns filmes oitentistas que fazia seu sucesso no carisma dos atores e na nova geração que, não conhecendo as obras antigas que foram copiadas, acabavam gostando. Essa primeira temporada tinha como um dos poucos diferenciais o clima mais sombrio que não era tão comum aos filmes oitentistas, dando um tom mais atual, mas, de todo modo, sabia dosar esse tom mais sério, principalmente por termos como protagonistas um grupo de jovens pré-adolescentes, dando um pouco de leveza (bem levemente, claro) para a temporada. Aí temos a segunda, que é pesada e sombria em demasia se compararmos com a primeira, extrapolando o tom até demais. Soturna demais, pesada demais, séria demais, não costumo gostar muito dela, é totalmente cinza. Tem um pouco de leveza apenas na inaugurada parceira Steve e Dustin e só. E, algo que só percebi agora, assistindo as temporadas próximas uma das outras. O tom dessa terceira temporada é totalmente oposto ao dá segunda. A terceira temporada é totalmente bobona e, no geral, o humor dela, que aparece a todo momento, não funciona tão bem, não é tão inspirado. Isso enfraqueceu para mim um pouco a impressão que eu tinha dessa temporada. Pelo menos essa daqui teve o único personagem novo que é minimamente interessante, que é a Robin. Já sobre o novo casal, Hopper e Joyce, não tenho uma opinião formada. Mas qualquer coisa é melhor que Jonathan e Nancy. Aliás, faltou uma conclusão para a Nancy repórter, foi tão injustiçada no estágio dela e nãot eve sua justiça para com aqueles repórteres chatos. Ela também é mais trash.
Um monstrengo formado de partes humanas, óbvio que seria. Romance entre Billy e mãe do Mike. Russos em Hawkings. Suzie cantando Neverending do nada. Alexey numa representação bizarra de um cientista russo. Essa temporada não se leva a sério e a segunda se levava a sério demais. Um exemplo é a Joyce, muito de boa, devia ser bem mais preocupada com os filhos dela, ela tinha mostrado tendências de se tornar superprotetora. Temos uma cena dela ligando para o Will e só. Outra coisa que eu não aguento é galgarem Billy a herói, por uma única ação dele no fim da temporada. O cara era insuportável, um vilão, como pode o público ter passado a gostar dele agora? Não dá para defender. Inclusive a própria Max fica toda emotiva, como se fosse alguém que ela tivesse algum carinho, sendo que sempre demonstrou não gostar dele. Bem, uma opinião episódio por episódio. Capítulo 1: Está Me Ouvindo, Suzie? – Assim como na segunda temporada, temos um começo meio morno. Quero dizer, a parte mais interessante é o romance improvável entre a mãe do Mike e o Billy. Mas, tá, consigo aceitar começos mornos, desde que não se delonguem muito. O clima de verão é legal também, contrasta com o ar sombrio e enevoado da segunda temporada. Nota: 7. Capítulo 2: O Caso Dos Ratos – Ai, ai. Max já não é uma personagem tão boa, ainda fica enchendo a cabeça da Onze de besteiras. Dustin abandona mesmo o grupo pois o personagem teve mesmo química com o Steve. Para termos um pouco de investigação e remeter à temporada anterior, temos Nancy de repórter. O tom dessa temporada está completamente diferente do resto da série, sendo muito mais colorida e com humor. Hopper era um personagem mais legalzinho na primeira temporada, desde a segunda ele tem sido um personagem meio chato. Aliás, Billy realmente gostava da mãe do Mike, ele sabia que ela acabaria sendo uma vítima e mandou ele embora. Nota: 7. Capítulo 3: A Salva-Vidas Desparecida – A trama começa realmente a andar. Temos um pouco mais da interação e amadurecimento entre o quarteto (bom, trio nesse momento) de protagonistas, com Will tentando manter as coisas como eram quando crianças, mas que vai sendo abandonada pelos sentimentos da adolescência, como o namoro. Aliás, eles deixaram Dustin de lado mesmo. Velho, interação zero entre o trio e Dustin. Não é possível que eles não podem se comunicar, ligar um para o outro para dar notícia. O cara fica 24 horas no shopping, por acaso? Nada justifica essa interação nula entre eles. Temos a polêmica cena em que Mike fala que Will não gosta de mulheres. Bem, não sei o que significa isso. Mike sabe algo sobre a sexualidade do Will? Será que ele é assexuado? Ele tem todo um jeito assexual. Ou foi algo simples e ele só quis dizer que o Will ainda não gostava de mulheres? Nota: 8. Capítulo 4: A Prova Da Sauna – Bem, temos aqui a melhor cena da temporada por enquanto. O grupo quase todo reunido (menos o Dustin, ai ai), e a cena é tensa. Acho meio besta eles terem ficado parados ao invés de saírem correndo mas ok. Temos também a cena do Hopper maluco socando o prefeito, cara não tem medo de perder o emprego kkkkkk. Nota: 8. Capítulo 5: Os Devorados – Tá, consigo aceitar um bando de crianças e adolescentes invadirem uma instalação super-secreta russa sem ninguém notar. Nada mais oitentista que isso e não me incomoda, acho condizente que a série coloque suspensões desse tipo, condizente com as produções da época em que homenageia. O que me incomoda é que se fosse um filme de terror fazendo a mesma coisa iam chamar de furo de roteiro e dar nota zero. Vai entender. Temos aqui o personagem russo que é claramente inspirado no Terminator, com um resultado até bom. O corte final do episódio é mais um desses feito no momento errado e que me dá nos nervos. O início do episódio também, aliás. Eles NÃO CONTEXTUALIZAM nada, desde a segunda temporada. O que Hopper e Joyce estavam fazendo entrando na casa? Se você não vê maratonando você se perde. Aliás, se ver maratonando acho que dá para se perder. Vi os episódio com dois dias de diferença e tive que me esforçar para lembrar. Nota: 8. Capítulo 6: E Pluribus Unum – Não consigo gostar nem um pouco do personagem Alexey ou das cenas com ele. E o Muray no meio não ajuda a melhorar. Pelo menos a trama na instalação russa está legalzinha. A trama do grupo principal vai bem morosa também, um episódio inteiro com a Onze na cabeça do Billy. Nota: 7. Capítulo 7: A Mordida – Uma das melhores cenas da série é a cena da Robin e do Steve no banheiro. Soube tratar a sexualidade dela, soube dar um destino fora do óbvio para os dois ao invés de só coloca-los como um casal. Diálogo de desenvolvimento e com ideias que fogem do padrão, nem parece Stranger Things. A cena de ação inicial do episódio na cabana é boa, mas não é excepcional. Acho que a ação na feira com o Hopper e o Terminator é melhor, até. Alexey morreu, ainda bem. Péssimo personagem. Gosto da parte da nova Coca-Cola também, nunca tinha ouvido falar. E a Onze com o bicho na perna é algo bom e tenso na medida certa. Nota: 9. Capítulo 9: A Batalha De Starcourt – Esse episódio é basicamente só ação. No contexto da temporada, como conclusão grandiosa pela ação, é ótimo, mas visto isoladamente é só bom mesmo. Sinceramente, a cena do Neverending Story é bem duvidosa. É como se o roteirista tivesse uma ideia que ele considera muito boa e divertida, e que é potencializada nessa diversão pelo contexto em que é colocada (no meio de um episódio repleto de tensão e ação) e mesmo que essa cena seja prejudicial para o episódio se analizarmos o todo, ele insistisse em mante-la porque é divertida. Enfim, a cena em si é até legal, mas corta o clima do espisódio e sua existência acaba sendo “responsável” pela “morte” do Hopper e do Billy. Embora o Billy meio que já estava morto mesmo, não tinha muita saída. De todo modo, eu defendia na época que não fazia diferença e com ou sem essa cena os fatos não teriam mudado, já que o roteiro precisava que Hopper e Billy morressem. De todo modo, a ação é muito boa, embora não excepcional. Nota: 8.
Já comentei aqui quando assisti a temporada pela segunda vez, mas comecei a comentar no Filmow quando estava no meio da temporada e não fiz meu comentário episódio por episódio. Assim, vou repostar o comentário. Tenho alguns acréscimos ao meu comentário abaixo. Primeiro, embora eu normalmente coloque essa temporada como abaixo do padrão ótimo da série, ele é até boa. A primeira metade quase mantêm a mesma qualidade das temporadas anteriores, mas dá uma enfraquecida grande na segunda metade. Adam é até um bom vilão, mas deixam ele muito de lado no trecho final da temporada e acho que isso acaba sendo um problema. De personagens novos temos Tara e Riley, dois bons acréscimos, embora Tara ainda vai demorar um pouco para mostrar a que veio. Acaba que sinto falta do Angel, nos episódios que ele aparece dá mesmo a sensação de que ele faz falta.
E, como comentei abaixo, acho que a verdadeira vilã da temporada é a Walsh, e não o Adam. 01/57 – A Caloura – Um episódio até bem pensado e que possuía grande responsabilidade. Digo isso pois agora a escola, lugar comum e principal cenário da série, não vai mais aparecer. E, geralmente, essas mudanças causam estranheza e repulsa mas, numa decisão inteligente, a série coloca esse mesmo sentimento de deslocamento na Buffy. Mas, por mais que seja algo esperto de se fazer, uma forma de que o público passe a aceitar melhor essa mudança, por outro lado, fica estranho que a Buffy se sinta deslocada. Sei lá, não é muito da personalidade dela. Basta ver que quando ela entra na escola de Sunnydale, ela não teve essa mesma sensação. Seria de se esperar esse comportamento da Willow, mas seria meio clichê. Outra coisa, esse episódio mostra de forma GRITANTE a importância de Xander para a turma. Quando ele finalmente aparece dá um frescor, uma sensação de alívio, de que as coisas agora ficarão mais leves. Por fim, até gosto da vampira vilã. Deram uma sensação de que talvez ela fosse ter alguma importância, mas morre facilmente (personagens morrem fácil nessa série, algo que sempre digo). Nota: 8. 02/58 – Condições De Vida – Outro personagem que pareceu que teria alguma importância, mas foi rapidamente descartada, que é a colega de quarto de Buffy. Esse episódio é meio esquisito, a solução final é duvidosa (apenas uma adolescente rebelde que, com a opção de ser um ser demoníaco, resolve ser HUMANA na faculdade, é sério isso?). A direção é meio cafona, um pouco exagerada, mas, ok. Nota: 8 quase 7. 03/59 – A Cruel Luz Do Dia – A aguardada volta de Spike e a não tão aguardada volta da Harmony. É engraçado pois quando ela apareceu nesse episódio, da primeira vez que vi a série, não tinha ideia de quem era. Quando você revê nota que ela até aparecia muito. Inclusive, toma uma mordida no final do episódio da terceira temporada, já indicando que ela seria transformada. Já Spike continua sendo o maior brocha de todos os tempos. O cara conseguiu um anel que deixava ele INVENCÍVEL e mesmo assim foi surrado. Por fim, temos Parker, o personagem mais FILHO D* **** de todos os tempos. Nota: 8. 04/60 – O Próprio Medo – E o mala do Parker continua aparecendo. Bom, pelo menos temos uma pausa nessa trama para focar num episódio de Halloween. E um episódio bom, apesar de não ser aquele acréscimo para a trama da temporada, nem todo episódio o tem que ser. Tem uma vibe de terror, com a mansão empoeirada e cheia de teias. Acho que é um dos episódios da série que mais se aproxima à forma clássica do gênero terror, e o faz muito bem. Giles na motosserra é ótimo. O medo de coelhos da Anya inicia-se aqui. A conclusão é engraçada também, no momento em que a Buffy destrói o símbolo. Nota: 9. 05/61 – Cerveja Má – Simplesmente o episódio de Buffy com a pior nota no IMDB. Sinceramente, acho que tem episódios piores (alguns iniciais da segunda e terceira temporada) e não consigo entender muito bem o motivo para essa nota baixa. Certo, os homens das cavernas são meio ridículos no modo deles de falar mas, não tinha como não ser. O cara que fez tudo não tomou nenhuma punição. Mas, Xander de Barman foi interessante. Parker e Willow tiveram cenas boas. Enfim, por mais que não seja um primor de episódio, não tem nada que justifique o ódio sobre ele. Pelo menos eu não percebi. Não sei se aqui conclui a saga do Parker, mas ele merecia ser mais surrado. Acho que acaba aqui mesmo, desse jeito besta. Mas, pelo menos ele vai parar de aparecer. Nota: 7. 06/62 – Corações Selvagens – Não sei a razão para o Oz não mais aparecer na série mas arrumaram uma forma dele sair um pouco semelhante à do Angel. Entretanto, apesar disso, é suficientemente bem executada e conseguem colocar carga dramática o suficiente. Gostava do Oz e acho que lamento mais a saída dele do que do Angel, embora, realmente acho que o personagem não tinha muito mais a acrescentar além do humor monossilábico. Nota: 9. 07/63 – A Iniciativa – A temporada começa a andar mais com sua trama principal e Riley finalmente vira um personagem. Temos a cena do SOCO NO PARKER, um dos momentos mais satisfatórios da série. O humor desse episódio é bem legal, incluindo a Willow cúmplice. Aliás, é impressão minha ou é sempre no episódio 7 que a trama das temporadas de Buffy dão sua guinada? - Nota: 9. 08/64 – Agonia – Episódio de Buffy que decide realmente discutir um tema de forma explícita. Aparentemente, a questão dos nativos americanos devia estar em pauta na época e o episódio não a soluciona muito (e nem deveria, está fora da alçada) embora acho que pende para o lado do Giles. Angel fica só de morcegão aqui mesmo, nem serviu para muita coisa. Provavelmente colocaram ele aqui para chamar atenção para a série solo. No fim, o grande momento é mesmo o take final maravilhoso. Nota: 8. 09/65 – Uma Ligeira Tristeza – Willow sem defesa nesse episódio, já dá indícios de que o emocional dela resultaria na Dark Willow. É um episódio muito bom, mais pelo humor muito bem pensado do que por qualquer outro motivo. Buffy e Spike casando e o pobre do Riley todo confuso com isso é ótimo. Fillers eram normais nessa época e normalmente eram bons. Nota: 9. 10/66 – Silêncio – Eu, sinceramente, não entendo o motivo deste episódio ser tão badalado (é o segundo com a melhor nota no IMDB, com 9.7, se não me engano). Sim, está no top 10 da série, mas segundo melhor? A ideia de ficarem mudos é muito boa e gera muitas boas piadas (a Buffy simulando estaca, Xander telefonando para ela), além de gerar situações diferenciadas em que acompanhamos um episódio todo mudo. E, bom, acho que deveria ter sido mais mudo, abusam da trilha demais, mas, ok. É importante também por ser o episódio em que Buffy e Riley descobrem um sobre o outro. Os tais dos Gentlemen são interessantes e talvez as criaturas mais assustadoras da série, e funcionam bem. Mas, o grito da Buffy como princesa para solução não me agrada. Bem, princesa, decerto, era uma metáfora, mas, ok. Mas, no fim, acho que nem os realizadores acharam que o episódio seria tão badalado assim. Uma curiosidade: vi um encontro do elenco e comentaram que acharam que seria fácil de gravar, afinal, não havia falas para decorar. Só que, na prática, foi o contrário, por ser fora do padrão foi difícil de gravar o episódio. É a estréia da Tara e não lembrava. Não nego, deu um quentinho no coração vê-la do nada. Mas, no fim, o corte final do episódio em que Buffy e Riley ficam em silêncio é muito bem pensado e acaba merecendo um 9.5. Nota: 10. 11/67 – Predestinados – Episódio meio esquecível, mesmo mostrando de novo a escola. É um dos poucos episódios da série (acho que o único) que continua exatamente de onde o anterior parou sem ser uma continuação um do outro. E, isso foi feito para gerar a cena de Buffy e Riley em silêncio no episódio anterior. A melhor parte mesmo é o Spike em depressão, a ponto de tentar colocar uma estaca em si mesmo. E, bom, é justo, afinal, ele tomou uma invertida do XANDER. Deprimente mesmo. Nota: 8. 12/68 – Um Novo Homem – Acho esse o mais fraco da temporada até aqui. Ethan prometia tudo e entregou nada. Zoou o Giles por qual motivo? Só pelo caos. Aí ele fica lá plantado, só esperando ser pego. É tão falho isso que até o roteiro percebe e dá uma desculpa esfarrapada, que ele fica lá só para ver os resultados de suas travessuras. Mas, gosto de como a série costuma focar em personagens em cada episódio, construindo em maior escala algo que já vinha sendo comentado ao longo da temporada. E o faz com o sobrenatural. Quero dizer, Giles já estava meio por fora ao longo da temporada, desempregado e tal. Aí nesse episódio escancaram isso e desenvolvem como? Colocando ele como demônio que não consegue ser entendido pelos humanos. Mas, a conclusão final também é duvidosa. Buffy fala que reconheceu o olhar dele. Ai ai, me lembrou uma cena de Hokuto No Ken que o Kenshiro não mata o cara pois viu que ele é boa pessoa pois tem olhos tristes kkkkkkkkk. Bom, digo que é duvidosa pois talvez, por mais que seja forçada, é melhor que um Deus Ex Machina clichê como, sei lá, Spike aparecendo lá na hora H e falando que era o Giles. Mas, de todo modo, episódio fraco mesmo assim. Pelo menos é o primeiro que realmente indica que tem algo de errado com a Iniciativa, citando o quarto 314. Nota: 7. 13/69 – Meu Papel Na Equipe – Gente, não lembrava que todo acontecia tão rápido assim nessa temporada. Em um episódio só a Buffy entra na Iniciativa, sai, já é revelado o que tem no quarto 314, revelando o vilão da temporada, Adam, e a Walsh morre. Tudo vapt-vupt, na minha memória isso acontecia ao longo dos episódios pós-Hush (o episódio 10). Enfim, pelo menos o Riley já ficou sabendo direto que a Walsh não prestava, evitando a ladainha da Buffy tentando convencê-lo. A Buffy tentando se enturmar na inciativa gera bons momentos, afinal, ela não é nada “militar”. Nota: 9. 14/70 – Adeus, Iowa – Basicamente uma continuação do episódio anterior. Adam finalmente é estabelecido como vilão da temporada, sendo explicada sua natureza. Não sei se perdi algo, mas não entendi o motivo do Riley parecer ser o único que foi realmente afetado pela abstinência. Nota: 8. 15/71 – A Garota Deste Ano – Do nada Faith retorna, inclusive com participação do Prefeito. Lembrava que esse episódio era um só, fiquei um tempão esperando a troca de corpo acontecer. Agora, no final da terceira temporada dá a entender que a Faith estava arrependida, tanto que veio dela a dica para derrotar o Prefeito, mas tudo bem. Aliás, do nada citam a vinda da Dawn. Não tinha ideia que ela já era planejada. Nota: 8. 16/72 – Quem É Você? - Episódio continuação do anterior. É legal, mas nada extraordinário. Busca desenvolver a Faith, colocando ela no lugar da Buffy e sentindo o que é ser uma boa pessoa. Meio meh, mas funciona e era o que mais tinha sentido mesmo a ser feito com a personagem. Só me faz pensar se o Prefeito não tinha pensado nisso, talvez tentando dar redenção para ela. Devo estar viajando, mas, quem sabe? Nota: 8. 17/73 – Superastro – Jonathan volta em um episódio que começa meio sem graça (óbvio que foi alguma magia para alterar a realidade) mas que fica bem engraçado, principalmente pelas piadas envolvendo o personagem ser o melhor em tudo (pôsters e mais pôsters dele e o fato dele ter estrelado Matrix). No final dá a entender que ele tinha boas intenções e não sabia dos efeitos colaterais e dá grande desenvolvimento para um personagem praticamente figurante. O maio problema é mesmo que trava a trama do Adam. Teria mais sentido se esse episódio fosse uns 7 ou 8 episódios atrás. Nota: 9. 18/74 – Onde Acontecem As Loucuras – Nunca gostei muito desse episódio. Riley e Buffy no encaixe corporal (se é que me entendem) o tempo inteiro, liberam os espíritos do local e só. Nada de demais. É uma trama episódica em um momento que não era necessária, mas poderia eu poderia relevar se fosse boa, se tivesse uma boa trama e boas piadas, mas, nem isso. Nota: 7. 19/75 – A Ascensão Da Lua Nova – Um episódio necessário para a despedida do Oz e para finalmente tirar a Willow do armário. Ousado um casal protagonista fora da heteronormatividade para a época. Não gosto muito da forma como Oz se descontrola e perde o que ele tinha aprendido sobre o lobisomem interior, parece que era necessário virar lobisomem para ter a trama, mas, ok. Nota: 8. 20/76 – O Fator Yoko – Ótimo episódio. Embora essa segunda parte da temporada tenha dada uma caída na minha opinião, aqui temos Spike finalmente dando mostras de jus ao seu nome, alugando um apartamento na cabeça dos personagens. Temos ainda boas referências aos Beatles (Helter Skelter) o que é sempre bom. E temos também a antológica cena de Giles tocando Freebird aleatoriamente no violão. Nota: 9. 21/77 – Primitivo – O episódio que meio que encerra a temporada. Se o primeiro é baseado na divisão, aqui temos a união como forma de derrotar o vilão. O que é meio mensagem da temporada, talvez. A Iniciativa é baseada em comando e hierarquia, enquanto os Scoobies são baseados em confiança e união. Bem, achei que poderiam ter tentado valorizar mais a função de Xander como o “coração”. Giles era quem falaria a língua (cérebro), Willow é a que tinha a magia (espírito), Xander poderia ser quem manteria as personalidades unidas como o coração. Uma fala simples como essa e faria mais sentido a função dele. Temos também a cena ABSURDA de forçada do Riley, mesmo sendo controlado pelo chip, conseguindo CORTAR o próprio peito e tirar COM A MÃO o chip que estava perto do coração dele. E, dito isso, acho que a Walsh meio que é a vilã da temporada, e não o Adam. Mesmo tendo matado ela, ele ainda faz exatamente o que ela tinha programado, é apenas extensão dela. Forrest um saco, mesmo meio demônio continua obcecado no Riley de uma forma claramente enrustida por ciúmes em relação à Buffy. Por fim, as consequências em relação ao fato Yoko do episódio anterior é meio estranha. Quero dizer, eles percebem que era tudo intriga do Spike, mas ele tinha cutucado em pontos importantes dos personagens, mesmo que tenha inventado informações e exagerado algumas coisas, tocou receios dos personagens, receios que não são simplesmente resolvidos ao se perceber que era tudo trama do Spike. Nota: 9. 22/78 – Inquietação – Dirigido por David Lynch, só pode. Na primeira vez que assisti Buffy não gostei muito desse episódio, me incomodou, afinal, a temporada meio que já tinha acabado. Mas, quando revi gostei mais e continuo gostando, ainda mais agora que já assiti Twin Peaks (e Apocalypse Now) e percebi o quanto influenciou no episódio, inclusive possuindo um tom muito semelhante ao seriado de Lynch. Além disso, os simbolismos interessantes (e praticamente indesvendáveis) são bem lynchianos também. Willow se sente como uma pessoa que está fingindo, por isso o teatro? Ela acha que está interpretando algum papel? Ou não temos simbolismo nenhum? Enfim, acho que ficar esmiuçando isso seria um exercício meio inútil. Mas, o cara do queijo acho que realmente significa algo. Bem, achava, até que fui pesquisar e vi que o Joss Whedon falou que ele foi colocado simplesmente para termos algo que não significa nada. É, pois é. Mas, ainda acho que tem algo. Buffy era a mão, Willow o espírito, Giles a mente e Xander o coração. O cara coloca o queijo na cabeça no sonho do Giles, está com o queijo na mão no sonho da Buffy, coloca o queijo na altura do coração no sonho do Xander. Só no sonho da Willow que parece não encaixar, o queijo está na mesa. Mas, acho estranho Joss dizer que não significa nada, pois faz sentido significar. Será que foi algo subconsciente? Enfim, é um bom episódio de toda forma. Nota: 9.
Não gostei muito da primeira temporada quando vi dá primeira vez. Revendo agora gostei um pouco mais. O problema para mim é que a primeira temporada é simplesmente uma reunião de diversos roteiros oitentistas com apenas 1 por cento de ideias próprias. Nada contra, criação é basicamente refazer sob outra ótica, mas a primeira temporada de Stranger Things é uma cópia tão exagerada que quase não sobra nada original. E, quando fui ver a segunda temporada já fui sem expectativas, já que agora os roteiristas, provavelmente, iriam tentar ser mais originais. E, vendo eles sendo mais originais, vemos como são fracos como escritores. Personagens pouco construídos (funcionam apenas pelo carisma dos atores), situações forçadas e, sinceramente, pouquíssima coisa realmente interessante acontecendo. Além de um fan service que me dá nos nervos. E, por fim, o relacionamento Nancy e Jonathan, que acho que não tem nada a ver. A fotografia do primeiro, que era muito boa, dá lugar a uma fotografia bem fraquinha, abusando de cenas escuras. Os personagens novos pouco acrescentam. A Max tinha muito mais potencial, mas não entrega quase nada. Bob é um personagem “nice guy” e só. Murray é insuportável (usando da tragédia alheia para ganhar dinheiro). Mike simplesmente deixou de ser o protagonista. Temos um Hopper que acho que não casa com a personalidade da primeira temporada, mas condiz com um lado superprotetor de alguém que já perdeu uma filha. Enfim, ele era mais legal mas agora é chato (e isso mantêm na terceira temporada). Temos também a oito e seu grupo, que são até bons personagens (melhores do que os outros personagens novos), mas que também não vão servir de nada, já que o público não gostou e provavelmente nunca mais vão aparecer. As cenas de ação são do nível da primeira temporada no geral, mas a cena do ataque nos trailers é a melhor de ação na série até agora. Mas, no fim, a temporada é desinteressante e estendida de forma desnecessária. Poucas ideias exploradas de forma pouco interessante, que poucas cenas memoráveis. No fim, a Onze foi quem teve mais desenvolvimento, pessoal e narrativo, e justo no episódio mais odiado da temporada (talvez da série). O Steve também, mesmo que seja quase que só em relação à Nancy. Aliás, o melhor personagem dá temporada, o ator entrega carisma e extrai muito bem o que se propõe ao personagem, mesmo que em alguns momentos ele pareça até outro personagem em relação à primeira temporada. Sério, não sei o que o pessoal vê de tão bom nessa série. É bem feita, um pouco acima da média na parte técnica, tem atores bem carismáticos que salvam personagens fracos e o roteiro é básico e dá para o gasto. Ou seja, uma série média, mas que inexplicavelmente virou um fenômeno, algo até compreensível na primeira temporada, mas nessa segunda, que é bem fraca, eu simplesmente não consigo entender a adoração e a nota super alta. Ah, e também não consigo entender como dividem os episódios. A primeira temporada ainda tentava sem episódica, mas essa segunda parece que foi escrita como um filme de 9 horas e saíram cortando tudo em episódios de forma aleatória. É estranha um seriado não ser pensado episodicamente. Agora, uma opinião sobre cada episódio:
Capítulo 1: Mad Max – É um episódio fraquinho, mas, como primeiro episódio de temporada realmente não podemos exigir muito. Max ainda aparece pouco, ainda não se entrega muito sobre o que será a temporada. Introduz, além da Max, mais dois novos personagens, e acaba tendo que focar também nessa introdução, meio que até deixando o Mike meio de lado. Nota: 7. Capítulo 2: Gostosura ou Travessura, Aberração – Ainda é um episódio meio fraquinho. O Mindflayer é visualmente interessante, mas só. As referências nessa segunda temporada estão muito mais presentes que na primeira (Ghostbusters), inclusive na trilha. Aliás, eu não tinha a menor ideia de que já tinha VHS-C nessa época, para mim era coisa dos anos 1990. Esse plot de Steve e Nancy é meio meh, também. Nota: 7. Capítulo 3: O Girino – Dart aparece pela primeira vez, Max começa a interagir mais com o grupo e a trama da Onze desenvolve mais um pouco. É, por enquanto o melhor episódio da temporada, quase tão bom quanto o início da primeira temporada, e muito bem dirigido. Inclusive, pela boa conclusão, embora corte de forma abrupta no fim. Nota: 8 ou 9. Capítulo 4: Will, O Sábio – Tá, poderia ter sido facilmente o melhor episódio dessa temporada (bom, por enquanto é o melhor). A trama se desenvolve e tem umas reviravoltas interessantes, como o Will pós-possessão, que aparentemente sofreu mudanças mas não fica tão óbvio que ele está possuído, Nancy e Jonathan com o plano de gravar os cientistas, cena do Dart que é bem gráfica e o take final ficando de cabeça para baixo que é puro CINEMA. Maaaaaas, esse é o episódio que, até onde me lembro, é o com corte entre episódios mais bizarro que já vi na vida (a terceira, na verdade, acho que tem piores). Assistam uma série que é feito como série mesmo. Colocam-se falas para situar, não se cortam cenas entre um episódio e outro. Nancy e Jonathan tão na praça, mas por qual motivo? Não lembro. Joyce foi para a escola por qual motivo? O episódio começa com ela chegando lá. Não lembro. O episódio anterior não terminou suas cenas e elas continuam nesse sem nem situar. Bixo, como o negócio chama série se ele é feito para ser assistido em um dia? Não tem como assistir um episódio por semana sem ficar completamente perdido. Nota: 9. Capítulo 5: Dig Dug – Tá, a temporada está dando uma melhorada, apesar do que eu reclamei do episódio anterior continuar aqui. Do nada a Onze tá num caminhão, qual sentido disso? Como eu vou lembrar que ela viu o endereço da mãe dela num papel? Qualquer série colocaria ela segurando o papel para situar o espectador. Bem, pelo menos o trecho dela com a mãe é bom. A trama do Dustin é meio meh. A parte com o Muray é boazinha. Lucas e Max é meio sem sal também. Já o segmento de Will com Mike é suficientemente interessante. Nota: 8. Capítulo 6: O Espião – Esse episódio tem uma nota altíssima no IMDB, mas acho que ela dá uma grande caída em relação aos anteriores. Mike, nosso suposto protagonista, simplesmente não tem função. Dustin e Steve é tão badalado, mas para mim não teve nada de demais. A batalha no ferro velho é legalzinha e só (e, até onde me lembro, foi a melhor cena de ação até aqui). A parte mais interessante é ver a discussão do pessoal do governo sobre o que fazer com o Will. E, MÉEEEEEH, que preguiça daquela baboseira de Nancy e Jonathan. As falas do Muray são totalmente sem nexo, parece mais o fandom falando do que qualquer outra coisa. Puro fã service esse casal. Nota: 7. Capítulo 7: A Irmã Perdida – Olha, da primeira vez que assisti, na época, fui contra todo mundo. Tinha achado o melhor episódio da temporada, talvez da série até ali e, sinceramente, não entendi o hate. Revendo agora, continuo não entendendo o hate, mas, sinceramente, o episódio acabou piorando um pouco para mim. É uma cópia descarada da jornada do Luke em Star Wars V, com direito até a cena de usar a força para mover um objeto muito pesado. Aí vamos tendo treinamento e a Oito/Yoda pede para matar o(s) Agentes do Governo/Vader. Aí a Onze/Luke tem uma visão dos amigos em perigo e parte. Além disso, aquele papo da Onze ter misericórdia do cara que torturou a mãe dela só por causa de ver as filhas dele lá não é algo tão inspirado assim. E, bem, a Onze já matou gente a rodo e não ficou se importando com isso. Não lembro se isso acaba tendo alguma influência no desenvolvimento dela em outros episódios, mas se tiver menos mal. Enfim, não sei por qual motivo tanto hate nesse episódio, mesmo ele dando uma pausa na trama principal da série, é decente e não representa uma quebra tão grande assim. E é um episódio que tem mais plot, desenvolvimento, etc que a maioria dos outros da série. Os fãs de Stranger Things gostam é de episódios vazios mesmo, pelo jeito. E, o pessoal odiou tanto que nunca mais citaram o pessoal desse episódio. (Diretores e roteiristas dessa série só entregam fã service mesmo). Nota: 7. Capítulo 8: O Devorador de Mentes – Esse episódio é completamente meio a meio. A primeira metade acho horrenda, a segunda é o melhor momento da temporada. Nancy e Jonathan chegaram no laboratório como? Não sei, essa série não se importa em te fazer lembrar o que aconteceu no episódio anterior, acham que todo mundo maratona. Enfim, acho a invasão ao laboratório um horror, repleto de conveniências e furos. O vidro dos caras não resistiu a umas batidinhas. Corte de custos? Já tinham experiência com o Demogorgon, sabiam que um vidro daqueles não aguentaria. Aí TODO o laboratório morre em segundos. Vocês têm noção de quantas pessoas deviam trabalhar naquele laboratório? Sério, esses bichos teleportam? Como mataram gente na porta do local? Pessoal não tinha plano de fuga, nada? E aí sobrevivem apenas e EXATAMENTE o grupo de protagonistas. Como se não bastasse, Bob morre de um jeito estúpido. Ele para na porta do lugar. E o Hopper, que estava armado, por algum motivo resolveu ficar do lado de fora ao invés de ficar esperando do lado de dentro. Enfim, tudo errado. A única parte mais acertada nessa metade são os corpos caídos pelo laboratório, bem filme de terror. Aí, a segunda metade é boa, Will entrega boa atuação e é um dos momentos de melhor carga dramática da série, embora não tão excepcional assim. E o gancho no final é bom. Nota: 7. Capítulo 9: O Portal – O episódio é bom, pois entrega ótima ação para o desfecho da série. Finalmente reúne todo o grupo também. Tem a conveniência do cara ter ficado vivo lá no laboratório, mas ok, aceitável se compararmos com as conveniências do episódio anterior. A cena do baile amarra o resto das tramas da temporada, com direito a Dustin com penteado de Steve. Nota: 8.
Nunca gostei muito de Stranger Things. Quando a série saiu, foi aquele furor. Eu lembro que terminei e falei “é boa, mas não é ótima. É um série legal, mas estão tratando como a melhor coisa de todos os tempos, como se fosse a segunda vinda de Jesus Cristo”. Pois, para mim, essa primeira temporada de Stranger Things é muito bem feita, mas pouco inspirada. Lembro que também disse o roteiro parecia gerado por um computador (hoje, diria que foi feito por IA). Argumentava que praticamente tudo aqui veio de outras fontes. Essa primeira temporada é simplesmente uma mistura dos roteiros de E.T. (Onze escondida dentro de casa, quase não falando), A Incendiária (experimentos governamentais e garotinha com poderes) e Poltergeist (a criança no mundo paralelo tentando ser recuperada). Se bem me lembro ainda possui muitos elementos de um filme pós-anos 2000 que se não me engano se chama The Dark. A mãe acha que a filha está viva, todos falam que está morta e ela está em um além-mundo, se me recordo bem. Praticamente nada é original. O elemento mais diferente que a série tem desses filmes é que ela é sombria e escura, típica dos filmes atuais. Embora esse The Dark também o seja. O mais engraçado foi que depois ficaram acusando a série Dark, da Netflix de copiar Stranger Things, sendo que ST é uma enorme cópia, sem criatividade nenhuma, dessas fontes. E, sim, nesse caso aqui não dá para falar em homenagem, pois é a base de todo o roteiro. Absolutamente tudo em ST veio de outra coisa. Acho que a única coisa mais diferente e que dá um pouco de surpresa é o corpo do Will, embora isso acabe gerando um pequeno furo do roteiro na parte final. Bem, como eu disse, a primeira temporada tem coisas boas. O carisma do quarteto (e do elenco no geral) é excelente, e acho que grande parte do sucesso da série veio disso. As luzes de natal são uma ideia boa. A fotografia, a trilha, os efeitos, tudo muito ajeitado. O clima de terror também. Os primeiros episódios são instigantes e divertidos, entregando mistério e drama do sumiço do Will na medida certa. Os efeitos especiais e o suspense em torno do desaparecimento do Will e do que seria o Mundo Invertido e os experimentos funcionam. Mas, tudo desanda quando a temporada tem que amarrar essas coisas. É meio frustrante os rumos pouco inspirados que as coisas tomam. Tudo fica meio óbvio. E algumas coisas não funcionam tão bem como deveriam. Lembro que uma coisa que me incomodou foi o cara lá do restaurante no primeiro episódio. Ele parecia que ia ser um dos personagens importantes e morre rápido. Crueldade e um assassinato praticamente sem motivo, demonstrando a brutalidade dos vilões... que nunca mais dará as caras nessa temporada. Depois disso, eles não agem assim com mais ninguém. O sangue atrair o Demogorgon para nossa dimensão é algo que fica meio forçado. Aceitável, sim, mas não deixa de ser um problema. Imagina um hospital, o Demogorgon não deveria sair de lá. Então, deveriam ter acontecido dezenas de incidentes se ele consegue ter acesso ao nosso mundo com extrema facilidade. Mas, isso poderia ser explicado se apenas uma pequena zona, próxima à casa do Will, estivesse sendo afetada. Aí a Barb, por exemplo, entra nisso, pois a casa do Steve é perto. E, então, temos a cena da escola, que, até onde sei, fica bem longe desse ponto, mas, mesmo assim, atraí o Demogorgon quase que imediatamente. Mas, não é um problema tão grave, mas, somando com todos os outros problemas da segunda metade... Lembro que muita gente achava o Lucas chato, eu inclusive. E, embora em alguns momentos aqui ele quase beire o insuportável, no geral ele tem certa razão, exceto no episódio que a Onze joga ele longe. Mas, era crise de ciúme e no episódio seguinte ele já reconhece isso e pede desculpa. Outro surto coletivo foi que lembro que um monte de gente reclamou que a Nancy não terminou com o Jonathan e sim com o Steve. Bem, o Steve a temporada inteira dava o ar de que parecia não prestar mais por influência dos amigos babacas dele do que por qualquer outro motivo e teve o seu desenvolvimento nesse sentido. Jonathan e Nancy não possuem tanto desenvolvimento amoroso nessa temporada, apenas leve sugestão. Fora que seria clichê ela terminar com Jonathan. Achei uma decisão bem acertada e, não costumo ser incisivo assim, mas quem reclamou tá errado e ponto. Outro surto, esse mais meu mesmo, é de que o Hopper era um personagem irritante. Na verdade, pelo menos nessa temporada, ele é um personagem decente e a única decisão duvidosa mesmo dele foi entregar a Onze, mas, como disse, duvidosa. Ele não tinha muita saída naquele momento. Aliás, outro surto foi reclamarem do nome da Onze na dublagem, falando que não se traduz nome. Estrupícios, o nome dela não é Onze. Eles chamas ela assim pelo número 11 que ela tem tatuada. É Onze em português, não tem sentido chamar de Eleven. Vocês falam “spiderman”, por acaso? É diferente, por exemplo, se começassem a chamar o Tony Stark de Tony Rígido. No caso Stark é um nome. Eleven não. Mas, enfim, apenas relembrando alguns surtos coletivos da época. Pois ST é uma série que fez muito sucesso, ainda mais que o público infanto-juvenil que não tinha tido contato com essas histórias oitentistas. Para o público que cresceu assistindo os filmes dos anos 1980, a série não fez tanto sucesso assim, pois para eles soa, não como novidade, mas como repetição. Nem os nomes tem muita inspiração... Mike, Steve, (E.T.), Nancy... E, não me levem a mal, a série é boa, mas o exagero em torno dela me fez pegar certo ranço. Apesar da nota que vou dar, não consigo gostar da série. E ver essa nota 4.5 ultraexagerada aqui do Filmow não ajuda.
Capítulo 1: O Desaparecimento de Will Byers – O primeiro episódio entrega um tom que vai permear a temporada. Mais sombrio, mais puxado para o terror. Não tem aquela vibe oitentista exagerada de outras produções que homenageiam a época. Na verdade, foge um pouco da própria vibe dos filmes dos anos oitenta. Como disse, muito escuro, sem cor. Mas, é um cinematografia que funciona nessa proposta da temporada. Achei que Benny ia ser importante, durar mais, mas, numa boa quebra de expectativa (pelo menos por hora), dura um episódio só. Nota: 8. Capítulo 2: A Estranha na Rua Maple – Caramba, acontece coisa demais nesse episódio, o que mais acontecia no resto da temporada? kkkkk. Normalmente esses segundos episódios da Netflix são mortos de parados. Aqui Lucas ainda não está tão chato quanto eu lembrava, ele até tem certa razão. Hopper também, está um personagem bem mais decente do que eu lembrava. Nancy está de longe a mais insuportável. E, Barb com certeza tem sentimentos mais do que fraternais para com ela. Nota: 9. Capítulo 3: Caramba – Esse episódio ainda é bom, quase tanto quanto o anterior. É o episódio clássico das lâmpadas. Alguns bons flashbacks também explicam um pouco mais sobre a Onze. Acaba sendo um dos melhores episódios da série, ainda mais pelo final em que encontram o “corpo”. Nota: 9. Capítulo 4: O Corpo – A série continua muito boa, embora não seja um episódio tão excepcional. A investigação de Hopper avança bastante, e não fica enrolando muito para os personagens descobrirem que Joyce está certa e não louca (aquela velha trama de não acreditarem em um personagem e acharem que está louco), o que é muito bom. Nota: 8. Capítulo 5: A Pulga E O Acrobata: Ah sim, foi neste episódio daqui que, quando assisti a série quando lançou, as coisas começaram a desandar para mim. Por enquanto, é o pior episódio da temporada. Promete muito com esse troço de pulga e acrobata, achei que seria algo mind blowing e a explicação do professor é méh. Sem graça. Esperava algo bem mais interessante. A partir daqui a série desandou para mim da primeira vez que vi, vamos ver se isso acontece de novo. Além disso, tem aquilo que muito me incomoda nas séries da Netflix (dessa época, não sei se ainda é assim) que é não saber dividir os episódios. Se você não assiste maratonando, assiste um episódio por semana, você fica perdido. O episódio começa com Hopper invadindo a instalação do governo, mas eu nem lembrava que ele estava fazendo isso. A próxima cena é o grupo conversando sobre ter ouvido Will no walkie-talkie, bixo. Os caras cortaram a cena no meio e tacaram parte dela no outro episódio sem mais nem menos. Nota: 7. Capítulo 6: O Monstro – Mais um episódio com um corte meio esquisito. Termina com o cliffhanger da Nancy no mundo invertido. Mas, considerando outros cortes entre episódios da série, esse daqui é até aceitável. Lucas loucão querendo resolver tudo sozinho, embora só neste e no episódio anterior que ele realmente foi chato. A mãe da Onze não é uma cena tão importante ou interessante, a briga na beira do lago com os bullys também não. A parte envolvendo o Steve é até melhorzinha, mas não tanto também (Jonathan e Nancy gastando a mesada do ano inteiro para comprar armamento pesado). Episódio um pouco melhor que o anterior, mas sem grande destaque. Nota: 7. Capítulo 7: A Banheira – Episódio um pouco melhor, pois os personagens finalmente se encontram e contam tudo um para os outros, podendo, finalmente, unir forças para resgatar o Will. Mas, lembro que quando assisti da primeira vez na época que lançou eu cai no sono na cena da banheira e nem vi que a pobre Barbara estava morta. Nota: 8. Capítulo 8: De Ponta-Cabeça – Não é um desfecho excepcional, mas é bem feito tramado e bem dirigido, com boas cenas de ação. A parte envolvendo Nancy, Jonathan e Steve brigando com o monstro é a melhor, embora tenha sido totalmente inútil. Nota: 8. Média dos espisódios: 8.0.
Essa primeira temporada é mais episódica. Estou revendo e, se bem me lembro, a segunda é um pouco diferente. Além disso, a Pacífica quase não aparece nessa temporada. Do mesmo jeito a Wendy, que serve praticamente para ser a crush do Dipper. O Soos, lado outro, aparece bem mais do que eu lembrava, sendo facilmente um dos protagonistas. Os personagens são bons, a animação é suficientemente bonita (embora não excepcional ou memorável) e muito bem feita na parte técnica. O humor é ótimo e funciona muito bem, embora eu ache que faltou alguns momentos mais tensos, mais puxados para o terror, afinal, mesmo sendo um desenho, é focado em cirptozoologia, sobrenatural e conspirações. Bom, em alguns momentos ele até se aproxima desse clima mas, parece que era para ter sido ainda mais light e os realizadores conseguiram convencer os estúdios Disney a manter alguns momentos mais pesados. Enfim, a primeira temporada é muito boa. De memória, a segunda era melhor, embora não esteja me lembrando muito dos episódios dela. Uma opinião sobre cada episódio:
1 – Armadilha Para Turistas: O primeiro episódio é bem introdutório mesmo, embora seja divertido. A brincadeira com Crepúsculo e a reviravolta sobre o namorado da Mable são legais. Tio-vô Stan tem pouca participação nesse episódio ainda. Nota: 8. 2 – A Lenda Do Globblewonker: Gosto dessa temática de criatura da criptozoologia em lagos e o episódio não decepciona nesse sentido, contando, entretanto, com uma reviravolta à la Scooby-Doo. Nota: 7. 3 – Caçadores De Cabeças: Episódio de mistério é sempre bom, ainda mais esse que é bem construído para sua reviravolta que revela o(s) culpado(s). A piada com o narcisismo do Stan é boa, e o episódio dá a ideia de que a série tem um tom mais sombrio, afinal, a intenção das estátuas era decapitar o Stan. Só não entendi como a estátua Lincoln derreteu se elas eram vivas. Sei lá, sacrificar o roteiro por uma piada é algo estranho mas tudo bem. Lincoln deve ter vindo de outro lote de estátuas de cera e não era real, só pode. Nota: 9. 4 – A Mão Que Balança A Mabel: Estréia de um dos vilões da série, Gideão. É um bom episódio que cumpre bem esse seu papel. Nota: 8. 5 – A Inconveniência: Ótimo episódio, com o tom de terror e mistério infantil na medida certa. Finalmente a Wendy passa a ter um papel maior. O humor e a trama são muito bons também. Nota: 9. 6 – Dipper Vs. Masculinidade: Se fosse lançado hoje em dia se chamaria Dipper Alpha rs. Mas, episódio cringe, hilários os bichões fazendo coisas de macho. O multiurso (acho que é esse o nome) também é um bicho interessante. Nota: 8. 7 – Dipper Em Dobro: Um dos melhores episódios até aqui. É engraçado, tem uma boa trama, alguns elementos de terror bem infantil e introduz vários novos personagens. Tem ainda a lição de que é impossível um planejamento funcionar cem por cento, mesmo que você utilize vários clones seus para isso. Nota: 9. 8 – Tesouro Irracional: Episódio bem engraçado, principalmente pela figura do presidente maluco (Jânio Quadros dos EUA) e pelo tom de conspiração governamental, além da lição no final envolvendo a Pacífica. Nota: 9. 9 – O Porco E O Viajante Do Tempo: É um episódio muito bom, que sabe trabalhar bem a ideia de viagem no tempo em poucos minutos, mesmo não sendo o tema central da série. E, bom, tem esse exato problema de viagem no tempo não ser o tema da série. Não entendi a relação das conspirações e criptzoologia com essa inserção de viagem no tempo. Mas o episódio é bom mesmo assim. Nota: 9. 10 – Lutem, Lutadores: Ótimo episódio pelas ideias engenhosas envolvendo os games. A forma como o personagem fica parado, sua bidimensionalidade, enfim, cheio de boas piadas envolvendo games. Nota: 9. 11 – Dipper Pequeno: A piada final é boa. Mas Gideão entrega pouco como vilão, mais humor do que ameaçador. “Minha parte preferida é a música tema”. A nossa também Mable. A nossa também. Nota: 8. 12 – Summerween: Apesar de se passar no verão, deram um jeito de enfiar um episódio de Halloween. O resultado é satisfatório, sendo um dos episódios mais assustadores da série. Não chega num nível Coragem, o Cão Covarde, mas chega perto. Nota: 9 13 – Boss Mabel: O humor do episódio é muito bom. Mas, o tema é meio duvidoso. Stan não é um chefe chato pois só assim a Cabana do Mistério funcionaria. Ele é pois não presta muito, não é por necessidade. E, essa não vai ser a primeira passada de pano no comportamento dele, mas, ok. Nota: 8. 14 – Bottomless Pit: Temos histórias sem trama suficiente para preencher um episódio? Bom, nada que um poço sem fundo não resolva. O da voz do Dipper é bonzinho, mas o do Pinball e dos dentes do Stan são melhores. Já o segmento do poço não é grandes coisas, apenas para servir de coesão entre as histórias da antologia. Nota: 8. 15 – The Deep End: Episódio bem engraçado em relação às tramas secundárias, mas a trama principal do sereio deixa a desejar. Nota: 7. 16 – Carpet Diem: Em algum momento teríamos a trama de troca de corpos. Mas, sem grandes atrativos. Nota: 8. 17 – Boyz Crazy: Crítica à indústria da música. Mabel completamente errada aqui. O humor do episódio também não funciona tão bem como ocorre na maioria dos outros episódios. Não gostei da conclusão da trama do Dipper, também. Nota: 7. 18 – Land Before Swine: Parecia só um episódio baseado na aventura, mas também trás boa interação entre os personagens. Nota: 9. 19 – Dreamscapers: Estreia do Bill. Demonstra desde o início ser um vilão interessante. É mais um episódio que passa um pano enorme para o Stan e seu comportamento moralmente duvidoso, mas, ok. Nota: 9. 20 – Gideon Rises: Gideão finalmente tem seu grande momento como vilão. É um episódio que faz jus a ser final de temporada, com ação, reviravoltas e um baita cliffhanger, do qual eu ainda me lembrava, mesmo tendo visto a série tem alguns anos. Nota: 9. Média: 8.8.
Difícil para mim decidir qual temporada gosto mais, se a segunda ou a terceira. Sim, a segunda trás mais densidade para a série, nos faz levar ela a sério. Teve o Angelus, que é ótimo, além da adição de vários personagens novos e a morte repentina de um personagem, além do excelente episódio final. Já esta temporada consegue ser boa mesmo sem a melhor adição da temporada anterior, que é o Spike, que só aparece em um episódio aqui. Além disso, não gosto muito da conclusão dessa terceira. O Prefeito é um bom vilão de temporada, mas não tão bom quanto Spike e Angelus. Faith é quem trás maior densidade para essa temporada, com a discussão dos limites do poder. No todo, acho que a segunda temporada talvez seja melhor, mas essa daqui tem episódios melhores se visto em separado, em especial o episódio da festa de formatura e os dois episódios que
envolvem o mundo paralelo. É nessa temporada também que Angel se despede da série, junto com Cordélia e Wes. Sinceramente, eu não estava vendo muito rumo para o relacionamento de Buffy e Angel. Não tinha conflito mais, mas também não podia mais ter romance mais ardente senão, Angelus de novo. É um personagem que realmente poderia carregar uma série solo, e assim o fizeram. Aqui também temos uma tentativa de humanizar alguns demônios, demonstrando que nem sempre são vilões, algo que seria mais explorado em Angel. De negativo mesmo o Oz acaba ficando meio jogado no início da temporada (depois as piadas dele voltam a serem boas) e a traição Willow e Xander que foi só para dar andamento nos relacionamentos, pois não tem muito sentido, Xander sempre viu Willow como amiga. Agora, se me perdoarem o comentário longo, uma opinião sobre os episódios: 1/35 – Anne – Acho que sempre depois de ótimos episódios vem essa ressaca. Não me recordo, mas se bem me lembro esse é o episódio que considero o piorzinho da temporada. Trazem de volta a menina do episódio Lie To Me, o que é um ponto bem positivo. Mas, a construção para que Buffy retorne à Sunnydale não é muito boa. Sim, temos a ideia dela ser a Caçadora, de ter que voltar para os seus deveres, de não morrer como “ninguém”, mas tudo isso é feito de um jeito tão sutil que soa como motivos fracos. Essa própria ideia de Buffy Runaway não achei tão boa e repete um pouco o que vimos no início da segunda temporada e veremos no início da sexta, embora neste último caso é algo bem executado e que dura alguns episódios. A parte boa fica para os Scoobies tentando suprir a ausência da caçadora, que é executado de forma divertida. Nota: 7. 2/36 – A Festa Dos Mortos – Outro episódio do início da temporada que acho mais fraco. Sim, trazem zumbis, criaturas que ainda não tinham aparecido (bom, tem o episódio meio Frankenstein no início da segunda temporada) e dá continuidade ao drama do retorno de Buffy. Sim, a série tenta ter um cuidado no psicológico dos personagens e tenta ser mais profunda, assim como na segunda temporada, mas aqui achei que a execução ficou ruim. Tudo muito solto e para piorar, na hora que ia tentar amarrar e expor os sentimentos dos personagens em relação à situação a cena é cortada para a ação e, então, tudo resolvido por que sim. Também não entendi o Oz na escola ainda, não me recordo se explicam melhor os motivos dele mais para frente (agora que terminei, vi que não explicam). Temos aqui também mais um momento “Giles Badass quase vilão”, que vai pular de vez em quando na série mas nunca terá o desenvolvimento apropriado. Nota: 7.5 3/37 – Faith Chega À Sunnydale – Então outra caçadora foi chamada e ninguém se deu ao trabalho de avisar o Giles. O cara fica afastado mesmo do Concelho. Faith é uma personagem bem pensada para ter seu desenvolvimento ao longo da temporada, diferente de Kendra, que parece que tinha presença na série com prazo de validade curto. Kakistos entra parecendo que será o vilão da temporada mas morre fácil. Como já comentei antes, Buffy não tem pudores em matar personagens (a Watcher da Faith morreu sem nem ter aparecido, oras kkkkk). Faith entra como uma boa adição, como disse, já demonstrando que terá seu desenvolvimento ao longo da temporada. Nota: 9. 4/38 – A Beleza E As Bestas – Episódio que explora abusos masculinos em relacionamentos tóxicos. Usa para isso a velha história de o Médico e o Monstro, que ainda não tinha dado as caras na temporada. Mas, não apenas nessa trama, mas também em relação ao Angel e ao próprio Oz, usando o lado lobisomem dele para isso. Nota: 8. 5/39 – A Volta Às Aulas – Episódio que consolida o Prefeito como vilão da temporada. O humor do episódio resultante da interação entre Cordélia e Buffy, bem como Buffy querendo ser rainha do baile são ótimos. A quebra de expectativa no final, com o anúncio do empate é ótima também. Nota: 9. 6/40 – A Banda Do Chocolate – Um episódio divertido, trazendo novamente Ethan. Giles de bad boy e a mãe da Buffy de interessada nele é ótimo. O efeito especial no final é meh, mas normal para o orçamento da série. Nota: 8. 7/41 – Revelações – Ótimo episódio, em que finalmente é revelado para todos que Angel retornou. Conta com uma boa reviravolta e boa ação. Nota: 9. 8/42 – Casos De Amor – Outro ótimo episódio, um dos melhores da temporada. Spike retorna por um breve período para sacudir tudo. Por causa da sua volta a traição entre Willow e Xander foi descoberta, além de dar um sacode no relacionamento entre Buffy e Angel, com um ótimo discurso, diga-se de passagem. Temos também uma das maiores trolagens da série, talvez da televisão, com a possível morte de Cordélia e o corte para a cena do enterro, num dos melhores momentos da série. Nota: 9.5 9/43 – O Desejo – Um dos episódios com melhor nota da série no IMDB, estando dentro do top 10. Mas, tenho ressalvas, acho que não entraria no meu top 10. O próprio episódio anterior considero melhor. Sim, é um pouco filler, mas isso não é ruim, visto que as possibilidades trabalhadas aqui ajudam a vermos o desenvolvimento dos personagens. Buffy seria outra se não tivesse ido para Sunnydale, assemelhando a uma versão piorada da Kendra. Vemos aqui que Buffy não duraria sem os seus amigos, mesmo que tenha ficado com uma postura de durona. Além disso, é o primeiro episódio da Anya, que vai ser importante na série, e o mundo paralelo que vimos vai aparecer de novo mais uma vez. Além disso, é bom ver o Master de novo. Mas, ainda acho que o episódio interrompe o desenvolvimento que se iniciou mais profundamente nos episódios 7/8. Mas, é um episódio bem divertido de toda forma. Nota: 9. 10/44 – Reparos – O primeiro episódio do Primeiro, que se tornará vilão principal em outra temporada. Desenvolve bem o Angel, com um final tocante. Acredito que a ideia seja a de um milagre de Natal, mas, na série do Angel dá a entender que ele é predestinado por uma profecia. Tenho a teoria que os poderes superiores talvez tenham intervindo para que o campeão deles não morresse. Legal também ver o Primeiro atuando pela primeira vez, além de voltar o desenvolvimento da Willow com o Oz. Um raro episódio de Natal na série. Nota: 9. 11/45 – Pão De Gengibre – Esse episódio começa meio irritante, com todo aquele negócio de mãe da Buffy sendo chata e conservadora. Aí descobrimos que é apenas influência de um demônio ancestral que incorpora João e Maria e é responsável por esse ódio repentino que gera turbas com ancinhos e tochas querendo queimar mulheres na fogueira. E, bom, acho que não melhorou muito na verdade, já que acaba delegando a culpa de algo que alguns humanos nojentos fizeram (como aconteceu em Salem) à influência de um demônio. Mas, apesar disso, o episódio é bom, tem boas cenas de ação e de humor do meio para frente. É também o episódio que a Amy vira uma rata. Nota: 8. 12/46 – Indefesa – Outro episódio para passar raiva, aqui temos a primeira aparição do líder do Conselho. E, sim, o Conselho é horrendo e irritante. Aqui temos um ritual que, confesso, não entendi. Se a Caçadora conseguiu chegar aos 18 (poucas chegam), qual o sentido de testá-la? Ela já chegou aos 18, só isso já comprova a capacidade dela. Ou seria para avaliar a astúcia, já que tiram os poderes? Ora, mas todas as caçadoras têm o mesmo grau de poder, então continua sem sentido. Fora que, como funciona o teste? Quero dizer, o que acontece se ela falhar? Deixam ela morrer ou eles intervém para ajudá-la? Não é possível que deixam ela morrer, eles mesmo que a enfraqueceram. Enfim, pelo menos a cena de luta final, com a Buffy vulnerável, é muito boa, além de fortalecer a interação de Giles e Buffy. Nota: 8.5. 13/47 – O Zé Ninguém – Esse episódio me deixa um pouco divido. Ele é interessante por focar em Xander, já que agora ele se tornou o único personagem frágil entre os protagonistas. Oz é lobisomem, Buffy é a Slayer, Angel é um vampiro, Giles tem conhecimento e sabe feitiçaria e agora a Willow é bruxa. Xander acaba tendo sua função nos Scoobies questionada (como a Daphne rs) e acho que os roteiristas, escrevendo a série, devem ter notado isso e decidido fazer o episódio. E, é curioso como é um episódio conceito, trazendo uma das maiores ameaças a Sunnydale e ao mundo na série, uma batalha épica para evitar o apocalipse, mas decida não mostra-la direito, focando, em contrário, na visão do Xander da situação, colocando o telespectador numa visão humana da situação. E, no final, embora ninguém saiba, Xander, salvou a todos também, afinal, se a bomba tivesse explodido, todos teriam morrido e a boca do inferno seria aberta. Mas, apesar dessa ideia do episódio, a execução é estranha em alguns momentos, como na cena da Buffy com a Angel, criando uma sensação de irrealidade, de caricatura para a série, tirando a seriedade ou o realismo dos episódios e colocando Xander como espectador. Além disso, o tom do episódio é meio estranho e parece fugir do resto dos episódios em alguns momentos. Parece aquele tom dos filmes italianos do final doas anos 1950, início dos anos 1960, que o personagem vai pulando daqui para lá durante um único dia, vivendo situações das mais diversas, incluindo uma pegação aleatória, que acontece aqui também com Xander e Faith. Nota: 9. 14/48 – Garotas Más – Esse episódio é a virada de chave para a segunda metade da temporada. Também é o episódio com o monstrengo mais feio, repugnante, repulsivo e todos os demais adjetivos depreciativos da série. Que bicho feio! É a estreia do Wesley (interpretado pelo futuro marido da Alyson Hannigan), que seria mais importante na série do Angel. Aqui temos o desenvolvimento do arco da Faith, numa ideia boa da série, colocando que as Slayers não estão acima dos outros. Nota: 8. 15/49 – Consequências – A continuação do episódio anterior, desenvolvendo mais ainda o tema, com discussões filosóficas sobre poder e facismo. Faith se sente acima dos outros. Temos a morte de Trick (falo que Buffy mata personagens sem pudores mais que GOT e não me escutam). A cena do Xander contando que foi bimbado pela Faith é hilária. Nota: 9. 16/50 – A Terra Dos Clones – Outro episódio ótimo da temporada. Continua a ideia do mundo paralelo e trás Anya de volta. Alyson Hanningan atua muito bem, convencendo ser a Willow mesmo quando está na roupa de Willow-Vampira. A piada sobre a versão dela vampira ter outra personalidade por ser bi seria uma previsão sobre o futuro da personagem. É um episódio com um humor muito bom também, algo sempre bem acertado na série. Nota: 9. 17/51 – Inimigas – Mais um episódio para tratar da trama principal da temporada. Faith funciona bem como vilã, embora não tenha durado muito como agente dupla. A reviravolta envolvendo o Angel é boa também, inclusive a piada do Giles ter apresentado a esposa do demônio que era para ser o vilão. Também desenvolve mais a ideia de que nem todo demônio é mal, algo mais notável na série do Angel. Nota: 9. 18/52 – O Alcance da Voz – Esse episódio foi adiado na época por causa de Columbine, se não me engano, e foi exibido só depois. Uma pena, mas foi prudente e não interferia muito na trama geral. A reviravolta com o Jonathan é ótima e dá mais destaque a esse personagem. Revendo a série você percebe que ele aparecia até bastante e você nem notava, o que expllica, mas não justifica, a decisão drástica que ele iria tomar. É um dos episódios mais hilários da série. Xander só pensando em sexo, Willow com pensamentos intrusivos que ela não fala para não magoar a Buffy. Cordélia, que sempre fala exatamente o que pensa (ótima sacada) e o Oz, que pensa, pensa e pensa e não fala. Inclusive os pensamentos dele são hilários. Ótimo também o maluco lá do jornal da escola que estava fugindo deles por uma mísera crítica à banda do Oz kkkkk. Por fim, conta com um dos melhores takes finais da série, talvez da televisão, com um corte brusco genial. Nota: 10. 19/53 – Opções – Episódio para dar andamento à trama do vilão principal. E, curioso como o Prefeito foi o primeiro a alugar um apartamento na cabeça do Angel em relação ao relacionamento dele com a Buffy. Nota: 8. 20/54 – O Baile De Formatura – Ótimo. Quase nota 10. A mãe da Buffy se intrometeu onde não devia, mas o Angel precisava mesmo sair da série para ir fazer sua série solo. E, sinceramente, o relacionamento dele com a Buffy estava no automático já, sem muito para onde seguir. Mas, o episódio vale mesmo pela cena em que premiam a Buffy como “Class Protector”, numa das cenas mais emotivas da série. Cai uma lágrima só de escrever rs. Nota: 9.5. 21/55 – O Dia Da Graduação, Parte 1 – A primeira parte do final da temporada trás o esperado confronto entre Buffy e Faith. Eu lembrava da Faith menos vilanesca, já que ela tem sua redenção em Angel mas, para quem assiste sem saber da redenção, ela é bem vilã mesmo. O veneno que só é curado com o sangue da Caçadora é uma boa ideia que dá o motor ao episódio. Aqui, o Prefeito comete seu erro mais tosco, matando o professor lá e dando o direcionamento exato para os scoobies descobrirem o demônio que ele irá se transformar. Aqui, Anya já dá mostrar que será uma personagem recorrente. E, o conceito de uma ex-demônio tendo que viver entre humanos realmente é algo que dá para se explorar bem. Nota: 9. 22/56 – O Dia Da Graduação, Parte 2 – Acho que dos episódios finais de temporada, esse é o que eu menos gosto, junto com o da quarta temporada. Sim, essa é uma das melhores temporadas da série, mas ainda acho que o final deixa a desejar. E olha que estou dando nota 9 para as duas partes. Aqui, temos a Ascensão, um evento que é praticamente impossível de impedir, a menos que dezenas de conveniências ocorram. Xander com acesso a bombas militares (nem mostra como pegaram as bombas), Anya com informações importantes, o professor que foi morto e indicou o demônio a ser combatido e o Prefeito criando afeição sincera à Faith. É tanta conveniência que Giles diz que seria obra de poderes superiores. Digo que isso é para mascarar um roteiro problemático mas, considerando que em Angel é revelado que realmente esses poderes existem, ainda dá para engolir, à contragosto. E, ainda, temos o Prefeito que era imortal virando um demônio que morre fácil. Bom, não tão fácil, precisou das conveniências, mas, digo, ele era fraco. E, ainda, o efeito especial do demônio é horrendo. Sim, passo pano para alguns efeitos ruins de Buffy (orçamento de TV na época era bem menor que hoje) mas esse do Prefeito não tem desculpa não, era o final de temporada. Mas, enfim, apesar de tudo isso, ainda assim merece a nota 9. A cena do Angel abandonando a série para seguir carreira solo é emotiva suficiente. E Wes acaba tendo um bom desenvolvimento. Nota: 9. Nota Média: 8.7.
"See you later, space cowboy". Primeiro, a animação impecável e impressionante, não só para a época, como envelheceu muito bem. Os cenários em diferentes planetas, as máquinas futuristas, os visuais dos cenários e dos personagens e vilões. Achei que o Anime faz jus à sua fama, pois é muito bem produzido e inteligente. A trilha sonora é maravilhosa, inclusive quando brinca com estilos musicais no título dos episódios. Vai inserindo as tramas do passado dos personagens aos poucos, nos fazendo vê-los com mais humanidade pouco a pouco. Ainda tenho minas dúvidas, mas achei ligeiramente inferior ao Evangelion, para comparar com outro anime muito bom da época. Difícil comparar também. Evangelion demora para engrenar, já Cowboy Bebop não precisa engrenar devido à sua natureza semi-episódica. E, para mim, o maior problema foi a trama do passado do Spike. Não gostei muito de nenhum dos 5 episódios que envolvem essa trama, enquanto, curiosamente, são praticamente todos os episódios com maior nota no IMDB. Mas, de todo jeito, misturar caçadores de recompensas com um universo futurista, embalado por trilha sonora inteligente, e utilizando temas de velho oeste é uma ideia que não podia dar errado. O comentário vai ficar longo, mas não podia deixar de comentar um pouco sobre cada episódio.
Ep. 1 – Asteroid Blues: Claro que já vou assistir com bastante expectativa, mesmo sendo o primeiro episódio. Já impressiona pela estética e pela qualidade da animação. Trás um caso normal envolvendo a caça de recompensa, só para introduzir a o anime mesmo. Nota: 8. Ep. 2 – Stray Dog Strut: Trás uma trama um pouco melhor que o primeiro episódio e acrescenta nosso primeiro novo personagem, o Ein. Nota: 8. Ep. 3 – Honk Tonk Women: Mais uma estreia de uma personagem. E episódios com cassinos são sempre bons e este não foge à regra. Nota: 8. Ep. 4 – Escapatória: O episódio dos terroristas ecológicos. É bom no mesmo nível dos anteriores. Nota: 8. Ep. 5 – Balada Dos Anjos Caídos: Esse episódio é bem cotado, notas altas e, mesmo que eu tenha achado o melhor até aqui, não é isso tudo também não. Trás mais profundidade para o nosso protagonista dando pinceladas em seu passado, como também uma boa cena de ação e um tom poético. Mas, como eu disse, não é isso tudo, não sendo tão memorável. Nota: 8. Ep. 6 – Sympathy For The Devil: Episódio com boas reviravoltas, boa trilha (padrão da série) e um bom vilão. Nota: 9. Ep. 7 – Rainha Do Heavy Metal: Achei esse o piorzinho até aqui. Mas a personagem que dá título ao episódio e a sequência final salvam. Nota: 8. Ep. 8 – Valsa Para Vênus: A cena que o Roco dá o golpe é ABSOLUTE CINEMA. A trama envolvendo o Roco e sua irmã é muito boa também. Nota: 9. Ep. 9 – Jamming With Edward: Do nada mais um personagem novo. Todos os animes do final dos anos 1990 são assim? Bom, baseado em Evangelion, que acho que é o único outro anime da época que eu vi. Enfim, a premissa do episódio é boa e as referências à 2001 Uma Odisséia no Espaço também. Nota: 9. Ep. 10 – Elegia De Ganimedes: Episódio que dá mais substrato pro Jet, mas achei meio sonolento. Nota: 7. Ep. 11 – Toys In The Attic: Melhor episódio até aqui (no final, coloquei como segundo melhor). Uma espécie de homenagem à Alien. Uma pegada mais terror de ficção científica e finaliza com uma reviravolta de filme de terror trash. Só não entendi como termina. Teoricamente deveriam morrer todos, não? Mas estão de boas no próximo episódio. Nota: 9. Ep. 12 – Jazz Jupteriano Parte 1: Mais um episódio sobre o passado do Spike. Mas, no final, a parte envolvendo a Faye é mais interessante. Nota: 8. Ep. 13 – Jazz Jupteriano Parte 2: Considerando que é um episódio dividido em duas partes esperava mais, mas no final não entregou nada que justificasse a longa duração para duas partes. Na verdade o faz soar apenas pretencioso. Nota: 8. Ep. 14: Bohemian Rhapsody: Por qual motivo os episódios que acho melhores tem nota mais baixa no IMDB e os episódios que não acho isso tudo tem nota alta? Esse episódio foi melhor que as partes 1 e 2 anteriores. A trama é boa e a explicação final para tudo também. Nota: 9. Ep. 15 – My Funny Valentine: O episódio sobre a origem da Faye que nem sabíamos que precisávamos. Só achei o médico aparece do nada, soltando a informação importante e depois vazando suave meio forçado, mas ok. Nota: 8. Ep. 16 – Serenata Do Cão Preto: E agora outro episódio de origem, mas sobre o Jet, finalmente mostrando sobre o passado dele como policial que já tinha sido citado anteriormente. Mesmo nível de qualidade do episódio da Faye, mas um pouquinho inferior. Nota: 8. Ep. 17 – Mushroom Samba: Mais um episódio focado em só um personagem, na verdade em dois. Mas aqui não é um episódio de origem. De todo modo, é um episódio com um tom mais divertido, ao contrário dos dois outros episódios anteriores, com toda a questão dos cogumelos, e que ainda se conclui numa boa cena de perseguição. Nota: 9. Ep. 18 – Speak Like A Child: Não sei o que pensar desse episódio. Como um maluco por mídia física é ótimo ver os aparelhos e as fitas, incluindo a história da rivalidade entre o VHS e o Betamax, sendo que eu inclusive tenho o aparelho. Mas, depois da animação vendo o episódio, refleti melhor, embora ainda tenho dúvida se dou um 7 ou 8. Quero dizer, no final quase não temos roteiro. É um episódio verdadeiramente filler. Banalizaram o termo e qualquer coisa é filler, mas esse daqui é um que é realmente filler. Pouca trama, pouca justificação para sua existência, e no final o conteúdo da fita não foi tão bombástico para justificar aquilo tudo, sendo mais explorado depois. Mas, por outro lado, podemos dizer que é um episódio conceito, justificando sua existência. Nota: 9. Ep. 19 – Wild Horses: Segue uma temática parecida com a do episódio anterior, mas achei que a execução não foi tão boa quanto. Temos o mesmo tema de utilizar objetos do passado no futuro em que o anime se passa, mas não achei tão interessante. A ação envolvendo os piratas no final salva um pouco, mas também não é tão incrível assim quanto outros momentos do anime. Nota: 7. Ep. 20 – O Demônio Das Onze Horas: Episódio bem legal. O foco não é muito na trama, mas em cenas de ação baseadas em um vilão intimidador e que parece invencível. Episódio bem feito e com ótimas cenas de ação. Nota: 9. Ep. 21 – Boogie Woogie Feng Shui: Episódio focado mais no Jet, tem umas piadas estranhas com a garotinha, mas é um episódio sem grandes atrativos, seja na trama, seja na ação. Nota: 7. Ep. 22 – Cowboy Funk: Caramba, esse episódio merecia uma nota melhor no IMDB (tá com 8.2). Andy é meio irritante e a briga dele com o Spike, meio do nada, também, mas o episódio é ótimo (considerei o melhor da série depois que terminei). Teve tanto plot e situações que nem parecia que teve só 20 minutos. Andy é mais uma vez a série retomando coisas antigas, tivemos o BETAMAX, um ônibus espacial e agora um cowboy, a cavalo (bom uma égua) e tudo. No meio do confronto entre Andy e Spike ainda tivemos um vilão que, no início achei que seria só um vilão genérico de fundo para não perder o foco na briga do Spike com Andy mas, na verdade, acaba sendo um dos vilões mais legais da série, principalmente pela piada envolvendo sua motivação, que acaba virando uma crítica ao capitalismo. Acho que o Andy também entra nessa crítica, pois é um rico entediado. E, para coroar, o tiroteio final entre Andy e Spike, onde é dita a famosa frase “see you later, space cowboy”. Simplesmente ótimo. Nota: 9. Ep. 23 – Brain Scratch: Episódio bem de enchimento, o que não é ruim por isso. O problema é que não apresenta nada de atrativo. Nem mesmo a reviravolta de quem é o culpado no final teve a força dramática que eu esperava. Fraquinho na proposta, na ação e mesmo na exploração do tema de seitas religiosas. A própria motivação no final foi confusa. E, bizarramente, tem uma nota maior no IMDB do que do ótimo episódio anterior. Nota: 7. Ep. 24 – Hard Luck Woman: Episódio bem melancólico, focado nas duas integrantes da equipe. A própria versão decadente que vemos da Terra contribui para isso. “See you cowgirl, someday, somewhere!”. Nota: 9. Ep. 25 – O Verdadeiro Folk Blues – Parte 1: É, outra vez essa trama da Júlia não entrega muita coisa. Certo, episódio dividido em duas partes costuma ter uma primeira parte mais morna, mas mesmo assim achei fraca. Não tem nada surpreendente na ação e nada de muito interessante na trama. Nota: 7. Ep. 26 – O Verdadeiro Folk Blues – Parte 2: Mas... Mas... Não acredito nisso. Por qual razão esse episódio tem a nota altíssima? Juro, gostei bastante da série, mas achei que o carro-chefe da série seriam esses episódios finais, algo grandioso, marcante, original e que justificasse a adoração a ela. Não entendam mal, gostei muito, faz jus a entrar na lista dos grandes animes, mas não pelo seu episódio final ou pelas tramas envolvendo Spike. Final trágico, vilão que era parceiro no passado, personagens mudando de lado, uma mulher do passado que traz humanidade ao protagonista. Poxa, o embate final é até bom, mas conta com o golpe cruzado entre os dois personagens, bem comum nos animes. Tem até o discurso clichê antes da batalha final, de que tinha que ser assim, que um que iria matar o outro e blá blá blá. Sempre digo que o clichê não é ruim por si, desde que seja bem executado. E, aqui, ele realmente é bem executado, por isso minha nota não é menor. Mas, para ter a nota alta e a adoração que tem, esse episódio teria que ir um pouco além do clichê. E não o foi. Esperava algo incrível e não entregou absolutamente nada de diferente, de grandioso. Não estou entendendo ter incríveis 9.5. no IMDB. Mas, o episódio em si é bom, na qualidade entregada pela série em ação e animação, além de bons diálogos. Mas nada excepcional. É emocionante, sim, por ser o final, e só. Nota: 8. Média dos Episódios: 8.19.
Achei ligeiramente melhor que a primeira temporada, não sei se porque eu comecei a acostumar com essa joça, ou se as piadas realmente deram uma melhoradinha. A trama da primeira é um pouco melhor, já que essa segunda temporada parece que abandona a trama e foca em episódios temáticos que vão andando a trama pouco a pouco. De todo modo, continua com piadas fracas e uma trama que dá para o gasto, e aquela ideia de personagens que falam a língua do Twitter e agem como se estivessem na internet, mas algo que não é tão engraçado e que não combina com Scooby Doo. Pelo menos tivemos alguém sendo desmascarado. Por fim, abandona a ideia de ser mais realista e fica fantasioso demais. Poderia ter o Scooby, portanto, não sei porque não colocaram. Uma opinião sobre os episódios:
Ep. 1 – O Mistério Do Romance Adolescente: Não, vocês não vão me conquistar com referências gratuitas às Hex Girls. E Fred caça-fantasmas numa van. Mas, sim, chegam perto de acertar com essas ideias. Trazem de volta as alucinações, o que parece ser uma ideia repetitiva. A série não aprendeu com os erros e as críticas, aparentemente, e insiste no seu formato e estilo. Mas, acho que acostumei porque achei mais fácil de digerir este episódio. Nota: 7. Ep. 2 – Lubri Sexta: Velma insuportável. Por qual razão sempre fazem a Velma insuportável nessas últimas séries e filmes? Até mesmo quando ela é protagonista. O que ela faz no relacionamento com a Daphne é tenebroso. E essa lubri sexta não foi um tema interessante e travou a trama principal. Nota: 6. Ep. 3 – As piadas com riqueza e com a falta de caráter da Velma (reafirmando a natureza não woke da série) até vão, mas o número musical foi muito besta. Mas é até um episódio digerível. Nota: 7. Ep. 4 – Seancé: Essa temporada está toda travada. A trama de mistério está ainda mais em segundo plano. Aqui fazem um filler puro. Um filler de verdade mesmo. Não sou contra filler mas aqui apenas pegaram uma ideia já usada para encher um episódio. Recriam Clube dos Cinco, com boas piadas é verdade, mas não suficientes para salvar essa freada na trama da temporada. Velma (a personagem... talvez a série também) cada vez mais insuportável. Nota: 6. Ep. 5 – Fogueira Pra Bruxa: Por enquanto é o melhor episódio da série. As piadas são boas, a crítica ao comportamento de redes sociais rende boas sacadas e ainda envolve as turbas que queimas pessoas na fogueira (ou as cancelam nas redes sociais). Mas, a trama de mistério continua exageradamente jogada de lado e já estamos no quinto episódio. Fred não tá servindo para nada ou tendo qualquer desenvolvimento, Salsicha está apenas repetindo Velma da primeira temporada com alucinações e Daphne e Velma estão com o mesmo problema do relacionamento a cinco episódios. Ainda trás de volta um personagem desaparecido ou morto, a avó do Salsicha semelhante à mãe da Velma na primeira temporada. Mas, olhando isoladamente é um bom episódio. Nota: 7. Ep. 6 – A Recruta Velmjamin: Eu cai no sono com 7 minutos de episódio. Esqueci de ver a parte que eu tinha dormido e fui para o próximo episódio. Não fez a menor diferença, nem parecia que eu tinha perdido uns 15 minutos do episódio. Mostra de que a trama dessa temporada não anda e focaram demais no humor, um humor que é piada boa, piada ruim, sem nenhuma tirada realmente inspirada. Mas, comparando com outros episódios esse daqui até andou um pouco mais a trama. Nota: 7. Ep. 7 – Utopia Feminina: Esse episódio avança um pouco mais a trama, mas bem pouco. No final, repete a mesma coisa da primeira temporada, em que o episódio termina com a revelação bombástica de que a mãe da Velma supostamente era culpada. Agora, o mesmo acontece, só que com o pai da Velma. E, nem preciso assistir o próximo episódio para saber que é uma pista falsa. A jornada de auto descoberta da Daphne, embora clichê (e meio inútil), até que foi legalzinha. Nota: 7. Ep. 8 – Caça Ao Aman: MILAGRE! Até mesmo Velma tem um episódio bom. O humor desse episódio funcionou, as críticas sociais funcionaram (a parte d fofoca no ônibus é podre, é verdade), teve cenas de ação e a trama andou! Não só isso, como a trama andou de forma intrigante, culminando ainda numa possível presença do Scooby em um ótimo cliffhanger! Não estou acreditando até agora. Se até Velma teve um episódio bom, você que está lendo é capaz de qualquer coisa também. Não desista dos seus sonhos! Você pode chegar onde você quiser! Nota: 8. Ep. 9 – O Verdadeiro Vilão: Acho que é o segundo episódio da série, embora o anterior tenha sido melhor (não entendi o motivo de no IMDB este ter a nota melhor, mas, enfim). Mais uma vez o pobre Scooby-Loo de vilão, seguindo a tendência iniciado por James Gunn no live action. Achei que ia ser o Scooby-Doo, uma pena. Aliás, o ônibus não estava cheio de sangue? A Velma tá sem um único arranhão. Mas, de todo modo, achei que ia ter alguma reviravolta, então ficou meio méh a resolução de quem é o assassino. Aliás, as aparências realmente contam, e quem parece ser vilão realmente é vilão, enquanto o exército acabou não sendo. Juro, não vejo onde Velma é lacração, pessoal fala sem ver. Nota: 7. Ep. 10 – Até A Morte: Graças ao Pai, acabou essa joça. O final tenta ser um pouco diferente matando a Velma, mas, considerando que abraçaram o sobrenatural sem mais nem menos, logo ela vai ser ressuscitada. A reviravolta sobre o tio Scooby é méh. Tão sem graça que nem foi citada no especial. Esperava algo sobre o Scooby Doo mesmo, mas, infelizmente, não aconteceu. Nota: 7.
Não achei Velma tão “woke” assim. Mas nem por isso é bom rs. Sim, o primeiro episódio é tenebroso (explicarei mais adiante) mas a medida que a série passa, fica mais evidente que não passa de uma paródia das ideias da suposta cultura woke. Bem, difícil falar dessa série sem falar de assuntos da polarização política. Colocar personagens negros ou LGBTQIA+ não é ser woke, é simplesmente representar a realidade. Minorias fazem parte da nossa convivência no mundo real e não tem motivos para retira-las dos filmes. E, sim, a série Velma coloca a protagonista e o Salsicha como negros ou pardos, a Daphne é asiática e nosso personagem branco fica apenas como Fred, que representa o branco rico. E temos relacionamento lésbico. Mas, como eu disse, conter esses elementos não faria de algo woke per si, e sim uma retratação dos nossos tempos. Agora, em relação à temática, Velma também não é woke. Vejam bem, eu vejo a série como uma produção de alguém que acha que o mundo é o Twitter. Todo mundo quer lacrar, as pessoas falam todes, boy lixo, gritam do nada os privilégios dos homens, dos brancos dos ricos. “Ora, seu destrambelhado, e como isso não é woke?”, vocês devem estar pensando. Pois bem, o motivo é que a série faz piada-paródia disso (pelo menos foi minha interpretação), na maior parte do tempo zoando a tendência moderna de lacrar e de realizar justiça social a qualquer custo. Quando falam dos betas, por exemplo, não o falam criticando esse conceito ridículo ou falando mal dos alfas. Quando o assunto é cannabis, o Salsicha não usa (uma grande quebra de expectativa). A nossa protagonista tem sua personalidade criticada o tempo todo, expondo ela como uma vadia egoísta e praticamente sem escrúpulos e totalmente antipática. Além disso, é apaixonada pelo branquinho padrão. No final, é uma mulher que é a vilã. Ora, o principal pressuposto para algo ser woke não é colocar as minorias em um pedestal e rebaixar o resto? Não temos isso em quase momento nenhum na série, fora que várias piadas zoam a ideia do lacre (como quando Daphne acha que foi contratada pela mãe do Fred como pauta de inclusão). Mas, se nem tudo isso te convenceu, as mães da Daphne são duas polícias lésbicas conhecidas por serem totalmente incompetentes. E o são! Xeque-mate. Claro, acho que esse comportamento dos personagens está longe do mundo real. Bom, não sei, não convivo com os adolescentes do EUA para saber se agem assim mesmo mas, como disse, o comportamento dos personagens tem muito mais relação com um comportamento da internet do que da vida real. E, tanto é que não é woke que não agradou ninguém essa joça. Não lacra, crítica os lacradores, crítica os que criticam quem lacra e no final ninguém gostou. Mas, só por isso tudo que expus a série é boa? Não, está muito longe de ser boa e não falo só como um fã número um de Scooby-Doo. E não é por causa das mudanças. Mistério SA, por exemplo, muda algumas coisas. 13 Fantasmas de Scooby Doo também e ambas são boas. Quero dizer, o Fred de alivio cômico é algo que surgiu depois, acho que nos anos 1980. Temos que ter mudanças sim. Ilha dos Zumbis coloca monstros reais e nem por mudar isso é ruim. Mas, temos mudanças e mudanças. Salsicha e Scooby Doo atrás das pistas, por exemplo, foge de tudo que o desenho propõe o que já seria meio ruim, mas no final não substitui isso por nada muito interessante. Se Velma entregasse algo realmente bom poderíamos relevar as mudanças, talvez até mesmo a ausência do Scooby (algo que por si já é bem difícil de suprir). Quero dizer, Scooby Doo é sobre mistérios e Velma é sobre mistérios. Mas o desenho original o mistério era baseado em assombração.
Aqui até o é, mas demora para revelar essa ideia da pessoa mascarada assombrando, o que já deixou difícil continuar assistindo. E, no final, o mistério também não era tão bom assim. Não é ruim, mas também não é uma trama tão fantástica para justificar as mudanças. A reviravolta legal mesmo foi a que envolvia a natureza das alucinações, já que tem uma explicação para algo que eu não achei que teria. E só. No fim, não é tão ruim quanto pintam, a ponto de justificar a insana nota de 1.6 no IMDB. Ep. 1 – Velma (Piloto): O primeiro episódio é horrendo. Primeiro, mudanças bizarras em relação à mitologia do Sccoby. Segundo, as piadas não são boas. A trama do episódio também não. E os diálogos são horríveis, parece pessoas conversando no Twitter. Até entendo que a ideia talvez seja brincar com os comportamentos modernos, mas não tem graça mesmo assim. Nota: 4. Ep. 2 – O(a) Doceiro(a): Essa trama de amigas aí uma fica popular e elas não conversam mais é batida. Continua ruinzinho, mas o Fred privilegiado ajuda a melhorar beeeeem pouco. Nota: 5. Ep. 3 – Velma Kai: Não sei se está melhorando ou se estou me acostumando com essa joça. Acho que é esse episódio que do nada tem uma violência bizarra de alguém perdendo a perna e ninguém dá a mínima, piada nonsense usada uma única vez na série e toda fora de lugar. Nota: 6. Ep. 4 – Velma Faz Uma Lista: Esse plot das gostosas não tem muito sentido, mas o Fred desconstruído salva o episódio (finalmente algo realmente engraçado). Nota: 7. Ep. 5 – Festa Do Pijama Da Banda: Acho que eu acabei acostumando com essa joça. Ou então as piadas melhoraram mesmo. Ou talvez seja a trama andando, mas achei mais fácil de digerir esse episódio. Começam aqui umas referências mais interessantes também (Capitão Cavernaaaaaaaaaaa!) Nota: 6. Ep. 6 – Os Pecados Dos Pais E Alguns Das Mães: Essa trama dos pais da Daphne foi ruim, não chegou em lugar nenhum e foi logo esquecida (já estou no meio da segunda temporada). Mas, o Salsicha Beta foi uma boa sacada. Nota: 7. Ep. 7 – Festival Da Bruma: No episódio anterior e nesse temos mais algumas referências (é nesse a referência ao Scooby, mas na verdade ela nos deixa mais tristes por nos lembrarem que ele não está na série). A Velma de homem também foi uma boa ideia, mas achei mal executada, embora engraçada em alguns momentos. Nota: 6. Ep. 8 – A Velma Na Floresta: A ideia de mudar a estrutura narrativa em um único episódio. Ficou fraco, mas pelo menos a trama andou. Nota: 7. Ep. 9 – Pessoa De Família: Não consigo engolir esse negócio dos cérebros, mas souberam o que fazer com a volta da mãe da Velma. Nota: 7. Ep. 10 – O Cérebro Da Operação: A série termina com o xerife assobiando Strangers in The Night, de onde surgiu o nome do Scooby. Será que teremos ele na próxima temporada¿ Ajudaria a salvar essa bomba. Mas, de todo jeito, o episódio de conclusão fecha bem a trama de mistério. Nota: 7.
É nessa segunda temporada que a série mostra a que veio. A primeira temporada é muito boa, é verdade, mas ainda tem um ar muito série de baixo orçamento dos anos 1990 (a série tem um tom "power rangers", como costumo dizer). Já essa daqui assume uma densidade maior, temas mais pesados, além do humor ser ótimo e até melhor que o dá primeira temporada. Os personagens tem um maior desenvolvimento também. Os personagens novos são ótimas adições, praticamente todos eles, Spike, Drusilla, Oz, etc. Bom, não me lembro se considero essa a melhor temporada. A terceira, a quinta e a sexta são muito boas também. Mas essa daqui ainda impacta muito, pois a série entrega uma qualidade que eu não esperava dela. Foi nessa temporada que passe a levar a série a sério e assiti-la com outros olhos. Pois, a verdade é que eu já até tinha ouvido falar da série (minha mãe quando viu a Daphne no live action do Scooby Doo falou que era a Buffy). E, quando comecei a gostar mais de terror coloquei ela na lista, mas animei de ver mesmo porque na época estava com um crush enorme na Alyson Hannigan, apesar de imaginar que ela fosse mais uma secundária. Quando soube que era protagonista, fui atrás de assistir sem pensar duas vezes. E, de série que assisti porque tinha um crush besta para série preferida é um grande salto. Enfim, seguem opiniões sobre os episódios, explanando melhor o que acho da temporada:
Ep. 1/13 – A Volta – Não gosto muito desse episódio. Tá certo, demostra que a série se leva a sério e busca ser coerente e densa, demonstrado que ter morrido afeta Buffy mentalmente, trás realismo à sina de super-heroína da personagem. Mas isso tudo é meio mal executado. É apenas irritante em certo ponto e concluído às pressas. A volta do Anointed (Annoyed) One também não é grandes coisas. Nota: 7.
Ep. 2/14 – Precisa De Retoques – A primeira metade dessa segunda temporada ainda tem um pouco esse tom meio “power ranger”, embora seja um pouco mais sombria. Aqui temos um episódio com uma boa reviravolta, mas totalmente baseado em Frankenstein. Nota: 8.
Ep. 3/15 – Escola Da Pesada – Ah, a estreia de Drusilla e Spike, o maior brocha de todos os tempos. Sim, o vampirão que matou duas slayers e vai passar a temporada toda apanhando e saindo de fininho quando o caldo engrossa. É quase um Lampião, mais mítico do que qualquer coisa. Mas, de todo modo, sua introdução é suficiente para causar temor no destino dos personagens e as sequências de ação, envolvendo também a mãe da Buffy, são boas. Nota: 9.
Ep. 4/16 – A Múmia Inca – Mais um episódio da série “jamais teremos relacionamentos saudáveis e felizes” (uma frase da primeira temporada). Aqui temos um episódio com boas reviravoltas (Cordélia e seu par é um bom uso do humor). Acho que esse é o primeiro do Oz e também do Jonathan, que vai ficar aparecendo na série como um super figurante que nem reparamos mas, mesmo assim, aparece muito. Aliás, ele quase morre aqui, o que influenciaria eventos importantes em outras temporadas. Nota: 8.
Ep. 5/17 – O Garoto Réptil – Ainda retomando temas adolescentes, aqui temos um episódio bem esquecível, que aborda os rapazes mais velhos, de faculdade, que aliciam as novinhas do colégio e as levam para as festas de fraternidade. Tem esse paralelo, colocando os garotos de fraternidade em um comportamento predatório, ainda tem a questão dos ricaços, consumindo o sangue dos jovens para conseguirem sua fortuna (meritocracia é uma mentira) e os efeitos especiais do final não são tão ruins quanto eu me lembrava mas, mesmo assim, o episódio não empolga. Nota: 7.
Ep. 6/18 – Halloween – Embora não seja considerado entre os grandes episódios, coloco este, talvez, como o meu favorito da série (rivaliza bem com Once More With Feeling). A introdução de um potencial novo vilão, Ethan (que gerou muita expectativa e foi brochado na quarta temporada), uma leve introdução (se não me engano) ao passado do Giles, Buffy de princesa medieval e as críticas sobre esse conceito de garotas princesinhas, um pouco mais de desenvolvimento para a Willow (“who is that girl?”), a introdução da habilidade militar do Xander que será amplamente usada, além do conceito de quebra de expectativa sobre o Halloween ser uma data tranquila (feriado dos monstros, por isso eles descansam, ora kkkkk) mas que acabou “quebrando um pouco as pernas” dos roteiristas nas temporadas subsequentes, já que acabou com o sentido de fazer episódios de Halloween. Enfim, muita coisa importante em um episódio que é pouco falado. Nota: 10.
Ep. 7/19 – Minta Para Mim – O ponto de virada da série na minha opinião. O momento que ela abandona a pegada “power ranger” e joga na sua cara que, sim, a série tem seu lado diversão e descompromisso, mas ao mesmo tempo vai ser uma série dura, densa, que vai te deixar reflexivo, algo que iniciou-se de verdade neste episódio e não abandonou mais a série, que, por fim, admitiu sua seriedade, naquele que é um dos melhores diálogos da série, de Buffy com Giles (“lie to me”). Foi neste episódio, aliás, que eu mesmo passei a levar a série mais a sério. Minha irmã, vendo comigo, comentou: “essa série realmente é boa”. Eu, como já disse, estava assistindo só para ver a Alyson Hannigan (e, de quebra, a Sarah Michelle Gellar) passei a assistir a série a partir daqui com outros olhos. Nota: 10.
Ep. 8/20 – A Idade Das Trevas – Outro episódio denso (e mais tenso) dessa temporada, deixando nossos personagens em situações à beira da morte, além de explorar o passado do Giles e incrementando mais o personagem e seu arco. Os efeitos são meio ruins, mas séries de TV da época realmente não tinham um grande orçamento. Nota: 9.
Ep. 9/21 – O Que É Que Eu Faço? Parte 1 – Voltando a abordar temas mais adolescentes, aqui temos um desenvolvimento maior das questões envolvendo a Buffy e sua sina como Caçadora. Temos também um foco maior nos vilões da temporada, algo comum nas séries da época, em que no meio da temporada tínhamos nosso episódio duplo para que os vilões da temporada tentassem algum plano e retornassem ao foco. Nota: 9.
Ep. 10/22 – O Que É Que Eu Faço? Parte 2 – Kendra é um ótimo conceito, aliás, como veremos nas próximas temporadas, esse série é repleta de ótimos conceitos. Ora, se Buffy morreu, uma nova caçadora foi chamada. E Kendra é bem pensada para colocar como contraponto o dever e o destino de Buffy, que é uma Caçadora que quebras as regras comuns das outras Slayers (e, talvez por isso, é uma das mais bem sucedidas). Nota: 9.
Ep. 11/23 – Ted – Das primeiras vezes que vi não gostei muito desse episódio. Revendo agora, achei um pouco melhor, mas, ainda assim, o episódio não me desce muito bem. Certo, trás mais temas adolescentes e modernos (relação com novo namorado(a) dos pais) mas essa história de personagem que é mal, finge de bom, só um personagem sabe e os outros não acreditam nele é algo meio chato. Sim, o episódio possui uma densidade em relação aos limites do uso dos poderes da Buffy, afinal, ela é caçadora de monstros e não de humanos, por pior que eles sejam (algo que seria novamente e mais densamente explorado na terceira temporada com a Faith) mas ficou meio estranho. Ela matou o cara, o cara voltou. O que a polícia achou disso? É mostrado muito brevemente. Também breve a explicação sobre a origem do tal robô, tanto que eu acho que eu nem tinha pescado ela das outras vezes que vi o episódio. E, mesmo a explicação é meio zoada. O cara construiu um puta robô nos anos 50 ou 60. Nota: 7.
Ep. 12/24 – Ovos Malvados – Acho que esse é o mais fraco da temporada. O tema é a maternidade/paternidade mas, por mais que seja “filler”, não é um incrementado com boas ideias ou boa trama. Os vampiros cowboys mesmo são esquecíveis. Nota: 7.
Ep. 13/25 – Surpresa – O episódio em si não é grandes coisas, foda mesmo é o episódio seguinte. Mas ele não existiria sem este, já que o episódio 13 é uma enorme construção e preparação para o episódio seguinte. Nota: 9.
Ep. 14/26 – Inocência – O conceito da alma de Angel retornar caso ele atinja um momento de pura felicidade e, como consequência, faria a maldição perder o sentido é genial. Assim, podemos questionar que o momento de felicidade verdadeira foi atingido depois de uma bimbada com a Buffy, misturando prazer sexual e o colocando como a felicidade verdadeira, mas o conceito é interessante mesmo assim kkkkkk. Ainda, podemos questionar que poderia ser uma mensagem anti-sexo, já que os rapazes mudam, deixam de ser galantes e atenciosos depois de conseguirem o sexo e passam a tratar sua parceira como lixo após conseguirem o troféu sexual, mas creio que não foi essa a mensagem que a série quis passar. Simplesmente quiseram trazer o conceito da perda da alma do Angel e usaram mais um dos paralelos adolescentes para isso. Temos ainda o Judge, acho que o primeiro dos muitos vilões milenares e invencíveis da série que pode causar o fim do mundo, e será derrotada com facilidade em um episódio ou dois. De primeira, achei a forma como o derrotam meio anticlimática, mas, querendo ou não é uma boia ideia que brinca com as informações ultrapassadas que normalmente os personagens encontram nos livros mofados e levam a sério. Por fim, Oz é um ótimo personagem e o diálogo dele com a Willow e o desenvolvimento dos dois é muito bem trabalhado. Nota: 9.
Ep. 15/27 – Fases – Ótimo episódio. Trata de forma mais cinzenta os monstros e demônios exterminados por Buffy (algo que seria mais abordado no spin-off Angel), incluindo ainda um personagem babaca e odiável, além de machista, que, se não me engano, não aparece mais, mas que deveria ser mais aproveitado. A forma como Oz vira lobisomem é revelado de forma muito rápida (a reação niilista dele não ajuda) e acho que nem tinha entendido direito das primeiras vezes que vi. Mas, o melhor mesmo desse episódio é aquela que possivelmente é a melhor cena da temporada, quando Xander interpela o bullynador em um vestiário (ambiente apropriado) e temos o secundário que melhor arco de personagem de todos, se revelando homossexual, que apenas fingia ser um babaca, e de quebra ainda achando que o Xander também era gay. Uma cena hilária. De quebra, temos várias referências à situações da primeira temporada, tentando dar mais coerência ao buffyverso (embora ninguém continue lembrando da existência do pobre Jesse). Nota: 9.
Ep. 16/28 – Enfeitiçados, Entediados E Confusos – O episódio que desenvolve o relacionamento de Xander com Cordélia, que começou como uma piada e adquiriu ares sérios. Esse episódio é ótimo para quem não gosta do Xander, como também é ótimo para quem gosta dele, já que suas atitudes, dependendo do gosto do espectador, podem ser criticadas ou defendidas. Mas, a cena que ele deixa de se aproveitar da Buffy foi uma boa sacada. Só não entendi porque a Drusilla também foi afetada, achei que vampiros não seriam. Enfim, tem também o questionamento do motivo do feitiço ter dado errado. Vamos falar a verdade, o cordão não era realmente de Cordélia, acredito que foi esse o motivo. Angelus dá as caras também, embora de leve. Amy se consolida mais como personagem também. Nota: 8.
Ep. 17/29 – Paixão – Ah, esse episódio, mais um ótimo nessa segunda temporada. Como disse, a série Buffy mata personagens sem pudores (exceto, claro, o quarteto protagonista, embora Buffy meio que tenha morrido) e aqui é a vez de Calendar. Lembro claramente da cena, e da forma como o episódio realmente se desenha para que ela tenha esse destino. Mas, não me lembrava da cena do Angel indo ver a reação de Willow e Buffy à notícia, através da janela da casa de Buffy. Cena ótima e que não sei como tinha me fugido à memória. Agora, vamos ser francos, Spike é só gogó. Iniciou a temporada como o fodão, que tinha matado duas slayers, que era alguém a se temer, mas toda luta que fica minimamente difícil ele foge, além de apanhar para caramba e passar a temporada toda numa cadeira de rodas. Angelus, em 3 episódios, foi um milhão de vezes mais intimidador, sádico e eficiente. E, falando em sadismo, nesse episódio ele executa tudo da forma mais sádica para os personagens, tornando o episódio ainda melhor. Nota: 9.
Ep. 18/30 – Morto Pela Morte – Na Ressaca de vários episódios ótimos, temos agora três episódios que não gosto muito. Não são ruins, mas acho que são os mais fracos da temporada. Começa por esse, que acho que é o episódio que mais se aproxima do gênero terror em toda a série. Algo meio Freddy Krueger, com uma aparência assustadora e que mata crianças. Episódio pesadíssimo, aliás, e com boas reviravoltas, mas sempre sinto que ele fica fora do tom, fica meio alheio ao resto da série em tema e estilo. Talvez por esse motivo não goste muito, mesmo terror sendo meu gênero preferido. Quase dei 7, mas vai 8 mesmo. Nota: 8. Ep. 19/31 – Eu Só Tenho Olhos Para Você – Esse acho meio fraco. O tema é bom, assombração, que não é algo muito explorado pela série. Mas, sei lá, a conclusão com o Angel incorporando a mulher e Buffy incorporando o cara soa ruim e boa ao mesmo tempo. Certo, era o que ele precisava para se perdoar, mas Angel incorporar a professora e Buffy incorporar o homem soa estranho. Ou, na verdade, talvez seja melhor do que pensei. Pensando agora, Buffy passa o episódio todo condenando o cara, e o episódio fala sobre perdão. Ela incorporou ele e no final talvez tenha reconsiderado, talvez pense que pessoas mereçam perdão. Mesmo que essa pessoa seja um feminicida canalha que matou uma professora que não quis ficar com ele, pois, afinal, se ficasse, a professora seria uma pedófila, mesmo supostamente o amando... É, não dá, tá entre os piores episódios da temporada mesmo. Nota: 7.
Ep. 20/32 – Vamos Pescar? - Então quer dizer que Scofield era do time de natação da escola? E, esse não vai ser o primeiro ator que dá as caras aqui em início de carreira. Apesar de ser um episódio filler, tem seus momentos, como Xander na natação e na sauna, fora que é um episódio mais engraçado, apesar da tonelada de adolescentes “mortos”. A cena final, que talvez fosse poética no roteiro, saiu meio tosca na gravação. Fora esse conceito de que viraram homens-peixe e foram para o mar é meio ruim. Talvez o pior episódio da temporada, mas, mesmo assim, não é tão ruim. Aborda esteroides e privilégios dos alunos dos esportes. Nota: 7.
Ep. 21/33 – Metamorfose Parte 1 – Como disse, Buffy mata personagens sem pudores. Kendra nem pode mostrar muito a que veio. O episódio é quase um Guerra Infinita, consistindo apenas nos protagonistas levando pancada até o fim. Nota: 9.
Ep. 22/34 – Metamorfose Parte 2 – Ah, Joss Whedon dá seus primeiros sinais de sadismo. O cara entrega uma série com ótimas piadas entremeadas de cenas de cortar o coração. Bom, eu jurava que o Angel tinha morrido de vez, já que eu achava que a série solo dele era uma prequel kkkkkkk. Bom, Spike vira nosso herói improvável, já dando mostras de que logo se tornaria um dos mocinhos, muito também pelo carisma do personagem. Temos também a revelação de que Buffy é uma Caçadora para sua mãe, que, para mim, era algo que acontecia bem depois na série, quarta temporada. Lembrei errado. A cena dela com o Spike é hilária, aliás. E a reação dela ao saber que a filha é caçadora é genial, fazendo um paralelo com a homossexualidade (como X-Men 2 ou 3 o fez muito bem, também). “Já tentou não ser caçadora”? Triste que Joss Whedon, apesar de seu discurso inclusivo, se revelou como um babaca depois. Bom, mas sobre o episódio, no final, a temporada termina partindo corações e demonstrando o caráter mais sombrio que viria, sem, entretanto, nunca abandonar as ótimas piadas. Nota: 10.
Abram alas para a melhor série (e talvez a melhor produção audiovisual) de toda a história. Sim, como essa introdução deve tê-los feito pensar, Buffy é minha série preferida e aqui estou eu indo assistir pela terceira vez. Bom, a série veio derivada de um filme mediano de 1992 e meio que funciona como uma espécie de continuação, eis que alguns eventos do filme são citados (na série Buffy já começa como Caçadora), embora este não seja canônico em relação à série, mas a temática e proposta são semelhantes. Como série preferida, obviamente, sempre recomendo ela para todo mundo (inclusive você que está lendo), mas também sempre recomendo ressalvando que é para ignorarem um pouco a primeira temporada, porque ela é meio “power ranger” (a própria abertura, bem noventista, mas ótima), ou, como alguns estão chamando aqui nos comentários, “trash”. Realmente, a primeira temporada não possuiu tanto orçamento como as subsequentes, é mais episódica e menos densa e séria, mas possui, ainda assim, qualidade suficiente, não para ser a melhor série de todos os tempos, mas ainda assim é boa. Mesmo não sendo tão densa quanto as outras temporadas, o último episódio já dá uma ideia de que a série terá temas mais pesados. O humor aqui é razoável, mas melhora bastante nas próximas temporadas. Além disso, as boas quebras de expectativa já dão as caras por aqui, além da falta de pudores em matar personagens supostamente (ou de fato) importantes. Também ressalto, quando recomendo a série, que os seriados da época eram bem episódicos (Twin Peaks é rara exceção), trazendo uma inovação que acredito que veio de Arquivo X, com um tema principal ao longo da temporada, mas pouca continuidade de fato entre os episódios, sendo aqui a figura do Master, nosso primeiro vilão principal de temporada (cada uma terá a sua). Pois bem, uma opinião sobre cada episódio, que possuem a tônica de inserir algo sobrenatural em temáticas adolescentes:
Ep 1 e Ep 2 – Bem-Vindo À Boca Do Inferno Partes 1 e 2 – Buffy já começa dando sua tônica de quebra de expectativa em sua primeiríssima cena, colocando a personagem feminina, que o cinema normalmente mostra como indefesa, como a vampira que ataca o rapaz. Isso rima com a própria Buffy, a “loira gostosa e descerebrada” dos filmes de terror, que normalmente é a primeira a morrer, e que aqui é a responsável por descer a porrada nos monstros. Claro, apesar disso, esses dois primeiros episódios têm vários clichês, mas mesmo alguns desses clichês são premiados com algumas quebras de expectativa. Jesse se transforma em vampiro, então temos a cena clássica do confronto entre o recém-transformado e seu antigo amigo, que se recusa a matar a criatura, mesmo que em essência ela não seja mais o seu antigo amigo. E a conclusão disso quebra a expectativa, o que é bom. Esses dois episódios, acredito, devem ter sido concebidos e exibidos originalmente como um episódio só, mais longo, mas que foi dividido em dois para as reprises, se encaixando no padrão de exibição de 42 minutos. Por isso estou comentando eles juntos, aliás. Tenso mesmo é que o tal do Jesse, o grande amigo de infância de Willow e Xander, NUNCA MAIS foi citado na série. É essa falta de continuidade que era muito comum na época que nem Buffy, mesmo sendo um seriado excelente e visionário, não conseguiu combater por completa. O final do episódio soa muito como episódio piloto (embora não seja o piloto), expondo sem sutilezas que os episódios seguintes envolverão outras criaturas além dos vampiros, e estabelecendo o Master como vilão de temporada. Nota 8 para o episódio 1 e 9 para o episódio 2. Ep. 3 – Bruxa – O episódio que introduz Amy. A trama mistura bem a questão adolescente, na figura das líderes de torcida, com a questão sobrenatural. E o episódio já seria suficientemente bom na sua trama e execução, mas ainda se dá ao luxo de complementar isso com uma ótima reviravolta, daquelas que é até interessante perceber as pistas ao rever o episódio. Nota – 9. Ep. 4 – O Queridinho Da Professora – Bom, temos aqui um episódio bem de enchimento mesmo. Claro, colocam um pouco de desenvolvimento na Buffy sendo vista como aluna problema, mas isso é pouco explorado já que o professor que trata bem a Buffy logo é descartado (e, tal como Jesse, nunca mais será citado). Os efeitos até estão bons, considerando que lembrava deles piores e que a série vai ter efeitos de CGI bem mais trashs, mas, no geral, os efeitos práticos e maquiagem do seriado são bons, tendo sido melhor a opção de utilizá-los aqui. Bizarro mesmo é a forma como a relação amorosa professora-aluno é tratado com naturalidade aqui... ou, talvez, seja um paralelo com um comportamento predatório de professoras que se aproveitam de juventude de seus alunos, como a louva-deus faz¿ Uhm... esse episódio acabou de melhorar um pouco. Mas, é fraco de toda forma, das duas primeiras vezes que assisti considerei a conclusão apressada, apesar de que nessa terceira assistida não tive essa sensação. Nota – 7. Ep. 5 – Nunca Mate Um Garoto No Primeiro Encontro – Esse episódio já demonstra o ótimo timming cômico que vai ser marca da série. Por enquanto a série vem abordando temas colegiais encapados com questões sobrenaturais. Mudança de escola, relação aluno-professor, líder de torcidas e agora os namoros são colocados em pauta. Owen é o primeiro par romântico da Buffy, e é descartado para nunca mais ser visto. Como disse, o episódio funciona bem pelo humor, mas também possui boas quebras de expectativa, sendo um dos melhores da temporada. Nota – 9. Ep. 6 – A Matilha – Aqui o tema são mudanças comportamentais. Muitas vezes alguns adolescentes começam a agir como idiotas para se juntarem a um grupo, inclusive por questões hormonais. Claro, aqui eles estão possuídos pelo espíritos das hienas. Por enquanto este e o episódio do Louva a Deus são os mais fracos da temporada. A conclusão e a batalha final são apressadas, a reviravolta do culpado é óbvia, a direção é esquisita, (closes e mais closes) mas, pelo menos, tem uma morte que considero inesperada (a do diretor da escola, que durou pouquíssimo como personagem). Nota – 7. Ep. 7 – Angel – O episódio típico de meio de temporada que retoma o vilão principal da temporada para que ele não fique muito esquecido (isso acontece bastante em Arquivo X), mas, aqui, temos também maiores revelações sobre o Angel. É curioso que o fato dele ser um vampiro é um reviravolta. Enfim, esse episódio cita várias coisas do passado do Angel (ser criado pela Darla, ter namorado ela, os ciganos, a morte da família de Angel, etc) que vão ser explorados em episódios posteriores, mostrando o cuidado dos realizadores para com a mitologia da série. Darla é outra morte que considero abrupta. Acho a cena da Buffy com Angel no quarto muito “Crepúsculo”. Aliás, a Buffy convida Angel para entrar na casa, sinal que os roteiristas estavam atentos em evitar falhas de roteiro. Nota – 9. Ep. 8 – Eu Robô... Você Jane – O melhor episódio da temporada na minha opinião, embora tenha uma nota baixa no IMDB. É interessante por trazer uma discussão sobre a internet já nos seus primórdios e, curiosamente, já acerta no ponto chave da fugacidade da informação quando esta não é tangível. Sim, já em 1997 se achava que o conhecimento virtual era rápido, efêmero, muito antes da “tiktokização” do conteúdo online, a informação na internet já era considerada “rápida”. A discussão sobre relacionamento virtual tenta evitar viés conservador, mas parece criticar, mesmo que veladamente, essa modalidade de relacionamento. No final, temos a conclusão do episódio com uma frase premonitória, que praticamente resume a série, quando os personagens comentam que nunca terão relacionamentos saudáveis e felizes. Considerando os relacionamentos amorosos do trio ao longo das temporadas seguintes, esta frase é incrivelmente profética. Nota – 10. Ep. 9 – O Show De Bonecos – Esse episódio é bem legal. Seja pelo tema do ventríloquo, seja pelas reviravoltas, seja pelo humor. E haja reviravolta, aliás. A diferença, aqui, é que cada episódio parecia pegar um tema adolescente típico e colocá-lo na ótima sobrenatural mas esse episódio não o faz. Bom, talvez a ideia do show de talentos, mas isso não é necessariamente um tema adolescente típico. A cena final é uma das melhores da série na minha opinião (teatro de vanguarda). As piadas envolvendo um cara velho (um boneco, tudo bem) com uma garota adolescente são meio estranhas. Nota – 9. Ep. 10 – Pesadelos – Não gosto tanto assim desse episódio. Tinha até esquecido que ele era dessa temporada. Os outros episódios tinham temas adolescentes mais palpáveis, até mesmo o nono, mas o desse aqui não é nada identificável. Talvez o medo, mas isso não é algo só de adolescentes. Aliás, o medo da Alyson Hannigan é o mesmo medo da atriz (vejam Once More With Feeling), o que me faz questionar se o roteiro usou os medos dos atores como base. No final, algo positivo é usar uma pessoa “comum” como vilã, mostrando que o mal na série não está só nos monstros. Nota – 7. Ep. 11 – Fora Da Mente, Fora Da Visão – Esse daqui o tema é a timidez. Assim como padrão de praticamente todos os outros episódios dessa temporada, termina com um gancho bombástico para uma trama que jamais será abordado de novo. Nota – 7. Ep. 12 – A Garota Da Profecia – A conclusão da temporada trás várias situações interessantes. A morte de Buffy, cumprindo a profecia, mas com ela acabando sendo ressuscitada. O problema é que a esperada batalha final com o Master soa meio corrida, além de colocarem fim em um vilão que tinha mais potencial (e acredito que se arrependeram, só ver o tanto que ele aparece outras vezes na série). A ideia de que a Buffy, indo ao esconderijo, pensando evitar a profecia, é o que acaba fazendo com que ela se cumpra é uma boa ideia no tema batido das profecias, embora hoje em dia até isso ficou meio clichê (Harry Potter é um exemplo que usa disso) e não sei se Buffy foi a primeira que usou dessa ideia. Nota – 9.
Caramba, esse comentário ficou imenso kkkkk. Mas fica o registro. Nota: 8.6.
Mantêm o estilo da primeira, mas, aqui, temos uma extrapolação de quase tudo, do gore, que está mais insano, ao humor, que está mais politicamente incorreto (e, a ideia de apontar isso como forma de mitigar o fato de que ele é politicamente incorreto continua funcionando), com Bruce Campbell cada vez mais tiozão. A série também continua respeitando a mitologia da franquia, inclusive com a menção a acontecimentos do terceiro filme, além de nos trazer mais informações sobre o protagonista, como a relação com o pai ou a cidade onde ele nasceu, e onde o restante da série se passará. Episódio 1: Ver a cidadezinha onde Ash cresceu, e o fato dele ter se tornado uma lenda urbana (ashy slashy) é uma boa ideia para termos o pano de fundo da temporada. Nota: 8. Episódio 2: A cena do necrotério, trash no último grau. Nota: 9. Episódio 3: Um dos melhores da série, bem engraçado, com o fino do humor na festa no bar. Nota: 9. Episódio 4: Outro ótimo episódio, incluindo a cena em que o Ash “doma” o Delta. O episódio, de certa maneira, parece “encerrar” a temporada. Nota: 9. Episódio 5: E somos apresentados ao vilão principal da temporada. Nota: 8. Episódio 6: Mais um episódio que homenageia elementos originais da franquia. Nota: 8. Episódio 7: Apesar de ser só um episódio de enchimento, funciona no estilo da série, com absurdos como marionetes assassinas. Aliás, tem uma premissa semelhante com um episódio da sexta temporada de Buffy. Nota: 8 Episódio 8: Continua o episódio anterior, com um gancho pesado. Nota: 8. Episódio 9: Então o terceiro Evil Dead é canônico¿ Jurava que eles não considerariam um filme com viagem no tempo como parte da franquia, ainda mais por não o terem citado antes (apesar do Ash trabalhando na loja casar com um dos finais do terceiro filme). E, bom, uma pena que a ambientação anos 1980 seja super rápida, ainda mais por ser algo na moda hoje em dia. Nota: 9. Episódio 10: E, claro, a conclusão é novamente na cabana. E, bom, a gente engole a bagunça com a viagem no tempo, porque é esse o tom da série. Nota: 9. Nota da temporada: 9.1.
Como (na época) deixaram essa série acabar? Pecado imenso. Quando fiquei sabendo do cancelamento, nem animei assistir a terceira temporada pois a primeira e a segunda tinham sido excelentes e o fato de ter sido cancelado me fizeram concluir que a chance da terceira ser boa também não era muita alta. E como era original Netflix e ficaria no streaming para sempre, então dava para prolatar a assistida... e, então, anunciam que iria sair da Netflix e eu tive que quebrar minha política e maratonar a temporada, mas, no fim, valeu a pena, pois mantêm a qualidade das outras temporadas, com uma trama bem construída, boas atuações e uma parte técnica impecável. Conta também com as excelentes cenas de ação que fizeram fama à série, além de provavelmente ter feito corar os responsáveis pelas cenas de ação do UCM, que parecem ter sido feitas por crianças perto das cenas de pancadaria do Demolidor (destaque para a do presídio). Claro, podemos esmiuçar a trama e achar incoerente o poder quase onipotente do Rei do Crime, mas isso meio que é atrelado ao personagem e ao fato de ser uma adaptação dos quadrinhos, que, no geral, tendem para um exagero que beira a suspenção da crença. No fim, o que realmente me incomodou mesmo foi essa afastamento do personagem de sua natureza de super-herói (
). Enfim, merecia novas temporadas, mas confesso que se a Disney desengavetar a série, verei com o maior dos receios de transformarem naquela pasteurização estilística que é o UCM. Nota: 9.2.
A primeira temporada de Luke Cage mais acertava que erravam, mas essa segunda temporada é repetitiva por demais. Não entendo essa tara da Netflix por inchar séries com um só conceito e repeti-los à exaustão até cansar, ao invés de fazer episódios mais curtos, ou, aproveitar que é uma SÉRIE e colocar várias tramas ou uma história mais episódica. Enfim, aquele papo de Harlem para lá, ser uma Stokes para cá, contar MIL vezes a história da rivalidade entre a família Stokes e a família do Bushmaster, enfim, a série fica repetindo e repetindo e repetindo para preencher os vários episódios. Bom, pelo menos continua com a qualidade de produção que também tem nas outras séries da Marvel na Netflix. Também não consigo entender o povo que até hoje fica atirando no Luke. Todo mundo já sabe que não adianta, porque continuam atirando? Enfim, o que realmente salvou a temporada foi a última cena, uma das melhores nessas séries da Marvel, que
reprisa de forma genial o take final de O Poderoso Chefão. Uma boa referência, que não soa gratuita, afinal, Luke tinha assumido uma posição semelhante a de Michael Corleone, assumindo um império que ele não cogitava assumir anteriormente
. Obrigado quem teve essa ideia, salvou a temporada com uma referência. Nota: 7.2.
Enquanto a primeira e a segunda temporada poderiam, numa interpretação ampla, serem citadas como um desenho de terror infantil, pela construção de um clima bizarro e angustiante, essa terceira temporada abandona aquilo que fazia Coragem ser um desenho que se destacava. Sim, os elementos estranhos estão aqui, principalmente na concepção dos vilões, mas o clima de terror foi abandonado (Apenas Um Show, por exemplo, é repleto de bizarrices, o que por si não configura o elemento de terror), tendo sobrado só a comédia, que já era bem empregada nas temporadas anteriores, com gags que remetem aos desenhos mais antigos. Aqui o uso de música clássica aliada à animação também é outro destaque, embora, convenhamos, a Disney já fazia isso antes, e melhor. Abaixo uma pequena opinião sobre cada episódio: Muriel Meets her Match: Episódio meio padrão para o início da temporada. Nota: 7. Coragem vs. Mecha-Coragem: Episódio pesado, a sequência final é tensa de assistir. Nota: 9. Acampamento do terror: Esperava mais de um episódio de acampamento, mas até que é legalzinho. Nota: 8. Record Deal: Episódio de objeto amaldiçoado padrão do desenho. Nota: 7. Stormy Weather: A sequência final é a melhor parte. Nota: 8. The Sandman Sleeps: Episódio legal, mas solução meio rápida. Nota: 7. Hard Drive Courage: Bem legal os conceitos de computação e o coragem computadorizado. Nota: 8. A Cavalgada das Valquírias: Como eu já disse, alguém da produção realmente gosta de ópera e música clássica. Nota: 8. Scuba-Scuba Doo: Apesar de ser um bom episódio (mais um com temática ecológica), não tem aquele tem aquele tom macabro do Coragem. Nota: 7. Conway, The Contaminationist: Premissa bem legal, principalmente na figura e no modo de “ataque” do vilão, contaminando o ambiente. Nota: 9. Katz Under The Sea: Acho que esse é o melhor episódio envolvendo o Katz, o visual do submarino é muito bom. Nota: 8. Cortina da Crueldade: Lembra um pouco o episódio final da segunda temporada. Nota: 7. Feast Of The Bullfrogs: Episódio meio padrão, um grupo de seres com um soberano faz o Coragem e sua família passarem por provações. Nota: 7. Tulip’s Worm: Foi uma referência à Planeta Fantástico? Nota: 8. So In Louvre Are We Two: Esse episódio foi a base de Uma Noite No Museu. Plágio. O filme dos Looney Tunes também tem cenas bem parecidas. Nota: 8. Night Of The Scarecrow: Por enquanto, acho que esse foi o único episódio da temporada a ter aquele clima do Coragem em seu início, aquela vibe desconfortável que tanto nos assustava quando crianças. Nota: 9. Mondo Magic: Episódio do Coragem típico, mas divertido. Nota: 8. Watch the Birdies: Não tem um episódio do Timão e Pumba com uma trama parecida? Nota: 7. Fishy Business: Episódio de enchimento, vale mais pelo tribunal. Nota: 7. Angry Nasty People: A crítica à violência na televisão e o retorno do personagem do diretor-zumbi são boas ideias. Nota: 8. Dome Of Doom: Bem legal, aquela coisa de plantas assassinas é bem trash. Nota: 8. Snowman’s Revenge: Mais um vilão trazido de volta. Nota: 7. The Quilt Club: A melhor parte é a vilã, que é (são?) bem sinistra, mas de resto segue o padrão da série. Nota: 8. Swindlin’ Wind: Mais uma maldição daquela vidente, sem nada extraordinário. Nota: 7. King Of Flan: Quase a mesma coisa que aquele episódio dos testes em humanos, mas aqui o foco é na crítica à indústria da propaganda. Nota: 8. Courage Under The Volcano: A melhor parte desse episódio são os absurdos que geram o humor. Nota: 9. Nota: 8.1.
Succession (4ª Temporada)
4.5 252 Assista AgoraE Succession acabou matendo a alta qualidade da série até o seu fim. Para mim essa temporada fica atrás da segunda, mas é muito boa mesmo assim. Acho que considerei a segunda mais constante, mantendo a qualidade na maior parte do tempo, embora a quarta temporada tenha momentos melhores que a segunda, são picos de qualidade, sendo mais irregular. Bem, de todo modo, as atuações aqui são as melhores da série na minha opinião, inclusive da Shiv. Não gostava muito da interpretação da atriz nas outras temporada (também não era super fã das do ator do Kendall) mas aqui todos estão simplesmente impecáveis, sem exceção, todos entregam atuações excelentes e dignas de prêmios.
Tinha algo que me incomodou um pouco nas outras temporadas, que eram os saltos temporais que ocorriam do nada e
que pareciam nã interferir nas relações entre os personagens nos episódios. Aqui a temporada é radicalmente diferente, com cada episódio acontecendo seguidamente, um dia após o outro. Claro, isso causa algo bizarro, com a eleição do presidente, o aniversário do Logan, a venda da Pierce, a morte do Logan e a votação da venda da empresa acontecendo seguidamente de um jeito quase irreal. Mas, perdoável.
Outra coisa que me incomodava era que Succession várias vezes lançava coisas bombásticas, de traição entre personagens, de ofensas e agressões, de verdadeiras rasterias pelas costas que você fica “oooooh” e aí no episódio seguinte zero consequência e os personagens continuam agindo como se nada tivesse acontecido, fazem pouco caso e logo esquecem. Aqui corrigiram um pouco isso. As coisas agoram têm um pouco mais de consequência, embora eu tenho certeza de que se tivesse uma quinta temporada Kendall e Shiv já iam voltar a se falar de boas.
E, falando nisso, acho as relações familiares engraçadas. Mesmo se amando, todos parece que se odeiam (Logan lançava ofensas gratuitas, acho que quando se ofendem eles nem sentem) e continuam convivendo e se defendendo mesmo quando indicam que não se gostam. E mesmo Logan tendo sido um canalha responsável pelos traumas, todos choram sua morte. Relacionamento familiar é complicado.
1 – Os Monstros: Episódio de início de temporada. É legal ver o trio de irmãos interagindo agora com um objetivo comum. E também ver a versão de Logan triste por não receber nem mesmo um feliz aniversário de seus filhos (bom, exceto o Connor, mas que liga para ele?), que gera uma boa piada com o Greg. Tem também uma cena do Logan refletindo sobre a vida e a morte que já dava um “foreshadowing” do que ia acontecer em dois episódios. O leilão da Pierce entre ele e os filhos é nesse episódio também. Ou seja, é meio como o primeiro da terceira, muita coisa acontece, mas nenhum deles é um momento tão empolgante quanto outros que a série já entregou. E não acredito que Tom e Shiv estão separados, que salto foi esse? Nem mostraram o que aconteceu entre os dois, como ela descobriu que foi traída por ele, se é que ela descobriu ou só desconfiou. Nota: 9 quase 8.
2 – O Ensaio: Parte do Logan na ATN é boa e engraçada e a cena do karaokê é importante mais pelo que vai acontecer no episódio posterior. O último momento com os filhos reunidos com Logan. Embora, em verdade, é uma cena muito boa, os diálogos são legais e também pela dúvida se Logan realmente é sincero no que ele diz. Tem também a cena do Connor falando que é uma planta e a cena do Greg conversando com a peguete do Logan é boa também. Enfim, é um episódio com duas grandes falas, mas elas ficam meio isoladas. Nota: 8.
3 – O Casamento Do Connor: Episódio que tem uma inspiração enorme em The Body, da quinta temporada de Buffy. E, esse daqui ter uma nota maior no IMDB do que o The Body é uma das vastas provas de que a humanidade deu errado. O episódio é excelente, sim, mas o de Buffy, além de ter vindo primeiro, é melhor. Enfim, o episódio tem a ideia genial de matar o Logan sem mais nem menos num início de temporada. Não foi num episódio final, não teve uma preparação óbvia (mas, sim, teve preparação, a conversa sobre a morte no restaurante, o último encontro com os filhos), inclusive, colocando ele parecendo que estava no seu ápice no episódio 2, discursando na ATN. Além disso, as falas são muito bem escritas e coerentes com uma situação de morte, e a direção do episódio também, sempre com decisões inteligentes. Mas, diga-se de passagem, algumas coisas parecem vir de The Body. A morte repentina e executada de um modo quase contínuo com a reação dos personagens, não deixando de demonstrar todos os momentos do caos da morte de um ente querido, além das reações de cada personagem serem diversas (negação, culpa, aceitação, etc) igual como em Buffy. Tudo isso com uma direção sem muitos floreios, com a câmera que balança ligeiramente para uma ideia de continuidade e pouca trilha sonora. Há muito para destrinchar aqui. Connor pela primeira vez pareceia que ia receber um episódio só seu, seu nome está no título, e, no fim, o episódio não é nem um pouco sobre ele. A questão da Gerri e o Roman xingando o pai (o pai teria morrido ao ouvir o aúdio?). Temos também a forma como a morte foi feita. Realizadores que não gostam muito de pensar teriam simplesmente mostrado a morte na tela, com uma trilha orquestrada impactante ou algo assim. Ou, então, algum um pouco mais inspirado poderia ter feito a ironia de Logan morrendo no banheiro, em relação a ser um dono poderoso de um império empresarial. Mas os realizadores de Successsion, além de terem tacado essa morte do nada, a fizeram off screen. Para mim, o motivo máximo para isso é não cair no lugar comum. Sim, podemos interpretar como subtexto para demonstrar que Logan era tão grandioso que sua morte, um momento de fragilidade, não seria mostrado. Mas, para mim, esse é o menor dos motivos. Além de executar a morte de um jeito diferente, outro grande motivo de ser realizado assim, para mim, é deixar tudo na perspectiva dos filhos, que estão distantes e recebendo as notícias da morte por telefone, sem conseguirem ver, assim como nós. E, sinceramente, a ideia pode ter sido boa, mas mitigou um pouco o impacto da morte do Logan para mim. Digo, levei váaaarios minutos do episódio para realmente achar que ele tinha morrido, e não que era uma estratégia do Logan para dar uma lição nos filhos ou algo do tipo. Como disse, as reações à morte foram interessantes, mas a do Connor é a melhor, pelo lado egoístico de sua fala (e todos ali são extremamente egoístas, Shiv a mais egoísta de todas e Connor logo atrás, aí vem o Roman e o Kendall é o menos para mim, mas egoísta do mesmo jeito). Aliás, o Logan nem ir no casamento do próprio filho é triste. Portanto, é um episódio excelente (top da série), pois tem uma ideia genial (matar Logan de forma abrupta, como, aliás, costumam ser as mortes) e a executa de forma igualmente boa, não se baseando apenas em sua ótima premissa. Ah, e assim como The Body, que sacrifica o tom da série, esse daqui também o faz, focando só no dramático e sendo facilmente o episódio da série com menos humor. Vi tem alguns dias e, na verdade, acho que nele não tem humor absolutamente nenhum. E tem algo que não costuma me descer muito. Logan é abusivo, um babaca com os filhos, eles pareciam até que o odiavam em alguns momentos e mesmo assim eles sentem muito a morte dele. A morte de um ente querido é realmente algo. Sinceramente, já vi parentes nunca mais se falarem e nem importarem com o que acontece um com o outro por muito menos. Realmente se amam, de um jeito torto, mas se amam. Nota: 9.5.
4 – Estados Da Lua De Mel: Não gosto muito desse episódio. Ele tem uma primeira metade até legal, mas senti a segunda metade tão repetitiva, era personagem conversando com personagem, boas falas, aí personagem conversando com personagem e conversando e conversando num ponto que eu nem sentia mais o “gosto” do episódio. Maaaaas, ele tem dois momentos excelentes, um deles o “Greg?” escrito pelo Logan. Juro, é hilário eles discutindo o significado disso. Greg achando que Logan estava cogitando ele como sucessor, eles brincando que ele estava tentando lembrar o nome. Sério, talvez ele realmente estivesse considerando o Greg ou eu estou muito louco? Digo, os filhos dele são opções bem ruins, o Greg ainda é alguém que poderia ser moldado. Talvez tenha sido uma reflexão passageira que foi logo descartada, pois, óbvio, não daria certo. E Tom, patético, agora sem a proteção do Logan tentando ser o capacho de quem aceitasse. Ah, sim, a outra parte boa é o nome do Kendall sublinhado ou riscado. Gera uma boa discussão. E pobre Kerry, Logan morreu antes dela poder dar o golpe do baú. E, também, temos Roman e Kendall como CEO’s temporários do absoluto nada. Não sei se gostei muito disso, tenho que admitir. Nota: 8.
5 – Lista De Cortes: Mais um episódio que o pessoal vai para um lugar, se reúnem e ficam negociando. Ok, vimos isso umas trezentas vezes na série, principalmente na segunda temporada, mas ainda funciona. O Mattson é um bom personagem e aqui vemos mais dele. A cena do Tom tentando enturmar e deles zoando o Greg em sueco é boa. A cena no topo da montanha, também, e é difícil identificar se o Kendall estava manipulando o Roman para melar a negociação. Temos o início da relação Shiv e Mattson também, que é interessante. Nota: 9.
6 – Living+: Que besteira esse negócio de Living+. É só colocar floreios e apresentações bonitas para um negócio que nem é interessante, com certeza ia flopar, mas o Mattson foi se meter e só deu lenha pro Kendall. Aliás, o pior personagem dessa série é o “Kendall versão animada”. Quando ele fica todo serelepe sabemos que lá vem bomba. Aquela festa horrorosa da temporada anterior e agora esse negócio de fazer nuvens e casas e positividade tóxica e números inflados. E Roman virou outro personagem quando conheceu o poder, começou a achar que era o próprio pai, demitindo sem rodeios. Acontece que o pai dele tinha respeito e impunha medo, ele não. E Shiv do céu, pior que Kendall, adora trair os parentes. E Kendall finalmente fez as pazes com a água. Aliás, todos os personagens já mandaram a ética para o espaço, aqui. Mudar a fala do Logan com edição, pelamordedeus. Nota: 8.
7 – Festa Pré-Eleição: Um episódio ótimo que dá um fôlego maior para essa temporada. Desde o episódio 3 não tínhamos um episódio excelente na minha opinião, apenas episódios muito bons. Mattson e Greg na festa geram bons momentos e no geral é um episódio com boas tiradas, inclusive com Tom no meio de personagens interessados na Shiv. E, afinal, para que vai servir aquela informação bizarra do Mattson assediando moralmente a funcionária dele? Succession tem muito disso, coisas que parecem bombásticas no episódio em que acontecem mas que logo no episódio seguinte fazem pouco caso e logo esquecem. Mas, claro, o grande momento desse episódio é a briga no final entre Tom e Shiv. Bem, eu gostava da ideia da série não colocar os dois brigando diretamente aos gritos, mas sim de forma silenciosa, por atos e gestos e muitas vezes (na maioria), com Tom engolindo o que vai falar para evitar a briga (pois ele é super beta). Era um jeito legal de tratar os dois e achei que foi meio apelativo, de um jeito não muito comum para a série, colocar essa briga. Por outro lado, era necessária, para por fim de vez à relação dos dois, aparentemente. E a briga é tão focada em ser uma briga típica que ambos simplesmente jogam TODOS os problemas que tiveram e foram expostos ao longo da série, absolutamente TODOS, parece que o roteirista reassistiu tudo e foi anotand. Sim, atuações ótimas e boas falas na briga, mas não achei ela tão boa assim. Pelo menos evidenciou ainda mais o quanto os dois são egoístas. Temos também o Greg demitindo pessoas e não se importando, o cara apodreceu mesmo. E temos também Roman descontando a raiva da Gerri no Connor, algo típico da família mesmo. Nota: 9.
8 – A América Decide: Intensidade em forma de episódio. E um excelente episódio, achei que teria até uma nota maior que 9.4 no IMDB. Acho que é até melhor que o epiódio 3 e com certeza está em um top 5 da série, talvez um top 3, embora meu episódio preferido ainda seja o Safe Room da segunda temporada. O humor é ótimo, as situações envolvendo os interesses são muito boas, tudo um caos, correria e conflitos entre os irmãos. Roman está impossível e sei que ele fez aquilo muito mais por ideologia política do que para melar o acordo (embora, claro, este último tenha um peso importantíssimo). E Shiv do céu, que péssimo movimento foi aquele de mentir na cara dura? Será que ela planejou mentir desde o início e nem ligou o número certo ou não foi atendida e resolveu inventar a mentira na hora? Kendall tomou uma decisão impulsiva e creio que vai ter consequências. Roman está insuporável, mas mesmo assim continuo achando que a Shiv é a que menos presta dos três. Nota: 9.
9 – Igreja E Estado: Dá uma queda leve na qualidade desse final de série para mim, mas ainda é um ótimo episódio. Temos dois discursos muito longos, é verdade, e achei o do irmão do Logan melhor, apesar de realmente ter sido longo. Acho que mais por revelar um pouco mais do passado do Logan do que por qualquer outro motivo, tentando justificar em que momento Logan “quebrou” e virou a pessoa cruel que ele é agora. Mas, no todo, é um episódio um pouco mais lento, mesmo que o mundo esteja desabando em protestos. Por outro lado, no fim temos a cena do Roman autodestrutivo (tinha certeza que ele ia se dar mal, tinha começado o episódio muito feliz e ninguém fica muito tempo feliz nessa série). E o presidente eleito é um canalha mesmo, achei que a eleição dele praticamente punha fim nas intenções do Mattson. Que nada. Ah, a cena do Hugo cachorrão é muito boa, dava nada por esse personagem e protagonizou um dos melhores momentos da série. Nota: 9.
10 – De Olhos Abertos: Uhm... não sei, sinceramente, fiquei bem reflexivo se esse final foi bom. Queria que fosse excelente mas parece que faltou algo a mais para mim, talvez a sensação de final. O fim de série tem um gosto um pouco amargo, como se interrompesse algo que ainda cabia mais coisas... ao mesmo tempo em que não consigo imaginar essa série seguindo em frente, era para acabar aqui, mas continuo com a sensação de que não conseguiram dar uma sensação de “fim”. Tá, eu gostei do episódio, é como grande parte da série, bem escrito e bem conduzido MAS é uma repetição de outro episódio da série, o que enfraquece um pouco. As vezes essa ideia de algo cíclico fortalece, mas, aqui, deu uma sensação contrária para mim, talvez porque a série não parece colocar isso como uma rima com o episódio da primeira temporada. Na verdade, o grande ponto do episódio é o que motivou a Shiv a mudar de ideia, algo que fica em aberto, e é para mim o que salva esse episódio de ser um episódio comum. Shiv tinha aceitado o voto em favor de Kendall, então por qual motivo ela teria mudado de ideia? Para mim passa pela principal característica dela. Ela é egoísta. E a gente vê ela mudando de ideia no momento que vê o Kendall super feliz na hora da votação. Teria batido a inveja pela felicidade dele? E, outra, acho que ela também pensou naquilo que seria melhor para ela mas mesmo isso é questionável. Vejamos: quando Shiv escolheu ficar do lado do Kendall foi quando ela viu que não seria a CEO do Mattson. Então manter a empresa com a família era mais vantajoso para ela. Mas isso muda completamente quando Tom é o CEO do Mattson. Shiv não pesou isso primeiro pois ficou fula quando soube que o Tom tinha sido escolhido mas, depois que a emoção passou, acho que ela pensou que é melhor vender, embolsar a grana, ficar de esposa do CEO (que é de fachada) do que entregar a empresa para o Kendall que não é bom nisso e com isso ela ficaria num cargo adjunto enquanto a empresa falia nas mãos do Kendall. Mas, mesmo essa minha teoria tem falhas. Melhor colocada de lado, mas dentro, do que ser mera esposa do CEO e repetir a sina de sua mãe. E, sinceramente, essa ideia de que o Kendall não é bom como CEO é o maior mito de todos os tempos. Cara conseguiu vender a porcaria do Living +, “comprou” a Pierce, se saiu bem no funeral do pai, ajudou a eleger o novo presidente dos EUA, fechou um acordo extremamente vantajoso para a empresa. Enfim, a empresa fica melhor nas mãos dele do que na do Tom CEO laranja e nas mãos do Musk sueco que estava todo falido na Ásia. Enfim, talvez Shiv só não suportava ver o irmão mais feliz do que ela e resolveu deixar tudo mundo na amargura e não só ela. E provavelmente matou o Kendall no processo que, perto da água, com certeza se jogou na cena seguinte. Final da Shiv é ser esposa, do Kendall provavelmente é se exterminar. E o Roman acaba se saindo um pouco melhor, livre do fardo que ele nunca quis, longe agora de ter que agradar o pai (e isso a gente percebe só pelo olhar, numa ótima atuação do Culkin) mas, mesmo assim, seu olhar também transmite certo medo, como se estivesse agora sem objetivos, perdido. E Frank do céu, votou a favor da própria demissão, não entendi o voto dele também não. Enfim, um final que não me passou a sensação de final, talvez por manter o tom do resto da série, talvez por faltar, sei lá, uma grande reviravolta que fizesse jus ao fato de ser uma série bem escrita. Mas, verdade seja dita, a cena da votação realmente prende a atenção. Ah sim, quase esqueço do Connor, que nem teve tanta atenção assim nesse final, só mostrou que o casamento dele é todo falso, mas isso já é óbvio. Nota: 9.
Nota: 9.1.
Meu ranking das temporadas:
Segunda temporada – 9.
Quarta temporada – 9.
Terceira temporada – 8.5.
Primeita temporada – 8.
Succession (3ª Temporada)
4.3 202 Assista AgoraEssa temporada é melhor que a primeira (mas não muito) e inferior à segunda na minha opinião. O problema aqui é que não senti o humor tão presente quanto era na primeira. Ele já tinha dado uma diminuída na segunda, é verdade, mas acredito que isso até foi bom na segunda temporada, deixou mais dosado. Aqui ainda tem humor, claro, mas mais pontual ou mais sutil, não no mesmo nível de temporadas anteriores. Outro problema é que não gostei muito da primeira metade dessa temporada, ela só fica realmente boa na sua parte final, enquanto a segunda era mais constante. De memória, acho que apenas o quinto episódio tem a pegada de humor da primeira temporada.
Aqui ainda permanece um problema que me incomodou nas outras temporadas, uma sensação de “salto” entre episódios, em que vários fatos relevantes ou marcantes parece que não impactam os personagens nos outros episódios. Toda a briga na festa do Kendall, a Shiv expondo os podres dele no segundo episódio, a cena do “Rape Me” do Nirvanna, Roman tomando um tapão do pai (acho que isso foi na temporada anterior)... Sempre coisas que nos fariam nem querer ver mais o parente que fez isso com a gente mas, no episódio posterior, eles já conversam meio que de boas entre si, como se nada tivesse acontecido e mal citam (ou citam casualmente) essas coisas. Quero dizer, eles causam impacto no episódio em si, principalmente para o telespectador, mas não parecem afetar em nada os personagens, no próprio episódio e mais ainda nos subsequentes. Isso já acontecia em menor grau nas temporadas anteriores, mas acho que escalonou aqui, o que evidencia para mim que a segunda temporada é realmente superior. Falta ver a quarta.
Outra coisa curiosa é o quanto essa série se esforça para não seguir o lugar comum e mostrar que os realizadores pensaram um pouco antes de produzir.
Seria de se esperar que, com o que aconteceu no fim da segunda temporada, esta daqui fosse focar em intrigas de tribunal, implicações dos cruzeiros na mídia e na opinião pública, investigações, etc... para que, no fim, toda a questão dos cruzeiros ficar de plano de fundo, sem grande destaque, e simplesmente acabar em pizza de forma abrupta, quase sem ser mencionada de novo e como se nunca tivesse acontecido. É um decisão esquisita, acho meio questionável a forma como Kendall abandona tudo e como não há um julgamento sobre ele, já que afirmou ter provas, mas, tudo bem.
Abaixo uma pequena opinião de cada episódio:
1 – Secession: Acho que não gostei muito desse episódio. Sei lá, parece fora da proposta dos episódios da série, normalmente essas preparações não têm episódios. Começa com um grupo reunido, separa, fica um grupo conversando com o outro, um caos. Tem a cena boa do Roman ligando para o Logan e sendo descartado como CEO e só. Nota: 8 quase 7.
2 – Mass In Time Of War: Outro episódio que acho que possui uma nota injusta, exatamente como o segundo da segunda temporada. Kendall está todo serelepe, que gracinha, bem semelhante ao Kendall da primeira temporada e diferente do Kendall depressãoeolheira da segunda temporada. O cara fica todo alegre quando está traindo o pai, vejam só que libertação. E Shiv é a que menos presta (atrás do Logan, claro) e isso está cada vez mais evidente. Ela trairia Logan em dois segundos se fosse colocada como CEO pelo Kendall, ao mesmo tempo fica julgando ele de traidor quando a outra opção do cara era ser preso por algo que, ora, tinha culpa do próprio Logan. Querendo ou não ele fez o certo. E, bem, todos os quatro estavam dispostas a trair o pai, só não o fizeram quando viram que não seria tão vantajoso e que a vitória não seria tão certa (há um leve temor envolvendo a desistência). E, enfim, os diálogos entre os irmãos, a expectativa sobre ocorrer ou não a traição (bem, acreditava que não ocorreria, se fosse ocorrer a série acabava aqui kkkkk) geram um episódio realmente muito bom e injustiçado na minha opinião. Enfim, estou curioso para saber qual caminho essa série vai seguir e qual material teremos para render ainda duas temporadas. Não enxergo mais quais conflitos eles planejam desenvolver ou quais rumos tomar. Nota: 9.
3 – The Disruption: Cena do Kendall chorando com a trilha da abertura é cinema. Aliás, traçando um paralelo com o resto do episódio, em que Kendall não se importa de ser xingado de tudo quanto é forma, até vê graça, pois sabe que eram xingamentos banalizados típicos da internet. Agora, quando o xingaram com verdades, aí ele se sentiu impactado mesmo, ainda mais vindo da sua irmã. É, Shiv é a que menos presta mesmo, a cena do Roman e do Connor recusando a assinar as difamações contra o Kendall é muito boa. O tweet do Kendall sobre as mulheres é hilário também. Nota: 9 quase 8.
4 – Lion In The Meadow: Episódio em que pouca coisa acontece. Bem, a parte do Tom é divertidinha e triste ao mesmo tempo, ele todo depressivo escolhendo a prisão (e tendo, mais uma vez, uma crise de síndrome de protagonismo), mas o resto do episódio não é tão interessante. A trama da tatuagem não leva a lugar nenhum, e nem precisaria se fosse engraçado, mas acaba que não entrega nada tão interessante. Já a trama do Logan se reencontrando com o Kendall podia ter rendido mais. No fim, fica meio no ar se o Josh estava testando eles. Aparentemente sim, mas é meio mirabolante pensar que o cara iria forçar o Logan a andar até passar mal, enquanto avalia se o Kendall ia proteger o pai ou forçar a saúde do velho até o limite. Nota: 7.
5 – Retired Janitors Of Idaho: Acho que esse vai ser o melhor da temporada (falta eu ver os dois últimos neste momento que escrevo). A situação caótica é bem trabalhada e engraçada (estava sentindo falta desse humor, que era bem mais presente nas temporadas anteriores), como quando o pessoal fica seguindo o que o Logan fala logo antes de descobrir que ele estava gagá, ou o discurso infinito e constrangedor do Frank. Nota: 9.
6 – What It Takes: Kendall está insuportável, não aguento gente que contrata especialista e se acha mais esperto. Achei esse conferência uma loucura, será que tem algum fundamento¿ São assim as reuniões para escolher candidatos nos EUA? Shiv interesseira como sempre, só apoiou o candidato pois era bom para ela. E Logan mais uma vez demonstrando sutilmente seu machismo, dando sempre preferência para as opiniões do Roman. Greg foi interessante aqui também, sendo ovacionado pelos conservadores que ele não gosta e, acho que pela primeira vez na série, emitiu uma opinião incisiva, contra a candidatura do Connor. Aliás, achei que seria aqui que ele ganharia apoio, já vejo Connor como novo presidente. Se Trump conseguiu, por que não? Mas, no fim, não achei o episódio tão interessante assim. Nota: 8.
7 – Too Much Birthday: Eu disse que o Kendall estava insuportável no episódio anterior? Aqui ele está bem pior. Sério, é a PIOR FESTA de aniversário que já vi na minha vida. Conceitos horríveis, decoração horrenda, música sem graça, piadas ruins, uma festa MORTA que me deu pesadelos. E ainda ia piorar, com toda aquela ideia da cruz que, na verdade, seria até legal se tivesse sido feita, queria ver as repercussões disso. Além disso, é um episódio com ótimos momentos na relação entre os irmãos. A parte da moça aceitando pegar o Greg para contrariar o Kendall é boa também. Nota: 9.
8 – Chiantishire: Outro ótimo episódio, o fim dessa temporada é muito bom. Aqui temos mais um bom diálogo manipulador da Shiv para cima do Tom sobre ter filhos (não é tão bom quanto o do final da temporada anterior entre os dois), inclusive ela só aceitou ter filhos para provar que ela é melhor que a mãe dela, embora ainda vá demorar para ter os bebês para não atrapalhar a carreira. Kendall mais uma vez com pensamentos de autoextermínio e, DO NADA, aparece carecão. Greg tentando pegar a princesa é engraçado. Agora, a melhor cena desse episódio e o diálogo entre Kendall e Logan. Começa engraçado na questão do veneno, e escala bem para mostrar o que realmente se passava na cabeça do Kendall ao longo de toda a temporada. O coitado só quer ser boa pessoa, mas o homem nasce bom e a riqueza o corrompe. No fim, ainda temos a cena hilária da foto do pau. Nota: 9.
9 – All The Bells Say: Estranhamente, achei o episódio anterior melhor, mesmo que esse daqui seja bem mais badalado. Digo, se este episódio é exatamente o mesmo, mas é o episódio 4 ou 5 da temporada, não teria essa nota exageradamente alta que tem no IMDB. O episódio anterior tem o Roman enviando a foto do pau, Kendall careca, Kendall jantando com Logan, Shiv e Tom falando sobre filhos, etc. Esse daqui tem a cena do Kendall finalmente contando para os irmãos o que aconteceu no casamento da Shiv, e a reação do Roman é muito bem escrita. A cena do Greg “vendendo sua alma” é muito boa também... e só. O episódio anterior é infinitamente superior, esse daqui só tem essa nota toda por ser o último. Sim, a cena final tem impacto por vermos Roman ficando contra Logan pela primeira vez, a traição de Tom, mas tudo acontece de forma tão rápida, abrupta. Além disso, não sei por qual motivo esse impacto todo. Os riquinhos metidos perderam a empresa pois o pai resolveu vender. Impactante, mas longe, muito longe de ser o evento mais impactante dessa série. Nota: 9.
Nota da temporada: 8.5.
Buffy: A Caça Vampiros (5ª Temporada)
4.3 104 Assista AgoraEmbora já tenha comentado aqui, vou comentar de novo pois agora tenho feito comentários mais longos (que, acredito, ninguém lê, mas servem para eu mesmo reler depois) e algumas opiniões minhas mudaram um pouco. É difícil decidir qual é a melhor temporada. A segunda, a terceira e esta daqui estão bem emparelhadas. Digo, está tem dois episódios nota 10
(The Body e o último), mas, por mais que Glory seja uma boa vilã no conceito (uma DEUSA, oras), os vilões da segunda e da terceira são mais marcantes. A segunda e a terceira ainda tem aquela pegada de colégio, os personagens estão mais verdes, mais leves, embora a série já seja séria, bem escrita e sombria quando necessário. Mas, essa quinta temporada tem a ideia da Dawn, que é muito boa. Enfim, sempre acho difícil decidir, mas normalmente essa temporada fica abaixo da segunda e da terceira, mas por muito pouco.
Acho o tratamento com Riley e com Spike aqui um pouco forçados também. Spike em alguns momentos exagera em ser bonzinho, típico personagem que ganha apelo popular e o roteiro precisa força-lo entre os mocinhos. Já Riley funcionava na quarta temporada mas aqui ele fica sem sal, tiveram que forçar a saída dele também. Glory é uma vila legal, poderosa, mas não é tão engraçada quanto o prefeito, embora funcione muito bem como vilã de temporada. Temos aqui também a morte mais marcante da série, pela execução muito bem feita no episódio The Body.
01/79 – Buffy Versus Drácula – Claro, o vampirão mais famoso tinha que dar as caras aqui. O episódio é hilário, com a figura do Drácula evocando o charme e medo típico do personagem, mas permeado com um tom de pastiche típico da série. A reação da Buffy ao encontrar o Drácula é engraçada, inclusive a situação do Xander também, que é hilária. Respeita a mitologia do vampirão com referências aos filmes e livro do Drácula. Aliás, começar a temporada com o Drácula gera a expectativa de que ele será o vilão da temporada. Bom, pelo menos em mim gerou e dá primeira vez que assisti não gostei tanto por esse motivo. Mas, revendo sem essa expectativa, é um ótimo episódio, filler, mas muito bom. No fim, temos a breve estreia da Dawn – Nota: 9.
02/80 – Meu Verdadeiro Eu – A vilã do episódio é a Harmony. A HARMONY. Pois é. Embora tenha sido divertido ver ela chamando os capangas dela de minions. Enfim, focado na Dawn, o episódio foi exatamente para dar o tom que a nova personagem terá na série. A piada dela falando que o Xander trabalhou infiltrado é ótima. Nota: 8.
03/81 – A Substituição – Xander mais uma vez focado para discutir a questão dele não ter nada de sobrenatural. Aqui aproveitam do irmão gêmeo dele para fazer um episódio de gêmeos sem precisar de efeitos especiais. O episódio deixa bem em evidência que costumamos ter uma visão negativa do Xander. Quero dizer, ele foi dividido entre um confiante e um fracote, ou seja, nenhum deles era o Xander de verdade. Mas, por algum motivo, achamos que o fracote é ele normal. Não é. Assistam com atenção, o Xander fracote é bem menos autoconfiante e atrapalhado que o Xander normal. Termina com a cena do Riley falando que a Buffy não ama ele, que é uma cena muito boa e repentina. Nota: 8.
04/82 – Fora De Controle – Spike surta de vez e percebe que está a fim da Buffy. Era o curso natural, que os dois fossem ter um romance, acho que a série não conseguiria fugir disso, e no geral tratam e desenvolvem bem isso, se bem me lembro. Riley e Buffy na temporada anterior era quase sem problemas, mas a série precisa de conflito, então aqui começa a trabalhar um pouco mais as inseguranças do Riley no relacionamento, além de tentar amarrar o que ficou solto em relação à Iniciativa na temporada anterior. Nota: 8.
05/83 – Não Há Lugar Como Nosso Lar – Finalmente a estréia da Glory, a vilã da temporada. E finalmente é revelado a natureza da Dawn. Tipo, fico pensando o que passou na cabeça dos telespectadores da época. Do nada aparece uma irmã da Buffy, devem ter achado que foi uma daquelas coisas que aconteciam nas séries dessa época, que personagens sumiam ou eram criados entre temporadas e ninguém se importava. Eu, antes de assistir, achava que iam dar a desculpa de que ela morava com o pai, mas os escritores tiveram uma ótima ideia, colocaram uma personagem nova e conseguiram que isso acontecesse de forma orgânica dentro da lógica do seriado. A cena que a Buffy descobre que a Dawn não é sua irmã é muito boa, aliás, não lembrava dela. Nota: 9.
06/84 – Família – Joss Whedon, quando dirige um episódio, não decepciona. “We are Family” é um dos grandes momentos da série. Finalmente deram um pouco mais de destaque para Tara e o episódio tem um tom crítico ao machismo e à submissão, inclusive com uso da gaslight. E pensar que essa mensagem progressista veio do Joss Whedon que sabemos o que fazia nos sets de filmagem. Conta ainda com uma Amy Adams antes da fama, em um de seus primeiros papéis. Nota: 9.
07/85 – Louco De Amor – Episódio pautados em flashbacks costumam ser perigosos pois podem soar como interrompendo a trama ou enrolados e com isso terem notas mais baixas, mesmo quando bons. Mas, quando realmente bem executados acabam ganhando avaliações positivas. E, querendo ou não Spike é um personagem que o pessoal gosta e mostrar seu passado foi bom. A interação dele com a Buffy no episódio foi boa, embora a conclusão dele bonzinho foi meio estranha, considerando a natureza de vampiro dele. Nota: 9.
08/86 – A Sombra – Continua mais a trama da Glory e a trama da doença da Joyce, que é uma das tramas principais da temporada. A cobrona é um efeito especial meio datado e também não é um vilão tão memorável. Mas a trama carrega no emocional em relação à Joyce, pelo menos. Nota: 8.
09/87 – Ouvindo O Medo – Episódio fraquinho, de memória o pior da temporada e um dos piores da série. Nem lembrava dele, para terem uma idéia, e estou vendo pela terceira vez e lembrei de todos, acho. O monstrengo é fraco, a trama não é tão interessante, exceto, talvez, pela Joyce falando maluquices do nada ou a cena no final em que falam para protegerem a Dawn mesmo não sendo delas. Não temos boas piadas, a ação não é nada demais. Serve apenas para desenvolver mais a questão da doença da Joyce, que, querendo ou não, é uma trama importante para a temporada. Nota: 7.
10/88 – Na Floresta – Lembrava desse episódio ser um pouquinho melhor. Muita falação, e ele parece clocar a culpa de todo rolê na Buffy, quando Riley tem quase tanta culpa, talvez até mais, já que ele simplesmente não falava. A lição aqui é que comunicação é MUITO importante num relacionamento, tanto que o Xander até vai conversar com a Anya e deixar tudo que ele sente claro. E foi curioso que o Xander seja quem toma as dores e guia a Buffy, acho que foi pela razão de que ele quem sabia, já que o Riley já tinha revelado para ele que sentia que Buffy não o amava. Enfim, pelo menos a cena do Riley indo embora de helicóptero com a Buffy correndo no fundo é muito boa e o ator finalmente entregou uma boa performance, pois como ator ele não tinha sido tão grandes coisas assim na série. Nota: 8.
11/89 – O Triângulo – Episódio para desenvolver mais a Anya e o relacionamento dela com a Willow. Embora não seja um episódio muito memorável, seja pela comédia ou pela ação, tem sua dose de cenas boas, como o momento que o troll revela ser um ex da Anya ou quando ele pede para o Xander escolher qual das duas vai ficar viva. Nota: 8.
12/90 – O Grande Teste – Ai, esse pessoal do conselho é chatoooooooo. Mas, apesar desses malas estarem presentes, o episódio é bom e divertido. Mas o grande diferencial é o cliffhanger no final, em que finalmente é revelada a natureza da Glory, além da cena da Buffy pondo o conselho em seu devido lugar. Nota 9.
13/91 – Laços De Sangue – Foi só contar pro povo que a Dawn descobriu. É foda, mas também já tinha passado da hora de todos saberem. A reação dela é a que se esperaria mesmo mas nem por isso o episódio é ruim. Gosto da execução e além disso tem uma grande reviravolta na questão do Ben, que aconteceu até mais cedo do que eu lembrava. Esse e o episódio anterior são aqueles episódios meio continuação um do outro que dá uma avançada grande na trama do vilão principal da temporada, algo típico das séries dos anos 1990 e Buffy não foge à regra. Nota: 9.
14/92 – Paixões – Spike quando focado sempre rende bons episódios e esse daqui não foge à regra. E ele ficou bonzinho mesmo, pelo jeito. As reações da Buffy quando descobre que o Spike está apaixonado são ótimas, o conflito potencializado pela presença de Drusilla gera boas cenas e a cena da Harmony fantasiada de Buffy é hilária. Nota: 9.
15/93 – Fui Feita Para Amar Você – Episódio que retoma aquele estilo clássico da série, das três primeiras temporadas. Uma ameaça com ares de sobrenatural e aí se descobre o que ela é, no caso uma robô. E é a estréia do Warren, que se tornaria (bem, meio que já é) um dos vilões da série. Desde aqui dá para perceber que ele não presta, embora não fique tão evidente assim, certeza que alguns machos aí passariam pano para ele. E, bem, Warren é um clássico incel e seria chamado assim se a série fosse hoje em dia. Agora, o gancho totalmente fora do lugar do episódio, do nada mãe da Buffy no sofá. Dá o tom de repentino mesmo para o acontecimento. Meio que ela morre é nesse episódio, e não no próximo. Nota: 8.
16/94 – Este Corpo – Sério, daria para escrever infinitamente aqui só sobre esse episódio. É quase perfeito, e se fosse de uma série atual teria 9.8 ou 9.9 no IMDB, certeza. 9.7 é uma nota injusta. E isso que considero esse o segundo melhor da série, atrás apenas do Once More, With Feeling. Mas no IMDB está como terceiro, atrás também do Hush, o que para mim é meio inexplicável, já que The Body é muito melhor. Bem, trás talvez uma das cenas de morte mais realistas já vistas nas telas. Não que realismo deva ser regra em produções, mas aqui a proposta foi exatemente essa e foi executada de forma perfeita em todos os detalhes. E é essa ideia que trás o impacto do episódio. Buscou-se que a morte da mãe da Buffy realmente impactasse e para isso utilizaram o contraste de uma série de fantasia em que uma das personagens morre de causas naturais, e não nas mãos de um vampiro ou monstro. Só isso já é uma ideia muito boa, e terem feito a execução da forma que fizeram melhora ainda mais, sem glamour, sem cenas poéticas, sem gritos exagerados, é tudo feito de uma forma que se assemelha muito à reação de uma morte. Os planos sequências iniciais que dão a urgência e fazem com que o foco fique em toda aquela situação. Depois temos ângulos cheios de significado que precisariam de uma análise visual, portanto não vou ficar comentando aqui. Aí temos falas perfeitas, os diálogos de Buffy no telefone, com Giles, com os enfermeiros, e tudo isso executado com uma atuação perfeita da Sarah Michelle Gellar, digna de um Emmy (que jamais ganharia, já que Buffy era uma série inafanto-juvenil). E isso eu estou falando apenas dos 10 primeiros minutos do episódio. Aliás, olhei aqui e esses são na verdade os CINCO primeiros minutos. Juro, achava que essa cena durava quase um terço do episódio, mas ela é bem curta, para verem o quanto é impactante. Aí temos mais diálogos inspiradíssimos, com a reação de cada um com a perda, Willow confusa, se atendo a futilidades para evitar pensar na real situação, Xander procurando algo para culpar, para tentar justificar e suportar a situação (e, no fim, não temos culpados) e Dawn, vivendo sua vida de forma bem adolescente quando é interrompida de súbito com a notícia. Temos o pensamento da Buffy, imaginando sua mãe ainda viva e com tudo dando certo, pensamento bem realista também, quando perdemos alguém é o tipo de flash que passa na mente, e a forma como ela pensa nele de novo quando o médico fala que não havia nada que ela pudesse fazer é emblemático, é a aceitação. O diálogo de Buffy com a Tara é muito bom também. O episódio também não abandona o humor típico da série, embora aqui ele ocorra de forma bem sutil, como a Anya guardando a blusa ou o corte com a Dawn chorando. E, na minha visão, o episódio tem apenas dois defeitos dignos de nota (enquanto Once More With Feeling, se bem me lembro, tem apenas um). Um é que a ideia da morte realista gera um episódio com um tom bem alheio ao do resto da série. Parece que foi dirigido por alguém de outro seriado, é fora do estilo do resto dos episódios (e foi dirigido pelo Joss Whedon). Como se o fato de ser tão bom é por ele ser exatamente fora do ritmo que a série nos acostumou. Mas, bem, isso não é um problema tãaaao grande, afinal no fim é um episódio que realmente vale a pena. Agora, meu primeiro pensamento quando Dawn vai ver o corpo (curiosamente, foi o primeiro pensamento da minha noiva também) foi “não vão estragar o fim do episódio com algum mosntro, não, né?”. E, bem, foi o que fizeram. O episódio realista, no fim, tem que ser um episódio de Buffy, com uma luta no fim, com ação, quase como se os realizadores não estivessem tão convictos de que o que já tinham belamente entregado seria suficiente. Agora, apenas nessa terceira vez revendo a série é que estou considerando que isso, que tinha me incomodado muito antes, não é tão grave assim. O ataque do vampiro até mantêm um pouco o tom do episódio, é um ataque com pouca trilha, lento, sem lutas espalhafatosas, embora eu ache que deveria ter sido até mais curto, aí se manteria mais fiel ao tom do episódio. E, nossa, não lembrava do corte brusco no final, muito bom também. Enfim, um dos melhores episódios da história das séries na minha opinião. Nota: 10.0
17/95 – Para Sempre – E na rebarba de um dos melhores episódios da história da televisão temos esse episodiozinho meio sem graça. Uma pontinha do Angel, a interação da Dawn com o Spike é legal, mas o episódio serve mesmo para tentar justificar o motivo de não ressuscitarem a Joyce, tendo em vista que teremos ressuscitamento na próxima temporada. É por este exato motivo, aliás, que ele acaba sendo bem importante. Até gosto da quebra da expectativa, da Dawn rasgando a foto e acaba que não vemos a Joyce ressuscitada. É um episódio necessário para as consequências da morte da Joyce e acho que é a melhor execução que eles poderiam fazer, mas, mesmo assim, não é um episódio tão bom, e olha que eu até tinha gostado bastante das duas primeiras vezes que eu vi. E só eu que fiquei com dó da cobrona de três cabeças? Estava de boa no seu ninho e perdeu dois ovos a troco de nada. Nota: 8.
18/96 – A Intervenção – Lembrava como se a Robôbuffy aparecesse mais, já deram fim nela? E no fim o Spike fez essa bizarrice de robô mas pelo menos manteve a boca fechada e saiu (justamente) como herói. Todo estropiado, mas foi herói e ainda ganhou um beijo da Buffy. Já a trama da Buffy não é muito interessante mesmo. Digo, certeza que só queriam um pretexto para que ela não estivesse na cidade para ter a trama da Robôbuffy mas poderiam ter preenchido com algo melhor. Sério que o retiro das caçadoras é do lado de Sunnydale? Nota: 9.
19/97 – Amor Violento – A briga da Willow com a Tara não foi tão legal, mas a trama da Buffy com a Dawn eu gostei, dá as mostras de como vai ser a relação das duas e a Buffy tendo que bancar a dona da casa. Tara ficando louca foi trágico também, resultando no bom gancho no fim do episódio. Nota: 8.
20/98 – A Espiral – Esse episódio é bem tenso. A cena da perseguição no trailer é muito boa, uma das melhores de ação da série. E os personagens sitiados e indefesos é uma parte muito boa também. A parte que o cara lá do Prison Break conta sobre e a Glory e a Chave é meio longa e expositiva, mas acho que era necessária para sabermos mais sobre as personagens. Nota: 9.
21/99 – O Peso Do Mundo – Espisódio bem fraquinho, difícil eu considerar um episódio da série como desnecessário, mas esse daqui se enquadra. O trecho da Dawn com a Glory/Ben é longo e sem graça, só uma enorme falação que no fim não serve de nada. Willow na cabeça de Buffy também não trás nada de tão interessante, o papo sobre desistir nem foi tão legal assim. Nota: 7.
22/100 – O Dom – Um dos melhores episódios da série. Sério, não seria nenhum absurdo se tivesse terminado aqui, seria um final redondinho justo no episódio cem. Xander e Anya casados, Giles aposentado do trabalho de Guardião com sua lojinha, Willow e Tara juntas cuidando da Dawn e Buffy descobrindo que seu “gift” ser a morte significa o sacrifício dela para que seus amigos continuem vivos e bens. Fecharia muito bem, mas ao mesmo tempo seria um pecado pois ficaríamos sem a Dark Willow, o Once More With Feeling (melhor episódio da série) e diversos outros bons momentos que a série entregaria. Inclusive, vemos Buffy morrer mas não gera tanto impacto já que sabemos que ela com certeza vai ser ressuscitada na próxima temporada. E, sim, isso enfraqueceu esse episódio para mim quando vi dá primeira vez e não gostei tanto. Mas, quando vemos a forma genial como tratam a Buffy ressuscitada na próxima temporada vemos o motivo dessa série ser diferenciada e o sacrifício de Buffy soa bem diferente, não é só uma apelação do roteiro, é algo que vai ser usado como recurso roteirístico para tratar de depressão. E, então, quando vi o episódio pela segunda vez (e agora pela terceira), considera o terceiro melhor da série. Once More e The Body em primeiro e segundo, esse em terceiro. Bem, temos mais uma cena do Giles retomando ações de quando ele era o Ripper, algo que ele faz pontualmente ao longo da série, ninguém vê, não é citado, não tem desenvolvimento (um dos poucos pontos baixos da série, embora a cena dela matando o Ben, isoladamente falando, é boa). A ação é ótima, a torre, a batalha com todos os personagens, Buffy descendo o cacete na Glory, a cena de Buffy se sacrificando, o DRAGÃO voando do nada, e, claro, Spike sendo um completo inútil, apanhando para um demônio velho e sem nada de demais. Enfim, um dos grandes episódios da série. Nota: 10.0.
Nota da Temporada: 9.7.
Succession (2ª Temporada)
4.5 242 Assista AgoraEmbora bem superior, ainda achei essa temporada bem próxima à primeira em questão de estilo. Tenta ser mais episódica, dando longos saltos temporais e retratando situações mais específicas em cada episódio. A primeira metade da temporada é muito boa, mas dá uma caída na minha opinião (principalmente depois que a Rhea entra, mas não creio que tenha sido por culpa dela), recobrando a alta qualidade no seu final. Roman aqui está até mais aceitável, a gente vê que o cara teve o psicológico moído. Kendall está um zumbi beta capacho do pai, foi destrúido depois de tentar enfrenta-lo. Que o Logan não prestava já sabíamos, mas aqui vemos mais suas ações para entender os motivos de que ele realmente não presta. Shiv está a pior dos três na minha opnião, sedenta de poder. E temos Connor, o inútil, só com sua trama de ser presidente e do teatro. Tom acaba sendo o personagem mais interessante na minha opinião, junto com o Kendall. Greg, que parecia ser legalzinho, está claramente sendo consumido pelas podridões. Enfim, a série é bem dosada na questão de sua proposta de dramédia, com vários momentos muito bem escritos.
1 – The Summer Palace: No meu comentário da primeira temporada escrevi que “achei que os episódios tinham pouca coesão entre si, não se citavam muito e de episódio para episódio sempre tinha um salto temporal grande”. Posi bem, esse primeiro episódio da segunda temporada faz o contrário e praticamente nem parece que mudamos de temporada. Quase não teve salto entre uma temporada e outra e os eventos do episódio anterior são direta e vastamente citados aqui, quase como se tivem sido gravados juntos. Um episódio legal, mas ainda meio morno. Nota: 8.
2 – Vaulter: Gostei bastante desse episódio. Desenvolve bem o Kendall, cara está quase um zumbi pela culpa, decepção e drogas. Ele loucão na festa da casa do Greg. O cara simplesmente agiu fazendo canalhice com a empresa que ele gostava a mando do pai e ainda saiu sendo culpado. Ótima reviravolta. O diálogo do Tom no setor das mídias (e o do Greg também) muito bons. E desenvolve mais o relacionamento Shiv e Tom e a própria Shiv também. Primeira briga entre os dois que vimos na tela. E, reparem, no início do episódio temos um Tom super empolgado por sua promoção e nesse momento querendo fazer amor com Shiv, o que ela prontamente recusa e ele deixa por isso mesmo. No fim do episódio, depois de humilhar Tom e prestes a ser CEO, além de ter parado de trabalhar com Gil, Shiv está por cima e nesse momento ela resolver “coisar” com o Tom, o que ele aceita. Ela não o considera atraente quando ele é poderoso, e sim quando ele está por baixo dela. Algo sutil e bem escrito. Sério, esse episódio merecia melhor nota. Agora, qual foi a do Kendall roubando pilhas e jogando fora? Nota: 9.
3 – Hunting: Episódio legal. A trama do Greg morrendo de medo é muito boa. O vídeo do Connor também é hilário. O retiro de caça em que os caçadores ficam praticamente parados e só abatem os bichos que já tinham sido pegos e são soltos na frente deles é significativo. E a cena do jantar demonstra muito bem como poderosos podem fazer coisas sem sentido mas que aceitam por ser poderosos, na cena em que imitiam porcos, se humilhando pois Logan é quem tem poder e pode determinar que se façam o que ele quer. Nota 9.
4 – Seria facilmente o melhor episódio até aqui, mas também gosto muito do episódio 2 dessa temporada. Sério, deviam ter mais episódios na empresa do que essa infinidade de episódios em retiros. É muita coisa acontecendo aqui. A parte do Roman no treinamento é a mais fraquinha, em alguns momentos é engraçadinha mas no geral é apenas Roman sendo insuportável. Entretanto, se bem me lembro, é aqui que começa o bizarro “relacionamento” entre ele e a Gerri. O cara metido a nazi, com a cena da entrevista com o Tom que é muito boa. A cena do Tom querendo reafirmação de que os nazis são mesmo maus, enquanto ambos usam um cara de descanso de perna. A safe room do Tom que não é safe room, demonstrando o quanto ele é descartável. A cena das águas sendo jogadas no Greg, Greg perguntando se pode chantagear o Tom. A forma banal que tratam o suicídio de um dos empregados e depois constroem vidros maiores no terraço para evitar que ninguém pule, ao invés de evitar abusar do psicológico dos funcionários, usa-se uma barreira física que indiretamente protege o ricaço filho do dono que estava com pensamentos suicidas, aparentemente. A explicação do apelido do Mo, a forma como Connor trata isso e seu discurso no funeral. Quase tudo nesse episódio basicamente é icônico, engraçado e bem escrito, nem parece que foi tudo num episódio só. Cara, lembrei ainda que é nesse episódio que tem a conversa do Kendall com a Shiv, dele chorando e admitindo que percebeu que vai ser ela, um dos melhores momentos da série até aqui. É, repensando, esse é com certeza o melhor episódio da série até agora. Nota: 9.5.
5 – Tern Haven: Esse episódio é muito bom também, seria legal que tivesse mais da família Pierce. É curioso como são dois aspectos diferentes de ricaços e a cena do jantar é hilária. O Kendall ajudando a fechar o negócio meio que sem querer foi muito bom. Aliás, a Pierce que ele começa a pegar parece que deu uma renovada no personagem. Sério, nos últimos episódios ele está meio zumbístico, de tanta pancada que estava levando o cara estava a cara da depressão. E Shiv DO CÉU, o que aconteceu com você e sua boca? Para que contar que vai ser a nova sucessora? Nota: 9.
6 – Argestes: É, Shiv parecia que não ligava taaaanto assim para a empresa, mas foi só sentir um gostinho do poder que amalucou total. Língua solta, não pode nem sentir um gostinho do poder, vai ser um Logan só que piorada. Acho que estou preferindo até o Roman para ser sucessor. E foi ele que pagou o pato, coitado, gerando a primeira ação enérgica do beta do Kendall. A tram do Tom e Greg sempre boa também, sobre o slogan e sobre a empresa estar escutando as pessoas. Muito bom como eles se dão muita importância. E no fim foi um comediantezinho stand-up qualquer que melou um negócio de milhões. Nota: 9.
7 – Return: Episódio meio nada. A interação com a mãe deles é estranha, não entendo muito essa personagem. Logan e Rhea gera uns comentário engraçados mas também é estranho. A melhor parte é o Logan se esforçando para destruir o psicológico do Kendall com força, embora eu não tenha percebido a exata razão para isso. E Shiv caiu feio, coitada. Foi ficar abrindo a boca, perdeu a sucessão. Nota: 8.
8 – Dundee: Outro episódio meio nada. Essa série tem uma coisa que acredito que seja uma quebra de expectativa ou uma tentativa de fazer algo diferente. Qualquer outro seriado (lembrie de Lost e os flashbacks intermináveis) colocaria flashbacks aqui. Um episódio se passando na cidade natal do Logan, mas não temos flashbacks ou histórias mais detalhadas sobre o seu passado. Só não vai ganhar nota 7 pelo Kendall, que entrega uma boa trama com o affair com a atriz (usa, perde a graça, e pede para outra pessoa descartar, bizarro) e também nos presenteia com a cena mais aleatória da série (L to The OG, inesquecível). Nota: 8.
9 – DC: Shiv é a pior dos 4, e olha que temos um filhotinho de Trump entre os irmãos. Ela já estava encaminhando para isso, mas manipular uma vítima de abuso para ela não depor é tenso, a Rhea não quis fazer. Embora, bem, não era exigível da Rhea fazer algo, já que não é a herança dela em jogo. Inclusive, é emblemática essa questão do Cruzeiro e como nenhum membro da família parece sentir qualquer coisa sobre isso, é sempre visto do ponto de vista das consequências para a imagem da empresa. A parte do Roman refém é engraçadinha e só. Nota: 9.
10 – This Is Not For Tears: Ótimo episódio, mas ainda fico com o episódio 4 como o melhor da série até aqui. Ele quebra a expectativa de um final de temporada em DC, inclusive com a cena do Greg, que começa a depor mas depois corta e não temos nem ideia do seu depoimento. Aliás, vemos apenas trechos do depoimento do Tom e do Kendall. Um foi mal, outro ótimo, mas justo aquele quem foi ótimo e quem vai pagar o pato no final. E, bem, não seria justo que Tom pagasse no final, e sim o próprio Logan e a Gerri, que sabia de tudo e inclusive tinha impedido Tom de contar tudo. E, sério, não aguento o Tom, o cara é o maior beta de todos e se acha o centro de tudo. Apesar de que, tenho a sensação de que realmente acessoram mal ele de propósito em DC, para já colocá-lo pagando o pato. E é o que aconteceria se não fosse o pedido de Shiv. Aliás, mesmo que eu goste mais do episódio 4, as duas melhores cenas de série até aqui estão nesse episódio. O final de temporada bombástico em que o Kendall resolve tomar uma atitude depois do pai dele falar que para o beta não sobra nada (não utilizou esses termos, por óbvio) e a cena do Tom e da Shiv conversando na praia e ele falando sobre ter que decicir qual vai ser a coisa que vai deixa-lo mais infeliz (ao invés de desfrutar do relacionamento aberto... brincadeira kkkkk). O conceito dos caras, em plena crise, passarem esse período em um iate é emblemático também, ainda mais se considerarmos o contexto de que alguém ali vai ter a “cabeça cortada”, dando um bom constraste. A cena da discussão sobre quem vai ser sacrificado é boa também. Nota: 9.
Média: 8,75.
Nota da temporada: 9.1.
Succession (1ª Temporada)
4.2 278Gostei dessa primeira temporada, mas ainda não entregou para mim nada muito incrível. Entretanto, dizem que as outras temporadas são muito boas ou excelentes, então vamos ver onde vai dar, pelo que vi acredito que vale a pena seguir e que essa primeira temporada apenas coloca as peças no lugar. Agora, algumas coisas me incomodaram um pouco nessa primeira temporada. Achei o tom um pouco confuso, parece que queriam fazer uma série de comédia típica e resolveram que não, que teria um tom mais sério, e acaba sendo algo mesclado mas não achei que gerou uma mistura boa, coerente em si mesma. Dramédia é uma mistura complicada por si só. Além disso, achei que os episódios tinham pouca coesão entre si, não se citavam muito e de episódio para episódio sempre tinha um salto temporal grande, por exemplo, do episódio da despedida já vamos para o episódio do casamento, mesmo com semanas de diferença entre um e outro. Achei um pouco estranho.
Digo, a própria senilidade do Logan simplesmente some quando não tem mais função narrativa. Faltou algumas cenas mais intensas também, na minha opinião. Mas, o humor é muito bom e muito bem executado, tem ótimos diálogos, boas atuações e os personagens são muito bons.
1 – Celebration: Difícil dar a nota para um primeiro episódio introdutório como esse. Quero dizer, não sei nada sobre essa série, não sei nem o gênero, mas soa como comédia nesse primeiro episódio. Então, não tenho muito no que me basear para analisar o episódio. Bom, a série começa bem, tem momentos bem escritos, usa artifícios interessantes para introduzir quem é quem sem soar muito expositiva, e os atores, mesmo estando bem no início, já demonstram estarem bem nos seus papéis. Nota: 7.
2 – Sh*t Show At the F**k Factory: Continua difícil de avaliar, muito também pelos personagens ainda serem meio dúbios. Tudo aqui parece querer ser tridimensional e com diversas e diversas camadas. Roman mesmo, que parece que seria um babaca, dá a entender que se compadece do pai e fica querendo assinar o papel. Mas, de todo modo, o episódio é suficientemente interessante, cada cena é um conflito e uma discussão em que vamos tentando entender os personagens. E, para mim, o pedido de casamento mostra que o Tom é um interesseiro, já estava querendo garantir alguma herança. Desconfio forte da índole desse personagem. A mescla com humor é interessante. Nota: 8.
3 – Lifeboats: Esse episódio temos mais visão da empresa, já que o primeiro é quase todo na festa e o segundo quase todo no hospital. A questão da dívida gera uma tensão suficiente para o episódio, mas nada de tão excepcional. Nota: 7.5.
4 – Sad Sack Wasp Trap: Sei não, não gostei muito desse episódio. MUITA COISA ACONTECENDO RÁPIDO e sem justificativa nenhuma. Sério, uma loucura, cenas de 10 segundos e já corta para outra coisa. Muita coisa acontecendo de forma sutil, acho que ficou um pouco caótico. Talvez estejam só estabelecendo situações que vão ser desenvolvidas nos próximos episódios mas achei caótico do mesmo jeito. Nota: 7.5.
5 – I Went To Market: Bem, parece uma repetição do primeiro episódio. E, sei lá, achei que o tapão que o Logan deu fosse ter alguma consequência, mas a Rava nunca mais cita isso de novo. A parte envolvendo o Greg prometia mais, mas até gostei. A melhor parte do episódio mesmo foi o Ewan voltando para a casa, parecendo que ia dedurar tudo, ali deu tensão e mostrou o Kendall agindo de um jeito bem fraquinho. Nota: 8.
6 – Wich Side Are You?: Cara, está no top 10 episódios com melhores notas da série no IMDB e eu nem achei isso tudo, nem imaginei que estaria. Sim, é um bom episódio, temos uma boa tensão em relação ao Kendall indo para a reunião, a cena da votação foi boa, embora dê raiva dos trouxas fazendo os votos com o Logan na sala sendo que isso CLARAMENTE influenciou no resultado final. Agora, muito é discutido se o Kendall tivesse desistido de ir para Long Island ele teria ganhado a votação. Acredito que sim, Roman teria ficado do lado dele e talvez os dois que se absteram, ou pelo menos um, também. Mas, bem, aquela parte envolvendo a Shiv nesse episódio foi meio sem graça. Nota: 9.
7 – Austerlitz: Depois dos eventos bombásticos do episódio anterior temos esse daqui que achei que seria mais focado na terapia em família mas ela quase não acontece. E as cenas da terapia são bem engraçadas, ao mesmo tempo que expõe o caos na família. Nesse daqui e no próximo dá para ver muito bem que o Logan realmente não presta, eu ainda tinha esperança de que houvesse algo que mostrasse que ele era bom de algum modo mas não. Colocou a imprensa contra o filho e o fez afundar de novo nas drogas e fez tudo em relação à terapia para melhorar sua imagem. Nota: 9.
8 – Prague: É até um episódio engraçado, mas esperava algo a mais na despedida de solteiro. Aliás, o episódio é bem focado nessa questão da despedida, apesar de acontecer algo que creio que será importantíssimo para a trama, que é o Kendall se associando ao inimigo de seu pai. Logan é bem babaca com a Shiv, embora até dê para entender um pouco o lado dele aqui. Não dou muita fé para essa trama política, vamos ver onde vai dar. Nota: 8.
9 – Pre-Nuptial: Episódio com boas tiradas, a cena do Logan “verbalizando” com o Gil foi boa, a mulher da despedida de solteiro começando a namorar o Roman do nada gerou uma situação divertida e que gera um bom diálogo entre ela e ele. A questão dos cruzeiros vai realmente ser importante, pelo jeito. Nota: 8.
10 – Nobody Is Ever Missing: Sério Shiv, só agora, na noite do casamento, que tu resolve falar que não é monogâmica? E o Tom, por mais que tenha dado um chega pra lá no mala que estava tendo um caso com a Shiv, continua sendo bem beta. A parte do Roman foi bem engraçada, agora o que acontece com Kendall é o grande ponto do episódio e mesmo assim, não sei, acho que faltou algo, o que aconteceu foi grandioso do ponto de vista narrativo mas não soou tão grandioso quanto devia soar na execução do episódio, na minha opinião. Nota: 9.
Nota: 8.1.
O Mistério de Varginha
3.2 35O MISTÉRIO DE VARGINHA
Segue a estrutra padrão em produções do tipo. Começa bem bombástico, depois mostra o lado mais cético. Mas, achei que a conclusão pendeu demais para o lado cético, ao invés de concluir tudo deixando tudo mais em aberto. Digo, senti falta de uma conclusão. Mas, por outro lado, gostei muito das imagens que trouxeram e das entrevistas com as pessoas nos dias de hoje, inclusive dos militares anônimos.
No fim, os dois ufólogos principais do caso acabam sendo os que mais nos irritam, um por negar tudo de um jeito sem explicações e o outro por não soar nem um pouco convincente. Mas, no fim, acredito que realmente algo fora do comum aconteceu ali. É uma explicação que tem mais sentido do que o Mudinho ou casal de anões. Agora o que eram os seres que estavam rondando o lugar acredito que jamais saberemos.
1 – O primeiro episódio é o melhor da série na minha opinião. Trás imagens bem interessantes, gravações da época, inclusive depoimentos gravados em vídeo, ao mesmo tempo que busca os envolvidos para relatarem novamente o seu testemunho. Inclusive, tem a repercursão televisiva que o caso teve na época. Nota: 8.
2 – O segundo episódio da uma queda na minha opinião, apesar de seguir uma estrutura padrão em produções do tipo, agora apresentando o lado mais cético da história. Temos agora a maior presença dos depoimentos dos militares, alguns bem interessantes. Nota: 7.
3 – O terceiro episódio é o piorzinho na minha opinião. Parece dar um destaque maior para os depoimentos céticos, enquanto não amarra muito os mistérios do caso ou as incoerências desses depoimentos. Faltou concluir mais, embora tenha gostado do foco final nas três meninas, senti falta de fazer um apinhado de tudo. Nota: 7.
Nota: 7.5.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 514 Assista AgoraEscrevi no meu comentário da segunda temporada “personagens pouco construídos (funcionam apenas pelo carisma dos atores), situações forçadas e, sinceramente, pouquíssima coisa realmente interessante acontecendo. Além de um fan service que me dá nos nervos”. Pois é, para mim os defeitos da série sempre estiveram aí, ficar criticando essa quinta temporada é efeito manada total, pois as temporadas anteriores tinham, na mesma medida, praticamente as mesmas falhas dessa quinta temporada. Então, qual será o motivo que gerou esse efeito manada? Difícil explicar, pode ser homofobia pelo episódio do Will, pode ser os Bylers (que chipavam Will e Mike), pode ser que os fãs de Stranger Things eram crianças e pré-adolescentes e agora são adultos e por isso possuem mais senso crítico para perceber as falhas. Pode ser também que, por ser o encerramento da série, a temporada possui mais responsabilidade e as pessoas a assistam mais atentas.
Enfim, não sei o motivo de tantas críticas mas a verdade é que Stranger Things sempre teve buracos de roteiro e situações forçadas (a grande maioria num nível aceitável, inclusive as da quinta) e continua inexplicável para mim que só nessa quinta temporada transformaram isso em um problema.
Digo, desde a segunda temos coisas assim. Owens vivo no laboratório. Aliás, toda a cena do ataque no laboratório. Dustin sendo topeira com o Dart. A morte do Bob foi bem mal feita.
Quero dizer, estão reclamando que o pessoal entra no mundo invertido sem roupa de proteção. Oras, eles fazem isso de entrar e sair dali de boas já tem tempos, não é algo dessa quinta temporada.
Várias coisas foram abandonadas mal amarradas ao longo das temporada anteriores e só resolveram cair batendo agora. Aquele lance do Demogorgon ser atraído por sangue na primeira temporada foi completamente esquecido, por exemplo.
O roteiro sempre foi básico, repleto de fan service e ousando pouco. Isso não é ruim por si, mas fica complicado quando se pensa em uma série de cinco temporadas. É preciso entregar mais e acho que isso acabou estourando nessa última temporada. Agora, em matéria de ação as cenas sempre foram muito boas e é nesse ponto que a série se destaca, sempre entregando conflitos muito bem orquestrados desde a primeira temporada, mesmo ela sendo mais contida, não tendo tanto orçamento ou cenas de ação, as que teve entregou bastante.
Ou seja, os Duffer são muito bons em escreverem ação e só. E essa quinta temporada demonstra isso, que é algo que venho falando desde sempre. Eles não são grandes escritores e deram sorte que a primeira temporada foi esse sucesso todo por uma série de fatores que apontei no meu comentário daquela temporada. Aí, quando a coisa escala e eles tentam fazer algo grandioso e épico, o castelo de cartas deles fica muito grande para se sustentar e desmonora.
Mas, sejamos justos, a reviravolta envolvendo o Henry ser o Um e tamém o Vecna na quarta temporada foi muito bem construída e foi o grande momento de ambos como escritores. Foi o ponto mais genia da série, embora o Will revelando ser homossexual e a cena da Robin e Steve no banheiro sejam as mais bem escritas deles isolodamente falando.
Mas, são pouquíssimos momentos em uma série de cinco temporadas com vários episódios passando de uma hora.
No fim, é sim uma série legal, dá para assistir e se divertir, mas sempre esteve longe de ser extraordinária ou uma das melhores séries de todos os tempos na minha opinião. Deveria ficar entre essas séries que lançam sempre e logo são esquecidas mas, por algum motivo, pessoal exagerou na badalação em torno dela e o tempo meio que mostrou isso.
Agora, uma coisa que é problema dessa última temporada. Onze matando pessoas sem pudor. A segunda tinha tentado começar a desenvolver isso quando ela deixa de matar um dos caras que trabalharam pro Brenner e isso é um pouco retomado na quarta temporada com a Angela. Já nessa quinta deixaram isso totalmente para lá e ela sai matando gente sem pudor. Difícil.
Mas, acho que a quarta temporada tenha, talvez, até mais problemas de roteiro do que essa. Primeiro que os ataques do Vecna são totalmente copiados de A Hora do Pesadelo (bom, isso é até aceitável, A Hora do Pesadelo mesmo copia o final de Fantasma de 1979), o modo como Hopper sobreviveu é totalmente forçado e cheio de furos, o mesmo pode se dizer do Brenner ainda estar vivo, o plano do Owens de recuperar os poderes da Onze surge do nada, o Hopper com pé machucado que simplesmente não foi mais citado, Hopper segurando um demodog no braço por vários segundos, toda a primeira metade do plot da Califórnia é ruim, e por aí vai.
Aliás, fico flutuando entre decidir qual temporada foi melhor, se a quarta (cenas de tensão muito boas, boa reviravolta, bons acréscimos à mitologia de série, repleta de furos e situações forçadas) ou a primeira (atores carismáticos, fotografia bonita, roteiro contido e centrado, ZERO originalidade, decai muito na segunda metade).
Aliás, essa daqui retomou a fotografia e estética da primeira e da terceira temporada que eram maravilhosas e excelentes. Embora, nessa quinta, temos apenas cenas pontuais dessa retomada, como o Camazotz ou a Dimensão X que tem cenas miuto bonitas. Mas, em vários outros momentos temos cenas escuras e repletas de tela verde sem inspiração, e por isso não chega a ter a mesma qualidade da fotografia das primeiras e terceiras temporadas, embora seja superior nesse quesito em relação à segunda e à quarta. O primeiro volume, ressalta-se, estava bem ruim nesse quesito, mas foi melhorando.
Aliás, algo que não entedi.
Onze tem sangue do Henry. E no sangue do Henry corre a fumaça que faz parte do Mindfalyer. Então Onze as outras crianças do experimento estão embebidas de Mindflayer, ou estou louco? Sendo assim, Onze teria mesmo que se sacrificar, não por causa do exército, mas sim por poder ser uma ponte entre a Dimensão X e o nosso mundo. Claro, isso justificaria de forma muito melhor o sacrifício dela, embora haja um gigantesco porém. Se realmente ela tem Mindflayer no sangue, ela teria que fazer parte da mente coletiva e sentir dor junto com os outros monstros do mundo invertido. Então, conclui-se que ela não tem partes do Mindlayer no sangue dela. Só que, se ela não tem, de onde ver os poderes? Afinal, os poderes do Henry vinham do fato dele ter absorvido a pedra da Dimensão X que continha parte do Mindflayer e depois transmitiu isso para a Onze, que teria que ter poderes pelo mesmo motivo, não? Isso tudo ficou muito mal explicado.
Já sobre as atuações, praticamente todos os atores se entregaram muito bem aos seus papéis. Will, Robin e Holly são alguns que penso em destacar no momento que escrevo. Agora, Mike e Onze foram pontos absolutamente fora da curva, entregando atuações sem paixão, totalmente no piloto automático, o que é problemático, visto que são dois personagens bem importantes.
Joyce foi bem também, mesmo que tenha muito pouco para fazer com a personagem. Não deram quase nada para ela nessa temporada, acho que foi esse o motivo que colocaram ela matando o Vecna, para pelo menos ter algum momentinho que seja de destaque.
Também teve bem menos daquele clima oitentista. A terceira temporada tinha aquelas questões da chegada dos shopping centers, a treta com os soviéticos, etc. Essa daqui teve muito pouco dessa questão oitentista que era um dos destaques da série.
O humor aqui é mais bem dosado, igual a primeira e a quarta. A terceira é tresloucada no humor, e a segunda é zero humor, então pelo menos tivemos de positivo que aqui souberam dosar isso bem.
No fim, o último episódio entregou emoção suficiente, o mesmo para a última temporada. Não foi o final espetacular que todos queriam mas, considerando que os Duffer tiveram poucos momentos realmente inspirados durante a série, era de se esperar que não fossem ousar na hora de encerrar tudo. Embora não seja um primor, o final consegue emocionar. Poderia ser muito melhor pela escala de tudo se tivéssemos com escritores mais talentosos, mas Duffer entretagaram um entretenimento razoável, legalzinho, bom. No mesmo nível do resto da série.
E, como se esse comentário já não estivesse suficientemente longo, aqui vai uma pequena opinião sobre cada episódio da temporada.
Capítulo 1: Missão De Resgate – Normalmente os inícios de temporada de Stranger Things são meio mornos. A série costuma se sair melhor na ação, embora a primeira temporada se saia bem na construção do mistério nos primeiros episódios. Aqui a temporada começa com um episódio que, apesar de introdutório, não soa tão introdutório quanto os das outras temporadas. Afinal, estamos na última temporada da série e parece que não vão perder tempo. De primeira não estou gostando muito dessa disputa do Steve e do Jonathan pela Nancy, mas vamos ver onde isso vai dar. Agora, que loucura, estamos na QUINTA temporada e continuam cortando o fim do episódio de um jeito maluco. Episódio acaba no meio de uma cena de tensão, loucura. Ah, até gostei desse Dustin revoltado. De alívio cômico para peronagem com algum desenvolvimento, por enquanto ótimo. Nota: 8.
Capítulo 2: O Desaparecimento De Holly Wheeler – Custava o corte de fim de episódio ser no momento que Holly e a mãe estavam no banheiro? Já ia ser um corte estranho, mas teria mais sentido narrativo. A cena do ataque na casa é muito boa, embora os Demogorgons sempre ficam mais lentos quando é para atacar personagens importantes. Mas, não acho isso ruim, é normal em praticamente toda narrativa. Não atrapalha a cena, que é boa. Will e Robin gerou uma grata surpresa, não esperava que seria uma boa interação. Nota: 8.
Capítulo 3: A Armadilha – Holly realmente está agora entre os personagens principais, e acho que até gostei da parte que envolve ela. Certo, fica meio fantasioso, imaginar ela interagindo com a Max na mente do Vecna parece demais para uma série que tinha uma primeira temporada mais “pés no chão”, mas tudo bem. E todo esse plano mirabolante para sequestrar o Derek paraceu demais para mim também. E que personagem mala, devo ser o único que achou ele insuportável. Nota: 8.
Capítulo 4: Feiticeiro – Sério, 9.5 no IMDB? Qual motivo que qualquer episódio que tenha um final mais bombástico consegue receber notão? 9.5 para um filme é quase impossível. Enfim, estou escrevendo minha opinião sobre esse episódio um pouco atrasado, depois de toda a polêmica do episódio 7, e, sinceramente, esse daqui teve umas cenas piores. Sério, passaram quatro anos e o exército dos EUA CONTINUA ATIRANDO NOS DEMOGORGONS COM BALAS. JÁ TEM UMA ETERNIDADE QUE SABEM que fazer isso é inútil e que a fraqueza dos bichos é o calor. E, sim, eles sabem, tanto que a Sarah Connor esquenta o tentáculo quando está interrogando o Hopper. Tinham que ter entrado com um exército de LANCHA-CHAMAS. Ou colocado uns aquecedores gigantes na entrada do mundo invertido. Horrível, achei um ponto bem baixo da série. De primeira tive ressalvas do Will com poderes, mas isso é até digerível no meio de toda a megalomania que a série virou. E, pela MILIONÉSIMA vez na série, TODO MUNDO morre atacado pelos bichos, menos o grupo de protagonistas. Por qual razão Vecna não partiu a Joyce em dois? E é uma pena, até esse momento era um episódio nota 9. A trama de sequestrar as crianças estava sendo bem executada, as cenas do Hopper e Onze no laboratório foram muito boas. A reviravolta com a Oito foi legal também, embora eu já estava esperando ser exatamente isso que iria acontecer. Enfim, nota exagerada de alta e o piorzinho da temporada até aqui na minha opinião, totalmente na conta da cena do exército sendo atacado. Nota: 7.5.
Capítulo 5: Tratamento De Choque – Cara, eu reclamei disso um bilhão de vezes já nessa série e lá vou eu reclamar de novo: eles não sabem cortar os episódios e não contextualizam as coisas. E, por mais que eu reclame disso direto, pelo menos nas outras situações os episódios eram lançados todos de uma vez. Mas, nesse caso, o episódio foi lançado UM MÊS depois e mesmo assim não contextualizam as coisas. Por qual razão o núcleo da Nancy está no laboratório versão mundo invertido? Simplesmente não lembro como foram parar lá, argh. Custa explicar num diálogo igual qualquer seriado normal? Sério, eles sabiam que não ia ser lançado de uma vez, ai ai. Gostei da história da Oito e da ideia de continuar os experimentos. Parece implicar que o Henry seria pai da Onze, mas não olhei isso a fundo, para ver se as datas batem ou se foi dito algo do pai dela antes, seria bom verificar se tem sentido no lore de Stranger Things. Max e Holly têm uma interação legal também, mas foi o núcleo da Nancy que gerou a melhor parte dessa temporada toda na minha opinião. Toda essa cena do laboratório foi ótima, do humor tenso na parte de decidirem como iriam se separar, passando pela porradaria entre Steve e Dustin, de qualidade, pela execução e contexto, além de todo o design bem interessante do laboratório derretido, e culminando em um cliffhanger bem executado (milagre! Terminaram o episódio no timming certo!). Nota: 9.
Capítulo 6: A Fuga De Camazotz – Max e Holly rendem um núcleo interessante por explorar um pouco o passado de Henry, embora a ideia de Max não ter descoberto nada seja meio forçada, ela passou uma eternidade lá. E, aliás, alguém me explica por qual motivo tudo parou de derreter do nada? Conveniente. A cena de Nancy e Jonathan achei interessante até, mas não sei dizer se é boa. Realmente, foi um término, mas sutil, talvez sutil demais, o que não é comum nessa série, e por isso acaba que ficamos mesmo em dúvida se foi realmente um término. Já a parte do Lucas é um show de horrores. O chute no Demogodog, os bichos que sempre atacam apenas o exército vorazmente mas ficam lentos quando é para atacar o grupo principal. Sim, essa conveniência é algo até típico do estilo mais desleixado dos filmes oitentistas, mas já abusaram demais. E mãe de Mike que estava quebrada no último grau, inclusive sem voz, teve uma recuperação milagrosa e like a ninja colocou o cilindro dentro da máquina matando os bichos de um jeito miraculoso. Sinto que quiseram dar um Deus Ex-Machina diferente do padrão de Onze aparecendo e detonando os Demodogs, mas se for fazer algo diferente tem que ser bem pensado. E a cena da Max e Holy conversando para sair da mente do Vecna é interminável. Nota: 7.
Capítulo 7: A Ponte – Ah sim, o episódio que está gerando extrema polêmica. Polêmica inexplicável, diga-se de passagem. Digo, estão falando que a temporada está ruim, mas os episódios estão todos com notas altas, inclusive o sexto episódio que é muito (mas muito) pior. A parte envolvendo a Holly foi legalzinha, mas nada de demais. O reecontro do pessoal não foi aquilo tudo que a gente esperava. A Oito falando besteira. E, bem, foi o episódio com menos ação até aqui, mas era de se esperar, afinal, é o pré-climáx da série inteira, normal que fique na preparação. Sobre o Will, eu infelizmente peguei spoiler antes, mas do jeito negativo que estavam falando achei que ele simplesmente tinha decidido do nada, chamado todo mundo e falado sem mais nem menos “sou homo”. Entretanto, a cena, para mim, foi no timming certo, o contexto foi justificável, já que ele decidiu que devia combater seu medo ao saber que foi o medo do Vecna que manteve Max a salva e foi o próprio medo do Will que o fez ser derrotado. Mas, não só isso, a cena teve um diálogo (bom, praticamente um mónologo) muito bom e bem escrito, algo raro nesse série. De memória, acho que só tivemos duas cenas bem escritas nessa joça inteira, que foi a cena da Robin e Steve no banheiro na terceira temporada (a mais bem escrita da série na minha opinião) e a da carta da Max (tenho minhas ressalvas, mas acho que foi boa sim) e agora esse diálogo do Will, que achei muito bem escrito, e, sinceramente, não entendo o hate em cima. E não é como se eles estivessem num momento de extrema urgência que foi interrompido, igual estão falando que aconteceu, eles ainda tinham tempo, tinham que aguardar o momento que a torre se aproximaria do outro mundo. Se formos reclamar, Never Ending Story na terceira temporada foi um corte de clima MUITO pior. Nota: 7.
Capítulo 8: O Mundo “Direito” – Esperava muito do último episódio da série. Entretanto, depois do vol. 2 da quinta temporada ter sido fraco, a expectativa caiu e, bem, fico feliz que pelo menos tenha terminado a série de forma digna, embora não muito excepcional. E, vendo aqui, dei nota 8 para todos os episódios finais de temporada, então acho que realmente não gosto muito do modo dos Duffer encerrarem as temporadas da série. Difícil decidir qual foi o melhor último episódio. Vou ficar com o da quarta, que dei 8.5, apesar de ser caoticamente montado. Mas acho que esse daqui vai ficar em segundo. O primeiro ato é bom, com a cena da torre que é uma boa ideia e é bem executada, incluindo também a cena do Vecna na mente do Hopper, que foi bem legal também. Já o segundo ato tem seus altos e baixos. Cena do exército com Hopper e a suposta morte da Oito foi bem realizada e gostei bastante da fotografia da Dimensão X. Embora tenham reclamado que a cena de batalha na dimensão X foi curta (e, se compararmos com o padrão da série, foi mesmo), gostei da execução e das cenas, embora não tenha sido excepcional como deveria ter sido, foi uma boa cena de ação de encerramento, com alguns momentos de suspensão da descrença, mas nada de muito ruim nesse ponto. Bem, tivemos muita falação também, alguns personagens resolvendo se ajustar e ter desenvolvimento em um momento não muito propício, entretanto não vi reclamações como houveram em relação ao Will interrompendo a ida para a ação para se revelar homossexual, o que demonstra que as reclamações eram homofobia mesmo. E essas cenas não são tão boas. A temporada está tramada errado, já nos jogaram na ação desde o início e resolveram que iam pingar desenvolvimento dos personagens aqui e ali no meio da porradaria. Não deu certo. Já o terceiro e último ato também tem seus altos e baixos. O final de praticamente todos os personagens foi legal e demonstrado de forma correta, sendo expositivos na medida certa. Gostei de forma como narraram o destino de cada um, gostei da cena final, gostei da cena de Steve, Nancy, Jonathan e Robin conversando no telhado. Agora, não sei dizer exatamente se gostei do final da Onze. Talvez devessem não ter deixado em aberto e sim deixado às claras que ela estava viva e escondida em algum lugar, seria um final melhor. A ideia dela se sacrificar não é legal para mim, não condiz com o desenvolvimento da personagem. Gostei que não deram uma redenção para o Vecna, ao mesmo tempo em que flertaram com essa redenção, foi uma execução legal. Agora, a cena do discurso na formatura é HORRENDA, uma das piores da temporada. Pessoal que odiava o Hellfire do nada aplaudindo. Do nada o diretor era um conservadorzão, isso nunca tinha sido citado. Gosto do discurso progressista do Dustin isoladamente, mas teve zero coerência ou construção para ele no resto da série ou da temporada. A cena toda é bem ruim. E, por mais que eu diga que tenha gostado desse terceiro ato, senti que algumas coisas ficaram muito solta e precisavam, ou melhor, mereciam pelo menos uns dois minutos de diálogo explicando, principalmente como ficou a questão do exército, ou o retorno de Hopper “à vida” com uma cena com os antigos colegas da polícia ou algo assim. Mas, bem, foi um final digno. Nota: 8.
Nota para a temporada: 7.5.
Nota para a série como um todo: 7.5.
Meu ranking da série:
1 – Quarta temporada. Nota: 8.
2 – Primeira temporada. Nota: 8 (praticamente empatada com a quarta).
3 – Quinta temporada. Nota: 7.5.
4 – Terceira temporada. Nota: 7.5 (praticamente empatada com a quinta).
5 – Segunda temporada. Nota: 7.
Stranger Things (4ª Temporada)
4.2 1,0K Assista AgoraSério, que estrutura bizonha. Posso estar sendo purista, mas não tem sentido algum para mim esse negócio de episódio com DUAS HORAS E MEIA de duração. Quase todos os episódio tem tamanho de filme, qual o sentido disso? Podiam fazer doze episódios, horas. Vai entender.
É engraçado ver o quanto essa temporada adicionou à mitologia de Stranger Things, bem mais do que as outras. Vecna, Hellfire, Eddie, Kate Bush são coisas colocadas em ST apenas agora, mas que parece que sempre fizeram parte da série. Ainda estou refletindo se considero essa ou a primera temporada como a melhor (a quinta ainda não lançou). Por um lado temos na primeira os atores com mais carisma, mais jovens. A trama é mais contida, centrada, construída, sem exageros e forçadas de barra dessa quarta temporada. A fotografia da primeira temporada é muito boa também, algo que a série não recuperou mais, embora tenha aproximado de uma ótima fotografia na terceira temporada.
Dito isso, curioso como ST acertou mais em suas temporadas menos originais. Quando tenta caminhar com as próprias pernas, tentando um roteiro mais original na segunda e na terceira temporada fica evidente como os roteiristas são fracos. E, bem, é estranho considerar a primeira como a melhor, visto que sempre reclamei dela por ser um roteiro totalmente plagiado de A Incendiária, Poltergeist e E.T., sem ter praticamente nenhum elemento original de fora desses filmes. Essa quarta faz a mesmíssima coisa, usando A Hora do Pesadelo sem pudor algum. A forma como os personagens caem no transe é muito semelhante aos sonhos de A Hora do Pesadelo, seja na execução, seja no conceito. Só não colocaram como sonho pois aí o plágio ficaria muito na cara mas, de resto, é praticamente a mesma coisa.
Pelo menos tentaram algo um pouco mais original e interessante colocando a ideia de uma metáfora para depressão, de forma clara e ao mesmo tempo sutil. E, pensando aqui, pelo menos essa daqui tem mais elementos originais que a primeira. Temos a parte da União Soviética e temos uma reviravolta bem tramada ao longo da temporada, algo que a primeira não tinha. Acho que encontrei aqui o diferencial para colocar essa daqui como a melhor temporada até aqui. Diferencial que a primeira temporada não tem.
Capítulo 1: O Clube Hellfire – Um primeiro episódio típico da série, mais leve, colocando as peças no local, já desenhando os rumos. A diferença é que esse daqui foca muito em temas mais escolares, algo que ainda não tinha sido feito antes. Populares, bullying, maconha, etc. Temos alguns personagens novos, mas o Eddie acaba sendo o maior destaque pelo seu jeito maluco. Vecna aparece pela primeira vez e gosto muito do efeito especial, realmente bem feito, embora os demais efeitos dá temporada escorreguem bastante, o Vecna ficou muito bom. Nota: 8.
Capítulo 2: A Maldição De Vecna – É finalmente revelado o que aconteceu ao Hopper e... bem, não entendi por qual motivo fizeram isso. Teria mais sentido se tivesse acontecido algo semelhante ao que aconteceu com a Onze na primeira temporada. Ele deveria ter ido parar no mundo invertido, talvez na parte soviética, afinal, lá estavam tentando abrir o portal. Agora, ele escapou e logo depois já foi capturado por russos que não sei por qual motivo ainda estavam lá perto e resolveram, no meio do caos, pegar o cara e levar embora, mesmo com o governo na porta. Sério, não sei por qual motivo tiveram essa decisão forçada, talvez para não soar repetitivo com a primeira temporada. Enfim, a cena com a Onze na patinação é bizarra de tão forçada também. A menina sofreu bullying do ringue de patinação INTEIRO. A Angela tem controle não só sobre a escola, mas sobre a cidade inteira, só pode. Que tipo de lugar é aquele em que todas as pessoas teriam aquela reação de risada vendo uma adolescente sofrendo? Bem, por mais que eu não goste muito das outras temporadas, elas raramente escorregam nas contruções, em nenhum momento as deixam forçadas. Até a conversa com o Eddie e as conclusões sobre a natureza do vilão da temporada soam um pouco forçadas. A questão de Nancy e Jonathan também acho um pouco estranha, parece que faltou uma lacuna para explicar o motivo do afastamento, soa meio abrupto. Vejamos se vão desenvolver isso. O melhor momento desse episódio é mesmo a patinzada na cara que a Angela toma, dirigido de um jeito que não soa satisfatório, soa real, e desenvolve um pouco a Onze na questão dela matar os outros, algo que começou a ser um pouco desenvolvido no episódio solo dela na segunda temporada e nunca mais tinha sido retomado. Nota: 8.
Capítulo 3: O Monstro E A Super-Heroína – Agora é o Owens que soa forçado, com todo aquele papo de Super-Onze e recuperar poderes, mas vamos ver até onde isso chega. Sério, de onde ele sabia que ela iria perder os poderes e já estava planejando recuperá-los? Nem é explicado isso. As investigações em Hawkins dão uma avançada, culminando num gancho muito foda no fim do episódio com a Max. O ploto do Hopper tá legalzinho também, algo um pouco diferente do resto da série. Nota: 8.
Capítulo 4: Querido Billy – O melhor episódio da temporada e provavelmente da série (a quinta temporada ainda não lançou no momento que escrevo este comentário). Embora a Onze nem apareça, acho que é nesse episódio que temos o melhor momento da trama da Califórnia, com Will e Mike fazendo as pazes, seguido de um tiroteio muito bem feito com longos planos-sequências. Na trama do Hopper temos boas cenas também, com a fuga mirabolante. Temos ROBERT ENGLUND mostrando que nasceu para o terror e a história do flashback dele é legal. Claro, temos a decisão que aparece na forma conveniente, salvando a Max de uma morte que parecia inevitável, enquanto personagens que não eram protagonistas morreram do mesmo jeito, mas isso é algo perdoável e o tipo de conveniência narrativa que daremos nota zero para tudo se não relevarmos. A cena da Max, aliás, é muito boa, queridinha do público, embora em não coloque entre as melhores da série, por mais que tenha sido eficiente em construir tensão. E continuo não entendendo muito a relação dela com o Billy, mas acho que eu que mosquei mesmo nessa construção da personagem. E Running Up That Hill é uma boa música que eu não conhecia, obrigado realizadores de Stranger Things por trazer ela à tona. Nota: 9.
Capítulo 5: Projeto Nina – A ressaca pós episódio 4 gera um episódio com nota mais baixa da temporada no IMDB (junto com o episódio 1 e 2). A questão é que Stranger Things sempre teve uma estrutura de filme e não de série. As temporadas anteriores tem inícios morosos, colocando os conflitos e estabelecendo os novos personagens, no meio da temporada começam a ter algumas cenas pontuais de ação, aí o último episódio é um clímax de longa duração. Aqui nesta quarta temporada pela primeira vez tivemos uma estrutura um pouco mais diferente, com o episódio 4 funcionando como um mezo-clímax. Aí esse daqui serve para novamente acalmar as situações e recolocar as peças no tabuleiro. A cena na casa do Creel é fraquinha (longa e inútil), temos apenas expectativa e Steve bancando o bobão. Na União Soviética temos uma cena boa de monólogo do Hopper sobre a filha que desenvolve um pouco o personagem. A terceira vítima do Vecna não teve o mesmo tratamento das outras duas, só morreu e pronto. Começam os flashbacks no laboratório, instigantes, mas ainda não tão interessantes. Nota: 7.
Capítulo 6: Mergulho – Suzie volta apenas por voltar mesmo. A cena dela é divertidinha, porém inútil. Poderia ter sido tirada, mas com certeza queriam que a personagem aparecesse na temporada, então incharam ainda mais a longa duração da temporada. Bem, pelo menos é divertidinha, como eu disse. Na União Soviética temos outro bom monólogo do Hopper na cena do jantar e só. Os flashbacks do laboratório estão meio mornos, mas quando o Henry acaba despertando a curiosidade. Hawkins só ficou legal no trecho final do episódio. Nota: 7.
Capítulo 7: O Massacre No Laboratório De Hawkins – Não CREIO! Stranger Things contruíu uma reviravolta grandiosa e de forma efetiva! Quero dizer, Victor Creel parecia completamente fora da curva, passado distante, antes do laboratório, história com elementos aparentemente sobrenaturais. Enquanto isso as cenas de flashback do laboratório pareciam que não iam levar a lugar algum. E de repente ambas se conectam, e não só é revelado que Henry é DO MAL, como ele tramou um plano engenhoso com a Onze. Não só isso, ele é o número 1 e também é o filho do Creel. Super amarrado. O problema maior foi na execução, que exagerou no expositivo em determinado momento, embora essa cena da reviravolta seja queridinha entre os fãs (acho que é o episódio com maior nota da série no IMDB). Sério, precisava mostrar o 001 no braço do Vecna? Já deu para entender. E acho meio estranho ele ficar revelando a história toda de vida dela para Nancy, mas dá para relevar. Além disso, a ação com Hopper é muito boa (apesar de todo mundo morrer, exceto, convenientemente, ele e o Dmitri. Hawkins tem cenas boas com o grupo no mundo invertido, explicando como Will se comunicava por meio das luzes. Nota: 9.
Capítulo 8: Papai – Nossa, não lembro de quase nada desse episódio. Brenner surgiu dos mortos sem muitas explicações apenas para morrer. Apesar de que a volta dele até foi boa, gerou boas cenas com a Onze, então relevo. Mas, como dizia, a única coisa que eu lembrava desse episódio é a batalha no deserto com a morte do Brenner. Não lembrava da fuga na União Soviética, não lembrava da cena da loja de armas, do roubo do trailer, nem nada. O próprio gancho final não foi tão bombástico para um episódio final. Nota: 8.
Capítulo 9: E O Plano De Onze – É, sem a Onze tinha todo mundo ido de base, o plano mirabolante do grupo de Hawkins ia falhar miseravelmente. A bem verdade, esse fim de temporada é uma grande cena de ação assim como o fim das outras temporadas, especialmente a primeira. Mas, nesse daqui senti mais impacto, na quase morte da Max e na morte do Eddie, que mesmo sendo personagem recente e tendo uma morte de herói clichê foi impactante. Agora, o tempo dessa batalha é meio estranho. A alternância entre Lucas, núcleo do Mike, núcleo da Nancy, batalha mental da Onze e Dustin e Eddie fica estranho. Lucas está brigando, aí corta para outro núcleo, ficamos uns 20 minutos, aí volta e Lucas tá saindo no tapa ainda, ficou meio mal montado. Hopper parece que ficou uns 10 minutos segurando um demodog no braço, embora tenha sido só alguns segundos. Aliás, muque do cara tá em dia, os demodog quebraram vidros inquebráveis, mataram a torto e direito mas aqui ele conseguiu segurar o bicho NO BRAÇO. Aliás, toda essa volta deles para a prisão soa forçada e sem sentido e acho que essa é a quarta ou quinta vez que essa temporada tem alguma situação muito forçada. Mas essa é muito bizarra. Eles voltaram para um lugar repleto de soviéticos, uma prisão de segurança máxima que ainda possui um monte de monstros do mundo invertido pois ouviram dizer que o pessoal de Hawkins poderia estar em batalha com o mundo invertido. Não tem muito sentido, mas ok, gerou boas cenas. E é aqui que fica difícil avaliar o episódio. Emocionalmente talvez seja o mais competente entres os finais de temporada, mas a execução tem algumas situações forçadas e foi um pouco mal montado Fiquei perto de dar 9, mas não. Nota: 8.5.
Nota da temporada: 8.3.
Gravity Falls (2ª Temporada)
4.7 121Não lembro se comentei na primeira temporada mas é uma das melhores músicas de abertura dos desenhos com certeza.
No meu comentário eu falei que, de memória, a primeira temporada era mais episódica e, revendo agora, vejo que ela realmente é mais episódica, mas não tanto assim. Quase não tem diferença nisso entre a primeira e a segunda, embora a segunda tenha uma trama principal entre os episódios mais desenhada.
Não sei muito bem dizer de qual gostei mais. A primeira era mais divertida (tinha mais presença do Soos), se levava com mais conforto por não precisar focar na trama cheia de reviravoltas que é ahistória principal dessa segunda temporada. Mas, a segunda temporada concentra a maioria dos melhores episódios. Difícil decidir, mas acho que a primeira era mais engraçada, o humor dessa série é muito bom e bem pensado. Acho que as criaturas e mistérios da primeira eram mais legais também. Mas, na segunda temos as reviravoltas e cliffhangers bombásticos, além de ter uma pegada mais tensa, mais “terror” (na versão infantil, claro, ainda é um desenho para crianças) do que a primeira. Acho que vou ficar com a primeira como melhor.
Enfim, tenho uma teoria que ficou na minha cabeça na época que assisti e que não sei se realmente tem algum fundamento Bill fala que o mundo perfeito da Mabel é sua armadilha mais perigosa, pela questão mental de que é difícil fugir daquele mundo perfeito, resistir àquelas tentações. Mas, e se ele disse isso por outro motivo? E se aquele local realmente entregasse um mundo perfeito, mas disfarçado, sem que você percebesse que era isso que ele estava entregando? Vejam, o final da série é simplesmente perfeitinho demais, tudo deu certo, mas com um sabor agridoce beeeeeem leve, que foi o verão acabar. Fora isso, tudo deu absolutamente certo. Wendy e Dipper mantêm amizade saudável, os gêmeos tiveram sua festa, Soos terminou bem, os Stans se conciliaram, etc. Agora, lembrem, no fim da primeira temporada, acho, Bill fala que a realidade é uma ilusão e o universo é um holograma. Ele também falar que é um mestre da mente. Vejam, eles JAMAIS saíram do mundo da Mabel. Ao entrarem naquele lugar, o mundo começou a se moldar para também ser o mundo perfeito de Dipper, Wendy e Soos. Dipper adora um mistério e foi só ele chegar que começou a acontecerem coisas estranhas no lugar para agradar ele. Ao criar a ilusão de que eles saíram do mundo da Mabel e resolveram as coisas no mundo real, eles jamais vão desconfiar que ainda não estão no mundo real e é terminando bem na série que eles ainda vão se manter na ilusão, acreditando que conseguiram escapar. Mas, nunca vi ninguém achar a mesma coisa, então deve ser coisa da minha cabeça.
1 – Espanto-Oke: O primeiro episódio da segunda temporada já começa no cliffhanger da temporada anterior. E, também, já introduz que há mais segredos no livro, escondidos com a tinta invisível, e que serão explorados na temporada. Soos continua um ótimo alívio cômico. Os zumbis são bem ousados para um programa infantil, mostrando órgãos expostos e tal. Nota: 9.
2 – Entrando no Depósito: É o melhor episódio da série na minha opinião. Aventura, ação, aquele transmorfo bisonho de assustador, além de tratar muito bem a questão de Dipper e Wendy, numa solução muito boa do roteiro de não cair em mesmices. Nota: 9.
3 – A Guerra Do Golf: Episódio divertidinho, embora não muito memorável e o humor também não é tão bom quanto outros episódios mais voltados para a comédia. Trazem um pouco mais da Pacífica, que apareceu bem menos do que eu lembrava na primeira temporada. Nota: 8.
4 – Meia-Ópera: Episódio engraçado pelo absurdo e pelo crush da Mable que fica engraçado de tão ridículo e metido. Mas, a melhor parte é mesmo a referência aos Muppets nos créditos finais. Bill dá indícios de que será o vilão da temporada aqui. Nota: 8.
5 – Soos E O Verdadeiro Amor: Primeiro episódio focado no Soos e, não só isso, mas ele em busca de mulher? A própria premissa já promete pra caramba, impossível dar errado. E, bem, não sei. Parece que ficou apenas no potencial mesmo e não superou a alta expectativa. De todo jeito, é um bom episódio, bem engraçado, mas não tanto quanto eu achei que seria. Nota: 8.
6 – Pequena Lojinha de Presente: Até mesmo pelo título remete ao terror clássico e ao terror antológico, inclusive pela história de interlúdio, com Stan apresentando objetos e contando a histórias sobre ele. O segmento de interlúdio é muito bom, apesar do final bizarro. O segmento do porco inteligente começa promissor, mas acaba com um final meio meh (sério Mabel? O mundo ia se tornar um lugar melhor beneficiado pela inteligência mas isso tudo é deixado de lado). O primeiro, da mão do Stan é legalzinho, mas nada extraordinário. Já o segmento do stop-motion é legal por homenagear Harryhausen e pela mistura entre stop motion e animação, sendo o melhor do episódio. Nota: 8.
7 – A Sociedade Do Olho Cego: Basicamente quer explicar o motivo de que os habitantes da cidade parecem ignorar que o local é repleto de eventos sobrenaturais. Mas, com isso acaba gerando outras coisas sem explicação. Por qual motivo não apagaram a memória de Stan? Da Wendy? Do Soos? Dos gêmeos? Bem, dos gêmeos acho que não precisa, quem acredita em crianças? Acho que o mesmo vale para o Soos. Aliás, botaram só os habitantes broxa na sociedade, sei lá, não acho que esse povo teria essa capacidade toda para manter a sociedade secreta. Mas, apesar dos pesares, a conclusão do episódio com o McGucket é CINEMA. Nota: 9.
8 – O Jogo De Blendin: Falei que não sou particularmente fã do episódio de viagem no tempo e ele volta. Mas, querendo ou não, por mais exagerado (e acho que fica fora do tom do resto da série) que seja é divertido ver a visão bizarra do futuro na série. Ou Gravity Falls no passado. E só. Nota: 8.
9 – O Anjo Do Amor: Episódio que eu simplesmente não lembrei de nada, mas é até um episódio muito bom. As piadas com Woodstock e o cupido roqueiro, além de dar um destino para o Robbie, que tinha sido jogado de lado. Mas a melhor parte é mesmo os pais do Robbie. Nota: 8.
10 – O Mistério Do Solar Northwest: Muito bom o humor aqui, envolvendo piadas com a alta sociedade. A trama em uma grande mansão assombrada dá um tom de humor, temos desenvolvimento da Pacífica, parece que o episódio é até maior do que ele realmente é de tanta coisa acontecendo. Nota: 9.
11 – Nem Tudo É O Que Parece: Depois de um longo tempo enrolando (mas, com bons episódios) e deixando o Stan meio de lado, finalmente, no meio da temporada, temos o episódio que foca nele. E, numa boa ideia, foca sem explicar nada, deixando isso para o próximo episódio. O tom de mistério é ótimo e acaba deslocando para último plano o humor da série (que é um humor muito bom). Tem absurdos 9,8 no IMDB. É um ótimo episódio, está no top 10 da série, mas não é para tanto. O episódio 2 dessa temporada continua sendo melhor na minha opinião. Ou, talvez, o plot twist final não tenha tido o mesmo impacto agora que eu já o sabia. Mas, sei lá, gêmeos como reviravolta é meio... não tão impressionante. Nota: 9.
12 – Um Conto De Dois Stans: Um episódio inteiramente em flashback pode ser algo perigoso. Se não for realmente bom, é bem mais fácil do público reclamar. Entretanto, este daqui é até bom, embora eu não ache que tenha sido tão necessário durar um episódio inteiro para explicar a existência do irmão gêmeo do Stan. Mas, a trama trás emoção suficiente para eu relevar isso. Nota: 9.
13 – Masmorras, Masmorras E Mais Masmorras: Após dois episódios bombásticos, a série retoma a trama de mistérios episódicos, o que vai acontecer para ir desenvolvendo aos poucos a trama agora com um novo Stan, embora, em alguns momentos, parece até que as coisas nem mudaram muito. As piadas com RPG’s são divertidas. E a piada com a reviravolta do irmão gêmeo no patotive é boa também, sinal de que a reviravolta dos gêmeos que pontuei no comentário do episódio 11 é batida e foi boa por ser bem construída. Nota: 7.
14 – Stan Para Prefeito: Não sei, acho que Stan saberia mentir melhor, afinal, o trabalho dele é exatamente mentir na cabana, oras. É um falha grande para a trama principal do episódio, mas ele é bom mesmo assim pelo humor político e por lembrarem que o Gideão existe. Nota: 7.
15 – Mabel E O Último Unicórnio: As piadas com unicórnios são boas e é bom ver a Mabel se aventurando nos mistérios, algo normalmente focado no Dipper. Já a trama do Dipper com o Ford desenvolve um pouco mais esse personagem que estava meio de lado, mas achei que foi meio apressada. Nota: 7.
16 – Atrações De Estrada: É, realmente o Soos está desvalorizado nessa temporada, ele que era um dos melhores alívios cômicos dos desenhos modernos. A piada aqui é exatamente esquecerem ele. Mas, a trama do Dipper bancando o pegador sob os ensinamentos do Stan é boa. A sequência final, com a cena da aranha que é até assustadora também ajuda a melhorar o episódio. Sério, aconteceu coisa demais, esse episódio parece que teve uns 40 minutos de duração. Nota: 8.
17 – Dipper E Mabel Vs. O Futuro: É um dos com melhor nota no IMDB, mas acho exagerado. A ação com Dipper é boa, mas não extraordinária, tivemos outras no mesmo nível ou melhores durante a série. Trama da Mabel poderia ser boa, mas esse episódio parece forçado. De repente tudo dá errado para Mabel. De repente Bill consegue finalmente ludibriar eles. De repente tudo dá errado, sem uma construção inteligente de Bill por trás, apenas puro acaso da Mabel ter pegado a mochila errada. Nota: 8.
18 – Estranhagedon Parte 1: Certo, não sei se toda essa megalomania é o melhor para finalizar a temporada. Mas, já que é assim, nos resta apreciar. Mundo pós-apocalíptico ficou legal, principalmente pelas brincadeiras com alguns elementos do gênero, como os carros turbinados, as barricadas, os shoppings como locais seguros, a personagem quebrada e fodona. Enfim, o Soos devia ter mais tempo de tela nessa série, a aparição dele é ótima. Só não gosto muito da forma como fizeram Gideão mudar de lado. Mas, por outro lado, a cena do pai da Pacífica beira o gore, cena bizarra, não sei como a Disney deixou passar. Nota: 9.
19 – Estranhagedon 2: Fuga Da Realidade: Tá, acho que esse talvez seja melhor do que o anterior. O mundo ideal da Mabel é hilário em seu exagero. A estrutura de tribunal talvez tenha sido uma saída fácil, mas gostei do mesmo jeito. E, bem, tenho uma teoria de que eles não saíram daquela bolha, mas explanei no meu comentário. Atentem-se para o fato de que o Bill falou que era a armadilha mais perigosa dele. Nota: 9.
20 – Estranhagedon 3: Recuperando Gravity Falls: Acho melhor que o último episódio e um dos melhores da temporada. A batalha dos robôs, o exagero, a trilha, o diagram com os síbolos exatos dos personagens que é conveniente (sem ser ruim) e misterioso. Acho que só o surto do Stan parece um pouco exagerado, considerando o contexto de que estavam no fim do mundo, mas é até justificável. Nota: 9.
21 – Estranhagedon 4: Em Algum Lugar Da Floresta: Tem absurdos 9.9 no IMDB. Certo, é um ótimo episódio, não sei se entra no meu top 5, mas não acho melhor que o anterior. Entendo que é um desenho infantil da Disney mas tudo termina perfeitinho por demais. Poderia ter deixado algumas coisas mais em aberto, mais cinzentas. Deixar em aberto a recuperação da memória do Stan ou deixar em construção a conciliação entre Stan e Ford. O que leva a minha teoria que expus acima. Outra coisa que me deixou meio encucado foi o Stan se sacrificando no final. Pensem, ele não estava disposto a entrar no bendito círculo para resolver tudo, sempre foi egoísta, mas, no fim, se sacrifica pelos sobrinhos-netos. Ou, talvez, ele só queria a honra de ser o herói da confusão que seu irmão criou, mesmo que no fim nem fosse se lembrar disso. Bem, o final deixa uma sensação boa e contraditória, de que concluímos uma ótima e engraçada aventura, ao mesmo tempo que essa sensação de conclusão deixa um gosto de quero mais. Gosto que, acho, jamais será saciado. Nota: 9.
Nota da Temporada: 9.1
Nota da Série: 9.2.
Stranger Things (3ª Temporada)
4.2 1,3KGosto mais dessa temporada do que da segunda, embora o tom dela seja bem destoante do da temporada anterior. Aliás, achava essa a melhor entre as três primeiras na época que saiu. A primeira era um pastiche sem quase nenhum elemento novo e pouco inspirado de alguns filmes oitentistas que fazia seu sucesso no carisma dos atores e na nova geração que, não conhecendo as obras antigas que foram copiadas, acabavam gostando.
Essa primeira temporada tinha como um dos poucos diferenciais o clima mais sombrio que não era tão comum aos filmes oitentistas, dando um tom mais atual, mas, de todo modo, sabia dosar esse tom mais sério, principalmente por termos como protagonistas um grupo de jovens pré-adolescentes, dando um pouco de leveza (bem levemente, claro) para a temporada.
Aí temos a segunda, que é pesada e sombria em demasia se compararmos com a primeira, extrapolando o tom até demais. Soturna demais, pesada demais, séria demais, não costumo gostar muito dela, é totalmente cinza. Tem um pouco de leveza apenas na inaugurada parceira Steve e Dustin e só.
E, algo que só percebi agora, assistindo as temporadas próximas uma das outras. O tom dessa terceira temporada é totalmente oposto ao dá segunda. A terceira temporada é totalmente bobona e, no geral, o humor dela, que aparece a todo momento, não funciona tão bem, não é tão inspirado. Isso enfraqueceu para mim um pouco a impressão que eu tinha dessa temporada. Pelo menos essa daqui teve o único personagem novo que é minimamente interessante, que é a Robin. Já sobre o novo casal, Hopper e Joyce, não tenho uma opinião formada. Mas qualquer coisa é melhor que Jonathan e Nancy. Aliás, faltou uma conclusão para a Nancy repórter, foi tão injustiçada no estágio dela e nãot eve sua justiça para com aqueles repórteres chatos.
Ela também é mais trash.
Um monstrengo formado de partes humanas, óbvio que seria. Romance entre Billy e mãe do Mike. Russos em Hawkings. Suzie cantando Neverending do nada. Alexey numa representação bizarra de um cientista russo. Essa temporada não se leva a sério e a segunda se levava a sério demais. Um exemplo é a Joyce, muito de boa, devia ser bem mais preocupada com os filhos dela, ela tinha mostrado tendências de se tornar superprotetora. Temos uma cena dela ligando para o Will e só.
Outra coisa que eu não aguento é galgarem Billy a herói, por uma única ação dele no fim da temporada. O cara era insuportável, um vilão, como pode o público ter passado a gostar dele agora? Não dá para defender. Inclusive a própria Max fica toda emotiva, como se fosse alguém que ela tivesse algum carinho, sendo que sempre demonstrou não gostar dele. Bem, uma opinião episódio por episódio.
Capítulo 1: Está Me Ouvindo, Suzie? – Assim como na segunda temporada, temos um começo meio morno. Quero dizer, a parte mais interessante é o romance improvável entre a mãe do Mike e o Billy. Mas, tá, consigo aceitar começos mornos, desde que não se delonguem muito. O clima de verão é legal também, contrasta com o ar sombrio e enevoado da segunda temporada. Nota: 7.
Capítulo 2: O Caso Dos Ratos – Ai, ai. Max já não é uma personagem tão boa, ainda fica enchendo a cabeça da Onze de besteiras. Dustin abandona mesmo o grupo pois o personagem teve mesmo química com o Steve. Para termos um pouco de investigação e remeter à temporada anterior, temos Nancy de repórter. O tom dessa temporada está completamente diferente do resto da série, sendo muito mais colorida e com humor. Hopper era um personagem mais legalzinho na primeira temporada, desde a segunda ele tem sido um personagem meio chato. Aliás, Billy realmente gostava da mãe do Mike, ele sabia que ela acabaria sendo uma vítima e mandou ele embora. Nota: 7.
Capítulo 3: A Salva-Vidas Desparecida – A trama começa realmente a andar. Temos um pouco mais da interação e amadurecimento entre o quarteto (bom, trio nesse momento) de protagonistas, com Will tentando manter as coisas como eram quando crianças, mas que vai sendo abandonada pelos sentimentos da adolescência, como o namoro. Aliás, eles deixaram Dustin de lado mesmo. Velho, interação zero entre o trio e Dustin. Não é possível que eles não podem se comunicar, ligar um para o outro para dar notícia. O cara fica 24 horas no shopping, por acaso? Nada justifica essa interação nula entre eles. Temos a polêmica cena em que Mike fala que Will não gosta de mulheres. Bem, não sei o que significa isso. Mike sabe algo sobre a sexualidade do Will? Será que ele é assexuado? Ele tem todo um jeito assexual. Ou foi algo simples e ele só quis dizer que o Will ainda não gostava de mulheres? Nota: 8.
Capítulo 4: A Prova Da Sauna – Bem, temos aqui a melhor cena da temporada por enquanto. O grupo quase todo reunido (menos o Dustin, ai ai), e a cena é tensa. Acho meio besta eles terem ficado parados ao invés de saírem correndo mas ok. Temos também a cena do Hopper maluco socando o prefeito, cara não tem medo de perder o emprego kkkkkk. Nota: 8.
Capítulo 5: Os Devorados – Tá, consigo aceitar um bando de crianças e adolescentes invadirem uma instalação super-secreta russa sem ninguém notar. Nada mais oitentista que isso e não me incomoda, acho condizente que a série coloque suspensões desse tipo, condizente com as produções da época em que homenageia. O que me incomoda é que se fosse um filme de terror fazendo a mesma coisa iam chamar de furo de roteiro e dar nota zero. Vai entender. Temos aqui o personagem russo que é claramente inspirado no Terminator, com um resultado até bom. O corte final do episódio é mais um desses feito no momento errado e que me dá nos nervos. O início do episódio também, aliás. Eles NÃO CONTEXTUALIZAM nada, desde a segunda temporada. O que Hopper e Joyce estavam fazendo entrando na casa? Se você não vê maratonando você se perde. Aliás, se ver maratonando acho que dá para se perder. Vi os episódio com dois dias de diferença e tive que me esforçar para lembrar. Nota: 8.
Capítulo 6: E Pluribus Unum – Não consigo gostar nem um pouco do personagem Alexey ou das cenas com ele. E o Muray no meio não ajuda a melhorar. Pelo menos a trama na instalação russa está legalzinha. A trama do grupo principal vai bem morosa também, um episódio inteiro com a Onze na cabeça do Billy. Nota: 7.
Capítulo 7: A Mordida – Uma das melhores cenas da série é a cena da Robin e do Steve no banheiro. Soube tratar a sexualidade dela, soube dar um destino fora do óbvio para os dois ao invés de só coloca-los como um casal. Diálogo de desenvolvimento e com ideias que fogem do padrão, nem parece Stranger Things. A cena de ação inicial do episódio na cabana é boa, mas não é excepcional. Acho que a ação na feira com o Hopper e o Terminator é melhor, até. Alexey morreu, ainda bem. Péssimo personagem. Gosto da parte da nova Coca-Cola também, nunca tinha ouvido falar. E a Onze com o bicho na perna é algo bom e tenso na medida certa. Nota: 9.
Capítulo 9: A Batalha De Starcourt – Esse episódio é basicamente só ação. No contexto da temporada, como conclusão grandiosa pela ação, é ótimo, mas visto isoladamente é só bom mesmo. Sinceramente, a cena do Neverending Story é bem duvidosa. É como se o roteirista tivesse uma ideia que ele considera muito boa e divertida, e que é potencializada nessa diversão pelo contexto em que é colocada (no meio de um episódio repleto de tensão e ação) e mesmo que essa cena seja prejudicial para o episódio se analizarmos o todo, ele insistisse em mante-la porque é divertida. Enfim, a cena em si é até legal, mas corta o clima do espisódio e sua existência acaba sendo “responsável” pela “morte” do Hopper e do Billy. Embora o Billy meio que já estava morto mesmo, não tinha muita saída. De todo modo, eu defendia na época que não fazia diferença e com ou sem essa cena os fatos não teriam mudado, já que o roteiro precisava que Hopper e Billy morressem. De todo modo, a ação é muito boa, embora não excepcional. Nota: 8.
Nota da temporada: 7.5.
Buffy: A Caça Vampiros (4ª Temporada)
4.1 109 Assista AgoraJá comentei aqui quando assisti a temporada pela segunda vez, mas comecei a comentar no Filmow quando estava no meio da temporada e não fiz meu comentário episódio por episódio. Assim, vou repostar o comentário. Tenho alguns acréscimos ao meu comentário abaixo. Primeiro, embora eu normalmente coloque essa temporada como abaixo do padrão ótimo da série, ele é até boa. A primeira metade quase mantêm a mesma qualidade das temporadas anteriores, mas dá uma enfraquecida grande na segunda metade. Adam é até um bom vilão, mas deixam ele muito de lado no trecho final da temporada e acho que isso acaba sendo um problema. De personagens novos temos Tara e Riley, dois bons acréscimos, embora Tara ainda vai demorar um pouco para mostrar a que veio. Acaba que sinto falta do Angel, nos episódios que ele aparece dá mesmo a sensação de que ele faz falta.
E, como comentei abaixo, acho que a verdadeira vilã da temporada é a Walsh, e não o Adam.
01/57 – A Caloura – Um episódio até bem pensado e que possuía grande responsabilidade. Digo isso pois agora a escola, lugar comum e principal cenário da série, não vai mais aparecer. E, geralmente, essas mudanças causam estranheza e repulsa mas, numa decisão inteligente, a série coloca esse mesmo sentimento de deslocamento na Buffy. Mas, por mais que seja algo esperto de se fazer, uma forma de que o público passe a aceitar melhor essa mudança, por outro lado, fica estranho que a Buffy se sinta deslocada. Sei lá, não é muito da personalidade dela. Basta ver que quando ela entra na escola de Sunnydale, ela não teve essa mesma sensação. Seria de se esperar esse comportamento da Willow, mas seria meio clichê. Outra coisa, esse episódio mostra de forma GRITANTE a importância de Xander para a turma. Quando ele finalmente aparece dá um frescor, uma sensação de alívio, de que as coisas agora ficarão mais leves. Por fim, até gosto da vampira vilã. Deram uma sensação de que talvez ela fosse ter alguma importância, mas morre facilmente (personagens morrem fácil nessa série, algo que sempre digo). Nota: 8.
02/58 – Condições De Vida – Outro personagem que pareceu que teria alguma importância, mas foi rapidamente descartada, que é a colega de quarto de Buffy. Esse episódio é meio esquisito, a solução final é duvidosa (apenas uma adolescente rebelde que, com a opção de ser um ser demoníaco, resolve ser HUMANA na faculdade, é sério isso?). A direção é meio cafona, um pouco exagerada, mas, ok. Nota: 8 quase 7.
03/59 – A Cruel Luz Do Dia – A aguardada volta de Spike e a não tão aguardada volta da Harmony. É engraçado pois quando ela apareceu nesse episódio, da primeira vez que vi a série, não tinha ideia de quem era. Quando você revê nota que ela até aparecia muito. Inclusive, toma uma mordida no final do episódio da terceira temporada, já indicando que ela seria transformada. Já Spike continua sendo o maior brocha de todos os tempos. O cara conseguiu um anel que deixava ele INVENCÍVEL e mesmo assim foi surrado. Por fim, temos Parker, o personagem mais FILHO D* **** de todos os tempos. Nota: 8.
04/60 – O Próprio Medo – E o mala do Parker continua aparecendo. Bom, pelo menos temos uma pausa nessa trama para focar num episódio de Halloween. E um episódio bom, apesar de não ser aquele acréscimo para a trama da temporada, nem todo episódio o tem que ser. Tem uma vibe de terror, com a mansão empoeirada e cheia de teias. Acho que é um dos episódios da série que mais se aproxima à forma clássica do gênero terror, e o faz muito bem. Giles na motosserra é ótimo. O medo de coelhos da Anya inicia-se aqui. A conclusão é engraçada também, no momento em que a Buffy destrói o símbolo. Nota: 9.
05/61 – Cerveja Má – Simplesmente o episódio de Buffy com a pior nota no IMDB. Sinceramente, acho que tem episódios piores (alguns iniciais da segunda e terceira temporada) e não consigo entender muito bem o motivo para essa nota baixa. Certo, os homens das cavernas são meio ridículos no modo deles de falar mas, não tinha como não ser. O cara que fez tudo não tomou nenhuma punição. Mas, Xander de Barman foi interessante. Parker e Willow tiveram cenas boas. Enfim, por mais que não seja um primor de episódio, não tem nada que justifique o ódio sobre ele. Pelo menos eu não percebi. Não sei se aqui conclui a saga do Parker, mas ele merecia ser mais surrado. Acho que acaba aqui mesmo, desse jeito besta. Mas, pelo menos ele vai parar de aparecer. Nota: 7.
06/62 – Corações Selvagens – Não sei a razão para o Oz não mais aparecer na série mas arrumaram uma forma dele sair um pouco semelhante à do Angel. Entretanto, apesar disso, é suficientemente bem executada e conseguem colocar carga dramática o suficiente. Gostava do Oz e acho que lamento mais a saída dele do que do Angel, embora, realmente acho que o personagem não tinha muito mais a acrescentar além do humor monossilábico. Nota: 9.
07/63 – A Iniciativa – A temporada começa a andar mais com sua trama principal e Riley finalmente vira um personagem. Temos a cena do SOCO NO PARKER, um dos momentos mais satisfatórios da série. O humor desse episódio é bem legal, incluindo a Willow cúmplice. Aliás, é impressão minha ou é sempre no episódio 7 que a trama das temporadas de Buffy dão sua guinada? - Nota: 9.
08/64 – Agonia – Episódio de Buffy que decide realmente discutir um tema de forma explícita. Aparentemente, a questão dos nativos americanos devia estar em pauta na época e o episódio não a soluciona muito (e nem deveria, está fora da alçada) embora acho que pende para o lado do Giles. Angel fica só de morcegão aqui mesmo, nem serviu para muita coisa. Provavelmente colocaram ele aqui para chamar atenção para a série solo. No fim, o grande momento é mesmo o take final maravilhoso. Nota: 8.
09/65 – Uma Ligeira Tristeza – Willow sem defesa nesse episódio, já dá indícios de que o emocional dela resultaria na Dark Willow. É um episódio muito bom, mais pelo humor muito bem pensado do que por qualquer outro motivo. Buffy e Spike casando e o pobre do Riley todo confuso com isso é ótimo. Fillers eram normais nessa época e normalmente eram bons. Nota: 9.
10/66 – Silêncio – Eu, sinceramente, não entendo o motivo deste episódio ser tão badalado (é o segundo com a melhor nota no IMDB, com 9.7, se não me engano). Sim, está no top 10 da série, mas segundo melhor? A ideia de ficarem mudos é muito boa e gera muitas boas piadas (a Buffy simulando estaca, Xander telefonando para ela), além de gerar situações diferenciadas em que acompanhamos um episódio todo mudo. E, bom, acho que deveria ter sido mais mudo, abusam da trilha demais, mas, ok. É importante também por ser o episódio em que Buffy e Riley descobrem um sobre o outro. Os tais dos Gentlemen são interessantes e talvez as criaturas mais assustadoras da série, e funcionam bem. Mas, o grito da Buffy como princesa para solução não me agrada. Bem, princesa, decerto, era uma metáfora, mas, ok. Mas, no fim, acho que nem os realizadores acharam que o episódio seria tão badalado assim. Uma curiosidade: vi um encontro do elenco e comentaram que acharam que seria fácil de gravar, afinal, não havia falas para decorar. Só que, na prática, foi o contrário, por ser fora do padrão foi difícil de gravar o episódio. É a estréia da Tara e não lembrava. Não nego, deu um quentinho no coração vê-la do nada. Mas, no fim, o corte final do episódio em que Buffy e Riley ficam em silêncio é muito bem pensado e acaba merecendo um 9.5. Nota: 10.
11/67 – Predestinados – Episódio meio esquecível, mesmo mostrando de novo a escola. É um dos poucos episódios da série (acho que o único) que continua exatamente de onde o anterior parou sem ser uma continuação um do outro. E, isso foi feito para gerar a cena de Buffy e Riley em silêncio no episódio anterior. A melhor parte mesmo é o Spike em depressão, a ponto de tentar colocar uma estaca em si mesmo. E, bom, é justo, afinal, ele tomou uma invertida do XANDER. Deprimente mesmo. Nota: 8.
12/68 – Um Novo Homem – Acho esse o mais fraco da temporada até aqui. Ethan prometia tudo e entregou nada. Zoou o Giles por qual motivo? Só pelo caos. Aí ele fica lá plantado, só esperando ser pego. É tão falho isso que até o roteiro percebe e dá uma desculpa esfarrapada, que ele fica lá só para ver os resultados de suas travessuras. Mas, gosto de como a série costuma focar em personagens em cada episódio, construindo em maior escala algo que já vinha sendo comentado ao longo da temporada. E o faz com o sobrenatural. Quero dizer, Giles já estava meio por fora ao longo da temporada, desempregado e tal. Aí nesse episódio escancaram isso e desenvolvem como? Colocando ele como demônio que não consegue ser entendido pelos humanos. Mas, a conclusão final também é duvidosa. Buffy fala que reconheceu o olhar dele. Ai ai, me lembrou uma cena de Hokuto No Ken que o Kenshiro não mata o cara pois viu que ele é boa pessoa pois tem olhos tristes kkkkkkkkk. Bom, digo que é duvidosa pois talvez, por mais que seja forçada, é melhor que um Deus Ex Machina clichê como, sei lá, Spike aparecendo lá na hora H e falando que era o Giles. Mas, de todo modo, episódio fraco mesmo assim. Pelo menos é o primeiro que realmente indica que tem algo de errado com a Iniciativa, citando o quarto 314. Nota: 7.
13/69 – Meu Papel Na Equipe – Gente, não lembrava que todo acontecia tão rápido assim nessa temporada. Em um episódio só a Buffy entra na Iniciativa, sai, já é revelado o que tem no quarto 314, revelando o vilão da temporada, Adam, e a Walsh morre. Tudo vapt-vupt, na minha memória isso acontecia ao longo dos episódios pós-Hush (o episódio 10). Enfim, pelo menos o Riley já ficou sabendo direto que a Walsh não prestava, evitando a ladainha da Buffy tentando convencê-lo. A Buffy tentando se enturmar na inciativa gera bons momentos, afinal, ela não é nada “militar”. Nota: 9.
14/70 – Adeus, Iowa – Basicamente uma continuação do episódio anterior. Adam finalmente é estabelecido como vilão da temporada, sendo explicada sua natureza. Não sei se perdi algo, mas não entendi o motivo do Riley parecer ser o único que foi realmente afetado pela abstinência. Nota: 8.
15/71 – A Garota Deste Ano – Do nada Faith retorna, inclusive com participação do Prefeito. Lembrava que esse episódio era um só, fiquei um tempão esperando a troca de corpo acontecer. Agora, no final da terceira temporada dá a entender que a Faith estava arrependida, tanto que veio dela a dica para derrotar o Prefeito, mas tudo bem. Aliás, do nada citam a vinda da Dawn. Não tinha ideia que ela já era planejada. Nota: 8.
16/72 – Quem É Você? - Episódio continuação do anterior. É legal, mas nada extraordinário. Busca desenvolver a Faith, colocando ela no lugar da Buffy e sentindo o que é ser uma boa pessoa. Meio meh, mas funciona e era o que mais tinha sentido mesmo a ser feito com a personagem. Só me faz pensar se o Prefeito não tinha pensado nisso, talvez tentando dar redenção para ela. Devo estar viajando, mas, quem sabe? Nota: 8.
17/73 – Superastro – Jonathan volta em um episódio que começa meio sem graça (óbvio que foi alguma magia para alterar a realidade) mas que fica bem engraçado, principalmente pelas piadas envolvendo o personagem ser o melhor em tudo (pôsters e mais pôsters dele e o fato dele ter estrelado Matrix). No final dá a entender que ele tinha boas intenções e não sabia dos efeitos colaterais e dá grande desenvolvimento para um personagem praticamente figurante. O maio problema é mesmo que trava a trama do Adam. Teria mais sentido se esse episódio fosse uns 7 ou 8 episódios atrás. Nota: 9.
18/74 – Onde Acontecem As Loucuras – Nunca gostei muito desse episódio. Riley e Buffy no encaixe corporal (se é que me entendem) o tempo inteiro, liberam os espíritos do local e só. Nada de demais. É uma trama episódica em um momento que não era necessária, mas poderia eu poderia relevar se fosse boa, se tivesse uma boa trama e boas piadas, mas, nem isso. Nota: 7.
19/75 – A Ascensão Da Lua Nova – Um episódio necessário para a despedida do Oz e para finalmente tirar a Willow do armário. Ousado um casal protagonista fora da heteronormatividade para a época. Não gosto muito da forma como Oz se descontrola e perde o que ele tinha aprendido sobre o lobisomem interior, parece que era necessário virar lobisomem para ter a trama, mas, ok. Nota: 8.
20/76 – O Fator Yoko – Ótimo episódio. Embora essa segunda parte da temporada tenha dada uma caída na minha opinião, aqui temos Spike finalmente dando mostras de jus ao seu nome, alugando um apartamento na cabeça dos personagens. Temos ainda boas referências aos Beatles (Helter Skelter) o que é sempre bom. E temos também a antológica cena de Giles tocando Freebird aleatoriamente no violão. Nota: 9.
21/77 – Primitivo – O episódio que meio que encerra a temporada. Se o primeiro é baseado na divisão, aqui temos a união como forma de derrotar o vilão. O que é meio mensagem da temporada, talvez. A Iniciativa é baseada em comando e hierarquia, enquanto os Scoobies são baseados em confiança e união. Bem, achei que poderiam ter tentado valorizar mais a função de Xander como o “coração”. Giles era quem falaria a língua (cérebro), Willow é a que tinha a magia (espírito), Xander poderia ser quem manteria as personalidades unidas como o coração. Uma fala simples como essa e faria mais sentido a função dele. Temos também a cena ABSURDA de forçada do Riley, mesmo sendo controlado pelo chip, conseguindo CORTAR o próprio peito e tirar COM A MÃO o chip que estava perto do coração dele. E, dito isso, acho que a Walsh meio que é a vilã da temporada, e não o Adam. Mesmo tendo matado ela, ele ainda faz exatamente o que ela tinha programado, é apenas extensão dela. Forrest um saco, mesmo meio demônio continua obcecado no Riley de uma forma claramente enrustida por ciúmes em relação à Buffy. Por fim, as consequências em relação ao fato Yoko do episódio anterior é meio estranha. Quero dizer, eles percebem que era tudo intriga do Spike, mas ele tinha cutucado em pontos importantes dos personagens, mesmo que tenha inventado informações e exagerado algumas coisas, tocou receios dos personagens, receios que não são simplesmente resolvidos ao se perceber que era tudo trama do Spike. Nota: 9.
22/78 – Inquietação – Dirigido por David Lynch, só pode. Na primeira vez que assisti Buffy não gostei muito desse episódio, me incomodou, afinal, a temporada meio que já tinha acabado. Mas, quando revi gostei mais e continuo gostando, ainda mais agora que já assiti Twin Peaks (e Apocalypse Now) e percebi o quanto influenciou no episódio, inclusive possuindo um tom muito semelhante ao seriado de Lynch. Além disso, os simbolismos interessantes (e praticamente indesvendáveis) são bem lynchianos também. Willow se sente como uma pessoa que está fingindo, por isso o teatro? Ela acha que está interpretando algum papel? Ou não temos simbolismo nenhum? Enfim, acho que ficar esmiuçando isso seria um exercício meio inútil. Mas, o cara do queijo acho que realmente significa algo. Bem, achava, até que fui pesquisar e vi que o Joss Whedon falou que ele foi colocado simplesmente para termos algo que não significa nada. É, pois é. Mas, ainda acho que tem algo. Buffy era a mão, Willow o espírito, Giles a mente e Xander o coração. O cara coloca o queijo na cabeça no sonho do Giles, está com o queijo na mão no sonho da Buffy, coloca o queijo na altura do coração no sonho do Xander. Só no sonho da Willow que parece não encaixar, o queijo está na mesa. Mas, acho estranho Joss dizer que não significa nada, pois faz sentido significar. Será que foi algo subconsciente? Enfim, é um bom episódio de toda forma. Nota: 9.
Nota da temporada: 9.1.
Stranger Things (2ª Temporada)
4.3 1,7KNão gostei muito da primeira temporada quando vi dá primeira vez. Revendo agora gostei um pouco mais. O problema para mim é que a primeira temporada é simplesmente uma reunião de diversos roteiros oitentistas com apenas 1 por cento de ideias próprias. Nada contra, criação é basicamente refazer sob outra ótica, mas a primeira temporada de Stranger Things é uma cópia tão exagerada que quase não sobra nada original. E, quando fui ver a segunda temporada já fui sem expectativas, já que agora os roteiristas, provavelmente, iriam tentar ser mais originais. E, vendo eles sendo mais originais, vemos como são fracos como escritores. Personagens pouco construídos (funcionam apenas pelo carisma dos atores), situações forçadas e, sinceramente, pouquíssima coisa realmente interessante acontecendo. Além de um fan service que me dá nos nervos. E, por fim, o relacionamento Nancy e Jonathan, que acho que não tem nada a ver.
A fotografia do primeiro, que era muito boa, dá lugar a uma fotografia bem fraquinha, abusando de cenas escuras. Os personagens novos pouco acrescentam. A Max tinha muito mais potencial, mas não entrega quase nada. Bob é um personagem “nice guy” e só. Murray é insuportável (usando da tragédia alheia para ganhar dinheiro). Mike simplesmente deixou de ser o protagonista. Temos um Hopper que acho que não casa com a personalidade da primeira temporada, mas condiz com um lado superprotetor de alguém que já perdeu uma filha. Enfim, ele era mais legal mas agora é chato (e isso mantêm na terceira temporada). Temos também a oito e seu grupo, que são até bons personagens (melhores do que os outros personagens novos), mas que também não vão servir de nada, já que o público não gostou e provavelmente nunca mais vão aparecer.
As cenas de ação são do nível da primeira temporada no geral, mas a cena do ataque nos trailers é a melhor de ação na série até agora. Mas, no fim, a temporada é desinteressante e estendida de forma desnecessária. Poucas ideias exploradas de forma pouco interessante, que poucas cenas memoráveis. No fim, a Onze foi quem teve mais desenvolvimento, pessoal e narrativo, e justo no episódio mais odiado da temporada (talvez da série). O Steve também, mesmo que seja quase que só em relação à Nancy. Aliás, o melhor personagem dá temporada, o ator entrega carisma e extrai muito bem o que se propõe ao personagem, mesmo que em alguns momentos ele pareça até outro personagem em relação à primeira temporada.
Sério, não sei o que o pessoal vê de tão bom nessa série. É bem feita, um pouco acima da média na parte técnica, tem atores bem carismáticos que salvam personagens fracos e o roteiro é básico e dá para o gasto. Ou seja, uma série média, mas que inexplicavelmente virou um fenômeno, algo até compreensível na primeira temporada, mas nessa segunda, que é bem fraca, eu simplesmente não consigo entender a adoração e a nota super alta.
Ah, e também não consigo entender como dividem os episódios. A primeira temporada ainda tentava sem episódica, mas essa segunda parece que foi escrita como um filme de 9 horas e saíram cortando tudo em episódios de forma aleatória. É estranha um seriado não ser pensado episodicamente.
Agora, uma opinião sobre cada episódio:
Capítulo 1: Mad Max – É um episódio fraquinho, mas, como primeiro episódio de temporada realmente não podemos exigir muito. Max ainda aparece pouco, ainda não se entrega muito sobre o que será a temporada. Introduz, além da Max, mais dois novos personagens, e acaba tendo que focar também nessa introdução, meio que até deixando o Mike meio de lado. Nota: 7.
Capítulo 2: Gostosura ou Travessura, Aberração – Ainda é um episódio meio fraquinho. O Mindflayer é visualmente interessante, mas só. As referências nessa segunda temporada estão muito mais presentes que na primeira (Ghostbusters), inclusive na trilha. Aliás, eu não tinha a menor ideia de que já tinha VHS-C nessa época, para mim era coisa dos anos 1990. Esse plot de Steve e Nancy é meio meh, também. Nota: 7.
Capítulo 3: O Girino – Dart aparece pela primeira vez, Max começa a interagir mais com o grupo e a trama da Onze desenvolve mais um pouco. É, por enquanto o melhor episódio da temporada, quase tão bom quanto o início da primeira temporada, e muito bem dirigido. Inclusive, pela boa conclusão, embora corte de forma abrupta no fim. Nota: 8 ou 9.
Capítulo 4: Will, O Sábio – Tá, poderia ter sido facilmente o melhor episódio dessa temporada (bom, por enquanto é o melhor). A trama se desenvolve e tem umas reviravoltas interessantes, como o Will pós-possessão, que aparentemente sofreu mudanças mas não fica tão óbvio que ele está possuído, Nancy e Jonathan com o plano de gravar os cientistas, cena do Dart que é bem gráfica e o take final ficando de cabeça para baixo que é puro CINEMA. Maaaaaas, esse é o episódio que, até onde me lembro, é o com corte entre episódios mais bizarro que já vi na vida (a terceira, na verdade, acho que tem piores). Assistam uma série que é feito como série mesmo. Colocam-se falas para situar, não se cortam cenas entre um episódio e outro. Nancy e Jonathan tão na praça, mas por qual motivo? Não lembro. Joyce foi para a escola por qual motivo? O episódio começa com ela chegando lá. Não lembro. O episódio anterior não terminou suas cenas e elas continuam nesse sem nem situar. Bixo, como o negócio chama série se ele é feito para ser assistido em um dia? Não tem como assistir um episódio por semana sem ficar completamente perdido. Nota: 9.
Capítulo 5: Dig Dug – Tá, a temporada está dando uma melhorada, apesar do que eu reclamei do episódio anterior continuar aqui. Do nada a Onze tá num caminhão, qual sentido disso? Como eu vou lembrar que ela viu o endereço da mãe dela num papel? Qualquer série colocaria ela segurando o papel para situar o espectador. Bem, pelo menos o trecho dela com a mãe é bom. A trama do Dustin é meio meh. A parte com o Muray é boazinha. Lucas e Max é meio sem sal também. Já o segmento de Will com Mike é suficientemente interessante. Nota: 8.
Capítulo 6: O Espião – Esse episódio tem uma nota altíssima no IMDB, mas acho que ela dá uma grande caída em relação aos anteriores. Mike, nosso suposto protagonista, simplesmente não tem função. Dustin e Steve é tão badalado, mas para mim não teve nada de demais. A batalha no ferro velho é legalzinha e só (e, até onde me lembro, foi a melhor cena de ação até aqui). A parte mais interessante é ver a discussão do pessoal do governo sobre o que fazer com o Will. E, MÉEEEEEH, que preguiça daquela baboseira de Nancy e Jonathan. As falas do Muray são totalmente sem nexo, parece mais o fandom falando do que qualquer outra coisa. Puro fã service esse casal. Nota: 7.
Capítulo 7: A Irmã Perdida – Olha, da primeira vez que assisti, na época, fui contra todo mundo. Tinha achado o melhor episódio da temporada, talvez da série até ali e, sinceramente, não entendi o hate. Revendo agora, continuo não entendendo o hate, mas, sinceramente, o episódio acabou piorando um pouco para mim. É uma cópia descarada da jornada do Luke em Star Wars V, com direito até a cena de usar a força para mover um objeto muito pesado. Aí vamos tendo treinamento e a Oito/Yoda pede para matar o(s) Agentes do Governo/Vader. Aí a Onze/Luke tem uma visão dos amigos em perigo e parte. Além disso, aquele papo da Onze ter misericórdia do cara que torturou a mãe dela só por causa de ver as filhas dele lá não é algo tão inspirado assim. E, bem, a Onze já matou gente a rodo e não ficou se importando com isso. Não lembro se isso acaba tendo alguma influência no desenvolvimento dela em outros episódios, mas se tiver menos mal. Enfim, não sei por qual motivo tanto hate nesse episódio, mesmo ele dando uma pausa na trama principal da série, é decente e não representa uma quebra tão grande assim. E é um episódio que tem mais plot, desenvolvimento, etc que a maioria dos outros da série. Os fãs de Stranger Things gostam é de episódios vazios mesmo, pelo jeito. E, o pessoal odiou tanto que nunca mais citaram o pessoal desse episódio. (Diretores e roteiristas dessa série só entregam fã service mesmo). Nota: 7.
Capítulo 8: O Devorador de Mentes – Esse episódio é completamente meio a meio. A primeira metade acho horrenda, a segunda é o melhor momento da temporada. Nancy e Jonathan chegaram no laboratório como? Não sei, essa série não se importa em te fazer lembrar o que aconteceu no episódio anterior, acham que todo mundo maratona. Enfim, acho a invasão ao laboratório um horror, repleto de conveniências e furos. O vidro dos caras não resistiu a umas batidinhas. Corte de custos? Já tinham experiência com o Demogorgon, sabiam que um vidro daqueles não aguentaria. Aí TODO o laboratório morre em segundos. Vocês têm noção de quantas pessoas deviam trabalhar naquele laboratório? Sério, esses bichos teleportam? Como mataram gente na porta do local? Pessoal não tinha plano de fuga, nada? E aí sobrevivem apenas e EXATAMENTE o grupo de protagonistas. Como se não bastasse, Bob morre de um jeito estúpido. Ele para na porta do lugar. E o Hopper, que estava armado, por algum motivo resolveu ficar do lado de fora ao invés de ficar esperando do lado de dentro. Enfim, tudo errado. A única parte mais acertada nessa metade são os corpos caídos pelo laboratório, bem filme de terror. Aí, a segunda metade é boa, Will entrega boa atuação e é um dos momentos de melhor carga dramática da série, embora não tão excepcional assim. E o gancho no final é bom. Nota: 7.
Capítulo 9: O Portal – O episódio é bom, pois entrega ótima ação para o desfecho da série. Finalmente reúne todo o grupo também. Tem a conveniência do cara ter ficado vivo lá no laboratório, mas ok, aceitável se compararmos com as conveniências do episódio anterior. A cena do baile amarra o resto das tramas da temporada, com direito a Dustin com penteado de Steve. Nota: 8.
Nota da temporada: 7.2.
Stranger Things (1ª Temporada)
4.5 2,7K Assista AgoraNunca gostei muito de Stranger Things. Quando a série saiu, foi aquele furor. Eu lembro que terminei e falei “é boa, mas não é ótima. É um série legal, mas estão tratando como a melhor coisa de todos os tempos, como se fosse a segunda vinda de Jesus Cristo”. Pois, para mim, essa primeira temporada de Stranger Things é muito bem feita, mas pouco inspirada.
Lembro que também disse o roteiro parecia gerado por um computador (hoje, diria que foi feito por IA). Argumentava que praticamente tudo aqui veio de outras fontes. Essa primeira temporada é simplesmente uma mistura dos roteiros de E.T. (Onze escondida dentro de casa, quase não falando), A Incendiária (experimentos governamentais e garotinha com poderes) e Poltergeist (a criança no mundo paralelo tentando ser recuperada). Se bem me lembro ainda possui muitos elementos de um filme pós-anos 2000 que se não me engano se chama The Dark. A mãe acha que a filha está viva, todos falam que está morta e ela está em um além-mundo, se me recordo bem.
Praticamente nada é original. O elemento mais diferente que a série tem desses filmes é que ela é sombria e escura, típica dos filmes atuais. Embora esse The Dark também o seja. O mais engraçado foi que depois ficaram acusando a série Dark, da Netflix de copiar Stranger Things, sendo que ST é uma enorme cópia, sem criatividade nenhuma, dessas fontes. E, sim, nesse caso aqui não dá para falar em homenagem, pois é a base de todo o roteiro. Absolutamente tudo em ST veio de outra coisa. Acho que a única coisa mais diferente e que dá um pouco de surpresa é o corpo do Will, embora isso acabe gerando um pequeno furo do roteiro na parte final.
Bem, como eu disse, a primeira temporada tem coisas boas. O carisma do quarteto (e do elenco no geral) é excelente, e acho que grande parte do sucesso da série veio disso. As luzes de natal são uma ideia boa. A fotografia, a trilha, os efeitos, tudo muito ajeitado. O clima de terror também. Os primeiros episódios são instigantes e divertidos, entregando mistério e drama do sumiço do Will na medida certa. Os efeitos especiais e o suspense em torno do desaparecimento do Will e do que seria o Mundo Invertido e os experimentos funcionam.
Mas, tudo desanda quando a temporada tem que amarrar essas coisas. É meio frustrante os rumos pouco inspirados que as coisas tomam. Tudo fica meio óbvio. E algumas coisas não funcionam tão bem como deveriam.
Lembro que uma coisa que me incomodou foi o cara lá do restaurante no primeiro episódio. Ele parecia que ia ser um dos personagens importantes e morre rápido. Crueldade e um assassinato praticamente sem motivo, demonstrando a brutalidade dos vilões... que nunca mais dará as caras nessa temporada. Depois disso, eles não agem assim com mais ninguém.
O sangue atrair o Demogorgon para nossa dimensão é algo que fica meio forçado. Aceitável, sim, mas não deixa de ser um problema. Imagina um hospital, o Demogorgon não deveria sair de lá. Então, deveriam ter acontecido dezenas de incidentes se ele consegue ter acesso ao nosso mundo com extrema facilidade. Mas, isso poderia ser explicado se apenas uma pequena zona, próxima à casa do Will, estivesse sendo afetada. Aí a Barb, por exemplo, entra nisso, pois a casa do Steve é perto.
E, então, temos a cena da escola, que, até onde sei, fica bem longe desse ponto, mas, mesmo assim, atraí o Demogorgon quase que imediatamente. Mas, não é um problema tão grave, mas, somando com todos os outros problemas da segunda metade...
Lembro que muita gente achava o Lucas chato, eu inclusive. E, embora em alguns momentos aqui ele quase beire o insuportável, no geral ele tem certa razão, exceto no episódio que a Onze joga ele longe. Mas, era crise de ciúme e no episódio seguinte ele já reconhece isso e pede desculpa.
Outro surto coletivo foi que lembro que um monte de gente reclamou que a Nancy não terminou com o Jonathan e sim com o Steve. Bem, o Steve a temporada inteira dava o ar de que parecia não prestar mais por influência dos amigos babacas dele do que por qualquer outro motivo e teve o seu desenvolvimento nesse sentido. Jonathan e Nancy não possuem tanto desenvolvimento amoroso nessa temporada, apenas leve sugestão. Fora que seria clichê ela terminar com Jonathan. Achei uma decisão bem acertada e, não costumo ser incisivo assim, mas quem reclamou tá errado e ponto.
Outro surto, esse mais meu mesmo, é de que o Hopper era um personagem irritante. Na verdade, pelo menos nessa temporada, ele é um personagem decente e a única decisão duvidosa mesmo dele foi entregar a Onze, mas, como disse, duvidosa. Ele não tinha muita saída naquele momento.
Aliás, outro surto foi reclamarem do nome da Onze na dublagem, falando que não se traduz nome. Estrupícios, o nome dela não é Onze. Eles chamas ela assim pelo número 11 que ela tem tatuada. É Onze em português, não tem sentido chamar de Eleven. Vocês falam “spiderman”, por acaso? É diferente, por exemplo, se começassem a chamar o Tony Stark de Tony Rígido. No caso Stark é um nome. Eleven não. Mas, enfim, apenas relembrando alguns surtos coletivos da época.
Pois ST é uma série que fez muito sucesso, ainda mais que o público infanto-juvenil que não tinha tido contato com essas histórias oitentistas. Para o público que cresceu assistindo os filmes dos anos 1980, a série não fez tanto sucesso assim, pois para eles soa, não como novidade, mas como repetição. Nem os nomes tem muita inspiração... Mike, Steve, (E.T.), Nancy...
E, não me levem a mal, a série é boa, mas o exagero em torno dela me fez pegar certo ranço. Apesar da nota que vou dar, não consigo gostar da série. E ver essa nota 4.5 ultraexagerada aqui do Filmow não ajuda.
Capítulo 1: O Desaparecimento de Will Byers – O primeiro episódio entrega um tom que vai permear a temporada. Mais sombrio, mais puxado para o terror. Não tem aquela vibe oitentista exagerada de outras produções que homenageiam a época. Na verdade, foge um pouco da própria vibe dos filmes dos anos oitenta. Como disse, muito escuro, sem cor. Mas, é um cinematografia que funciona nessa proposta da temporada. Achei que Benny ia ser importante, durar mais, mas, numa boa quebra de expectativa (pelo menos por hora), dura um episódio só. Nota: 8.
Capítulo 2: A Estranha na Rua Maple – Caramba, acontece coisa demais nesse episódio, o que mais acontecia no resto da temporada? kkkkk. Normalmente esses segundos episódios da Netflix são mortos de parados. Aqui Lucas ainda não está tão chato quanto eu lembrava, ele até tem certa razão. Hopper também, está um personagem bem mais decente do que eu lembrava. Nancy está de longe a mais insuportável. E, Barb com certeza tem sentimentos mais do que fraternais para com ela. Nota: 9.
Capítulo 3: Caramba – Esse episódio ainda é bom, quase tanto quanto o anterior. É o episódio clássico das lâmpadas. Alguns bons flashbacks também explicam um pouco mais sobre a Onze. Acaba sendo um dos melhores episódios da série, ainda mais pelo final em que encontram o “corpo”. Nota: 9.
Capítulo 4: O Corpo – A série continua muito boa, embora não seja um episódio tão excepcional. A investigação de Hopper avança bastante, e não fica enrolando muito para os personagens descobrirem que Joyce está certa e não louca (aquela velha trama de não acreditarem em um personagem e acharem que está louco), o que é muito bom. Nota: 8.
Capítulo 5: A Pulga E O Acrobata: Ah sim, foi neste episódio daqui que, quando assisti a série quando lançou, as coisas começaram a desandar para mim. Por enquanto, é o pior episódio da temporada. Promete muito com esse troço de pulga e acrobata, achei que seria algo mind blowing e a explicação do professor é méh. Sem graça. Esperava algo bem mais interessante. A partir daqui a série desandou para mim da primeira vez que vi, vamos ver se isso acontece de novo. Além disso, tem aquilo que muito me incomoda nas séries da Netflix (dessa época, não sei se ainda é assim) que é não saber dividir os episódios. Se você não assiste maratonando, assiste um episódio por semana, você fica perdido. O episódio começa com Hopper invadindo a instalação do governo, mas eu nem lembrava que ele estava fazendo isso. A próxima cena é o grupo conversando sobre ter ouvido Will no walkie-talkie, bixo. Os caras cortaram a cena no meio e tacaram parte dela no outro episódio sem mais nem menos. Nota: 7.
Capítulo 6: O Monstro – Mais um episódio com um corte meio esquisito. Termina com o cliffhanger da Nancy no mundo invertido. Mas, considerando outros cortes entre episódios da série, esse daqui é até aceitável. Lucas loucão querendo resolver tudo sozinho, embora só neste e no episódio anterior que ele realmente foi chato. A mãe da Onze não é uma cena tão importante ou interessante, a briga na beira do lago com os bullys também não. A parte envolvendo o Steve é até melhorzinha, mas não tanto também (Jonathan e Nancy gastando a mesada do ano inteiro para comprar armamento pesado). Episódio um pouco melhor que o anterior, mas sem grande destaque. Nota: 7.
Capítulo 7: A Banheira – Episódio um pouco melhor, pois os personagens finalmente se encontram e contam tudo um para os outros, podendo, finalmente, unir forças para resgatar o Will. Mas, lembro que quando assisti da primeira vez na época que lançou eu cai no sono na cena da banheira e nem vi que a pobre Barbara estava morta. Nota: 8.
Capítulo 8: De Ponta-Cabeça – Não é um desfecho excepcional, mas é bem feito tramado e bem dirigido, com boas cenas de ação. A parte envolvendo Nancy, Jonathan e Steve brigando com o monstro é a melhor, embora tenha sido totalmente inútil. Nota: 8.
Média dos espisódios: 8.0.
Nota geral da temporada: 8.0.
Gravity Falls (1ª Temporada)
4.6 112 Assista AgoraEssa primeira temporada é mais episódica. Estou revendo e, se bem me lembro, a segunda é um pouco diferente. Além disso, a Pacífica quase não aparece nessa temporada. Do mesmo jeito a Wendy, que serve praticamente para ser a crush do Dipper. O Soos, lado outro, aparece bem mais do que eu lembrava, sendo facilmente um dos protagonistas. Os personagens são bons, a animação é suficientemente bonita (embora não excepcional ou memorável) e muito bem feita na parte técnica. O humor é ótimo e funciona muito bem, embora eu ache que faltou alguns momentos mais tensos, mais puxados para o terror, afinal, mesmo sendo um desenho, é focado em cirptozoologia, sobrenatural e conspirações. Bom, em alguns momentos ele até se aproxima desse clima mas, parece que era para ter sido ainda mais light e os realizadores conseguiram convencer os estúdios Disney a manter alguns momentos mais pesados. Enfim, a primeira temporada é muito boa. De memória, a segunda era melhor, embora não esteja me lembrando muito dos episódios dela.
Uma opinião sobre cada episódio:
1 – Armadilha Para Turistas: O primeiro episódio é bem introdutório mesmo, embora seja divertido. A brincadeira com Crepúsculo e a reviravolta sobre o namorado da Mable são legais. Tio-vô Stan tem pouca participação nesse episódio ainda. Nota: 8.
2 – A Lenda Do Globblewonker: Gosto dessa temática de criatura da criptozoologia em lagos e o episódio não decepciona nesse sentido, contando, entretanto, com uma reviravolta à la Scooby-Doo. Nota: 7.
3 – Caçadores De Cabeças: Episódio de mistério é sempre bom, ainda mais esse que é bem construído para sua reviravolta que revela o(s) culpado(s). A piada com o narcisismo do Stan é boa, e o episódio dá a ideia de que a série tem um tom mais sombrio, afinal, a intenção das estátuas era decapitar o Stan. Só não entendi como a estátua Lincoln derreteu se elas eram vivas. Sei lá, sacrificar o roteiro por uma piada é algo estranho mas tudo bem. Lincoln deve ter vindo de outro lote de estátuas de cera e não era real, só pode. Nota: 9.
4 – A Mão Que Balança A Mabel: Estréia de um dos vilões da série, Gideão. É um bom episódio que cumpre bem esse seu papel. Nota: 8.
5 – A Inconveniência: Ótimo episódio, com o tom de terror e mistério infantil na medida certa. Finalmente a Wendy passa a ter um papel maior. O humor e a trama são muito bons também. Nota: 9.
6 – Dipper Vs. Masculinidade: Se fosse lançado hoje em dia se chamaria Dipper Alpha rs. Mas, episódio cringe, hilários os bichões fazendo coisas de macho. O multiurso (acho que é esse o nome) também é um bicho interessante. Nota: 8.
7 – Dipper Em Dobro: Um dos melhores episódios até aqui. É engraçado, tem uma boa trama, alguns elementos de terror bem infantil e introduz vários novos personagens. Tem ainda a lição de que é impossível um planejamento funcionar cem por cento, mesmo que você utilize vários clones seus para isso. Nota: 9.
8 – Tesouro Irracional: Episódio bem engraçado, principalmente pela figura do presidente maluco (Jânio Quadros dos EUA) e pelo tom de conspiração governamental, além da lição no final envolvendo a Pacífica. Nota: 9.
9 – O Porco E O Viajante Do Tempo: É um episódio muito bom, que sabe trabalhar bem a ideia de viagem no tempo em poucos minutos, mesmo não sendo o tema central da série. E, bom, tem esse exato problema de viagem no tempo não ser o tema da série. Não entendi a relação das conspirações e criptzoologia com essa inserção de viagem no tempo. Mas o episódio é bom mesmo assim. Nota: 9.
10 – Lutem, Lutadores: Ótimo episódio pelas ideias engenhosas envolvendo os games. A forma como o personagem fica parado, sua bidimensionalidade, enfim, cheio de boas piadas envolvendo games. Nota: 9.
11 – Dipper Pequeno: A piada final é boa. Mas Gideão entrega pouco como vilão, mais humor do que ameaçador. “Minha parte preferida é a música tema”. A nossa também Mable. A nossa também. Nota: 8.
12 – Summerween: Apesar de se passar no verão, deram um jeito de enfiar um episódio de Halloween. O resultado é satisfatório, sendo um dos episódios mais assustadores da série. Não chega num nível Coragem, o Cão Covarde, mas chega perto. Nota: 9
13 – Boss Mabel: O humor do episódio é muito bom. Mas, o tema é meio duvidoso. Stan não é um chefe chato pois só assim a Cabana do Mistério funcionaria. Ele é pois não presta muito, não é por necessidade. E, essa não vai ser a primeira passada de pano no comportamento dele, mas, ok. Nota: 8.
14 – Bottomless Pit: Temos histórias sem trama suficiente para preencher um episódio? Bom, nada que um poço sem fundo não resolva. O da voz do Dipper é bonzinho, mas o do Pinball e dos dentes do Stan são melhores. Já o segmento do poço não é grandes coisas, apenas para servir de coesão entre as histórias da antologia. Nota: 8.
15 – The Deep End: Episódio bem engraçado em relação às tramas secundárias, mas a trama principal do sereio deixa a desejar. Nota: 7.
16 – Carpet Diem: Em algum momento teríamos a trama de troca de corpos. Mas, sem grandes atrativos. Nota: 8.
17 – Boyz Crazy: Crítica à indústria da música. Mabel completamente errada aqui. O humor do episódio também não funciona tão bem como ocorre na maioria dos outros episódios. Não gostei da conclusão da trama do Dipper, também. Nota: 7.
18 – Land Before Swine: Parecia só um episódio baseado na aventura, mas também trás boa interação entre os personagens. Nota: 9.
19 – Dreamscapers: Estreia do Bill. Demonstra desde o início ser um vilão interessante. É mais um episódio que passa um pano enorme para o Stan e seu comportamento moralmente duvidoso, mas, ok. Nota: 9.
20 – Gideon Rises: Gideão finalmente tem seu grande momento como vilão. É um episódio que faz jus a ser final de temporada, com ação, reviravoltas e um baita cliffhanger, do qual eu ainda me lembrava, mesmo tendo visto a série tem alguns anos. Nota: 9.
Média: 8.8.
Nota: 9.2.
Buffy: A Caça Vampiros (3ª Temporada)
4.3 84 Assista AgoraDifícil para mim decidir qual temporada gosto mais, se a segunda ou a terceira. Sim, a segunda trás mais densidade para a série, nos faz levar ela a sério. Teve o Angelus, que é ótimo, além da adição de vários personagens novos e a morte repentina de um personagem, além do excelente episódio final. Já esta temporada consegue ser boa mesmo sem a melhor adição da temporada anterior, que é o Spike, que só aparece em um episódio aqui. Além disso, não gosto muito da conclusão dessa terceira. O Prefeito é um bom vilão de temporada, mas não tão bom quanto Spike e Angelus. Faith é quem trás maior densidade para essa temporada, com a discussão dos limites do poder.
No todo, acho que a segunda temporada talvez seja melhor, mas essa daqui tem episódios melhores se visto em separado, em especial o episódio da festa de formatura e os dois episódios que
envolvem o mundo paralelo. É nessa temporada também que Angel se despede da série, junto com Cordélia e Wes. Sinceramente, eu não estava vendo muito rumo para o relacionamento de Buffy e Angel. Não tinha conflito mais, mas também não podia mais ter romance mais ardente senão, Angelus de novo. É um personagem que realmente poderia carregar uma série solo, e assim o fizeram. Aqui também temos uma tentativa de humanizar alguns demônios, demonstrando que nem sempre são vilões, algo que seria mais explorado em Angel.
De negativo mesmo o Oz acaba ficando meio jogado no início da temporada (depois as piadas dele voltam a serem boas) e a traição Willow e Xander que foi só para dar andamento nos relacionamentos, pois não tem muito sentido, Xander sempre viu Willow como amiga.
Agora, se me perdoarem o comentário longo, uma opinião sobre os episódios:
1/35 – Anne – Acho que sempre depois de ótimos episódios vem essa ressaca. Não me recordo, mas se bem me lembro esse é o episódio que considero o piorzinho da temporada. Trazem de volta a menina do episódio Lie To Me, o que é um ponto bem positivo. Mas, a construção para que Buffy retorne à Sunnydale não é muito boa. Sim, temos a ideia dela ser a Caçadora, de ter que voltar para os seus deveres, de não morrer como “ninguém”, mas tudo isso é feito de um jeito tão sutil que soa como motivos fracos. Essa própria ideia de Buffy Runaway não achei tão boa e repete um pouco o que vimos no início da segunda temporada e veremos no início da sexta, embora neste último caso é algo bem executado e que dura alguns episódios. A parte boa fica para os Scoobies tentando suprir a ausência da caçadora, que é executado de forma divertida. Nota: 7.
2/36 – A Festa Dos Mortos – Outro episódio do início da temporada que acho mais fraco. Sim, trazem zumbis, criaturas que ainda não tinham aparecido (bom, tem o episódio meio Frankenstein no início da segunda temporada) e dá continuidade ao drama do retorno de Buffy. Sim, a série tenta ter um cuidado no psicológico dos personagens e tenta ser mais profunda, assim como na segunda temporada, mas aqui achei que a execução ficou ruim. Tudo muito solto e para piorar, na hora que ia tentar amarrar e expor os sentimentos dos personagens em relação à situação a cena é cortada para a ação e, então, tudo resolvido por que sim. Também não entendi o Oz na escola ainda, não me recordo se explicam melhor os motivos dele mais para frente (agora que terminei, vi que não explicam). Temos aqui também mais um momento “Giles Badass quase vilão”, que vai pular de vez em quando na série mas nunca terá o desenvolvimento apropriado. Nota: 7.5
3/37 – Faith Chega À Sunnydale – Então outra caçadora foi chamada e ninguém se deu ao trabalho de avisar o Giles. O cara fica afastado mesmo do Concelho. Faith é uma personagem bem pensada para ter seu desenvolvimento ao longo da temporada, diferente de Kendra, que parece que tinha presença na série com prazo de validade curto. Kakistos entra parecendo que será o vilão da temporada mas morre fácil. Como já comentei antes, Buffy não tem pudores em matar personagens (a Watcher da Faith morreu sem nem ter aparecido, oras kkkkk). Faith entra como uma boa adição, como disse, já demonstrando que terá seu desenvolvimento ao longo da temporada. Nota: 9.
4/38 – A Beleza E As Bestas – Episódio que explora abusos masculinos em relacionamentos tóxicos. Usa para isso a velha história de o Médico e o Monstro, que ainda não tinha dado as caras na temporada. Mas, não apenas nessa trama, mas também em relação ao Angel e ao próprio Oz, usando o lado lobisomem dele para isso. Nota: 8.
5/39 – A Volta Às Aulas – Episódio que consolida o Prefeito como vilão da temporada. O humor do episódio resultante da interação entre Cordélia e Buffy, bem como Buffy querendo ser rainha do baile são ótimos. A quebra de expectativa no final, com o anúncio do empate é ótima também. Nota: 9.
6/40 – A Banda Do Chocolate – Um episódio divertido, trazendo novamente Ethan. Giles de bad boy e a mãe da Buffy de interessada nele é ótimo. O efeito especial no final é meh, mas normal para o orçamento da série. Nota: 8.
7/41 – Revelações – Ótimo episódio, em que finalmente é revelado para todos que Angel retornou. Conta com uma boa reviravolta e boa ação. Nota: 9.
8/42 – Casos De Amor – Outro ótimo episódio, um dos melhores da temporada. Spike retorna por um breve período para sacudir tudo. Por causa da sua volta a traição entre Willow e Xander foi descoberta, além de dar um sacode no relacionamento entre Buffy e Angel, com um ótimo discurso, diga-se de passagem. Temos também uma das maiores trolagens da série, talvez da televisão, com a possível morte de Cordélia e o corte para a cena do enterro, num dos melhores momentos da série. Nota: 9.5
9/43 – O Desejo – Um dos episódios com melhor nota da série no IMDB, estando dentro do top 10. Mas, tenho ressalvas, acho que não entraria no meu top 10. O próprio episódio anterior considero melhor. Sim, é um pouco filler, mas isso não é ruim, visto que as possibilidades trabalhadas aqui ajudam a vermos o desenvolvimento dos personagens. Buffy seria outra se não tivesse ido para Sunnydale, assemelhando a uma versão piorada da Kendra. Vemos aqui que Buffy não duraria sem os seus amigos, mesmo que tenha ficado com uma postura de durona. Além disso, é o primeiro episódio da Anya, que vai ser importante na série, e o mundo paralelo que vimos vai aparecer de novo mais uma vez. Além disso, é bom ver o Master de novo. Mas, ainda acho que o episódio interrompe o desenvolvimento que se iniciou mais profundamente nos episódios 7/8. Mas, é um episódio bem divertido de toda forma. Nota: 9.
10/44 – Reparos – O primeiro episódio do Primeiro, que se tornará vilão principal em outra temporada. Desenvolve bem o Angel, com um final tocante. Acredito que a ideia seja a de um milagre de Natal, mas, na série do Angel dá a entender que ele é predestinado por uma profecia. Tenho a teoria que os poderes superiores talvez tenham intervindo para que o campeão deles não morresse. Legal também ver o Primeiro atuando pela primeira vez, além de voltar o desenvolvimento da Willow com o Oz. Um raro episódio de Natal na série. Nota: 9.
11/45 – Pão De Gengibre – Esse episódio começa meio irritante, com todo aquele negócio de mãe da Buffy sendo chata e conservadora. Aí descobrimos que é apenas influência de um demônio ancestral que incorpora João e Maria e é responsável por esse ódio repentino que gera turbas com ancinhos e tochas querendo queimar mulheres na fogueira. E, bom, acho que não melhorou muito na verdade, já que acaba delegando a culpa de algo que alguns humanos nojentos fizeram (como aconteceu em Salem) à influência de um demônio. Mas, apesar disso, o episódio é bom, tem boas cenas de ação e de humor do meio para frente. É também o episódio que a Amy vira uma rata. Nota: 8.
12/46 – Indefesa – Outro episódio para passar raiva, aqui temos a primeira aparição do líder do Conselho. E, sim, o Conselho é horrendo e irritante. Aqui temos um ritual que, confesso, não entendi. Se a Caçadora conseguiu chegar aos 18 (poucas chegam), qual o sentido de testá-la? Ela já chegou aos 18, só isso já comprova a capacidade dela. Ou seria para avaliar a astúcia, já que tiram os poderes? Ora, mas todas as caçadoras têm o mesmo grau de poder, então continua sem sentido. Fora que, como funciona o teste? Quero dizer, o que acontece se ela falhar? Deixam ela morrer ou eles intervém para ajudá-la? Não é possível que deixam ela morrer, eles mesmo que a enfraqueceram. Enfim, pelo menos a cena de luta final, com a Buffy vulnerável, é muito boa, além de fortalecer a interação de Giles e Buffy. Nota: 8.5.
13/47 – O Zé Ninguém – Esse episódio me deixa um pouco divido. Ele é interessante por focar em Xander, já que agora ele se tornou o único personagem frágil entre os protagonistas. Oz é lobisomem, Buffy é a Slayer, Angel é um vampiro, Giles tem conhecimento e sabe feitiçaria e agora a Willow é bruxa. Xander acaba tendo sua função nos Scoobies questionada (como a Daphne rs) e acho que os roteiristas, escrevendo a série, devem ter notado isso e decidido fazer o episódio. E, é curioso como é um episódio conceito, trazendo uma das maiores ameaças a Sunnydale e ao mundo na série, uma batalha épica para evitar o apocalipse, mas decida não mostra-la direito, focando, em contrário, na visão do Xander da situação, colocando o telespectador numa visão humana da situação. E, no final, embora ninguém saiba, Xander, salvou a todos também, afinal, se a bomba tivesse explodido, todos teriam morrido e a boca do inferno seria aberta. Mas, apesar dessa ideia do episódio, a execução é estranha em alguns momentos, como na cena da Buffy com a Angel, criando uma sensação de irrealidade, de caricatura para a série, tirando a seriedade ou o realismo dos episódios e colocando Xander como espectador. Além disso, o tom do episódio é meio estranho e parece fugir do resto dos episódios em alguns momentos. Parece aquele tom dos filmes italianos do final doas anos 1950, início dos anos 1960, que o personagem vai pulando daqui para lá durante um único dia, vivendo situações das mais diversas, incluindo uma pegação aleatória, que acontece aqui também com Xander e Faith. Nota: 9.
14/48 – Garotas Más – Esse episódio é a virada de chave para a segunda metade da temporada. Também é o episódio com o monstrengo mais feio, repugnante, repulsivo e todos os demais adjetivos depreciativos da série. Que bicho feio! É a estreia do Wesley (interpretado pelo futuro marido da Alyson Hannigan), que seria mais importante na série do Angel. Aqui temos o desenvolvimento do arco da Faith, numa ideia boa da série, colocando que as Slayers não estão acima dos outros. Nota: 8.
15/49 – Consequências – A continuação do episódio anterior, desenvolvendo mais ainda o tema, com discussões filosóficas sobre poder e facismo. Faith se sente acima dos outros. Temos a morte de Trick (falo que Buffy mata personagens sem pudores mais que GOT e não me escutam). A cena do Xander contando que foi bimbado pela Faith é hilária. Nota: 9.
16/50 – A Terra Dos Clones – Outro episódio ótimo da temporada. Continua a ideia do mundo paralelo e trás Anya de volta. Alyson Hanningan atua muito bem, convencendo ser a Willow mesmo quando está na roupa de Willow-Vampira. A piada sobre a versão dela vampira ter outra personalidade por ser bi seria uma previsão sobre o futuro da personagem. É um episódio com um humor muito bom também, algo sempre bem acertado na série. Nota: 9.
17/51 – Inimigas – Mais um episódio para tratar da trama principal da temporada. Faith funciona bem como vilã, embora não tenha durado muito como agente dupla. A reviravolta envolvendo o Angel é boa também, inclusive a piada do Giles ter apresentado a esposa do demônio que era para ser o vilão. Também desenvolve mais a ideia de que nem todo demônio é mal, algo mais notável na série do Angel. Nota: 9.
18/52 – O Alcance da Voz – Esse episódio foi adiado na época por causa de Columbine, se não me engano, e foi exibido só depois. Uma pena, mas foi prudente e não interferia muito na trama geral. A reviravolta com o Jonathan é ótima e dá mais destaque a esse personagem. Revendo a série você percebe que ele aparecia até bastante e você nem notava, o que expllica, mas não justifica, a decisão drástica que ele iria tomar. É um dos episódios mais hilários da série. Xander só pensando em sexo, Willow com pensamentos intrusivos que ela não fala para não magoar a Buffy. Cordélia, que sempre fala exatamente o que pensa (ótima sacada) e o Oz, que pensa, pensa e pensa e não fala. Inclusive os pensamentos dele são hilários. Ótimo também o maluco lá do jornal da escola que estava fugindo deles por uma mísera crítica à banda do Oz kkkkk. Por fim, conta com um dos melhores takes finais da série, talvez da televisão, com um corte brusco genial. Nota: 10.
19/53 – Opções – Episódio para dar andamento à trama do vilão principal. E, curioso como o Prefeito foi o primeiro a alugar um apartamento na cabeça do Angel em relação ao relacionamento dele com a Buffy. Nota: 8.
20/54 – O Baile De Formatura – Ótimo. Quase nota 10. A mãe da Buffy se intrometeu onde não devia, mas o Angel precisava mesmo sair da série para ir fazer sua série solo. E, sinceramente, o relacionamento dele com a Buffy estava no automático já, sem muito para onde seguir. Mas, o episódio vale mesmo pela cena em que premiam a Buffy como “Class Protector”, numa das cenas mais emotivas da série. Cai uma lágrima só de escrever rs. Nota: 9.5.
21/55 – O Dia Da Graduação, Parte 1 – A primeira parte do final da temporada trás o esperado confronto entre Buffy e Faith. Eu lembrava da Faith menos vilanesca, já que ela tem sua redenção em Angel mas, para quem assiste sem saber da redenção, ela é bem vilã mesmo. O veneno que só é curado com o sangue da Caçadora é uma boa ideia que dá o motor ao episódio. Aqui, o Prefeito comete seu erro mais tosco, matando o professor lá e dando o direcionamento exato para os scoobies descobrirem o demônio que ele irá se transformar. Aqui, Anya já dá mostrar que será uma personagem recorrente. E, o conceito de uma ex-demônio tendo que viver entre humanos realmente é algo que dá para se explorar bem. Nota: 9.
22/56 – O Dia Da Graduação, Parte 2 – Acho que dos episódios finais de temporada, esse é o que eu menos gosto, junto com o da quarta temporada. Sim, essa é uma das melhores temporadas da série, mas ainda acho que o final deixa a desejar. E olha que estou dando nota 9 para as duas partes. Aqui, temos a Ascensão, um evento que é praticamente impossível de impedir, a menos que dezenas de conveniências ocorram. Xander com acesso a bombas militares (nem mostra como pegaram as bombas), Anya com informações importantes, o professor que foi morto e indicou o demônio a ser combatido e o Prefeito criando afeição sincera à Faith. É tanta conveniência que Giles diz que seria obra de poderes superiores. Digo que isso é para mascarar um roteiro problemático mas, considerando que em Angel é revelado que realmente esses poderes existem, ainda dá para engolir, à contragosto. E, ainda, temos o Prefeito que era imortal virando um demônio que morre fácil. Bom, não tão fácil, precisou das conveniências, mas, digo, ele era fraco. E, ainda, o efeito especial do demônio é horrendo. Sim, passo pano para alguns efeitos ruins de Buffy (orçamento de TV na época era bem menor que hoje) mas esse do Prefeito não tem desculpa não, era o final de temporada. Mas, enfim, apesar de tudo isso, ainda assim merece a nota 9. A cena do Angel abandonando a série para seguir carreira solo é emotiva suficiente. E Wes acaba tendo um bom desenvolvimento. Nota: 9.
Nota Média: 8.7.
Nota da Temporada: 10.
Cowboy Bebop
4.6 270 Assista Agora"See you later, space cowboy".
Primeiro, a animação impecável e impressionante, não só para a época, como envelheceu muito bem. Os cenários em diferentes planetas, as máquinas futuristas, os visuais dos cenários e dos personagens e vilões. Achei que o Anime faz jus à sua fama, pois é muito bem produzido e inteligente. A trilha sonora é maravilhosa, inclusive quando brinca com estilos musicais no título dos episódios. Vai inserindo as tramas do passado dos personagens aos poucos, nos fazendo vê-los com mais humanidade pouco a pouco. Ainda tenho minas dúvidas, mas achei ligeiramente inferior ao Evangelion, para comparar com outro anime muito bom da época. Difícil comparar também. Evangelion demora para engrenar, já Cowboy Bebop não precisa engrenar devido à sua natureza semi-episódica. E, para mim, o maior problema foi a trama do passado do Spike. Não gostei muito de nenhum dos 5 episódios que envolvem essa trama, enquanto, curiosamente, são praticamente todos os episódios com maior nota no IMDB. Mas, de todo jeito, misturar caçadores de recompensas com um universo futurista, embalado por trilha sonora inteligente, e utilizando temas de velho oeste é uma ideia que não podia dar errado. O comentário vai ficar longo, mas não podia deixar de comentar um pouco sobre cada episódio.
Ep. 1 – Asteroid Blues: Claro que já vou assistir com bastante expectativa, mesmo sendo o primeiro episódio. Já impressiona pela estética e pela qualidade da animação. Trás um caso normal envolvendo a caça de recompensa, só para introduzir a o anime mesmo. Nota: 8.
Ep. 2 – Stray Dog Strut: Trás uma trama um pouco melhor que o primeiro episódio e acrescenta nosso primeiro novo personagem, o Ein. Nota: 8.
Ep. 3 – Honk Tonk Women: Mais uma estreia de uma personagem. E episódios com cassinos são sempre bons e este não foge à regra. Nota: 8.
Ep. 4 – Escapatória: O episódio dos terroristas ecológicos. É bom no mesmo nível dos anteriores. Nota: 8.
Ep. 5 – Balada Dos Anjos Caídos: Esse episódio é bem cotado, notas altas e, mesmo que eu tenha achado o melhor até aqui, não é isso tudo também não. Trás mais profundidade para o nosso protagonista dando pinceladas em seu passado, como também uma boa cena de ação e um tom poético. Mas, como eu disse, não é isso tudo, não sendo tão memorável. Nota: 8.
Ep. 6 – Sympathy For The Devil: Episódio com boas reviravoltas, boa trilha (padrão da série) e um bom vilão. Nota: 9.
Ep. 7 – Rainha Do Heavy Metal: Achei esse o piorzinho até aqui. Mas a personagem que dá título ao episódio e a sequência final salvam. Nota: 8.
Ep. 8 – Valsa Para Vênus: A cena que o Roco dá o golpe é ABSOLUTE CINEMA. A trama envolvendo o Roco e sua irmã é muito boa também. Nota: 9.
Ep. 9 – Jamming With Edward: Do nada mais um personagem novo. Todos os animes do final dos anos 1990 são assim? Bom, baseado em Evangelion, que acho que é o único outro anime da época que eu vi. Enfim, a premissa do episódio é boa e as referências à 2001 Uma Odisséia no Espaço também. Nota: 9.
Ep. 10 – Elegia De Ganimedes: Episódio que dá mais substrato pro Jet, mas achei meio sonolento. Nota: 7.
Ep. 11 – Toys In The Attic: Melhor episódio até aqui (no final, coloquei como segundo melhor). Uma espécie de homenagem à Alien. Uma pegada mais terror de ficção científica e finaliza com uma reviravolta de filme de terror trash. Só não entendi como termina. Teoricamente deveriam morrer todos, não? Mas estão de boas no próximo episódio. Nota: 9.
Ep. 12 – Jazz Jupteriano Parte 1: Mais um episódio sobre o passado do Spike. Mas, no final, a parte envolvendo a Faye é mais interessante. Nota: 8.
Ep. 13 – Jazz Jupteriano Parte 2: Considerando que é um episódio dividido em duas partes esperava mais, mas no final não entregou nada que justificasse a longa duração para duas partes. Na verdade o faz soar apenas pretencioso. Nota: 8.
Ep. 14: Bohemian Rhapsody: Por qual motivo os episódios que acho melhores tem nota mais baixa no IMDB e os episódios que não acho isso tudo tem nota alta? Esse episódio foi melhor que as partes 1 e 2 anteriores. A trama é boa e a explicação final para tudo também. Nota: 9.
Ep. 15 – My Funny Valentine: O episódio sobre a origem da Faye que nem sabíamos que precisávamos. Só achei o médico aparece do nada, soltando a informação importante e depois vazando suave meio forçado, mas ok. Nota: 8.
Ep. 16 – Serenata Do Cão Preto: E agora outro episódio de origem, mas sobre o Jet, finalmente mostrando sobre o passado dele como policial que já tinha sido citado anteriormente. Mesmo nível de qualidade do episódio da Faye, mas um pouquinho inferior. Nota: 8.
Ep. 17 – Mushroom Samba: Mais um episódio focado em só um personagem, na verdade em dois. Mas aqui não é um episódio de origem. De todo modo, é um episódio com um tom mais divertido, ao contrário dos dois outros episódios anteriores, com toda a questão dos cogumelos, e que ainda se conclui numa boa cena de perseguição. Nota: 9.
Ep. 18 – Speak Like A Child: Não sei o que pensar desse episódio. Como um maluco por mídia física é ótimo ver os aparelhos e as fitas, incluindo a história da rivalidade entre o VHS e o Betamax, sendo que eu inclusive tenho o aparelho. Mas, depois da animação vendo o episódio, refleti melhor, embora ainda tenho dúvida se dou um 7 ou 8. Quero dizer, no final quase não temos roteiro. É um episódio verdadeiramente filler. Banalizaram o termo e qualquer coisa é filler, mas esse daqui é um que é realmente filler. Pouca trama, pouca justificação para sua existência, e no final o conteúdo da fita não foi tão bombástico para justificar aquilo tudo, sendo mais explorado depois. Mas, por outro lado, podemos dizer que é um episódio conceito, justificando sua existência. Nota: 9.
Ep. 19 – Wild Horses: Segue uma temática parecida com a do episódio anterior, mas achei que a execução não foi tão boa quanto. Temos o mesmo tema de utilizar objetos do passado no futuro em que o anime se passa, mas não achei tão interessante. A ação envolvendo os piratas no final salva um pouco, mas também não é tão incrível assim quanto outros momentos do anime. Nota: 7.
Ep. 20 – O Demônio Das Onze Horas: Episódio bem legal. O foco não é muito na trama, mas em cenas de ação baseadas em um vilão intimidador e que parece invencível. Episódio bem feito e com ótimas cenas de ação. Nota: 9.
Ep. 21 – Boogie Woogie Feng Shui: Episódio focado mais no Jet, tem umas piadas estranhas com a garotinha, mas é um episódio sem grandes atrativos, seja na trama, seja na ação. Nota: 7.
Ep. 22 – Cowboy Funk: Caramba, esse episódio merecia uma nota melhor no IMDB (tá com 8.2). Andy é meio irritante e a briga dele com o Spike, meio do nada, também, mas o episódio é ótimo (considerei o melhor da série depois que terminei). Teve tanto plot e situações que nem parecia que teve só 20 minutos. Andy é mais uma vez a série retomando coisas antigas, tivemos o BETAMAX, um ônibus espacial e agora um cowboy, a cavalo (bom uma égua) e tudo. No meio do confronto entre Andy e Spike ainda tivemos um vilão que, no início achei que seria só um vilão genérico de fundo para não perder o foco na briga do Spike com Andy mas, na verdade, acaba sendo um dos vilões mais legais da série, principalmente pela piada envolvendo sua motivação, que acaba virando uma crítica ao capitalismo. Acho que o Andy também entra nessa crítica, pois é um rico entediado. E, para coroar, o tiroteio final entre Andy e Spike, onde é dita a famosa frase “see you later, space cowboy”. Simplesmente ótimo. Nota: 9.
Ep. 23 – Brain Scratch: Episódio bem de enchimento, o que não é ruim por isso. O problema é que não apresenta nada de atrativo. Nem mesmo a reviravolta de quem é o culpado no final teve a força dramática que eu esperava. Fraquinho na proposta, na ação e mesmo na exploração do tema de seitas religiosas. A própria motivação no final foi confusa. E, bizarramente, tem uma nota maior no IMDB do que do ótimo episódio anterior. Nota: 7.
Ep. 24 – Hard Luck Woman: Episódio bem melancólico, focado nas duas integrantes da equipe. A própria versão decadente que vemos da Terra contribui para isso. “See you cowgirl, someday, somewhere!”. Nota: 9.
Ep. 25 – O Verdadeiro Folk Blues – Parte 1: É, outra vez essa trama da Júlia não entrega muita coisa. Certo, episódio dividido em duas partes costuma ter uma primeira parte mais morna, mas mesmo assim achei fraca. Não tem nada surpreendente na ação e nada de muito interessante na trama. Nota: 7.
Ep. 26 – O Verdadeiro Folk Blues – Parte 2: Mas... Mas... Não acredito nisso. Por qual razão esse episódio tem a nota altíssima? Juro, gostei bastante da série, mas achei que o carro-chefe da série seriam esses episódios finais, algo grandioso, marcante, original e que justificasse a adoração a ela. Não entendam mal, gostei muito, faz jus a entrar na lista dos grandes animes, mas não pelo seu episódio final ou pelas tramas envolvendo Spike. Final trágico, vilão que era parceiro no passado, personagens mudando de lado, uma mulher do passado que traz humanidade ao protagonista. Poxa, o embate final é até bom, mas conta com o golpe cruzado entre os dois personagens, bem comum nos animes. Tem até o discurso clichê antes da batalha final, de que tinha que ser assim, que um que iria matar o outro e blá blá blá. Sempre digo que o clichê não é ruim por si, desde que seja bem executado. E, aqui, ele realmente é bem executado, por isso minha nota não é menor. Mas, para ter a nota alta e a adoração que tem, esse episódio teria que ir um pouco além do clichê. E não o foi. Esperava algo incrível e não entregou absolutamente nada de diferente, de grandioso. Não estou entendendo ter incríveis 9.5. no IMDB. Mas, o episódio em si é bom, na qualidade entregada pela série em ação e animação, além de bons diálogos. Mas nada excepcional. É emocionante, sim, por ser o final, e só. Nota: 8.
Média dos Episódios: 8.19.
Nota: 9.2.
Velma (2ª Temporada)
2.1 19Achei ligeiramente melhor que a primeira temporada, não sei se porque eu comecei a acostumar com essa joça, ou se as piadas realmente deram uma melhoradinha. A trama da primeira é um pouco melhor, já que essa segunda temporada parece que abandona a trama e foca em episódios temáticos que vão andando a trama pouco a pouco. De todo modo, continua com piadas fracas e uma trama que dá para o gasto, e aquela ideia de personagens que falam a língua do Twitter e agem como se estivessem na internet, mas algo que não é tão engraçado e que não combina com Scooby Doo. Pelo menos tivemos alguém sendo desmascarado. Por fim, abandona a ideia de ser mais realista e fica fantasioso demais. Poderia ter o Scooby, portanto, não sei porque não colocaram.
Uma opinião sobre os episódios:
Ep. 1 – O Mistério Do Romance Adolescente: Não, vocês não vão me conquistar com referências gratuitas às Hex Girls. E Fred caça-fantasmas numa van. Mas, sim, chegam perto de acertar com essas ideias. Trazem de volta as alucinações, o que parece ser uma ideia repetitiva. A série não aprendeu com os erros e as críticas, aparentemente, e insiste no seu formato e estilo. Mas, acho que acostumei porque achei mais fácil de digerir este episódio. Nota: 7.
Ep. 2 – Lubri Sexta: Velma insuportável. Por qual razão sempre fazem a Velma insuportável nessas últimas séries e filmes? Até mesmo quando ela é protagonista. O que ela faz no relacionamento com a Daphne é tenebroso. E essa lubri sexta não foi um tema interessante e travou a trama principal. Nota: 6.
Ep. 3 – As piadas com riqueza e com a falta de caráter da Velma (reafirmando a natureza não woke da série) até vão, mas o número musical foi muito besta. Mas é até um episódio digerível. Nota: 7.
Ep. 4 – Seancé: Essa temporada está toda travada. A trama de mistério está ainda mais em segundo plano. Aqui fazem um filler puro. Um filler de verdade mesmo. Não sou contra filler mas aqui apenas pegaram uma ideia já usada para encher um episódio. Recriam Clube dos Cinco, com boas piadas é verdade, mas não suficientes para salvar essa freada na trama da temporada. Velma (a personagem... talvez a série também) cada vez mais insuportável. Nota: 6.
Ep. 5 – Fogueira Pra Bruxa: Por enquanto é o melhor episódio da série. As piadas são boas, a crítica ao comportamento de redes sociais rende boas sacadas e ainda envolve as turbas que queimas pessoas na fogueira (ou as cancelam nas redes sociais). Mas, a trama de mistério continua exageradamente jogada de lado e já estamos no quinto episódio. Fred não tá servindo para nada ou tendo qualquer desenvolvimento, Salsicha está apenas repetindo Velma da primeira temporada com alucinações e Daphne e Velma estão com o mesmo problema do relacionamento a cinco episódios. Ainda trás de volta um personagem desaparecido ou morto, a avó do Salsicha semelhante à mãe da Velma na primeira temporada. Mas, olhando isoladamente é um bom episódio. Nota: 7.
Ep. 6 – A Recruta Velmjamin: Eu cai no sono com 7 minutos de episódio. Esqueci de ver a parte que eu tinha dormido e fui para o próximo episódio. Não fez a menor diferença, nem parecia que eu tinha perdido uns 15 minutos do episódio. Mostra de que a trama dessa temporada não anda e focaram demais no humor, um humor que é piada boa, piada ruim, sem nenhuma tirada realmente inspirada. Mas, comparando com outros episódios esse daqui até andou um pouco mais a trama. Nota: 7.
Ep. 7 – Utopia Feminina: Esse episódio avança um pouco mais a trama, mas bem pouco. No final, repete a mesma coisa da primeira temporada, em que o episódio termina com a revelação bombástica de que a mãe da Velma supostamente era culpada. Agora, o mesmo acontece, só que com o pai da Velma. E, nem preciso assistir o próximo episódio para saber que é uma pista falsa. A jornada de auto descoberta da Daphne, embora clichê (e meio inútil), até que foi legalzinha. Nota: 7.
Ep. 8 – Caça Ao Aman: MILAGRE! Até mesmo Velma tem um episódio bom. O humor desse episódio funcionou, as críticas sociais funcionaram (a parte d fofoca no ônibus é podre, é verdade), teve cenas de ação e a trama andou! Não só isso, como a trama andou de forma intrigante, culminando ainda numa possível presença do Scooby em um ótimo cliffhanger! Não estou acreditando até agora. Se até Velma teve um episódio bom, você que está lendo é capaz de qualquer coisa também. Não desista dos seus sonhos! Você pode chegar onde você quiser! Nota: 8.
Ep. 9 – O Verdadeiro Vilão: Acho que é o segundo episódio da série, embora o anterior tenha sido melhor (não entendi o motivo de no IMDB este ter a nota melhor, mas, enfim). Mais uma vez o pobre Scooby-Loo de vilão, seguindo a tendência iniciado por James Gunn no live action. Achei que ia ser o Scooby-Doo, uma pena. Aliás, o ônibus não estava cheio de sangue? A Velma tá sem um único arranhão. Mas, de todo modo, achei que ia ter alguma reviravolta, então ficou meio méh a resolução de quem é o assassino. Aliás, as aparências realmente contam, e quem parece ser vilão realmente é vilão, enquanto o exército acabou não sendo. Juro, não vejo onde Velma é lacração, pessoal fala sem ver. Nota: 7.
Ep. 10 – Até A Morte: Graças ao Pai, acabou essa joça. O final tenta ser um pouco diferente matando a Velma, mas, considerando que abraçaram o sobrenatural sem mais nem menos, logo ela vai ser ressuscitada. A reviravolta sobre o tio Scooby é méh. Tão sem graça que nem foi citada no especial. Esperava algo sobre o Scooby Doo mesmo, mas, infelizmente, não aconteceu. Nota: 7.
Nota Geral para a Temporada: 6.4.
Velma (1ª Temporada)
2.3 128 Assista AgoraNão achei Velma tão “woke” assim. Mas nem por isso é bom rs. Sim, o primeiro episódio é tenebroso (explicarei mais adiante) mas a medida que a série passa, fica mais evidente que não passa de uma paródia das ideias da suposta cultura woke.
Bem, difícil falar dessa série sem falar de assuntos da polarização política. Colocar personagens negros ou LGBTQIA+ não é ser woke, é simplesmente representar a realidade. Minorias fazem parte da nossa convivência no mundo real e não tem motivos para retira-las dos filmes. E, sim, a série Velma coloca a protagonista e o Salsicha como negros ou pardos, a Daphne é asiática e nosso personagem branco fica apenas como Fred, que representa o branco rico. E temos relacionamento lésbico. Mas, como eu disse, conter esses elementos não faria de algo woke per si, e sim uma retratação dos nossos tempos.
Agora, em relação à temática, Velma também não é woke. Vejam bem, eu vejo a série como uma produção de alguém que acha que o mundo é o Twitter. Todo mundo quer lacrar, as pessoas falam todes, boy lixo, gritam do nada os privilégios dos homens, dos brancos dos ricos. “Ora, seu destrambelhado, e como isso não é woke?”, vocês devem estar pensando. Pois bem, o motivo é que a série faz piada-paródia disso (pelo menos foi minha interpretação), na maior parte do tempo zoando a tendência moderna de lacrar e de realizar justiça social a qualquer custo.
Quando falam dos betas, por exemplo, não o falam criticando esse conceito ridículo ou falando mal dos alfas. Quando o assunto é cannabis, o Salsicha não usa (uma grande quebra de expectativa). A nossa protagonista tem sua personalidade criticada o tempo todo, expondo ela como uma vadia egoísta e praticamente sem escrúpulos e totalmente antipática. Além disso, é apaixonada pelo branquinho padrão. No final, é uma mulher que é a vilã. Ora, o principal pressuposto para algo ser woke não é colocar as minorias em um pedestal e rebaixar o resto? Não temos isso em quase momento nenhum na série, fora que várias piadas zoam a ideia do lacre (como quando Daphne acha que foi contratada pela mãe do Fred como pauta de inclusão).
Mas, se nem tudo isso te convenceu, as mães da Daphne são duas polícias lésbicas conhecidas por serem totalmente incompetentes. E o são! Xeque-mate.
Claro, acho que esse comportamento dos personagens está longe do mundo real. Bom, não sei, não convivo com os adolescentes do EUA para saber se agem assim mesmo mas, como disse, o comportamento dos personagens tem muito mais relação com um comportamento da internet do que da vida real.
E, tanto é que não é woke que não agradou ninguém essa joça. Não lacra, crítica os lacradores, crítica os que criticam quem lacra e no final ninguém gostou. Mas, só por isso tudo que expus a série é boa?
Não, está muito longe de ser boa e não falo só como um fã número um de Scooby-Doo. E não é por causa das mudanças. Mistério SA, por exemplo, muda algumas coisas. 13 Fantasmas de Scooby Doo também e ambas são boas. Quero dizer, o Fred de alivio cômico é algo que surgiu depois, acho que nos anos 1980. Temos que ter mudanças sim. Ilha dos Zumbis coloca monstros reais e nem por mudar isso é ruim.
Mas, temos mudanças e mudanças. Salsicha e Scooby Doo atrás das pistas, por exemplo, foge de tudo que o desenho propõe o que já seria meio ruim, mas no final não substitui isso por nada muito interessante. Se Velma entregasse algo realmente bom poderíamos relevar as mudanças, talvez até mesmo a ausência do Scooby (algo que por si já é bem difícil de suprir).
Quero dizer, Scooby Doo é sobre mistérios e Velma é sobre mistérios. Mas o desenho original o mistério era baseado em assombração.
Aqui até o é, mas demora para revelar essa ideia da pessoa mascarada assombrando, o que já deixou difícil continuar assistindo. E, no final, o mistério também não era tão bom assim. Não é ruim, mas também não é uma trama tão fantástica para justificar as mudanças. A reviravolta legal mesmo foi a que envolvia a natureza das alucinações, já que tem uma explicação para algo que eu não achei que teria. E só.
No fim, não é tão ruim quanto pintam, a ponto de justificar a insana nota de 1.6 no IMDB.
Ep. 1 – Velma (Piloto): O primeiro episódio é horrendo. Primeiro, mudanças bizarras em relação à mitologia do Sccoby. Segundo, as piadas não são boas. A trama do episódio também não. E os diálogos são horríveis, parece pessoas conversando no Twitter. Até entendo que a ideia talvez seja brincar com os comportamentos modernos, mas não tem graça mesmo assim. Nota: 4.
Ep. 2 – O(a) Doceiro(a): Essa trama de amigas aí uma fica popular e elas não conversam mais é batida. Continua ruinzinho, mas o Fred privilegiado ajuda a melhorar beeeeem pouco. Nota: 5.
Ep. 3 – Velma Kai: Não sei se está melhorando ou se estou me acostumando com essa joça. Acho que é esse episódio que do nada tem uma violência bizarra de alguém perdendo a perna e ninguém dá a mínima, piada nonsense usada uma única vez na série e toda fora de lugar. Nota: 6.
Ep. 4 – Velma Faz Uma Lista: Esse plot das gostosas não tem muito sentido, mas o Fred desconstruído salva o episódio (finalmente algo realmente engraçado). Nota: 7.
Ep. 5 – Festa Do Pijama Da Banda: Acho que eu acabei acostumando com essa joça. Ou então as piadas melhoraram mesmo. Ou talvez seja a trama andando, mas achei mais fácil de digerir esse episódio. Começam aqui umas referências mais interessantes também (Capitão Cavernaaaaaaaaaaa!) Nota: 6.
Ep. 6 – Os Pecados Dos Pais E Alguns Das Mães: Essa trama dos pais da Daphne foi ruim, não chegou em lugar nenhum e foi logo esquecida (já estou no meio da segunda temporada). Mas, o Salsicha Beta foi uma boa sacada. Nota: 7.
Ep. 7 – Festival Da Bruma: No episódio anterior e nesse temos mais algumas referências (é nesse a referência ao Scooby, mas na verdade ela nos deixa mais tristes por nos lembrarem que ele não está na série). A Velma de homem também foi uma boa ideia, mas achei mal executada, embora engraçada em alguns momentos. Nota: 6.
Ep. 8 – A Velma Na Floresta: A ideia de mudar a estrutura narrativa em um único episódio. Ficou fraco, mas pelo menos a trama andou. Nota: 7.
Ep. 9 – Pessoa De Família: Não consigo engolir esse negócio dos cérebros, mas souberam o que fazer com a volta da mãe da Velma. Nota: 7.
Ep. 10 – O Cérebro Da Operação: A série termina com o xerife assobiando Strangers in The Night, de onde surgiu o nome do Scooby. Será que teremos ele na próxima temporada¿ Ajudaria a salvar essa bomba. Mas, de todo jeito, o episódio de conclusão fecha bem a trama de mistério. Nota: 7.
Nota geral da temporada: 6.3.
Buffy: A Caça Vampiros (2ª Temporada)
4.2 100 Assista AgoraÉ nessa segunda temporada que a série mostra a que veio. A primeira temporada é muito boa, é verdade, mas ainda tem um ar muito série de baixo orçamento dos anos 1990 (a série tem um tom "power rangers", como costumo dizer). Já essa daqui assume uma densidade maior, temas mais pesados, além do humor ser ótimo e até melhor que o dá primeira temporada. Os personagens tem um maior desenvolvimento também. Os personagens novos são ótimas adições, praticamente todos eles, Spike, Drusilla, Oz, etc.
Bom, não me lembro se considero essa a melhor temporada. A terceira, a quinta e a sexta são muito boas também. Mas essa daqui ainda impacta muito, pois a série entrega uma qualidade que eu não esperava dela. Foi nessa temporada que passe a levar a série a sério e assiti-la com outros olhos.
Pois, a verdade é que eu já até tinha ouvido falar da série (minha mãe quando viu a Daphne no live action do Scooby Doo falou que era a Buffy). E, quando comecei a gostar mais de terror coloquei ela na lista, mas animei de ver mesmo porque na época estava com um crush enorme na Alyson Hannigan, apesar de imaginar que ela fosse mais uma secundária. Quando soube que era protagonista, fui atrás de assistir sem pensar duas vezes. E, de série que assisti porque tinha um crush besta para série preferida é um grande salto. Enfim, seguem opiniões sobre os episódios, explanando melhor o que acho da temporada:
Ep. 1/13 – A Volta – Não gosto muito desse episódio. Tá certo, demostra que a série se leva a sério e busca ser coerente e densa, demonstrado que ter morrido afeta Buffy mentalmente, trás realismo à sina de super-heroína da personagem. Mas isso tudo é meio mal executado. É apenas irritante em certo ponto e concluído às pressas. A volta do Anointed (Annoyed) One também não é grandes coisas. Nota: 7.
Ep. 2/14 – Precisa De Retoques – A primeira metade dessa segunda temporada ainda tem um pouco esse tom meio “power ranger”, embora seja um pouco mais sombria. Aqui temos um episódio com uma boa reviravolta, mas totalmente baseado em Frankenstein. Nota: 8.
Ep. 3/15 – Escola Da Pesada – Ah, a estreia de Drusilla e Spike, o maior brocha de todos os tempos. Sim, o vampirão que matou duas slayers e vai passar a temporada toda apanhando e saindo de fininho quando o caldo engrossa. É quase um Lampião, mais mítico do que qualquer coisa. Mas, de todo modo, sua introdução é suficiente para causar temor no destino dos personagens e as sequências de ação, envolvendo também a mãe da Buffy, são boas. Nota: 9.
Ep. 4/16 – A Múmia Inca – Mais um episódio da série “jamais teremos relacionamentos saudáveis e felizes” (uma frase da primeira temporada). Aqui temos um episódio com boas reviravoltas (Cordélia e seu par é um bom uso do humor). Acho que esse é o primeiro do Oz e também do Jonathan, que vai ficar aparecendo na série como um super figurante que nem reparamos mas, mesmo assim, aparece muito. Aliás, ele quase morre aqui, o que influenciaria eventos importantes em outras temporadas. Nota: 8.
Ep. 5/17 – O Garoto Réptil – Ainda retomando temas adolescentes, aqui temos um episódio bem esquecível, que aborda os rapazes mais velhos, de faculdade, que aliciam as novinhas do colégio e as levam para as festas de fraternidade. Tem esse paralelo, colocando os garotos de fraternidade em um comportamento predatório, ainda tem a questão dos ricaços, consumindo o sangue dos jovens para conseguirem sua fortuna (meritocracia é uma mentira) e os efeitos especiais do final não são tão ruins quanto eu me lembrava mas, mesmo assim, o episódio não empolga. Nota: 7.
Ep. 6/18 – Halloween – Embora não seja considerado entre os grandes episódios, coloco este, talvez, como o meu favorito da série (rivaliza bem com Once More With Feeling). A introdução de um potencial novo vilão, Ethan (que gerou muita expectativa e foi brochado na quarta temporada), uma leve introdução (se não me engano) ao passado do Giles, Buffy de princesa medieval e as críticas sobre esse conceito de garotas princesinhas, um pouco mais de desenvolvimento para a Willow (“who is that girl?”), a introdução da habilidade militar do Xander que será amplamente usada, além do conceito de quebra de expectativa sobre o Halloween ser uma data tranquila (feriado dos monstros, por isso eles descansam, ora kkkkk) mas que acabou “quebrando um pouco as pernas” dos roteiristas nas temporadas subsequentes, já que acabou com o sentido de fazer episódios de Halloween. Enfim, muita coisa importante em um episódio que é pouco falado. Nota: 10.
Ep. 7/19 – Minta Para Mim – O ponto de virada da série na minha opinião. O momento que ela abandona a pegada “power ranger” e joga na sua cara que, sim, a série tem seu lado diversão e descompromisso, mas ao mesmo tempo vai ser uma série dura, densa, que vai te deixar reflexivo, algo que iniciou-se de verdade neste episódio e não abandonou mais a série, que, por fim, admitiu sua seriedade, naquele que é um dos melhores diálogos da série, de Buffy com Giles (“lie to me”). Foi neste episódio, aliás, que eu mesmo passei a levar a série mais a sério. Minha irmã, vendo comigo, comentou: “essa série realmente é boa”. Eu, como já disse, estava assistindo só para ver a Alyson Hannigan (e, de quebra, a Sarah Michelle Gellar) passei a assistir a série a partir daqui com outros olhos. Nota: 10.
Ep. 8/20 – A Idade Das Trevas – Outro episódio denso (e mais tenso) dessa temporada, deixando nossos personagens em situações à beira da morte, além de explorar o passado do Giles e incrementando mais o personagem e seu arco. Os efeitos são meio ruins, mas séries de TV da época realmente não tinham um grande orçamento. Nota: 9.
Ep. 9/21 – O Que É Que Eu Faço? Parte 1 – Voltando a abordar temas mais adolescentes, aqui temos um desenvolvimento maior das questões envolvendo a Buffy e sua sina como Caçadora. Temos também um foco maior nos vilões da temporada, algo comum nas séries da época, em que no meio da temporada tínhamos nosso episódio duplo para que os vilões da temporada tentassem algum plano e retornassem ao foco. Nota: 9.
Ep. 10/22 – O Que É Que Eu Faço? Parte 2 – Kendra é um ótimo conceito, aliás, como veremos nas próximas temporadas, esse série é repleta de ótimos conceitos. Ora, se Buffy morreu, uma nova caçadora foi chamada. E Kendra é bem pensada para colocar como contraponto o dever e o destino de Buffy, que é uma Caçadora que quebras as regras comuns das outras Slayers (e, talvez por isso, é uma das mais bem sucedidas). Nota: 9.
Ep. 11/23 – Ted – Das primeiras vezes que vi não gostei muito desse episódio. Revendo agora, achei um pouco melhor, mas, ainda assim, o episódio não me desce muito bem. Certo, trás mais temas adolescentes e modernos (relação com novo namorado(a) dos pais) mas essa história de personagem que é mal, finge de bom, só um personagem sabe e os outros não acreditam nele é algo meio chato. Sim, o episódio possui uma densidade em relação aos limites do uso dos poderes da Buffy, afinal, ela é caçadora de monstros e não de humanos, por pior que eles sejam (algo que seria novamente e mais densamente explorado na terceira temporada com a Faith) mas ficou meio estranho. Ela matou o cara, o cara voltou. O que a polícia achou disso? É mostrado muito brevemente. Também breve a explicação sobre a origem do tal robô, tanto que eu acho que eu nem tinha pescado ela das outras vezes que vi o episódio. E, mesmo a explicação é meio zoada. O cara construiu um puta robô nos anos 50 ou 60. Nota: 7.
Ep. 12/24 – Ovos Malvados – Acho que esse é o mais fraco da temporada. O tema é a maternidade/paternidade mas, por mais que seja “filler”, não é um incrementado com boas ideias ou boa trama. Os vampiros cowboys mesmo são esquecíveis. Nota: 7.
Ep. 13/25 – Surpresa – O episódio em si não é grandes coisas, foda mesmo é o episódio seguinte. Mas ele não existiria sem este, já que o episódio 13 é uma enorme construção e preparação para o episódio seguinte. Nota: 9.
Ep. 14/26 – Inocência – O conceito da alma de Angel retornar caso ele atinja um momento de pura felicidade e, como consequência, faria a maldição perder o sentido é genial. Assim, podemos questionar que o momento de felicidade verdadeira foi atingido depois de uma bimbada com a Buffy, misturando prazer sexual e o colocando como a felicidade verdadeira, mas o conceito é interessante mesmo assim kkkkkk. Ainda, podemos questionar que poderia ser uma mensagem anti-sexo, já que os rapazes mudam, deixam de ser galantes e atenciosos depois de conseguirem o sexo e passam a tratar sua parceira como lixo após conseguirem o troféu sexual, mas creio que não foi essa a mensagem que a série quis passar. Simplesmente quiseram trazer o conceito da perda da alma do Angel e usaram mais um dos paralelos adolescentes para isso. Temos ainda o Judge, acho que o primeiro dos muitos vilões milenares e invencíveis da série que pode causar o fim do mundo, e será derrotada com facilidade em um episódio ou dois. De primeira, achei a forma como o derrotam meio anticlimática, mas, querendo ou não é uma boia ideia que brinca com as informações ultrapassadas que normalmente os personagens encontram nos livros mofados e levam a sério. Por fim, Oz é um ótimo personagem e o diálogo dele com a Willow e o desenvolvimento dos dois é muito bem trabalhado. Nota: 9.
Ep. 15/27 – Fases – Ótimo episódio. Trata de forma mais cinzenta os monstros e demônios exterminados por Buffy (algo que seria mais abordado no spin-off Angel), incluindo ainda um personagem babaca e odiável, além de machista, que, se não me engano, não aparece mais, mas que deveria ser mais aproveitado. A forma como Oz vira lobisomem é revelado de forma muito rápida (a reação niilista dele não ajuda) e acho que nem tinha entendido direito das primeiras vezes que vi. Mas, o melhor mesmo desse episódio é aquela que possivelmente é a melhor cena da temporada, quando Xander interpela o bullynador em um vestiário (ambiente apropriado) e temos o secundário que melhor arco de personagem de todos, se revelando homossexual, que apenas fingia ser um babaca, e de quebra ainda achando que o Xander também era gay. Uma cena hilária. De quebra, temos várias referências à situações da primeira temporada, tentando dar mais coerência ao buffyverso (embora ninguém continue lembrando da existência do pobre Jesse). Nota: 9.
Ep. 16/28 – Enfeitiçados, Entediados E Confusos – O episódio que desenvolve o relacionamento de Xander com Cordélia, que começou como uma piada e adquiriu ares sérios. Esse episódio é ótimo para quem não gosta do Xander, como também é ótimo para quem gosta dele, já que suas atitudes, dependendo do gosto do espectador, podem ser criticadas ou defendidas. Mas, a cena que ele deixa de se aproveitar da Buffy foi uma boa sacada. Só não entendi porque a Drusilla também foi afetada, achei que vampiros não seriam. Enfim, tem também o questionamento do motivo do feitiço ter dado errado. Vamos falar a verdade, o cordão não era realmente de Cordélia, acredito que foi esse o motivo. Angelus dá as caras também, embora de leve. Amy se consolida mais como personagem também. Nota: 8.
Ep. 17/29 – Paixão – Ah, esse episódio, mais um ótimo nessa segunda temporada. Como disse, a série Buffy mata personagens sem pudores (exceto, claro, o quarteto protagonista, embora Buffy meio que tenha morrido) e aqui é a vez de Calendar. Lembro claramente da cena, e da forma como o episódio realmente se desenha para que ela tenha esse destino. Mas, não me lembrava da cena do Angel indo ver a reação de Willow e Buffy à notícia, através da janela da casa de Buffy. Cena ótima e que não sei como tinha me fugido à memória. Agora, vamos ser francos, Spike é só gogó. Iniciou a temporada como o fodão, que tinha matado duas slayers, que era alguém a se temer, mas toda luta que fica minimamente difícil ele foge, além de apanhar para caramba e passar a temporada toda numa cadeira de rodas. Angelus, em 3 episódios, foi um milhão de vezes mais intimidador, sádico e eficiente. E, falando em sadismo, nesse episódio ele executa tudo da forma mais sádica para os personagens, tornando o episódio ainda melhor. Nota: 9.
Ep. 18/30 – Morto Pela Morte – Na Ressaca de vários episódios ótimos, temos agora três episódios que não gosto muito. Não são ruins, mas acho que são os mais fracos da temporada. Começa por esse, que acho que é o episódio que mais se aproxima do gênero terror em toda a série. Algo meio Freddy Krueger, com uma aparência assustadora e que mata crianças. Episódio pesadíssimo, aliás, e com boas reviravoltas, mas sempre sinto que ele fica fora do tom, fica meio alheio ao resto da série em tema e estilo. Talvez por esse motivo não goste muito, mesmo terror sendo meu gênero preferido. Quase dei 7, mas vai 8 mesmo. Nota: 8.
Ep. 19/31 – Eu Só Tenho Olhos Para Você – Esse acho meio fraco. O tema é bom, assombração, que não é algo muito explorado pela série. Mas, sei lá, a conclusão com o Angel incorporando a mulher e Buffy incorporando o cara soa ruim e boa ao mesmo tempo. Certo, era o que ele precisava para se perdoar, mas Angel incorporar a professora e Buffy incorporar o homem soa estranho. Ou, na verdade, talvez seja melhor do que pensei. Pensando agora, Buffy passa o episódio todo condenando o cara, e o episódio fala sobre perdão. Ela incorporou ele e no final talvez tenha reconsiderado, talvez pense que pessoas mereçam perdão. Mesmo que essa pessoa seja um feminicida canalha que matou uma professora que não quis ficar com ele, pois, afinal, se ficasse, a professora seria uma pedófila, mesmo supostamente o amando... É, não dá, tá entre os piores episódios da temporada mesmo. Nota: 7.
Ep. 20/32 – Vamos Pescar? - Então quer dizer que Scofield era do time de natação da escola? E, esse não vai ser o primeiro ator que dá as caras aqui em início de carreira. Apesar de ser um episódio filler, tem seus momentos, como Xander na natação e na sauna, fora que é um episódio mais engraçado, apesar da tonelada de adolescentes “mortos”. A cena final, que talvez fosse poética no roteiro, saiu meio tosca na gravação. Fora esse conceito de que viraram homens-peixe e foram para o mar é meio ruim. Talvez o pior episódio da temporada, mas, mesmo assim, não é tão ruim. Aborda esteroides e privilégios dos alunos dos esportes. Nota: 7.
Ep. 21/33 – Metamorfose Parte 1 – Como disse, Buffy mata personagens sem pudores. Kendra nem pode mostrar muito a que veio. O episódio é quase um Guerra Infinita, consistindo apenas nos protagonistas levando pancada até o fim. Nota: 9.
Ep. 22/34 – Metamorfose Parte 2 – Ah, Joss Whedon dá seus primeiros sinais de sadismo. O cara entrega uma série com ótimas piadas entremeadas de cenas de cortar o coração. Bom, eu jurava que o Angel tinha morrido de vez, já que eu achava que a série solo dele era uma prequel kkkkkkk. Bom, Spike vira nosso herói improvável, já dando mostras de que logo se tornaria um dos mocinhos, muito também pelo carisma do personagem. Temos também a revelação de que Buffy é uma Caçadora para sua mãe, que, para mim, era algo que acontecia bem depois na série, quarta temporada. Lembrei errado. A cena dela com o Spike é hilária, aliás. E a reação dela ao saber que a filha é caçadora é genial, fazendo um paralelo com a homossexualidade (como X-Men 2 ou 3 o fez muito bem, também). “Já tentou não ser caçadora”? Triste que Joss Whedon, apesar de seu discurso inclusivo, se revelou como um babaca depois. Bom, mas sobre o episódio, no final, a temporada termina partindo corações e demonstrando o caráter mais sombrio que viria, sem, entretanto, nunca abandonar as ótimas piadas. Nota: 10.
Nota da Temporada: 9.8.
Buffy: A Caça Vampiros (1ª Temporada)
4.0 186 Assista AgoraAbram alas para a melhor série (e talvez a melhor produção audiovisual) de toda a história. Sim, como essa introdução deve tê-los feito pensar, Buffy é minha série preferida e aqui estou eu indo assistir pela terceira vez.
Bom, a série veio derivada de um filme mediano de 1992 e meio que funciona como uma espécie de continuação, eis que alguns eventos do filme são citados (na série Buffy já começa como Caçadora), embora este não seja canônico em relação à série, mas a temática e proposta são semelhantes.
Como série preferida, obviamente, sempre recomendo ela para todo mundo (inclusive você que está lendo), mas também sempre recomendo ressalvando que é para ignorarem um pouco a primeira temporada, porque ela é meio “power ranger” (a própria abertura, bem noventista, mas ótima), ou, como alguns estão chamando aqui nos comentários, “trash”. Realmente, a primeira temporada não possuiu tanto orçamento como as subsequentes, é mais episódica e menos densa e séria, mas possui, ainda assim, qualidade suficiente, não para ser a melhor série de todos os tempos, mas ainda assim é boa.
Mesmo não sendo tão densa quanto as outras temporadas, o último episódio já dá uma ideia de que a série terá temas mais pesados. O humor aqui é razoável, mas melhora bastante nas próximas temporadas. Além disso, as boas quebras de expectativa já dão as caras por aqui, além da falta de pudores em matar personagens supostamente (ou de fato) importantes.
Também ressalto, quando recomendo a série, que os seriados da época eram bem episódicos (Twin Peaks é rara exceção), trazendo uma inovação que acredito que veio de Arquivo X, com um tema principal ao longo da temporada, mas pouca continuidade de fato entre os episódios, sendo aqui a figura do Master, nosso primeiro vilão principal de temporada (cada uma terá a sua).
Pois bem, uma opinião sobre cada episódio, que possuem a tônica de inserir algo sobrenatural em temáticas adolescentes:
Ep 1 e Ep 2 – Bem-Vindo À Boca Do Inferno Partes 1 e 2 – Buffy já começa dando sua tônica de quebra de expectativa em sua primeiríssima cena, colocando a personagem feminina, que o cinema normalmente mostra como indefesa, como a vampira que ataca o rapaz. Isso rima com a própria Buffy, a “loira gostosa e descerebrada” dos filmes de terror, que normalmente é a primeira a morrer, e que aqui é a responsável por descer a porrada nos monstros.
Claro, apesar disso, esses dois primeiros episódios têm vários clichês, mas mesmo alguns desses clichês são premiados com algumas quebras de expectativa. Jesse se transforma em vampiro, então temos a cena clássica do confronto entre o recém-transformado e seu antigo amigo, que se recusa a matar a criatura, mesmo que em essência ela não seja mais o seu antigo amigo. E a conclusão disso quebra a expectativa, o que é bom.
Esses dois episódios, acredito, devem ter sido concebidos e exibidos originalmente como um episódio só, mais longo, mas que foi dividido em dois para as reprises, se encaixando no padrão de exibição de 42 minutos. Por isso estou comentando eles juntos, aliás.
Tenso mesmo é que o tal do Jesse, o grande amigo de infância de Willow e Xander, NUNCA MAIS foi citado na série. É essa falta de continuidade que era muito comum na época que nem Buffy, mesmo sendo um seriado excelente e visionário, não conseguiu combater por completa.
O final do episódio soa muito como episódio piloto (embora não seja o piloto), expondo sem sutilezas que os episódios seguintes envolverão outras criaturas além dos vampiros, e estabelecendo o Master como vilão de temporada.
Nota 8 para o episódio 1 e 9 para o episódio 2.
Ep. 3 – Bruxa – O episódio que introduz Amy. A trama mistura bem a questão adolescente, na figura das líderes de torcida, com a questão sobrenatural. E o episódio já seria suficientemente bom na sua trama e execução, mas ainda se dá ao luxo de complementar isso com uma ótima reviravolta, daquelas que é até interessante perceber as pistas ao rever o episódio. Nota – 9.
Ep. 4 – O Queridinho Da Professora – Bom, temos aqui um episódio bem de enchimento mesmo. Claro, colocam um pouco de desenvolvimento na Buffy sendo vista como aluna problema, mas isso é pouco explorado já que o professor que trata bem a Buffy logo é descartado (e, tal como Jesse, nunca mais será citado). Os efeitos até estão bons, considerando que lembrava deles piores e que a série vai ter efeitos de CGI bem mais trashs, mas, no geral, os efeitos práticos e maquiagem do seriado são bons, tendo sido melhor a opção de utilizá-los aqui. Bizarro mesmo é a forma como a relação amorosa professora-aluno é tratado com naturalidade aqui... ou, talvez, seja um paralelo com um comportamento predatório de professoras que se aproveitam de juventude de seus alunos, como a louva-deus faz¿ Uhm... esse episódio acabou de melhorar um pouco. Mas, é fraco de toda forma, das duas primeiras vezes que assisti considerei a conclusão apressada, apesar de que nessa terceira assistida não tive essa sensação. Nota – 7.
Ep. 5 – Nunca Mate Um Garoto No Primeiro Encontro – Esse episódio já demonstra o ótimo timming cômico que vai ser marca da série. Por enquanto a série vem abordando temas colegiais encapados com questões sobrenaturais. Mudança de escola, relação aluno-professor, líder de torcidas e agora os namoros são colocados em pauta. Owen é o primeiro par romântico da Buffy, e é descartado para nunca mais ser visto. Como disse, o episódio funciona bem pelo humor, mas também possui boas quebras de expectativa, sendo um dos melhores da temporada. Nota – 9.
Ep. 6 – A Matilha – Aqui o tema são mudanças comportamentais. Muitas vezes alguns adolescentes começam a agir como idiotas para se juntarem a um grupo, inclusive por questões hormonais. Claro, aqui eles estão possuídos pelo espíritos das hienas. Por enquanto este e o episódio do Louva a Deus são os mais fracos da temporada. A conclusão e a batalha final são apressadas, a reviravolta do culpado é óbvia, a direção é esquisita, (closes e mais closes) mas, pelo menos, tem uma morte que considero inesperada (a do diretor da escola, que durou pouquíssimo como personagem). Nota – 7.
Ep. 7 – Angel – O episódio típico de meio de temporada que retoma o vilão principal da temporada para que ele não fique muito esquecido (isso acontece bastante em Arquivo X), mas, aqui, temos também maiores revelações sobre o Angel. É curioso que o fato dele ser um vampiro é um reviravolta. Enfim, esse episódio cita várias coisas do passado do Angel (ser criado pela Darla, ter namorado ela, os ciganos, a morte da família de Angel, etc) que vão ser explorados em episódios posteriores, mostrando o cuidado dos realizadores para com a mitologia da série. Darla é outra morte que considero abrupta. Acho a cena da Buffy com Angel no quarto muito “Crepúsculo”. Aliás, a Buffy convida Angel para entrar na casa, sinal que os roteiristas estavam atentos em evitar falhas de roteiro. Nota – 9.
Ep. 8 – Eu Robô... Você Jane – O melhor episódio da temporada na minha opinião, embora tenha uma nota baixa no IMDB. É interessante por trazer uma discussão sobre a internet já nos seus primórdios e, curiosamente, já acerta no ponto chave da fugacidade da informação quando esta não é tangível. Sim, já em 1997 se achava que o conhecimento virtual era rápido, efêmero, muito antes da “tiktokização” do conteúdo online, a informação na internet já era considerada “rápida”. A discussão sobre relacionamento virtual tenta evitar viés conservador, mas parece criticar, mesmo que veladamente, essa modalidade de relacionamento. No final, temos a conclusão do episódio com uma frase premonitória, que praticamente resume a série, quando os personagens comentam que nunca terão relacionamentos saudáveis e felizes. Considerando os relacionamentos amorosos do trio ao longo das temporadas seguintes, esta frase é incrivelmente profética. Nota – 10.
Ep. 9 – O Show De Bonecos – Esse episódio é bem legal. Seja pelo tema do ventríloquo, seja pelas reviravoltas, seja pelo humor. E haja reviravolta, aliás. A diferença, aqui, é que cada episódio parecia pegar um tema adolescente típico e colocá-lo na ótima sobrenatural mas esse episódio não o faz. Bom, talvez a ideia do show de talentos, mas isso não é necessariamente um tema adolescente típico. A cena final é uma das melhores da série na minha opinião (teatro de vanguarda). As piadas envolvendo um cara velho (um boneco, tudo bem) com uma garota adolescente são meio estranhas. Nota – 9.
Ep. 10 – Pesadelos – Não gosto tanto assim desse episódio. Tinha até esquecido que ele era dessa temporada. Os outros episódios tinham temas adolescentes mais palpáveis, até mesmo o nono, mas o desse aqui não é nada identificável. Talvez o medo, mas isso não é algo só de adolescentes. Aliás, o medo da Alyson Hannigan é o mesmo medo da atriz (vejam Once More With Feeling), o que me faz questionar se o roteiro usou os medos dos atores como base. No final, algo positivo é usar uma pessoa “comum” como vilã, mostrando que o mal na série não está só nos monstros. Nota – 7.
Ep. 11 – Fora Da Mente, Fora Da Visão – Esse daqui o tema é a timidez. Assim como padrão de praticamente todos os outros episódios dessa temporada, termina com um gancho bombástico para uma trama que jamais será abordado de novo. Nota – 7.
Ep. 12 – A Garota Da Profecia – A conclusão da temporada trás várias situações interessantes. A morte de Buffy, cumprindo a profecia, mas com ela acabando sendo ressuscitada. O problema é que a esperada batalha final com o Master soa meio corrida, além de colocarem fim em um vilão que tinha mais potencial (e acredito que se arrependeram, só ver o tanto que ele aparece outras vezes na série). A ideia de que a Buffy, indo ao esconderijo, pensando evitar a profecia, é o que acaba fazendo com que ela se cumpra é uma boa ideia no tema batido das profecias, embora hoje em dia até isso ficou meio clichê (Harry Potter é um exemplo que usa disso) e não sei se Buffy foi a primeira que usou dessa ideia. Nota – 9.
Caramba, esse comentário ficou imenso kkkkk. Mas fica o registro.
Nota: 8.6.
Ash vs Evil Dead (2ª Temporada)
4.2 188 Assista AgoraMantêm o estilo da primeira, mas, aqui, temos uma extrapolação de quase tudo, do gore, que está mais insano, ao humor, que está mais politicamente incorreto (e, a ideia de apontar isso como forma de mitigar o fato de que ele é politicamente incorreto continua funcionando), com Bruce Campbell cada vez mais tiozão. A série também continua respeitando a mitologia da franquia, inclusive com a menção a acontecimentos do terceiro filme, além de nos trazer mais informações sobre o protagonista, como a relação com o pai ou a cidade onde ele nasceu, e onde o restante da série se passará.
Episódio 1: Ver a cidadezinha onde Ash cresceu, e o fato dele ter se tornado uma lenda urbana (ashy slashy) é uma boa ideia para termos o pano de fundo da temporada. Nota: 8.
Episódio 2: A cena do necrotério, trash no último grau. Nota: 9.
Episódio 3: Um dos melhores da série, bem engraçado, com o fino do humor na festa no bar. Nota: 9.
Episódio 4: Outro ótimo episódio, incluindo a cena em que o Ash “doma” o Delta. O episódio, de certa maneira, parece “encerrar” a temporada. Nota: 9.
Episódio 5: E somos apresentados ao vilão principal da temporada. Nota: 8.
Episódio 6: Mais um episódio que homenageia elementos originais da franquia. Nota: 8.
Episódio 7: Apesar de ser só um episódio de enchimento, funciona no estilo da série, com absurdos como marionetes assassinas. Aliás, tem uma premissa semelhante com um episódio da sexta temporada de Buffy. Nota: 8
Episódio 8: Continua o episódio anterior, com um gancho pesado. Nota: 8.
Episódio 9: Então o terceiro Evil Dead é canônico¿ Jurava que eles não considerariam um filme com viagem no tempo como parte da franquia, ainda mais por não o terem citado antes (apesar do Ash trabalhando na loja casar com um dos finais do terceiro filme). E, bom, uma pena que a ambientação anos 1980 seja super rápida, ainda mais por ser algo na moda hoje em dia. Nota: 9.
Episódio 10: E, claro, a conclusão é novamente na cabana. E, bom, a gente engole a bagunça com a viagem no tempo, porque é esse o tom da série. Nota: 9.
Nota da temporada: 9.1.
Demolidor (3ª Temporada)
4.3 469 Assista AgoraComo (na época) deixaram essa série acabar? Pecado imenso. Quando fiquei sabendo do cancelamento, nem animei assistir a terceira temporada pois a primeira e a segunda tinham sido excelentes e o fato de ter sido cancelado me fizeram concluir que a chance da terceira ser boa também não era muita alta. E como era original Netflix e ficaria no streaming para sempre, então dava para prolatar a assistida... e, então, anunciam que iria sair da Netflix e eu tive que quebrar minha política e maratonar a temporada, mas, no fim, valeu a pena, pois mantêm a qualidade das outras temporadas, com uma trama bem construída, boas atuações e uma parte técnica impecável. Conta também com as excelentes cenas de ação que fizeram fama à série, além de provavelmente ter feito corar os responsáveis pelas cenas de ação do UCM, que parecem ter sido feitas por crianças perto das cenas de pancadaria do Demolidor (destaque para a do presídio). Claro, podemos esmiuçar a trama e achar incoerente o poder quase onipotente do Rei do Crime, mas isso meio que é atrelado ao personagem e ao fato de ser uma adaptação dos quadrinhos, que, no geral, tendem para um exagero que beira a suspenção da crença. No fim, o que realmente me incomodou mesmo foi essa afastamento do personagem de sua natureza de super-herói (
Matt não usa o uniforme UMA mísera vez
Nota: 9.2.
Luke Cage (2ª Temporada)
3.5 149A primeira temporada de Luke Cage mais acertava que erravam, mas essa segunda temporada é repetitiva por demais. Não entendo essa tara da Netflix por inchar séries com um só conceito e repeti-los à exaustão até cansar, ao invés de fazer episódios mais curtos, ou, aproveitar que é uma SÉRIE e colocar várias tramas ou uma história mais episódica. Enfim, aquele papo de Harlem para lá, ser uma Stokes para cá, contar MIL vezes a história da rivalidade entre a família Stokes e a família do Bushmaster, enfim, a série fica repetindo e repetindo e repetindo para preencher os vários episódios. Bom, pelo menos continua com a qualidade de produção que também tem nas outras séries da Marvel na Netflix. Também não consigo entender o povo que até hoje fica atirando no Luke. Todo mundo já sabe que não adianta, porque continuam atirando? Enfim, o que realmente salvou a temporada foi a última cena, uma das melhores nessas séries da Marvel, que
reprisa de forma genial o take final de O Poderoso Chefão. Uma boa referência, que não soa gratuita, afinal, Luke tinha assumido uma posição semelhante a de Michael Corleone, assumindo um império que ele não cogitava assumir anteriormente
Nota: 7.2.
Coragem, o Cão Covarde (3ª Temporada)
4.4 3 Assista AgoraEnquanto a primeira e a segunda temporada poderiam, numa interpretação ampla, serem citadas como um desenho de terror infantil, pela construção de um clima bizarro e angustiante, essa terceira temporada abandona aquilo que fazia Coragem ser um desenho que se destacava. Sim, os elementos estranhos estão aqui, principalmente na concepção dos vilões, mas o clima de terror foi abandonado (Apenas Um Show, por exemplo, é repleto de bizarrices, o que por si não configura o elemento de terror), tendo sobrado só a comédia, que já era bem empregada nas temporadas anteriores, com gags que remetem aos desenhos mais antigos. Aqui o uso de música clássica aliada à animação também é outro destaque, embora, convenhamos, a Disney já fazia isso antes, e melhor. Abaixo uma pequena opinião sobre cada episódio:
Muriel Meets her Match: Episódio meio padrão para o início da temporada. Nota: 7.
Coragem vs. Mecha-Coragem: Episódio pesado, a sequência final é tensa de assistir. Nota: 9.
Acampamento do terror: Esperava mais de um episódio de acampamento, mas até que é legalzinho. Nota: 8.
Record Deal: Episódio de objeto amaldiçoado padrão do desenho. Nota: 7.
Stormy Weather: A sequência final é a melhor parte. Nota: 8.
The Sandman Sleeps: Episódio legal, mas solução meio rápida. Nota: 7.
Hard Drive Courage: Bem legal os conceitos de computação e o coragem computadorizado. Nota: 8.
A Cavalgada das Valquírias: Como eu já disse, alguém da produção realmente gosta de ópera e música clássica. Nota: 8.
Scuba-Scuba Doo: Apesar de ser um bom episódio (mais um com temática ecológica), não tem aquele tem aquele tom macabro do Coragem. Nota: 7.
Conway, The Contaminationist: Premissa bem legal, principalmente na figura e no modo de “ataque” do vilão, contaminando o ambiente. Nota: 9.
Katz Under The Sea: Acho que esse é o melhor episódio envolvendo o Katz, o visual do submarino é muito bom. Nota: 8.
Cortina da Crueldade: Lembra um pouco o episódio final da segunda temporada. Nota: 7.
Feast Of The Bullfrogs: Episódio meio padrão, um grupo de seres com um soberano faz o Coragem e sua família passarem por provações. Nota: 7.
Tulip’s Worm: Foi uma referência à Planeta Fantástico? Nota: 8.
So In Louvre Are We Two: Esse episódio foi a base de Uma Noite No Museu. Plágio. O filme dos Looney Tunes também tem cenas bem parecidas. Nota: 8.
Night Of The Scarecrow: Por enquanto, acho que esse foi o único episódio da temporada a ter aquele clima do Coragem em seu início, aquela vibe desconfortável que tanto nos assustava quando crianças. Nota: 9.
Mondo Magic: Episódio do Coragem típico, mas divertido. Nota: 8.
Watch the Birdies: Não tem um episódio do Timão e Pumba com uma trama parecida? Nota: 7.
Fishy Business: Episódio de enchimento, vale mais pelo tribunal. Nota: 7.
Angry Nasty People: A crítica à violência na televisão e o retorno do personagem do diretor-zumbi são boas ideias. Nota: 8.
Dome Of Doom: Bem legal, aquela coisa de plantas assassinas é bem trash. Nota: 8.
Snowman’s Revenge: Mais um vilão trazido de volta. Nota: 7.
The Quilt Club: A melhor parte é a vilã, que é (são?) bem sinistra, mas de resto segue o padrão da série. Nota: 8.
Swindlin’ Wind: Mais uma maldição daquela vidente, sem nada extraordinário. Nota: 7.
King Of Flan: Quase a mesma coisa que aquele episódio dos testes em humanos, mas aqui o foco é na crítica à indústria da propaganda. Nota: 8.
Courage Under The Volcano: A melhor parte desse episódio são os absurdos que geram o humor. Nota: 9.
Nota: 8.1.