Apesar de não ser perfeito, muito satisfatório ver Bong Joon-ho ensinando ao babaca do James Cameron como se faz um filme ambientado no espaço com alusão ao Imperialismo.
É um filme frustrante. A proposta é excelente e muito apropriada em vários níveis para essa sociedade do capitalismo tardio, com seus contornos nefastos de exposição, poder e masculinidade. Contudo, a execução deixa muito a desejar. O início é enfadonho e se prolonga mais do que deveria para construir aquele universo. Quando "a fachada" começa a ruim as coisas melhoram. Contudo, os últimos 15 minutos são muito anticlimáticos e o final é de um Deus Ex Machina intragável.
Um bom filme, mas que quase cai para o medíocre. O segmento do julgamento é frágil demais, com a condução do processo e a postura dos envolvidos (principalmente o advogado de defesa) sendo conveniente demais para o andamento do roteiro em detrimento de ações mais orgânicas que poderíamos esperar de personagens com tais funções. O Nicholas Hoult teve uma boa atuação como um sujeito frágil e de certa forma despedaçado, mas
temos que adotar MUITA suspensão de descrença em acreditar que as ações deliberadas dele e o seu nervosismo quase escandaloso não gerariam maiores suspeitas entre os envolvidos, não necessariamente em jogar nele os holofotes de possível envolvido no atropelamento, mas até mesmo de sua capacidade emocional de estar ali.
Os atos em que a promotora passa por uma mudança de postura fazem com que o filme recupere o fôlego e evite que ele caia para o medíocre, o que seria uma tristeza, considerando que este possivelmente será o último filme do Eastwood, que, apesar dos pesares, mantém uma direção coesa. E para concluir as conveniências absurdas do filme,
eu ri demais da absurda cena em que a promotora busca no Google "marido da mulher que ela entrevistou há uns dias" e encontra num passe de mágica as fotos do personagem do Nicholas Hoult
Um dos filmes que mais me deixou ansioso nos últimos anos por dois principais fatores: o fato de Nosferatu ser uma obra-prima gerou uma forte expectativa sobre o que poderia vir aí e o fato de Robert Eggers ser um dos grandes nomes do cinema contemporâneo.
Após ter conferido o material ontem, chego à conclusão de que é um bom filme. A fotografia e os elementos cênicos são muito bons, e o uso de planos abertos traz duas principais sensações: de onipotência do pavor/praga que Nosferatu representa e do fatalismo de que todos aqueles seres humanos ali são insignificantes diante do mal que está prestes a assolá-los (um elemento que é muito presente no remake do Herzog).
Outro acerto foi a caracterização do Skarsgard como Conde Orlok:
além de evitar uma mera repetição do visual já estabelecido para o vampiro, ele é uma referência direta à descrição do Drácula no livro de Bram Stoker
.
Contudo, apesar de ser um bom filme, ele está longe de ser excelente. Com exceção do personagem de Dafoe, todos os outros são frágeis, muitas vezes reduzidos à unidimensionalidade ou até mesmo a caricatura, o que dificulta em muito que desenvolvamos algum apego que nos leve a nos importarmos com eles. Além disso, ao contrário dos outros filmes do Eggers, esse aqui tem alguns elementos irritantes que em muito o aproximam de um "filme de terror de cinema de shopping", como os dispensáveis
é muito, mas muito mal explorado, o que desperdiça demais as possibilidades de ampliar o suspense, em favor de ampliar o aspecto dramático de Helen que foi desenrolado de forma exaustiva
.
Enfim, saí da sala de cinema satisfeito por ser um filme bom, mas decepcionado por ser aquém do que Nosferatu proporcionaria e do que Eggers é capaz.
Como sequência de X, manteve a recorrência de (pelo que estou vendo nos comentários) também ser bem superestimado. Não é um filme ruim, mas é mais uma prova prática de como o apelo a referências nostálgicas/ de "universos" é um recurso cada vez mais vazio e que menospreza os espectadores. "- Ah, olha lá a referência a Psicose, que tudo, filme da neta brasileira da Gladys!!!", enquanto o roteiro derrete do segundo ato em diante e as motivações dos personagens são jogadas e desenvolvidas de forma preguiçosa, além de negligenciar possíveis discussões metalinguísticas e afins que, a princípio, pretendia apresentar. A nostalgia tem se tornado um dos recursos mais preguiçosos do cinema, seja blockbuster, seja independente, atualmente.
Como filme sobre fotojornalismo, ele até é competente e tem seus méritos.
Como filme sobre elementos políticos contemporâneos (que inclusive foi a proposta passada pelos trailers), ele é um sapatênis em forma de longa metragem.
Pelo menos há uma metalinguagem: o filme dura duas horas e nós ficamos com a sensação de que se passaram 10 anos, de tão chato e aquém do que esse diretor já conseguiu fazer em Corpo Fechado e O Sexto Sentido.
Pearl é um bom filme, agora esse aqui está muito distante disso. Eu tenho certeza absoluta que pelo menos uns décimos da nota que está aqui no Filmow (assim como lá no Letterboxd) são puro hype porque o filme tem algum tipo de envolvimento da A24.
Se tem uma coisa que me deixa ainda mais com raiva do Halloween Ends é que ele gerou uma reação de algumas pessoas olharem para essa porcaria dirigida pelo Rob Zombie com mais simpatia. Que o diga a quase inexplicável nota que este remake, que se resume a transformar tudo em uma anedota de rednecks beberrões, sujos e caricatos (como qualquer porcaria desse arremedo de diretor que é o Rob Zombie) tem aqui no Filmow. Nota 2,0 ainda seria muito, e olha que eu não sou nem nunca fui fã da série Halloween.
Sem dúvidas foi uma boa sessão. Adorei a fotografia e as atuações da Emma e do Dafoe estão excelentes. Entretanto eu fiquei um pouco frustrado por o filme, ao meu ver, não alcançar todo seu potencial filosófico por
se basear em piadas e referências sexuais à exaustão em boa parte de seus atos. Obviamente esse elemento é crucial para um dos pontos centrais da narrativa, mas é tão recorrente se torna banal e, inclusive, interrompe a imersão.
Eu só fico pensando que o buraco é uma analogia à parte do corpo humano com a qual esse arremedo de tentativa de fazer uma mistura do Lynch com o Cronenberg, protagonizada pelos estagiários da Escola de Atores Sylvester Stallone, foi escrito.
Se é uma obra excelente ou um filme quase medíocre, isso poderá depender do ponto de vista. Se considerarmos o aspecto metalinguístico de o filme conseguir se conectar com algumas parcelas das últimas gerações que de fato se identifiquem com a Julie, e levarmos em consideração que esse é um fator de destaque em produções com elementos dramáticos, então o filme talvez possa ser visto como excelente por tais grupos. Contudo não são apenas esses elementos que solidificam uma obra efetiva, e na soma de outros fatores, o filme é quase medíocre (no sentido estrito do termo, não no senso comum que teima em considerar medíocre como sinônino de ruim, sabe-se lá o porquê).
O filme parece uma tentativa de fazer uma leitura de alguma obra do Ingmar Bergman nos moldes das duas últimas gerações, com alguns elementos de "O mal-estar da pós-modernidade", de Zygmunt Bauman (que, inclusive, é um bom livro). O problema é que o produto é muito inconstante. Os primeiros capítulos são um porre, pois são uma sequência de estereótipos ambulantes (não somente a Julie e suas ações), mas entendo que possa haver identificação por algumas parcelas das gerações pós-modernas, que se habituam a agir de acordo com o que consomem (seja adotando os trejeitos dos seus personagens favoritos de Friends, seja por transformarem a "vida real" em uma extensão dos interesses e práticas sociais estabelecidas nas redes sociais).
Já os 3 ou 4 últimos capítulos são bons, mas muito prejudicados pelo início e meio do filme que acabam por limitar nossa imersão e o impacto com o que se desenrola no desfecho da obra. No final das contas, há dificuldade de construir e sustentar os elementos dramáticos que seriam necessários para que esses últimos atos alcançassem o ápice que mereciam.
Enfim, adiei esse filme por muito tempo e fica o gosto amargo de não ter considerado a obra todo esse petardo da sétima arte que se falou por aí. Longe disso, inclusive.
O filme ganha muitas estrelas nos momentos mais intimistas acerca dos percalços em direção à ascensão da dupla, assim como nas resoluções em cima dos problemas sociais que afetam os protagonistas e representam a realidade de milhões de jovens por décadas. Eu infelizmente não gostei do tom
premonitório e quase onírico que há acerca da presença do Claudinho. Tudo bem que há uma questão poética e liberdades daí geradas, principalmente se consideramos que a projeção é permeada pela narração do personagem Buchecha, mas o recurso é forçado demais, a ponto de muitas vezes prejudicar a imersão e colocar em xeque o realismo que a obra pretende passar.
É um bom filme, mas que desliza nesse suporte folhetinesco.
É quase uma conversa intimista, que muitas vezes nos faz esquecer da posição que assumimos diante da exibição. Os (poucos) filmes que conseguem esse efeito os fazem por serem tão humanos. E é isso que os torna tão efetivos.
O conservadorismo é refúgio dos c4n4lh4s. Que o digam os deputados federais e estaduais que garantiram suas boquinhas nas últimas eleições e os realizadores desse filme que conseguiram vender a ideia de que esse arremedo de roteiro é um filme "muito inteligente" e que esse filme " não passou no cinema porque quanto menos pessoas souberem dele, melhor" (para a elite globalista ou quaisquer tolices de discursos conspiracionistas).
É como diz aquele provérbio popular: "- Todo dia saem de casa um malandro e um otári0, e quando eles se encontram rola negócio". (Que o diga a tragicômica contradição de a evangelização do filme ser quase por completo oriunda das palavras do diabo.)
Mickey 17
3.4 526 Assista AgoraApesar de não ser perfeito, muito satisfatório ver Bong Joon-ho ensinando ao babaca do James Cameron como se faz um filme ambientado no espaço com alusão ao Imperialismo.
Pisque Duas Vezes
3.5 662 Assista AgoraÉ um filme frustrante. A proposta é excelente e muito apropriada em vários níveis para essa sociedade do capitalismo tardio, com seus contornos nefastos de exposição, poder e masculinidade. Contudo, a execução deixa muito a desejar. O início é enfadonho e se prolonga mais do que deveria para construir aquele universo. Quando "a fachada" começa a ruim as coisas melhoram. Contudo, os últimos 15 minutos são muito anticlimáticos e o final é de um Deus Ex Machina intragável.
Jurado Nº 2
3.6 460 Assista AgoraUm bom filme, mas que quase cai para o medíocre. O segmento do julgamento é frágil demais, com a condução do processo e a postura dos envolvidos (principalmente o advogado de defesa) sendo conveniente demais para o andamento do roteiro em detrimento de ações mais orgânicas que poderíamos esperar de personagens com tais funções. O Nicholas Hoult teve uma boa atuação como um sujeito frágil e de certa forma despedaçado, mas
temos que adotar MUITA suspensão de descrença em acreditar que as ações deliberadas dele e o seu nervosismo quase escandaloso não gerariam maiores suspeitas entre os envolvidos, não necessariamente em jogar nele os holofotes de possível envolvido no atropelamento, mas até mesmo de sua capacidade emocional de estar ali.
Os atos em que a promotora passa por uma mudança de postura fazem com que o filme recupere o fôlego e evite que ele caia para o medíocre, o que seria uma tristeza, considerando que este possivelmente será o último filme do Eastwood, que, apesar dos pesares, mantém uma direção coesa. E para concluir as conveniências absurdas do filme,
eu ri demais da absurda cena em que a promotora busca no Google "marido da mulher que ela entrevistou há uns dias" e encontra num passe de mágica as fotos do personagem do Nicholas Hoult
Nosferatu: O Vampiro da Noite
4.0 286A versão do Robert Eggers faz com que a versão do Herzog se torne ainda melhor.
Nosferatu
3.6 945 Assista AgoraUm dos filmes que mais me deixou ansioso nos últimos anos por dois principais fatores: o fato de Nosferatu ser uma obra-prima gerou uma forte expectativa sobre o que poderia vir aí e o fato de Robert Eggers ser um dos grandes nomes do cinema contemporâneo.
Após ter conferido o material ontem, chego à conclusão de que é um bom filme. A fotografia e os elementos cênicos são muito bons, e o uso de planos abertos traz duas principais sensações: de onipotência do pavor/praga que Nosferatu representa e do fatalismo de que todos aqueles seres humanos ali são insignificantes diante do mal que está prestes a assolá-los (um elemento que é muito presente no remake do Herzog).
Outro acerto foi a caracterização do Skarsgard como Conde Orlok:
além de evitar uma mera repetição do visual já estabelecido para o vampiro, ele é uma referência direta à descrição do Drácula no livro de Bram Stoker
Contudo, apesar de ser um bom filme, ele está longe de ser excelente. Com exceção do personagem de Dafoe, todos os outros são frágeis, muitas vezes reduzidos à unidimensionalidade ou até mesmo a caricatura, o que dificulta em muito que desenvolvamos algum apego que nos leve a nos importarmos com eles. Além disso, ao contrário dos outros filmes do Eggers, esse aqui tem alguns elementos irritantes que em muito o aproximam de um "filme de terror de cinema de shopping", como os dispensáveis
jump scares, que não somente são recursos utilizados mais do que deveriam, como também destoam do clima que um filme como Nosferatu exige
é muito, mas muito mal explorado, o que desperdiça demais as possibilidades de ampliar o suspense, em favor de ampliar o aspecto dramático de Helen que foi desenrolado de forma exaustiva
Enfim, saí da sala de cinema satisfeito por ser um filme bom, mas decepcionado por ser aquém do que Nosferatu proporcionaria e do que Eggers é capaz.
MaXXXine
3.1 674 Assista AgoraComo sequência de X, manteve a recorrência de (pelo que estou vendo nos comentários) também ser bem superestimado. Não é um filme ruim, mas é mais uma prova prática de como o apelo a referências nostálgicas/ de "universos" é um recurso cada vez mais vazio e que menospreza os espectadores. "- Ah, olha lá a referência a Psicose, que tudo, filme da neta brasileira da Gladys!!!", enquanto o roteiro derrete do segundo ato em diante e as motivações dos personagens são jogadas e desenvolvidas de forma preguiçosa, além de negligenciar possíveis discussões metalinguísticas e afins que, a princípio, pretendia apresentar. A nostalgia tem se tornado um dos recursos mais preguiçosos do cinema, seja blockbuster, seja independente, atualmente.
Planeta dos Macacos: A Guerra
4.0 991 Assista AgoraDonkeys = macacos de direita.
O Homem dos Sonhos
3.4 204Uma boa surpresa da A24, a produtora/ distribuidora mais superestimada dos últimos tempos.
Guerra Civil
3.5 653 Assista AgoraComo filme sobre fotojornalismo, ele até é competente e tem seus méritos.
Como filme sobre elementos políticos contemporâneos (que inclusive foi a proposta passada pelos trailers), ele é um sapatênis em forma de longa metragem.
Tempo
3.1 1,2K Assista AgoraPelo menos há uma metalinguagem: o filme dura duas horas e nós ficamos com a sensação de que se passaram 10 anos, de tão chato e aquém do que esse diretor já conseguiu fazer em Corpo Fechado e O Sexto Sentido.
2012
2.6 3,3K Assista AgoraRoland Emmerich é uma mistura de Uwe Boll com Michael Bay que consegue arrumar uns otários para colocarem milhões de dólares ao seu dispor.
Noite Passada em Soho
3.5 800 Assista AgoraUma premissa interessante estragada por uma das direções mais pretensiosas dos últimos anos.
Pearl
3.9 1,2K Assista AgoraAo contrário de X, Pearl realmente é efetivo, justamente por ser menos pretensioso e mais orgânico que o primeiro filme lançado.
X: A Marca da Morte
3.4 1,3K Assista AgoraPearl é um bom filme, agora esse aqui está muito distante disso. Eu tenho certeza absoluta que pelo menos uns décimos da nota que está aqui no Filmow (assim como lá no Letterboxd) são puro hype porque o filme tem algum tipo de envolvimento da A24.
Halloween: O Início
3.2 862 Assista AgoraSe tem uma coisa que me deixa ainda mais com raiva do Halloween Ends é que ele gerou uma reação de algumas pessoas olharem para essa porcaria dirigida pelo Rob Zombie com mais simpatia. Que o diga a quase inexplicável nota que este remake, que se resume a transformar tudo em uma anedota de rednecks beberrões, sujos e caricatos (como qualquer porcaria desse arremedo de diretor que é o Rob Zombie) tem aqui no Filmow. Nota 2,0 ainda seria muito, e olha que eu não sou nem nunca fui fã da série Halloween.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraSem dúvidas foi uma boa sessão. Adorei a fotografia e as atuações da Emma e do Dafoe estão excelentes. Entretanto eu fiquei um pouco frustrado por o filme, ao meu ver, não alcançar todo seu potencial filosófico por
se basear em piadas e referências sexuais à exaustão em boa parte de seus atos. Obviamente esse elemento é crucial para um dos pontos centrais da narrativa, mas é tão recorrente se torna banal e, inclusive, interrompe a imersão.
Anatomia de uma Queda
4.0 979 Assista AgoraSamuel é um Bentinho do século XXI.
8/1: A Democracia Resiste
3.5 38Esse recado foi MODERADO.
Motivo: Infração dos Termos de Uso. Comentários ofensivos.
Equipe Filmow.com
Deep Dark
2.8 41Eu só fico pensando que o buraco é uma analogia à parte do corpo humano com a qual esse arremedo de tentativa de fazer uma mistura do Lynch com o Cronenberg, protagonizada pelos estagiários da Escola de Atores Sylvester Stallone, foi escrito.
A Pior Pessoa do Mundo
4.0 703 Assista AgoraSe é uma obra excelente ou um filme quase medíocre, isso poderá depender do ponto de vista. Se considerarmos o aspecto metalinguístico de o filme conseguir se conectar com algumas parcelas das últimas gerações que de fato se identifiquem com a Julie, e levarmos em consideração que esse é um fator de destaque em produções com elementos dramáticos, então o filme talvez possa ser visto como excelente por tais grupos. Contudo não são apenas esses elementos que solidificam uma obra efetiva, e na soma de outros fatores, o filme é quase medíocre (no sentido estrito do termo, não no senso comum que teima em considerar medíocre como sinônino de ruim, sabe-se lá o porquê).
O filme parece uma tentativa de fazer uma leitura de alguma obra do Ingmar Bergman nos moldes das duas últimas gerações, com alguns elementos de "O mal-estar da pós-modernidade", de Zygmunt Bauman (que, inclusive, é um bom livro). O problema é que o produto é muito inconstante. Os primeiros capítulos são um porre, pois são uma sequência de estereótipos ambulantes (não somente a Julie e suas ações), mas entendo que possa haver identificação por algumas parcelas das gerações pós-modernas, que se habituam a agir de acordo com o que consomem (seja adotando os trejeitos dos seus personagens favoritos de Friends, seja por transformarem a "vida real" em uma extensão dos interesses e práticas sociais estabelecidas nas redes sociais).
Já os 3 ou 4 últimos capítulos são bons, mas muito prejudicados pelo início e meio do filme que acabam por limitar nossa imersão e o impacto com o que se desenrola no desfecho da obra. No final das contas, há dificuldade de construir e sustentar os elementos dramáticos que seriam necessários para que esses últimos atos alcançassem o ápice que mereciam.
Enfim, adiei esse filme por muito tempo e fica o gosto amargo de não ter considerado a obra todo esse petardo da sétima arte que se falou por aí. Longe disso, inclusive.
Nosso Sonho
3.8 222O filme ganha muitas estrelas nos momentos mais intimistas acerca dos percalços em direção à ascensão da dupla, assim como nas resoluções em cima dos problemas sociais que afetam os protagonistas e representam a realidade de milhões de jovens por décadas. Eu infelizmente não gostei do tom
premonitório e quase onírico que há acerca da presença do Claudinho. Tudo bem que há uma questão poética e liberdades daí geradas, principalmente se consideramos que a projeção é permeada pela narração do personagem Buchecha, mas o recurso é forçado demais, a ponto de muitas vezes prejudicar a imersão e colocar em xeque o realismo que a obra pretende passar.
É um bom filme, mas que desliza nesse suporte folhetinesco.
Aftersun
4.0 794É quase uma conversa intimista, que muitas vezes nos faz esquecer da posição que assumimos diante da exibição. Os (poucos) filmes que conseguem esse efeito os fazem por serem tão humanos. E é isso que os torna tão efetivos.
Nefarious
3.3 353 Assista AgoraO conservadorismo é refúgio dos c4n4lh4s. Que o digam os deputados federais e estaduais que garantiram suas boquinhas nas últimas eleições e os realizadores desse filme que conseguiram vender a ideia de que esse arremedo de roteiro é um filme "muito inteligente" e que esse filme " não passou no cinema porque quanto menos pessoas souberem dele, melhor" (para a elite globalista ou quaisquer tolices de discursos conspiracionistas).
É como diz aquele provérbio popular: "- Todo dia saem de casa um malandro e um otári0, e quando eles se encontram rola negócio". (Que o diga a tragicômica contradição de a evangelização do filme ser quase por completo oriunda das palavras do diabo.)
Feliz Natal
2.3 63 Assista AgoraParecia que eu estava vendo um filme do Rob Zombie, para minha tristeza.