Eu deveria ter tido mais disposição para curtir este trabalho, que de fato se propõe a ser um entretenimento escapista, todos o são, na verdade, com uma vibe à la anos 1980. E, dentro do que se propõe, o filme é bem-sucedido.
Embora, em alguns momentos, eu tenha me sentido incomodado pela carga dramática que a história adquire, muitas vezes ela me pareceu incompatível ou mesmo estranha ao ritmo que o filme vinha construindo.
De qualquer forma, é um trabalho digno de nota pelo simples fato de que, no dia seguinte a tê-lo assistido, ainda me vi pensando nele, algo bastante raro de acontecer hoje em dia, ainda mais quando se trata, mais uma vez, de um filme essencialmente escapista.
Não sou fã do trabalho que consagrou o cineasta David Robert Mitchell com A Corrente do Mal, elevado ao status de cult instantâneo na época do lançamento. Talvez, se eu o revisitasse hoje, tivesse outra avaliação sobre o filme. Por isso, também não faria sentido julgar O Fim da Rua a partir dos trabalhos anteriores do diretor, já que não faço parte do clube que acompanha e admira seus projetos desde então.
Resumindo: O Fim da Rua vale a conferida, mas confesso que eu queria ter curtido muito mais o trabalho. Talvez eu tivesse saído da sala de cinema até um pouco insatisfeito não fosse o ato final, singelo, e por isso mesmo comovente; e talvez seja justamente ele que tenha feito o filme permanecer um pouco mais na minha cabeça.
O adolescente que, em idos 2002, se emocionou com o Homem-Aranha de Sam Raimi, diria que Um Novo Dia é o filme definitivo do cabeça de teia nas telas. Há esperança o suficiente para acreditar que muita coisa boa pode vir daqui pra frente.
Tecnicamente um primor! É curioso como Nolan está muito mais "sóbrio" aqui; suas "maneirices" estão mais contidas, ao contrário do seu projeto anterior, que sofreu com uma montagem confusa e bastante barulhento. Para quem nunca leu o texto de Homero, A Odisseia é um bom e introspectivo épico de ação.
Toy Story 5 transborda em criatividade e coração, apontando novos caminhos para a franquia que, em meio a alerta de crise dos estúdios Disney, se confirma mais uma vez como o seu maior carro chefe.
Dia D triunfa justamente por não se contentar em ser apenas um exercício de nostalgia. Não é nostalgia pela nostalgia, como aconteceu em Super 8, de J.J. Abrams. Muito pelo contrário: aqui, Steven Spielberg demonstra que continua sendo um dos maiores contadores de histórias do cinema. Sua genialidade continua em suaa capacidade de envolver o espectador, de fazê-lo mergulhar completamente na narrativa e lembrar por que sua filmografia ocupa um lugar tão especial na história do cinema.
Tudo isso é potencializado por uma escolha de elenco extremamente acertada, especialmente Emily Blunt, que se torna o coração e a alma do filme. Sua atuação sustenta boa parte da carga emocional da trama e, para mim, representa o grande papel de sua carreira.
O filme está longe de ser perfeito. Seu terceiro ato, mais especificamente o clímax, certamente dividirá opiniões, o que, até certo ponto, é algo positivo. Spielberg apresenta ali uma visão da mídia que soa ingênua e até adocicada quando comparada ao mundo atual, marcado por disputas políticas e ideológicas constantes. Ainda assim, essa abordagem não trai a essência do cineasta, que em diversas obras sempre revelou um olhar mais esperançoso e humanista sobre a humanidade.
No balanço geral, porém, trata-se de uma grande experiência cinematográfica, como há muito tempo eu não vivia. O silêncio que tomou conta da sala em boa parte da projeção dizia muito sobre o poder do filme, e sua história continua repercutindo na memória mesmo no dia seguinte, embalada pela belíssima trilha sonora de John Williams.
Não há muito o que "filosofar" ao fazer uma breve análise em cima de uma sequência de Todo Mundo em Pânico; nunca foi esse o propósito da saga. Entretanto, ela já foi muito mais cômica, e bem mais inventiva.
Este Mestres do Universo talvez represente a melhor definição do termo "feito para fãs", ainda que sofra com a 'marvetização" no uso da piada excessiva para não perder o ritmo. Diversão garantida.
Tudo na concepção deste Backrooms me cativou. E o trabalho de direção de Kane Parsons é um primor (que seja o começo de uma vida longeva na sétima arte).
O Salário do Medo é o perfeito exemplar de um filme com forte critica social, conectada à uma trama extremamente tensa e cativante. Tudo sendo conduzido com maestria por Henri-Georges Clouzot. O elenco é o encaixe perfeito. Filmão!
Eu ri...de nervoso! O Drama tem um texto muito mais perspicaz e provocante do que aparenta; sem dúvida vai estar no top 10 desse ano de muitos. Zendaya e Robert Pattinson estão ótimos!
Assim como o anterior, Super Mario Galaxy é desprovido de maiores reflexões e vai direto ao ponto; só quer entreter e ser nostálgico, tentando manter a lógica do game, e isso já é o suficiente pra mim, e pra criançada.
Li em algum post que este Devoradores de Estrelas seria uma espécie de Marley e Eu, só que no espaço. Como desconhecia o material literário e ainda não havia conferido a produção encabeçada por Ryan Gosling, fiquei sem entender a comparação; até mesmo porque as prévias promocionais não davam indícios de algo desse tipo. O ponto é: para o gênero ter uma "sobrevida" nos cinemas, precisa recorrer cada vez mais a personagens com forte apelo emocional (como a relação de pai e filha em Interestelar, por exemplo) ou a "fofurices" como vistas aqui (o universo Star Wars é um exemplo, com o seu Grogu em O Mandaloriano). Sci-fi "pura" nível 2001, Blade Runner e até mesmo o Alien de Ridley Scott está cada vez mais rara, ou inexistente, sem apelo comercial. A diferença deste Project Hail Mary é que o elemento fofo em questão é bem construído; é uma produção muito bem conduzida e a dinâmica de seus personagens no espaço funciona. Mas não vá esperando uma nova Odisséia no Espaço; está mais para Marley mesmo, e no bom sentido.
Dessa safra de premiações, Foi Apenas um Acidente é a melhor produção qua assisti até o momento. O cinema de Jafar Panahi é declaradamente político/ativista, potencializado pela sua engenhosa capacidade de, com uma boa ideia e uma câmera na mão, contar uma história. Traz o melhor desfecho, em anos, de um filme.
Pânico 7 tem dois bons primeiros atos, a tensão, as perseguições bem construídas, e aqui a saga se mostra mais brutal, e abraça o absurdo sem pudor, sempre consciente de seu caráter de não se levar muito a sério. Seu calcanhar de Aquiles é o terceiro ato, principalmente as motivações pouco inspiradas do "Ghostface da vez"; e também fica nítida aqui a "realocação" de alguns personagens da sequência anterior, e o "apagamento" de uma importante personagem da trama. Sem falar que o elenco "teen" é o que menos interessa aqui. Mas, num balanço geral, entretém, honra a saga, e Sidney Prescott (Neve Campbell ótima) IS BACK!!
Talvez um Doug Lima ou um Guy Ritchie (o do velho testamento) tivesse feito um mousse muito melhor desse Cartas na Mesa que, apesar do ótimo elenco e proposta interessante, se envereda por situações bobas, e só se encaminha para o que de fato interessa em seus minutos finais. Assistível.
Por de baixo de uma montagem confusa, e uma fraquíssima iluminação, existe um filme muito bom; pena que o turbulento bastidor das filmagens (extensas refilmagens, tomada de controle criativo por parte do estúdio, substituição de compositor) amputaram tanto a obra, que o que nos sobra é um vislumbre do que o longa poderia ter sido. Ainda sim vale a conferida!
O texto de Emerald Fennell é contraditório, quando não simplista, mas Jacob Elordi e Margot Robbie estão muito empenhados em fazer acontecer, e a produção tem um belo trabalho visual (excetuando-se algumas escolhas duvidosas de figurino). Talvez estando como um "não leitor" da obra original, pude apreciasse alguns aspectos da obra, ainda que com ressalvas.
Sendo bem honesto, Valor Sentimental tem sua força em seu elenco com grandes performances; dito isso, por trás de todo um verniz de "sutilzas e camadas dramáticas" temos um texto bem folhetinesco, digno de um Manoel Carlos.
Animais Perigosos, como poucos filmes do gênero, sabe ser brutal, sem cair em idiotices. Apesar dos escorregões desnecessários do terceiro ato, a produção vale a conferida.
Coyote vs. Acme
3.8 72Surpreendentemente e criativamente filosófico!
O Fim da Rua
3.2 155Eu deveria ter tido mais disposição para curtir este trabalho, que de fato se propõe a ser um entretenimento escapista, todos o são, na verdade, com uma vibe à la anos 1980. E, dentro do que se propõe, o filme é bem-sucedido.
Embora, em alguns momentos, eu tenha me sentido incomodado pela carga dramática que a história adquire, muitas vezes ela me pareceu incompatível ou mesmo estranha ao ritmo que o filme vinha construindo.
De qualquer forma, é um trabalho digno de nota pelo simples fato de que, no dia seguinte a tê-lo assistido, ainda me vi pensando nele, algo bastante raro de acontecer hoje em dia, ainda mais quando se trata, mais uma vez, de um filme essencialmente escapista.
Não sou fã do trabalho que consagrou o cineasta David Robert Mitchell com A Corrente do Mal, elevado ao status de cult instantâneo na época do lançamento. Talvez, se eu o revisitasse hoje, tivesse outra avaliação sobre o filme. Por isso, também não faria sentido julgar O Fim da Rua a partir dos trabalhos anteriores do diretor, já que não faço parte do clube que acompanha e admira seus projetos desde então.
Resumindo: O Fim da Rua vale a conferida, mas confesso que eu queria ter curtido muito mais o trabalho. Talvez eu tivesse saído da sala de cinema até um pouco insatisfeito não fosse o ato final, singelo, e por isso mesmo comovente; e talvez seja justamente ele que tenha feito o filme permanecer um pouco mais na minha cabeça.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 386O adolescente que, em idos 2002, se emocionou com o Homem-Aranha de Sam Raimi, diria que Um Novo Dia é o filme definitivo do cabeça de teia nas telas. Há esperança o suficiente para acreditar que muita coisa boa pode vir daqui pra frente.
A Odisseia
4.2 580Tecnicamente um primor! É curioso como Nolan está muito mais "sóbrio" aqui; suas "maneirices" estão mais contidas, ao contrário do seu projeto anterior, que sofreu com uma montagem confusa e bastante barulhento. Para quem nunca leu o texto de Homero, A Odisseia é um bom e introspectivo épico de ação.
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 278 Assista AgoraInofensivo, A Morte do Demônio: Em Chamas preenche os requisitos atuais do "politicamente correto".
Toy Story 5
3.9 184Toy Story 5 transborda em criatividade e coração, apontando novos caminhos para a franquia que, em meio a alerta de crise dos estúdios Disney, se confirma mais uma vez como o seu maior carro chefe.
Dia D
3.0 541 Assista AgoraO triunfo de contar uma história.
Dia D triunfa justamente por não se contentar em ser apenas um exercício de nostalgia. Não é nostalgia pela nostalgia, como aconteceu em Super 8, de J.J. Abrams. Muito pelo contrário: aqui, Steven Spielberg demonstra que continua sendo um dos maiores contadores de histórias do cinema. Sua genialidade continua em suaa capacidade de envolver o espectador, de fazê-lo mergulhar completamente na narrativa e lembrar por que sua filmografia ocupa um lugar tão especial na história do cinema.
Tudo isso é potencializado por uma escolha de elenco extremamente acertada, especialmente Emily Blunt, que se torna o coração e a alma do filme. Sua atuação sustenta boa parte da carga emocional da trama e, para mim, representa o grande papel de sua carreira.
O filme está longe de ser perfeito. Seu terceiro ato, mais especificamente o clímax, certamente dividirá opiniões, o que, até certo ponto, é algo positivo. Spielberg apresenta ali uma visão da mídia que soa ingênua e até adocicada quando comparada ao mundo atual, marcado por disputas políticas e ideológicas constantes. Ainda assim, essa abordagem não trai a essência do cineasta, que em diversas obras sempre revelou um olhar mais esperançoso e humanista sobre a humanidade.
No balanço geral, porém, trata-se de uma grande experiência cinematográfica, como há muito tempo eu não vivia. O silêncio que tomou conta da sala em boa parte da projeção dizia muito sobre o poder do filme, e sua história continua repercutindo na memória mesmo no dia seguinte, embalada pela belíssima trilha sonora de John Williams.
Obrigado, mais uma vez, Spielberg.
Todo Mundo em Pânico
2.6 353 Assista AgoraNão há muito o que "filosofar" ao fazer uma breve análise em cima de uma sequência de Todo Mundo em Pânico; nunca foi esse o propósito da saga. Entretanto, ela já foi muito mais cômica, e bem mais inventiva.
Mestres do Universo
3.2 456 Assista AgoraEste Mestres do Universo talvez represente a melhor definição do termo "feito para fãs", ainda que sofra com a 'marvetização" no uso da piada excessiva para não perder o ritmo. Diversão garantida.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 454 Assista AgoraTudo na concepção deste Backrooms me cativou. E o trabalho de direção de Kane Parsons é um primor (que seja o começo de uma vida longeva na sétima arte).
O Salário do Medo
4.3 110 Assista AgoraO Salário do Medo é o perfeito exemplar de um filme com forte critica social, conectada à uma trama extremamente tensa e cativante. Tudo sendo conduzido com maestria por Henri-Georges Clouzot. O elenco é o encaixe perfeito. Filmão!
O Drama
3.6 492 Assista AgoraEu ri...de nervoso! O Drama tem um texto muito mais perspicaz e provocante do que aparenta; sem dúvida vai estar no top 10 desse ano de muitos. Zendaya e Robert Pattinson estão ótimos!
La Pointe Courte
3.8 40 Assista AgoraBelissimamente filmado e fotografado.
Super Mario Galaxy: O Filme
3.4 151 Assista AgoraAssim como o anterior, Super Mario Galaxy é desprovido de maiores reflexões e vai direto ao ponto; só quer entreter e ser nostálgico, tentando manter a lógica do game, e isso já é o suficiente pra mim, e pra criançada.
Devoradores de Estrelas
4.0 798 Assista AgoraTem o plot de uma animação Pixar, quando o estúdio trilhava o auge de sua produção criativa.
Devoradores de Estrelas
4.0 798 Assista AgoraA Sci-fi e o elemento fofura.
Li em algum post que este Devoradores de Estrelas seria uma espécie de Marley e Eu, só que no espaço. Como desconhecia o material literário e ainda não havia conferido a produção encabeçada por Ryan Gosling, fiquei sem entender a comparação; até mesmo porque as prévias promocionais não davam indícios de algo desse tipo.
O ponto é: para o gênero ter uma "sobrevida" nos cinemas, precisa recorrer cada vez mais a personagens com forte apelo emocional (como a relação de pai e filha em Interestelar, por exemplo) ou a "fofurices" como vistas aqui (o universo Star Wars é um exemplo, com o seu Grogu em O Mandaloriano). Sci-fi "pura" nível 2001, Blade Runner e até mesmo o Alien de Ridley Scott está cada vez mais rara, ou inexistente, sem apelo comercial.
A diferença deste Project Hail Mary é que o elemento fofo em questão é bem construído; é uma produção muito bem conduzida e a dinâmica de seus personagens no espaço funciona. Mas não vá esperando uma nova Odisséia no Espaço; está mais para Marley mesmo, e no bom sentido.
Obs.: Queria mais de Sandra Hüller no karaokê.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 485 Assista AgoraAssitir a Hamnet é uma cada vez mais rara experiência imersiva no cinema. Jessie Buckley, visceral! Chloé Zhao, uma poetisa com uma câmera na mão.
Foi Apenas um Acidente
3.8 204 Assista AgoraDessa safra de premiações, Foi Apenas um Acidente é a melhor produção qua assisti até o momento. O cinema de Jafar Panahi é declaradamente político/ativista, potencializado pela sua engenhosa capacidade de, com uma boa ideia e uma câmera na mão, contar uma história. Traz o melhor desfecho, em anos, de um filme.
Pânico 7
2.6 430 Assista AgoraPânico 7 tem dois bons primeiros atos, a tensão, as perseguições bem construídas, e aqui a saga se mostra mais brutal, e abraça o absurdo sem pudor, sempre consciente de seu caráter de não se levar muito a sério. Seu calcanhar de Aquiles é o terceiro ato, principalmente as motivações pouco inspiradas do "Ghostface da vez"; e também fica nítida aqui a "realocação" de alguns personagens da sequência anterior, e o "apagamento" de uma importante personagem da trama. Sem falar que o elenco "teen" é o que menos interessa aqui. Mas, num balanço geral, entretém, honra a saga, e Sidney Prescott (Neve Campbell ótima) IS BACK!!
Cartas na Mesa
3.5 114Talvez um Doug Lima ou um Guy Ritchie (o do velho testamento) tivesse feito um mousse muito melhor desse Cartas na Mesa que, apesar do ótimo elenco e proposta interessante, se envereda por situações bobas, e só se encaminha para o que de fato interessa em seus minutos finais. Assistível.
O 13º Guerreiro
3.4 138 Assista AgoraPor de baixo de uma montagem confusa, e uma fraquíssima iluminação, existe um filme muito bom; pena que o turbulento bastidor das filmagens (extensas refilmagens, tomada de controle criativo por parte do estúdio, substituição de compositor) amputaram tanto a obra, que o que nos sobra é um vislumbre do que o longa poderia ter sido. Ainda sim vale a conferida!
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 308 Assista AgoraO texto de Emerald Fennell é contraditório, quando não simplista, mas Jacob Elordi e Margot Robbie estão muito empenhados em fazer acontecer, e a produção tem um belo trabalho visual (excetuando-se algumas escolhas duvidosas de figurino). Talvez estando como um "não leitor" da obra original, pude apreciasse alguns aspectos da obra, ainda que com ressalvas.
Valor Sentimental
3.9 403 Assista AgoraSendo bem honesto, Valor Sentimental tem sua força em seu elenco com grandes performances; dito isso, por trás de todo um verniz de "sutilzas e camadas dramáticas" temos um texto bem folhetinesco, digno de um Manoel Carlos.
Animais Perigosos
3.0 168 Assista AgoraAnimais Perigosos, como poucos filmes do gênero, sabe ser brutal, sem cair em idiotices. Apesar dos escorregões desnecessários do terceiro ato, a produção vale a conferida.