Aqui temos um longa que apresenta uma narrativa critica a vida dos homens nas estradas. O desenvolvimento não é dos melhores, mas as atuações sustentam a história de uma maneira muito interessante. Homens que trabalham pelas estradas se submetem a jornadas extremas dirigindo, com alimentação restrita e longe de um círculo social saudável. A distância se soma com a carência, ausência da família e dos amigos. O saldo é o que vemos no filme: busca por prazeres rápidos em cada parada.
O roteiro conversa com o telespectador sobre diversos temas e de uma maneira não tão específica, com resultado caótico - a primeira vista. São dois personagens em faixas etárias distintas, enfrentando problemas pessoais pesados. O resultado é um amor proibido, que nasce errado e termina de maneira igual. É uma crítica aos amores que nascem do erro e que muitas das vezes, são os que deixam as piores marcas no indivíduo. É um longa cru, violento e real.
O filme é interessante e possui uma contextualização que considero bem fechada. Arrisco dizer também que o maior ponto positivo desse capítulo é a Amélia no elenco como Gemma. São diversos focos em sustos, experiência essa que é uma característica marcante da franquia… mas até que funcionam bem para os fãs.
Vi uma galera comentando que era um filme bastante semelhante com “A Substância” e eu discordo em partes. Em “Insaciável”, Hana, nossa personagem principal enfrenta diversos problemas pessoais e de austoestima. Conforme conhecemos mais dela, entendemos que sua origem é uma família em que a mãe tem a vida presa ao cuidar de um pai que enfrenta questões importantes, bem como também cobra bastante da filha.
Se não bastasse este cenário, Hana também é estudante do curso de medicina e encara toda a cobrança que a área da saúde impõe sobre seus futuros profissionais. Neste cenário, descontando todos os seus problemas na comida, ela é exposta a uma alternativa rápida para perder peso: uma pílula de origem misteriosa. Ao buscar a origem dos componentes da cápsula, Hana descobre que são feitas de cinzas de corpos humanos. A partir daí, a trama da história se desenvolve com as consequências. Vale ressaltar aqui que a atriz que interpreta a Hana deu um show de atuação, viu?
Insaciável é uma obra peculiar. Os cenários não são tão variados, mas a personagem principal tem uma história que faz total sentido com o cenário em que ela se envolve. A parte sobrenatural é bem trabalhada, com sustos que funcionam. Pode parecer que o roteiro e a direção tendem a explicar tudo que estamos assistindo - pela maneira que comecei essa análise, mas não é bem assim. O cenário final é total a cargo do telespectador. O básico é compreendido, sim, mas a obra total tem um misticismo importante e que nos deixa pensativo ao término.
Não sei se meu comentário faz total sentido, mas gostei bastante do que assisti agora. É uma filme provocativo, intenso, sensual e bizarro ao mesmo tempo.
É um filme diferente, trabalha o herói a partir da perspectiva do luto e isso foi um grande acerto por parte da marvel. O desenvolvimento do mistério em torno do vilão é rápido e o clímax desenvolvido prende quem está assistindo (a não ser que você seja azarado e caia em uma sessão com a galera que não fecha a boca em momento algum comentando sobre o que irá acontecer).
A introdução dos novos personagens é feita de maneira ímpar, dando uma nova perspectiva para o futuro dos filmes da marvel. Novos elencos, novas histórias e personagens também. Acredito que foi uma das melhores experiências que tive na sala de cinema, em relação a filme de herói.
A Odisseia, dirigido por Nolan, me fez criar uma curiosidade grande pelo universo dos filmes que retratam eras clássicas e guerras importantes da história. Antes de ler A Ilíada, resolvi verificar como era a adaptação da Guerra de Tróia por meio desse filme e confesso que achei um pouco conflituoso o enredo. As atuações são legais aqui, mas sinto que tudo passa rápido por demais. Não é possível criar um vínculo grande com os principais, apesar das cenas importantes. Os cenários não cativam tanto.
O conflito é bem construído, não nego. A direção aparentemente focou bastante nesse aspecto. Porém, ainda assim, sinto que a história falta algo. Talvez seja a relação com os deuses e os aspectos religiosos que foram deixados de lado aqui também, porque isso é um ponto importante no contexto em que o filme se passa. Enfim, é interessante para passar o tempo, mas ainda assim, dava para ser um pouco melhor.
Antes de falar sobre a obra em si, gostaria de comentar que algumas pessoas são realmente complicadas de lidar. Desde a estreia do filme, várias foram as críticas ao pessoal que iria assistir em salas diferentes de IMAX, bem como também aos indivíduos que não conheciam a história de Odisseia.
Livros clássicos são de fácil acesso, é verdade. Mas a literatura deve ser entendida também, para que o leitor encontre sentido e goste do que está lendo. A odisseia não é um poema fácil, mas acredito que a obra de Nolan deixe mais pessoas curiosas a procurar os escritos originais. E, se por um acaso você se acha superior por ler clássicos, meu sentimento por ti é: dó.
Sobre a adaptação, acredito que as mudanças feitas foram coerentes e deixaram a narrativa bastante entendível para quem estava conhecendo tudo pela primeira vez. Nolan conseguiu mostrar a culpa dos atos dos homens de maneira que você consegue sentir o sofrimento de Odisseu ao longo da sua trajetória. As menções aos deuses, bem como as cenas que convergem com os seres mitológicos conhecidos são incríveis. O sofrimento do ciclope, a justiça de Circe, o encantamento das sereias… genial.
É uma obra sobre culpa, sofrimento, redenção. É sobre entender o seu erro, seus pecados e ainda assim encontrar uma maneira de viver com eles. Um elenco de peso, atuações primorosas e uma direção com certa construção narrativa de dar aula a outras adaptações que vierem depois.
Gostei da abordagem diferente que o diretor escolheu usar nesse filme. Aqui, mesmo com o título referenciando “Burn”, temos um aspecto mais sombrio e melancólico. O roteiro explora o sofrimento de cada personagem e o motivo pelo qual eles são caminhos fáceis para os demônios.
O desenvolvimento dos personagens é bom, a trama cresce de maneira interessante ao longo das cenas e o roteiro consegue manter uma dosagem ótima de humor, indivíduos caricatos, gore, mistério e o terror conhecido da franquia. A trilha sonora é maravilhosa e o final bastante satisfatório. Não é um filme que vem com o objetivo de trazer novos caminhos ou expandir a mitologia em torno do livro, mas diverte os fãs.
As cenas pós-crédito valem a pena. Estou curioso pelo futuro.
Uma experiência diferente, eu diria. Gosto de pensar que a relação dois dois personagens principais foi desenvolvida de maneira a ser uma alusão em quão rápido pode ser o apego nos envolvimentos do público gay. Um ponto interessante, por assim dizer. Os diálogos aqui são curtos, no que interpreto como um foco maior na intimidade e ações dos personagens.
É um filme que aborda uma temática interessante e polêmica: sexo. E acredito que muitas das críticas estejam relacionadas a esse ponto da obra. Porém, acredito que o filme em si é uma aula sobre a intensidade das relações, bem como a fragilidade que elas condicionam os indivíduos. Fala sobre a solidão da comunidade, do preconceito enraizado e do entendimento, mesmo que árduo, de que não somos um problema.
O filme tem os seus pequenos problemas relacionados com ritmo e condução do roteiro, mas o significado que ele tem para o cinema nacional e a comunidade é incrível.
Podemos dizer que o Brasil tem o seu próprio God’s Own Country agora?
Gente, demorei a assistir esse filme, mesmo com os comentários positivos sobre a obra. É um elenco de peso, uma história simples e um plot genial.
A forma como a trama se desenvolve um cenário quase que único é surreal, além do fato de que a narrativa se concentra em aprofundar, mesmo que de maneira rápida, nos personagens. Uma família quebrada por dentro, lidando com seus limites e fantasmas pessoais, diante de um problema grande.
Gostei muito da mãe ser uma paramédica, a maneira como ela lidou com a cena no início e as orientações a filha, de maneira séria, foi perfeito. Me identifiquei muito com isso, porque também sou da área da saúde. Nesses momentos você deve guiar o outro em uma situação completamente difícil.
O filme tem praticamente apenas dois personagens em cena. E é tenso, caótico e assustador. A melhor coisa é assistir sem saber muito ou ver o trailer.
Não sei se eu consideraria como um filme introdutório a história da personagem, mas fiquei surpreso em quão divertido o longa é. A história é simples, mas bem amarrada. Quem está assistindo consegue perceber bem a mensagem, bem como as motivações e os desejos da Kara.
O vilão é caricato em alguns momentos, mas os motivos dele são pesados e tem uma fortíssima crítica social envolvida aqui. Ponto bastante positivo (inclusive, bastante parecido com o pessoal que provavelmente irá falar mal de Supergil rs).
Cenas de ação muito boas, efeitos interessantes e personagens legais de assistir. Krypto é perfeito, e minha única crítica é que temos poucas cenas com ele aqui. Dito isso, ansioso para mais filmes do universo.
Foi a minha primeira experiência assistindo um filme relacionado a Star Wars nos cinemas (acreditem se quiser). Desde que vi do que se tratava a história, entendi que não seria um longa focado em narrativas extremamente importantes ou impactantes relacionados com o universo, mas sim uma pequena trajetória de Grogu e o Mandaloriano.
Acredito que o filme entrega o que propõe: tem ação, é divertido e deixa o telespectador entretido. Além disso, é um convite para novos fãs a assistirem a série com a dupla. Fiquei impressionado aqui com o desenvolvimento da relação dos dois e com a mistura de comédia, fofura e ação.
Backrooms é uma das histórias que eu considero mais intrigantes no que se refere as creepypastas da internet. As séries de vídeos no YouTube mostrando as pesquisas, os diversos níveis criados por fãs e tudo que envolve o mistério conquistaram diversas pessoas mundo a fora.
Fiquei animado quando soube da adaptação para o cinema e com o elenco. Hoje pude conferir nas telonas e o resultado fora um tanto quando decepcionante. A começar pelo personagem principal que não é trabalhado de maneira a fazer com que o telespectador se importe; bem como as motivações e o próprio contexto envolvendo as backrooms são pouco aproveitados aqui. Quem está assistindo fica tenso de início, sim, isso é verdade. Mas esse sentimento é passageiro, visto que a preocupação do roteiro é entregar uma narrativa que será concluída de maneira “misteriosa”. Sou fã de filmes com essa pegada interpretativa/sem respostas, mas senti que aqui não funcionou. Não expande o universo, não trabalha os personagens e nem mostra o terror que as backrooms são. As referências a outros níveis estão presentes, sim, mas também são rápidas e pouco agregam.
É um passatempo para quem conhece a história; e para o público que busca algo para se assustar/ficar tenso, pode ser decepcionante.
Fui a sessão imaginando que assistiria o sucessor de hereditário, mas estava totalmente enganado. A premissa de Hokum é simples e nada muito diferente do que estamos acostumados em filmes de terror: um homem com determinados objetivos que se depara com uma situação estranha, que resolve investigar.
O desenvolvimento do personagem principal faz todo sentido com a mensagem que o filme quer passar. É uma jornada de autoconhecimento e busca por redenção, além de abordar questões referentes a depressão e ao luto. A culpa aqui é uma das vilãs. A bruxa, na realidade, é o segundo plano da história. Ela não é a entidade ruim, mas sim os humanos que cometem atrocidades com os outros.
Gostei do que assisti. A experiência nas telonas valeu a pena.
Eu fiquei interessado em assistir a esse filme quando estava em uma sessão no cinema e o trailer passou (eu achei que era o início do filme que tinha ido assistir, mas na verdade era a cena inicial desse aqui como trailer) e fiquei animadíssimo.
O enredo é envolvente, apesar da protagonista ser um pouco irritante. O mistério da história cresce de maneira positiva, deixando quem está assistindo bem curioso. O segundo ato me decepcionou um pouco, mas a curiosidade criada no início me fez ainda ficar animado com o desfecho, que considero positivo.
É diferente, fora do que estamos acostumados a assistir nas histórias de terror, e por isso vale a pena conferir.
Funciona muito bem como um filme de homenagem para o artista genial que foi Michael. Como biografia, deixa a desejar... não é um longa que está interessado em aprofundar nas camadas da história do Jackson, nem de mostrar, de fato, todos os dramas e polêmicas que o mesmo estava envolvido. Se você for fã e/ou gosta do artista, e for com a mente aberta, irá gostar, como eu gostei. Se for esperando algo mais profundo... provavelmente sairá decepcionado.
De início, eu achei bem estranho a atmosfera que o filme estava apresentando. Depois, ficou bastante envolvente e achei diferente. Tem os seus defeitos e particularidades, mas acredito que a trama trouxe um contexto interessante para o terror. A atuação das crianças é maravilhosa, principalmente da atriz que faz a Katie.
Gosto dos filmes de ficção científica que trabalham com a contradição/teorias relacionadas a conteúdos de física… e aqui não foi diferente. A história não tem um ponto de partida lento, muito pelo contrário, o filme é altamente ágil em mostrar o que está proposto. As atuações são legais, os efeitos nem tanto, mas se consideramos o ano em que foi feito, fico satisfeito. É um bom passatempo.
Eu gosto muito do estilo found footage porque é um gênero que costuma trazer - dentre os vários filmes ruins - histórias diferentes e com uma mitologia própria, como é o caso de bodycam.
Acredito que a intenção aqui não é deixar o telespectador assustado, mas sim tenso e agoniado com a situação que os personagens principais estão envolvidos. É um enredo que não enrola em mostrar os fatos e termina de uma maneira convincente.
Uma história sobre como a felicidade está presente nas pequenas coisas e nos momentos que não percebemos. Lionel sempre pensou que o seu lugar não era nas terras de sua família. Da mesma forma que entendia que sua sexualidade não era o esperado para a época ou pela sociedade. Sempre quis mais.
É um enredo que nos mostra que a felicidade não pode ser adiada, você tem que viver o agora. O filme é sensível, conta a história de uma maneira singular, O amor mostrado aqui também é impecável… os primeiros amores… romances…. daqueles que marcam.
A cena inicial foi bem diferente dos anteriores, de uma forma interessante… mas não sei. O clima dessa história é estranho, como se tudo fosse rápido ou sem contexto. Em diversas cenas é notória a tentativa da direção de “fechar” buracos sobre os dois anteriores. Não que eu considere essas mudanças ruins, pelo contrário, acho que depois que seis filmes, uma fórmula nova é necessário para atrair novos fãs.
Os personagens novos me incomodaram. De todos os grupos da franquia, aqui temos jovens suspeitos pouco trabalhados e nada interessantes. É realmente uma pena que tenha tido uma quebra no elenco, e por razões tão pesadas. Triste mesmo. De toda forma, como fã da franquia, acredito que esse é o que eu menos gostei. Talvez seja pela mudança brusca na condução da direção e os fatos envolvendo a Melissa. O roteiro é confuso, as motivações são piegas e o enredo não faz sentido. A trama tenta se apegar a nostalgia e modernidade, mas é raso.
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor
3.3 57um grande erro ter Joey king no elenco e ainda com um papel importante
No Caminho
3.5 26 Assista AgoraAqui temos um longa que apresenta uma narrativa critica a vida dos homens nas estradas. O desenvolvimento não é dos melhores, mas as atuações sustentam a história de uma maneira muito interessante. Homens que trabalham pelas estradas se submetem a jornadas extremas dirigindo, com alimentação restrita e longe de um círculo social saudável. A distância se soma com a carência, ausência da família e dos amigos. O saldo é o que vemos no filme: busca por prazeres rápidos em cada parada.
O roteiro conversa com o telespectador sobre diversos temas e de uma maneira não tão específica, com resultado caótico - a primeira vista. São dois personagens em faixas etárias distintas, enfrentando problemas pessoais pesados. O resultado é um amor proibido, que nasce errado e termina de maneira igual. É uma crítica aos amores que nascem do erro e que muitas das vezes, são os que deixam as piores marcas no indivíduo. É um longa cru, violento e real.
Sobrenatural: Agora Entre Nós
3.2 55O filme é interessante e possui uma contextualização que considero bem fechada. Arrisco dizer também que o maior ponto positivo desse capítulo é a Amélia no elenco como Gemma. São diversos focos em sustos, experiência essa que é uma característica marcante da franquia… mas até que funcionam bem para os fãs.
Insaciável
3.0 66Vi uma galera comentando que era um filme bastante semelhante com “A Substância” e eu discordo em partes. Em “Insaciável”, Hana, nossa personagem principal enfrenta diversos problemas pessoais e de austoestima. Conforme conhecemos mais dela, entendemos que sua origem é uma família em que a mãe tem a vida presa ao cuidar de um pai que enfrenta questões importantes, bem como também cobra bastante da filha.
Se não bastasse este cenário, Hana também é estudante do curso de medicina e encara toda a cobrança que a área da saúde impõe sobre seus futuros profissionais. Neste cenário, descontando todos os seus problemas na comida, ela é exposta a uma alternativa rápida para perder peso: uma pílula de origem misteriosa. Ao buscar a origem dos componentes da cápsula, Hana descobre que são feitas de cinzas de corpos humanos. A partir daí, a trama da história se desenvolve com as consequências. Vale ressaltar aqui que a atriz que interpreta a Hana deu um show de atuação, viu?
Insaciável é uma obra peculiar. Os cenários não são tão variados, mas a personagem principal tem uma história que faz total sentido com o cenário em que ela se envolve. A parte sobrenatural é bem trabalhada, com sustos que funcionam. Pode parecer que o roteiro e a direção tendem a explicar tudo que estamos assistindo - pela maneira que comecei essa análise, mas não é bem assim. O cenário final é total a cargo do telespectador. O básico é compreendido, sim, mas a obra total tem um misticismo importante e que nos deixa pensativo ao término.
Não sei se meu comentário faz total sentido, mas gostei bastante do que assisti agora. É uma filme provocativo, intenso, sensual e bizarro ao mesmo tempo.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 389É um filme diferente, trabalha o herói a partir da perspectiva do luto e isso foi um grande acerto por parte da marvel. O desenvolvimento do mistério em torno do vilão é rápido e o clímax desenvolvido prende quem está assistindo (a não ser que você seja azarado e caia em uma sessão com a galera que não fecha a boca em momento algum comentando sobre o que irá acontecer).
A introdução dos novos personagens é feita de maneira ímpar, dando uma nova perspectiva para o futuro dos filmes da marvel. Novos elencos, novas histórias e personagens também. Acredito que foi uma das melhores experiências que tive na sala de cinema, em relação a filme de herói.
Tróia
3.6 1,3K Assista AgoraA Odisseia, dirigido por Nolan, me fez criar uma curiosidade grande pelo universo dos filmes que retratam eras clássicas e guerras importantes da história. Antes de ler A Ilíada, resolvi verificar como era a adaptação da Guerra de Tróia por meio desse filme e confesso que achei um pouco conflituoso o enredo. As atuações são legais aqui, mas sinto que tudo passa rápido por demais. Não é possível criar um vínculo grande com os principais, apesar das cenas importantes. Os cenários não cativam tanto.
O conflito é bem construído, não nego. A direção aparentemente focou bastante nesse aspecto. Porém, ainda assim, sinto que a história falta algo. Talvez seja a relação com os deuses e os aspectos religiosos que foram deixados de lado aqui também, porque isso é um ponto importante no contexto em que o filme se passa. Enfim, é interessante para passar o tempo, mas ainda assim, dava para ser um pouco melhor.
A Odisseia
4.2 583Antes de falar sobre a obra em si, gostaria de comentar que algumas pessoas são realmente complicadas de lidar. Desde a estreia do filme, várias foram as críticas ao pessoal que iria assistir em salas diferentes de IMAX, bem como também aos indivíduos que não conheciam a história de Odisseia.
Livros clássicos são de fácil acesso, é verdade. Mas a literatura deve ser entendida também, para que o leitor encontre sentido e goste do que está lendo. A odisseia não é um poema fácil, mas acredito que a obra de Nolan deixe mais pessoas curiosas a procurar os escritos originais. E, se por um acaso você se acha superior por ler clássicos, meu sentimento por ti é: dó.
Sobre a adaptação, acredito que as mudanças feitas foram coerentes e deixaram a narrativa bastante entendível para quem estava conhecendo tudo pela primeira vez. Nolan conseguiu mostrar a culpa dos atos dos homens de maneira que você consegue sentir o sofrimento de Odisseu ao longo da sua trajetória. As menções aos deuses, bem como as cenas que convergem com os seres mitológicos conhecidos são incríveis. O sofrimento do ciclope, a justiça de Circe, o encantamento das sereias… genial.
É uma obra sobre culpa, sofrimento, redenção. É sobre entender o seu erro, seus pecados e ainda assim encontrar uma maneira de viver com eles. Um elenco de peso, atuações primorosas e uma direção com certa construção narrativa de dar aula a outras adaptações que vierem depois.
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 281 Assista AgoraGostei da abordagem diferente que o diretor escolheu usar nesse filme. Aqui, mesmo com o título referenciando “Burn”, temos um aspecto mais sombrio e melancólico. O roteiro explora o sofrimento de cada personagem e o motivo pelo qual eles são caminhos fáceis para os demônios.
O desenvolvimento dos personagens é bom, a trama cresce de maneira interessante ao longo das cenas e o roteiro consegue manter uma dosagem ótima de humor, indivíduos caricatos, gore, mistério e o terror conhecido da franquia. A trilha sonora é maravilhosa e o final bastante satisfatório. Não é um filme que vem com o objetivo de trazer novos caminhos ou expandir a mitologia em torno do livro, mas diverte os fãs.
As cenas pós-crédito valem a pena. Estou curioso pelo futuro.
Apenas Coisas Boas
2.6 23Uma experiência diferente, eu diria. Gosto de pensar que a relação dois dois personagens principais foi desenvolvida de maneira a ser uma alusão em quão rápido pode ser o apego nos envolvimentos do público gay. Um ponto interessante, por assim dizer. Os diálogos aqui são curtos, no que interpreto como um foco maior na intimidade e ações dos personagens.
É um filme que aborda uma temática interessante e polêmica: sexo. E acredito que muitas das críticas estejam relacionadas a esse ponto da obra. Porém, acredito que o filme em si é uma aula sobre a intensidade das relações, bem como a fragilidade que elas condicionam os indivíduos. Fala sobre a solidão da comunidade, do preconceito enraizado e do entendimento, mesmo que árduo, de que não somos um problema.
O filme tem os seus pequenos problemas relacionados com ritmo e condução do roteiro, mas o significado que ele tem para o cinema nacional e a comunidade é incrível.
Podemos dizer que o Brasil tem o seu próprio God’s Own Country agora?
Hallow Road: Caminho Sem Volta
3.2 122 Assista AgoraGente, demorei a assistir esse filme, mesmo com os comentários positivos sobre a obra. É um elenco de peso, uma história simples e um plot genial.
A forma como a trama se desenvolve um cenário quase que único é surreal, além do fato de que a narrativa se concentra em aprofundar, mesmo que de maneira rápida, nos personagens. Uma família quebrada por dentro, lidando com seus limites e fantasmas pessoais, diante de um problema grande.
Gostei muito da mãe ser uma paramédica, a maneira como ela lidou com a cena no início e as orientações a filha, de maneira séria, foi perfeito. Me identifiquei muito com isso, porque também sou da área da saúde. Nesses momentos você deve guiar o outro em uma situação completamente difícil.
O filme tem praticamente apenas dois personagens em cena. E é tenso, caótico e assustador. A melhor coisa é assistir sem saber muito ou ver o trailer.
O final… meu DEUS.
Supergirl
2.8 258 Assista AgoraNão sei se eu consideraria como um filme introdutório a história da personagem, mas fiquei surpreso em quão divertido o longa é. A história é simples, mas bem amarrada. Quem está assistindo consegue perceber bem a mensagem, bem como as motivações e os desejos da Kara.
O vilão é caricato em alguns momentos, mas os motivos dele são pesados e tem uma fortíssima crítica social envolvida aqui. Ponto bastante positivo (inclusive, bastante parecido com o pessoal que provavelmente irá falar mal de Supergil rs).
Cenas de ação muito boas, efeitos interessantes e personagens legais de assistir. Krypto é perfeito, e minha única crítica é que temos poucas cenas com ele aqui. Dito isso, ansioso para mais filmes do universo.
Star Wars: O Mandaloriano e Grogu
3.5 80 Assista AgoraFoi a minha primeira experiência assistindo um filme relacionado a Star Wars nos cinemas (acreditem se quiser). Desde que vi do que se tratava a história, entendi que não seria um longa focado em narrativas extremamente importantes ou impactantes relacionados com o universo, mas sim uma pequena trajetória de Grogu e o Mandaloriano.
Acredito que o filme entrega o que propõe: tem ação, é divertido e deixa o telespectador entretido. Além disso, é um convite para novos fãs a assistirem a série com a dupla. Fiquei impressionado aqui com o desenvolvimento da relação dos dois e com a mistura de comédia, fofura e ação.
Grogu é uma gracinha. Estou encantado.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 457 Assista AgoraBackrooms é uma das histórias que eu considero mais intrigantes no que se refere as creepypastas da internet. As séries de vídeos no YouTube mostrando as pesquisas, os diversos níveis criados por fãs e tudo que envolve o mistério conquistaram diversas pessoas mundo a fora.
Fiquei animado quando soube da adaptação para o cinema e com o elenco. Hoje pude conferir nas telonas e o resultado fora um tanto quando decepcionante. A começar pelo personagem principal que não é trabalhado de maneira a fazer com que o telespectador se importe; bem como as motivações e o próprio contexto envolvendo as backrooms são pouco aproveitados aqui. Quem está assistindo fica tenso de início, sim, isso é verdade. Mas esse sentimento é passageiro, visto que a preocupação do roteiro é entregar uma narrativa que será concluída de maneira “misteriosa”. Sou fã de filmes com essa pegada interpretativa/sem respostas, mas senti que aqui não funcionou. Não expande o universo, não trabalha os personagens e nem mostra o terror que as backrooms são. As referências a outros níveis estão presentes, sim, mas também são rápidas e pouco agregam.
É um passatempo para quem conhece a história; e para o público que busca algo para se assustar/ficar tenso, pode ser decepcionante.
Hokum: O Pesadelo da Bruxa
3.0 213 Assista AgoraFui a sessão imaginando que assistiria o sucessor de hereditário, mas estava totalmente enganado. A premissa de Hokum é simples e nada muito diferente do que estamos acostumados em filmes de terror: um homem com determinados objetivos que se depara com uma situação estranha, que resolve investigar.
O desenvolvimento do personagem principal faz todo sentido com a mensagem que o filme quer passar. É uma jornada de autoconhecimento e busca por redenção, além de abordar questões referentes a depressão e ao luto. A culpa aqui é uma das vilãs. A bruxa, na realidade, é o segundo plano da história. Ela não é a entidade ruim, mas sim os humanos que cometem atrocidades com os outros.
Gostei do que assisti. A experiência nas telonas valeu a pena.
Passageiro do Mal
2.4 130Eu fiquei interessado em assistir a esse filme quando estava em uma sessão no cinema e o trailer passou (eu achei que era o início do filme que tinha ido assistir, mas na verdade era a cena inicial desse aqui como trailer) e fiquei animadíssimo.
O enredo é envolvente, apesar da protagonista ser um pouco irritante. O mistério da história cresce de maneira positiva, deixando quem está assistindo bem curioso. O segundo ato me decepcionou um pouco, mas a curiosidade criada no início me fez ainda ficar animado com o desfecho, que considero positivo.
É diferente, fora do que estamos acostumados a assistir nas histórias de terror, e por isso vale a pena conferir.
Obsessão
3.9 928 Assista Agorasinto que presenciei o nascimento de um clássico ao vivo
Michael
3.7 533 Assista AgoraFunciona muito bem como um filme de homenagem para o artista genial que foi Michael. Como biografia, deixa a desejar... não é um longa que está interessado em aprofundar nas camadas da história do Jackson, nem de mostrar, de fato, todos os dramas e polêmicas que o mesmo estava envolvido. Se você for fã e/ou gosta do artista, e for com a mente aberta, irá gostar, como eu gostei. Se for esperando algo mais profundo... provavelmente sairá decepcionado.
Maldição da Múmia
3.0 337De início, eu achei bem estranho a atmosfera que o filme estava apresentando. Depois, ficou bastante envolvente e achei diferente. Tem os seus defeitos e particularidades, mas acredito que a trama trouxe um contexto interessante para o terror. A atuação das crianças é maravilhosa, principalmente da atriz que faz a Katie.
Valeu o ingresso.
O Drama
3.6 495 Assista Agorachega mais pertinho do amor da sua vida!
Devoradores de Estrelas
4.0 798 Assista AgoraÉ possível algum humano classificar esse filme com menos de 5 estrelas? Pergunta
O Enigma do Horizonte
3.2 358Gosto dos filmes de ficção científica que trabalham com a contradição/teorias relacionadas a conteúdos de física… e aqui não foi diferente. A história não tem um ponto de partida lento, muito pelo contrário, o filme é altamente ágil em mostrar o que está proposto. As atuações são legais, os efeitos nem tanto, mas se consideramos o ano em que foi feito, fico satisfeito. É um bom passatempo.
POV: Presença Oculta
2.1 49 Assista AgoraEu gosto muito do estilo found footage porque é um gênero que costuma trazer - dentre os vários filmes ruins - histórias diferentes e com uma mitologia própria, como é o caso de bodycam.
Acredito que a intenção aqui não é deixar o telespectador assustado, mas sim tenso e agoniado com a situação que os personagens principais estão envolvidos. É um enredo que não enrola em mostrar os fatos e termina de uma maneira convincente.
Não é o melhor do gênero, mas é legal.
A História do Som
3.6 49 Assista AgoraUma história sobre como a felicidade está presente nas pequenas coisas e nos momentos que não percebemos. Lionel sempre pensou que o seu lugar não era nas terras de sua família. Da mesma forma que entendia que sua sexualidade não era o esperado para a época ou pela sociedade. Sempre quis mais.
É um enredo que nos mostra que a felicidade não pode ser adiada, você tem que viver o agora. O filme é sensível, conta a história de uma maneira singular, O amor mostrado aqui também é impecável… os primeiros amores… romances…. daqueles que marcam.
O ato final: dor.
Pânico 7
2.6 430 Assista Agora“Mas o mundo não é seguro, Sidney.”
A cena inicial foi bem diferente dos anteriores, de uma forma interessante… mas não sei. O clima dessa história é estranho, como se tudo fosse rápido ou sem contexto. Em diversas cenas é notória a tentativa da direção de “fechar” buracos sobre os dois anteriores. Não que eu considere essas mudanças ruins, pelo contrário, acho que depois que seis filmes, uma fórmula nova é necessário para atrair novos fãs.
Os personagens novos me incomodaram. De todos os grupos da franquia, aqui temos jovens suspeitos pouco trabalhados e nada interessantes. É realmente uma pena que tenha tido uma quebra no elenco, e por razões tão pesadas. Triste mesmo. De toda forma, como fã da franquia, acredito que esse é o que eu menos gostei. Talvez seja pela mudança brusca na condução da direção e os fatos envolvendo a Melissa. O roteiro é confuso, as motivações são piegas e o enredo não faz sentido. A trama tenta se apegar a nostalgia e modernidade, mas é raso.