Últimas opiniões enviadas
O filme se afasta bastante do espírito do livro da Mary Shelley. Em muitos momentos, ele me pareceu mais interessado em oferecer algum tipo de reconciliação do que em insistir na tragédia. No romance, tudo caminha para um lugar sem saída, marcado pela rejeição e pela impossibilidade de reparo. Já no filme, senti que existe uma tentativa clara de imaginar outra resposta para o sofrimento, uma resposta mais humana.
O resultado é um final mais esperançoso, que não ignora a dor nem apaga a culpa, mas sugere que o perdão pode ao menos interromper o ciclo de violência e rejeição.
Últimos recados
O novo app do Filmow é oficial!
Olá, cinéfilo!
Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.
Baixe aqui:
Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU
Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?
Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.
Bons filmes!
Equipe Filmow
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Boa noite Fernanda!
Gostaria que me adicionasses como amigo em seu perfil. Me adiciona vai........ por favor? Gostei de seus filmes. São interessantes!!! Gostaria de te acompanhar em sua pesquisa de filmes.
Assisti esperando um filme de terror e saí totalmente pensativa. Barbarian é um daqueles filmes que ganham uma dimensão completamente diferente quando olhamos para além do horror e prestamos atenção aos seus símbolos, à sua dimensão psicológica e ao que existe por baixo da superfície. Quanto mais penso nele, mais coisas parecem estar escondidas naquele porão.
A casa é quase uma metáfora da psique: bonita e segura na superfície, mas com um porão onde
estão escondidos estupro, exploração, controle, cadáveres e décadas de violência.
E a “mulher monstro” talvez seja a parte mais perturbadora. Ela é assustadora, mas também é uma vítima: nasceu e foi criada dentro da violência de Frank, um homem que transformava mulheres em objetos. Ela reproduz, de forma monstruosa e distorcida, aquilo que recebeu. E então a pergunta muda: quem é o verdadeiro monstro da história?
O filme também fala muito sobre a experiência feminina:
Tess tentando não voltar para um relacionamento tóxico, falando sobre mulheres que têm o coração partido e precisam aprender a não retornar; a polícia desacreditando aquilo que ela está dizendo; homens que enxergam mulheres como objetos ou que simplesmente não acreditam nelas.
E há uma diferença interessante entre os homens:
Keith e o morador são genuinamente solidários e tentam ajudá-la. AJ não é um monstro como Frank, mas sua covardia e seu egoísmo mostram outra forma de violência. No fim, Tess não é salva por um homem. Ela precisa salvar a si mesma.
E o final me parece especialmente forte:
Tess mata a criatura, mas isso não significa que ela deixe de reconhecer que ela também foi vítima. Talvez seja justamente sobre isso: compreender a origem de uma violência não significa precisar permanecer dentro dela. Ter compaixão não significa sacrificar a própria vida.
Tess desce ao porão, encara a sombra e
consegue voltar à superfície.
Talvez Barbarian seja, no fim, menos sobre monstros e mais sobre aquilo que acontece quando a violência é escondida por tempo demais. E sobre a necessidade de romper ciclos, mesmo quando não podemos apagar o que aconteceu.