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18 Jan. 1999O empresário Valdomiro Cerqueira atropelou a jovem Inês, que, após o acidente, perdeu a memória. Valdomiro, em dívida com a moça sozinha e sem passado, leva-a para morar em sua casa até que a situação dela se restabeleça. A família a recebe friamente e com desconfiança: a mulher, Eleonor, e as três filhas, Maria Regina, Maria Antônia e Márcia Eduarda. E o que todos temiam acaba acontecendo: o envolvimento entre Valdomiro e Inês, provocando a separação dele e de Eleonor e a fúria de Maria Regina, que vê Inês como uma intrusa e uma ameaça à fortuna da família. Maria Regina bate de frente com o pai, numa luta acirrada pelo poder na Marmoreal, empresa que eles dirigem.
Mas o amor por Inês custaria muito caro a Valdomiro. Tudo fazia parte de um plano de vingança arquitetado pela advogada Clarisse Ribeiro, a filha bastarda que Valdomiro desconhecia. Inês desaparece, e com ela valiosos diamantes. Por conta disso, Valdomiro perde a presidência da empresa para sua filha Maria Regina. É quando ocorrem dois fatos que dão uma reviravolta na história: Clarisse, de posse dos diamantes do pai, é assassinada misteriosamente; e Valdomiro encontra Inês completamente diferente na pele de outra pessoa - Lavínia.
Ao reencontrar Lavínia, Valdomiro passa a viver em função desse amor e julga ser essa misteriosa mulher a mesma Inês que apareceu como morta, meses antes. Lavínia tenta fugir várias vezes de Valdomiro sempre afirmando que não é a Inês que ele conheceu. Os próprios telespectadores só vão ter a certeza que Lavínia é mesmo Inês no dia que ela sai de casa e vai procurar Clarisse para pedir ajuda com Valdomiro.
Maria Regina era uma mulher arrogante, ambiciosa e cheia de malícias. Era casada com Álvaro Figueira e tinha dois filhos, mas adorava humilhar o marido na frente dos outros e repudiar a própria vida que levava até se render completamente apaixonada por Adelmo. Como era uma mulher muito fina e não suportava a convivência com pessoas de níveis inferiores, o seu relacionamento com Adelmo era bastante complicado e doentio, fato que acarreta a morte dos dois em um acidente de carro no último capítulo da novela.
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Uma mulher nua na introdução da novela, que época.
"...que eu desisto do adeus só pra me envenenar..." ♫
Letícia Spiller cheia de estilo, coisa mais linda de se ver.
A melhor cena da novela sem dúvida foi a morte da vilã Maria Regina
Até que foi interessante.
Eu nem esperava tanto.
Playlist de todos os episódios de essa novela em
www.youtube.com/watch?v=VBYdmWmLeK8&list=PLw_j2mODlC5DdT3K-eN8VBszhS6maYj3e
A novela Suave Veneno, escrita por Aguinaldo Silva, uma trama que é lembrada até hoje em razão de sua vilã, Maria Regina, vivida por Letícia Spiller. A megera segue apontada como uma das mais pérfidas (e caricatas) vilãs da teledramaturgia brasileira.
Suave Veneno girava em torno de Waldomiro Cerqueira (José Wilker), um poderoso empresário, conhecido como “imperador do mármore”. Proprietário da Marmoreal, ele foi casado com Eleonor (Irene Ravache) e tem três filhas: Maria Regina (Letícia Spiller), Maria Antônia (Vanessa Lóes) e Márcia Eduarda (Luana Piovani). A primogênita é, também, sua inimiga, já que os dois destoam dos planos envolvendo a Marmoreal, e Maria Regina vive a armar para prejudicar o pai e se dar bem.
Quando Waldomiro se envolve num acidente no qual atropela Inês (Gloria Pires), uma mulher desmemoriada, se vê obrigado a cuidar dela. Assim, ele a leva para casa, o que gera um sério conflito, já que Eleonor e suas filhas não aceitam a protegida do pai. E Waldomiro e Inês realmente se envolvem, fazendo Maria Regina se enfurecer mais ainda, temendo que Inês ameace sua fortuna.
Ocorreu, mais adiante, a verdade é revelada: Inês, na verdade, fazia parte de um plano de vingança orquestrado pela advogada Clarice Ribeiro (Patrícia França), sua filha bastarda da qual ele nem sabia da existência. Quando Inês desaparece, juntamente com valiosos diamantes, Waldomiro acaba perdendo a presidência da Marmoreal para Maria Regina, enquanto Clarice é misteriosamente assassinada. Já Waldomiro acaba reencontrando Inês, agora num contexto completamente diferente: ela se chama Lavínia, uma moça humilde que vive num bairro do Rio de Janeiro, e nega que seja Inês.
Acostumado com tramas interioranas e cheias de realismo fantástico, Aguinaldo Silva se aventurou numa trama urbana com Suave Veneno. Para isso, o novelista se inspirou em Rei Lear, de William Shakespeare, peça na qual o rei da Bretanha decide dividir o reino entre suas três filhas. A ideia do autor era fazer uma trama movimentada, com muitas viradas ao longo da obra que reconfigurariam toda a história. Acontece que a trama começou muito confusa e o público acabou não compreendendo o roteiro até então.
Para salvar a novela, Aguinaldo Silva acabou fazendo algumas alterações na história. A principal mudança foi a história de Clarice.
A princípio, Clarice não morreria e sua vingança iria mais adiante, com a personagem assumindo a Marmoreal e disputando a presidência com Maria Regina. Então, optou-se pela morte da personagem, instalando o mistério sobre seu assassinato.
A vilã Maria Regina fez muito sucesso em Suave Veneno. Atirando contra tudo e todos, a malvada tratava seus desafetos com apelidos criativos, desferindo as melhores frases da novela.
E quem “surfou” no sucesso da vilã foi Maria Paula, do Casseta & Planeta, que a imitava na sátira Suado Moreno. A versão “casseta” da vilã fez tanto sucesso, que Letícia Spiller chegou a gravar uma participação no humorístico, contracenando com seu “clone”. Outros personagens de sucesso foram a fogosa e misteriosa Carlota Valdez (Betty Faria), a “maria chuteira” Marina (Deborah Secco), e o guru Uálber Cañedo (Diogo Vilela), que previa o futuro sempre acompanhado de seu amigo e assistente Edilberto (Luís Carlos Tourinho). Destaque também para o pintor Eliseu (Rodrigo Santoro), um protegido de Eleonor, que acaba se envolvendo com a filha dela, Márcia.
Com 209 capítulos, Suave Veneno foi escrita por Aguinaldo Silva com colaboração de Ângela Carneiro, Maria Helena Nascimento, Filipe Miguez, Fernando Rebello e Marília Garcia. Teve direção de Marcos Schechtman, Alexandre Avancini e Moacyr Góes, com direção-geral de Ricardo Waddington e Marcos Schechtman, e direção de núcleo de Ricardo Waddington e Daniel Filho.
Curiosidades:
Samara Felippo entrou na trama para fazer parte de um suposto triângulo com Eliseu e Márcia, acontece que a personagem não teve grande destaque na trama. Esta foi a primeira novela a ser baseada em "Rei Lear", de William Shakespeare; a segunda foi Tempos Modernos (2010), que também passou por graves problemas de roteiro.
A história do nordestino que fica rico com uma empresa de mármore é verídica. Foi uma das novelas com menor cidade cenográfica, pois a emissora optou por mais externas, para dar mais realismo à história.
Aguinaldo Silva se baseou no clássico Um Corpo que Cai, de Hitchcock para criar a história de Maria Inês, que some e depois é descoberta por Waldomiro sob novo nome, é perseguida pelo rapaz crendo ser sua falecida esposa. E a inspiração não parou por aí, o nome Carlota Valdez era original do mesmo filme e as roupas da personagem foram baseadas nas personagens dos filmes de Almodóvar. Assim como os cabelo negros e curtos de Letícia Spiller foram inspirados nas madeixas da atriz italiana Isabella Rosellini.