Acho que a melhor parte do filme é como ele trabalha essa paranoia crescente durante toda a primeira metade, tudo é um mistério que parece que vai explodir a qualquer momento, e realmente explode, o que deixa tudo inquieto, sempre em movimento, que casa justamente com essa geração politica aqui retratada, sempre em busca da proxima pauta, da proxima trend, independente do espectro politico. Mas não tem como não ser impactado negativamente por esse mundo que Ari Aster tenta abraçar aqui, todas as direções posiveis são tomadas, inclusive a grande a virada para o ato final que apesar de ser surpreende me foi um pouco aquem a partir de tudo que veio sendo construido, a avalanche midiatica e corporativa que deveria tomar tudo que encostava da espaço a uma individualização de ações ou a desrepresentação de grupos que na minha opinião foram contraproduzentes as criticas feitas.
Não fui muito fã de algumas resoluções e acontecimentos que o filme apresentou, mas muito interessante ver esse retrato da crise moral da classe média americana que justapõe justamente o momento politico pelo qual o pais passava naquele momento. O homem que prefere fazer de tudo e estragar completamente a sua vida ao não enxergar que sua apatia e impotencia, não só são frutos de suas escolhas mas também de um sistema que as reforça e capitalizam das mesmas.
As duas primeiras historias foram os pontos altos pra mim, muito mais inpiradas em suas respectivas sensações e imageticas, que são abadonadas nas historias finais por algo mais "tatil". Muito engraçado outra vez a vida me colocando pra assistir um filme que diretamente ou indiretamente conversa com o filme anterior, se em Jane B. by Agnès V. a arte é usada como a exploração de Varda com Birkin sobre seus sonhos e psique, aqui Bi Gan usa a arte também como essa extrapolação do que conseguimos sonhar, e o que é o cinema se não isso?
Gosto muito como o Sorrentino trabalha o macro pro micro nesse filme, pegando essa figura que é o politico, que por si só carrega esse estigma de nunca tomar decisões ou sempre ficar enrolando em buracracias, e nele coloca o protagonista que é a encarnação disso, onde por sua vez se mata aos poucos nessa ausencia e apatia em relação a vida, demorando a entender que por aqueles que amamos conseguimos tomar decisões de dor e perdão, mas que cada um a sua maneira.
Realmente um filme muito astuto e divertido de se assistir, mesmo sabendo das reviravoltas é muito prazeroso ver elas chegarem, porém é nítido o quanto o filme é construido pra justamente esse momento do choque, mesmo que em muitos momentos sim conseguimos ver a atuação trabalhando essa dualidade das emoções e interpretações, acredito que o filme te recompensa pouco em uma reassistida. Mesmo assim tudo ainda muito foda, cenários, atuações, iluminação, cores.... e claro essa pequena cutucada nos japoneses, que são considerados essa beleza pura, e toda a história gira em torno dessa perversidão sádica e objetificante que de belo não se tem nada.
Realmente corpos nunca foram filmados dessa maneira; A beleza no inospito, nessa dureza humana e da natureza; Tudo é tão palpavel, tão vistoso, engraçado o contraste com a clareza de tudo e a escuridão que os personagens escondem e suprimem
Eu entrei nesse filme esperando que ele fosse muito mais racista, mas não me entenda mal, ele é bem racista kkkkk, mas curioso como o Ford mesmo dentro de tudo isso conseguiu apresentar criticas mesmo que sutis ao "protagonista", com esse ódio dentro dele que avassala tudo e que é quase que inexplicavel, um povo que revida é um povo que é selvagem? As cenas final e inicial são lindas, mas infelizmente a jornada que o filme proporcionou não me emocionou, não senti o impacto da passagem do tempo e acredito que isso tira muito da força desse ódio e busca que perdura durantes anos, que podem acabar com a sua vida fora disso, vide o Ethan.
Perde muita força nos acontecimentos que antecedem o final, mas toda a ultima sequencia faz valer a pena, que filme gostoso de se assistir, leve, divertido, engraçado, tudo que eu podia esperar de um filme de Jazz.
Eu entendi certo ou ela se apaixonou por alguém que roubou as memórias dela e forjou acontecimentos? Entendo que o amor pode surgir até do inimaginavel, mas acho que tudo tem limite kk. Fora essa conclusão tenebrosa, muito legal novamente ver como o Obayashi constroi o universo dos seus filmes, tudo é tão vivido e preenchido como se estivesse pulando pra fora da tela. Girl, so confusing.
Engraçado como é possivel de gostar de algo e não necessariamente ser um fã; Muito legal a forma como a realidade é trabalhada aqui, todo o aspecto "cool" e quase fantasioso desse universo, definitavemente um filme sobre paixão; Mas justamente isso também que me fez perder a conexão, tudo é muito rápido, um recorte caricato de um momento, pode ser até divertido, mas pra mim não foi comovente
Gostei muito do final do filme, acho que foi a melhor parte inclusive, essa desconexão do passado com o presente que a obra tenta justamente apontar enquanto filme e enquanto mensagem; Muita coisa cultural linda de ver na tela; Porém que roteiro inchado, Kleber introduz muitas ideias mas não as conecta, ao tentar abraçar o mundo acaba nos distanciando da conexão pessoal, a vida de tantos outros agentes secretos
Todo o subplot da mãe e do policial acho que funcionou mais contra o filme do que para ele; a imagética da paranoia é trabalhada apenas no diálogo, as imagens não comunicam nada, em nenhum momento cremos que o final pode ser aquele, mas ao mesmo tempo, conhecendo o diretor eu sabia exatamente que aquele seria o final, decepcionante. Emma Stone esta fenomenal como sempre e gosto dos comentários mesmo que breves sobre ciclo psicotico da teorias da conspiração e até mesmo um pouco sobre uma talvez cultura incel, uma pena que o tema do corporativismo predatorio foi largado por uma conclusão meio que pífia.
Acho que a cena da partida final incorpora o meu problema com o filme, até o que era pra ser sobre o protagonista, num momento frenetico de ação é cortado por reações insignificantes que por sua vez atrapalha o ritmo, impossivel não comparar com Uncut Gems onde pra mim a formula funciona perfeitamente, não existe pausa, não existe o olhar fora do nosso protagonista, a energia é vibrante e tudo nesse filme me pareceu uma versão aguada daquilo, sério que esse é o final?
Escrevendo isso aqui de cara inchada; Muita coisa forte, mas ao mesmo tempo faltando tanta coisa; Muitos momentos tão sigelos são tão apressados para dar origem a conclusão do filme; Conflitos tratados de maneira tão leviana e sem peso; Direção realmente bem perdida em como trabalhar a emoção em tudo
Cliche mas impossivel não falar sobre esse belo retrato do que é ser jovem, filme incosequente da melhor maneira da palavra, espaços pessoas e memórias
Talvez o filme mais cômico do Sang-soo e o que mais também evidencia algo que sempre é muito presente em todos os filmes dele, dessa figura masculina que sempre ao tentar falar da figura feminina, usa palavras rebuscadas mas que são vazias de sentimento, vagas e que podem ser usadas para qualquer pessoa, como se eles não enxergassem elas como pessoas mas apenas ideais, reduzindo a complexidade de sentimentos e comportamentos a uma confusão, uma estranheza ou a uma loucura.
Mesmo gostando mais de Claire's Cinema, acho que esse é o filme definitivo no que talvez é proposto por essa parceria Sang-soo e Huppert, ela é uma estrangeira em diversos sentidos e o filme trabalha alguns desses conflitos entre suas personagens e essa entidade Córeia que o diretor sempre representa, a forma como os homens agem, os comportamentos, frases, olhares, toques, e o que tudo isso pode ou não significar, assim a atriz surge justamente como esse contraponto a tudo isso, mesmo que em varios momentos abraçe certas batidas, é nesse conflito que o filme brilha, tem sempre aquela estranheza ou desconforto no ar, não sei o quanto os atores realmente tem dificuldade em falar inglês ou se apenas estão atuando essa dificuldade, mas gosto de acreditar na primeira afirmação, já que traz mais camadas a tudo que é feito aqui
Pra mim se perde um pouco em todo o ato final quando abandona dois dos protagonistas, mas legal como todo o começo do filme trabalha muito forte esse lado da memória, ela enquanto volta, esse ciclo que sempre é presente na vida dos personagens do filme do Sang-soo, cada um tem o seu momento de ilusão/desilução, voltados inclusive a uma mesma figura feminina e no fim o de sempre, ambos patéticos e presos a culpas causadas por eles mesmo, novamente em um ciclo que talvez algum dia será quebrado?
A ilusão da escolha; A escória que se aproveita da ineficiencia do estado para aliciar os marginalizados; Mizoguchi em uma hora e meia, olha pra cada pessoa como o que são, pessoas, cada uma com suas complicações e motivações, mas todas com algo em comum, estarem presas num ciclo de abuso e desilução; A cena final é de uma crueldade que dói o coração
Realmente tem uma camada desse filme que ainda não mexeu comigo, essa desorientação que o filme trabalha é tão sutil que ainda não estou no momento em que ela me toca, os barulhos de Nova Iorque realmente mexem com você e todos os momentos onde Chantal deixa o som sobrepor a narrativa são de um impacto poderoso, ansioso para rever novamente daqui uns anos
Os encontros/reencontros; Conhecemos alguém mesmo depois de anos?; O quão difícil deve ser ser livre onde existe apenas o controle, o julgamento e a desconfiança; O mote do cinema de Sang-soo da repetição agora dentro da performance, onde é menos controlada justamente pelo diretor; Será que o final é fofo mesmo ou estou maluco?
Até o momento pra mim o filme que o estilo Bressoniano mais casou com justamente o que se trata a narrativa: o dinheiro, a mentira, a violencia; A corda sempre estoura para o lado mais fraco, mas longe de isentar qualquer um do peso das decisões; Existe redenção?
Sinto que esse filme ficou perdido no limbo entre documental e ficção sem abraçar uma proposta totalmente e fielmente, nomes são citados para falar "aah essa pessoa" e ao mesmo tempo nos permitimos nos divertir vendo eles recitarem dialogos de Casablanca, que traz essa liberdade imaginaria pra obra que poderia ter se aproveitado mais disso; Fico inclusive me perguntando o por que da cena inicial kkkkk serviu realmente para mostrar o quão formulaico Linklater foi nesse filme
Eddington
3.1 112Acho que a melhor parte do filme é como ele trabalha essa paranoia crescente durante toda a primeira metade, tudo é um mistério que parece que vai explodir a qualquer momento, e realmente explode, o que deixa tudo inquieto, sempre em movimento, que casa justamente com essa geração politica aqui retratada, sempre em busca da proxima pauta, da proxima trend, independente do espectro politico. Mas não tem como não ser impactado negativamente por esse mundo que Ari Aster tenta abraçar aqui, todas as direções posiveis são tomadas, inclusive a grande a virada para o ato final que apesar de ser surpreende me foi um pouco aquem a partir de tudo que veio sendo construido, a avalanche midiatica e corporativa que deveria tomar tudo que encostava da espaço a uma individualização de ações ou a desrepresentação de grupos que na minha opinião foram contraproduzentes as criticas feitas.
The Mastermind
3.0 33 Assista AgoraNão fui muito fã de algumas resoluções e acontecimentos que o filme apresentou, mas muito interessante ver esse retrato da crise moral da classe média americana que justapõe justamente o momento politico pelo qual o pais passava naquele momento. O homem que prefere fazer de tudo e estragar completamente a sua vida ao não enxergar que sua apatia e impotencia, não só são frutos de suas escolhas mas também de um sistema que as reforça e capitalizam das mesmas.
Resurrection
3.9 6As duas primeiras historias foram os pontos altos pra mim, muito mais inpiradas em suas respectivas sensações e imageticas, que são abadonadas nas historias finais por algo mais "tatil". Muito engraçado outra vez a vida me colocando pra assistir um filme que diretamente ou indiretamente conversa com o filme anterior, se em Jane B. by Agnès V. a arte é usada como a exploração de Varda com Birkin sobre seus sonhos e psique, aqui Bi Gan usa a arte também como essa extrapolação do que conseguimos sonhar, e o que é o cinema se não isso?
A Graça
4.0 17 Assista AgoraGosto muito como o Sorrentino trabalha o macro pro micro nesse filme, pegando essa figura que é o politico, que por si só carrega esse estigma de nunca tomar decisões ou sempre ficar enrolando em buracracias, e nele coloca o protagonista que é a encarnação disso, onde por sua vez se mata aos poucos nessa ausencia e apatia em relação a vida, demorando a entender que por aqueles que amamos conseguimos tomar decisões de dor e perdão, mas que cada um a sua maneira.
A Criada
4.4 1,4K Assista AgoraRealmente um filme muito astuto e divertido de se assistir, mesmo sabendo das reviravoltas é muito prazeroso ver elas chegarem, porém é nítido o quanto o filme é construido pra justamente esse momento do choque, mesmo que em muitos momentos sim conseguimos ver a atuação trabalhando essa dualidade das emoções e interpretações, acredito que o filme te recompensa pouco em uma reassistida. Mesmo assim tudo ainda muito foda, cenários, atuações, iluminação, cores.... e claro essa pequena cutucada nos japoneses, que são considerados essa beleza pura, e toda a história gira em torno dessa perversidão sádica e objetificante que de belo não se tem nada.
Bom Trabalho
3.7 87 Assista AgoraRealmente corpos nunca foram filmados dessa maneira; A beleza no inospito, nessa dureza humana e da natureza; Tudo é tão palpavel, tão vistoso, engraçado o contraste com a clareza de tudo e a escuridão que os personagens escondem e suprimem
Rastros de Ódio
4.1 281 Assista AgoraEu entrei nesse filme esperando que ele fosse muito mais racista, mas não me entenda mal, ele é bem racista kkkkk, mas curioso como o Ford mesmo dentro de tudo isso conseguiu apresentar criticas mesmo que sutis ao "protagonista", com esse ódio dentro dele que avassala tudo e que é quase que inexplicavel, um povo que revida é um povo que é selvagem? As cenas final e inicial são lindas, mas infelizmente a jornada que o filme proporcionou não me emocionou, não senti o impacto da passagem do tempo e acredito que isso tira muito da força desse ódio e busca que perdura durantes anos, que podem acabar com a sua vida fora disso, vide o Ethan.
Garotas do Balanço
4.2 29Perde muita força nos acontecimentos que antecedem o final, mas toda a ultima sequencia faz valer a pena, que filme gostoso de se assistir, leve, divertido, engraçado, tudo que eu podia esperar de um filme de Jazz.
The Little Girl Who Conquered Time
3.5 11Eu entendi certo ou ela se apaixonou por alguém que roubou as memórias dela e forjou acontecimentos? Entendo que o amor pode surgir até do inimaginavel, mas acho que tudo tem limite kk. Fora essa conclusão tenebrosa, muito legal novamente ver como o Obayashi constroi o universo dos seus filmes, tudo é tão vivido e preenchido como se estivesse pulando pra fora da tela. Girl, so confusing.
His Motorbike, Her Island
4.0 8Engraçado como é possivel de gostar de algo e não necessariamente ser um fã; Muito legal a forma como a realidade é trabalhada aqui, todo o aspecto "cool" e quase fantasioso desse universo, definitavemente um filme sobre paixão; Mas justamente isso também que me fez perder a conexão, tudo é muito rápido, um recorte caricato de um momento, pode ser até divertido, mas pra mim não foi comovente
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraGostei muito do final do filme, acho que foi a melhor parte inclusive, essa desconexão do passado com o presente que a obra tenta justamente apontar enquanto filme e enquanto mensagem; Muita coisa cultural linda de ver na tela; Porém que roteiro inchado, Kleber introduz muitas ideias mas não as conecta, ao tentar abraçar o mundo acaba nos distanciando da conexão pessoal, a vida de tantos outros agentes secretos
Bugonia
3.6 440 Assista AgoraTodo o subplot da mãe e do policial acho que funcionou mais contra o filme do que para ele; a imagética da paranoia é trabalhada apenas no diálogo, as imagens não comunicam nada, em nenhum momento cremos que o final pode ser aquele, mas ao mesmo tempo, conhecendo o diretor eu sabia exatamente que aquele seria o final, decepcionante. Emma Stone esta fenomenal como sempre e gosto dos comentários mesmo que breves sobre ciclo psicotico da teorias da conspiração e até mesmo um pouco sobre uma talvez cultura incel, uma pena que o tema do corporativismo predatorio foi largado por uma conclusão meio que pífia.
Marty Supreme
3.7 354 Assista AgoraAcho que a cena da partida final incorpora o meu problema com o filme, até o que era pra ser sobre o protagonista, num momento frenetico de ação é cortado por reações insignificantes que por sua vez atrapalha o ritmo, impossivel não comparar com Uncut Gems onde pra mim a formula funciona perfeitamente, não existe pausa, não existe o olhar fora do nosso protagonista, a energia é vibrante e tudo nesse filme me pareceu uma versão aguada daquilo, sério que esse é o final?
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 427 Assista AgoraEscrevendo isso aqui de cara inchada; Muita coisa forte, mas ao mesmo tempo faltando tanta coisa; Muitos momentos tão sigelos são tão apressados para dar origem a conclusão do filme; Conflitos tratados de maneira tão leviana e sem peso; Direção realmente bem perdida em como trabalhar a emoção em tudo
Linda Linda Linda
4.1 37Cliche mas impossivel não falar sobre esse belo retrato do que é ser jovem, filme incosequente da melhor maneira da palavra, espaços pessoas e memórias
Nossa Sunhi
3.5 14Talvez o filme mais cômico do Sang-soo e o que mais também evidencia algo que sempre é muito presente em todos os filmes dele, dessa figura masculina que sempre ao tentar falar da figura feminina, usa palavras rebuscadas mas que são vazias de sentimento, vagas e que podem ser usadas para qualquer pessoa, como se eles não enxergassem elas como pessoas mas apenas ideais, reduzindo a complexidade de sentimentos e comportamentos a uma confusão, uma estranheza ou a uma loucura.
A Visitante Francesa
3.2 76Mesmo gostando mais de Claire's Cinema, acho que esse é o filme definitivo no que talvez é proposto por essa parceria Sang-soo e Huppert, ela é uma estrangeira em diversos sentidos e o filme trabalha alguns desses conflitos entre suas personagens e essa entidade Córeia que o diretor sempre representa, a forma como os homens agem, os comportamentos, frases, olhares, toques, e o que tudo isso pode ou não significar, assim a atriz surge justamente como esse contraponto a tudo isso, mesmo que em varios momentos abraçe certas batidas, é nesse conflito que o filme brilha, tem sempre aquela estranheza ou desconforto no ar, não sei o quanto os atores realmente tem dificuldade em falar inglês ou se apenas estão atuando essa dificuldade, mas gosto de acreditar na primeira afirmação, já que traz mais camadas a tudo que é feito aqui
A Mulher é o Futuro do Homem
3.3 15 Assista AgoraPra mim se perde um pouco em todo o ato final quando abandona dois dos protagonistas, mas legal como todo o começo do filme trabalha muito forte esse lado da memória, ela enquanto volta, esse ciclo que sempre é presente na vida dos personagens do filme do Sang-soo, cada um tem o seu momento de ilusão/desilução, voltados inclusive a uma mesma figura feminina e no fim o de sempre, ambos patéticos e presos a culpas causadas por eles mesmo, novamente em um ciclo que talvez algum dia será quebrado?
A Rua da Vergonha
4.2 29 Assista AgoraA ilusão da escolha; A escória que se aproveita da ineficiencia do estado para aliciar os marginalizados; Mizoguchi em uma hora e meia, olha pra cada pessoa como o que são, pessoas, cada uma com suas complicações e motivações, mas todas com algo em comum, estarem presas num ciclo de abuso e desilução; A cena final é de uma crueldade que dói o coração
Notícias de Casa
4.1 35 Assista AgoraRealmente tem uma camada desse filme que ainda não mexeu comigo, essa desorientação que o filme trabalha é tão sutil que ainda não estou no momento em que ela me toca, os barulhos de Nova Iorque realmente mexem com você e todos os momentos onde Chantal deixa o som sobrepor a narrativa são de um impacto poderoso, ansioso para rever novamente daqui uns anos
Urchin
3.3 6O tipo de filme que imagino um homem branco loiro cis faria
Você e os Seus
3.6 5Os encontros/reencontros; Conhecemos alguém mesmo depois de anos?; O quão difícil deve ser ser livre onde existe apenas o controle, o julgamento e a desconfiança; O mote do cinema de Sang-soo da repetição agora dentro da performance, onde é menos controlada justamente pelo diretor; Será que o final é fofo mesmo ou estou maluco?
O Dinheiro
3.8 53 Assista AgoraAté o momento pra mim o filme que o estilo Bressoniano mais casou com justamente o que se trata a narrativa: o dinheiro, a mentira, a violencia; A corda sempre estoura para o lado mais fraco, mas longe de isentar qualquer um do peso das decisões; Existe redenção?
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 84 Assista AgoraSinto que esse filme ficou perdido no limbo entre documental e ficção sem abraçar uma proposta totalmente e fielmente, nomes são citados para falar "aah essa pessoa" e ao mesmo tempo nos permitimos nos divertir vendo eles recitarem dialogos de Casablanca, que traz essa liberdade imaginaria pra obra que poderia ter se aproveitado mais disso; Fico inclusive me perguntando o por que da cena inicial kkkkk serviu realmente para mostrar o quão formulaico Linklater foi nesse filme