Já se pode considerar como um clássico por diversos motivos e um deles por dar respeito, dignidade e viabilidade ao povo do sertão. Não apenas o seu povo, mas também seus falares, costumes, anseios, peculiaridades que só- é somente só- atores de fato nordestinos poderiam encarnar. Ou seja, estava mais do que na hora de a Globo colocar atores gabaritados e nascidos no Nordeste (conforme se viu em boa parte do elenco) para estrelar novelas ambientadas lá.
Também destaco, somado a escolha do casting, a atuação de atores como a Titina Medeiros e Welder Rodrigues, responsáveis pelo alívio cômico central de uma trama com uma espinha dorsal pesada, revisitando o coronelismo com sarcasmo. Destaque também para Giovana Cordeiro que fez crescer sua Xaviera, esbanjando talento, sensibilidade, sensualidade e despertando todo tipo de afeto! Ao contrário da ótima construção de Débora Bloch que nos deixava cada vez mais abismados com tamanha maldade e frieza.
E por falar em Deodora, José de Abreu comoveu demais, principalmente no período da depressão de Tertúlio. Torci muito pela recuperação do coronel! E Caio Blat, outro cônjuge da vilã, fez bonito e mostrou como consolidou uma carreira repleta de tipos e arquétipos.
No entanto, os dois grandes nomes dessa novela, ao meu ver, são Enrique Diaz e Sérgio Guizé. O primeiro, ator veterano, conhecido no cinema e no teatro, porém com pouco espaço na tv, passeou por todos os núcleos e gêneros (da comédia ao drama) com uma leveza, esperteza e grandeza. Enrique é um dos nossos maiores atores! E o Guizé interpretou o melhor personagem de sua carreira e tomou pra si de verdade a alcunha de protagonista. A dobradinha com Timbó e o seu par com a também talentosa Isadora Cruz o enriqueceu bastante: personagem cheio de nuances mesmo com pouco apelo popular.
Enfim, já estou com saudades dessa viagem ao sertão todos os dias às 18:30. Como é rico é gostoso o nosso Nordeste! Viva à brasilidade!
Há 20 anos , Sheron Menezes fazia uma empregada doméstica em Celebridade. Fazia parte do núcleo principal, trabalhava na casa de Maria Clara Diniz (Malu Mader) e tinha um caso com Marcos (Márcio Garcia). Era quase uma figurante, assim como os poucos negros daquele núcleo. O de maior destaque, talvez, era o do Sérgio Menezes, vivendo o fotógrafo bem-sucedido e melhor amigo da “musa do verão”. Hoje, em Vai na fé, parece-me que há uma preocupação em mostrar que no subúrbio do Rio de Janeiro sobrevivem pessoas comuns, evangélicos, negros, trabalhadores. Há também personagens pretos em situação privilegiada, como Ben; há o vilão Orfeu, também vivido um ator negro de outros bons trabalhos como em Da cor do pecado - Jonathan Haagensen. As excelentes Kate e sua mãe trazendo um alívio cômico necessário. Jean Paulo Campos, encarando um homossexual em uma relação inter-racial (e quão talentoso ele é também!
Ou seja, a Iara poderia ser além de uma secretária do lar. Sempre pôde! Mas somente 20 anos depois a teledramaturgia brasileira entendeu que o espaço do homem negro e da mulher negra vai além da senzala, da cozinha do patrão e do tráfico no morro: podemos ocupar qualquer lugar!
Continuo achando um novelaço! Como sempre, o núcleo principal do JEC sempre é a força-motriz e carrega quase todas as novelas nas costas, bem como suas protagonistas e antagonistas. Só que muito se fala da Donatela e da Flora, principalmente, e eu acho as duas bem interessantes. Só que para mim essa novela é sobre a falta de amor próprio. Isso vai se descortinando, por exemplo, quando, na minha opinião, uma das melhores fases da trama é quando a mocinha na pele de Rosana/Diva vai viver no rancho do Augusto César (e eu já cansei de falar que, ao meu ver, esse é o melhor personagem do Zé Mayer). Ela redescobre as diversas formas de amar: um filho que lhe foi roubado, o marido que nunca teve e uma vida marital com idolatria, a vida que lhe foi ceifada… Eu gosto dessa parte justamente porque é nesse momento que a Donatela encontra-se vulnerável. Sua Rosana é amada, idolatrada por um homem que ela nunca havia visto na vida, porém a ama com uma devoção quase sagrada. Assim como canta a música de James Blunt, ele faz com que Donatela “retorne para casa”, para um seio familiar, o protótipo de família aparentemente desajustada, no entanto feliz: o pai lunático, o filho desajeitado e rejeitado pela mãe… É tudo muito bem delineado!
Eu me rendo e estou novamente apaixonado por A favorita.
Nico é encantador e a forma como todos ficam envolvidos, afetam-se com a sua enfermidade nos toca. “Te dou a vida” é uma trama sobre isso: amor ao próximo, empatia, altruísmo, recomeço… Linda, linda, linda!
Novelão que há muito tempo o sbt nos devia. Folhetim rasgado, bem acabado e com um elenco de peso e um roteiro que é impossível não dar certo. Estou apaixonado por Victoria e Arriaga e esse casal de meia-idade que tem tudo geralmente para dar errado numa telenovela, todavia foi tão bem defendido por ambos que é impossível não se apaixonar. E essa trilha sonora? “Ahora tú” e “Me puedes decir lo que seas” (justamente na voz da Eiza Gonzalez) são lindas e tocantes demais. Casam perfeitamente bem com os personagens e com a energia que eles passam. Abrilhantaram a trama também Ana Martín e Silvia Marinquez.
Uma trama sensível, que traz uma nostalgia gostosa da minha infância. Impossível não cantar a música da abertura junto a Sandy e Toquinho tampouco a trilha das crianças, “Terra do nunca”, na voz de Angélica em bons tempos de sua fase como apresentadora infantil.
Assim, Era uma vez é leve, torna-se uma uma novela para se assistir com a família e refletir sobre o que realmente vale a pena na vida, supervalorizando as coisas corriqueiras, mais banais e que fazem toda a diferença.
É preciso destacar também, além do bom argumento, a atuação de Cláudio Marzo. Sem dúvida um de seus melhores momentos na televisão, tal como o bom trabalho de Andréia Beltrão, a saudosa Nair Bello e o grandioso e simpático vovô Pepe, talvez o maior papel de Elias Gleiser.
Não se pode perder de vista ainda que as crianças mandavam muito bem. Elenco infantil bem escalado, com texto na ponta da língua, numa época em que criança era criança de fato.
Vale muito a pena ver de novo. Saudações honrosas ao Viva!
Há uns casais bem modorrentos e mal construídos nessa novela. Helena e Theo são um casal morno demais; tal como ela e César, que só vivem a se atacar. Marina e Diogo estão para Heloísa e Sérgio análoga à relação violenta de Raquel e Marcos: relações pautadas pela agressividade, pela anulação de um dos cônjuges. Os melhores casais são a única relação homoafetiva da trama, Clara e Rafaela. Eu vejo verdade também em Diogo e Luciana, porque ela com César é bem forçado. Ah, e a Lorena com seu Expedito seria muito mais crível se ele fosse mais convincente em relação ao que sente pela namorada e mantenedora. Já Edwiges e Cláudio dão sono!
Para arrematar: o melhor casal da novela é o mais proibido. Estela e Padre Pedro são um show em cena.
Quero destacar o primoroso trabalho de Lolita Rodrigues e sua sofrida, mãe zelosa e esposa abandonada Aldonza. Quando toca Estranha Loucura (na voz da Alcione) e Ricardo (Carlos Zara) demonstra-se cada vez mais arrependido de toda a burrada que fez, recorda-se de sua mulher e deseja viver aquilo que nunca quis como estar ao lado de sua família, criar os filhos, encarar uma dura realidade... para curtir sua vida e desfrutar dos prazeres dela, é algo maravilhoso de se experienciar. Vemos o sofrimento de Aldonza, seu amor pelos filhos e a devoção para com o marido, embora esse nunca merecesse. Como está sendo bom ver Sassaricando!
Excelente produção e reconstituição de época. Eu quero destacar o trabalho do ator o qual interpreta Sapião (Sidney Santiago) pelo ótimo trabalho que fez ao encarnar o escravo apaixonado pela Juliana. Inclusive, Gabriela Moreyra também fez bonito para quem estava iniciando uma carreira. Evidentemente que não se pode perder de vista a sempre ótima Jussara Freire, Luiza Tomé, Bete Coelho, Marisol Ribeiro e o crescimento de Fernando Pavão como ator e a excelente construção que Antônio Petrin e Luiz Guilherme fizeram de seus coronéis. Elenco afinadíssimo por sinal. E é claro que jamais poderíamos deixar de aplaudir Adriana Lessa que soube desfrutar não só de um bom texto mas de uma personagem deveras interessante.
Ademais, quero destacar aqui o bom desempenho de Rogério Brito e seu trabalho ao lado de Roger Gobeth e Jayme Periard. A cena em que os três brigam e o escravo defende o senhor que deixou-lhe marcado, não deixou marcas apenas nele mas também no público telespectador.
Uma novela divertidíssima, com um humor inteligente, na medida certa no melhor estilo pastelão. É impressionante como Silvio de Abreu consegue reunir um elenco tão bom, de tanta qualidade e como seus textos eram excelentes. Até agora todas as novelas dele que foram transmitidas pelo Viva eu considero no mínimo boas (Torre de Babel, A próxima Vítima, Cambalacho e a excelente Rainha da Sucata). Onde e quando foi que esse novelista se perdeu ou perdeu a mão ? ...
Caducou, envelheceu mal. Torloni em sua pior fase não imprimiu carisma tampouco o tom adequado para uma vilã que foi apenas insuportável, chata e caricata. Marcelo Serrado, por sua vez, esteve bom na medida em que um texto de qualidade duvidosa pediu. Carregou nas costas a comédia pastelão. Quanto à Griselda, foi uma protagonista razoável e Lília ofereceu o que de melhor se poderia com um argumento e roteiro previsíveis.
Tipo de novela para assistir apenas uma vez. Não valeu a pena ver de novo.
A melhor e a mais bem acabada de todas as versões de Yo soy Betty, la fea. Revisitar Fernando Gaitan é um compromisso desafiador, pois a trama da feia continua atemporal. Só que dessa vez a mulher ganha um espaço de tal maneira que suplantou todos os homens do elenco. Já falei aqui sobre a maestria com que a intérprete de Sofia encarnou sua personagem. Sem contar que Elyfer Torres mostrou que a afro-latina, com seus cabelos crespos e uma beleza peculiar e inteligência singular pode ser parâmetro sim para o estilo de vida nova-iorquino. Ademais, é importante salientar que não há em nenhum momento uma disputa que endossa o machismo entre a noiva x amante e que todas as mulheres do pelotão com seus arquétipos e estereótipos tiveram seus momentos de horror e glória e brilharam também (apesar de acreditar que a única negra do grupo deveria ter tido um espaço maior, inclusive no que tange à discussão do racismo).
Enfim, foram meses acompanhando religiosamente com a minha mãe (Eu a viciei também! Haha) essa trama cheia de ganchos e personagens cheios nuances. Vai deixar muitas saudades ...
Eu me orgulho de ver que Thalma de Freitas em 2000 era apenas a empregada da Helena (Laços de Família) e no ano seguinte ela viveu uma advogada em um papel, ainda que de coadjuvante, em O clone. Por mais visibilidade na dramaturgia!!!
É uma excelente novela e estou amando acompanhá-la pela primeira vez. No entanto, ela não escapa de problemas de novelas datadas, como cenas imensas com diálogos por vezes enfadonhos e discursos opressores como o que foi ao ar hoje , 13/04, cap 47, em que o personagem do Marcos Paulo disfere palavras de cunho altamente racista. Tirando isso, está tudo ok. Nada mal para nossas tardes em quarentena em período de pandemia, não ?!
Se fosse uma produção nacional ou se o Brasil premiasse produções estrangeiras, certamente a intérprete de Sofia ganharia todos os prêmios de coadjuvante do ano. Que construção excelente de Amaranta ao encarnar uma esposa abandonada, trocada e ainda apaixonada.
Sigo sem entender o porquê de tio Ali querer casar sobrinhas e não suas filhas e filhos. Aliás, ele tem filhos? Como pode um homem muçulmano tão temente a Alah e seguidor a risca dos costumes não viver com esposas e filhos ?! Ou pior (na visão deles, é claro!): não tê-los ?!
Mar do Sertão
3.9 10Já se pode considerar como um clássico por diversos motivos e um deles por dar respeito, dignidade e viabilidade ao povo do sertão. Não apenas o seu povo, mas também seus falares, costumes, anseios, peculiaridades que só- é somente só- atores de fato nordestinos poderiam encarnar. Ou seja, estava mais do que na hora de a Globo colocar atores gabaritados e nascidos no Nordeste (conforme se viu em boa parte do elenco) para estrelar novelas ambientadas lá.
Também destaco, somado a escolha do casting, a atuação de atores como a Titina Medeiros e Welder Rodrigues, responsáveis pelo alívio cômico central de uma trama com uma espinha dorsal pesada, revisitando o coronelismo com sarcasmo.
Destaque também para Giovana Cordeiro que fez crescer sua Xaviera, esbanjando talento, sensibilidade, sensualidade e despertando todo tipo de afeto! Ao contrário da ótima construção de Débora Bloch que nos deixava cada vez mais abismados com tamanha maldade e frieza.
E por falar em Deodora, José de Abreu comoveu demais, principalmente no período da depressão de Tertúlio. Torci muito pela recuperação do coronel! E Caio Blat, outro cônjuge da vilã, fez bonito e mostrou como consolidou uma carreira repleta de tipos e arquétipos.
No entanto, os dois grandes nomes dessa novela, ao meu ver, são Enrique Diaz e Sérgio Guizé. O primeiro, ator veterano, conhecido no cinema e no teatro, porém com pouco espaço na tv, passeou por todos os núcleos e gêneros (da comédia ao drama) com uma leveza, esperteza e grandeza. Enrique é um dos nossos maiores atores!
E o Guizé interpretou o melhor personagem de sua carreira e tomou pra si de verdade a alcunha de protagonista. A dobradinha com Timbó e o seu par com a também talentosa Isadora Cruz o enriqueceu bastante: personagem cheio de nuances mesmo com pouco apelo popular.
Enfim, já estou com saudades dessa viagem ao sertão todos os dias às 18:30. Como é rico é gostoso o nosso Nordeste! Viva à brasilidade!
Vai na Fé
3.8 23Há 20 anos , Sheron Menezes fazia uma empregada doméstica em Celebridade. Fazia parte do núcleo principal, trabalhava na casa de Maria Clara Diniz (Malu Mader) e tinha um caso com Marcos (Márcio Garcia). Era quase uma figurante, assim como os poucos negros daquele núcleo. O de maior destaque, talvez, era o do Sérgio Menezes, vivendo o fotógrafo bem-sucedido e melhor amigo da “musa do verão”. Hoje, em Vai na fé, parece-me que há uma preocupação em mostrar que no subúrbio do Rio de Janeiro sobrevivem pessoas comuns, evangélicos, negros, trabalhadores. Há também personagens pretos em situação privilegiada, como Ben; há o vilão Orfeu, também vivido um ator negro de outros bons trabalhos como em Da cor do pecado - Jonathan Haagensen. As excelentes Kate e sua mãe trazendo um alívio cômico necessário. Jean Paulo Campos, encarando um homossexual em uma relação inter-racial (e quão talentoso ele é também!
Ou seja, a Iara poderia ser além de uma secretária do lar. Sempre pôde! Mas somente 20 anos depois a teledramaturgia brasileira entendeu que o espaço do homem negro e da mulher negra vai além da senzala, da cozinha do patrão e do tráfico no morro: podemos ocupar qualquer lugar!
Celebridade
3.6 139 Assista AgoraJairo aparece em Celebridade e é resgatado em Paraíso Tropical (como Jader) São trambiqueiros e moram em Copacabana. Não seria mera coincidência…
A Favorita
3.9 347 Assista AgoraContinuo achando um novelaço! Como sempre, o núcleo principal do JEC sempre é a força-motriz e carrega quase todas as novelas nas costas, bem como suas protagonistas e antagonistas. Só que muito se fala da Donatela e da Flora, principalmente, e eu acho as duas bem interessantes. Só que para mim essa novela é sobre a falta de amor próprio. Isso vai se descortinando, por exemplo, quando, na minha opinião, uma das melhores fases da trama é quando a mocinha na pele de Rosana/Diva vai viver no rancho do Augusto César (e eu já cansei de falar que, ao meu ver, esse é o melhor personagem do Zé Mayer). Ela redescobre as diversas formas de amar: um filho que lhe foi roubado, o marido que nunca teve e uma vida marital com idolatria, a vida que lhe foi ceifada…
Eu gosto dessa parte justamente porque é nesse momento que a Donatela encontra-se vulnerável. Sua Rosana é amada, idolatrada por um homem que ela nunca havia visto na vida, porém a ama com uma devoção quase sagrada. Assim como canta a música de James Blunt, ele faz com que Donatela “retorne para casa”, para um seio familiar, o protótipo de família aparentemente desajustada, no entanto feliz: o pai lunático, o filho desajeitado e rejeitado pela mãe… É tudo muito bem delineado!
Eu me rendo e estou novamente apaixonado por A favorita.
Te Dou a Vida
3.9 4Nico é encantador e a forma como todos ficam envolvidos, afetam-se com a sua enfermidade nos toca. “Te dou a vida” é uma trama sobre isso: amor ao próximo, empatia, altruísmo, recomeço… Linda, linda, linda!
Paraíso Tropical
3.5 140 Assista Agora“O que pode querer comigo aquela animadora de festas?” CAVALCANTI, Antenor
Sobre Marion Novaes
Amores Verdadeiros
3.7 13A cena da exumação do corpo é simplesmente um dos pontos máximos da trama.
Amores Verdadeiros
3.7 13Novelão que há muito tempo o sbt nos devia. Folhetim rasgado, bem acabado e com um elenco de peso e um roteiro que é impossível não dar certo. Estou apaixonado por Victoria e Arriaga e esse casal de meia-idade que tem tudo geralmente para dar errado numa telenovela, todavia foi tão bem defendido por ambos que é impossível não se apaixonar. E essa trilha sonora? “Ahora tú” e “Me puedes decir lo que seas” (justamente na voz da Eiza Gonzalez) são lindas e tocantes demais. Casam perfeitamente bem com os personagens e com a energia que eles passam. Abrilhantaram a trama também Ana Martín e Silvia Marinquez.
Era uma Vez...
3.3 41Uma trama sensível, que traz uma nostalgia gostosa da minha infância. Impossível não cantar a música da abertura junto a Sandy e Toquinho tampouco a trilha das crianças, “Terra do nunca”, na voz de Angélica em bons tempos de sua fase como apresentadora infantil.
Assim, Era uma vez é leve, torna-se uma uma novela para se assistir com a família e refletir sobre o que realmente vale a pena na vida, supervalorizando as coisas corriqueiras, mais banais e que fazem toda a diferença.
É preciso destacar também, além do bom argumento, a atuação de Cláudio Marzo. Sem dúvida um de seus melhores momentos na televisão, tal como o bom trabalho de Andréia Beltrão, a saudosa Nair Bello e o grandioso e simpático vovô Pepe, talvez o maior papel de Elias Gleiser.
Não se pode perder de vista ainda que as crianças mandavam muito bem. Elenco infantil bem escalado, com texto na ponta da língua, numa época em que criança era criança de fato.
Vale muito a pena ver de novo. Saudações honrosas ao Viva!
Mulheres Apaixonadas
3.7 182 Assista AgoraHá uns casais bem modorrentos e mal construídos nessa novela.
Helena e Theo são um casal morno demais; tal como ela e César, que só vivem a se atacar.
Marina e Diogo estão para Heloísa e Sérgio análoga à relação violenta de Raquel e Marcos: relações pautadas pela agressividade, pela anulação de um dos cônjuges.
Os melhores casais são a única relação homoafetiva da trama, Clara e Rafaela. Eu vejo verdade também em Diogo e Luciana, porque ela com César é bem forçado. Ah, e a Lorena com seu Expedito seria muito mais crível se ele fosse mais convincente em relação ao que sente pela namorada e mantenedora. Já Edwiges e Cláudio dão sono!
Para arrematar: o melhor casal da novela é o mais proibido. Estela e Padre Pedro são um show em cena.
Mulheres Apaixonadas
3.7 182 Assista AgoraRoberta Gualda já era boa desde aí. Pronta! Correta! Bravo!
Sassaricando
3.4 22Quero destacar o primoroso trabalho de Lolita Rodrigues e sua sofrida, mãe zelosa e esposa abandonada Aldonza. Quando toca Estranha Loucura (na voz da Alcione) e Ricardo (Carlos Zara) demonstra-se cada vez mais arrependido de toda a burrada que fez, recorda-se de sua mulher e deseja viver aquilo que nunca quis como estar ao lado de sua família, criar os filhos, encarar uma dura realidade... para curtir sua vida e desfrutar dos prazeres dela, é algo maravilhoso de se experienciar. Vemos o sofrimento de Aldonza, seu amor pelos filhos e a devoção para com o marido, embora esse nunca merecesse. Como está sendo bom ver Sassaricando!
Êta Mundo Bom!
3.9 37Uma grande homenagem ao cinema e ao Mazzaropi , um elogio à ficção e um elenco afinadíssimo. Foi bom rever e eu sinto saudades.
Escrava Mãe
3.7 12Excelente produção e reconstituição de época. Eu quero destacar o trabalho do ator o qual interpreta Sapião (Sidney Santiago) pelo ótimo trabalho que fez ao encarnar o escravo apaixonado pela Juliana. Inclusive, Gabriela Moreyra também fez bonito para quem estava iniciando uma carreira. Evidentemente que não se pode perder de vista a sempre ótima Jussara Freire, Luiza Tomé, Bete Coelho, Marisol Ribeiro e o crescimento de Fernando Pavão como ator e a excelente construção que Antônio Petrin e Luiz Guilherme fizeram de seus coronéis. Elenco afinadíssimo por sinal. E é claro que jamais poderíamos deixar de aplaudir Adriana Lessa que soube desfrutar não só de um bom texto mas de uma personagem deveras interessante.
Ademais, quero destacar aqui o bom desempenho de Rogério Brito e seu trabalho ao lado de Roger Gobeth e Jayme Periard. A cena em que os três brigam e o escravo defende o senhor que deixou-lhe marcado, não deixou marcas apenas nele mas também no público telespectador.
Sassaricando
3.4 22Uma novela divertidíssima, com um humor inteligente, na medida certa no melhor estilo pastelão. É impressionante como Silvio de Abreu consegue reunir um elenco tão bom, de tanta qualidade e como seus textos eram excelentes. Até agora todas as novelas dele que foram transmitidas pelo Viva eu considero no mínimo boas (Torre de Babel, A próxima Vítima, Cambalacho e a excelente Rainha da Sucata). Onde e quando foi que esse novelista se perdeu ou perdeu a mão ? ...
Fina Estampa
3.1 204 Assista AgoraCaducou, envelheceu mal. Torloni em sua pior fase não imprimiu carisma tampouco o tom adequado para uma vilã que foi apenas insuportável, chata e caricata. Marcelo Serrado, por sua vez, esteve bom na medida em que um texto de qualidade duvidosa pediu. Carregou nas costas a comédia pastelão. Quanto à Griselda, foi uma protagonista razoável e Lília ofereceu o que de melhor se poderia com um argumento e roteiro previsíveis.
Tipo de novela para assistir apenas uma vez. Não valeu a pena ver de novo.
Betty a Feia em Nova York
4.0 39A melhor e a mais bem acabada de todas as versões de Yo soy Betty, la fea. Revisitar Fernando Gaitan é um compromisso desafiador, pois a trama da feia continua atemporal. Só que dessa vez a mulher ganha um espaço de tal maneira que suplantou todos os homens do elenco. Já falei aqui sobre a maestria com que a intérprete de Sofia encarnou sua personagem. Sem contar que Elyfer Torres mostrou que a afro-latina, com seus cabelos crespos e uma beleza peculiar e inteligência singular pode ser parâmetro sim para o estilo de vida nova-iorquino.
Ademais, é importante salientar que não há em nenhum momento uma disputa que endossa o machismo entre a noiva x amante e que todas as mulheres do pelotão com seus arquétipos e estereótipos tiveram seus momentos de horror e glória e brilharam também (apesar de acreditar que a única negra do grupo deveria ter tido um espaço maior, inclusive no que tange à discussão do racismo).
Enfim, foram meses acompanhando religiosamente com a minha mãe (Eu a viciei também! Haha) essa trama cheia de ganchos e personagens cheios nuances. Vai deixar muitas saudades ...
MasterChef: Profissionais (1ª Temporada)
3.8 57 Assista AgoraDayse luta contra o machismo diariamente naquela cozinha. Abaixo o patriarcado!!
O Clone
3.8 399 Assista AgoraEu me orgulho de ver que Thalma de Freitas em 2000 era apenas a empregada da Helena (Laços de Família) e no ano seguinte ela viveu uma advogada em um papel, ainda que de coadjuvante, em O clone. Por mais visibilidade na dramaturgia!!!
O Clone
3.8 399 Assista AgoraÉ uma novela sobre o duplo. No entanto, o egoísmo, egocentrismo, individualismo e umbiguismo reinam.
Brega e Chique
3.7 21 Assista AgoraÉ uma excelente novela e estou amando acompanhá-la pela primeira vez. No entanto, ela não escapa de problemas de novelas datadas, como cenas imensas com diálogos por vezes enfadonhos e discursos opressores como o que foi ao ar hoje , 13/04, cap 47, em que o personagem do Marcos Paulo disfere palavras de cunho altamente racista. Tirando isso, está tudo ok. Nada mal para nossas tardes em quarentena em período de pandemia, não ?!
Betty a Feia em Nova York
4.0 39Se fosse uma produção nacional ou se o Brasil premiasse produções estrangeiras, certamente a intérprete de Sofia ganharia todos os prêmios de coadjuvante do ano. Que construção excelente de Amaranta ao encarnar uma esposa abandonada, trocada e ainda apaixonada.
O Clone
3.8 399 Assista AgoraSigo sem entender o porquê de tio Ali querer casar sobrinhas e não suas filhas e filhos. Aliás, ele tem filhos? Como pode um homem muçulmano tão temente a Alah e seguidor a risca dos costumes não viver com esposas e filhos ?! Ou pior (na visão deles, é claro!): não tê-los ?!
Betty a Feia em Nova York
4.0 39Estou amando novamente essa história. Escolha muito acertada a escalação de Elyfer Torres.