Filme xarope, o humor me lembra um pouco Peep Show por algum motivo. Trata um tema complicadíssimo com bastante leveza. Assisti no 3º Festival de Filmes Incríveis!
Como o fascismo se reproduz no seio da família. O isolamento, o sentimento de superioridade, a amargura e a decadência dos últimos dias dias de glória de uma ideologia. A criança, que cresceu sem conhecer outro mundo, é pega de surpresa ao aprender que sem comunidade não existe nem perdão. O ubermensch não existe. O líder de sua mãe e sua ideologia eram minúsculos na frente de quem eles oprimiam. Belíssimo.
Típico Jim Jarmusch, mais um filme estilo tríptico, que lembra bastante o Night On Earth (1991). Sobre as coisas que não são faladas em família. Rimas de roteiro legais, mas um pouco previsíveis.
Não é um filme fácil de se compreender. Inclusive tenho visto críticas em sites sobre cinema que parecem não ter entendido muito qual é a do filme. De primeira ele assusta, parece um pastelão over the top, até você entender realmente do que se trata e começar a pescar uma infinidade de simbologias, metáforas, inuendos políticos, e aí o filme se torna uma das narrativas políticas mais ousadas e dedo-na-cara dos últimos anos.
Yes é um filme sobre o papel patético do "estado de israel" na geopolítica mundial. Um país que surgiu como a esperança de um povo massacrado, e virou uma nova máquina de moer gente. Que canta a plenos pulmões sua própria vitória quando na verdade trabalha como uma estado-tampão no oriente médio a serviço das forças estadunidenses. De um "país" e um povo orgulhoso das botas que vivem lambendo.
A história do herói é de alguém patético, e no final do filme é revelado para o desavisado: é baseado em fatos. O herói é patético porque a realidade é patética. Ele reza para que o Deus em que acredita não exista, pois é a única forma de não acabar no inferno. Isso é Israel.
Não li o livro, então não sei dizer o quanto que filme faz jus a este. Porém, posso dizer que é uma farofa bem feita. Farofa, porque é um thriller pra quem ouve taylor swift, não sei definir de outro jeito. Mas, apesar de uma ou outra escolha questionável de direção e roteiro, o filme entrega diversão e visceralidade, o que é positivo. Foram 2h divertidas, e olha que vi de má vontade.
A ideia é sensacional, seria um pós horror de primeira, mas tem alguma coisa que se perde lá, de repente o roteiro se dirige pro desfecho cheio de pontas soltas e vc se sente como se tivesse dormido por uma hora e perdido tudo, um grande descompasso. Talvez reassistindo eu mude de ideia.
Uma linda reflexão, um tratado sobre a morte. A cena da cigana no final foi uma das mais lindas que eu já assisti na vida. Kad Merad, com seu sorriso sereno e seu ar quase paternal representa como a morte deveria nos receber: como o abraço de um velho amigo.
Pra não ficar só nos elogios, final meio esquisito.
A história é bem interessante, juro que até procurei se o filme era baseado em algum livro, porque me interessei pela história, mas o jeito que o texto do filme conta a história é COMPLETAMENTE ININTELIGÍVEL.
Os diálogos todos seguem aquela moda dos filmes de comédia americanos dos últimos anos de falas muito rápidas, mas ao mesmo tempo monótonas e com piadas repetitivas, porque botaram na cabeça que "ai é tão quirky, tão esquisitinho", e no final se vc não presta atenção nos primeiros 15 minutos de diálogo, que são passados pensando mais na "graça" do jeito que os personagens falam do que na importância da informação, vc perde todo o plot do filme.
De resto, é bem um típico wes anderson, direção de arte, fotografia e figurinos show.
A coisa mais linda desse filme, é o laço afetivo formado entre três figuras marginalizas do dia a dia completamente diferentes uma das outras: uma travesti, um menino de favela, e uma idosa que vive sozinha. Essas três personagens, compreendendo as dificuldades de cada uma prensadas entre o cinismo, a corrupção e a violência, criaram uma rede de apoio como muitas das que surgem entre pessoas invisibilizadas do dia a dia, e que poucas vezes são notadas pelos roteiristas. Acho que isso que divide bons e maus roteiristas: a capacidade de perceber essas sutilezas e nuances do convívio humano, pra dar vivacidade e verossimilhança ao texto.
Única ressalva, o final poderia ser melhor desenvolvido.
De resto, a ambientação do ano de 2005 foi perfeita.
Não é um filme ruim, mas é um filme fraco. Meio sem objetivo, sem mensagem, um filme que até tenta ser sobre alguma coisa, mas não é sobre nada em específico. Talvez ele quisesse tecer alguma crítica ou comentário sobre a igreja, mas acaba sendo muito tímido.
Acho que dá pra se considerar uma espécie de "vaticanexploitation", já que filmes sobre o papado acabam atraindo a atenção e a curiosidade do público. Mas percebi vendo esse filme que uma ficção sobre o Vaticano não tem graça, com tantas histórias e profundezas que se podem explorar nessa instituição. Quando percebe que toda aquela situação é apenas hipotética, de repente a história perde completamente o intuito.
Acho que o roteiro poderia ter ousado mais em todas as histórias, explorar mais as potencialidades humoristicas de cada situação. As histórias são boas, os atores são bons, creio que só precisava de um pouquinho mais de ousadia.
Refém Por Um Fio
3.4 19por que a média desse filme tá tão baixa aqui??
A Morte de Robin Hood
3.0 22Fraquiiiiinho fraquinho
Insaciável
3.0 68genérico, derivativo, barato, o que, até aí, Obsessão também é, mas pelo menos Obsessão me divertiu
Viens je t'emmène
3.4 4Filme xarope, o humor me lembra um pouco Peep Show por algum motivo. Trata um tema complicadíssimo com bastante leveza. Assisti no 3º Festival de Filmes Incríveis!
Uma Infância Alemã
3.8 14 Assista AgoraComo o fascismo se reproduz no seio da família. O isolamento, o sentimento de superioridade, a amargura e a decadência dos últimos dias dias de glória de uma ideologia. A criança, que cresceu sem conhecer outro mundo, é pega de surpresa ao aprender que sem comunidade não existe nem perdão. O ubermensch não existe. O líder de sua mãe e sua ideologia eram minúsculos na frente de quem eles oprimiam. Belíssimo.
O Afinador
3.5 40 Assista AgoraPoderia ser um 5 estrelas, mas cagaram na segunda metade, vira um pasteloide sem necessidade. Continua sendo um bom filme, porém.
Obsessão
3.9 932 Assista AgoraAdolescente. Trash. Clichê. Formulaico. Mas tudo isso de forma muito bem feita.
Nino de Sexta a Segunda
3.6 5 Assista AgoraLindo lindo lindo lindo.
Exit 8
3.2 109Uma reflexão inesperada sobre paternidade, salvou (ou não) o filme de ser um lamen instantâneo de terror. Me agradou.
Pai Mãe Irmã Irmão
3.3 43 Assista AgoraTípico Jim Jarmusch, mais um filme estilo tríptico, que lembra bastante o Night On Earth (1991). Sobre as coisas que não são faladas em família. Rimas de roteiro legais, mas um pouco previsíveis.
Mother's Baby
3.3 4 Assista AgoraThriller psicológico de primeira, melodrama frio alemão com uma virada surreal no final.
O Frio da Morte
2.8 90 Assista AgoraFraquiiiinho, péssimas escolhas de roteiro, pontas soltas, texto besta de tudo.
Yes
4.0 2 Assista Agora"Espero que Deus não exista".
Não é um filme fácil de se compreender. Inclusive tenho visto críticas em sites sobre cinema que parecem não ter entendido muito qual é a do filme. De primeira ele assusta, parece um pastelão over the top, até você entender realmente do que se trata e começar a pescar uma infinidade de simbologias, metáforas, inuendos políticos, e aí o filme se torna uma das narrativas políticas mais ousadas e dedo-na-cara dos últimos anos.
Yes é um filme sobre o papel patético do "estado de israel" na geopolítica mundial. Um país que surgiu como a esperança de um povo massacrado, e virou uma nova máquina de moer gente. Que canta a plenos pulmões sua própria vitória quando na verdade trabalha como uma estado-tampão no oriente médio a serviço das forças estadunidenses. De um "país" e um povo orgulhoso das botas que vivem lambendo.
A história do herói é de alguém patético, e no final do filme é revelado para o desavisado: é baseado em fatos. O herói é patético porque a realidade é patética. Ele reza para que o Deus em que acredita não exista, pois é a única forma de não acabar no inferno. Isso é Israel.
A Empregada
3.4 667 Assista AgoraNão li o livro, então não sei dizer o quanto que filme faz jus a este. Porém, posso dizer que é uma farofa bem feita. Farofa, porque é um thriller pra quem ouve taylor swift, não sei definir de outro jeito. Mas, apesar de uma ou outra escolha questionável de direção e roteiro, o filme entrega diversão e visceralidade, o que é positivo. Foram 2h divertidas, e olha que vi de má vontade.
Bugonia
3.6 557 Assista AgoraSensacional, só não dou 5 porque acho que ele não fez esse filme sério
Delírio
3.0 2A ideia é sensacional, seria um pós horror de primeira, mas tem alguma coisa que se perde lá, de repente o roteiro se dirige pro desfecho cheio de pontas soltas e vc se sente como se tivesse dormido por uma hora e perdido tudo, um grande descompasso. Talvez reassistindo eu mude de ideia.
Malês
3.4 42 Assista Agorafilmaço, tem nem oq falar
Uma Bela Vida
3.7 11Uma linda reflexão, um tratado sobre a morte. A cena da cigana no final foi uma das mais lindas que eu já assisti na vida. Kad Merad, com seu sorriso sereno e seu ar quase paternal representa como a morte deveria nos receber: como o abraço de um velho amigo.
Pra não ficar só nos elogios, final meio esquisito.
O Último Moicano
3.4 3 Assista AgoraO crime na produção capitalista do espaço. O Estado conivente. O homem que disse não. O tipo de herói que precisamos nos dias de hoje.
Senza paura!
O Esquema Fenício
3.1 89 Assista AgoraA história é bem interessante, juro que até procurei se o filme era baseado em algum livro, porque me interessei pela história, mas o jeito que o texto do filme conta a história é COMPLETAMENTE ININTELIGÍVEL.
Os diálogos todos seguem aquela moda dos filmes de comédia americanos dos últimos anos de falas muito rápidas, mas ao mesmo tempo monótonas e com piadas repetitivas, porque botaram na cabeça que "ai é tão quirky, tão esquisitinho", e no final se vc não presta atenção nos primeiros 15 minutos de diálogo, que são passados pensando mais na "graça" do jeito que os personagens falam do que na importância da informação, vc perde todo o plot do filme.
De resto, é bem um típico wes anderson, direção de arte, fotografia e figurinos show.
Uma Família Normal
3.7 17novelão
Vitória
3.7 251 Assista AgoraA coisa mais linda desse filme, é o laço afetivo formado entre três figuras marginalizas do dia a dia completamente diferentes uma das outras: uma travesti, um menino de favela, e uma idosa que vive sozinha. Essas três personagens, compreendendo as dificuldades de cada uma prensadas entre o cinismo, a corrupção e a violência, criaram uma rede de apoio como muitas das que surgem entre pessoas invisibilizadas do dia a dia, e que poucas vezes são notadas pelos roteiristas. Acho que isso que divide bons e maus roteiristas: a capacidade de perceber essas sutilezas e nuances do convívio humano, pra dar vivacidade e verossimilhança ao texto.
Única ressalva, o final poderia ser melhor desenvolvido.
De resto, a ambientação do ano de 2005 foi perfeita.
Conclave
3.9 831 Assista AgoraNão é um filme ruim, mas é um filme fraco. Meio sem objetivo, sem mensagem, um filme que até tenta ser sobre alguma coisa, mas não é sobre nada em específico. Talvez ele quisesse tecer alguma crítica ou comentário sobre a igreja, mas acaba sendo muito tímido.
Acho que dá pra se considerar uma espécie de "vaticanexploitation", já que filmes sobre o papado acabam atraindo a atenção e a curiosidade do público. Mas percebi vendo esse filme que uma ficção sobre o Vaticano não tem graça, com tantas histórias e profundezas que se podem explorar nessa instituição. Quando percebe que toda aquela situação é apenas hipotética, de repente a história perde completamente o intuito.
Histórias Que é Melhor Não Contar
3.5 10 Assista AgoraAcho que o roteiro poderia ter ousado mais em todas as histórias, explorar mais as potencialidades humoristicas de cada situação. As histórias são boas, os atores são bons, creio que só precisava de um pouquinho mais de ousadia.