A premissa lembrou muito o japonês "Dança comigo?" de 1996 e seu remake americano de 2004. Só que aqui tem algo muito bem configurado: quando vc acha que sua vida é uma grande tragédia mas na verdade ela é uma grande comédia. Algo bem CORINGA.
CONSIDERANDO: A) o esgotamento da minha parte com qualquer coisa que envolva Shakespeare; B) a raiva que me traz a obra quando me força a querer chorar copiosamente toda hora; C) o ranço que eu tive por Nomandland (filme nota 7 - não entendi todo o hype e as premiações).
Minha nota para este filme é 7/10. Atuações formidáveis, direção segura e envolvente, bons diálogos, mas.... roteiro capenga e a última cena que me fez lembrar "Shakespeare Apaixonado" ..Bléeeeeeeeh, viva Central do Brasil e O Agente Secreto.
Gosto bastante do Michel Franco, mas esse é intragável. Uma loira 9/10 filha de bilionário racista se apaixona por um dançarino 6/10 mexicano pardo afeminado hétero e a obra não está classificada como fantasia? Pra piorar, o final deixa o estigma do imigrante malvadão. É pra agradar o Trump? Bem ruim
Um belo filme que parece uma pintura do ponto de vista do design de produção e fotografia. Boa trilha. O problema é o roteiro e direção mesmo. A obra parece toda hora se ajoelhar e pedir pro espectador chorar. Não funcionou comigo. Prefiro mais discrição como as obras do Terrence Malick, diretor que influenciou o bonito filme "Sonhos de Trem" que tbm está na netflix.
Que obra impecável. Minha carteirinha de cinéfilo com certeza está cassada porque considero isso muito melhor que todos os filmes do Godard, Truffaut e Felini (pós 70) juntos. A partir da metade do filme coisas bizarras começam a acontecer e o espectador jura que são alucinações dos psicotrópicos usados pelos personagens. Mas não, a estupidez humana consegue ser muito mais violenta e perigosa do que um árido deserto.
Já encomendei minha camisa vermelha com a estampa ESCRITO E DIRIGIDO POR KLEBER MENDONÇA FILHO. O cara só faz filme genial. O brasil teve e tem grande diretores, mas dá pra dizer que KMB já é maior. O Agente Secreto é brilhante e perfeitamente produzido. Dá pra questionar se poderia haver uns 20min a menos ou menos diálogos expositivos. Não é qualquer um que consegue perpassar por vários gêneros de maneira muito eficaz. Certamente o longa merecia alguns spin-off sobre: a) a vida da Dona Sebastiana anarquista e comunista na Itália, explorando as coisas maravilhosas que ela fez e que não podiam ser ditas... b) de como Fátima se tornou uma mulher tão fhoda. Alice Carvalho rouba a cena quando aparece a única vez pra valer... c) Delegado Euclides!!! Pfvr! Esse personagem é genial. Estilo Better Call Saul!!
OBRA-PRIMA Ainda fico embasbacado como diretores com trabalhos tão apagados aparecem do nada escrevendo roteiros incríveis e dirigindo obras de arte. Impecável! Uma mistura de Sangue Negro com Sinédoque, Nova Iorque.
"O capital sempre vai aparecer atraente, até ele sugar tua última gota de sangue e te jogar fora como lixo descartável".
Sei lá. Achei o maior desperdício de talento da história de um filme. Não é ruim, mas muito ISENTÃO. Não compreendo tanto dinheiro gasto, tempo e elenco tão à toa (jesse plemons???). Só pra mostrar o lado trágico (no sentido bem grego) do fotojornalismo. Importante, mas... O Alex Garland é um dos meus heróis. Seus filmes causaram uma revolução no cinema e como eu via a ficção científica. E estava esperando de Guerra Civil algo "revolucionário" como foi Tropa de Elite aqui no Brasil, no sentido de mostrar a crescente bagunça armamentista causadora de tanto ódio e desgraça na sociedade e política nos EUA. Mas o filme é isentão demais. Não esclarece nada sobre os atores do conflito. Enfim, muito decepcionado, apesar da maravilha do SOM, direção, trilha sonora e da Kisten Dunst. Wagner Moura ganhou milhões pra fumar maconh4 o filme todo.
Um retrato do mundo. Uma vila é tomada por personagens estranhos, insensíveis, fanatizados. Boatos que tomam proporções avassaladoras. Crianças criadas sem orientação. Aí vc tem o personagem do Viggo Mortensen, o único que se salva. Depois de conhecer a guerra e perder o nacionalismo, ele volta à Vila em busca de um consolo materno (a cena dele nu no colo da amante é expressiva). Essa obra me lembrou um pouco A Fita Branca (2009), onde foca no nascimento do MAL.
Um filmaço surpreendente. O principal e mais intrigante personagem só começa a fazer parte na metade da história. Acreditando piamente no livre-arbítrio, ele acha que tem a capacidade de alterar o "curso da história pré-escrita". Como um DEUS. Ou diabo. Quando sua filha o chama de HERÓI, ela tenta provar a si mesmo que possui mais lados, saindo pra fazer maldades.
A direção é uma OBRA-PRIMA. Acertou em tudo. Jonathan Glazer quis a todo momento assinar o filme e o marcou com letras maiúsculas em negrito. Seu epitáfio pode escrever "eu dirigi Zona de Interesse" tranquilamente. Simplesmente genial o lance de tornar a casa um bigbrother (as câmeras estavam escondidas). A filmagem em negativo da menina deixando as maçãs....genial genial genial. A intersecção do local com o museu do holocausto e o Rudolf Ross vomitando. Arrepiante. Um filme de terror sem mostrar uma gota de sangue, sem jump scare ou qlqr outra apelação. Apenas a materialização da banalidade do mal. Estou simplesmente impressionado com cada tomada e decisão do diretor. Deixar o filme com som diegético foi a melhor escolha. O maior jogo de palavras é o não-dito. Como um diretor com 3 longas mais ou menos e famoso por dirigir clipes musicais conseguiu tal façanha?
Puxa vida. A nota do filme, principalmente no imdb, não condiz com a qualidade. A obra teve pouca repercussão e audiência. Gostei muito das várias facetas da personagem principal. Ela tenta de verdade mudar seu perfil muitas vezes, mas não consegue. O choro a todo momento deixa isso claro. Em vez de tentar mudar a si mesma e melhorar o mundo, ela percebe quão difícil é largar uma vida de privilégios e babões, apesar da sensibilidade adquiria pós acidente. Nota 8/10
Não curti. Confuso, chato e melodramático acima do normal. Lá pela metade o autor tentou adentrar ao universo de Dark, aquela série alemã famosa. Mas logo desistiu. Quando a gente pensa que a história vai engatar, entra um novo cenário com novos personagens e o círculo nunca se fecha. Decepcionado 6/10
Fiquei procurando Jesus nos protagonistas mas na verdade ele é retratado por um personagem secundário chamado Kader, imigrante, perseguido e assassinado (como Jesus foi). Se vc olhar de cima, verá uma sociedade completamente "normal". Porém, esse normal é aquela doutrinação que gera homens racistas, sexistas, abusadores, estupradores e assassinos quando defrontados em suas crenças. Depois dizem que o problema não é estrutural. É tão estrutural que os executores não são punidos! Eles precisam se auto-punir de tão condescendente é o sistema com eles.
É preciso tirar o foco da "guerra ao comunismo". Isso é o de menos. A visão além percebe o seguinte: a Indonésia tem mais de 270 MILHÕES de pessoas. Como que vc consegue manter esse povo feito gado? Mentindo, conspirando, usando da violência e materializando um inimigo. Desses 270 milhões, 99% nunca leu uma página do que Karl Marx escreveu. Mas se perguntar, eles vão dizer que odeiam os comunistas e querem exterminá-lo. Vendo o Brasil de 2024: vc tem uma ala política que perdeu a última eleição presidencial, mas tem muito poder. Através das igrejas, empresários, mídias, políticos, milícias e criminosos digitais. O discurso é fácil e, claro, mentiroso. Por isso vc vê motorista de aplicativo, faxineira e cabeleireiro indo como um gado alienado ao curral deles. Está tudo no documentário. Crie um inimigo, acuse-o do que vc é, faça um discurso fácil, prometa o céu e dê migalhas. Tudo com aval dos "liberais e empresários", óbvio.
Essa é uma obra-prima, impressionante, obscura, abstrata na medida...Como um quadro que revela uma visão sombria sobre uma sociedade; Muitas pessoas não entenderam por que a Nicole mentiu e a Dolores não foi presa. Vou relatar minha visão. Por mais que a estrela do filme seja o Ian Holm, seu personagem é apenas usado para juntar a história de um acidente numa pequena comunidade, um lugar que parece isolado e onde todo mundo se conhece. Nele há traições maritais, abuso infantil, incesto, crimes e tragédias. Também há pessoa boas, óbvio, sendo os bons pagando pelos ruins, como em qualquer ambiente. Para entender o desenrolar, é preciso focar na personagem principal do enredo: Nicole e a história do flautista. Nessa história, um flautista pune vários adultos, que não o pagaram por um serviço, usando suas crianças. No filme, a fim de revidar toda a ruindade que existe na comunidade, um acidente ocorre matando as crianças do lugar. E cabe a Nicole, paraplégica com os sonhos acabados, mentir em audiência pré-processual para que a história não desenrole e os segredos da comunidade fiquem como estão, matando-a (só adultos sem crianças a comunidade "morre"). A motorista era uma pessoa do bem, conseguiu escapar (apenas crianças morreram como punição coletiva) da tragédia, indo embora da comunidade "amaldiçoada" e arrumando novo emprego em outra cidade. O filme é um quadro lamentável, desesperançoso e inacabado sobre futuro de crianças em uma sociedade doente.
Nem a fotografia retrô dos anos 90 salva o filme. Era pra ser, como a sinopse diz, uma grande viagem-aventura de descoberta adolescente. No entanto, ficou mesmo só na vibe branca-do-rosto-angelical-e-da-b0c3t4-apertada tem o mundo aos seus pés.
É um grandíssimo filme. Gosto mais da fase grega do Yorgos e, tirando O Lagosta, o dois filmes "hollywoodianos" dele não me agradaram tanto. O diretor volta com tudo percorrendo um caminho deveras espinhoso: a sexualidade impregnada nas crianças e suas ações controladas pelo ID (sem ego ou superego) como ânsia de despertar para o mundo (Freud). A obra é sobre uma segunda chance, um segundo olhar para o caos, esperança e renascimento. Vc tem uma protagonista que se suicidou grávida e é trazida à vida com cérebro infantil. Os adultos a criam sem a moral religiosa e ela, como menina-mulher no patriarcado, vai desbravando um mundo cruel sem sucumbir como da primeira vez. A sociedade mecanicista é vista como um ácido que desfaz a natureza do ser. Enfim, executar tarefas sem se moldar pelo julgamento alheio parece ser um caminho para uma vida feliz ou, pelo menos, menos dolorosa.
Forçado, forçado e forçado. Pega uma série de mal entendidos (que na vida real dificilmente existiriam) apenas para forçar um plot twist e tocar uma musiquinha numa cena pra fazer a plateia chorar. Risca a superfície de assuntos tão complexos. Sempre foi assim esse diretor.
Isso Ainda Está de Pé?
3.3 22 Assista AgoraA premissa lembrou muito o japonês "Dança comigo?" de 1996 e seu remake americano de 2004. Só que aqui tem algo muito bem configurado: quando vc acha que sua vida é uma grande tragédia mas na verdade ela é uma grande comédia. Algo bem CORINGA.
Vale muito a pena. Nota 7,5/10
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista AgoraCONSIDERANDO:
A) o esgotamento da minha parte com qualquer coisa que envolva Shakespeare;
B) a raiva que me traz a obra quando me força a querer chorar copiosamente toda hora;
C) o ranço que eu tive por Nomandland (filme nota 7 - não entendi todo o hype e as premiações).
Minha nota para este filme é 7/10. Atuações formidáveis, direção segura e envolvente, bons diálogos, mas.... roteiro capenga e a última cena que me fez lembrar "Shakespeare Apaixonado" ..Bléeeeeeeeh, viva Central do Brasil e O Agente Secreto.
Sonhos
2.9 13Gosto bastante do Michel Franco, mas esse é intragável. Uma loira 9/10 filha de bilionário racista se apaixona por um dançarino 6/10 mexicano pardo afeminado hétero e a obra não está classificada como fantasia?
Pra piorar, o final deixa o estigma do imigrante malvadão. É pra agradar o Trump?
Bem ruim
O Filho de Mil Homens
4.1 191 Assista AgoraUm belo filme que parece uma pintura do ponto de vista do design de produção e fotografia. Boa trilha.
O problema é o roteiro e direção mesmo. A obra parece toda hora se ajoelhar e pedir pro espectador chorar. Não funcionou comigo. Prefiro mais discrição como as obras do Terrence Malick, diretor que influenciou o bonito filme "Sonhos de Trem" que tbm está na netflix.
Sirāt
3.4 200 Assista AgoraQue obra impecável. Minha carteirinha de cinéfilo com certeza está cassada porque considero isso muito melhor que todos os filmes do Godard, Truffaut e Felini (pós 70) juntos.
A partir da metade do filme coisas bizarras começam a acontecer e o espectador jura que são alucinações dos psicotrópicos usados pelos personagens.
Mas não, a estupidez humana consegue ser muito mais violenta e perigosa do que um árido deserto.
nota 9/10
Quando o Céu se Engana
3.2 131 Assista AgoraQue produção maravilhosa. Bem costuradinha. Só uma comédia pra amaciar o fim do sonho americano.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraJá encomendei minha camisa vermelha com a estampa ESCRITO E DIRIGIDO POR KLEBER MENDONÇA FILHO. O cara só faz filme genial. O brasil teve e tem grande diretores, mas dá pra dizer que KMB já é maior.
O Agente Secreto é brilhante e perfeitamente produzido. Dá pra questionar se poderia haver uns 20min a menos ou menos diálogos expositivos.
Não é qualquer um que consegue perpassar por vários gêneros de maneira muito eficaz.
Certamente o longa merecia alguns spin-off sobre:
a) a vida da Dona Sebastiana anarquista e comunista na Itália, explorando as coisas maravilhosas que ela fez e que não podiam ser ditas...
b) de como Fátima se tornou uma mulher tão fhoda. Alice Carvalho rouba a cena quando aparece a única vez pra valer...
c) Delegado Euclides!!! Pfvr! Esse personagem é genial. Estilo Better Call Saul!!
KMB é o nosso Tarantino
Misericórdia
3.2 25 Assista AgoraA conversa à beira do penhasco vale o filme.
O Brutalista
3.6 312 Assista AgoraOBRA-PRIMA
Ainda fico embasbacado como diretores com trabalhos tão apagados aparecem do nada escrevendo roteiros incríveis e dirigindo obras de arte.
Impecável! Uma mistura de Sangue Negro com Sinédoque, Nova Iorque.
"O capital sempre vai aparecer atraente, até ele sugar tua última gota de sangue e te jogar fora como lixo descartável".
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraSEM ANISTIA
Guerra Civil
3.5 656 Assista AgoraSei lá. Achei o maior desperdício de talento da história de um filme. Não é ruim, mas muito ISENTÃO. Não compreendo tanto dinheiro gasto, tempo e elenco tão à toa (jesse plemons???). Só pra mostrar o lado trágico (no sentido bem grego) do fotojornalismo. Importante, mas...
O Alex Garland é um dos meus heróis. Seus filmes causaram uma revolução no cinema e como eu via a ficção científica. E estava esperando de Guerra Civil algo "revolucionário" como foi Tropa de Elite aqui no Brasil, no sentido de mostrar a crescente bagunça armamentista causadora de tanto ódio e desgraça na sociedade e política nos EUA. Mas o filme é isentão demais. Não esclarece nada sobre os atores do conflito.
Enfim, muito decepcionado, apesar da maravilha do SOM, direção, trilha sonora e da Kisten Dunst. Wagner Moura ganhou milhões pra fumar maconh4 o filme todo.
O Reflexo do Mal
3.6 79Um retrato do mundo. Uma vila é tomada por personagens estranhos, insensíveis, fanatizados. Boatos que tomam proporções avassaladoras.
Crianças criadas sem orientação. Aí vc tem o personagem do Viggo Mortensen, o único que se salva. Depois de conhecer a guerra e perder o nacionalismo, ele volta à Vila em busca de um consolo materno (a cena dele nu no colo da amante é expressiva).
Essa obra me lembrou um pouco A Fita Branca (2009), onde foca no nascimento do MAL.
O Silêncio do Lago
3.7 224Um filmaço surpreendente. O principal e mais intrigante personagem só começa a fazer parte na metade da história. Acreditando piamente no livre-arbítrio, ele acha que tem a capacidade de alterar o "curso da história pré-escrita". Como um DEUS. Ou diabo.
Quando sua filha o chama de HERÓI, ela tenta provar a si mesmo que possui mais lados, saindo pra fazer maldades.
Zona de Interesse
3.6 704 Assista AgoraA direção é uma OBRA-PRIMA. Acertou em tudo. Jonathan Glazer quis a todo momento assinar o filme e o marcou com letras maiúsculas em negrito. Seu epitáfio pode escrever "eu dirigi Zona de Interesse" tranquilamente.
Simplesmente genial o lance de tornar a casa um bigbrother (as câmeras estavam escondidas). A filmagem em negativo da menina deixando as maçãs....genial genial genial.
A intersecção do local com o museu do holocausto e o Rudolf Ross vomitando. Arrepiante.
Um filme de terror sem mostrar uma gota de sangue, sem jump scare ou qlqr outra apelação. Apenas a materialização da banalidade do mal.
Estou simplesmente impressionado com cada tomada e decisão do diretor. Deixar o filme com som diegético foi a melhor escolha. O maior jogo de palavras é o não-dito.
Como um diretor com 3 longas mais ou menos e famoso por dirigir clipes musicais conseguiu tal façanha?
France: Sob os Holofotes
3.2 22Puxa vida. A nota do filme, principalmente no imdb, não condiz com a qualidade. A obra teve pouca repercussão e audiência.
Gostei muito das várias facetas da personagem principal. Ela tenta de verdade mudar seu perfil muitas vezes, mas não consegue. O choro a todo momento deixa isso claro.
Em vez de tentar mudar a si mesma e melhorar o mundo, ela percebe quão difícil é largar uma vida de privilégios e babões, apesar da sensibilidade adquiria pós acidente.
Nota 8/10
O Menino e a Garça
3.9 330Não curti. Confuso, chato e melodramático acima do normal. Lá pela metade o autor tentou adentrar ao universo de Dark, aquela série alemã famosa. Mas logo desistiu.
Quando a gente pensa que a história vai engatar, entra um novo cenário com novos personagens e o círculo nunca se fecha.
Decepcionado
6/10
A Vida de Jesus
3.4 16Fiquei procurando Jesus nos protagonistas mas na verdade ele é retratado por um personagem secundário chamado Kader, imigrante, perseguido e assassinado (como Jesus foi).
Se vc olhar de cima, verá uma sociedade completamente "normal". Porém, esse normal é aquela doutrinação que gera homens racistas, sexistas, abusadores, estupradores e assassinos quando defrontados em suas crenças. Depois dizem que o problema não é estrutural. É tão estrutural que os executores não são punidos! Eles precisam se auto-punir de tão condescendente é o sistema com eles.
O Ato de Matar
4.3 140 Assista AgoraÉ preciso tirar o foco da "guerra ao comunismo". Isso é o de menos. A visão além percebe o seguinte: a Indonésia tem mais de 270 MILHÕES de pessoas. Como que vc consegue manter esse povo feito gado? Mentindo, conspirando, usando da violência e materializando um inimigo. Desses 270 milhões, 99% nunca leu uma página do que Karl Marx escreveu. Mas se perguntar, eles vão dizer que odeiam os comunistas e querem exterminá-lo.
Vendo o Brasil de 2024: vc tem uma ala política que perdeu a última eleição presidencial, mas tem muito poder. Através das igrejas, empresários, mídias, políticos, milícias e criminosos digitais. O discurso é fácil e, claro, mentiroso. Por isso vc vê motorista de aplicativo, faxineira e cabeleireiro indo como um gado alienado ao curral deles. Está tudo no documentário. Crie um inimigo, acuse-o do que vc é, faça um discurso fácil, prometa o céu e dê migalhas. Tudo com aval dos "liberais e empresários", óbvio.
Linda Demais para Você
3.4 9"A vida é uma constante oscilação entre a ânsia de ter e o tédio de possuir". Arthur Schopenhauer.
O Doce Amanhã
3.6 53Essa é uma obra-prima, impressionante, obscura, abstrata na medida...Como um quadro que revela uma visão sombria sobre uma sociedade;
Muitas pessoas não entenderam por que a Nicole mentiu e a Dolores não foi presa. Vou relatar minha visão.
Por mais que a estrela do filme seja o Ian Holm, seu personagem é apenas usado para juntar a história de um acidente numa pequena comunidade, um lugar que parece isolado e onde todo mundo se conhece. Nele há traições maritais, abuso infantil, incesto, crimes e tragédias. Também há pessoa boas, óbvio, sendo os bons pagando pelos ruins, como em qualquer ambiente. Para entender o desenrolar, é preciso focar na personagem principal do enredo: Nicole e a história do flautista. Nessa história, um flautista pune vários adultos, que não o pagaram por um serviço, usando suas crianças. No filme, a fim de revidar toda a ruindade que existe na comunidade, um acidente ocorre matando as crianças do lugar. E cabe a Nicole, paraplégica com os sonhos acabados, mentir em audiência pré-processual para que a história não desenrole e os segredos da comunidade fiquem como estão, matando-a (só adultos sem crianças a comunidade "morre"). A motorista era uma pessoa do bem, conseguiu escapar (apenas crianças morreram como punição coletiva) da tragédia, indo embora da comunidade "amaldiçoada" e arrumando novo emprego em outra cidade.
O filme é um quadro lamentável, desesperançoso e inacabado sobre futuro de crianças em uma sociedade doente.
Nota 9/10
A Doce Costa Leste
3.3 8 Assista AgoraNem a fotografia retrô dos anos 90 salva o filme. Era pra ser, como a sinopse diz, uma grande viagem-aventura de descoberta adolescente. No entanto, ficou mesmo só na vibe branca-do-rosto-angelical-e-da-b0c3t4-apertada tem o mundo aos seus pés.
4,5/10
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraÉ um grandíssimo filme. Gosto mais da fase grega do Yorgos e, tirando O Lagosta, o dois filmes "hollywoodianos" dele não me agradaram tanto.
O diretor volta com tudo percorrendo um caminho deveras espinhoso: a sexualidade impregnada nas crianças e suas ações controladas pelo ID (sem ego ou superego) como ânsia de despertar para o mundo (Freud). A obra é sobre uma segunda chance, um segundo olhar para o caos, esperança e renascimento.
Vc tem uma protagonista que se suicidou grávida e é trazida à vida com cérebro infantil. Os adultos a criam sem a moral religiosa e ela, como menina-mulher no patriarcado, vai desbravando um mundo cruel sem sucumbir como da primeira vez.
A sociedade mecanicista é vista como um ácido que desfaz a natureza do ser.
Enfim, executar tarefas sem se moldar pelo julgamento alheio parece ser um caminho para uma vida feliz ou, pelo menos, menos dolorosa.
Monstro
4.2 398 Assista AgoraForçado, forçado e forçado. Pega uma série de mal entendidos (que na vida real dificilmente existiriam) apenas para forçar um plot twist e tocar uma musiquinha numa cena pra fazer a plateia chorar. Risca a superfície de assuntos tão complexos. Sempre foi assim esse diretor.
Nota 6/10
Priscilla
3.4 249 Assista AgoraC-H-A-T-É-R-R-I-M-O. Assim como a vida da biografada.
A direção da Sofia no modo automático.
Acho que a Lisa Marie Presley, sim, merecia um filme.