Admirável de Alfonso Cuarón fazer um filme sobre uma empregada doméstica com tanta riqueza técnica, dedicando tudo o que faria para um filme como Gravidade, por exemplo. Isto capitaliza a obra como um marco em homenagear pessoas que não mudaram o mundo, mas alguém na vida - pra melhor.
Desde que vi os filmes Amour, Fita Branca, Professora de Piano, eu já tinha uma conclusão: o sr. Michael Haneke é muito inteligente, muito mesmo. Por que ele cerca o filme de metáforas sem precisar de surrealismo. E não paga de cult - Haneke só quer fazer seu filme cultivar o cinema da melhor maneira possível: com câmeras, humanização e reflexão. Haneke faz dos seus filmes a "prova da OAB" de quem ama cinema. Se você ama, você terá paciência nas cenas, nas mensagens. E com ele você pode colar com o coleguinha, afinal não é pior ou melhor quem entende mais ou menos seus filmes.
As abordagens policiais após os chamados são a chave. Porém se a gente analisar friamente elas são feitas por policiais diferentes às vezes, o que reduz a ideia do agravante. Talvez isso indica que não foram juntadas e documentadas para formar o quebra-cabeças, até por que a premissa básica era a briga entre vizinhos. Mas se alguém com visão de mundo, de trato psicológico, pudesse ver as câmeras...
E as falas, os gestos, as repetições denotam que é uma pessoa desequilibrada, mas a falta de acompanhamento ou talvez o isolamento familiar digam muito mais.
Devemos contribuir mais em socializar, conversar mais, e conflituar de menos Não pode ser vista como justificativa para aliviar o que ela fez, mas para o indivíduo que se formou. A gente povoa cada vez mais o mundo. Perde-se o controle das anomalias, dos problemas individuais. Ainda que tenha todo tipo de controle, de regulação, não se cobre tudo e todos. Nem vou comentar sobre o porte de arma por que a sociedade americana tem isso no DNA. Seria fácil comentar que isso é problema deles, mas isso é um problema de ordem universal. Povoamos mais, ficamos em lugares apertados, cheio de restrições, com liberdades vigiadas. Dói demais os traumas nas crianças.
Tô nem aí: tô dando 5 estrelas pra subir essa média. O filme é sensacional e quem deu nota baixa faça um livro e um filme do seu jeito, mas não esperem que eu vá comprar.
Gal Costa é uma potência, que esta cinebiografia ("Meu Nome É Gal") teve a coragem de reduzir. A Globoplay tem uma equipe que não sabe dimensionar a/o artista
Sophie Charlotte também não ajudou. Não fez juz ás expressões reconhecidas de Gal Costa. Junto com Mussum, o Filmis, a pior cinebiografia que já conferi em minha vida.
Filme em que as atuações foram melhores que a edição. Até vir as cenas mais tensas e explosivas o filme foi sendo empurrado sem um ritmo que levasse o espectador a ficar na dúvida sobre fatos ou paranoias. Faltaram mais personagens e situações de suspense, ou mesmo cômicas. A câmera não brilhou dentro da casa e foi subaproveitada Diálogos rasos e pouco provocativos. Contradições do personagem de Jesse Plemons sobre suas crenças que depois escorregaram para ingenuidade do mesmo.
Periga que Yorgos Lanthimos esteja caindo na mesma fórmula repetida de Wes Anderson em O Esquema Fenício, ou seja, limitou-se à sua própria excentricidade.
Ótimo filme, com dose de comédia e tensão equilibrada até certo ponto. Na verdade carregou momentos épicos com outros nem tanto. A cena com música alta remete a Tarantino, e eu achei que o filme ia seguir nesse ritmo. Ficou morno depois. Me lembra a série Ozark. O que não gostei: o emaranhado de acontecimentos forçosos para manter a história coesa. O sadismo e humor negro alcançam um contraste com a questão familiar de uma maneira que você não sabe onde se situar. Ponto para o diretor, que não colocou nada arbitrário na obra- só deixou toda situação em risco - embora privou também de aumentar o interesse do público com o desfecho do que foi construído.
É como se fosse uma sequencia de "A Árvore Da Vida" de Terrence Malick. Só que aqui enaltecendo a melancolia. Assista-o num lugar aconchegante, e com ambiente escuro tal qual uma sessão de cinema. É uma maneira de imergir mais na história, que é simples e como toda simplicidade, bonita.
O homem convicto de suas crenças é colocado no chão com seus atos e sua consciência começa a ruir. Isso mostra a capacidade que um filme tem de transformar os personagens e também os que veem tudo como nós, que não sofremos, nem sentimos as dores, mas pudemos entender cada pessoa.
Um filme atemporal; um belíssimo exemplo do horizonte que um western pode chegar; por isso é um gênero que sempre consegue ser revigorado. Aqui se vê um homem capaz e disposto a ressocializar-se, contudo o passado pesa contra de tal maneira que não basta o querer. Se vê a mesma situação vivida hoje por pessoas que também querem ter uma nova vida, porém o conservadorismo incutido na sociedade (de modo errôneo) carrega em si uma corda, pronta e irracional, disposta a sufocar (e enforcar) todo aquele que saia da linha, mesmo que já não o demonstre. Poderia fazer muitas críticas a este modo hipócrita, preconceituoso e sobretudo nada moralista, já que sua moral implica em matar sem perguntar; mas nada vai mudar para Jimmy Ringo. A sociedade precisaria mudar antes.
Embora seu roteiro fora bastante cuidadoso, deu-me uma vontade de rever as coisas por outra ótica. Parece que ficar ali enclausurado no bar não deu chances ao personagem contar sua história. Mas uma obra autêntica é assim: nem sempre tudo é como queríamos.
Filmaço!
Já tinha visto há tanto tempo numa locação mas rever agora mais maduro é como se fosse tudo novo.
Gregory Peck e Millard Mitchell excepcionais e marcantes.
É um exemplar humanizado do western mostrando que não se vive só de passado.
Sim, só escorregou no ato de aproximação da personagem da Mia Goth à criatura - que aliás nem ajudou a formar personagem que foi personalizado na figura do ancião. Ah, o personagem criador rejeitou muito rapidamente a criatura. E algo pareceu muito rápido na atuação do personagem do Waltz, tudo isso para viabilizar a essência da história, mas as camadas disso foram jogadas rapidamente, como se alguém tivesse interferido no produto final
Sempre pensei assim - e nem todos precisam pensar igual a mim - que quem reclama de um filme por ser lento não o desfruta na sua essência. O poder de observação é maior na lentidão, o que faz nossas sensações e sentimentos serem mais afiados. A velocidade é para carros. O cinema é pra quem gosta de Abbas Kiarostami. Gostaria de agradecer pessoalmente a este brilhante diretor desde aquele menino do caderno até hoje.
Este filme precisa ser assistido SEM associar com o filme do Kurosawa. Não que vá salvá-lo tanto, mas pelo menos a gente finge que o mesmo não tomou direção e atuação tão preguiçosa. Uma coisa que me desagradou demais neste filme foi a roubada do Denzel Washington, isto é, ele faz um protagonista que é babado demais por cada personagem secundário e isto atrapalha por elevar o personagem maior que a história que deveria ser por si só o "protagonista" - no original o Toshiro Mifune foi "esquecido" e o filme conseguiu a façanha de prender o interesse até o fim. É o mesmo problema que me desagradou em Colecionador de Ossos em que o personagem era o deus. Que desperdício com o clássico!
O que é preciso conceber depois que você o assiste: - E de 1931 - É experimentalismo, seja na busca por ideias, seja no modo de filmar. - Se você se despir de se cobrar por entender contemplará uma bonita fotografia, boa técnica de filmagem e uma trilha sonora muito adequada ao modo que foi filmado.
Fico feliz de ter visto a vanguarda do cinema nacional.
Que filme difícil! De um lado escancara a hipocrisia humana e sua miséria que parece renovar de tempos em tempos. E tempos de crise são os que as pessoas mostram o seu pior; e não falo somente da mulher, mas as mães que submetiam suas crianças a todo tipo de situação.
Chinatown é celebrado como o maior roteiro de todos os tempos. Este aqui é o vice. Mas poderia empatar com o primeiro! Que tensão! Aliás, este é o tipo de filme que você não sabe para quem torcer. Diga a verdade: você também ficou com medo de desvendarem do mesmo jeito que sentiu-se o protagonista. Ponto positivo para Billy Wilder!
Gostei da temática, da fotografia, da trilha sonora, dos enquadramentos (acima da média) mas o filme destoa por conta da produção que não se preocupou em dar um timing melhor nos diálogos que pareciam uma enxurrada aleatória em meio aos acontecimentos. É como se fosse uma mescla de um bom trabalho com outro razoável. Como apreciador: o uso de "mano" nas falas é exagerado, e olha que sou paulistano, como se não houvesse a preocupação em dar uma polida. Não ia diminuir a realidade da história. Se fosse para ser realista com afinco não haveria tanta pose na andança dos pichadores, que em plena madrugada andavam como se fossem os maiorais.
Muita, mas muita perspicácia do diretor em trazer um filme de época que praticamente explica o passado sombrio que deu rédeas ao fascismo e ao mesmo tempo e capaz de explicar nosso tempo presente. Filme elucidativo, contundente e preciso. Um dos melhores figurinos que já vi num filme na vida.
Detalhes sutis: - Lembram que o professor narrou que as janelas não costumam ficar fechadas na aldeia? Por isso os crimes eram castigados com crueldade - e quem mais ficava nas portas escutando os diálogos? - Na cena final (o culto), o pastor não vai para o púlpito, mas para os assentos do público
Roma
4.1 1,3K Assista AgoraAdmirável de Alfonso Cuarón fazer um filme sobre uma empregada doméstica com tanta riqueza técnica, dedicando tudo o que faria para um filme como Gravidade, por exemplo.
Isto capitaliza a obra como um marco em homenagear pessoas que não mudaram o mundo, mas alguém na vida - pra melhor.
Caché
3.8 382 Assista AgoraDesde que vi os filmes Amour, Fita Branca, Professora de Piano, eu já tinha uma conclusão: o sr. Michael Haneke é muito inteligente, muito mesmo. Por que ele cerca o filme de metáforas sem precisar de surrealismo.
E não paga de cult - Haneke só quer fazer seu filme cultivar o cinema da melhor maneira possível: com câmeras, humanização e reflexão.
Haneke faz dos seus filmes a "prova da OAB" de quem ama cinema. Se você ama, você terá paciência nas cenas, nas mensagens. E com ele você pode colar com o coleguinha, afinal não é pior ou melhor quem entende mais ou menos seus filmes.
Jay Kelly
3.1 82 Assista AgoraQue baita filme, bela homenagem a Cinema Paradiso, 8 e 1/2. Mudei total meu conceito quanto ao Adam Sandler.
A Vizinha Perfeita
3.5 210 Assista AgoraAs abordagens policiais após os chamados são a chave. Porém se a gente analisar friamente elas são feitas por policiais diferentes às vezes, o que reduz a ideia do agravante.
Talvez isso indica que não foram juntadas e documentadas para formar o quebra-cabeças, até por que a premissa básica era a briga entre vizinhos.
Mas se alguém com visão de mundo, de trato psicológico, pudesse ver as câmeras...
Reparem quando ela bate no portão com a camionete. Nesta abordagem ela se refere a traumas de quando foi estuprada ou abusada.
E as falas, os gestos, as repetições denotam que é uma pessoa desequilibrada, mas a falta de acompanhamento ou talvez o isolamento familiar digam muito mais.
Devemos contribuir mais em socializar, conversar mais, e conflituar de menos
Não pode ser vista como justificativa para aliviar o que ela fez, mas para o indivíduo que se formou.
A gente povoa cada vez mais o mundo. Perde-se o controle das anomalias, dos problemas individuais. Ainda que tenha todo tipo de controle, de regulação, não se cobre tudo e todos.
Nem vou comentar sobre o porte de arma por que a sociedade americana tem isso no DNA.
Seria fácil comentar que isso é problema deles, mas isso é um problema de ordem universal.
Povoamos mais, ficamos em lugares apertados, cheio de restrições, com liberdades vigiadas.
Dói demais os traumas nas crianças.
Zodíaco
3.7 1,3K Assista AgoraTô nem aí: tô dando 5 estrelas pra subir essa média. O filme é sensacional e quem deu nota baixa faça um livro e um filme do seu jeito, mas não esperem que eu vá comprar.
Meu Nome é Gal
3.0 140 Assista AgoraGal Costa é uma potência, que esta cinebiografia ("Meu Nome É Gal") teve a coragem de reduzir. A Globoplay tem uma equipe que não sabe dimensionar a/o artista
Sophie Charlotte também não ajudou. Não fez juz ás expressões reconhecidas de Gal Costa.
Junto com Mussum, o Filmis, a pior cinebiografia que já conferi em minha vida.
Bugonia
3.6 437 Assista AgoraFilme em que as atuações foram melhores que a edição.
Até vir as cenas mais tensas e explosivas o filme foi sendo empurrado sem um ritmo que levasse o espectador a ficar na dúvida sobre fatos ou paranoias.
Faltaram mais personagens e situações de suspense, ou mesmo cômicas.
A câmera não brilhou dentro da casa e foi subaproveitada
Diálogos rasos e pouco provocativos.
Contradições do personagem de Jesse Plemons sobre suas crenças que depois escorregaram para ingenuidade do mesmo.
Periga que Yorgos Lanthimos esteja caindo na mesma fórmula repetida de Wes Anderson em O Esquema Fenício, ou seja, limitou-se à sua própria excentricidade.
A Única Saída
3.7 145 Assista AgoraÓtimo filme, com dose de comédia e tensão equilibrada até certo ponto. Na verdade carregou momentos épicos com outros nem tanto. A cena com música alta remete a Tarantino, e eu achei que o filme ia seguir nesse ritmo. Ficou morno depois.
Me lembra a série Ozark.
O que não gostei: o emaranhado de acontecimentos forçosos para manter a história coesa.
O sadismo e humor negro alcançam um contraste com a questão familiar de uma maneira que você não sabe onde se situar. Ponto para o diretor, que não colocou nada arbitrário na obra- só deixou toda situação em risco - embora privou também de aumentar o interesse do público com o desfecho do que foi construído.
Fiquei na dúvida se foi um final feliz ou infeliz. O que acharam?
Sonhos de Trem
3.7 350 Assista AgoraÉ como se fosse uma sequencia de "A Árvore Da Vida" de Terrence Malick. Só que aqui enaltecendo a melancolia.
Assista-o num lugar aconchegante, e com ambiente escuro tal qual uma sessão de cinema. É uma maneira de imergir mais na história, que é simples e como toda simplicidade, bonita.
Foi Apenas um Acidente
3.8 194 Assista AgoraQue filme incrível!
Depois de juntar os cacos, as dores, os traumas, as lembranças, tudo é posto adiante para se medir cada personagem.
Aquele diálogo na árvore foi dos mais incríveis dos últimos tempos.
O homem convicto de suas crenças é colocado no chão com seus atos e sua consciência começa a ruir. Isso mostra a capacidade que um filme tem de transformar os personagens e também os que veem tudo como nós, que não sofremos, nem sentimos as dores, mas pudemos entender cada pessoa.
O Matador
3.9 40 Assista AgoraUm filme atemporal; um belíssimo exemplo do horizonte que um western pode chegar; por isso é um gênero que sempre consegue ser revigorado.
Aqui se vê um homem capaz e disposto a ressocializar-se, contudo o passado pesa contra de tal maneira que não basta o querer.
Se vê a mesma situação vivida hoje por pessoas que também querem ter uma nova vida, porém o conservadorismo incutido na sociedade (de modo errôneo) carrega em si uma corda, pronta e irracional, disposta a sufocar (e enforcar) todo aquele que saia da linha, mesmo que já não o demonstre. Poderia fazer muitas críticas a este modo hipócrita, preconceituoso e sobretudo nada moralista, já que sua moral implica em matar sem perguntar; mas nada vai mudar para Jimmy Ringo. A sociedade precisaria mudar antes.
Embora seu roteiro fora bastante cuidadoso, deu-me uma vontade de rever as coisas por outra ótica. Parece que ficar ali enclausurado no bar não deu chances ao personagem contar sua história. Mas uma obra autêntica é assim: nem sempre tudo é como queríamos.
Filmaço!
Já tinha visto há tanto tempo numa locação mas rever agora mais maduro é como se fosse tudo novo.
Gregory Peck e Millard Mitchell excepcionais e marcantes.
É um exemplar humanizado do western mostrando que não se vive só de passado.
Dr. Fantástico
4.2 684 Assista AgoraDica: jamais indiquem este filme a um bolsominion sob pena dele levar a sério!
Dito isso, o que o George C. Scott e Peter Sellers fizeram aqui já seria suficiente para colocarem ambos no degrau máximo de atuação no cinema.
Frankenstein
3.7 600 Assista AgoraVisualmente formidável, com um carinho tão imenso do Del Toro na obra que fica latente.
Sim, só escorregou no ato de aproximação da personagem da Mia Goth à criatura - que aliás nem ajudou a formar personagem que foi personalizado na figura do ancião.
Ah, o personagem criador rejeitou muito rapidamente a criatura. E algo pareceu muito rápido na atuação do personagem do Waltz, tudo isso para viabilizar a essência da história, mas as camadas disso foram jogadas rapidamente, como se alguém tivesse interferido no produto final
Só por isso perde 0,5 pontos rs
Um Alguém Apaixonado
3.6 120 Assista AgoraSempre pensei assim - e nem todos precisam pensar igual a mim - que quem reclama de um filme por ser lento não o desfruta na sua essência.
O poder de observação é maior na lentidão, o que faz nossas sensações e sentimentos serem mais afiados.
A velocidade é para carros.
O cinema é pra quem gosta de Abbas Kiarostami. Gostaria de agradecer pessoalmente a este brilhante diretor desde aquele menino do caderno até hoje.
O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
4.1 142Brasileiro é o puro suco do vira-latismo
Este filme é uma obra-prima.
Em várias listas de faroestes mundo afora ele figura no top 100 de todos os tempos
Martin Scorcese o celebra pela fotografia e pelas atuações.
É filosófico, espiritual, cultural, surreal!
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraÉ o filme que Tarantino faria.
Então já que ele está de férias, seja bem vindo, Michael B. Jordan.
Rashomon
4.4 313 Assista AgoraNunca haverá um filme como Rashomon.
Não adianta fazer remake do que já foi perfeito.
Luta de Classes
2.8 72 Assista AgoraEste filme precisa ser assistido SEM associar com o filme do Kurosawa.
Não que vá salvá-lo tanto, mas pelo menos a gente finge que o mesmo não tomou direção e atuação tão preguiçosa.
Uma coisa que me desagradou demais neste filme foi a roubada do Denzel Washington, isto é, ele faz um protagonista que é babado demais por cada personagem secundário e isto atrapalha por elevar o personagem maior que a história que deveria ser por si só o "protagonista" - no original o Toshiro Mifune foi "esquecido" e o filme conseguiu a façanha de prender o interesse até o fim.
É o mesmo problema que me desagradou em Colecionador de Ossos em que o personagem era o deus.
Que desperdício com o clássico!
Limite
4.0 178 Assista AgoraO que é preciso conceber depois que você o assiste:
- E de 1931
- É experimentalismo, seja na busca por ideias, seja no modo de filmar.
- Se você se despir de se cobrar por entender contemplará uma bonita fotografia, boa técnica de filmagem e uma trilha sonora muito adequada ao modo que foi filmado.
Fico feliz de ter visto a vanguarda do cinema nacional.
A Garota da Agulha
4.0 299 Assista AgoraQue filme difícil!
De um lado escancara a hipocrisia humana e sua miséria que parece renovar de tempos em tempos. E tempos de crise são os que as pessoas mostram o seu pior; e não falo somente da mulher, mas as mães que submetiam suas crianças a todo tipo de situação.
É muito difícil crer que as mães não tiveram empatia pelo seu próprio ventre
Um filme muito bom que assim como Mãe! não verei outra vez: já fez seu estrago!
Pacto de Sangue
4.3 259 Assista AgoraChinatown é celebrado como o maior roteiro de todos os tempos. Este aqui é o vice. Mas poderia empatar com o primeiro! Que tensão!
Aliás, este é o tipo de filme que você não sabe para quem torcer.
Diga a verdade: você também ficou com medo de desvendarem do mesmo jeito que sentiu-se o protagonista. Ponto positivo para Billy Wilder!
Urubus
3.6 19Gostei da temática, da fotografia, da trilha sonora, dos enquadramentos (acima da média) mas o filme destoa por conta da produção que não se preocupou em dar um timing melhor nos diálogos que pareciam uma enxurrada aleatória em meio aos acontecimentos. É como se fosse uma mescla de um bom trabalho com outro razoável.
Como apreciador: o uso de "mano" nas falas é exagerado, e olha que sou paulistano, como se não houvesse a preocupação em dar uma polida. Não ia diminuir a realidade da história.
Se fosse para ser realista com afinco não haveria tanta pose na andança dos pichadores, que em plena madrugada andavam como se fossem os maiorais.
A Fita Branca
4.0 753 Assista AgoraMuita, mas muita perspicácia do diretor em trazer um filme de época que praticamente explica o passado sombrio que deu rédeas ao fascismo e ao mesmo tempo e capaz de explicar nosso tempo presente.
Filme elucidativo, contundente e preciso.
Um dos melhores figurinos que já vi num filme na vida.
Detalhes sutis:
- Lembram que o professor narrou que as janelas não costumam ficar fechadas na aldeia? Por isso os crimes eram castigados com crueldade - e quem mais ficava nas portas escutando os diálogos?
- Na cena final (o culto), o pastor não vai para o púlpito, mas para os assentos do público
Lento? Arrastado? Então você não curte cinema!
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraEmpiricamente é um ótimo filme com uma ótima atuação da incrível Emma Stone