Nas palavras do diretor uma "fantasia musical sobre a vida de Elton John" lançado o ano passado e eu só assisti agora. Não espere uma biografia linear, esse é um filme com muito mais ambição artística, ele utiliza de alegorias, de camadas de linguagem visual para contar a sua história. É impossível assistir e não comparar com Bohemian Rhapsody (além de que o diretor de Rocketman foi quem concebeu a ideia e assumiu a finalização do filme do Queen após a saída de Bryan Singer, apesar de não creditado) eu só posso dizer que esse é um FILME muito melhor. Ousado, honesto, não tem medo de retratar as pessoas de maneira complexa e tocar em temas controversos, desde a primeira cena na apresentação ao recurso utilizado para contar essa história é genial. Como saímos da zona do ser Elton John, para conhecer a pessoas, sonhos e fraquezas da pessoa Elton John/ Reggie Dwight. Além do que Taron Egerton canta, dança e atua fazendo, possivelmente, o papel da sua carreira.
Conta a história de supostos encontros entre o Papa Emérito Bento XVI e o Papa Francisco I, suas diferenças ideológicas, as dificuldades de ser a autoridade máxima da igreja católica, permeando suavemente os escândalos sobre vazamento de informações, corrupção e estupro dentro da igreja. O roteiro é inteligente e se foca nas grandes atuações de Anthony Hopkins e Jonathan Pryce e na química que os dois tem atuando. Muito legal ver a entrevista que o diretor deu para o site Omelete contando da diferença de método que os atores utilizam. O filme peca por uma espécie de maniqueísmo infantil entre o "antigo" e o "novo"
, parece que tentando justificar as ações, do então, Padre Jorge Bergoglio durante a ditadura militar Argentina e o pintando como um homem mais próximo da humildade e da santidade
. Ainda assim uma produção cinematográfica acima da média.
Coringa (Joker) filme polêmico que vem alimentando discussões desde antes da sua estreia e conta uma das histórias de origem do vilão mais icônico da história dos quadrinhos. Primeiramente vamos deixar claro alguns pontos, não é um filme prazeroso de assistir, o melhor adjetivo para a minha experiência com ele foi desconfortável. Não é um filme em hipótese alguma para crianças, respeite a classificação indicativa e, se puder, seja até mais exigente do que isso. Também não é um filme para pessoas vulneráveis ao suicídio, pode sim, conter gatilhos. O grande mérito do filme, além da atuação magistral do Joaquim Phoenix (por enquanto minha torcida para o Oscar já tá organizada) é a imprevisibilidade tão marcante do personagem,
, será que ele de alguma forma tem um discurso legítimo, será que ele é uma vítima social ou um psicopata na sua essência. O diretor é excepcional em seus cortes, zooms, na ambiência, fotografia e inclusive em perigosamente usar artifícios de empatia para com o personagem, nos fazendo compreender seu ponto de vista
(na cena do anão o diretor nos faz ter vontade de rir em um momento totalmente inapropriado, nos fazendo entender um pouco do problema do Arthur Fleck)
Contudo, é importante sempre termos claros que acima de tudo Coringa é, e sempre será, o Vilão! E é impossível não ter medo quando ele finalmente assume a alcunha. A experiência cinematográfica é profunda e inquietante e para mim esse é o papel da arte.
O roteiro tropeça no ritmo desbalanceado e nas escolhas que faz, o que é uma pena já que Richard Curtis assina o roteiro da minha comédia romântica favorita de todos os tempos About Time. Entretanto, as canções são o que há de mais maravilhoso, se você não gosta deles pode julgar o filme mediano pra ruim, mas se você gosta não tem como se manter imune a Yesterday, Hey Jude, Back in the USSR sendo reapresentadas ao mundo.
O tão esperado filme da Capitã Marvel, eu estava bem animada para esse filme, mas talvez, animada demais. O filme apresenta um roteiro mediano que tentou inovar na maneira não linear de contar uma história de origem, mas que acabou afetado por ser confuso
. A direção sem personalidade é outra característica forte e peca inclusive nas cenas de lutas. Que só se tornam mais problemáticas com a montagem cheia de cortes frenéticos e desnecessários. Esse é o penúltimo filme da fase 3 da Marvel, não é possível que não saibam fazer uma cena de luta realmente empolgante! O CGI em geral deixa a desejar, não está feio, porém, esperava mais capricho (com exceção do Samuel L. Jackson que tá perfeito a computação para rejuvenesce-lo).
O vilão é um dos mais fracos de todo MCU e olha que tivemos vilões fracos hein?
E a Brie Larson, não sei se ela estava envergonhada, se não conseguiu captar a essência da personagem ou foi mal dirigida, mas faltou alguma coisa. Então você odiou o filme? Não, eu gostei do filme no geral, ele entretém e tem o papel importante de ter uma protagonista feminina, sem estereótipos, sem par romântico, sem sensualidade aflorada, que tanto na sua carreira mundana quanto como heroína impõe quebra de comportamentos. Que possui sororidade. Um filme de quadrinhos que passa no teste de Bechdel! Contudo, eu esperava muito mais, faltou capricho e amor por esse filme, acho que eles erraram o timing na realização. Ah o Goose tá sensacional
O seu roteiro é baseado nas memórias de infância do diretor Alfonso Cuarón, trazendo um ano da vida de uma empregada doméstica de uma família de classe média. Confesso que deixei para assisti-lo por último por que achei que seria difícil, mas apesar de ter uma narrativa lenta e contemplativa, especialmente no primeiro ato, da sua metade para frente existe uma crescente que nos conecta na história e nos entrega ao final dela tocados. O diretor utiliza de detalhes simples e triviais, planos longos, câmera parada com alguns movimentos horizontais para nos fazer sair da zona de conforto dos privilegiados, realizar um exercício de empatia e enxergar o mundo através da ótica de uma protagonista invisível, como tantas outras pessoas da nossa sociedade. E esse intuito do diretor se mostra quando ele não permite a legenda de idiomas que ela não fala. Somos convidados a sentar e ver todas aquelas cenas passar sem explicações além do que ela consegue entender. E dessa maneira ele aproveita para discutir o desamparo masculino, o trabalho doméstico infindável, as diferenças de classes
. Existe uma controvérsia muito grande sobre a indicação de Yalitza Aparício ao Oscar, acredito que se sua atuação foi fruto de uma composição de personagem irretocável ou mérito do diretor que ao seguir o neorrealismo italiano escolheu uma pessoa perfeita para o papel, a atuação que assistimos em tela é digna de aplausos.
O protagonista aqui é completamente sem carisma, apático e calculista, que mostra características que o tornaram uma proeminente figura política. Destaque para Bale, reconhecido como um camaleão nos filmes que faz, que além da mudança física aposta e acerta na mudança de voz e progressão dessa com o envelhecimento do personagem transparecendo o aprimoramento de suas habilidades políticas, talvez seu maior empecilho para ganhar na categoria melhor ator seja o favorito Rami Malek. Amy Adams e Steve Carell tem o objetivo de contrapor essa quase completa apatia, especialmente, Amy como a esposa do protagonista aparece muito bem em seu papel, porém sem chances de ganhar esse Oscar. A montagem do filme é frenética e ajuda no tom sarcástico, sendo um dos favoritos a estatueta nessa categoria. Agora o que pesa no filme é o roteiro confuso que apela para diversos artifícios como a não linearidade, metáforas explícitas, artificialidade, prejudicando as atuações e o filme como um todo, apesar de ter boas sacadas. De todos os indicados a melhor filme, apesar de interessante historicamente, esse talvez seja o mais fraco.
o plot teria tudo para tendenciar a extremos, mas na mão do diretor Spike Lee, que controla sua característica de discursos excessivos, consegue uma obra sarcástica e ácida sem deixar de ser um ótimo entretenimento. O diretor opta por uma estética com fotografia, música, ambientação e figurino que fazem referência ao movimento cinematográfico Blackploitation do início da década de 70, deixando o agradável e muito bonito. Ele utiliza dos personagens do núcleo supremacista para mostrar diferentes tipos de racistas dos mais caricatos aos mais encantadores e mostrando-os inseridos nas forças militares e políticas, fazendo-nos transportar esses tipos para os dias atuais. Também realiza algumas críticas aos excessos do movimento negro, em uma cena maestral de contraste que aproxima os extremismos de ambos os lados. Mas é na relação entre John David Washington e Adam Driver que a profundidade é dada e a jornada se torna crível. Aliás, a indicação do nosso Kylo Ren para melhor ator coadjuvante é merecidíssima, algumas das atuações mais impactantes advém do personagem dele. O filme apesar da época e da estética nunca deixa de ser atual, sua mensagem mais importante é que tudo isso, essas imbecilidades, ainda estão por aí, escancaradas ou disfarçadas de direitos,
Um drama delicado tanto na narrativa, como na fotografia e na direção, forte e denso sem perder a sutileza, com atuações competentes em momentos que poderia ser natural apelar para pieguice. Yun Sim Deok mostra uma protagonista que apesar de viver em uma época e em uma cultura que até hoje é considerada machista, consegue as coisas por si só, se mostra independente e feminista no sentido mais puro da palavra. Ao final é difícil não entender a decisão dos dois e refletir sobre a sua própria existência. O drama é baseado na história real de Yun Sim Deok a primeira soprano profissional da Coréia e gravou o que foi considerada a primeira música popular coreana: Praise of Death – Louvor à Morte. É possível achar a música original ou reinterpretação pela cantora Bada no Youtube, ambas complementam muito bem a experiência.OST maravilhosa com a diva Sohyang disponível no Spotify!
Esse filme tem como enfoque a relação entre esses dois homens tão diferentes em educação, formação, posição social, construção familiar e enfrentamento da vida e tão infimamente diferentes quanto a cor da sua pele. Frank, o motorista, é retratado desde o início como um homem preconceituoso e racista, entretanto, sem ser julgado de maneira maniqueísta, o filme o constrói assim demonstrando ser uma formação da sua vivência social, familiar e educacional, como se o seu preconceito fosse muito mais uma questão de ignorância do que de convicções. Talvez esse filme seja retaliado em duas frentes diferentes, dos que se negam a enfrentar seus próprios preconceitos ou a assistir filmes que tragam mensagens mais importantes do que seu microcosmo ou daqueles que consideram que o filme não foi incisivo o suficiente na mensagem. Aos primeiros, apenas a piedade, aos segundos eu defenderia o longa dizendo que esses "feel good movies" podem ser mais eficientes na entrega da mensagem do que um filme que nos deixe com uma sensação pesada ao final dele. Apesar de engraçado, muito graças ao tempo de comédia do diretor Peter Farrelly, as situações racistas e preconceituosas nos trazem desconforto, frustração e indignação. É justo fazer algumas considerações sobre as opções previsíveis de roteiro, mas a relação entre os protagonistas e a atuação de Marhershala Ali sustentam muito bem e não diminuem a experiência. Além de nos fazer refletir, um diálogo de embate entre os protagonistas sempre será um momento em que vou refletir sobre a minha capacidade de entendimento sobre a situação do próximo. Enfim, saí tocada e satisfeita da minha experiência, fica a sensação de excelência na sua execução.
Para os fãs mais hardcore o fato de alguns eventos estarem fora da ordem cronológica a fim de trazer mais dramaticidade a trama pode incomodar. Rami Malek está excelente na sua atuação, absorvendo os trejeitos e retratando o ícone sem cair no lugar comum. Porém, achei que o filme evitou polemizar e cortou de forma branda algumas polêmicas. O filme de maneira geral é bom, mas não imaginei que ele seria indicado ao Oscar. Na verdade ele é perfeito pra quem é fã da banda e talvez, assim como eu, nunca teve a oportunidade de ver Mercury ao vivo, assistir as músicas na sala de cinema, com o áudio e a tela grande é contagiante. Na minha sessão várias pessoas acompanharam com palmas ou em coro, quase como um concerto graças a sétima arte.
confesso que fui mais para ver como estava a atuação da Gaga, sem muita animação para história. Entretanto, sai de lá realmente tocada e com os olhos inchados. A atuação do Bradley Cooper, que também, dirigiu a película, é pungente e comovente, Lady Gaga também surpreende com uma ótima atuação, sendo que os pontos de maior qualidade são quando ela interpreta enquanto canta. Alguns pontos da direção de Cooper me incomodaram um pouco, como o uso excessivo de tomadas contra a luz e outras falhas que lhe custaram a indicação ao Oscar de melhor diretor. Com certeza o grande destaque é a trilha sonora, Shallow ficou tão famosa que existe uma playlist de quase 3 horas no Spotify apenas de covers. Mas a minha trilha favorita é I´ll never love again. Confesso que no começo da carreira da Lady Gaga eu admirava sua criatividade, porém nunca me identifiquei, sua música só me tocou com Born this way e me arrebatou com o álbum Joanne. Por que falei disso quando aqui é sobre o filme? Pra mim a Gaga nesse filme é possível por causa da evolução da sensibilidade conquistada com Joanne.
Homem-Aranha: No Aranhaverso primeiro #movieoftheday de 2019 é um banquete para todos os nerds. A história acompanha o jovem Miles Morales que precisa aprender a ser o Homem-Aranha enquanto outros Homens- Aranhas de outras dimensões precisam retornar as suas realidades. Parece mais complicado lendo do que assistindo, acredita em mim! Para os leitores de quadrinhos universos distintos não é novidade, mas confesso que quando li que esse filme ia ser realizado fiquei com o pé atrás se isso faria sentido sem um bom background. E errei feio! O filme é maravilhoso, divertido, emocionante, com um balanço e uma linha de roteiro que live actions por vezes não atingem. Discute as questões clássicas do Homem - Aranha enquanto traz uma mensagem de união e empoderamento. A trilha sonora é empolgante e se torna quase que uma personagem. E a animação é impecável, misturando estilos diferentes, mesclando realismo e linguagens clássicas da nona arte. Além de referências fantásticas e uma cena pós-crédito de emocionar qualquer amante de super-heróis. Enfim uma surpresa e torcida para o Oscar por aqui.
Destaques negativos: - Jin Seon Mi e nesse ponto quero dizer que não é a atriz, pois tem alguns episódios em que ela demonstra todo o seu potencial de atuação, mas a personagem é má escrita, eu fiquei criando expectativas de que ela fosse se tornar mais forte e só me frustrei; - O enredo: eu sempre tenho um pé atrás com as histórias escritas pelas Irmãs Hong acho que elas têm ótimas ideias, entretando, não conseguem desenvolvê-las e foi exatamente o que aconteceu com esse drama, elas perderam muito tempo em subtramas e todas as grandes expectativas que elas criaram foram sendo deixadas para os dois últimos episódios. Elas apresentaram conceitos e criaram teorias para o final que elas simplesmente abandonaram e com isso sofreram também os vilões com motivações e construções fracas não convenceram.
Destaques positivos: -Fantasia: adoro dramas desse tipo, especialmente os que trazem fortes elementos da cultura e folclore oriental, dessa vez mais voltado ao folclore chinês é delicioso para quem não cresceu com essas influências ter contato com elas. Nesse ponto também destaca-se os personagens desse núcleo e seus atores/personagens difícil destacar um; - O maior, o melhor e o mais importante motivo para assistir esse drama é Lee Seung Gi, o primeiro drama dele desde que ele retornou do alistamento militar e ele está maravilhoso impossível não se apaixonar pelo personagem dele tão fiel a seus próprios propósitos flertando com a alcunha de anti-herói é ele que torna o drama, apesar dos pontos negativos, praticamente imperdível sustentando os 20 episódios sem dificuldade.
O único cineasta capaz de fazer essa adaptação seria Spielberg e como ele acerta! Até o jeito de movimentar a câmera faz referência aos anos 80. Eu assisti em IMAX 3D e foi um belo investimento é tão imersivo e tem tantas informações que uma tela menor teria comprometido minha percepção. Não é um filme primoroso, mas é incrivelmente divertido seja pela a ação, o vilão pitoresco ou a infinidade de eastereggs pra você caçar. Se você gosta de cultura pop e tem seus 40 -25 anos vai se divertir tanto quanto eu.
Enquanto A Korean Odyssey estava rolando eu já quis me preparar para a abstinência de Lee Seung Gi e aproveitar enquanto estava no catálogo da Netflix e assistir Gu Family Book, um sageuk (drama histórico) de fantasia conta a história de Kang Chi um meio humano meio gumiho (espírito de raposa), porém o drama começa antes dele, conta história dos pais dele Wol Ryung, um gumiho que vive há mais de mil anos protegendo uma montanha e Seo Hwa, uma humana vendida como gisaeng (espécie de gueixa coreana) após o pai ser morto por traição e minha gente já começa aí a paixão pelo drama e o sofrimento, depois de 3 episódios não tem como voltar atrás é vício na certa. Destaques: - Lee Seung Gi, mais um drama que ele está maravilhoso; - Suzy, uma atriz que para mim era superestimada demonstrou nesse drama uma personagem feminina super girl power e a frente do periodo histórico, aliás de personagens femininas fortes esse drama está muito bem servido; - OST, sério que trilha sonora marcante e complementar a história. Não consigo falar muito do drama sem dar spoiler, mas ele é um daqueles viciantes e imperdíveis, relevem os efeitos visuais que nunca são bons nesse tipo de produções.
Filme da quinta diretora da história do Oscar, que foi em 1929, a ser indicada a Melhor Direção, com cara de indie e um tema bem batido pela indústria cinematográfica. Conta a história de Christine “Lady Bird” que vive com a família – pai, mãe, irmão e namorada do irmão – na cidade de Sacramento em 2002 e precisa lidar com esse que possivelmente é o período mais conturbado da vida dos seres humanos. A primeira vista pode parecer mais do mesmo sobre adolescência, escola e tudo mais, mas é aí que estamos errados. O filme trata dessa transição da adolescência para a vida adulta da maneira mais sincera possível, a personagem é uma adolescente oscilante entre chata e madura, que se sente presa por tudo que já conheceu que idealiza pares românticos e aventuras que talvez nunca aconteçam. E todo esse processo é permeado pelo eixo principal do filme que é a relação dela com a mãe, visceral, verborrágica, cheia de desentendimentos e ponderações gritadas e amor contido. O filme te cativa aos poucos, mas o que mais me tocou foi se sentir altamente representada, eu particularmente tive esse sentimento pela própria protagonista, lembrando-me da adolescência, dos amores, da melhor amiga (Gih te amo!) e depois da mãe, não sou mãe, mas agora eu consigo entender as preocupações, suas posições e o fato de ela também se desdobrar em turnos em um hospital pode ter ajudado. Enfim, não acho que Lady Bird, valha o hype que vinha tendo, mas com certeza não é um filme para deixar passar. . "We're afraid that we will never escape our past. We're afraid of what the future will bring. We're afraid we won't be loved, we won't be liked. And we won't succeed."
Filme de Oscar baseado em livro e produtora BR? Call me by your name - trata da história de Elio um menino de 17 anos com pais que são professores universitários e costumam receber alunos estrangeiros para passar o verão com eles e nesse ano, 1983, eles recebem Oliver, americano de 23 anos e conforme esse verão vai passar Elio descobre o amor em várias formas, a sua sexualidade e a transição para uma vida adulta. Se pudéssemos catalogar esse filme seria como um filme de rito de passagem, o Elio é durante todo filme um personagem pleno amadurecimento e com grandes contrastes: homem x menino, coragem x medo, segurança x insegurança e o Thimoteé, ator que interpreta Elio, traz todas essas camadas em sua forma de andar, falar e se portar, realmente uma atuação de entrega e trabalho. Esse é um dos filmes mais difíceis de exprimir opinião em palavras em muito tempo, tudo é sentido, todas as cenas são de uma sutileza que é complicado para quem não assistiu entender. A diferença de idade entre os personagens não incomoda enquanto você assisti, porque Elio é muito maduro para idade e ele ajuda e ensina Oliver sobre muita coisa. As cenas de sexo no filme não são gratuitas e tem por objetivo demonstrar a naturalidade do amor. A tão falada cena do pêssego é a visceralidade da entrega de um amor tão profundo e das descobertas. Não poderia deixar de falar sobre o quão maravilhosos são os pais do protagonista e o diálogo de pai-filho no final coroa tudo de uma maneira tão perfeita, que de tão empático te modifica.
Do amado ou odiado diretor Nolan - Dunkirk, é uma estréia do meio do ano passado que voltou aos holofotes pelas indicações ao Oscar 2018.Nolan não figura entre meus diretores favoritos, entretanto, é inegável que ele tem uma capacidade que poucos da sua área tem de figurar entre as indicações aos principais prêmios e conquistar bilheterias arrasadoras, ele equilibra arte e blockbusters. Esse filme trata da história da evacuação de Dunquerque ou Operação Dínamo, uma impressão que já vimos isso por aqui, né? Pois bem, ele e Darkest Hour se complementam, eu tive o prazer de assistir um depois do outro e foi uma experiência enriquecedora, a visão do fronte e a visão da política envolvida,dá o entendimento da complexidade que é uma guerra. O filme conta a história por três linhas narrativas: Terra - Água - Ar e cada uma com uma passagem de tempo distinta: 1 semana - 1 dia - 1 hora, não constituindo assim um filme completamente linear, enfim todas as linhas convergem para realmente passar a mensagem do filme sobre a união, acho que essa é a grande mensagem e o motivo do êxito miraculoso que foi essa operação. A obra tem um mérito de conseguir ser chocante e transmitir a angústia do fronte sem ter que apelar para sangue e cenas escatológicas. O movimento de câmera dos ângulos fechados, câmera na mão todas as decisões de direção tem por objetivo tornar o ambiente mais imersivo, trabalhando assim em prol da narrativa, outro aspecto técnico que também trabalha para a construção da ambientação é a exímia mixagem de som, os sons dos tiros sempre são mais altos e estridentes. Porém, apesar da imersividade a escolha de ter diversos personagens sem ranqueamento de importância, dessa forma mostra-se que na guerra todos tem o mesmo "valor" e as poucas falas tornam o desenvolvimento da história em si pouco empática, você não se importa com os destinos deles, você apesar de se envolver a nível sensorial o mesmo não ocorre no plano emocional. Por fim, achei um filme tecnicamente perfeito, mas ainda anseio por ver uma obra do Nolan que consiga me envolver mais.
Nova criação do Guilherme del Toro, diretor mexicano famoso por seus “monstros” independente do gênero (filme de guerra, ação, terror, filme de herói, etc), dessa vez ele se envereda pelo romance. Trata da história de Elisa Esposito uma faxineira muda de uma instituição militar top secret que se envolve com um homem-peixe capturado pelo exército americano no rio Amazonas. Apesar da história fantasiosa o desenvolvimento é gradativamente construído o que o torna mais empático e faz o expectador desamarrar-se da realidade. O pano de fundo do romance realiza uma crítica ao preconceito contra o diferente e as minorias, não por acaso os melhores amigos da protagonista são uma mulher negra e um homem homossexual, o fato de ela ser muda além de trazer a visão clara de uma diferenciação do padrão que a sociedade emprega ela é a metáfora sobre todos os indivíduos da sociedade que não tem voz. Outro ponto a ser destacado ainda sobre esse pano de fundo é o contraponto que o filme faz de o verdadeiro monstro da história ser um ser humano heterossexual – branco com uma família de comercial de margarina em relação ao homem-peixe que por ser diferente é tratado como um ser sem direitos ou sentimentos. Porém, apesar dessa leitura possível do filme o diretor opta por destacar o romance entre os personagens, uma metáfora de direção sobre isso é no início do filme quando a Elisa está assistindo TV e está passando um protesto e o amigo diz para ela mudar de canal e ela começa a assistir um musical romântico é o diretor nos dizendo “Ok, tem isso, mas o importante aqui é o amor”. O filme ainda presta homenagens aos antigos musicais e ao sapateado, porém algumas cenas em que isso é mostrado pareceram para mim uma desconexão, uma homenagem sem muito por que. Destaque para as cores do filme em tons de verde escuro e azul-esverdeado, como se estivéssemos assistindo tudo envolto em água. A atuação da Sally Hawkins também merece muitos aplausos, uma protagonista sem fala que consegue exprimir tudo que está pensando, uma forte candidata ao Oscar de melhor atriz. Um filme sensível e que apesar de ir com baixas expectativas, me surpreendeu e me fez gostar muito dele, apesar de não acha-lo uma obra-prima será difícil algum outro filme dessa temporada modificar minha torcida por ele. (Listening : You´ll never know – Reneé Fleming) PS 1: Como não se apaixonar por You'll never know - Reneé Fleming - tem no #Spotify PS 2: Temo@ Braseell no filme gente! Carmen Miranda 🍍🍍 plena cantando Chica Chica Boom Chic
"Unable to perceive the shape of You, I find You all around of me. Your presence fills my eyes with your love, It humbles my heart, for You are everywhere "
É um filme auto-biográfico que retrata um período da vida desse personagem chave da história da humanidade, especialmente as dificuldades enfrentadas por assumir sem o apoio do partido e da monarquia. Traz especialmente o lado político por traz da evacuação de Dunquerque ou Operação Dínamo. Em meio as pressões políticas para a assinatura de um tratado de paz, Churchill extremamente inteligente e articulado mobiliza o Reino Unido e Aliados para o fronte de batalha, destaque para a cena que após o discurso final, um personagem secundário pergunta a outro o que ele acabou de fazer e é respondido com a seguinte frase "He mobilized the English language, and sent it into battle". O filme também mostra o início das conversas com o então presidente americano Kennedy para a entrada do Estados Unidos na guerra, que na época estava sob um tratado de neutralidade, a entrada só aconteceu após o ataque de Pearl Harbor, mas Churchill foi crucial para as negociações. A película tem um desenrolar lento em que todas as escolhas de direção privilegiam a atuação, um filme feito para o protagonista brilhar e Gary Oldman (Sirius Black ❤) não decepciona, da fala, aos trejeitos até a marcha tudo é Churchill! É admirável o trabalho de pesquisa realizado por ele e a maquiagem é como a cereja que vem para coroar todo esse esforço, já tenho minha torcida para o Oscar de melhor ator! Além do ritmo ter me incomodado um pouco, senti falta de outros recortes do personagem, um pouco mais relação familiar talvez tivesse ajudado. É um ótimo filme, especialmente se você gostar de história ou do período da Segunda Guerra Mundial.
Logo nos primeiros episódios surtei com a premissa: W é a mais badalada webtoon da Coréia, Kang Chul é o protagonista dessa webtoon mas o que aconteceria se a filha do autor do quadrinho fosse puxada para dentro do mundo de Kang Chul, esse mundo existe ou é só ficcional?... Dentro dessa premissa e trabalhando com a infinidade de possibilidade que pode causar que W se destaca. São 16 intensos episódios cheios de reviravolta e ação, mas também com um romance digno de vomitar arco-íris. Entrou fácil pra minha lista de melhores do ano. obs1:Achei o episódio final muito corrido para tantos desdobramentos e com falta de explicações mas não diminuiu meu amor ao drama. obs2: O motivo de eu ter começado é porque aparecia a obra do #Puung. obs3: Que lindo que está o #LeeJongSuk, meu último dorama com ele era Secret Garden.
Love O2O um c-drama que conta a história de Xiao Nai e Bei Weiwei ambos estudantes de ciência da computação e jogadores de um jogo MMORPG, ele o mais popular e "arrogante", ela a beldade do departamento que briga pelo seu espaço. São 30 episódios mas que passam voando, os primeiros 10 eles nem se conhecem pessoalmente só interação pelo jogo, mas que por si só é sensacional, na vdd senti falta da interação deles no jogo no restante do drama. O drama é divertido, leve e viciante e a temática diferente de todos os que eu já tinha assistido. Ponto positivo é que não há picuinha por mal entendidos porque eles conversam, o relacionamento deles não tem GRANDES eventos mas é o diário que encanta. O que me irritou foi primeiro a falta de importância da mocinha no final do drama, no começo ela é caracterizada como alguém que veio para quebrar o paradigma da mulher em TI ou de só um corpinho bonito, mas no desenrolar parece que ficou pra ela o papel de mulher do protagonista apenas, senti falta de ela resolvendo as coisas com a inteligência, senti falta também de algumas conclusões de cena em alguns pontos. E claro a Er Xi me irritou mto.Mas no geral o balanço é bem positivo
Cinderella and 4 Knights, Eun Ha Won é uma menina que não tem uma vida muito fácil por culpa da sua madrasta e da meia - irmã, mas ela é muito esforçada e não se deixa abalar tendo diversos empregos para juntar dinheiro para ir a faculdade. Um dia seu caminho cruza com o playboy Kang Hyun Min e partir disso sua vida vai mudar ao ter sua vida ligada não só a ele como também seus dois primos Kang SeoWoo e Kang Jin Woon, que mal se consideram família. O próprio trailer te vende como inspirado em Boys Over Flowers, mas sinceramente não vi nada parecido além de 4 ricos flower boys e 1 garota batalhadora. A trama se desenrola e confunde em seus 16 episódios mas vamos destacar alguns pontos: 1 - Hyun Min é surtante e altamente shippável então demorei pra aceitar o prota que no começo era bem mala; 2- A secundária é uma chata sem fim até quando tenta ser boa; 3- Amei a Park So Dan uma fofa! 4- Achei o ep final corrido, queria que as histórias das mães tivessem sido exploradas melhor; 5- tinha uma expectativa alta sobre o drama e acabou sendo apenas um bom drama; 6- Claro que eu sofri pelo SeoWoo era meu favorito, acho que ele ser do #CNBlue ajudou kkk.
Rocketman
4.0 925 Assista AgoraNas palavras do diretor uma "fantasia musical sobre a vida de Elton John" lançado o ano passado e eu só assisti agora. Não espere uma biografia linear, esse é um filme com muito mais ambição artística, ele utiliza de alegorias, de camadas de linguagem visual para contar a sua história. É impossível assistir e não comparar com Bohemian Rhapsody (além de que o diretor de Rocketman foi quem concebeu a ideia e assumiu a finalização do filme do Queen após a saída de Bryan Singer, apesar de não creditado) eu só posso dizer que esse é um FILME muito melhor. Ousado, honesto, não tem medo de retratar as pessoas de maneira complexa e tocar em temas controversos, desde a primeira cena na apresentação ao recurso utilizado para contar essa história é genial. Como saímos da zona do ser Elton John, para conhecer a pessoas, sonhos e fraquezas da pessoa Elton John/ Reggie Dwight. Além do que Taron Egerton canta, dança e atua fazendo, possivelmente, o papel da sua carreira.
Dois Papas
4.1 977 Assista AgoraConta a história de supostos encontros entre o Papa Emérito Bento XVI e o Papa Francisco I, suas diferenças ideológicas, as dificuldades de ser a autoridade máxima da igreja católica, permeando suavemente os escândalos sobre vazamento de informações, corrupção e estupro dentro da igreja. O roteiro é inteligente e se foca nas grandes atuações de Anthony Hopkins e Jonathan Pryce e na química que os dois tem atuando. Muito legal ver a entrevista que o diretor deu para o site Omelete contando da diferença de método que os atores utilizam. O filme peca por uma espécie de maniqueísmo infantil entre o "antigo" e o "novo"
, parece que tentando justificar as ações, do então, Padre Jorge Bergoglio durante a ditadura militar Argentina e o pintando como um homem mais próximo da humildade e da santidade
Coringa
4.4 4,1K Assista AgoraCoringa (Joker) filme polêmico que vem alimentando discussões desde antes da sua estreia e conta uma das histórias de origem do vilão mais icônico da história dos quadrinhos. Primeiramente vamos deixar claro alguns pontos, não é um filme prazeroso de assistir, o melhor adjetivo para a minha experiência com ele foi desconfortável. Não é um filme em hipótese alguma para crianças, respeite a classificação indicativa e, se puder, seja até mais exigente do que isso. Também não é um filme para pessoas vulneráveis ao suicídio, pode sim, conter gatilhos. O grande mérito do filme, além da atuação magistral do Joaquim Phoenix (por enquanto minha torcida para o Oscar já tá organizada) é a imprevisibilidade tão marcante do personagem,
será que tudo aquilo aconteceu ou não
(na cena do anão o diretor nos faz ter vontade de rir em um momento totalmente inapropriado, nos fazendo entender um pouco do problema do Arthur Fleck)
Yesterday
3.4 1,0KO roteiro tropeça no ritmo desbalanceado e nas escolhas que faz, o que é uma pena já que Richard Curtis assina o roteiro da minha comédia romântica favorita de todos os tempos About Time. Entretanto, as canções são o que há de mais maravilhoso, se você não gosta deles pode julgar o filme mediano pra ruim, mas se você gosta não tem como se manter imune a Yesterday, Hey Jude, Back in the USSR sendo reapresentadas ao mundo.
Capitã Marvel
3.7 2,0K Assista AgoraO tão esperado filme da Capitã Marvel, eu estava bem animada para esse filme, mas talvez, animada demais. O filme apresenta um roteiro mediano que tentou inovar na maneira não linear de contar uma história de origem, mas que acabou afetado por ser confuso
(queria ter visto mais dela na força aérea)
O vilão é um dos mais fracos de todo MCU e olha que tivemos vilões fracos hein?
Roma
4.1 1,3K Assista AgoraO seu roteiro é baseado nas memórias de infância do diretor Alfonso Cuarón, trazendo um ano da vida de uma empregada doméstica de uma família de classe média. Confesso que deixei para assisti-lo por último por que achei que seria difícil, mas apesar de ter uma narrativa lenta e contemplativa, especialmente no primeiro ato, da sua metade para frente existe uma crescente que nos conecta na história e nos entrega ao final dela tocados. O diretor utiliza de detalhes simples e triviais, planos longos, câmera parada com alguns movimentos horizontais para nos fazer sair da zona de conforto dos privilegiados, realizar um exercício de empatia e enxergar o mundo através da ótica de uma protagonista invisível, como tantas outras pessoas da nossa sociedade. E esse intuito do diretor se mostra quando ele não permite a legenda de idiomas que ela não fala. Somos convidados a sentar e ver todas aquelas cenas passar sem explicações além do que ela consegue entender. E dessa maneira ele aproveita para discutir o desamparo masculino, o trabalho doméstico infindável, as diferenças de classes
culminando no retrato do massacre de 1971
Vice
3.5 486O protagonista aqui é completamente sem carisma, apático e calculista, que mostra características que o tornaram uma proeminente figura política. Destaque para Bale, reconhecido como um camaleão nos filmes que faz, que além da mudança física aposta e acerta na mudança de voz e progressão dessa com o envelhecimento do personagem transparecendo o aprimoramento de suas habilidades políticas, talvez seu maior empecilho para ganhar na categoria melhor ator seja o favorito Rami Malek. Amy Adams e Steve Carell tem o objetivo de contrapor essa quase completa apatia, especialmente, Amy como a esposa do protagonista aparece muito bem em seu papel, porém sem chances de ganhar esse Oscar. A montagem do filme é frenética e ajuda no tom sarcástico, sendo um dos favoritos a estatueta nessa categoria. Agora o que pesa no filme é o roteiro confuso que apela para diversos artifícios como a não linearidade, metáforas explícitas, artificialidade, prejudicando as atuações e o filme como um todo, apesar de ter boas sacadas. De todos os indicados a melhor filme, apesar de interessante historicamente, esse talvez seja o mais fraco.
Infiltrado na Klan
4.3 1,9K Assista Agorao plot teria tudo para tendenciar a extremos, mas na mão do diretor Spike Lee, que controla sua característica de discursos excessivos, consegue uma obra sarcástica e ácida sem deixar de ser um ótimo entretenimento. O diretor opta por uma estética com fotografia, música, ambientação e figurino que fazem referência ao movimento cinematográfico Blackploitation do início da década de 70, deixando o agradável e muito bonito. Ele utiliza dos personagens do núcleo supremacista para mostrar diferentes tipos de racistas dos mais caricatos aos mais encantadores e mostrando-os inseridos nas forças militares e políticas, fazendo-nos transportar esses tipos para os dias atuais. Também realiza algumas críticas aos excessos do movimento negro, em uma cena maestral de contraste que aproxima os extremismos de ambos os lados. Mas é na relação entre John David Washington e Adam Driver que a profundidade é dada e a jornada se torna crível. Aliás, a indicação do nosso Kylo Ren para melhor ator coadjuvante é merecidíssima, algumas das atuações mais impactantes advém do personagem dele. O filme apesar da época e da estética nunca deixa de ser atual, sua mensagem mais importante é que tudo isso, essas imbecilidades, ainda estão por aí, escancaradas ou disfarçadas de direitos,
deixando isso bem claro em seu final soco no estômago que retira qualquer sensação de happy ending que o filme possa ter deixado.
Louvor à Morte
4.3 31Um drama delicado tanto na narrativa, como na fotografia e na direção, forte e denso sem perder a sutileza, com atuações competentes em momentos que poderia ser natural apelar para pieguice. Yun Sim Deok mostra uma protagonista que apesar de viver em uma época e em uma cultura que até hoje é considerada machista, consegue as coisas por si só, se mostra independente e feminista no sentido mais puro da palavra. Ao final é difícil não entender a decisão dos dois e refletir sobre a sua própria existência. O drama é baseado na história real de Yun Sim Deok a primeira soprano profissional da Coréia e gravou o que foi considerada a primeira música popular coreana: Praise of Death – Louvor à Morte. É possível achar a música original ou reinterpretação pela cantora Bada no Youtube, ambas complementam muito bem a experiência.OST maravilhosa com a diva Sohyang disponível no Spotify!
Green Book: O Guia
4.1 1,5K Assista AgoraEsse filme tem como enfoque a relação entre esses dois homens tão diferentes em educação, formação, posição social, construção familiar e enfrentamento da vida e tão infimamente diferentes quanto a cor da sua pele. Frank, o motorista, é retratado desde o início como um homem preconceituoso e racista, entretanto, sem ser julgado de maneira maniqueísta, o filme o constrói assim demonstrando ser uma formação da sua vivência social, familiar e educacional, como se o seu preconceito fosse muito mais uma questão de ignorância do que de convicções. Talvez esse filme seja retaliado em duas frentes diferentes, dos que se negam a enfrentar seus próprios preconceitos ou a assistir filmes que tragam mensagens mais importantes do que seu microcosmo ou daqueles que consideram que o filme não foi incisivo o suficiente na mensagem. Aos primeiros, apenas a piedade, aos segundos eu defenderia o longa dizendo que esses "feel good movies" podem ser mais eficientes na entrega da mensagem do que um filme que nos deixe com uma sensação pesada ao final dele. Apesar de engraçado, muito graças ao tempo de comédia do diretor Peter Farrelly, as situações racistas e preconceituosas nos trazem desconforto, frustração e indignação. É justo fazer algumas considerações sobre as opções previsíveis de roteiro, mas a relação entre os protagonistas e a atuação de Marhershala Ali sustentam muito bem e não diminuem a experiência. Além de nos fazer refletir, um diálogo de embate entre os protagonistas sempre será um momento em que vou refletir sobre a minha capacidade de entendimento sobre a situação do próximo. Enfim, saí tocada e satisfeita da minha experiência, fica a sensação de excelência na sua execução.
Bohemian Rhapsody
4.1 2,2K Assista AgoraPara os fãs mais hardcore o fato de alguns eventos estarem fora da ordem cronológica a fim de trazer mais dramaticidade a trama pode incomodar. Rami Malek está excelente na sua atuação, absorvendo os trejeitos e retratando o ícone sem cair no lugar comum. Porém, achei que o filme evitou polemizar e cortou de forma branda algumas polêmicas. O filme de maneira geral é bom, mas não imaginei que ele seria indicado ao Oscar. Na verdade ele é perfeito pra quem é fã da banda e talvez, assim como eu, nunca teve a oportunidade de ver Mercury ao vivo, assistir as músicas na sala de cinema, com o áudio e a tela grande é contagiante. Na minha sessão várias pessoas acompanharam com palmas ou em coro, quase como um concerto graças a sétima arte.
Nasce Uma Estrela
4.0 2,4K Assista Agoraconfesso que fui mais para ver como estava a atuação da Gaga, sem muita animação para história. Entretanto, sai de lá realmente tocada e com os olhos inchados. A atuação do Bradley Cooper, que também, dirigiu a película, é pungente e comovente, Lady Gaga também surpreende com uma ótima atuação, sendo que os pontos de maior qualidade são quando ela interpreta enquanto canta. Alguns pontos da direção de Cooper me incomodaram um pouco, como o uso excessivo de tomadas contra a luz e outras falhas que lhe custaram a indicação ao Oscar de melhor diretor. Com certeza o grande destaque é a trilha sonora, Shallow ficou tão famosa que existe uma playlist de quase 3 horas no Spotify apenas de covers. Mas a minha trilha favorita é I´ll never love again. Confesso que no começo da carreira da Lady Gaga eu admirava sua criatividade, porém nunca me identifiquei, sua música só me tocou com Born this way e me arrebatou com o álbum Joanne. Por que falei disso quando aqui é sobre o filme? Pra mim a Gaga nesse filme é possível por causa da evolução da sensibilidade conquistada com Joanne.
Homem-Aranha: No Aranhaverso
4.4 1,5K Assista AgoraHomem-Aranha: No Aranhaverso primeiro #movieoftheday de 2019 é um banquete para todos os nerds. A história acompanha o jovem Miles Morales que precisa aprender a ser o Homem-Aranha enquanto outros Homens- Aranhas de outras dimensões precisam retornar as suas realidades. Parece mais complicado lendo do que assistindo, acredita em mim! Para os leitores de quadrinhos universos distintos não é novidade, mas confesso que quando li que esse filme ia ser realizado fiquei com o pé atrás se isso faria sentido sem um bom background. E errei feio! O filme é maravilhoso, divertido, emocionante, com um balanço e uma linha de roteiro que live actions por vezes não atingem. Discute as questões clássicas do Homem - Aranha enquanto traz uma mensagem de união e empoderamento. A trilha sonora é empolgante e se torna quase que uma personagem. E a animação é impecável, misturando estilos diferentes, mesclando realismo e linguagens clássicas da nona arte. Além de referências fantásticas e uma cena pós-crédito de emocionar qualquer amante de super-heróis. Enfim uma surpresa e torcida para o Oscar por aqui.
Insta: @jeh_bellini
Uma Odisséia Coreana
4.2 61Destaques negativos:
- Jin Seon Mi e nesse ponto quero dizer que não é a atriz, pois tem alguns episódios em que ela demonstra todo o seu potencial de atuação, mas a personagem é má escrita, eu fiquei criando expectativas de que ela fosse se tornar mais forte e só me frustrei;
- O enredo: eu sempre tenho um pé atrás com as histórias escritas pelas Irmãs Hong acho que elas têm ótimas ideias, entretando, não conseguem desenvolvê-las e foi exatamente o que aconteceu com esse drama, elas perderam muito tempo em subtramas e todas as grandes expectativas que elas criaram foram sendo deixadas para os dois últimos episódios. Elas apresentaram conceitos e criaram teorias para o final que elas simplesmente abandonaram e com isso sofreram também os vilões com motivações e construções fracas não convenceram.
Destaques positivos:
-Fantasia: adoro dramas desse tipo, especialmente os que trazem fortes elementos da cultura e folclore oriental, dessa vez mais voltado ao folclore chinês é delicioso para quem não cresceu com essas influências ter contato com elas. Nesse ponto também destaca-se os personagens desse núcleo e seus atores/personagens difícil destacar um;
- O maior, o melhor e o mais importante motivo para assistir esse drama é Lee Seung Gi, o primeiro drama dele desde que ele retornou do alistamento militar e ele está maravilhoso impossível não se apaixonar pelo personagem dele tão fiel a seus próprios propósitos flertando com a alcunha de anti-herói é ele que torna o drama, apesar dos pontos negativos, praticamente imperdível sustentando os 20 episódios sem dificuldade.
Jogador Nº 1
3.9 1,4K Assista AgoraO único cineasta capaz de fazer essa adaptação seria Spielberg e como ele acerta! Até o jeito de movimentar a câmera faz referência aos anos 80. Eu assisti em IMAX 3D e foi um belo investimento é tão imersivo e tem tantas informações que uma tela menor teria comprometido minha percepção. Não é um filme primoroso, mas é incrivelmente divertido seja pela a ação, o vilão pitoresco ou a infinidade de eastereggs pra você caçar. Se você gosta de cultura pop e tem seus 40 -25 anos vai se divertir tanto quanto eu.
Gu Family Book
4.5 36 Assista AgoraEnquanto A Korean Odyssey estava rolando eu já quis me preparar para a abstinência de Lee Seung Gi e aproveitar enquanto estava no catálogo da Netflix e assistir Gu Family Book, um sageuk (drama histórico) de fantasia conta a história de Kang Chi um meio humano meio gumiho (espírito de raposa), porém o drama começa antes dele, conta história dos pais dele Wol Ryung, um gumiho que vive há mais de mil anos protegendo uma montanha e Seo Hwa, uma humana vendida como gisaeng (espécie de gueixa coreana) após o pai ser morto por traição e minha gente já começa aí a paixão pelo drama e o sofrimento, depois de 3 episódios não tem como voltar atrás é vício na certa. Destaques: - Lee Seung Gi, mais um drama que ele está maravilhoso; - Suzy, uma atriz que para mim era superestimada demonstrou nesse drama uma personagem feminina super girl power e a frente do periodo histórico, aliás de personagens femininas fortes esse drama está muito bem servido; - OST, sério que trilha sonora marcante e complementar a história. Não consigo falar muito do drama sem dar spoiler, mas ele é um daqueles viciantes e imperdíveis, relevem os efeitos visuais que nunca são bons nesse tipo de produções.
Lady Bird: A Hora de Voar
3.8 2,1K Assista AgoraFilme da quinta diretora da história do Oscar, que foi em 1929, a ser indicada a Melhor Direção, com cara de indie e um tema bem batido pela indústria cinematográfica. Conta a história de Christine “Lady Bird” que vive com a família – pai, mãe, irmão e namorada do irmão – na cidade de Sacramento em 2002 e precisa lidar com esse que possivelmente é o período mais conturbado da vida dos seres humanos. A primeira vista pode parecer mais do mesmo sobre adolescência, escola e tudo mais, mas é aí que estamos errados. O filme trata dessa transição da adolescência para a vida adulta da maneira mais sincera possível, a personagem é uma adolescente oscilante entre chata e madura, que se sente presa por tudo que já conheceu que idealiza pares românticos e aventuras que talvez nunca aconteçam. E todo esse processo é permeado pelo eixo principal do filme que é a relação dela com a mãe, visceral, verborrágica, cheia de desentendimentos e ponderações gritadas e amor contido. O filme te cativa aos poucos, mas o que mais me tocou foi se sentir altamente representada, eu particularmente tive esse sentimento pela própria protagonista, lembrando-me da adolescência, dos amores, da melhor amiga (Gih te amo!) e depois da mãe, não sou mãe, mas agora eu consigo entender as preocupações, suas posições e o fato de ela também se desdobrar em turnos em um hospital pode ter ajudado. Enfim, não acho que Lady Bird, valha o hype que vinha tendo, mas com certeza não é um filme para deixar passar.
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"We're afraid that we will never escape our past. We're afraid of what the future will bring. We're afraid we won't be loved, we won't be liked. And we won't succeed."
Me Chame Pelo Seu Nome
4.1 2,6K Assista AgoraFilme de Oscar baseado em livro e produtora BR? Call me by your name - trata da história de Elio um menino de 17 anos com pais que são professores universitários e costumam receber alunos estrangeiros para passar o verão com eles e nesse ano, 1983, eles recebem Oliver, americano de 23 anos e conforme esse verão vai passar Elio descobre o amor em várias formas, a sua sexualidade e a transição para uma vida adulta. Se pudéssemos catalogar esse filme seria como um filme de rito de passagem, o Elio é durante todo filme um personagem pleno amadurecimento e com grandes contrastes: homem x menino, coragem x medo, segurança x insegurança e o Thimoteé, ator que interpreta Elio, traz todas essas camadas em sua forma de andar, falar e se portar, realmente uma atuação de entrega e trabalho. Esse é um dos filmes mais difíceis de exprimir opinião em palavras em muito tempo, tudo é sentido, todas as cenas são de uma sutileza que é complicado para quem não assistiu entender. A diferença de idade entre os personagens não incomoda enquanto você assisti, porque Elio é muito maduro para idade e ele ajuda e ensina Oliver sobre muita coisa. As cenas de sexo no filme não são gratuitas e tem por objetivo demonstrar a naturalidade do amor. A tão falada cena do pêssego é a visceralidade da entrega de um amor tão profundo e das descobertas. Não poderia deixar de falar sobre o quão maravilhosos são os pais do protagonista e o diálogo de pai-filho no final coroa tudo de uma maneira tão perfeita, que de tão empático te modifica.
Dunkirk
3.8 2,0K Assista AgoraDo amado ou odiado diretor Nolan - Dunkirk, é uma estréia do meio do ano passado que voltou aos holofotes pelas indicações ao Oscar 2018.Nolan não figura entre meus diretores favoritos, entretanto, é inegável que ele tem uma capacidade que poucos da sua área tem de figurar entre as indicações aos principais prêmios e conquistar bilheterias arrasadoras, ele equilibra arte e blockbusters. Esse filme trata da história da evacuação de Dunquerque ou Operação Dínamo, uma impressão que já vimos isso por aqui, né? Pois bem, ele e Darkest Hour se complementam, eu tive o prazer de assistir um depois do outro e foi uma experiência enriquecedora, a visão do fronte e a visão da política envolvida,dá o entendimento da complexidade que é uma guerra. O filme conta a história por três linhas narrativas: Terra - Água - Ar e cada uma com uma passagem de tempo distinta: 1 semana - 1 dia - 1 hora, não constituindo assim um filme completamente linear, enfim todas as linhas convergem para realmente passar a mensagem do filme sobre a união, acho que essa é a grande mensagem e o motivo do êxito miraculoso que foi essa operação. A obra tem um mérito de conseguir ser chocante e transmitir a angústia do fronte sem ter que apelar para sangue e cenas escatológicas. O movimento de câmera dos ângulos fechados, câmera na mão todas as decisões de direção tem por objetivo tornar o ambiente mais imersivo, trabalhando assim em prol da narrativa, outro aspecto técnico que também trabalha para a construção da ambientação é a exímia mixagem de som, os sons dos tiros sempre são mais altos e estridentes. Porém, apesar da imersividade a escolha de ter diversos personagens sem ranqueamento de importância, dessa forma mostra-se que na guerra todos tem o mesmo "valor" e as poucas falas tornam o desenvolvimento da história em si pouco empática, você não se importa com os destinos deles, você apesar de se envolver a nível sensorial o mesmo não ocorre no plano emocional. Por fim, achei um filme tecnicamente perfeito, mas ainda anseio por ver uma obra do Nolan que consiga me envolver mais.
A Forma da Água
3.9 2,7KNova criação do Guilherme del Toro, diretor mexicano famoso por seus “monstros” independente do gênero (filme de guerra, ação, terror, filme de herói, etc), dessa vez ele se envereda pelo romance. Trata da história de Elisa Esposito uma faxineira muda de uma instituição militar top secret que se envolve com um homem-peixe capturado pelo exército americano no rio Amazonas. Apesar da história fantasiosa o desenvolvimento é gradativamente construído o que o torna mais empático e faz o expectador desamarrar-se da realidade. O pano de fundo do romance realiza uma crítica ao preconceito contra o diferente e as minorias, não por acaso os melhores amigos da protagonista são uma mulher negra e um homem homossexual, o fato de ela ser muda além de trazer a visão clara de uma diferenciação do padrão que a sociedade emprega ela é a metáfora sobre todos os indivíduos da sociedade que não tem voz. Outro ponto a ser destacado ainda sobre esse pano de fundo é o contraponto que o filme faz de o verdadeiro monstro da história ser um ser humano heterossexual – branco com uma família de comercial de margarina em relação ao homem-peixe que por ser diferente é tratado como um ser sem direitos ou sentimentos. Porém, apesar dessa leitura possível do filme o diretor opta por destacar o romance entre os personagens, uma metáfora de direção sobre isso é no início do filme quando a Elisa está assistindo TV e está passando um protesto e o amigo diz para ela mudar de canal e ela começa a assistir um musical romântico é o diretor nos dizendo “Ok, tem isso, mas o importante aqui é o amor”. O filme ainda presta homenagens aos antigos musicais e ao sapateado, porém algumas cenas em que isso é mostrado pareceram para mim uma desconexão, uma homenagem sem muito por que. Destaque para as cores do filme em tons de verde escuro e azul-esverdeado, como se estivéssemos assistindo tudo envolto em água. A atuação da Sally Hawkins também merece muitos aplausos, uma protagonista sem fala que consegue exprimir tudo que está pensando, uma forte candidata ao Oscar de melhor atriz. Um filme sensível e que apesar de ir com baixas expectativas, me surpreendeu e me fez gostar muito dele, apesar de não acha-lo uma obra-prima será difícil algum outro filme dessa temporada modificar minha torcida por ele. (Listening : You´ll never know – Reneé Fleming) PS 1: Como não se apaixonar por You'll never know - Reneé Fleming - tem no #Spotify PS 2: Temo@ Braseell no filme gente! Carmen Miranda 🍍🍍 plena cantando Chica Chica Boom Chic
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"Unable to perceive the shape of You, I find You all around of me. Your presence fills my eyes with your love, It humbles my heart, for You are everywhere "
O Destino de Uma Nação
3.7 723 Assista AgoraÉ um filme auto-biográfico que retrata um período da vida desse personagem chave da história da humanidade, especialmente as dificuldades enfrentadas por assumir sem o apoio do partido e da monarquia. Traz especialmente o lado político por traz da evacuação de Dunquerque ou Operação Dínamo. Em meio as pressões políticas para a assinatura de um tratado de paz, Churchill extremamente inteligente e articulado mobiliza o Reino Unido e Aliados para o fronte de batalha, destaque para a cena que após o discurso final, um personagem secundário pergunta a outro o que ele acabou de fazer e é respondido com a seguinte frase "He mobilized the English language, and sent it into battle". O filme também mostra o início das conversas com o então presidente americano Kennedy para a entrada do Estados Unidos na guerra, que na época estava sob um tratado de neutralidade, a entrada só aconteceu após o ataque de Pearl Harbor, mas Churchill foi crucial para as negociações. A película tem um desenrolar lento em que todas as escolhas de direção privilegiam a atuação, um filme feito para o protagonista brilhar e Gary Oldman (Sirius Black ❤) não decepciona, da fala, aos trejeitos até a marcha tudo é Churchill! É admirável o trabalho de pesquisa realizado por ele e a maquiagem é como a cereja que vem para coroar todo esse esforço, já tenho minha torcida para o Oscar de melhor ator! Além do ritmo ter me incomodado um pouco, senti falta de outros recortes do personagem, um pouco mais relação familiar talvez tivesse ajudado. É um ótimo filme, especialmente se você gostar de história ou do período da Segunda Guerra Mundial.
W - Two Worlds
4.2 77Logo nos primeiros episódios surtei com a premissa: W é a mais badalada webtoon da Coréia, Kang Chul é o protagonista dessa webtoon mas o que aconteceria se a filha do autor do quadrinho fosse puxada para dentro do mundo de Kang Chul, esse mundo existe ou é só ficcional?... Dentro dessa premissa e trabalhando com a infinidade de possibilidade que pode causar que W se destaca. São 16 intensos episódios cheios de reviravolta e ação, mas também com um romance digno de vomitar arco-íris. Entrou fácil pra minha lista de melhores do ano.
obs1:Achei o episódio final muito corrido para tantos desdobramentos e com falta de explicações mas não diminuiu meu amor ao drama.
obs2: O motivo de eu ter começado é porque aparecia a obra do #Puung.
obs3: Que lindo que está o #LeeJongSuk, meu último dorama com ele era Secret Garden.
obs4: Gnt não entendi como o Chul passa pro mundo real no final do drama... --'
Love O2O
4.0 42Love O2O um c-drama que conta a história de Xiao Nai e Bei Weiwei ambos estudantes de ciência da computação e jogadores de um jogo MMORPG, ele o mais popular e "arrogante", ela a beldade do departamento que briga pelo seu espaço. São 30 episódios mas que passam voando, os primeiros 10 eles nem se conhecem pessoalmente só interação pelo jogo, mas que por si só é sensacional, na vdd senti falta da interação deles no jogo no restante do drama. O drama é divertido, leve e viciante e a temática diferente de todos os que eu já tinha assistido. Ponto positivo é que não há picuinha por mal entendidos porque eles conversam, o relacionamento deles não tem GRANDES eventos mas é o diário que encanta. O que me irritou foi primeiro a falta de importância da mocinha no final do drama, no começo ela é caracterizada como alguém que veio para quebrar o paradigma da mulher em TI ou de só um corpinho bonito, mas no desenrolar parece que ficou pra ela o papel de mulher do protagonista apenas, senti falta de ela resolvendo as coisas com a inteligência, senti falta também de algumas conclusões de cena em alguns pontos. E claro a Er Xi me irritou mto.Mas no geral o balanço é bem positivo
Cinderela e os Quatro Cavaleiros
4.0 70 Assista AgoraCinderella and 4 Knights, Eun Ha Won é uma menina que não tem uma vida muito fácil por culpa da sua madrasta e da meia - irmã, mas ela é muito esforçada e não se deixa abalar tendo diversos empregos para juntar dinheiro para ir a faculdade. Um dia seu caminho cruza com o playboy Kang Hyun Min e partir disso sua vida vai mudar ao ter sua vida ligada não só a ele como também seus dois primos Kang SeoWoo e Kang Jin Woon, que mal se consideram família. O próprio trailer te vende como inspirado em Boys Over Flowers, mas sinceramente não vi nada parecido além de 4 ricos flower boys e 1 garota batalhadora. A trama se desenrola e confunde em seus 16 episódios mas vamos destacar alguns pontos: 1 - Hyun Min é surtante e altamente shippável então demorei pra aceitar o prota que no começo era bem mala; 2- A secundária é uma chata sem fim até quando tenta ser boa; 3- Amei a Park So Dan uma fofa! 4- Achei o ep final corrido, queria que as histórias das mães tivessem sido exploradas melhor; 5- tinha uma expectativa alta sobre o drama e acabou sendo apenas um bom drama; 6- Claro que eu sofri pelo SeoWoo era meu favorito, acho que ele ser do #CNBlue ajudou kkk.