2019 foi o ano em que as pessoas se inspiraram no Scorsese pra fazer seus filmes. "Coringa copiou "O rei da comédia" e "Taxi Driver", o especial do Porta dos Fundos se inspirou em "A última tentação de Cristo" e "Os parças" se inspirou em "Os bons companheiros" (tá isso agora foi zueira) Não só o video tem o título parecido com o filme do diretor, como o plot twist é rigorosamente o mesmo. Quem diz que o especial é blasfemo com certeza não o viu, pois ambas as obras mostram um Jesus relutante em aceitar sua missão, mas que resolve seguir o caminho traçado pelo Pai, com a diferença de que o diretor nova-iorquino resolveu não fazer referências a passas no arroz e a tias racistas, homofóbicas e esclerosadas. No mais o filme não fica devendo a nenhuma obra satírica já feita sobre o filho do Homem
Apesar de se chamar "Polar" e do personagem principal ser chamado de Kaiser não é um filme sobre cervejas. É quase uma versão mais sexual, debochada e sanguinolenta de "Accident Man". Só que aqui o motivo que coloca o assassino profissional contra seus colegas de profissão é a sua aposentadoria, pois caso ele morra antes da data em que deve se aposentar o dinheiro é dividido entre eles. Depois da Reforma da Previdência, esse tipo de coisa será bem comum. Se o pai do Fabricio Cavalcanti fosse vivo ainda daria para fazer um versão desse filme em que ele enfrenta Paulo Guedes para poder se aposentar. Apesar do final anticlimático e do roteirozinho meio capenga, vale a pena conferir. Mads Mikkelsen está ótimo fazendo cosplay de Snake e Vanessa Hudgens de Bjork.
Stallone é um Carlos Alberto de Nóbrega dos filmes de ação, só que em vez de um banco da praça ele tem um ringue de boxe ou um campo de tiro a céu aberto. E em vez do Matheus Ceará ou da Marlei Cevada ele dá espaço pro Michael B. Jordan e pro Ryan Coogler poderem brilhar e ter um lugar ao sol. Conforme escreveu o Felipe M. Guerra no Facebook, quantas vezes nós vimos um mesmo ator fazendo o mesmo personagem por mais de 40 anos? (James Bond sempre muda de ator. Super-heróis a mesma coisa). E como se manter relevante depois de tanto tempo? Justamente porque nos entrega mais do mesmo porém respeitando suas limitações e dando espaço para a nova geração. Mas é bom o Adonis Creed se ligar, porque vira e mexe o Sly se livra de um coadjuvante da franquia (Mickey, Apollo, Adrian, Paulie...)
Se depois de ter dirigido "Garota 6" Spike Lee tivesse tomado ácido e assistido "Eles não usam black tie" e "Beijo 2348/72" provavelmente teria feito um filme assim. Tem horas que parece mais Spike Lee do que o próprio e mesmo assim tem personalidade, conseguindo ser tão realista quanto fantasioso, sobretudo na segunda metade.
Na minha opinião merecia ser mais premiado e reconhecido. Enquanto em "Pantera Negra" o protagonista é um monarca (a menos que você entenda que o protagonista é o Killmonger) e em "Infiltrado na Klan" é um homem da lei (que começa o filme infiltrado em um movimento revolucionário negro) aqui é um representante da classe trabalhadora (me sinto o último dos sindicalistas agora) suscetível às tentações do mundo corporativo e tão falho quanto cada um de nós. Aliás é a primeira vez que eu vejo um líder sindical oriental no cinema. Parabéns pela originalidade.
Documentários sobre serial killers estão longe de serem originais, mas aqui o uso das gravações de conversas em fitas k7 faz toda a diferença pois influenciou também a edição da série, a montagem e mesmo as vinhetas emulando uma fita k7 sendo tocada, sequências com gravadores em ação intercaladas com fotos e vídeos da época e entevistas com os sobreviventes da época em que Ted Bundy atuava.
Se você entrar na Netflix agora vai ver no mínimo umas 3 séries diferentes sobre homens charmosos, porém extremamente perigosos ("Ted Bundy Tapes", "You", "Dirty John"...). Miguel Falabella nessa minissérie não fica devendo a nenhum deles. Se não fossem os maneirismos de novela e algumas conveniências do roteiro talvez tivesse mais aceitação pelo público acostumado a Netflix (mesmo as séries atuais da Globo procuram agora ter mais cara de série gringa do que de novela). Destaque também para o personagem de Ricardo Petraglia fazendo o papel de liberal moralista. O tom caricato do personagem se encaixa na proposta da série principalmente quando chega perto do final e a identidade do assassino vai ficando evidente. A série até arrisca nos seus últimos capítulos uma crítica ao machismo em algumas cenas de tribunal protagonizadas por Milton Gonçalves e Marieta Severo. Não bastassem os atores se destacarem, cabe lembrar que o argumento original é do Dias Gomes, que dispensa maiores apresentações e direção geral do Roberto Farias, o mesmo responsável pelos filmes do Roberto Carlos". O próprio Roberto faz graça consigo mesma em uma das falas da série
Se vocês passaram raiva com os deslizes históricos de "Bohemian Rhapsody" saibam que no universo desse filme "Vale Tudo" tava passando na TV em 1980 quando fora assassinado o antecessor de Chico Mendes na presidência do Sindicato, Wilson Sousa Pinheiro. Ok, para o estrangeiro isso não faz diferença, mas então porque não colocar cena da novela no dia em que o Chico é morto? Fora outros deslizes como escrever "CUT" em vez de "PT" dentro da estrela vermelha do lado de fora do sindicato, demonstrando o quanto produção para a TV no século passado muitas vezes era desleixada, mesmo sendo da HBO. O maior mérito do filme talvez seja a presença de Raul Julià, ainda que não nos entregue um meio termo convincente entre o homem simples da Amazônia e o líder revolucionário e destemido, porém quando precisa demonstrar essa última faceta cumpre bem o papel que lhe rendeu um Globo de Ouro póstumo. Vale lembrar que durante muito tempo esse foi possivelmente o único registro de Chico Mendes em uma obra não documental (depois veio "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes" da Glória Perez na Globo).
Confesso que gosto da ideia de quebrar algumas expectativas, porém acho que daria para fazer isso com menos personagens, menos reviravoltas no roteiro e sem jogar no lixo personagens do filme anterior. TLJ seria um puta filme se não ficasse toda hora criando expectativa pra não acontecer absolutamente nada. "Era uma vez em Hollywood" sim, sabe quebrar expectativas e entregar algo melhor em troca
Tarantino sempre colocou momentos bem-humorados nos seus filmes, mas aqui ele usa e abusa, principalmente na conclusão da cena com Bruce Lee e na cena em que conhece a atriz mirim. Nesta em específico é interessante notar como é uma cena que começa engraçada, fica triste e encerra com uma tiradinha espirituosa.
Guardadas as devidas proporções, me lembrou os filmes que eu assisti do Sidney Lumet, "Um dia de cão" e "Find me guilty", que tem situações que nas mãos de outros diretores cairiam no cômico (um assalto que dá errado e um mafioso que resolve se defender no tribunal), mas acabam revelando grandes dramas
É interessante como aqui Tarantino tem um baita controle da narrativa que o permite quebrar nossas expectativas, mas entregando algo melhor em troca (OUVIU RIAN JOHNSON?). Isso fica claro também na cena em que o personagem de Brad Pitt insiste em ver seu velho amigo no rancho da Família Manson.
Meu único porém é que a nerdice de Tarantino que o faz querer sempre demonstrar que ele conhece mais filmes que todo mundo aqui algumas vezes mais trava o ritmo do filme do que o movimenta (e eu gosto dessa nerdice, por motivos óbvios), fora as sequências longas de Pitt dirigindo e a sequência de Sharon Tate no cinema (mas essa é justificável pra mostrar o respeito de Tarantino pela atriz)
Para terminar: alguém notou Martin Kove no filme? E a Maya Hawke? Tem gente nesse filme que eu só descobri vendo nos créditos finais.
Talvez eu seja mais exigente com filmes com atores mostrando o rosto do que com animação. Provavelmente se eu visse o anime (que eu já li que tem um enredo mais elaborado que o filme) eu relevasse o fiapo de roteiro e o pouco desenvolvimento dos personagens (pelo menos dos vilões. Até agora não entendi qual é a do Grewishka. Ele é cusão por esporte? Será que eu exigiria tanto se fosse um personagem de desenho). Acho que a presença de atores consagrados deixou minhas expectativas altas. Christoph Waltz não parece que já ganhou Oscar (não consigo acostumar com ele fazendo papel de mocinho). Mahershala Ali muito menos. Jennifer Connelly merecia mais tempo em cena. Para não dizer que não há qualidades: as cenas de ação ficaram perfeitas, bem como os efeitos especiais. O CGI parece convincente, mas a impressão que tive vendo esse filme foi a mesma de "Avatar" - um puta espetáculo visual, mas não mais do que isso.
Não é uma obra-prima como os filmes que os Irmãos Russo fizeram para a Marvel, mas está longe de ser uma merda como os dois primeiros filmes do Thor ou o terceiro do Homem de Ferro. Está no nível do filme de estreia do Homem Formiga. Poderiam explorar melhor a capacidade de transformação dos Skrulls e fazer um suspense a la "Invasores de Corpos"? Sim
Poderiam ter colocado alguma referência a "Coração Satânico" ou a "Vingador do Futuro" (filmes em que há um plot twist com relação a identidade do protagonista)? Também.
Poderia o Nick Fury ser menos idiota neste filme (ok, as pessoas mudam em 22 anos, mas tanto assim?)? Com certeza.
Poderia ter mais músicas dos antigas, tal qual "Guardiões da Galáxia"? Certamente.
Isso tudo faz o filme ser ruim? Não necessariamente. É um filme divertido, com lutas bem coreografadas (embora tenham uma cena de luta muito confusa no último ato do filme), humor bem colocado (exceto pela cena em que Fury perde o olho que ficou meio forçada), um "girl power" sem ser forçado ou "lacrador" (como também foi em "Pantera Negra") e uma trama política secundária no mesmo estilo de outros filmes do estúdio, tal como o próprio Pantera (sem contar uma cena de perseguição a lá "Operação França")
Quanto ao carisma (ou falta de) de Carol Danvers: ela não me pareceu tão antipática, mas a sua amiga, Maria Rambeau, com bem menos tempo de cena cativa muito mais.
Existem atores que nasceram para determinados papéis. É o caso de Ryan Reynolds, que nasceu para ser o Deadpool, tanto é que além de ser seu intérprete no cinema é o produtor de seus filmes. Neste filme aqui parecem ter tentado fazer um Hal Jordan mais falastrãozinho e palhaço (não tanto quanto o herói da Marvel, é verdade), porém não deu certo.
Não bastasse isso ainda enfiaram um CGI meio tosco e um roteiro cheio de furos (se o vilão conseguiu ler a mente do herói em determinada parte do filme como é que não sabe como funciona o anel dele?). Nem chamar o diretor de dois filmes memoráveis do 007 ("Goldeneye" e " Cassino Royale") adiantou de nada.
Pelo menos serviu para mostrar como a Marvel reabilitou Ryan Reynolds e Taika Waititi. E não, Capitã Marvel não é ruim igual esse filme.
A única justificativa para a Globo ter feito essa minissérie foi a de encher o saco tanto do Collor quanto do Edir Macedo. Não dá pra acreditar que a mesma dupla que nos presenteou com o excelente " As Noivas de Copacabana" (Dias Gomes e Roberto Farias) tenha feito uma porra forçada dessa.
A recompensa de ver essa obra é a de ver Adriana Esteves em manifestações anti-Collor com a bandeira do PT (tanto a personagem dela na série quanto o partido na vida real foram iludidos por líderes evangélicos) e Virgínia Nowick seduzindo o já idoso Stênio Garcia (que não percebeu que era uma cilada) e merecendo o título de "Miss Cupim"
Nessa série aqui Fábio Assunção presencia um assassinato em um local cheio de gente e faz questão de aparecer à vista de todos atrás da vítima com uma arma em punho o que prova que nenhuma pessoa precisa usar droga pra fazer merda. E ainda por cima um dos diretores dessa tralha é Mário Márcio Bandarra, o mesmo de "Inspetor Faustão e o Mallandro".
Com uma história mais furada que o carro do Sonny Corleone, o chamariz para as pessoas assistirem a série na época era a promessa de cenas de nudez dos atores e atrizes do elenco, mas hoje em dia em tempo de internet não tem sido mais tão eficaz.
Os pontos altos acabam sendo Antônio Fagundes tentando eletrocutar Malu Mader na banheira com um fio desencapado e no desfecho de seu personagem pendurado em um helicóptero (série ruim eu dou spoiler mesmo)
Esse filme é a prova de que o jovem não precisa ser virjão e jogar videogame o dia todo pra fazer merda. Aliás, não precisaria nem do Heavy Metal.
O caso é que a Noruega é um país tão desenvolvido que não tem caos social o suficiente pra gerar tragédias então as pessoas, com bastante tempo livre, precisam criar confusão do jeito mais fútil e imbecil possível.
Se continuarmos retrocedendo e caindo algumas posições no IDH logo logo os nossos jovens não terão mais disposição, nem vigor físico pra matar ninguém.
Ao contrário da maioria das pessoas, eu gostei mais de "Corra!" do que deste, mas pode ser por conta da expectativa, a qual eu tinha mais alta antes de ver este do que antes de ver o anterior.
Em "Corra" você vai sabendo das coisas aos poucos até que no terceiro ato vem o "plot twist". Em "Nós" você já é jogado na trama sem que sejam dados muitos detalhes e o grande twist só vem perto do final. Não é algo ruim, quando você se entrega de cara para o filme, fora o fato de fugir do convencional dos filmes de terror e dos sustos fáceis. Porém, se você pisca o olho e perde alguns detalhes sua experiência sai um tanto prejudicada, mas não o suficiente para ser estragada.
Outra coisa que eu não entendi é a implicância com as "piadas" do filme. Para mim foram tão irrelevantes que eu nem lembro delas. Não sei porque o alvoroço.
Filmes anticlimáticos geralmente são mal recebidos pelo espectador. Quando os personagens são um bando de sulistas que parecem estar competindo com os personagens dos filmes de Rob Zombie para ver quem ofende mais, isso fica pior ainda.
Por conta disso é de surpreender o quanto os personagens vão mudando de atitude a partir do momento em que vão se comunicando mais, sabendo de coisas que não estavam tão claras, descobrindo mais uns sobre os outros não sem antes terem feito merdas federais e quase ter deixado tudo a perder.
Talvez seja esse o grande mérito do filme, fora o fato de que uma frase bem bestinha dita por uma personagem sem importância ter ganhado relevância no decorrer da trama.
3 esposas de mafiosos tem que assumir os negócios da família depois das prisões dos maridos
ISSO aqui é Girl Power! CHUPA PANTERAS!
Baseado em uma HQ da Vertigo/DC. CHUPA MARVEL, QUE NUNCA TEVE UM SELO ADULTO DECENTE!
E que coincidência os filmes mais adultos da DC (esse e "Coringa")se passarem na mesma época (virada dos 70's para os 80's)e em cenários parecidos(a Gotham do filme do palhaço parece a NY daqui)
Uma mistura de "Uma noite de crime" e "Meninas Malvadas", só que ruim.
4 garotas de Salem, Massachusets, são acusadas injustamente de terem vazado dados pessoais dos moradores da cidade e tem que enfrentar o ódio da população. Uma premissa ótima, mas que só se efetiva depois de UMA HORA de invencionices estéticas na edição e cuja realização se dá em menos de meia hora e termina em aberto.
O tema da privacidade digital e da hipocrisia alheia fazendo vítima merecia uma abordagem melhor e as animações que aparecem na tela representando trocas de mensagens online se perdem ante as demais modernices que nem sempre contribuem para o andamento da história
O interessante da obra de Kléber é que ele não faz questão de te explicar a história de forma didática, mas você consegue entender o que acontece, pescando uma coisa aqui e outra ali.
Além do quê, o elenco nordestino e menos conhecido do grande público facilita a imersão de quem mora no sul, "uma região mais rica com descendentes de alemães e italianos" como dizem no filme. Uma versão cangaceira de "Zaroff, o caçador de vidas" com trilha sonora estilo "João Carpinteiro" e até uma lembrança de "Southern Comfort" com a diferença de que aqui o inimigo é realmente estrangeiro e eu sou mais os nordestinos que os cajuns, como o Lunga, interpretado pelo cearense Silvero Pereira
Tomara que ano que vem o povo venha preparado pra receber os Tony Juniores da vida.
NÃO DEIXE OS GRINGOS VIREM AQUI E COMER O CU DE SUA FAMÍLIA TODINHA
Há filmes que acabam ficando mais notórios pelo seu formato do que pela história que contam. Esse é o caso do filme estrelado por John Cho da trilogia "Madrugada Muito Louca", que aqui, ironicamente, não suporta maconha e é casado. Ao menos fugiu do lugar comum de colocar uma família W. A. S. P. no núcleo central da trama.
Não é o primeiro filme a ser feito quase que exclusivamente só com uma tela de computador, janelas de programas e vídeos curtos e não será o último. Se esforça para prender a atenção do espectador e ludibriá-lo quanto a identidade do assassino, mas usando recursos que você já viu em outros filmes e mesmo assim não te ilude tanto já que no meio do filme você meio que "saca" quem é o vilão da história.
Entretém e não deixa de ser interessante, mas não procure mais que isso.
Quando escrevi sobre "O Corintiano" citei esse filme como exemplo de cinema popular atual que não seja estrelado por ator global. Ok, a Globo exibiu na TV e tem Míriam Freeland no elenco principal, mas as pessoas devem lembrar mais dela na Record e o filme não foi vendido como produto global.
Assim como no filme de Mazzaropi, aqui também vemos registros de coisas que não são mais comuns mesmo em cidade pequena como um cinema que não está num shopping e que acaba se tornando atração na cidade, bem como os "vizinhos de TV", aquelas pessoas mais abastadas que chamavam as outras para ver televisão em casa (sem contar os filmes de kung fu sendo tão populares quanto os de super-heróis hoje em dia).
Outro diferencial do filme é o fato de passar fora do eixo Rio-SP (OK, "O Auto da Compadecida" e "Lisbela e o prisioneiro" também, mas são filmes da década passada já). Mesmo quem não é cearense se motiva a assistir porque tem parente lá ou em estados vizinhos, sem contar a preseça de algumas caras conhecidas (Falcão) e um humor escrachado sem ser retardado (aprende, Globo Filmes).
Aqui a referência é menos Mazzarópi e mais chanchada/pornochanchada. Não na parte sexual, pois não tem cenas de nudez, mas na parte de parodiar obras estrangeiras, assim como o clássico "Kung Fu contra as bonecas", que fora realizado bem na época em que os filmes de kung fu estavam em voga.
Aliás, que pena que Adriano Stuart tenha morrido 4 anos antes do filme ser lançado pois uma participação dele seria uma ótima ponte entre os filmes. Quem nós temos no elenco para representar o cinema da época é Dedé Santana, ironicamente o não cearense dos Trapalhões sobreviventes.
Aqui temos também um filme mais palatável para o público urbano fã de blockbuster: não precisa de legenda para entender como "Cine Hollyúdi" e o roteiro é bem mais previsível, mas nem por isso é um filme menos divertido e original. Pena que não tenhamos ainda um cinema mais forte fora do eixo Rio-SP que nos dê mais pérolas como essa
Quebrar expectativas só é algo bom quando você consegue substituir o que era esperado por algo melhor. É o caso de "Guerra Infinita" e não é o caso de "Os Últimos Jedi". Infelizmente, "Vidro" faz parte do segundo time. O primeiro filme "Corpo Fechado" funcionava tão bem como um filme solo que não havia necessidade de uma continuação.
Como a situação de Shyamalan não era das melhores ele resolveu nos atiçar com uma coisa nova ("Fragmentado") pra depois nos entregar um produto forçado, que vai contra o clima criado no primeiro filme (que apesar de ser um filme de herói, tinha uma cara mais realista, o que destoa do que vemos aqui), com um roteiro cheio de coincidências, um plot twist de gosto duvidoso e um cameo do diretor completamente desnecessário.
Para não dizer que o filme é de todo ruim: a direção de arte é bem cuidadosa e James McAvoy continua bem na caracterização dos múltiplos personagens, mas nem isso salva o filme
A Primeira Tentação de Cristo
3.0 3372019 foi o ano em que as pessoas se inspiraram no Scorsese pra fazer seus filmes. "Coringa copiou "O rei da comédia" e "Taxi Driver", o especial do Porta dos Fundos se inspirou em "A última tentação de Cristo" e "Os parças" se inspirou em "Os bons companheiros" (tá isso agora foi zueira)
Não só o video tem o título parecido com o filme do diretor, como o plot twist é rigorosamente o mesmo. Quem diz que o especial é blasfemo com certeza não o viu, pois ambas as obras mostram um Jesus relutante em aceitar sua missão, mas que resolve seguir o caminho traçado pelo Pai, com a diferença de que o diretor nova-iorquino resolveu não fazer referências a passas no arroz e a tias racistas, homofóbicas e esclerosadas. No mais o filme não fica devendo a nenhuma obra satírica já feita sobre o filho do Homem
Polar
3.2 432 Assista AgoraApesar de se chamar "Polar" e do personagem principal ser chamado de Kaiser não é um filme sobre cervejas.
É quase uma versão mais sexual, debochada e sanguinolenta de "Accident Man". Só que aqui o motivo que coloca o assassino profissional contra seus colegas de profissão é a sua aposentadoria, pois caso ele morra antes da data em que deve se aposentar o dinheiro é dividido entre eles. Depois da Reforma da Previdência, esse tipo de coisa será bem comum.
Se o pai do Fabricio Cavalcanti fosse vivo ainda daria para fazer um versão desse filme em que ele enfrenta Paulo Guedes para poder se aposentar.
Apesar do final anticlimático e do roteirozinho meio capenga, vale a pena conferir. Mads Mikkelsen está ótimo fazendo cosplay de Snake e Vanessa Hudgens de Bjork.
Creed: Nascido para Lutar
4.0 1,1K Assista AgoraStallone é um Carlos Alberto de Nóbrega dos filmes de ação, só que em vez de um banco da praça ele tem um ringue de boxe ou um campo de tiro a céu aberto. E em vez do Matheus Ceará ou da Marlei Cevada ele dá espaço pro Michael B. Jordan e pro Ryan Coogler poderem brilhar e ter um lugar ao sol.
Conforme escreveu o Felipe M. Guerra no Facebook, quantas vezes nós vimos um mesmo ator fazendo o mesmo personagem por mais de 40 anos? (James Bond sempre muda de ator. Super-heróis a mesma coisa). E como se manter relevante depois de tanto tempo? Justamente porque nos entrega mais do mesmo porém respeitando suas limitações e dando espaço para a nova geração. Mas é bom o Adonis Creed se ligar, porque vira e mexe o Sly se livra de um coadjuvante da franquia (Mickey, Apollo, Adrian, Paulie...)
Desculpe Te Incomodar
3.8 283Se depois de ter dirigido "Garota 6" Spike Lee tivesse tomado ácido e assistido "Eles não usam black tie" e "Beijo 2348/72" provavelmente teria feito um filme assim. Tem horas que parece mais Spike Lee do que o próprio e mesmo assim tem personalidade, conseguindo ser tão realista quanto fantasioso, sobretudo na segunda metade.
Na minha opinião merecia ser mais premiado e reconhecido. Enquanto em "Pantera Negra" o protagonista é um monarca (a menos que você entenda que o protagonista é o Killmonger) e em "Infiltrado na Klan" é um homem da lei (que começa o filme infiltrado em um movimento revolucionário negro) aqui é um representante da classe trabalhadora (me sinto o último dos sindicalistas agora) suscetível às tentações do mundo corporativo e tão falho quanto cada um de nós. Aliás é a primeira vez que eu vejo um líder sindical oriental no cinema. Parabéns pela originalidade.
Conversando Com um Serial Killer: Ted Bundy
4.1 221Documentários sobre serial killers estão longe de serem originais, mas aqui o uso das gravações de conversas em fitas k7 faz toda a diferença pois influenciou também a edição da série, a montagem e mesmo as vinhetas emulando uma fita k7 sendo tocada, sequências com gravadores em ação intercaladas com fotos e vídeos da época e entevistas com os sobreviventes da época em que Ted Bundy atuava.
As Noivas de Copacabana
3.6 65Se você entrar na Netflix agora vai ver no mínimo umas 3 séries diferentes sobre homens charmosos, porém extremamente perigosos ("Ted Bundy Tapes", "You", "Dirty John"...). Miguel Falabella nessa minissérie não fica devendo a nenhum deles. Se não fossem os maneirismos de novela e algumas conveniências do roteiro talvez tivesse mais aceitação pelo público acostumado a Netflix (mesmo as séries atuais da Globo procuram agora ter mais cara de série gringa do que de novela).
Destaque também para o personagem de Ricardo Petraglia fazendo o papel de liberal moralista. O tom caricato do personagem se encaixa na proposta da série principalmente quando chega perto do final e a identidade do assassino vai ficando evidente.
A série até arrisca nos seus últimos capítulos uma crítica ao machismo em algumas cenas de tribunal protagonizadas por Milton Gonçalves e Marieta Severo.
Não bastassem os atores se destacarem, cabe lembrar que o argumento original é do Dias Gomes, que dispensa maiores apresentações e direção geral do Roberto Farias, o mesmo responsável pelos filmes do Roberto Carlos". O próprio Roberto faz graça consigo mesma em uma das falas da série
Amazônia em Chamas
3.4 23Se vocês passaram raiva com os deslizes históricos de "Bohemian Rhapsody" saibam que no universo desse filme "Vale Tudo" tava passando na TV em 1980 quando fora assassinado o antecessor de Chico Mendes na presidência do Sindicato, Wilson Sousa Pinheiro. Ok, para o estrangeiro isso não faz diferença, mas então porque não colocar cena da novela no dia em que o Chico é morto? Fora outros deslizes como escrever "CUT" em vez de "PT" dentro da estrela vermelha do lado de fora do sindicato, demonstrando o quanto produção para a TV no século passado muitas vezes era desleixada, mesmo sendo da HBO.
O maior mérito do filme talvez seja a presença de Raul Julià, ainda que não nos entregue um meio termo convincente entre o homem simples da Amazônia e o líder revolucionário e destemido, porém quando precisa demonstrar essa última faceta cumpre bem o papel que lhe rendeu um Globo de Ouro póstumo.
Vale lembrar que durante muito tempo esse foi possivelmente o único registro de Chico Mendes em uma obra não documental (depois veio "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes" da Glória Perez na Globo).
Star Wars, Episódio VIII: Os Últimos Jedi
4.1 1,6K Assista AgoraConfesso que gosto da ideia de quebrar algumas expectativas, porém acho que daria para fazer isso com menos personagens, menos reviravoltas no roteiro e sem jogar no lixo personagens do filme anterior.
TLJ seria um puta filme se não ficasse toda hora criando expectativa pra não acontecer absolutamente nada. "Era uma vez em Hollywood" sim, sabe quebrar expectativas e entregar algo melhor em troca
Era Uma Vez em... Hollywood
3.8 2,3K Assista AgoraTarantino sempre colocou momentos bem-humorados nos seus filmes, mas aqui ele usa e abusa, principalmente na conclusão da cena com Bruce Lee e na cena em que conhece a atriz mirim. Nesta em específico é interessante notar como é uma cena que começa engraçada, fica triste e encerra com uma tiradinha espirituosa.
Guardadas as devidas proporções, me lembrou os filmes que eu assisti do Sidney Lumet, "Um dia de cão" e "Find me guilty", que tem situações que nas mãos de outros diretores cairiam no cômico (um assalto que dá errado e um mafioso que resolve se defender no tribunal), mas acabam revelando grandes dramas
É interessante como aqui Tarantino tem um baita controle da narrativa que o permite quebrar nossas expectativas, mas entregando algo melhor em troca (OUVIU RIAN JOHNSON?). Isso fica claro também na cena em que o personagem de Brad Pitt insiste em ver seu velho amigo no rancho da Família Manson.
Meu único porém é que a nerdice de Tarantino que o faz querer sempre demonstrar que ele conhece mais filmes que todo mundo aqui algumas vezes mais trava o ritmo do filme do que o movimenta (e eu gosto dessa nerdice, por motivos óbvios), fora as sequências longas de Pitt dirigindo e a sequência de Sharon Tate no cinema (mas essa é justificável pra mostrar o respeito de Tarantino pela atriz)
Para terminar: alguém notou Martin Kove no filme? E a Maya Hawke? Tem gente nesse filme que eu só descobri vendo nos créditos finais.
Alita: Anjo de Combate
3.6 838 Assista AgoraTalvez eu seja mais exigente com filmes com atores mostrando o rosto do que com animação. Provavelmente se eu visse o anime (que eu já li que tem um enredo mais elaborado que o filme) eu relevasse o fiapo de roteiro e o pouco desenvolvimento dos personagens (pelo menos dos vilões. Até agora não entendi qual é a do Grewishka. Ele é cusão por esporte? Será que eu exigiria tanto se fosse um personagem de desenho).
Acho que a presença de atores consagrados deixou minhas expectativas altas. Christoph Waltz não parece que já ganhou Oscar (não consigo acostumar com ele fazendo papel de mocinho). Mahershala Ali muito menos. Jennifer Connelly merecia mais tempo em cena.
Para não dizer que não há qualidades: as cenas de ação ficaram perfeitas, bem como os efeitos especiais. O CGI parece convincente, mas a impressão que tive vendo esse filme foi a mesma de "Avatar" - um puta espetáculo visual, mas não mais do que isso.
Capitã Marvel
3.7 2,0K Assista AgoraNão é uma obra-prima como os filmes que os Irmãos Russo fizeram para a Marvel, mas está longe de ser uma merda como os dois primeiros filmes do Thor ou o terceiro do Homem de Ferro. Está no nível do filme de estreia do Homem Formiga.
Poderiam explorar melhor a capacidade de transformação dos Skrulls e fazer um suspense a la "Invasores de Corpos"? Sim
Poderiam ter colocado alguma referência a "Coração Satânico" ou a "Vingador do Futuro" (filmes em que há um plot twist com relação a identidade do protagonista)? Também.
Poderia o Nick Fury ser menos idiota neste filme (ok, as pessoas mudam em 22 anos, mas tanto assim?)? Com certeza.
Poderia ter mais músicas dos antigas, tal qual "Guardiões da Galáxia"? Certamente.
Isso tudo faz o filme ser ruim? Não necessariamente. É um filme divertido, com lutas bem coreografadas (embora tenham uma cena de luta muito confusa no último ato do filme), humor bem colocado (exceto pela cena em que Fury perde o olho que ficou meio forçada), um "girl power" sem ser forçado ou "lacrador" (como também foi em "Pantera Negra") e uma trama política secundária no mesmo estilo de outros filmes do estúdio, tal como o próprio Pantera (sem contar uma cena de perseguição a lá "Operação França")
Quanto ao carisma (ou falta de) de Carol Danvers: ela não me pareceu tão antipática, mas a sua amiga, Maria Rambeau, com bem menos tempo de cena cativa muito mais.
Lanterna Verde
2.4 2,4K Assista AgoraMelhor do que queimar o anel na lanterna
Existem atores que nasceram para determinados papéis. É o caso de Ryan Reynolds, que nasceu para ser o Deadpool, tanto é que além de ser seu intérprete no cinema é o produtor de seus filmes. Neste filme aqui parecem ter tentado fazer um Hal Jordan mais falastrãozinho e palhaço (não tanto quanto o herói da Marvel, é verdade), porém não deu certo.
Não bastasse isso ainda enfiaram um CGI meio tosco e um roteiro cheio de furos (se o vilão conseguiu ler a mente do herói em determinada parte do filme como é que não sabe como funciona o anel dele?). Nem chamar o diretor de dois filmes memoráveis do 007 ("Goldeneye" e " Cassino Royale") adiantou de nada.
Pelo menos serviu para mostrar como a Marvel reabilitou Ryan Reynolds e Taika Waititi. E não, Capitã Marvel não é ruim igual esse filme.
Decadência
3.4 9A única justificativa para a Globo ter feito essa minissérie foi a de encher o saco tanto do Collor quanto do Edir Macedo. Não dá pra acreditar que a mesma dupla que nos presenteou com o excelente " As Noivas de Copacabana" (Dias Gomes e Roberto Farias) tenha feito uma porra forçada dessa.
A recompensa de ver essa obra é a de ver Adriana Esteves em manifestações anti-Collor com a bandeira do PT (tanto a personagem dela na série quanto o partido na vida real foram iludidos por líderes evangélicos) e Virgínia Nowick seduzindo o já idoso Stênio Garcia (que não percebeu que era uma cilada) e merecendo o título de "Miss Cupim"
Labirinto
3.8 19Nessa série aqui Fábio Assunção presencia um assassinato em um local cheio de gente e faz questão de aparecer à vista de todos atrás da vítima com uma arma em punho o que prova que nenhuma pessoa precisa usar droga pra fazer merda. E ainda por cima um dos diretores dessa tralha é Mário Márcio Bandarra, o mesmo de "Inspetor Faustão e o Mallandro".
Com uma história mais furada que o carro do Sonny Corleone, o chamariz para as pessoas assistirem a série na época era a promessa de cenas de nudez dos atores e atrizes do elenco, mas hoje em dia em tempo de internet não tem sido mais tão eficaz.
Os pontos altos acabam sendo Antônio Fagundes tentando eletrocutar Malu Mader na banheira com um fio desencapado e no desfecho de seu personagem pendurado em um helicóptero (série ruim eu dou spoiler mesmo)
Mayhem: Senhores Do Caos
3.5 284Esse filme é a prova de que o jovem não precisa ser virjão e jogar videogame o dia todo pra fazer merda. Aliás, não precisaria nem do Heavy Metal.
O caso é que a Noruega é um país tão desenvolvido que não tem caos social o suficiente pra gerar tragédias então as pessoas, com bastante tempo livre, precisam criar confusão do jeito mais fútil e imbecil possível.
Se continuarmos retrocedendo e caindo algumas posições no IDH logo logo os nossos jovens não terão mais disposição, nem vigor físico pra matar ninguém.
Nós
3.8 2,4K Assista AgoraAo contrário da maioria das pessoas, eu gostei mais de "Corra!" do que deste, mas pode ser por conta da expectativa, a qual eu tinha mais alta antes de ver este do que antes de ver o anterior.
Em "Corra" você vai sabendo das coisas aos poucos até que no terceiro ato vem o "plot twist". Em "Nós" você já é jogado na trama sem que sejam dados muitos detalhes e o grande twist só vem perto do final. Não é algo ruim, quando você se entrega de cara para o filme, fora o fato de fugir do convencional dos filmes de terror e dos sustos fáceis. Porém, se você pisca o olho e perde alguns detalhes sua experiência sai um tanto prejudicada, mas não o suficiente para ser estragada.
Outra coisa que eu não entendi é a implicância com as "piadas" do filme. Para mim foram tão irrelevantes que eu nem lembro delas. Não sei porque o alvoroço.
Três Anúncios Para um Crime
4.2 2,0K Assista AgoraFilmes anticlimáticos geralmente são mal recebidos pelo espectador. Quando os personagens são um bando de sulistas que parecem estar competindo com os personagens dos filmes de Rob Zombie para ver quem ofende mais, isso fica pior ainda.
Por conta disso é de surpreender o quanto os personagens vão mudando de atitude a partir do momento em que vão se comunicando mais, sabendo de coisas que não estavam tão claras, descobrindo mais uns sobre os outros não sem antes terem feito merdas federais e quase ter deixado tudo a perder.
Talvez seja esse o grande mérito do filme, fora o fato de que uma frase bem bestinha dita por uma personagem sem importância ter ganhado relevância no decorrer da trama.
Rainhas do Crime
2.9 140 Assista Agora3 esposas de mafiosos tem que assumir os negócios da família depois das prisões dos maridos
ISSO aqui é Girl Power! CHUPA PANTERAS!
Baseado em uma HQ da Vertigo/DC. CHUPA MARVEL, QUE NUNCA TEVE UM SELO ADULTO DECENTE!
E que coincidência os filmes mais adultos da DC (esse e "Coringa")se passarem na mesma época (virada dos 70's para os 80's)e em cenários parecidos(a Gotham do filme do palhaço parece a NY daqui)
País da Violência
3.5 282 Assista AgoraUma mistura de "Uma noite de crime" e "Meninas Malvadas", só que ruim.
4 garotas de Salem, Massachusets, são acusadas injustamente de terem vazado dados pessoais dos moradores da cidade e tem que enfrentar o ódio da população. Uma premissa ótima, mas que só se efetiva depois de UMA HORA de invencionices estéticas na edição e cuja realização se dá em menos de meia hora e termina em aberto.
O tema da privacidade digital e da hipocrisia alheia fazendo vítima merecia uma abordagem melhor e as animações que aparecem na tela representando trocas de mensagens online se perdem ante as demais modernices que nem sempre contribuem para o andamento da história
Bacurau
4.3 2,8K Assista AgoraO interessante da obra de Kléber é que ele não faz questão de te explicar a história de forma didática, mas você consegue entender o que acontece, pescando uma coisa aqui e outra ali.
Além do quê, o elenco nordestino e menos conhecido do grande público facilita a imersão de quem mora no sul, "uma região mais rica com descendentes de alemães e italianos" como dizem no filme. Uma versão cangaceira de "Zaroff, o caçador de vidas" com trilha sonora estilo "João Carpinteiro" e até uma lembrança de "Southern Comfort" com a diferença de que aqui o inimigo é realmente estrangeiro e eu sou mais os nordestinos que os cajuns, como o Lunga, interpretado pelo cearense Silvero Pereira
Tomara que ano que vem o povo venha preparado pra receber os Tony Juniores da vida.
NÃO DEIXE OS GRINGOS VIREM AQUI E COMER O CU DE SUA FAMÍLIA TODINHA
Buscando...
4.0 1,3K Assista AgoraHá filmes que acabam ficando mais notórios pelo seu formato do que pela história que contam. Esse é o caso do filme estrelado por John Cho da trilogia "Madrugada Muito Louca", que aqui, ironicamente, não suporta maconha e é casado. Ao menos fugiu do lugar comum de colocar uma família W. A. S. P. no núcleo central da trama.
Não é o primeiro filme a ser feito quase que exclusivamente só com uma tela de computador, janelas de programas e vídeos curtos e não será o último. Se esforça para prender a atenção do espectador e ludibriá-lo quanto a identidade do assassino, mas usando recursos que você já viu em outros filmes e mesmo assim não te ilude tanto já que no meio do filme você meio que "saca" quem é o vilão da história.
Entretém e não deixa de ser interessante, mas não procure mais que isso.
Cine Holliúdy
3.5 606Quando escrevi sobre "O Corintiano" citei esse filme como exemplo de cinema popular atual que não seja estrelado por ator global. Ok, a Globo exibiu na TV e tem Míriam Freeland no elenco principal, mas as pessoas devem lembrar mais dela na Record e o filme não foi vendido como produto global.
Assim como no filme de Mazzaropi, aqui também vemos registros de coisas que não são mais comuns mesmo em cidade pequena como um cinema que não está num shopping e que acaba se tornando atração na cidade, bem como os "vizinhos de TV", aquelas pessoas mais abastadas que chamavam as outras para ver televisão em casa (sem contar os filmes de kung fu sendo tão populares quanto os de super-heróis hoje em dia).
Outro diferencial do filme é o fato de passar fora do eixo Rio-SP (OK, "O Auto da Compadecida" e "Lisbela e o prisioneiro" também, mas são filmes da década passada já). Mesmo quem não é cearense se motiva a assistir porque tem parente lá ou em estados vizinhos, sem contar a preseça de algumas caras conhecidas (Falcão) e um humor escrachado sem ser retardado (aprende, Globo Filmes).
O Shaolin do Sertão
3.3 232 Assista AgoraAqui a referência é menos Mazzarópi e mais chanchada/pornochanchada. Não na parte sexual, pois não tem cenas de nudez, mas na parte de parodiar obras estrangeiras, assim como o clássico "Kung Fu contra as bonecas", que fora realizado bem na época em que os filmes de kung fu estavam em voga.
Aliás, que pena que Adriano Stuart tenha morrido 4 anos antes do filme ser lançado pois uma participação dele seria uma ótima ponte entre os filmes. Quem nós temos no elenco para representar o cinema da época é Dedé Santana, ironicamente o não cearense dos Trapalhões sobreviventes.
Aqui temos também um filme mais palatável para o público urbano fã de blockbuster: não precisa de legenda para entender como "Cine Hollyúdi" e o roteiro é bem mais previsível, mas nem por isso é um filme menos divertido e original. Pena que não tenhamos ainda um cinema mais forte fora do eixo Rio-SP que nos dê mais pérolas como essa
Vidro
3.5 1,4K Assista AgoraQuebrar expectativas só é algo bom quando você consegue substituir o que era esperado por algo melhor. É o caso de "Guerra Infinita" e não é o caso de "Os Últimos Jedi". Infelizmente, "Vidro" faz parte do segundo time. O primeiro filme "Corpo Fechado" funcionava tão bem como um filme solo que não havia necessidade de uma continuação.
Como a situação de Shyamalan não era das melhores ele resolveu nos atiçar com uma coisa nova ("Fragmentado") pra depois nos entregar um produto forçado, que vai contra o clima criado no primeiro filme (que apesar de ser um filme de herói, tinha uma cara mais realista, o que destoa do que vemos aqui), com um roteiro cheio de coincidências, um plot twist de gosto duvidoso e um cameo do diretor completamente desnecessário.
Para não dizer que o filme é de todo ruim: a direção de arte é bem cuidadosa e James McAvoy continua bem na caracterização dos múltiplos personagens, mas nem isso salva o filme