Aqui temos uma produção que foi feliz em todos os aspectos que se propôs: entregou um ótimo drama, boas reviravoltas e uma trama investigativa de qualidade. O elenco está super afiado e a sintonia entre eles é muito boa (curti demais ver a Dakota Fanning e a Sarah Snook juntas). O roteiro é organizado nas informações e sabe passar os segredos daquelas personagens sem fazer uma grande confusão cronológica. E aqui acredito que entra um pouco o aspecto investigativo, porque explicaram o que foi necessário explicar, mas sem se tornar repetitiva ou muito expositiva.
Mas acho que o grande acerto da série foi apresentar essa temática de como as mulheres se veem sozinhas quando são mães, mesmo estando casadas. Nós as sobrecarregamos com tarefas e julgamentos, e isso independente se elas querem ou não ter filhos: se querem, dizem que elas precisam se dedicar 100% ao lar, e se não querem dizem que elas estão erradas. A Jenny entra na vida da Marissa como aquela pessoa que entende o sofrimento da amiga e estende a mão, independente da visão que outras pessoas vão ter disso. É interessante ver como essa rede de apoio é construída. Já escrevi isso em outro comentário, mas é bastante comum ver mulheres relatando que se veem abandonadas por seus "parceiros" quando o filho nasce, até porque a sociedade dá um lugar bastante privilegiado para o homem não arcar com suas responsabilidades. O peter é o melhor exemplo disso: ele fez tudo aquilo sem medo algum porque, na cabeça dele, estava "tudo certo". Além dos claros traços de psicopatia do cara, há aí uma validação externa de que "você pode tudo", "o mundo é seu". Então ele começa a dominar, controlando todos ao seu redor como marionetes. Mais uma vez: há questões internas no indivíduo, mas também há um coletivo dizendo que tudo bem ele fazer o que quiser.
Para a mulher? Nah. Ela não pode. O mundo não dá escolhas para elas. Infelizmente.
Então, sim, eu gostei muito da série. Na verdade, deveria ter dado atenção antes, mas pelo menos essa temporada de premiações dá um alerta pra gente e mostra coisas boas que valem a pena.
Considerando que eu não esperava absolutamente nada dessa temporada de ST, consegui me divertir bastante e, melhor ainda, curtir o final. Sinceramente pensei que seria tão desastroso quanto o final de GOT, mas felizmente andou bem longe disso.
Foi previsível? Muito. Inclusive, aqui é bom destacar a fala da Max: "Conforto e felicidade? Mais clichê impossível", ao que o Will responde "Bem, é verdade sobre o conforto e a felicidade, mas a felicidade pode ser encontrada em muitos lugares". O final da série foi exatamente isso: algo confortável e feliz para (quase) todos os personagens, apesar de achar que, nesse ponto, o roteiro foi muito expositivo e não precisa pontuar esse final na fala dela para "se defender". Mas tudo bem.
Eu compreendo quem gostaria de algo mais impactante, com personagens principais morrendo e etc, mas... depois de tanto sofrimento? Eeerr... Pra mim, não dá. E além disso, sou um adepto dos finais felizes, então confesso que gostei dos rumos de cada um. Com relação à teoria do Will: é algo que faz sentido, mas será que a Kali ainda teria forças para fazer aquilo? Porque ainda se passa um tempo até o que acontece com ela e o momento em que todos voltam para a cidade. "Ah, mas mostrou a On"... podíamos estar vendo somente uma imagem do que o Will gostaria que fosse verdade.
Mas supondo que o Will esteja certo: também faz sentido ela não voltar, pois saberia que colocaria todos a sua volta em perigo. Mas também concordo que de todos ali ela que merecia o final mais feliz possível.
Mas outras questões ficaram abertas: e aquelas mulheres que receberam o sangue da Kali? É certo que a Kay queria a Onze para continuar os experimentos, mas será que esse tempo todo as transfusões da Kali não fizeram nenhum efeito? Não lembro realmente disso ter sido explicado na segunda parte. Eu até acho que o núcleo dos experimentos da Kay começou bem desenvolvido, mas foi perdendo força da metade até o final. E daí foi só uma série de decisões estupidas por parte do exército.
Outra coisa: quem era aquele cara que o mini Henry achou? E como ele tinha aquela maleta com um pedaço do que parecia ter vindo do "abismo"?
Bom, convenhamos que poderia ter sido pior. No fim, pra mim, o que vale é a jornada. E apesar de sentir que Stranger Things deveria ter sido finalizada antes pelo bem de sua história que foi exaustivamente alongada, é preciso dizer que vou sentir falta. Foram quase dez anos acompanhando essa série que moldou um nome na cultura pop (quer as pessoas gostem ou não) e nos entregou algumas cenas e personagens memoráveis. Quando eu coloco na balança, os acertos se sobressaem frente aos erros.
É aquilo né... era pra ter só uma temporada. A primeira foi muito boa, produziu reflexões sociais e filosóficas muito importantes, além de ter ótimos personagens e ser "criativa" dentro de uma proposta já muito explorada em distopias. Mas igual aos personagens gananciosos, a Netflix e os produtores queriam mais e então tivemos a desnecessária segunda temporada, trazendo o protagonista da primeira de volta ao campo de jogo e prometendo um plot de vingança que...
A última parte de "Round Six" é o atestado de que a série já não sabia para onde ir, que os roteiros já tinham atingido o máximo de criatividade e que a produção não sabia mais o que fazer com seus personagens. Um exemplo
claro disso está no núcleo do detetive: ele não resolve nada, não tem peso real para a trama e nem chega perto de ser uma ameaça. O sobrevivente do jogo atual pode até ter testemunhado o que viveu naquela ilha, mas... quem acreditaria nele? Isso considerando que todas as provas foram destruídas, e que haviam pessoas poderosas por trás capazes de silenciar qualquer autoridade. Então a figura de Jun-ho, embora promissora no começo, foi ficando sem objetivo. No último episódio, ele aparece e dá uns tiros numa tela grande, num vidro, olha para o irmão e... é isso. Não sentimos que houve um "encerramento" para ele.
Outra coisa que me incomodou foi exatamente não ter mostrado
se agora a população sabia dos jogos, se isso foi denunciado de alguma forma, afinal explodiram uma ilha. Imagino que os ricos excêntricos tenham silenciado tudo. Mas isso só faz parecer que a jornada do Seong Gi-hun, no final, não serviu muito. Instalações? Fazem outras (isso se já não estiverem feitas) e então o jogo continua. A mensagem de que ele conseguiu salvar uma vida inocente que nasceu em meio a toda aquela dor é muito bonita, de fato. Mas o problema vem de cima, das pessoas que assistem e financiam o jogo. Teria sido melhor nosso protagonista ter ido atrás deles.
Mas são muitos "e se".
Bom, chegamos ao final. Mas ao final desse aqui, porque
ao que tudo indica... teremos uma versão estadunidense? Isso não me surpreende, e confesso que estou curioso, especialmente se David Fincher estiver envolvido.
É necessário destacar, em primeiro ponto, que "O Eternauta" é adaptação de uma série de Histórias em quadrinhos que foram originalmente publicadas entre 1957 e 1959, escrita por Héctor Germán Oesterheld e desenhadas por Francisco Solano López. Então não vamos cair nessa de "os argentinos estão copiando os estadunidenses" pois esse tipo de comentário, além de ser completamente sem noção, está extremamente longe da verdade. É mais capaz (como sempre fazem com filmes e séries de outros países) que os estadunidenses tenham copiado os argentinos.
Com isso dito, a adaptação da Netflix foi muito feliz em sua primeira temporada. São seis episódios que apresentam bem os personagens e desenvolvem bem a atmosfera de suspense. Ricardo Darín entrega um protagonista deslocado de si mesmo, passando por questões internas que ele mesmo não compreende a origem.
Os primeiros episódios podem possuir um ritmo lento, mas na verdade eles constroem bem o campo para o que vem depois. O problema é que as pessoas querem as explicações para todos os acontecimentos nos primeiros dez minutos da trama, e isso é bastante problemático pois tira todo o ar de mistério e descoberta do enredo. É risível essa falta de paciência.
O final deixou ótimos ganchos para a segunda temporada. E pela qual estou muito ansioso pois gostei bastante do que vi aqui. Atingiu demais minhas expectativas.
Não curti o começo do Daima, talvez por não compreender totalmente qual era sua proposta, talvez por pensar durante muito tempo que Dragon Ball era "menos história e mais pancadaria". Quando entendi que de fato Akira escreveu algo para dar mais contexto às suas criações, ficou mais fácil apreciar a obra. O desenvolvimento foi se tornando interessante, e o ato final é puro entretenimento.
"Daima" foi uma carta de amor aos fãs, e uma de despedida. A falta que Akira Toriyama fará será enorme. Não há como falar de produções shonen sem lembrar da enorme contribuição desse homem.
Essa é a forma mais "Akira Toriyama" de concluir uma saga! hahaha. É sempre o personagem mais improvável, é sempre o herói mais "absurdo". Assinatura do mestre continua viva.
Acho que o estilo da animação e a movimentação dos personagens é "novo" pra mim. Demorei para entender, e mesmo após a temporada finalizada não me acostumei 100% a esse traço. Mas em termos de enredo, achei interessante sim. Acho que cada núcleo funcionou bem, personagens novos foram bem apresentados e as mudanças não foram tão drásticas para quem já estava acostumado com o aranha do MCU. Ainda não curto a ideia do Peter ter um "mentor" (isso desde os filmes com a forte presença do Homem de Ferro), mas gosto da ideia dele manter os amigos próximos, afinal isso faz parte dele entender que não dá para fazer tudo sozinho.
Para uma temporada de estreia, diria que achei a história bem bacana. A animação me causa estranheza ainda, mas vai passar com o tempo.
Continua brilhante. Infelizmente não ganha a mídia necessária aqui no Brasil porque não passa em um serviço decente de streaming, mas a qualidade de Bleach TYBW é absurda: alto nível de animação e de roteiro, trazendo até coisas que não foram apresentadas no mangá. Tite Kubo está de parabéns por isso aqui, pois está mostrando que se importa mesmo em dar um fim digno para sua série e respeitar os fãs.
Difícil ter que esperar mais um ano para a temporada final, mas que realmente promete muito!
Mas mandaram a animação dessa temporada para a ...
Que negócio ruim. A história é até "boa". O confronto com o sub-20 e tals. Mas não rendeu porque esse tipo de anime precisa de uma animação mais fluída, com mais movimento como era na primeira temporada. 2/5 ainda é muito.
Desnecessário? Sim. Não chega nem perto do impacto e do quão bem feita foi a primeira temporada. A segunda se desenvolveu de uma forma muito anticlimática, sem muitos objetivos definidos: nós sabíamos que nosso protagonista
queria acabar com o jogo. Beleza até aí. Mas acho que ele não pensou muito bem no "como" fazer isso. Não rolou um plano mais bem elaborado. Ele achou mesmo que iriam deixar escapar aquele chip no implante?
O plot envolvendo o policial lá também foi ruinzinho.
E no último episódio aquele núcleo nem sequer apareceu (somente para revelar que o dono do barco faz parte do esquema, coisa que muita gente já suspeitava.... menos eu kkkkkk. Porque assim, achei tão irrelevante que não considerei ele "suspeito" de algo. Mas é assim, né. Acabou que o velho lá também tá dentro de umas coisas).
Aí os jogos ficaram em segundo plano para dar lugar a uma luta entre os que desejavam ir embora e os que desejavam ficar.
Isso eu achei bem repetitivo. E o roteiro não foi tão ousado quanto o da primeira temporada. O plot da mãe com o filho teria sido bem mais dramático se fosse com o molde do primeiro ano da série. Mas aqui parece que eles apertaram no freio e resolveram fazer uma coisa mais "limpa", talvez numa proposta mais puxada para o ar de "revolta" e vingança que pulsava no protagonista. E acabou que não foi nem uma coisa nem outra. Saca aquela salada que, depois de muito tempo, fica azeda? É mais ou menos isso.
A mocinha Nº11 também ficou sem rumo e ninguém sabe bem o que ela quer. Acho que nem ela.
DITO TUDO ISSO... que belo entretenimento. Se você conseguir colocar de lado o roteiro sem motivação, as atuações caricatas, a ausência de personagens interessantes
(beleza, trouxeram a jogadora Nº 120 que foi simplesmente incrível, e reutilizaram o amigo do Seong Gi Hun como alívio cômico, mas foram poucos momentos de brilho)
.... se você coloca tudo isso de lado, a desnecessária segunda temporada de Round 6 se torna divertida e com um gancho interessante para a terceira.
Mas parecia outra série. E não porque não tinha a violência da primeira temporada, mas porque a história aqui não sabia bem qual direção tomar, e isso prejudicou demais a construção de identidade da temporada. A gente não sabe o que ela quer nos dizer. Crítica ao capitalismo e a ganância humana? Ok, entendemos. Mas até isso ficou muito jogado de qualquer jeito
O roteiro expõe a violência e o racismo policial, a desigualdade de classes e a invisibilidade do corpo negro na sociedade... mas a ambientação é que estraga tudo, né? Ah, sei. Vi um comentário aqui> "pira olímpica num atentado dos anos 2000"... sendo que a chacina aconteceu em 1993.
Olha...
Enfim. Grandes atuações e histórias muito sensíveis.
O que alguns não entendem (e estamos em 2024!) é que muitas pessoas crescem rodeadas pela violência, e há muitas chances que elas continuem perpetuando isso. O último episódio é um retrato desse cenário: um garoto que cresceu sendo espancado por todos, abandonado por todos... o que resta para ele? Como ele, largado pela sociedade, vai lidar com os traumas? A violência é tudo o que ele conhece. E esse ciclo continua até hoje, em várias realidades.
Numa pesquisa rápida, vi que a vítima mais velha tinha 19 anos. O mais novo, 11. Foram oito crianças e jovens brutalmente assassinadas. Eles não estavam fazendo mal a ninguém. Os desgraçados que mataram? Soltos. Livres. Nenhum peso sob eles.
Os dois primeiros episódios são muito bons, mas infelizmente a série vai perdendo fôlego em seu desenvolvimento. Já no final, fica o sentimento amargo de "tanto faz". As relações entre os personagens é mal desenvolvida, e eles ainda são colocados em cenas desnecessárias que em nada acrescentam para a trama. O protagonista (aqui assumo que seja o Ralph) é irritante ao extremo, e nada carismático. Aliás, o carisma esteve em falta nesse elenco.
Confesso que não esperava uma série tão pesada. E acho que tudo se torna ainda mais denso quando sabemos que é uma história real, tanto do Richard Gaad quanto de várias outras pessoas por aí que ainda desconhecemos, que passam diariamente por vários tipos de abusos e sofrimentos inimagináveis.
Primeiro, destaco a coragem de Gaad em contar suas experiências para o público. Requer um alto nível de sensibilidade e de autoconhecimento. Sua história foi contada de forma responsável, alertando para outros tipos de violência que em muitas vezes nos passam despercebidas. Aquela cena
foi muito simbólica, e o silêncio dela diz muito sobre a quantidade de pessoas que são violentadas sexualmente e são ignoradas pelas instituições que deveriam protege-las ou mesmo tem alguma vergonha de falar como se elas tivessem alguma culpa. Donny passou a sentir ódio de si mesmo, e pensou realmente que a Martha era o que ele merecia.
E no segundo ponto, temos a figura da Martha que é de fato bastante complexa. Acho que não se trata somente de uma "stalker", mas sim de uma pessoa extremamente solitária, com sérios problemas mentais que foram se desenvolvendo desde cedo e que infelizmente não encontrou a ajuda necessária para impedir o avanço deles.
Essa foi uma série complicada de assistir. Me deixou bastante angustiado. Mas a considerei muito importante, como uma espécie de alerta muito necessário.
Provavelmente uma das adaptações mais aguardadas dos últimos anos. História muito interessante, batalhas insanas e animação muito bem feita. Tudo em Solo Leveling funcionou sem nenhum problema, e fiquei bastante feliz com o resultado.
De fato um excelente elenco, mas um péssimo roteiro para uma última temporada. Quando vi que seriam somente três episódios, já fiquei com o pé atrás. E piorou quando introduziram novos plots como
o caso da mãe da Verônica. Até então, não lembro dela se questionar em nada sobre isso (a questão sempre foi muito sobre o pai dela, o que ele fez ou não), mas foram revelar a mãe biológica dela logo no último episódio da última temporada?!
E assim, não é como se isso fosse importante, pois realmente não acrescenta em nada para a personagem ou para a história como um todo. É só uma "informação" jogada, que não teve e nem terá desenvolvimento algum. Não teve uso, não teve objetivo. Foi realmente inútil.
O roteiro chamou a gente de burro e nem disfarçou. Mas não contentes com isso, também transformaram a protagonista em uma pessoa burra.
Verônica era analítica, desconfiada, sempre cuidadosa... e todas essas características que a faziam uma excelente investigadora foram jogadas no lixo no primeiro episódio quando ela conhece o Jerônimo e passa a confiar cegamente nele. Não fez o menor sentido.
A relação dela com a família também é posta de lado. A Glória simplesmente desaparece. As questões sobre o Jerônimo e o orfanato foram esquecidas.
Com exceção das cenas finais muito satisfatórias, todo o resto foi de mediano para ruim. É uma pena pois essa série começou muito bem. Mas também não acho correto julgar toda uma obra com base somente em três episódios: é inegável a importância social que uma produção como "Bom Dia, Verônica" possui, principalmente quando lembramos das estatísticas sobre violência doméstica e abusos contra as mulheres no Brasil. Essa série é apenas um pequeno recorte de tristes realidades, e que precisamos denunciar.
A série tem uma proposta muito boa, e começa bem, mas vai perdendo ritmo. Algumas resoluções são muito simples, muitos personagens - tirando o trio de protagonistas - nada carismáticos, e histórias que não conseguem te prender o suficiente. A ambientação é incrível, cenários muito bem escolhidos e trilha sonora igualmente boa, mas o roteiro poderia ter sido bem melhor e maior. Há um nível excelente de representatividade indígena, que considero necessário e foi bem executado. Mas todos os outros plots são fracos, infelizmente.
Merecia mais cuidado? Sim. Bem mais. O maior destaque é o grande Alfred Molina, numa atuação impecável, mas que também viu o desenvolvimento do seu personagem barrado nas limitações do roteiro. Infelizmente foi cancelada, mas acho que uma segunda temporada poderia ter consertado muitos erros.
Esse anime pegava o meu coração e o cortava em pequenos pedaços da forma mais impiedosa possível... ao mesmo tempo que o restaurava e me deixava quente e confortável. Uma obra bela, sensível e emocionante como poucas conseguem, e que toca nos nossos mais profundos sentimentos. Vou levar um tempo para me recuperar dessa jornada, mas foi algo que valeu muito a pena.
Imagina dizer que JUJUTSU NÃO TEM HISTÓRIA! hahahaha. Coisas que a gente só vê no filmow.
Esse anime/mangá está longe de ser somente pancadaria. Há uma série de questões no mundo jujutsu, e essa temporada mostrou como os ideais de dois grandes personagens se chocaram com relação à maneira que eles veem a dinâmica entre feiticeiros e humanidade. O Itadori é um exemplo de protagonista bem desenvolvido, que é falho e se sente inseguro, mas se arrisca mesmo diante de tantas perdas tão significativas. E uma das coisas boas: a história consegue sobreviver mesmo quando personagens muito carismáticos não aparecem na maior parte dos episódios, e ela vai além do seu protagonista. A construção do mundo Jujustsu é muito boa, apesar de que o sistema de poder é bastante complexo e, por vezes, ruim de entender. Mas ainda assim, no final, os personagens fazem valer a pena.
Excelente temporada. Uma pena todas as péssimas condições que o Mappa dá aos seus animadores, mas ainda assim é necessário ressaltar o incrível trabalho deles em muitos episódios.
É diferente do material base? Sim. Isso significa que é algo ruim? Não. Essa animação tomou várias liberdades e o resultado foi algo bastante criativo e divertido de acompanhar. Curti.
Pluto é uma criação de Naoki Urasawa e baseada em Astro Boy, do gênio Osamu Tezuka, mais especificamente em um arco chamado “The Greatest Robot on Earth”, em que um androide persegue e luta contra outros robôs para provar ser o mais forte. Astro Boy foi publicado entre 1952 e 1968, e o anime foi lançado em 1963.
Em “Pluto” (publicado entre 2003 e 2009), Urasawa reimagina uma parte do trabalho de Tezuka de uma maneira mais adulta, ganhando tons de mistério e suspense. No enredo, o robô detetive Gesicht passa a ser o responsável por investigar estranhos assassinatos, e logo ele descobre que há muito mais acontecendo.
Urasawa construiu uma história que nos fala sobre a dor e a construção do ódio. Um dos focos principais da trama
é em uma guerra que, no passado, destruiu um Estado chamado Pérsia.
Suas consequências são sentidas tanto para seres humanos quanto para robôs. O autor trabalha muito bem a mensagem antiguerra, mostrando que os conflitos nascem de um ódio injustificável em que todas as partes envolvidas sofrem perdas inocentes. É desse conjunto de traumas que nasce o ódio que alimenta os personagens. Mas o que fazer com o ódio? Ele é capaz de cegar, de controlar nossas ações. Ele nos rodeia, e ceifa diariamente milhares de vidas. Ele desaparece? Sua intensidade diminui com o tempo? No fim, ele será aquilo que nós faremos com ele. E no que conseguiremos transformá-lo? O que se pode fazer para evitar esse ciclo de dor?
Outras questões muito boas levantadas aqui são referentes às inteligências artificiais, os avanços tecnológicos e seus limites éticos e morais. Em Pluto, os robôs
estão se questionando e sendo questionados o tempo inteiro sobre seus “sentimentos” e como deveriam se portar em determinadas situações.
Urasawa produz uma versão humana desses robôs e traz eles para dilemas próximos daquilo que também vivemos, mas não sem criticar o desejo de autodestruição que a raça humana parece se orgulhar tanto.
Cada um dos sete robôs mais avançados é bem apresentado no anime, e todos eles possuem facetas carismáticas e desejos com os quais conseguimos nos conectar.
Algo que identifiquei quando li “Monster”, é que o autor sabe criar personagens interessantes, complexos e com uma boa carga contextual, mesmo que eles venham a aparecer pouco.
A Netflix fez um trabalho primoroso na direção artística. Os efeitos visuais estão absurdos, e possivelmente é o anime mais lindo do ano. É uma arte que brilha aos olhos, com cores que chamam atenção para o mundo futurista da série. Um trabalho primoroso, que no meu limitadíssimo conhecimento não consigo encontrar defeitos.
Facilmente uma das melhores produções do ano. Pluto traz temas e mensagens necessárias para nossa atualidade em uma perspectiva realista sobre o que é o homem.
Por não conhecer os contos do Poe de maneira tão profunda quanto gostaria (li alguns, há muito tempo), vou me limitar ao que a série apresentou. E dizer que Mike Flanagan acertou novamente. "The Fall Of The House Of Usher" tem uma atmosfera rica em suspense e terror, com personagens que beiram ao absurdo de tão detestáveis, e trabalha temáticas bem importantes como plano de fundo.
Até que ponto você iria pela chamada "glória eterna"? Pelo sucesso, riqueza e poder? Se alguém aparecesse na sua frente oferecendo o controle do mundo, você aceitaria? Tentador, certo? Acho que são questões que todos nós, em algum nível, pensamos em algum momento: sobre até onde o ser humano consegue ir para alcançar aquilo que quer, o que ele estaria disposto a sacrificar, mesmo sabendo dos riscos e consequências. O roteiro acerta o ponto na crítica à ganância e ao egoísmo do indivíduo, e em cada episódio somos conduzidos aos mundinhos particulares dos personagens e apresentados aos seus lados mais deploráveis.
Eles se pensam como invencíveis. Seus impérios são construídos encima dos corpos inocentes de outros seres humanos. O poder é tudo o que importa. Mas uma hora a conta chega, e não importa quem ou o quê voce é. A série vai muito bem ao expor as hipocrisias e contradiçoes dos mais ricos, e algumas falas da Verna botam o dedo na ferida sobre a concentração de renda em alguns poucos privilegiados que se veem como invencíveis. O horror sobrenatural existe, mas acho que o Flanagan acerta muito mais quando trabalha o "horror humano", bem presente nas figuras do Roderick, da Madeline e de uma família completamente desequilibrada. Não há laços entre os personagens, mas uma enorme indiferença. O fato de terem o mesmo sangue é um mero "detalhe". Tal como a HBO fez com Succession, a Netflix conseguiu apresentar bem a temática de uma família destruída por dentro.
Particularmente, gostei muito. Já curto bastante o Mike Flanagan desde "Hush", e aí veio Hill House. E aqui mais uma vez ele traz uma história muito envolvente com um elenco absurdamente talentoso. Bruce Greenwood tá ótimo, Willa Fitzgerald no papel da jovem Madeline foi excelente, mas de fato foi a Carla Gugino que roubava a cena.
(Novamente: não conheço tanto as obras do Poe, mas acho que devemos compreender que essa série adapta contos do autor, e muitas coisas vão funcionar e outras não.
Acho que agora entendo um pouco do porquê dizem que The Wire é uma das melhores séries já feitas.
A realidade que essa série trouxe é uma que muitos de nós, ainda hoje, esquecemos ou fingimos que não existe: a violência nas ruas, o tráfico, a negligência policial. O texto de The Wire é honesto e forte, não romantiza as vitórias e as derrotas. Não coloca os personagens nos campos do "bem" e do "mal", mas numa área profundamente cinzenta e cheia de camadas complexas. Todos aqui possuem uma moral profundamente questionável, pois os cenários e as relações de poder são voláteis. A qualquer momento o jogo muda, e uma vírgula errada pode significar o seu fim nele. Nada é certo.
E assim também é a vida, com todas as suas complicações.
McNulty é definitivamente um dos personagens mais simples e, ao mesmo tempo, dificeis que eu já vi numa série. Simples pois ele possui uma ideologia que o torna um policial comprometido, mas é esse nível de entrega que o torna complexo e autodestrutivo, uma bomba que pode explodir e levar quem estiver por perto. Um protagonista que consegue deixar o público intrigado, capaz de despertar empatia no mesmo nível que desperta o ódio. Mas nós não somos assim também? Quer dizer, ninguém agrada a todos, certo? A ideia é que não somos perfeitos. Os defeitos e qualidades do Jimmy são o que fazem dele um ser humano. E ele entende muito bem quem ele é.
Enfim. The Wire foi uma série de extrema importância, e tem muito a dizer para a sociedade atual. É uma verdadeira experiência.
De fato é impossível olhar para essa temporada e não dizer "OBRA-PRIMA!". Os novos personagens aprofundaram as temáticas que The Wire já trabalhava. O elenco juvenil e o núcleo envolvendo a escola foram um ponto alto do roteiro, que soube identificar o que muitos jovens sofrem na realidade. Temáticas como abuso e abandono parental são muito bem discutidas aqui.
As mudanças feitas nos status de alguns personagens serviram para mostrar como esse roteiro trabalha bem o desenvolvimento dos mesmos. Alguns desapareceram, outros ganharam mais espaço.
The Wire faz essas representações de mundo de uma forma muito crua, mas absurdamente interessantes. Que série incrível.
No começo me pareceu somente mais uma história de romance, porém vai se desenvolvendo de uma forma interessante e mostrando mais camadas. Ainda há muita coisa que precisa de explicação. E embora não tenha apresentado nada de muito novo, foi bem reconfortante em alguns momentos e as ideias foram bem executadas.
Tudo Culpa Dela
4.1 301 Assista AgoraAqui temos uma produção que foi feliz em todos os aspectos que se propôs: entregou um ótimo drama, boas reviravoltas e uma trama investigativa de qualidade. O elenco está super afiado e a sintonia entre eles é muito boa (curti demais ver a Dakota Fanning e a Sarah Snook juntas). O roteiro é organizado nas informações e sabe passar os segredos daquelas personagens sem fazer uma grande confusão cronológica. E aqui acredito que entra um pouco o aspecto investigativo, porque explicaram o que foi necessário explicar, mas sem se tornar repetitiva ou muito expositiva.
Mas acho que o grande acerto da série foi apresentar essa temática de como as mulheres se veem sozinhas quando são mães, mesmo estando casadas. Nós as sobrecarregamos com tarefas e julgamentos, e isso independente se elas querem ou não ter filhos: se querem, dizem que elas precisam se dedicar 100% ao lar, e se não querem dizem que elas estão erradas. A Jenny entra na vida da Marissa como aquela pessoa que entende o sofrimento da amiga e estende a mão, independente da visão que outras pessoas vão ter disso. É interessante ver como essa rede de apoio é construída. Já escrevi isso em outro comentário, mas é bastante comum ver mulheres relatando que se veem abandonadas por seus "parceiros" quando o filho nasce, até porque a sociedade dá um lugar bastante privilegiado para o homem não arcar com suas responsabilidades. O peter é o melhor exemplo disso: ele fez tudo aquilo sem medo algum porque, na cabeça dele, estava "tudo certo". Além dos claros traços de psicopatia do cara, há aí uma validação externa de que "você pode tudo", "o mundo é seu". Então ele começa a dominar, controlando todos ao seu redor como marionetes. Mais uma vez: há questões internas no indivíduo, mas também há um coletivo dizendo que tudo bem ele fazer o que quiser.
Para a mulher? Nah. Ela não pode. O mundo não dá escolhas para elas. Infelizmente.
Então, sim, eu gostei muito da série. Na verdade, deveria ter dado atenção antes, mas pelo menos essa temporada de premiações dá um alerta pra gente e mostra coisas boas que valem a pena.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 508 Assista AgoraConsiderando que eu não esperava absolutamente nada dessa temporada de ST, consegui me divertir bastante e, melhor ainda, curtir o final. Sinceramente pensei que seria tão desastroso quanto o final de GOT, mas felizmente andou bem longe disso.
Foi previsível? Muito. Inclusive, aqui é bom destacar a fala da Max: "Conforto e felicidade? Mais clichê impossível", ao que o Will responde "Bem, é verdade sobre o conforto e a felicidade, mas a felicidade pode ser encontrada em muitos lugares". O final da série foi exatamente isso: algo confortável e feliz para (quase) todos os personagens, apesar de achar que, nesse ponto, o roteiro foi muito expositivo e não precisa pontuar esse final na fala dela para "se defender". Mas tudo bem.
Eu compreendo quem gostaria de algo mais impactante, com personagens principais morrendo e etc, mas... depois de tanto sofrimento? Eeerr... Pra mim, não dá. E além disso, sou um adepto dos finais felizes, então confesso que gostei dos rumos de cada um. Com relação à teoria do Will: é algo que faz sentido, mas será que a Kali ainda teria forças para fazer aquilo? Porque ainda se passa um tempo até o que acontece com ela e o momento em que todos voltam para a cidade. "Ah, mas mostrou a On"... podíamos estar vendo somente uma imagem do que o Will gostaria que fosse verdade.
Mas supondo que o Will esteja certo: também faz sentido ela não voltar, pois saberia que colocaria todos a sua volta em perigo. Mas também concordo que de todos ali ela que merecia o final mais feliz possível.
Mas outras questões ficaram abertas: e aquelas mulheres que receberam o sangue da Kali? É certo que a Kay queria a Onze para continuar os experimentos, mas será que esse tempo todo as transfusões da Kali não fizeram nenhum efeito? Não lembro realmente disso ter sido explicado na segunda parte. Eu até acho que o núcleo dos experimentos da Kay começou bem desenvolvido, mas foi perdendo força da metade até o final. E daí foi só uma série de decisões estupidas por parte do exército.
Outra coisa: quem era aquele cara que o mini Henry achou? E como ele tinha aquela maleta com um pedaço do que parecia ter vindo do "abismo"?
Bom, convenhamos que poderia ter sido pior. No fim, pra mim, o que vale é a jornada. E apesar de sentir que Stranger Things deveria ter sido finalizada antes pelo bem de sua história que foi exaustivamente alongada, é preciso dizer que vou sentir falta. Foram quase dez anos acompanhando essa série que moldou um nome na cultura pop (quer as pessoas gostem ou não) e nos entregou algumas cenas e personagens memoráveis. Quando eu coloco na balança, os acertos se sobressaem frente aos erros.
E, pra mim, tá bom.
Round 6 (3ª Temporada)
3.2 316 Assista AgoraÉ aquilo né... era pra ter só uma temporada. A primeira foi muito boa, produziu reflexões sociais e filosóficas muito importantes, além de ter ótimos personagens e ser "criativa" dentro de uma proposta já muito explorada em distopias. Mas igual aos personagens gananciosos, a Netflix e os produtores queriam mais e então tivemos a desnecessária segunda temporada, trazendo o protagonista da primeira de volta ao campo de jogo e prometendo um plot de vingança que...
não deu certo.
A última parte de "Round Six" é o atestado de que a série já não sabia para onde ir, que os roteiros já tinham atingido o máximo de criatividade e que a produção não sabia mais o que fazer com seus personagens. Um exemplo
claro disso está no núcleo do detetive: ele não resolve nada, não tem peso real para a trama e nem chega perto de ser uma ameaça. O sobrevivente do jogo atual pode até ter testemunhado o que viveu naquela ilha, mas... quem acreditaria nele? Isso considerando que todas as provas foram destruídas, e que haviam pessoas poderosas por trás capazes de silenciar qualquer autoridade. Então a figura de Jun-ho, embora promissora no começo, foi ficando sem objetivo. No último episódio, ele aparece e dá uns tiros numa tela grande, num vidro, olha para o irmão e... é isso. Não sentimos que houve um "encerramento" para ele.
Outra coisa que me incomodou foi exatamente não ter mostrado
se agora a população sabia dos jogos, se isso foi denunciado de alguma forma, afinal explodiram uma ilha. Imagino que os ricos excêntricos tenham silenciado tudo. Mas isso só faz parecer que a jornada do Seong Gi-hun, no final, não serviu muito. Instalações? Fazem outras (isso se já não estiverem feitas) e então o jogo continua. A mensagem de que ele conseguiu salvar uma vida inocente que nasceu em meio a toda aquela dor é muito bonita, de fato. Mas o problema vem de cima, das pessoas que assistem e financiam o jogo. Teria sido melhor nosso protagonista ter ido atrás deles.
Mas são muitos "e se".
Bom, chegamos ao final. Mas ao final desse aqui, porque
ao que tudo indica... teremos uma versão estadunidense? Isso não me surpreende, e confesso que estou curioso, especialmente se David Fincher estiver envolvido.
O Eternauta (1ª Temporada)
3.7 165 Assista AgoraÉ necessário destacar, em primeiro ponto, que "O Eternauta" é adaptação de uma série de Histórias em quadrinhos que foram originalmente publicadas entre 1957 e 1959, escrita por Héctor Germán Oesterheld e desenhadas por Francisco Solano López. Então não vamos cair nessa de "os argentinos estão copiando os estadunidenses" pois esse tipo de comentário, além de ser completamente sem noção, está extremamente longe da verdade. É mais capaz (como sempre fazem com filmes e séries de outros países) que os estadunidenses tenham copiado os argentinos.
Com isso dito, a adaptação da Netflix foi muito feliz em sua primeira temporada. São seis episódios que apresentam bem os personagens e desenvolvem bem a atmosfera de suspense. Ricardo Darín entrega um protagonista deslocado de si mesmo, passando por questões internas que ele mesmo não compreende a origem.
Os primeiros episódios podem possuir um ritmo lento, mas na verdade eles constroem bem o campo para o que vem depois. O problema é que as pessoas querem as explicações para todos os acontecimentos nos primeiros dez minutos da trama, e isso é bastante problemático pois tira todo o ar de mistério e descoberta do enredo. É risível essa falta de paciência.
O final deixou ótimos ganchos para a segunda temporada. E pela qual estou muito ansioso pois gostei bastante do que vi aqui. Atingiu demais minhas expectativas.
Dragon Ball Daima
3.6 44 Assista AgoraNão curti o começo do Daima, talvez por não compreender totalmente qual era sua proposta, talvez por pensar durante muito tempo que Dragon Ball era "menos história e mais pancadaria". Quando entendi que de fato Akira escreveu algo para dar mais contexto às suas criações, ficou mais fácil apreciar a obra. O desenvolvimento foi se tornando interessante, e o ato final é puro entretenimento.
"Daima" foi uma carta de amor aos fãs, e uma de despedida. A falta que Akira Toriyama fará será enorme. Não há como falar de produções shonen sem lembrar da enorme contribuição desse homem.
Essa é a forma mais "Akira Toriyama" de concluir uma saga! hahaha. É sempre o personagem mais improvável, é sempre o herói mais "absurdo". Assinatura do mestre continua viva.
Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha (1ª Temporada)
3.6 48 Assista AgoraAcho que o estilo da animação e a movimentação dos personagens é "novo" pra mim. Demorei para entender, e mesmo após a temporada finalizada não me acostumei 100% a esse traço. Mas em termos de enredo, achei interessante sim. Acho que cada núcleo funcionou bem, personagens novos foram bem apresentados e as mudanças não foram tão drásticas para quem já estava acostumado com o aranha do MCU. Ainda não curto a ideia do Peter ter um "mentor" (isso desde os filmes com a forte presença do Homem de Ferro), mas gosto da ideia dele manter os amigos próximos, afinal isso faz parte dele entender que não dá para fazer tudo sozinho.
Para uma temporada de estreia, diria que achei a história bem bacana. A animação me causa estranheza ainda, mas vai passar com o tempo.
Bleach (19ª Temporada)
4.1 21Continua brilhante. Infelizmente não ganha a mídia necessária aqui no Brasil porque não passa em um serviço decente de streaming, mas a qualidade de Bleach TYBW é absurda: alto nível de animação e de roteiro, trazendo até coisas que não foram apresentadas no mangá. Tite Kubo está de parabéns por isso aqui, pois está mostrando que se importa mesmo em dar um fim digno para sua série e respeitar os fãs.
Difícil ter que esperar mais um ano para a temporada final, mas que realmente promete muito!
Blue Lock (2ª Temporada)
3.7 7 Assista AgoraMas mandaram a animação dessa temporada para a ...
Que negócio ruim. A história é até "boa". O confronto com o sub-20 e tals. Mas não rendeu porque esse tipo de anime precisa de uma animação mais fluída, com mais movimento como era na primeira temporada. 2/5 ainda é muito.
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417 Assista AgoraDesnecessário? Sim. Não chega nem perto do impacto e do quão bem feita foi a primeira temporada. A segunda se desenvolveu de uma forma muito anticlimática, sem muitos objetivos definidos: nós sabíamos que nosso protagonista
queria acabar com o jogo. Beleza até aí. Mas acho que ele não pensou muito bem no "como" fazer isso. Não rolou um plano mais bem elaborado. Ele achou mesmo que iriam deixar escapar aquele chip no implante?
O plot envolvendo o policial lá também foi ruinzinho.
E no último episódio aquele núcleo nem sequer apareceu (somente para revelar que o dono do barco faz parte do esquema, coisa que muita gente já suspeitava.... menos eu kkkkkk. Porque assim, achei tão irrelevante que não considerei ele "suspeito" de algo. Mas é assim, né. Acabou que o velho lá também tá dentro de umas coisas).
Aí os jogos ficaram em segundo plano para dar lugar a uma luta entre os que desejavam ir embora e os que desejavam ficar.
A mocinha Nº11 também ficou sem rumo e ninguém sabe bem o que ela quer. Acho que nem ela.
DITO TUDO ISSO... que belo entretenimento. Se você conseguir colocar de lado o roteiro sem motivação, as atuações caricatas, a ausência de personagens interessantes
(beleza, trouxeram a jogadora Nº 120 que foi simplesmente incrível, e reutilizaram o amigo do Seong Gi Hun como alívio cômico, mas foram poucos momentos de brilho)
Mas parecia outra série. E não porque não tinha a violência da primeira temporada, mas porque a história aqui não sabia bem qual direção tomar, e isso prejudicou demais a construção de identidade da temporada. A gente não sabe o que ela quer nos dizer. Crítica ao capitalismo e a ganância humana? Ok, entendemos. Mas até isso ficou muito jogado de qualquer jeito
(especialmente no formato daquelas votações intermináveis).
Precisava? Não. Mas veio aí, né. E espero que pare logo
Os Quatro da Candelária
3.9 46O roteiro expõe a violência e o racismo policial, a desigualdade de classes e a invisibilidade do corpo negro na sociedade... mas a ambientação é que estraga tudo, né? Ah, sei. Vi um comentário aqui> "pira olímpica num atentado dos anos 2000"... sendo que a chacina aconteceu em 1993.
Olha...
Enfim. Grandes atuações e histórias muito sensíveis.
O que alguns não entendem (e estamos em 2024!) é que muitas pessoas crescem rodeadas pela violência, e há muitas chances que elas continuem perpetuando isso. O último episódio é um retrato desse cenário: um garoto que cresceu sendo espancado por todos, abandonado por todos... o que resta para ele? Como ele, largado pela sociedade, vai lidar com os traumas? A violência é tudo o que ele conhece. E esse ciclo continua até hoje, em várias realidades.
Numa pesquisa rápida, vi que a vítima mais velha tinha 19 anos. O mais novo, 11. Foram oito crianças e jovens brutalmente assassinadas. Eles não estavam fazendo mal a ninguém. Os desgraçados que mataram? Soltos. Livres. Nenhum peso sob eles.
The Outsider
3.6 280 Assista AgoraOs dois primeiros episódios são muito bons, mas infelizmente a série vai perdendo fôlego em seu desenvolvimento. Já no final, fica o sentimento amargo de "tanto faz". As relações entre os personagens é mal desenvolvida, e eles ainda são colocados em cenas desnecessárias que em nada acrescentam para a trama. O protagonista (aqui assumo que seja o Ralph) é irritante ao extremo, e nada carismático. Aliás, o carisma esteve em falta nesse elenco.
A história é interessante, mas mal executada.
Bebê Rena
4.0 633 Assista AgoraConfesso que não esperava uma série tão pesada. E acho que tudo se torna ainda mais denso quando sabemos que é uma história real, tanto do Richard Gaad quanto de várias outras pessoas por aí que ainda desconhecemos, que passam diariamente por vários tipos de abusos e sofrimentos inimagináveis.
Primeiro, destaco a coragem de Gaad em contar suas experiências para o público. Requer um alto nível de sensibilidade e de autoconhecimento. Sua história foi contada de forma responsável, alertando para outros tipos de violência que em muitas vezes nos passam despercebidas. Aquela cena
dele com o pai no último episódio
E no segundo ponto, temos a figura da Martha que é de fato bastante complexa. Acho que não se trata somente de uma "stalker", mas sim de uma pessoa extremamente solitária, com sérios problemas mentais que foram se desenvolvendo desde cedo e que infelizmente não encontrou a ajuda necessária para impedir o avanço deles.
Essa foi uma série complicada de assistir. Me deixou bastante angustiado. Mas a considerei muito importante, como uma espécie de alerta muito necessário.
Solo Leveling (1ª Temporada)
4.0 53 Assista AgoraProvavelmente uma das adaptações mais aguardadas dos últimos anos. História muito interessante, batalhas insanas e animação muito bem feita. Tudo em Solo Leveling funcionou sem nenhum problema, e fiquei bastante feliz com o resultado.
(Foi renovada para a segunda temporada).
Mashle (2ª Temporada)
3.7 14Gosto muito. Anime divertido, engraçado, muito confortável de acompanhar e com personagens cativantes. Boa temporada.
Bom Dia, Verônica (3ª Temporada)
2.8 202 Assista AgoraDe fato um excelente elenco, mas um péssimo roteiro para uma última temporada. Quando vi que seriam somente três episódios, já fiquei com o pé atrás. E piorou quando introduziram novos plots como
o caso da mãe da Verônica. Até então, não lembro dela se questionar em nada sobre isso (a questão sempre foi muito sobre o pai dela, o que ele fez ou não), mas foram revelar a mãe biológica dela logo no último episódio da última temporada?!
O roteiro chamou a gente de burro e nem disfarçou. Mas não contentes com isso, também transformaram a protagonista em uma pessoa burra.
Verônica era analítica, desconfiada, sempre cuidadosa... e todas essas características que a faziam uma excelente investigadora foram jogadas no lixo no primeiro episódio quando ela conhece o Jerônimo e passa a confiar cegamente nele. Não fez o menor sentido.
A relação dela com a família também é posta de lado. A Glória simplesmente desaparece. As questões sobre o Jerônimo e o orfanato foram esquecidas.
Com exceção das cenas finais muito satisfatórias, todo o resto foi de mediano para ruim. É uma pena pois essa série começou muito bem. Mas também não acho correto julgar toda uma obra com base somente em três episódios: é inegável a importância social que uma produção como "Bom Dia, Verônica" possui, principalmente quando lembramos das estatísticas sobre violência doméstica e abusos contra as mulheres no Brasil. Essa série é apenas um pequeno recorte de tristes realidades, e que precisamos denunciar.
Three Pines
3.4 13A série tem uma proposta muito boa, e começa bem, mas vai perdendo ritmo. Algumas resoluções são muito simples, muitos personagens - tirando o trio de protagonistas - nada carismáticos, e histórias que não conseguem te prender o suficiente. A ambientação é incrível, cenários muito bem escolhidos e trilha sonora igualmente boa, mas o roteiro poderia ter sido bem melhor e maior. Há um nível excelente de representatividade indígena, que considero necessário e foi bem executado. Mas todos os outros plots são fracos, infelizmente.
Merecia mais cuidado? Sim. Bem mais. O maior destaque é o grande Alfred Molina, numa atuação impecável, mas que também viu o desenvolvimento do seu personagem barrado nas limitações do roteiro. Infelizmente foi cancelada, mas acho que uma segunda temporada poderia ter consertado muitos erros.
Shigatsu wa Kimi no Uso
4.5 110Esse anime pegava o meu coração e o cortava em pequenos pedaços da forma mais impiedosa possível... ao mesmo tempo que o restaurava e me deixava quente e confortável. Uma obra bela, sensível e emocionante como poucas conseguem, e que toca nos nossos mais profundos sentimentos. Vou levar um tempo para me recuperar dessa jornada, mas foi algo que valeu muito a pena.
Jujutsu Kaisen (2ª Temporada)
4.2 80 Assista AgoraImagina dizer que JUJUTSU NÃO TEM HISTÓRIA! hahahaha. Coisas que a gente só vê no filmow.
Esse anime/mangá está longe de ser somente pancadaria. Há uma série de questões no mundo jujutsu, e essa temporada mostrou como os ideais de dois grandes personagens se chocaram com relação à maneira que eles veem a dinâmica entre feiticeiros e humanidade. O Itadori é um exemplo de protagonista bem desenvolvido, que é falho e se sente inseguro, mas se arrisca mesmo diante de tantas perdas tão significativas. E uma das coisas boas: a história consegue sobreviver mesmo quando personagens muito carismáticos não aparecem na maior parte dos episódios, e ela vai além do seu protagonista. A construção do mundo Jujustsu é muito boa, apesar de que o sistema de poder é bastante complexo e, por vezes, ruim de entender. Mas ainda assim, no final, os personagens fazem valer a pena.
Excelente temporada. Uma pena todas as péssimas condições que o Mappa dá aos seus animadores, mas ainda assim é necessário ressaltar o incrível trabalho deles em muitos episódios.
Scott Pilgrim: A Série
3.9 61É diferente do material base? Sim. Isso significa que é algo ruim? Não. Essa animação tomou várias liberdades e o resultado foi algo bastante criativo e divertido de acompanhar. Curti.
Pluto (1ª Temporada)
4.1 49 Assista AgoraPluto é uma criação de Naoki Urasawa e baseada em Astro Boy, do gênio Osamu Tezuka, mais especificamente em um arco chamado “The Greatest Robot on Earth”, em que um androide persegue e luta contra outros robôs para provar ser o mais forte. Astro Boy foi publicado entre 1952 e 1968, e o anime foi lançado em 1963.
Em “Pluto” (publicado entre 2003 e 2009), Urasawa reimagina uma parte do trabalho de Tezuka de uma maneira mais adulta, ganhando tons de mistério e suspense. No enredo, o robô detetive Gesicht passa a ser o responsável por investigar estranhos assassinatos, e logo ele descobre que há muito mais acontecendo.
Urasawa construiu uma história que nos fala sobre a dor e a construção do ódio. Um dos focos principais da trama
é em uma guerra que, no passado, destruiu um Estado chamado Pérsia.
Outras questões muito boas levantadas aqui são referentes às inteligências artificiais, os avanços tecnológicos e seus limites éticos e morais. Em Pluto, os robôs
estão se questionando e sendo questionados o tempo inteiro sobre seus “sentimentos” e como deveriam se portar em determinadas situações.
Cada um dos sete robôs mais avançados é bem apresentado no anime, e todos eles possuem facetas carismáticas e desejos com os quais conseguimos nos conectar.
A Netflix fez um trabalho primoroso na direção artística. Os efeitos visuais estão absurdos, e possivelmente é o anime mais lindo do ano. É uma arte que brilha aos olhos, com cores que chamam atenção para o mundo futurista da série. Um trabalho primoroso, que no meu limitadíssimo conhecimento não consigo encontrar defeitos.
Facilmente uma das melhores produções do ano. Pluto traz temas e mensagens necessárias para nossa atualidade em uma perspectiva realista sobre o que é o homem.
A Queda da Casa de Usher
3.9 307 Assista AgoraPor não conhecer os contos do Poe de maneira tão profunda quanto gostaria (li alguns, há muito tempo), vou me limitar ao que a série apresentou. E dizer que Mike Flanagan acertou novamente. "The Fall Of The House Of Usher" tem uma atmosfera rica em suspense e terror, com personagens que beiram ao absurdo de tão detestáveis, e trabalha temáticas bem importantes como plano de fundo.
Até que ponto você iria pela chamada "glória eterna"? Pelo sucesso, riqueza e poder? Se alguém aparecesse na sua frente oferecendo o controle do mundo, você aceitaria? Tentador, certo? Acho que são questões que todos nós, em algum nível, pensamos em algum momento: sobre até onde o ser humano consegue ir para alcançar aquilo que quer, o que ele estaria disposto a sacrificar, mesmo sabendo dos riscos e consequências. O roteiro acerta o ponto na crítica à ganância e ao egoísmo do indivíduo, e em cada episódio somos conduzidos aos mundinhos particulares dos personagens e apresentados aos seus lados mais deploráveis.
Eles se pensam como invencíveis. Seus impérios são construídos encima dos corpos inocentes de outros seres humanos. O poder é tudo o que importa. Mas uma hora a conta chega, e não importa quem ou o quê voce é. A série vai muito bem ao expor as hipocrisias e contradiçoes dos mais ricos, e algumas falas da Verna botam o dedo na ferida sobre a concentração de renda em alguns poucos privilegiados que se veem como invencíveis. O horror sobrenatural existe, mas acho que o Flanagan acerta muito mais quando trabalha o "horror humano", bem presente nas figuras do Roderick, da Madeline e de uma família completamente desequilibrada. Não há laços entre os personagens, mas uma enorme indiferença. O fato de terem o mesmo sangue é um mero "detalhe". Tal como a HBO fez com Succession, a Netflix conseguiu apresentar bem a temática de uma família destruída por dentro.
Particularmente, gostei muito. Já curto bastante o Mike Flanagan desde "Hush", e aí veio Hill House. E aqui mais uma vez ele traz uma história muito envolvente com um elenco absurdamente talentoso. Bruce Greenwood tá ótimo, Willa Fitzgerald no papel da jovem Madeline foi excelente, mas de fato foi a Carla Gugino que roubava a cena.
(Novamente: não conheço tanto as obras do Poe, mas acho que devemos compreender que essa série adapta contos do autor, e muitas coisas vão funcionar e outras não.
The Wire (5ª Temporada)
4.6 122Acho que agora entendo um pouco do porquê dizem que The Wire é uma das melhores séries já feitas.
A realidade que essa série trouxe é uma que muitos de nós, ainda hoje, esquecemos ou fingimos que não existe: a violência nas ruas, o tráfico, a negligência policial. O texto de The Wire é honesto e forte, não romantiza as vitórias e as derrotas. Não coloca os personagens nos campos do "bem" e do "mal", mas numa área profundamente cinzenta e cheia de camadas complexas. Todos aqui possuem uma moral profundamente questionável, pois os cenários e as relações de poder são voláteis. A qualquer momento o jogo muda, e uma vírgula errada pode significar o seu fim nele. Nada é certo.
E assim também é a vida, com todas as suas complicações.
McNulty é definitivamente um dos personagens mais simples e, ao mesmo tempo, dificeis que eu já vi numa série. Simples pois ele possui uma ideologia que o torna um policial comprometido, mas é esse nível de entrega que o torna complexo e autodestrutivo, uma bomba que pode explodir e levar quem estiver por perto. Um protagonista que consegue deixar o público intrigado, capaz de despertar empatia no mesmo nível que desperta o ódio. Mas nós não somos assim também? Quer dizer, ninguém agrada a todos, certo? A ideia é que não somos perfeitos. Os defeitos e qualidades do Jimmy são o que fazem dele um ser humano. E ele entende muito bem quem ele é.
Enfim. The Wire foi uma série de extrema importância, e tem muito a dizer para a sociedade atual. É uma verdadeira experiência.
The Wire (4ª Temporada)
4.7 94De fato é impossível olhar para essa temporada e não dizer "OBRA-PRIMA!". Os novos personagens aprofundaram as temáticas que The Wire já trabalhava. O elenco juvenil e o núcleo envolvendo a escola foram um ponto alto do roteiro, que soube identificar o que muitos jovens sofrem na realidade. Temáticas como abuso e abandono parental são muito bem discutidas aqui.
As mudanças feitas nos status de alguns personagens serviram para mostrar como esse roteiro trabalha bem o desenvolvimento dos mesmos. Alguns desapareceram, outros ganharam mais espaço.
The Wire faz essas representações de mundo de uma forma muito crua, mas absurdamente interessantes. Que série incrível.
Meu Casamento Feliz (1ª Temporada)
3.8 34 Assista AgoraNo começo me pareceu somente mais uma história de romance, porém vai se desenvolvendo de uma forma interessante e mostrando mais camadas. Ainda há muita coisa que precisa de explicação. E embora não tenha apresentado nada de muito novo, foi bem reconfortante em alguns momentos e as ideias foram bem executadas.