Me prometeram filme de múmia e me deram (mais um) filme de possessão demoníaca. É um filme qualquer de alguém possuído, só que aqui tentam ambientar no Egito e nem isso conseguem fazer. Poderiam pelo menos usar os elementos clássicos das histórias de múmias pra uma imersão e originalidade, mas não. Realmente optaram em ir pelo caminho mais fácil e ainda fizeram isso em intermináveis DUAS HORAS DE FILME. Gente, qualquer um sabe que um filme de possessão dificilmente vai precisar de tanto tempo de tela, tanto que quando termina a gente percebe que os personagens não possuem quase nenhum desenvolvimento, só uma apresentação rasa de quem são e qual será seu papel ao longo da trama e nem mesmo a tão conhecida dinâmica familiar conseguiu ser bem usada. As crianças praticamente não têm qualquer importância e cada personagem está ali só pra contribuir com cenas exageradas que poderiam ser descartadas, mas é uma bagunça: tem levitação, cenas gore, vômito, se cortando, mordendo... Alguém fez uma listinhas com os clichês de filme de possessão e deu um jeito de enfiar no filme. Se queria chamar de "A Múmia", então porque não pesquisaram o básico para trazer algo grandioso que esse filme merecia? Cadê as maldições do antigo Egito? Tempestade de areia? Pragas? Tudo isso poderia muito bem ter sido usado por esse vilão, mas ele não faz nada. É o filme todo demonstrando "seu poder" até vermos um final previsível e chato.
A maior parte do tempo a gente morre de vergonha alheia porque Collin se submete a um tipo de vida deprimente. Não por se interessar por BDSM, mas por aceitar (BEM) menos do que merece, se tornando um capacho que é visto apenas como subserviência sem ser ouvido. É muito, muito triste. Mas, ao mesmo tempo, faz parte de sua jornada de amadurecimento, de construção de personagem. No entanto
esse "amadurecimento" vem parcialmente nas telas porque depois que o Ray vai embora e ele se sente finalmente pronto para tentar se relacionar, ele busca o mesmo tipo de homem na posição de "mestre", sem que o filme nos mostre o quanto esse "mestre" consegue ceder ou ouvi-lo, enquanto o Ray apenas foge quando se permite ter um vislumbre de uma relação mais leve. Ele gosta desse dia, isso fica nítido. Porém, ele escolhe fugir e ser um covarde. Ok, o Collin coloca pequenas regras na bio do App, mas ainda se coloca como subserviente e amarrando o cadarço do cara que ele literalmente acabou de conhecer. Não tem problema continuar praticamente de BDSM, desde que ele esteja feliz e ele chega a dizer com todas as letras que SIM, está feliz. No entanto, a gente mal vê esses momentos de felicidade dele. É o tempo todo obedecendo em cenas absurdamente desconfortáveis e sem afeto. Afeto que ele almeja, que ele lamenta não ter. Vez ou outra ele sorri com as poucas migalhas que recebe. Não temos como ter certeza até que ponto Collin vai permitir ser usado assim no futuro.
É um bom filme, apesar de surpreender mais nas situações em si do que no roteiro que acaba sendo mais previsível. E gosto bastante dos dois atores.
Qualquer edit que aparecer pra você no tiktok vai ser mil vezes melhor do que o filme em si. Apela pro visual com CGI em excesso e nem pra usar o clichê não presta. Bem ruim
Não achei ruim, mas também não achei bom. É menos cansativo de assistir do que muitos filmes de heróis, mas não gostei de nenhum personagem. O Wyatt Russell é um gostoso, mas o personagem é bem chatinho. Acho que a falta de personagens carismáticos fez com que o roteiro apostasse no humor, mas também não funciona porque destoa demais. Tem personagens com passado bem obscuro, mas não convence porque o filme está com uma piadinha a cada cinco minutos, esses personagens da Marvel parece que são todos humoristas de stand up antes de serem heróis, eles não conseguem manter seriedade e fica tudo muito infantil. 90% dos filmes da Marvel sofrem com isso. O vilão é um diferencial, talvez o maior acerto, mas ainda fiquei esperando algo mais.
Tudo terminar com discurso motivacional, algo como "não seja violento, é isso que ele quer" não me atrai mais, mas quando eu era pré-adolescente adorava esse tipo de coisa, então entendo quem goste.
É inegavelmente um filme majestoso. Os cenários, a quantidade de figuração, o figurino que a Elizabeth Taylor usa ao longe das mais de três horas de filme... tudo nele esbanja grandiosidade. Mas eu acho que os pontos positivos ficam por toda essa parte técnica e a atuação dela com certeza, mas achei o filme um tanto confuso. A narrativa chega a mudar de forma abrupta e eu descobri pesquisando que foi porque o ator que fazia o Júlio César desistiu e saiu do filme, tendo que mudarem o roteiro pra trazer a segunda parte focada especificamente no Marco Antônio e isso não é muito bem explicado, às vezes o filho dela some da história, nem sempre entendemos realmente o que está acontecendo. Acho que o filme foca na sedução dela e nos romances meio diplomáticos e esquece um pouco de centralizar melhor essa questão das regiões. Será que precisava ser tão longo assim o filme? Sabemos que não, mas dá pra ir parcelando e assistindo aos poucos. Não me arrependo de ver, mas não veria de novo.
Uma das melhores coisas que esse documentário mostrou foi o empenho em construir todo esse universo dos livros. Percebe-se que, mesmo os livros já tendo sido adaptados tanto para o cinema quanto para os jogos, existe um cuidado muito grande em inovar e não apenas copiar. Parece que não vão aproveitar quase nada do visual que vimos nos filmes e onde puderem inovar e criar quase que do zero, eles vão fazer. Aliás, acho que o Hogwarts Legacy tem servido de base pra muita coisa, já que tem uma galera mais nova que conheceu melhor Harry Potter pelo jogo. Hogwarts deixando de ser apenas um castelo europeu pra ter uma relação muito mais próxima com a natureza é o que mais me deixou empolgado, Até mesmo ratos e corujas que eles podiam botar um CGI ou animais de verdade, vão ter animatrônicos pra trazer mais veracidade em algumas cenas. O logo de Hogwarts que foi divulgado eu confesso que ainda me causa estranheza, mas acho que vai ser assim com muita coisa ainda. Não quer dizer que está ruim, apenas diferente até eu ir me acostumando. E a escolha do elenco foi bem acertado, pelo visto. Em algumas imagens que saíram, eu vejo muito a Hermione nessa nova atriz. Aquele papo de "os personagens me remetem aos atores dos filmes" ficou pra trás. Eu vejo os três personagens nesse novo trio. Inclusive eu estendo esse meu comentário aos demais atores: Dumbledore, Minerva e Snape. Único defeito que vi foi na dublagem. Eu espero que ainda não tenham decidido os dubladores ainda e que ainda estejam rolando testes, porque eu detestei essa voz no Snape. Não combina em nada nem com o personagem/ator e nem com a voz dele no original. Enfim, como ainda não saiu trailer dublado, espero que estejam sendo bem rigorosos nos testes com elenco de dublagem.
Queria entender quem teve a "brilhante" ideia de pegar Laranja Mecânica e enfiar apocalipse zumbi junto e ainda fazer um negócio ruim desses. Depois de um filme tão legal que respeita a os filmes antigos e consegue reinventar pra atualidade, a gente recebe essa porcaria? Dedicaram tanto tempo em pegar tudo de Laranja Mecânica (a gangue, a violência, o visual bizarro, o bordão "chiclete"...) que esqueceram que aqui é outra franquia. Não ficou bom.
Uma ótima adaptação. Praticamente tudo de importante no livro foi pro filme e ainda consertaram o final, que no livro é bem ruinzinho e bobo. Conseguiram dar mais tensão e adrenalina na cena final lá da casa. A história em si é meio novela, mas tem uma reviravolta interessante que muda um pouco as coisas. O maior ponto negativo do filme continua sendo o maior ponto negativo do livro
quer dizer que DO NADA justamente a policial que vai lá atender o chamado de repente já conhecia o cara e seu passado suspeito porque convenientemente a irmã sofreu nas mãos desse cara? E a mulher que é policial nunca pensou em se vingar ou fazer justiça, mesmo esse sendo o plot mais óbvio se ESSA POLICIAL fosse a protagonista?
Dá uma preguiça essa resolução novelesca, então eu tinha esperanças de darem uma amadurecida nesse ponto
"A mão que balança o berço" (eu AMO esse título) é famoso justamente pelo suspense bem construído do filme original e apesar de tantos elementos que podiam ser usados, senti que não souberam aproveitar e ficou tudo muito jogado, sem vida, sem personalidade... Ficou tudo muito raso. As atuações são boas, acho que a maioria vê até o fim mais por causa das duas atrizes mesmo. O filme não consegue trazer aquela atmosfera de suspense que só os filmes dos anos 90 possuem e acho que é o que mais pesa é que, sem saber brincar e aproveitar com o suspense, o filme apela pra uma violência gráfica no final que já não conversa com o que assistimos desde o começo. É uma pena um remake tão esquecível.
Depois de um péssimo sexto filme, finalmente Sidney volta para a franquia. Gostei bastante do filme porque ele não só traz a protagonista de volta, mas faz isso de um jeito um pouco diferente. Pela primeira vez a gente vê a personagem com sua família, sua tentativa de ter uma vida feliz depois de tanta desgraça ao longo dos anos. É legal ver a família unida contra um perigo iminente e também é interessante ver a relação da Sidney com a filha adolescente (aliás, preciso entender a cronologia sobre isso: em Pânico 4 (2011) Sidney está solteira e sem filhos, porque ela não comenta nada sobre família e mesmo assim sua filha teria 15 anos. Em Pânico 5 ela só aparece com as filhas gêmeas num carrinho de bebê e comenta que deixou as meninas em segurança com o Mark. Ou seja: única explicação plausível é o filme se passar pelo menos dois anos no futuro? Por volta de 2028 ou 2029? Se alguém souber...)
Claro que o filme não tem mais como inovar tanto, mas acho que isso é o que a gente já espera da franquia: mortes violentas, ligações ameaçadoras... e dessa vez ainda brincaram mais com a tecnologia atual. Não tem mais a originalidade e boas sacadas narrativas que os primeiros, mas ainda funciona, ainda é um ótimo entretenimento. As duas irmãs chatas dos filmes 5 e 6 não fizeram nenhuma falta e achei engraçado o filme alfinetar tanto o sexto filme sem a Sidney. Acho que o maior ponto negativo é a motivação do Ghostface. Lembro que fiquei tipo "Sério?" hahaha
Achei que a Anaconda (que leva o título do filme) acabou ficando em segundo plano. Eles podiam estar gravando qualquer outro filme que a premissa seria a mesma e mudaria só a "criatura" e o lugar. Parece que a primeira ideia era "um grupo atrapalhado vai fazer um filme e algo dá errado" e no processo eles decidiram que seria Anaconda. Tem até uma piadinha no filme sobre Hollywood começar a filmar sem nem terem o roteiro completo ainda...
Queria muito que tivessem feito um Anaconda de terror, porque eu amo o segundo filme e acho que todo mundo tem um pouco de medo e aflição de cobra, ainda mais uma Sucuri. Mas quando anunciaram esse elenco eu já imaginei que seria uma comédia pastelão. Uma pena.
Vou confessar que existem, sim, momentos divertidos e que dá para rir. Curiosamente, acho que ri das piadas que eles menos apostavam. A cena da picada da aranha e o lance da Sony me pegaram de surpresa. Legal ver Selton Melo em um filme desse nível global, mas queria ter visto mais dele.
Será que na época funcionou mais? Achei tão chatinho, talvez o mais interessante é ver que ela e o pai tinham toda aquela questão sobre a mãe dela ter largado a família e isso porque não mostraram nada, foi algo mais explorado com menos obviedade enquanto que a maioria dos filmes ia optar por ser mais explícito mostrando a mãe indo embora, trazendo mais exemplos visuais do impacto disso. Não sei se a intenção era realmente focar na trama da menina e o baile e deixar essa questão quase nos bastidores e trazendo à tona aos poucos. Mas pra mim funcionou bem. O que me incomodou foi
ela ficar com o chatinho lá. Preferia que ela tivesse ficado com o amigo dela que apesar daquela cena de ciúmes onde ele foi meio babaca, realmente se importava com ela, não magoava ela
A série entregou o que o público merece acima de tudo: um desfecho digno. Sempre que uma série foi cancelada, o streaming, produtora sei lá deveria ser obrigada a fazer um especial para finalizar a história que os fãs acompanharam ao invés de só descartar e desrespeitar fãs e assinantes. Aqui a gente vê como cada personagem recebeu um cuidado especial no seu próprio "final". Gosto quando citam personagens que não mudam, porque essa coisa de todo mundo se transformar no final não dá. É fantasioso demais. Foi um final bonito pra série e ainda deixa gosto de "quero mais" porque o final de cada personagem é claramente o início de um novo ciclo que poderia ser explorado em outra temporada se quisessem.
Eu teria gostado mais se a grande decisão a ser tomada não fosse com base em relacionamento, em dois homens brigando por uma mulher, em guiar sua vida pensando exclusivamente na pessoa com quem escolheu se relacionar. Como o filme cria a regra (bem absurda e injusta) de que você não pode visitar outras Eternidades e nem ter contato com moradores de lá, acaba que a pessoa não tem muito rumo. Se fosse uma pessoa solteira, ela só escolheria qualquer um e pronto, mas aí essa regra prende os personagens uns aos outros, porque o relacionamento é a única coisa que eles estão tendo a chance de manter, de levar pro outro lado. Teria sido bem mais interessante se eles levassem em consideração quem eles foram em vida (de forma independente e não como casal), seus acertos, erros, bondade, maldade... Mas acaba que tudo é sobre eles como casal, eles se relacionando... Sei lá, a vida é tanta coisa além de um namoro/casamento. Enfim, uma ideia legal mas mal executada na minha opinião.
Eu sei que a tal reviravolta e revelação é o grande mousse que o filme quer entregar, mas eu acho que teria sido muito mais interessante se fosse só mais um filme de desastre natural com pessoas buscando sobreviver. Tem um anime de poucos episódios na Netflix chamado Japão Submerso que consegue tudo o que esse filme tenta. Se tivessem seguido mais ou menos a mesma proposta podia ser um filmaço!
Uma porcaria. Talvez, um dia isso tenha sido interessante, afinal tem toda essa coisa de imaginar o futuro, era década de 60, tem uns efeitos e tal. Mas no geral, o filme tem UMA ideia interessante, que é a tal Inteligência Artificial como vilã, mas que é pouco aproveitada porque são cenas e mais cenas INTERMINÁVEIS do mais absolutamente nada, em meio a todo um cenário de infinitas possibilidades que essa IA poderia ser mais ameaçadora. A cena de abertura que tanto lambem até hoje, já é um sinal da chatice: Uma cena de 20 minutos de monotonia. E olha que eu gosto de narrativas lentas, desde que elas tenham um impacto real. Qualquer diretor fazendo um filme nesses moldes seriam esculhambado, mas como é o Kubrick, tem um monte de puxa-saco.
Eu achei um filme bom, mas não é pra todo mundo. A narrativa dele é propositalmente mais lenta e o clima depressivo é tanto que quando o filme acaba, a primeira coisa que você faz é dar um pesado suspiro. É sufocante a quantidade de personagens que acumula sentimentos, fica contendo as emoções... E pior que a gente fica esperando que eles explodam em algum momento em gritos e discussões, mas isso também não acontece. O objetivo do filme é te fisgar de outro jeito. Me incomodou um pouco a escolha da direção de pôr flashback, mas de forma mal preparada. Em algumas cenas até temos uma fotografia mais clara nas cenas passadas, mas não é um padrão. O personagem poderia ter ficado com barba no momento atual e sem barba nas cenas de lembranças porque funcionaria melhor na imersão. Uma coisa só que não entendi direito:
é onde estava a mãe das crianças durante o incêndio. Entendi que ela tinha subido para dormir e o cara saiu para comprar mais bebida, mas quando teve o incêndio, ela só saiu correndo da casa deixando as crianças lá dentro? Mostra os bombeiros segurando ela, mas a casa já estava toda em chamas e depois mostra ela sendo levada para o hospital
Gostei muito, mas só não dei 5 estrelas porque algumas coisas não saíram como eu esperava. Não sei bem se estou sendo influenciado pelo sabor amargo que fica no final do filme, mesmo essa sendo a intenção eu imagino, ou se os personagens realmente seguiram por um caminho que não condizia com suas personalidades ou com o momento. Por exemplo
O cara passou por uma coisa horrível na infância e isso criou um trauma enorme e acho que permanente em sua vida, mas isso acabou sendo deixado um pouco de lado. Serviu pra moldar a forma como ele agia na vida adulta, mas os caras não foram presos nem encontrados? Eles se afastaram ainda na infância, então eu esperava algum momento em que isso viria a tona, um desabafo entre os três? Um deles era meio gângster e nunca falou em vingança? Com a filha dele, ficou vingativo, mas não cresceu traumatizado e com sede de justiça pelo amigo? Senti que a amizade deles, a conexão não era assim tão forte. No fim, parece que eram só vizinhos que brincavam juntos às vezes. O cara matar o amigo e o policial ficar sabendo, mas não o prender confirma que a amizade deles não era tão importante assim. No fim, é sobre uma lealdade estranha. O cara que morreu (injustamente) sofreu tantas violências de tantas formas, inclusive pela falta de lealdade de um dos amigos que nem fez justiça por sua morte. Só deixou pra lá.
Ok, o filme pode ter tido exatamente essa intenção para que a gente tivesse a mesma sensação no final, mas isso me incomodou bastante.
Não é nada demais. Falavam tanto sobre violência extrema nesse filme, mas se isso foi mesmo violento nos anos 70, hoje em dia já não causa tanto impacto porque temos filmes bem mais polêmicos. Sei que o filme foi meio que usado como inspiração de certos crimes na época, com gente doida imitando as gírias, o jeito de se vestir, se portar e de causar medo, mas aí é um caso a parte. É mais sobre gente dodói da cabeça do que sobre o filme em si. A coisa mais traumatizante desse filme é o negócio nos olhos do ator, que eu fui pesquisar e me deu mais aflição ainda saber que foi real. No geral, o filme (especialmente a segunda metade) é mais sobre uma crítica social, a barbárie não só do criminoso, mas na punição violenta que a justiça defende, mesmo quando claramente ela não se mostra eficaz. Seria melhor se as atuações não fossem tão caricatas, sei lá. Já que é pra ser violento, que fosse mais sério, mais direto também.
A franquia começou de um jeito tão inteligente e inovador quando filme de possessão era tudo igual. Os dois primeiros filmes possuem uma essência de terror e suspense capazes de arrepiar até quem já está acostumado com o gênero. Quem não se arrepiou com sussurros no escuro? Ou deu um leve pulinho com bater de palmas? Ou apertou os olhos pronto pra desviar o olhar caso algo horrível surgisse na tela? Os dois primeiros filmes sabem mexer com nosso medo, sabem nos obrigar a usar a imaginação, a suposição do que está ou não ali, do que pode acontecer... e isso com um ótimo elenco e personagens que faziam a gente ter empatia. Não queríamos ver a família morrendo um por um. Na verdade, o filme nos fazia torcer, nos preocupar.
O terceiro, no entanto, saiu dos trilhos e trouxe elementos desconectados da franquia. A vontade de criar spin of e lucrar prejudicou muito o que estava sendo considerado o melhor terror em muito, muito tempo. Apostou em sustos baratos e até um exagero nos dons da Lorraine... Fora o tema que não teve a melhor abordagem e decepcionou.
Agora, eu até acho que conseguiram trazer algo melhor que o anterior, mas definitivamente eles não conseguem mais a essência do começo da franquia. Duvido muito que tivessem essa intenção, considerando que se antes a gente mal via o espírito e ficava só imaginando sua aparência, aqui eles mostram em excesso e justo quando claramente é uma maquiagem mequetrefe... Poxa, sei lá que decisão ruim. Se pelo menos fossem mostrado apenas em ambiente escuro ou que a gente não tivesse tanta clareza da aparência, acho que teria sido melhor. Não dá pra se assustar com esse filme e nem sentir medo. É um show de efeitos, vidros estilhaçando, gritos... Mas no geral é mais do mesmo.
De certa forma, a ideia é legal: trazer um foco maior na filha dela, os conflitos que ela tem, a mudança de postura da Lorraine por querer proteger sua família e levar a vida afastada do sobrenatural... Tudo isso eu gostei. Mas a parte do sobrenatural em si deixa muito a desejar.
Mas achei legal o final que deram para a franquia. Ficou com cara de final mesmo, foi até bonito de ver. Mas é um filme que dificilmente eu assistiria de novo. Foi só um passatempo mesmo.
Eu gostei muito do universo em que se passa essa nova versão. Acho muito maneiro essa junção de futurista com retrô e visualmente é bem legal, algo até meio Jetsons. Também acho que foi uma ótima escolha não ser um filme de origem contando a mesma coisa que todo mundo já conhece e o elenco é OK. Ninguém ali se destaca, os personagens não possuem tantas camadas, é tudo raso nisso. Mas sei lá, o filme acaba e a gente fica com aquela sensação tipo "Então, o filme é sobre um devorador de mundos que quer um bebê?" Ai o vilão chega e só fica andando. Literalmente, ele mal destrói uma rua, possui imponência pelo tamanho, mas é extremamente lento, não possui poderes e a Surfista também foi deixada de lado. Como se não bastasse, como é que a gente engole que um homem tão inteligente como Reed não viu problema em sua decisão de contar em rede nacional que escolheram não entregar o filho, condenando bilhões de pessoas? Ele não achou que soaria egoísta? Não cogitou que a recepção dessa informação seria negativa? Não pensou nas probabilidades? Não sei se o filme teve a intenção de retratar o Quarteto Fantástico tão midiático, mas é como eles se comportam nessa versão. Não falam com a população ou autoridades somente o necessário, mas fazem questão de dar a palavra final, de estarem no centro das atenções. Se o filme tentou mostrar heróis mais próximos da população, retratar como uma grande família, faltou noção dos personagens (ou do roteiro). Mas mesmo com coisas que não funcionaram como poderiam, ainda ficamos com gostinho de "quero mais". Ainda é um universo que dá pra acertar mais do que errar em sequências futuras.
Achei a primeira metade do filme mais interessante e com personagens melhores, até o clima de suspense e tensão era maior. Mas o filme é tão surpreendente, que até o final você fica sem saber o que vai acontecer e tudo o que você suspeita, o filme te entrega outra coisa. Não gosto muito desse ator da segunda parte (Justin Long) e pra piorar o personagem dele é insuportável e escroto, mas nem isso estragou minha experiência.
Não gosto do que o filme se propõe a fazer (sair do terror e ir para uma ação com ficção científica), mas dentro do que ele se propõe, acerta. Consegue ser um filme de ação, mas a personagem M3gan continua com sua essência. Temos ela mais debochada, sarcástica e com algumas melhorias que fazem sentido dentro da trama. Até o humor continua funcionando e o filme ainda é ousado o bastante para zoar a si mesmo com piadinhas ou a cena da M3gan cantando. Particularmente, acho que o filme seria muito mais interessante se mergulhasse mais no terror, mas até as cenas de mortes eles deram uma amenizada, talvez para atrair um público mais novo ou para que mais cenas possam circular nas redes sociais. Uma pena. Se tiver mais um filme, espero que eles voltem ao terror e suspense.
Maldição da Múmia
3.1 211 Assista AgoraMe prometeram filme de múmia e me deram (mais um) filme de possessão demoníaca. É um filme qualquer de alguém possuído, só que aqui tentam ambientar no Egito e nem isso conseguem fazer. Poderiam pelo menos usar os elementos clássicos das histórias de múmias pra uma imersão e originalidade, mas não. Realmente optaram em ir pelo caminho mais fácil e ainda fizeram isso em intermináveis DUAS HORAS DE FILME. Gente, qualquer um sabe que um filme de possessão dificilmente vai precisar de tanto tempo de tela, tanto que quando termina a gente percebe que os personagens não possuem quase nenhum desenvolvimento, só uma apresentação rasa de quem são e qual será seu papel ao longo da trama e nem mesmo a tão conhecida dinâmica familiar conseguiu ser bem usada. As crianças praticamente não têm qualquer importância e cada personagem está ali só pra contribuir com cenas exageradas que poderiam ser descartadas, mas é uma bagunça: tem levitação, cenas gore, vômito, se cortando, mordendo... Alguém fez uma listinhas com os clichês de filme de possessão e deu um jeito de enfiar no filme. Se queria chamar de "A Múmia", então porque não pesquisaram o básico para trazer algo grandioso que esse filme merecia? Cadê as maldições do antigo Egito? Tempestade de areia? Pragas? Tudo isso poderia muito bem ter sido usado por esse vilão, mas ele não faz nada. É o filme todo demonstrando "seu poder" até vermos um final previsível e chato.
Pillion
3.2 74A maior parte do tempo a gente morre de vergonha alheia porque Collin se submete a um tipo de vida deprimente. Não por se interessar por BDSM, mas por aceitar (BEM) menos do que merece, se tornando um capacho que é visto apenas como subserviência sem ser ouvido. É muito, muito triste. Mas, ao mesmo tempo, faz parte de sua jornada de amadurecimento, de construção de personagem. No entanto
esse "amadurecimento" vem parcialmente nas telas porque depois que o Ray vai embora e ele se sente finalmente pronto para tentar se relacionar, ele busca o mesmo tipo de homem na posição de "mestre", sem que o filme nos mostre o quanto esse "mestre" consegue ceder ou ouvi-lo, enquanto o Ray apenas foge quando se permite ter um vislumbre de uma relação mais leve. Ele gosta desse dia, isso fica nítido. Porém, ele escolhe fugir e ser um covarde. Ok, o Collin coloca pequenas regras na bio do App, mas ainda se coloca como subserviente e amarrando o cadarço do cara que ele literalmente acabou de conhecer. Não tem problema continuar praticamente de BDSM, desde que ele esteja feliz e ele chega a dizer com todas as letras que SIM, está feliz. No entanto, a gente mal vê esses momentos de felicidade dele. É o tempo todo obedecendo em cenas absurdamente desconfortáveis e sem afeto. Afeto que ele almeja, que ele lamenta não ter. Vez ou outra ele sorri com as poucas migalhas que recebe. Não temos como ter certeza até que ponto Collin vai permitir ser usado assim no futuro.
É um bom filme, apesar de surpreender mais nas situações em si do que no roteiro que acaba sendo mais previsível. E gosto bastante dos dois atores.
Anatema
1.4 8 Assista AgoraQualquer edit que aparecer pra você no tiktok vai ser mil vezes melhor do que o filme em si. Apela pro visual com CGI em excesso e nem pra usar o clichê não presta. Bem ruim
Thunderbolts*
3.4 465 Assista AgoraNão achei ruim, mas também não achei bom. É menos cansativo de assistir do que muitos filmes de heróis, mas não gostei de nenhum personagem. O Wyatt Russell é um gostoso, mas o personagem é bem chatinho. Acho que a falta de personagens carismáticos fez com que o roteiro apostasse no humor, mas também não funciona porque destoa demais. Tem personagens com passado bem obscuro, mas não convence porque o filme está com uma piadinha a cada cinco minutos, esses personagens da Marvel parece que são todos humoristas de stand up antes de serem heróis, eles não conseguem manter seriedade e fica tudo muito infantil. 90% dos filmes da Marvel sofrem com isso. O vilão é um diferencial, talvez o maior acerto, mas ainda fiquei esperando algo mais.
Tudo terminar com discurso motivacional, algo como "não seja violento, é isso que ele quer" não me atrai mais, mas quando eu era pré-adolescente adorava esse tipo de coisa, então entendo quem goste.
Cleópatra
4.0 325 Assista AgoraÉ inegavelmente um filme majestoso. Os cenários, a quantidade de figuração, o figurino que a Elizabeth Taylor usa ao longe das mais de três horas de filme... tudo nele esbanja grandiosidade. Mas eu acho que os pontos positivos ficam por toda essa parte técnica e a atuação dela com certeza, mas achei o filme um tanto confuso. A narrativa chega a mudar de forma abrupta e eu descobri pesquisando que foi porque o ator que fazia o Júlio César desistiu e saiu do filme, tendo que mudarem o roteiro pra trazer a segunda parte focada especificamente no Marco Antônio e isso não é muito bem explicado, às vezes o filho dela some da história, nem sempre entendemos realmente o que está acontecendo. Acho que o filme foca na sedução dela e nos romances meio diplomáticos e esquece um pouco de centralizar melhor essa questão das regiões. Será que precisava ser tão longo assim o filme? Sabemos que não, mas dá pra ir parcelando e assistindo aos poucos. Não me arrependo de ver, mas não veria de novo.
À Procura de Harry: A Arte por Trás da Magia
3.7 3 Assista AgoraUma das melhores coisas que esse documentário mostrou foi o empenho em construir todo esse universo dos livros. Percebe-se que, mesmo os livros já tendo sido adaptados tanto para o cinema quanto para os jogos, existe um cuidado muito grande em inovar e não apenas copiar. Parece que não vão aproveitar quase nada do visual que vimos nos filmes e onde puderem inovar e criar quase que do zero, eles vão fazer. Aliás, acho que o Hogwarts Legacy tem servido de base pra muita coisa, já que tem uma galera mais nova que conheceu melhor Harry Potter pelo jogo. Hogwarts deixando de ser apenas um castelo europeu pra ter uma relação muito mais próxima com a natureza é o que mais me deixou empolgado, Até mesmo ratos e corujas que eles podiam botar um CGI ou animais de verdade, vão ter animatrônicos pra trazer mais veracidade em algumas cenas. O logo de Hogwarts que foi divulgado eu confesso que ainda me causa estranheza, mas acho que vai ser assim com muita coisa ainda. Não quer dizer que está ruim, apenas diferente até eu ir me acostumando. E a escolha do elenco foi bem acertado, pelo visto. Em algumas imagens que saíram, eu vejo muito a Hermione nessa nova atriz. Aquele papo de "os personagens me remetem aos atores dos filmes" ficou pra trás. Eu vejo os três personagens nesse novo trio. Inclusive eu estendo esse meu comentário aos demais atores: Dumbledore, Minerva e Snape. Único defeito que vi foi na dublagem. Eu espero que ainda não tenham decidido os dubladores ainda e que ainda estejam rolando testes, porque eu detestei essa voz no Snape. Não combina em nada nem com o personagem/ator e nem com a voz dele no original. Enfim, como ainda não saiu trailer dublado, espero que estejam sendo bem rigorosos nos testes com elenco de dublagem.
Extermínio: O Templo dos Ossos
3.3 242 Assista AgoraQueria entender quem teve a "brilhante" ideia de pegar Laranja Mecânica e enfiar apocalipse zumbi junto e ainda fazer um negócio ruim desses. Depois de um filme tão legal que respeita a os filmes antigos e consegue reinventar pra atualidade, a gente recebe essa porcaria? Dedicaram tanto tempo em pegar tudo de Laranja Mecânica (a gangue, a violência, o visual bizarro, o bordão "chiclete"...) que esqueceram que aqui é outra franquia. Não ficou bom.
A Empregada
3.4 611 Assista AgoraUma ótima adaptação. Praticamente tudo de importante no livro foi pro filme e ainda consertaram o final, que no livro é bem ruinzinho e bobo. Conseguiram dar mais tensão e adrenalina na cena final lá da casa. A história em si é meio novela, mas tem uma reviravolta interessante que muda um pouco as coisas. O maior ponto negativo do filme continua sendo o maior ponto negativo do livro
quer dizer que DO NADA justamente a policial que vai lá atender o chamado de repente já conhecia o cara e seu passado suspeito porque convenientemente a irmã sofreu nas mãos desse cara? E a mulher que é policial nunca pensou em se vingar ou fazer justiça, mesmo esse sendo o plot mais óbvio se ESSA POLICIAL fosse a protagonista?
A Mão que Balança o Berço
2.3 83 Assista Agora"A mão que balança o berço" (eu AMO esse título) é famoso justamente pelo suspense bem construído do filme original e apesar de tantos elementos que podiam ser usados, senti que não souberam aproveitar e ficou tudo muito jogado, sem vida, sem personalidade... Ficou tudo muito raso. As atuações são boas, acho que a maioria vê até o fim mais por causa das duas atrizes mesmo. O filme não consegue trazer aquela atmosfera de suspense que só os filmes dos anos 90 possuem e acho que é o que mais pesa é que, sem saber brincar e aproveitar com o suspense, o filme apela pra uma violência gráfica no final que já não conversa com o que assistimos desde o começo. É uma pena um remake tão esquecível.
Pânico 7
2.7 397 Assista AgoraDepois de um péssimo sexto filme, finalmente Sidney volta para a franquia. Gostei bastante do filme porque ele não só traz a protagonista de volta, mas faz isso de um jeito um pouco diferente. Pela primeira vez a gente vê a personagem com sua família, sua tentativa de ter uma vida feliz depois de tanta desgraça ao longo dos anos. É legal ver a família unida contra um perigo iminente e também é interessante ver a relação da Sidney com a filha adolescente (aliás, preciso entender a cronologia sobre isso: em Pânico 4 (2011) Sidney está solteira e sem filhos, porque ela não comenta nada sobre família e mesmo assim sua filha teria 15 anos. Em Pânico 5 ela só aparece com as filhas gêmeas num carrinho de bebê e comenta que deixou as meninas em segurança com o Mark. Ou seja: única explicação plausível é o filme se passar pelo menos dois anos no futuro? Por volta de 2028 ou 2029? Se alguém souber...)
Claro que o filme não tem mais como inovar tanto, mas acho que isso é o que a gente já espera da franquia: mortes violentas, ligações ameaçadoras... e dessa vez ainda brincaram mais com a tecnologia atual. Não tem mais a originalidade e boas sacadas narrativas que os primeiros, mas ainda funciona, ainda é um ótimo entretenimento. As duas irmãs chatas dos filmes 5 e 6 não fizeram nenhuma falta e achei engraçado o filme alfinetar tanto o sexto filme sem a Sidney. Acho que o maior ponto negativo é a motivação do Ghostface. Lembro que fiquei tipo "Sério?" hahaha
Anaconda
2.5 263Achei que a Anaconda (que leva o título do filme) acabou ficando em segundo plano. Eles podiam estar gravando qualquer outro filme que a premissa seria a mesma e mudaria só a "criatura" e o lugar. Parece que a primeira ideia era "um grupo atrapalhado vai fazer um filme e algo dá errado" e no processo eles decidiram que seria Anaconda. Tem até uma piadinha no filme sobre Hollywood começar a filmar sem nem terem o roteiro completo ainda...
Queria muito que tivessem feito um Anaconda de terror, porque eu amo o segundo filme e acho que todo mundo tem um pouco de medo e aflição de cobra, ainda mais uma Sucuri. Mas quando anunciaram esse elenco eu já imaginei que seria uma comédia pastelão. Uma pena.
Vou confessar que existem, sim, momentos divertidos e que dá para rir. Curiosamente, acho que ri das piadas que eles menos apostavam. A cena da picada da aranha e o lance da Sony me pegaram de surpresa. Legal ver Selton Melo em um filme desse nível global, mas queria ter visto mais dele.
A Garota de Rosa-Shocking
3.6 552 Assista AgoraSerá que na época funcionou mais? Achei tão chatinho, talvez o mais interessante é ver que ela e o pai tinham toda aquela questão sobre a mãe dela ter largado a família e isso porque não mostraram nada, foi algo mais explorado com menos obviedade enquanto que a maioria dos filmes ia optar por ser mais explícito mostrando a mãe indo embora, trazendo mais exemplos visuais do impacto disso. Não sei se a intenção era realmente focar na trama da menina e o baile e deixar essa questão quase nos bastidores e trazendo à tona aos poucos. Mas pra mim funcionou bem. O que me incomodou foi
ela ficar com o chatinho lá. Preferia que ela tivesse ficado com o amigo dela que apesar daquela cena de ciúmes onde ele foi meio babaca, realmente se importava com ela, não magoava ela
Looking: O Filme
4.0 251 Assista AgoraA série entregou o que o público merece acima de tudo: um desfecho digno. Sempre que uma série foi cancelada, o streaming, produtora sei lá deveria ser obrigada a fazer um especial para finalizar a história que os fãs acompanharam ao invés de só descartar e desrespeitar fãs e assinantes. Aqui a gente vê como cada personagem recebeu um cuidado especial no seu próprio "final". Gosto quando citam personagens que não mudam, porque essa coisa de todo mundo se transformar no final não dá. É fantasioso demais. Foi um final bonito pra série e ainda deixa gosto de "quero mais" porque o final de cada personagem é claramente o início de um novo ciclo que poderia ser explorado em outra temporada se quisessem.
Eternidade
3.5 161 Assista AgoraEu teria gostado mais se a grande decisão a ser tomada não fosse com base em relacionamento, em dois homens brigando por uma mulher, em guiar sua vida pensando exclusivamente na pessoa com quem escolheu se relacionar. Como o filme cria a regra (bem absurda e injusta) de que você não pode visitar outras Eternidades e nem ter contato com moradores de lá, acaba que a pessoa não tem muito rumo. Se fosse uma pessoa solteira, ela só escolheria qualquer um e pronto, mas aí essa regra prende os personagens uns aos outros, porque o relacionamento é a única coisa que eles estão tendo a chance de manter, de levar pro outro lado. Teria sido bem mais interessante se eles levassem em consideração quem eles foram em vida (de forma independente e não como casal), seus acertos, erros, bondade, maldade... Mas acaba que tudo é sobre eles como casal, eles se relacionando... Sei lá, a vida é tanta coisa além de um namoro/casamento. Enfim, uma ideia legal mas mal executada na minha opinião.
A Grande Inundação
2.7 162 Assista AgoraEu sei que a tal reviravolta e revelação é o grande mousse que o filme quer entregar, mas eu acho que teria sido muito mais interessante se fosse só mais um filme de desastre natural com pessoas buscando sobreviver. Tem um anime de poucos episódios na Netflix chamado Japão Submerso que consegue tudo o que esse filme tenta. Se tivessem seguido mais ou menos a mesma proposta podia ser um filmaço!
2001: Uma Odisseia no Espaço
4.2 2,4K Assista AgoraUma porcaria. Talvez, um dia isso tenha sido interessante, afinal tem toda essa coisa de imaginar o futuro, era década de 60, tem uns efeitos e tal. Mas no geral, o filme tem UMA ideia interessante, que é a tal Inteligência Artificial como vilã, mas que é pouco aproveitada porque são cenas e mais cenas INTERMINÁVEIS do mais absolutamente nada, em meio a todo um cenário de infinitas possibilidades que essa IA poderia ser mais ameaçadora. A cena de abertura que tanto lambem até hoje, já é um sinal da chatice: Uma cena de 20 minutos de monotonia. E olha que eu gosto de narrativas lentas, desde que elas tenham um impacto real. Qualquer diretor fazendo um filme nesses moldes seriam esculhambado, mas como é o Kubrick, tem um monte de puxa-saco.
Manchester à Beira-Mar
3.8 1,4K Assista AgoraEu achei um filme bom, mas não é pra todo mundo. A narrativa dele é propositalmente mais lenta e o clima depressivo é tanto que quando o filme acaba, a primeira coisa que você faz é dar um pesado suspiro. É sufocante a quantidade de personagens que acumula sentimentos, fica contendo as emoções... E pior que a gente fica esperando que eles explodam em algum momento em gritos e discussões, mas isso também não acontece. O objetivo do filme é te fisgar de outro jeito. Me incomodou um pouco a escolha da direção de pôr flashback, mas de forma mal preparada. Em algumas cenas até temos uma fotografia mais clara nas cenas passadas, mas não é um padrão. O personagem poderia ter ficado com barba no momento atual e sem barba nas cenas de lembranças porque funcionaria melhor na imersão.
Uma coisa só que não entendi direito:
é onde estava a mãe das crianças durante o incêndio. Entendi que ela tinha subido para dormir e o cara saiu para comprar mais bebida, mas quando teve o incêndio, ela só saiu correndo da casa deixando as crianças lá dentro? Mostra os bombeiros segurando ela, mas a casa já estava toda em chamas e depois mostra ela sendo levada para o hospital
Sobre Meninos e Lobos
4.1 1,6K Assista AgoraGostei muito, mas só não dei 5 estrelas porque algumas coisas não saíram como eu esperava. Não sei bem se estou sendo influenciado pelo sabor amargo que fica no final do filme, mesmo essa sendo a intenção eu imagino, ou se os personagens realmente seguiram por um caminho que não condizia com suas personalidades ou com o momento. Por exemplo
O cara passou por uma coisa horrível na infância e isso criou um trauma enorme e acho que permanente em sua vida, mas isso acabou sendo deixado um pouco de lado. Serviu pra moldar a forma como ele agia na vida adulta, mas os caras não foram presos nem encontrados? Eles se afastaram ainda na infância, então eu esperava algum momento em que isso viria a tona, um desabafo entre os três? Um deles era meio gângster e nunca falou em vingança? Com a filha dele, ficou vingativo, mas não cresceu traumatizado e com sede de justiça pelo amigo? Senti que a amizade deles, a conexão não era assim tão forte. No fim, parece que eram só vizinhos que brincavam juntos às vezes. O cara matar o amigo e o policial ficar sabendo, mas não o prender confirma que a amizade deles não era tão importante assim. No fim, é sobre uma lealdade estranha. O cara que morreu (injustamente) sofreu tantas violências de tantas formas, inclusive pela falta de lealdade de um dos amigos que nem fez justiça por sua morte. Só deixou pra lá.
Ok, o filme pode ter tido exatamente essa intenção para que a gente tivesse a mesma sensação no final, mas isso me incomodou bastante.
Laranja Mecânica
4.3 3,9K Assista AgoraNão é nada demais. Falavam tanto sobre violência extrema nesse filme, mas se isso foi mesmo violento nos anos 70, hoje em dia já não causa tanto impacto porque temos filmes bem mais polêmicos. Sei que o filme foi meio que usado como inspiração de certos crimes na época, com gente doida imitando as gírias, o jeito de se vestir, se portar e de causar medo, mas aí é um caso a parte. É mais sobre gente dodói da cabeça do que sobre o filme em si. A coisa mais traumatizante desse filme é o negócio nos olhos do ator, que eu fui pesquisar e me deu mais aflição ainda saber que foi real. No geral, o filme (especialmente a segunda metade) é mais sobre uma crítica social, a barbárie não só do criminoso, mas na punição violenta que a justiça defende, mesmo quando claramente ela não se mostra eficaz. Seria melhor se as atuações não fossem tão caricatas, sei lá. Já que é pra ser violento, que fosse mais sério, mais direto também.
Invocação do Mal 4: O Último Ritual
2.9 475 Assista AgoraA franquia começou de um jeito tão inteligente e inovador quando filme de possessão era tudo igual. Os dois primeiros filmes possuem uma essência de terror e suspense capazes de arrepiar até quem já está acostumado com o gênero. Quem não se arrepiou com sussurros no escuro? Ou deu um leve pulinho com bater de palmas? Ou apertou os olhos pronto pra desviar o olhar caso algo horrível surgisse na tela? Os dois primeiros filmes sabem mexer com nosso medo, sabem nos obrigar a usar a imaginação, a suposição do que está ou não ali, do que pode acontecer... e isso com um ótimo elenco e personagens que faziam a gente ter empatia. Não queríamos ver a família morrendo um por um. Na verdade, o filme nos fazia torcer, nos preocupar.
O terceiro, no entanto, saiu dos trilhos e trouxe elementos desconectados da franquia. A vontade de criar spin of e lucrar prejudicou muito o que estava sendo considerado o melhor terror em muito, muito tempo. Apostou em sustos baratos e até um exagero nos dons da Lorraine... Fora o tema que não teve a melhor abordagem e decepcionou.
Agora, eu até acho que conseguiram trazer algo melhor que o anterior, mas definitivamente eles não conseguem mais a essência do começo da franquia. Duvido muito que tivessem essa intenção, considerando que se antes a gente mal via o espírito e ficava só imaginando sua aparência, aqui eles mostram em excesso e justo quando claramente é uma maquiagem mequetrefe... Poxa, sei lá que decisão ruim. Se pelo menos fossem mostrado apenas em ambiente escuro ou que a gente não tivesse tanta clareza da aparência, acho que teria sido melhor. Não dá pra se assustar com esse filme e nem sentir medo. É um show de efeitos, vidros estilhaçando, gritos... Mas no geral é mais do mesmo.
De certa forma, a ideia é legal: trazer um foco maior na filha dela, os conflitos que ela tem, a mudança de postura da Lorraine por querer proteger sua família e levar a vida afastada do sobrenatural... Tudo isso eu gostei. Mas a parte do sobrenatural em si deixa muito a desejar.
Mas achei legal o final que deram para a franquia. Ficou com cara de final mesmo, foi até bonito de ver. Mas é um filme que dificilmente eu assistiria de novo. Foi só um passatempo mesmo.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 551 Assista AgoraEu gostei muito do universo em que se passa essa nova versão. Acho muito maneiro essa junção de futurista com retrô e visualmente é bem legal, algo até meio Jetsons. Também acho que foi uma ótima escolha não ser um filme de origem contando a mesma coisa que todo mundo já conhece e o elenco é OK. Ninguém ali se destaca, os personagens não possuem tantas camadas, é tudo raso nisso. Mas sei lá, o filme acaba e a gente fica com aquela sensação tipo "Então, o filme é sobre um devorador de mundos que quer um bebê?" Ai o vilão chega e só fica andando. Literalmente, ele mal destrói uma rua, possui imponência pelo tamanho, mas é extremamente lento, não possui poderes e a Surfista também foi deixada de lado. Como se não bastasse, como é que a gente engole que um homem tão inteligente como Reed não viu problema em sua decisão de contar em rede nacional que escolheram não entregar o filho, condenando bilhões de pessoas? Ele não achou que soaria egoísta? Não cogitou que a recepção dessa informação seria negativa? Não pensou nas probabilidades? Não sei se o filme teve a intenção de retratar o Quarteto Fantástico tão midiático, mas é como eles se comportam nessa versão. Não falam com a população ou autoridades somente o necessário, mas fazem questão de dar a palavra final, de estarem no centro das atenções. Se o filme tentou mostrar heróis mais próximos da população, retratar como uma grande família, faltou noção dos personagens (ou do roteiro). Mas mesmo com coisas que não funcionaram como poderiam, ainda ficamos com gostinho de "quero mais". Ainda é um universo que dá pra acertar mais do que errar em sequências futuras.
Noites Brutais
3.4 1,2K Assista AgoraAchei a primeira metade do filme mais interessante e com personagens melhores, até o clima de suspense e tensão era maior. Mas o filme é tão surpreendente, que até o final você fica sem saber o que vai acontecer e tudo o que você suspeita, o filme te entrega outra coisa. Não gosto muito desse ator da segunda parte (Justin Long) e pra piorar o personagem dele é insuportável e escroto, mas nem isso estragou minha experiência.
Scooby-Doo! Doces ou Travessuras
3.3 10 Assista AgoraUma das melhores animações dos últimos anos. Além de uma trama que consegue trazer um pouco de inovação e muita nostalgia, ainda é muito divertido.
P.S: Velma lésbica e Daphne coxuda
M3GAN 2.0
2.7 228 Assista AgoraNão gosto do que o filme se propõe a fazer (sair do terror e ir para uma ação com ficção científica), mas dentro do que ele se propõe, acerta. Consegue ser um filme de ação, mas a personagem M3gan continua com sua essência. Temos ela mais debochada, sarcástica e com algumas melhorias que fazem sentido dentro da trama. Até o humor continua funcionando e o filme ainda é ousado o bastante para zoar a si mesmo com piadinhas ou a cena da M3gan cantando. Particularmente, acho que o filme seria muito mais interessante se mergulhasse mais no terror, mas até as cenas de mortes eles deram uma amenizada, talvez para atrair um público mais novo ou para que mais cenas possam circular nas redes sociais. Uma pena. Se tiver mais um filme, espero que eles voltem ao terror e suspense.