O filme segue uma trama muito interessante e bem construída, com uma premissa que chama bastante atenção. Apesar disso, o mistério é relativamente fácil de desvendar, o que acaba diminuindo o impacto do plot twist quando ele finalmente acontece. Ainda assim, essa previsibilidade acaba dizendo muito mais sobre a própria sociedade e os temas que o filme propõe discutir. No fim, mesmo sem surpreender tanto quanto poderia, é uma obra que vale pela ideia e pelas reflexões que levanta.
Um terror bem competente, que consegue construir uma tensão constante ao longo da narrativa. As atuações são sólidas e ajudam a dar credibilidade à história, enquanto a trama te prende até o final, mantendo o interesse e o suspense. No fim, é um filme que entrega o que promete e vale a pena assistir.
Simples na medida certa, e ainda assim um filme espetacular. É muito emocionante, mas sem cair no piegas, conduzindo tudo com sensibilidade e equilíbrio. Ryan Gosling está bem demais, entregando uma atuação cheia de nuances, e a amizade dele com Rocky é, sem dúvida, a alma do filme. A forma como o longa mistura os flashbacks com a trama principal funciona muito bem, ajudando a construir o emocional da história sem quebrar o ritmo. Mesmo trazendo várias referências à ficção científica, o filme usa essas inspirações com inteligência, sem parecer apenas uma cópia, mas sim uma homenagem bem feita. Além disso, é um filme que conversa com muitos temas importantes: solidão, otimismo, ambientalismo, amizade e, principalmente, o que nos torna humanos. Tudo isso é tratado de forma leve, mas muito significativa. É um filme lindo, daqueles que ficam com você depois que acabam — com certeza, um dos meus favoritos do ano.
Que filme bom. Eu não gosto muito de comparar obras — cada filme tem sua proposta — mas, já que ele está disputando diretamente com Hamnet no Oscar, aqui a sensação é de que ele dá um verdadeiro baile quando o assunto é fazer a arte dialogar com os problemas da vida real. O filme explora muito bem como a arte pode servir como forma de compreender, enfrentar e até transformar essas questões. É impressionante como tudo funciona em alto nível: as atuações são extraordinárias, a direção é segura e sensível, e a fotografia é simplesmente impecável. É daqueles filmes que conversam profundamente com o nosso tempo, abordando temas atuais com muita inteligência e emoção. No conjunto, é uma obra poderosa
O filme me deixou com sensações bem mistas. Existem cenas realmente espetaculares, muito bem filmadas e coreografadas, que mostram o potencial que o filme poderia ter alcançado. Por outro lado, há momentos que parecem mal dirigidos, quebrando o ritmo e a consistência da narrativa. O roteiro também dá a impressão de estar um pouco perdido, tentando misturar várias ideias e caminhos diferentes sem conseguir amarrá-los de forma satisfatória. No fim, fica aquela sensação de que o filme tinha bons elementos nas mãos, mas poderia ter sido muito mais se essa mistura tivesse sido melhor trabalhada.
Um filme muito bom, divertido e com aquela clara vibe de sessão da tarde. A continuação opta por seguir a narrativa do longa anterior, mas com uma pegada mais familiar, ampliando um pouco o tom mais leve da história. Existem boas cenas de ação, bem executadas e que mantêm o ritmo do filme. Ainda assim, ele não consegue impressionar como o primeiro. Os clichês aparecem com mais frequência e acabam soando mais cansativos e exagerados, perdendo um pouco da graça e do frescor que o filme anterior tinha. Mesmo assim, funciona como um entretenimento despretensioso, daqueles perfeitos para assistir em uma tarde tranquila.
Eu ainda não tinha visto nenhum filme da franquia, então resolvi começar pelo primeiro — e que ótima decisão. Gostei muito do que vi. Agora entendo perfeitamente por que tanta gente gosta desse filme e a importância que ele teve para revitalizar os filmes de zumbi nos anos 2000. É muito bem filmado, cria uma atmosfera tensa e imersiva, e conta com atuações impactantes que ajudam a dar peso emocional à história. Não é só sobre sobrevivência, mas sobre desespero, colapso social e humanidade em crise. Já terminei com vontade de engatar imediatamente na continuação para ver como essa história evolui.
Vamos falar de Pânico 7… e, para mim, é disparado o filme mais fraco de toda a franquia. O primeiro era uma metalinguagem afiada sobre os slashers. O segundo discutia continuações. O terceiro falava sobre encerrar trilogias. O quarto refletia sobre remakes. O quinto misturava reboot, “requels”, nostalgia e a relação tóxica entre fãs e franquias. O sexto já mostrava certo desgaste, voltando demais ao tema da nostalgia, mas ao menos ainda tinha um mistério minimamente intrigante. Já o sétimo… não parece ter nada a dizer. E isso é o mais grave para uma franquia que sempre se destacou justamente pelo comentário metalinguístico. Temas não faltavam — IA, retcon, manipulação de narrativa, cultura digital — mas o filme simplesmente não desenvolve nenhum deles de forma relevante. É como se ele próprio admitisse que não tem um discurso claro. O mistério é fraco, a revelação dos assassinos é pouco impactante e as motivações não convencem. Além disso, o roteiro apresenta várias inconsistências que enfraquecem ainda mais a experiência. Falta tensão, falta comentário, falta identidade. Nos bastidores, a demissão de uma das atrizes por posicionamentos políticos já sinalizava um processo turbulento, e o resultado final parece refletir esse caos. O único ponto realmente positivo é Neve Campbell, que continua dominando a personagem com autoridade e presença. Ainda assim, nem sei se isso é totalmente positivo — eu já estava satisfeito com o encerramento anterior da personagem. Vê-la novamente presa ao mesmo ciclo de perseguição tira um pouco do peso das despedidas anteriores. No fim, é uma grande decepção. Um filme que carrega o nome de uma franquia tão inteligente e acaba entregando justamente o que ela sempre criticou: vazio.
Que filme espetacular. A adaptação do conto da Cinderela é extremamente criativa ao optar pela perspectiva da meia-irmã — uma sacada inteligente que renova completamente uma história tão conhecida. A mensagem é poderosa, especialmente ao abordar a pressão estética feminina e a imposição constante de moldar o próprio corpo e comportamento para agradar ao olhar masculino. A narrativa é crua, direta, e o tom mais gore nunca soa gratuito ou exagerado; pelo contrário, é impactante na medida certa, reforçando o desconforto que a temática propõe. É um filme corajoso, provocador e muito bem construído. Sem dúvida, um dos melhores de 2025.
A Única Saída é uma adaptação do livro The Ax (O Corte). Eu nunca li a obra original, mas na época da faculdade assisti à versão francesa baseada no mesmo material — e era um filme muito bom. Por isso, minha expectativa para essa nova adaptação já era alta, ainda mais com um diretor tão renomado quanto Park Chan-wook no comando. Felizmente, o filme entrega. É excelente. Encontra o tom certo, equilibra a comédia na medida exata e constrói um roteiro adaptado muito consistente. A progressão dos personagens é muito bem trabalhada, e tanto a fotografia quanto o design de produção colaboram fortemente para essa construção. As atuações são ótimas, cheias de nuances, e sustentam o peso da história com competência. No fim, foi um filme que não só atendeu, mas realmente preencheu minhas expectativas.
O filme é muito bem dirigido e conta com atuações excepcionais dos dois protagonistas, que sustentam a narrativa com muita entrega e sensibilidade. A forma como aborda o luto e a capacidade da arte de eternizar memórias é delicada e profunda. Tecnicamente, é um trabalho impecável — fotografia, trilha e montagem funcionam com muita precisão. Ainda assim, apesar de reconhecer todas essas qualidades, não consegui me conectar emocionalmente como imaginava. Eu gostei do filme, admiro o que ele propõe e como executa, mas ele não me tocou da forma intensa que eu esperava.
O filme tem uma belíssima fotografia — e é impossível não destacar o trabalho do fotógrafo brasileiro, que sem dúvida é o grande trunfo da obra. Cada enquadramento parece pensado como pintura, dando uma força visual impressionante à narrativa. Confesso que tenho certa dificuldade de me conectar com filmes mais contemplativos e de ritmo mais lento, mas ainda assim consigo reconhecer a beleza do que está sendo construído ali. O longa aborda temas como progresso, luto e masculinidade de maneira delicada e harmoniosa, sem pressa, permitindo que as emoções amadureçam em cena. É um filme muito bem dirigido, sensível e esteticamente marcante, mesmo que exija mais paciência do espectador.
Gostei muito do filme. Ele tem uma vibe clara dos filmes de ação dos anos 2000, com aquela energia mais direta, sem muita firula, focada em ritmo e tensão. As reviravoltas são interessantes e ajudam a manter a atenção ao longo da trama. A direção é competente, conduzindo a história com firmeza e sem grandes exageros. No fim, é aquele tipo de filme perfeito para dar play no fim de semana em casa e se divertir sem compromisso — e, dentro dessa proposta, funciona muito bem.
Que filmão do Spike Lee. Mesmo sem conhecer o filme original do Kurosawa, esse aqui já entra fácil como um dos meus favoritos de 2025. As atuações são impecáveis, a montagem é afiadíssima e a direção conduz tudo com muita segurança e personalidade. É daqueles filmes que te envolvem do começo ao fim. Uma pena não ter tido mais repercussão, porque merecia muito mais destaque e discussão.
O filme conta com ótimas atuações e um roteiro intrigante, que prende do início ao fim. A narrativa é conduzida de forma tão segura que o espectador se mantém constantemente surpreendido com os rumos da história. Um grande acerto é não apostar em um final aberto, entregando uma conclusão clara e satisfatória. Tudo isso é amarrado por uma excelente direção, que dá ritmo, tensão e personalidade ao filme.
Uma coisa precisa ser dita: esse filme é bem melhor do que Beau Tem Medo, último trabalho do Ari Aster. Aqui, a trama é mais cativante e muito mais fácil de acompanhar, com um roteiro que se mantém instigante e realmente prende o espectador. O grande acerto está na forma como o filme expõe que a polarização política não nasce da racionalidade, mas da passionalidade — são as emoções que servem para justificar ações travestidas de “razão”, em ambos os lados. O longa escancara a hipocrisia presente nas duas faces dessa disputa, o que rende momentos bastante interessantes. Confesso que esse tipo de abordagem às vezes me incomoda, especialmente quando tenta tratar discursos como equivalentes, mesmo quando um deles flerta claramente com o autoritarismo. Ainda assim, é provocador ver como certos personagens que se colocam como progressistas têm suas próprias incoerências expostas. O problema maior está no final. Ari Aster parece querer abraçar tantos temas ao mesmo tempo que acaba não conseguindo amarrá-los de forma satisfatória. O roteiro se dispersa, perde força e dá a sensação de que o cineasta sabe muito bem como apresentar suas ideias, mas não como concluí-las. É como se o filme fosse interrompido antes de encontrar um verdadeiro fechamento.
É um ótimo thriller, onde dá pra sentir claramente a mão do Sam Raimi na direção. O filme foge do previsível e constrói um roteiro que vai deixando o espectador cada vez mais aflito com o passar do tempo. Ele acerta no equilíbrio entre humor, sustos, tensão e ação, sabendo exatamente quando assumir cada tom. O final é bem satisfatório e fecha a experiência de forma competente. Vale muito a pena assistir.
O filme consegue equilibrar muito bem momentos doces e tristes, sempre na medida certa. A escolha por uma narrativa não cronológica é um acerto, já que a história se mantém clara e o espectador nunca fica perdido. A montagem é um dos grandes destaques, ajudando a dar ritmo e emoção ao conjunto. No fim, é um filme sensível, bem construído e que definitivamente vale a pena conferir.
O filme segue diretamente como continuação do anterior e, mesmo que o primeiro tivesse um clima mais voltado ao suspense, essa sequência funciona bem dentro da proposta. A história avança de forma coerente e entrega um resultado sólido como continuação. O único ponto que enfraquece um pouco o conjunto é o antagonista, que poderia ter sido construído de forma mais interessante ou surpreendente.
Mais uma vez fica a pergunta: por que um novo live-action da Disney? A resposta parece ser a de sempre — a fetichização de transformar personagens animados em pessoas reais e a busca por lucro ancorada na nostalgia. Dito isso, o filme consegue ser decente e passa longe de ser ruim. Ainda assim, acrescenta muito pouco ao material original, seguindo o mesmo padrão da maioria dos outros live-actions do estúdio: correto, bem produzido, mas sem real necessidade de existir.
É uma comédia romântica bem gostosinha de assistir, sem grandes novidades no formato ou na proposta, mas que consegue prender a atenção. A química e a atuação do casal funcionam bem, dando leveza e carisma à história. A narrativa construída a partir dos flashbacks é decente e cumpre seu papel sem tropeços. No fim das contas, é aquele típico filme de sessão da tarde: confortável, previsível e agradável na medida certa.
Aaron Sorkin demonstra, mais uma vez, sua habilidade ímpar em construir argumentos afiados e diálogos envolventes. O filme é eletrizante, curioso e angustiante na medida certa, sustentado por uma direção segura e um roteiro muito bem amarrado. Ainda assim, paira a sensação de déjà-vu: a experiência é sólida e eficiente, mas pouco surpreendente, seguindo um formato já conhecido, sem grandes rupturas ou novidades que o diferenciem de trabalhos anteriores.
O filme mantém um ritmo bem interessante até a entrada do flashback, que acaba quebrando um pouco a fluidez da trama. O roteiro também peca ao explicar demais as próprias viradas, detalhando o óbvio e tirando o impacto de acontecimentos que já são, em grande parte, previsíveis. A atuação da Amanda Seyfried se destaca positivamente, assim como a do ator que contracena com ela, enquanto a Sidney soa mais no automático, sem grande brilho. No saldo final, não chega a ser um filme ruim, mas também passa longe de ser algo memorável ou acima da média.
A premissa do filme é interessante e parte de boas intenções, ao se propor a discutir temas atuais como o politicamente correto, os privilégios e a cultura do cancelamento. A execução é competente e em nenhum momento chega a ser ruim, deixando claro que há um cuidado com a narrativa e com o que se quer debater. Ainda assim, fica a sensação de que faltou um pouco mais de ousadia ou tempero — algo que elevasse o conjunto e colocasse o filme exatamente na medida certa para causar um impacto maior.
Não Se Preocupe, Querida
3.3 624 Assista AgoraO filme segue uma trama muito interessante e bem construída, com uma premissa que chama bastante atenção. Apesar disso, o mistério é relativamente fácil de desvendar, o que acaba diminuindo o impacto do plot twist quando ele finalmente acontece. Ainda assim, essa previsibilidade acaba dizendo muito mais sobre a própria sociedade e os temas que o filme propõe discutir. No fim, mesmo sem surpreender tanto quanto poderia, é uma obra que vale pela ideia e pelas reflexões que levanta.
Faça Ela Voltar
3.8 755 Assista AgoraUm terror bem competente, que consegue construir uma tensão constante ao longo da narrativa. As atuações são sólidas e ajudam a dar credibilidade à história, enquanto a trama te prende até o final, mantendo o interesse e o suspense. No fim, é um filme que entrega o que promete e vale a pena assistir.
Devoradores de Estrelas
4.1 209Simples na medida certa, e ainda assim um filme espetacular. É muito emocionante, mas sem cair no piegas, conduzindo tudo com sensibilidade e equilíbrio. Ryan Gosling está bem demais, entregando uma atuação cheia de nuances, e a amizade dele com Rocky é, sem dúvida, a alma do filme.
A forma como o longa mistura os flashbacks com a trama principal funciona muito bem, ajudando a construir o emocional da história sem quebrar o ritmo. Mesmo trazendo várias referências à ficção científica, o filme usa essas inspirações com inteligência, sem parecer apenas uma cópia, mas sim uma homenagem bem feita.
Além disso, é um filme que conversa com muitos temas importantes: solidão, otimismo, ambientalismo, amizade e, principalmente, o que nos torna humanos. Tudo isso é tratado de forma leve, mas muito significativa. É um filme lindo, daqueles que ficam com você depois que acabam — com certeza, um dos meus favoritos do ano.
Valor Sentimental
3.9 366 Assista AgoraQue filme bom. Eu não gosto muito de comparar obras — cada filme tem sua proposta — mas, já que ele está disputando diretamente com Hamnet no Oscar, aqui a sensação é de que ele dá um verdadeiro baile quando o assunto é fazer a arte dialogar com os problemas da vida real. O filme explora muito bem como a arte pode servir como forma de compreender, enfrentar e até transformar essas questões.
É impressionante como tudo funciona em alto nível: as atuações são extraordinárias, a direção é segura e sensível, e a fotografia é simplesmente impecável. É daqueles filmes que conversam profundamente com o nosso tempo, abordando temas atuais com muita inteligência e emoção. No conjunto, é uma obra poderosa
Drácula: Uma História de Amor Eterno
3.0 99 Assista AgoraO filme me deixou com sensações bem mistas. Existem cenas realmente espetaculares, muito bem filmadas e coreografadas, que mostram o potencial que o filme poderia ter alcançado. Por outro lado, há momentos que parecem mal dirigidos, quebrando o ritmo e a consistência da narrativa.
O roteiro também dá a impressão de estar um pouco perdido, tentando misturar várias ideias e caminhos diferentes sem conseguir amarrá-los de forma satisfatória. No fim, fica aquela sensação de que o filme tinha bons elementos nas mãos, mas poderia ter sido muito mais se essa mistura tivesse sido melhor trabalhada.
Anônimo 2
3.1 150 Assista AgoraUm filme muito bom, divertido e com aquela clara vibe de sessão da tarde. A continuação opta por seguir a narrativa do longa anterior, mas com uma pegada mais familiar, ampliando um pouco o tom mais leve da história. Existem boas cenas de ação, bem executadas e que mantêm o ritmo do filme.
Ainda assim, ele não consegue impressionar como o primeiro. Os clichês aparecem com mais frequência e acabam soando mais cansativos e exagerados, perdendo um pouco da graça e do frescor que o filme anterior tinha. Mesmo assim, funciona como um entretenimento despretensioso, daqueles perfeitos para assistir em uma tarde tranquila.
Extermínio
3.7 1,1K Assista AgoraEu ainda não tinha visto nenhum filme da franquia, então resolvi começar pelo primeiro — e que ótima decisão. Gostei muito do que vi. Agora entendo perfeitamente por que tanta gente gosta desse filme e a importância que ele teve para revitalizar os filmes de zumbi nos anos 2000.
É muito bem filmado, cria uma atmosfera tensa e imersiva, e conta com atuações impactantes que ajudam a dar peso emocional à história. Não é só sobre sobrevivência, mas sobre desespero, colapso social e humanidade em crise. Já terminei com vontade de engatar imediatamente na continuação para ver como essa história evolui.
Pânico 7
2.7 341 Assista AgoraVamos falar de Pânico 7… e, para mim, é disparado o filme mais fraco de toda a franquia.
O primeiro era uma metalinguagem afiada sobre os slashers. O segundo discutia continuações. O terceiro falava sobre encerrar trilogias. O quarto refletia sobre remakes. O quinto misturava reboot, “requels”, nostalgia e a relação tóxica entre fãs e franquias. O sexto já mostrava certo desgaste, voltando demais ao tema da nostalgia, mas ao menos ainda tinha um mistério minimamente intrigante.
Já o sétimo… não parece ter nada a dizer. E isso é o mais grave para uma franquia que sempre se destacou justamente pelo comentário metalinguístico. Temas não faltavam — IA, retcon, manipulação de narrativa, cultura digital — mas o filme simplesmente não desenvolve nenhum deles de forma relevante. É como se ele próprio admitisse que não tem um discurso claro.
O mistério é fraco, a revelação dos assassinos é pouco impactante e as motivações não convencem. Além disso, o roteiro apresenta várias inconsistências que enfraquecem ainda mais a experiência. Falta tensão, falta comentário, falta identidade.
Nos bastidores, a demissão de uma das atrizes por posicionamentos políticos já sinalizava um processo turbulento, e o resultado final parece refletir esse caos.
O único ponto realmente positivo é Neve Campbell, que continua dominando a personagem com autoridade e presença. Ainda assim, nem sei se isso é totalmente positivo — eu já estava satisfeito com o encerramento anterior da personagem. Vê-la novamente presa ao mesmo ciclo de perseguição tira um pouco do peso das despedidas anteriores.
No fim, é uma grande decepção. Um filme que carrega o nome de uma franquia tão inteligente e acaba entregando justamente o que ela sempre criticou: vazio.
A Meia-Irmã Feia
3.8 426 Assista AgoraQue filme espetacular. A adaptação do conto da Cinderela é extremamente criativa ao optar pela perspectiva da meia-irmã — uma sacada inteligente que renova completamente uma história tão conhecida. A mensagem é poderosa, especialmente ao abordar a pressão estética feminina e a imposição constante de moldar o próprio corpo e comportamento para agradar ao olhar masculino.
A narrativa é crua, direta, e o tom mais gore nunca soa gratuito ou exagerado; pelo contrário, é impactante na medida certa, reforçando o desconforto que a temática propõe. É um filme corajoso, provocador e muito bem construído. Sem dúvida, um dos melhores de 2025.
A Única Saída
3.7 138 Assista AgoraA Única Saída é uma adaptação do livro The Ax (O Corte). Eu nunca li a obra original, mas na época da faculdade assisti à versão francesa baseada no mesmo material — e era um filme muito bom. Por isso, minha expectativa para essa nova adaptação já era alta, ainda mais com um diretor tão renomado quanto Park Chan-wook no comando.
Felizmente, o filme entrega. É excelente. Encontra o tom certo, equilibra a comédia na medida exata e constrói um roteiro adaptado muito consistente. A progressão dos personagens é muito bem trabalhada, e tanto a fotografia quanto o design de produção colaboram fortemente para essa construção. As atuações são ótimas, cheias de nuances, e sustentam o peso da história com competência. No fim, foi um filme que não só atendeu, mas realmente preencheu minhas expectativas.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 405 Assista AgoraO filme é muito bem dirigido e conta com atuações excepcionais dos dois protagonistas, que sustentam a narrativa com muita entrega e sensibilidade. A forma como aborda o luto e a capacidade da arte de eternizar memórias é delicada e profunda. Tecnicamente, é um trabalho impecável — fotografia, trilha e montagem funcionam com muita precisão.
Ainda assim, apesar de reconhecer todas essas qualidades, não consegui me conectar emocionalmente como imaginava. Eu gostei do filme, admiro o que ele propõe e como executa, mas ele não me tocou da forma intensa que eu esperava.
Sonhos de Trem
3.7 339 Assista AgoraO filme tem uma belíssima fotografia — e é impossível não destacar o trabalho do fotógrafo brasileiro, que sem dúvida é o grande trunfo da obra. Cada enquadramento parece pensado como pintura, dando uma força visual impressionante à narrativa.
Confesso que tenho certa dificuldade de me conectar com filmes mais contemplativos e de ritmo mais lento, mas ainda assim consigo reconhecer a beleza do que está sendo construído ali. O longa aborda temas como progresso, luto e masculinidade de maneira delicada e harmoniosa, sem pressa, permitindo que as emoções amadureçam em cena. É um filme muito bem dirigido, sensível e esteticamente marcante, mesmo que exija mais paciência do espectador.
Dinheiro Suspeito
3.4 140 Assista AgoraGostei muito do filme. Ele tem uma vibe clara dos filmes de ação dos anos 2000, com aquela energia mais direta, sem muita firula, focada em ritmo e tensão. As reviravoltas são interessantes e ajudam a manter a atenção ao longo da trama. A direção é competente, conduzindo a história com firmeza e sem grandes exageros. No fim, é aquele tipo de filme perfeito para dar play no fim de semana em casa e se divertir sem compromisso — e, dentro dessa proposta, funciona muito bem.
Luta de Classes
2.8 67 Assista AgoraQue filmão do Spike Lee. Mesmo sem conhecer o filme original do Kurosawa, esse aqui já entra fácil como um dos meus favoritos de 2025. As atuações são impecáveis, a montagem é afiadíssima e a direção conduz tudo com muita segurança e personalidade. É daqueles filmes que te envolvem do começo ao fim. Uma pena não ter tido mais repercussão, porque merecia muito mais destaque e discussão.
Bugonia
3.6 427 Assista AgoraO filme conta com ótimas atuações e um roteiro intrigante, que prende do início ao fim. A narrativa é conduzida de forma tão segura que o espectador se mantém constantemente surpreendido com os rumos da história. Um grande acerto é não apostar em um final aberto, entregando uma conclusão clara e satisfatória. Tudo isso é amarrado por uma excelente direção, que dá ritmo, tensão e personalidade ao filme.
Eddington
3.1 107Uma coisa precisa ser dita: esse filme é bem melhor do que Beau Tem Medo, último trabalho do Ari Aster. Aqui, a trama é mais cativante e muito mais fácil de acompanhar, com um roteiro que se mantém instigante e realmente prende o espectador. O grande acerto está na forma como o filme expõe que a polarização política não nasce da racionalidade, mas da passionalidade — são as emoções que servem para justificar ações travestidas de “razão”, em ambos os lados.
O longa escancara a hipocrisia presente nas duas faces dessa disputa, o que rende momentos bastante interessantes. Confesso que esse tipo de abordagem às vezes me incomoda, especialmente quando tenta tratar discursos como equivalentes, mesmo quando um deles flerta claramente com o autoritarismo. Ainda assim, é provocador ver como certos personagens que se colocam como progressistas têm suas próprias incoerências expostas.
O problema maior está no final. Ari Aster parece querer abraçar tantos temas ao mesmo tempo que acaba não conseguindo amarrá-los de forma satisfatória. O roteiro se dispersa, perde força e dá a sensação de que o cineasta sabe muito bem como apresentar suas ideias, mas não como concluí-las. É como se o filme fosse interrompido antes de encontrar um verdadeiro fechamento.
Socorro!
3.3 197É um ótimo thriller, onde dá pra sentir claramente a mão do Sam Raimi na direção. O filme foge do previsível e constrói um roteiro que vai deixando o espectador cada vez mais aflito com o passar do tempo. Ele acerta no equilíbrio entre humor, sustos, tensão e ação, sabendo exatamente quando assumir cada tom. O final é bem satisfatório e fecha a experiência de forma competente. Vale muito a pena assistir.
Todo Tempo Que Temos
3.4 171 Assista AgoraO filme consegue equilibrar muito bem momentos doces e tristes, sempre na medida certa. A escolha por uma narrativa não cronológica é um acerto, já que a história se mantém clara e o espectador nunca fica perdido. A montagem é um dos grandes destaques, ajudando a dar ritmo e emoção ao conjunto. No fim, é um filme sensível, bem construído e que definitivamente vale a pena conferir.
O Telefone Preto 2
3.0 256 Assista AgoraO filme segue diretamente como continuação do anterior e, mesmo que o primeiro tivesse um clima mais voltado ao suspense, essa sequência funciona bem dentro da proposta. A história avança de forma coerente e entrega um resultado sólido como continuação. O único ponto que enfraquece um pouco o conjunto é o antagonista, que poderia ter sido construído de forma mais interessante ou surpreendente.
Lilo & Stitch
3.6 245 Assista AgoraMais uma vez fica a pergunta: por que um novo live-action da Disney? A resposta parece ser a de sempre — a fetichização de transformar personagens animados em pessoas reais e a busca por lucro ancorada na nostalgia. Dito isso, o filme consegue ser decente e passa longe de ser ruim. Ainda assim, acrescenta muito pouco ao material original, seguindo o mesmo padrão da maioria dos outros live-actions do estúdio: correto, bem produzido, mas sem real necessidade de existir.
De Férias com Você
3.4 81 Assista AgoraÉ uma comédia romântica bem gostosinha de assistir, sem grandes novidades no formato ou na proposta, mas que consegue prender a atenção. A química e a atuação do casal funcionam bem, dando leveza e carisma à história. A narrativa construída a partir dos flashbacks é decente e cumpre seu papel sem tropeços. No fim das contas, é aquele típico filme de sessão da tarde: confortável, previsível e agradável na medida certa.
Setembro 5
3.4 91 Assista AgoraAaron Sorkin demonstra, mais uma vez, sua habilidade ímpar em construir argumentos afiados e diálogos envolventes. O filme é eletrizante, curioso e angustiante na medida certa, sustentado por uma direção segura e um roteiro muito bem amarrado. Ainda assim, paira a sensação de déjà-vu: a experiência é sólida e eficiente, mas pouco surpreendente, seguindo um formato já conhecido, sem grandes rupturas ou novidades que o diferenciem de trabalhos anteriores.
A Empregada
3.4 527 Assista AgoraO filme mantém um ritmo bem interessante até a entrada do flashback, que acaba quebrando um pouco a fluidez da trama. O roteiro também peca ao explicar demais as próprias viradas, detalhando o óbvio e tirando o impacto de acontecimentos que já são, em grande parte, previsíveis. A atuação da Amanda Seyfried se destaca positivamente, assim como a do ator que contracena com ela, enquanto a Sidney soa mais no automático, sem grande brilho. No saldo final, não chega a ser um filme ruim, mas também passa longe de ser algo memorável ou acima da média.
Depois da Caçada
2.9 115 Assista AgoraA premissa do filme é interessante e parte de boas intenções, ao se propor a discutir temas atuais como o politicamente correto, os privilégios e a cultura do cancelamento. A execução é competente e em nenhum momento chega a ser ruim, deixando claro que há um cuidado com a narrativa e com o que se quer debater. Ainda assim, fica a sensação de que faltou um pouco mais de ousadia ou tempero — algo que elevasse o conjunto e colocasse o filme exatamente na medida certa para causar um impacto maior.